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Terminology and text linguistics

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Terminology and text linguistics

Author: Ágota Fóris
Year: 2011
Source: https://journals.lki.lt/terminologija/article/download/414/506
5 1Te minologia | 2011 | 18
Te minologia e linguís ica de ex os
Á G o T A F ó R I S
Uni e sidade Ká oli Gáspá , TERMIK Associação Eu opeia de
Te minologia Pala as-cha e: e mo, concei o, e minologia,
ex o, linguís ica de ex o
1. INTRODUÇÃO
A unção básica da linguagem é codi ica , a mazena e ans e i o
conhecimen o acumulado pela sociedade. A es u u a da linguagem e os
p ocessos complexos do uso da linguagem são abo dados de manei as
di e en es pelos á ios amos da linguís ica.
A e minologia e a linguís ica ex ual es udam os aspec os do uso da
linguagem a pa i de di e en es pe spec i as e usando di e en es mé odos.
A pesquisa e minológica coloca o e mo em seu oco e o conside a como a
unidade básica. Na pesquisa de linguís ica de ex o, é o ex o que é es udado.
Em ambas as abo dagens, o ipo de in o mação que a unidade em es udo
con ém e a o ma como o az são as ques ões impo an es. Os e mos azem
pa e do ex o. Os ex a o es de e mos, po exemplo, dependem do papel dos
e mos no ex o; Eles abalham usando di e en es mé odos, como lis a
unidades léxicas ou suas colocações com base na equência de oco ência no
ex o, ou le a em conside ação ou as ca ac e ís icas do ex o ao ex ai
e mos. Em ambos os domínios, o am desen ol idos á ios modelos pa a
ealiza es udos e a icula os esul ados. Es es o am publicados em
de alhes mui as ezes (po exemplo: Melcuk, Žolko skij 1970; D essle 1971;
Halliday, Hasan 1976; Pe ő i 1979; Beaug ande, D essle 1981; Ká oly 2007; Sage
1990; Lau én, Pich 1993; Temme man 2000; Budin 2001; Cab é 2003).
Recen emen e, o es udo dos li os didá icos húnga os ganhou uma
impo ância especial na Hung ia, e á ios a igos o am publicados sob e o
es udo pedagógico de ex os, a maio ia dos quais são es udos quan i a i os.
Jun ei-me a es a linha de in es igação com os chamados es udos de
" e minologia quali a i a" e p ocu ei um aspec o da linguís ica ex ual que pudesse se ligado e
5 Á. Fó is | Te minologia e Linguís ica de Tex o em con as e com a e minologia
(os esul ados o am publicados em ela ó ios de pesquisa e pa cialmen e em
Fó is 2006, 2010b). Ou o campo em que pesquisei são as edes de e minologia e
dicioná ios li es de escala (po exemplo: Fó is 2007, 2008). As edes es ão
p esen es nos ex os em á ios ní eis. A es u u a de um ex o é a ede que
o nece coesão. A ede en e concei os es abelece coe ência, que apa ece
como uma con igu ação de conhecimen o o mada po concei os. As edes
p esen es no ex o es ão ligadas a edes ex e nas, como a ede de
conhecimen o do au o , a ede de conhecimen o p é io do des ina á io e o seu
undo in e ex ual. A In odução à Linguís ica de Tex o de Beaug ande e
D essle o nece a base pa a compa a e con as a ce os aspec os da
linguís ica e e minologia de ex o. Po conseguin e, o objec i o des e a igo é
discu i as ques ões que desempenham um papel decisi o na codi icação e
descodi icação do conhecimen o num ex o.
2.Linguís ica e e minologia do ex o
O ex o é c iado usando os sinais e bais e esc i os de uma língua. O ex o
não só codi ica a in o mação, mas ambém ga an e que ela seja dis ibuída
a a és do espaço e do empo. Dependendo da na u eza da in o mação, os
ex os podem e es u u as e comp imen os di e en es. O ex o exis e
semp e em algum luga ísico, apa ece em um espaço e empo con inados,
mas sua ede cogni i a de elações é ilimi ada an o no espaço quan o no
empo. O ex o codi ica in o mações sob e concei os a a és de e mos; Po
conseguin e, o papel dos e mos num ex o em de se objec o de uma
a enção especí ica ao es uda os ex os. Os ex os podem se es udados de
á ios pon os de is a. Um es udo ocado em um de e minado obje i o pode
descob i os p incípios ge ais da es u u a dos ex os, as ligações en e um
ex o e uma linguagem na u al, a elação da es u u a do ex o com a
in o mação codi icada ou a elação do ex o com ou os componen es do
p ocesso de comunicação. Os es udos ealizados na linguís ica de ex os
descob i am um g ande núme o de descobe as sob e esses ópicos (p. Melchuk, Žolko skij 1970; D essle 1972; Beaug ande, D essle
1981, 2002; Pe ő i 1990). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do T a ado.
A e minologia e a linguís ica de ex o es udam as ques ões de codi icação e
dis ibuição de conhecimen o a pa i de di e en es pon os de pa ida e
abo dagens. Os es udos de e minologia colocam o e mo em oco e é
conside ado a unidade básica. Es es es udos conside am o ex o c iado no
p ocesso de codi icação a se dado e de e minam o papel dos e mos no
a amen o da in o mação. Os es udos de linguís ica de ex o se concen am no ex o como assun o de pesquisa. O ex o é:
5Te minologia | 2011 | 18 es udou den o da complexa ede de elações de
manipulação de in o mações e as ca ac e ís icas dos e ei os in e nos e
ex e nos são desc i as. Nes a abo dagem, o e mo apa ece implici amen e
como o componen e linguís ico que o ganiza o con eúdo cogni i o da
in o mação a a és do código linguís ico. As duas abo dagens da pesquisa
êm um pon o comum: o es udo do a mazenamen o e da o ganização do
conhecimen o. Apesa das di e en es abo dagens e mé odos de in es igação,
os esul ados podem se inco po ados num quad o comum,
complemen ando-se e e o çando-se mu uamen e. Du an e a cognição, os
concei os são o mados pa a mapea os elemen os do mundo, e esses
concei os são es u u ados em um sis ema no p ocesso de pensamen o pa a
pe mi i o ácil manejo da di e sidade no mundo. O sinal linguís ico pa a um
concei o é o e mo, e o sis ema o mado a a és da classi icação de e mos
é chamado de e minologia. O signi icado é uma pa e insepa á el do e mo, e
é desc i o em bancos de dados de e minologia, dicioná ios e pad ões, e c.
como de inições.
O a igo de Pie e Lé y sob e a esponsabilidade dos in elec uais chamou a
a enção dos pesquisado es que abalham em á ios campos pa a a impo ância
das ques ões e minológicas. A e is a húnga a in i ulada In o mációs
Tá sadalom (Sociedade da In o mação) dedicou um olume in ei o a es e
a gumen o (2008-4). Lé y ê um obs áculo pa a usa o po encial da in eligência
cole i a na g ande a iedade e agmen ação dos sis emas simbólicos, sendo um
p oblema especí ico a a iedade e a incompa ibilidade dos sis emas de
classi icação em ge al e da e minologia em pa icula (Lé y 2007: web, Lé y 2008: 9).
A e minologia desempenha um papel signi ica i o an o na pesquisa eó ica
quan o na empí ica, e o desen ol imen o e a desc ição p ecisos da e minologia
são a base pa a a classi icação cien í ica e as eo ias cien í icas. O
conhecimen o é ansmi ido a a és da linguagem e os ex os écnicos
ansmi em não apenas conhecimen o, mas ambém no mas écnicas e
e minológicas. Além disso, os ex os são o eículo mais di undido de explo ação e
discussão cien í ica. O s a us das eo ias e modelos na maio ia das ciências não é
melho do que o s a us do modo acei o de discu so. Os p óp ios cien is as não
podem pe ence a uma comunidade cien í ica a é que enham adqui ido as suas
con enções de discu so e a gumen ação" (Beaug ande, D essle 1981: 211 […] 212).
Daí deco e que é aconselhá el abo da os ex os cien í icos an o do pon o de
is a do ex o como do concei o. O p esen e a igo cen a-se na elação en e os
ex os e os e mos que con êm pa a ansmi i in o mações. Es a abo dagem
isa es uda o papel dos e mos num ex o.
4 Á. Fó is | Te minologia e Linguís ica de Tex os
3. No mas de ex ualidade
Podem se dis inguidos á ios ipos e o mas de ex o; Os ex os podem se
c iados pa a di e en es ins (um poema lí ico ou um manual de se iço), e
di e en es comp imen os (um li o em á ios olumes ou um eleg ama) e c.,
mas exis em ce as ca ac e ís icas comuns que odos os ex os c iados
compa ilham. Es as ca ac e ís icas são conhecidas como pad ões de
ex ualidade. Esses p incípios e e em-se a ca ac e ís icas p esen es nas
es u u as linguís icas, nas elações concei uais, nos aspec os da
comunicação e no sis ema de p ocessos cogni i os e se e le em nos ex os.
Na abo dagem da linguís ica ex ual às ca ac e ís icas dos ex os, os e mos
não são a ados explici amen e, no en an o, eles es ão semp e p esen es
implici amen e na deci ação de elações concei uais (as elações en e
concei os). Beaug ande e D essle (1981) conside am uma peça de esc i a como um
ex o se o usada no discu so e a ende aos se e pad ões de ex ualidade.
Es es são a coesão, a coe ência, a in encionalidade, a acei abilidade, a
in o ma i idade, a si uacionalidade e a in e ex ualidade. Embo a es es se e
pad ões sejam amplamen e conhecidos, no que se segue discu i ei-os em
po meno (ci ando) e elabo a ei os seus aspec os e minológicos. 1. […]O p imei o
pad ão se á chamado de coesão e diz espei o às manei as em que os
componen es do ex o de supe ície, ou seja, as pala as eais que ou imos ou
emos, es ão mu uamen e ligados den o de uma sequência. Os componen es da
supe ície dependem uns dos ou os de aco do com o mas e con enções
g ama icais, de modo que a coesão se baseia em dependências g ama icais
(Beaug ande, D essle 1981: 3). A coesão é uma noção cen ada no ex o, o que
signi ica que a coesão es á p esen e nos elemen os supe iciais do ex o (nos
seus elemen os e ca ac e ís icas g ama icais e léxicas) al como apa ecem na
o ma ísica ( e bal ou esc i a) do ex o. Pode se es udado com mé odos de
pesquisa linguís ica. Halliday e Hasan en endem a coesão como elações
g ama icais e léxicas; in oduzem e explicam o concei o de coesão léxica, que
indica que a ede concei ual do ex o cons i ui a coesão (Halliday, Hasan 1976:
238-239; Hasan 1984). Hasan di e encia en e dois ipos de coesão léxica: coesão
léxica ge al e elações momen âneas. Tais elações podem e de em se es udadas
an o em ex os de linguagem ge al como em ex os esc i os pa a ins
especí icos. O es udo das elações léxico-semân icas ambém é impo an e do
pon o de is a e minológico, pois o designado do e mo que se e e e a um
concei o ge almen e apa ece no ex o como algum ipo de unidade léxica. O
des ina á io conside a á o ex o como um ex o coe en e
5Te minologia | 2011 | 18 unidade, se os e mos encon ados nela a i a em a mesma
imagem men al (concei os e elações concei uais) do seu conhecimen o p é io.
Po an o, os e mos con ibuem signi ica i amen e pa a a coesão de um ex o,
ansmi indo in o mações concei uais. O componen e linguís ico do e mo
pe mi e inse i os e mos como elemen os essenciais do código linguís ico na
coesão do ex o (Fó is 2010a). 2.-O segundo pad ão se á chamado de coe ência e diz
espei o às o mas em que os componen es da pala a ex ual, ou seja, a
con igu ação de concei os e elações que subjazem ao ex o supe icial, são
mu uamen e acessí eis e ele an es. Um concei o é de iní el como uma
con igu ação de conhecimen o (con eúdo cogni i o) que pode se ecupe ado ou
a i ado com mais ou menos unidade e consis ência na men e. As elações são as
ligações en e os concei os que apa ecem jun os num mundo ex ual: cada ligação
e ia uma designação do concei o a que se liga. […] Às ezes, embo a nem semp e,
as elações não são explici adas no ex o, ou seja, não são a i adas di e amen e
po exp essões da supe ície […] (Beaug ande, D essle 1981: 4). A coe ência é uma
noção cen ada no ex o, ambém no sen ido de que apa ece na exis ência ísica
do ex o, e pode se es udada e es abelecida po meio de e amen as
linguís icas. Es a úl ima ca ac e ís ica az com que es e pad ão de ex ualidade
- jun amen e com a coesão - pe ença ao campo da linguís ica.
Es a ca ac e ís ica e e e-se ao con eúdo cogni i o do ex o, que apa ece an o
no espaço como no empo en e amplos limi es. O con eúdo cogni i o é o necido
po concei os, e sua comp eensão é acili ada pelas elações en e eles. Os e mos
que designam os concei os ca egam as ligações especiais e empo ais en e os
elemen os de conhecimen o codi icados num ex o. Um p opósi o signi ica i o dos
ex os cien í icos é a ap esen ação coe en e do sis ema concei ual do con eúdo
cogni i o. Os e mos […] como designado es de concei os e, ao mesmo empo,
po ado es do seu signi icado […] desempenham um papel impo an e nos ex os, o
seu uso p eciso e consis en e acili a a coe ência. 3. […]O e cei o pad ão de
ex ualidade pode ia en ão se chamado de in encionalidade, e e en e à a i ude
do p odu o de ex o de que o conjun o de oco ências de e cons i ui um ex o
coeso e coe en e ins umen al no cump imen o das in enções do p odu o , po
exemplo, dis ibui conhecimen o ou alcança um obje i o especi icado num plano[…]
(Beaug ande, D essle 1981: 7).
A in encionalidade é conside ada uma noção cen ada no u ilizado , no
sen ido de que, embo a es e p incípio ca ac e ize o ex o, al como é
ansmi ido a a és de um código linguís ico, o seu es udo e a azão da sua
exis ência icam o a das ca ac e ís icas linguís icas do ex o. O p odu o de um ex o es abelece o

5 Á. Fó is | Te minologia e Linguís ica do Tex o coesão e coe ência que se em
a in enção do ex o. Segue-se que o objec i o de um ex o de e mina a o ma
como se mani es am a coesão e a coe ência; Po exemplo, o público-al o e o
objec i o de um ex o são ac o es impo an es: o ex o cien í ico pode se
esc i o pa a pe i os com amplos conhecimen os no domínio ou pa a
es udan es que apenas se amilia izam com os undamen os. Po an o, esse
pad ão de ex ualidade é uma ca ac e ís ica-cha e de um ex o cien í ico,
pois a in enção do p odu o de qualque ex o desse ipo (po exemplo, um
a igo, um li o de cu so, um pad ão) é ap esen a con eúdo especí ico e
quan idade de conhecimen o ao ecep o .
O conhecimen o exis en e na men e do p odu o do ex o o ma a base pa a a
in encionalidade a a és do uso de e mos. O p odu o do ex o seleciona os pedaços
que se encaixam na sua in enção. A coesão e a coe ência in encionais podem se
alcançadas a a és de e mos e es u u as linguís icas ap op iadamen e
selecionados. A in encionalidade se es ende além das limi ações ísicas do ex o e
depende das elações en e os sis emas concei uais do p odu o e do ecep o . O
p odu o molda o con eúdo concei ual e a es u u a linguís ica do ex o com base
nos seus p óp ios conhecimen os e nos conhecimen os a ibuídos ao des ina á io,
es abelecendo assim a coesão e a coe ência. Po an o, a im de p oduzi um ex o
coeso e coe en e, p ecisamos de es a amilia izados (ou pelo menos supo ) com o
conhecimen o do ecep o e os e mos em que esse conhecimen o é codi icado. 4.-O
qua o pad ão de ex ualidade se ia a acei abilidade, e e en e à a i ude do
ecep o do ex o de que o conjun o de oco ências de e cons i ui um ex o coeso
e coe en e com alguma u ilidade ou ele ância pa a o ecep o , po exemplo, pa a
adqui i conhecimen os ou o nece coope ação num plano. Aqui ambém, pode íamos
e a manu enção da coesão e coe ência pelo ecep o de ex o como um obje i o
p óp io, de modo que o ma e ial se ia o necido ou as pe u bações ole adas
con o me necessá io. A ope ação de in e ência […]...> ilus a de o ma no á el como
os ecep o es sus en am a coe ência ao aze suas p óp ias con ibuições pa a o
sen ido do ex o […]
(Beaug ande, D essle 1981: 7 e 8).
A acei abilidade é uma noção cen ada no u ilizado , que a alia o ex o do
pon o de is a do des ina á io. Embo a seja uma ca ac e ís ica ligada ao
ecep o , ao mesmo empo, classi ica o ex o al como apa ece nas elações
en e o ex o e o ecep o . A coesão e a coe ência do ex o dependem dos
des ina á ios, dos seus conhecimen os, dos seus objec i os e dos seus
in e esses. A u ilização de es u u as excessi amen e simpli icadas ou
concei ualmen e demasiado complexas na c iação do ex o de supe ície in luencia o emen e a sua
5Te minologija | 2011 | 18 usabilidade pa a o ecep o . Um ní el de e mos e
elações en e e mos inadequado pa a o des ina á io pode não c ia
coe ência e, po an o, es ingi a acei abilidade.
A acei abilidade de um ex o é de e minada pelas elações do conhecimen o p é io
do ecep o com o conhecimen o codi icado no ex o e pode se alcançada a a és
de um conjun o de e mos compa ilhados. 5. […]O quin o pad ão de ex ualidade é
chamado de in o ma i idade e diz espei o à ex ensão em que as oco ências do
ex o ap esen ado são espe adas e sus inespe adas ou conhecidas e sus
desconhecidas/ce as. […]...> O p ocessamen o de oco ências al amen e
in o ma i as é mais exigen e do que de ou a o ma, mas ambém
co esponden emen e mais in e essan e. De e-se e cuidado pa a que o
p ocessamen o dos ecep o es não se sob eca egue ao pon o de pô em pe igo a
comunicação (Beaug ande, D essle 1981: 8 […]9).
A in o ma i idade é ambém uma noção cen ada no usuá io, e ambém uma
ca ac e ís ica que apa ece no ex o e pode se a aliada do pon o de is a
do ecep o . O mesmo ex o pode se abo dado de manei as di e en es,
dependendo do conhecimen o p é io do ecep o . Po exemplo, o
conhecimen o codi icado no ex o de um li o de cu so de e co esponde
à capacidade de p ocessamen o de in o mações dos alunos ecep o es. Se
hou e mui a in o mação no a (seja ela concei ual ou linguís ica) em um
ex o, os ecep o es podem não p ocessá-la, e se hou e mui o pouco, eles
a acham cha a. Po an o, o conhecimen o p é io, a idade, e c. do
público-al o são a o es-cha e de in o ma i idade.
A c iação de um ex o com uma in o ma i idade ó ima é possí el a a és da
u ilização coe en e de e mos conhecidos e do ajus amen o da in o mação que
con ém no os concei os e e mos ao conhecimen o exis en e do des ina á io.
6.[…]O sex o pad ão de ex ualidade pode se designado como si uacionalidade e
diz espei o aos a o es que o nam um ex o ele an e pa a uma si uação de oco ência[…]
(Beaug ande, D essle , 1981: 9). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é.
A si uacionalidade é uma noção cen ada no usuá io, que a a da elação do
ex o dado com o mundo ex e io na si uação de oco ência. A ob enção da
si uacionalidade é signi ica i amen e in luenciada pela elação dos e mos
que oco em no ex o com os e mos habi ualmen e usados em uma
de e minada si uação. Po exemplo, em uma con e sa amigá el, o uso de
e mos o mais ou poé icos pode se pe cebido como i ônico ou o ensi o.
Num a igo cien í ico, a u ilização de e mos écnicos pode di icul a a
comp eensão do ex o, mas, ao mesmo empo, acili a a comunicação no a eliê.
5 Á. Fó is | Te minologia e Linguís ica de Tex os 7. O sé imo pad ão de ex ualidade
de e se chamado de in e ex ualidade e diz espei o aos a o es que o nam a
u ilização de um ex o dependen e do conhecimen o de um ou mais ex os
encon ados an e io men e. […]...> A in e ex ualidade é, de o ma ge al,
esponsá el pela e olução dos ipos de ex o como classes de ex os com pad ões
ípicos de ca ac e ís icas[…] (Beaug ande, D essle 1981): A in e ex ualidade é
uma noção cen ada no u ilizado que ca ac e iza a elação do ex o com ou os
ex os que o ecep o p ocessou an e io men e. O ecep o acha mais ácil
iden i ica elações em ex os que êm pad ões semelhan es de ex ualidade; a
aplicação de quad os, esquemas e planos semelhan es (ibid. 90) o na o
p ocessamen o de ex o mui o mais ácil. A exis ência de á ios ipos de ex o
(uma ecei a, um a igo cien í ico, uma b ochu a écnica, um omance, e c.) é o
esul ado dos es o ços dos p odu o es de ex o pa a c ia ca ac e ís icas
in e ex uais que eduzam os es o ços de p ocessamen o do ecep o . A
in e ex ualidade é de impo ância undamen al pa a os ex os de no mas e li os
didá icos. A educação cons ói con inuamen e o sis ema concei ual e
e minológico, o papel das in e ligações en e os ex os é c ucial. Po exemplo, um
concei o de núme os é o mado ao longo de á ios anos. O p ocessamen o de um
ex o que con ém um no o e mo (po exemplo: núme os i acionais) depende de
ou os ex os (sob e núme os na u ais, núme os in ei os, ações) p ocessados
anos an es, e p essupõe seu conhecimen o. Tais links mui as ezes não são
explici amen e plan ados no ex o, e o ecep o ecupe a o conhecimen o
necessá io pa a en ende o ex o enquan o o p ocessa. No ex o dos li os de
cu sos, é impo an e cons ui ex os in e ex uais adequados que sa is açam
os equisi os de coe ência. Os li os didá icos bem esc i os sob e as ma é ias
ensinadas no ensino público sa is azem a exigência de in e ex ualidade, an o
indi idualmen e como no seu conjun o, baseando-se em ex os de li os didá icos
an e io es, an o no que diz espei o à sua es u u a como ao seu con eúdo.
Todos os se e pad ões de ex ualidade discu idos acima são impo an es pa a o
papel desempenhado pelos ex os no p ocesso de comunicação. Di e en es ex os
podem se a aliados u ilizando abo dagens di e en es e, po an o, p incípios
di e en es desempenham um papel mais impo an e num caso do que nou o. No
en an o, odos os pad ões de em se obse ados ao compo um ex o, e odos
eles de em se conside ados ao a alia um ex o. O e ei o de cada p incípio de e
se ponde ado em unção da si uação dada. Os mé odos de pesquisa quan i a i a
pe mi em o es udo do ex o de supe ície. Es udos cuidadosamen e planejados
sob e os po meno es da coesão o necem dados aliosos pa a se em u ilizados na
c iação de ex os e na sua a aliação.
5Te minologia | 2011 | 18
Os mé odos de pesquisa quali a i a pe mi em o es udo de concei os,
conhecimen os codi icados em ex os e sua elação no ex o. A im de decidi
se um ex o cump e os equisi os pa a codi ica , a mazena e dis ibui
concei os, emos que es uda seu con eúdo, em ez de apenas a es u u a
supe icial. Isso inclui o es udo de sis emas concei uais in e nos codi icados no
ex o e das edes concei uais ex e nas (ou seja, odo o sis ema concei ual do
domínio) que es ão ligadas a eles. Es as elações concei uais mani es am-se
em e mos, que são abo dados pela linguís ica ex ual do pon o de is a dos
pad ões de ex ualidade e pela e minologia baseada nas ca ac e ís icas do
e mo. Ambas as abo dagens en a izam a impo ância dos aspec os
concei uais da a aliação de ex os.
4. SENSE E SENSE
Es ando amilia izado com os concei os básicos da linguís ica de ex o e da
e minologia (po exemplo, concei o, signi icado), é necessá io en a em
de alhes sob e o papel dos ex os e e mos no complexo p ocesso de
comunicação. No es udo do con eúdo dos ex os, a coe ência desempenha o
papel-cha e. A coe ência pe mi e comp eende as elações en e os e mos e
acili a a dis ibuição do con eúdo cogni i o do ex o. A im de es uda o
con eúdo cogni i o, emos que elabo a o concei o de signi icado. Beaug ande e
D essle (1981: 84) di e enciam en e signi icado e sen ido da seguin e o ma:
Se o signi icado é usado pa a designa o po encial de uma exp essão linguís ica (ou
ou o sinal) pa a ep esen a e ansmi i conhecimen o (ou seja, signi icado
i ual), en ão podemos usa o sen ido pa a designa o conhecimen o que
ealmen e é ansmi ido po exp essões que oco em em um ex o. Mui as
exp essões êm á ios signi icados i uais, mas em condições no mais, apenas um
sen ido em um ex o. Se o sen ido p e endido não o imedia amen e cla o, a
não-de e minância es á p esen e. Uma não-de e minância du adou a pode ia se
chamada de ambiguidade se p esumi elmen e não o in encional, ou de poli alência
se o p odu o do ex o i e de a o a in enção de ansmi i á ios sen idos ao mesmo empo […] (Beaug ande, D essle 1981: 84).
Na abo dagem de linguís ica de ex o de Beaug ande e D essle , o sen ido de
uma exp essão linguís ica é uma ealização especí ica de um elemen o de
signi icado i ual. Po exemplo, o e mo pai pode ia e um dos seguin es
signi icados em um de e minado ex o: ances al que é pai de uma c iança, o
educado igo oso de uma c iança, o gua dião ca inhoso e amo oso de uma
c iança. Em qualque ex o dado, o e mo pai oco e em um dos sen idos acima.