Fá ima No onha8Va iação e minológica no discu so especializado:
The Case o he Medi e anean Die
doi.o g/10.35321/ e m30-1 (em inglês)
Va iação e minológica no discu so especializado: o caso
da die a medi e ânica Te minologinis a ian iškumas
specializuo ame discu so: Vidu žemio jū os egiono
die os a ejis
FÁTIMA NORONHA (em inglês)
Uni e sidade do Alga e, Cen o de In es igação em Comunicação e A es
(CIAC) ORCID id: h ps://o cid.o g/0000-0003-3583-5991
Resumo das conclusões
Nes e abalho, mos amos como a a iação e minológica p oduzida en e di e en es
g upos de especialis as a e a os bancos de dados e minológicos. U ilizamos a Die a
Medi e ânica como es udo de caso, um domínio compos o onde as ac i idades
adicionais êm o seu p óp io conhecimen o e e minologia inco po ados, que, no
en an o, a amen e são con abilizados nos p incipais ecu sos e minológicos.
Embo a ine i á el, a a iação que b o a de di e en es comunidades p ecisa se
de idamen e a ada e explicada. P opomos uma pe spec i a sob e o concei o de
discu so especializado e especializado, pe mi indo uma o ganização mais e icien e de
co po a especializados e uma melho comp eensão das o igens da a iação dias á ica.
Também ap esen amos um quad o eó ico baseado na ecolinguís ica pa a domínios em
que as comunidades adicionais desempenham o papel de especialis as. O nosso
objec i o é ajuda os mediado es comunica i os a oma em melho es decisões e a aze em escolhas in o madas em unção do seu al o.
PALAVRAS-CHAVE: a iação e minológica, a iação dias á ica, ecolinguís ica, Medi e âneo
Die , specialised discou se.
ANOTACIJA Šiame da be a skleidžiame, kaip e minijos duomenų bazes eikia
e minologinis a ian iškumas, susida an is dėl specialis ų g upių ski umų. A ejo
analizei pasi enkame Vidu žemio jū os egiono die ą sudė inę s i į, ku ios adicinei
eiklai būdingos nusis o ėjusios sa i os žinios, sa a e minija, be ji e ai
į aukiama į pag indinius e minologijos iš eklius. No s a ian iškumas
neiš engiamas, ski ingose bend uomenėse susida an į a ian iškumą eikė ų
inkamai į e in i i paaiškin i. Mes siūlome specialis o i specializuo o discu so
požiū iu g indžiamą koncepciju, ku i leis ų inkamiau suda y i specializuo us
eks ynus i ge iau su ok i dias a inio a ian iškumo kilmę. S i ims, onde o papel
especialis a
9Te minologia | 2023 | 30 a T adiliekainės bend uomenės, siūlome aiky i
ekoling is ika g indžiamą eop iklausomai nuo keliamo ikslo, in o ma y esnius
inę sis emą. Siekiame padė i komunikacijos a pininkams p iim i ge esnius i ,
sp endimus. ESMINIAI ŽODŽIAI: e minologinis a ian iškumas, dias a inis
a ian iškumas, ekoling is ika, Vidu žemio jū os egiono die a, specializuo as
disku sas.
INTRODUÇÃO
A a iação e minológica é um dos assun os a uais de in e esse nos es udos
de e minologia, com á ios au o es deba endo como os a o es
ex alinguís icos e in alinguís icos in luenciam esses enômenos e,
consequen emen e, a e minologia de um domínio. Como a a iação de
e mos oco e no discu so quando os e mos são e balizados, comunicados
e compa ilhados, o esul ado é equen emen e exp esso po di e en es
man needs, communica i e goals, cogni i e s uc u es, and knowledge e-
denominações, e le indo di e en es ab açamen os discu si os de um assun o especí ico (F eixa 2006, 2013; Fe nández-Sil a e al.
2014; F eixa, Fe nández-Sil a, 2017). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do TFUE.
Po conseguin e, o abalho e minológico não se limi a à ep esen ação do conhecimen o, uma ez
que em uma impo an e unção comunica i a, cob indo as necessidades dos p o issionais
en ol idos em ac i idades de mediação comunica i a, dos pe i os de campo, dos educado es, dos
deciso es polí icos linguís icos e do público. Is o é conseguido a a és da c iação e disponibilização
de ecu sos e minológicos. Es es ecu sos de em cump i as no mas in e nacionais pa a
sa is aze os p incípios de p ecisão, iabilidade e e iciência, eliminando e con olando a a iação de
e mos. No en an o, a a iação oco e e, às ezes, suas o igens e causas es ão inco po adas nas
me odologias do p óp io abalho e minológico e a e am a é mesmo g andes e popula es bancos de
dados. A p esença de o mas inespe adas de a iação oi demons ada po No onha e Célio
Conceição (No onha 2018; No onha, Conceição 2020a) den o de alguns ecu sos e minológicos
ele an es comumen e usados po adu o es no domínio da Aquicul u a, em inglês e po uguês
(eu opeu). Es es p odu os (po exemplo, IATE1, Eu o e mbank) são p op iedade de o ganizações ou
sociedades in e nacionais. São p oduzidos p incipalmen e pa a ins in e nos, em con ex os
legisla i os e adminis a i os, a im de melho a a coe ência a ní el in e no e/ou ex e no. No
en an o, oi encon ado um núme o inespe ado de casos di e en es ela i os à a iação de e mos
nes es ecu sos. O quad o 1 mos a como a IATE - Te minologia In e a i a pa a a Eu opa em h ps:
www.ia e.eu opa.eu/home [accesso em 21/02023].
Fá ima No onha10 Va iação e minológica no discu so especializado: a
The Case o he Medi e anean Die
mesma en ada do IATE (ID #1129093) é denominada po di e en es o mas
linguís icas.
Quad o 1. Va iação denomina i a na base de e mos do IATE (ID de en ada #1129093) que mos a di e en es
o mas denomina i as pa a o mesmo concei o
PORTUGUESE ENGLÊS FRANÇÊS ROMANÍA
es abelecimen os de aquicul u a aquacole
aquacul u a, unidade de ins alação de
e me de aquacul u a de aquicul u a
aquicul u a d[…]aquacul u a
es ablishmen explo ação de aquicul u a
a m e me d[…]aquacul u a, unidade de
Quando não são o necidas ou as in o mações, pe mi e aos u ilizado es
dissemina o mas não con oladas de a iação denomina i a. Com o uso
epe ido, algumas o mas e en ualmen e se ossilizam, ou seja, o nam-se
acei as den o de algumas comunidades discu si as (No onha, Conceição
2017; 2020a). Além disso, algumas o mas não são econhecidas ou acei as po
consenso en e di e en es comunidades especializadas, como p o issionais
adminis a i os, pesquisado es e ou os p o issionais. Po an o, emos
comunidades di e en es usando denominações di e en es.
Is o le an a algumas pe gun as. Fo am conside ados odos os
especialis as ele an es na cons ução des as bases de dados? Quem
oi deixado pa a ás e cujo conhecimen o es a a sendo ep esen ado
ao planeja e cons ui um ecu so e minológico? Como abo da a
a iação a im de melho a os ecu sos e minológicos, o necendo melho es in o mações sob e a a iação?
2.Va iação dias á ica
A a iação pode e di e en es causas, e lida com ela pode exigi uma
abo dagem que conside e a di e sidade no discu so especializado. Além
disso, comunidades discu si as dis in as podem não se limi a a discu sos
cien í icos ou écnicos, mas podem es a em comunidades com di e en es
o igens cul u ais e sociais (Pic on 2010, 2014; Te cedo -Sánchez 2011;
Condamines 2017; Dela igne 2017). Es es podem se uma on e de a iação, a
sabe , a iação dias á ica, que eme ge em p á icas discu si as ealizadas
po di e en es comunidades de especialis as no domínio como consequência
de di e enças socio-cul u ais. Como Pic on e Du y (2017) no a am, isso
11Te minologia | 2023 | 30 A a iação dias á ica oi eduzida a di e gências
en e discu so especializado e não especializado, ou ulga izado. Eles ambém
conside am que, den o de um de e minado campo de especialização, exis em
di e en es cená ios em que os especialis as se comunicam en e si e, o mais
impo an e, exis em di e en es ipos de especialis as que usam seus
p óp ios e mos especí icos.
(Pic on, Du y 2017: 61).
No malmen e, o oco da e minologia es á em con ex os acadêmicos e
écnicos, conside ados como o ambien e na u al do conhecimen o
especializado e, po an o, do discu so especializado. Como g ande pa e do
abalho em e minologia é baseado nas me odologias da linguís ica de co pus,
specialised ex s p oduced by discu si e communi ies ha a e conside ed
a e minologia usa ele an es den o de campos écnicos e cien í icos de
a i idade. A maio p odução de ex os nesses campos de a i idade o na
disponí eis g andes olumes de ma e iais, limi ando os es udos de
e minologia a algumas comunidades discu si as. Is o de e se conside ado ao
as e ms ci cula e in a con ex o complex social, cul u al, and commu-
nica i e p ac ices. Opening ou pe spec i e on hese in e ac ions will al-
p ocu a causas de a iação e minológica pa a nos ajuda a comp eende melho a a iação, a sabe , a a iação dias á ica. Como Conceição
a i ma (2005):
Não podemos es uda a e minologia de g upos conside ados cul u almen e
hegemônicos (os especialis as) de o ma simplis a, uma ez que a ha monização
e minológica oco e p incipalmen e du an e os di e en es p ocessos e di e en es
ní eis de a os sociais e es u u as comunica i as. Is o cons i ui, igualmen e, uma
o ma de ga an i uma con inuidade en e a língua comum e as línguas especializadas (Conceição 2005:
137).2
Compa ilhamos es e pon o de is a: o es udo dos e mos não pode se es i o
a uma única comunidade de alan es como únicos ep esen an es do domínio. O
pon o de pa ida de e e em con a di e en es pe spec i as discu si as e ab i
a de inição de quem pode se conside ado um especialis a. Em nume osas á eas,
como o despo o, mui os especialis as não são in es igado es nem seque
p o issionais: são especialis as não p o issionais, uma ez que podem exibi um
g au su icien e de conhecimen o sob e o domínio pa a se em capazes de
comp eende e p oduzi um discu so especializado, como a i mam Bowke e
Pea son (2002): […] um campo especializado não em necessa iamen e de se
al amen e […] écnico[…], nem os especialis as êm de se […]p o issionais[…]. Po
exemplo, se ocê em 2 Nossa adução; o iginal em ancês.
Fá ima No onha12 Va iação e minológica no discu so especializado: um hobby, como
The Case o he Medi e anean Die
o quil ing ou o moun ain bike, […] há alguns e mos especializados associados a es e
hobby (Bowke , Pea son 2002: 27). Condamines (2017) o nece ou o exemplo de pesca
ec ea i a e a o ma como o a o emocional a e a o uso, compa ilhamen o e
mudança de e mos po pa e dos p a ican es. Ela obse a a meno a enção dada ao
compo amen o dos e mos em discu sos conside ados especializados, mas
p oduzidos o a das comunidades écnicas e cien í icas, pa icula men e quando o
o ado es á emocionalmen e ligado ao domínio e o discu so não é neu o, no ando a
necessidade de egis a e mos mui as ezes conside ados ja gão: […] Eu a i mo
que em domínios especializados pe encen es a espo es ou hobbies, o que apa ece
como ja gão (no sen ido de e mos ou usos longe daqueles usados em […] si uações
neu as[…]) de e se desc i o e egis ado em um dicioná io e, às ezes, pode se
explicado di e amen e pelo en ol imen o subje i o do o ado
(Condamines 2017: 14).
Abo dando o domínio da degus ação de inhos, Gau ie (2019) ambém obse a que a
e minologia usada pelos p o issionais da indús ia e pelos consumido es em
degus ações de inhos é o emen e baseada em c i é ios senso iais e (al amen e)
subje i os. Ele e e e-se à necessidade de uma abo dagem holís ica e ino ado a
como uma o ma de explo a domínios complexos em que á ias pa es
in e essadas e con ex os discu si os in e agem a ní el p o issional, ins i ucional e
pessoal. Ap oxima -se des es cí culos especializados em oda a sua complexidade
exige, po an o, sai do campo dos discu sos neu os, supos amen e obje i os e
alsamen e sua es […] que, sem dú ida, êm oda a sua ele ância quando o objec i o
é es i amen e e minológico e no ma i o […] pa a in eg a dados menos sua es, o
que p opomos chama de […]discu sos em ensão[…], ou seja, aqueles em que se
desen olam con o é sias, discussões, in luências in e nas no campo em ques ão […].
2019: 377).3
Assim, se acei a mos que um especialis a não co esponde necessa iamen e a
um pe il educacional ele ado, pode emos olha pa a além dos con ex os
écnicos e acadêmicos, o oco adicional da e minologia. Is o não inclui
apenas as ac i idades ec ea i as, mas, em pa icula , as ac i idades e as
comunidades insc i as em ac i idades adicionais. Nes as comunidades, o
conhecimen o e o know-how são equen emen e empí icos e ob idos
a a és de p á icas ances ais e p ocessos de ap endizagem não o mal,
como as elações mes e-ap endiz. No en an o, es a condição mui as ezes
não é alo izada socialmen e. Em de esa de p o issionais quali icados 3 Nossa adução; o iginal em ancês.
13Te minologija | 2023 | 30 de em ambém se conside ados como
whose know-how is based on expe ience, Conceição (2006) no ed ha
in e enien es comunica i os ele an es na e minologia do domínio:
[…] nas ac i idades adicionais, em ez de conhecimen os socialmen e alo izados
pela educação o mal, há conhecimen os ob idos pela expe iência, que são mal
alo izados socialmen e. Assim, a gumen amos que os "a esãos" ambém de em
se conside ados especialis as na sua ac i idade e que o seu conhecimen o
ambém é especializado (Conceição 2006: 497).4 En ão, di e en es comunidades
podem e seu p óp io discu so, sua p óp ia e minologia, e podem ge a
di e en es dinâmicas na e minologia do domínio. No en an o, algumas
comunidades não de em inclui especialis as, pois es ão localizadas o a da es e a
acadêmica, apesa do conhecimen o inco po ado que possuem e de sua capacidade
de comunicá-lo a a és da linguagem. Discu sos p oduzidos o a de con ex os
acadêmicos ou écnicos podem se igno ados, bem como a e minologia que eles
podem con e e a manei a como os e mos são al e ados den o dessas
comunidades. Isso nos le ou a epensa as abo dagens eó icas e me odológicas
pa a como melho abo da a a iação, ou seja, dias á ica, especialmen e em
domínios com comunidades discu si as ge almen e não cobe as po g andes bancos de dados.
3. Es udo de caso: A die a medi e ânica
3.1 De inição da Die a Medi e ânica
Pa a ilus a o nosso pon o de is a, omamos a Die a Medi e ânica (MD) como um es udo de caso.
Es e concei o oi cunhado po Ancel Keys (Real & G aça 2019; Delgado e al. 2022) pa a ep esen a o
es ilo de ida das pessoas que i em a Die a Medi e ânea5 oi incluída na Lis a Rep esen a i a do
ing a ound he Medi e anean Basin and no me ely a ood pa e n. The
Pa imônio Cul u al In angí el da Humanidade pela UNESCO6 em 2013 e de inida como "um conjun o de
habilidades, conhecimen os, i uais, símbolos e adições ela i as às cul u as, colhei a, pesca,
pecuá ia, conse ação, p ocessamen o, culiná ia e, pa icula men e, a pa ilha e consumo de
alimen os". O espei o pelo ambien e na u al e pelos seus i mos esul a numa economia sus en á el,
com ên ase no consumo de p odu os sazonais ou em simples 4 aduções; o iginal em po uguês. 5 Die a
[…] do g ego díai a, que signi ica modo de ida, es ilo de ida. 6 Die a medi e ânea, na UNESCO.
Disponí el no ende eço: h ps: www.ich.unesco.o g en.RL/medi e anean-die -00884 cooking;
composição química dos alimen os; Fes i ais e celeb ações; Compa ilhamen o
[Recupe ado em 20-05-2023].
Fá ima No onha14 Va iação e minológica no discu so especializado: écnicas
The Case o he Medi e anean Die
de conse ação e p ocessamen o de alimen os. A de inição da UNESCO
e o ça alo es como a con i ência na ho a das e eições como um i ual
social undamen al pa a a consolidação da iden idade cul u al e da
sus en abilidade das comunidades locais. Ou os alo es ep esen ados na
de inição da UNESCO são a hospi alidade, o diálogo in e cul u al, o espei o
pela di e sidade cul u al e as exp essões cul u ais e as celeb ações. A
a i idade ísica ambém es á incluída no conjun o de alo es do MD,
ep esen ando um empo em que signi ica a abalho manual e ou as a i idades ísicas (po exemplo, abalho ag ícola, a esana o). Na
Figu a 1. O quad o MD (Real e al 2020)
Con i ial-
Cen al ole o wa e on ood and
Commensalidade; Conhecimen o, sabo e
(especial a enção aos ce eais,
comunicações de u as, e as, nozes e semen es); F ugalidade;
P odução local; Conse ação (salgada,
secagem, picles); Es acionalidade; Cozinha simples;
T ans o mação; T ilogia
pão- inho-oli ei a
idade alimen a
Communi y; Ea ing oge he ; Family;
adições de modelos essencialmen e ege a ianos; Social
leguminosas, legumes e in e câmbio de
Es ilo de ida
P eocupação com os p odu os escos e
locais, a sazonalidade e a p odução sus en á el;
es ilo de ida medi e âneo; A i idade
ísica; P o eção e gozo do
Paisagem medi e ânea; Respei o e
comunhão com a na u eza; Descanso; Valo es
(c ea i idade, hospi alidade, diálogo
in e cul u al, izinhança, espei o pela di e sidade, pa ilha)
Alimen os sus en á eis
P odução
Ag icul u a (biodi e sidade, p odução local,
p odução de espécies adap adas aos
ecossis emas locais, p odução
sus en á el, p odução adicional); Pecuá ia;
Pesca
Animal husband y; Chan ; Cooking; C a s ( ood consump ion, p ese a ion, anspo s); Fishing; Food p ocessing (example:
Conse ação); Gas onomia; Colhei a; Pa imónio; Conhecimen o; Poesia; Ri uais eligiosos e pagãos; Habilidades; Símbolos; T adição
Com impac o em:
Economia
Clima; Flo a; e
Sus en abilidade
do
economia
alimen a
alimen a ;
Me cados
ambien e
ci cula ;
In e câmbio,
Hospi alidade e
Saúde Tu ismo
P omoção da saúde no ag o- u ismo;
aco do pad ão
espei o mú uo; Res au an es de nu ição
Cul u a e cul u a
Cul u a e cul u a
Cul u a e cul u a
Cul u a e cul u a
15Te minologia | 2023 | 30
desc ição da UNESCO, as mulhe es ambém desempenham um papel
impo an e na ansmissão do conhecimen o adicional e na sal agua da das
écnicas an igas. Os me cados locais a uam como ó uns eais, luga es
elei os pa a a oca, pa ilha e ansmissão de conhecimen os e conclusão de
negócios. A complexidade concei ual do MD oi discu ida po Real e al. (2020),
que p opôs um quad o concei ual pa a melho a a comunicação do concei o e
sua disseminação ao público, ao mesmo empo em que con ibui pa a o
desen ol imen o de polí icas públicas que isem sua sal agua da. O seu
modelo (Fig. 1) baseou-se em qua o pila es: alimen ação, con i ência,
p odução alimen a sus en á el e es ilo de ida, que ep esen am "um modelo
cul u al, com impac o em á eas como o ambien e, a economia, a saúde e o u ismo" (Real e al.
2020: 6).
O modelo e ela um quad o mul idisciplina e in e disciplina onde podemos
encon a dimensões cul u ais, sociais e ambien ais dis in as, bem como
di e en es camadas de in e enien es em di e en es á eas de a i idade.
Po an o, o conhecimen o es á inco po ado em comunidades ligadas a
a i idades adicionais e pode desempenha um papel no discu so e na e minologia do domínio.
3.2 Te minologia da die a medi e ânica: p imei a abo dagem
Um es udo an e io sob e a e minologia do MD, conduzido po Machinho (2018),
mos ou que es e cená io mul idisciplina e in e disciplina co esponde à
de inição de um domínio compos o (Conceição 2005; F éja ille 2009). Os
domínios compos os são edes es u u ais complexas de campos de a i idade
dis in os que in e e em cons an emen e uns com os ou os. Eles são
ep esen ados po uma g ande di e sidade de pa es in e essadas,
especialis as dis in os de di e en es comunidades e o igens sociais e
cul u ais, com con ex os comunica i os dis in os, o que pode esul a em
a iação e minológica. Machinho ambém obse a a subes imada
ep esen ação e minológica do conhecimen o de comunidades ligadas a
a i idades adicionais, já que ela ambém conside a especialis as dessas
comunidades discu si as como de en o es de conhecimen o especializado:
Uma e minologia pa a a Die a Medi e ânea que inclua a e minologia popula pode
pe mi i que as pessoas liguem a e minologia cien í ica com os e mos popula es.
by he local communi ies ha use hese e ms and always ha e. Al hough hese
As e minologias conhecidas não são o esul ado do conhecimen o cien í ico em si,
são o esul ado do conhecimen o empí ico que se desen ol eu ao longo do empo e,
como al, ambém cons i uem conhecimen o especializado.
Fá ima No onha16 Va iação e minológica no discu so especializado:
The Case o he Medi e anean Die
The au ho p o ides some examples o denomina i e a ian s in a lis
con endo e mos ela i os ao azei e de oli a, ao inho e às e as em
po uguês eu opeu (PT-eu). Um dos seus exemplos é a plan a a omá ica
na i a Foeniculum ulga e Mill ( ennel, EN-uk) e o seu conjun o di e en e
de nomes comuns usados na egião me idional do Alga e, Po ugal:
Nome cien í ico: Foeniculum ulga e Mill.
Família: Apiaceae (Umbelli e ae)
Nomes comuns (PT-eu): e a-doce; Fiôlho; Fionho; Funcho;
Funchoama go; Funcho-b a o; Funcho-de- lo ença; Funcho doce;
Funcho ho ense. O que é isso?
Nas e e ências7 u ilizadas po Machinho, as duas subespécies de Foeniculum
ulga e Mill. (Foeniculum ulga e Mill. subsp. ulga e a . dulce Mill., ou
Foeniculum ulga e Mill. a . ulga e) não o am iden i icados. Encon ámos a
mesma in o mação em alguns sí ios web de e e ência bo ânica (Uni e sidade
de É o a8; Uni e sidade de T ás os Mon es e Al o Dou o9). Isso con i mou o uso
mais amplo dos nomes especí icos comuns pa a ambas as subespécies. No
en an o, e endo em con a apenas a a iedade dulce, a escolha da o ma
denomina i a uncho doce ( ennel doce) oi a única denominação o icial ado ada
no sí io Web da Agência Eu opeia dos Medicamen os (10). Na u almen e, a
decisão sob e a o ma denomina i a isa eduzi os mal-en endidos de
comunicação. Con udo, ques ionamos a azão po que es a escolha não oi
whe he ano he denomina i e o m ( uncho doce, e a-doce) should be (o
ap esen ada como uma opção, com in o mações adequadas sob e a sua
u ilização, numa base de dados e minológica pública.
Po ou o lado, como são u ilizadas es as o mas o a do con ex o discu si o das g andes o ganizações?
Exis em ou os casos semelhan es em que comunidades discu si as dis in as p oduzem e minologias
di e en es e/ou usam ou as a ian es dadas di e en es con ex os sociais e cul u ais? 7 Romano A., Gonçal es S.
2015: Plan as sil es es comes í eis do Alga e, Fa o: Uni e sidade do Alga e. Disponí el em:
h ps:issuu.com/ualg/docs/plan as-sil es es-comes i eis-do-a [Recupe ado em 19/05/2023]. 8 Museu da
Biodi e sidade da Uni e sidade de É o a. Disponí el em: h ps: www.museubiodi e sidade.ue o a.p ::
elenco-de-especies/biodi e sidade-ac ual/plan as/angiospe micas oeniculum- ulga e/ [Re ibuído em 21-05-2023]. 9
Ja dim Bo ânico da Uni e sidade de T ás os Mon es e Al o Dou o (UTAD). Disponí el em: h ps://jb.u ad.
p especie/Foeniculum_ ulga e [Recupe ado em 21/05/2023]. 10 F u o de uncho doce. Resumo do Rela ó io do HMPC
des inado ao público. Disponí el em: h ps: www.
ema.eu opa.eu/en/documen s/he bal-summa y/ oeniculum- ulga e-mille -subsp- ulga e- a -dulcemille - hellung--
uc us- ennel- ui -swee -hmpc_p .pd [Recupe ado em 20 20 05 22].
23Te minologia | 2023 | 30
Isso signi ica que não es amos usando ma e iais discu si os ob idos
di e amen e das comunidades locais, mas a a és de um e cei o, o mediado
cul u al ou o pesquisado . Isso ambém pode o nece uma explicação pa a a
a iação encon ada no co pus (p odu o sazonal e sus p odu o da época; Ramos de Chei os con a
Boneca de chei os).
4. REFRAMING Va iação e minológica
Os exemplos acima nos le a am a e le i sob e duas manei as de abo da a
a iação e a o ma como di e en es comunidades discu si as podem a e a a
e minologia de um domínio. Em p imei o luga , analisamos a es a égia a
ado a ao p epa a co po a de ex ação, uma ez que de e inclui di e en es
comunidades discu si as e seus discu sos como a o es-cha e na e minologia
do domínio. Em segundo luga , se quise mos amplia o concei o de discu so
especializado e especializado pa a acomoda comunidades discu si as além dos
con ex os acadêmicos e ou écnicos, p ecisa emos de um quad o eó ico que
nos pe mi a expandi o concei o de especialis a e acomoda ipologias
discu si as ma ginais p oduzidas o a dessas comunidades. Abo da emos o
p imei o usando a me odologia de con ex o comunica i o p opos a po
Remígio-Oli ei a (2010) e o segundo enquad ando a e minologia com a
pe spec i a da ecolingüís ica.
4.1 Con ex os comunica i os
Enquan o es uda a o discu so ulga izado no domínio dos alimen os uncionais,
Remígio-Oli ei a (2010) concen ou-se na iden i icação de con ex os comunica i os
nes e domínio, que ela en ende como a "ci cuns ância especí ica em que o
discu so ulga izado <...> é p oduzido, conside ando os p odu o es ex uais, a sua
in enção de comunicação e o público a quem são di igidos" (Remígio-Oli ei a 2010: 252
[…] 253). Ela obse ou como a e minologia ca ac e iza ipologias discu si as
ulga izadas como exibindo um meno ní el de abs ação, meno densidade
e minológica e menos p ecisão. Remígio-Oli ei a a gumen a a i mando que: […] um
ní el mais baixo de abs ação não em necessa iamen e de se menos p eciso. O
discu so pode con e menos e mos e menos e/ou ca ac e ís icas concei uais
dis in as podem se a i adas lá, mas, no en an o, a p ecisão pode e de e se
cons an e em á ios ní eis. […]...> A capacidade de simpli ica o que é inicialmen e
complexo não em, ou não de e e , qualque consequência sob e a p ecisão do que
é p o e ido (Remígio-Oli ei a 2010: 232[…]233).
Fá ima No onha24 Va iação e minológica no discu so especializado:
The Case o he Medi e anean Die
Em seguida, ela a ança um modelo pa a a iden i icação de con ex os
comunica i os den o do domínio, usando uma ipologia de discu so ho izon al
em ez da ipologia e ical hie a quizada usada na e minologia (Bowke e
Pea son 2002; Guan i a e al. 2008; Naza e Cab é 2012). Aqui, os con ex os
comunica i os ele an es den o do domínio são iden i icados e des acados
dinamicamen e, pe mi indo no os in e enien es e ou as in e ações
discu si as en e eles e não apenas com ní eis adjacen es. Além disso, o seu
modelo pode ep esen a como di e en es comunidades (como di e en es
g upos sociais) se comunicam dependendo dos laços sociais e cul u ais
es abelecidos (Fig. 2). De aco do com Remígio-Oli ei a (2010), isso de e se
ealizado du an e o es udo p elimina sob e o domínio, a p imei a ase do
abalho e minog á ico, que ela designa como a ase p é- e minog á ica.
Inclui o p ocesso de iden i icação de in e enien es ele an es den o do
domínio, a ipologia dos discu sos p oduzidos e a delimi ação de seus
con ex os comunica i os. Isso em consequências me odológicas na seleção de
ma e iais pa a um co pus, que de e e le i a di e sidade de p odu o es
ex uais e si uações comunica i as. A o ma como es es g upos es ão ligados
depende de cada domínio em si e só pode se iden i icada du an e a ase
p é- e minog á ica.
Figu a 2. Con ex os comunica i os - domínio da Alimen ação Funcional (adap ado de Remígio-Oli ei a, 2010:
237) academia: p o esso es e pesquisado es o mulado es de polí icas da indús ia alimen a pa es
in e essadas mídia consumido es educado es
media o s
s uden s
25Te minologia | 2023 | 30
Além disso, Rod íguez-Tapia (2018) conside a que as ca ego ias discu si as
( ulga izadas, especializadas, semi-especializadas) podem acomoda di e en es
g upos e es e as de a i idade e p opõe ês ipologias p incipais pa a o discu so
especializado: (1) especialis as, como p odu o es de ex o; (2) mediado es e
p o issionais com algum g au de educação o mal; e (3) consumido es, is os como
in e enien es passi os, po an o não p odu o es de ex o. Ao adap a essas
con ibuições aos con ex os comunica i os do domínio da MD, podemos ago a
communi ies ele an o he domain e minology and he communica i e
iden i ica di e en es con ex os discu si os em que a a iação pode
e en ualmen e oco e . Com base nas suas p opos as, cen ámo-nos nos
p odu o es de ex os e p opusemos qua o ca ego ias pa a os con ex os do MD:
com ensino académico o mal supe io (cien i ico ou écnico); pesquisado es;
2. A i idades p o issionais […] ins ução o mal especí ica
(académica, écnica) no domínio; a i idade p o issional comple a
(emp esas, emp esas).
Figu a 3. P opos a pa a a iden i icação de con ex os comunica i os […] p odu o es de ex o (ellipse de
á ios ní eis); mediado es (caixas quad adas, linhas açadas); u ilizado es/consumido es passi os (caixas quad adas, linha comple a)
Fá ima No onha26 Va iação e minológica no discu so especializado: 3.
The Case o he Medi e anean Die
A i idades adicionais […] pa es in e essadas com pouca ou nenhuma
educação o mal; o mação p o issional não o mal ( o mação
p o issional ou académica); especialis as, ais como a esãos
adicionais. 4. Legislado es/adminis ado es […] ins ução o mal
(académica, écnica ou p o issional) ecebida nou o domínio de
ac i idade (di ei o, con abilidade, ges ão), abalhando numa á ea
pa icula (adminis ação pública, deciso es polí icos)
Além dos p odu o es de ex o, e de aco do com a ipologia de
Remígio-Oli ei a e Rod íguez-Tapia, ambém podemos adiciona a o es
discu si os, como mediado es comunica i os, p o issionais educacionais e
consumido es (como a o es passi os, não p odu o es de ex o). O modelo
p opos o é ap esen ado na Figu a 3. Também con abilizamos uma hie a quia
e ical den o de cada um desses con ex os, pa a inclui elações de ensino-ap endizagem.
Nosso oco es á nos p odu o es de ex o no MD, ago a podemos usa o modelo
como pon o de pa ida pa a iden i ica especialis as den o do domínio,
con ex os comunica i os e elações discu si as en e eles. Como o modelo de
Remígio-Oli ei a es á cen ado na iden i icação do con ex o comunica i o,
sem exclui as comunidades não acadêmicas ou écnicas, podemos ago a
p ocu a um quad o eó ico pa a amplia o concei o de especialis a (e discu so
especializado) e acomoda con ex os comunica i os e comunidades discu si as
além dos campos écnico e cien í ico como especialis as.
4.2 A abo dagem ecolingüís ica abo dagens eó icas na e minologia
en ende am que o pon o de is a ep esen a. É o caso da dimensão comunica i a
ion o specialised knowledge can be app oached no only om a concep ual
e linguís ica azida po Cab é (2003), da dimensão social da abo dagem
socio e minológica (Conceição 2005; Gaudin 2005), da e minologia cul u al
(Diki-Kidi i 2000) e da abo dagem e nog á ica (Depecke 2014). Esses quad os
acei am que, além das es e as écnicas e cien í icas de a i idade, exis em
in e enien es discu si os que de em se incluídos nos es udos da e minologia
de um domínio. Temme man e Van Campenhoud (2014) ambém apon am a
necessidade de in eg a abo dagens eó icas e minológicas com as de ou as
disciplinas, incluindo me odologias, deixando espaço pa a um quad o eó ico mais
amplo sob e a a iação e minológica. Po an o, pa a explica a a iação
e minológica nos discu sos especializados, de e-se p ocu a in eg a
di e en es pon os de is a (cogni i os, linguís icos e socio-comunica i os),
27Te minologia | 2023 | 30 ao mesmo empo que ala ga o concei o de discu so
especializado e especializado. Além disso, alguns domínios ap esen am ou a
ca ac e ís ica que p ecisa se abo dada ao analisa as causas da a iação
e minológica: a conexão com o ambien e e a o ma como ele in luencia as
populações humanas, sua cul u a, língua, conhecimen o e e minologia. O
conhecimen o cons uído, compa ilhado e comunicado a a és da linguagem,
a a és da e minologia, ambém pode e le i p ocessos ecossis êmicos. Os
in e enien es do MD, os seus p odu os ( esul ado do abalho e do es ilo de ida) e
as ac i idades são condicionados po ac o es na u ais (biológicos, geológicos,
bio ísicos) e dependen es deles. Isso c ia um ínculo en e os se es humanos e o
ecossis ema, mesmo que isso seja an opogênico. Uma abo dagem e minológica da
a iação, especialmen e na p esença de um domínio compos o, onde uma
di e sidade de es e as de a i idade se en elaçam, ge ando mui as ca ego ias
di e en es de especialis as, e á de e is o em con a. Em um a igo an e io ,
No onha e Conceição ap esen a am uma p imei a abo dagem à a iação
e minológica, usando o quad o ecolinguís ico de aco do com Sune S e ensen e
Al in Fill e sua de inição de ecolinguís ica, mais a de melho ada po K a chenko
como: <...> o es udo de (linguagem en endida como) os p ocessos e a i idades
a a és dos quais os se es humanos […] a ní el indi idual, de g upo, de população e
de espécie […] explo am seu ambien e, a im de c ia uma ecologia es endida e
sa u ada de sen idos que supo a suas aje ó ias exis enciais (K a chenko,
2016). De aco do com S e ensen, Fill e K a chenko, essa de inição desc e e a
linguagem como um sis ema p o undamen e en elaçado em nossa biologia, um
agen e de impac o no ecossis ema e em nossa exis ência, a a és da o ma como a
usamos no discu so. Ele liga a concei uação à linguagem e ao con ex o ecológico
es endido em que elas oco em, que pode inclui não apenas a o es cogni i os ou
linguís icos, mas ambém sociais, cul u ais e ambien ais. Do lado da e minologia, a
mo i ação cogni i a pa a a a iação e minológica, de endida po Fe nández-Sil a
(2016), p omo e uma conexão o gânica da linguagem com a cognição, que
co esponde à pe spec i a ecolinguís ica, de aco do com S e ensen, Fill e
K a chenko. Usando essa pe spec i a ecolingüís ica, não enômeno, pode íamos
abo da a a iação e minológica a pa i de um pon o de is a uni icado, como
as a pa adigm bu a he as a pla o m o he obse a ion o a linguis ic
e e ido po Honó io do Cou o (2014). Ele assume a linguagem, a cognição, a cul u a, a
sociedade e a na u eza como pa es de um odo, o que signi ica que podemos
es uda qualque p oblema que eme ge no ní el do discu so especializado sem
pe de de is a as mo i ações cogni i as, sociais, cul u ais e ambien ais.
Fá ima No onha28 Te minological Va ia ion in Specialised Discou se:
The Case o he Medi e anean Die
Po ou o lado, Nash e Mühlhäusle (Nash 2011; Nash, Mühlhäusle 2014)
a ançam uma p opos a me odológica pa a a ecolinguís ica. Es a
me odologia baseia-se na ecolha de dados de populações nas ilhas de
Pi cai n e No olk (Aus ália). Eles mos a am como o ambien e social e
na u al in luencia a linguagem e as escolhas léxicas da população de
opônimos. O abalho de campo ecolinguís ico, como nomeado po Nash e
Mühlhäusle (2014) exige uma elação es ei a com as comunidades locais e
uma comp eensão do con ex o socio-cul u al e bio ísico. Eles conside am
isso essencial pa a ob e dados linguís icos ele an es e cons ui
co po a ex uais (Nash 2011). Do pon o de is a da e minologia, isso se
compa a à ase p é- e minog á ica de iden i icação de especialis as de
campo e con ex os comunica i os.
O minimalismo empí ico, uma segunda me odologia de Nash e Mühlhäusle , é
des acado po Albuque que (2019) e e e e-se à necessidade de lida com cada
domínio como um es udo de caso único, dis in i o e singula . Ele aconselha que
se de e e cuidado ao aplica mé odos, p ocedimen os e conclusões de ou o
con ex o discu si o no domínio a ual. No que diz espei o à e minologia,
e o ça a noção de que cada domínio em e ís icas únicas, o ecossis ema
ai s, equi ing a cus omised p e- e minog aphic app oach o he cha ac-
discu si o e comunica i o, as especi icidades dos pa icipan es de um domínio
e a p ocu a de causas de a iação elacionadas com ac o es linguís icos ou
não linguís icos (an opogénicos e/ou bio ísicos). Po conseguin e,
abo da emos um domínio compos o, como o do MD, ca ac e izado po uma
g ande di e sidade de g upos sociais, ac i idades e discu sos comumen e
p oduzidos o a do con ex o académico- écnico, mos ando aços
o emen e ma cados e dependen es ambém de ac o es cul u ais, sociais e
ambien ais (p odução alimen a , p ocessamen o alimen a , a esana o, e c.).
A ep esen ação de sua e minologia é uma ques ão de p ese ação do
conhecimen o adicional e, de um pon o de is a holís ico, de comp eende
como os a o es humanos e ambien ais a e am a a iação. O enquad amen o
da a iação e minológica u ilizando a abo dagem ecolingüís ica pode pe mi i
abo da esses enômenos a pa i de uma pe spec i a holís ica, com algumas
implicações me odológicas (No onha, Conceição 2020b): a) Re o ça o papel da
denominação no es udo do e mo, uma unidade que não pode se plenamen e
abo dada apenas a a és de aços concei uais.
29Te minologia | 2023 | 30 social, polí ica e bio ísica) podem se
b) Fac o s a ec ing e minological dynamics and a ia ion (cul u al,
o almen e in eg ados em es udos de e minologia à medida que se
o nam pa e dos p ocessos den o do ecossis ema humano
es endido.
c) A a iação az ago a pa e do ecossis ema do discu so especializado e o seu
con olo é um p ocesso de ha monização que eque uma desc ição adequada
ao u ilizado ; A no malização é um meio, não um im, a u iliza pa a ins
especí icos em con ex os comunica i os especí icos. A ualmen e, pa a o MD,
a ase p é- e minog á ica es á em andamen o. Es á a se c iada uma ede de
colabo ação in e disciplina , que inclui di e en es g upos de especialis as
iden i icados e con ex os comunica i os den o das ca ego ias inicialmen e
p opos as de p odu o es de ex os iden i icados na Figu a 4: (1) academia; 2)
a i idades p o issionais; (3) a i idades adicionais, (4) legislado es. Aplicando a
abo dagem de Remígio-Oli ei a ao MD, es amos a ealiza um es udo
ab angen e sob e o domínio pa a con i ma e iden i ica os in e enien es
ele an es e os seus con ex os comunica i os. Além disso, adap ando a
me odologia de Nash e Mühlhäusle , es amos a abalha em es ei a
colabo ação com mediado es cul u ais, ais como associações locais de
desen ol imen o, que ac uam como pa es in e essadas de ligação en e nós e
os especialis as locais em ac i idades ligadas ao pe il MD. Es á a se
e ec uado um inqué i o local pa a ecolhe dados e minológicos di ec amen e
a pa i des es especialis as locais, a a és da ealização da Figu a 4. P odu o es de ex os no con ex o da MD e da comunicação
Fá ima No onha30 Va iação e minológica no discu so especializado:
The Case o he Medi e anean Die
en e is as semp e que não es ejam disponí eis dados esc i os. Is o
pe mi i á-nos cons ui um quad o sociocul u al pa a es es g upos e os
seus ecossis emas es endidos.
Após a ase p é- e minog á ica, a me odologia segui á o abalho
e minog á ico elabo ando, p ocessando e analisando co po a de ex ação. Os
dados ecupe ados a é à da a es ão a se u ilizados pa a cons ui um no o
co pus sob e a EMD. Es e co pus é compos o po dados linguís icos
classi icados de aco do com a sua ipologia e con ex o sociocul u al
iden i icados a é ago a. O no o co pus es á a se ano ado em a qui os pa a
iden i ica g upos dias á icos e pa a ealça a a iação dias á ica que pode oco e , po an o, em g andes g upos de p odu o es de ex o.
5. Conclusão
As comunidades discu si as do MD, seus conhecimen os e a i idades
a e condi ioned by na u al ac o s (biological, geological, biophysical), and
dependen es deles, c iam um ínculo en e os se es humanos e o
ecossis ema, mesmo que esse ambien e seja an opogênico, como o
u bano. Qualque abo dagem e minológica, especialmen e na p esença de
um domínio compos o, e á de e is o em con a.
Em con ex os in e linguís icos e in e cul u ais al amen e di e sos, a
comp eensão dos especialis as e dos seus con ex os comunica i os é
undamen al pa a uma melho comunicação. A melho ia da mediação
comunica i a e dos ecu sos e minológicos u ilizados pelos p o issionais da
linguagem eque uma melho comp eensão das causas da a iação, que pode
e aízes em con ex os discu si os. Amplia cien emen e o concei o de
will allow egis e ing and explaining a ia ion by con olling i mo e e i-
discu so especializado e especializado. Além disso, em domínios compos os,
como o MD, a a qui e u a de um ecu so e minológico de e conside a a
di e sidade de cená ios discu si os e seus p incipais s akeholde s como
especialis as. Pa a uma melho comp eensão e explicação da a iação
e minológica, nomeadamen e da na u eza dias á ica, o ideal de no malização
não pode sob epo -se à impo ância de p ese a a di e sidade cul u al e
linguís ica e o conhecimen o em domínios o emen e moldados po
a i idades, conhecimen os e modos de ida adicionais. Nes a ma é ia, uma
abo dagem ecolingüís ica da e minologia pode se u ilizada pa a enquad a
es e objec i o. T a a-se de um p ojec o em cu so a desen ol e du an e uma
ese de dou o amen o. O seu objec i o é con ibui pa a uma melho
comp eensão da dinâmica do discu so especializado, p ese ando ao mesmo empo o conhecimen o e o know-how de comunidades especí icas numa sociedade que p e enda se sus en á el.
31Te minologia | 2023 | 30
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