S aipsniai / A icles 193
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
Se bski ins i u / So bisches Ins i u
Domínios de pesquisa: nomes geog á icos em um con ex o
in e disciplina , nomes geog á icos como e idência da
his ó ia medie al na zona de con a o ge mano-esla a,
signi icado polí ico dos nomes de assen amen os no
con ex o da língua alemã-só bia-polonesa nos séculos XIX e
XX, nomes de luga es meno es e mic o opônimos.
DOI: doi.o g/10.35321/all83-09 (em inglês)
An es da i ada espacial:
O ASPECTO AREAL NOS anos 80
GERMAN ONOMASTICA E
A sua aplicação a ual
Pesquisa
Iki e d inio posūkio: a ealinis aspek as
okiečių onomas ikoje XX amžiaus
9 dešim me yje i jo p i aikymas daba iniuose
moksliniuose y imuose
Ano ação
O mapeamen o não é apenas mapeamen o. Longe de se uma ques ão ácil, ap esen a e
analisa nomes de luga es em mapas é eó ico e p a icamen e desa iado . Na pesquisa
onomás ica em Leipzig, o aspec o a eal oi concluído décadas a ás como um dos ês
p incipais aspec os ú eis pa a in es iga o con a o linguís ico. Consequen emen e, a
dis ibuição geog á ica dos nomes p ecisa se examinada no con ex o linguís ico, cul u al e
social mais amplo. O aspec o e i o ial pa ece, po an o, se um p ecu so da " i ada
espacial". A "onomás ica eal" ambém desempenhou um papel p oeminen e na in es igação checa.
Os p oblemas p á icos incluem ga an i um p oje o de mapeamen o cla o, a in e p e ação
cuidadosa do mapeamen o sem conclusões inde idas, a de inição de á eas de nomes de
luga es e a escolha de um mapa de base adequado pa a o obje i o da ap esen ação
ca og á ica. Dado o objec i o de ca og a ia nomes de luga es como e idência da paisagem his ó ica do assen amen o, o mapa de base
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
Ac a Linguis ica 194 Li huanica LXXXIII ambém de e mos a a an iga paisagem o mais
p ecisamen e possí el. Isso signi ica, po exemplo, que obje os con empo âneos como
ese a ó ios e canais, e c., de em se apagados dos mapas opog á icos a uais, enquan o
ca ac e ís icas como linhas cos ei as his ó icas de em se le adas em con a. Pala as-cha e:
nomes de luga es, nomes de assen amen os, mapeamen o, i agem espacial, paisagem his ó ica
de assen amen os.
ANOTACIJA Žemėlapiai ai ne ik žemėlapių suda ymas. Teo icamen e e p ac icamen e é gana
sudė inga luga es a dus pažymė i žemėlapiuose i juos analizuo i. A liekan onomas inius
y imus Leipcige, e i o inis aspek as p ieš kelis dešim mečius bu o numa y as ienu iš
pag indinių mas ika aip pa a liko s a bų aidmenį ykdan y imus Čekijoje. P ak inių
aspek ų, p i alomu i ian kalbų kon ak us. A i inkamai geog a inis a dų išsidės ymas u-
i bū i nag inėjamas pla esniame kalbiniame, kul ū iniame i socialiniame kon eks e. Taigi
a odo, kad e i o inis aspek as y a „e d inio posūkio“ pi m akas. „E d inė (a ealinė) ono-
klausimų sp endimo s i is apima suda omų žemėlapių aiškumo už ik inimą, de alųjį jų
paaiškinimą be nepag įs ų iš adų, ie o a džių s ičių nus a ymą i galu inio žemėlapio,
ep ezen uojančio ka og a inį, pa eikimą. Siekian a aizduo i ie o a džius kaip is o inio
gy en ie ės k aš o aizdžio liudininkus, pag indiniame žemėlapyje aip pa u ė ų bū i kuo
iksliau pa ody as bu ęs k aš o aizdis. Po exemplo, ai eikš ų, kad daba inių jos,
a siž elg i bū ina.
objek ų, okių kaip andens eze ua ai ( elkiniai), kanalai i pan., galė ų nelik i šių dienų
opog a iniuose žemėlapiuose, ačiau į okias jų cha ak e is ikas, kaip is o inės k an ų lini-
ESMINIAI ŽODŽIAI: ie o a džiai, gy en iečių a dai, žemėlapių suda ymas, e d inis
posūkis, is o inis gy enamųjų ie ų k aš o aizdis (landša as).
INTRODUÇÃO
O mapeamen o não é apenas coloca sinais em algum mapa de base. T a a-se de uma
a e a so is icada que eque p emissas eó icas adequadas e cuidados p á icos
pa a alcança um esul ado con incen e e iá el.
Como em odas as ou as escolas de onomás ica em á ios países,1 a
onomás ica em Leipzig ambém desen ol eu uma base eó ica e me odológica.
No que diz espei o ao con ac o linguís ico (especialmen e ge mano-esla o),
o am iden i icados ês aspec os que i e am de se omados em con a em conjun o em odos os es udos:
O aspec o dos ní eis
linguís icos, o aspec o
sociolingüís ico, o aspec o e i o ial.
S aipsniai / A icles 195
Be o e he Spa ial Tu n: The A eal Aspec in 1980s Ge man
Onomas ics and i s Applica ion in Cu en Resea ch
Es a eo ia ambém o mou uma máxima p ospec i a do abalho onomás ico p á ico. O aspec o
dos ní eis linguís icos es u u ou a secção de a aliação dos dicioná ios oponímicos,3 onde a
oné ica, a onologia, a mo ologia ou a ipologia e a lexicologia ou a semân ica dos nomes
examinados o am exaus i amen e expos os. A sua impo ância é e iden e pelo ac o de não
segui em o dicioná io (como se ia de se espe a dada a lógica do p ocesso aplicado) mas o
p ecedem. A conside ação dos ní eis linguís icos e a a aliação dos nomes em e mos de his ó ia de
assen amen o e am o que cons i uía a p óp ia onomás ica, o dicioná io de nomes "me amen e"
o necendo a base pa a o abalho. Admi o que es a base oi compilada com mui o es o ço e oi
conside ada po mui os, especialmen e usuá ios não linguís icos, como o p incipal esul ado da
pesquisa onomás ica. O aspec o sociolingüís ico conside ou a " ealização de um onimo
pe encen e ao código em sociolec os e idiolec os e a co esponden e classi icação de a ian es
de nomes"4 (Eichle 1981: 10), ou seja, as elações en e nomes e es u u as sociais. Também
desempenhou um papel impo an e na pesquisa onomás ica. Os es udos ela i os endem a se
con idos em nume osos ensaios e não em monog a ias sepa adas (5). Explicações co esponden es
ambém podem se encon adas nos dicioná ios de nomes ele an es (p. ex., Wal he 1971 [DS 26]: 47
[…] 57; Hengs 2003 [DS 39]: 192 […] 207). Es es dois ac o es o am aumen ados pelo aspec o da á ea.
Os aspec os e i o iais esumiam duas pe spec i as opos as, mas complemen a es: a ixação de
onimas na á ea e a o mação de á eas (Eichle 1981: 10). Abo dou an o a ques ão de como as á eas
são cons i uídas a pa i de nomes indi iduais (do indi íduo pa a o odo) quan o a posição ado ada
po nomes indi iduais nas á eas (do odo pa a o indi íduo). Jun amen e com pe spec i as
g ama icais e linguís icas, g ande impo ância oi a ibuída à localização da onímia na supe ície
da Te a. (No a elmen e, a his ó ia não é mencionada nesses ês aspec os, apesa de se
p a icamen e ine en e à pesquisa diac ônica). Em p incípio, isso não e a no o, pois desde os
p imó dios do abalho acadêmico ou, do pon o de is a a ual, quase acadêmico sob e nomes
p óp ios, mapeá-los em sido uma das a i idades undamen ais. Is o é co obo ado pela ci ação
a empo al equen emen e ci ada na li e a u a de in es igação: "Nós a ibuímos uma
impo ância pa icula aos mapas. 3 Ve a isão ge al em Wal he (2004: 115 […] 123) e, desde en ão,
Eichle & Zschieschang 2011. Os dicioná ios de nomes de luga es do B andenbu gisches Namenbuch
(BNB) êm uma es u u a semelhan e. Em con as e, uma es u u a di e en e é encon ada em
Hengs 2003; Eichle & Wal he 2010 e Fos e &
Willich em 2007.
4 O iginalmen e em alemão: […]Realização de um dos Kode angehö igen Onyms in Soziolek en und
Idiolek en und die en sp echende Eino dnung on Namen a ian en[…]. 5 Ve , po exemplo,
Namen o schung heu e: 42 […]50 e […]De Name in Sp ache und Gesellscha […], que con ém á ios
a igos, Wal he 1973 [DS 27].
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196 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
A na u eza demons a i a pode dize mais do que a con e sa de mui as páginas […]6
(F ings 1957: 9; ci ado po Udolph 1979: 12, no a 1; Obs 2001: 107, no a 1). Es a
decla ação já se basea a em décadas de expe iência quando oi cunhada e, po an o,
e le e o con ex o de pesquisa onomás ica que ab ange um século in ei o. Os se es
humanos es ão espi i ualmen e condicionados a dedica -se a abs ações
ca og á icas do seu en o no? Alguns pesquisado es en a izam com en usiasmo nos
í ulos de seus ensaios que os mapas colo idos o am incluídos. Lemb e-se, não há
nada de e ado com isso, especialmen e quando lemb amos que apa en emen e nem
seque oco e a alguns pesquisado es usa em mapas pa a desc e e ci cuns âncias
geog á icas complexas.
Obse e que o e cei o aspec o mencionado oi chamado de "á ea" em ez de
espacial, geog á ico ou ca og á ico. Mesmo que os mapas de empos passados
pa eçam mui as ezes um pouco p imi i os de ido às possibilidades écnicas
limi adas quando o am ei os, a ino ação de nossos an epassados - não apenas em
Leipzig - não de e se subes imada. Além de se em esc i o es de dicioná ios com
in e esse em e imologia, eles ambém nos deixa am um esou o de conside ações
concei uais, me odológicas e eó icas que é mui o p ecioso pa a se igno ado pela
pene a ing his moun ain o eading and ela ing i o cu en esea ch will
pos e idade. Admi o que exigem um es o ço subs ancial.
De ce a o ma, o aspec o a eal an ecipou o que a i ada espacial da
his o iog a ia mais a de ep esen ou (Lübke 2018: 327 […] 328, incluindo com
e e ência explíci a à onomás ica em Leipzig) […] o a o de que os nomes não são
simplesmen e mapeados. Em ez disso, examinou como as p op iedades e
especi icidades da onimia se o na am espacialmen e signi ica i as - não de
o ma abs a a, mas em conexão com os habi an es humanos, sua linguagem e
sua socialização. Além de desc e e a á ea ocupada po nomes o mados com um
ce o su ixo, é essencial, pelo menos, en a explica po que essa á ea é
cons i uen s and in luences in ol ed. This is closely ela ed o dialec ology,7 in
which, in addi ion o mapping ce ain linguis ic de elopmen s, linguis ic a eas
cons i uída dessa o ma, bem como iden i ica os ou os que são iden i icados.
Nos anos 90, inspi ados sob e udo no monumen al Flu namena las de Hesse
(Ramge 1987), os "espaços de nomes" o am um ema de in es igação mui o popula .
6 O iginalmen e em alemão: […]Den Ka en messen wi besonde e Bedeu ung zu. A sua a e
plás ica pode dize mais do que o Ge ede iele Sei en. 7 Š ámek 2007: 292301. Po azões de
cla eza, os í ulos dos ensaios indi iduais nes e olume e os luga es o iginais de publicação
o am omi idos. As in o mações co esponden es podem se acilmen e encon adas na
publicação ci ada.
S aipsniai A igos 197 e 197
Be o e he Spa ial Tu n: The A eal Aspec in 1980s Ge man
Onomas ics and i s Applica ion in Cu en Resea ch
Felizmen e, decidiu-se usa o e mo "á eas" pa a es as pe spec i as geog á icas,
em ez de espaços ou dis i os. Ce amen e ale ia a pena a i ma á ea sob e
espaço na e minologia.
O aspec o a eal ambém desempenhou um papel impo an e na onomás ica checa. A
es e espei o, a in es igação onomás ica alemã e checa e elou-se mu uamen e
inspi ado a. Acima de udo, Rudol Š ámek en a izou epe idamen e a impo ância
cen al e sis êmica do mapeamen o de nomes em sua con ex ualização linguís ica e
social (c . Š ámek 2007: 292 […] 294, 300, 305 […] 324). A a ealidade é, po an o, um dos
p é- equisi os necessá ios pa a a ealização da linguagem e, ao mesmo empo, uma
das ca ac e ís icas (sinais) undamen ais que de e minam a exis ência da linguagem,
mesmo que a p óp ia a ealidade não seja ine en emen e linguís ica. A ealidade de
um enômeno linguís ico só se o na linguis icamen e ele an e como esul ado do
p ocesso de comunicação en e as pessoas. Pode-se dize que a linguagem ambém
es á es ei amen e ligada, a a és da sua egionalidade (espaço geog á ico), aos
ipos de meio social, geog á ico, económico e cul u al que ambém podem se
classi icados como um sin oma da ida social, inclusi e em e mos geog á icos, ou
seja, a a és da sua egionalidade. E é po isso que as á eas de ealidades, obje os e
e mos o mam as condições e a ede ex a-linguís ica undamen al pa a as á eas
de sua exp essão linguís ica ou sua nomeação (Š ámek 2007: 292).8 Apesa de sua
complexidade, essa decla ação exp essa o obje i o eal: que as á eas de nome não
exis em isoladas, mas es ão in eg adas na soma da cul u a humana no sen ido mais
amplo. Tal isão ab angen e é ambém o equisi o-cha e pa a que a onomás ica possa
pa icipa em discu sos in e disciplina es (Š ámek
2007: 212).
O esul ado des a base eó ica é que não é su icien e simplesmen e in oduzi as coisas num
mapa ou nou o. Na e dade, o mapeamen o "casual" é quase pe igoso. Es e a igo abo da
alguns dos p oblemas elacionados. 8 O iginalmen e em alemão: […]Die A eali ä bilde auch eine
de no wendigen Vo ausse zungen de Realisie ung de Sp ache und gleichzei ig eines de
g undlegenden Me kmale (Anzeichen), die die Exis enz de Sp ache bedingen, obgleich die
A eali ä an und ü sich nich inhä en linguis isch is . A a ealidade de uma apa ência
linguís ica o na-se linguis icamen e ele an e p imei o como esul ado do p ocesso de
comunicação en e as pessoas. Pode-se dize que a linguagem ambém é um meio de á ea (de
geog aphischen Räumlichkei ) es ei amen e ligada aos ipos de ambien es sociais,
geog á icos, econômicos e cul u ais, que ambém são classi icá eis como um sin oma da ida
social, en e ou os, em e mos geog á icos, ou seja, a a és de sua á ea. Und deshalb bilden
die A eale de Realien, de Objek e und Beg i e die Bedingungen und das g undlegende
auße sp achliche Ne z ü die A eale ih es sp achlichen Ausd ucks ode ih e Benennung.
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198 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
P oblem 1: Rep esen a ion on maps
Um ano após a cons ução do Mu o de Be lim, um pequeno ensaio oi publicado po um
dos p incipais geóg a os da Alemanha O ien al ( e Og issek 1983) in i ulado
"Requisi os Me odológicos-Ca og á icos Básicos pa a Mapas Toponomás icos"
(Og issek 1962). Explicou os p incípios básicos pa a o na a ep esen ação
ca og á ica signi ica i a e comp eensí el. Incluí am ga an i que o con eúdo dos
mapas não osse sob eca egado e que os obje os mos ados ossem cla amen e
dis inguí eis. Es e ensaio ainda oi ci ado décadas depois e hou e pedidos de abalho
adicional a se ei o nes e campo (po exemplo, Š ámek 2007: 324). É ácil en ende es a
demanda quando con on ados com alguns mapas de dis ibuição de nomes, mui os
dos quais con êm símbolos e á eas que são di íceis de dis ingui e, pa a pio a as
coisas, en am mos a mui os obje os. Mesmo a de iciência isual mais comum é
igno ada com o e melho e o e de - duas co es que algumas pessoas possuem em
canno ell apa – o en being con as ed. Bu his is some hing which dese es
a opic o i s own. Wha ’s mo e, he au ho o his pape does no claim ha his
mapas são pe ei as!
P oblema 2: In e p e e com cuidado
Não impo a quão bem um mapa enha sido desenhado, ele de e se is o com a
cabeça cla a, a im de esis i à suges ão da imagem mapeada. Os geóg a os ambém
êem nos p odu os ge ados po GIS, com sua apa en e p ecisão e imp essionan e
colo ação, o isco de de e minismo de dis ância (o iginalmen e em alemão:
[…]Dis anzde e minismus[…]) omen ado po sis emas de in o mação geog á ica e
suas isualizações (Tschaschel, Wild, Len z 2007: 5). Isso en a o espec ado a chega
a conclusões que não são ealmen e indicadas pelo ma e ial mapeado. Po exemplo, a
p ecisão mensu á el é mui as ezes implíci a po que os dados e o mapa se o iginam
de um compu ado , enquan o na ealidade há apenas um signi icado ago.
Is o aplica-se, po exemplo, à dis inção en e ipos de nomes mais an igos e mais
ecen es. Sua p odu i idade empo al pode se melho desc i a pela cu a de sino
de Gauss, po que é na na u eza de mui as ca ac e ís icas que a dis ibuição
assume his shape o dis ibu ion (Qua embe 2011: 103). Acco ding o his
no mal, um ipo de nome é inicialmen e usado apenas espo adicamen e, mas mais
a de emp egado com equência c escen e. Em algum momen o, a inge o máximo
de sua p odu i idade, que en ão diminui no amen e e g adualmen e desapa ece. As
cu as de p odu i idade de di e en es ipos de nomes pode iam se isualizadas
po meio de g á icos de diag ama de caixa comumen e usados em es a ís icas. No
en an o, is o é pu amen e eó ico, uma ez que os empos em que, po exemplo, os
assen amen os o am nomeados na Eu opa cen al são ge almen e desconhecidos
pa a nós, e, po an o, os g á icos co esponden es não podem se açados.
Mesmo assim, os g á icos de diag ama de caixa (Fig. 1) são ex emamen e í idos quando se a a de modela a di e enciação c onológica en e di e en es ipos de nomes.
S aipsniai A igos 199 e
Be o e he Spa ial Tu n: The A eal Aspec in 1980s Ge man
Onomas ics and i s Applica ion in Cu en Resea ch
Fig. 1: S a is ical model o he ch onology o place-name ypes
Não se pode assumi que os onimos pe encen es a ipos de nomes an e io es sejam
odos mais an igos do que os mais ecen es. Em ez disso, de e-se assumi que as
cu as de p odu i idade se sob epõem. Is o signi ica que, embo a os pe íodos de
p odu i idade es ejam concen ados em épocas di e en es, é impossí el uma
dis inção cla a e apenas podem se iden i icadas endências. Em um mapa, po ém,
dois g upos dis in os o mados po duas nu ens de pon os exa amen e si uados são
in e p e ed – and his is ul ima ely wha he scien i ic app oach is all abou –
oge he wi h hei me hodological backg ound. The poin cloud o olde name
mos ados po dois símbolos di e en es. No en an o, eles só podem se ipos não é
pe se a á ea de assen amen o mais an iga, mas apenas o indica. O mapa é, po an o,
apenas um e lexo mais ou menos pálido de uma si uação mais complexa que já
exis iu. E isso signi ica que é essencial e i a in e p e ações descuidadas dos pad ões geomé icos da dis ibuição de nomes.
P oblema 3: Nome das á eas
Nes e con ex o, p ecisamos de pe gun a como uma á ea de nome é de inida. Tendo
em con a a p á ica p edominan e, a espos a só pode se : "a olho". Como eg a
ge al, as nu ens de pon os são examinadas isualmen e e ce as aglome ações e
concen ações são decla adas á eas. Tendo is o em men e, ale ia a pena explo a
se pode iam se desen ol idos ins umen os analí icos pa a de ini á eas
u ilizando mé odos ma emá icos. A pala a ope a i a aqui é "se", po que apenas as
elíquias do an igo onímio são conside adas. As lacunas, os nomes pe didos que não
conhecemos pode iam alsi ica os esul ados (a a és do de e minismo de
dis ância acima mencionado) sem que possamos a alia o g au de alsi icação.
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
200 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
Ne e heless, i ’s wo h conside ing whe he simple bu e s a ound each
pon o no mapa se ia ú il na de inição de á eas de assen amen o. Uma ez que cada
assen amen o u al em uma ce a á ea de e a u ilizá el em seus a edo es,
pode ia se ap oximadamen e modelado com um ampão com um aio de 500, 1000 ou
2000 me os que lemb a os anéis concên icos de on Thünen. Uma á ea de
assen amen o pode ia en ão se conside ada como exis indo quando esses
ampões se encon am ou se sob epõem, o mando uma á ea con ínua. Ou a
possibilidade se ia de ini dis âncias máximas en e locais indicadas po pon os e,
assim, ep esen a a á ea como uma ede de linhas de ligação a é um ce o
comp imen o en e locais. Os a queólogos já desen ol e am modelos
co esponden es das es u u as espaciais dos assen amen os p imi i os ( e , po
exemplo, Łosiński 1982: 168 […] 176, Figs. 52 […] 57; pa cialmen e ep oduzido po
G ingmu h-Dallme 1996: 10; Volkmann 2009: 228 […] 229, 241 e 24), que ambém pode iam se usados em um sen ido in e disciplina pa a a oponímia.
P oblema 4: Mapas de base
Também é impo an e escolhe o mapa de base ce o. Mui as ezes, po exemplo,
i ens do início da Idade Média são ap esen ados sem pensa ao lado, po exemplo,
do a ual li o al do Ma do No e, da ede de au o-es adas ou de poços de
mine ação abandonados. No úl imo caso, quando essas minas a céu abe o o am
inundadas, isso pode esul a em alguns dos símbolos mapeados sendo
mos ados na água. Consequen emen e, aldeias his ó icas e assim po dian e,
cujos nomes o am mapeados, pa ecem e sido localizadas em ilhas ou
pla a o mas lu uan es. O mapa de base no qual os nomes são ap esen ados
de e, po an o, co esponde às in o mações mos adas, algo que, em úl ima
análise, se aplica a odos os mapas onomás icos. Tenha em men e que o mapeamen o de nomes pode basea -se em duas p emissas di e en es:
• Mos a onde esses nomes es ão localizados pa a que o espec ado possa
co elacioná-los com sua pe cepção espacial a ual, ou
• Relaciona os nomes à paisagem his ó ica, a im de mos a como a
paisagem de nomes oi in luenciada pela opog a ia e in eg ada nela no
momen o da sua c iação.
Tomando a p imei a abo dagem, po exemplo, em mapas de isão ge al de dicioná ios
de nomes de luga es, não é idículo se alguns luga es es ão lu uando na água. Na
e dade, isso pode a é se al amen e ele an e se um assen amen o o desc i o
no ex o como, po exemplo, "dese ado" ou "de as ado". É ób io que, is o em seu
con ex o his ó ico, os nomes dos assen amen os não lu ua am o iginalmen e na
água. Po ou o lado, a e e ência à paisagem his ó ica é impo an e pa a as mui as
análises linguís icas e his ó icas. No en an o, e a a uma paisagem his ó ica em
um mapa de base eque mui o abalho e ambém comp omissos. Mapas de base
adequados nem semp e es ão disponí eis. A é mesmo as a edu as colo idas de
LIDAR ( e , po exemplo, Wes phalen, Zschischang, 2015, Fig. 5) ão popula es nos
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úl imos anos mos am não apenas o ele o do e eno (a é ce o pon o) a empo al,
mas ambém de alhes da supe ície a ual da Te a, como edi ícios e es adas, e c.
Se isso in e ompe ou dis o ce a ep esen ação da paisagem his ó ica, a
co eção manual se á necessá ia. Pe mi am-me ilus a es e p oblema com um
exemplo p á ico em que a oponimia de e ia se classi icada den o da paisagem
his ó ica em conexão com on es esc i as e achados a queológicos (Al mann 2012;
Al mann 2017; Zschieschang 2017). Em p imei o luga , as minas de ligni e a céu abe o
i e am de se apagadas. Além disso, o amanho e a posição dos lagos de Mans eld
i e am de se ajus ados pelo menos ap oximadamen e ao seu es ado medie al (Fig.
2a). Enquan o hoje em dia só es a o Süsse See ("Lago Doce", em alemão), o seu
homólogo conhecido como Salzige See ("Lago Salgado") ambém exis iu a é à e a
indus ial an es de desapa ece no inal do século XIX, quando a água se in il ou no
solo de ido às ac i idades minei as. Embo a não seja um desas e, es e oi
ce amen e um enômeno imp essionan e (Ule 1994 [1895]). Além disso, como ambos os
lagos já ha iam encolhido nos séculos an e io es, as linhas cos ei as egis adas o
mais an igo possí el inham de se en adas. Além disso, já hou e um e cei o lago
pe o de Eisleben conhecido como Faule See (Lago Pod e). Fig. 2: Os lagos de Mans eld, es ado a ual (a) e medie al (b)
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
208 Ac a Linguis ica Li uanica LXXXIII
das-he s elde -zehn e zeichnis-und-die- uehmi elal e liche-g enzsi ua ion-an-de mi-
le en-saale [Acessado em 18 de maio de 2020].
Zschieschang Ch is ian 2020 [em imp essão]: O snamen und Gewässe […] eine komplexe
Beziehung. […] Balode Laimu e & Čīšangs K is ians [Zschieschang Ch is ian] (ed.): Es udos
Onomás icos II / In es igações Onomás icas II. P oceedings o he in e na ional scien i ic
con e ence […]Onomas ic Languages In es iga ions[…] (Rīga, 10-12 de maio de 2018), Rīga: La iešu
alodas ins i ū s, 2020, 327 […]341.
Iki e d inio posūkio: a ealinis aspek as
okiečių onomas ikoje XX amžiaus
9 dešim me yje i jo p i aikymas
daba iniuose moksliniuose y imuose
SANTRAUKA Zemėlapių suda ymas žymimas y a ne ik ženklųėjimas am ik uose
žemėlapiuose. Tai sudė inga užduo is, eikalaujan i inkamų eo inių nuos a ų i p ak inių
įgūdžių am, kad bū ų pasiek as į ikinan is i pa ikimas ezul a as. Kaip i isose ki ose
onomas ikos mokyklose isame pasaulyje, Leipcigo onomas ikos mokykla aip pa iš obulino
eo inius i me odinius pag indus. Já an es dos dezmeios en a de e mina kalbų (ypač
okiečių i sla ų) o con a o oi p e is o ês aspec os ai, į suda omos iš a ski ų a dų (nuo
paski ų iki a dų isumos), i iš ki os pozicijos kokie paski i a dai ose a do ėse ie (nuo
ku iuos eikėjo a siž elg i isuose y imuose: 1) kalbos lygmenų aspek as, 2) socioling is-
inis aspek as, 3) e i o inis aspek as. Bū en pas a asis i sp endė klausimą, kaip e i o ijos
a dų isumos p ie paski ų a dų). Isso não oi uma no ícia. A ealinė onomas ika aip pa
aidino s a bų aidmenį a liekan y imus Čekijoje. Nuo pa p adžių, ž elgian iš mokslinių, a
šiandienos požiū iu, pusiau mokslinių, pozicijų, ik inių pag indinių žodžių y imų ienas iš ikslų
y a ie ų a dų žemėlapių suda ymas. Tam a p asme e i o iinis aspek as numa ė ai, ką
ėliau pa i ino is o iog a ijos e d inis posūkis ie ų a dai nė a pap asčiausiai pažymimi
žemėlapiuose. Be o, šiuo aspek u bu o i iama, kaip onimijos ypa ybės i speci ika apo
e d iškai eikšmingos ne
S aipsniai / A icles 209
Be o e he Spa ial Tu n: The A eal Aspec in 1980s Ge man
Onomas ics and i s Applica ion in Cu en Resea ch
abs akčiai, be san ykiaudamos su žmonių gy enamosiomis ie omis, jų kalba i inėmis
social eikmėmis.
G e a ie o a džių, suda y ų su am ik a p iesaga, e i o ijos apibūdinimo, bū ina ben
pabandy i paaiškin i, kodėl šios e i o ijos ie o a džiai aip suda omi, aip pa nus a y i
eiksnius i ap ašy i ki as e i o ijos sudedamąsias dalis. Assim, os e i ó ios ie o a des
p ecisam de se in eg a , se in eg ados à sua cul u a, a p aça é p ismá ica. Toks pla us požiū is
aip pa y a pag indinis eikala imas onomas ikai, siekian ją į auk i į a ps i inius disku sus.
Šių eo inių nuos a ų pama u pa odoma, kad nepakanka iesiog nu ody i objek us iename a
ki ame žemėlapyje. Na e dade, o a si ik inis do žemėlapių suda ymas é a é pe igingas. Šiame
s aipsnyje i ap a iamos kai ku ios su uo elacionados p oblemos. P ak inis p oblemų
sp endimas už ik ina aiškų žemėlapio suda ymą (1 p oblema šiame s aipsnyje), ikslų žemėlapių
paaiškinimą be nepag įs ų iš adų (2 p oį jį eikia ž elg i objek y iai am, kad bū ų įmanoma
blema), ie o a džių s ičių nus a ymą (3 p oblema) i galu inio žemėlapio, ep ezen uojan-
čio ka og a inį, pa eikimą (4 p oblema). Nes a bu, kaip ge ai bebū ų suda y as žemėlapis,
a sispi i siūlomam suplanuo am (ne ik am) aizdui. Po exemplo, e d inių išma a imų ikslumas
dažnai y a numanomas, nes duomenys i žemėlapis y a paim i iš kompiu e io, uo a pu ik o ė
u i ik neaiškius pa ame us. Tai, po exemplo, aikoma a ski ian anks esnių i naujesnius
ie ų a dų ipus.
Pap as ai aškinių duomenų s i ys y a ik inamos izualiai, o am ik os aglome acijos i
koncen acijos y a dekla uojamos e i o ijos. Tu in ai omenyje, e ė ų išsiaiškin i, a nebū ų
galima suku i anali inius ins umen us, apib ėžiančius e i o ijas ma ema iniais me odais. Taip
pa s a bu pasi ink i inkamą a aminį žemėlapį. Po exemplo, mui as das objecções de idu ação
p ecoce são neapgal o ai pa eikiami šalia, a kime, šiandienos Šiau ės jū os pak an ės, g ei kelių
inklo a apleis ų kasyklų. Pap as ai gy en iečių a dų žemėlapiai gali bū i g indžiami d iem
ski ingomis nuos a omis: (1) pa ody i, ku y a šie a dai, kad a o ojas galė ų juos susie i su
esama padė imi e d ėje a ba (2) susie i a dus su is o iniu k aš o aizdžiu, siekian pa ody i, kaip
k aš o aizdžio a dynas pa eik as opog a ijos i in eg o as į ją sukū imo me u. A siž elgian į
ikslą pažymė i ie o a džius kaip is o inio bu ęs k aš o aizdis. A siž elgian į ikslą pažymė i
gy en ie ės k aš o aizdžio liudininkus žemėlapyje, u ė ų bū i kuo iksliau a spindė as i
ie o a džius kaip is o inio bu ęs k aš o aizdis. Po exemplo, ai eiškia, kad daba iniai objek ai,
okie kaip andens eze ua ai ( elkiniai), kanalai i pan. galė ų i nepa ek i į šių dienų opog a inius
žemėlapius, a siž elgian į okias jų cha ak e is ikas, kaip is o inės k an ų linijos. Pas a asis
aspek as y a bū inas, nes ykę is o iniai opog a iniai pokyčiai pa eikė iš isus egionus.
Nea siž elgus į k aš o aizdžio pokyčius, ie o a džių geog a inio išsidės ymo duomenys gali bū i
išk aipomi. Da blogiau, jei y a i iami ik is da egzis uojančių gy en iečių a dai, igno uojan
dokazymus apie nebeegzis uojančias gy en ie es. Ypač iksliai a skleis i anks esnių gy en iečių
oniminius elik us galima i ian laukų a dus.
Šiame s aipsnyje pa eik i pa yzdžiai y a ski i ilius uo i, kaip ka og a uojan
geog a inius a dus nepakanka ien ik naudo i am ik us žemėlapių suda ymo į ankius, o po o
in e p e uo i ie o a džių išsidės ymą geome iškai. Analizuojan i aiškinan ie o a džių
pa eikimą žemėlapiuose, eikia a sa giai pasi ink i pag indinį žemėlapį i pa eikimo o ma ą,
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
210 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII aip pa pa ik in i šal inius, kad gau i ezul a ai bū ų
eisingi i nebū ų klaidingai in e p e uojami. Ypač a siž elgian į naujausius echnologinius
pokyčius, ku ie paleng ina žemėlapių suda ymą kaip niekad anksčiau, s a bu už ik in i, kad
y imai nea silik ų nuo seniai žinomų a ealinės ( e i o inės) onomas ikos iš adų.
Į eik a 2020 m. junho 25 d.
CHRISTIAN ZSCHIESCHANG
Se bski ins i u / So bisches Ins i u
Wó nožka za dolnose bske slěźenja
Zweigs elle ü niede so bische Fo schungen (Cen o de In es igações pa a os Baixos-Se bos)
D oga Augus a Bebela 82 anos
Augus -Bebel-S aße 82 (em inglês)
D3046 Chóśebuz-0 Co bus
ki o.ksizank@se bski-ins i u .de
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