Page 1HISTÓRIA DA TERMINOLOGIA
Vincentas DROTVINAS
Universidade Pedagógica de Vilnius
DA HISTÓRIA DOS TERMOS MILITARES
Não lamento tanto a pequena fortaleza de Sudačis quanto lamento as guerras de Sudačis.
Do manuscrito de M. Miežinis, de 1849
1. A guerra e seu léxico
A guerra é tão antiga quanto o mundo. A história de muitos povos consiste em guerras de conquista ou de defesa que duraram anos, narradas e cantadas nas páginas da literatura mundial. Ao lê-las, deparamo-nos com o léxico militar de diversos países — denominações de soldados, armas, ações e métodos de combate, entre outras. Também na literatura lituana antiga, bem como no folclore, encontramos muitos termos militares provenientes de tempos remotos. Assim, os termos militares constituem uma das camadas mais antigas do léxico da língua lituana. No entanto, até hoje, nem os termos militares antigos nem os atuais atraíram a atenção dos pesquisadores. É verdade que a origem dos termos militares foi examinada pelo historiador da língua escrita lituana Jonas Palionis (1967). O autor aponta três camadas quanto à origem dos termos militares: léxico coloquial popular (248–250), léxico lituano livresco — neologismos (263–264) e léxico emprestado (278–279); descreve também a proporção quantitativa desses termos em relação a outros grupos de origem correspondente: entre os grupos de léxico popular lituano, os termos militares constituem um dos menores (248–249), enquanto as denominações de guerra e de técnicas de combate formam um grupo relativamente numeroso de eslavismos registrados nos monumentos da língua lituana do período antigo (278–279). Uma quantidade considerável de léxico militar que não é usado no lituano atual foi apresentada no trabalho mais recente de J. Palionis (2004).
O termo militar é mencionado entre os neologismos bem formados de Simonas Daukantas (Zinkevičius 1990: 152). A arte da guerra é entendida como a arte da guerra
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Page 2teoria e prática no sentido mais amplo, isto é: 1) «área de atividade que abrange a organização, a preparação e a atuação das forças armadas do Estado em tempo de guerra e de paz»; 2) «conhecimentos, saberes e habilidades necessários ao soldado»; 3) «ciência da guerra, cujo principal objeto de estudo é o combate armado em tempo de guerra»; além disso, distingue-se ainda a arte da guerra (Smetona 1995).
Neste artigo, tentarei fazer uma análise da expressão do campo semântico «guerra», прежде de tudo nas obras lexicográficas dos séculos XVII–XVIII, especialmente nos dicionários manuscritos da Lituânia Menor (alguns deles, publicados apenas recentemente, ainda não tiveram tempo de entrar mais amplamente no circuito acadêmico da lexicologia histórica) — examinar a origem dos conceitos de guerra e das principais unidades que os designam, sua sinonímia, as mudanças de significado e também sua permanência na terminologia lituana atual.
2. Guerra, karias e outros
A palavra karas já se encontra nos antigos monumentos da língua lituana, mas é muito mais antiga que o século XVI. Karas é um elemento comum não apenas às línguas bálticas, mas também ao léxico indo-europeu. Assim como o prussiano *kargis, *karjas «exército», «guerra», o lituano karias tinha nos escritos antigos os significados «guerra; exército; grupo, regimento», assim como karia «guerra; exército» e karė «guerra», karis «exército, guerra» LKŽ V (para mais detalhes, ver Mažiulis 1993; Palionis 1967: 2501).
Nos escritos de Martynas Mažvydas, Mikalojus Daukša e outros autores do século XVI, a palavra karas (e suas variantes) era a designação lituana dos significados mencionados, embora também tivesse sinônimos. No dicionário de Konstantinas Sirvydas, de 1642, o equivalente lituano do polonês woyna e do latim bellum é karionė, que, aliás, também era usado nos escritos de M. Mažvydas. Contudo, nos dicionários manuscritos dos séculos XVII–XVIII da Lituânia Menor, ao lado de karas, já encontramos também empréstimos — eslavismos e germanismos.
O sinônimo mais frequente do termo lituano karas é o eslavismo vaina(s) (polonês wojna, bielorrusso война): Krieg Karas, Wayna Lex2, Heerfahrt, Karas, ô. M. Wainas, ô. M C II, Krieg Waina, ôS., C II, Krieg Karas Wayna Richt 144, Karas Wayna Q.
1 A origem de termos específicos da arte da guerra foi abordada pelo historiador do léxico lituano Algirdas Sabaliauskas (1990).
2 Os exemplos ilustrativos provenientes de dicionários bilíngues (trilíngues) são apresentados na forma original (sem adaptação à língua padrão).
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Page 3Em outros dicionários do século XVIII, a germanismo krygė: Krieg Karas, aro, M. Kryges, iu, f, pl., Wainas, no, M. R, Krieg Bellum Karas, Kryge, Waijkas, Waina ganha destaque. A difusão do germanismo também é perceptível nas ilustrações: ao lado de girdziu kara dabar ne turrinti galo B, já encontramos Kryge eiti, į Krygę traukti, į kryge suſti B; cf. Feldzug Traukimmas į kryges, karą M.
No entanto, o elemento lituano karas é mantido nos equivalentes lituanos de palavras compostas alemãs, bem como de derivados e locuções, por exemplo: Krieg führen karauju Lex, Krieg Cammer – Kar Kamare, Kriegs Macht Karo macis, Kriegs Räncke Karo kitrafis Richt e Kriegs=Rancke, Guddyste Karo Q.
No primeiro dicionário de K. Sirvydas, apresenta-se ir kavimasis (Woyna / bellum, militia, kawimafis SD¹. No dicionário de F. Pretorijus, ao lado dos já mencionados Krieg Karas, aro, M Kriegas, giu, f, pl. Wainas, no m, encontramos também um termo especializado: ruba: Plunderung Rubba, ós. F C III; também no dicionário de P. Ruigys: Grenzkrieg, Rubba, bos, f. «conflito militar fronteiriço, confronto» R (bielorrusso руба «saque, pilhagem, ataque»).
Entre o léxico verbal da guerra, destacam-se as palavras usadas para designar a própria ação de guerrear e combater: kariauti, kovauti, karą vesti, širmavoti, kautisi, krygavoti: Kämpffen kowauti, karauti Lex, Kämpffen, Kowawoju, jau, su, ti, Karauju, rawau etc. C II, Kriegen Karauti Lex, Kriegen. Karauju, awau, su, ti Bellum gerere, Karą weddu, ḋzau, su sti C II; cf. ainda bekriegen apk arauti Lex, Bekriegen Apk arauju, rawau, su, ti C I, Kriegführen karą weddu, ḋzau, su, sti C II, kämpfen kowauti, Szirmavoti Richt, streiten Kautisi, krygawojū Lex. Kowawoju, jau, su, ti C III, Streiten kowauti kautisi Lex. Entre os verbos usados para designar o uso de armas de fogo, mencionam-se sušaudyti, šaudyti: archibusiren suβaudytį Lex, suβaudytį C I, Schüßen szauti Lex, entre outros.
3. Antigas denominações do exército
Os termos mais frequentes para designar as forças militares são a bazas e vaiskas, e, com menor frequência, logeris (logoris). É digno de nota que palavras alemãs da mesma raiz que
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Page 4a germanização lageris têm equivalentes lituanos, cf. belagern. Apgulti Lex, apgullu, lau, lšu, lti CI, Belagerung apgulimas Lex, apgulimas, o CI.
Abazas (polonês oboz): Armee abazas, waiskas Lex, Feldlager abazas Lex, Heer; Abažas, ô. M. Pulkas, ô. M. C II, Feldschlacht abazo mußis Lex, [Feld]schlacht Mußis, Abazu Mußis B, cf. [Feld]Haupt Mann Wyrausis ant Abazo C II, cf. FeldHerr diddisis Etmons Abazo B, [Feld] Prediger Abazo Klebons, kunnigs B, Heerlag er Waiskas Abazas B, Heerhorn Abazo Ragas B, Heereskrafft Waiskas, Abazas, Zalneru Pulkas B, [Heeres]Spitze abazo Pryßakkis B, entre outros.
Nos dicionários de K. Sirvydas, abazas era traduzido por um equivalente lituano: Oboz / caftra, tentorium, flatitia karioftowis / kariowiete SD¹; cf. obozny / adjectiu. caftrenfis [ubf] menfor, [...] karioftowinis SD¹, bem como potyczki / Acies, căpus, [...] Wieta kariones / karionawite SD³; cf. ainda Oboz / Caftra, orum. Taworay Kariewiu SD³. Abazas também é traduzido por uma explicação descritiva: Tabor žolnierski / Carago, onis. Karias wężymays aplinkuy apfijtatis SD³; cf. também no dicionário de J. Brodovskis: Lager. Caftra. S zietras. Abazas. Karo wieta. Wieta apfijto jimo B, [Lager] schlagen abaza pamufßti / nustatyti B; cf. ainda Heereskraft Waiſkas, Abazas, Zalneru Pulkai B.
Vaiskas (polonês wojsko «exército»): Kriegesheer Waiſkas Lex, KriegesHeers, Waiſkas, ô. M C II, [Heeres] Volck Žalneru Pulkai, tikkri Žalnerei Waiſkas B; além de abazas ir vaiskas, também se usa a germanização logeris, logoris (alemão Lager «acampamento»): Kriegs lager abazas, Logeris, rio. M. R, Kriegesheer Waiſkas, ko. M; Feldlager Logeris, rio, M. Kriegslager Abazas, Waiſkas, Logoris B, Abazas, zo M. è pol. M.
Além disso, uma unidade do exército também é chamada pulku: Heer pulkas Lex, Heerscharen pulkai Lex, Parthey Pulkas Lex, Heer Pulkas Richt, [Heer]führer Wadas Pulko no mesmo lugar, Heerscharen Pulkai no mesmo lugar; Heerscharen Pulkai Q; Parthey Pulkas B.
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Page 54. Guerreiro, soldado, zalnierius
Para designar uma pessoa que serve no exército, encontramos nos escritos antigos, provavelmente, o maior número de termos — tanto lituanos como empréstimos —, bem como seus sinônimos e variantes. Karias, ao lado de karas, pode ter sido inicialmente apenas um adjetivo, só mais tarde adquirindo o sentido de «guerreiro» (Skardžius 1996: 61). O termo karys encontra-se em escritos dos séculos XVI–XVII, por exemplo: E enviou seus guerreiros e derrotou os ladrões Jonas Bretkūnas e Baltramiejus Vilentas. Tendo reunido guerreiros contra ele, vingou-se bem daquela afronta K. Sirvydas Punktay Sakimu I 135; também nos escritos de Simono Daukanto e Simono Stanevičiaus, e nas canções de Antano Juškos (ver LKŽ V). É verdade que as palavras karys, kareivis não aparecem em obras lexicográficas posteriores dos séculos XVII–XVIII: terão sido suplantadas pelo equivalente emprestado, o polonismo zalnierius (a variante žalnierius já se encontra nos escritos de M. Mažvydas e M. Daukša, bem como em outras fontes antigas). Nem mesmo nos dicionários da Lituânia Menor dos séculos XVII–XVIII o alemão Soldat conseguiu suplantar zalnieriaus3.
O sentido de «soldado assalariado» está registrado no dicionário de K. Sirvydas de 1642: żold / Stipendium. Mokietis karejewiamus dudama SD3, cf. żoldowy / Stipendiarius. piniginis SD3, bem como żoldūje / żoldnierską służę / żold wiodę Mereo, Milito. Karau = iu ažų pinigus SD3. Também outras denominações de soldado são motivadas por essa característica, por exemplo: żoldak / vide. żolnierz pieniężny. Kariejwis ażų pinigus, żolnierz / Miles, Kariautojas, kariejwis SD3.
Além dos dicionários de K. Sirvydas, o polonismo zalnierius também é usado nos dicionários da Lituânia Menor: Landsknecht zalnerus Lex, Kriegsknecht Zalnerus B, Kriegsknecht Zalnerus, eraus M. R, Kriegsvollck
3 Į vokiečių kalbos leksiką Soldat atėjo XVI a. iš it. soldato. Vid. vok. aukšt. solt „alga, kareivio atlyginimas“ gautas iš sen. pranc. solt „aukso moneta“, o šis iš vid. lot. solidus < lot. (nummus) solidus „gryna (moneta)“. Šios kilmės žodį turi dabartinės kalbos: pranc. soldat, isp. soldado, angl. soldier. Mažosios Lietuvos žodynuose vok. Soldat atitinka zalnierius, pvz.: Soldat zalnierus Lex, Zalnerus, eraus R, Soldat, Zalnerus, eraus M. Vokiečių kalboje yra ir darinys Söldner. Senąją kareivių samdymo už piniginį atlyginimą tvarką fiksuoja ir lenkų kalbos žodynai: lenk. żold (< ček. żold „atlyginimas kareiviui, atliekanciam būtinąją karo tarnybą“ < it. soldo „senovinė smulki itališka moneta, 1/20 liros“; Dubisz 2003), iš čia lenk. żolnierz. Vok. Soldat XVII a. paskolintas rusų kalbai – солдат (iš jo yra slavbybė soldatos).
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Page 63 a l n i e r e y Lex, Kriegsleute Z a l n e r e i B, cf. Werben Soldaten Samdyti Szelnerus Q.
Zalnierius é um sinônimo lituano frequente de diversos termos alemães, por exemplo: Krieger bellator Z a l n i e r e i R u b i k k a i K a r e i w y s K a r z y g i s B, Krieger Z a l n e r u s, e r a u s, M. K a r z y g y s, y g i o, M. K a r a u j a s partic. R u b b i n a s, n o, m. R, Kriegesmann Z a l n e r u s, e r a u s, K a r e i w i s, w j o, K a r z y g y s, g i o, M.
O polonismo zalnierius corresponde ao primeiro elemento dos compostos alemães Krieg, por exemplo: Kriegszeug z a l n i e r u r i k a i Lex, [Kriegsleute] no mar Z a l n e r e i a n t J u r u B, [Kriegsleute] recrutar Z a l n e r u s a i d e k a w o t i B, [Kriegsleute] recrutar [z a l n e r u s] r i n k t i, w e r b o t i4.
Outro eslavismo é rubikas: Plünderer r u b b i k a s Lex, Plunderer R u b i k k a s, o. M. ka, os F C III, cf. Plunderung r u b b a Lex, Krieger bellator Zalnerei R u b i k k a s Kareiwis Karzygis B, cf. rubytì-plündern r u b b i t i, sdrojauni Lex, cf. ainda r u b a u n i n k a s «saqueador» (polonês rubownik). Cabe considerar se os sobrenomes lituanos atuais Rùbikas, Rubìkas poderiam derivar deste último termo (sobre a origem dos sobrenomes mencionados, ver LPŽ 1989).
5. Diversos nomes para soldado
A designação especializada mais difundida nos textos antigos para a pessoa que serve no exército é pėstininkas: Fußvolck p e f t i n i n k a s Lex, Fußvolck Pe f t i n i n k a i, ku, m. pl. R, B, Hayduk Pedes, p e f t i n i n k a s SD³, [Fuß] Knecht Pe f t i n i n k a s, o. M, [Fuß] Gänger U z n o k s t a w e k a i p Pe f t i n i n k a Fugbgänger: C II, Fußgänger zu Fuß Pe f t i n i n k s B, Fußvolck Pe f t i n i n k a i B, Fußgänger Musqvetirer. Pe f t i n i n k a s, ko, m. M irkt.
Os dicionários de K. Sirvydas, além do termo já mencionado kareivis (Walecznyk / woien-
4Como mencionado, uma vez que os soldados eram então recrutados por contrato, o seu serviço durava muitos anos (se tivessem sorte na guerra…), e, nesse período, o soldado também constituía família. Isso é atestado pelas designações para a esposa do soldado: Soldatenweib Z a l n i e r k a, o s Lex, Soldatin Zalnierka, os R, Soldatin Zalnierka, os f M, Kriegerin K a r e i w j e n e B; cf. também Dragonerfrau Dragunkà M.
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Page 7nik. Bellator, pugnator. K a r i e y w i s SD3), apresenta também outras designações — kariauninkas: Rycerski człowiek / Equestris ordinis homo. K a r i a u n i k a s SD3, Waleczny / Bellicosus, pugnax. K a r i a u n i k a s SD3, Jancarowie / Triarij Turcarum. K a r i a u n i k a y T u r k u SD3, Leža žolnierjka zimna / Hyberna, orum. hyemalia. ž i e m a g u o l i s / ž i e m a g u l t a s k a r i a u n i k u SD3; kariautojas: žolnierz / Miles. K a r i a u t o j a s / k a r i e y w i s SD3, walecznik / prealiator, bellator. k a r i a u t o j a s SD1; Kirišnik / Cathaphractus, loricatus, […] G i e l a ž i n i n k a s k a r i a u t o i a s SD3; kazokas: žolnierz lekky/kozak. Veles itis; miles leuis armaturae. K a z a k a s SD3.
Entre as designações menos comuns para soldado, merecem menção as formas lituanas S a n - K a r a w i s, w j o e i n Mitgenoβ H, ein Mitstreiter S a n k a r a w i s, w j o, M. R, cf. também Draug=Karaujas, janžio ein Mitstreiter, G. Maſc., janti, žios foem H. As designações emprestadas encontram-se registadas em quantidade bem maior: drobas: Drab maſc. et drabant / ex germ. pedescalo fatelles, ſtipator, ſpiculator. drobas SD1; dragūnas: Dragonner dragunas Lex; Dragoner Dragun’s, no, m M, Draguner dragun’s, ô M C I, Dragouner Dragun’s B. Este último é explicado como um antigo soldado de infantaria, mais tarde cavaleiro levemente armado, que tinha como insígnia distintiva um manto com a imagem de um dragão (sobre a origem, cf. francês dragon «dragão» < latim draco, onis «serpente, dragão»); ei-dukas: Wybrantz. Puczkininkas, E i d u k k a s, ô. M. C IV, Wybrantz E i d u k a s Putzkininks. Wybrancas Q (< polaco hayduk < húngaro hajdu «guarda, pastor»; desde o século XVI, designava soldados húngaros recrutados); pučkininkas: Wybrantz P u c z k i n i n k a s. E i d u k k a s, o. M C IV, cf. Džialo / machina, tormentum, pucźka SD1, Büchse putczka Lex; ručinykinykas: Muszkietnicy / Fistulatores. Szauditoiay ruciniknikay SD3, cf. rušnica, bombarda, tormentum ruciničia «espingarda» SD1; striel-čius: Schütze S t r e l c z u s Lex, Schütz S t r e l c z u s Q; šarvininkas: Kurijbirer S ӡ a r w i n i n k a s, ô, M. C II, cf. Kurijb Sӡarwas, ó. M. C II, ainda rynſlunek / ex germ. apparatus, szarway SD1; wybrancas: Wybrantz. Eidukas, Putczkininks W y b r a n z a s Q «recruta», cf. polaco wybraniec / wybrańcy / Delecti viri, Iβ r i n k t i n i s SD3.
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Page 86. Mudança de significado dos termos
Dos significados dos termos Krieger Ka z i g i s (=kar – V. D.) Lex, gerüsteter Mann Kar ž y g i s Richt, Gerüsteter Mann K a r z y g y s (y corrigido de i – V. D.) Q percebe-se que karžygys tinha antigamente (nos textos da Lituânia Menor dos séculos XVII–XVIII) o significado mais amplo possível, isto é, o de soldado; quanto ao segundo elemento da palavra, cf. žygis (Gang e j i m a s, z y g i s Lex, Reise kellone, kellawimas, z y g i s Lex), logo karžygys significa «aquele que marcha, que vai à guerra». No entanto, um pouco mais tarde, nos dicionários do século XVIII, encontramos também uma mudança de significado do termo karžygys: karžygys corresponde ao alemão Held, Ritter (a propósito, este último não tinha anteriormente equivalente lituano: Ritter rycerus Lex, Held K a r z y g i s R i c z i e r u s Richt; Held K a r z y g i s R y c z i e r u s Q, Held K a r z i g y s R y c e r u s (ilustrado com passagem da Bíblia) B; [Heer]Führer Karžigis Generōlus B. Assim, karžygys adquire gradualmente o significado atual de «grande homem, herói».
O significado de Karininkas, karin y kas, «homem de guerra, combatente; soldado», já se encontra nos escritos de J. Bretkūnas (LKŽ V). Karininkas é um termo militar que suscitou muita discussão devido à amplitude do seu significado. Embora Jonas Jablonskis já em 1911 propusesse usar karininką, karo žmogų em lugar de kariškio, e Juozas Balčikonis propusesse o empréstimo apicieras (Balčikonis 1978: 146–147), segundo Pranas Skardžius, kariškio foi gradualmente substituído por karys, o karininkas adquiriu o significado de «oficial» (Skardžius 1996: 142, 589, 603). Atualmente, karininkas é definido como «membro do quadro de comando do exército ou da polícia», e o segundo significado é o antigo karys3.
Um exemplo de mudança de significado é também o termo pulkininkas. No chamado dicionário de Richter, apresenta-se uma forma diferente: pulk auninkas: [Partey] Gänger P u l k a u n i n k a s Richt, cf. polaco potkownik; cf. também [Partey] Gänger P u l k i n i n k a s B (isto é, soldado de um regimento, pequeno grupo combatente), P u l k a u n i n k a s, k o der Oberste, der Hauptmann H, P u l k a u n i n k a s, k o, M. ein Hauptmann ziemlich obsol. M. Já nos dicionários de K. Sirvydas, pulkininkas é usado com o significado atual: Rotmijfrz / centurio, […] šimt i n i n k a s, p u l k i n i k a s SD¹; Potkownik / Chiliarcha, tribunus militum, legionarius, centurio, p u l k i n i k a s3.
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Page 97. Nomes das patentes militares
Nas fontes que examinamos, encontra-se um número considerável de termos que designam postos da hierarquia militar e funções militares:
apic(i)erius: Officierer appicierus Lex, Officierer Appicierus, aus. M C III, Apicerus, eraus, m. um Offizier R, Officierer Apicer’s B;
desetkininkas: Rott Meister Desetkininkas, Karprolus B;
etmonas, hetmonas, hetmanas: Feld=Herr Etmon’s, ó. M. C II, Feldherr hettmons Lex, Feld=Herr Etmon’s, ó. M. C II, [Feld]Marſchall Etmon’s, ó. M. no mesmo local, Feldherr Etmonas Q; cf. Hetman / do alemão […] hetmanas como «chefe de guerra» SD¹;
generolas: General generolas Lex, General. Generolus C II, General, Generolas, lo, m R, General, Generolus, laus M, General, Generolus (acrescentado: der General Feldherr) B;
kapitonas, kapteinis, kaptainis: Kapitan / vide Rotmisftrz / porucznik / Hetman. Kapitonas SD³, Capitein Kapteinis Lex, Capitain. Kapteinis, io. M C I, Capitain, Hauptmann, Kapteinis, nio, m. Szimtininkas, ko. M. R, Hauptmann, Capitain, Kapteinis, nio. Szimtininkas, ko, Wyreſnis ant Zalneriu R, Capitain Kapteinis B, [Haupt] Ambts Pillonis, Szimtininķ’s, Pulkawnink’s. Kaptainis Capitain B;
karprolius: Corporal Karprolus Lex, Rottmeister Karprolus Lex, Corporal Karprolus Richt, Rott Meister Desetkininkas, Karprolus B;
karūnininkas: Fähnrich Karunininkas Lex, Fähnrich Karunininkas, o. M. C II, Fähnrich Karunininkas, ko. M. R, Karunininks, ko, ein Fähnrich, Fahnenjunker R, Fähnrich Karunininkas Q, Fähnreich Karuninink’s B, Cornett Carunininkas Richt, Raitelis Karunininkas, ko, m M, cf. também chorąžý / jgnifer, vexillifer, karužafis SD¹;
leitmonas: Leutenant leitmonas Lex, Leutenant Leutmonas, o. M. Paruczininkas C II, Lieutenant. Leutmon’s. Paruczinink’s a Pol. Porucznik B, cf. K. Sirvydo porucznik / Subcenturio, vicarius centurionis. Wietinikas šimtininko SD³;
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Page 10major: Major, Majoras, joro. M. R, Major, Majoras, joro, m. M, Major Major’s, Bajoras B.
8. Nomes de armas
Nas fontes examinadas encontramos muitos nomes de armas. Os séculos XVI–XVIII foram o período de desenvolvimento da tecnologia militar em que ainda se usavam armas brancas, mas já surgiam também armas de fogo a pólvora (Harding 2000). Por isso, aqui examinaremos os nomes das armas e de suas partes, bem como dos apetrechos.
Em primeiro lugar, cabe mencionar a própria arma: Bron / oreże Arma, armatura Ginklas / Szarwas3 (assim, arma e armadura são sinónimos, cf. Deka / pugio, sica. ginklas SD1), Gewehr ginklas, Schützwehre ginklas Lex, Waffen ginklas, Wehr und Waffen ginklas Lex.
No dicionário de J. Brodovskis encontramos também arma contra moscas, cf. [Fliegen] Platz, Wedel. Muſſu baidoma szlutele ſ. Ginklas. Baidyklė B. O termo alemão Gewehr, mencionado, tem três equivalentes no dicionário de J. Brodovskis: Gewehr Ginklas Plinta Puczka B.
No dicionário de P. Ruigys, Ginklas, klo, m. em alemão Wehr oder Waffen. Nos dicionários de P. Ruigys e K. Milkus encontra-se a forma plural do termo: Gewehr Ginklai, lu, m. pl. R, Ginklai, lu, m. die Waffen M, Gewehr Ginklai, lu, m. pl. M.
As armas brancas conhecidas desde a Antiguidade ainda se dividem em armas de arremesso, de estocada e de corte. Entre as armas de arremesso, encontram-se mais frequentemente os nomes kilpinis: Flitschbogen Kilpinis Lex, Flitsch=Bogen Kilpinnis, io. M. Temptywa, os C II, Köcher. Seidókas, ó. M. Kilpinis, iô. F C II, Kuſa / arcus, baliſta, ſcorpio, catapulta kilpinis SD1, Łuk / Arcus Kilpinis SD1, Łuk / Arcus Kilpinis SD3; seidokas: Köcher seidokas Lex, Köcher. Seidokas, o. M. Kilpinnis, io. F C II, Köcher, Seidokas, o Detuwe Wylicziu M (pol. sajdak, biel. caùdak).
Entre os nomes de armas de estocada, encontram-se mais frequentemente os seguintes: bardišius: Halabarda / ex ger. bipennis, securis Romana. Amazonia. bardišius SD1 [bardišius também é traduzido para lituano: Bardył]. Lunata securis. hafta falcata. Dolgiakinwis SD3, Halabart / Bipennis, amazonia securis. Kirwis dalginis SD3, cf. também Halabartnik. Satelles, securifer. apparitor, ſtipator. Kirwelnikas kieno pas ij ſtowis SD3], bartišius: Hellepart
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Page 11bartiβus Lex, Hellepart, B a r t i β u s, aus. M. C II, Hellepart B a r t i β u s Richt, Helepart B a r t i s z k u s Q; compare também Partisan bartiβus Lex, Partisan B a r t i β u s, ßaus. M. C III, Partisan B a r t i β u s, Drauczius B, Partisan B a r t i β u s, ßaus R, Partisan B a r t i β u s, ßaus M, Partisan B a r t i β u s Richt (do polonês bardyß, bielorrusso бердыш). Temos aqui um caso interessante de um termo militar alemão e seu equivalente lituano. Partisan – bartiβus pode ter surgido devido à semelhança sonora entre os inícios das palavras alemã e lituana: part- – bart-;
draučius: Kopya / hasta driaučius SD¹, kopiynik / haflatus, fudriaučium SD¹, Kopija žolnierfka. Hafta, fariffa, contus. Draučius SD³, compare Kopiynik / Haftatus, phalanx. Draučinikas SD³, Kopiynik / co kopije robi. Haftarum artifex Draučiadavlis / vt Ratadadvilis SD³; draučia: Speer Drauczia, os. F. Ragotinė, es. F C III, compare Lantze. Ragotine. Kopija. Drauczia. Wyliczia. Ragotinele B (polonês drzewce, bielorrusso дрэвец);
espada: Schlachtmeßer K a l a w i j a s Lex, miecz / gladius, enfis, k a l a w i i a s / mečius SD¹ (compare miecznik / macheropoeus, kalawijodaris SD¹) Tafak / Semifpatha K a l a w i j a s trūpas platus SD³, fztych w miecza / Mucro gladii. Wirfune K a l a w i = io SD³;
espada: Degen K a r d a s Lex, Handdegen K a r d a s Lex, Degen. K a r d a s, o. M. Spogas C I, Degen K a r d a s Richt, Degen K a r d a s, do. M. R, compare Degenhenk Kardo = Diržas, Kard = Nebys M, Degelein Kardelis, elio M (bielorrusso kopd, polonês kord);
kilupas: czekan / coestus, k i l i e p a s SD¹, kilof / caestus claua, kikupas (= kilupas) «arma antiga — machadinha e martelo com cabo comprido» SD¹;
ragotinė: Darda / hasta, lancea. r a g a t i n e SD¹, Obcžep / hasta, venabulum r a g a t i n e SD¹ (compare obcžepifko / hastile hastae. r a g a t i - n e k o t i s SD¹), Jägerspieß r a g o t i n n e Lex, Speer r a g o t i n e Lex, Spieß r a g o t i n e Lex, Spieß R a g ó t i n e, es, F C II, Speer Drauczia, os F. R a g o t i n e, es. F C III, Spieß R a g o t i n e, es. F. leßunas, o, M. C II, R a g ó t i n e, es, ein Speer H, Lanze R a g o t i n e, es, f. R, Spieß R a g o t i n e, es, F. leßmas, o. M. ppr (propriè «precisamente» – V. D.) Brant Spieß C III, R a g o t i n e, n e s, ein Speer H, Spieß R a g o t i n e, es. F. R, Lantze. R a g ó t i n e. Kopija. Drauczia. Wyliczia. R a g o t i n e l e B (bielorrusso рагачына);
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Page 12mečius: Schlachtschwerd m e c z u s Lex, [Schlacht] Schwerd M e c z u s, aus, M C III, miecz / gladius, ensis, kalawias/ m è c i u s SD¹ (bielorrusso мечь, polonês miecz);
sabre: Sebel s z o b l e Lex, Sebel S z o b l i s, lio. M. S z o b l è, es. F. C III, Sebel S z ó b l e, les, f. R (bielorrusso шабля, polonês szabla).
Uma arma perfurante antiga, com lâmina longa e empunhadura protegida, um pequeno punhal, aparece nos dicionários antigos como spoda, špoda, spogas: Rapier S z p o d a Lex, Stillet s p o d a Lex, Stoßdegen S z p a d a no mesmo lugar, Stillet Spoda, os. F. S p o g a s, o. M C IV (polonês szpada), e Rappier s p ó-gas, o. C III, Degen Kardas, do. M S p o g a s C III, Stillet S p o d a, os. F. S p o g a s, o. M. C IV (russo unaa?).
9. Nomes de armas de fogo e de suas partes
Na Europa, a pólvora começou a ser usada no século XVI. O empréstimo do bielorrusso порох, lituano parakas, já é conhecido em textos do século XVII (Sabaliauskas 1990: 249). Naquela época também se encontram nomes de armas de fogo a pólvora:
carabina: Carrabiener K a r r a b i n a s Lex, Carabiner K a r a b i n a s, o. C I, Carabiner K a r a b i n n a s Richt, Carabiner Karabin’s B (francês carabine ‘espingarda de cavaleiro’, cf. italiano carabina, de onde carabiniere ‘polícia italiana contemporânea’);
pistola: Holffter ulffteris makßtis pjſtūlu p u l l o k u Lex, Faufrohr p u l o k a s Lex, Pijſtoll p u l l o k a s Lex, Faust Rohr P u l l ó k a s, o. M. Dimin: P u l l o k e l i s C II, [Faust] rohr P u l l o k a s Richt, Pistolle P u l l o k a s, o. M. C III, Pistole P u l l o k a s Richt (letão pulhak);
canhão: Dźialo / machina, tormentum, p u c ž k a SD¹, Dźialo. Bombarda fulminea, tormentum. p u c ž k a SD³, Moźdzerz wojenny / Tubus aeneus bellicus. p u c ž k a k a r i e y w i n e SD³ (cf. também puſzkarz / faber tormentarius. puczkorus SD¹; Puſzkarz co rychtiue strzelbę / Librator, puczkſzaudis SD³), Büchse p u t c ž k a Lex, Musquet p u t β k a Lex, Büchse. P u c ž k a, os. F. P u c ž k a g w i n t a w o t a, ein gezogen Rohr C I, Muβavet P u c ž k a, ôs. F; Lohf einer Büchse. Wamzdis P u c ž k o s C II, Muβavet. Pucżka, ôs. F C III, Büchse P u c ž k a Richt, Büchse so gezogen Gwintawota Richt (alemão Büchse ‘espingarda de caça’, de onde polonês puszka, bielorrusso пушка, cf. lituano buks(v)a ‘bucha’). O dicionário de J. Brodovskis fornece muitos termos que designam as partes componentes deste tipo de peça de artilharia e seu uso, por exemplo:
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Page 13suas partes e seu uso, por exemplo: der Hahn Gaidys, das Schloß Spinna, der Schafft Lazza, Büchfe laden Užkrauti Puczka, [Büchfen]Stein Puczkos Akmū etc.;
bomba: Bombe, Bumbe, és f. Diddéji geležinne kulka R;
bala: Kula/ex germ. glans, globus. item malleus ligneus, item Scipia kulka SD¹, Kula / Globus, Kulka SD³, Kula do cifkania / Glans, plumbea, ae. Kulka SD³, Bleykugel Kulka Lex, Bley-Kugel Kulka, os. F. C I, Kugelkau (?) Kulka Lex, Kugel Kule, es. F. Kulka, os. F. Kugel Kulka Lex, Kögel J. Kegal Kegelgekugel, Kulka, kos. f. M (polonês kulka, bielorrusso кулька < cf. alemão küle ‘esfera’ Sabaliauskas 1990: 248);
medida: Patron tasch mierka gen os Lex, Patron=Tasch Mierka, os. F C II (bielorrusso мерка);
armadura: Panzer pancierus Lex, Pancerus, raus ein Pantzer 4 decl. gen. masc. H (polonês panzerz < alemão Panzer);
chifre de pólvora, recipiente para pólvora: prochownica / theca pulveraria parakaunyčia SD¹, Prochownica / Theca pulveris nitrosi parakaunyčia SD³, Pulverhorn paraknycze Lex, Pulver=Horn. Paraknyczia, os. F C III (bielorrusso напахния);
flecha: Strzala / telum, sagitta, wilicia / strela SD¹, Flitschpfeil strela Lex, Pfeil Strela, wyliczia Lex, [Flitsch] Pfeil Strela, ós. C II, Pfeil. Strěla, ós. F. Wylyczia, ós. F C III;
elmo: Helm Sʒalmas Lex, Helm Schalmas, o. M. C II (provavelmente do russo antigo, ver Sabaliauskas 1990: 251);
chumbo de espingarda: śrot do strzelby/ Miſſilia minuta bombardaru. śratas SD³;
corda de arco: Sehne temptywa Lex; quanto à origem de temptywa, cf. ciąćiwa / nervus, chorda, fides. tętiwa SD¹; cf. também Seh̆ne Gyſla, os C III;
vilyčia: Strala / telum, sagitta, wilicia / strela SD¹, Pfeil wyliczia Lex, Pfeil. Strěla, ós F. Wylyczia, ós F C III, Pfeil. Wylicia, cios. F. Strěla, ós F. Strėlas, lo R, cf. Pfeil mit Widerhacken Strela su Barzda R (bielorrusso билица).
10. Conclusões
Uma análise preliminar do vasto material sobre os termos militares do período antigo da língua escrita lituana permite formular algumas conclusões gerais e muitas conclusões específicas.
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Page 14Os antigos termos militares remontam a um passado distante e também refletem as guerras do Grão-Ducado da Lituânia e da Prússia com outros países. Os combatentes e o armamento eram designados por termos específicos, muitas vezes provenientes das línguas da Europa Ocidental.
Os termos militares têm diferentes graus de antiguidade: os mais antigos foram herdados do protoindo-europeu (karas) e do protobalto (kalavijas), enquanto os mais recentes são tanto vernáculos como empréstimos. Os termos lituanos constituem a parcela menor. Entre os termos emprestados, são mais frequentes os eslavismos (aliás, também nas fontes da Lituânia Menor, pelo menos nas mais antigas), e um pouco menos frequentes os germanismos.
A comparação dos significados dos antigos termos militares com os dos termos usados no lituano atual ilustra claramente os processos semânticos: mais de um termo (karininkas, karžygys, pulkininkas) adquiriu um novo significado.
É importante dar continuidade à investigação dos termos militares. Isso revelaria não só a sua história, mas talvez também tornasse mais clara a origem, a formação e a evolução dos significados dos termos militares do lituano atual.
ŠALTINIAI
B – (Lexicon Germanico=Lithvanicvm et Lithvanico=Germanicvm… von Iacobo Brodowskij (~ 1740, rankraštis Lietuvos mokslų akademijos bibliotekoje).
C – Clavis Germanico-Lithvana (faksimilinis leidimas). Rankraštinis XVII a. vokiečių-lietuvių kalbų žodynas, I–IV. Parengė V. Drotvinas, Vilnius, 1995–1997.
H – Vocavblarivm Litthvanico-Germanicvm et Germanico-Litthvanicvm… von Friedrich Wilhelm Haack […], Halle, 1730.
Lex – Lexicon Lithuanicum (faksimilinis leidimas). Rankraštinis XVII a. vokiečių-lietuvių kalbų žodynas. Parengė V. Drotvinas, Vilnius, 1987.
LKŽ – Lietuvių kalbos žodynas 1–20, Vilnius, 1941–2002.
M – Littaujfch=deutſches und Deutſch=littaujfches Wörter=Buch… von Chriſtian Gottlieb Mielcke… Königsberg, 1800.
Q – Vokiečių-lietuvių kalbų žodynas (XVIII a. rankraštis, saugomas Lietuvių kalbos instituto bibliotekoje).
R – Littaujfch=Deutſches und Deutſch=Littaujfches Lexicon… von Philipp Ruhig… Königsberg, 1747.
Richt – [Johannas Richteris?] Vokiečių–lietuvių kalbų žodynas, Halle, 1728 (rankraštis Hallės-Wittenbergo Martino Lutherio universiteto Frankės fundacijos bibliotekoje).
SD¹ – Senasis Konstantino Sirvydo žodynas (fotografuotinis leidimas). Parengė K. Pakalka, Vilnius, 1997.
SD³ – Pirmasis lietuvių kalbos žodynas: Konstantinas Širvydas, Dictionarium trium linguarum (fotografuotinis leidimas). Parengė K. Pakalka, Vilnius, 1979.
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Page 15LITERATŪRA
Balčikonis J. 1978: Dėl naujosios karininko reikšmės. – Rinktiniai raštai 1, Vilnius, 146–147.
Dubisz St. 2003: Uniwersalny słownik języka polskiego 5, pod redakcją prof. Stanisława Dubisza, Warszawa.
Harding D. 2000: Waffen Enzyklopädie. 7000 Jahre Waffengeschichte, Berlin.
LPŽ 1989: Lietuvių pavardžių žodynas 2. Ats red. A. Vanagas, Vilnius.
Mažiulis V. 1993: Prūsų kalbos etimologinis žodynas 2, Vilnius.
Palionis J. 1967: Lietuvių literatūrinė kalba XVI–XVII a., Vilnius.
Palionis J. 1995: Lietuvių rašomosios kalbos istorija, II pap. leid., Vilnius.
Palionis J. 2004: XVI–XVII a. lietuviškų raštų atrankinis žodynas, Vilnius.
Sabaliauskas A. 1990: Lietuvių kalbos leksika, Vilnius.
Skardžius P. 1996: Lietuvių kalbos žodžių daryba (fotografuotinis leidinys). – Rinktiniai raštai 1, Vilnius.
Smetona A. 1995: Karybos žodynas, Vilnius.
Zinkevičius Z. 1990: Lietuvių kalbos istorija 4, Vilnius.
FROM THE HISTORY OF MILITARY TERMS
Summary
A preliminary overview of the abundant material of military terms from the earlier period of the written Lithuanian language allows some general conclusions and a few specific conclusions to be drawn on the subject.
Old military terms reach a distant past and reflect the wars of the Grand Duchy of Lithuanian and Prussia with other countries. Military men and weaponry were named using special terms, which were quite frequently coming from Western European languages.
Military terms are of a different age: the oldest are inherited from Indo-European (karas (war)) and Baltic parent language (kalavijas (sword)), the newer ones are not only own, but also borrowed terms. Lithuanian terms make a smaller part. Slavonicisms are more frequent borrowings (talking of which, they are also more frequent in sources from Lithuania Minor, at least from the earlier period), Germanisms are slightly less frequent.
The comparison of the meanings of old and currently used military terms obviously illustrates semantic changes: not one term (karininkas (officer), karžygys (warrior), pulkininkas (colonel)) has gained a new meaning.
It is topical to continue the research of military terms. That would reveal not only their history, but probably it could make the origin, word-formation and meaning development of modern Lithuanian military terms clearer.
Vincentas DROTVINAS
Gauta 2005-09-08
Vilniaus pedagoginis universitetas
T. Ševčenkos g. 31, LT-03111 Vilnius
E. paštas drot���[email protected]
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