170 Ac a Linguis ica Li huanica XC
ALEXANDER I. ILIADI
The S a e Ins i u ion “Sou h Uk ainian Na ional
Uni e sidade Pedagógica em homenagem a K. D. Ushinsky
ORCID id: o cid.o g/0000-0001-5078-8316 Campos de
pesquisa: e imologia, linguís ica compa a i a-his ó ica,
linguís ica ge al e ipológica.
ILONA M. DERIK
A Ins i uição Es adual […]Uni e sidade Nacional
Pedagógica do Sul da Uc ânia com o nome de K. D.
Ushinsky[…] ORCID id: o cid.o g/0000-0002-8979-4745
Campos de pesquisa: linguís ica ge al e ipológica,
es udos de adução, linguís ica de co pus.
DOI: doi.o g/10.35321/all90-07
UNIVERSALIDADE em semân ica
Dinâmica: DE "CORPO" A "CORPO"
"Pessoa", "Eu", "Alma"
Seman inės dinamikos uni e salumas:
nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘sa as ies’, ‘sielos’
Ano ação
A pesquisa em como obje i o desc e e uma egula idade ele an e no desen ol imen o da
semân ica que ende a se uni e sal de ido à e idência em mui as línguas. No oco da pesquisa,
há uma sequência idên ica de es ágios de e olução semân ica "co po", "co po" → "pessoa", "eu",
"alma" e seu esul ado e elado nas línguas em análise. A mudança semân ica e isada é
ap esen ada em línguas gene icamen e elacionadas e não elacionadas em di e en es
his o y, which makes i possible o de ine i as a phenomenon diach onically ep oduced
a each ch onological c oss-sec ion. The pos ula e o he uni e sali y o he seman ic
pe íodos de sua co elação en e "co po", "pa es do co po" e "alma", "espí i o", "pessoa" e
"eu" baseia-se na sequência egula de "passos" de o ma con iá el do "co po" e imológico pa a
ou os signi icados nas línguas de onze amílias gené icas. Es a co elação de sememas pode
se de inida como um aglome ado de cadeias de mudanças semân icas. Apesa de algumas
S aipsniai A igos 171 e
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
di e enças, es as cadeias ainda se encaixam no quad o do mesmo modelo semân ico, que oi implemen ado em di e en es
condi ions, om which hese di e ences o igina e. Tha is, all a ian s o seman ic shi s
ook place unde ce ain condi ions and we e included in he “ope a ional ield” o one
model.
Pala as-cha e: uni e salidade semân ica, co elação de signi icados, ipologia
linguís ica, modelo, p onome, pala a compos a, e lexo.
ANOTACIJA
Ty imo desc e e o co esponden e aidos semân icos dėsningumą, que de ido a e idências em
mui as kalbų é uni e salus. Ty imo objek as iden iška seman inės aidos e apų seka kalbose.
‘kūnas’, ‘ko pusas’ → ‘asmuo’, ‘asmenybė’, ‘siela’ i jos ezul a ai a skleis analizuojamose
Apž elgiamas seman inis poslinkis pa eikiamas gene iškai giminiškose i nesusijusiose kalbose
ski ingais jų is o ijos laiko a piais, o ai leidžia jį apib ėž i kaip eiškinį, diach oniškai
a sika ojan į kiek iename k onologiniame pjū yje. Seman inės ko eliacijos a p ‘kūno, ‘kūno
dalių i ‘sielos, ‘d asios, ‘asmens, ‘sa as ies uni e salumo pos ula as y a pag įs as pa ikimai
nus a y a dėsninga žingsnių seka nuo e imologinės ‘kūno iki ki ų eikšmių ienuolikos gene inių
šeimų kalbose. Šią sememų ko eliaciją galima apib ėž i kaip seman inių pokyčių g andinių klas e į.
Apesa de alguns ski umos, es es g andinės is yko am ik omis sąlygomis i o am incluídos
iek elpa į ieno i o pa ies seman inio modelio, ealizuojamo ski ingomis aplinkybėmis,
ėmus, iš ku ių i kyla šie ski umai. Tai eiškia, kad isi seman inių poslinkių a ian ai
em ieno modelio ope acinį lauką. ESMINIAI ŽODŽIAI: seman inis uni e salumas, eikšmių ko eliacija,
ling is inė ipologija, modelis, į a dis, sudė inis žodis, e leksas.
1. INTRODUÇÃO
1.1. Es abeleceu-se uma adição especial de es udo do p oblema da ipicidade e a é
mesmo da uni e salidade das mudanças semân icas. No en an o, não oi
ge almen e acei o a é ago a, exis indo como uma soma de ideias nas ob as de
ep esen an es de di e en es escolas linguís icas. O iginalmen e de inido
es ei amen e po Michail M. Pok o skij como um enômeno da egula idade das
in e upções de signi icado nas línguas da Eu opa (de aco do com ele,
"signi icados idên icos, bas an e o iginais, em á ias línguas independen emen e
umas das ou as são elabo ados da mesma o ma"; Pok o skij 1895: 13), oi mais
a de inco po ado em uma aplicação pu amen e p á ica po Ca l Da ling Buck em
seu abalho A dic iona y o selec ed synonyms in he p incipal Indo-Eu opean
languages (Buck 1949). Du an e mui o empo, o aspec o da busca de uni e sais na
dinâmica semân ica das pala as pe maneceu a p e oga i a dos es udos e imológicos,
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica XC, onde a pe suasi idade da in e p e ação do
signi icado econs uído e sua e olução depende da con iabilidade de exemplos
ipologicamen e semelhan es, dis ingue ob as undamen ais sob e e imologia,
om o he languages. In pa icula , he ocus on ypological analogies in
como o His ó ico 2021 (publicado em Moscou) e o ecen e Dicioná io E imológico de
and E ymological Dic iona y o he Osse ian Language (1958–1995) by Vasilij
I. Abae , as well as he E ymological Dic iona y o Sla ic Languages (1974–
Línguas Ge mânicas (Vik o V. Le i sky, 2010). No en an o, es udos e imológicos,
po dis ibuição; ecolhem apenas ac os pa a as suas p óp ias necessidades, que
hei wide ange o asks, a e no limi ed o he ecalcula ion o ypological
analogies in he de elopmen o meaning and do no es ablish he a eal o hei
podem o na -se a base pa a u u as pesquisas eó icas no domínio ele an e da
uni e sologia.
1.2 Os esul ados dos abalhos de in es igação e imológica e semasiológica sob e o
signi icado léxico na sinc onia e na diac onia eque em uma base eó ica pa a
nume osos exemplos da ipicidade e egula idade das dinâmicas semân icas no
empo e no espaço. Há uma necessidade na eo ia que possa elabo a p incípios
me odológicos pa a desc e e e e i ica modelos de mudança semân ica comuns a
um g ande núme o de línguas elacionadas e não elacionadas. O conjun o
co esponden e de ques ões eó icas e me odológicas oi pa cialmen e analisado
nos ecen es (1) es udos de Anna A. Zalizniak, que oi a p imei a a analisa os
uni e sais em polissemia e passou a elabo a um ca álogo de ansições semân icas
(Zalizniak 2013: 397[…]409; 2018); (2) es udos de Elena G. Mikina (Mikina 2009; 2012; 2020;
2022) sob e a e olução semân ica dos e bos la inos e omânicos da ala. As ob as de
E. G. Mikina ilus am a sín ese o gânica da linguís ica compa a i a-his ó ica e da
ipologia linguís ica, uma ez que as cadeias de es ágios da dinâmica do signi icado
são es abelecidas con a um amplo undo indo-eu opeu. Ideias p óximas são
expos as em: (Ne lich 1992; Gee ae s 1997: 28 e seguin es).
1.3. Há a p ocu a de espos as a duas das ques ões undamen ais que são ele an es
pa a o es ado ac ual des a ques ão. O p imei o é sob e a elação equilib ada en e o
es ado sinc ônico da semân ica e sua dinâmica his ó ica no apa elho cien í ico da
pesquisa. Sabe-se que "e olução semân ica e polisemia sinc ônica são dois lados do
mesmo enômeno" (Zalizniak 2013: 413), mas não se sabe (ou não é ób io) se es e é um
caso pa icula de de i ação semân ica na língua (s) de uma época pa icula ou se
es amos lidando com uma co elação an iga de sememas, ep oduzida em uma a ia
c onológica a dia. Ambos os enómenos de em se dis inguidos. Po exemplo, os
e bos indo-eu opeus com um signi icado p imá io con iá el "encon a " êm
egula men e o semema secundá io "da à luz" (a yn (wa yn do sul) osse iano, e un
"encon a " e "ge a ", Pami O mu i ā - "encon a " e "da à luz" ~ PIE * […]e -
"encon a " (Abae 73: 1958 […]74); A ma cação ussa. C iança
S aipsniai / A icles 173
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
Encon a -se-á "nasce á uma c iança", dial uc aniano. encon a uma c iança […]
pa a da à luz um bebê[…], dial sé io. нашло се дете e ou os ~ *na-jь i (ESSJ XXII
113[…] 114, 116; Tols aja 1997: 290[…]291) com a idade ele an e an iga. Po um
way, among he Sla s, i a ose wi hin he amewo k o he language o he
i ual (s ill pagan!) ac ion o decei ing a e: a newbo n was allegedly b ough
hóspede que encon ou uma c iança na es ada. Assim, pode-se p esumi a
ep odução de elações semân icas há mui o es abelecidas no pe íodo a dio do
his o y o he languages o he wo g oups. Bu in he case o Tu kic ap- ‘ o
achado, "da à luz" (Abae 1958: 74) não há al cla eza como cos uma a se no
p o o- u co (S a os in, Dybo, Mud ak, eds., 2003: 1436: * ăp-; Teniše e al. 2006:
208, 288) ou mesmo a condição da língua u ca an iga (VII[…]X ăIII cc.) como apenas o
p imei o signi icado oi a es ado (DTS 533), no en an o, não há dados sob e o
signi icado de "da à luz" pa a a an iguidade, po isso pode se is o como uma
de i ação local. Bem, as condições cul u ais des a de i ação en e os
indo-eu opeus (i anianos, esla os) e os u cos ambém não coincidem.
A segunda é que cada exemplo do ipo p esumi elmen e uni e sal de
desen ol imen o semân ico de e se conside ado "sob uma lupa" e e i icado po
um núme o su icien e de a gumen os. A cole a de e idências pa a cada caso, sua
e i icação, classi icação do ma e ial cole ado e sua explicação é um abalho
demo ado e mui o labo ioso, mas quase semp e al pesquisa le a a esul ados mui o
in e essan es. Os abalhos sob e a comp eensão linguís ica de mui os desses
enômenos da semân ica ainda es ão po i , especialmen e uma ez que a
impo ância do es udo dos uni e sais na dinâmica do signi icado léxico ainda não oi
o almen e pe cebida.
2.OBJETIVOS E TASKS
Um exemplo in e essan e da co elação en e os sememas "co po" e "pessoa",
"eu" e "alma" que são es udados aqui, com algumas ese as, pode se conside ado
como uma ilus ação da ese sob e a uni e salidade de alguns modelos de
desen ol imen o semân ico. Es a co elação em sido igno ada na li e a u a
especializada, e en e an o, há mui o empo que exis em p é- equisi os cien í icos
pa a isso. Po exemplo, no ca álogo ele ônico […]The Ca alogue o Seman ic
Shi s[…] (Zalizniak e al.: h ps://da semshi . u/shi 4380), a ansição de […]body[…]
→ […]sel […] em á ias línguas não-indo-eu opeias é obse ada. Embo a o "Ca alogo"
simplesmen e egis e a co elação sinc ónica des es sememas, o
da a collec ed p omp s he sea ch o mani es a ions o a simila co ela ion in
he Indo-Eu opean languages and he s udy o he condi ions o i s appea ance.
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li huanica XC 174 (em inglês)
Consequen emen e, o objec i o da in es igação é desc e e o modelo de
desen ol imen o semân ico "co po" "pa e do co po", "co po" […] "pessoa" […]
"eu" […] "alma" (ou suas a ian es) e p o a a sua na u eza uni e sal, ou seja, a
sua implemen ação nos sis emas léxicos e semân icos de línguas de di e en es
amílias gené icas em sinc onia e diac onia.
A ealização des e objec i o en ol e o cump imen o de á ias a e as, "co po",
namely: 1) o summa ize all known e idence o he co ela ion o he sememes
"co po" e "pessoa", "eu", "alma"; 2) p o a a na u eza di e a da conside ação
de i a ion in all (i possible) cases, excluding he possibili y o media ing
(in e media e) s ages; 3) subs an ia e he ep oducibili y o he model unde
semân ica em di e en es a ias c onológicas da his ó ia das línguas en ol idas na
análise; 4) pa a descob i as azões des a mudança semân ica.
3. MATERIAL E METODOLOGIA
De in es igação
3.1 O es udo en ol e o ma e ial léxico de onze amílias gené icas de línguas, nas
quais emos a implemen ação des e modelo de desen ol imen o semân ico. Pelo que
sabemos, es es dados ainda não o am obje o de uma in es igação linguís ica
especial (no âmbi o do p oblema esboçado) e, consequen emen e, a semelhança
ipológica de di e en es pala as, demons ando a semelhança do seu
desen ol imen o semân ico, não é obse ada e explicada. Uma ez que a p imazia do
signi icado de "co po" em elação aos sememas "eu", "pessoa", "alma" e c. é
essencial pa a o es udo p opos o, o p imei o passo no p ocedimen o de p o a da
o iginalidade do signi icado somá ico é e e i -se aos esul ados da e imologia e da
econs ução. Es es dados são ap esen ados em dicioná ios e imológicos e
pa ág a os de g amá icas compa a i as. Os nume osos ac os des as on es
p ecisam equen emen e de se gene alizados em elação a um amplo undo
ipológico. Se es amos a a a de línguas cujo ocabulá io ainda não ecebeu
elucidação e imológica, o ma e ial é ex aído das desc ições g ama icais
disponí eis dessas línguas, do seu ocabulá io e dos seus ex os. Isso se aplica em
maio medida às línguas algonquinas e aus onésias. Uma ez que es e a igo não é
um es udo de co pus, mas p e ende undamen a a uni e salidade de um modelo de
de i ação semân ica, pa ece-nos su icien e simplesmen e indica as suas
mani es ações em á ias línguas de cada uma das amílias linguís icas conside adas.
3.2 Ao analisa o ma e ial, baseamos-nos nos p incípios eó icos ge ais de abalho
com a dinâmica da es u u a semân ica da pala a, esboçados nos abalhos de
nossos an ecesso es, a sabe : (Budago 1963; S e n 1964;
S aipsniai / A icles 175
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
T ubačio 1964; Schus e -Šewc 1975; Ne lich 1992; Gee ae s 1997: 23 […] 122; T augo
1999; T augo , Dashe 2002; Gee ae s 2010: 25 […] 41; Mikina 2012). As a e as do
es udo de e mina am a escolha dos seus mé odos. Em pa icula , algumas écnicas
dos seguin es mé odos são u ilizadas aqui: (1) compa a i a de obje os (pala as)
his o ical ( o cla i y he ela i e ch onology o he s a es o seman ics o he
em conside ação em di e en es pe íodos de sua his ó ia e pa a de e mina a
elação gené ica dos léxemos compa ados; 2) ipológico (pa a desc e e unidades
he e ogéneas com e olução semân ica semelhan e); (3) o mé odo de comen a as
en adas do dicioná io (pa a escla ece a lógica de desen ol imen o e a di eção das
conexões semân icas en e os sememas de um de e minado léxemo). São
implemen adas no âmbi o do p ocedimen o de análise, cuja essência é desc i a
a a és de: a soma dos c i é ios de selecção do ma e ial pa a o es udo;
in e p e ação do ma e ial em es udo;
– a scheme o ep esen a ion o ac s (see sec ion 4).
C i e ia
1. Os lexemas emp egados no es udo êm dois pólos do espec o semân ico:
"co po/pa e de co po", "co po" VS "pessoa", "eu" e "alma". 2. De e ha e
elações de i adas en e ambos os g upos de signi icados, a sabe : os sememas
"pessoa", "eu" e "alma" são de i ados de "co po" ou "pa e do co po".
3. Den o de um aglome ado de sememas "pessoa", "eu" e "alma", de i ação sob as
ela ions a e also allowed in some cases.
4. I is aken in o accoun ha sememe ‘(my)sel ’ in he body may de elop
ês condições seguin es: a) de ido à modi icação mo ológica do co po (po
a ixação); b) como pa e de pala as compos as; c) sin a icamen e, ou seja, na
unção do p onome e lexi o ("eu" como "meu" ou "seu" ou "seu" co po). A úl ima
condição é e dadei a apenas pa a á ias línguas do mesmo amo da amília
indo-eu opeia e espo adicamen e á ias línguas den o do indo-eu opeu de
lingual a eal.
5. Lexemes in which in e media e sememes a e ma ked be ween bo h clus e s
signi icados, excluindo a de i ação semân ica di e a de "co po" → "pessoa",
e c., a e excluded om conside a ion as hey do no co espond o he model
o seman ic de i a ion. Howe e , his c i e ion canno always be me due o
he lack o w i en monumen s in some languages o he low le el o hei
desen ol imen o e imológico.
6. Os lexemas com o mesmo ipo de co elação semân ica que su giu em exemplos
cul u al-semio ic (my hological, eligious, apo opaic) condi ions (c . abo e he
di e en es da co elação "encon a ": "da à luz" ambém não são le ados em
con a.
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
176 Ac a Linguis ica Li uanica XC
In e p e ação (mo i os ge ais) 1. A na u eza da co elação dos signi icados de
uma pala a ou g upo de cognados é desc i a a a és do emp ego de modelagem,
mas qualque modelo de e se e i icado a a és de pa alelos ipológicos
co esponden es à soma dos pa âme os especi icados pelo modelo. Isso signi ica
que a di eção e o esul ado do desen ol imen o semân ico (p incipalmen e em
casos que exigem econs ução semân ica) êm línguas di e en es. O que é
been p o ed on he condi ion ha he same ec o o e olu ion o meaning,
i s ini ial, in e media e and inal s ages can be aced in di e en wo ds om
c ucial pa a a análise é apenas o a o da c onologia ele an e dos es ados
semân icos da e idência da pala a e a e i icação da p ese ação da co elação
dos sememas como p imá ia e secundá ia em di e en es línguas em di e en es
pe íodos de sua his ó ia. 2. Quan o maio a geog a ia da implemen ação do modelo
(ele é ma cado em mui as línguas), maio a p obabilidade de lida mos com um ipo
uni e sal de e olução semân ica.
3 - Se o ma e ial e ela a ele ância (u gência) do ipo de de i ação semân ica
mencionado em á ias a ias c onológicas ou mesmo ao longo de um pe íodo his ó ico
in ei o, não se de e ala de uma ino ação na es u u a semân ica das pala as que
su giu em algum momen o da his ó ia da língua, mas de an igas elações de de i ação
semân ica ep oduzidas em diac onia.
4.P ocesso
En ão, aqui es ão alguns a os p o domo sua da uni e salidade da ans o mação
de signi icados léxicos com es e e o . O es udo en ol e a seguin e o dem de
ap esen ação dos ac os e da sua análise.
4.1. E idence o Indo-Eu opean languages
4.1.1. Léxico i aniano
P o o-i aniano *g īā- […] pescoço, nuca do pescoço[…], cujos e lexos
exibem os seguin es signi icados (com a ex ensão da semân ica pa a
Khwa ezmian γ yw ‘body’ & ‘soul’ and u he he e a e indica ed meanings
[…]co po em ge al[…]): […]sel , he sel , himsel , you sel […], secundá io a
combina ion o wo ds y’ γ yw ‘by mysel ; himsel ’; u he c . Sogdian ’γ yw,
man. γ yw ‘body’ & ‘pe son’, ‘soul’, ‘sel ’ (Li šic 1962: 128, 192; Ras o gue a,
[…]soul[…] (Èdel[…]man 2008: 57), c . Èdelman 2007: 291292; Gha ib 1995: 130, 167), g īw do pe sa médio [glyw|]
S aipsniai A igos 177 e 177
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
[…] pescoço […], […] ga gan a […], g īw [glyw|, g yw] […] sel […], […] soul […] (MacKenzie
1986: 37; aqui ambas as pala as são dadas em di e en es en adas de dicioná io),
g yw, g yyw [g īw] […] pescoço […], […] o ma […] e […] sel […], […] soul […], c . G yw
hsyng […]Homem P imi i o[…] VS g yw zyndg, g yw jywndg […]Alma Vi a[…] (Du kin-Meis e e ns 2004: 164).
Tais exemplos são in e p e ados como um amo semân ico (Ras o gue a,
Èdelman 2007: 292) ou desen ol imen o semân ico (Èdelman 2008: 57), mas as azões
e condições des a especialização semân ica não são explicadas. Aqui es ão
exemplos do uso do sogdiano […]γ yw como equi alen e a um p onome e lexi o
nas seguin es ases: […]XRZY ZNH γ ywh nwšk(w?) mynm […] […]En ão eu me
conside o imo al[…] VS […]XRZY ZNH γ ywh […]m ch myn[…]m, li . "en ão
conside o-me mo o" (Li šic 1962: 128, 192). Pa a o desen ol imen o semân ico
"ex emos do co po", "pa es do co po" → "co po em ge al" nos exemplos
i anianos, consul e o es udo ecen e de Veliza Sado ski (Sado ski 2017: 567[…]599;
em pa icula , e p. 577 e 579).
P o o-i aniano * anū- ‘co po: A es ano anū- ‘co po e ‘pessoa, ‘seu p óp io (um
ambém e a usado como um p onome e lexi o) (Ba holomae 1904: 633; Abae 1979:
1), 26 c . ‘ hiia mā ohū pai ī.jasa manaŋhā pə əsa cā mā cišā ahī kahīā ahī
kaṭā aiia .daxā.daišāi dīhā dīhā aibī āhū gaū θūṭāhū ə ū
* anušāhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhū De quem ocê é? […] Como ocê […]
subme e ia seus ganhos diá ios […] […] ma ca pa a in e ogação […] em elação a
seus ebanhos e pessoas […] (Skjæ ø 2018: 121). Além disso, c . O an igo pe sa
anūš ( nuuš) […]co po[…], […] unco[…] e […]pessoa[…], […]sel […] (Hinzenzie 1973: 152;
Abae 1979: 26): […] ambém é usado como um p onome e lexi o[…]), Khwa ezmian n
[…]co po[…], […] unco[…] e […]sel […], c . y[…] n[…]h […] seu co po[…] e […]seu p óp io[…] (Benzing 1983: 612), Pe sian an […] [ n|] […]co po[…] e […]sel […], c aza xwēš […]one[…]shu […] (MacK 37: 81; Du kin-Meis e 2004: 32; 1979: 39; Pe sian an […] […] Pe sian an[…], 1979: 39; Pe sian an […] […] […])
Como podemos e , em i aniano * anūis é equen emen e usado como um
* anū- also pe o ms he same unc ion in he Da dic and Indo-A yan languages
(see below). In gene al, he seman ic spec um o P o o-I anian * anū- is
iden ical o he se o basic meanings o i s Indo-A yan e ymological coun e pa
p onome e lexi o. A yan ( e abaixo). É admissí el ala de duas condições
p o á eis em que es e lexema desen ol eu o signi icado "eu mesmo" e "eu
mesmo". 1. Na combinação de pala as A es an anūwi h x a- […]i s, his[…],
‘himsel ’, c . auuaēna ā sūcā manaŋhā / āuua ənå īciθahiiā na m.na əm x aiiāi
anuiiē – ‘Obse e h ough ( his) lame by (you ) hough / he *p e e ences o
[…]sel […], […]i sel […], disc iminação (= julgamen o) ( ei o) homem-po -homem
pa a seu p óp io co po[…] (Skjæ ø 2018: 34, 82), c . acima xwēš an do pe sa médio. É p o á el que o mesmo acon eça
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica XC assumido pa a o an igo índio an[…]- […]sel […], c .
s áyā an […] (um exemplo é adducido de: May ho e 178 1992: 621). Assim, "seu
p óp io co po" → "eu mesmo", "eu mesmo", "pessoa".
2. nas combinações de pala as e compos os, o madas com base nas combinações
de pala as com os e lexos * anū-, c . Jo em a es ano anu.kə ə aadj. […] ei o
po si mesmo, au o-c iado[…] (Ba holomae 1904: 636), anūm (ā)guz ~ an igo indiano
an àm gh […]se esconde […] (May ho e 1992: 622) = […]se esconde […]. O
desen ol imen o da semân ica […]co po[…] → […]pe sonalidade, pessoa (= um, o
único)[…] ambém é obse ado na de i ação mo ológica, c . Pahla i anīhā
[…]alone[…] (MacKenzie 1986: 82), anha pe sa […]alone[…], […]singula […], […]only[…],
de i ado de an […]body[…] emp egando o su ixo ad e bial -īhā (Cabolo 2010: 373[…]374).
P o o-i aniano *śa ah- ‘cabeça:
Sogdian s -sa / […]head[…] (→ […]sel […]) é usado como o equi alen e de um p onome
e lexi o nas seguin es ases: ZKw s w nwškw mynm […] […]Eu me conside o
eliz[…] (li . imo al), p w s w pcγ β[…]n […] […](a o dem) eu ce amen e
execu a ei[…], li . "Vou le á-lo sob e a [minha] cabeça (= sob e mim mesmo) " (Li šic
1962: 128); Osse ian sæ […]head[…] → […]pe son[…], há ambém um uso uncionalmen e
p óximo de […]sel […], […]mysel […], c .: (a) […]nal mæ xæssys dæ sæ mæ[…] […] […] ocê se
o nou sensí el a mim[…]; (b) (Kos a) […]adæmy a næj koy skænin mæxīcæn kad æmæ
sæ ! […] […]Se ao menos eu pudesse c ia pa a mim hon a e dignidade com o a n do
po o! […], […]dæ sæ yl mæ xæssaj[…] […] […] pode me sac i ica pa a si mesmo ([…]a sua cabeça[…]) […](Abae
1979: 73, 74).
Oposição
Aqui é aconselhá el apon a pa a a o dem in e sa do desen ol imen o semân ico,
que ambém é a es ada no ocabulá io i aniano. T a a-se dos e lexos do an igo
i aniano * i-āna- […] espi ação […] (Bailey 1943: 106[…]107), * yāna- (Nybe g 1974:
106), c . i s cul u al seman ics in: Middle Pe sian jān [y’n|] ‘ he animal spi i
o man’ (ibid.: 106), Pe sian ǰān ‘soul’, ‘spi i ’, ‘li e’ & ‘li e body’ and ‘essence’,
‘child, kid, baby’ (Rubinčik 1970: 425; A doe 2017: 18). He e he g oup o
sememes […] alma […], […] espí i o […], […] ida […] é p imá io, mo i ado com o
signi icado p imo dial […] espi ação […] (c . P o o-esla o *duxъ […]spi i […], *duša
[…]soul[…] (poé ica […]li e[…]: Russian душа моя […]my li e[…]): *dyša i, *( ъz)dъxn[…] i
[…] o b ea he[…]), enquan o que os sememes […]li e (= espi ação) co po[…],
[…]essence[…] (→ […]child, kid, baby[…]) são secundá ios. De e se apon ado que a
de i ação semân ica […] espi ação […] […] alma […] […] co po […] […] essência […] […]
c iança […] é um exemplo de c onologia ela i amen e a dia po que os ex os do
o an iqui y ‘body’, ‘child’.
S aipsniai A igos 185 e 185
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
pe sa médio não con êm peças de e idência ou […] co po (= pa e p incipal do se ) […] […] p óp io (= p óp io co po) […], […] pessoa […], […] alma […]
(nos ou os casos).
4.2.7. Línguas Vainakh
Chechen doog ‘hea & ‘soul (c . dagahj ‘a hea , ‘in soul) (Ka asae , Macie 1978:
147, 555), duog ‘hea , Ingush duog ‘hea , Ba sbi dok ‘I hea (Deše ie 1963: 527) ~
Chechen degI ‘body (degIan meženaš ‘body pa s) (Ka asae , Macie 1978: 615), c .
Doog Šan a Asbeko a, 67 Bochla Shmay chun Shenge a and Valcha [...] […] Asbek is
b a e in spi i , Bu s ing in o he middle o he enemy, Beclan is a s eel weapon o cu
down he enemy […] (Beckham, 2011: Index). Apa en emen e, o sememe "alma" é uma
ino ação da pala a checheno, uma ez que apenas o signi icado de "co ação" é
no ado po suas "con apa es" gené icas em ou as línguas. Em odos es es
casos, podemos e o mas sepa adas exis en es que con inuam um p o ó ipo
e imologicamen e comum. Nas línguas ainakh, es e oi di idido como esul ado da
al e nância p imá ia de ogais na aiz ( e , po exemplo:
Deše ie 1963: 527). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é
4.2.8. Léxico a oasiá ico
Semí ico
Geez akāl co po, memb o, subs ância, hipos ase e pessoa, olume, Tig igna akal co po,
amha ico akal pessoa ~ á abe ukl-co ps (Belo a 2012: 53). A an iguidade da co elação
"co po": "pessoa" de i a de sua ep esen ação já na an iga língua e íope (Geez),
ago a ex in a. Como podemos e , as línguas mode nas man i e am essa co elação.
Geez abāl co po, ca ne, pedaço de ca ne, memb o do co po e (meu) eu, pessoa, e c.
(Majzel 1983: 197; Leslau 1987:3). C . Emma ‘ayneka en a yamān āseḥḥe aka, melexā wa-
awhāā em-lā ‘lēka, esma yexēyyesaka kama [...] emenna abāleka em-kwellu [...] como
‘pessoa, ‘sel (Lambdin 1978: 307). A amaico gūp- […]co po[…] e […]pe sonalidade[…], […]eu
mesmo[…], heb aico gūp-ā […]co po[…], (Pós-Bíblico) gūp […]co po[…] e lacuna […]eu
mesmo[…], […]eu mesmo[…] (Majzel[…] 1983: 197), be-gappō […]com o p óp io co po =
sozinho[…], Tig e go […]co po[…], […]co ação[…] e […]alma[…] (Cohen 1970: 108). […]u[…]-a -
[…]co po[…], […]co po[…], Soqo i gi eh […]co pse[…], […]co po[…] (ibid.: 199) […] *g[…] ~
egípcio […]s [< *gs] […] pessoa[…], […] sel […] (Takács 1999: 255). Gi -eh do sul da A ábia
[…]co po[…], […]co po[…] ~ egípcio (Py ) […]s […]mim[…] […]a asiano *gVč-. Ve : (Majzel […]
1983: 197).
G ba epig á ica do sul da A ábia […]co po[…], […] ida (co po al)[…] e
[…]pessoa[…], g ba sabaica […]co po[…] e […]pessoa[…], Tig e gä ob […]co po[…] e […]pessoa[…] (Cohen 1970: 178) e
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
186 Ac a Linguis ica Li huanica XC
Meh i gǝ ǝbē ‘mass’, ‘g oup o people’ e c. < *gV Vb- (Blažek 2020: 56: wi h
li e a u a). É um exemplo de uma c onologia ela i amen e an iga de co elação
"co po": "pessoa", uma ez que ambos os sememas são a es ados no ocabulá io á abe an igo.
Cushí ico
Beja ga i […]body[…], […] unk[…] e […]sel […], ac. ga ob (Rp) = ga oo […]co po[…] e
Se *gV Vb- (Blažek 2020: 56). Rega ding o he Semi ic cogna es see p e ious
[…]sel […] ~ i em. No que diz espei o aos exemplos de Beja, o emp ego do co po de
soma ismo na unção de um p onome e lexi o é alcançado a a és do emp ego de
uma écnica semelhan e à ap esen ada em húnga o ( e acima). Aqui Beja ga i
[…]co po[…] é ans o mado em […]sel […] de ido à adição do su ixo possessi o, c .
uga ooyu […]mysel […]. Da mesma o ma, o sememe "eu" é encon ado em ni is "alma" > uni su
"eu mesmo" (BPG 2005: 225).
4.2.9. Léxico algonquino
Mohegan-Pequo -ahak […]co po[…] e […]eu mesmo[…] usado como o p onome
e lexi o, c .: […]Tapi ni nukucusumô nahak[…] […] […]Eu posso la a -me[…];
wiwáhcumunsh’ – ‘I will ea co n wi h you’ (Fielding 2006: 56). An illus a i e
example o a change in he g amma ical s a us o a wo d, accompanied by
‘Music num wici kahak a apa ência da semân ica p onominal. A an iguidade da
ans o mação g ama ical-semân ica não é cla a.
Menominee (como pa e de uma ase de uma pala a) ai1 askūqcikew
em um co po cu o VS dni nēyaw eu mesmo (= meu co po). Ve : (MD 20[…]21,
151). A apaho (como pa e de uma ase de uma pala a) honoo3i3insinenoo
[…] es ou dei ado de cos as VS ceniiko[…]oo eihinoo […] sou egoís a (Cowell,
177; DoReCo: do eco.huma-num. /languages/a ap1274).
Na ick o Wôpanâak (Wampanoag) /hogk/ ‘a li ing body o pe sonali y’
Moss e al. 2012 22,: & […] c ia u a[…], […] pessoa[…], […] alma, espí i o[…],
um-hogk(a) […] co po[…], […] si mesmo[…], c .: […], nu ch ke eahoghkou
pishmus wwau uminnu u, […] […], […] essa alma de e se co ada de seu po o;
[...]’; ‘[...]. Kah noh ke eahogkou kesohkóad og […] […][...], e essa pessoa é culpada[…]
(AT 2011: 225, 226).
Cheyenne - é o e ‘body’ in he possessi e usage de elops he seman ics
‘mysel ’ (Leman 2011: 12; ChD: h ps://www.cheyennelanguage.o g/dic iona y/
Lexicon.php?le e =13#e21037). O que é o que ocê que dize com isso?
S aipsniai / A icles 187
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
4.2.10. Léxico aus onésico
Malaio-Polinésia: Cham àj ~ ṭàj […]co po[…] e […]mim mesmo[…],
Buj Kchan’ Tche 1999: 134). The di ec ion and age o seman ic de i a ion is
[…]nosso[…] (Alie a, ques ioná el.
Indonesian badan […]body[…], […] o so[…] e […]mysel […], […]in pe son[…] (Ko igodskij
69). Acco ding o Robe Blus and S ephen T ussel (Blus , T ussel 2013: h ps://
1990: www. ussel2.com/ACD/acd-lo_b.h m?zoom_highligh =badan), es a pala a,
emp es ada […]do á abe a a és do malaio[…], em odas as línguas aus onésias
signi ica […]body[…]. Assim, os sememas "eu mesmo", "em pessoa" esul am da de i ação semân ica em
Indonésia.
O Fu una-Aniwa hkano […]co po[…], […]ca ne[…], […]essência[…] ( adicionalmen e o
aspec o mais impo an e do eu) e […]alma[…], […]espí i o[…], […]sel conscien e[…],
c .: […]kano kaie u i ano hkano[…] […]kano mas p e o é o seu co po[…] VS […] iona
mind (conscious sel )’. Howe e , he sememe ‘soul/spi i ’ ‘ esul ing om swi ch
by missiona ies in signi icance o a a and hkano’ (Doughe y 1983: 263).
noh[…] […] […] seu espí i o, malgaxe èna […]co po[…] é usado pa a […]sel , pois não
há p onome e lexi o em malgaxe, c .
*****
O ma e ial acessí el pa a obse ação em algumas línguas mode nas de ou as
amílias apenas con i ma a co elação en e "co po" e "humano" e "pessoa"
(Zalizniak e al.: h ps://da semshi . u/shi 3666), no en an o, a al a de dados
sob e sua his ó ia e e imologia o na impossí el de e mina o e o e o g au
de an iguidade da e olução semân ica. Is o diz espei o às seguin es línguas:
Ca ineña ( amília Tacanan), Yuwana ou Hodï (língua gene icamen e não
classi icada), O omi ( amília de línguas O o-Manguean), Inanwa an (Suabo) e
Wa embo i ( amília de línguas T ans-No a Guiné), Miki ( amília de línguas
sino- ibe anas), She ( amília de línguas Hmong-Mien (ou Miao-Yao), Panoamin Y
( amília de línguas Panoan).
5. RESULTADOS (Sín ese)
E comen á ios)
5.1 O ma e ial analisado pe mi e-nos dis ingui ês ca ac e ís icas no á eis.
These include in pa icula :
A) Os lexemas com signi icados e imológicos "co po (ge almen e) " e "co pus
(ge almen e) " são a base egula pa a o desen ol imen o dos sememas "alma",
"eu", "pessoa" e casos menos equen es em que es es sememas secundá ios su gem no
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
188 Ac a Linguis ica Li huanica XC sob e o co ação como a sede da alma ou dos
wo ds, deno ing ‘neck’, ‘ h oa ’, ‘head’ o ‘hea ’. A possible eason (my hological
backg ound) o he seman ic de i a ion o ‘hea ’ → ‘soul’ was he a chaic idea
sen imen os, c . La in pec us […] bosom[…], […] hea […] e […] soul[…] e acima Vainakh,
exemplos a oasiá icos (Tig e) e analogia mais p óxima em demons am as lacunas na
Manda sondomme ‘hea as he sea o eelings’, ‘cou age’ (Vyd in 1997: 234).
B) None o he p esen ed examples has a ull pa adigm o meanings; hey
es u u a semân ica. O quad o desc i o é ap esen ado na abela na o ma mais ge al.
Semân ica linguís ica o iginal
Semân ica secundá ia Indo-eu opeia
"co po", "cabeça", "alma",
"espí i o", "eu", "pessoa",
"humano", "p op io"
"um"
Co po i aniano […] + + +
Co po indo-a iano […] + +
Co po dá dico […] + +
G ego an igo […] (co po i o) […] + +
La im […]body[…] + +
Co po hi i a […] + +
Co po ge mânico […] +
Co po esla o […] +
Co po inno-ug o +
Co po u co […] + +
Co po mongol […] + + +
Co po Tungus-Manchu […] + + +
Chuko ko-Kamcha kan […] co po […] +
Co po d a idiano […] + +
Vainakh […]co po[…], […]co ação[…] +
Co po a o-asiá ico, [co ação] +++
Co po algonquino + + +
Aus onésia
Co po de camada […] + +
Co po indonésio […] + +
Malagasy […] co po […] +
Co po de Wes Fu una-Aniwa […] +
Ou a en idade […] +
Howe e , we can con iden ly speak abou he uni e sali y o such ypes o
seman ic de elopmen as (1) ‘body’ → ‘sel ’, ‘pe son’ o body’ → ‘sel ’ →
‘pe son’; (2) ‘body’ → ‘sel ’, [‘pe son’], ‘one’s own’; (3) ‘body’ → ‘soul’,
"pessoa" (os modelos 2 e 3 es ão ep esen ados em línguas de ês amílias
linguís icas); (4) "co po" e "pessoa". Todos eles acabam po se implemen ações
S aipsniai A igos 189 e 189
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
a ian es de um único pad ão de de i ação semân ica (c . Gee ae s 1997: 23[…]24), a
di e ença en e os quais é de ido ao conjun o g ama ical (mo ológico-sin á ico)
and cul u al (wo ld iew) condi ions o he unc ioning o lexemes wi h he
especi icado de signi icados. Sob e as mani es ações locais des e pad ão ([co po,
co po mo o] → alma desenca nada, alma]; [co po → alma (desco po a) → pessoa]
[co po […] […] co po i o ( espi ado ) […] […] alma […], […] espí i o […]/ […] pessoa […], […]
eu […]]; [co po (= pa e p incipal do se ) […] → […]sel (= p óp io co po) […], […]pe son[…],
[…]soul[…]] e c.) e acima.
No que diz espei o à baixa equência de exemplos de de i ação semân ica "co po"
→ "alma", "espí i o" (o que não nega o a o de que ele é ep esen ado em línguas de
á ias amílias), en ão es e es ado pode se explicado em pa e como a
consequência da ealização do signi icado "alma" em e mos sag ados especiais,
po an o, não e a necessá io ex apola "alma" em ou as pala as. Mas es a
conclusão p ecisa se e i icada com os dados dos monumen os esc i os. C) A al a
de signi icado de "eu" na gama semân ica de algumas das pala as analisadas pode
se explicada com as es ições que se encon am no p óp io sis ema da língua. Em
pa icula , o p onome "eu" pode ia se de i ado e exis i apenas den o de uma
classe g ama ical especial de pala as com sua mo ologia, po an o, nenhum ou o
lexema de ou o pa adigma g ama ical (subs an i o, nume al) com ou as
ca ac e ís icas o mais não pode ia p oduzi uma semân ica p onominal
ap op iada. Po exemplo, al imagem é a es ada nas línguas Vainakh, onde o eu pode
su gi apenas no pa adigma do p onome e nunca en e os subs an i os, c . aqui:
p onome […]sel […] sō (1 pessoa, singula ), хьō (2 pessoa), шā (3 pessoa), вай-ваьш (1
pessoa, plu al), шайна (2 pessoa), цара шаьш (3 pessoa) e subs an i o […]soul[…],
[…]spi i […] дог, са, […]body[…] дегI (Ka asae , Macie , 1978: 146, 147, 552, 615). Assim, o
semema "eu" pode su gi em um subs an i o apenas sob a condição de que não haja
dependência di e a do signi icado p onominal da o ma, que liga a semân ica com a
ce a classe g ama ical de pala as. O sis ema linguís ico pe mi e pelo menos duas
condições em que as pala as que deno am o co po ou as suas pa es desen ol em
os sememas "eu" e "eu mesmo": 1) num ce o con ex o; 2) como pa e da co elação
wo ds (see below).
5.2. Commen s ega ding he speci ic ela ionship be ween ‘body’
& ‘pe son’, ‘soul’, and ‘sel ’. As illus a ed abo e he e iewed seman ic
compos a é a es ada em mui as línguas. Deixando de lado os signi icados "b unch",
" onco de plan a" como secundá ios (de "co po" p imá io, "co pus"), um
pesquisado de e p es a especial a enção a ou os signi icados. Em p imei o
luga , podemos conclui o "eu" secundá io, o "p imei o", a "pessoa", a "alma" pa a o
"co po", o "co po" e o " onco", e o apelo aos dados das en adas do ocabulá io,
dos ex os, da e imologia, da econs ução ( e acima) indica isso. En ão, é possí el
decla a uma mudança semân ica uni e sal, mas qual é o seu mecanismo?
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica 190 XC
A) Seman ic side. I s seman ic base ( o some cases) p obably was he
pe cep ion o he body as he main pa o a human being, he e o e ‘body’ o
[…] cabeça […] […] pessoa […], […] si mesmo […]; "co po" → "eu" → "pessoa".
Desen ol imen o a ian e pa a "alma": " i o (co po) " e mais "espi i ualizado" →
"alma". Se os lexemas são ep esen ados po "eu" e "pessoa" no conjun o de
signi icados, en ão na maio ia dos casos "pessoa" é secundá ia a "eu", uma ez que
"eu" apa eceu no co po quando é usado como "co po de alguém" = "meu" ( e
ambém "co po" → "p op io", "p op io" = "p op io co po"), e en ão "pessoa",
"humano" su giu como esul ado da "alienação" (abs acção) do con ex o
"p onominal". A mudança di e a de "co po" pa a "pessoa", "humano", baseia-se na
sinécdoche, como no caso do usso тело "co po" e secundá ia como "pessoa",
"humano". B) Fa o mo ológico. Em algumas línguas, a mudança "co po" → "eu"
oco eu em ce as o mas g ama icais do co po subs an i o, onde as p óp ias
condições (semân ica g ama ical) causa am isso. Assim, o mecanismo semân ico
"eu" → "co po" baseia-se na modi icação mo ológica de pala as com o signi icado
"co po". Exemplos disso podem se ilus ados com os dados do: (1) Pashai ānek
como uma o ma possessi a e lexi a pa a ān […]body[…]; (2) Língua húnga a, onde o
p onome e lexi o-ampli icado sel oi o mado a pa i do subs an i o mag
[…]body[…] + su ixos pessoais-possessi os ap op iados; (3) Beja ga i […]co po[…], que
se ans o ma em […]sel […] de ido à adição do su ixo possessi o; (4) Línguas
mongóis, onde бīje a […] pessoalmen e […] = […] po um co po […], que é um
subs an i o com o ma cado de um caso ins umen al -ра; bīje enā […]on
you sel […] = […]on i s body[…] […] a o ma do loca i o com o ma cado -ре & o
ma cado de e lexus possessi um -nā. Assim, aqui a semân ica "eu", "eu mesmo"
desen ol eu-se em o mas de caso, signi icando "po um co po" (→ "pessoalmen e" →
"eu mesmo", "eu mesmo"), "em seu co po" (→ "em si mesmo", "eu mesmo") e no
subs an i o co po, es endido com su ixos pessoais-possessi os ([…]co po[…] […] meu,
seu co po[…] […] eu mesmo[…] e c.). C) Fa o de composição do caule. Em alguns
exemplos, o co po lexêmico adqui iu sememes "eu", "eu mesmo" den o dos quad os
das ases, que mais a de o am ans o madas em pala as compos as. Ou seja,
as combinações de pala as com o co po o am colapsadas em um compos o léxico,
onde o signi icado "co po" oi neu alizado assim como "(meu) eu", c . A es an
anu.kə ə aadj. […] ei o po si mesmo[…]: an igo índio anū-k[…] - […]au o-c iado[…].
Uma si uação semelhan e é ep esen ada no húnga o ( e acima), onde "co po" oi
neu alizado em de i ados p onominais. Sob as mesmas condições, a semân ica
"pessoa" apa ece no co po: em pa icula , no an igo an indiano - ambém apa ece
na composição de pala as compos as anū-kṛí " o mando a pessoa", anū-pna
"p o eção da pessoa". D) Condições sin á icas. Os signi icados de "eu", "eu mesmo",
"p op io" no co po apa ecem como esul ado de seu uso na ase como um p onome
e lexi o ou como uma pala a uncionalmen e p óxima dos p onomes e lexi os e possessi os. O p onominal
S aipsniai / A icles 191
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
O uso do p óp io co po oi o iginalmen e baseado em ases como A es an x aiiāi
anuiiē "seu p óp io co po", an igo indiano s áyā an "seu p óp io co po" e c.
Ou os exemplos são ap esen ados espo adicamen e em línguas i anianas médias,
i anianas mode nas (osse ianas) e em u co, mongol, ungus-manchu,
e c. C . Mohegan-Pequo -ahak ‘body’ changed i s g amma ical s a us, being
chuko ko-kamcha kan in eg ados na composição da cons ução polisin é ica, e c.
Em seguida, o co po na unção p onominal subs i uiu cons uções semelhan es.
Condições de eme gência do "eu" no co po
Condições
Línguas
Mo ológico
Va iação
Den o do
sin á ica
compos o
Condições das pala as
Indo-eu opeu + + +
Finno-Ug ico +
Tu kic +
Mongolian + +
Tungus-Manchu +
Chuko ko-Kamcha kan +
D a idiano
Vainakh (em inglês)
A oasiá ico + +
Algonquian +
Aus onesian +
E) The “ze o seman ic co ela ion” ac o . Howe e , he e a e languages,
onde a mudança semân ica acima desc i a é impossí el. Pa icula men e a nossa
a enção é a aída po lexemas nas línguas da Á ica como Rwanda umu-bi i […]body[…],
Kinga emi-hano […]bodies[…] (Topo o a 2000: 28, 29), Ful ulde-Ful ulde (Fula) e -gal
[…]body[…], e -ɗe […]body pa s[…] (Ko al[…] 2000: 223), […]body[…], See ee oaal ol
[…]body[…], Wolo uaa […]body[…] ~ We ee nje Se […]ce body[…] (Pozdniako 1993:
40, 101), Pulaa -Ful uldé i an-du ‘soul’, pi al-i ‘souls’ (Ko al’ 2000: 162: wi h
he e e ence o Edwa d Sapi ). Wo ds o deno e ‘body’ and ‘soul’ he e belong o
classes semân icas di e en es: […] VS classes ac i as (classe de obje os a i os, a i os)
“passi e class” (class o passi e objec s, passi e names) e c. The laws o hese
classes do no allow he meaning o one class o be p oduced in he ames
o o he classes. In o he wo ds, seman ic de i a ion he e is p e y s ic ly
eguladas e dis in as de ou as línguas obse adas onde o su gimen o de no os
signi icados é possí el)
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
192 Ac a Linguis ica Li huanica XC e ou os) associações com uma na u eza de
elações mais luida e lexí el
be ween meanings.
6. Conclusões
1. O ocabulá io analisado nes e es udo o nece ilus ações su icien es da
uni e salidade do modelo de de i ação semân ica implemen ado em di e en es
línguas da mais ampla geog a ia (exemplos de 11 amílias linguís icas!). As leis
semân icas e g ama icais dessas línguas c ia am as condições pa a a soma de
mudanças semân icas semelhan es, de inidas como múl iplas mani es ações des e
modelo. A mul iplicidade p essupõe a p esença de um aglome ado de cadeias de
(see abo e), based on which seman ic de i a ion is modelled.
2. In eali y we ha e easons o asse ion abou he di ec ion o he seman ic
deslocamen os semân icos de de i ação "co po" → "eu", "pessoa", "alma", po que
"co po" e "co po" são o iginais, o que é con i mado pelos dados e imológicos. 3. A
ep odu ibilidade do modelo conside ado na diac onia é comp o ada pela sua
ep esen ação na semân ica léxica das línguas em di e en es pe íodos de sua
his ó ia. A de i ação semân ica a dia em línguas onde não oi egis ada
an e io men e es emunha a ipicidade de algumas es u u as semân icas do
pensamen o linguís ico.
4. T a amos de uma das mudanças semân icas uni e sais, no en an o, no âmbi o
des e pad ão semân ico, seu "aspec o écnico" (condições e mecanismo) de
eme gência de signi icado de "alma", "pessoa", "humano" e "eu" pode se
di e en e. Em pa icula , as azões pa a a ge ação desses sememas são
de e minadas pelas peculia idades da imagem do mundo, o undo cul u al, as
peculia idades da a iação mo ológica das pala as, sua unção na ase e as
composições que su gi am com base nas combinações de pala as co esponden es.
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Seman inės dinamikos uni e salumas:
nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘sa as ies’, ‘sielos’
SANTRAUKA (em inglês)
Soma inių žodžių, eiškiančių ‘kūnas a ba ‘kūno dalis, s ebėjimas ienuolikoje gene iškai
ski ingų šeimų kalbose a skleidžia įdomią okių žodžių sememų ko eliaciją. Visų pi ma,
kon eks ai, ku iuose soma izmai pa eikiami, be ki a ko, bū inai pa odo, kad jie a ojami kaip
‘asmuo, žmogus, ‘aš, sa as is i ‘siela, d asia. Toksemų san ykio dėsningumas s uk ū ą
a gu a y a a si ik inis, o seman inė- ipologinė analizė, a lik a a siž elgian į e imologijos
i ling is inio modelia imo duomenis, su eikia im ų p iežasčių many i, kad okie gausūs
S aipsniai A igos 203 e 203
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
a ejai a skleidžia uni e salios seman inės kalbinio mąs ymo s uk ū os ap aiškas. Šią
galima apib ėž i kaip seman inio da inio ipą, pe eikiamą seman inių poslinkių g andinėmis:
[‘kūnas → ‘siela], [‘kūnas → ‘asmen, ‘žmogusybė [‘kūnas →], ‘sa as is → seman ikosimo modelį
‘aš pa s’], [‘kūnas’ → ‘sa as is’ → ‘asmenybė’ → ‘žmogus’]. Ka u jie suda o daugiama į
su ienu ek o iumi. Galima da y i p ielaidą, kad modelis neapsi iboja am ik u kalbos
is o ijos laiko a piu, be y a a ku iamas diach oniškai dėl jo Šio ipo seman inio da inio
aizda imo ski inguose sinch oniniuose pjū iuose.
ealiza imo niuansai isiškai p iklauso nuo sąlygų ( eiksnių) isumos seman inio, mo ologinio,
kamieno kompona imo i sin aksinio eiksnio. Nag inėjamas seman inės da ybos ipas
būdingas ne ik a ikiečių kalboms dėl speci inės jų seman inių san ykių sis emų o ganizacija
pagal žodžių, p iklausančių ski ingoms klasėms ‘ak y us i ‘pasy us, p incipą, odėl
‘ak y iajai klasei būdinga semema ‘siela negali bū i įkūny a leksemoje iš ‘pasy iosios klasės.
Į eik a 2024 m. maio 5 d.
ALEXANDER I. ILIADI
ILONA M. DERIK
A Ins i uição Es adual […]Uni e sidade Pedagógica Nacional do Sul da
Uc ânia com o nome de K. D. Ushinsky[…]
65020, Uc ânia, Odessa
Es ada S a opo o anki ska, núme o 34.
Alex, o e-mail é p o egido.
[e-mail p o egido]