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Linguistic wokeism: Revisionism of the gypsy moth and Asian carp, and fate of the Russian salad

Abstract

The concept of wokeism in academia might represent two radically ideological poles: neoliberally, it is a symbol of socio-cultural liberation, but conservatively, it is a symbol of unnecessary revisionism that tests the limits of traditional culture. Academia is in the belly of this socio-cultural battle. In this discussion, the term “linguistic wokeism” describes an attempt to correct perceived social inequalities through the medium of         language. Two cases are highlighted, the gypsy moth, which was revised to sponge moth (Lymantria dispar), and Asian carp, which was revised to invasive carp. It is argued that “linguistic wokeism” is effectively propagated and established when neoliberal ideologies are aligned among academia, socio-political action groups, and    neoliberal media, including social media. Finally, in the current ongoing Russo-Ukrainian war, early bans on the letters “V” and “Z” in some countries, as a linguistic form of Russophobia, suggests the possibility that geo-political animosities may also be linguistically expressed in neoliberal ways, with a tongue-in-cheek risk being suggested for the Russian salad. The greater risk, in an academic publishing context, if neoliberal revisionist policies are converted into “ethical” policies, is that those who do not agree or align with such policies might be labelled as unethical.

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Linguistic wokeism: Revisionism of the gypsy moth and Asian carp, and fate of the Russian salad

Author: Jaime A. Teixeira da Silva
Year: 2025
DOI: 10.35321/all92-12
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2471/2469
Ac a Linguis ica Li uanica
2025, ol. 92, p. 1 a 8
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2669-218X (online elek oninis) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2025 Jaime A. Teixei a da Sil a. Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de
Acesso Abe o dis ibuído sob os e mos da Licença de A ibuição C ea i e Commons, que pe mi e uso,
dis ibuição e ep odução ilimi ados em qualque meio, desde que o au o o iginal e a on e sejam c edi ados.
Ins i uições de Língua Li uana. Šis s aipsnis é a i os p ieigos, pla inamas pagal C ea i e Commons p isky imo
licencijos sąlygos, leidžiančias ne ibo ai naudo i, pla in i i a ku i u inį be kokioje laikmenoje, nu odan
au o ių i šal inį.
Recebido po : Gau a: 2025-03-26. Acep ado: P iim a: 2025-05-10.
1
WOKEISM LINGUÍSTICO: REVISIONISMO DA MOTH GYPSY E CARP ASIANA, E FATE DA SALATA
RUSSA Ling is inis okeizmas: čigonų miš d ugys i azijinio ka pio e izionizmas bei
usiškos ainės likimas
Jaime A. Teixei a da Sil a
Pesquisado independen e
E-mail: [e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps: o cid.o g/0000-0003-3299-2772 Campos de pesquisa:
pesquisa biomédica, é ica e polí ica cien í ica.
h ps: doi.o g/10.35321/all92-12 (em inglês)
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Resumo das conclusões
O concei o de wokeismo na academia pode ep esen a dois pólos adicalmen e ideológicos: neolibe almen e, é um
símbolo de libe ação socio-cul u al, mas conse ado amen e, é um símbolo de e isionismo desnecessá io que
es a os limi es da cul u a adicional. A academia es á no en e des a ba alha sociocul u al. Nes a discussão, o
e mo "wokeismo linguís ico" desc e e uma en a i a de co igi as desigualdades sociais pe cebidas a a és da
linguagem. São des acados dois casos, a ma iposa cigana, que oi e isada pa a a ma iposa-esponja (Lyman ia
dispa ), e a ca pa asiá ica, que oi e isada pa a a ca pa in aso a. A gumen a-se que o "wokeismo linguís ico" é
e e i amen e p opagado e es abelecido quando as ideologias neolibe ais es ão alinhadas en e a academia, g upos de
ação socio-polí ica e mídia neolibe al, incluindo as mídias sociais. Finalmen e, na a ual gue a usso-uc aniana em
andamen o, as p imei as p oibições das le as […]V[…] e […]Z[…] em alguns países, como uma o ma linguís ica de
usso obia, suge em a possibilidade de que as animosidades geopolí icas ambém possam se exp essas
linguis icamen e de manei as neolibe ais, com um isco de i onia sendo suge ido pa a a salada ussa. O maio isco,
em um con ex o de publicação acadêmica, se as polí icas e isionis as neolibe ais o em con e idas em polí icas
"é icas", é que aqueles que não conco dam ou se alinham com ais polí icas podem se o ulados como an ié icos.
Pala as-cha e: meios de comunicação e edes sociais, neolibe al, p econcei o, e isionismo, ideologias socio-polí icas.
ANOTACIJA (em inglês)
Vokeizmo są oka akademinėje bend uomenėje gali ep ezen uo i du ideologinius polius: neolibe aliu požiū iu ji y a
sociokul ū inio išsilais inimo simbolis, o konse a y iu požiū iu ne eikalingo e izionismo, ku iuo ik inamos
adicinės kul ū os ibos, simbolis. Akademinė bend uomenė é es e cen o de ko os sociocul u al. Šioje
2
diskusijoje są oka ling is inis okeizmas apibūdina bandymą kalbos p iemonėmis iš aisy i su okiamą socialinę
nelygybę. Išski iami du a ejai: čigonų d ugys, ku is bu o pakeis as į kempininę kandį (Lyman ia dispa ), i azijinis
ka pis, ku is bu o pakeis as į in azinį ka pį. Teigiama, kad kalbinis okeizmas eiksmingai skleidžiamas i
į i inamas, kai neolibe alios ideologijos sude inamos a p akademinės bend uomenės, socialinių-poli inių eiksmų
g upių i neolibe alios žiniasklaidos, įskai an socialinę žiniasklaidą. Galiausiai yks ančio Rusijos i Uk ainos ka o
me u anks y i aidžių V i Z d audimai kai ku iose šalyse, kaip kalbinė uso obijos o ma, leidžia many i, kad
geopoli inis p iešiškumas aip pa gali bū i ling is i iš eikš as neoli-be aliais būdais, keliančiais usiškai miš ainei.
Didesnė izika akademinių leidybos kon eks e, jei neolibe ali e izionis inė poli ika pa e čiama e ine poli ika, y a
a, kad nesu inkan ys su okia poli ika a jai nep i a ian ys gali bū i į a dy i kaip nee iški. ESMINIAI ŽODŽIAI: mídia
e meios de comunicação social, neolibe alus, išanks inis nusis a ymas, e izionizmas, socialinės-poli inės
ideologijos.
Uma no a sob e a cul u a neolibe al WOKE, e o WOKEISM em
ACADEMIA
Dependendo de uma pessoa es a à ex ema esque da (neolibe al) ou à ex ema di ei a
(ul aconse ado a ou adicionalis a) da ba alha social ideológica que es á se espalhando pelo
mundo, a ques ão do "despe a " pode se pe cebida de o ma di e en e. Usando as pala as de
Cowen, o wokeismo pode ep esen a um es ado de se "al amen e conscien e do acismo e da
injus iça social, e é gal anizado pa a aumen a a conscien ização" pa a os memb os da ex ema
esque da, mas pa a os memb os da ex ema di ei a, pode ia ep esen a "p ega , aliena ,
excessi amen e p eocupado com símbolos e au o-jus o". Um dicioná io on-line de ine
1
"despe ado" a a és de um p isma de esque da, como "conscien e e a i amen e a en o a a os e
ques ões impo an es (especialmen e ques ões de jus iça acial e social). O mo imen o acadêmico
neolibe al induziu desa ios a ques ões elacionadas a ideologias cul u ais, economia, sociedade e
2
"in eg idade emocional" (Gai e al. 2021). Um esul ado angí el da ascensão do wokeismo como um
enômeno sociocul u al con encional, e como uma pala a de moda nas mídias sociais, é que o
a i ismo social es á sendo ans o mado em uma e amen a de b anding pa a emp esas, e, assim,
a ques ão da au en icidade da mensagem pode se des iada de suas in enções sociais o iginais. Em
seu desejo de c ia um ecido social no o e e o mado, os acadêmicos neolibe al ab açam um no o
conjun o de suposições e no mas que es ão em o e ele o pa a mui os dos alo es que o am
an e io men e ado ados (Mac a lane 2021). Em casos ex emos, em um con ex o de publicação
acadêmica, se as ideologias neolibe ais não o em ab açadas, os indi íduos podem se socialmen e
en e gonhados po não acei á-las, ou po ab aça alo es adicionais ou conse ado es, ou podem
exp essa opiniões impopula es, qualque ou odas as quais podem le a a uma en a i a de
"cancela " eles, suas ozes e sua in luência, ou seja, cancela a cul u a.
1
Acesso à In e ne : h ps: www.bloombe g.com/opinion/a icles
2022-18/wokeism-has-peaked-in-ame ica-bu -is-s ill-globally-in luen ial.
2
Acesso à In e ne : h ps://www.me iam-webs e .com/dic iona y/woke.
3
INTRODUÇÃO […]WOKEISMO LINGUÍSTICO[…]
Nes e a igo, o concei o de "wokeismo linguís ico" é in oduzido, como um subconjun o da cul u a
do cancelamen o, e de inido como uma en a i a neolibe al de co igi as desigualdades sociais
pe cebidas a a és da linguagem. Mais explici amen e, pala as que de ou a o ma pode iam se
me amen e pala as, incluindo subs an i os comuns ou p óp ios, ecebem signi icados no os e
ma izados quando colocadas den o de um pon o de in lamação social, como aça, gêne o ou cul u a.
Nes e a igo, oco-me em dois subs an i os comuns e um subs an i o p óp io que es ão associados
à cul u a. A gumen a-se que, quando não exis e ealmen e uma associação ou pe cepção cul u al
es ei a ou amplamen e con li an e, ais e mos não de em se in e p e ados como " acis as",
disc imina ó ios ou de ou a o ma o ensi os. Exemplos comuns com associações cul u ais, como
ba a as i as (ba a as i as), homem de gue a po uguês (Physalia physalis), a onda mexicana ou
a ole a ussa, são e mos es abelecidos na língua inglesa que ainda não o am sujei os a
p o es os e e o mas neolibe ais ou pe cepções socio-polí icas nega i as. Em con as e, ou a
pa e des e a gumen o a i ma que, quando sen imen os de disc iminação es ão en ol idos, es es
são ipicamen e po g upos socio-cul u ais ou aciais que de alguma o ma se sen em
menosp ezados ou ul a-sensibilizados po ais subs an i os, ou g upos que al ez sejam
sele i amen e escolhidos po ideologias neolibe ais (ou po g upos de ação que buscam ganhos
polí icos ou ou os) pa a a ende a uma men alidade de "mino ia". Nesses casos, um conjun o de
ci cuns âncias sociais é usado pa a ampli ica um con li o social onde não exis e um, induzindo um
es ado eal de con li o, no qual ais pala as ou e mos - que an e io men e inham um signi icado
ino ensi o, mas o am p oposi adamen e manipulados pa a da -lhes uma cono ação nega i a -
podem es a sujei os à censu a e à iagem adicalizada. Po an o, a gumen a-se ainda que o
"wokeismo linguís ico" não oco e den o de um ácuo con ex ual, mas, em ez disso, eque e
nasce de um o e ímpe o socio-cul u al, linguís ico, acial e/ou associado ao gêne o pa a que se
desen ol a, mui as ezes ampli icado pela mídia ou mídias sociais.
É a ma iposa cigana ago a a ma iposa esponja, e é a asiá ica
CARP AGORA A CARP INVASIVA? (em inglês)
Os indi íduos podem se de inidos po seus g upos cul u ais, e essa iden idade às ezes pode se
desa iada e associada a pe cepções nega i as ou p econcei os sob e um g upo ou população em
pa icula po ou os g upos ou cul u as. Em alguns casos, podem se c iadas pe cepções alsas a
im de induzi p oposi adamen e um es ado de con li o social. Esses p econcei os podem se
en aiza e a es igma ização nega i a pode se ampli icada se o g upo o classi icado como uma
mino ia é nica, como os ciganos ou os ciganos (Mo ei a e al. 2022). À luz des a sensibilidade é nica
neolibe al, as polí icas linguís icas e isionis as associa am ago a o e mo "cigano" a uma o ma
de p econcei o ou acismo. Consequen emen e, os e mos que podem emp ega a pala a "cigano"
podem se sociologicamen e e linguis icamen e desa iados pa a e o ma po acadêmicos ou
mo imen os neolibe ais.
Como um exemplo angí el, os en omólogos de odo o mundo conhecem a Lyman ia dispa como
a ma iposa cigana, como seu nome comum em inglês. Apesa disso, a Sociedade En omológica da
Amé ica (ESA) assumiu a esponsabilidade - igno ando ou não conside ando as opiniões das
sociedades en omológicas em odo o mundo - de e isa o nome comum pa a "mo sa esponjosa"
na Lis a de Nomes Comuns de Inse os e O ganismos Relacionados e p ocu ou implemen a essa
4
mudança globalmen e a é 2023 (ESA 2022). Essa campanha oi ajudada, en e ou os, po meios de
comunicação neolibe al de esque da dos EUA, como a CNN, e, como e elou a CNN, um g upo de
ação socio-polí ico p ó-Roma com sede nos EUA es a a ligado a es a decisão. Po que os
en omologis as em odo o mundo - especialmen e aqueles que podem esc e e pa a e is as
acadêmicas em inglês - de em espei a a decisão e a lógica da ESA, e se es a é uma no a o ma
3
de pesquisa neocolonial que se dis a çou como uma o ma de "excelência de pesquisa" (Neylon
2020), na qual os sis emas de alo es de uma nação desen ol ida (ou uma o ganização den o dela)
impõem seu sis ema de alo es a ou as nações em desen ol imen o menos pode osas e
in luen es? Uma ca ego ização cul u almen e sensí el semelhan e de um peixe in aso nos EUA,
a ca pa asiá ica, jun amen e com a poli ização […] ou al ez acialização […] da ques ão, le ou os
legislado es de Minneso a a in oduzi um p oje o de lei que a ca pa asiá ica de e ia se
conhecida como ca pa in aso a, com meios de comunicação de esque da como a CNN p omo endo
es e p og ama de e o ma social com a gumen os neolibe al […] acis a. Nes e caso, o pob e
peixe oi de alguma o ma esponsabilizado pelas pe cepções con li an es dos humanos.
4
5
A salada ussa es á condenada?
No con ex o da gue a usso-uc aniana em andamen o, em pa icula pelas nações ociden ais que
êm o necido apoio mili a e de ou o ipo à Uc ânia, jun amen e com sanções econômicas
con a a Rússia, es abeleceu-se uma associação nega i a não apenas com o país, mas ambém
com a pala a "Rússia". Os acadêmicos neolibe ais, nes e clima, p ocu a ão e isa os e mos que
incluem a "Rússia"? Como exemplo, os e isionis as socio-polí icos neolibe ais p ocu a ão
chama a salada ussa de ou a coisa que exclua o e mo " uso"? No en an o, o que acon eceu
com a ma iposa cigana e a ca pa asiá ica pode se i como indicado es do que pode acon ece com
e mos como "salada ussa", mesmo que o e mo desc e a um alimen o ino ensi o. Uma á ica
pa a eduzi a es a u a da Rússia é minimizá-la delibe adamen e, e e indo-se a ela como
" ússia", ou seja, emo endo a maiúscula da p imei a le a que ipi ica os subs an i os p óp ios,
6
como nos nomes de países. Ou a é a p oibição das le as do al abe o […]V[…] e […]Z[…], que o am
usadas simbolicamen e pela Rússia du an e es a gue a com a Uc ânia, ao mesmo empo em que
aplicam mul as e p ocessos penais. No en an o, es a úl ima abo dagem pode o na -se
insus en á el, especialmen e se um
7
3
Acesso à In e ne : h ps: edi ion.cnn.com/2022/03/03
wo ld/gypsy-mo h-spongy-mo h-name-changescn/index.h ml.
4
Acesso à In e ne : h ps:
www. e iso .mn.go /bills/ ex .php?numbe =SF2806& e sion=la es &session=ls88&session_yea =2014&session_numbe =0.
5
Acesso à In e ne : h ps://edi ion.cnn.com/2021/07/18/us/asian-in asi e-ca p- ename-scn- nd/index.h ml.
6
Acesso à In e ne : h ps: o be e science.com
2022/07/13/ge manys-hi le -cul - hough s-on- ussias-wa on-uk aine
7
Como exemplos: Le ónia (Accesso à In e ne : h ps: www.eu onews.com h ps: www.eu onews.com
news oom/ opconside es ha ano he le e O, is also used by one ba le g oup, while he Russian
Twi e .com Eu omaidanP ess.com (Accesso à In e ne : h ps: www.eu onews.com) conside a que ou a
5
le a […]O[…], ambém é usada po um g upo de ba alha, enquan o o usso
8
O símbolo V du an e as o os, especialmen e po aliados uc anianos de al o pe il,
adqui e uma i onia assus ado a, enquan o seu uso pela IDF em seus p óp ios anques na
9
a ual gue a is aelense.
A gue a pales ina, az com que a p oibição des a ca a pelos aliados ociden ais a Is ael, ou
10
aquelas nações que se euni am con a a sua p oibição de ido ao uso usso, uma si uação
con li an e. Também pa ece i ônico que, apesa da p oibição desses símbolos na Uc ânia pelo
Ve kho na Rada da Uc ânia (Pa lamen o uc aniano), os canais de no ícias sociais uc anianos
usa am esses símbolos pa a se e e i aos mo imen os das opas ussas. Assim, as con as de
11
mídia e edes sociais que usam essas le as p oibidas ambém são, po associação, p oibidas? O
que acon ece ia se odas as 26 le as do
12
13
Se o al abe o inglês osse coop ado em campanhas mili a es, como en ão a língua inglesa e
seu al abe o de e iam se in e p e ados? A linguagem e a li e comunicação se iam
p oibidas?
Mesmo que alguns desses aspec os linguís icos pa eçam i iais, eles se o nam
cole i amen e o mas de usso obia (Diesen, 2022), com ami icações geopolí icas, incluindo en a i as de
Descoloni-
14
za a Rússia.
Aqueles que disco dam eemen emen e des a p opos a de em e le i sob e como se
sen i iam se sua p óp ia nação osse e e ida, em um a o de denig ação linguís ica
p oposi al, como "uk aine", "usa", "uk", "japan" ou "ge many" pa a subs i ui e
menosp eza a Uc ânia, EUA, Reino Unido, Japão ou Alemanha, espec i amen e.
Os iscos mais amplos das polí icas e isionis as neolibe ais Nes e a igo, em-se a gumen ado que o
wokeismo não é me amen e uma e amen a social pa a en a co igi , às ezes de o ma apa en emen e
a bi á ia, uma injus iça ou p econcei o social eal ou pe cebido. De a o, o nou-se uma pode osa
e amen a socio-polí ica e pode sua e da e o ma social, desde que as mensagens e os obje i os
e o mado es da academia neolibe al, dos g upos socio-polí icos e da mídia es ejam alinhados. No úl imo
caso, a mídia libe al, bem como as mídias sociais (incluindo hash ags X) podem se i como pla a o mas de
mensagens pa a ampli ica a mensagem. As lu as sociopolí icas de g upos ou populações mino i á ias que
êm sido " adicionalmen e" pe iladas ou de ou a o ma associadas a um es igma nega i o não podem se
negadas. Nesses casos, pode-se a gumen a que as his ó ias (7832065) e a Alemanha (Accesso à In e ne :
h ps: www.ju is .o g/news22/03) são a Alemanha pa a p ocessa c iminalmen e os indi íduos que exibem
símbolos de gue a p ó- ussos.
8
Acesso à In e ne : h ps: h ps: .me/RV oenko :15752.
9
Acesso à In e ne : h ps: h p: .me/ uexanewsua/42447.
10
Acesso à In e ne : h ps: socialbi es.ca/la es -news/391065.h ml.
11
Acesso à In e ne : h ps: h ps: .me/ uexanewsua/41185; h ps: h ps: h ps:
.me/ uexanewsua/47887; h ps: h ps: h ps: .me/RV oenko /13170.
12
Acesso à In e ne : h ps: h ps: .me/ uexanewsua/48880; h ps: h ps:
.me/ uexanewsua/48925; h ps: h ps: .me/ uexanewsua/49159.
13
Como um exemplo: Acesso à In e ne h ps:// .me/smilin oli e.
14
Acesso à In e ne : h ps:
www.csce.go /in e na ional-impac /p ess-and-media/p ess- eleases/decoloniza ion- ussia-be-discussed-upcoming.

6
que as medidas co e i as são jus i icadas. No en an o, ambém pode-se a gumen a que a
co eção da his ó ia, bem como a i udes e polí icas cul u ais, podem se excessi as se elas
ambém en ol e em polí icas e isionis as ex emas pa a pala as, como subs an i os comuns ou
p óp ios. Isso oco e po que o uso de ais "obje os" pa a obje i ação polí ica (ou desobje i ação)
pode em si mesmo ep esen a um p oblema deon ológico, ou seja, ans o ma um inse o ou peixe
em uma " e amen a" ou "a ma" pa a impulsiona ideologias socio-polí icas maio es e mais
ambiciosas e, assim, inanciamen o po encial pa a g upos de ação especí icos com uma agenda
socio-polí ica. Assim, o "wokeismo linguís ico", como um enômeno neolibe al da a mação da
linguagem, eque maio a enção, esc u ínio e deba e.
Mui os acadêmicos podem não p es a mui a a enção a es e ópico, ou podem conside á-lo não
elacionado ao seu abalho, ou i ele an e. Eles podem a é acha que é mui o poli icamen e
ca egado e, po an o, mui o a iscado pa a deba e , po medo de e aliação dos colegas. No
en an o, eles de e iam p es a a enção ago a, an es que seja a de demais, ou seja, an es que os
p oje os de lei e as leis sejam p omulgados, po que há implicações mui o p á icas se as polí icas
neolibe ais adicais não o em cuidadosamen e e i icadas e in e ompidas. Po exemplo, se as
polí icas neolibe ais se o nam excessi as, ou se elas são de e minadas po uma mino ia pa a a
maio ia, como a polí ica da ma iposa cigana da ESA implemen ada pa a en omologis as globais, sem
qualque p ocesso democ á ico de escolha pelos acadêmicos ou especialis as em en omologia de
ou as nações, en ão isso se o na uma ques ão mo al es endida associada aos di ei os dos
au o es, ou mais p ecisamen e, uma iolação de seus di ei os de escolha. Nes e caso, um sis ema de
alo es c iado a i icialmen e é impos o à o ça aos di ei os dos en omólogos de nomea uma
ma iposa cigana como al, inclusi e em um a igo acadêmico. Se o uso de ais e mos "indesejá eis"
o p oibido na academia, isso se á equipa ado a uma ques ão é ica, e os au o es de a igos
acadêmicos podem se e ob igados a co igi o çosamen e seus a igos, ou se eles são
esis en es a ais polí icas edi o iais, e a á-los. Tais casos, que podem pa ece se ideologias
socio-polí icas ino ensi as, podem se ans o ma em polí icas pseudo-é icas mui o pode osas
colocadas em p á ica po e is as ou edi o es com uma ideologia socio-polí ica e o mis a. Se o
assim, isso acaba á po empode a alguns acadêmicos, mas deslegi ima os di ei os de ou os. Em
essência, as polí icas neolibe ais adicais es ão jogando ole a ussa com sis emas de alo es na
publicação acadêmica, en ando con undi ques ões socialmen e sensí eis com é ica e di ei os.
Es e ópico é a amen e, se alguma ez, deba ido em e is as acadêmicas.
POLÍTICAS NEOLIBERALES REVISIONISTAS na P á ica: A CORRECÇÃO
DA LITERATURA ACADEMICA É GARANTIDA?
Como exemplo, e pa a ins de a gumen ação, como oi obse ado acima, a ESA implemen ou
unila e almen e uma mudança de nome pa a a ma iposa cigana. No en an o, exis em milha es de
a igos que, a é o momen o, emp ega am o e mo ma iposa cigana pa a desc e e L. dispa , como
e idenciado em alguns g andes bancos de dados ou mo o es de busca como a Web o Science, Scopus,
PubMed ou Google Schola . Po ago a, de aco do com as decla ações de seu si e, a ESA en ou aze
a ansição de en omólogos globais pa a […] usando linguagem mui o en á ica e p omoção a a és da
mídia de massa […] ado a a ma iposa esponja pa a subs i ui a ma iposa cigana, que pode ia se
conside ada como o es ágio de […]endoc inação[…]. Nes a ase, inclusi e a a és do uso de mídias
7
libe ais e/ou sociais, a sociedade e os en omólogos em odo o mundo es ão sendo "condicionados" a
acei a essa mudança neolibe al como o no o "no mal" acei o. Assim, po associação, eles ambém -
al ez inad e idamen e - ambém es ão acei ando sua mensagem socio-polí ica, ou seja, que o
e mo "cigano" é p ejudicial, e po associação, ambém é a ma iposa inocen e. No en an o, es a
ase apa en emen e ino ensi a pode se seguida po uma ase mais imposi i a (ou ag essi a) de
c iação e implemen ação de polí icas. Nesse caso, a in eg ação de uma polí ica neolibe al o na-se
mais ené gica, como exigi aos acadêmicos que desejam con inua a se e e i a L. dispa como a
ma iposa cigana que os açam ado a , po " o ça", o e mo "ma iposa esponja" ou a ca pa asiá ica
como ca pa in aso a. Como, en ão, pode oco e a execução? Uma manei a se ia in oduzi
polí icas "é icas " em e is as en omológicas que a i massem que os acadêmicos de em se
con o ma a es e e mo, ou seja, uma cláusula ob iga ó ia pode ia se inse ida nas polí icas é icas
de uma e is a ou ins uções pa a au o es. Pode ia ecebe um selo de ap o ação po g upos de
polí ica é ica globalis as neolibe ais que pode iam apoia ideologias e isionis as linguís icas. Como
oi aludido acima, o es ágio de condicionamen o ambém pode se simul aneamen e acompanhado po
um p ocesso de e gonha social, e e indo-se àqueles que não ado am e mos ecém-impos os e
supos amen e "neu os" como acis as, in ole an es ou an ié icos, en ando assim cancelá-los,
bem como suas opiniões e escolhas nes e p ocesso. Em casos ex emos, se, no u u o, a ESA exigi o
uso de "mólia-esponja" como equisi o é ico de uma e is a, pode ha e implicações mais g a es.
Como exemplo, a ESA (ou seus p oponen es) pode solici a aos au o es de a igos que "co igam"
e oa i amen e a igos que usa am o e mo "mo sa cigana" pa a desc e e L. dispa . Naquela
época, se ais polí icas ossem implemen adas, pelo menos hipo e icamen e, en ão as medidas
co e i as a uais pa a a li e a u a acadêmica (Teixei a da Sil a, 2022) podem se o na
"a mamen adas" e usadas como e amen as socio-polí icas de e o ma neolibe al, a a és da
linguagem.
Po es a azão, os acadêmicos de ambos os lados do a gumen o e isionis a, bem como aqueles que
ce amen e se ão impac ados po ais polí icas, p ecisam se o na mais p oa i os e ocais. Eles
ambém p ecisam exe ce seus di ei os e p o es a con a decisões com as quais podem não
conco da , sejam elas conse ado as ou neolibe ais. Em úl ima análise, os acadêmicos p ecisam se
es o ça pa a c ia um ambien e de publicação com o qual se sin am con o á eis, que si a à
maio ia, espei ando e ou econhecendo a mino ia, e não si a como ou a pla a o ma pa a
ampli ica ou o alece os obje i os das polí icas socio-polí icas ou os obje i os de ma ca
"socialmen e esponsá eis" de g upos de ação ou co po ações, incluindo alguns edi o es.
Limi ações
Es e ensaio po encialmen e polêmico não é um deba e sob e a é ica da gue a, en ão a ques ão
do undo his ó ico, polí ico ou sociocul u al da gue a usso-uc aniana em andamen o não é
conside ada, mesmo que alguns possam a gumen a que pode se i pa a explica a exis ência
de algumas o mas de usso obia.
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