40 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI
BRIAN D. JOSEPH
The Ohio S a e Uni e si y
Campos de pesquisa: con o é sia
bal o-esla a, his ó ia da linguís ica, biog a ia de Meille .
BALTO-ESLAVIC: QUE milho
Es a a a pensa , ou o que?
Vamos encon a -nos a pensa ?!
Bal ų i sla ų p okalbė: ką manė Meille ,
a ba ką Meille spėjo? !
Ano ação
An oine Meille e a um indoeu opeís a ão sé io quan o já hou e, e ainda assim nem udo o
que ele esc e eu é incon es á el. Sua opinião sob e o bal o-esla o, de Les dialec es
indo-eu opéens (1908, 2a edição 1922), é um desses casos - eja Szeme ényi 1957 - e
especi icamen e a alegação de Meille de que não há e idências con incen es pa a um
subg upo bal o-esla o den o do indo-eu opeu. Explo o aqui o que Meille quis dize com
"diale o" do indo-eu opeu em elação ao bal o-esla o, po exemplo, o que deu o igem aos 10 (ou
mais) amos ( amos como "diale os") den o da amília indo-eu opeia, ou a iação de diale o
den o do p óp io p o o-indo-eu opeu. Além disso, no […]a an -p ôpos[…] de 1922, Meille
e e e-se à unidade indo-eu opeia como de na u eza […]nacional[…], le an ando a ques ão da
ele ância do sen ido de Meille da elação en e língua e nação (Mo e 2013) pa a a ques ão
de uma possí el unidade bal o-esla a.
Pala as-cha e: An oine Meille , bal o-esla o, diale o, his ó ia da
linguís ica, indo-eu opeu, i alo-cel a, língua e nação, ANOTACIJA
An oine […]as Meille oi um dos mais impo an es indoeu opeís as, mas kai ku ie jo eikalai
y a p ieš a ingi. Po exemplo, a opinião sob e os bál icos e os esc a os p okalbę knygoje Les
dialec es indo-eu opéens (1908, an asis leidimas 1922) ž . Szeme ényi 1957 i pa icula men e
Meille įsi ikinimas, jog ūks a į ikinamų į odymų, pa i inančių bal ų i sla ų p okal
egzis a imą indoeu opiečių kalbų šeimoje. Šiame aiškinamasi, ką Meille u ėjo omenyje
kalbėdamas apie indoeu opiečių kalbų dialek ąbal ų i sla ų p okalbės kon eks e, pa yzdžiui,
kas lėmė be eik dešim ies šakų (šakas su okian kaip dialek us) a si adimą igh ly
S aipsniai A igos 41 e 41
Bal o-esla o: indoeu opias kalbų šeimoje, a ba dialek ų a iacijas pačioje indoeu opias
wha Meille was Thinking, o , wha was Meille Thinking?!
p okalbėje. Vėliau, 1922 m. leidimo p a a mėje, Meille adina indoeu opiečių kalbų ieno ę
au ine, pab ėždamas sa o su okimo apie kalbos i au os egz san ykį (Mo e 2013)
s a bumą, nag inėjan galimą bend os bal ų i sla ų p okalbėsis a imo klausimą. ESMINIAI
ŽODŽIAI: An oineas Meille , bal ų i sla ų p okalbė, dialek as, ling is ikos is o ija,
indoeu opiečių, i alų i kel ų p okalbė, kalba i au a.
1. INTRODUÇÃO
An oine Meille (1866–1936), he g ea F ench his o ical linguis , is qui e
emembe ed as one o he gian s o Indo-Eu opean linguis ics; Ele oi aluno de Fe dinand de
Saussu e e p o esso de Émile Ben enis e, en ão ele az pa e da adição de e udição que
es á en e os mais impo an es nes e campo, an o no passado quan o no p esen e. Ele e a
um e udi o p olí ico, au o de ce ca de 50 ou mais li os (alguns em á ias edições e
aduzidos pa a á ios ou os idiomas) e li e almen e cen enas e cen enas de a igos. Ele
p oduziu mui os abalhos pad ão e undamen ais sob e á ias línguas e amos de línguas
indo-eu opeias an igas que o am le ados a sé io pelos indo-eu opeís as po décadas e ainda
são ele an es, incluindo os seguin es, com as da as das p imei as edições:
a. Ape çu d'une his oi e de la langue g ecque (1913) b. Al a menisches Elemen a buch (1913) c.
Ca ac è es géné aux des langues ge maniques (1917) d. Le sla commun (1924) e. Esquisse d'une
his oi e de la langue la ine (1928) . Dic ionnai e é ymologique de la langue la ine (1932, com A.
E nou ) g. La mé hode compa a i e en linguis ique his o ique (1919) h. In oduc ion […] l'é ude
compa a i e des langues indo-eu opéennes (1903) Um ou o abalho desse ipo, o Les de
l'é ude p ésen e, é Indo-eu opéens (1908; 2a ed.25) com uma adução em inglês, p oduzida po
Samuel Rosenbe g (1967). Es e úl imo abalho é especialmen e impo an e pa a mos a que
nem udo o que Meille esc e eu é incon es á el e conside ado co e o pela maio ia dos
es udiosos, de ido à sua posição sob e o bal o-esla o. Bal o-esla o é possí el 1 Em uma no a
pessoal, po que um dos meus men o es, Cal e Wa kins, es udou com Ben enis e du an e
um longo pe íodo na década de 1950, quando ele mo a a em Pa is, eu sou hon ado de aze
pa e dessa adição.
BRIAN D. JOSEPH
42 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI subg upamen o den o do indo-eu opeu que
em sido con o e so quan o a se o bál ico e o esla o cons i uem um subg upo
legí imo ou, em ez disso, ep esen am dois amos dis in os den o da amília
maio .
A posição de Meille sob e o bal o-esla o pode se esumida da seguin e
o ma: (2) a. não há e idências con incen es pa a um subg upo
bal o-esla o den o do indo-eu opeu, ou seja, pa a um […]diale o[…]
bal o-esla o den o da amília b. odas as semelhanças en e o bal o e o
esla o que pa ecem se ino ações compa ilhadas signi ica i as na
e dade são ca ac e ís icas he dadas do p o o-o-eu opeu ou
ep esen am […]deux dé eloppemen s pa allèles, mais depuis long emps
au onomes[…].
Se e al schola s, mos no ably Al ed Senn, ha e emb aced Meille ’s posi-
Comissão; Ve especialmen e Senn de 1966. Ainda assim, a alegação pa icula de
Meille sob e a al a de e idências pa a um subg upo bal o-esla o ecebeu mais do
que sua pa e de c í icas. Especialmen e de as ado a é a c í ica a se
encon ada em Szeme ényi 1957, onde há uma a aliação cuidadosa de cada um dos
pon os de Meille . Além disso, Szeme ényi ac escen a alguns pon os p óp ios,
concluindo inalmen e que exis em á ias ino ações compa ilhadas não i iais
que apon am pa a uma unidade bal o-esla a p é-his ó ica. Ou os obse a am
no as ino ações des e ipo (po exemplo, Olande , 2009). A maio ia dos es udiosos
a uais pa ece es a do lado de Szeme ényi na acei ação da unidade bal o-esla a,
embo a haja alguns es udiosos que seguem Senn. Embo a exis am inúme as
ques ões in e essan es a se em conside adas que são de na u eza pu amen e
linguís ica no que diz espei o à con o é sia bal o-esla a, minha p eocupação
aqui é explo a , na medida do possí el, o pensamen o que es á po ás da posição
de Meille sob e o bal o-esla a com elação a duas noções-cha e: (3) a. o sen ido de
"diale o" do indo-eu opeu que in o mou a posição de Meille sob e o bal o-esla a b.
Explo a a men e de um e udi o é uma emp esa complicada, mas Szeme ényi
(1957: 103) ab iu a po a a al emp eendimen o: Uma compa ação com os
c i é ios conside ados su icien es pa a es abelece o i alo-cel a (: l'uni é
i alo-cel ique n'es pas dou euse, p. 12 da 2a edição do Dial) lança ia uma luz
in e essan e sob e a men e do e udi o no abalho; a imp essão é o e de
que a admissão da comunidade num caso, a negação dela no ou o, não se
baseia ealmen e nas p o as, mas em alguns mo i os mais emo os
(psicológicos).
S aipsniai A igo 43.o
Bal o-Sla ic: Ten o, po an o, o e ece alguma isão sob e o que esses "mo i os
wha Meille was Thinking, o , wha was Meille Thinking?!
(psicológicos) mais emo os" podem se . Conside o aqui quais e am as noções de
[…]diale o[…] do indo-eu opeu[…] e do p óp io p o o-indo-eu opeu […] e da […]nação[…]
em ação na posição de Meille sob e o bal o-esla o. Em pa icula , pa ece que há
algumas inconsis ências que pode iam le a a alguém a se pe gun a o que ele
es a a pensando quando esc e eu o que ez sob e o bal o-esla o. Pode acaba po
ha e mais pe gun as do que espos as, mas, como é mui as ezes o caso, apenas
aze as pe gun as em si pa ece a ança um pouco a nossa comp eensão. 2. Sob e a
noção de "indo-eu opeu"
DIALECT”
No que diz espei o ao "diale o", Meille pa ece usa á ias in e p e ações
possí eis di e en es pa a a noção de "diale o indo-eu opeu" ou "diale o
indo-eu opeu". Em p imei o luga , há o sen ido em que se e e e ao desen ol imen o
de o mas de ala ou comunidades de ala que le a am ao su gimen o dos 10 (ou mais
ou menos, dependendo do i alo-cel a e do bal o-esla o) subg upos ou amos den o
da amília indo-eu opeia; es a isão iden i ica os amos como "diale os",
e e indo-se a di isões den o do p o o-indo-eu opeu que acaba am po se
en idades econhecí eis em empos pos e io es, após a up u a da
p o o-linguagem em amos indi iduais. Em segundo luga , há o sen ido em que es a
noção se e e e à di usão de ca ac e ís icas, após a up u a do
p o o-indo-eu opeu, de manei as que a a essam as comunidades de ala que
le a am aos amos econhecí eis; es a noção em pa icula é al amen e ele an e
na medida em que a comp eensão dessas semelhanças con ibui pa a a comp eensão
da dialec ologia indo-eu opeia, al ez melho sepa ando os "emp és imos" das
"ino ações compa ilhadas". Finalmen e, há o sen ido em que se e e e à a iação
den o da p óp ia língua p o o-indo-eu opeia que não es á ligada aos g upos que dão
subg upos ou amos inalmen e iden i icá eis, mas é mais pa ecida com o ipo de
a iação associada hoje com es udos sociolingüís icos a iacionis as
quan i a i os do ipo Labo iano.
2 É ce o que uma ou a ques ão é como concilia a ino ação e a di usão com as noções adicionais
de ino ações compa ilhadas. Meille não es a a ealmen e em posição de dize mui o sob e a
di usão, uma ez que os a anços em nossa comp eensão dessa á ea (po exemplo, à la Labo ) ie am
apenas mui o depois do empo de Meille , mas ele, no en an o, inha uma ideia sob e como unciona a
di usão; Ainda assim, há inconsis ência no a o de que, embo a ele econheça que nenhuma
comunidade de ala é in ei amen e uni o me, é ambém o caso de que as ino ações êm de se espalha a im de aze pa e de algum subse o , ou seja, "diale o", den o de uma ala.
BRIAN D. JOSEPH
44 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI
Como obse ado, Meille pa ece u iliza odas as ês in e p e ações em seu
es udo sob e diale os indo-eu opeus. Ou seja, no que diz espei o à p imei a
in e p e ação, o p óp io li o inclui discussão de di e en es amos, po exemplo, no
ní el do ge mânico ou indo-i aniano, e inclui subg upos que ão além do ób io, po
exemplo: I alo-cel a, e Meille chama esses […]dialec os[…] (1928: 3). No en an o,
ambém há discussão de ca ac e ís icas cuja p esença ou ausência a a essa os
10 (ou mais) amos, como a usão *o/*a, que ele se e e e como […]lignes
d[…]isoglosses[…] ([…]linhas de isoglosses[…]), um e mo associado à iden i icação de
diale os, ou […]lignes dialec ales[…] ([…]linhas dialec al[…]), um uso que se associa à
segunda in e p e ação. Finalmen e, pelo menos no caso do desen ol imen o das
sona as silábicas ( e §3 abaixo), que ele chama de […]un ai dialec al de da e
indo-eu opéenne[…] ([…]um a o dialec al de da e IE[…]), a e cei a in e p e ação pa ece es a em ques ão.
3. O milho no BALTO-ESLAVIC
Assim, Meille inha ês sen idos de "diale o" em jogo em seu a amen o dos
diale os indo-eu opeus. É jus o pe gun a se ele pode ê-lo de odas as ês
manei as, se odas as ês são álidas. A espos a pa ece se a i ma i a,
dado o que sabemos sob e os enômenos inco po ados nes es sen idos do
"diale o indo-eu opeu".
Po exemplo, Meille ala sob e indo-i aniano, i alo-cel a e bal o-esla o; São odos da mesma espécie?
Em ce o sen ido, são, po que, se ais subg upos o em jus i icados, cada um ep esen a um nó
in e mediá io en e o p o o-indo-eu opeu e as línguas a es adas ele an es. No en an o, de e-se
admi i que, em e mos de p o as, são quali a i amen e di e en es. Em pa icula , pa a o
indo-i aniano, além da e idência linguís ica, há inúme os aspec os de cul u a compa ilhada en e o
indiano e o i aniano, po exemplo, semelhanças na eligião e na mi ologia na o ma de nomes
compa ilhados de igu as di inas - po exemplo, os deuses gêmeos édicos sânsc i os conhecidos
como N […] sa y […] êm um pa alelo di e o na comunidade de nomes de demônios a es anos. Assim, é
p eciso pe gun a o que, pa a Meille , cons i uiu uma "ino ação comum" em oposição a uma
ca ac e ís ica que se espalha (de uma o ma "con ac al", di uso a). 3 Que as en idades édicas aqui
são deuses, enquan o a en idade a es ana é um demônio, e le e a in e são da ca ac e ís ica boa e
má da agi ação eligiosa inco po ada no zo oas ismo, a eligião com a qual o a es ano es á
associado. Mas a o ma de nomes como es e e ou a e minologia eligiosa mos a a he ança
cul u al comum dos índios e i anianos.
S aipsniai A igo 45.o
Bal o-Sla ic:
wha Meille was Thinking, o , wha was Meille Thinking?!
Nŋhaiθya e mi ologia compa ilhada.4 Tal e idência de cul u a compa ilhada es á
ausen e pa a o i álico e o cel a, po um lado, e pa a o bál ico e o esla o, po ou o.
Além disso, exis em nume osos desen ol imen os de di usão den o do
indo-eu opeu que de em se econhecidos. Es e é de ini i amen e o caso em
empos mais ecen es, como mos ado pela con e gência das línguas
indo-eu opeias no Balkan Sp achbund (c . Sand eld 1930), mas ambém oi quase
ce amen e assim nos empos an igos e p é-his ó icos; O a amen o da di isão
cen um-sa em dada em Hock & Joseph (1996-2009: 338[…]9) se ia um caso em ques ão,
com a p opagação di uso a da assibilização sa em da sé ie de pa adas pala ais p o o-indo-eu opeias *k[…]
*g[…] *g[…]h.
Finalmen e, se ac edi amos que as p o o-linguas e am línguas eais aladas po
pessoas eais, uma posição que a maio ia, se não odos os linguis as his ó icos
p a ican es, ado a iam, en ão emos que con a com a a iação es u u ada de
Labo ian nessas cons uções; Veja Joseph 2006, 2013 pa a alguma discussão
ele an e. O p óp io Meille es a a bem conscien e des e a o sob e a linguagem,
como ele esc e eu (1908: 1) "On ne encon e nulle pa l'uni é linguis ique
comple e" ( "Em nenhum luga se encon a uma unidade linguís ica comple a").
Ainda assim, podemos pe gun a mais, mesmo que seja cla o que o bal o-esla o, seja
o que o , como uma cons ução linguís ica é di e en e em alguns aspec os do
indo-i aniano, se esses sen idos de "diale o" são aplicados uni o memen e.
Rele an e aqui é o a amen o de Meille das sona as silábicas, onde ele se es o ça
mui o pa a nega que haja qualque ipo de ino ação compa ilhada en e o bál ico e
o esla o, e de a o az a iação p o o-linguís ica. A ques ão é que os esul ados
dos sonan es silábicos nos amos indo-eu opeus são bas an e a iados quan o à
qualidade do ocalismo que mos am, mas com ocalismo pa alelo no bál ico e no
esla o; po exemplo, o p o o-indo-eu opeu *ṛ e mina como em indo-i aniano, αρ em
g ego, ou em la im, u em ge mânico, e i em bál ico e i em esla o. A posição de
Meille aqui é essencialmen e a i ma que ha ia uma gama de ocalismo no
p o o-indo-eu opeu, dizendo (1908: 41 […] 42) que […]il semble que le imb e de la oyelle
accessoi e qui se join à la sonan e oyelle ai é é ixé dès l[…]indo-eu opéenne, e
qu[…]il y ai là un ai dialec al de da e indo-eu opéenne[…] ([…]pa ece que o imb e da
ha a aches i sel o he syllabic sonan had been ixed since (P o o-)Indo-Eu-
ocal p op opean, e que nes e caso e a um a o dialec al da idade indo-eu opeia[…]).
Meille , po an o, pa ece es a in ocando o que é equi alen e à a iação
p o o-linguís ica. Po conseguin e, embo a nenhum ou o amo enha exa amen e o Bál ico e o
O esul ado esla o, um a o que, especialmen e à luz das di e enças no ocalismo is as nos
esul ados nas ou as línguas, pa ece mui o pa ecido com um esul ado compa ilhado 4
Ve , po exemplo, es udos como Ben enis e 1969, Wa kins 1995, Mallo y e Adams 1997, F ame
2009, en e ou os.
BRIAN D. JOSEPH
46 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI ino ação, Meille localiza a qualidade a iá el
do ocalismo na a iação que ele sen iu es a p esen e na comunidade de ala
p o o-indo-eu opeia. No en an o, no caso do i álico e do cel a, Meille le a a sé io
um esul ado pa icula en ol endo labio ela es que cada um desses amos
mos a. O desen ol imen o especí ico é a assimilação dis an e de *p...kw pa a
kw ... kw, is a em um punhado de exemplos, mais no a elmen e *penkwe > la im
quinque (= [kwinkwe]), galês pimp, i landês coic. Meille conside a isso uma
ino ação compa ilhada e, po an o, uma e idência signi ica i a em a o da
unidade i alo-cel a, em g ande pa e po que é única e não é encon ada em
nenhuma ou a língua indo-eu opeia. Além disso, ele ado a essa isão, mesmo que
as assimilações sejam na u ais6 e mesmo que os labio ela es sejam
ine en emen e ins á eis e sejam sons al amen e ma cados que em quase odas
as línguas da amília, exce o o ana ólico, acabam po es a en ol idos em algum
ipo de mudanças.7 Pa ece, po an o, que algo mais es a a em ação na a aliação
de Meille do bal o-esla o. Es e assun o é explo ado na seção que segue.
4. LINGUAGE E NACÃO E
A sua ele ância aqui
É nes e pon o que as idéias de Meille sob e língua e nação podem se ele an es.
No "a an -p ôpos" da edição de 1922, Meille e e e-se à unidade indo-eu opeia
como de na u eza "nacional" ([…]l[…]uni é indo-eu opéenne é ai une uni é
na ionale[…]), le an ando a ques ão da ele ância do sen ido de Meille da elação
en e língua e nação (sob e o qual eja Caussa 1988, Mo e 2013) pa a a ques ão
de uma possí el unidade bal o-esla a. Na maio pa e, as ob as de Meille sob e
"nação" e linguagem o am esc i as na e a em o no da P imei a Gue a Mundial -
eja Meille 1918a, 1918b, 1919 - e lida am com assun os con empo âneos. No
en an o, é jus o supo que, mesmo que ele não os enha con on ado po esc i o
a é essa época, esses e am assun os que ele inha odos, e seu in e esse no
hough abou p io o ha ime. He was a sup eme s uden o language a e
a mênio, que apa eceu em seus esc i os sob e a nação
5
Obse e que o ge mânico a ou de "cinco" de o ma di e en e, com *penkwe > *pempe (como
mos ado pelo gó ico im ).
6 Pode-se a é mesmo e a assimilação aqui como uma manei a de diminui a ma cância dos sons
como segmen os single ônicos em uma pala a, aumen ando assim a na u alidade des a mudança. 7
Pode mui o bem se que, se as línguas ana ólicas i essem sob e i ido ao longo do p imei o milênio
a.C., seus labio ela es pode iam e so ido alguma mudança ou ou a. O g ego micênico a es a
labio ela es, mas no g ego do p imei o milênio a.C., os labio ela es so e am mudanças
signi ica i as. 8 Ag adeço a Michiel de Vaan po chama a minha a enção pa a o a igo de Mo e .
S aipsniai A igo 47.o
Bal o-esla o: e língua, an e io aos anos de gue a po pelo menos uma década.
wha Meille was Thinking, o , wha was Meille Thinking?!
Além disso, pode-se ex apola de suas idéias sob e "nação" no que pa a ele e a o
p esen e e aplicá-las ao seu uso de e mos semelhan es no passado dis an e. A
es e espei o, es a ci ação de Meille (1918a: 8) é pa icula men e e elado a: Il y a
na ion là ou un ensemble d'hommes a le sen imen e la olon é de o me un
g oupe à pa , ayan ses adi ions, ses usages e ses aspi a ions d'a eni . Rien
ne ma que plus ne emen lexis ence dune na ion que la possession dune langue qui
lui soi p op e. Tem-se uma nação onde um conjun o de pessoas em o sen imen o
e o desejo de o ma um g upo sepa ado, endo suas p óp ias adições, seus
p óp ios usos e suas p óp ias aspi ações u u as. Nada ma ca a exis ência de
uma nação mais pe ei amen e do que possui uma língua que lhe é p óp ia.
Além disso, pa ece se especialmen e signi ica i o que a ci ação sob e a unidade
indo-eu opeia sendo de na u eza nacional apa eça na segunda edição de Les
dialec es indo-eu opéennes, que saiu em 1922, ou seja, após a u bulência da
P imei a Gue a Mundial e a econ igu ação do mapa da Eu opa que su giu em sua
sequência e na sequência do desman elamen o de dois impé ios, o Impé io
Aus o-Húnga o e o Impé io O omano.
Cla amen e, a noção de "nação" es a a na men e de Meille naquele pe íodo de pós-gue a,
como mos am seus esc i os, e, po an o, não é su p eenden e que uma decla ação desse
ipo uncionasse em seu comen á io (a a és de seu P e ácio) pa a seu li o sob e como a
indi iduação da linguagem oco eu den o do indo-eu opeu. A pe gun a a aze ago a é como
essas conside ações se aplicam ao bal o-esla o e às decla ações ei as uma década e meia
an es na p imei a edição do li o. Pode-se supo que Meille enha pensado nas noções de
nação e língua mui o an es de esc e e sob e elas abe amen e? Se assim o , en ão
qualque descon o o que, embo a al ez não o almen e jus i icado, e ia, no en an o, sido
easiness he migh ha e el abou Bal o-Sla ic on linguis ic g ounds – an un-
e o çado pelo a o de que os bál icos e os esla os não es ão ão ob iamen e conec ados
como os índicos e os i anianos9 - p o a elmen e essonou com a ausência de qualque ipo de
cul u a compa ilhada que possa se omada como " adições ... usos ... aspi ações"
cole i as. E, a di e ença en e Meille em elação ao bal o-esla o e Meille em elação ao
i alo-cel a, mesmo que ambém não haja sinais de cul u a compa ilhada nes e úl imo g upo, é
que Meille começou como um classicis a e inha uma no a especialmen e p o unda a es e
espei o Szeme ényi (1959: 103): "A ese de Meille [e a] que a unidade a iana e a ób ia, mas não
BS".
BRIAN D. JOSEPH
48 Ac a Linguis ica Li uanica LXXVI conhecimen o de la im e i álico (no e seus
abalhos de 1928 e 1932 sob e la im na lis a em (1)), pe mi indo-lhe e uma
conexão com o cel a em um ní el c onológico bas an e p o undo.
5. Conclusão
Pa a conclui , uma lei u a a en a da o ma em que Meille ala sob e o bal o-esla o,
jun amen e com indicações de ou os esc i os dele, o e ece uma base pa a
algumas in e ências azoá eis quan o ao pensamen o po ás de sua
in e p e ação dos a os sob e ca ac e ís icas semelhan es encon adas an o
no bal o quan o no esla o. O bal o-esla o pa ece, po an o, ep esen a uma á ea
da e udição de Meille que es á longe de se a mais cla a dos mui os insigh s mui o
a iados e agudos sob e o indo-eu opeu que ele ap esen ou. E é po isso que me
pe gun o, como no meu í ulo, o que é que Meille es a a a pensa , deixando
sen imen os não linguís icos en a em no caminho das suas a aliações linguís icas.
Re e ências
Ben enis e Émile 1969: Le ocabulai e des ins i u ions indo-eu opéennes. Pa is: Les
Edições de Minui .
Caussa Pie e 1988: Língua e nação. […] His ó ia da Epis emologia da Língua 10 (2),19 5
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