A Zinaida Pakholok. Topônimos com Repe ição de um Elemen o de Fo mação de Pala as 199
oRciD id: o cid.o g/0000-0002-8911-5909 Campos de Pesquisa: linguís ica ge al, psicolinguís ica,
as Rudimen s o ancien Thinking ( o S a emen o he P oblem)
es udos egionais, es udos cul u ais, es udos li uanos.
ZINAIDA PAKHOLOK
Lu sk Human De elopmen ins i u e
o he open in e na ional uni e si y “uk aine”
Doi: doi.o g/10.35321/bkalba.2023.96.10
oPonyms Wi hH Repe i ion o a
WoRD-FoRma ion eLemen as
RuDimen s o ancien Hinking (Ponímicos com Repe ição de uma Fo mação de Pala as como Fundamen os do Pensamen o An igo)
(a decla ação do p oblema)
Pala as-cha e: onimo, opônimo, eduplica ion, sílaba, mo ema aiz, a ix,
pala a, modelo de o mação de pala as, análise e imológica, epe ibilidade,
pensamen o an igo.
O a igo a a de oponímicos com a epe ição de um elemen o de o mação de
pala as. a análise e imológica pe mi e-nos es abelece a epe ição de uma sílaba, de
um mo ema aiz, de uma pala a em opônimos abo ígenes e pad onizados. são
de e minados os p incipais modelos de o mação de pala as de classi icação
baseados nas p op iedades do ma e ial oponímico. A a enção é ocada na es u u a
básica dos apela i os, que e am um e lexo do pensamen o an igo e a base pa a o
su gimen o de onimas no p ocesso de nomeação de obje os na u ais. a geog a ia dos
exemplos ap esen ados ab ange di e en es con inen es.
ano ação a igo analizuojami ie o a džiai su pasika ojančiu pala as da ybos
elemen o. a e imologia analisa a possibilidade de de e mina em idosos e em
no ma i os ie o a džiuose pasika ojan į skiemenį, šaknies mo emą, žodį.
Remian is ie o a džių duomenų ypa ybėmis, nus a omi pag indinės klasi ikacijos
žodžių da ybos modeliai. Remian is ie o a džių duomenų ypa ybėmis, nus a omi
pag indinės klasi ikacijos žodžių da ybos modeliai. Daugiausia dėmesio ski iama
pag indinei senąją mąs yseną a spindinčių bend inių daik a a džių, ku ių pag indu,
į a dijan gam os objek us, a si ado onimai, s uk ū ai. Pa eik ų exemplos
geog a ija apima ski ingus žemynus.
200 benDRinė kaLba | 96 in RoDuc ion os nomes geog á icos são o elemen o mais
impo an e da ida espi i ual da ci ilização; êm alo cien í ico, his ó ico e
cul u al. A pesquisa sob e eles oco e em ês aspec os: geog á ico com
e e ência espacial, his ó ico com a si uação da educação e linguís ico com a
comp eensão.O nome p óp io de um obje o geog á ico, usado pa a
econhecê-lo e es abelece sua di e ença de ou os obje os, é ge almen e
chamado de e mo " opônimo", in oduzido pela p imei a ez em 1899 na
ing o he nomina ion.
linguís ica inglesa e depois usado em pa alelo com o já exis en e "nome de
luga ". na linguís ica, a o ma de um opônimo, o p ocesso de o mação de
pala as e a semân ica são es udados. en e as ques ões eó icas da
oponimia mode na, o es udo do mé odo de nomeação, que é en endido como "os
caminhos de o mação, ipos e meios de nomeação de um obje o, unidos de
aco do com ce as ca ac e ís icas es u u ais", con inua a se ele an e
(Luchyk 2011: 22). as on es pa a o seu es udo são mapas geog á icos e a las;
dicioná ios oponímicos, e imológicos e explica i os; in es igação geog á ica,
his ó ica e linguís ica; li os de iajan es que não pe mi i ão ao au o segui o
caminho e ado de e imologias ingênuas. As epe ições são deixadas pa a ás
da a enção dos linguis as, apesa de pe mea em oda a nossa ida. a al a de
abalhos consolidados sob e epe ições em oponímia le a à necessidade de
p opo , como es udo p opedeu ico, uma desc ição delas como um ipo
es u u al sepa ado em línguas com es u u as di e en es.
com base nes e en endimen o do p oblema decla ado no í ulo do a igo, o
obje o de es udo é a es u u a de nomeações de obje os geog á icos e o
assun o são opônimos com epe ição do elemen o de o mação de pala as. O
obje i o des e a igo é iden i ica es ígios de pensamen o an igo em
opônimos com epe ições em línguas de di e en es es u u as e desc e ê-los
como um ipo es u u al sepa ado, o e ecendo uma isão de agmen os do
complexo p ocesso de o mação e desen ol imen o do espaço oponímico. Pa a
es e im, é necessá io esol e os seguin es p oblemas: dis ingui os opônimos
abo ígenes dos pad onizados; de e mina os elemen os es u u ais dos
opônimos com epe ições, econs uindo as o mas ances ais
co esponden es; explica o signi icado de i ado que e le e a ca ac e ís ica
de mo i ação no momen o da nomeação do nome; de e mina modelos de
o mação de pala as e ipos de opônimos; pa a ealiza
A Zinaida Pakholok. Topônimos com Repe ição de um Elemen o de Fo mação de
Pala as 201 uma sín ese de a gumen os cien í icos, comp eendem e sões
as Rudimen s o ancien Thinking ( o S a emen o he P oblem)
exis en es, o e ecendo seus p óp ios comen á ios sob e aqueles nomes
geog á icos que pe manecem inexplicados. a me odologia da pesquisa eside no a o
de que um p incípio es u u al é escolhido como o p incipal pa a o es udo de
opônimos, e uma comp eensão comple a é alcançada usando di e en es mé odos de
análise e sín ese de opônimos de uma de e minada á ea: pe encen e a uma língua
pa icula ; objec o da nomeação; a his ó ia do seu apa ecimen o; e imologia, es e a
de u ilização (discu so coloquial ou li e á io). 1.aboRiginaL oPonyms Wi hH
Repea a ions os nomes de obje os geog á icos su gi am espon aneamen e, uma
ez que qualque ino ação apa ece p imei o no discu so indi idual e mais a de se
o na um enômeno social obje i o. Du an e o p ocesso de nomeação, um humano
iden i icou e egis ou as coisas mais impo an es. Du an e milha es de anos, as
pessoas não aziam dis inção en e nomes p óp ios e nomes comuns. Os p imei os
nomes p óp ios e am pala as comuns comuns: água, mon anha, lo es a, dese o,
campo, io. Mais a de, quando as pessoas começa am a desen ol e g andes á eas,
o nou-se necessá io dis ingui en e as mesmas mon anhas, lo es as, dese os,
e c. Pa a isso, os humanos usa am di e en es de inições que ca ac e iza am esses
obje os po co , amanho, o ma, p opósi o, e c.
Dependendo da on e de c iação, á eas de uso e dis ibuição, dis inguimos dois
ipos de opônimos: abo ígenes e pad onizados. opônimos abo ígenes
(Podolskaya 1988: 119) são opônimos c iados po po os indígenas pa a nomea um
obje o geog á ico local; são usados apenas num de e minado e i ó io e são
comuns na linguagem coloquial. o in e esse nes e ipo se de e ao a o de que os
opônimos êm es ígios de a e popula , exp essi idade e po encial de
in o mação que e le e as especi icidades das condições na u ais.
2. Modelo de o mação WoRD
De aPPeLLa i o a onímico, os nomes geog á icos o am o mados de aco do
com ce as ó mulas, chamadas modelos de o mação de pala as em
oponimia. o mais simples é a ansição di e a de um subs an i o comum, ou
apela i o, pa a um nome p óp io, ou onimo. um linguis a p es a a enção à
o ma de um nome geog á ico e à sua semân ica, uma ez que um opônimo é
uma unidade de dois lados que em um plano de exp essão e um plano de
signi icado. Nes e caso, é necessá io e em con a que:
202
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"Além do signi icado p incipal, o nome p óp io, há ambém ou o, signi icado
p é- oponímico" (zhuchke ich 1974: 48). Aqui es á um exemplo que con i ma a
ideia exp essa. no es ado aus aliano de Queensland, no io Ba on, há as
Ca a a as Ba on do mesmo nome; Na língua abo ígine, chama a-se Din Din,
po uma pala a que simboliza go as de água caindo. O hid ônimo su giu em
homenagem a Thomas Hen y Bowman Ba on, che e de polícia em B isbane na
década de 1860, e deu seu nome ao Pa que Nacional Ba on Go ge, mas em
pa alelo, o nome geog á ico popula Din Din Na ional Pa k ambém é usado. Na
nomeação de um obje o geog á ico, pode ha e uma cono ação, o iajan e L.
Wolanowski, explicando o nome, e e e-se a Aeneas Gunn (2008), que esc e eu
as in he in e io pa o he aus alian con inen , dese ne e -ne e .
em sua his ó ia au obiog á ica de 1908: "Es as e as são chamadas
nunca-nunca po que aqueles que i e am lá e as ama am nunca as deixa ão
olun a iamen e. e ou os […] aqueles que não podiam supo a […] di -lhe-ão
que es e nome em do a o de que aquele que conseguiu escapa de lá ju a
nunca, nunca ol a […] (Wolanowski 1976: 56). Na saga amilia de Colleen
McCullough, publicada em 1977, lemos: "espalhada po dois mil quilôme os de
desolação, o dese o sem água "nunca-nunca", onde nunca cho e" (Mccullough
1988: 96). Os signi icados egis ados na icção es emunham a es abilidade do
onimo B pa a se e ge ações de aus alianos do século XX. os exemplos
analisados de opônimos abo ígenes com cono ações igu a i as e
exp essi as são uma consequência da epe ição do mesmo elemen o de
o mação de pala as. Na linguís ica, es e mé odo de o mação de no as
pala as é chamado de eduplicação. As di e enças es ão na es u u a dos
opônimos e pe mi em-nos julga o empo an e io de apa ecimen o do onimo,
que se baseia num apela i o com uma epe ição monosilábica. o p imei o
obje o geog á ico é ca ac e izado pela p esença de dois opônimos
pa alelos: abo ígene e pad onizado, enquan o pa a o segundo há apenas um.
Os opônimos pad onizados (Podolskaya 1988: 131) são a o ma no ma i a
de opônimos, ado ada em documen os o iciais den o do país e na p á ica
in e nacional.
A Zinaida Pakholok. Topônimos com Repe ição de um Elemen o de Fo mação de
Pala as 203 os c iado es de opônimos pad onizados e am pessoas comuns,
as Rudimen s o ancien Thinking ( o S a emen o he P oblem)
iajan es, descob ido es que de am nomes a con inen es, ilhas, picos de
mon anhas, e c. Após isso, geóg a os e linguis as cole a am nomes
geog á icos, ealiza am sua sis ema ização, mapeamen o e codi icação
lexicog á ica. os opônimos pad onizados são enômenos da ida social,
subo dinados a pad ões his ó icos; são de uso comum e in e nacionais. 3.1
Modelo de o mação de pala as de ansição de apela i o com epe ição em
onimo
3.1.1. Repe ição de sílaba Como es emunham nossos ma e iais, o modelo mais
an igo de o mação de pala as é o modelo da ansição de um apela i o com a
epe ição de uma sílaba em um onimo. É impossí el desc e e o p ocesso como
"cada som indi idual é o mado em elação a ou os sons, ão necessá io
quan o es e p óp io som pa a a cons ução sua e da ala" (Humbold 2000: 86),
mas a cla eza da mo i ação e a condicionalidade co idiana da nomeação de
obje os a ai a a enção. o ambien e na u al e a a on e do se humano, uma
ez que o necia às pessoas mo adia, comida e oupa, po an o, a ques ão do
"o que é impo an e e le i no nome oi decidida com base na a i idade
p á ica humana" (kh esko 2009: 112). na nomeação de obje os geog á icos,
oco eu uma ansição do apela i o com a epe ição da sílaba pa a um onimo.
no opônimo esla o baba, o alo de cul o de uma deidade pagã eminina,
iden i icando a ida, a e ilidade e a saúde, oi ealizado. inúme os exemplos
con i mam es a si uação, incluindo oecônimos: Baba (uk . Баба) uma aldeia do
oblas de Sumy na Uc ânia; Baba (uk . Баба) ambém e a o nome da aldeia
Pok o ske no oblas de Che nihi na Uc ânia a é 1941; o hid ônimo Baba (uk .
Баба) é o nome de um io no oblas de Kha ki na Uc ânia; o onyms Baba (uk .
Баба) é uma mon anha no oblas de I ano-F anki sk, na Uc ânia; Baba (bulg.
Baba) é uma mon anha na p o íncia de So ia, na Bulgá ia; (Baba com maçã.
Baba) é uma co dilhei a na on ei a en e o no e da Macedônia e a G écia;
Baba (sé io: Baba) é uma mon anha na Bósnia e He zego ina, no e i ó io
da República Sé ia. um exemplo de um as ionimo o mado com a epe ição
de uma sílaba exis e no oes e da Suíça, no can ão ancó ono de Vaud. Lá,
na ma gem do Lago Geneb a, ica a cidade de Ve ey. Ve ey < ancês
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Ve ê. Le uspensky conside ed i s name o be he end esul o cen u ies-old
changes in he La in wo d Vi iscus (uspensky 1973: 91).
he exis ence o oponyms o med by he epe i ion o a syllable can
be a ibu ed o zip ’s law (zip 1949), which es ablished ha in di e en
As pala as mais equen es são mais cu as, uma ez que o p incípio do
meno es o ço é uni e sal pa a o o ado e o ou in e em odas as cul u as.
Não há dú ida de que na ase de nomeação p imá ia pa a o humano an igo
com pensamen o mi ológico, que acabou po se "algo como b icolage
in elec ual" (Lé i-S auss 1994: 126), uma la inge não desen ol ida, a o ma de
p odução de ala, a silabi icação, e a a p incipal manei a de o ma no as
pala as. su giu com base na assimilação oné ica de complexos sono os não
e bais; Não po acaso, a camada mais an iga do ocabulá io é a onoma opéia.
Os opônimos des e modelo pe encem aos p imá ios, mais an igos dos
nomes (Podolskaya 1988: 105), uma ez que su gi am do onimo, baseados
em um apela i o com uma epe ição monosilábica, e êm uma o ma idên ica a ele.
3.1.2. A epe ição de uma sílaba e a adição de um a ixamen o opo o man e, um
elemen o de o mação de pala as que não é usado de o ma independen e na
língua e é uma adição à base na o mação de um nome geog á ico, em um alo
impo an e na oponímia. no an oponimo Dedelishki (li . Dėdeliškės), egis ado
em 1860 no mapa no dis i o de akai do condado de Vilnius, na Li uânia (shube
1860), o opo o man e é o su ixo -ishki (-iškės). na egião indicada, há Kad ishki
(li . Kad iškės), Ka io ishki (li . Ka io iškės), Ka pishki (li . Ka piškės), Kiemelishki
(li . Kiemeliškės), Kulokishki (li . Kulokiškės). há ambém Eishishki (li . Eišiškės),
G igishki (li . G igiškės) do nome g igas, Rudishki (li . Rūdiškės). de aco do com os
pesquisado es au o izados Nikolay Bi yla e Alexand as Vanagas, al o man e
deno a "nomes da á ea pelo sob enome ou nome do p op ie á io ou pessoa que
mo a a nes e luga " (Bi yla, Vanagas 1968: 12). Supomos que a base opog á ica
em uma na u eza a caica, uma ez que oi o mada pela epe ição de
combinações sono as na ala das c ianças dė-de. na língua li uana mode na, dėdė
é " io". a camada mais an iga do ocabulá io são as pala as onoma opéicas, que
compõem o núcleo do dicioná io. O su gimen o de um g ande núme o de pala as
imi ado as de sons em um es ágio inicial da ida social das pessoas es a a
condenado po uma es ei a conexão com a na u eza, a impo ância de
ansmi i de e se assumida que o po amonim Cucu eni ( omano: Cucu eni) na
egião da Da ia Ociden al na Romênia pa a a designação do a luen e di ei o do io
Bahluț ( omano: Bahluț) na bacia do Danúbio consis e na aiz onoma opéica Cucu
A Zinaida Pakholok. Topônimos com Repe ição de um Elemen o de Fo mação de
Pala as 205 som e mani es ações ex e nas de mo imen o ao nomea
as Rudimen s o ancien Thinking ( o S a emen o he P oblem)
enômenos, a endência de "es abelece uma ce a conexão en e obje os da
na u eza e da à linguagem um ca á e di e o" (Rose i 1962: 91). Do pon o de
is a do c iado da escola oponímica da Bielo ússia, Vadim A. Zhuchke ich, o
po amonim Tse ya o ka (bel. Цецяровка), um a luen e do s isloch, e os nomes
comuns Tse se a (bel. Цецеравец), Tse ya o in sy (bel. Цецяровинцы),
Tsya e yn (bel. Цяынцер), são pa onímicos, de i ados dos sob enomes Tse uk
(bel. Цецярук), Tsya e yn (bel. Цяцерын) (zhuchke ich 1974: 373374). Eles o am
o mados a pa i do nome onoma opéico do pássa o se ya uk (bel. Цецярук),
no qual a epe ição comple a ou a ian e da sílaba se- (це-) é açada. Da
mesma o ma, a epe ição da sílaba e e do su ixo - ow o ma am o oicônimo
Te e ow na e a de Mecklenbu g-Pome ânia Ociden al, na Alemanha, pa a
deno a o assen amen o de g ouses. Apa eceu não mais a de do século VIII,
uma ez que es e e i ó io e a o cen o da ibo esla a ociden al medie al
(Basic 2008: 102).
(em 1968 cuckoo é cuc) e o o man e oponímico - se lemen eni po analogia
com zabolo eni. Mais a de, apa eceu o oicônimo Cucu eni […] […]assen amen o
de cucos[…]. os opônimos desc i os pe encem a nomes não p imá ios
(Podolskaya 1988: 86), uma ez que o am o mados a pa i de ou os onímicos.
3.1.3. Repe ição de sílaba e adição de pala a Fo mações mais ecen es
incluem a nomeação de obje os geog á icos, quando uma pala a oi
adicionada à epe ição de uma sílaba, ou seja, um no o opônimo oi o mado
pelo mé odo mo ológico de adição. Po exemplo, o o ônimo Vo ok abi i é o
nome de um ulcão na Á ica cen al. A e imologia da pala a, começando com
a epe ição da sílaba o-, signi ica 'água do pigmeu bi i', que supos amen e
oi encon ado mo o na ma gem do lago. O homem p imi i o inha um
nea he moun ain (uspensky 1973: 194).
ocabulá io pequeno, e a oponímia e a udimen a , en ão um e mo
combina a mui os concei os di e en es elacionados a uma o igem comum. O
lago Ti icaca (em espanhol: Ti icaca, em quech: Ti icaca) é o maio lago de
água doce da Amé ica do Sul.
benDRinė kaLba | 206 a on ei a do Pe u e da Bolí ia, é in e essan e. O nome
eio da epe ição de sílabas de duas pala as na língua dos índios: Quechua
qaqa […] […] ped a, mon anha […], i i […] […] chumbo […] e o iginalmen e o
insulônimo Ti icaca se e e ia apenas à ilha do lago Isla del Sol (espanhol Isla del
Sol) (cano 1952: 14 […] 15), mais a de, espalhou-se pa a o p óp io lago. A pa i do
apela i o baba, os opônimos podem se o mados não apenas como esul ado
da onimização, mas ambém com a adição de uma pala a. Po exemplo, o
oiconimo Baba Bakala (hindi Bāba Bakāla) é o nome de um luga sag ado do
sikhismo, uma aldeia no es ado indiano de Punjab. O his o iado da ciência
geog á ica E. M. Mu zae , e e indo-se ao oponímico kazakh Gali K.
Konkašpae (1948), deu exemplos da p odu i idade dos opônimos em -a a, en e
os quais o assen amen o medie al Baba-a a (Mu zae 1974: 228). de aco do com a
enciclopédia kazakh, Baba, A a-baba é […]1) an epassado, undado do clã; 2)
pa e de uma pala a complexa, deno ando: o igem, ancião (po exemplo,
Ane -baba) […] (kne 2004: 324), a a ambém é uma pala a polissemá ica, em
elação à nossa pesquisa, conside amos apenas os dois p imei os signi icados:
[…]1) a ô, a ô; an epassado; 2) pa ono na composição de nomes mi ológicos
p óp ios […] (kne 2004: 278). Assim, no opônimo kazakh Baba-a a há uma
epe ição es u u al da sílaba ba e uma epe ição semân ica do signi icado da
pala a […]ances o […].
Com a pala a u ca dağ […] […]moun ain[…] o ônimos são o mados no dis i o
de gubin do Aze baijão Babadağ e na p o íncia de mugla no sudoes e da
Tu quia Babadağ; As ionym Babadag no județ de ulcea Romênia apa eceu
como esul ado da in luência u ca. Os exemplos esla os e não-esla os com o
apela i o baba (baba) são unidos po pe ence à o ma o iginal *bābā ou
*bhābhā […] uma pala a an iga da ala das c ianças, o mada pela epe ição
da mesma sílaba (Luchyk 2014: 27). As di e enças são obse adas na semân ica,
uma ez que o baba esla o em do nomen eminino, enquan o os u cos e
i anianos êm do masculino. a ên ase nas línguas esla as es á na p imei a
sílaba (бхаба), enquan o nas línguas o ien ais es á na segunda (баба). Em
elação a ais exemplos, Wilhelm on Humbold obse ou co e amen e:
"Todas as línguas apa en emen e con êm pala as que êm signi icados
comple amen e di e en es com sons comple amen e idên icos, e, po an o,
essas pala as podem se en endidas de o ma ambígua" (Humbold 2000: 275).
Nume osos exemplos com o opônimo babá/babá são uma mani es ação de
homonímia oponímica, ep esen ando e mos geog á icos consonan es que
coincidem comple amen e ou pa cialmen e no plano de exp essão. Assim,
hou e um
A Zinaida Pakholok. Topônimos com Repe ição de um Elemen o de Fo mação de
Pala as 207 ans e ência do onimo de um obje o pa a ou o, adjacen e a ele
as Rudimen s o ancien Thinking ( o S a emen o he P oblem)
no nome da cidade, aldeia, aul, io, mon anha, co dilhei a em conexão com sua
adição po á ios e mos geog á icos que ca ac e izam a á ea. 3.2 Modelo de
o mação de pala as de ansição de apela i o sem epe ição em onimo a
ansição de apela i o em onimo pode oco e como esul ado da epe ição de
uma pala a que em uma es u u a bila e al e demons a isualmen e a lei
ilosó ica da ansição de mudanças quan i a i as pa a quali a i as. Na
linguís ica, ela encon a mani es ação no ní el semân ico, quando um elemen o
que é epe ido duas ou á ias ezes adqui e um no o signi icado (Pakholok 2013:
73). A epe ição léxica é a o ma mais simples de es u u a léxica-g ammá ica
pa a in ensi ica o signi icado. Dzhu -Dzhu (uk . Джур-Джур, á a o da C imeia
Cü -Cü ) é o nome de uma pode osa cachoei a localizada no io ulu-uzen na cos a
sul da C imeia. Nunca seca, mesmo na época mais seca do ano. Es a
ca ac e ís ica se e le e na semân ica de seu nome an igo, que é de i ado da
pala a a mênia epe ida […]dzhu […] (a mênia, li e almen e […]água-água[…], que
signi ica mui a água), a e imologia des a pala a, de aco do com Vasyl . Luchyk
seguindo Edua d M. Mu zae , explica os signi icados de […]s eam[…], […] i e […] e
[…]canal[…] em línguas pe sa e ajik (Luchyk 2014: 180). Em nossa opinião, ao
en a descob i o signi icado signi ica i o do nome do local, é p e e í el da
p e e ência às e sões que es ão mais p óximas da na u eza e da essência do
obje o. Ao mesmo empo, quan o mais an igo o nome geog á ico, mais p o á el é
que ele es eja ligado ao lago nomeado na Escócia, o iginado da duplicação de uma
pala a que pode se as eada de ol a a cognados: manx logh, an igo i landês
loch, galês llwch, que signi ica "co po de água", bem como o la im lacus que
signi ica "lago" (Ha pe 2003). o su ixo -y oi adicionado à pala a epe ida. o
limnonimo signi ica "lago do lago". uma pa e g ande e cobe a na oponimia da
Aus ália é ocupada po onímicos que deno am condições geog á icas na u ais
objec . Fo example, he limnonym Loch Lochy in he name o a eshwa e
e ca ac e ís icas climá icas. Assim, o ciclone na pa e no oes e do país é
chamado de […]Willy Willy[…] (o lo 1978: 103). O anemônimo Willy Willy su giu da
epe ição da pala a inglesa willy […] insidioso.
214 benDRinė kaLba | 96 senuosius ie o a džius ie iniai gy en ojai kū ė, siekdami
į a dy i ie os geog a inį objek ą, jie a ojami ik am ik oje e i o ijoje i y a
plačiai papli ę šnekamojoje kalboje. Domėjimąsi šio ipo ie o a džiais lemia ai, kad
juose y a išlikę liaudies meno b uožų, iš aiškingumo. Eles podem o nece in o mações
sob e as condições especiais dos jogos. nes e a igo analizuojami pe kel inių i
eksp esy ių kono acijų u inčių senųjų ie o a džių, susi o ma usių bend iniam
daik a a džiui iesiogiai i s an onimu, pa yzdžiai plačiai papli usio pasika ojimų
a ojimo ezul a as. no minius ie o a džius kū ė di e en es eiklų a s o ai.
No minius ie o a džius kū ė ski ingų eiklų a s o ai. jieami iek šalyje, iek
a p au inėje a ojėje e d ėje, iksuojami li e a ū inėje kalboje. es es ūšies
ie o a džiams būdingi okie žodžių da ybos modeliai: bend inio daik a a džio e imas
onimu, paka ojan skiemenį a ba p idedan a iksą, paka ojan skiemenį i p idedan
žodį, paka ojan žodį; bend inio daik a a džio e imas onimu ie o a diniame žodžių
junginyje, paka ojan šaknies mo emą i paka ojan žodį. Žodžių da ybos modelių
panaudojimas p iklauso nuo kai ku ių bend ųjų egioninės ie o a džių sis emos
klausimų iš i umo laipsnio. pa ies modelio ie o a džiai, naudo i ski inguose žemynuose
esan iems os pačios ūšies geog a iniams objek ams į a dy i, odo, kad oks
į a dijimo būdas bu o gana įp as as.
Pasi elkus e imologinę analizę nus a y a, kad ie o a džiuose pasika ojan ys žodžių
da ybos elemen ai odo seno inę žodžio kilmę, nes pasika ojimas a spindi objek y ią
ik o ę, ku ią asmuo nesąmoningai įsisa ina, įgydamas p ak inės pa i ies.
ie o a džiai, ku iuose pasika oja žodžių da ybos elemen as, kelia po eikį y inė i
senąjį objek ų į a dijimo ski ingos s uk ū os kalbomis me odą. sukū us ose kabose
a ojamų panašių ie o a džių egis ą, a si as ų galimybė palygin i i sug e in i
gilias is o ines šaknis u inčią jų onimiją. ESMINIAI ŽODŽIAI: onimas, ie o a dis,
pasika ojimas, skiemuo, šaknies mo ema, a iksas, žodis, žodžių da ybos modelis,
e imologinė analizė, paka ojamumas, seno inė mąs ysena.
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