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Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’

Abstract

The present contribution analyzes Latvian gaļa ‘meat, flesh’ from the point of view of the Indo-European anatomical terminology and identifies its cognates in Old Irish gaile ‘stomach’, ‘Para- Phrygian’ γάλλια ‘intestines’ with the same suffixal derivation in *-o-/-*-eH2-, and further with Ancient Macedonian γόλα ‘intestines’, Greek χολάδες ‘entrails, guts’, and Slavic *želǫ̋dъkъ / *želǫdь(cь) ‘stomach’, all derivable from the aniṭ-root *ghel- or its apophonic variants. Insular Celtic *eχs-glasso-/ā- ‘stomach’, if derivable from *eĝʰs-(ĝ)(h)(H)-stH2o- ‘standing out of *(ĝ)(h)(H)-’, implies that *(ĝ)(h)(H)- should belong to a different internal organ, probably ‘gall, bile’, whose designation derivable from the root *ĝhelH3- ‘green, yellow’ is attested in several Indo-European branches. The alternative, if γάλλια ‘intestines’ is of Greek origin, is also discussed.

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Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’

Author: Václav Blažek
Year: 2023
DOI: 10.35321/all89-02
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2277/2348
S aipsniai / A icles 27
VÁCLAV BLAŽEK
Uni e sidade de Masa yk
ORCID id: o cid.o g /0000-0002-6797-7188 Campos de pesquisa:
e imologia e onomás ica bál ica e indo-eu opeia.
DOI: doi.o g/10.35321/all89-02
MAPING INDO-
Ana omia eu opeia
Te minologia II:
LATVIAN GAĻA ‘MEAT’
Indoeu opianos ana omijos e minijos
ka og a a imas II: la ių gaļa ‘mėsa
Ano ação
A p esen e con ibuição analisa a gaela le ã […]ca ne, ca ne[…] do pon o de is a da
e minologia ana ômica indo-eu opeia e iden i ica seus cogna os no gaela i landês an igo
[…]es ômago[…], pa a […] ígia[…] γάλλια […]in es ines[…] com a mesma de i ação de su ixo em
*-[…]o- *- […]eH2-, e ainda com o an igo macedônio […] χολά […] in es ines[…], g ego […] en ails, e
esla o […], odos de i ados da aiz ani-gélo […] suas a ian es apo ônicas. O cel a insula
*eχs-glasso-/ā- ‘es ômago, se de i á el de *ehs-()-h)(H)-s H2o- ‘que se des aca de *()-h)(H)-,
implica que *()-h)(H) de e ia pe ence a um ó gão in e no di e en e, p o a elmen e ‘gall, bile,
cuja designação de i á el da aiz *hel3-H- e de, ama elo é a es ada em á ios amos
indo-eu opeus. A al e na i a, se γάλλια […]in es ines[…] é de o igem g ega, ambém é discu ida.
Pala as-cha e: le ão, indo-eu opeu, e minologia ana ômica, o mação de pala as,
e imologia.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje indoeu opiečių ana omijos e minijos požiū iu analizuojama la ių gaļa ‘mėsa i
nus a omi giminiški a i ikmenys ki ose kalbose: sen. ai ių gaile ‘sk andis, ‘pa a igų γάλλια
‘ža nos su p iesaga *-o-/-*-eH2-,jamaedon sie su sen. makedonų γόλα ‘ža nynas,
VÁCLAV BLAŽEK
28 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX g eikų χολάδες ‘ idu iai, ža nos i sla ų *želdъkъ
*želdь(cь) ‘sk andis isi a i ikmenys kildinami iš aniṭšaknies *ghela ba jos apo oninių a ian ų.
Salų kel ų *eχs-glasso- p iklausā- ‘sk andis, jei kildinamas iš *ehs-()(h)(H)-s H2o- ‘iššiski ian is
iš *()(h)(H)-, implikuoja, kad **()(h)(H)- u ė ųy i ki am in e nal o ganui, ‘ ulžiai, ku ios
pa adinimas iš iš iš kalbinesak *hel 3-H ‘žalia, gel ona i y a paliud keliose indoeu opeese g up.
Ap a iama i al e na i a, jei γάλλια ‘ža nos laikomas g eikiškos kilmės. ESMINIAI ŽODŽIAI: la ių,
indoeu opiečių, ana omijos e minija, žodžių da yba, e imologija.
1.A es ação
La ian gaļa . ‘Fleisch (zum Essen bes imm ), ou seja, ‘ca ne, ca ne (pa a
wi h such de i a i es as he diminu i e gaļī e, adjec i es gaļaîns, gaļîgs ‘ leischig’,
gaļuô s ‘ leischig, mollig, e ’, and he compound gaļêdis ‘Fleisch esse ’ (ME I
alimen o), 598; EH I 38182), es á isolado no Bál ico, al ez com exceção de ‘Na ewian
ała, glossado po polonês mięso ‘ca ne, ca ne, se a al e ação *gaļa o adequada
(c . Zinke ičius 1984: 12).
2. E imologias exis en es
A é o momen o, as seguin es en a i as e imológicas o am o muladas
(em o dem c onológica):
2.1. Somme (apud ME I 598) pensou (com um pon o de in e ogação) sob e alguma
conexão com o esla o *golъ […]ba e[…], p opondo a me á o a […]naked (ca ne)[…] =
[…] aw (ca ne)[…]. No bál ico, o mas elacionadas ao esla o *golъ ‘ba e podem
se iden i icadas no dial li uano gáldy i, gáldau, gáldžiau. […]limpa , es ega ,
es ega […], nugáldy i […]limpa , limpa […], le ão galdî […]peel[…], ep esen ando
um e bo in ensi o em -dy i do e bo pe dido *galy i […] o skin, peel[…]
(Smoczyński 2018: 307). Po ou o lado, como um cogna o nominal do esla o *golъ
‘ba e le ão gàle ‘eine dünne Eisdecke, Gla eis de e se mencionado; C . ambém n. Russo góloť ‘Eisdecke (ME I)
617; Poko ny 1959: 349). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do TFUE.
2.2. S ua E. Mann (1984[…]1987: 312) conec ou o gaļa le ão com o galià li uano
o malmen e co esponden e . […] pode , o ça, impo ância; saúde, que é um
subs an i o abs a o de e bal anspa en e em -ā do e bo galė i, galiù ‘se
capaz, consegui ; C . ambém n. Le ão galê , -ẽju […] pa a e mina , supe a
di iculdades, ge encia , supo a […] (Smoczyński 2018: 307[…]308: IE *gelH- […] pa a
ganha pode , au o idade […] […] e LIV2 185[…]186). Seguindo Holge Pede sen (1909:
51), Mann en ou encon a apoio pa a essa di e ença semân ica, compa ando o g ego
S aipsniai A igo 29.o
Mapping Indo-Eu opean Ana omical Te minology II:
La ian gaļa ‘mea ’
κῖκυς . ‘s eng h, powe ’ wi h Welsh cig ‘mea , lesh’; c . u he Middle Welsh
13o século) cic, Old Co nish chic gl. […]ca o[…], b e ão médio quic, b e ão kig (GPC),
mas o cogna o ge almen e acei o das o mas b i ônicas, i landês an igo cích .
[…]pei o eminino[…] (DIL C-182), indica que o signi icado p imá io des e e imônio
cel a es a a bas an e longe de […] o ça[…] (Ma aso ić 2009: 204).
2.3 Kons an īns Ka ulis (1992: 285), o único que le ou em con a o possí el cognado
"Na ewian" depois de Zigmas Zinke ičius, ambém especulou sob e uma elação de
gaļa com o la iano galê , -ẽju […] pa a e mina , supe a di iculdades, ge encia ,
supo a […], e ainda com gals […]end, ip, op[…] e dze[…] , dzeļu, dzêlu […] pa a pica ,
pica , mo de , queima […] (ME I 541), co espondendo ao li uano gãlas […]end,
e mina , conclusão; mo e […] e gél i, gẽlia, glė […] pa a pica , pica ; picada (de
inse os, de uma íbo a); Pica , e i iolen amen e […] espec i amen e
(Smoczyński 2018: 327[…]328: IE *g[…]elH- […] pe u a , in ligi do […] […] e LIV 207).
3. No a E imologia
O p esen e es udo p e ende o e ece uma solução al e na i a baseada na
compa ação com e mos ana ómicos de ou os amos da IE. Lemb e-se de que o
le ão p ese a alguns e mos he dados da p o olinguagem IE, que não êm
con inuan es em ou as línguas bál icas, a sabe , e.g. La ian asins […]blood[…] (ME
I 143; Poko ny 1959: 343). Exis em á ios cognados ex e nos p omisso es: 3.1 Gaile
i landês an igo m. ‘es ômago; ba iga, ú e o, in es inos […] (DIL G-22) é de i ado do
p o o-cel a *gal[…]o e mais de *g[…]oby Pa izia De Be na do S empel (1987: 32, 50,
131; 1999: 208) ou *g[…]H[…]oby Debo ah Hayden & Da id S i e (2022: § II.5,
e e indo-se a Zai 2012: 70[…]77, 89[…]9). Jun amen e com Julius Poko ny (1959: 365),
de Be na do S empel de i a gaile do e bo gelid […]g azes, consumes[…] (DIL G-60).
F. K. Fick Augus (1881: 211) já ha ia conec ado gelid com o galês gele […]leech[…], e
ainda com o an igo alemão al o kela . […]ga gan a, esgo o, esô ago, la inge,
a inge; b anquias; La im gula . "ga gan a, ga gan a" Galam em sânsc i o.
"Ga gan a" Klanem a mênio […]I swallow[…], ao . e-kowl; O usso gol áť […] o
gulp[…]. Es a cadeia de compa andas oi mais ou menos p ese ada po Walde &
Poko ny I 621; Walde & Ho mann I 625[…]626; Poko ny 1959: 365. Ago a é ge almen e
acei o que o sânsc i o gala- ‘ga gan a é de i ado do e bo IE *ge H3- ‘engoli
(Poko ny 1959: 474; EWAI I 469470, 476;
Kümmel LIV 211). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do T a ado.
O a mênio klo/okowl, o la im gula e o usso gol áť são de i ados do e o
oo *gel- ‘ o gulp, swallow’ by Ma in Kümmel (LIV 192), bu in Cel ic
ge mânico espe a ia o e lexo inicial de *g-, ou seja, *band
VÁCLAV BLAŽEK
30 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX
* espec i amen e. Aqui Ranko Ma aso ić (2009: 145) p e e e a econs ução
mais plausí el *gle[…]-.
S e an Schumache (2000: 57, 70; 2004: 271 […] 272), seguido po Kümmel (LIV 217[…]
218) e Nicholas Zai (2012: 188[…] 189), conec am o gelido i landês an igo […]g azes,
consome[…] com o subs an i o gel . […]pas o eio, alimen ação[…], e ainda com a
designação b i ônica de […]g ass[…]: Old Welsh (9 h cen .) guel, Middle Mode n
Welsh gwell m., & Old B e on gwel iocion. […] enosa[…], econs uindo a aiz
p o o-cel a *g[…]el-, implicando IE *g[…]hel-, embo a seja limi ada apenas ao
cel a. Ma aso ić (2009: 145) exp essa suas dú idas sob e a exis ência de al aiz.
Vamos adiciona que a aiz da pala a b i ônica pa a "g ama" é compa í el com
o nó dico an igo […]ll m. […]Ebene, Feld, Wiese[…] (De V ies 1977: 673),
independen emen e da p o o o ma *walþuo *walnu-, e ainda com o hi i a wellu-
[…]pas o, p ado[…] […]elnu- (Kloekho s 2008: 998). Velho alemão al o kela .
ga gan a, esô ago, esô ago, la inge, a inge; gills, oge he wi h Old Saxon kelin
he compound kelgi i hi n. ‘Genusssuch , Middle Low Ge man kēle, Old Low
F ankish kela ., Middle Du ch kele, Old e lec P o o-Ge manic *kelōn- (EWAhd V
F isian kele, Old English ceole . ‘ h oa , gulle ; a ine, go ge; p ow o a ship’
451454). Ainda exis e a a ian e com uma ex ensão de su ixo di e en e: Kelu m.
(i-s em) ‘Kehle, Schlund, Wamme am Hals, kelu a . (ōn-s em), kelu o m. (an-s em)
‘Wamme, he un e hangende Hau al e am Hals; Pálido; O elho kelu saxão
"palea "; Velho
Inglês ceolo m. […] ga gan a, ga gan a[…], ge almen e de i ado do p o o-ge mânico
*keluz- (EWAhd V 452, 464[…]465). Mas Guus K oonen (2013: 284) modi icou essa
econs ução pa a *kelu ō ., econciliando-a assim com *kelōn-, ambos memb os de
um pa adigma he e oclí ico /n o iginal. Po ou o lado, sua de i ação de
*kelu o/*kelōn de uma apa en e aiz +gelH1 não é necessá ia, uma ez que a aiz *gel
é bas an e sa is a ó ia (c . EWAhd V 452453). Es a p o o o ma ambém é
compa í el com a o ma es endida *gle- p e e ida po Ma aso ić (2009: 145),
pe encendo jun as da mesma o ma que as aízes e bais *se - ‘co e ,
ap essa -se (EWAI II 705706) s. *s e- ‘ lui (LIV 588) ou *de - ‘d eze eissen,
ze sp ingen s. * 119(H. ‘niede schneiden) (LIV 1271, 129) ou *d eH2-‘co e ,
*d em-co e , implicando a aiz p imá ia *de s. *d e-, ‘co e (LIV 1271, 129) e c.
Hayden & S i e (2022) es endem os dados cel as, adicionando o an igo i landês
eclas (oo ā-s em) […]es ômago[…] (DIL E-40), o mode no i landês eaglais […]es ômago
de um pássa o[…] ou […]gizza d[…], com suas con apa es b i ônicas: galês glasog
[…]gizza d o owl, c op, kidney[…], a u (g)las […]gizza d[…], li e almen e
[…]glas-li e […] (GPC); Velho id o da Co nualha. "es ômago" (Campanile 1974: 49); Elas
b e ão médio […] gizza d […] (Ca holicon; Vanne ais), […] li e […] (Libe Vocabulo um),
Elaz b e ão mode no […]gésie […] (Deshayes 2003: 212) […] Cél ico comum
*eχs-glasso-/ā- […] *ehs […] de […] + *(h)[…]H-s H2o-. Mas de Be na do S empel (2023: 19)
S aipsniai A igos 31 e 31
Mapping Indo-Eu opean Ana omical Te minology II:
La ian gaļa ‘mea ’
demons ou de o ma con incen e que a sequência *C[…]sC se desen ol e a a és
de *CaLsC, p o a elmen e ainda p ese ada no cel ibe iano, pa a a o ma
me a ésica *CLasC no cel a comum esidual. É po isso que o cel a comum
*eχs-glasso-āis ambém é de i á el de *ehs + *g(h)-s H2o-. Ambos os e mos
ana ômicos cel as, *galo e *eχs-glasso-ā-, designa am mais ou menos o mesmo ó gão
in e no, […]es ômago[…]. Analisando suas p ojeções de ol a ao p o o-indo-eu opeu,
*g(h)(H)io- pe encen e a *g(h)(H)- e *ehs-()(h)(H)-s H2o- o a de *()(h)(H)-
espec i amen e, é bas an e di ícil en ende que ambas as o mações e iam o
mesmo signi icado, se *()(h)- Uma possibilidade é p opo que *()(h)(H)- em
*ehs-()(h)(H)-s H2designe ou o ó gão in e no. Um bom candida o é […]gall, bile[…],
de i ado da aiz *[…]helH3- […] e de, ama elo[…]> A es an zā am. "Gala, bile"; G ego
χόλος & χολή ‘gall; ódio ama go, i a, χολέρα […] cóle a, uma doença do es ômago, que
causa ômi os e dia eia […]; Ge mânico *gallam., *gallōn . […]gall, bile[…] > Nome
nó dico an igo gall, inglês an igo gealla m., saxão an igo, alemão an igo galla . id. ;
*źul i- > li uano ulžs, ulž ‘bile; sec eção ama elo-ma om do ígado […], le ão
žu[…](k) s […]bile[…]; Id. do an igo esla o eclesiás ico. (Poko ny 1959: 429; Beekes 2010:
1641[…]1642; K oonen 2013: 165; Boček, ESJS XIX 1131; Smoczyński 2018: 1536). Em cel a,
não há con inuan e apa en e da aiz * […]helH3- […] e de, ama elo[…] no sen ido
[…]gall, bile[…], apenas o nome da co em galês gell […]ama elo, cas anho, baía[…],
b e ão gell […]ma om[…]. A ideia de que seu signi icado de i ado "galla, bile" es á
escondido no cel a *eχs-glasso-/ā- "es ando o a de uma bile" = "es ômago" é
bas an e a aen e. Po es a azão, o cel a *eχs-glasso-ā não se á le ado em con a
na in es igação seguin e. 3.2 Hayden & S i e (2022: § II.V) complemen am a
compa anda, adicionando duas glosas do léxico de Hesychius de Alexand ia, compilado
po ol a de 500 EC: 3.2.1. γόλα · ντερα. Μακεδόνες (La e, Cunningham 2018: 516, γ-769;
c . Kallé is 1954: 138 […] 139, § 50 sob e ou as in e p e ações, a sabe , […]γόδα ou
†ϝόδα).
3.2.2. γάλλια · ντερα (La e, Cunningham 2018: 485, γ-106). Se não hou e e hnicon, a
o igem g ega oi implici amen e a ibuída à pala a ci ada, mas não é uma eg a
i me. Po exemplo, o gloss δαλάγκαν · θάλασσαν (La e, Cunningham 2018: 538, δ-148)
oi iden i icado como macedônio (Schmid 1867: 370) sem qualque e nicon. No que
diz espei o ao a o de que o gloss γάλλια · ντερα é p ecedido pelo gloss γάλλαρος·
Φρυγιακὸν νομα, o mesmo, ou seja, F ígia, a o igem da pala a γάλλια ambém
pode ia se le ada em con a. Usemos o glo ônimo […]Pa a-F igio[…]. O e mo
"macedônio" é u ilizado aqui no sen ido da língua das chamadas glosas macedônias,
onde β, δ, γ co espondem ao g ego φ, θ, χ, espec i amen e. A mesma eg a
ope a a no ígio (exce o pa a o con ex o pala alizan e, quando γ muda pa a ζ). O
macedônio e o ígio γ implica iam an o o IE *g-*- como o *gh-**h-, enquan o o
g ego γ e le e apenas

VÁCLAV BLAŽEK
32 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX
I.e. *g-*-* Signi ica que, o macedônio γόλα é de i á el de *()ol(H)-eH2ou *()hol(H)-eH2-, se
osse o nom.sg. . Mas pode se iden i icado como o nom.pl.n ., implicando o
nom.sg.n . *Lon. Mais di ícil é a análise do b ilho γάλλια. Le ando em con a ( al ez) o
ígio 1 βαλλίον n. […]phallus[…], pl. βαλλία […]p i a e pa s[…] [He odes], em
pe spec i a de sua elação com o g ego φαλλός m. […]memb um i ile[…], φαλλίων
[Suida] = φαλλοφόρος, περιφαλλία · πομπ Διονύσ τελουμένη τν φαλλῶν [Hesychius]
(Beekes 2010: 1550), e mais pa a o i landês an igo […]ball-membe , body-pa […], dial
alemão 197. bille ‘penis, p ojec a γάλλια em *()neH2ou *()hneH2 no caso da sua o igem
bulle ‘ ul a’ e c., e lec ing *bhno (Poko ny 1959: 120–121), i is possible o
ígia e *()eH2-2 ou *()neH2-, se osse de o igem g ega. Na u almen e, γάλλια ambém
pode ia ep esen a o nom.pl.n . Nes e caso, o nome. Sg. (em inglês) de e se
econs uído como o *γάλλιον ()o-s em. A ex ensão nasal analógica pode se
iden i icada no la im he nia […] up u a, hé nia […] s. ha uspex […] um adi inho, que
p e iu o u u o a pa i da inspeção das en anhas das í imas animais […] (Walde &
Ho mann I 643). Es a aiz * […]he H com a ex ensão nasal apa ece no li uano ža nà ou
žá na […]in es ino delgado[…], pl. žá nos […]in es inos, in es inos[…], le ão za[…]nas .pl.
"Gu s", za ni m.pl. "En anhas" O nó dico an igo g n . ‘in es ino, pl. ga na
‘Eingeweide, o saxão an igo mid-ga ni m. ‘a ina (Poko ny 1959: 443). 3.3 Se o gloss
γάλλια não o de o igem g ega, mas, po exemplo, F ígio (Pa a ígio), a inicial da
p o o-linguagem pode ia se o ela aspi ado *()h-. Pa a es e caso, Hayden & S i e
(2022, § II.V) ainda adicionam o g ego χολάδες .pl. […]en ails, gu s[…] [Iliad] (Beekes 2010:
1641), de i ado de *()hol-d-), e esla o *želdъkъ m. […]s omach[…] > búlga o želắdăk;
Eslo aco žaludok, checo žaludek, al o e baixo lusi ano žołdk, polonês żołądek;
Uc aniano želúdok, esla o usso-eclesiás ico želudъkъ, usso želúdok *želdь(cь) >
macedônio želudec, sé o-c oa a žèludac, eslo eno želộdec /; Velho usso želudь,
de i ado de *ghelond- (Vasme I 416; De ksen 2008: 556; Snoj 2016: 889). É necessá io 3.4.
La in helluō, -ōnis m. ‘glu on, squande e [Te en ius+], helluo ‘I go mandize, de ou
[Cice o], pe mi e-nos pensa ambém sob e o cogna o i álico, se de i ado da
s ess ha he Sla ic example excludes he ini ial pala al ela .
p o o o ma *ghelno e não *ghelso como pensou Johann Knobloch (1973). É en ado
especula sob e um compos o p imá io *hell(i)- o us *‘belly-de ou e como
ca ni- o us ‘ca ni o ous [Plínio], c . o ō ‘I swallow, de ou , consume, compa á el
com o g ego γαστερο-πλήξ ‘glu on [Eus a hius de Tessalônica], li . "Belly-s oke "
(ba e ia na ba iga). Do compos o hipo é ico
1 Haas 1966: 159. En ão,
2 C . G ego καλός […]beau i ul, noble, good[…] [Iliad], Boeo ian καλ[…]ος id., compa a i e
καλλίων, supe la i e κάλιστος, além de κάλλος n. […]beau y[…] [Iliad] (Beekes 2010: 626[…]27).
S aipsniai A igo 33.o
Mapping Indo-Eu opean Ana omical Te minology II:
La ian gaļa ‘mea ’
*hell(i)- o us se ia o mado pelo e bo deponen e helluo e, inalmen e, pelo
subs an i o n-s em helluō, -ōnis.
4. Discussão da p o o o ma
Alguns exemplos são de i á eis da aiz *gel-, ou os de *ghel-, e o e cei o g upo não
pe mi e decidi en e *gelo *ghel-. Ambas as aízes são mais p o a elmen e aniṭ do
que se i. Vamos compa a ambos os pad ões na pe spec i a da o mação de
pala as.
*-o-o-eH2- *-o-/-*-eH2- *-n-o-/*-n-eH2- *- -*-n- *gelGmc. *Kelu o*
*Kelōn*
*Mcgol. (em inglês) Olha o L . Galha
*g[…]- OI . Gaile, po a o .
G ã-B e anha G ã-B e anha Galha
*-o-o-eH2- *-o-****-*-eH2-*-n-o-/*-n-eH2- *-n + o*-d-*-*-ond- *ghel-?La . Olha
o Slellu. *želdъkъ &
*želdь(cь)
*Mchol. (em inglês) Olha o L . Galha G . Comp essões
*gh- OI . Gaile? O PaPh . Galha
Ab e ia u as: Gmc. Ge mânico, G . G ego, la im. La im, L . Le ão, Mc.
Macedônio, i landês. I landês an igo, PaPh . Pa a- ígio, Sl. Esla o.
4.3 Discussão.
O e bo i landês an igo gelid […]g azes, consumes[…] pode e le i an o *geland *ghel-.
The seman ic connec ion o his e b wi h he o gans o he alimen a y canal,
beginning o ‘ h oa ’ o ‘gulle ’ h ough ‘s omach’ o ‘in es ines’ may be
VÁCLAV BLAŽEK
34 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX compa ado com a elação do g ego γαστήρ .
[…]belly, belly, womb[…] [Iliad] com o e bo γράω […]I gnaw, ea […], sânsc i o g ása e
[…]de ou s[…], implicando pa a o g ego a o ma p imá ia *γραστήρ (c . Buck 1949:
253, § 4.46; Beekes 2010: 262, 286). Em qualque caso, o cená io baseado na aiz *ghel
nos pe mi e explica um maio núme o de e mos ana ômicos e é po isso que es a
solução é mais p e e í el, independen e da acei ação da de i ação p imá ia do
e bo do ipo gelid i landês an igo ou do econhecimen o do subs an i o p imá io
subdi idido *ghelin da p o o-lingua indo-eu opeia. Po ou o lado, se Hesychius […]
gloss γάλλια é de o igem g ega, a aiz *gel e o na na peça e o ge mânico
*kelu o/*kelōn- […] ga gan a, ga gan a[…] o na-se um cogna o compa í el. Nes e
caso, é necessá io ope a com duas aízes *geland *ghel-, que pode iam designa
"canal alimen á io" e "es ômago, in es ino" espec i amen e. Gaļa le ão […]mea ,
lesh[…] e gaile i landês an igo […]s omach; Ba iga, ú e o, in es inos são
de i ados de ambos.
5. Mo i ação semân ica
A dispe são semân ica en e "ca ne" e algum ó gão in e no de uma ba iga não é
i ial, mas é possí el ilus á-la po exemplos de a oasiá ico ( e
Blažek 2020: 4647, 90):
(a) Cushi a do No e: Beja i […] m. […]abdomen, es ômago, in e io […] (Hudson
apud Blench) = […]i, i[…]i m. […]es ômago; in e io […] (Rope ) = (i)[…] m.
[…]Inne es, Mi e, Magen, Bauch[…] (Reinisch) = i, e m. […]Bauch(höhle), inne e
Eingeweide[…] (Almk is ); Cushi a O ien al: somali ii[…] […]Bauch, He z, Ve s and,
Laune[…] (Reinisch); Be be : (No e) Taze wal i iíá/ú ‘Fleisch (S umme),
Semlal i iyyi, N i a i iy, Baam ani i iyi; (Oes e) Zenaga i[…]jji (Nicolas)
[…] iande[…]. É en ado adiciona o egípcio […] 3. […]Fleischs ück[…] (WPS 437).
(b) Semí ico *ši - > acadiano šī u(m) ‘Fleisch; Leib; e Eingeweide-Omen (AHw
1248), enício š ‘ca ne, ca ne, uga i ico š ‘ca ne, heb aico šəē ‘ca ne,
co po (DUL 786; SED I 210211).
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