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Straipsniai / Articles 27 VÁCLAV BLAŽEK Universidade de Masaryk ORCID id: orcid.org /0000-0002-6797-7188 Campos de pesquisa: etimologia e onomástica báltica e indo-europeia. DOI: doi.org/10.35321/all89-02 MAPING INDOAnatomia europeia Terminologia II: LATVIAN GAĻA ‘MEAT’ Indoeuropianos anatomijos terminijos kartografavimas II: latvių gaļa ‘mėsa Anotação A presente contribuição analisa a gaela letã […]carne, carne[…] do ponto de vista da terminologia anatômica indo-europeia e identifica seus cognatos no gaela irlandês antigo […]estômago[…], para […]frígia[…] γάλλια […]intestines[…] com a mesma derivação de sufixo em *-[…]o- *- […]eH2-, e ainda com o antigo macedônio […] χολά […] intestines[…], grego […] entrails, e eslavo […], todos derivados da raiz ani-gélor […] suas variantes apofônicas. O celta insular *eχs-glasso-/ā- ‘estômago, se derivável de *ehs-()-h)(H)-stH2o- ‘que se destaca de *()-h)(H)-, implica que *()-h)(H) deveria pertencer a um órgão interno diferente, provavelmente ‘gall, bile, cuja designação derivável da raiz *hel3-H-verde, amarelo é atestada em vários ramos indo-europeus. A alternativa, se γάλλια […]intestines[…] é de origem grega, também é discutida. Palavras-chave: letão, indo-europeu, terminologia anatômica, formação de palavras, etimologia. ANOTACIJA (em inglês) Straipsnyje indoeuropiečių anatomijos terminijos požiūriu analizuojama latvių gaļa ‘mėsa ir nustatomi giminiški atitikmenys kitose kalbose: sen. airių gaile ‘skrandis, ‘parafrigų γάλλια ‘žarnos su priesaga *-o-/-*-eH2-,jamaedon sie su sen. makedonų γόλα ‘žarnynas,
VÁCLAV BLAŽEK 28 Acta Linguistica Lithuanica LXXXIX greikų χολάδες ‘viduriai, žarnos ir slavų *želdъkъ *želdь(cь) ‘skrandis visi atitikmenys kildinami iš aniṭšaknies *ghelarba jos apofoninių variantų. Salų keltų *eχs-glassopriklausā- ‘skrandis, jei kildinamas iš *ehs-()(h)(H)-stH2o- ‘iššiskiriantis iš *()(h)(H)-, implikuoja, kad **()(h)(H)- turėtųyti kitam internal organui, ‘tulžiai, kurios pavadinimas iš iš iš kalbinesak *hel 3-H ‘žalia, geltona ir yra paliud keliose indoeuropeese grup. Aptariama ir alternativa, jei γάλλια ‘žarnos laikomas greikiškos kilmės. ESMINIAI ŽODŽIAI: latvių, indoeuropiečių, anatomijos terminija, žodžių daryba, etimologija. 1.Atestação Latvian gaļa f. ‘Fleisch (zum Essen bestimmt), ou seja, ‘carne, carne (para with such derivatives as the diminutive gaļīte, adjectives gaļaîns, gaļîgs ‘fleischig’, gaļuôts ‘fleischig, mollig, fett’, and the compound gaļêdis ‘Fleischfresser’ (ME I alimento), 598; EH I 38182), está isolado no Báltico, talvez com exceção de ‘Narewian fała, glossado por polonês mięso ‘carne, carne, se a alteração *gaļa for adequada (cf. Zinkevičius 1984: 12). 2. Etimologias existentes Até o momento, as seguintes tentativas etimológicas foram formuladas (em ordem cronológica): 2.1. Sommer (apud ME I 598) pensou (com um ponto de interrogação) sobre alguma conexão com o eslavo *golъ […]bare[…], propondo a metáfora […]naked (carne)[…] = […]raw (carne)[…]. No báltico, formas relacionadas ao eslavo *golъ ‘bare podem ser identificadas no dial lituano gáldyti, gáldau, gáldžiau. […]limpar, esfregar, esfregar[…], nugáldyti […]limpar, limpar[…], letão galdît […]peel[…], representando um verbo intensivo em -dyti do verbo perdido *galyti […]to skin, peel[…] (Smoczyński 2018: 307). Por outro lado, como um cognato nominal do eslavo *golъ ‘bare letão gàle ‘eine dünne Eisdecke, Glatteis deve ser mencionado; Cf. também n. Russo góloť ‘Eisdecke (ME I) 617; Pokorny 1959: 349). A Comissão considera que a Comissão não cumpriu as obrigações que lhe incumbem por força do artigo 107.o, n.o 1, do TFUE. 2.2. Stuart E. Mann (1984[…]1987: 312) conectou o gaļa letão com o galià lituano formalmente correspondente f. […] poder, força, importância; saúde, que é um substantivo abstrato deverbal transparente em -ā do verbo galėti, galiù ‘ser capaz, conseguir; Cf. também n. Letão galêt, -ẽju […] para terminar, superar dificuldades, gerenciar, suportar[…] (Smoczyński 2018: 307[…]308: IE *gelH- […] para ganhar poder, autoridade […] […] ver LIV2 185[…]186). Seguindo Holger Pedersen (1909: 51), Mann tentou encontrar apoio para essa diferença semântica, comparando o grego
Straipsniai Artigo 29.o Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’ κῖκυς f. ‘strength, power’ with Welsh cig ‘meat, flesh’; cf. further Middle Welsh 13o século) cic, Old Cornish chic gl. […]caro[…], bretão médio quic, bretão kig (GPC), mas o cognato geralmente aceito das formas britônicas, irlandês antigo cích f. […]peito feminino[…] (DIL C-182), indica que o significado primário deste etimônio celta estava bastante longe de […]força[…] (Matasović 2009: 204). 2.3 Konstantīns Karulis (1992: 285), o único que levou em conta o possível cognado "Narewian" depois de Zigmas Zinkevičius, também especulou sobre uma relação de gaļa com o latviano galêt, -ẽju […] para terminar, superar dificuldades, gerenciar, suportar[…], e ainda com gals […]end, tip, top[…] e dze[…]t, dzeļu, dzêlu […] para picar, picar, morder, queimar […] (ME I 541), correspondendo ao lituano gãlas […]end, terminar, conclusão; morte […] e gélti, gẽlia, glė […] para picar, picar; picada (de insetos, de uma víbora); Picar, ferir violentamente […] respectivamente (Smoczyński 2018: 327[…]328: IE *g[…]elH- […] perfurar, infligir dor […] […] ver LIV 207). 3. Nova Etimologia O presente estudo pretende oferecer uma solução alternativa baseada na comparação com termos anatómicos de outros ramos da IE. Lembre-se de que o letão preserva alguns termos herdados da protolinguagem IE, que não têm continuantes em outras línguas bálticas, a saber, e.g. Latvian asins […]blood[…] (ME I 143; Pokorny 1959: 343). Existem vários cognados externos promissores: 3.1 Gaile irlandês antigo m. ‘estômago; barriga, útero, intestinos […] (DIL G-22) é derivado do proto-celta *gal[…]o e mais de *g[…]oby Patrizia De Bernardo Stempel (1987: 32, 50, 131; 1999: 208) ou *g[…]H[…]oby Deborah Hayden & David Stifter (2022: § II.5, referindo-se a Zair 2012: 70[…]77, 89[…]9). Juntamente com Julius Pokorny (1959: 365), de Bernardo Stempel deriva gaile do verbo gelid […]grazes, consumes[…] (DIL G-60). F. K. Fick August (1881: 211) já havia conectado gelid com o galês gele […]leech[…], e ainda com o antigo alemão alto kela f. […]garganta, esgoto, esôfago, laringe, faringe; branquias; Latim gula f. "garganta, garganta" Galam em sânscrito. "Garganta" Klanem armênio […]I swallow[…], aor. e-kowl; O russo goltáť […]to gulp[…]. Esta cadeia de comparandas foi mais ou menos preservada por Walde & Pokorny I 621; Walde & Hofmann I 625[…]626; Pokorny 1959: 365. Agora é geralmente aceito que o sânscrito gala- ‘garganta é derivado do verbo IE *gerH3- ‘engolir (Pokorny 1959: 474; EWAI I 469470, 476; Kümmel LIV 211). A Comissão considera que a Comissão não cumpriu as obrigações que lhe incumbem por força do artigo 107.o, n.o 1, do Tratado. O armênio klo/okowl, o latim gula e o russo goltáť são derivados do e o root *gel- ‘to gulp, swallow’ by Martin Kümmel (LIV 192), but in Celtic germânico esperaria o reflexo inicial de *g-, ou seja, *band
VÁCLAV BLAŽEK 30 Acta Linguistica Lithuanica LXXXIX *respectivamente. Aqui Ranko Matasović (2009: 145) prefere a reconstrução mais plausível *gle[…]-. Stefan Schumacher (2000: 57, 70; 2004: 271 […] 272), seguido por Kümmel (LIV 217[…] 218) e Nicholas Zair (2012: 188[…] 189), conectam o gelido irlandês antigo […]grazes, consome[…] com o substantivo gelt f. […]pastoreio, alimentação[…], e ainda com a designação brittônica de […]grass[…]: Old Welsh (9th cent.) guel, Middle Modern Welsh gwellt m., & Old Breton gweltiocion. […]fenosa[…], reconstruindo a raiz proto-celta *g[…]el-, implicando IE *g[…]hel-, embora seja limitada apenas ao celta. Matasović (2009: 145) expressa suas dúvidas sobre a existência de tal raiz. Vamos adicionar que a raiz da palavra britônica para "grama" é compatível com o nórdico antigo v[…]llr m. […]Ebene, Feld, Wiese[…] (De Vries 1977: 673), independentemente da protoforma *walþuor *walnu-, e ainda com o hitita wellu- […]pasto, prado[…] […]elnu- (Kloekhorst 2008: 998). Velho alemão alto kela f. garganta, esôfago, esôfago, laringe, faringe; gills, together with Old Saxon kelin the compound kelgirithi n. ‘Genusssucht, Middle Low German kēle, Old Low Frankish kela f., Middle Dutch kele, Old reflect Proto-Germanic *kelōn- (EWAhd V Frisian kele, Old English ceole f. ‘throat, gullet; ravine, gorge; prow of a ship’ 451454). Ainda existe a variante com uma extensão de sufixo diferente: Kelur m. (i-stem) ‘Kehle, Schlund, Wamme am Hals, kelura f. (ōn-stem), keluro m. (an-stem) ‘Wamme, herunterhangende Hautfalte am Hals; Pálido; O velho kelur saxão "palear"; Velho Inglês ceolor m. […] garganta, garganta[…], geralmente derivado do proto-germânico *keluz- (EWAhd V 452, 464[…]465). Mas Guus Kroonen (2013: 284) modificou essa reconstrução para *kelurōf., reconciliando-a assim com *kelōn-, ambos membros de um paradigma heteroclítico r/n original. Por outro lado, sua derivação de *keluro/*kelōn de uma aparente raiz +gelH1 não é necessária, uma vez que a raiz *gel é bastante satisfatória (cf. EWAhd V 452453). Esta protoforma também é compatível com a forma estendida *glepreferida por Matasović (2009: 145), pertencendo juntas da mesma forma que as raízes verbais *ser- ‘correr, apressar-se (EWAI II 705706) vs. *sre- ‘fluir (LIV 588) ou *der- ‘drezerreissen, zerspringen vs. * 119(H. ‘niederschneiden) (LIV 1271, 129) ou *dreH2-‘correr, *drem-correr, implicando a raiz primária *der vs. *dre-, ‘correr (LIV 1271, 129) etc. Hayden & Stifter (2022) estendem os dados celtas, adicionando o antigo irlandês eclas (oor ā-stem) […]estômago[…] (DIL E-40), o moderno irlandês eaglais […]estômago de um pássaro[…] ou […]gizzard[…], com suas contrapartes britônicas: galês glasog […]gizzard of fowl, crop, kidney[…], afu (g)las […]gizzard[…], literalmente […]glas-liver[…] (GPC); Velho vidro da Cornualha. "estômago" (Campanile 1974: 49); Elas bretão médio […] gizzard […] (Catholicon; Vannetais), […] liver […] (Liber Vocabulorum), Elaz bretão moderno […]gésier […] (Deshayes 2003: 212) […] Céltico comum *eχs-glasso-/ā- […] *ehs […] de […] + *(h)[…]H-stH2o-. Mas de Bernardo Stempel (2023: 19)
Straipsniai Artigos 31 e 31 Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’ demonstrou de forma convincente que a sequência *C[…]sC se desenvolve através de *CaLsC, provavelmente ainda preservada no celtiberiano, para a forma metatésica *CLasC no celta comum residual. É por isso que o celta comum *eχs-glasso-āis também é derivável de *ehs + *g(h)-stH2o-. Ambos os termos anatômicos celtas, *galo e *eχs-glasso-ā-, designavam mais ou menos o mesmo órgão interno, […]estômago[…]. Analisando suas projeções de volta ao proto-indo-europeu, *g(h)(H)iopertencente a *g(h)(H)- e *ehs-()(h)(H)-stH2ofora de *()(h)(H)- respectivamente, é bastante difícil entender que ambas as formações teriam o mesmo significado, se *()(h)- Uma possibilidade é propor que *()(h)(H)- em *ehs-()(h)(H)-stH2designe outro órgão interno. Um bom candidato é […]gall, bile[…], derivado da raiz *[…]helH3- […]verde, amarelo[…]> Avestan zāram. "Gala, bile"; Grego χόλος & χολή ‘gall; ódio amargo, ira, χολέρα […] cólera, uma doença do estômago, que causa vômitos e diarreia […]; Germânico *gallam., *gallōnf. […]gall, bile[…] > Nome nórdico antigo gall, inglês antigo gealla m., saxão antigo, alemão antigo galla f. id. ; *źulti- > lituano tulžs, tulž ‘bile; secreção amarelo-marrom do fígado […], letão žu[…](k)ts […]bile[…]; Id. do antigo eslavo eclesiástico. (Pokorny 1959: 429; Beekes 2010: 1641[…]1642; Kroonen 2013: 165; Boček, ESJS XIX 1131; Smoczyński 2018: 1536). Em celta, não há continuante aparente da raiz * […]helH3- […]verde, amarelo[…] no sentido […]gall, bile[…], apenas o nome da cor em galês gell […]amarelo, castanho, baía[…], bretão gell […]marrom[…]. A ideia de que seu significado derivado "galla, bile" está escondido no celta *eχs-glasso-/ā- "estando fora de uma bile" = "estômago" é bastante atraente. Por esta razão, o celta *eχs-glasso-ā não será levado em conta na investigação seguinte. 3.2 Hayden & Stifter (2022: § II.V) complementam a comparanda, adicionando duas glosas do léxico de Hesychius de Alexandria, compilado por volta de 500 EC: 3.2.1. γόλα · ντερα. Μακεδόνες (Latte, Cunningham 2018: 516, γ-769; cf. Kalléris 1954: 138 […] 139, § 50 sobre outras interpretações, a saber, […]γόδα ou †ϝόδα). 3.2.2. γάλλια · ντερα (Latte, Cunningham 2018: 485, γ-106). Se não houver ethnicon, a origem grega foi implicitamente atribuída à palavra citada, mas não é uma regra firme. Por exemplo, o gloss δαλάγκαν · θάλασσαν (Latte, Cunningham 2018: 538, δ-148) foi identificado como macedônio (Schmidt 1867: 370) sem qualquer etnicon. No que diz respeito ao fato de que o gloss γάλλια · ντερα é precedido pelo gloss γάλλαρος· Φρυγιακὸν νομα, o mesmo, ou seja, Frígia, a origem da palavra γάλλια também poderia ser levada em conta. Usemos o glotônimo […]Para-Frigio[…]. O termo "macedônio" é utilizado aqui no sentido da língua das chamadas glosas macedônias, onde β, δ, γ correspondem ao grego φ, θ, χ, respectivamente. A mesma regra operava no frígio (exceto para o contexto palatalizante, quando γ muda para ζ). O macedônio e o frígio γ implicariam tanto o IE *g-*- como o *gh-**h-, enquanto o grego γ reflete apenas
VÁCLAV BLAŽEK 32 Acta Linguistica Lithuanica LXXXIX I.e. *g-*-* Significa que, o macedônio γόλα é derivável de *()ol(H)-eH2ou *()hol(H)-eH2-, se fosse o nom.sg.f. Mas pode ser identificado como o nom.pl.ntr., implicando o nom.sg.ntr. *Lon. Mais difícil é a análise do brilho γάλλια. Levando em conta (talvez) o frígio 1 βαλλίον n. […]phallus[…], pl. βαλλία […]private parts[…] [Herodes], em perspectiva de sua relação com o grego φαλλός m. […]membrum virile[…], φαλλίων [Suida] = φαλλοφόρος, περιφαλλία · πομπ Διονύσ τελουμένη τν φαλλῶν [Hesychius] (Beekes 2010: 1550), e mais para o irlandês antigo […]ball-member, body-part[…], dial alemão 197. bille ‘penis, projecta γάλλια em *()neH2ou *()hneH2 no caso da sua origem bulle ‘vulva’ etc., reflecting *bhno (Pokorny 1959: 120–121), it is possible to frígia e *()eH2-2 ou *()neH2-, se fosse de origem grega. Naturalmente, γάλλια também poderia representar o nom.pl.ntr. Neste caso, o nome. Sg. (em inglês) deve ser reconstruído como o *γάλλιον ()o-stem. A extensão nasal analógica pode ser identificada no latim hernia […] ruptura, hérnia […] vs. haruspex […] um adivinho, que previu o futuro a partir da inspeção das entranhas das vítimas animais […] (Walde & Hofmann I 643). Esta raiz * […]herH com a extensão nasal aparece no lituano žarnà ou žárna […]intestino delgado[…], pl. žárnos […]intestinos, intestinos[…], letão za[…]nas f.pl. "Guts", zarni m.pl. "Entranhas" O nórdico antigo grn f. ‘intestino, pl. garnar ‘Eingeweide, o saxão antigo mid-garni m. ‘arvina (Pokorny 1959: 443). 3.3 Se o gloss γάλλια não for de origem grega, mas, por exemplo, Frígio (Parafrígio), a inicial da proto-linguagem poderia ser o velar aspirado *()h-. Para este caso, Hayden & Stifter (2022, § II.V) ainda adicionam o grego χολάδες f.pl. […]entrails, guts[…] [Iliad] (Beekes 2010: 1641), derivado de *()hol-d-), e eslavo *želdъkъ m. […]stomach[…] > búlgaro želắdăk; Eslovaco žaludok, checo žaludek, alto e baixo lusitano žołdk, polonês żołądek; Ucraniano želúdok, eslavo russo-eclesiástico želudъkъ, russo želúdok *želdь(cь) > macedônio želudec, sérvo-croata žèludac, esloveno želộdec /; Velho russo želudь, derivado de *ghelond- (Vasmer I 416; Derksen 2008: 556; Snoj 2016: 889). É necessário 3.4. Latin helluō, -ōnis m. ‘glutton, squanderer [Terentius+], helluor ‘I gormandize, devour [Cicero], permite-nos pensar também sobre o cognato itálico, se derivado da stress that the Slavic example excludes the initial palatal velar. protoforma *ghelno e não *ghelso como pensou Johann Knobloch (1973). É tentador especular sobre um composto primário *hell(i)-vorus *‘belly-devourer como carni-vorus ‘carnivorous [Plínio], cf. vorō ‘I swallow, devour, consume, comparável com o grego γαστερο-πλήξ ‘glutton [Eustathius de Tessalônica], lit. "Belly-stroker" (bateria na barriga). Do composto hipotético 1 Haas 1966: 159. Então, 2 Cf. Grego καλός […]beautiful, noble, good[…] [Iliad], Boeotian καλ[…]ος id., comparative καλλίων, superlative κάλιστος, além de κάλλος n. […]beauty[…] [Iliad] (Beekes 2010: 626[…]27).
Straipsniai Artigo 33.o Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’ *hell(i)-vorus seria formado pelo verbo deponente helluor e, finalmente, pelo substantivo n-stem helluō, -ōnis. 4. Discussão da protoforma Alguns exemplos são deriváveis da raiz *gel-, outros de *ghel-, e o terceiro grupo não permite decidir entre *gelor *ghel-. Ambas as raízes são mais provavelmente aniṭ do que setti. Vamos comparar ambos os padrões na perspectiva da formação de palavras. *-o-o-eH2- *-o-/-*-eH2- *-n-o-/*-n-eH2- *-r-*-n- *gelGmc. *Keluro* *Kelōn* *Mcgol. (em inglês) Olha o Ltv. Galha *g[…]- OIr. Gaile, por favor. Grã-Bretanha Grã-Bretanha Galha *-o-o-eH2- *-o-****-*-eH2-*-n-o-/*-n-eH2- *-n + o*-d-*-*-ond- *ghel-?Lat. Olha o Slellu. *želdъkъ & *želdь(cь) *Mchol. (em inglês) Olha o Ltv. Galha Gr. Compressões *ghOIr. Gaile? O PaPhr. Galha Abreviaturas: Gmc. Germânico, Gr. Grego, latim. Latim, Ltv. Letão, Mc. Macedônio, irlandês. Irlandês antigo, PaPhr. Para-frígio, Sl. Eslavo. 4.3 Discussão. O verbo irlandês antigo gelid […]grazes, consumes[…] pode refletir tanto *geland *ghel-. The semantic connection of this verb with the organs of the alimentary canal, beginning of ‘throat’ or ‘gullet’ through ‘stomach’ to ‘intestines’ may be
VÁCLAV BLAŽEK 34 Acta Linguistica Lithuanica LXXXIX comparado com a relação do grego γαστήρ f. […]belly, belly, womb[…] [Iliad] com o verbo γράω […]I gnaw, eat[…], sânscrito grásate […]devours[…], implicando para o grego a forma primária *γραστήρ (cf. Buck 1949: 253, § 4.46; Beekes 2010: 262, 286). Em qualquer caso, o cenário baseado na raiz *ghel nos permite explicar um maior número de termos anatômicos e é por isso que esta solução é mais preferível, independente da aceitação da derivação primária do verbo do tipo gelid irlandês antigo ou do reconhecimento do substantivo primário subdividido *ghelin da proto-lingua indo-europeia. Por outro lado, se Hesychius […] gloss γάλλια é de origem grega, a raiz *gelretorna na peça e o germânico *keluro/*kelōn- […] garganta, garganta[…] torna-se um cognato compatível. Neste caso, é necessário operar com duas raízes *geland *ghel-, que poderiam designar "canal alimentário" e "estômago, intestino" respectivamente. Gaļa letão […]meat, flesh[…] e gaile irlandês antigo […]stomach; Barriga, útero, intestinos são derivados de ambos. 5. Motivação semântica A dispersão semântica entre "carne" e algum órgão interno de uma barriga não é trivial, mas é possível ilustrá-la por exemplos de afroasiático (ver Blažek 2020: 4647, 90): (a) Cushita do Norte: Beja fi […] m. […]abdomen, estômago, interior[…] (Hudson apud Blench) = f[…]i, fi[…]i m. […]estômago; interior[…] (Roper) = f(i)[…] m. […]Inneres, Mitte, Magen, Bauch[…] (Reinisch) = fi, fe m. […]Bauch(höhle), innere Eingeweide[…] (Almkvist); Cushita Oriental: somali fii[…] […]Bauch, Herz, Verstand, Laune[…] (Reinisch); Berber: (Norte) Tazerwalt tifiíá/ú ‘Fleisch (Stumme), Semlal tifiyyi, Ntifa tifiy, Baamrani tifiyi; (Oeste) Zenaga tfi[…]jji (Nicolas) […]viande[…]. É tentador adicionar o egípcio […]f3.t […]Fleischstück[…] (WPS 437). (b) Semítico *šir- > acadiano šīru(m) ‘Fleisch; Leib; e Eingeweide-Omen (AHw 1248), fenício šr ‘carne, carne, ugaritico šr ‘carne, hebraico šəēr ‘carne, corpo (DUL 786; SED I 210211). REFERENCES AHw – Akkadisches Handwörterbuch 1–3, unter Benutzung des lexikalischen Nachlasses von B. Meissner, bearb. von W. von Soden, Wiesbaden: Harrassowitz, 1965–1981. Beekes Robert S. P. 2010: Etymological Dictionary of Greek 1, with the assist. of L. van Beek, Leiden Indo-European Etymological Dictionary Series, 10, Leiden, Boston: Brill.
Straipsniai / Articles 35 Mapping Indo-European Anatomical Terminology II: Latvian gaļa ‘meat’ Blažek Václav 2020: An Excerpt from the Comparative and Etymological Dictionary of Beja: Anatomical Lexicon. – Folia Orientalia 57, 25–125. Available at: https:// journals.pan.pl/dlibra/show-content?id=117169. Buck Carl D. 1949: A Dictionary of Selected Synonyms in the Principal Indo-European Languages, Chicago, London: University of Chicago Press. Campanile Enrico 1974: Profilo etimologico del cornico antico, Biblioteca dell’Italia dialettale e di studi e saggi linguistici, 7, Pisa: Pacini. De Bernardo Stempel Patrizia 1987: Die Vertretung der indogermanischen liquiden und nasalen Sonanten im Keltischen, Innsbrucker Beiträge zur Sprachwissenschaft, 54, Innsbruck: Institut für Sprachwissenschaft der Universität Innsbruck. De Bernardo Stempel Patrizia 1999: Nominale Wortbildung des älteren Irischen: Stammbildung und Derivation, der Reihe Buchreihe der Zeitschrift für celtische Philologie, 15, Tübingen: Niemeyer. De Bernardo Stempel Patrizia 2023: The Accents of Celtic: New Light on the Older and Oldest Stages, Heidelberg: Winter. Derksen Rick 2008: Etymological Dictionary of the Slavic Inherited Lexicon, Leiden, Boston: Brill. Deshayes Albert 2003: Dictionnaire étymologique du breton, Douarnenez: Le Chasse-Marée. De Vries Jan 1977: Altnordisches etymologisches Wörterbuch, 3rd ed., Leiden: Brill. DIL – Dictionary of the Irish Language, Based Mainly on Old and Middle Irish Materials, ed. by E. G. Quin, compact ed., Dublin: Royal Irish Academy, 1990. DUL – Del Olmo Lete Gregorio, Sanmartín Joaquín. A Dictionary of the Ugaritic Language in the Alphabetic Tradition, 2 vols, 2nd ed., Leiden, Boston: Brill, 2003. EH – Endzelīns Jānis, Hausenberga Edīte. Papildinājumi un labojumi K. Mūlenbacha Latviešu valodas vārdnīcai (= Ergänzungen und Berichtigungen zu K. Mühlenbachs Lettisch-Deutschem Wörterbuch) 1–2, Rīga: Kultūras fonda izdevums, 1934; Rīga: Grāmatuapgāds, em 1946. ESJS XIX Etymologický slovník jazyka staroslověnského 19, ed. por I. Janyšková, Brno: Tribuno UE, 2018. EWAhd V […] Etymologisches Wörterbuch des Althochdeutsch 5 (iba […] luzzilo), unter der Leitung von R. Lühr, erarb. von H. Bichlmeier, M. Kozianka, R. Schuhmann mit Beiträg. (em inglês) A. L. Lloyd, sob o título de Mitarb. von K. K. Purdy, Göttingen, Zurique: Vandenhoeck e Ruprecht, em 2014.