258 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI
NATALIIA KOROLOVA
Ins i u o Educacional e Cien í ico de Filologia do
Ta as She chenko Na ional Uni e si y o Kyi
ORCID id: o cid.o g/0000-0001-5014-5302 Campo de
pesquisa: Me odologia do Ensino de Línguas Clássicas,
Cul u a An iga, La im Medie al, No o e
La im con empo âneo.
OLESIA LAZER-PANKIV (em inglês)
Ins i u o Educacional e Cien í ico de Filologia de Ta as
She chenko Uni e sidade Nacional de Kie ORCID id:
o cid.o g/0000-0001-5281-5816 Campo de pesquisa:
Me odologia do Ensino de Línguas Clássicas, Línguas
Clássicas, G ego An igo e La im
Pa oemiologia, Cul u a An iga.
DOI: doi.o g/10.35321/all86-11 (em inglês)
Insc ições la inas em ina
Ob as de a e de alego ia
Gêne o
Lo yniški į ašai alego ijos žan o aizduojamojo
meno kū iniuose
Ano ação
O a igo ap esen a a análise das insc ições la inas em pin u as, a escos e, bem como as
eng a ings o he allego y gen e. The sou ces o bo owing, unc ional and seman ic load,
ca ac e ís icas g á icas e linguís icas das insc ições la inas o am es udadas. Pa a as
insc ições de acompanhamen o, os a is as usa am ases das ob as de au o es an igos, da
Bíblia, das ob as de con empo âneos e ases o iginais, cuja au o ia não pôde se
es abelecida. A análise das ca ac e ís icas linguís icas e g á icas das insc ições la inas em
ob as de a e de gêne o alegó ico e elou uma sé ie de mudanças ípicas da p á ica
linguís ica da época. A g ande maio ia deles oi causada pelos p ocessos que oco e am no
la im a dio, no la im medie al inicial e o am pa cialmen e a es ados po g amá icas an igas.
S aipsniai A igos 259 e
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
As insc ições di e em na o ma de ap esen ação (poé ica e p osa) e no olume (de KEYWORDS:
one wo d o de ailed explana ions), which depends on hei unc ional load.
gêne o alegó ico, insc ições la inas, ca ac e ís icas uncionais, on es emp es adas,
ca ac e ís icas linguís icas, ca ac e ís icas g á icas.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje analizuojami alego ijos žan o pa eiksluose, eskose i aižiniuose naudojami
lo yniški į ašai. Ti iami lo yniškų į ašų skolinimosi šal iniai, unkcinis i seman inis k ū is,
g a iniai i kalbiniai požymiai. Meno kū inius papildančius į ašus suda o azės iš an ikos ku ių
au o ių da bų, Biblijos, au o ių gy enamojo laiko a pio da bų, o aip pa o iginalios azės,
au o ys ės nus a y i nepa yko. Meno kū inius papildančius į ašus suda o azės iš an ikos
ku ių au o ys ės nus a y i nepa yko. Alego ijos žan o aizduojamojo meno kū iniuose
panaudo ų lo yniškų į ašų kalbinių i g a inių požymių analizė a skleidė daug pokyčių, būdingų
konk e aus laiko a pio kalbai. Daugumą pokyčių nulėmė p ocesai, ykę ėly ojoje lo ynų
kalboje, anks y ųjų idu amžių lo ynų kalboje i iš dalies paliudy i an ikos laikų g ama ikose.
Į ašai ski iasi i pa eikimo o ma (poezija i p oza), i apim imi (nuo ienažodžių iki de alių
ESMINIAI ŽODŽIAI: alego ijos žan as, lo yniški į ašai, unkciniai požymiai, skolinimosi
paaiškinimų), ku i p iklauso nuo jų unkcinio k ū io. šal iniai, kalbiniai požymiai, g a iniai požymiai.
INTRODUÇÃO
A alego ia pe co eu um longo caminho de desen ol imen o e se mudou o ganicamen e
pa a á ias es e as da cul u a. O gêne o alegó ico es á p esen e na li e a u a,
música, escul u a, bem como na a e igu a i a. A pala a "allego ia" em do g ego
ἀλληγορία (λλος ano he + ἀγορεύω pa a ala ). É uma linguagem elada, igu a i a,
um dos modos de desen ol imen o es é ico da ealidade, a ecepção das imagens de
obje os e enômenos a a és da imagem, que se baseia na alego ia. Na maio ia das
ezes, as alego ias isuais e a am concei os abs a os, enômenos ípicos,
pe sonagens, pe sonagens mi ológicos […] os po ado es de um ce o con eúdo
alegó ico a ibuído a eles. A alego ia pode se uma sé ie de imagens ligadas po uma
única ama. O obje o de nossa pesquisa são insc ições la inas em pin u as, a escos
e g a u as do gêne o alegó ico. O assun o da pesquisa são as on es de emp és imo,
ca ga uncional e semân ica, bem como as ca ac e ís icas g á icas e linguís icas
das insc ições la inas.
The pu pose o he esea ch is o in oduce he La in insc ip ions om he
ob as de a e do gêne o alegó ico ag upadas pelo p incípio emá ico, análise e
desc ição das ca ac e ís icas uncionais, linguís icas e g á icas das insc ições
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
260 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI em linguís ica. A ealização do obje i o
en ol e as seguin es a e as: 1) cole a dados e c ia a amos a das ob as de a e
do gêne o alegó ico com insc ições la inas; 2) iden i icação das ca ac e ís icas
uncionais e semân icas das insc ições; 3) de e mina as on es das insc ições; 4)
analisa as suas ca ac e ís icas linguís icas e g á icas.
As insc ições la inas o am usadas em ob as de a e de á ios gêne os, e c. O
and ends ( eligious, my hological, po ai pain ing, wo ks o he ani as gen e,
gêne o alegó ico não é uma exceção: as insc ições la inas são bas an e comuns em
a escos, g a u as e pin u as des e gêne o, e a comp eensão da imagem às ezes
é impossí el ou e ada sem uma in e p e ação co e a pelo a o de que alguns
o hese insc ip ions. Fo mode n iewe s, he si ua ion is u he complica ed
monumen os des e gêne o são p ese ados em mau es ado. insc ições oco e não
Un o una ely, inco ec eading and, consequen ly, in e p e a ion o some
só em si es de a e amado a, mas a é mesmo nos ca álogos o iciais de museus e
gale ias de epu ação. É a necessidade de uma in e p e ação adequada, bem como a
deci ação e explicação co e as das insc ições la inas que de e minam a
ele ância do es udo, especialmen e dada a sua al a de es udo e a ausência de um
abalho gene alizado sob e o es udo das insc ições la inas do gêne o alegó ico em
pin u as, a escos e g a u as, seu con eúdo, on es, ca ac e ís icas
linguís icas, ca ga uncional, e c. O p esen e es udo aplicou uma no a abo dagem à
desc ição de ob as do gêne o alegó ico em e mos do sinc e ismo da a e isual e
sua inco po ação e bal.
1. Me odologia
A pesquisa baseou-se nos abalhos cien í icos undamen ais sob e his ó ia da
a e, bem como em a igos e monog a ias indi iduais (Bailey 2012; Baye 2009;
Gomb ich 2018; Hall 2018; Honou & Fleming 2005; Smi h & S einho 2012; S oks ad 2008;
Syson 2007; Thuillie 2002). Os abalhos a uais sob e o gêne o alegó ico des acam as
a i idades de escolas indi iduais de pin u a e o abalho de mes es especí icos,
mas o oco p incipal dos pesquisado es es á no ní el não- e bal das pin u as
(Bellan i 2006; Cheney 2017; Dessi 2007; Filippe i 2002; F ojmo ič 1996; 1972; Jenkins
No den alk; P ei e 1985; Se eb enniko 2015; Veldman 1980 e c.). Apesa de as
insc ições analisadas em nosso es udo e em sido mencionadas em á ias
publicações, elas não se o na am obje o de um es udo especial. No en an o, al
ên ase pa ece jus i icada e ú il, imagens ou escla ece o seu con eúdo.
as o en he insc ip ions a e an in eg al pa o he wo k, and hey explain he
S aipsniai / A icles 261
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
A on e de seleção dos dados de pesquisa (ou seja, pin u as, g a u as e a escos do
gêne o alegó ico) o am as publicações de e e ência e ca álogos de g andes coleções
de museus, que o necem in o mações ac uais de alhadas sob e o abalho de um
mes e, ca álogos de museus on-line,1 bem como ma e iais ap esen ados nos si es
WikiA , De ian A e Ge yImages. Pa a conduzi a pesquisa, oi ei a uma amos a
ep esen a i a de pin u as, a escos e g a u as do gêne o alegó ico com insc ições
la inas, o que nos pe mi e i a ce as conclusões e gene alizações sob e o gêne o
como um odo. Os p incipais c i é ios de selecção o am emá icos, c onológicos e
geog á icos; Po an o, as ob as de emas sag ados e secula es de di e en es
pe íodos e a iliação e i o ial o am le adas em conside ação. A in eg idade do
con eúdo do ex o, o g au de coe ência (co elação de ex o e imagem),
in o ma i idade, c iados nos séculos XIV-XX o am selecionados. Algumas alego ias
size, e c. we e also aken in o accoun . Thus, 231 wo ks o he allego ical gen e
com nomes la inos desp o idos de insc ições (As ologia po Edwa d Bu ne-Jones;
Ius i ia po Maa en an Heemske ck; P uden ia e Sol Jus i iae po Alb ech Dü e ;
Amo Impe a o po F anz on S uck; Melancholia po Lucas C anach), e ilus ações de
manusc i os e imp essões an igas (Os Qua o Ca alei os do Apocalipse em
Apocalipse de Sain -Se e ; O Sep em Libe ales A es po F ancis Cleyn, e c.)
o am u ilizados pa a análise compa a i a.
2. An eceden es eó icos:
HISTÓRIA DA FORMAÇÃO
Do gêne o alegó ico
A alego ia começa sua longa jo nada na li e a u a g ega an iga no século VI aC
como uma in e p e ação alegó ica da poesia - as ob as épicas de Home o (em
pa icula , Teagenes de Régio e Fe ecídeo de Si o) (Doma adzki 2017: 303 […] 306). A
alego esia é uma écnica de in e p e ação que e ela o ocul o (ou seja,
[…] alegó ico […]) con eúdo de uma ob a.
O ilóso o g ego Clean hes (meados do século III aC) oi o p imei o a usa o e mo
ἀλληγορικῶς (Robins 2013: 28); Demé io de Fale on (ap oximadamen e 355-283 aC)
usou o e mo ἀλληγορία: νῦν δ σπερ συγκαλύμματι τοῦ
λόγου τῇ ἀλληγορίᾳ κέχρηται· πᾶν γάρ τὸ ὑπονοούμενον φοβερώτερον, καὶ
ἄλλος εἰκάζει ἄλλο τι· ὃ δὲ σαφὲς, καὶ φανερόν, καταφρονεῖσθαι εἰκός, ὥσπερ
1 Museu B i ânico, Galle ia Bo ghese, Museu do Lou e, Museu Me opoli ano de A e, Museu do
P ado, Museu Es adual do He mi age, Gale ia Es adual T e yako , Gale ia U izi, Museus do Va icano, e c.
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
262 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI
(Na ase ealmen e usada, o o ado en ol eu suas pala as, po assim dize , em alego ia.
Qualque exp essão que insinue escu idão é mais a e o izan e, e sua impo ância é
conjec u ada de á ias manei as po di e en es ou in es. Po ou o lado, as coisas que
são cla as e simples são p opensas a se desp ezadas, assim como os homens quando são despojados de suas
ga men s) (Dem. Phal. Eloc. 2. 100).
He ácli o G ammá ico (século I dC) em seu a ado Quaes iones Home icae o nece uma
explicação da alego ia no con ex o da in e p e ação da imagem dos deuses: […]ὁ γὰρ
[…]λλα μν ἀγορεύων τρόπος, […] δτερα[…] […]ν λέγει σημαίνων, ἐπωνύμως ἀγολληρία
καλεῖται[…] (pa a o opo que diz uma coisa, mas signi ica algo di e en e do que ecebe,
diz o nome […]allego y[…] p ecisamen e disso)
(He acli o. QH 5.2).
The allego ical in e p e a ion o my hs abou he gods p ac iced by he
Os g egos se espalha am po Roma. Aelius Dona us em A s G amma ica dá a
seguin e de inição de alego ia: […]Allego ia es opus, quo aliud signi ica u diz)
quam dici u ” (Allego y is a igu e ha signi ies some hing di e en om wha i
(Dona . A s g am. 6).
Uma de inição semelhan e é encon ada em Isido o de Se ilha (560-636): […]Allego ia
es alieniloquium. Aliud enim sona , aliud in elligi u […] (Alego ia é ou a linguagem,
pois oco e quando uma coisa é di a e ou a é en endida) (Isid. O ig. 1.22) e em Ma ius
Plo ius Sace dos (século III dC): […]aliud signi icans quam con ine u in e bis[…]
(signi ica ou a coisa do que es á con ido nas pala as) (Sace d. A s g ama. 1.
149–153).
Apesa do a o de que a alego ia se o iginou na li e a u a e na mi ologia, ela oi
inco po ada na pin u a, escul u a e a qui e u a. A alego ia na pin u a e na escul u a
é uma igu a ou g upo que e a a uma ideia abs a a ou uma á ea de a i idade
do ada de a ibu os cons an es de "eloquência" (K asno a 2002: 10 […] 11). A alego ia é
um ipo de sinal que es abelece uma conexão en e imagem e signi icado po analogia
di e a e não en ol e camadas mul i ace adas de con eúdo que se desdob am
g adualmen e como em um símbolo. A alego ia nas a es plás icas é uma imagem
a ís ica com um sub ex o, uma imagem com um signi icado ocul o, com a qual se
pode ansmi i uma a iedade de concei os abs a os, ideias e alo es da ida,
exp essa opiniões pessoais ou oca em ópicos p oibidos a a és de seu "imenso
pode pa a ilus a ideias e concei os complexos de manei as que são acilmen e
dige í eis e angí eis pa a seus espec ado es, lei o es ou ou in es" (A Te ms, n.d.).
O gêne o alegó ico nas belas a es se o iginou nos empos an igos. a is as g egos
used pe sonalized abs ac ions o in e nal p ocesses, emo ions and s a es, such
como ai a ou in eja, que ainda não podiam exp essa a a és de exp essões aciais
e ges os. Nos pe íodos helenís ico e omano, os se es di inos e am do ados de
algum a ibu o ca ac e ís ico ou a é mesmo subs i uídos po alego ia. Daí em dian e, não.
S aipsniai / A icles 263
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
apenas es ados e sen imen os o am alego izados, mas ambém p ocessos es aduais e polí icos:
eedom, powe , jus ice, e c.
Du an e a Idade Média, a alego ia se iu pa a ins mo ais e eológicos. Figu as que
ep esen am i udes e ícios e am mais equen emen e e a adas du an e
es e pe íodo. Nas belas a es do Renascimen o há secula ização na ep esen ação
de alego ias mo ais; es ão cheios de con eúdo humanís ico. As pe soni icações são
demons adas a a és de qualidades in elec uais, ciências, aspec os do mundo,
plane as, e c., ou seja, aquelas imagens em que a cha e alegó ica e ela as idéias
ge ais sob e o mundo e o luga do homem nele.
Na a e do es ilo ba oco, os a is as, com base em adições an igas, c ia am ob as
cheias de con eúdo alegó ico, como se en assem aça pa alelos en e o passado e o
u u o. Combinando li emen e pe sonagens his ó icos e mi ológicos, imagens pagãs e
c is ãs em um espaço isual, os au o es c ia am no as conexões semân icas, alusões,
sub ex o ideológico. Tais composições exigem um espec ado educado e in elec ual,
mas às ezes são ão con usas que são acompanhadas de insc ições, explicações e a é
mesmo de um p og ama sepa ado ap esen ado de o ma li e á ia e poé ica. A es e
espei o, ha ia oda uma dou ina de sinais e imagens alegó icas. Ao e a a igu as
abs a as ep esen ando i udes, de ei os, sen imen os, e c., os a is as se
basea am em publicações como Emblema um Libe de And ea Alcia o (1531) ou Iconologia
de Cesa e Ripa (p imei a edição 1593 e sucessi os). Além disso, ha ia imagens abs a as.
En e as coleções mais signi ica i as es ão Adagia Collec anea (1500) e Adagio um
sepa a e collec ions o p o e bs on mo al and e hical hemes, which accompanied
Chiliades (1508) de E asmo de Ro e dã. Os poemas que mais a de o am incluídos na
An hologia La ina2 ambém o am insc ições mui o popula es.
Johann Joachim Winckelmann, o undado da eo ia do neoclassicismo, que p imei o explo ou o
signi icado da alego ia nas a es plás icas, di ide as alego ias em dois ipos: o sublime e o mais
simples. As pin u as da p imei a ca ego ia incluem aquelas em que há um signi icado ocul o de
mi os ou signi icados an igos, como a pe soni icação de i udes e ícios. Falando sob e o J. J.
philosophy. The second ca ego y includes pain ings wi h be e known
Winkelmann opôs-se ao ascínio excessi o com ele. Ele ep eendeu aqueles que en a am o ná-lo
ac ha any allego y has some hing mys e ious and accessible no o e e yone,
mais ins u i o dizendo nas insc ições o que a 2a An ologia La ina é uma coleção de poemas an igos
em la im de pequeno olume publicado pelo ilólogo alemão Alexande Ries em 1869-1879. A pa e mais
aliosa da An ologia La ina é i ada do chamado Códice Salmasiano (século VIII). Na Idade Média, as
lis as desses poemas e am amplamen e conhecidas e incluídas em á ias coleções.
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
Ac a Linguis ica Li uanica LXXVI as pin u as signi ica am e o que elas não
signi ica am, e exigiam ap ende com os a is as an igos que, na maio ia das
ezes, escla eciam suas pin u as com ais sinais que e am únicos pa a uma coisa
em pa icula e nenhuma ou a (Winckelmann 1935: 264 […] 163 […] 170). A hu
Schopenhaue obse a que "a imagem alegó ica [...]? se e a dois p opósi os
simul aneamen e: a exp essão do concei o e a exp essão de di e são lúdica […]
he idea. Only he la e can be a wo k o a ; he o he is someone else’s goal,
o ça a imagem a se i como uma insc ição ao mesmo empo […]
(Schopenhaue 2021: 232) A Comissão conside a que a Comissão não em compe ência pa a de e mina a compa ibilidade de uma medida de auxílio com o a igo 107.o, n.o 1, do T a ado.
Ou os abalhos (Γιαγκάζογλου 2001; Ka zenellenbogen 1939; Me ens
2015; Michel 1987; Spanily 2010; Vandendo pe 1999; 2005; Wa ncke 2005;
Whi man 2000; Zla a 1997, e c.) ambém o am dedicados às peculia idades da alego ia.
3. Funcional e semân ica
Ca ac e ís icas das insc ições A alego ia do pensamen o a ís ico pe meia a a e de
odos os es ilos e di eções, as imagens alegó icas es ão p esen es em ob as de á ios
gêne os - eligiosas e mi ológicas, na u ezas mo as, paisagens, e c. Eles o am
des inados p incipalmen e a pessoas educadas que são capazes de econhece o
con eúdo sec e o escondido nas imagens de pessoas, animais, obje os ou a ibu os
que acompanham os pe sonagens p incipais da ela. Todos os elemen os da ela
alegó ica e am "pala as". Ao mesmo empo, a ques ão das insc ições que acompanham
os desenhos e g a u as eque mui a a enção, po que mui as ezes é com a sua ajuda
que as insc ições (os chamados i ulos) cujas o igens es ão associadas a insc ições
he image which is di icul o comp ehend based on i s a ibu es is e ealed.
explica i as em á ios obje os da an iguidade o mam uma unidade com os elemen os,
aduzindo uma imagem isual em uma imagem e bal. Como salien a Vandendo pe, em
o an allego ical pain ing: hey explain o commen on he image and help
pa icula , […]o p aze que es as pin u as de em aze nasce da co espondência
en e os a ibu os e a ados e o concei o abs a o ma cado pela insc ição [...]. A
alego ia só se o na cla a se, encon ando a cha e pa a le a insc ição acima da
imagem, deci a mos os á ios símbolos ligando-os a exp essões me a ó icas
emp es adas da linguagem co idiana […] (Vandendo pe 2005: 31[…]32). Po exemplo, a
essência em um banco de ped a na a de de ou ono é e elada pela insc ição
MELANCHOLIA (Melancholia de A nold Böcklin). Na minia u a Os Qua o Ca alei os do
o he image depic ing an o dina y gi l wi h a mi o in he hand who si s
Apocalipse (páginas 108 e 109 do Apocalipse de São Se e o), acima de sua cabeça. Ti ian
colocou uma insc ição no opo de A Alego ia da Idade Go e nada pela P udência: EX
PRAETERITO PRAESENS PRVDENTER AGIT, NI FVTVRVM ACTIONEM DETVRPET (Da
he ide who ep esen s Dea h can only be iden i ied by he insc ip ion mo s
S aipsniai A igos 265 e 265
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
expe iência do passado, o p esen e age com p udência, pa a que não es ague ações
u u as), que é a cha e pa a deci a a alego ia des a ela: conselhos pa a agi com
p udência e cau ela, passando essa expe iência pa a seus descenden es.
O obje o da imagem nas pin u as do gêne o alegó ico incluía i udes e ícios (89), ciências e a e
(68), bem como idéias ge ais sob e o mundo e o luga do homem nele: qualidades in elec uais,
sen imen os, es ações, e c. (74) (Fig. 1). Es es podem se como ciclos de pin u as (po exemplo, As
Qua o Mona quias de É ienne Delaune; Sé ie Os Qua o Tempe amen os, Es ações e Plane as de
Maa en an Heemske ck), bem como imagens indi iduais (Allego ia da T ansi o iedade de Jan an den
Hoecke; Allego ia do Amo Celes ial de Sodoma). Figu a 1. Temas de insc ições la inas em ob as de
a e do gêne o alegó ico (em %) Os pe sonagens abs a os mais equen emen e e a ados nas
ob as de a e do gêne o alegó ico incluem as igu as que ep esen am i udes ou ícios (89). Hall
obse a que a ideia de pe soni ica um concei o abs a o com a igu a humana (ge almen e eminina)
oi ado ada pela Ig eja p imi i a desde a an iguidade clássica; a Ig eja o usou pa a ensina uma lição
mo al ep esen ando i udes e ícios em con li o […] (Hall 2018: 347). O ciclo das se e p incipais
i udes c is ãs (as ês " i udes eológicas", ou seja, é, espe ança e ca idade (I Co ín ios 13:13)
e as qua o 3 As aduções dadas aqui e abaixo são i adas de si es especializados e ca álogos on-line
‘ca dinal i ues’, i.e. jus ice, p udence, o i ude and empe ance), some imes
o museums.
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
266 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI empa elhado com ícios ap op iados, oi
amplamen e ep esen ado na escul u a e a esco medie ais.
As imagens de i udes e ícios e am ge almen e acompanhadas po í ulos de
uma pala a que ajuda am a iden i ica a imagem: SPES, COGNICIO, PRVDENCIA,
TEMPERANCIA, FIDES, IVSTICIA, CHARITAS, PACIENTIA, FORTITUDO, OBEDIENTIA,
HUMILITAS, ARDOR, IMMUNDITIA, GULA, ACCIDIA, LUXURIA, SUPERBIA, IRA, INVIDIA,
AVARICIA, e c. Ciclo de São F ancisco, de Gio o; Cognição e as Se e Vi udes, de
Hans Sebald Beham; As Se e Vi udes, de F ancesco Pesellino; As Vi udes e
Vícios, de Hein ich Aldeg e e ; As Se e Vi udes C is ãs, do Mes e IB; As Se e
Vi udes, de Lucas an Leyden; Os Se e Pecados Mo ais e as Qua o Úl imas
Coisas po RECTA, CARITAS CONSVMMATA (Allego ia da Fé, Allego ia da Ca idade
Hie onymus Bosch). Some imes a is s di e si ied i uli wi h epi he s: FIDES
po Pie o di F ancesco degli O ioli).
A p á ica de comen á ios ex ensos ambém e a gene alizada. Mui as ezes, eles
simplesmen e acompanha am igu as alegó icas e não inham conexão di e a com a
es u u a igu a i a dos desenhos, po exemplo, Os ícios e as i udes, de Pie e
B uegel, o Velho. Po ou o lado, Gio o aça a co espondência en e a imagem e a
insc ição. As alego ias das Se e Vi udes e Vícios na Capela Sc o egni êm í ulos
cu os e comen á ios ex ensos que ilus am a imagem com oco nas
ca ac e ís icas e ações das alego ias ap esen adas. Na Alego ia do An igo e No o
Tes amen o de Ga o alo há um g ande núme o de insc ições de á ios olumes,
p incipalmen e nomina i as e in o ma i as: PARADISVS, ECCLESIA CRISTI, INITIAT,
PVRGAT, PERFICIT, SINAGOGA, TEMPLVM SALOMONIS, INFERNVS, e c. A in e p e ação
da Bíblia ap esen ada em An Allego y o he Old and New Tes amen s po Hans
Holbein, o Jo em, ambém con ém um g ande núme o de insc ições de con eúdo
semelhan e, em pa icula : GRATIA, LEX, PECCATV, MORS, MYSTERIVM IVSTIFICATIS
ESA, PROYASPHETA, HOMO, IOANNES BAPTISTA, AGNIVS IV, NISTIFICATIO NICTORIA
NOSTRA.
A alego ia do Amo Celes ial de Sodoma pode se in e p e ada como um amo
celes ial que supe a o e es e. Na imagem, uma mulhe de ama água de um ja o
no ogo do al a com a insc ição STINSI TERENAS (Eu apaguei a e a). Também
Behind i we see abula ansa a wi h he insc ip ion CELESTES (Hea enly).
da emos exemplos das alego ias elacionadas a emas secula es. A imagem das
i udes e dos ícios ambém é impo an e aqui (15). O Salão dos No e do Palazzo
Pubblico em Siena é deco ado com os a escos A Alego ia do Bom e do Mau Go e no
de Amb ogio Lo enze i. Um mau go e no é
S aipsniai A igos 273 e 273
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
O inal de uma pala a pode se encu ado: DIVINA RE (DIVINARVM RERVM) em
Teologia po Ra ael em S anza della Segna u a. Há uma con ação
[…]sonan e + consoan e[…], que ambém é ma cada pela linea nasalis acima da
ogal an e io : PRVD[…]TER (PRVDENTER) em The Allego y o Age Go e ned
by P udence, de Ti ian; MDI (MVNDI) em Allego ia do An igo e No o
Tes amen os po Hans Holbein, o Jo em; VIVAT[…] (VIVANT) no Ciclo de
Vices and he Vi ues by Pie e B uegel he Elde , ĨMŨDITIA (IMMUNDITIA)
F escos da Vida de São F ancisco, de Gio o. É adicional eduzi a
conjunção pós-posi i a -que: CAETERA[…]
(CAETERAQUE), PENEꝖ (PENEQVE) in The Vices and he Vi ues by Pie e
B uegel, o Velho.
Ab e ia u a de nomina sac a: DN[…] (dominus) em Os Se e Pecados Mo ais e as
Qua o Úl imas Coisas de Hie onymus Bosch e […] (sanc a) no Ciclo de F escos da
Vida de São F ancisco de Gio o.
A insc ição INIUSTITIA em Allego ias das Se e Vi udes e Vícios de Gio o em
um g á ico di e en e das le as T.
5.FURES DE EMPRENDO LATIN
Ci ações
A maio pa e dos í ulos consis e em í ulos cu os que con êm uma indicação do
obje o na imagem. As insc ições maio es podem se di ididas em ês g upos que se
co elacionam com o ema das pin u as: ci ações de on es an igas e au o es do
início da Idade Média; ci ações de ob as de con empo âneos; ob as eligiosas (Bíblia).
De e-se no a que os au o es de pin u as são bas an e li es pa a lida com
ci ações, mudando e compondo-as de aco do com necessidades especí icas ou
in enção a ís ica.
5.1 Ci ações de on es an igas
En e as insc ições la inas analisadas usadas nas ob as de a e do gêne o
alegó ico, uma pa e signi ica i a é compos a po ci ações de au o es clássicos. O
ciclo de g a u as Os ícios e as i udes de Pie e B uegel, o Velho, é indica i o.
O í ulo AVARITIA QVIS METVS, AVT
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
PVDOR EST VNQVAM Ju en. P op ie á io
XIV.177178 já encon ado em alguém que é
A a i? Que medo ou que emo é
ap essadamen e ganancioso?
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
274 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI
O í ulo IRA ORA TVMENT IRA,
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
NIGRESCVNT SANGVINE O .
com que o os o incha, e as
de sangue
A s ês. VENAE A ai a az
eias 503 […] 504 icam p e as
IVSTICIA SCOPVS LEGIS EST, AVT VT EVM QVEM Sen. Cl. A Comissão conside a
EIVS1.2 CAETEROS MELIORES REDDET AVT SVBLATIS MALIS CAETERI
a a és da punição, melho a o es o deles; ou, após a emoção do culpado,
que as pessoas es an es possam i e mais segu amen e FORTITVDO
ANIMVM VINCERE, IRACVNDIAM COHIBERE Cic. O Ma c. CAETERAQVE VITIA ET
AFFECTVS 3.8 COHIBERE VERA FORTITVDO EST Conquis a os impulsos,
con e a ai a e os ou os ícios e emoções: es a é a e dadei a o aleza
As duas i udes seguin es incluem ci ações modi icadas do Epi ome do
que a Comissão não cump iu as suas ob igações. PVNIT EMENDET, AVT POENA
SECVRIORES VIVANT O objec i o da lei é co igi aqueles que ela cas iga ou,
au o an igo Lac an ius.
O í ulo CHARITAS SPERES TIBI ACCIDERE QVOD ALTERI Lac . Épi .
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
ACCIDIT, ITA DEMVM EXCITABERIS AD OPEM 65 FERENDAM SI SVMPSERIS
que o que acon ece com os ou os ambém acon ece á com ocê. Assim,
pelo es ado da alma daquele que implo a ajuda em seu momen o de
necessidade. PRACIPE IN RELIGIONEM, QVIA DEVS 66 odos nós de emos
man e a é, pa icula men e no que diz espei o à eligião, po que Deus
em an es de udo, e é mais pode oso do que o homem.
EIVS ANIMVM QVI OPEM TVNC IN MALIS CONSTITVTVS IMPLORAT Suponha
ocê só se á despe ado pa a o nece ajuda quando sen i empa ia
FIDES FIDES MAXIME A NOBIS CONSERVANDA EST
PRIOR ET POTENTIOR EST QVAM HOMO Abo e
Lac . Epi .
S aipsniai A igos 275 e 275
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
QVAE POSSVNT CONTINGERE, ANIMO TVO CVNCTA PROPONE (Se ocê deseja se
p uden e, enha em men e o u u o e imagine udo o que pode ia acon ece ) (PL
72:24) 9.
Os a escos Vi udes Polí icas de Domenico Becca umi são deco ados com
ci ações das ob as de Sénéca, Cíce o, Sallus o.
O í ulo CONCORDIA MVTVA BENIVOLENTIA
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
NV(M)Q(VAM)
DEBET SENESCERE RVMORES MITIGAT (em inglês)
A amizade mú ua nunca de e en elhece [pa a]
con e umo es10
O Cic. Amigo. 22
Sen. Ben, po a o . 1.3
Ca i as IDEM VELLE IDEM NOLLE
coisas, ejei ando as mesmas coisas
que endo o mesmo Sal. O ga o. 10
O ex o colocado no can o supe io di ei o de Allego ia da T ansi o iedade
po Jan an den Hoecke NOSCE TE IPSVM (Conheça- e a i mesmo) é um
amoso a o ismo, uma adução la ina da ase g ega ΓΝΩΘΙ ΣΕΑΥΤΟΝ esc i a no Templo de
Apolo em Del os.
As alego ias de Ra ael na S anza della Segna u a es ão di e amen e
elacionadas com as insc ições que a acompanham.
O í ulo de juiz IVS SVVM
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
VNICVIQVE TRIBVIT Jus ice dá ao
CIC 1, Dig. 1,10 a cada um o seu
Theology DIVINARVM RERVM NOTITIA Knowledge o
coisas di inas
CIC 1, Ins . 1.1.1
Filoso ia CAVSARVM COGNITIO Conhece as Causas Cic. Pelo al o. 18.67 Poesia NVMINE AFFLATVR Inspi ado
pelo Di ino Ve g. A. 6.49 […]51 Na pa e in e io da moldu a da g a u a Aes as de Pie e B uegel, o Velho,
no cen o, lemos: AESTAS, adolescen iae imago (Ve ão, imagem da ju en ude), que liga b e emen e a
mudança de es ações com a idade humana. 9 A ci ação é mui as ezes e oneamen e a ibuída a Sêneca.
A ob a Fo mula Hones ae Vi ae oi esc i a quase du an e oda a Idade Média: no século XII, como
esul ado do aciden e, o p e ácio sob e a au o ia de Ma inho oi pe dido.
in imi a ion o he Seneca s yle and was conside ed he wo k o his ancien Roman philosophe
10 As legendas são ge almen e combinadas em uma única exp essão; Ve , po exemplo, Jenkins, 1972.
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
276 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI e ambém June make summe ) é um echo da
insc ip ion on he le : Iulius, Augus us, nec non e Iunius Aes as (July, Augus
eclogue de Ausonius De Mensibus e Qua uo Anni Tempo ibus (Aus. Ecl. 1318). A insc ição
à di ei a (F ugi e as a is e Aes as o ida messeis O e ão quen e az colhei as
é eis pa a os campos) é uma ci ação ab e iada do e as ico sob e as qua o
es ações de Julian (AL 571).
Ob as de con empo âneos ambém e am popula es. A insc ição na g a u a
SPES, de Pie e B uegel, o Velho, IVCVNDISSIMA EST SPEI PERSVASIO ET VITASI
IMPRIMIS, NECESSARIA TOT AERVINAS PENEQUE INTOLERABILES (Doce é a
con iança que b o a da espe ança, sem a qual não pode íamos supo a as
mui as e quase insupo á eis ad e sidades da ida) é uma ci ação modi icada do
humanis a espanhol J. Li es V (Vi es 1538: 250). Alego ias de de ei os indi iduais
do ciclo Os ícios e as i udes de Pie e B uegel, o Velho, con êm ci ações da
ob a Zodiacus Vi ae do médico, poe a e ilóso o i aliano Pie Angelo Manzoli ou
Ma cello S ella o, ou Ma cello Pellini S ella us em la im. Cu iosamen e, depois de
sua mo e em 1551, ele oi decla ado he é ico, a Ig eja Ca ólica queimou seus
ossos e o papa Paulo IV colocou seu li o Zodiacus Vi ae no p imei o Index
Lib o um P ohibi o um (Índice dos Li os P oibidos) em 1559. Apesa da p oibição
da Inquisição, o poema oi aduzido pa a á ios idiomas eu opeus e sob e i eu a
inúme as eimp essões o a da I ália.
O í ulo SVPERBIA NEMO SVPERBVS AMAT SVPEROS,
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
NEC PZV 9: 901 LVXVRIA LVXVRIA ENERVAT VIRES,
AMATVR AB ILLIS Nobody who is p oud lo es he
god abo e, no is he lo ed by hem
EFFOEMINAT PZV 4: 315 ARTVS A luxú ia ouba sua
o ça e en aquece seus memb os
DESIDIA SEGNITIES ROBVR FRANGIT LONGA OCIA PZV 10:
ociosidade
(queb a) os ne os
139140 NERVOS A p eguiça queb a a o ça, a longa
GULA EBRIETAS EST VITANDA, INGLVVIESQVE PZV 10:
INVIDIA HORREND MONSTRVM, PZV 4: 414 SAEVISSIMA
133 CIBORVM E i e a emb iaguez e a glu onia INVIDIA
PESTIS A in eja é um mons o a se emido, e uma
p aga mais se e a
S aipsniai A igos 277 e 277
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
A insc ição na g a u a AVDITVS da sé ie de g a u as The Fi e Senses de Geo g
Pencz é equen emen e lida como TRVXA PER AVDITV11 (em ez de TRVX APER
AVDITV), o que é inco e o po á ias azões: a o ma TRVXA do adje i o la ino ux
é impossí el de aco do com as no mas da g amá ica la ina; A p eposição pe de e
se usada com acusa i o. Além disso, odas as insc ições des a sé ie de g a u as
compõem uma ase: TRVX APER AVDITV (AVDITVS), LINX VISV (VISVS), MILVVS ODORE
(OLFATVS), SIMIA NOS SVPERAT GVSTV (GVSTVS), SED ARANEA TACTV (TACTVS) (O
ja ali supe a-nos pela audição, o lince pela isão, o papagaio pelo chei o, o macaco
pelo gos o e a a anha pelo oque). Apa ece pela p imei a ez no esc i o medie al
Thomas de Can imp é (Can imp a ensis 1973: 106) na seguin e o ma: Nos ape
audi u, lynx isu, simia gus u, Vul u odo a u p aecelli , a anea ac u. A ase
o iginal é sob e um ja ali e é a sua imagem que emos na g a u a. Supomos que a
di isão inco e a da ase em elemen os oco e de ido à sc ip u a con inua.
5.2. Ci ações da Bíblia
Ob as eligiosas alegó icas con êm ci ações da Bíblia.12
O í ulo The Child and Homo na us de mulie e b e i
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
i ens empo e Job 14: 1 Mo e po Hans eple u
nascido de mulhe , Que como uma lo su ge e é
Younge
mul is mise iis. Qui quasi los eg edi u e (BSV)
des uído, e oa como uma somb a
li ing a sho ime, is eplenished wi h many mise ies.
Holbein he con e i u e ugi elu umb a Homem
Alego ia de la QVAM
sal ação po Juan
REPROMISIT DEVS Que
p ome eu (BSV) de
o Senho Jacob 1: 12
Valdés Leal
JUSTIСIA in
Vi udes
15 (BSV) po Domenico
Becca umi
PER ME REGES REGNANT By me kings eign P o e b
Polí icas 8:
11 Po exemplo, h ps: collec ions.lou e. en/a k:/5335_cl020576776, h ps:
www. ijksmuseum.nl en/collec ion/RP-P-OB11.059.
12 As aduções dadas aqui e abaixo são i adas do si e da Biblia Sac a Vulga a (BSV).
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
278 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI
O í ulo The Se en Deadly Gens absque consilio es e
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
sine p uden ia Fo Deu e . Pecados e eles são uma nação
sape en e in elligen ac no issima Bosch p o iden O
azia de conselho, nem há nenhum 32.28-29 Qua o Úl imas
que eles e am sábios, que eles en ende am isso, que eles
Coisas en endimen o neles (BSV) po Hie onymus U inam
conside a iam seu úl imo im!
Abscondam aciem meam ab eis
No issima eo um,
32.20 (BSV) e o que se á o seu
e conside abo Deu e .
esconde -lhes o meu os o.
im Jus iça no DILIGITE
TERRAM Amem a jus iça, ocês
Te a do
Amb ogio
Lo enze i (em inglês)
IVSTITIAM QVI IVDICATIS
que são os juízes do (BSV)
Go e no po
Sabedo ia 1 Allego ia de Bom
Alego ia da Mo e em ICTV
15: po Juan de Valdés 52 (BSV)
Leal
OCVLI Um pisca de olho I Co .
Allego ia do ECCE
7: 14 An igo e No o Eis
Tes amen s by
Hans Holbein, o
Mais jo em
VIRGO CONSIPIET ET
que uma i gem
PARIET FILIVM Isaías
concebe á e da á à luz um ilho (BSV)
MISER EGO HOMO, QVIS ME
CORPORE MORTI OBNOXIO
que eu sou, que me li a á
mo e
ERIPIET EX Romanos, HOC
Mise á el 7: 24-25 homem
des e co po (BSV) sujei o à
ECCE AGNVS ILLE DEI QVI TOLLIT
co dei o de Deus que (BSV) i a os
João 1: 29 PECCATVM MVNDI Veja o
pecados do mundo
S aipsniai / A icles 279
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
A alego ia de QVIA NON COGNOVIT MONDVS PER 1 Co 1: 20 O
o he wo k Insc ip ion and ansla ion Sou ce
An igo e o No o Tes amen o de Sapien ia DEV PLACVIT DEO
sabedo ia de Deus, o mundo não conheceu a Deus po meio
PER (BSV) po STVLTITIAM PREDICATIONIS SALVOS
da sabedo ia, ag adou a Deus pela loucu a do que
Ga o alo FACERE CREDENTES Po que, desde que, na
p egamos pa a sal a os que ac edi am.
Es e é o caminho de Isaías
30:21! Caminhe nele! (BSV)
VENI COLUNBA MEA INFORAMINIBVS Canção do PETRE.
SANIR ET HERMON. (Co ação de Salomão 2: Amana de
МЕVM SOROR MEA Ó minha (BSV) pomba, que es á nas
Seni e He mon... Tu ap as e o meu co ação, minha i mã
13,VSTRA INCENS ABOMINATIO 15 (BSV) MI VESTRAT NONES
EXAVDIAM SVNT Não aga mais oblições ãs; O incenso é
uma abominação pa a mim... sim, quando azeis mui as
CORON(A)BERIS DE CAPITE Solomon 2: AMANA DE VERTICE
Ve iço) É o nome do ei Salomão. 14; 4: 89 VVLNARASTI COR
endas da ocha... Olha do opo de Amana, Do opo de
NON OFFERRATIS VLTRA SACRIFICION Isaías FR 1:
o ações, eu não ou i ei: as ossas mãos es ão cheias de
REVELATION LIBRO VITE AGNI E não ha e á de modo algum
esc i os no Li o da Vida do Co dei o (BSV)
MANVS ENIM VESTRE SANGVINE PLENE
sangue NON INTRABVNT NISI Q 21: VI SCRIPTI SVNT IN
en a (Apocalipse) nela... mas apenas aqueles que es ão
FACTVS EST DOMINVS QVASI INIMICVS: Lamen o.
PRECIPITAVIT ISRAEL TRE. Z. The Lo d is
inimigo, ele engoliu Is ael
Eu não sei o que aze . 2: To nou-se como um
5 (BSV)
NATALIIA KOROLOVA, OLESIA LAZER-PANKIV
280 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVI
6. Conclusões
Assim, com base na análise das insc ições la inas usadas nas ob as do gêne o
alegó ico, podemos i a as seguin es conclusões e gene alizações. Os obje os
e a ados em ob as alegó icas são p incipalmen e i udes e ícios; ciências e
a es; e o uni e so; (sen imen os, habilidades, e c.); abs a o espec ado mode no,
concep s. A la ge numbe o allego ical images a e incomp ehensible o he
po que a sua pe cepção depende do ní el ge al do conhecimen o adqui ido
an e io men e e da amilia idade com o con ex o his ó ico. O uso de insc ições
la inas como pa e in eg an e de a escos, pin u as e g a u as de con eúdo
alegó ico oi de ido às peculia idades da o igem, o mação e desen ol imen o des e
gêne o. As insc ições de acompanhamen o às ezes ca egam a ca ga semân ica
p incipal, e, po an o, sua comp eensão é ex emamen e impo an e nome ou uma
o g asping he meaning ha he au ho laid in he wo k. Wi hou a cla i ying
insc ição la ina, eles podem bem pe manece um mis é io. Mui as insc ições êm uma
o ma poé ica (p incipalmen e hexâme o ou elegíaco) (po exemplo, Allego ias das
Se e Vi udes e Vícios de Gio o, O Asno na Escola de Pie e B uegel, o Velho). Es es
pode iam se echos dos poemas de poe as omanos (Ju enal, O ídio, e c.), ob as
de con empo âneos (po exemplo, Pie Angelo Manzolli) ou au o es desconhecidos.
As insc ições di e em não apenas na o ma de ap esen ação, mas ambém no olume
(de uma pala a a explicações de alhadas), o que depende de sua ca ga uncional. Os
í ulos de uma pala a iden i icam o obje o da imagem e desempenham uma unção
nomina i a e in o ma i a, escla ecendo de alhes e o necendo in o mações
adicionais. Exp essões cu as que comen am a imagem e nos ajudam a en ende sua
essência desempenham uma unção explica i a. Algumas ci ações e explicações
ex ensas êm uma ca ga didá ica e mo alizan e adicional. A pa e e bal nem semp e
é idên ica aos desenhos, mas p óxima a eles em con eúdo ideológico, o que suge e a
p esença da unção de coe ência. Também es á amos en ol idos na seleção de
should no o ge he ac ha hose who we e in ol ed in he insc ibing p ocess
ex os e ansmi imos a sua comp eensão da imagem. Sabe-se que g andes o icinas
(po exemplo, a o icina de Hie onymus Cock) Pa a insc ições de acompanhamen o, os
could en us he selec ion o insc ip ions o a eam o specialis s.
a is as usa am ci ações de uma a iedade de on es. Es as são p incipalmen e
ases das ob as de au o es an igos e da Bíblia, o que é ob iamen e de ido à
o ien ação da sociedade pa a os modelos ele an es e sua econhecibilidade pa a o
público na época. Há ambém ci ações de ob as de con empo âneos e ases o iginais,
cuja au o ia não pôde se es abelecida.
S aipsniai A igos 281 e 282
La in Insc ip ions on Fine A Wo ks o Allego y Gen e
A g ande maio ia das insc ições é ei a com maiúsculas. Fenômenos g á icos
como ma cas diac í icas e liga u as es ão p esen es em le as minúsculas e
maiúsculas. Mui as ezes, a on e é es ilizada a im de c ia um único
composi ional ensemble.
Os e os exis en es podem mui as ezes se explicados pela ins abilidade das
no only o la e and medie al La in, bu also classical: some e o s, which occu
no mas o og á icas nas insc ições la inas nas ob as do gêne o alegó ico,
a es adas po g amá icas an igas. Ao mesmo empo, exis em e os que podem se
explicados pela in luência da língua na i a do au o e pelo conhecimen o impe ei o
do la im po alguns a is as e g a ado es.
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