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Kalbinės nuojautos praradimas: ar reali grėsmė?

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Kalbinės nuojautos praradimas: ar reali grėsmė?

Author: Stefano M. Lanza
Year: 2016
Source: https://journals.lki.lt/bendrinekalba/article/download/178/199
BENDRINĖ KALBA 89 (2016) www.bend inekalba.l ISSN 2351-7204
STEFANO M. LANZA
Uni e sidade Vy au as o G ande
TALBINS NUOJAUTOS EXPONDADO: AR REALI GRSM? ESMINIAI VOODŽIAI: bend inė ala, p iegaidė,
ki čiação, sen imen o de linguagem. Nos anos da cul u a de línguas cada consumido de língua
de e ia suspensa sob e suas elações com a comum iqueza da nação, língua es a al. Bend ą
pa imônio odo mundo de e usa esponsi elmen e: eg as de linguagem de nenhuma manei a não é
só assun o kalbininkų. Nes e a igo p e ende chama a a enção pa a one ines peculia idades da
língua li uãs e a ual a oseną, ap esen ando cul u a, li e a u a e ac os da his ó ia da língua.
Assim espe amo-se ajuda a p o oca uma ce a au omonê da nação. Puoselėjan a língua li uãs, à
qual ca ac e iza p iegaidžių sis ema e que des inha balsių kiekybę, e isso ainda é onologicamen e
1
ele an iškas eiškinys Eu opa cul u a impo an e das línguas an icinas nykimas de e ia se
conside ado es imulinančiu susimąs y i p eceden u. Qual é hoje a condição do sis ema p iegais da
língua li uânica? O obje i o des e a igo le an a ques ões p oblemá icas se é possí el
de e mina , o que lemb a os des ios das no mas de ki chiação e quais possí eis oma medidas
pa a p ese a ca ac e ís icas ca ac e ís icas da língua li uãs. KALBINS NUOJAUTOS
PRARADIMO PROCESAS: ANTIKINS KALBOS As línguas kin a. Se elas desen ol em, p ospe a ,
empob ez a, mo š a (ou al ez e nasce), decide essencialmen e um a o consumido es. Língua
como g upos de consumido es (gen ies, nau os ou pan.) dis in imas aožas pe cebida ainda an icos
empos. S e imšalius na an iga G écia a econhecida o de p ago g eikos do idioma. O que
g egiamen e só emykčiojo, oi chamado ba ba u (plg. sen. g . βάρβαρος mykčiojan is g eikų kalba).
Na ausência de polí icas de linguagem, elha clássikiné g eikos língua, cuja base e a A ikos egiono
língua, longamen e sob e i eu po causa ja esc i oi as eikalų e seus au o es p es ižo. Ne ekus
2
independência 146 m. b. m. e., y a o opiniê, que užka iau a G éia
1
Malgué, se se ia possí el encon a peculia men e mais one ís ico da língua li uânica b uožą do que
p iegaidžių sis ema. Ela é ca ac e ís ica de odas as dialemá icas li uanas. An anas Pake ys (1995: 301) dis ingue
a oné ica da língua li uana da g ande maio ia das ou as línguas eu opeias ( ambém dos izinhos sla os,
jun amen e en a iza a kininys é com a la ian língua), ela é al peculia idade que os p imei os es udiinė ojos da
língua li uana, que en a am desc e ê-la, i e am conside á eis pa a (hi accen us nequeun li exempli ica i
ocibus Polonis au aliis . y. šiečiai ki ki čia imo būdai, p iegaidės) não podem se explicados po lenk ou ou os idiomas; ci . de 1737 m. Uni e si as ling a um Li aniae; plg. S ockis 2004:
301–302).
2
Tai ga sažodinės kilmės žodis (ba -ba ). Iš g aikų kalbos e minas pa eko į lo ynų kalbą o ma ba ba us
(plg. insc ição II a. Fes o esc i oy ame dicodyne: Ba ba i diceban u an iqui us omnes gen es excep is G aecis seno ėje
ba ba ais bu o adinamos isos au os išsky us g aikus“).
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |2 pa e gė laukinį nugalė oją
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( . y. omėnus), e noks omėnas, semimocê dos g eikos, não podia se chama a si mesmo moky u. No
3
en an o, como sabe, já II a. p . m. e. po á ias azões polí icas e sociais es a a seque ado cla o
a a u ágio en e nos an igos ex os a o as linguas li e á ias e buí e usadas de línguas comuns,
. i. chamadas comuns. A úl ima ala amplamen e paliudi ada papi usuas. Reikalų esc i os em mui as
4
ezes e am con undidos longos e cu os ozes, d iblasia e unbalsia, o que o čia aze a conclusão,
que al con usão e a ca ac e ís ica e saky inei alaba. Toks sensação de qualidade dos sons
pe cação e idencia que pa alelag ečiai (no s logicamen e de e ia dize , que ainda an e io men e)
ne ek a e complicingesnio ca ac e de linguagem: p iegaidžių sis emos. P ocesso mani es se
len amen e e g adualmen e, po ém anões anos igu as cul u ais, o a o is, mes es de e ó ica,
cla amen e pe cebeu, qual su giu ameaça à beleza da clássikinesa língua e em ge al sua
exis a imen o. Ge o s iliaus puoselė ojų eação įkūnijo pu is inė k yp is, in i ulina a icizimu. Um
a icizmo xancicanos Dionisías de Halika naso ainda ainda I a. p . m. e. mokė, que clasinês g icanos
idiomas ki is ha endo melodinis, a oz ono pakėlimas ap êpda ês de ês onos e umos pus onių
in e al (Περί συνθέσεως νομάτων, XI). Apesa dos es o ços, ainda assim a en a i a dos a icis as
man i e i a a elha sis ema p ozodina a i icialmen e po que ninguém a linguagem a maina
bui yje nebekalbėjo assim e não nepasi eisino.
5
Embo a cien is as ainda nesu a ia po causa la ynas língua ki cio na u eza
(dinaminés ou melodinas), po ém p ecisamen e des a língua melho paludi ado
6
kalbinês nuoçau o p o upção.
La ynų kalboje kiekybinė d ina ė (ilga umpa) sons oposição não só é onologicamen e
ele an iška, mas e cons i ui eilėda os base a. Hegzame o in oliução es emunha como
7
p incipalmen e po um pa de cen enas de anos comple amen e comi o la ynų kalbos one inė
sis ema. Va ia de comp imen o skiemenos al e a o ma o hezame o clássico es u u a:
–   , –   , –   , –   , –   , – 
Em odos os pedes, embo a quin a só em a os excepcionais casos e semp e só s iliaus
sume imais, dois umpuosos skiemenis podem oca um ilgas (i. i. dak ilį pode subs i ui
3
G aecia cap a e um ic o em cepi , aço Ho acijus (Ep. II, 1, 156)
4
T adicialmen e indicam-se jyghas de Alexand e o G ande, lėmę sup esimin as linguagem pli imen o (i
co esponden e p og essi ų a mių nykimą) po azões p á icas. Li u iamen e sob e isso s . Palionis 1999: 249250, Poliako 2008:
152–153.
5
É in e alo quin o, embo a Dionisías não u ilize des e e mo. Es a impo an e on e Sob e a disposição das
pala as, p esumi elmen e, não es a a acessí el a Zigmui Zinke ičius, pois ele se esumiu à a i mação
Manoma, que g eikai galūnėse acha a p iegaides ( Zinke ičius 1980: 45).
6
Semelhança não su o a-se e po causa la ynas do idioma p iegais. Apesa de sob e i ências de mes es de
e ó ica la ins esc i os apon os, alguns es udiosos ainda conside am que la ynų kalbos p iegaidės
ėly ųjų la ynų ilologų p amanas. Sob e isso da língua li uânica s . S ockis 2004: 292.
7
Semelhan emen e como em li uanos, ambém e em la ynas, o comp imen o de balsias pode se a única manei a pa a
pala as, ex: pălus pelkė e pālus s ulpas; lgo enku e lēgo pa edu ( u ą); dco ski iu e dīco sakau; ppulus liaudis e
ποpulus uopa; ŭgi sp unka e ūgi pasp uko.
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |3 spondėjas), e a úl ima
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ūks amoji (ka alek inė) pėda pode se ealizada como (i. y. spondėjas usado ao in és ochėjo).
Po an o habi ual al ma cação: A Pala a ki is necessa iamen e coincide com o eia pêdos pa e
–   , –   , –   , –   , –   , – 
(i. y. com p imouoju ilgu elemen o, o que é chamado e mo a sis), como se ia oninėje, po exemplo,
K is ijono Donelaičio, eilėda oe. Mas a coincidência é comum na linha ba hmenê, clauzulê (hegzame e
é as úl imas duas pêdas). Aqui Vi gíliaus Aeneidas p imei a linhau ê (pusjuodžiu š i u yškinami
ki čiuo ieji skiemenys):
A -ma i- um-que ca-no T o-iae qui p i-mus ab o- is.
[a -ma- i, um-que-ca, no-T o, iae-qui, p i-mu-sa, bo- is]
8
–   , –   , – – , – – , –   , – –
Como is o, skiemenos quan i a i a a ia co esponde hegzame o es u u a, e pala as
ki is em dois luga es não coincida com a siu: da pala a cano ki čiuo as é skiemuo ca-, mas
me e ele o ma dac ilio silpnosios pa es (que é chamado de e mo ezis) o ma o segundo
dėmení, e ela i ois in owa dis qui spondėjo silpnąją pa e.
9
Ve gilijus kū ė I a. p . m. e. O, ou o pouco conhecido poe a la ynų Comodiano
(Commodianus), p aėjus ims cen ená ios, hegzame ais esc e eu eikalho
10
de ipo escola
Ins uc iones (Pamokymai). É 80 linhai as de compilação, di idido em dois li os. Aqui é o p óp io
começo, a p imei a do p imei o poemae ício linha (pusjuodžiu š i u yškinami ki čiuo ieji
skiemenys): P i-ma p ae- a - io no-s a i -am e - an- i de-mon-s a [P i-ma-p ae, a- i-o,
no-s a, i-am-e , an- i-de, mon-s a ]
–  – , –   , –  ,   – , – – – , – –
Absoluu i seus eilučių maio ia (97 po cen o) indica al, a y um acon ecido, di e en es pėdos
11
mis u amen o. Nag inėjando hegzame o clauzules, especialmen e o ma anças úl imos eilučių
pêdas, yškėja poe o polinkis conside a odos ki čiuo os skiemenis ilgaisiais, e odos neki čiuo os
umpaisiais. Ele a p io idade o necem não a me o, e sim ao i miniam ki chi. Jun amen e
classicanês egula egula clauzulês combinações ( , ) oco em quase odas ou as possí eis
iskiemenes e
8
Skiemenos on ei a necessa iamen e coincide com pês ou pês pa e on ei a, plg. p i-mu-sa-bo- is.
9
P ielinksnis ab laiky inas šnekos s au e sa a ankiško ki čio nãou inčiu pala a.
10
Não há exa amen e conhecida, quando i eu Comodiano. Embo a os es udiosos p opõem pe íodos s y uam
en e II e V a., seus abalhos podem en a em isão de hinuominas sob e III a. med io acon ecimen os his ó icos (plačiai sob e isso e . Sal a o e
1977).
11
S a is ika calculada a pa i do p imei o li o 45 ilei as (Lanza 1997: 81). Ano e-se que na ausência de egula
sequência quali a i a de skiemenas, a classi icação skiemenas pêdomis o na-se subjec i o. Šiaip ou assim pode-se e
comple amen e egula ingos hegzame os.
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |4 d iskiemenês pêdos. Em
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Tóquio painia oje cons an o us é só i minio ki čio kon ū as: um ki čiuo a skiemuo, dois
12
neki čiuo i, em seguida um ki čiuo a skiemuo, um neki čiuo a. Isso lemb a silabo onina eilėda ą. No
en an o, es an es eiluções pa es não são egula es, e que e qual que osse o Komodiano
eilêda os base, se de odo al é, ób io uma: es e poe a não podia sepa a cu os balsios de longos
an o ki čiuo uose, an o neki čiuo uose skiemenyse. Como one icamen e de ou o la ynos,
quais seus aožai ex ingui am, qual ex ensão e a es a alboje di e en e balsios du mė pe eko
onologicas unções, quan i inė balsio opozicija pasida é ne eikšminga. Todas das dessas línguas
ap ašy oji kiekybinė ni eliacija, ge iausiai liudija omanų kalbos. Panašiai kaip naujojoje g aikų
ki cio p igin is dinaminė, p iegaidžių não. BŪTINIAUSI LIETUVI KALBOS TARTIES REIKALAVIMAI
Es adoybinė lie u ių kalbos komisija é publicada Bū iniausius lie u ių kalbos a ies equisi os.
Rašan da língua li uanas aqui em si comp eendama u ima omenyje bend inė lie u ių kalba. Lá
in oduzidas e os de linguagem conside y inas pa icula men e g a es, elas es i amen e
aisy inas, ma es a lis a é o Biggiųjų linguagem sky el de e os de lis a. Quan o engana o p óp io
nome. Ob iamen e, que alhouamen e di o. Se essas exigências necessinhas, não de e ia in e i -se
que elas são mais essenciais do que esseninas? Isso é g ama icamen e, e logicamen e ydinga. É aqui
só não se exap eça a idéia, que ole ada ( ole uo ina?) nãopaisi i esseninhos?
As exigências são cla amen e o muladas. Balsių a imą Sob e: 8.1 Di idi umpuosos balsius dos
longos e c učiuo os, e não c učiuo os skiemenyse; 8.2 Di i i balsius e, ė, a de su ap inių d ibalsių ie, uo
ki čiuo uose e neki čiuo uose skiemenyse; 8.3 Di i i d ibalsias e mis ių d iga sias i ap adę
p iegaidę nuo i agalės. À es es ac escen ada no a: Pageidau ina pa a designa longų balsių i
su ap inių d ibalsių ie, uo p iegaides. Mais a de pe šama in e essan e idéia: an egaidžių sis ema não
udo igualmen e impo an e. Necessina (bū inia) designa luk lak, kl as kal as, i a, ndas adas, isė
e sė, e . ., mas só pageidau ina designa kp i (į kalną) kp i (medų), kšė (skys į) kšė ( bend),
(bend a is) V is, l i (bend a is) si l i ( is esly l 3-as), lę (gel i. k. l. daly io d. gėgs. gėlę (gėlė . gal.)), si .
12
Em ez de dac ilio encon a-se molosas ( ys long skiemenys, plg. já di ou exemplo Ins . I, 1), anapes as (du umpi
skiemenys e um ilgas, например., dŭs ae( e nus), Ins . XXVII, 7), am ib achis (um ilgas skiemuo en e dois umpos,
p z., lcō mă(ligno), Ins . XXIV, 19), c e icas (um umpas skiemuo en e dois longos, p z., ess dī(ceban ), Ins . IV, 6),
ib achis ( ys umpi skiemenys, p z., nqu d(lo es), Ins . XLII, 25), bakchis (um umpas skiemuo e dois longos,
например., dlō ī( endi), Ins . VI, 19) e an ibakchis (dois longa skiemenys e um umpas, например., Ch īs ō b(nigno),
Ins . XXXVI, 16); luga j spondėjo (a ba cho ėjo) pas eiko jambas (um umpas e um ilgas skiemuo, p z., (co po e)
s īs, Ins . XXX, 4). Pêda de dois cu os skiemenas, pi ichis, em ge al mui o a a em sequedada o la ynų língua,
Komodiano klauzulėse ela não oco eiko.
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |5 (mė y is es. l. 3-as pessoa)
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mė os (mė a dgs. a d.), ek (p ie .) ik ( iek i liep. nuos. 2-as pessoa), jos a ( ns. a d.) jus a
(juos i es. l. 3-as pessoa) e . . Que p incípio aqui se baseia? Se p oibida não dis ibui acessgaidzes
só em ce as ocasiões, po que de e ia se de odo p oibis a? Em segundo g upo de exemplos
ambém são as únicas p iegaidês pe mi e sepa a signi icados. Se en endida, que p iegaidžių
sis ema é da língua li uânica peculia b uožas, jun o e komunikacinė ins umen o, es a e e ência
soa como conscien e enúncia de sua iden idade pa e. Assim deslizando pegadoamen o pag indo,
econhecíam-se que a osena a bi a aliamen e i a nos nossos p óp ios dias. 8.1 e pon os 8.2
e le em nuagąs a imą, que as alan es links a nãopaisi a ainda mais ca ac e ís icas da língua,
que i emos uma ce a esminę es ádio de desen ol imen o da língua, p ecisamen e al es ádio, po
qual kisdamos ėjo ano isi os g eikos e la ynos idiomas. Di e en emen e do que an igas empos,
hoje em alguns es ados a puoselgação da língua é egulado legalmen e. Na Li uânia, os a os
legisla i os isam p ese a a língua li uãs como es a al. A p imei a p incipal disposição da
polí ica da língua li uânica é que lie u ių kalba é um ins umen o de comunhão do Es ado e seus
habi an es em odas as á eas da ida pública, um dos mais impo an es sinais de sobe ania e
unidade do Es ado. Puni po e os al ez e bom, mas mais p eciso é en ende , po quais azões
13
des ia-se das no mas. Kas não man ém a ies equisi os, não p ocu a conscien emen e ou de má
on ade pai a no mas ju ídicas. Juk aqui ičinês a i idades ilegais não supe isiona á. Po isso a
sociedade é inclinada a peica kalbininkus no min ojus e suas a i idades, como a see ą do ik o és.
O homem de e en ende que egula men e ala sua língua de a não po causa de que e i asse
e os de lis as ou de legislações ou de medo de se nubaus as. O senso de linguagem não congêni o.
Ele de e se ugdomas, como e cidade iškumas, socialiniai įgūdžiai, au inė sa imonė e . . Nub ėž ą
pa alela com linguas clássicas podem con inua . E olução das an igas línguas g egas e la ynas
eilêda as mos ou, como daqueles didingos po os ep esen an es kalbinė nuojau a buko, e
inalmen e eles nebesugebėjo, bo ando sua língua, pa a cu os alsias de longos e ki čiuo uose, e
neki čiuo uose skiemenyse; designa balsias de ce os d ibalsias em skiemenyse ci cčiua os e não
ci cčiua os; des inados balsias e d ibalsias i ap ades p iegaides de i agalių. Tudo isso
apmąsčius, e le an min is panag inė i alguns lie u iškus odos conhecidosus, ambém incluc us em
escolas de p og amas ugdymo eiliuo us kū inius, com o objec i o susida uma imagemdą, ou
kalbinės nuojau os pe doimo ameaça lie u ių kalboje é ak ualus eiškinys, paliudi as e esc i u. 13
Ne i o do Seimo da República da Li uânia Dėl als ybinės kalbos poli ikos 20092013 m. gai ių 1 s .
4 d.

STEFANO M. LANZA. Kalbinės nuojau os p a adimas: a eali g ėsmė? |6
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EILIUOTOS KŪRYBOS LIETUVI KALBA PRIEGAIDŽI ANALIZS PAVYZDŽIAI No in sie i eilėda ą lie u ių
kalba su kalbine nuojau a, a k eip ina a enção em imą, po que isso mais b iskinha de aco do
p ozodines bem one ines peculia idades pa es eilučių. Pa a es a in es igação não é signi ica i o
nem clauzulė, nem odo o linha da úl ima ki čiuo a skiemuo, mas apenas do úl imo ki čiuo o
skiemens oné ico base, que balsio (a d iga sio) du ação e ki čio espécieis (p iegaidė). Se á
examinado, se as pala as imadas de a mu uamen e, se suas c učiuo ozes (ou d iga sas) são
idên icas quan i ybiamen e e quali ybiamen e. Po an o, além das p ecisliças imas (aukš a
mon anha, as as), alga ambém ap oximicliai (gadą a ada, žmė smia) e ne ikslieji imai ( ù inio
šùlinio, la ką ma nė), se só ki čiuo i balsiai (a d iga siai) são homodi, . y. das mesmas
14
a iculiacionais e de pakilimo. Aplicando mé odo, az-se p essupos o de que p incipais seis ozes da
língua li uãs ([a], [e], [e], [i], [o], [u]) e odos d iga sos são ainda dis inguidos, i. i. ao poe a su ima os
ais pala as como agą e dega, pil i e pul i, neda oma conclusão, que ele nessau ê [a] e [e], [il] e [ul]
15
di e ença. Tokie pasi aikê casos de em se conside ados exp essão de libe dade poe ína.
In es igando kalbinę nuojau ą, ale a enção são aqueles casos, quando imados de comp imen o
di e en e e di e en es p iegaidės do mesmo balsio (o d iga sio) skiemens undamen os.
In es igimui escolhidos có inhos, onde neabejo inas poe o desejo segui imų sis ema, . i. onde
imas unciona como sąmoninga meninė p iemonė. Nag inė i escolhe apenas dois au o es de
ob as: amplamen e conhecidos Mai onio di e en es eilê aščių ink inė e Jus ino Ma cinke ičiaus
poema c ianças G ybų ka as. Isso de um o al espec i amen e 156 e 164 linhas, 81 e 82 imas. A
seman is olume pe mi e compa a s a is icamen e.
16
Mai onio ob as imų análisee dada em 1 abela.
14
T upu į i okią e miniją, po ém sem signi ica i as di e enças, usa a Juozas Gi dzijauskas (1998: 46).
15
Não é p eciso esquece , que se ala de sons, não de esc i a. Tudo a p ecisão combinam ais como
Mai onio imų ozes: me nežinia a sug įš e jaunys ė.
16
Bū en : Mano gim inė, Užmigo žemė, Augo pu inas, Lie u a b angi, Ku bėga Šešupė, Vilnius, T akų pilis,
Milžinų kapai.
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |7
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1 LENTEL. Mai onio ob as imų análiseе
Rimo ipas
P oc.
Pas abos apie imus
Visiškas ga sų sucessão 83,9 gailia sopulia
gilia, com nukel u ki čiu18; he iai изg ė,
p i  ei – did  iai, su nukel u ki čiu17;
com nukel u ki čiu18; mielà sielà, com
nukel u ki čiu19; ga sia ma e, com
nukel u ki čiu20;
T akùs sk uos ùs, com nukel u c uci21.
Di e e p iegaidês
8,7 p e as Di as22;
ė ne pamnę;
paine gnė; dinos
ug enos; gnė
pai ne; diną eną.
Di e e a
du ação dos o os 7,4
Dubys odas [2 k.];
sesy ės įk i ęs;
bekyšą iša; lâmpada
ikyba; ugpjū ė
ma u ė.
Visų aqui analisa iam imos, embo a oli g ažu não odos pe encem à ca ego ia dos p ecisliųjų imos, a base é o
mesmo oz. Quan o menos do que penk adalio di e e du ação e (o ) p iegaidês. Juozas Gi dzijausks, analisando
conjun o Pa asa io balsai (1966: 208269), p incipalmen e a enção a ibui a mé inas bem como às e amen as
e o icas e suas ligações com con eúdo emocional, e sob e imamen o écnica e sąskambio con o midade quase não
23
esc e e. No en an o indi e amen e ele econhece que de ido à balsias de du ação na poesia a ski i sons e
skiemenys são acen uados, exagge ados ou encu ados, endo em con a as suas loginio e emocionalino ca gaí. Que
isso possa pasi aiky i nesses ismes, conside ei ina ques ão de libe dade poe ina, pois Mai onio susi úpenimo imų
sąskambiu em seus abalhos es á isu aki aizdus. Como apenas XIX a. inal boê deba es sob e li uãos poe iká, e
di icilmen e isí el, que pa a eles Mai onis galėjęs se indi e ingo. 1898 m. no a igo Tiesos e sões esc e e
Vincas Kudi ka ele ou me os, o ma e con eúdo de eilê aščių bas an e igo osos equisi os, Ki čia imas did is
gene inėje kalboje jus i icamen e é conside ado enganidingo. Espe a-se que ele adqui a e po causa do hino
nacional (plg. Tu, did ių žemė). Encan ado que bas ak ų sukeis i luga es das linhas pala as e i mo no amen e
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su ap ų com pala as de ki čiu: Dd y ių u žemė. Tal insigni ican e al e ação nem de e ia i i a , lemb ando que o
himno pala as já oi uma ez muda : em ez de Tegu abalha eu bene ício Vincas Kudi ka oi esc i o uma
cons ucção sla išką Tegu abalha e no bene ício.
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Es e é caso de me inês ansaccen uação ( em que se ga liai). Galūninis ki čiação nepaliudi ado e
a mėse.
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Ve dade, galūnino ki čiação a ian e sielà é LKŽe. No en an o, es e é o único al caso Mai onio
eilėda oe ( isu ki u é só s ela, s elos), po an o mais bem explicin inas poe ine lais e.
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Es e me inês ansaccen uação caso ( em que se ga siai). Galūninio ci čiação ne as a e a mėse.
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Es e me inês ansaccen uação caso ( em se sk os us). Galūnėje nemi ci icada e a mėse.
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Es as pala as de p iegaidžių a ian es em nenhum luga não pauliudi a. Ou a pie as imamen o caso
de com i ap ade ž . 34 isnaçoje.
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Mai onis […]...>, a ingindo uma o gánica unidade de con eúdo e o ma (Gi dzijauskas 1966: 269).
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |8 po ém ao mesmo empo
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jus i icou e poé ica libe dade: Poe ų liuosybė (licen ia poė ica) dá ao esc i o p asišalin i do
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eilia imo iesų ( i me, a siliepime, ab e iani de pala as e . .), mas 1. não pe daug e não
pe ankiai, 2. qualque pasišalinho da o ma supe icial de e se ecompensado e ybe eilių
idaus (Kudi ka 1909: 67).
Mai onio linhas a pala a ė nė ( ė nės e e c.) em pa icula ca ga emocionalinio, se ia possí el
lhe a ibui pe manen e poe ical libe dade s a us. Ele é imado an o com i agale (G azi u,
meu ca o paine, país, onde do me kapuos he ó o i:!), boni o u com seu céu de mau an o com
i ap ade (G azi u, meu ca o paine, país, onde do me kapuos he ó o i: e não el ui bočiai ão
gnė), an o com umpuio (O ebu, a solidão baixa dos seus pais n, baisando e d ebindo / ma ô al o).
Res a am ês casos de não co espondência de p iegaidzes nas linhas escolhidas pa a es e
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es udo ( . y. p e as Di as, dinos ug enos, diną eną) pe encem à denominada p equeidação do
ki čiação (plg. pa a os equisi os essencialis as da língua li uânica a ia 8.3 a no a: Pageidau ina
dos longos balsios e dos su apalsios su ap os. ie, uo de suggaimen os) pa a e e i gaides e
e i ica se os sons imados são comple amen e su ampa, não exis e pedan iza des es idiomas.
Isso e čiau pa e da a aliação es é ica, po que Lie u iškose eilėse em que conco da e accen ai:
kylan is cabe só com kylančiu, e puolan is com puolančiu: pajuodę ilgakuodę; aso o á ea; pon e
p ipilado. Mas pa a e dadei o espos amen o não se e: žaibas aibas; saindo espe a; cinza silco;
ė ynė gadį/nė (Kudi ka 1909: 6566). Como is o, V. Kudi ka puikiai jau ė p iegaidžių skambėjimą
(pajudę ilgakudę; as o pl o; l as p ip l as, ačiau ža bas ibas; изплаkia lukia; p lkas šilkas), e o
úl imo exemplo ė nė gadį/nė ( . y. gadnė) al ez já o mesmo Mai oni laiky inasu G iež i V. Kudi kas
ins uções não há joks e oliucinis en oque. Isso é simplesmen e p onunciususio usuá io da língua,
su okiancio g ožį da língua li uãs, loginė iš ada. Ainda quase cen o anos an es o p imei o eó ico
poé ica li uanos K is ijonas Go libas Milkus polemizuando com dispu ininku, oi esc i oęs: Ši aip
kai O. [= Os e meje is; S. M. L.] seu giesmyne imuja: žús e mùs. 402,6. odo, duk ė. 281,5. da ė e nè.
343,2. ameaçado e sugáudês. 193,8. a léisk,
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Liuosidade nãoik inas ge manismo. No en an o, pa a enquad a conc e os caso, quando usado poe ine
lais e, al a e mo. Bū ų possí el conside a ida poe inė lais ybė.
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Tai Mai onio poema esc i o Deus meilê úl imas duas linhasu ês. Ele não incluído em aqui conside ada
seleção de ob as.
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Na alinha comum essas pala as de a o o mam imą (žus mus), po ém K. G. Milkaus ma cado akū as (s) e e ência
em žemai ybę žūs, plg.: Ta mėse mui as ezes a mesma pala a em o mas com di e en e quan idade de ocalismo e
adjacência, ex., žemaičių būs ‘bus (Zinke ičius 1981: 119).
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A menos que aqui imp ima e oneamen e, isso mais p o a elmen e é um exemplo de o çado imo (da ė nè). Plg.
Gi dzijauskas 1998: 37.
STEFANO M. LANZA. Pe da da sensibilidade linguís ica: é eal a ameaça? |9 nußweisk, saiina ais
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neda niai o ma imai, que es e ian a giai ou gi disi ima imas. Isso e bais imas. De a o
só klausa decide sob e imą, e não esc i as le as. “
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J. Ma cinke ičiaus G ybów análise de gue a imų dada em 2
abela. 2 LENTEL. J. Ma cinke ičiaus G ybų ka o imų analizė
Rimo ipas
P oc.
Pas abos apie imus
To al
coincidência dos sons 57,1
–
Di e en e p iegaidês 22,2 g bų
sodbų; pal epė lipė [2 c.]; e gondai
ėdai, com ade e u c uci29; sijnas
e melnas; paklusė Bobasi; Ūmėdėlė
kėlė; a sim k i e k i; lúshiai
mūshi; gulį zapolė; g as d as; ga liai
kiliai; jus iça g be; pasilypėio
pasėio; se mėgą bėga; polšo m šo;
bêg i ėk i; susi a mãe egli ê.
Di e e a du ação
dos o os 20,7
pina ija lyja;
mo o k i o; gi ia
homem [2 k.];
supyko su iko; pušį
mūšį [2 c.]; pušys
mūšis [2 c.]; y e
gi ią; manhã ou o;
meu beišmano;
šeimyną – beišmai ina;
conhecimen o
izinho; žinią
pušyne; p ikibo
ungbo; empo
ilhos.
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Wenn also O. in seinem Gesangbuch eime : ús und mùs. 402.6. wissame, Duk ė. 281,5. dawė und nè. 343,2. D audęs und
sugáudęs. 193,8. a léisk, nußweisk, so sind es so schlech klappende Reime, daß man bei de Aussp ache kaum ho ,
daß es wo liche Reime sind. Denn dem Reim beu heile nu das Geho , nich abe die hingesch iebene Buchs aben
(Milkus 1800: 201).
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A pala a ėdy i não di ik inas. A ejis discu í el, po que, a kėlus ki į, p iegaidė pode ia se e i ap adė.