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Lithuanian incantation in Arabic script from a Tatar manuscript

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Lithuanian incantation in Arabic script from a Tatar manuscript

Author: Michail Tarelka; Sergejus Temčinas
Year: 2014
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/919/1009
11 a igos da S aipsniai
MichaiL a eLka
Cen o de Cul u a, Língua e Li e a u a da
Bielo ússia da Academia Nacional de Ciências da
Bielo ússia campos de pesquisa: es udos o ien ais e
esla os.
ins i u o de língua li uana se gejus
eMČinas campos de pesquisa: es udos
esla os e bál icos.
Encan amen o li uano
em á abe sc iP de um
manusc i o á a o
Lie u iškas užkalbėjimas, už ašy as a abiškais ašmenimis o o ių ank aš yje ano ação o a igo
ap esen a o p imei o ex o manusc i o li uano conhecido esc i o em al abe o á abe po á a os
do an igo G ande Ducado da Li uânia. O ex o oi ecen emen e iden i icado em um chamail esc i o
no inal do século XIX e início do século XX e ago a man ido em uma coleção p i ada em Minsk. o
manusc i o e a an e io men e em uso na cidade (s) de Pas a y e al ez Myadzyel na Bielo ússia,
nas p oximidades da on ei a li uana. O ex o li uano é um b e e encan amen o con a as picadas
de cob a. os au o es publicam-no em ansli e ação la ina (jun amen e com uma o o do agmen o
de manusc i o co esponden e) e p opõem a sua in e p e ação com base em encan amen os
olcló icos li uanos ex ualmen e semelhan es con a picadas de cob as. O encan amen o li uano
conhecido a pa i do manusc i o á a o único de e e se o iginado mais ou menos na mesma
egião da Li uânia o ien al e da Bielo ússia ociden al (em algum luga en e os assen amen os de
Dysna, T e , Miela, Adu iskis na Li uânia e Pas a y na Bielo ússia), onde, com oda a p obabilidade,
oi pos e io men e esc i o pelos á a os usando o al abe o á abe. pala as-cha e: á a os
li uanos, manusc i os, língua li uana, olclo e, encan amen os.
esMiniai Žodžiai: Lie u os o o iai, ank aščiai, lie u ių kalba, au osaka, užkalbėjimai.
12 ac a
MichaiL a eLka, se gejus eMČinas
Linguis ica Li huanica LXXI
ano ação Šiame s aipsnyje ap a iamas pi masis žinomas a abiškais ašmenimis už ašy as
eks as. o seu už ašė Lie u os didžiosios kunigaikš ys ės o o iai. neseniai eks as bu o ap ik as
XiX a. pabaigos XX a. p adžios chamaile, šiuo me u saugomame p i ačioje kolekcijoje Minske.
ank aš is anksčiau bu o naudojamas Pas o io a ba Medilo mies ų egione bal a usijoje,
esančiuose isai ne oli Lie u os sienos. Li u iškas eks as ai umpas užkalbėjimas nuo gy a ės
įgėlimo. au o iaią eks už ašė lo yniškais ašmenimis (ka u pa eikdami a i inkamą ank aščio
agmen o kopiją) bei pasiūlė jo in e p e aciją, pa em ą panašiais lie u ių liaudies užkalbėjimais.
Li u iškas užkalbėjimas o o iškame ank aš yje g eičiausiai bus kilęs iš be eik o pa ies Lie iai,
naudodami a abiškus ašmenis.
u os y ų i bal a usijos aka ų egiono (maždaug a p dysnos, e ečiaus, Mielagėnų, adu-
iškio gy en iečių Lie u oje i Pas o io gy en ie ės bal a usijoje), ku ėliau jį i už ašė o o-
O pa imônio manusc i o c iado pelos á a os do an igo G ão-Ducado da Li uânia (hoje
Bielo ússia, Li uânia e a egião de Podlasie, no les e da Polônia) em sido obje o de
pesquisa acadêmica desde o século XIX. No en an o, esses es udos ainda es ão em sua
ase inicial, uma ez que os pesquisado es encon am con inuamen e no os e no os
manusc i os. A é ago a, mais de 300 manusc i os á a os esc i os no inal do século
XVI e início do século XXI são conhecidos po se em man idos em ce as biblio ecas e
museus es a ais da Bielo ússia, Li uânia, Polônia, Rússia, G ã-B e anha, Alemanha,
Uc ânia, Le ônia, bem como em inúme as coleções p i adas na Bielo ússia, Polônia e
Li uânia. A adição do manusc i o á a o é mul ilíngue e con ém ex os em esla o
(belo usso, polonês e, em alguns manusc i os pos e io es, usso), á abe e algumas
línguas u cas, odos eles (incluindo ex os esla os) sendo esc i os em ca ac e es
á abes. Vis o que mui os manusc i os á a os ainda pe manecem o almen e
desconhecidos pa a os e udi os, é bem possí el que algumas descobe as u u as
e elem ex os esc i os em ou as línguas, como o pe sa, o uc aniano ou o li uano. A
p óp ia exis ência de ce os ex os manusc i os á a os esc i os em li uano usando
o al abe o á abe pa ece se bas an e plausí el, uma ez que nos séculos XVI e XVII a
on ei a é nica li uano-belo ussa se es endia mais pa a o sul e pa a o les e de onde
es á ago a. Nos séculos XIV a XVI, as on ei as o ien ais das e as e nicamen e e
linguis icamen e li uanas não só passa am ap oximadamen e pelos a uais
assen amen os bielo usos de g odno, shchuchyn, na ah udak, Valozhyn, sma hon,
Pas a y, b aslaw e d uya com inúme os assen amen os li uanos pa a o les e, mas
ambém alguns assen amen os esla os pa a o oes e des a linha (Gauchas 1988;
zinke ičius 1993: 31 […] 39; gaučas 2004: 8 […] 20). isso signi ica que uma g ande pa e dos
assen amen os á a os i e am que exis i em ambien es p edominan emen e
13 a igos da S aipsniai
Li huanian incan a ion in a abic sc ip
om a a a manusc ip
li uanos ou pelo menos mis os de e nia e linguís ica li uano-belo ussa.
O memo ial ende eçado po um jesuí a p o incial da Li uânia ao seu gene al
Claudius Aqua i a em 1611 a i ma a explici amen e que a população muçulmana local
podia ala polonês, usso (de a o, u heniano) e li uano (Lebedys 1976: 217). Os
manusc i os á a os são di e en es em seu con eúdo e uso p á ico: exis em
cópias do Alco ão, a si s1, ki abs2, chamails3 e c. Alguns chamails con êm
encan amen os que ge almen e consis em em uma ins ução e um ex o
apo opaico ap op iado. A ins ução é no malmen e esc i a em esla o (belo usso,
polonês ou, a amen e, usso), mas o ex o apo ópico é mui o equen emen e
em á abe, que e a e ainda é a língua sag ada do Islã. Is o pode se uma ci ação do
Alco ão ou uma ó mula eligiosa muçulmana. às ezes, o ex o apo ópico pode se
some imes i can be a se o a abic cha ac e s wi h no clea meaning o jus an
em u co ou esla o4; ab acadab a. alguns ex os de ab acadab a se assemelham ao
á abe (são pseudo-á abes) ou a é mesmo ao la im (são pseudo-la inos). um
encan amen o con a as picadas de cob a ( íbo a ou cob a de g ama)5 chamou a
nossa a enção, uma ez que pa ecia e ealmen e acabou po se esc i o em li uano.
Incan ação li uana em á abe sc iP e seu olkLo e Pa aLLeLs o ex o es á esc i o na
página 37b em um chamail, ago a man ido em uma coleção p i ada em Minsk. o
manusc i o sem capa é cons i uído po 44 olios de 175 x 110 mm. In elizmen e, não há
coló ono no manusc i o. o seu papel não con ém nenhuma ma ca d'água, mas con ém
um selo com a imagem de uma águia e o seguin e ex o: Кн[язя] Паске[вича]
[…](p oduzido po ) o P íncipe Paskie ich[…] ( ol. 5a, e c.). Po an o, não pode se
an e io a 1872 - o ano em que a áb ica de papel pe encen e ao p íncipe Paskie ich
começou a unciona na cidade de Dob ush (ago a na Bielo ússia). O homem...
1 do á abe
ήϴδϔΗΏΎΘϛϞ΋ΎϤΣΏΎΑ
[ a sī ] "comen á io". consis e no ex o do Alco ão em á abe com um comen á io
ou adução em ou as línguas ( u co, polonês, bielo usso).
2 do á abe
ήϴδϔΗΏΎΘϛϞ΋ΎϤΣΏΎΑ
[ki āb] […] li o[…]. é uma coleção de comen á ios sob e alguns agmen os do
Alco ão, his ó ias didá icas e c. em língua bielo ussa ou polonesa.
3 do á abe
ήϴδϔΗΏΎΘϛϞ΋ΎϤΣΏΎΑ
[ḥamāil] […] amule os[…]. É uma coleção de o ações, p incipalmen e em á abe, com alguns
comen á ios em bielo usso ou polonês, acompanhados de ex os de calendá io, as ológicos e
ou os. 4 pa a exemplos de encan amen os manusc i os á a os em esla o e (Сынкова 2012). 5 A
cob a-g ama é ob iamen e conside ada enenosa, como uma íbo a. ale a pena menciona que
odas as cob as enenosas podem se chamadas de cob as de g ama, e odas as cob as de g ama
podem se chamadas apenas de cob as no olclo e li uano e na adição alada (dundulienė 2005: 13).
14 ac a
MichaiL a eLka, se gejus eMČinas
Linguis ica Li huanica LXXI
usc ip , esc i o no inal do século XIX e início do século XX, oi mais a de em uso na
cidade (s) de Pas a y e al ez Myadzyel, nas p oximidades da on ei a li uana. O
encan amen o é o necido com uma ins ução em esla o: bāb6 i ṭo ṭože āmāwlāc
hāiná ilī ūžā p ed āḥodām ṣloncā i dūc nāḥlinu um capí ulo [começa] que ambém
de e se sole ado con a uma íbo a ou cob a-g ama7 an es do pô do sol e [ ocê
should] blow on he umo ’. Wha ollows is a Li huanian apo opaic ex : žemā
žimā ’ab iwā peḳ ibā ẓāmān ġūṣ ʒewā ġe ibā. he Li huanian ex is singled ou
com uma linha acima.
há um encan amen o li uano bas an e semelhan e con a picadas
de cob a: Žeme žemybe, ‘oh, e a, g ande e a, Dangaus gė ybe,
oh, bondade do céu, Ta a pik ybį, sua maldade, Ta a pik ybį sua
maldade
A gale ia do meu Deus! se á des uído pelo pode de Deus […] […] A aduok gė ybę […] […]
de ol e a bondade […] Žmogaus bal ybę. a b ancu a humana [po exemplo, co saudá el]
(Vai ke ičienė 2008: 217, n. 280; c . ambém n. 279). no manusc i o á a o, basicamen e o
mesmo ex o é ap esen ado em uma e são mais cu a sem as linhas 2 e 4, bem como as
duas linhas inais. Também são conhecidos ex os mais cu os des e ipo, c . Žeme
žemybė, a o pik ybė, mano Die as duos man ge ybį. (Eu não enho e a, eu enho pecado,
eu enho Deus) - Amen. - O quê? "Ó e a, g ande e a, a ua maldade, o meu Deus me da á a
sua bondade. Amen (Vai ke ičienė 2008: 216, n. 277).
6 em á abe
ήϴδϔΗΏΎΘϛϞ΋ΎϤΣΏΎΑ
[bāb] "capí ulo".
7 O ex o an e io no manusc i o é ou o encan amen o con a as picadas de cob a (em esla o).
15 a igos da S aipsniai
Li huanian incan a ion in a abic sc ip
om a a a manusc ip
o encan amen o olcló ico acima é o pa alelo mais p óximo (embo a não
comple amen e idên ico) ao encon ado no manusc i o á a o que conseguimos iden i ica .
eX uaL e In e p e ação Linguís ica esses pa alelos li uanos pe mi em a seguin e
in e p e ação do encan amen o li uano á a o: žemā žimā ab iwā pe ibā āmān ġūṣ
ewā ġe ibā *Žeme žemybe, a ą pik ybą ažumuž dzie a ge yba! […]oh, e a, g ande
e a, sua maldade se á des uída pelo pode de Deus![…] a in e p e ação linguís ica
exa a é impossí el, uma ez que o encan amen o li uano esc i o em al abe o á abe não
pe mi e a di e enciação en e as o mas dialec ais one icamen e e seman icamen e
semelhan es pik ybą e pik ybę, ou mesmo ge ybą, gė ybą, ge ybę e gė ybę. Todos eles
são igualmen e possí eis nes e con ex o. Exis em pelo menos duas disc epâncias
impo an es en e o ex o eal e a sua in e p e ação p opos a:
1) žimā ab iwā žemybe, a ą ‘g ande e a, sua;
2) […]āmān ġūṣ […] ažumuš […][ele] ai ma a […].
São di íceis de explica . É bem possí el que sejam me amen e o esul ado de uma
co upção ex ual oco ida no p ocesso de uma ce a (não necessa iamen e mui o
longa) ansmissão ex ual. No en an o, a possibilidade de uma in e p e ação di e en e
não pode se o almen e desca ada.
Po exemplo, žimā ab iwā pe ibā pode se al e na i amen e en endido como žeme, pe a a pik ybę oh, e a,
po causa de sua maldade, c . pe a o pik ybę ‘po causa de sua maldade em um encan amen o li uano
ex ualmen e semelhan e (Vai ke ičienė 2008: 216, n 278). Al e na i amen e, a lei u a […]ab iwā se assemelha
de alguma o ma ao li uano bjau ybė […]c eep, oad[…], que é bas an e comum nos encan amen os li uanos
con a picadas de cob a8, mas pa alelos ex uais mais ou menos cla os ao ex o em ques ão que con e ia
es e lexema são desconhecidos na adição li uana. a lei u a […]āmān ġūṣ ambém pode se en endida como
uma sequência co ompida man duos […](he) will gi e me[…], c . os seguin es exemplos de dois ex ualmen e
semelhan es 8 há um g upo in ei o de subs an i os abs a os em -ybė equen emen e usados em
encan amen os li uanos: žemy bėg ea ea h[…], […] gė ybė […] goodness[…], pik ybė […]e ilness[…], galybė
[…]migh […], bal ybė […]whi eness[…], bjau ybė […] c eep, oad […] e c. (c . Завьялова 2006: 87).

16 ac a
MichaiL a eLka, se gejus eMČinas
Linguis ica Li huanica LXXI
Encan amen os li uanos: mano Die as duos man ge ybį ‘meu deus me da á [a sua]
bondade e Die as duos man sa o ge ybę ‘deus me da á a sua bondade (Vai ke ičienė
2008: 216, n 277 e 278). Es a in e p e ação c ia um no o p oblema, uma ez que
p ecisa de nom. Sg. (em inglês) Die as, e não gen. sg. Die o, que é ealmen e
ap esen ado no ex o (na sua o ma dialec al […]ewā). Al e na i amen e, pode-se
hipo e a que aqui o encan amen o li uano á a o lê homem bus [ele] se á [dado] a
mim, que p ecisa da pala a Die as deus em seu gen. sg. o ma, exa amen e como
es á no ex o, mas es a sequência não é conhecida dos encan amen os li uanos
ex ualmen e semelhan es. em ambos os casos, o segmen o inicial […]ā da sequência
[…]āmān ġūṣ pe manece inexplicado.
Apesa desses pequenos p oblemas, o ipo ex ual do encan amen o li uano á a o e
seu sen ido ge al são bas an e cla os. Os encan amen os li uanos ci ados acima como
pa alelos ao encon ado no manusc i o á a o o am egis ados nos dis i os de
Ignalina e U ena (a pa e o ien al da Li uânia), nas p oximidades do assen amen o de
Pas a y (Bela us), onde o mesmo manusc i o á a o em uncionado pelo menos po
algum empo. em odos os casos, as ogais [e] e [i], que são bas an e di e en es na
p onúncia li uana, são ambas ansc i as de o ma a iada usando as ma cas de
ocalização diac í icas á abes pa a [e] e [i], c .: žemā žimā *Žeme žemybe; pe ibā
*pik ybą. Es es podem se esul ados meno es de co upção ex ual, causada pela
p onúncia especi icamen e esla a (belo ussa) com sua edução de ogais (e
neu alização) que oco e egula men e nas sílabas sem ên ase. se o ealmen e
assim, a co upção des e ipo de e se secundá ia, ei a po um copis a de língua
esla a pos e io com conhecimen o p á ico insu icien e ou inexis en e de li uano9.
Nes e caso, o ex o de e e sido subme ido a um p ocesso de ansmissão ex ual.
a língua do encan amen o li uano á a o pode se iden i icada como um diale o, cla amen e di e en e do
pad ão li uano. podem se obse adas pelo menos duas ca ac e ís icas dialec ais: a) pala alização do sul e
do les e da Li uânia de ( )¢, d( )¢ → c( )¢, dz( )¢ 1966: 518, mapa n 73), c . ewā *Dzie a (não *Die a); b) nome
não acen uado do cen o e do no e da Li uânia. Sg. (em inglês) e minando -a dos subs an i os masculinos
be o e he on owels o i- ype, e.g. he so called dzūka imas (zinke i čius
em -as, co espondendo ao nom pad ão. Sg. (em inglês) inal -o (zinke ičius 1966: 477, mapa n 32), c . ewā
*Dzie a (não *Dzie o). 9 É e dade que os esc ibas á a os no malmen e não encon a am p oblemas
semelhan es com as ma cas de ocalização pa a [e] e [i] ao esc e e ou copia ex os esla os (belo usos ou
poloneses) em al abe o á abe, mas isso se de eu à sua capacidade de con ola o ex o a a és de sua
pe ei a comp eensão. a si uação de e e sido bem di e en e quando i e am de lida com um ex o em
uma língua que não podiam en ende acilmen e.
17 a igos da S aipsniai
Li huanian incan a ion in a abic sc ip
om a a a manusc ip
de e-se no a que a lei u a pe ibā não con ém necessa iamen e o mesmo esul ado
de pala ização (*pecibā) que pode ia se espe ado como um pa alelo a ewā *Dzie a
(não *Die a). o ca ac e e á abe Tā (ت) que oi usado pa a a e cei a consoan e em
pe ibā, egula men e e le e um [ ¢] pala alizado (há ou o ca ac e e pa a ela
[ ]), mas às ezes ambém o esul ado da mudança de som de [ ¢] → [c¢] (Антонович
1968: 256, 258). Assim, não é impossí el que no pe ibā o mesmo ca ac e e á abe e li a
[c¢], po exemplo, o esul ado do dzūka imas li uano.
a u ilização do ca ác e á abe
"Tá"" pa a [ ] e seu subs i u o [c] é ípico de ex os bielo usos em á abe
encon ados em manusc i os á a os locais do século XVII, pode se encon ado
espo adicamen e no século XVIII e o na-se ex emamen e a o no século XIX
(An ono ich 1968: 250 […] 261)."" Se pe mi i mos um pa alelo en e os ex os bielo usos
e li uanos esc i os em á abe, se ia possí el da a o hipo é ico p o óg a o do
encan amen o li uano em á abe (ago a conhecido de um manusc i o do século XIX) do
século XVII. nes e caso, a lei u a […]ewā […] *Dzie a pode se melho explicada como
esul ado de uma mode nização o og á ica pos e io (se conco da mos que é na u al
que um esc iba esc e a usando uma o og a ia sis emá ica que e le i ia
consis en emen e o dzūka imas li uano)10. Teo icamen e, pode-se supo que as duas
ca ac e ís icas oné icas acima mencionadas não o am ap esen adas
p incipalmen e no ex o li uano em á abe, mas são apenas o esul ado de modi icações
pos e io es in oduzidas po um esc iba á a o de língua bielo ussa, uma ez que
exis em enômenos oné icos bas an e semelhan es de sekannie, dzekannie e akannie
em bielo uso. mas não há eal necessidade de pos ula modi icações pos e io es pa a
as ca ac e ís icas que são pe ei amen e adequadas em um ex o li uano (c . o
p incípio da na alha de Ockham).
As isoglosses oné icas das duas ca ac e ís icas do diale o se e le em explici amen e nos na e adu iškis
a a Li huanian incan a ion o e lap in a qui e es ic ed a ea in he eas e n pa
o Li huania – be ween he se lemen s o kal anėnai, Mielagėnai, e ečius, dys-
(es es es ão dispe sos ao longo do segmen o o ien al da on ei a en e os dis i os li uanos de Ignalina e
Š enčionys), po exemplo, nas p oximidades do assen amen o bielo usso de Pas a y, onde o manusc i o
á a o con endo o encan amen o li uano em uncionado po algum empo. De e-se lemb a que, em
1920-1939, os li uanos é nicos em o no dos assen amen os bielo usos de Pas a y, h uzdaw, kamai, Lyn upy
e zhukoini es a am no ní el de ce ca de 10% de oda a população local (zinke ičius 1993: 178-179). 10 Es a
suposição não é ob iga ó ia, uma ez que a é mesmo g a ações olcló icas p o issionais às ezes são
inconsis en es na ansmissão de dzūka imas: c ., po exemplo, a p esença de o mas pa alelas de Dzie o
(duas ezes) e Die o (duas ezes) no mesmo encan amen o li uano egis ado po V. Mansikka e a. Bielinis
pe o de Aly us, na pa e sul da Li uânia (Vai ke ičienė, 2008: 454, 1057).
18 ac a
MichaiL a eLka, se gejus eMČinas
Linguis ica Li huanica LXXI
É bas an e cla o que o encan amen o li uano em um manusc i o chamail oi
inicialmen e esc i o em al abe o á abe em uma á ea onde os encan amen os li uanos (e
a população li uana como sua on e imedia a) es a am disponí eis pa a os á a os
locais. pode-se conclui que de e e se o iginado mais ou menos na mesma egião da
Li uânia o ien al e da Bielo ússia ociden al onde es e manusc i o á a o es a a
ci culando. Embo a o local exa o de o igem do manusc i o pe maneça desconhecido,
essa coincidência geog á ica nos az pensa que p o a elmen e oi a mesma egião
onde o encan amen o li uano oi esc i o pela p imei a ez po á a os usando a
esc i a á abe (o hipo é ico o iginal do século XVII) e onde sua cópia exis en e do inal do
século XIX e início do século XX se o iginou (e mais a de oi usada).
Os encan amen os con a picadas de cob a ge almen e oco em em chamails, mas ou os manusc i os con êm
ex os apo opaicos em ou as línguas além do li uano. o ex o acima publicado é único e conhecido a pa i de
um único manusc i o (sem ou as cópias com as quais compa a ) o que, na u almen e, o na sua in e p e ação
ex ual e linguís ica p ecisa bas an e di ícil. No en an o, ap esen a um enômeno cul u al in igan e e
an e io men e desconhecido (embo a não o almen e inespe ado) como um ex o li uano esc i o em al abe o
á abe po á a os do an igo G ande Ducado da Li uânia. Os encan amen os con a as picadas de cob a
o mam o maio g upo de encan amen os olcló icos li uanos11 e ambém êm um luga de des aque no olclo e
bielo usso (Завьялова 2006: 161). Isso pode se en endido como uma ca ac e ís ica egional (com um p o á el
undo de subs a o bál ico em bielo usso) que es á em con as e acen uado com o olclo e usso, onde os
encan amen os con a picadas de cob a são mui o menos equen es (Завьялова 2000: 197). Tal ez não seja
uma g ande su p esa encon a um encan amen o li uano exa amen e des e ipo num manusc i o á a o. A
p esença do encan amen o li uano em um manusc i o á a o não indica necessa iamen e que o esc iba
á a o que inicialmen e esc e eu o ex o usando o al abe o á abe e a bem e sado em li uano - ele pode ia
e mais ou menos mecanicamen e ansc i o um ex o p onunciado pa a ele po ou a pessoa. É um a o bem
conhecido que os encan amen os e am mui as ezes is os como mais e icazes quando de o igem eligiosa ou
cul u al. Is o pode, po exemplo, explica a p esença de alguns encan amen os ca eliano- eps (acompanhados
de ins uções ussas e, po an o, 11 es e p óp io a o e le e o papel ex emamen e impo an e que a cob a
desempenhou nas c enças adicionais li uanas (dundulienė 2005).
u e ed in a mo e o less “exo ic” language and/o by a pe son wi h an “exo ic”
19 a igos da S aipsniai
Li huanian incan a ion in a abic sc ip
om a a a manusc ip
des inados a lei o es ussos) que o am esc i os jun amen e com inúme os
encan amen os ussos no manusc i o olone s do segundo qua o do século XVII
(Топорков 2010: 46[…]54, 286[…]310). alguns encan ado es li uanos cos uma am sole a
encan amen os em á ias línguas - li uano, polonês e usso; encan amen os a os em
la im, le ão e alemão ambém são conhecidos na adição li uana (Vai ke ičienė 2008:
1721, 53, 611710). É in e essan e no a que um único encan amen o p onunciado em
á abe oi egis ado em Š enčionys (na pa e o ien al da Li uânia) po V. Mansikka no
início do século XX: A uzi-i bie-la-hi-i bez me-la-hi a-cha-li- a-chim (Mansikka 1929: 27, no a
1). es a é uma e são co ompida da amosa ó mula muçulmana a‘ūzu billahi min
aš-šajṭāni- - aīm bismi-llahi- - aḥmāni- - aḥīm ‘eu busco p o eção de allah con a o
diabo; em nome de Alá, o mais mise ico dioso, o mais bondoso, que pode se encon ado
em inúme as a es ações em chamails e, menos equen emen e, ki abs ( e , po
exemplo: Jankowski, Łapicz). In elizmen e, V. Mansikka não indicou se ele inha ou ido o
á abe […]incan a ion[…] de uma pessoa c is ã, ou de um á a o local. a segunda
2000: 110).
a ian e é bas an e possí el, uma ez que ha ia uma comunidade á a a em
Š enčionys na época. há um miza (cemi é io muçulmano) em Š enčionys (buino ska 2014:
11). Pelo menos um manusc i o á a o (Ki ab de Aleksand Chasene ich de 1868) é
conhecido po e es ado em uso no uyezd de Š enčionys no início do século XX
(Mishkineh, na medida em que é di icilmen e compa í el com sua possí el p o eniência
á a a, uma ez que qualque á a o, independen emen e de seu ní el de
мавичюте, Покровская 2005: 62–64).
ne e heless, he a abic “incan a ion” eco ded in Š enčionys is co up ed o
al abe ização e educação, é espe ado pa a sabe pelo menos o basmala (as pala as
bismi-llahi- - aḥmani- - aḥim, semelhan es em nome de Alá, o mais mise ico dioso, o
segundo ipo, que azem a maio pa e do ex o á abe em discussão), bem como pa a
não come e e os. pa ece mais plausí el que o ex o enha sido g a ado de um
c is ão (de língua li uana ou esla a) que inha ap endido a ó mula á abe de um
á a o local. se é ealmen e assim, Š enčionys apa ece como mais uma á ea onde uma
oca mú ua de c is ãos e muçulmanos de encan amen os eais ou concei uais
oco eu. Es a é nas p oximidades dos assen amen os de Dysna, T e , T e , T e , T e ,
T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e ,
T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e , T e ,
T e , T e , T e .
A nossa in es igação mos ou que a egião mais p o á el de in e câmbio
in e cul u al des e ipo pode se iden i icada como a Li uânia O ien al e a Bielo ússia Ociden al. Is o é...