S aipsniai / A icles 165
OLENA FOMENKO
Ta as She chenko Na ional Uni e si y o Kyi
ORCID id: o cid.o g/0000-0002-2614-0883 Campos de pesquisa:
análise c í ica do discu so, sociolingüís ica, onomás ica, ma ca
de nação, es udos cul u ais.
DOI: doi.o g/10.35321/all88-08 (em inglês)
De Ra os e Homens: PETA[…]S
ANIMAL-FRIENDLY IDIOMS
Como uma es a égia con a
Espéciesismo?
Apie peles i žmones: PETA gy ūnams
d augiškos idiomos kaip s a egija p ieš
O ūšiškumą?
Ano ação
A linguagem molda a nossa comp eensão dos animais e pode in luencia as a i udes e
compo amen os sociais em elação a eles. Apesa do p og esso no bem-es a animal, a língua
inglesa con inua a pe pe ua o p econcei o con a os animais que pode jus i ica a iolência
con a eles. Pa a comba e o especismo linguís ico e p omo e a linguagem não-disc imina ó ia, a
People o he E hical T ea men o Animals (PETA) p opôs al e na i as amigá eis aos animais
pa a subs i ui os idiomas especis as. Exemplos dessas al e na i as incluem alimen a dois
pássa os com um bolo e aze pa a casa os bagels, suge ido em ez de ma a dois pássa os com
uma ped a e aze pa a casa o bacon. Es e es udo u iliza análises de discu so linguís ico e
c í ico pa a examina o co pus de 166 pala as e ases que comp eendem idiomas o iginais e
amigá eis aos animais. O obje i o do es udo é a alia o po encial das exp essões al e na i as da
PETA pa a subs i ui a linguagem disc imina ó ia. O a igo a gumen a que, embo a algumas
al e na i as amigá eis aos animais possam ganha acei ação pública, ou as podem se mui o
desconhecidas ou in en adas pa a se em amplamen e ado adas. Além disso, essas exp essões
pode iam se con ap oducen es e mina o mo imen o pelos di ei os dos animais, azendo com
que pa ecesse adical ou desa ualizado. Apesa das limi ações, a campanha da PETA em o
po encial de aumen a a conscien ização sob e o especismo na língua inglesa e p omo e o uso não disc imina ó io da linguagem na linguís ica aplicada, especialmen e en e jo ens alunos e alan es não na i os de inglês.
Pala as-cha e: especismo, PETA, idiomas amigá eis aos animais, disc iminação
linguís ica, análise c í ica do discu so, linguís ica aplicada.
OLENA FOMENKO
166 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVIII
ANOTACIJA (em inglês)
Kalbaoja o mu mūsų sup a imą apie gy ūnus i gali pa eik i socialines nuos a as i elgesį su
jais. Nepaisan pažangos gy ūnų ge o ės s i yje, anglų kalba is da ska ina ūšių
disk iminaciją, ku i gali pa eisin i smu ą p ieš gy ūnus. No ėdama ko o i su ling is iniu
ūšiškumu i ska in i nedisk iminacinę kalbą, o ganizacija People o he E hical T ea men o
Animals (lie . Žmonės už e išką elgesį su gy ūnais) ūšies požiū iu disk iminuos one (lie .
jančių idiomų pasiūlė gy ūnams d augiškus al e na y ius posakius. Ta p šių al e na y ų y a
„ eed wo bi ds wi h one scone“ i „b ing home he bagels“ ie oj „kill wo bi ds wi h one
ienu iu nušau i du zuikius ‘a lik i du eikalus ienu ka u) i b ing home he bacon (lie .
pa neš i namo lašinių ‘uždi b i, pa neš i a lygį). Remian is ling is ine i k i ine disku so analize,
šiame y ime siekiama iš i i 166 pala as i azes, suda ančias o iginalias i gy ūnams
d augiškas idiomas. Siekiama a alia PETA p opos as de idiomas al e na i os po encial pa a
subs i ui a disc iminação kalbą. S aipsnyje eigiama, kad no s kai ku ios gy ūnams
d augiškos idiomos gali sėkmingai įsi i in i isuomenės gy enime, ki os gali bū i pe nelyg
nea pažįs amos a nena ū alios, kad bū ų plačiai p iim os. Be o, es es posakiai pode iam
nega i amai pa eik i i pakenk i gy ūnų eisių judėjimui, pa e čian jį adikaliu a a i ūkusiu
nuo ealybės. Apesa das de iciências dos galimos, a PETA es á a aze uma campanha pa a
aumen a o po encial do espei o dos ingleses em p omo e a não-disc iminação dos idiomas,
especialmen e en e os mais jo ens e os mais humildes, en e os ingleses. ESMINIAI ŽODŽIAI:
ūšiškumas, PETA, gy ūnams d augiškos idiomos, ling is inė disk iminacija, k i inė disku so
analizė, aikomoji kalbo y a.
1. INTRODUÇÃO
Em dezemb o de 2018, uma o ganização ame icana de di ei os dos animais, People o
he E hical T ea men o Animals (PETA), p o ocou c í icas depois de ins a os
alan es de língua inglesa a subs i ui idiomas especis as po al e na i as amigá eis
aos animais. PETA a gumen ou que as exp essões ma a dois pássa os com uma
ped a, aze pa a casa o bacon e ba e em um ca alo mo o não e am di e en es de
ases acis as ou homo óbicas e, po an o, i e am que se subs i uídas po
al e na i as, como alimen a dois pássa os com um scone, aze pa a casa os bagels
e alimen a um ca alo alimen ado. Embo a a inicia i a enha ecebido espos as
mis as, le an ou ques ões impo an es sob e o papel da linguagem no e o ço ou
desa io do especismo e o po encial da mudança de linguagem pa a p omo e o
a amen o não disc imina ó io dos animais. O p esen e es udo usa o caso das
exp essões amigá eis aos animais da PETA pa a abo da a ques ão do especismo
linguís ico. O objec i o des e es udo é duplo: em p imei o luga , examina
c i icamen e as exp essões amigá eis pa a os animais p opos as pela PETA e, em
segundo luga , a alia o po encial das exp essões al e na i as pa a subs i ui a
S aipsniai A igo 167.o
O Mice and Men: PETA’s Animal-F iendly
Idioms as a S a egy Agains Speciesism?
linguagem especis a. O es udo usa uma abo dagem de discu so c í ico pa a a alia os
pon os o es e limi ações das exp essões suge idas pela PETA pa a en ende sua
e icácia em desa ia e subs i ui a linguagem especis a. Ao azê-lo, es a pesquisa
con ibui pa a uma melho comp eensão do papel da linguagem na pe pe uação ou no
desa io ao especismo. Em úl ima análise, o es udo p ocu a con ibui pa a a c iação de
uma linguagem mais inclusi a e equi a i a desa iando e ans o mando a o ma como
alamos e nos elacionamos com animais não humanos. Os dados da pesquisa
comp eendem as exp essões especis as que p omo em a iolência con a os animais
o ganiza ion o eplace hem. Mo e speci ically, he s udy analyzes a co pus o
selecionadas pela PETA e as ases al e na i as suge idas pelos idiomas amigá eis aos
animais, comp eendendo 166 exp essões (88 pala as e ases o iginais em inglês e 88 al e na i as) ap esen adas no si e o icial da PETA.
The o ganiza ion has upda ed he lis since he o iginal wee published in
Dezemb o de 2018 (PETA n.d.).
O a igo começa com um b e e ela o da o igem e das de inições do e mo
"especismo", seguido de uma isão ge al das abo dagens do especismo na
linguís ica. Em seguida, p ossegue a analisa as exp essões al e na i as
amigá eis aos animais suge idas pela PETA e seu po encial pa a subs i ui a
linguagem especis a. Finalmen e, o a igo discu e as implicações da inicia i a da
PETA pa a a linguís ica aplicada, pa icula men e na conscien ização sob e o
especismo en e os alan es de língua inglesa e na p omoção do uso da linguagem não disc imina ó io.
2. A O igem e as De inições
De espécies
O e mo "especismo" oi cunhado em 1970 pelo psicólogo b i ânico Richa d D. Ryde
como uma manei a de desc e e a disc iminação con a animais não humanos em um
pan le o c i icando a expe imen ação animal (Ryde 2000: 5; 2010). A pala a oi
inspi ada po e mos semelhan es, como " acismo" e "sexismo". Na época, Ryde e a
psicólogo clínico no Hospi al Wa ne o d, em Ox o d, e memb o do g upo de Ox o d,
que incluía p o esso es uni e si á ios e es udan es que ac edi a am que a
disc iminação con a ou as espécies e a i acional e injus a, mui o pa ecida com a
disc iminação baseada na aça ou sexo de um indi íduo. Desde en ão, o concei o de
especismo ganhou ampla acei ação e é equen emen e usado em á ios domínios
além da expe imen ação com animais. Em seu abalho seminal Animal Libe a ion, o
ilóso o Pe e Singe de iniu o especismo como "um p econcei o ou a i ude de
p econcei o a a o dos in e esses dos memb os da p óp ia espécie e con a os de
memb os de ou as espécies" (Singe 2015, Capí ulo 1, pa ág a o 13). A de inição de
Singe baseia-se no p incípio de Je emy Ben ham de igual conside ação dos
in e esses, que se aplica aos animais com base na sua capacidade de
OLENA FOMENKO
168 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVIII expe iência sen imen os e sensações.
Singe a gumen a que os animais de em se a ados como se es sencien es
independen es cujos in e esses de em se conside ados os mesmos que os das
pessoas.
O li o de Singe impac ou p o undamen e o mo imen o pelos di ei os dos animais e
inspi ou Ing id Newki k, que undou e se o nou a p esiden e da PETA. Newki k
desc e eu o abalho de Singe como uma "bomba ilosó ica" que mudou pa a semp e
a con e sa sob e o nosso a amen o dos animais (Newki k n.d.). Reconhecendo ainda
mais o pode oso e ei o do abalho de Singe , a de enso a dos di ei os dos animais e
au o a Joan Dunaye p omo eu o concei o de "especismo" em suas ob as
linguís icas. O li o seminal de Dunaye Animal Equali y: Language and Libe a ion (2001)
p esen s a aluable esou ce o anyone in e es ed in animal igh s and language.
Schola s and p ac i ione s om a ious ields ha e joined philosophe s in
p omo e os di ei os dos animais den o de seus espec i os domínios. Biólogos,
ecólogos e e e iná ios de endem melho es p á icas de bem-es a animal, enquan o
ad ogados e o mulado es de polí icas abalham pa a es abelece ma cos legais
mais obus os pa a p o ege os animais. Como esul ado, os di ei os dos animais
es ão se o nando uma p eocupação p incipal em mui os domínios, com emp esas,
go e nos e indi íduos omando medidas pa a abo da ques ões elacionadas ao bem-es a e à é ica animal (Linzey, Cla ke 2004; STN 2012; Kalo 2017;
PH 2018; Linzey, Linzey 2019).
Apesa do c escen e in e esse no especismo, hou e pouco es o ço pa a
escla ece seu signi icado. De aco do com Osca Ho a, um es udioso de é ica
animal, há apenas um ipo de especismo, apesa das di e en es opiniões e
posições (Ho a 2010: 243). Ho a e F auke Albe smeie (2020) a gumen am ainda
que a al a de uma de inição cla a de especismo causou uma má comp eensão do
concei o. Como esul ado, o e mo em sido emp egado de manei as que podem
mos a um iés especis a. Após a ealização de uma análise exaus i a das
de inições exis en es de especismo, Ho a e Albe smeie p opuse am uma
de inição "amplia e a alia i a" do e mo como "conside ação ou a amen o
injus i icado daqueles que não são classi icados como pe encen es a uma
de e minada espécie" (Ho a, Albe smeie 2020: 1). Es a abo dagem ê e a a o
especismo como uma o ma de disc iminação, semelhan e a ou as p á icas
disc imina ó ias, como o acismo e o sexismo. Além disso, es a de inição em
implicações pa a a comp eensão do especismo como uma ques ão é ica sé ia, que eque maio a enção do público e dos es udiosos.
3.DEFINIÇÃO do "espécismo" em
DICCIONÁRIOS E ENCICLOPEDIAS O e mo "especismo" ganhou
econhecimen o na língua inglesa e oi o icialmen e incluído no Ox o d
English Dic iona y (OED) em 1985
S aipsniai A igos 169 e 160
O Mice and Men: PETA’s Animal-F iendly
Idioms as a S a egy Agains Speciesism?
(Ryde 2017: 77). O que é o Ryde ? O ODE de ine o especismo como "disc iminação ou
explo ação de espécies animais po se es humanos, com base na suposição da
supe io idade da humanidade", des acando o papel da explo ação. Ou os g andes
dicioná ios de língua inglesa ambém êm en adas sob e o especismo, mas o necem
de inições a iadas pa a o e mo em inglês b i ânico e ame icano. Po exemplo, a
de inição b i ânica do e mo no Dicioná io Collins desc e e o especismo como "uma
c ença dos humanos de que odas as ou as espécies de animais são in e io es e,
po an o, podem se usadas pa a bene ício humano sem conside a o so imen o
in ligido". Em con as e, a de inição ame icana no mesmo dicioná io desc e e o
especismo como "disc iminação ou explo ação de animais baseada na suposição de
que os humanos são supe io es e mais impo an es do que odas as ou as espécies"
(CD). Essas de inições di e en es des acam a iações cul u ais nas c enças e a
in e p e a ion o he concep , wi h he B i ish English de ini ion emphasizing
de inição do inglês ame icano en a izando p á icas e compo amen o. Múl iplos
dicioná ios especializados, enciclopédias e manuais com en adas sob e o especismo
o e ecem de inições a iadas do e mo. O Ox o d Dic iona y o Philosophy de ine o
especismo como "a pos u a inadequada de ecusa o espei o às idas, dignidade,
di ei os ou necessidades de animais de ou as espécies" (Blackbu n 2016: 453). Em A
Dic iona y o Psychology, o especismo é desc i o como "a supe io idade in ínseca
da espécie humana sob e odas as ou as, mui as ezes acompanhada pela suposição
de que os se es humanos es ão, po an o, jus i icados em explo a animais
não-humanos pa a sua p óp ia an agem" (Colman 2015: 717). Da mesma o ma, A
Dic iona y o C i ical Theo y de ine o especismo como "um p econcei o ou
excepcionalismo exibido po uma espécie ( ipicamen e humanos) em elação a ou a
(Buchanan 2018). The Encyclopedia B i annica p o ides a sepa a e en y on
speciesism in he philosophy and eligion sec ion (Duignan 2010) and b ie ly
espécie ( ipicamen e animais em ge al) " menciona o enômeno em á ios ou os
a igos. Apesa de sua impo ância em á ios campos, como iloso ia, psicologia,
sociologia e eo ia c í ica dos animais, o especismo não ecebeu a enção adequada
em dicioná ios e enciclopédias linguís icas. Os p incipais dicioná ios e enciclopédias
de língua inglesa, como The Camb idge Encyclopedia o Language, The Camb idge
Encyclopedia o he Language Sciences e The Encyclopedia o Applied Linguis ics, não
êm en adas sepa adas ou menções de "especismo". Embo a seja b e emen e
abo dado no a igo Ambien e e Língua sob a subseção Temas em Língua e Meio
Ambien e da Enciclopédia de Língua e Linguís ica (Mühlhäusle 2006: 204), não são
o necidas in o mações ab angen es sob e o especismo linguís ico ou qualque
de inição do e mo. A omissão de ais en adas limi a a acessibilidade e a
comp eensão do especismo den o dos es udos linguís icos.
OLENA FOMENKO
170 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVIII
4. SPECIESISM AS A LINGUISTIC
Fenômeno
O especismo linguís ico é uma o ma de disc iminação ou iés no uso da linguagem que
a o ece ou p i ilegia ce as espécies, ipicamen e humanos, sob e ou as. O
especismo linguís ico é um ema de deba e e es udo con ínuo den o da linguís ica,
es udos animais e é ica, pois le an a ques ões sob e linguagem, dinâmica de pode e
expe iences o non-human animals. Linguis ic speciesism can mani es in a ious
conside ações é icas nas elações en e humanos e animais. Michael Halliday, o
undado da Linguís ica Funcional Sis êmica, é conside ado o p imei o a in oduzi o
human animals. I can also mani es in he ep esen a ion and po ayal o
animals in language, li e a u e, media, and o he o ms o communica ion.
concei o de especismo na Linguís ica Aplicada. Em seu a igo "New Ways o Meaning:
The Challenge o Applied Linguis ics" (2006) ap esen ado no IX Cong esso Mundial de
Linguís ica Aplicada em 1990, Halliday a gumen a que as ques ões sociais e polí icas são
cons uídas linguis icamen e e que a posição especial dos se es humanos es á
es u u almen e in eg ada no sis ema linguís ico. As in es igações sob e o especismo
na ecolinguís ica o am signi ica i amen e in luenciadas pela c í ica de Halliday ao
sis ema linguís ico. Den o des e campo, os pesquisado es se concen am
p incipalmen e em ep esen ações discu si as de animais, ado ando uma abo dagem
c í ica pa a o ópico (Cook, Sealey 2018). Es udos no á eis nes a á ea incluem
abalhos de A an S ibbe (2003; 2006; 2012), Joan Dunaye (2003), Alwin Fill, Pe e
Mühlhäusle (2006) e Reinha d Heube ge (2003; 2007). Guy Cook e Alison Seeley (2018)
classi ica am odos os es udos sob e o especismo linguís ico em ês ca ego ias
p incipais: (1) pesquisa p incipalmen e sob e linguagem e, inciden almen e, sob e
animais; (2) pesquisa p incipalmen e sob e animais e, inciden almen e, sob e linguagem; e
(3) abalhos que se concen am an o na linguagem quan o nos animais. Além disso, eles
descob i am que a maio ia das pesquisas sob e o especismo linguís ico se enquad a no
assun o abo dado inciden almen e. No en an o, eles a gumen am que é i al inclui os
animais como um oco cen al nos es udos de linguagem, po que as ep esen ações
linguís icas de animais podem e implicações no mundo eal pa a seu a amen o e
bem-es a . Animal Equali y: Language and Libe a ion, de J. Dunaye (2001) con inua sendo
he i s ca ego y, wi h he language being he p ima y ocus and animals only
um dos abalhos mais signi ica i os sob e o especismo linguís ico. A a és de sua
análise de ases e e mos comuns usados pa a se e e i a animais, como bes as,
c ia u as e gado, Dunaye c i ica como a linguagem e o ça o especismo e a i udes
disc imina ó ias em elação aos animais. Ela ambém examina o uso da linguagem em
á ios con ex os, incluindo pesquisa cien í ica, publicidade e cul u a popula , pa a
demons a como a linguagem que usamos molda nossas a i udes e compo amen os
S aipsniai A igos 171 e
O Mice and Men: PETA’s Animal-F iendly
Idioms as a S a egy Agains Speciesism?
em elação aos animais. Além disso, Dunaye en a iza a impo ância da consciência
linguís ica e enco aja os lei o es a desa ia p á icas p ejudiciais e p omo e uma
linguagem que e li a uma isão mais compassi a e espei osa dos animais não humanos.
Ou o es udo ab angen e sob e o especismo linguís ico é Animals E ased, de A. S ibbe
(2012). O li o des aca o desapa ecimen o e o apagamen o dos animais de nossa
consciência, não apenas no sen ido de ex inção, mas ambém em e mos de sua
ep esen ação a a és do discu so. S ibbe (2012: 3) a gumen a que os discu sos que
ep esen am os animais de manei as disc imina ó ias e desumanas são "des uc i os"
e suge e a c iação de discu sos al e na i os que p omo am a econneção com os
animais e a na u eza.
Ou os es udos descob i am que os nomes de animais usados me a o icamen e no
discu so ge al podem e o ça o especismo. Além disso, pala as cujo signi icado
"co e" é nomea um animal são equen emen e usadas des a o ma pa a se
e e i a a ibu os e alo es humanos, já que as me á o as animais pa a os se es
humanos são p e alen es no discu so ge al (Cook, Sealey 2018: 317). And ew Goa ly
(2006) descob iu que ais me á o as são mui as ezes pejo a i as, suge indo um
desejo de nos dis ancia mos dos animais concei ualmen e e emocionalmen e.
Animais com nomes indi iduais podem se classi icados como "animais de es imação"
ou "memb os da amília", enquan o os animais de azenda são menos p opensos a
se nomeados, mas quando são, eles são equen emen e conhecidos po seu
"ca á e " (Cook, Sealey 2018: 317). Além disso, os p o é bios mui as ezes e a am
animais não-humanos sendo mo os ou usados po humanos, azendo com que ais
a os pa eçam acei á eis de ido à c ença especis a de que os humanos êm o di ei o de explo a animais pa a seus p opósi os e p aze (Gue a a Labaca, 2017).
No en an o, a pesquisa sob e idiomas animais se concen ou p incipalmen e em
pe spec i as lexicog á icas, psicolinguís icas, neu olinguís icas e
compu acionais, semelhan es à análise de ou as exp essões idiomá icas (Espinal,
Sealey (2018) emphasize he necessi y o c i ically examining how animals a e
ep esen ed in language and discou se. They also highligh he impo ance o
Ma eu, 2019). Cook e abo dagens in e disciplina es em ecolinguís ica que unem
es udiosos de á ios campos pa a ob e uma comp eensão mais ab angen e das
elações in incadas en e linguagem, cul u a e o mundo na u al. Po an o, é
essencial analisa c i icamen e como os animais são e a ados na linguagem e
explo a manei as al e na i as de ala sob e eles que desa iem es e eó ipos
p ejudiciais e p omo am maio empa ia e espei o. Tal análise c í ica pode ajuda
a iden i ica e abo da casos de especismo na linguagem e incen i a o
desen ol imen o e a adoção de um uso da linguagem não disc imina ó io.
OLENA FOMENKO
Ac a Linguis ica Li uanica LXXXVIII 172
5. A Análise de PETA[…]S
ANIMAL-FRIENDLY IDIOMS
A People o he E hical T ea men o Animals (PETA) é uma conhecida
o ganização sem ins luc a i os ame icana que em sido uma de enso a ocal dos
di ei os dos animais em á ias indús ias, como ag icul u a, es uá io e
en e enimen o. A o ganização é conhecida po suas campanhas p o ocado as
que u ilizam slogans, imagens e exp essões idiomá icas pa a p omo e a mudança
de linguagem e desa ia as no mas sociais em o no da c ueldade animal. A
inicia i a da PETA, ambém conhecida como a campanha "T azendo pa a casa os
bagels", pa a subs i ui idiomas disc imina ó ios po al e na i as amigá eis aos
animais, é um exemplo dos es o ços con ínuos da o ganização pa a p omo e um
mundo mais compassi o pa a odos os animais. A PETA lançou a campanha em suas
pla a o mas de mídia social em dezemb o de 2018. A inicia i a o nou-se uma das
campanhas mais publici adas e con o e sas da PETA.
Como pa e da campanha, a o ganização suge iu exp essões al e na i as pa a
idiomas comuns, como ma a dois pássa os com uma ped a, ba e em um ca alo
mo o e aze o bacon pa a casa. Em pa icula , a PETA ecomendou usa alimen a
dois pássa os com um bolo, alimen a um ca alo alimen ado e aze pa a casa os
bagels. Explicou o aciocínio po ás da campanha a i mando que as pala as são
impo an es, e nossa linguagem de e e olui à medida que nossa comp eensão da
jus iça social e olui. A mensagem da o ganização e a cla a: emo a o especismo das
suas con e sas diá ias. A campanha ecebeu uma o e eação da mídia, com o The
Washing on Pos ela ando em dezemb o de 2018 que o wee inha mais de 3.000
e wee s, 9.000 likes e 1.500 comen á ios, e como o a igo a i mou, "É segu o dize
que as pessoas não es a am mui o en usiasmadas" (Wang 2018). A inicia i a ambém
ap esen a uma sé ie de ca azes e ma e iais educacionais com exp essões
especis as e suas al e na i as amigá eis aos animais. A campanha é di ecionada a
ecep i e o new ideas and, he e o e, mo e likely o adop animal- iendly
jo ens ap endizes po que a PETA ac edi a que as c ianças são mais linguagem. A
o ganização de ende a adoção de idiomas al e na i os en e os jo ens pa a
p omo e uma sociedade mais compassi a e espei osa em elação aos animais (PETA 2018).
Desde 2018, a PETA expandiu a lis a de idiomas al e na i os. A "lis a comple a de
exp essões amigá eis com os animais" con ém a ualmen e 166 exp essões,
incluindo 88 pala as e ases o iginais e 88 al e na i as p opos as pela PETA
(PETA n.d.). A o ganização con inua sua campanha em seu si e o icial e no Twi e ,
con idando o público a c ia no os idiomas amigá eis aos animais. An es de analisa
as exp essões amigá eis aos animais da PETA, é impo an e abo da uma ques ão
e minológica em elação ao uso do e mo "idioma". Na linguís ica, os idiomas são
S aipsniai A igos 173 e 173
O Mice and Men: PETA’s Animal-F iendly
Idioms as a S a egy Agains Speciesism?
de inidos como "exp essões ixas de á ias pala as que codi icam
concei ualmen e um signi icado não-composi i o" (Espinal, Ma eu 2019). Em ou as
pala as, os idiomas são ases que uncionam como uma única unidade (Ay o 2020)
pa a ansmi i um signi icado igu ado que não pode se in e ido dos
signi icados li e ais das pala as indi iduais. Po an o, ale a pena no a que nem
odas as en adas o uladas como "idiomas" pela PETA es ão em con o midade
com a de inição es i a do e mo. Po exemplo, me á o as de uma única pala a,
como exugo, papagaio e lu a de cães na lis a da PETA, não são idiomas no sen ido adicional do e mo.
No en an o, Raymond Gibbs (2007) desa ia a isão adicional de idiomas como "bi s e
pedaços de linguagem ossilizada" (p. 702) e a gumen a que a abo dagem adicional
não consegue explica o p ocesso de pensamen o me a ó ico dos alan es de línguas
con empo âneas. De aco do com Gibbs, es uda idiomas o nece uma opo unidade
única pa a en ende a na u eza ica e lexí el da linguagem na u al e do pensamen o
humano (Gibbs 2007: 721).
Ou a ques ão que p ecisa se conside ada é a na u eza das exp essões
idiomá icas. De aco do com John Ay o (2020), os idiomas são ca ac e izados po
opacidade semân ica e ixação, o que signi ica que seus componen es são
ipicamen e ixos, pelo menos a é ce o pon o (Espinal, Ma eu, 2019) e di íceis de
subs i ui . A subs i uição de pala as-cha e em idiomas o iginais le an a dú idas
sob e se as exp essões al e na i as p opos as pela PETA são e dadei os
idiomas ou de em se classi icadas como quase idiomas. No en an o, es e es udo
não p e ende de ini o seu es a u o, uma ez que pode se explo ado em
pesquisas u u as. Po con eniência, es e a igo usa o e mo "idiomas amigá eis
aos animais", amplamen e econhecido pelo público amilia izado com a campanha e equen emen e usado na mídia.
Embo a as azões po ás da seleção da PETA de 88 exp essões especis as não
sejam cla as, ainda é impo an e examina c i icamen e as exp essões al e na i as
hei po en ial impac on shaping a i udes and beha io s owa ds animals. Some
o hese exp essions explici ly p omo e iolen beha io owa ds animals o a e
e disc imina ó ias, como mais de uma manei a de es ola um ga o, como uma galinha
com a cabeça co ada, ou a i a peixe em um ba il. Ou os lançam animais em
cono ações nega i as ou usam os nomes de animais pa a desc e e aços humanos
nega i os, po exemplo, galinha o a, ou o em uma áb ica de po celana, ou eimoso
como uma mula. Po ou o lado, as exp essões "co eios de ca acol" ou "de ol a ao
ca alo e ado" não são ine en emen e disc imina ó ias. No en an o, pode-se
a gumen a que algumas exp essões idiomá icas, como as mencionadas acima, podem
con ibui pa a a no malização e pe pe uação de ce as a i udes e compo amen os
disc imina ó ios. As exp essões al e na i as o necidas pela PETA usam á ias
es a égias linguís icas pa a c ia idiomas amigá eis aos animais. A es a égia mais
popula é a subs i uição, em que a pala a o iginal que se e e e a um animal é
subs i uída po uma al e na i a animal. Po exemplo, ma a dois pássa os com uma ped a oi subs i uído po alimen a dois pássa os com um bolo, enquan o louco como uma leb e de ma ço oi subs i uído po
OLENA FOMENKO
180 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVIII
STN […] Smulewicz-Zucke G ego y R., Co nell D ucilla, F anklin Julian H., Kend ick
Hea he M., Mendie a Edua do, Linzey And ew, Ca alie i Paola, P eece Rod, Ben on
Ted, Thompson Michael J., Fox Michael A., G uen Lo i, Acampo a R., Rollin Be na d,
Slo e dijk Pe e : Es angei os pa a a Na u eza: Vidas Animais e É ica Humana, 2012
Ralph Lanham: Lexing on
Li os.
Amy Wang 2018: A PETA que muda os di os "an i-animais", mas a In e ne acha
que es ão a alimen a um ca alo alimen ado. […] O Washing on Pos . Disponí el
em: h ps:
www.washing onpos .com/science/2018/12/05-pe a-wan s-change-an i-animalsayi-
Apie peles i žmones: PETA gy ūnams
d augiškos idiomos kaip s a egija p ieš
ngs-in e ne - hinks- hey e- eeding- ed-ho se. O ūšiškumą?
SANTRAUKA Šiame y ime nag inėjamas o ganizacijos People o he E hical T ea men o
Animals (PETA, lie . Žmonės už e išką elgesį su gy ūnais) p opos as pa a subs i ui os idiomas
ingleses nusėjusios, ku ios ska ina smu ą gy p ieš, gy ūnams d ažkomugiis al e na y omis.
Išanaliza us 88 gy ūnams d augiškus žodžius i azes ling is inės i k i inės disku so analizės
me odu, y ime siek a į e in i kampanijos s ip iąsias i silpnąsias puses. S aipsnyje
kons a uojama, kad no s PETA siūlomos al e na y os, ikė ina, nepakeis gy ūnus
disk iminuojančios kalbos dėl sa o di b inumo i kul ū inio a o ūkio, inicia y a u i eigiamą
po eikį aikomajai ling is ikai i š ie imui. Kampanja plečia sup a imą apie gy ūnus
disk iminuojančią kalbą i agina žmones eng i su gy ūnais susijusių disk iminacinių posakių.
Kampanja plečia sup a imą apie gy ūnus disk iminuojančią kalbą i agina žmones eng i su
gy ūnais susijusių disk iminacinių posakių. Be o, PETA inicia y a kelia klausimą apie p ieš
gy ūnus nuk eip os kalbos a ojimą kaip nusis o ėjusią no mą i ska ina k i iškai mąs y i
apie žodžiais pe duodamas žinu es. Be o, PETA inicia y a kelia klausimą apie p ieš gy ūnus
nuk eip os kalbos a ojimą kaip nusis o ėjusią no mą i ska ina k i iškai mąs y i apie
žodžiais pe duodamas žinu es. No s ši kampanija gali nea neš i skubių pokyčių, ačiau ji u i po encialą paska in i nedisk iminacinį kalbos a ojimą aikomosios kalbo y os s i yje, a p ypač besimokančio jaunimo i žmonių, ku iems anglų kalba nė a gim oji.
Į eik a 2023 m. maio 4 d.
OLENA FOMENKO
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