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Onymische Ambiguität in der Literatur

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Onymische Ambiguität in der Literatur

Author: Volker Kohlheim
Year: 2015
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/906/996
S aipsniai / A icles 111
VOLKER KOHLHEIM
Bay eu h
In es igação cien í icas di eções:
Namen heo ie, An h oponomas ik, Hodonymie, li e a ische
Onomas ik.
ONYMISCHE AMBIGUITÄT IN
DER LITERATUR
Onimų neapib ėž umas li e a ū oje
ANNOTATION
Ambiguidade é um concei o cha e de poé ica mode na. Zwa exis em di e en es
ape cebimen os sob e o concei o da li e a ische ambigui ä , po ém gos a ia eu me William
Empsons clássico de inição acopla , segundo a ambiguidade semp e en ão p es e, quando
uma e bale nuance, como inin ela seja ambém, al e na i as eações a um e mesmo pedaço
linguagem adme . No seguin e não só de e se mos ado que se ambiguidade ambém pode
es ende a nomes li e a icos, mas é ambém de e en e di e en es ipos de onymische
ambiguidade em ex os li e a icos se di e enciado. Conclusi amen e é pe gun ado, o que a
análise poe onímicas ambiguidade sob e a p ocessamen o cogni i o de p óp ios nomes pode
a osa . SCÜSSELWÖRTER: Ambiguidade, onymische Ambigui ä , li e a ische Namen
(Poe onyme), Kogni i is ik.
ANNOTATION
Ambigui y is a key concep in mode n poe ics. Though he e exis di e en concep s o
li e a y ambigui y, I p e e o adhe e o William Empsons classical de ini ion acco ding o
which any e bal nuance allowing al e na i e eac ions o he same piece o language may be
ega ded as ambiguous. This pape no only in ends o show ha ambigui y can also ex end o
li e a y names, bu i ies o di e en ia e be ween a ious kinds o onymic ambigui y in
li e a y ex s and asks wha we may lea n om poe onymic ambigui y abou he men al
p ocessing o p ope names.
KEYWORDS: Ambigui y, onymic ambigui y, li e a y names, cogni i is ics.
VOLKER KOHLHEIM
112 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII
Den o da linguís ica p e alece sob e o concei o da ambiguidade amplamen e ab angen e
conco dância: ambiguidade é a cla a desc e e Meh deu igkei de uma pala a ou de uma maio
unidade linguís ica (Baue 2008: 17). Nes e é pa a di e encia en e lexikalische ambiguidade e
es u u al ambiguidade. E s e e oco e no ní el das pala as, sendo (não semp e bem a iado)
en e Homonimie e Polysemie di e enciado pode se . Ambiguidade es u u al encon a en ão an e,
quando uma complexa unidade linguís ica, em eg a uma sen ença, di e en emen e pode se
in e p e ada. Enquan o no ado esp. imedia amen e dissol ido (disambiguie ) é, desempenha
ambiguidade na poé ica uma g ande papel, sim ela é e adezu a um concei o cha e de poé ica
nun in de no malen all äglichen Kommunika ion Ambigui ä kaum einmal
mode na; Roman Jakobson ê nela o se do Poe ico (Jakobson 1960: 371; Nö h 2000: 451). Dass
ambiguidade ão essencial pa a a li e a ische kuns we k é, baseia-se, como Jan Mukařo ský (1989)
cons a ou, nela, que o linguís ico sinal na li e a u a embo a não gen esco a e e ência à
ex aes he ic eali y pe de, que a e e ência na kuns we k po ém não ão inequi ocamen e
oco e, como is o no o eal mundo a eg a é ( gl. ambém Kohlheim 2006a: 27480). No en an o, o
concei o da ambiguidade na eo ia da li e a u a há mui o não é ão inequi ocamen e de inido como
na linguís ica. Assim deseja Shlomi h Rimmon em sua ema da li e a ische ambigui ä dedicada
disse a ion só en ão de ambigui y ala , quando se duas possí eis lec u as mú uamen e
excluí em como em Hen y James amoso e guimen o The Tu n o he Sc ew: En wede es gib
Geis e au Bly o es gib keine Geis e , doch beide Lesa en sind möglich (Rimmon 1977: 11).
Dag a an e cons a iam Ab aham Kaplan e E ns K is (1948: 417421) cinco di e en es ipos
es e icisch ambiguidade: disjunc i e ambigui y, addi i e ambigui y, conjunc i e ambigui y,
in eg a i e ambigui y e p ojec i e ambigui y. Também William Empson, que em seu li o Se en
Types o Ambigui y ambiguidade como essencial ca ac e ís ica poé ica linguagem de ine, ai de
uma la ga de inição do concei o da ambiguidade. Ele p opõe ao mesmo empo, semp e en ão de
ambiguidade a ala , quando qualque e bal nuance, como ácil qualque que seja, espaço pa a
eações al e na i as a um e mesmo pedaço linguagem dá.1 Sob Piez de linguagem, piece o language,
podem ambém se en endidos p óp ios nomes, sim, P op ia são em ele ado g au ap i os pa a
ambiguidades e p oduzem es as em mui o di e en e manei a. Alguns desses modes, ambiguidade
c ia , di e em-se na li e a ischen kuns we k não 1 Empson (1966: 1): I p opose o use he wo d
[ambigui y] in an ex ended sense, and shall hink ele an o my subjec any e bal nuance,
howe e sligh , which gi es oom o al e na i e eac ions o he same piece o language.
S aipsniai A icles 113 /
Onymische Ambigui ä in de Li e a u
do ipo, como eles is o na ida eal ambém azem, ou os são limi ados à es e a
es é ica. No seguin e osse o en a i a emp eendida, as di e en es espécies
poe onímicas ambiguidade com exemplos da li e a u a alemchend inglissp achigen
a sis ema iza . Como p imei o exemplo pode o caso se chamado, no qual ince eza
sob e exis e, se um lexem mesmo como P op ium ou (ainda) como Appella i e é
usado. Osca Wildes Schauspiel-Ti el The Impo ance o Being Ea nes não
con inua em a se pe seguidos. Com um odo ou o ipo da ambiguidade emos
(1893) kann hie ü als Beispiel dienen, doch soll diese A de Ambigui ä hie
isso em Richa d Wagne 's ope a Die Meis e singe on Nü nbe g a aze . Acaba de
é o änkischen Ri e Wal he on S olzing conseguido, após o cul o uma pala a
com E a, a boni a ilha do goldschmieds Pogne , a oca . E as Amme Magdalene é
al amen e espan ado sob e o conco dância, que ão apidamen e p e alece en e
E a e Wal he , são os dois ainda se só no dia an es pela p imei a ez encon a am.
E a jus i ica-se com as pala as (Wagne 1978 [1867]: 404): Isso acabou me c iando
ão queb a ápida, que eu já há mui o empo o iu na imagem!
Diga, ele não en ou bem como Da id nah?
Magdalene é desgeis ada, é ela ainda mesmo em um Da id apaixonado, no
Leh buben Da id. Sou ocê g ande? Como Da id? exclama ela, po an o,
zéusucidamen e. No en an o E a anquiliza ela: Como Da id no quad o. Ago a
ac edi a Magdalene, E a e e ia o nome Da id em o psalmis a Da id, a quem os
meis e singe ene am como seu p o e o pa on: Ach! pensas u o ei com a
ha en e longo ba ba na meis e escudo? Mas esse ei Da id meen e E a
ob iamen e não, mas ela pensa no ju enlich- adian e he ói: Não! O, do kiesel o
Golia h lança am, a espada no cin u ão, a schleude à mão, o cabeça de lich en
cu ken umb all , como o nos meis e Dü e pin ado!
Com o que Magdalene, se ago a no amen e e e indo ao seu Da id, alí ida
au seu z : Ach, Da id! Da id! (Wagne 1978 [1867]: 404; gl. ambém Kohlheim,
Kohlheim 2013).
Ob iamen e encon a aqui uma e e en iel ambiguidade à en e, que se baseia no
mui o discu ido a o, que um nome como sp achzeichen, como p op iales lemma na
e minologia Willy Van Langendoncks (2007), se pode e e i a unlimi ed mui os
e e en es ( gl. Windbe ge -Heidenkumme 2011).
VOLKER KOHLHEIM
114 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII
Pa a o lógico Da id Kaplan é o p óp io nome, po an o, basicamen e ambig.2 No en an o, e isso
az es e exemplo ambém de pon o de is a lingüo ilosó ico in e essan e, e e e aqui a
en idade ic ícia E a a uma igu a his ó ica do mundo eal, como ela oi ep esen ada po
Dü e , nomeadamen e o bíblico Da id, que de o ou Golia h. A ic ícia en idade Magdalene
con apa ida e e e o p op iale lemma Da id inicialmen e a uma pessoa do mundo ic ício, que
E a e Magdalene mesmo pe encem, os Leh buben Da id, pa a en ão alagado cons a a , que a
his ó ica pessoa Rei Da ids e a e e ida. As e e ência a ibuições dos pessoas ic ícias
pe pe am-se en ão p obde aqui só mencionado, mas não pode se mais pe seguido.3
P op iedades podem mas ambém de si, pe se, em á ios hinsi os ambig se . Assim, não é
lemlos sowohl inne halb de ik ionalen Wel wie übe diese hinaus, ein Aspek ,
semp e de an emão cla o, se um nome em um masculino ou emininos nomeei o e e i, se um
homem, um animal ou a é um luga é e e ido. Zwa é a ques ão, se signi icados ca egó icos ou
p äsupposições pe encem necessa iamen e ao P op ium ou se se a a aqui apenas de
alo es es a ís icos de expe iência, que ao au ônomo são con ingen es, con o e sos.4
Também es ão as elações aqui de língua a língua di e en e. Fa o é, po ém, que se esc i o es
gos am des e e e en e ambi alences se em. Eu gos a ia aqui de ala de ine en e
onymische ambiguidade. É ób io que esse ipo de ambiguidade não é es i o à li e a u a.
U ype do Mädchens, que es á en e in ância e ma u idade, é na li e a u a alemã Mignon. Mas
Mignon é inicialmen e um nome; é um subs an i iado adje i o ancês, qual aduz
ap oximadamen e ‘Liebling signi ica.5 Igualmen e como a pala a alemã, podia o es anho do
Mignon à época de Goe he se aplicado a masculinas como emininas pessoas: Sob e a a iz
Ca oline Jagemann, dizia-se em uma c í ica de 1800: Ela o nou-se em b e e o Mignon do público
(Comen á io a Goe he [17956] 1977:9: 719). Es a sexusambige denúncia co esponde en ão
comple amen e ao and ogynen se Mignons; Wilhelm Meis e pode, quando ele a e gue a p imei a
ez, nich com si umido se em, se ele a de e explica pa a um menino ou pa a uma menina (Goe he
1977 [1795/96]: 86). Mignon mesma esponde às en a i as de uma es sch eibung de sua
eminilidade pe sis en emen e: 2 Kaplan Auch (1989: 563): Unlike indexals like ‘I p ope names
eally a e ambiguous. 3 No âmbi o da eo ia de possí eis mundos a a em ans-wo ld iden i y
u. a. (199žel8: 1718); (1994: 5760); Ronen K ipke (2013: 81 .). 4 Vgl. aquizu Ande son (2007: 135 .); Van
Langendonck (2007: 71 .); Coa es (2012: 125129). 5 Vgl. Comen á io a Goe he (1977 [1795/96]: 719);
Schwanke (1992: 354359).
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Onymische Ambigui ä in de Li e a u
‘Eu sou um apaz: eu não que o nenhuma menina se !‘ (We zel 1989: 329). A
ambiguidade de Mignon es ende-se mas não só à ques ão do sexo, mas ambém ao
s a us linguís ico do sp achzeichen: In oducido como appella i , o na-se
Mignon no con inuamen o da no elhandlung ainda a al coisa como um p óp io nome
pa a a c iança, sob e udo po que se ecusa pe sis en emen e, seu p óp io nome
a di ulga .6 En e an o, é Mignon no alemão a é a um econhecido apelido eminino
a anciado (Seibicke 2000: 327); em en ão um genuswechsel do masculine pala a
ancesa oco ido. Também a doze ja a de idade p o agonis a em Ca son
McCulle s no el The Membe o he Wedding, p imei amen e apa ecidos 1946,
encon a-se nes e beinquilhan e in e éss adium: Seu cabelo é co ado como o de
um menino (McCulle s 2008: 8) e ela se deseja ambém, se um menino e em a gue a
pode i a .7 Em di e ença a Mignon, le a es e omboy mui o bem um nome,
nomeadamen e inicialmen e o sexusambigen cosename F ankie. E é e elado que
ela, quando ela ocasionalmen e o na-se übe üssig seu in e médioes ado,
ambém seu nome sa u ou: This was he summe when F ankie was sick and i ed
o being F ankie (McCulle s 2008: 29). Demen es, decide ela em pa e II do omance,
se ago ameh ca ões de isi a com o exigen e nome Miss F. Jasmine Addams, Esq.
ab ica (Mc-
Culle s 2008: 61), pa a en ão em pa e III, no inal do omance, desillusionado, mas ambém
amadu ecido, só mais com o inequi ocamen e eminino pônimo F ances se mencionado
(McCulle s 2008: 167 e mais equen emen e). Sexusambige nomes são no inglês essencialmen e
mais equen es do que no alemão, onde eles no domínio ino izial ealmen e só como
Hypoko is ika êm a oco e . No en an o endem mui os desses nomes a um ou ao ou o
gêne o, z. B. o nome Robin ao masculino. Po an o, espe a o indus ial Vic Wilcox no no el Nice
Wo k de Da id Lodge ambém um macho acadêmico, quando lhe Robyn Pen ose é anunciado, que
o no âmbi o de um p oje o acadêmico em seu abalho somb a de e. Sua pe pleição, quando
lhe uma jo em dama en on a, é co esponden emen e g ande (Lodge 1989: 106 .). Foi um
o name lexicon, que Da id Lodge ouxe à ideia, a pa i da sexusambiguidade do nome
Robin/Robyn uma cômica cena a desen ol e ; simul aneamen e ele achou que o and ogyne
nome Robyn mui o bem a sua eminis a e au ocon ian e heldin passe (Lodge 2011: 38). 6 Goe he
(1977 [1795/96]: 522): Mignon em a um ju amen o ei o [...], a nenhum se humano i en e sua
habi ação e o igem designa mais pe o. 7 McCulle s (2008: 30 ). O Roman a ua du an e o
Segundo Gue a Mundial em uma pequena cidade em Geo gia/USA.

VOLKER KOHLHEIM
116 Ac a Linguis ica Li huanica LXXII
Na di e ença ao eal ida, age um nome, cujo o iginal signi icado léxical ainda é econhecí el, na
ob a li e á ia au oma icamen e edend. Isso se explica pelo a o de que nós no nome na ob a de
a e li e a ina emos de pa i disso, que o au o o escolheu in encionalmen e, ele não liga
nunca ao seu po ado alea o iamen e. Consequen emen e, encon amos nomes alan es a
exp essão p o ém de Lessing já na an iguidade (Bi us 1987: 40). Zwa exp essa o e e en e
nome mui as ezes o su icien e o que seu po ado ealmen e ca ac e iza, como o que em John
Fieldings Squi e Allwo hy in Tom Jones (1749) o caso é, ainda já cedo são e e en es nomes
ambém i onicamen e ou con ansä zlich usado. Assim é o Angelo em Shakespea es Measu e
o Measu e (1604; Ak III, 2, 249254) udo ou o que angelical. É es a semp e possí el aplicação
i ônica ou an i he ica, a que alan e nomes já de a an e em dian e se o nam ambig, pois só no
cu so da na a i a podemos em ge al descob i , se um nome seman icamen e anspa en e o
man ém, o que ele p ome e. Um boni o exemplo pa a es a ambiguidade é Mi le em Goe hes
eleição inculações: Zunächs als du chaus bem sucedido e imle in oduzido,8 ele alha
po ém em Edua d e Cha lo e. Pe mi e aqui a ambiguidade do alan e nome amplamen e
gewah , assim ende Theodo Fon ane, um meis e i onische namengebung, a isso, es a
onymische ambiguidade imedia amen e dissol e , ja ealmen e nem seque exis i a deixa .
Assim se exp essa Komme zien a T eibel em um de ele o ganizados Dine quan o a duas
dames: Zwei Damen om Ho e; a ko pulen e: F au Majo in on Ziegenhals, a nãoko pulen e [...]:
F äulein Edwine on Boms (Fon ane 1969 [1892]: 23). I onia, al Roland Ba hes (1974: 66), gei a
semp e de um luga segu o. Es e é aqui po a cla a a i mação sob e a co pulenz das duas
damas dado. Não su icien e com isso, e ge-se T eibel ainda sob e o conside á el pe o de pei o
dos bodegenhals e philosophie : Im es o, é isso são assim as sche zha en wide spiele, que o
lich conheceu, hieß G iepenke l (Fon ane 1969 [1892]: 24). A complemen a se ia, que de Boms não
como ealmen e alan e, mas como clangsymbolische nome seu sugges i e e ei o desplan a.9
Também em S a. Jenny T eibel encon a a Gou e nan e F äulein Honig, sob e a qual
imedia amen e é di o, que se 8 Goe he (1977 [1809]: 255): Solange ele es a a no se iço, inha-se
nenhum casal di o cia
Leben e hei e n. Klops ock wa Dich e , und ein ande e , den ich noch pe sön-
[…].“
9
Man compa a a es e espei o ambém Deme z (1964: 194).
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seus he ben ages como um p o es o con a seu nome excepções.10 Assim
que i onia en a no jogo, é pa a ambiguidade nenhum luga mais. Isso ambém
ale pa a os nomes na li e a ische kuns we k.
É nesses casos sua p ep op iale semân ica, que as nomes a edenden az, assim pode um
nome ambém pelo a o em ocul as ou con adi ó ias ca ac e ís icas ês de seu po ado
a encioso aze , que ele já an es conhecidas pessoas enham ca egado, sejam elas
pe sonalidades da auçe ex ualen ealidade, sejam elas li e a ische igu en.11 O nome
ecebe aqui sua impo ância pelas lhe ine en es in e ex uais e e ências. Não semp e
acon ece is o de manei a ão isí el como no caso do social-democ a a, sindicalmen e
o ganizados maquinmeis e Napoleon Fische em Hein ich Manns Roman De Un e an, no
qual se o lei o na u almen e imedia amen e pe gun a, se ele as ei indicações des e nome
jus i ica. Mui o mais disc e o se compo a Fon ane in I ungen, Wi ungen, cujo
p o agonis a o en e sinde e Heiligkei oscillia enden nome Lene, ab e iu a do nome bíblico
Ma ia Magdalena, ca ega. Em Wilhelm Raabe's no el Un uhige Gäs e o na-se a ao nome
Phöbe ine en e in e ex uelle ambiguidade a é plo lungs ele an : Quando o jo em s uden
Vei on Bielow o o name eminin Phöbe na Dachkamme de um kommili onen pela p imei a
ez ou e, ele soa-lhe nu hold hellenisch, e assim ele chama ihn öhlich de Mondsichel übe
den Däche n in de deu schen F ühlingsnach zu (Raabe 1961 [1885]: 190). No hellenischen
con ex o, o nome Phöbe eme e em Phoibos Apollon (Böschens ein 1986: 28, Anm. 55),
simul aneamen e mas à i äuliche lungö in A emis, que ambém o beiname Phöbe ou a
glänzende le a (Lensing 1988: 162). A indicação à Mondsichel em Raabes ex o é já não pa a
o e hö en. Mas se o não menos po sua conhecimen a com Phöbe no inal do omance
mo k anke Vei on Bielow em uma ca a inespe adamen e a deusa Pe sephoneia [...] a
in oca (Raabe 1961 [1885]: 333), a deusa do submundo, cujo nome é e imologicamen e azido de
ol a ao e e en e e que a A emis é mui as ezes colocada como gesagem ao lado (Lensing
1988:162), é po es as e e ências mi ologicamen e-mononymicas a sub ex o do au o no
ema de E os e Thahie em an o, como o mi ológico do nome Phöbe imedia amen e mani es e
no ex o, a sabe 10 [1869: 33]. Te minologicamen e p e alece em elação de als nomes ainda
ince eza. Hengs /Sobanski alam aqui de kon ä en Namen, Hengs (2000)Vasile a (2007: 151)
do lying name. O su gimen o de cômico po als nomes explica Pohl (2005) po meio
cogni i is isch concei os. 11 A li e a ische Onomas ik ala aqui de e kö pe en namen; gl.
na os e iden (Lensing 1988: 163). Ve bann und abuisie is diese Thema ik
Bi us (1987: 45).
VOLKER KOHLHEIM
Ac a Linguis ica Li huanica LXXII é, ainda Phöbe ambém o nome daquela se ido a da
ig eja em Kench eä, a qual pelo Após olo Paulo, bem como sob eb inge in sua ca a,
da omanexa ig eja como nossei a i mã é ecomendada (Röm 16.1; Raabe 1961 [1885]:
118 190). Po an o, alguns in e p e ado es êem Phóbe comple amen e como a i mã:
Schwes e lich são Phóbe unções na casa do al leiblichen, ‚schwes e lich‘
ambém são suas a e as na aldeia.12 Lamen adamen e mas e le e a ambiguidade
de seu nome en e g ego-mi ológicos e c is ãos e e ências a in e io con adição
de uma igu a, que, como é um dos melho es Raabe-kenne da a ualidade exp essou,
is no an easy cha ac e o ead (Sammons 1987: 246).
Vo und nome de amília o ma desde ap oximadamen e o 14./15. século na Alemanha, mas
ambém em Ingla e a, o Gesam namen de uma pessoa.13 Há uma sé ie in ei a de nomes de
amília alemães, mas ambém ingleses, que sem al e ação o mal de apelidos são o mados,
como po exemplo F ied ich, Lukas, We ne .14 A pela al an e ma quagem do sob enome
oco en e ambiguidade nü z z. Bodo Ki chho ao início de seu nos Filipinas jogando omans
In an a aus: De Deu sche [...] in oduziu-se de epen e com Lukas. ‘Mis e Lukas Ku ?‘
‘Mis e Ku Lukas.‘ ‘Dann es a a no adesi o Seu Vo name.‘ ‘Jemand em-se gei ado. Como
Sie‘ (Ki chho 1990: 7). Mas ambém ou as e pa a o ex o signi ica i as mais possibilidades
de onimica ambiguidade o e ecem-se a um au o de ido às duas componen es do nome o al,
que en ão podem o na li e a icamen e p odu i os, po exemplo, se Vo und Zuname em
alguma manei a en e si con as ia . Pa adebeispel pa a um de a geb ochenen (P esch
2002: 3 . and passim) ou ambém an i he ischen nome (Deme z 1964: 197201) é Thomas Manns
Tonio K öge (1903). A an i he ic dos dois componen es de nome baseia-se aqui na
linguagemgeog á ica ma quie i ude de Tonio como omanische , en ão südliche nome e
K öge como niede deu sche , en ão nö dliche nabigui ä , a qual cons i u i o pa a o
con lic ladenen cha ac e do p o agonis da Mannschen No elle é. Mas Thomas Mann não é
de modo algum o p imei o, que esse onimico es ilmiddel usado; ele segue aquiin bas an e
es ei amen e Theodo Fon ane, que em E i B ies um [...] pequenas[n] schie schul ige[n] e
me.15 Zusammengenommen e zeugen die de a ma kie en Namen eine Am-
quase já 12 Höhle (1969: 131). Signigi an e amen e, Phebe ambém apa ece como i mã Holden
Caul ields em J. D. Salinge s Roman The Ca che in he Rye (1951). 13 O Te minus depois
Seibicke (2008: 10, 14 .). 14 Vgl. ao su gimen o des es nomes de amília Kohlheim (2000). 15
Segundo Bi us (1987: 45) a a-se aquibei de classi icando nomes.
S aipsniai A icles 119 /
Onymische Ambigui ä in de Li e a u
ão bem como e wachsene[n] He [n], que ao mesmo empo algo ão
Dis inguie es inha [...], o nome Alonzo Gieshüble dá. Fon ane ado a isso, como po
ce o ambém Thomas Mann, suas igu as a apalhan es nomes comen a em a
deixa , e assim exp essa-se E i, quando lhe o apo hecá io Alonzo Gieshüble é
ap esen ado, a ingindo: E en ão eu ejo ainda ambém mesmo, que ocê são
di e en e do que ou os. [...] Tal ez é ambém o nome, que no seu caso pa icipa.
Isso e a semp e uma alegação a o i a nosso elho Pas o Niemeye ; o nome,
assim ama a ele a dize , especialmen e o ba onime, enho o que mis e iosamen e
de e minan e, e Alonzo Gieshüble , assim meinho eu, ence a um odo no o mundo
dian e de um em, sim, quase gos a ia eu dize , Alonzo é um nome oman ische , um
p eziosaname. Ja minha gnädigs e F au, esponde-lhe Gieshüble , da encon Sies
(Fon ane 1969 [1895]: 64 .). O P eziosaname Alonzo e e e-se a Espanha, de onde
Gieshüble s mãe ealmen e em, e com isso ao Don-Quicho eha e desse ca á e ,
que mais de odo como Cid ou qualque ou o um Campeado pa a E i con ai e
mo e se ia (Fon ane 1969 [185]9: 66), enquan o o nome de amília, que lemb a a um
bohemisco mine alwa e (Deme z 1964 199:), o elemen o bu guês desse apo ece s
ep esen a, que ambém se o gulha disso, que a Gieshüble s […] já na ge ação de
cen o e qua o anos […] o sansässige apo eke são (Fon ane 1969 [185]:
65; c . ambém Deme z 1964: 199).
Alonzo Gieshüble es á a a ambiguidade do seu nome e i e ela u ba o a. Ganz
di e en e do musicelei o e composi o Niels W schowi z de Fon anes le z em
no el De S echlin. Niels W schowi z so e a é de al o ma em seu an i he ical
nome, que ele ou de uma espécie de e deseplung Dok o o nou-se (Fon ane 1969
[1899]: 130). É não, pois, como se pode ia espe a , p ima iamen e a
linguis icamen e-geog á ica an i he ik do seu de um dinama quês e um elemen o
checo combinado nome o al,16 mas um apenas de sua biog a ia indi idual
explicá el a e são con a o p imei o nome Niels, o ambém do po ele desp ezado
dinama quês composi o les T i ialen e Unbedeu enden [...], e assim ele eio à idéia
Niels Gade ug. „Niels Gade“, heiß es bei Fon ane, „wa ihm de Inbeg i al-
de esquamo iza o p imei o nome em seu ca ão po um 1969 dou o i ulo
(Fon ane [1899]: 131 .). Também aqui o na-se cla o que Fon ane ende a isso,
onimicas ambiguidades logo possí el em a o de uma como que que seja
gea adas
Euneuidade dissol e .
Mas ambém Fon ane não é o p imei o, que a ambiguidade do nome o al de uma de suas igu as
exploi a p odu i amen e. Como p edecesso se ia aqui sob e udo Jean Paul a nomea , o que em
seu 1809 apa ecidoen no el Des Feldp edige s 16 Deme z (1964: 200): W schowi z oi ao empo
Fon anes o Wedding do checischen P ag.