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Functions and Spheres of Use of Latvian Language Varieties: Radio and Television Journalists’ Opinion

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Functions and Spheres of Use of Latvian Language Varieties: Radio and Television Journalists’ Opinion

Author: Linda Lauze
Year: 2009
Source: https://journals.lki.lt/bendrinekalba/article/download/314/379
190 KALBOS
KULTŪRA | 82
LINDA LAUZE (em inglês)
Uni e sidade de Liepāja, Le ónia
Funções e domínios de u ilização da
língua le ã VARIETIAS: Jo nalis as de
ádio e ele isão
Opinião
O objec i o do p esen e a igo é ca ac e iza as unções e as es e as da
a iedade de usos da língua le ã que podem se in e idas a pa i de
en e is as com jo nalis as de ádio e ele isão. O es udo baseia-se em
en e is as g a adas com 24 jo nalis as de ádio e ele isão le ões, bem como
ap esen ado es de p og amas. Faz pa e do p ojec o Bal ic Sociolinguis ics
(BalSoc): Consciência e O ien ação Linguís ica na Li uânia e na Le ónia (líde do
p ojec o, D Lo e a Vaicekauskienė) ap esen ado à Fundação Es adual de
Ciência e Es udos da Li uânia pelo Ins i u o da Língua Li uana. As en e is as
pad onizadas ca a a ca a, com uma du ação o al de 883 minu os, consis iam em
20 pe gun as cen adas nas seguin es ques ões: ca ac e ís icas linguís icas,
p es ígio linguís ico, compe ência linguís ica e comunica i a dos jo nalis as,
polí ica linguís ica e si uação linguís ica na Le ónia, bem como dados sob e os
en e is ados (idade, local de nascimen o, diale o na i o, educação, expe iência
de abalho) e p og amas ap esen ados po eles. A amos a e a cons i uída
po 24 homens, com idades en e 32 e 48 anos, ep esen an es de meios de
comunicação audio isual nacionais e come ciais. Após longas discussões e
pesquisas p elimina es du an e o p oje o, os ep esen an es des e g upo
social o am ca ego izados como jo nalis as e líde es de p og amas ípicos
de ádio e ele isão. De e ia se uma a e a pa a os es udos de gêne o analisa
"po que a ádio e a ele isão na maio ia dos países ociden ais ap esen am
homens em p og amas de no ícias e ap esen am documen á ios e ou os
p og amas "sé ios" (K oløkke, Sø ensen 2006: 91). O p esen e a igo a a da
opinião dos jo nalis as de ádio e ele isão sob e as unções e es e as de uso
da linguagem li e á ia, do discu so coloquial, da gí ia e dos subdialec os não apenas nos meios audio isuais, mas ambém em ou os discu sos.
L. LAUZE. (T ibunal de Jus iça dos Es ados Unidos)
Funções e es e as de u ilização das a iedades da língua le ã: opinião dos jo nalis as de ádio e ele isão 191
Es a i icação da língua le ã
Na linguís ica mode na não há uma comp eensão uni o me da es a i icação na linguís ica mode na não há uma comp eensão uni o me da
es a i icação da língua le ã. Po exemplo, In a F eimane p opõe que as a iedades da língua le ã de em se di ididas em linguagem pad ão e linguagem
não pad ão, onde a ala li e á ia-colóquial az pa e da linguagem pad ão e a ala coloquial baixa é uma a iedade de linguagem não pad ão (F eimane 1993:
27 […] 28). Jānis Rozenbe gs em uma isão semelhan e, exp essa em ou os e mos (Rozenbe gs 2004: 143 […] 145). Nas abo dagens acima, oi aplicado o
c i é io li e á io […] não li e á io. Se olha mos pa a es a ques ão do pon o de is a sociolingüís ico, a ala coloquial é uma o ma independen e da
exis ência da linguagem o a do quad o da linguagem li e á ia. É uma a iedade e i o ialmen e ilimi ada da língua nacional cujos p incipais sinais são
uma o ma alada espon ânea e a in o malidade da si uação de ala (Lauze 2004: 160). De aco do com a eo ia da diglossia de Fe guson, a linguagem
li e á ia em um p es ígio mais al o na sociedade do que a ala coloquial.
Ao lida com a gí ia, a é ago a os linguis as le ões êm p es ado mais a enção ao
seu ocabulá io. As publicações mais signi ica i as sob e es a ques ão o am
p oduzidas po Ojā s Bušs e Vine a E ns sone; ou os incluem a ese de
dou o ado de E ns sone e um dicioná io de gí ia le ã (Bušs 1979; E ns sone 1998;
E ns sone 1999; Bušs, E ns sone 2006; Bušs 2006; E ns sone 2006). Alguns
sociolingüis as conco dam que a gí ia pode se uma a iedade da língua le ã
(D u ie e 1988: 198[…]199; E ns sone 1999: 8). A a ual pesquisa a i ma que os
diale os podem se a ados como a iedades e i o ialmen e limi adas,
enquan o a gí ia como uma a iedade socialmen e limi ada da língua le ã. No
en an o, pa a pode ei indica o emen e o es a u o independen e da gí ia,
se ia necessá io es uda mais a undo ou os ní eis da gí ia; não só o
ocabulá io, mas ambém a oné ica, a mo ologia e a sin axe.
Rádio e Tele isão Nacionais:
Reg as exis en es de u ilização da língua
A i mamos que as pessoas que abalham nos meios de comunicação,
especialmen e nos meios de comunicação nacionais, de em usa exclusi amen e a linguagem pad ão. Jo nalis as que abalham no
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Os con a os de abalho da ádio nacional le ã con êm uma cláusula especial
que se concen a no uso da língua. Algumas das suas es ições são as seguin es:
• De aco do com o con a o, os jo nalis as não es ão au o izados a usa
gí ia, exp essões ulga es ou udes.
• Têm de e i a usa demasiadas pala as es angei as. As
en e is as e os comen á ios em línguas es angei as de em se aduzidos pa a o le ão.
• Os diale os são ole ados apenas nos casos em que o en e is ado usa
uma a iedade de língua e o jo nalis a em de usa uma linguagem
li e á ia, exce o quando o p og ama se des ina a um público especial (po
exemplo, alan es de diale os la galianos).
• Os jo nalis as que abalham pa a a ádio le ã êm de u iliza uma
linguagem li e á ia ica e de al a qualidade, que co esponda ao espí i o
da época e às no mas acei as.
• O cen o de es udos acompanha e a alia con inuamen e o discu so de
jo nalis as de ádio, comen a is as e ap esen ado es de p og amas
em e mos de qualidade e cul u a.
Os jo nalis as que abalham na ele isão le ã êm de segui eg as
semelhan es. Todos eles êm de oma em conside ação os P incípios É icos
de Todos os Emp egados no Jo nalismo e na Tele isão da Le ónia e as No mas
P o issionais dos P og amas da Tele isão da Le ónia. Aqui es ão algumas es ições:
• A linguagem de e se cla a e simples; É p eciso e i a exage ações
e exp essões ambíguas.
• Os ap esen ado es de p og amas e os jo nalis as de em ade i ao
es ilo da língua le ã li e á ia.
• O uso de diale os é ole ado apenas pa a p o ege in e esses sociais especiais
(po exemplo, pa a e e diale os especí icos).
• Nos p og amas de ele isão não é pe mi ido o uso de exp essões
ulga es ou de linguagem que não es eja de aco do com as no mas
sociais exis en es.
• Em si uações excepcionais, são acei á eis exp essões inadequadas
(não pad ão, mal-educadas) se ajuda em a o nece in o mações de
maio qualidade e se a e i ação de ais exp essões pude diminui a
qualidade do p og ama.
L. LAUZE. (T ibunal de Jus iça dos Es ados Unidos)
Funções e es e as de u ilização das a iedades da língua le ã: opinião dos jo nalis as de ádio e ele isão 193
Funções da linguagem
Nas en e is as sob e as a iedades da língua le ã, jo nalis as e
ap esen ado es de p og amas exp essa am suas opiniões e e indo-se a á ias
unções linguís icas impo an es, a sabe , comunica i as, e e enciais,
á icas, emo i as, apela i as e es é icas.
Função comunica i a
No desempenho da unção linguís ica comunica i a a a és de meios
audio isuais, a linguagem pad ão domina. Podemos i a á ias conclusões sob e a
si uação de ou as a iedades de línguas na comunicação de massa, con o me
o necido nas espos as às seguin es pe gun as: Você acha que é pe mi ido usa
a linguagem coloquial no ádio e na TV? Qual é a sua a i ude em elação a elemen os
de gí ia? Qual é a sua a i ude em elação ao uso de elemen os de um diale o ou
sociolec o local? Em que si uações são aplicá eis? A maio ia dos inqui idos
admi iu u iliza linguagem coloquial e gí ia nos meios de comunicação audio isuais,
mas, ao mesmo empo, es abeleceu limi es di e sos em e e ência ao ema, ao
ipo e ao público do p og ama. Es as a iedades linguís icas pode iam se
acei á eis em p og amas de en e enimen o sob e a ida co idiana pa a g andes
audiências, p og amas sob e emas especiais, como música popula , despo o,
compu ado es e p og amas pa a jo ens, mas não em no iciá ios e ou os
p og amas sé ios. Em algumas en e is as, o uso de linguagem não pad ão é
eduzido a elemen os pa icula es. Salien a-se que, nes es casos, o gos o
linguís ico e o ins in o dos jo nalis as de em pe manece den o dos limi es da
decência. Quando se ala de elemen os i ados de ou as a iedades linguís icas,
eles pode iam se a ados den o da de inição do es ilo in o ma i o dada po
Jānis Rozenbe gs: "o es ilo in o ma i o é um dos es ilos da linguagem esc i a
pad ão, que az uso de elemen os de ala coloquial, quando ap op iado, e a é
mesmo (pa a alcança ce os e ei os) elemen os de linguagem não pad ão"
(Rozenbe gs 2004: 94). A língua jo nalís ica u ilizada nas ansmissões de ádio e
ele isão exis e na o ma o al; No en an o, ambém em ca ac e ís icas da
linguagem alada e esc i a. Po um lado, quando alam du an e os seus
p og amas, os jo nalis as usam ex os esc i os com an ecedência. Po ou o
lado, podem ala espon aneamen e enquan o ap esen am o p og ama ou apenas
eagem a uma si uação de ala. A on ei a en e o discu so público p epa ado e
o discu so espon âneo pode se bas an e aga, mas é o discu so espon âneo que é
KALBOS KULTŪRA | 82 p eocupado com uma maio possibilidade de u iliza
elemen os de linguagem não-pad ão. É ambém uma ques ão de au ocon ole. De
aco do com os dados da en e is a, du an e os seus p óp ios p og amas, os
ap esen ado es pensam menos na o ma como alam; concen am-se mais no
con eúdo de uma con e sa. Na li e a u a linguís ica ecen e, á ios au o es
apon a am uma endência de uso da linguagem chamada de in e seção de es ilos,
usão de es ilos ou anspa ência de es ilos ( e Rozenbe gs 2006: 114; Nī iņa 2004:
32; E ns sone 2009: 36[…]37). Os esul ados da pesquisa mos a am que não exis em
di e enças ma cadas nas a i udes linguís icas dos jo nalis as em elação ao
discu so coloquial e à gí ia. Os elemen os do discu so coloquial o am a aliados
ligei amen e mais al os, mas, em ge al, os en e is ados não jus apuse am o
discu so coloquial e a gí ia, exce o pa a as exp essões ulga es que pe encem à
gí ia. Podemos menciona um sen imen o es e eo ipado sob e o abalho de
colegas do campo ad e sá io. Um ep esen an e de um meio come cial L1 (42,
homem, abalhando em um p og ama popula ) en a iza que os jo nalis as que
abalham pa a a ádio nacional e a ele isão nacional, que ep esen am o Es ado,
de em ala uma linguagem li e á ia co e a. Em oca, um ep esen an e de um
meio público N (44, homem, abalhando em um p og ama pa a público acadêmico)
apon a: "um meio p i ado pode se li e pa a dize algo que eu não posso dize em
um meio público". P es a-se especial a enção ao núme o de elemen os e i ados
do discu so coloquial e da gí ia. Eles não de em se usados em excesso. Um
ap esen ado de ádio G (38, homem, abalha pa a uma es ação de ádio
come cial, abalha em um p og ama popula ) pe cebeu que "às ezes a densidade
de ala coloquial na es e a pública é mui o al a e pode-se aze no a alando de
uma o ma mais ag adá el".
T a ando do luga da linguagem dos meios de comunicação de massa no sis ema
de sub ipos e es ilos uncionais, Ilze Lokmane admi e que nas úl imas décadas a
no ma da es ilís ica jo nalís ica se mo eu em di eção ao discu so coloquial
(Lokmane 2009: 8). Em á ias en e is as, jo nalis as de ádio e ele isão
exp essa am a ideia de que a gí ia não de e se o na o único meio de
comunicação na sociedade.
Ao analisa as a iedades linguís icas que desempenham uma unção comunica i a, de e-se
a i ma que, nos meios audio isuais, o uso de subdiale os ambém é limi ado. Só de e se
pe mi ido em casos especiais, po exemplo, em p og amas especiais ou em no ícias egionais.
Um caso excepcional quando um bem1 Pa a man e a p i acidade dos en e is ados, cada
pessoa é e e ida po uma le a maiúscula que não co esponde a nenhuma das suas iniciais.

L. LAUZE. (T ibunal de Jus iça dos Es ados Unidos) Funções e es e as de
u ilização das a iedades da língua le ã: opinião dos jo nalis as de ádio e
ele isão 195 músico conhecido ap esen a um p og ama popula e ala o diale o
le al numa es ação de ádio come cial ecebe uma a aliação posi i a. Dois
en e is ados menciona am uma unção adicional de um subdiale o. Quando é
ou ido du an e um p og ama, pode p omo e o pa io ismo dos ou in es e dos
elespec ado es. A seguin e ideia exp essa po um ep esen an e de um meio
come cial G (38, homem, abalhando em um p og ama popula ) ale a pena se
discu ida. Ele diz: "Em ace da e oz conco ência na mídia de massa, um
ap esen ado de p og ama pode se no á el se ele ala um subdiale o, mas
pa a se um sucesso, ele em que se uma pe sonalidade". Pa a o nece
in o mações, a linguagem dos meios de comunicação de massa de e se
comp eensí el, mas a es e espei o, os subdiale os (como a gí ia) c ia am
ba ei as comunica i as. Exis em dois pon os de is a diame almen e
opos os em elação ao jo nalismo. Um ap esen ado de ádio G (38, homem,
abalha pa a uma es ação de ádio come cial, em um p og ama popula ) é de
opinião que a ideia acei a no jo nalismo le ão de que a linguagem li e á ia é um
bom jo nalis a é inacei á el. Ou o jo nalis a C (34, homem, que abalha pa a
uma es ação de ádio nacional, num p og ama popula ) não conside a necessá ia a u ilização de a iedades linguís icas não pad ão nos meios de comunicação de massa.
Função de e e ência
A unção e e encial da linguagem p eocupa-se p incipalmen e com o con ex o em
seu sen ido mais amplo […] en ol endo e e ência a en idades, e en os, es ados de
coisas, e c.[…] (Ma eus 1997: 313). O que é isso? Na análise do discu so, es e ní el de
uso da linguagem é chamado de ep esen ação linguís ica ( e Tho nbo ow 2004:
58). Duas conclusões ípicas de jo nalis as e ap esen ado es de p og amas
e le em a unção e e encial do discu so coloquial e da gí ia, bem como dos
subdialec os. Em p imei o luga , pa a ca ac e iza melho uma pe sonalidade ou
uma si uação de ala, é necessá io usa as a iedades de linguagem acima
mencionadas no ádio e na ele isão. Ajuda a ga an i a c edibilidade da in o mação
o necida. Po exemplo, um ap esen ado de ádio J (33, homem, abalha pa a uma
es ação de ádio nacional, desen ol endo um p og ama popula ) p opõe pensa em
uma si uação em que, de pé ao lado de seu a o , um azendei o com bo as
lamacen as ala ia sob e suas expec a i as de colhei a em uma linguagem
acadêmica al amen e so is icada. Ele ac escen a que nes e caso ele se pa ece ia
com um a o . Em segundo luga , é mui o impo an e da in o mações cla as,
po que nos p og amas popula es sob e emas especí icos, como despo os,
música, au omó eis e ânsi o, são p e e idas pala as coloquiais ou gí ia amplamen e u ilizadas aos e mos o icialmen e acei os e ap o ados pelos linguis as.
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Função apela i a
Ao desempenha a unção apela i a nas mídias audio isuais, o uso da linguagem
em como al o os ou in es e os espec ado es pa a in luenciá-los. Os dados das
en e is as mos a am que os jo nalis as es ão cien es do pode dos meios
de comunicação de massa. Nesse sen ido, a unção apela i a ambém se
p eocupa com os aspec os no ma i os e e minológicos da linguagem. Vá ios
en e is ados salien am que os no os e mos u ilizados na ádio e na ele isão
são mais acilmen e acei os na sociedade. Sabe-se que a linguagem dos meios de
comunicação de massa pode in luencia a qualidade da linguagem na sociedade.
Assim, é ambém da esponsabilidade dos jo nalis as a linguagem que escolhem
usa . Podemos conco da com um ap esen ado de ádio G (38, homem, abalha
pa a uma es ação de ádio come cial, num p og ama popula ) que diz: "Num
meio come cial, de emos usa uma linguagem li e á ia po que as c ianças
es ão a ou i . Eu não a a esso a ua quando a luz e melha es á acesa se há c ianças po pe o.
Função Fá ica
Na unção á ica que ga an e o con ac o en e o o ado e o des ina á io
du an e a comunicação, é possí el u iliza odas as a iedades linguís icas,
mas os jo nalis as e os ap esen ado es de p og amas p es a am especial
a enção ao discu so coloquial e à gí ia. Uma si uação de ala in o mal pe mi e
diminui a dis ância en e os in e locu o es, ou seja, en e o en e is ado e o
público. Um líde de p og ama de ele isão A (41, homem, que abalha pa a uma
ele isão nacional, desen ol endo um p og ama popula ) indica que um jo nalis a
pode es abelece o con ac o necessá io com a pessoa con idada an es da
en e is a. Ou o líde de p og amação, T (36, homem, abalha pa a uma
es ação de ádio come cial, num p og ama pa a público académico), sublinha que
não gos a de se abo dado de o ma in o mal e amigá el. Re le e a a i ude
linguís ica de uma pa e signi ica i a da sociedade; As pessoas conside am
inacei á el se chamadas po es anhos pelo p onome in o mal da língua le ã u
( e os esul ados da in es igação sociolingüís ica Lauze 2002). Ao a alia o uso
da gí ia que desempenha unções á icas e ou as da linguagem, os jo nalis as
e os líde es de p og amas de em oma em conside ação a seguin e conclusão
sociolingüís ica: "o uso de pala as como " uck" e "shi " nos meios de
comunicação públicos o nou-se uma ma ca de libe ação ou um sinal de e ol a,
dependendo do pon o de is a de cada um" (Spolsky 2003: 36).
L. LAUZE. (T ibunal de Jus iça dos Es ados Unidos)
Funções e es e as de u ilização das a iedades da língua le ã: opinião dos jo nalis as de ádio e ele isão 197
Função emocional
A maio ia dos p og amas di icilmen e pode p escindi de exp essa a unção
emocional da linguagem. No en an o, de emos dis ingui duas unções di e en es
da ele isão iden i icadas po um ap esen ado de ele isão U (39, homem,
abalhando pa a uma ele isão come cial, em um p og ama pa a público
acadêmico): as no ícias de em se dadas como in o mação sem mos a
qualque a i ude pessoal, mas em ou a gí ia de p og ama e pala as simples
que exp essem a a i ude do jo nalis a se iam acei á eis. A análise das
en e is as mos ou que odas as a iedades linguís icas podem desempenha a unção emocional.
Função es é ica
Ao esponde às seguin es pe gun as O que ocê acha que é uma "boa linguagem"?
Que linguagem ocê desc e e ia como boa? Quais são as ca ac e ís icas de uma
boa linguagem? Que língua pa ece mais a aen e pa a ocê? e as pe gun as acima
mencionadas sob e a a i ude linguís ica dos en e is ados em elação ao discu so
coloquial, à gí ia e aos subdialec os, os jo nalis as e os di igen es de p og amas
ambém cen a am a sua a enção na unção es é ica da linguagem. O aspec o
es é ico da linguagem es á p eocupado com sua iqueza mani es ada em epí e os
e sinônimos, em alguns casos com sua sono idade. É cla o a pa i do con ex o das
en e is as que as ca ac e ís icas acima são adicionalmen e a adas como
ca ac e ís icas da linguagem li e á ia. Vá ios en e is ados menciona am que o
uso de subdiale os o na o jo nal mais colo ido e a aen e. Um líde de p og ama
de ele isão N (44, homem, abalhando pa a a ele isão nacional, em um p og ama
pa a público acadêmico) compa a a linguagem de pessoas não educadas, que es á
cheia de pala as abusi as e exp essões de ja gão, com música peculia . No ge al,
os ep esen an es en e is ados dos meios de comunicação audio isual es ão
mais ou menos conscien es da unção es é ica de odas as a iedades
linguís icas.
Es e as de u ilização da língua le ã VARIETAS A língua pode unciona em
es e as de u ilização bem de inidas na sociedade. Pa a analisa a si uação
linguís ica em um es ado, um dos a o es impo an es é o uso da linguagem
li e á ia nas p incipais á eas da ida social. Po ou as pala as, a e e ência é
198 KALBOS KULTŪRA | 82 ei as pa a unções sociolinguís icas da
linguagem. Ina ie e a i ma que não há uma classi icação uni o me e
uni e salmen e econhecida de domínios sociolinguís icos na eo ia da
polí ica da linguagem (D u ie e 2007: 138). Na sociolingüís ica le ã, a
seguin e di isão em 13 domínios é amplamen e acei a:
• Ins i uições es a ais e go e namen ais (Pa lamen os, Conselhos de
Minis os, minis é ios).
• Fo ças a madas, polícia ede al.
• Au ogo e nos, polícia municipal.
• T anspo es e comunicações.
• Indús ia e ag icul u a.
• Cuidados de saúde, segu ança social.
• Comé cio, se iços sociais.
• Ensino supe io , ciência.
• Meios de comunicação social.
• Ensino básico e secundá io.
• Cul u a (li e a u a, ea o, e c.).
• Vida co idiana, con ac os in o mais.
• Família (D u ie e 2000: 10[…]11).
Nas espos as à pe gun a Exis em á eas da ida e da sociedade em que de e
se u ilizada uma linguagem pad ão exempla ? as a i udes dos inqui idos em
elação às es e as de u ilização da linguagem li e á ia podem se iden i icadas.
Eles são e e idos de duas manei as. Em p imei o luga , os jo nalis as e os
ap esen ado es de p og amas mencionam domínios sociolinguís icos de inidos
e, em segundo luga , alam sob e ep esen an es desses domínios. A maio ia
dos en e is ados en a iza que a linguagem li e á ia é a a iedade de linguagem
a se usada no espaço público. Em mui os casos, pa a o na a espos a mais
p ecisa, as es e as de uso da linguagem li e á ia são mencionadas, como nas
seguin es: ins i uições es a ais e go e namen ais; ensino supe io , ciência;
meios de comunicação social; ensino básico e secundá io; A cul u a. Fo am
es abelecidos equisi os mais ele ados no uso da linguagem li e á ia pa a
polí icos, depu ados, cien is as, p o esso es, jo nalis as, líde es de
p og amas de ádio e ele isão, e c. Assim, um ep esen an e da ádio pública F
(48, homem, abalhando em um p og ama popula ) diz: "essas pessoas, incluindo
polí icos e á ias es elas, são igu as públicas". Vá ios en e is ados
jus apõem o espaço público e a ida p i ada quando alam sob e as es e as de uso da linguagem não-pad ão, que incluem a ida co idiana, os con a os in o mais e a amília.