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The folk image of a human preserved in the dialectal plant names. An overview of the issues.

Abstract

The aim of the article is to present the folk image of a human based on the plant names used by Gorals from the north-west part of the Podhale region. The material was gathered through informal interviews with inhabitants of nine villages conducted between 2016 and 2017. The first part of the text includes a detailed account of the methodological approach employed. Additionally, the research problems arising from the specificity of the collected material are presented. The second part of the article discusses the features of the rural society which are indirectly preserved in the folk names of plants, e.g. anthropocentrism, aristocratism, a binary view of reality, sensory perception of the world, instrumental rationality, attachment to Catholicism, magical beliefs.

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The folk image of a human preserved in the dialectal plant names. An overview of the issues.

Author: Ilona Kulak
Year: 2024
DOI: 10.35321/bkalba.2024.97.04
Source: https://journals.lki.lt/bendrinekalba/article/download/2448/2441
76
BENDRIN[…] KALBA | 97
ILONA KULAK
Uni e sidade Jagiellonian, em C acó ia
ORCID id: h ps: o cid.o g/0000-0002-4229-6087 campos de pesquisa:
dialec ologia, e nolinguís ica, sociolinguís ica. DOI:
h ps://doi.o g/10.35321/bkalba.2024.97.04
A IMAGEM POPULAR DE Um HUMANO
P ese ado nos Nomes Dialec á ios das Plan as.
ANÁLISE DA QUESTIÃO1 PALAVAS-CHAPEL:
dialec ologia, e nolingüís ica, isão linguís ica
do mundo, imagem de um se humano, nomes de
plan as, diale o da egião de Podhale.
Resumo das conclusões
O obje i o do a igo é ap esen a a imagem olcló ica de um se humano com base
nos nomes de plan as usados pelos Go als da pa e no oes e da egião de Podhale. O
ma e ial oi eunido a a és de en e is as in o mais com habi an es de no e
aldeias ealizadas en e 2016 e 2017. A p imei a pa e do ex o inclui um ela o
po meno izado da abo dagem me odológica u ilizada. Além disso, são ap esen ados
os p oblemas de in es igação deco en es da especi icidade do ma e ial ecolhido. A
segunda pa e do a igo discu e as ca ac e ís icas da sociedade u al que são
indi e amen e p ese adas nos nomes olcló icos das plan as, po exemplo,
an opocen ismo, a is oc a ismo, uma isão biná ia da ealidade, pe cepção
senso ial do mundo, acionalidade ins umen al, apego ao ca olicismo, c enças mágicas.
1. A INTRODUÇÃO
Como a i ma Rysza d Toka ski (1993: 335) , o ocabulá io é um e lexo da pos u a in elec ual
e emocional de um indi íduo em elação à ealidade não-linguís ica, ab angendo obje os e
a i idades humanas den o do mundo ma e ial. Analisando o léxico, podem, po an o, se
ob idos insigh s sob e a comunidade cul u al em ques ão e seus modos de pe cebe e
ca ego iza o mundo. Es e p essupos o se e de base pa a o p esen e 1 O a igo
ap esen a as ques ões le an adas pela au o a em seu li o (Kulak 2022) pa a a comunidade
acadêmica não de língua polonesa.
Ilona KulaK. (em inglês) A imagem popula de um se humano p ese ado 77 a igo, que se si ua na
on ei a en e a e nolingüís ica2 (de ido ao obje i o e à me odologia da pesquisa) e a
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
dialec ologia (de ido ao ipo de ma e ial e à manei a em que oi ecolhido). O obje i o des e a igo
consis e em econs ui a imagem olcló ica do se humano, indi e amen e p ese ada nos
nomes de plan as cole ados de á ias aldeias do no oes e de Podhale. O e mo "imagem popula
do homem" é usado pa a desc e e um conjun o de aços, compo amen os e alo es3 (como a
conc e ude, a cul u a p á ica ( adicional). Es as ca ac e ís icas o am moldadas po
ge ações sucessi as e são pe pe uadas na linguagem. Es a abo dagem não es inge a análise
dos nomes ecolhidos à econs ução da imagem dos habi an es u ais (no sen ido
adminis a i o), embo a cons i uam, ob iamen e, os ep esen an es mais impo an es do ipo
icali y and eligiosi y) ha a e ypical o he simple man, he bea e o olk
cul u al acima mencionado. De e se salien ado que a maio ia dos poloneses es abelecidos nas
cidades em o igem camponesa e ambém pa icipam da cul u a popula . Além disso, a c escen e
globalização da sociedade es á a bo a a dis inção en e a língua e a cul u a das comunidades
u banas e u ais. A pesquisa oi conduzida em no e aldeias habi adas po Go als da egião de
Rabka4. As aldeias em ques ão pe encem a ês comunas: Raba Wyżna (comp eendendo Bielanka,
Raba Wyżna, Rokiciny, Sieniawa e Skawa), Rabka-Zd ój (comp eendendo Chabówka, Ponice e
Rdzawka) e Spy kowice (que comp eende uma única aldeia, Spy kowice). Es es es ão localizados
na pa e sudoes e da Pequena Polônia, no no e do dis i o de Nowy Ta g. Os habi an es das
aldeias acima mencionadas se comunicam no a iado diale o da egião de Podhale. Uma sé ie de
inconsis ências onológicas podem se obse adas no discu so das ge ações mais elhas e mais
jo ens. Es es podem se a ibuídos à in luência da língua polonesa pad ão nos diale os. A
di e enciação da língua alada na 2 O obje i o da pesquisa e nolingüís ica é iden i ica e delinea
as ca ac e ís icas da iden idade de uma de e minada comunidade. Pa a alcança isso, o concei o
de imagem linguís ica do mundo é emp egado (Ba miński, Chlebda 2008: 11[…]12). Ou os insigh s
sob e a imagem linguís ica do mundo podem se encon ados, po exemplo, nas ob as de Adam
Głaz (2022) ou Anna Pajdzińska (2019).
3 Os componen es da imagem humana são de e minados a a és de uma análise do
p ocesso de nomeação. Es e concei o se á elabo ado no ex o seguin e. 4 Em meados do
século XIX, o poe a e geóg a o polonês Wincen y Pol (1851: 122) ez e e ência aos chamados
"Go als de Rabka" (polonês […]Gó ale od Rabki[…] ou […]Rabczanie[…]), nomeados em
homenagem ao io Raba. Eles são uma população que i e na pa e in e io de Podhale
(no des e da egião).
78 BENDRIN KALBA | 97 a egião é de e minada p incipalmen e po um a o
ge acional. A ge ação mais elha emp ega um diale o, enquan o a ge ação mais
jo em u iliza um código que é ca ac e ís ico de um ambien e cul u al u bano.
a a és de en e is as in o mais com um o al de mais de 100 aldeões, que
o am capazes de lemb a os nomes e associá-los aos obje os ele an es.
In he pe iod be ween 2016 and 2017, 647 plan names we e collec ed
Esses nomes e e em-se a mais de 260 espécies de plan as. Os dados incluem os
nomes de plan as he báceas (po exemplo, e as daninhas, e as, g amíneas) e
plan as lenhosas (po exemplo, á o es, a bus os), an o sel agens como
cul i adas. É de pa icula impo ância no a que apenas os nomes cujas
mo i ações e am conhecidas pelos in o man es o am conside ados pa a
inclusão no ma e ial de in es igação. Uma coleção comple a de léxica de plan as
dialec al da egião no oes e de Podhale cons i ui ia inques iona elmen e uma
con ibuição aliosa e signi ica i a pa a o campo da linguís ica; No en an o,
exigi ia mais anos de pesquisa. Pode se azoa elmen e assumido que a coleção
p o a elmen e con a ia com pelo menos 2.000 unidades, como no dicioná io de
Halina Pelcowa (2017), que inclui unidades mo i adas e não mo i adas (do pon o de
is a do usuá io do diale o, é cla o). Tal olume de ma e ial e a da ia
conside a elmen e a ealização do objec i o p e endido do abalho, que é
mos a que a designação de designado es pode se uma on e de
conhecimen o sob e as ca ac e ís icas de uma comunidade. De e-se
ac escen a que, de ido ao objec i o escolhido do abalho, não oi pe gun ado
aos in o man es sob e a sua comp eensão dos nomes dados e não o am
c iadas de inições cogni i as de aco do com a me odologia u ilizada no
Dicioná io de Es e eó ipos e Símbolos Folcló icos (SSSL 1996 […] 2022). O a igo
concen a-se na imagem do se humano e le ida nos nomes das plan as, em
ez de nas imagens das p óp ias plan as. Uma desc ição ab angen e das
imagens de plan as indi iduais exigi ia uma in es igação sepa ada.
O ma e ial linguís ico não se es ingiu apenas ao ocabulá io di e encial.
Fo am obse adas an o exp essões de diale o ge ais quan o léxica comum a
mui as a iedades de polonês, que ambém uncionam no discu so dos aldeões
e e le em suas expe iências (Pelcowa 2017: Ką 14; 2011ś: 13). No en an o, a
combinação desses dois g upos de ocabulá io ege al mos ou que, no
ma e ial de pesquisa, apa ece am i ônimos de i ados de di e sas on es
linguís icas: i ens c iados den o do diale o, emp és imos, calques, nomes
he dados da e a p o o-esla a e aqueles com aízes p o o-indo-eu opeias
(Waniakowa 2012: 139 […] 187). Como é bem conhecido, o p ocesso de nomeação
Ilona KulaK. (em inglês) A Imagem Folcló ica de um Humano P ese ado 79
Ina ando a maio ia desses nomes oco eu séculos ou mesmo milênios an es, às
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
ezes em uma á ea linguís ica di e en e, com base nas ca ac e ís icas
pe cebidas das plan as na época. Os aldeões con empo âneos es ão
edescob indo a mo i ação dos i ônimos de aco do com as c enças
p e alecen es e ce as leis da na u eza (Waniakowa 2012: 115[…]116).
supe s i ions o hei communi y, as well as hei gene al knowledge and
2. Ques ões me odológicas
A e imologia dos nomes de plan as usados pelos habi an es de uma de e minada
á ea dá o igem a uma sé ie de ques ões me odológicas. Os e nolinguis as
poloneses conco dam que a análise de nomes de plan as de diale o pode le a à
econs ução da isão de mundo de uma comunidade u al. Es a isão é
Halina Pelcowa (2002: 140) and Halina Ku ek (2004a: 129), among o he s.
Ne e heless, i is common knowledge ha a conside able numbe o di-
alec plan names did no o igina e in u al se ings. Thus, olk bo anical
names do no always e lec he wo ld iew o a pa icula communi y. Ja-
compa ilhada po Dwyga Waniakowa (2006: 493) e suge e que a p incipal a e a
do linguis a de e se di e encia en e os nomes na i os que su gi am den o
de uma de e minada á ea u al e aqueles que o am ado ados ou p ese ados
desde o empo do polonês an igo. O pesquisado acima mencionado a i ma que a
li e a u a dialec ológica polonesa sob e i ônimos olcló icos implica
e oneamen e que esses nomes se o igina am no diale o polonês. Os au o es
no malmen e conside am os léxemos dialec á ios ela i os às plan as como
ilus a i os da p odução linguís ica c ia i a dos aldeões. No en an o, es a
in e p e ação não es á o almen e alinhada com a ealidade (Waniakowa 2006: 503).
A di e enciação de nomes au ên icos de plan as de diale o de ou as
unidades (po exemplo, pala as emp es adas ou calques), como p opos o po
Jadwiga Waniakowa, exigi ia uma ex ensa e me iculosa in es igação
e imológica, cujos esul ados ul apassa iam o escopo de um único es udo
cien í ico. Mesmo que osse iá el sepa a o ocabulá io desen ol ido no
diale o polonês do léxico bo ânico comple o usado no discu so dos habi an es
de uma á ea, po exemplo, de uma dúzia de aldeias ou de uma egião, o co pus
léxico esul an e p o a elmen e se ia inadequado pa a o p opósi o de
descob i egula idades que pe mi issem a econs ução do sujei o de
nomeação […] a comunidade u al. Uma coleção mais ab angen e de nomes de
diale os au ên icos de oda a á ea de língua polonesa, ou al e na i amen e de um dos
80 BENDRIN KALBA | 97 as mac o- egiões, pode iam po encialmen e se i de
base pa a a econs ução de uma imagem do mundo ou de uma comunidade. No
en an o, como já oi di o, es a a e a pa ece se ex emamen e di ícil de
implemen a . Além disso, é ince o se o ma e ial linguís ico ex aído se ia
su icien emen e di e si icado pa a pe mi i a econs ução de um conjun o
comple o e não adul e ado
image o he illage s.
Um pesquisado que deseja ap esen a um quad o de uma comunidade u al com
base em i ônimos olcló icos é, a é ce o pon o, ob igado a conside a oda a
gama de ocabulá io ege al em uso en e os habi an es da á ea selecionada.
Nes e caso, a u ilização de uma me odologia e nolingüís ica é ú il, uma ez que
pe mi e a análise do ma e ial ecolhido de um pon o de is a sinc ónico, sem
ap o unda na e olução dos nomes em ques ão. O ocabulá io egis ado de e se
a ado como uma en idade uni icada, que é subme ida a análise com o objec i o
de chega a conclusões sob e a concep ualização do mundo de uma de e minada
comunidade linguís ica e cul u al. Ao conduzi es a análise, é dada conside ação
à e imologia popula de cada nome, em ez da e imologia cien í ica. A
econs ução da imagem de um se humano com base nos i ônimos cole ados na
egião selecionada é possí el pela suposição de que uma análise do léxico
o he uni e sali y o olk cul u e and he same men ali y o he whole u al
communi y (SSSL 1996, ol 1, no. 1: 19). Fu he mo e, i should be empha-
sised ha he plan names ha a e going ou o use p o ide aluable in o ma-
ion on he ea lie s a e o Polish dialec s (Wie zbicka 2002: 52).
bo ânico popula não exclui o su gimen o de elemen os ca ac e ís icos de uma
comunidade polonesa, esla a ou mesmo eu opeia na imagem econs uída. É
e iden e que os memb os das mic ocomunidades u ais azem pa e do público
em ge al. O ocabulá io em ques ão implica "uma sé ie de o mas de e que são
in ínsecas a di e en es cul u as e di e en es pe íodos his ó icos"5
(Ba miński 1989: 49). No en an o, se ia e ôneo equipa a a imagem dos aldeões
com a da comunidade em ge al do nosso cí culo cul u al. A im de ep oduzi
es a úl ima imagem, se ia necessá ia uma análise compa a i a. Apenas "o es udo
das imagens linguís icas do mundo de di e en es comunidades comunica i as
nos pe mi e alcança semelhanças e di e enças na concep ualização do mundo"
(Nieb zegowska-Ba mińska 2013: 270). Es as semelhanças ep esen am a o ma
como a ealidade de uma mac o-comunidade é pe cebida e alo izada.
5 T adução p óp ia (aqui e nos seguin es locais).

Ilona KulaK. (em inglês) A imagem olcló ica de um se humano p ese ada 81 A
espos a à pe gun a de qual concep ualização da ealidade é pe pe uada pelos
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
nomes de plan as depende do concei o de pesquisa ado ado. Os e imólogos
en a ão ec ia a imagem de um se humano em ge al. A implan ação de
e amen as e nolinguís icas pa a analisa os i ônimos ecolhidos na á ea
selecionada de e, po ou o lado, acili a a econs ução de um quad o de uma
de e minada comunidade cul u al. Consequen emen e, po exemplo, e mos que
unciona am na língua dos mon anhosos de Rabka pode iam se emp egados pa a
ilus a a imagem dos aldeões. No en an o, à luz das conside ações acima
mencionadas, pode-se econhece que os i ônimos pe pe uam uma imagem
popula de um se humano. O e mo olk é de a o associado à cul u a u al
adicional, mas suas cono ações se es endem além des e con ex o. Es a pala a
ab ange an o o an igo como o no o, ou seja, o c iado pelas ge ações passadas e
p esen es (em oposição ao adje i o u al, que em um signi icado mais es ei o).
A adoção de al suposição de e-se ao ipo especí ico de ma e ial que são os
i ônimos, a maio ia dos quais não se o iginou no e eno dialec al polonês e, acima
de udo, não o ez hoje. O es oque signi ica i o de ocabulá io ege al usado pelos
aldeões con empo âneos é compos o po elemen os léxicos p é-esla os, c iados
há séculos e sujei os a mudanças.
3. A DIVISÃO DE NOMES COLLECTOS DE PLANTAS
Como undamen o pa a a análise Na in es igação sob e a econs ução da imagem
popula de um se humano com base em nomes de plan as, uma ques ão impo an e
ambém se elaciona com a o ma em que as unidades léxicas são ag upadas. Es e
ag upamen o é, na u almen e, ei o a im de descob i egula idades ao ní el da
mo i ação semân ico-cul u al. Po que po ás dos a os de nomeação linguís ica
es ão os p ocessos de o denação ou "amamen ação" do mundo po uma
de e minada comunidade, como esc e e Rysza d Toka ski (2012: 249). Como uma
o ma de di idi a maio ia do léxico (ou seja, os nomes mo i ados pelas
ca ac e ís icas dos obje os e pela u ilidade), o am ado adas ca ego ias
expe imen ais (polonês ka ego ie doświadczeniowe). Małgo za a B zozowska
de ine-as como "ca ego ias que apa ecem no sis ema concei ual de uma
de e minada cul u a e são de e minadas pelas expe iências de seus po ado es"
(B zozowska 2000: 144–145). They can be used o analyse onomasiological
(de i ados associa i os), que são o mados "com base em ca ac e ís icas
expe imen adas e conside adas ele an es no a o cogni i o" (B zozowska 2000:
144). Em con as e com os de i ados semân icos, os de i ados onomasiológicos
82 BENDRIN KALBA | 97 ep esen am um mecanismo de nomeação baseado no uso de
ca ac e ís icas que não são necessa iamen e salien es, mas são pe cep i amen e
dominan es no momen o da nomeação. Como esul ado, o signi icado da base não es á
con ido no signi icado léxico do de i ado e, po an o, indica a ca ac e ís ica que os
alan es associam ao signi icado do de i ado (B zozowska 2000: 143).
bu en e s in o he socially s abilised associa i e ela ionship el by he speake s
Essas o mações são ge almen e conside adas seman icamen e i egula es
e não ca ego izadas, mas a análise de Małgo za a B zozowska dos nomes de
cogumelos, bo bole as e meses con es ou isso. Mesmo nesses casos, é
ela i amen e ácil dis ingui ipos de i ados (c . B zozowska 2000: 143, 149). O
ma e ial inclui ambém nomes cuja base onomasiológica se baseia em c enças
olcló icas mágicas, c enças eligiosas e associações cul u ais, jus i icadas
po ca ac e ís icas eais de plan as. Tais i ônimos o am subo dinados a
ca ego ias cul u ais6.
Os nomes de plan as cole ados o am a ibuídos a dezenas de ca ego ias
expe imen ais e cul u ais7, como o ma, co , sabo , p op iedades medicinais
ou magia. Em algumas delas, o am dis inguidas subca ego ias a im de
in oduzi dis inções in e nas adicionais (po exemplo, co da lo , co dos
u os e das semen es, co das olhas). Is o oi di ado pela especi icidade e
pelo núme o de unidades ecolhidas.
As ca ego ias o am di ididas em qua o g upos ge ais, a sabe : (1) ca ac e ís icas que
iden i icam um e e en e, (2) empo e local de oco ência de plan as, (3) u ilidade e inu ilidade de
plan as e (4) e e ências e associações cul u ais8. Como se pode e , os ês p imei os g upos
incluíam ca ego ias expe imen ais e o úl imo g upo incluía ca ego ias cul u ais. O a o
decisi o na a ibuição de uma ca ego ia a esses qua o g upos oi a mo i ação dos nomes. Po
exemplo, ca ego ias como co , o ma ou ca ac e ís icas pe cebidas pelo oque es ão
incluídas no p imei o g upo (ca ac e ís icas que iden i icam um e e en e) po que con êm
nomes c iados pelo usuá io da linguagem a pa i de um pon o de is a limi ado e es ei o,
ocando apenas nas ca ac e ís icas do obje o nomeado (c . i ônimos mo i ados pela
apa ência, sabo , chei o). O segundo g upo ( empo e local de oco ência das plan as) oi
o mado pa a nomes de plan as que se e e em ao empo de lo ação, semen ei a, sec eção de
odo e luga . 7 Uma dis inção semelhan e apa ece no a igo de S anisława
Nieb zegowska-Ba mińska (2010). O pesquisado esc e eu sob e as mo i ações expe imen ais
e cul u ais dos nomes de plan as. 8 A ipologia p opos a é consis en e com as di isões u ilizadas
po ou os in es igado es (p. ex.
Pelcowa, em 2002).
Ilona KulaK. (em inglês) A Imagem Folcló ica de um Humano P ese ado 83 de oco ência ou
o igem. Na época de sua c iação, o nominado ado ou uma isão ampla, ab angendo o
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
e e en e, bem como o mundo ci cundan e. O e cei o g upo incluiu nomes que indicam a
u ilidade de uma espécie (po exemplo, suas p op iedades medicinais) e a inu ilidade (po
exemplo, p op iedades enenosas, in oxican es e i i an es). Po an o, es a coleção eúne
i ônimos cuja es u u a pe pe ua um impac o posi i o ou nega i o na ida humana e em seu
ambien e. O úl imo g upo consis e em nomes que se e e em à magia, à eligião, às c enças,
bem como a unidades o madas po associação. A di isão dos i ônimos o neceu o quad o
pa a a análise, que pa iu de nomes mo i ados pela apa ência e p op iedades, ao luga e empo
de oco ência e à manei a em que as plan as são usadas, a i ônimos elacionados à cul u a da
comunidade adicional. Assim, pode-se dize que a análise p ocedeu a pa i da " isão
mic oscópica" (polonês mik ospoj zenie), ou seja, do supe icial, do conc e o, do obje i o, do
mais acilmen e pe cebido, pa a os alo es in angí eis e a elação que oco e en e um
e e en e e um humano. Além disso, os conjun os ex aídos ilus am ês pon os de is a
disc e os: pe cep i os (g upos: ca ac e ís icas que iden i icam um e e en e, empo e local
da plan a), uncionais (g upo: u ilidade e inu ilidade das plan as) e cul u ais (g upo:
e e ências e associações cul u ais). Tal como acon ece com os campos semân icos, o
p oblema da luidez das on ei as en e di e en es ca ego ias expe imen ais e cul u ais
não pôde se e i ado. As maio es di iculdades su gi am com nomes mul i-pa ículas, cuja
es u u a pe pe ua mais de uma peça de in o mação. Conside emos, po exemplo, o caso do
nome bo ówka cza na10 [bebida p e a]11 ‘Vaccinium my illus12. O nome o nece in o mações
sob e a co p e a do u o (cza ny)13 e a oco ência da plan a na lo es a (bó → bo ówka). O
nome koniczyna biała [ e o b anco] […]T i olium epens[…], po ou o lado, e e e-se às
lo es b ancas (biała) e ao uso p á ico po animais […] p incipalmen e po ca alos (koń […]
koniczyna). Foi necessá io inclui al phy 9 Uma análise de alhada é ap esen ada nou o a igo
do au o . Os po meno es bibliog á icos se ão o necidos após a eceção de uma e isão do
a igo. 10 Os nomes o iginais das plan as o am esc i os de aco do com a o og a ia polonesa
pad ão, sem conside a as ca ac e ís icas do diale o, a im de acili a a comp eensão do
a igo.
11 A li e al English ansla ion o he o iginal name is gi en in squa e b acke s. In he e en
que o nome é desa iado de aduzi , é o necida uma pis a e imológica olcló ica
sucin a. O au o ap esen a mo i ações de alhadas em ou o es udo (Kulak 2022). 12 O
nome la ino da espécie ege al é indicado en e aspas. 13 A e imologia do nome é
o necida en e pa ên eses.
84
BENDRINĖ KALBA | 97
onimos em uma a iedade de ca ego ias. Um nome ambém oi a ibuído a
ca ego ias dispa es quando suas mo i ações e am di e en es, como alega am
os in o man es. Po exemplo, o nome k akowiak [algo como esiden e de
C acó ia] […]Pela gonium zonale[…] oi jus i icado pela co das lo es, como no
aje popula de C acó ia, mas ambém po sua o igem na á ea de C acó ia.
4. Os elemen os da imagem popula de um se humano
The analysis o collec ed phy onyms, which aimed o disco e egula i ies
in he naming o plan s, enabled he isola ion o a dozen ai s, beha iou s
o alues ha collec i ely o m he olk image o a human. The mos no-
able elemen s, i.e. he mos s ongly es ablished in bo anical lexis, a e
Conside am-se: an opocen ismo, an opomo ismo, a is oc a ismo,
alo ização em p e o e b anco da ealidade, pe cepção sensual do mundo, ipo
ins umen al de acionalidade, conc e ismo, p a icidade, apego à eligião
ca ólica e c ença na magia.
A pe spec i a an opocên ica é e elada em i ônimos, p edominan emen e
a a és de alusões a um se humano ou a um co po humano, po exemplo,
panienka [donzela] […]Phlox panicula a[…], sie o ka [pequeno ó ão] […]Bellis
pe ennis[…], mod e oczka [azul in enso, olhos pequenos] […]Myoso is palus is
ou Myoso is syl a ica[…], język eściowej. [mãe-de-lei[…]s ongue]
[…]Sanse ie ia i as[…] A isão humanocên ica ambém é exempli icada po
nomes que se e e em a doenças ou doenças, bem como aqueles que e le em
necessidades exis enciais humanas, an o undamen ais (po exemplo, comida)
quan o de o dem supe io , como o desejo de bem-es a , saúde, amo e um
senso de segu ança. C . anginka [pequena angina] ‘Pela gonium g a eolens,
bieguniec [< biegunka, dia eia em inglês] ‘Ailan hus al issima, olejnik [< olej,
óleo em inglês] ‘Ricinus communis, kiełbaśnik [< kiełbasa, salsicha em inglês]
‘O iganum majo ana, miłosne ziele [he ba do amo ] ‘Le is icum o icinale,
d zewko szczęścia [á o e da elicidade] ‘C assula o a a, ‘g zmo nik [<
g zmo , o ão em inglês] ‘Alchemilla pas o alis. O an opocen ismo é ainda
e idenciado po i ônimos pa a indica a noci idade ou inadequação da plan a,
po exemplo, pa zenica [s h que queima] […]U ica dioica[…], ujaki [s h que en enena] […]Digi alis pu pu ea ou Digi alis g andi lo a[…].
Uma o ma especí ica de an opocen ismo é o an opomo ismo, que pode
se de inido como "a endência de desc e e a na u eza e explica
enômenos ísicos usando um pad ão de ca ac e ís icas humanas e
condu a humana" (Pią ek 1988: 12). A análise demons ou que es e mundo em pa icula
Ilona KulaK. (em inglês) A imagem popula de um se humano p ese ada 91
abalho, bem como uma pe cepção da ealidade que é moldada pelo passado. A
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
sensação de sepa ação expe imen ada pelo sujei o, que se baseia na oposição de
"p op io" e "es angei o", é pa icula men e e iden e em nomes de plan as que
são mo i ados pela o igem, c . ame ykanka [ame icano] […]Solanum
ube osum[…], węgie ka [húnga o] […]P unus domes ica[…], szwabka [swabia]
[…]Solanum ube osum[…]. Te mos como język eściowej [língua da sog a]
[…]Sanse ie ia i ascia a[…], wdówka [ iú a] […] al ez Scabiosa lucida ou
Scabiosa canescens[…], sie o ka [menina ó ã] […]Bellis pe ennis[…] são
indica i os de conexões sociais ou da sua ausência. O abalho é ep esen ado
po i ens léxicos que e ocam animais ou obje os associados ao cená io ag ícola,
c . gęsiówka [< gęś, ganso inglês] ‘Echinochloa c usgalli, wole oczy [olhos de boi]
‘As e alpinus, kosy [scy hes] ‘I is sibi ica, widłak [< widły, lep a em inglês]
‘Sc ophula ia nodosa, ala y [ hale s] ‘Luna ia annua.
pi ch o ks] ‘Lycopodium anno inum; Lycopodium cla a um’, mio ła [b oom]
‘Ape a spica- en i’. A weal h o in o ma ion abou a bygone e a can be
gleaned om he e ymology o plan names which e e o old- ime ood,
diseases, he mone a y sys em and he bal medicine, c . ędownik [< ąd,
5. Conclusão
É e iden e que os elemen os enume ados da imagem humana ab angem aqueles
que são ca ac e ís icos das comunidades u ais polonesas, bem como
ca ac e ís icas uni e sais que podem se a ibuídas a odas as comunidades
den o do cí culo cul u al esla o e a é mesmo eu opeu. Não é iá el di idi
cla amen e as ca ac e ís icas de i adas da análise em duas ca ego ias
dis in as, a sabe , u al e não u al. Isso oco e po que o ma e ial linguís ico
ab ange, como mencionado, ocabulá io dialec al e ambém léxica que é comum a
di e en es a iedades de polonês. Uma isão das mo i ações dos i ônimos
o nece, po an o, uma comp eensão não apenas da p óp ia comunidade u al,
mas ambém da na u eza do se humano em ge al. No en an o, a imagem
econs uída de um se humano não pode se iden i icada com a sua imagem
nacional ou sup anacional. Isso oco e po que as explicações de diale o o mam
a base pa a a busca de egula idades que nos pe mi em descob i a imagem
egis ada nos nomes das plan as. Consequen emen e, o a igo usa o e mo
imagem popula , que, de e se no ado, e e e-se à pesquisa e nolinguís ica de
Lublin sob e es e eó ipos.

92
BENDRIN[…] KALBA | 97
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P iim a 2024-10-16
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BENDRIN[…] KALBA | 97 (em inglês)
ILONA KULAK (em inglês)
A IMAGEM FOLCOLAR DE UM HUMANO PRESERVADO
NOS NOMES DIALECTAIS das Plan as.
Uma isão ge al das ques ões
Resumo das conclusões
O obje i o des e a igo é ap esen a a imagem olcló ica de um se humano
pe pe uada em nomes de plan as dialec ais. O assun o da análise comp eende 647
nomes in o mais de plan as usados pelos Go als, um g upo é nico esiden e na egião
de Rabka. Consequen emen e, a pesquisa oi conduzida em no e aldeias si uadas na
egião sudoes e da Pequena Polônia, den o do dis i o no e de Nowy Ta g, que es á
localizado no no oes e da egião de Podhale. O ma e ial oi cole ado en e 2016 e 2017
a a és de en e is as não o iciais com aldeões. A p imei a secção do a igo é
dedicada a conside ações me odológicas. O oco p incipal do au o é sob e os desa ios
de pesquisa que eme gem da na u eza dis in i a do ma e ial cole ado. A conside ação
le a à conclusão de que é possí el econs ui uma imagem popula de um se humano,
em ez de uma imagem de uma comunidade u al, com base em i ônimos cole ados em
aldeias. Es a suposição é p incipalmen e a ibuí el ao a o de que o léxico cole ado
ab ange an o o ocabulá io ípico do g upo es udado quan o pala as comuns a
a iedades dispa es de polonês, ou seja, i ônimos de i ados de á ias on es. Os
memb os da comunidade con empo ânea edescob em os signi icados dessas
unidades e e indo-se aos cos umes locais, c enças, conhecimen os ge ais e ce as
leis da na u eza. O au o en a iza que os nomes das plan as não pe pe uam
ine en emen e uma imagem de um se humano em si. A on e de conhecimen o sob e a
ca ego ização do mundo e os alo es é o p óp io mecanismo de nomeação. A im de
descob i os p incípios que egem os p ocessos de nomeação, é necessá io p ocu a
egula idades. Po an o, o pesquisado ag upa os nomes cole ados em dezenas de
ca ego ias expe imen ais e cul u ais.
A segunda seção do a igo ap esen a os esul ados da análise ealizada sob e nomes
de plan as olcló icas, o e ecendo insigh s sob e as ca ac e ís icas do homem
simples. Os mais signi ica i os deles são: an opocen ismo, a is oc a ismo,
pe cepção biná ia da ealidade, pe cepção senso ial do mundo, acionalidade
ins umen al, conc e ismo, p agma ismo, apego ao ca olicismo e c enças mágicas.
plan - ela ed ocabula y s udied also sugges s ha ep esen a i es o olk cul u e
São di e os, simples, êm um senso de humo mal-humo ado e endem a es e eo ipa .
Em meno g au, a e iologia popula , a al a de consciência da dis ância empo al, o
socio-mo ismo ou a sensibilidade milag osa são indi e amen e pe pe uados nos i ônimos. O
Ilona KulaK. (em inglês) A Imagem Folcló ica de um Humano P ese ada 95 lexis de
plan as cole adas implica, embo a de o ma agmen ada, componen es ão
in he Dialec al Plan names. an o e iew o he Issues
impo an es da isão de mundo popula como o e nocen ismo, a impo ância
p imá ia da amília ou do abalho e o o e ínculo com a na u eza.
Pala as-cha e: dialec ologia, e nolinguís ica, isão de mundo linguís ica, imagem
de um se humano, nomes de plan as, diale o da egião de Podhale.
ILONA KULAK (em inglês)
Chai o Cul u al Linguis ics and Sociolinguis ics
Facul y o Polish S udies, Jagiellonian Uni e si y
Gołębia S ee 16, C acow, 31-007, Poland
[email p o ec ed]
ILONA KULAK (em inglês)
TARMINIUOSE AUGAL PAVADINIMUOSE IŠSAUGOTAS
LIAUDIES ŽMOGAUS VAIZDINYS. A Comissão es á a analisa se as medidas p e is as no p esen e egulamen o são compa í eis com o di ei o comuni á io. PROBLEMA APŽVALGA (em inglês)
San auka Šio s aipsnio ikslas p is a y i liaudišką žmogaus į aizdį, įamžin ą
a miniais augalų pa adinimais. Obje as de análise são 647 neo icialūs plan as de
pa adinimai, ku iuos a ojo Rabkos egione gy enan i go alų e ninė g upė.
A i inkamai y imas bu o a lik as de yniuose kaimuose pie aka ių Mažosios
Lenkijos egione, šiau iniame Naujojo Ta go ajone, ku is y a Podhalės egiono
šiau ės aka uose. Medžiaga oi enkama 20162017 me ais pe neo icialius
pokalbius su kaimo gy en ojais.
Pi moji s aipsnio dalis me odologiniams ski a s a s ymams. (Pi moji s aipsnio
dalis me odologiniams ski a s a s ymams) Au o das a enções su elk as ao
es udo iššūkius, kylančius de ido išski inio su ink os medžiagos pobūdžio. Análise
pe mi e aze iš adą, kad emian is kaimuose su ink ais i onimais galima
a ku išką liaudi žmogaus, o ne kaimo bend uomenės į aizdį. Šielaida odos pi ma
sie ina su uo, kad su ink a leksika apima i i iamai g upei būdingą žodyną, i
į ai ioms lenkų kalbos a mėms bend us žodžius, . y. i onimus iš šal inių į ai ių.
Memb os da comunidade Šiuolaikinės iš naujo a anda šių iene ų eikšmes
emdamiesi ie os pap očiais, ikėjimais, bend omis žiniomis i am ik ais gam os
dėsniais. Pab ėžiama, kad augalų pa adinimai sa aime neįamžina žmogaus į aizdžio.
Žinių apie pasaulio i e ybių ski s ymą į ka ego ijas šal inis y a pa s į a dijimo
mechanizmas. No in a skleis i į a dijimo p ocesus aldančius p incipus, bū ina
ieško i dėsningumų. Po an o, o su ink i pa adinimai é sug upuo i į dešim is pa i ies i kul ū inių ka ego ijų.
96
BENDRIN[…] KALBA | 97 (em inglês)
An oje dalyje pa eikiami liaudiškų augalų pa adinimų analizės ecen izmas,
zul a ai, įž algos apie pap as o žmogaus sa ybes. Reikšmingiausios iš jų: an opo-
a is ok a izmas, bina inis ik o ės su okimas, juslinis pasaulio su okimas,
p ak inis acionalumas, konk e umas, p agma iškumas, p isi išimas p ie
ka alikybės i magiški įsi ikinimai. Iš i as plan asų žodynas aip pa odo, kad
liaudies kul ū os a s o ai y a iesūs, pap as i, u i niū ų humo o jausmą i linkę į
s e eo ipus. Fi onimais ne iesiogiai įamžin a liaudiška e iologija, laiko dis ancijos
su okimo s oka, socialinis mo izmas a ikėjimas s ebuklais. Be o, su ink a augalų
leksika, no s i agmen iškai, suponuoja okius s a bius liaudies pasaulėžiū os
komponen us kaip e nocen izmas, pi minė šeimos a da bo s a ba i s ip us yšys
su gam a.
ESMINIAI ŽODŽIAI: dialek ologija, e noling is ica, kalbinė
pasaulėžiū a, žmogaus aizdinys, augalų pa adinimai, Podhalės
egiono dialek as.
ILONA KULAK (em inglês)
Chai o Cul u al Linguis ics and Sociolinguis ics
Facul y o Polish S udies, Jagiellonian Uni e si y
Gołębia S ee 16, C acow, 31-007, Poland
[email p o ec ed]