6Ani a Nuopponen | Dimensões do abalho e minológico
Dimensões do abalho de e minologia
Ani A nuopponen
Uni e si y o Vaasa
Pala as-cha e: abalho e minológico, abalho e minológico no ma i o, abalho
e minológico desc i i o, dico omias, abalho e minológico o ien ado pa a a adução,
e minog a ia, ges ão e minológica, no malização, o ien ação concei ual, o ien ação e minológica
1.InT oDucTIon no ma i o/desc ip i o, sis emá ico/ad hoc,
mono-/bi-/mul ilingue, o ien ado pa a concei os/ e mos são algumas das
dico omias ou ico omias na li e a u a sob e a i idades e minológicas. Em
seu a igo Dicho omies: impossí el e indispensá el? Johan Myking (2007: 265)
discu e em p o undidade as di-/ ico omias mais comuns ela i as à base
eó ica do campo da e minologia. Ele os conside a como "ca ac e ís icas
impo an es do me adiscu so des a disciplina", a gumen ando que es udá-los
pode ia "con ibui pa a uma melho comp eensão do es ado da a e no campo
da e minologia, bem como das ensões a uais e endências de
desen ol imen o". Essas dico omias são equen emen e omadas ambém
como pon os de pa ida ao mo i a no as abo dagens eó icas ( e mais, po
exemplo, em Myking 2001, 2007; Budin 2001; An ia 2001; cab é 1999, 2003; Temme man
2000). Nes e a igo, as dico omias e
icho omies ela ed o p ac ical e minology wo k a e aken as exp essions
o dimensions o e minology wo k.
Es e a igo é uma con ibuição pa a a in es igação sob e o es ado da a e do
abalho e minológico. É delineada uma ipologia (sis ema de concei os)
p o isó ia e mul idimensional do abalho e minológico, cob indo eze
c i é ios de di isão, ou "dimensões", que são ag upados em aqueles elacionados
ao g upo-al o, p opósi o, compilado , p odu o ou mé odo. Além de algumas
di-/ ico omias es abelecidas na li e a u a, ambém p ocu ei algumas no as
que possam se de ec adas ao examina di e en es manei as de abalha com
e minologias. Eles e elam c i é ios de di isão pa a di e en es ipos de
abalho e minológico e on ei as en e o que pode ia se conside ado como
abalho e minológico e o que pe ence, po exemplo, à lexicog a ia. Além disso,
algumas dico omias es abelecidas o am eo ganizadas.
7Te minologia | 2018 | 25
As on es incluem li e a u a sob e a eo ia e a p á ica do campo da
e minologia: e is as, ela ó ios de con e ências, esumos de campo, manuais
(p. ex., W igh & Budin 1997a, b; S eu s & Kockae 2014; Felbe 1984), li os
didá icos (p. ex., cab é 1999; Pich & D askau 1985; Sage 1990), di e izes e
pad ões (ISO 1087; ISO 704). A segui , discu e-se o concei o de abalho
e minológico e as designações u ilizadas pa a ele, e es abelece-se um quad o
pa a a análise das á ias dimensões e ca ac e ís icas do abalho
e minológico. Depois disso, cada um deles é explo ado mais a undo.
2. T abalho de e minologia
A no ma ISO 1087-1 (2000) de ine o abalho e minológico como " abalho
elacionado com a ecolha sis emá ica, desc ição, p ocessamen o e
ap esen ação de concei os e suas designações". A ISO 704 (2009: ) inclui
as seguin es ac i idades como p incipais ac i idades de abalho
e minológico: Iden i icação de concei os e elações concei uais; análise
e modelagem de sis emas concei uais com base em concei os e elações
concei uais iden i icados; […] es abelecimen o de ep esen ações de
sis emas concei uais a a és de diag amas concei uais;
de inição de concei os;
a ibuição de designações (p edominan emen e e mos) a cada
concei o numa ou mais línguas;
[…] egis o e ap esen ação de dados e minológicos, p incipalmen e
em meios imp essos e ele ónicos ( e minog a ia);[…]
Em ge al, subsc e o a de inição da ISO 1087 (2000) pa a o abalho de e minologia,
mas pa a os e ei os des e es udo p e e i ia es endê-la a é ce o pon o, a im de
pode abo da , en e ou as coisas, ambém o abalho elacionado com a
e minologia "não sis emá ica" e explo a p á icas mais a iadas. Na li e a u a
do campo, encon amos pelo menos as seguin es designações al e na i as pa a o
abalho de e minologia: e minog a ia, ges ão de e minologia, p ocessamen o
de e minologia e e minologia. O úl imo ( e minologia) apa ece equen emen e
na li e a u a. Po exemplo, Vesna Lušicky e Tanja Wissik (2015: 8) de inem a
a i idade da seguin e o ma: "O obje i o da e minologia é egis a e o ganiza
o signi icado e o uso de e mos especializados e disponibilizá-los em á ios
ecu sos e minológicos, como bases de e mos (online), dicioná ios, glossá ios e
pad ões de e minologia, a im de usá-los em ex os, aduções e discu sos
especializados".
8Ani a Nuopponen | Dimensões do abalho e minológico No en an o, p e i o
e i a es e uso polissêmico do e mo e minologia, uma ez que nem semp e é
cla o a pa i do con ex o de que " e minologia" os au o es es ão a ala
(campo de in es igação, disciplina, abalho e minológico, conjun o de e mos,
glossá io de e mos, e c.). O e mo e minog a ia, cunhado em analogia com a
lexicog a ia, oi suge ido po Alain ey pa a " e minologia desc i i a aplicada"
nos anos se en a ( ey 1995: 23, 129). A e minologia encon ou seu caminho no uso
in e nacional do inglês ao lado do abalho de e minologia. Apa ece, po exemplo,
na ISO 704 (2009) como is o acima e na ISo 1087 (2000), mas e e indo-se a uma
"pa e do abalho e minológico elacionado com o egis o e a ap esen ação de
dados e minológicos", que "pode se ap esen ado sob a o ma de bancos de
e mos, glossá ios, esau os ou ou as publicações". Em ez de abalho de
e minologia ou e minog a ia, Sue ellen W igh e ge ha d Budin (1997a) usam o
e mo ge enciamen o de e minologia com a mo i ação de que se encaixa ia
melho no uso da língua inglesa e se ia análogo ao "ge enciamen o de
in o mação" (ibid. 1997a: 2). De aco do com eles, a ges ão da e minologia consis e
na "es u u ação, a mazenamen o, in e câmbio, disseminação e u ilização de
in o mações e minológicas pa a a p odução de ex os (incluindo dicioná ios,
e c.)". Também pa a eles, a e minog a ia é a a i idade de egis a
in o mações e minológicas, e não a a i idade mais ampla. O Klaus...
Di k Schmi z (2009): po sua ez, p e e e o uso da ISO 704 do abalho
e minológico, mas que usa o e mo ge enciamen o de e minologia em ez
de e minog a ia ( e ambém lušicky & Wissik 8). Juan Sage (1990) usa o e mo
p ocessamen o e minológico, que, no en an o, não se espalhou an o quan o
os ou os. Nes e a igo, o e mo abalho de e minologia se á u ilizado pa a a
a i idade mais ampla elacionada com e minologias, enquan o o ge enciamen o
de e minologia é, como K.-D. Schmi z (2009) ê, a pa e do abalho de
e minologia elacionada ao egis o e ap esen ação de dados e minológicos.
Na li e a u a e minológica, á ios ipos de abalhos e minológicos são
desc i os de o ma bas an e di e en e. Exis em mui os e mos sinônimos e
casos de polisemia. Nes e es udo, no en an o, in e esso-me mais pelos seus
elemen os de di e en es ipos de abalho e minológico e concen o-me
p incipalmen e nas suas ca ac e ís icas. Vá ios ipos de abalhos
e minológicos que são desc i os na li e a u a são conside ados aqui como
complemen a es uns dos ou os. (Figu a 1). O oco nas ca ac e ís icas do
abalho e minológico é ambém um es o ço eó ico em di eção a uma eo ia
mul i ace ada e mul idimensional da e minologia que g. Budin (2001: 20)
menciona. A classi icação é p o isó ia e es á abe a a discussões e desen ol imen os adicionais. A segui ,
9Te minologia | 2018 | 25 Vá ias ca ac e ís icas das di e en es abo dagens
se ão sepa adas e examinadas mais ou menos como elemen os que pode iam
se eunidos de mui as manei as di e en es. En e á ias al e na i as pa a
ag upa os di e en es c i é ios de di isão, escolhi cinco g upos p incipais
guiados pelas pe gun as básicas: a quem, po quê, po quem, qual p odu o e
como? (Ve Figu a 1). Figu a 1. Dimensões do abalho e minológico
1 0 Ani a Nuopponen | Dimensões do abalho
e minológico 3. A e minologia unciona pa a quem?
G upo-al o. O abalho de e minologia em á ios g upos-al o que êm
necessidades um pouco di e en es. Além disso, as pe gun as "a quem" e "po
quem" es ão en elaçadas e nem semp e podem se sepa adas umas das
ou as. O abalho e minológico no ma i o e a no malização e minológica
o am in oduzidos pa a esol e os obs áculos à comunicação en e os
pe i os do domínio e pa a sa is aze as suas necessidades e minológicas.
Ou o g ande g upo de u ilizado es de e minologia são os adu o es, e em
sido equen emen e salien ado que as suas necessidades di e em das dos
especialis as em ma é ia ( e W igh & W igh 1997: 148). Além disso, eles
ambém abalham a si mesmos com a e minologia (mais no capí ulo 5). De
ac o, oi p es ada especial a enção à o ma de in eg a o abalho
e minológico como pa e do abalho de adução ( e minologia o ien ada pa a
a adução; po exemplo, Hohnhold 1990; W igh & W igh 1997). Além desses dois
g upos, o abalho de e minologia pode se di ecionado, po exemplo, pa a
usuá ios in e nos (po exemplo, esc i o es écnicos) ou ex e nos em
o ganizações ou emp esas (po exemplo, clien es), es udan es, leigos e público
em ge al. Além disso, nem odos os usuá ios são humanos, mas o abalho de
e minologia ambém é ei o pa a adução au omá ica, on ologias legí eis po máquina e pa a as necessidades de á ios ipos de sis emas de in o mação.
4.Po que a e minologia abalha?
Há uma mi íade de azões pelas quais o abalho de e minologia é necessá io.
No en an o, abo da ei apenas duas dico omias básicas que es ão po ás do
abalho e minológico. O p imei o é o imedia o às necessidades do u ilizado :
o abalho e minológico an ecipa as necessidades do u ilizado ou é ealizado
a pedido. O segundo em a e com o p opósi o do abalho: o abalho de
e minologia em como obje i o in luencia ou desc e e o uso de e mos e
concei os em um campo.
Imedia ez. Do pon o de is a da imedia a espos a às necessidades dos
u ilizado es, o abalho e minológico pode se p oac i o e jus -in- ime
(o ien ações lISe 2013: 21[…]23), ou algo in e mediá io. Pa a V. lušicky e T. Wissik
(2015: 9), que se concen am no abalho e minológico o ien ado pa a a
adução, o abalho e minológico p oa i o é o abalho e minológico
baseado em ex o que se p eocupa com a cole a, desc ição, p ocissão e
ap esen ação de concei os e suas designações an es do p ocesso de
adução. No en an o, as o ien ações lISe (2013) usam o e mo pa a uma
a i idade mais ampla que ab ange odos os ipos de abalho e minológico que são ealizados a a és da a aliação de p o á eis
1Te minologija | 2018 | 25 necessidades u u as ela i as a domínios a
discu i , ex os a aduzi , já p esen es no ecu so e minológico de
legisla ion o be passed, e c. Te minologis s y o an icipa e u u e needs
by wo king on en i e domains and ex -speci ic e minology ha is no
e e ência. (di e izes lISe 2013: 23)
Nes e sen ido, o abalho e minológico p oa i o ab ange as a i idades
exigidas pelo planeamen o e minológico, como a a aliação das necessidades
p esen es e u u as da o ganização, da emp esa, do domínio, da língua, do
país, e c. Po exemplo, a UE elabo ou es a égias de planeamen o
e minológico de longo alcance que de inem o abalho e minológico a ealiza
( e , po exemplo, Fische 2010). Além disso, a pad onização da e minologia é
p oa i a, assim como o abalho de e minologia nas emp esas. Ka a
Wa bu on (1997: 677) en a iza que as emp esas p ecisam "iden i ica suas
necessidades e minológicas e planeja um cu so de ação pa a a ende a essas
necessidades no início, a im de eduzi o abalho no u u o". Enquan o o
abalho p oa i o de e minologia an ecipa as necessidades com mui a
an ecedência, no ou o ex emo do con inuum encon a-se o abalho de
e minologia que é ei o no momen o da necessidade. É mui as ezes chamado
de e minologia ad-hoc ( abalho), mas ambém os e mos jus -in- ime, on
2013). The e m ad-hoc e minology (wo k) is u ilized by di e en au ho s
o di e en concep s, o example, as opposi e o “sys ema ic e min ology
demand, exp ess ou e minologia ocasional ( abalho) pode iam desc e e bem seu ca á e ( e , po exemplo, ghallchobhai 2008; lISe epo wo k […] que eu ol a ei mais a de.
O abalho e minológico ad hoc ou jus -in- ime é ealizado pelo u ilizado
( abalho e minológico DIY) ou po á ios ipos de se iços e cen os
e minológicos, ou po e minólogos in e nos ( e minologia a pedido). claudia
Dob ina (2010: 82) desc e e o úl imo caso como "a sala de eme gência
e minológica", que "eme giu pa a sa is aze necessidades e minológicas
u gen es e não mui o as as". É necessá io quando um único ou um conjun o de
p oblemas e minológicos de em se esol idos em cu o p azo (o ien ações
lISe 2013: 23; cab é 1999: 152). Necessidades. Além disso, pode-se aze uma
dis inção en e o abalho de e minologia o ien ado pa a o domínio e o
o ien ado pa a o ex o (po exemplo, Schmi z 2009). A necessidade do p imei o
em do campo, e o seu conhecimen o é omado como pon o de pa ida. ma e ial
ab angen e é ecolhido, incluindo á ios ipos de documen os ele an es, bem
como pe i os do campo en e is ados e consul ados (W igh & W igh 1997: 148).
Um exemplo de abalho e minológico o ien ado pa a o ex o é o abalho
p epa a ó io que os adu o es azem ao esol e p oblemas e minológicos encon ados em ex os que aduzem. Fazem-no a a és de con-
1 Ani a Nuopponen | Dimensões da e minologia T abalho de análise de ou os
ex os pa a equi alen es de adução e ou os dados e minológicos an es da
adução do ex o. Em ez de um es udo de campo sis emá ico do assun o, os
adu o es c iam seus p óp ios ecu sos e minológicos […] ap esen ados
com ex a os alea ó ios de um domínio[…] (W igh & W igh 1997: 148). O
abalho de e minologia sis emá ica (ges ão) oi ambém desc i o como
"di igido pelo campo do assun o", enquan o a e minologia ad-hoc o ien ada
pa a o adu o oi desc i a como "di igida pelo ex o" (W igh & W igh 1997:
147; Fabe 1999: 98). P opósi o. O p incipal objec i o e a e a do abalho
e minológico desde o início em sido acili a a comp eensão mú ua den o
dos domínios especializados e além das on ei as linguís icas e ou as. Pa a o
e ei o, podem se adop adas duas abo dagens: o abalho e minológico
desc i i o ou no ma i o (p esc ip i o). O abalho de e minologia desc i i a
esul a ia idealmen e em p odu os e minológicos ( ocabulá ios, bases de
e mos, e c.) que cob am oda a a iação e minológica e concei ual do campo
de des ino e comen am as elações en e as a ian es, deixando ao u ilizado a
selecção da mais adequada. O obje i o do abalho de e minologia no ma i a ou
p esc i i a é aze com que "o público-al o ado e o e mo p e e ido e e i e os
ejei ados" (Ka sch 2014: 294), como a e minologia ela i a a um p odu o ou
se iço de uma emp esa, sis ema ju ídico, e c. Os mesmos mé odos podem se
u ilizados pa a a maio ia dos p ocessos de abalho, uma ez que o abalho
desc i i o cons i ui a p imei a pa e do p ocesso de abalho no ma i o.
( e cab é 1999: 132).
Além desses dois ipos de abalho e minológico, Helmu Felbe (1984: 189)
nos lemb a que ambém há o ipo de e minologia […]usado pelas
comunidades cien í icas que se baseia na ideia de que os concei os
cien í icos es ão em cons an e luxo. Pa a eles, a e minologia cien í ica
só pode se ecomendada, mas não p esc i a.
5. Po quem?
Especialização. Aqueles que abalham com e minologias de uma o ma ou de
ou a, pode iam se di ididos em ês ca ego ias sob epos as: "c iado es",
"compilado es e mediado es" e "usuá ios". Os p imei os são especialis as em
domínio (specialis as em assun o, especialis as em assun o, PME) que c iam e
usam concei os e e mos de seu campo em p imei o luga (Sage 1990: 197;
cab é 1999: 121). Eles c iam sis emas de concei os, de inem concei os e
conco dam em e minologia compa ilhada ou p omo em a sua p óp ia. Os
esul ados des e ipo de abalho e minológico são documen ados explíci a ou implici amen e em documen os independen es.
1Te minologia | 2018 | 25 a igos, manuais, a igos, li os didá icos, documen os
écnicos, e c. Os mé odos e minológicos, as no mas e os guias da ISO o am
des inados a es e g upo. O abalho desses "c iado es" de e minologia pode
se a ado como "p imá io" em oposição ao que os e minólogos e ou os
en ol idos azem ao cole a e analisa dados e minológicos e p oduzi e
dissemina p odu os e minológicos ( "secundá ios"). O e cei o g upo,
"usuá ios", são aqueles que p ecisam de e mos e concei os no seu abalho,
como adu o es, esc i o es écnicos, p o esso es, especialis as em
in o mação e documen ação, leigos e es udan es, bem como aqueles que
abalham no campo. O abalho elacionado à e minologia que os "usuá ios"
azem consis e, po exemplo, na busca de e mos, concei os, de inições e
equi alen es ele an es ( e ciá io). Pode-se dize que a di e ença en e os
g upos que ealizam abalhos elacionados com a e minologia eside na sua
elação com o objec o do abalho de e minologia e no seu g au de
especialização na ma é ia. Em uma ex emidade do con inuum, há os
especialis as de domínio que "possuem" a e minologia, ou seja, conhecem a
e minologia de seu campo e êm opinião sob e quais e mos seleciona e como
de ini concei os. Eles desempenham um papel decisi o nos g upos de p oje o
de e minologia e os e minólogos p ecisam consul á-los ( e , po exemplo,
Pich & D askau 1985: 167; cab é 1999: 121) e os documen os esc i os po eles.
No ou o ex emo do con inuum, há aqueles que azem abalho de
e minologia ou pesquisam e minologia sem se especialis as no campo.
En e es as duas ex emidades es á o ipo de abalho e minológico que é
ei o como coope ação en e e minólogos e especialis as em domínio ( e
abaixo). De e no a -se que um especialis a é ambém um "usuá io" e, po
exemplo, um e minólogo ou adu o pode se ambém um especialis a e um
"c iado " (mais sob e expe iência, po exemplo, em Ka sch 2014: 295 […] 296).
Colabo ação. No que diz espei o à o ganização do abalho, pode íamos
iden i ica uma di e ença en e o abalho e minológico de aco do com o
g au de colabo ação, seja ele indi idual, in a- ou in e o ganizacional. Além
disso, a dimensão da coope ação nacional e in e nacional es e e p esen e
desde o início. Na melho das hipó eses, o abalho de e minologia é um
es o ço colabo a i o, e di e en es ipos de modelos colabo a i os o am
suge idos na li e a u a (Felbe 1984: 29; Pich & D askau 1985; Ka sch 2014), o
modelo básico eque endo colabo ação pelo menos en e um e minólogo e um
especialis a em domínio. He ibe Pich e Jenni e D askau (1985: 167) a é
apon am que os " e minologis as [] que imaginam que o seu abalho pode e
sucesso sem o conselho de pe i os [] êm mal comp eendido alguns dos
1 Ani a Nuopponen | Dimensões da e minologia T abalho p incípios básicos da
sua p o issão. Os úl imos desen ol imen os são os es o ços de c owdsou cing
possibili ados po pla a o mas baseadas na web e se iços em nu em (Ka sch
2014).
Con inuidade. O abalho de e minologia pode se um es o ço único ou
eco en e, ou pode se uma p á ica con ínua in eg ada nos p ocessos de
uma o ganização ou, po exemplo, no abalho de um adu o . Alguns
p ojec os são ealizados apenas uma ez, mas po ezes os p ojec os são
epe idos, como é ei o, po exemplo, na no malização. Isso oco e po que os
campos de assun os não são es á icos, mas oco em mudanças, que ambém
in luenciam concei os, sis emas de concei os e e mos. Os p ojec os de
e minologia podem i de emp eendimen os ex ensi os a mais es i os,
começando com a c iação de um g upo de p ojec o, o planeamen o e a
elabo ação do o çamen o, e c., e e minando, po exemplo, com um p odu o
acabado sob a o ma de um ocabulá io ou de um conjun o de en adas numa
base de dados e minológica. A li e a u a e minológica desc e e
equen emen e o abalho e minológico como um p oje o, mesmo que nem
semp e seja possí el ou mesmo necessá io i a al pon o. Em mui os casos, um
abalho de e minologia em pequena escala a ia, como pa a abalho ad hoc,
espos a a consul as ou manu enção de banco de dados de e minologia, a im
de pesquisa en adas al an es, equi alen es ou e minologias de subcampo.
Como mencionado acima, o abalho de e minologia ambém é ei o como um
p ocesso con ínuo, po exemplo, em uma emp esa ou uma o ganização. Es e
ipo de abalho de e minologia é algo pa a o qual o e mo ge enciamen o de
e minologia se ia adequado, especialmen e quando um sis ema de
ge enciamen o de e minologia é u ilizado. Po exemplo, c is ina Valen ini (2016:
35) desc e e a ges ão de e minologia da Pa en coope a ion T ea y Te mbase
(PcT) da seguin e o ma: […]concei os e e mos são con ibuídos dia iamen e
po e minólogos, adu o es e es agiá ios de e minologia de cu o p azo da PcT. As con ibuições podem en ol e a c iação de no os egis os pa a concei os não exis en es na base de e mos PcT ou a conclusão de egis os exis en es a a és da adição de línguas ausen es.
6.Qual é o p odu o?
P odu o. Dependendo do p odu o, os p ocessos de abalho e minológico
di e em uns dos ou os, pelo menos nas e apas inais, quando os esul ados
são compilados e ap esen ados. uma ex emidade do "con inuum do p odu o"
consis e num único e mo, de inição ou equi alen es, po exemplo, ao
p ocessa consul as e minológicas ou ao adiciona en adas a um banco de
e mos. No ou o ex emo encon a-se um ex enso ocabulá io
e minológico sob a o ma de, po exemplo, imp essão, li o ele ónico, pd , páginas web, um conjun o de en adas num banco de p azos ou num banco de p azos in ei o. Ou o .
2Te minologia | 2018 | 25
ISo 1087-1 2000 T abalho de e minologia […] Vocabulá io […] Pa e 1. Teo ia e aplicação, Geneb a:
O ganização In e nacional de No malização.
ISo 704 2009 T abalho e minológico […] P incípios e mé odos, Geneb a: O ganização In e nacional pa a a
Pad onização.
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Übe se ze 2 (15 (Mä z), 1[…]6.
2 Ani a Nuopponen | Dimensões do abalho e minológico
Te minoLoGIJos dA Bo AsPeKTAI
S aipsnyje ap a iami į ai ūs e minologijos da bo aspek ai. Nag inėjama e minolo-
gijos li e a ū a, ieškan aiškių i numanomų dicho omijų i icho omijų, susijusių su
g upo, po eikio enkinimo skuba, į ai iais po eikiais, ikslu, ekspe ize, bend ada bia imu,
ęs inumu, p oduk u, kalba, medžiaga, p iemone, o ien acija i sis emiškumu. Kaip
ezul a as pa eik a daugiaaspek ė e minologijos da bo y imo ipologija (są okų
sis ema), ku ios ka ego ijos gali bū i į ai iai de inamos. Po exemplo, o abalho
e minológico pode se sa a ankiška ienka inė a pasika ojan i eikla, ku ios p oduk as
spausdin as, el. knygos a pd pa eng as o ma u, inklalapyje pa eik as a kaip e minų
s aipsnių inkinys e minų banke įdė as e minų žodynas. Be o, e minologijos da bas gali
bū i o ganizuo a, bend ada bia imu pa em a eikla, ku ios imasi p ojek o g upė,
o ganizacijos padalinys a p o esionalus e minologas, jis gali bū i e ėjo a spe cia liųjų
eks ų engėjo da bo dalis, a liekama nuola a pagal po eikį. Šiuolaikinis e minologijos
da bas labai į ai us. P eciso de ais mé odos e p incípios, de conhecimen os e de guias, que
possam ap êp i á ias necessidades e su eik ų inkamą pag indą ski ingų ipų
e minologijos da bui: e minologijos plana imui, g ei ai a lik inam e minologijos da bui,
į ai ioms ikslinėms g upėms eik ai, įskai an kompiu e ijos p ojek us, ęs inę
e minologijos a kybą i k .
Gau a, em 2018-07-03
Ani a nuopponen
uni e si y o Vaasa
P.o. Caixa 700
65101 Vaasa (em inglês)
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