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Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’

Abstract

The research is aimed at describing a relevant regularity in semantics development tending to be universal due to the evidence in many languages. In the focus of the research, there is an identical sequence of stages of semantic evolution ‘body’, ‘corpus’ → ‘person’, ‘self’, ‘soul’and its outcome revealed in the languages under analysis. The reviewed semantic shift is presented in genetically related and unrelated languages in different periods of their history, which makes it possible to define it as a phenomenon diachronically reproduced at each chronological cross-section. The postulate of the universality of the semantic correlation between ‘body’, ‘body parts’ & ‘soul’, ‘spirit’, ‘person’, and ‘self’ is based on the reliably established regular sequence of “steps” from the etymological ‘body’ to other meanings in the languages of eleven genetic families. This correlation of sememes can be defined as a cluster of chains of semantic changes. Despite some differences, these chains still fit into the framework of the same semantic model, which was implemented in different conditions, from which these differences originate. That is, all variants of semantic shifts took place under certain conditions and were included in the “operational field” of one model.

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Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’

Author: Alexander I. Iliadi; Ilona M. Derik
Year: 2024
DOI: 10.35321/all90-07
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2364/2397
170 Ac a Linguis ica Li huanica XC
ALEXANDER I. ILIADI
The S a e Ins i u ion “Sou h Uk ainian Na ional
Uni e sidade Pedagógica em homenagem a K. D. Ushinsky
ORCID id: o cid.o g/0000-0001-5078-8316 Campos de
pesquisa: e imologia, linguís ica compa a i a-his ó ica,
linguís ica ge al e ipológica.
ILONA M. DERIK
A Ins i uição Es adual […]Uni e sidade Nacional
Pedagógica do Sul da Uc ânia com o nome de K. D.
Ushinsky[…] ORCID id: o cid.o g/0000-0002-8979-4745
Campos de pesquisa: linguís ica ge al e ipológica,
es udos de adução, linguís ica de co pus.
DOI: doi.o g/10.35321/all90-07
UNIVERSALIDADE em semân ica
Dinâmica: DE "CORPO" A "CORPO"
"Pessoa", "Eu", "Alma"
Seman inės dinamikos uni e salumas:
nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘sa as ies’, ‘sielos’
Ano ação
A pesquisa em como obje i o desc e e uma egula idade ele an e no desen ol imen o da
semân ica que ende a se uni e sal de ido à e idência em mui as línguas. No oco da pesquisa,
há uma sequência idên ica de es ágios de e olução semân ica "co po", "co po" → "pessoa", "eu",
"alma" e seu esul ado e elado nas línguas em análise. A mudança semân ica e isada é
ap esen ada em línguas gene icamen e elacionadas e não elacionadas em di e en es
his o y, which makes i possible o de ine i as a phenomenon diach onically ep oduced
a each ch onological c oss-sec ion. The pos ula e o he uni e sali y o he seman ic
pe íodos de sua co elação en e "co po", "pa es do co po" e "alma", "espí i o", "pessoa" e
"eu" baseia-se na sequência egula de "passos" de o ma con iá el do "co po" e imológico pa a
ou os signi icados nas línguas de onze amílias gené icas. Es a co elação de sememas pode
se de inida como um aglome ado de cadeias de mudanças semân icas. Apesa de algumas
S aipsniai A igos 171 e
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
di e enças, es as cadeias ainda se encaixam no quad o do mesmo modelo semân ico, que oi implemen ado em di e en es
condi ions, om which hese di e ences o igina e. Tha is, all a ian s o seman ic shi s
ook place unde ce ain condi ions and we e included in he “ope a ional ield” o one
model.
Pala as-cha e: uni e salidade semân ica, co elação de signi icados, ipologia
linguís ica, modelo, p onome, pala a compos a, e lexo.
ANOTACIJA
Ty imo desc e e o co esponden e aidos semân icos dėsningumą, que de ido a e idências em
mui as kalbų é uni e salus. Ty imo objek as iden iška seman inės aidos e apų seka kalbose.
‘kūnas’, ‘ko pusas’ → ‘asmuo’, ‘asmenybė’, ‘siela’ i jos ezul a ai a skleis  analizuojamose
Apž elgiamas seman inis poslinkis pa eikiamas gene iškai giminiškose i nesusijusiose kalbose
ski ingais jų is o ijos laiko a piais, o ai leidžia jį apib ėž i kaip eiškinį, diach oniškai
a sika ojan į kiek iename k onologiniame pjū yje. Seman inės ko eliacijos a p ‘kūno, ‘kūno
dalių i ‘sielos, ‘d asios, ‘asmens, ‘sa as ies uni e salumo pos ula as y a pag įs as pa ikimai
nus a y a dėsninga žingsnių seka nuo e imologinės ‘kūno iki ki ų eikšmių ienuolikos gene inių
šeimų kalbose. Šią sememų ko eliaciją galima apib ėž i kaip seman inių pokyčių g andinių klas e į.
Apesa de alguns ski umos, es es g andinės is yko am ik omis sąlygomis i o am incluídos
iek elpa į ieno i o pa ies seman inio modelio, ealizuojamo ski ingomis aplinkybėmis,
ėmus, iš ku ių i kyla šie ski umai. Tai eiškia, kad isi seman inių poslinkių a ian ai
em ieno modelio ope acinį lauką. ESMINIAI ŽODŽIAI: seman inis uni e salumas, eikšmių ko eliacija,
ling is inė ipologija, modelis, į a dis, sudė inis žodis, e leksas.
1. INTRODUÇÃO
1.1. Es abeleceu-se uma adição especial de es udo do p oblema da ipicidade e a é
mesmo da uni e salidade das mudanças semân icas. No en an o, não oi
ge almen e acei o a é ago a, exis indo como uma soma de ideias nas ob as de
ep esen an es de di e en es escolas linguís icas. O iginalmen e de inido
es ei amen e po Michail M. Pok o skij como um enômeno da egula idade das
in e upções de signi icado nas línguas da Eu opa (de aco do com ele,
"signi icados idên icos, bas an e o iginais, em á ias línguas independen emen e
umas das ou as são elabo ados da mesma o ma"; Pok o skij 1895: 13), oi mais
a de inco po ado em uma aplicação pu amen e p á ica po Ca l Da ling Buck em
seu abalho A dic iona y o selec ed synonyms in he p incipal Indo-Eu opean
languages (Buck 1949). Du an e mui o empo, o aspec o da busca de uni e sais na
dinâmica semân ica das pala as pe maneceu a p e oga i a dos es udos e imológicos,
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica XC, onde a pe suasi idade da in e p e ação do
signi icado econs uído e sua e olução depende da con iabilidade de exemplos
ipologicamen e semelhan es, dis ingue ob as undamen ais sob e e imologia,
om o he languages. In pa icula , he ocus on ypological analogies in
como o His ó ico 2021 (publicado em Moscou) e o ecen e Dicioná io E imológico de
and E ymological Dic iona y o he Osse ian Language (1958–1995) by Vasilij
I. Abae , as well as he E ymological Dic iona y o Sla ic Languages (1974–
Línguas Ge mânicas (Vik o V. Le i sky, 2010). No en an o, es udos e imológicos,
po dis ibuição; ecolhem apenas ac os pa a as suas p óp ias necessidades, que
hei wide ange o asks, a e no limi ed o he ecalcula ion o ypological
analogies in he de elopmen o meaning and do no es ablish he a eal o hei
podem o na -se a base pa a u u as pesquisas eó icas no domínio ele an e da
uni e sologia.
1.2 Os esul ados dos abalhos de in es igação e imológica e semasiológica sob e o
signi icado léxico na sinc onia e na diac onia eque em uma base eó ica pa a
nume osos exemplos da ipicidade e egula idade das dinâmicas semân icas no
empo e no espaço. Há uma necessidade na eo ia que possa elabo a p incípios
me odológicos pa a desc e e e e i ica modelos de mudança semân ica comuns a
um g ande núme o de línguas elacionadas e não elacionadas. O conjun o
co esponden e de ques ões eó icas e me odológicas oi pa cialmen e analisado
nos ecen es (1) es udos de Anna A. Zalizniak, que oi a p imei a a analisa os
uni e sais em polissemia e passou a elabo a um ca álogo de ansições semân icas
(Zalizniak 2013: 397[…]409; 2018); (2) es udos de Elena G. Mikina (Mikina 2009; 2012; 2020;
2022) sob e a e olução semân ica dos e bos la inos e omânicos da ala. As ob as de
E. G. Mikina ilus am a sín ese o gânica da linguís ica compa a i a-his ó ica e da
ipologia linguís ica, uma ez que as cadeias de es ágios da dinâmica do signi icado
são es abelecidas con a um amplo undo indo-eu opeu. Ideias p óximas são
expos as em: (Ne lich 1992; Gee ae s 1997: 28 e seguin es).
1.3. Há a p ocu a de espos as a duas das ques ões undamen ais que são ele an es
pa a o es ado ac ual des a ques ão. O p imei o é sob e a elação equilib ada en e o
es ado sinc ônico da semân ica e sua dinâmica his ó ica no apa elho cien í ico da
pesquisa. Sabe-se que "e olução semân ica e polisemia sinc ônica são dois lados do
mesmo enômeno" (Zalizniak 2013: 413), mas não se sabe (ou não é ób io) se es e é um
caso pa icula de de i ação semân ica na língua (s) de uma época pa icula ou se
es amos lidando com uma co elação an iga de sememas, ep oduzida em uma a ia
c onológica a dia. Ambos os enómenos de em se dis inguidos. Po exemplo, os
e bos indo-eu opeus com um signi icado p imá io con iá el "encon a " êm
egula men e o semema secundá io "da à luz" (a yn (wa yn do sul) osse iano, e un
"encon a " e "ge a ", Pami O mu i ā - "encon a " e "da à luz" ~ PIE * […]e -
"encon a " (Abae 73: 1958 […]74); A ma cação ussa. C iança
S aipsniai / A icles 173
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
Encon a -se-á "nasce á uma c iança", dial uc aniano. encon a uma c iança […]
pa a da à luz um bebê[…], dial sé io. нашло се дете e ou os ~ *na-jь i (ESSJ XXII
113[…] 114, 116; Tols aja 1997: 290[…]291) com a idade ele an e an iga. Po um
way, among he Sla s, i a ose wi hin he amewo k o he language o he
i ual (s ill pagan!) ac ion o decei ing a e: a newbo n was allegedly b ough
hóspede que encon ou uma c iança na es ada. Assim, pode-se p esumi a
ep odução de elações semân icas há mui o es abelecidas no pe íodo a dio do
his o y o he languages o he wo g oups. Bu in he case o Tu kic ap- ‘ o
achado, "da à luz" (Abae 1958: 74) não há al cla eza como cos uma a se no
p o o- u co (S a os in, Dybo, Mud ak, eds., 2003: 1436: * ăp-; Teniše e al. 2006:
208, 288) ou mesmo a condição da língua u ca an iga (VII[…]X ăIII cc.) como apenas o
p imei o signi icado oi a es ado (DTS 533), no en an o, não há dados sob e o
signi icado de "da à luz" pa a a an iguidade, po isso pode se is o como uma
de i ação local. Bem, as condições cul u ais des a de i ação en e os
indo-eu opeus (i anianos, esla os) e os u cos ambém não coincidem.
A segunda é que cada exemplo do ipo p esumi elmen e uni e sal de
desen ol imen o semân ico de e se conside ado "sob uma lupa" e e i icado po
um núme o su icien e de a gumen os. A cole a de e idências pa a cada caso, sua
e i icação, classi icação do ma e ial cole ado e sua explicação é um abalho
demo ado e mui o labo ioso, mas quase semp e al pesquisa le a a esul ados mui o
in e essan es. Os abalhos sob e a comp eensão linguís ica de mui os desses
enômenos da semân ica ainda es ão po i , especialmen e uma ez que a
impo ância do es udo dos uni e sais na dinâmica do signi icado léxico ainda não oi
o almen e pe cebida.
2.OBJETIVOS E TASKS
Um exemplo in e essan e da co elação en e os sememas "co po" e "pessoa",
"eu" e "alma" que são es udados aqui, com algumas ese as, pode se conside ado
como uma ilus ação da ese sob e a uni e salidade de alguns modelos de
desen ol imen o semân ico. Es a co elação em sido igno ada na li e a u a
especializada, e en e an o, há mui o empo que exis em p é- equisi os cien í icos
pa a isso. Po exemplo, no ca álogo ele ônico […]The Ca alogue o Seman ic
Shi s[…] (Zalizniak e al.: h ps://da semshi . u/shi 4380), a ansição de […]body[…]
→ […]sel […] em á ias línguas não-indo-eu opeias é obse ada. Embo a o "Ca alogo"
simplesmen e egis e a co elação sinc ónica des es sememas, o
da a collec ed p omp s he sea ch o mani es a ions o a simila co ela ion in
he Indo-Eu opean languages and he s udy o he condi ions o i s appea ance.
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li huanica XC 174 (em inglês)
Consequen emen e, o objec i o da in es igação é desc e e o modelo de
desen ol imen o semân ico "co po" "pa e do co po", "co po" […] "pessoa" […]
"eu" […] "alma" (ou suas a ian es) e p o a a sua na u eza uni e sal, ou seja, a
sua implemen ação nos sis emas léxicos e semân icos de línguas de di e en es
amílias gené icas em sinc onia e diac onia.
A ealização des e objec i o en ol e o cump imen o de á ias a e as, "co po",
namely: 1) o summa ize all known e idence o he co ela ion o he sememes
"co po" e "pessoa", "eu", "alma"; 2) p o a a na u eza di e a da conside ação
de i a ion in all (i possible) cases, excluding he possibili y o media ing
(in e media e) s ages; 3) subs an ia e he ep oducibili y o he model unde
semân ica em di e en es a ias c onológicas da his ó ia das línguas en ol idas na
análise; 4) pa a descob i as azões des a mudança semân ica.
3. MATERIAL E METODOLOGIA
De in es igação
3.1 O es udo en ol e o ma e ial léxico de onze amílias gené icas de línguas, nas
quais emos a implemen ação des e modelo de desen ol imen o semân ico. Pelo que
sabemos, es es dados ainda não o am obje o de uma in es igação linguís ica
especial (no âmbi o do p oblema esboçado) e, consequen emen e, a semelhança
ipológica de di e en es pala as, demons ando a semelhança do seu
desen ol imen o semân ico, não é obse ada e explicada. Uma ez que a p imazia do
signi icado de "co po" em elação aos sememas "eu", "pessoa", "alma" e c. é
essencial pa a o es udo p opos o, o p imei o passo no p ocedimen o de p o a da
o iginalidade do signi icado somá ico é e e i -se aos esul ados da e imologia e da
econs ução. Es es dados são ap esen ados em dicioná ios e imológicos e
pa ág a os de g amá icas compa a i as. Os nume osos ac os des as on es
p ecisam equen emen e de se gene alizados em elação a um amplo undo
ipológico. Se es amos a a a de línguas cujo ocabulá io ainda não ecebeu
elucidação e imológica, o ma e ial é ex aído das desc ições g ama icais
disponí eis dessas línguas, do seu ocabulá io e dos seus ex os. Isso se aplica em
maio medida às línguas algonquinas e aus onésias. Uma ez que es e a igo não é
um es udo de co pus, mas p e ende undamen a a uni e salidade de um modelo de
de i ação semân ica, pa ece-nos su icien e simplesmen e indica as suas
mani es ações em á ias línguas de cada uma das amílias linguís icas conside adas.
3.2 Ao analisa o ma e ial, baseamos-nos nos p incípios eó icos ge ais de abalho
com a dinâmica da es u u a semân ica da pala a, esboçados nos abalhos de
nossos an ecesso es, a sabe : (Budago 1963; S e n 1964;

S aipsniai / A icles 175
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
T ubačio 1964; Schus e -Šewc 1975; Ne lich 1992; Gee ae s 1997: 23 […] 122; T augo
1999; T augo , Dashe 2002; Gee ae s 2010: 25 […] 41; Mikina 2012). As a e as do
es udo de e mina am a escolha dos seus mé odos. Em pa icula , algumas écnicas
dos seguin es mé odos são u ilizadas aqui: (1) compa a i a de obje os (pala as)
his o ical ( o cla i y he ela i e ch onology o he s a es o seman ics o he
em conside ação em di e en es pe íodos de sua his ó ia e pa a de e mina a
elação gené ica dos léxemos compa ados; 2) ipológico (pa a desc e e unidades
he e ogéneas com e olução semân ica semelhan e); (3) o mé odo de comen a as
en adas do dicioná io (pa a escla ece a lógica de desen ol imen o e a di eção das
conexões semân icas en e os sememas de um de e minado léxemo). São
implemen adas no âmbi o do p ocedimen o de análise, cuja essência é desc i a
a a és de: a soma dos c i é ios de selecção do ma e ial pa a o es udo;
in e p e ação do ma e ial em es udo;
– a scheme o ep esen a ion o ac s (see sec ion 4).
C i e ia
1. Os lexemas emp egados no es udo êm dois pólos do espec o semân ico:
"co po/pa e de co po", "co po" VS "pessoa", "eu" e "alma". 2. De e ha e
elações de i adas en e ambos os g upos de signi icados, a sabe : os sememas
"pessoa", "eu" e "alma" são de i ados de "co po" ou "pa e do co po".
3. Den o de um aglome ado de sememas "pessoa", "eu" e "alma", de i ação sob as
ela ions a e also allowed in some cases.
4. I is aken in o accoun ha sememe ‘(my)sel ’ in he body may de elop
ês condições seguin es: a) de ido à modi icação mo ológica do co po (po
a ixação); b) como pa e de pala as compos as; c) sin a icamen e, ou seja, na
unção do p onome e lexi o ("eu" como "meu" ou "seu" ou "seu" co po). A úl ima
condição é e dadei a apenas pa a á ias línguas do mesmo amo da amília
indo-eu opeia e espo adicamen e á ias línguas den o do indo-eu opeu de
lingual a eal.
5. Lexemes in which in e media e sememes a e ma ked be ween bo h clus e s
signi icados, excluindo a de i ação semân ica di e a de "co po" → "pessoa",
e c., a e excluded om conside a ion as hey do no co espond o he model
o seman ic de i a ion. Howe e , his c i e ion canno always be me due o
he lack o w i en monumen s in some languages o he low le el o hei
desen ol imen o e imológico.
6. Os lexemas com o mesmo ipo de co elação semân ica que su giu em exemplos
cul u al-semio ic (my hological, eligious, apo opaic) condi ions (c . abo e he
di e en es da co elação "encon a ": "da à luz" ambém não são le ados em
con a.
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
176 Ac a Linguis ica Li uanica XC
In e p e ação (mo i os ge ais) 1. A na u eza da co elação dos signi icados de
uma pala a ou g upo de cognados é desc i a a a és do emp ego de modelagem,
mas qualque modelo de e se e i icado a a és de pa alelos ipológicos
co esponden es à soma dos pa âme os especi icados pelo modelo. Isso signi ica
que a di eção e o esul ado do desen ol imen o semân ico (p incipalmen e em
casos que exigem econs ução semân ica) êm línguas di e en es. O que é
been p o ed on he condi ion ha he same ec o o e olu ion o meaning,
i s ini ial, in e media e and inal s ages can be aced in di e en wo ds om
c ucial pa a a análise é apenas o a o da c onologia ele an e dos es ados
semân icos da e idência da pala a e a e i icação da p ese ação da co elação
dos sememas como p imá ia e secundá ia em di e en es línguas em di e en es
pe íodos de sua his ó ia. 2. Quan o maio a geog a ia da implemen ação do modelo
(ele é ma cado em mui as línguas), maio a p obabilidade de lida mos com um ipo
uni e sal de e olução semân ica.
3 - Se o ma e ial e ela a ele ância (u gência) do ipo de de i ação semân ica
mencionado em á ias a ias c onológicas ou mesmo ao longo de um pe íodo his ó ico
in ei o, não se de e ala de uma ino ação na es u u a semân ica das pala as que
su giu em algum momen o da his ó ia da língua, mas de an igas elações de de i ação
semân ica ep oduzidas em diac onia.
4.P ocesso
En ão, aqui es ão alguns a os p o domo sua da uni e salidade da ans o mação
de signi icados léxicos com es e e o . O es udo en ol e a seguin e o dem de
ap esen ação dos ac os e da sua análise.
4.1. E idence o Indo-Eu opean languages
4.1.1. Léxico i aniano
P o o-i aniano *g īā- […] pescoço, nuca do pescoço[…], cujos e lexos
exibem os seguin es signi icados (com a ex ensão da semân ica pa a
Khwa ezmian γ yw ‘body’ & ‘soul’ and u he he e a e indica ed meanings
[…]co po em ge al[…]): […]sel , he sel , himsel , you sel […], secundá io a
combina ion o wo ds y’ γ yw ‘by mysel ; himsel ’; u he c . Sogdian ’γ yw,
man. γ yw ‘body’ & ‘pe son’, ‘soul’, ‘sel ’ (Li šic 1962: 128, 192; Ras o gue a,
[…]soul[…] (Èdel[…]man 2008: 57), c . Èdelman 2007: 291292; Gha ib 1995: 130, 167), g īw do pe sa médio [glyw|]
S aipsniai A igos 177 e 177
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
[…] pescoço […], […] ga gan a […], g īw [glyw|, g yw] […] sel […], […] soul […] (MacKenzie
1986: 37; aqui ambas as pala as são dadas em di e en es en adas de dicioná io),
g yw, g yyw [g īw] […] pescoço […], […] o ma […] e […] sel […], […] soul […], c . G yw
hsyng […]Homem P imi i o[…] VS g yw zyndg, g yw jywndg […]Alma Vi a[…] (Du kin-Meis e e ns 2004: 164).
Tais exemplos são in e p e ados como um amo semân ico (Ras o gue a,
Èdelman 2007: 292) ou desen ol imen o semân ico (Èdelman 2008: 57), mas as azões
e condições des a especialização semân ica não são explicadas. Aqui es ão
exemplos do uso do sogdiano […]γ yw como equi alen e a um p onome e lexi o
nas seguin es ases: […]XRZY ZNH γ ywh nwšk(w?) mynm […] […]En ão eu me
conside o imo al[…] VS […]XRZY ZNH γ ywh […]m ch myn[…]m, li . "en ão
conside o-me mo o" (Li šic 1962: 128, 192). Pa a o desen ol imen o semân ico
"ex emos do co po", "pa es do co po" → "co po em ge al" nos exemplos
i anianos, consul e o es udo ecen e de Veliza Sado ski (Sado ski 2017: 567[…]599;
em pa icula , e p. 577 e 579).
P o o-i aniano * anū- ‘co po: A es ano anū- ‘co po e ‘pessoa, ‘seu p óp io (um
ambém e a usado como um p onome e lexi o) (Ba holomae 1904: 633; Abae 1979:
1), 26 c . ‘ hiia mā ohū pai ī.jasa manaŋhā pə əsa cā mā cišā ahī kahīā ahī
kaṭā aiia .daxā.daišāi dīhā dīhā aibī āhū gaū θūṭāhū ə ū
* anušāhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūh-
ūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhū De quem ocê é? […] Como ocê […]
subme e ia seus ganhos diá ios […] […] ma ca pa a in e ogação […] em elação a
seus ebanhos e pessoas […] (Skjæ ø 2018: 121). Além disso, c . O an igo pe sa
anūš ( nuuš) […]co po[…], […] unco[…] e […]pessoa[…], […]sel […] (Hinzenzie 1973: 152;
Abae 1979: 26): […] ambém é usado como um p onome e lexi o[…]), Khwa ezmian n
[…]co po[…], […] unco[…] e […]sel […], c . y[…] n[…]h […] seu co po[…] e […]seu p óp io[…] (Benzing 1983: 612), Pe sian an […] [ n|] […]co po[…] e […]sel […], c aza xwēš […]one[…]shu […] (MacK 37: 81; Du kin-Meis e 2004: 32; 1979: 39; Pe sian an […] […] Pe sian an[…], 1979: 39; Pe sian an […] […] […])
Como podemos e , em i aniano * anūis é equen emen e usado como um
* anū- also pe o ms he same unc ion in he Da dic and Indo-A yan languages
(see below). In gene al, he seman ic spec um o P o o-I anian * anū- is
iden ical o he se o basic meanings o i s Indo-A yan e ymological coun e pa
p onome e lexi o. A yan ( e abaixo). É admissí el ala de duas condições
p o á eis em que es e lexema desen ol eu o signi icado "eu mesmo" e "eu
mesmo". 1. Na combinação de pala as A es an anūwi h x a- […]i s, his[…],
‘himsel ’, c . auuaēna ā sūcā manaŋhā / āuua ənå īciθahiiā na m.na əm x aiiāi
anuiiē – ‘Obse e h ough ( his) lame by (you ) hough / he *p e e ences o
[…]sel […], […]i sel […], disc iminação (= julgamen o) ( ei o) homem-po -homem
pa a seu p óp io co po[…] (Skjæ ø 2018: 34, 82), c . acima xwēš an do pe sa médio. É p o á el que o mesmo acon eça
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica XC assumido pa a o an igo índio an[…]- […]sel […], c .
s áyā an […] (um exemplo é adducido de: May ho e 178 1992: 621). Assim, "seu
p óp io co po" → "eu mesmo", "eu mesmo", "pessoa".
2. nas combinações de pala as e compos os, o madas com base nas combinações
de pala as com os e lexos * anū-, c . Jo em a es ano anu.kə ə aadj. […] ei o
po si mesmo, au o-c iado[…] (Ba holomae 1904: 636), anūm (ā)guz ~ an igo indiano
an àm gh […]se esconde […] (May ho e 1992: 622) = […]se esconde […]. O
desen ol imen o da semân ica […]co po[…] → […]pe sonalidade, pessoa (= um, o
único)[…] ambém é obse ado na de i ação mo ológica, c . Pahla i anīhā
[…]alone[…] (MacKenzie 1986: 82), anha pe sa […]alone[…], […]singula […], […]only[…],
de i ado de an […]body[…] emp egando o su ixo ad e bial -īhā (Cabolo 2010: 373[…]374).
P o o-i aniano *śa ah- ‘cabeça:
Sogdian s -sa / […]head[…] (→ […]sel […]) é usado como o equi alen e de um p onome
e lexi o nas seguin es ases: ZKw s w nwškw mynm […] […]Eu me conside o
eliz[…] (li . imo al), p w s w pcγ β[…]n […] […](a o dem) eu ce amen e
execu a ei[…], li . "Vou le á-lo sob e a [minha] cabeça (= sob e mim mesmo) " (Li šic
1962: 128); Osse ian sæ […]head[…] → […]pe son[…], há ambém um uso uncionalmen e
p óximo de […]sel […], […]mysel […], c .: (a) […]nal mæ xæssys dæ sæ mæ[…] […] […] ocê se
o nou sensí el a mim[…]; (b) (Kos a) […]adæmy a næj koy skænin mæxīcæn kad æmæ
sæ ! […] […]Se ao menos eu pudesse c ia pa a mim hon a e dignidade com o a n do
po o! […], […]dæ sæ yl mæ xæssaj[…] […] […] pode me sac i ica pa a si mesmo ([…]a sua cabeça[…]) […](Abae
1979: 73, 74).
Oposição
Aqui é aconselhá el apon a pa a a o dem in e sa do desen ol imen o semân ico,
que ambém é a es ada no ocabulá io i aniano. T a a-se dos e lexos do an igo
i aniano * i-āna- […] espi ação […] (Bailey 1943: 106[…]107), * yāna- (Nybe g 1974:
106), c . i s cul u al seman ics in: Middle Pe sian jān [y’n|] ‘ he animal spi i
o man’ (ibid.: 106), Pe sian ǰān ‘soul’, ‘spi i ’, ‘li e’ & ‘li e body’ and ‘essence’,
‘child, kid, baby’ (Rubinčik 1970: 425; A doe 2017: 18). He e he g oup o
sememes […] alma […], […] espí i o […], […] ida […] é p imá io, mo i ado com o
signi icado p imo dial […] espi ação […] (c . P o o-esla o *duxъ […]spi i […], *duša
[…]soul[…] (poé ica […]li e[…]: Russian душа моя […]my li e[…]): *dyša i, *( ъz)dъxn[…] i
[…] o b ea he[…]), enquan o que os sememes […]li e (= espi ação) co po[…],
[…]essence[…] (→ […]child, kid, baby[…]) são secundá ios. De e se apon ado que a
de i ação semân ica […] espi ação […] […] alma […] […] co po […] […] essência […] […]
c iança […] é um exemplo de c onologia ela i amen e a dia po que os ex os do
o an iqui y ‘body’, ‘child’.
S aipsniai A igos 185 e 185
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
pe sa médio não con êm peças de e idência ou […] co po (= pa e p incipal do se ) […] […] p óp io (= p óp io co po) […], […] pessoa […], […] alma […]
(nos ou os casos).
4.2.7. Línguas Vainakh
Chechen doog ‘hea & ‘soul (c . dagahj ‘a hea , ‘in soul) (Ka asae , Macie 1978:
147, 555), duog ‘hea , Ingush duog ‘hea , Ba sbi dok ‘I hea (Deše ie 1963: 527) ~
Chechen degI ‘body (degIan meženaš ‘body pa s) (Ka asae , Macie 1978: 615), c .
Doog Šan a Asbeko a, 67 Bochla Shmay chun Shenge a and Valcha [...] […] Asbek is
b a e in spi i , Bu s ing in o he middle o he enemy, Beclan is a s eel weapon o cu
down he enemy […] (Beckham, 2011: Index). Apa en emen e, o sememe "alma" é uma
ino ação da pala a checheno, uma ez que apenas o signi icado de "co ação" é
no ado po suas "con apa es" gené icas em ou as línguas. Em odos es es
casos, podemos e o mas sepa adas exis en es que con inuam um p o ó ipo
e imologicamen e comum. Nas línguas ainakh, es e oi di idido como esul ado da
al e nância p imá ia de ogais na aiz ( e , po exemplo:
Deše ie 1963: 527). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é
4.2.8. Léxico a oasiá ico
Semí ico
Geez akāl co po, memb o, subs ância, hipos ase e pessoa, olume, Tig igna akal co po,
amha ico akal pessoa ~ á abe ukl-co ps (Belo a 2012: 53). A an iguidade da co elação
"co po": "pessoa" de i a de sua ep esen ação já na an iga língua e íope (Geez),
ago a ex in a. Como podemos e , as línguas mode nas man i e am essa co elação.
Geez abāl co po, ca ne, pedaço de ca ne, memb o do co po e (meu) eu, pessoa, e c.
(Majzel 1983: 197; Leslau 1987:3). C . Emma ‘ayneka en a yamān āseḥḥe aka, melexā wa-
awhāā em-lā ‘lēka, esma yexēyyesaka kama [...] emenna abāleka em-kwellu [...] como
‘pessoa, ‘sel (Lambdin 1978: 307). A amaico gūp- […]co po[…] e […]pe sonalidade[…], […]eu
mesmo[…], heb aico gūp-ā […]co po[…], (Pós-Bíblico) gūp […]co po[…] e lacuna […]eu
mesmo[…], […]eu mesmo[…] (Majzel[…] 1983: 197), be-gappō […]com o p óp io co po =
sozinho[…], Tig e go […]co po[…], […]co ação[…] e […]alma[…] (Cohen 1970: 108). […]u[…]-a -
[…]co po[…], […]co po[…], Soqo i gi eh […]co pse[…], […]co po[…] (ibid.: 199) […] *g[…] ~
egípcio […]s [< *gs] […] pessoa[…], […] sel […] (Takács 1999: 255). Gi -eh do sul da A ábia
[…]co po[…], […]co po[…] ~ egípcio (Py ) […]s […]mim[…] […]a asiano *gVč-. Ve : (Majzel […]
1983: 197).
G ba epig á ica do sul da A ábia […]co po[…], […] ida (co po al)[…] e
[…]pessoa[…], g ba sabaica […]co po[…] e […]pessoa[…], Tig e gä ob […]co po[…] e […]pessoa[…] (Cohen 1970: 178) e

ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
186 Ac a Linguis ica Li huanica XC
Meh i gǝ ǝbē ‘mass’, ‘g oup o people’ e c. < *gV Vb- (Blažek 2020: 56: wi h
li e a u a). É um exemplo de uma c onologia ela i amen e an iga de co elação
"co po": "pessoa", uma ez que ambos os sememas são a es ados no ocabulá io á abe an igo.
Cushí ico
Beja ga i […]body[…], […] unk[…] e […]sel […], ac. ga ob (Rp) = ga oo […]co po[…] e
Se *gV Vb- (Blažek 2020: 56). Rega ding o he Semi ic cogna es see p e ious
[…]sel […] ~ i em. No que diz espei o aos exemplos de Beja, o emp ego do co po de
soma ismo na unção de um p onome e lexi o é alcançado a a és do emp ego de
uma écnica semelhan e à ap esen ada em húnga o ( e acima). Aqui Beja ga i
[…]co po[…] é ans o mado em […]sel […] de ido à adição do su ixo possessi o, c .
uga ooyu […]mysel […]. Da mesma o ma, o sememe "eu" é encon ado em ni is "alma" > uni su
"eu mesmo" (BPG 2005: 225).
4.2.9. Léxico algonquino
Mohegan-Pequo -ahak […]co po[…] e […]eu mesmo[…] usado como o p onome
e lexi o, c .: […]Tapi ni nukucusumô nahak[…] […] […]Eu posso la a -me[…];
wiwáhcumunsh’ – ‘I will ea co n wi h you’ (Fielding 2006: 56). An illus a i e
example o a change in he g amma ical s a us o a wo d, accompanied by
‘Music num wici kahak a apa ência da semân ica p onominal. A an iguidade da
ans o mação g ama ical-semân ica não é cla a.
Menominee (como pa e de uma ase de uma pala a) ai1 askūqcikew
em um co po cu o VS dni nēyaw eu mesmo (= meu co po). Ve : (MD 20[…]21,
151). A apaho (como pa e de uma ase de uma pala a) honoo3i3insinenoo
[…] es ou dei ado de cos as VS ceniiko[…]oo eihinoo […] sou egoís a (Cowell,
177; DoReCo: do eco.huma-num. /languages/a ap1274).
Na ick o Wôpanâak (Wampanoag) /hogk/ ‘a li ing body o pe sonali y’
Moss e al. 2012 22,: & […] c ia u a[…], […] pessoa[…], […] alma, espí i o[…],
um-hogk(a) […] co po[…], […] si mesmo[…], c .: […], nu ch ke eahoghkou
pishmus wwau uminnu u, […] […], […] essa alma de e se co ada de seu po o;
[...]’; ‘[...]. Kah noh ke eahogkou kesohkóad og […] […][...], e essa pessoa é culpada[…]
(AT 2011: 225, 226).
Cheyenne - é o e ‘body’ in he possessi e usage de elops he seman ics
‘mysel ’ (Leman 2011: 12; ChD: h ps://www.cheyennelanguage.o g/dic iona y/
Lexicon.php?le e =13#e21037). O que é o que ocê que dize com isso?
S aipsniai / A icles 187
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
4.2.10. Léxico aus onésico
Malaio-Polinésia: Cham àj ~ ṭàj […]co po[…] e […]mim mesmo[…],
Buj Kchan’ Tche 1999: 134). The di ec ion and age o seman ic de i a ion is
[…]nosso[…] (Alie a, ques ioná el.
Indonesian badan […]body[…], […] o so[…] e […]mysel […], […]in pe son[…] (Ko igodskij
69). Acco ding o Robe Blus and S ephen T ussel (Blus , T ussel 2013: h ps://
1990: www. ussel2.com/ACD/acd-lo_b.h m?zoom_highligh =badan), es a pala a,
emp es ada […]do á abe a a és do malaio[…], em odas as línguas aus onésias
signi ica […]body[…]. Assim, os sememas "eu mesmo", "em pessoa" esul am da de i ação semân ica em
Indonésia.
O Fu una-Aniwa hkano […]co po[…], […]ca ne[…], […]essência[…] ( adicionalmen e o
aspec o mais impo an e do eu) e […]alma[…], […]espí i o[…], […]sel conscien e[…],
c .: […]kano kaie u i ano hkano[…] […]kano mas p e o é o seu co po[…] VS […] iona
mind (conscious sel )’. Howe e , he sememe ‘soul/spi i ’ ‘ esul ing om swi ch
by missiona ies in signi icance o a a and hkano’ (Doughe y 1983: 263).
noh[…] […] […] seu espí i o, malgaxe èna […]co po[…] é usado pa a […]sel , pois não
há p onome e lexi o em malgaxe, c .
*****
O ma e ial acessí el pa a obse ação em algumas línguas mode nas de ou as
amílias apenas con i ma a co elação en e "co po" e "humano" e "pessoa"
(Zalizniak e al.: h ps://da semshi . u/shi 3666), no en an o, a al a de dados
sob e sua his ó ia e e imologia o na impossí el de e mina o e o e o g au
de an iguidade da e olução semân ica. Is o diz espei o às seguin es línguas:
Ca ineña ( amília Tacanan), Yuwana ou Hodï (língua gene icamen e não
classi icada), O omi ( amília de línguas O o-Manguean), Inanwa an (Suabo) e
Wa embo i ( amília de línguas T ans-No a Guiné), Miki ( amília de línguas
sino- ibe anas), She ( amília de línguas Hmong-Mien (ou Miao-Yao), Panoamin Y
( amília de línguas Panoan).
5. RESULTADOS (Sín ese)
E comen á ios)
5.1 O ma e ial analisado pe mi e-nos dis ingui ês ca ac e ís icas no á eis.
These include in pa icula :
A) Os lexemas com signi icados e imológicos "co po (ge almen e) " e "co pus
(ge almen e) " são a base egula pa a o desen ol imen o dos sememas "alma",
"eu", "pessoa" e casos menos equen es em que es es sememas secundá ios su gem no
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
188 Ac a Linguis ica Li huanica XC sob e o co ação como a sede da alma ou dos
wo ds, deno ing ‘neck’, ‘ h oa ’, ‘head’ o ‘hea ’. A possible eason (my hological
backg ound) o he seman ic de i a ion o ‘hea ’ → ‘soul’ was he a chaic idea
sen imen os, c . La in pec us […] bosom[…], […] hea […] e […] soul[…] e acima Vainakh,
exemplos a oasiá icos (Tig e) e analogia mais p óxima em demons am as lacunas na
Manda sondomme ‘hea as he sea o eelings’, ‘cou age’ (Vyd in 1997: 234).
B) None o he p esen ed examples has a ull pa adigm o meanings; hey
es u u a semân ica. O quad o desc i o é ap esen ado na abela na o ma mais ge al.
Semân ica linguís ica o iginal
Semân ica secundá ia Indo-eu opeia
"co po", "cabeça", "alma",
"espí i o", "eu", "pessoa",
"humano", "p op io"
"um"
Co po i aniano […] + + +
Co po indo-a iano […] + +
Co po dá dico […] + +
G ego an igo […] (co po i o) […] + +
La im […]body[…] + +
Co po hi i a […] + +
Co po ge mânico […] +
Co po esla o […] +
Co po inno-ug o +
Co po u co […] + +
Co po mongol […] + + +
Co po Tungus-Manchu […] + + +
Chuko ko-Kamcha kan […] co po […] +
Co po d a idiano […] + +
Vainakh […]co po[…], […]co ação[…] +
Co po a o-asiá ico, [co ação] +++
Co po algonquino + + +
Aus onésia
Co po de camada […] + +
Co po indonésio […] + +
Malagasy […] co po […] +
Co po de Wes Fu una-Aniwa […] +
Ou a en idade […] +
Howe e , we can con iden ly speak abou he uni e sali y o such ypes o
seman ic de elopmen as (1) ‘body’ → ‘sel ’, ‘pe son’ o body’ → ‘sel ’ →
‘pe son’; (2) ‘body’ → ‘sel ’, [‘pe son’], ‘one’s own’; (3) ‘body’ → ‘soul’,
"pessoa" (os modelos 2 e 3 es ão ep esen ados em línguas de ês amílias
linguís icas); (4) "co po" e "pessoa". Todos eles acabam po se implemen ações
S aipsniai A igos 189 e 189
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
a ian es de um único pad ão de de i ação semân ica (c . Gee ae s 1997: 23[…]24), a
di e ença en e os quais é de ido ao conjun o g ama ical (mo ológico-sin á ico)
and cul u al (wo ld iew) condi ions o he unc ioning o lexemes wi h he
especi icado de signi icados. Sob e as mani es ações locais des e pad ão ([co po,
co po mo o] → alma desenca nada, alma]; [co po → alma (desco po a) → pessoa]
[co po […] […] co po i o ( espi ado ) […] […] alma […], […] espí i o […]/ […] pessoa […], […]
eu […]]; [co po (= pa e p incipal do se ) […] → […]sel (= p óp io co po) […], […]pe son[…],
[…]soul[…]] e c.) e acima.
No que diz espei o à baixa equência de exemplos de de i ação semân ica "co po"
→ "alma", "espí i o" (o que não nega o a o de que ele é ep esen ado em línguas de
á ias amílias), en ão es e es ado pode se explicado em pa e como a
consequência da ealização do signi icado "alma" em e mos sag ados especiais,
po an o, não e a necessá io ex apola "alma" em ou as pala as. Mas es a
conclusão p ecisa se e i icada com os dados dos monumen os esc i os. C) A al a
de signi icado de "eu" na gama semân ica de algumas das pala as analisadas pode
se explicada com as es ições que se encon am no p óp io sis ema da língua. Em
pa icula , o p onome "eu" pode ia se de i ado e exis i apenas den o de uma
classe g ama ical especial de pala as com sua mo ologia, po an o, nenhum ou o
lexema de ou o pa adigma g ama ical (subs an i o, nume al) com ou as
ca ac e ís icas o mais não pode ia p oduzi uma semân ica p onominal
ap op iada. Po exemplo, al imagem é a es ada nas línguas Vainakh, onde o eu pode
su gi apenas no pa adigma do p onome e nunca en e os subs an i os, c . aqui:
p onome […]sel […] sō (1 pessoa, singula ), хьō (2 pessoa), шā (3 pessoa), вай-ваьш (1
pessoa, plu al), шайна (2 pessoa), цара шаьш (3 pessoa) e subs an i o […]soul[…],
[…]spi i […] дог, са, […]body[…] дегI (Ka asae , Macie , 1978: 146, 147, 552, 615). Assim, o
semema "eu" pode su gi em um subs an i o apenas sob a condição de que não haja
dependência di e a do signi icado p onominal da o ma, que liga a semân ica com a
ce a classe g ama ical de pala as. O sis ema linguís ico pe mi e pelo menos duas
condições em que as pala as que deno am o co po ou as suas pa es desen ol em
os sememas "eu" e "eu mesmo": 1) num ce o con ex o; 2) como pa e da co elação
wo ds (see below).
5.2. Commen s ega ding he speci ic ela ionship be ween ‘body’
& ‘pe son’, ‘soul’, and ‘sel ’. As illus a ed abo e he e iewed seman ic
compos a é a es ada em mui as línguas. Deixando de lado os signi icados "b unch",
" onco de plan a" como secundá ios (de "co po" p imá io, "co pus"), um
pesquisado de e p es a especial a enção a ou os signi icados. Em p imei o
luga , podemos conclui o "eu" secundá io, o "p imei o", a "pessoa", a "alma" pa a o
"co po", o "co po" e o " onco", e o apelo aos dados das en adas do ocabulá io,
dos ex os, da e imologia, da econs ução ( e acima) indica isso. En ão, é possí el
decla a uma mudança semân ica uni e sal, mas qual é o seu mecanismo?
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
Ac a Linguis ica Li uanica 190 XC
A) Seman ic side. I s seman ic base ( o some cases) p obably was he
pe cep ion o he body as he main pa o a human being, he e o e ‘body’ o
[…] cabeça […] […] pessoa […], […] si mesmo […]; "co po" → "eu" → "pessoa".
Desen ol imen o a ian e pa a "alma": " i o (co po) " e mais "espi i ualizado" →
"alma". Se os lexemas são ep esen ados po "eu" e "pessoa" no conjun o de
signi icados, en ão na maio ia dos casos "pessoa" é secundá ia a "eu", uma ez que
"eu" apa eceu no co po quando é usado como "co po de alguém" = "meu" ( e
ambém "co po" → "p op io", "p op io" = "p op io co po"), e en ão "pessoa",
"humano" su giu como esul ado da "alienação" (abs acção) do con ex o
"p onominal". A mudança di e a de "co po" pa a "pessoa", "humano", baseia-se na
sinécdoche, como no caso do usso тело "co po" e secundá ia como "pessoa",
"humano". B) Fa o mo ológico. Em algumas línguas, a mudança "co po" → "eu"
oco eu em ce as o mas g ama icais do co po subs an i o, onde as p óp ias
condições (semân ica g ama ical) causa am isso. Assim, o mecanismo semân ico
"eu" → "co po" baseia-se na modi icação mo ológica de pala as com o signi icado
"co po". Exemplos disso podem se ilus ados com os dados do: (1) Pashai ānek
como uma o ma possessi a e lexi a pa a ān […]body[…]; (2) Língua húnga a, onde o
p onome e lexi o-ampli icado sel oi o mado a pa i do subs an i o mag
[…]body[…] + su ixos pessoais-possessi os ap op iados; (3) Beja ga i […]co po[…], que
se ans o ma em […]sel […] de ido à adição do su ixo possessi o; (4) Línguas
mongóis, onde бīje a […] pessoalmen e […] = […] po um co po […], que é um
subs an i o com o ma cado de um caso ins umen al -ра; bīje enā […]on
you sel […] = […]on i s body[…] […] a o ma do loca i o com o ma cado -ре & o
ma cado de e lexus possessi um -nā. Assim, aqui a semân ica "eu", "eu mesmo"
desen ol eu-se em o mas de caso, signi icando "po um co po" (→ "pessoalmen e" →
"eu mesmo", "eu mesmo"), "em seu co po" (→ "em si mesmo", "eu mesmo") e no
subs an i o co po, es endido com su ixos pessoais-possessi os ([…]co po[…] […] meu,
seu co po[…] […] eu mesmo[…] e c.). C) Fa o de composição do caule. Em alguns
exemplos, o co po lexêmico adqui iu sememes "eu", "eu mesmo" den o dos quad os
das ases, que mais a de o am ans o madas em pala as compos as. Ou seja,
as combinações de pala as com o co po o am colapsadas em um compos o léxico,
onde o signi icado "co po" oi neu alizado assim como "(meu) eu", c . A es an
anu.kə ə aadj. […] ei o po si mesmo[…]: an igo índio anū-k[…] - […]au o-c iado[…].
Uma si uação semelhan e é ep esen ada no húnga o ( e acima), onde "co po" oi
neu alizado em de i ados p onominais. Sob as mesmas condições, a semân ica
"pessoa" apa ece no co po: em pa icula , no an igo an indiano - ambém apa ece
na composição de pala as compos as anū-kṛí " o mando a pessoa", anū-pna
"p o eção da pessoa". D) Condições sin á icas. Os signi icados de "eu", "eu mesmo",
"p op io" no co po apa ecem como esul ado de seu uso na ase como um p onome
e lexi o ou como uma pala a uncionalmen e p óxima dos p onomes e lexi os e possessi os. O p onominal

S aipsniai / A icles 191
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
O uso do p óp io co po oi o iginalmen e baseado em ases como A es an x aiiāi
anuiiē "seu p óp io co po", an igo indiano s áyā an "seu p óp io co po" e c.
Ou os exemplos são ap esen ados espo adicamen e em línguas i anianas médias,
i anianas mode nas (osse ianas) e em u co, mongol, ungus-manchu,
e c. C . Mohegan-Pequo -ahak ‘body’ changed i s g amma ical s a us, being
chuko ko-kamcha kan in eg ados na composição da cons ução polisin é ica, e c.
Em seguida, o co po na unção p onominal subs i uiu cons uções semelhan es.
Condições de eme gência do "eu" no co po
Condições
Línguas
Mo ológico
Va iação
Den o do
sin á ica
compos o
Condições das pala as
Indo-eu opeu + + +
Finno-Ug ico +
Tu kic +
Mongolian + +
Tungus-Manchu +
Chuko ko-Kamcha kan +
D a idiano
Vainakh (em inglês)
A oasiá ico + +
Algonquian +
Aus onesian +
E) The “ze o seman ic co ela ion” ac o . Howe e , he e a e languages,
onde a mudança semân ica acima desc i a é impossí el. Pa icula men e a nossa
a enção é a aída po lexemas nas línguas da Á ica como Rwanda umu-bi i […]body[…],
Kinga emi-hano […]bodies[…] (Topo o a 2000: 28, 29), Ful ulde-Ful ulde (Fula) e -gal
[…]body[…], e -ɗe […]body pa s[…] (Ko al[…] 2000: 223), […]body[…], See ee oaal ol
[…]body[…], Wolo uaa […]body[…] ~ We ee nje Se […]ce body[…] (Pozdniako 1993:
40, 101), Pulaa -Ful uldé i an-du ‘soul’, pi al-i ‘souls’ (Ko al’ 2000: 162: wi h
he e e ence o Edwa d Sapi ). Wo ds o deno e ‘body’ and ‘soul’ he e belong o
classes semân icas di e en es: […] VS classes ac i as (classe de obje os a i os, a i os)
“passi e class” (class o passi e objec s, passi e names) e c. The laws o hese
classes do no allow he meaning o one class o be p oduced in he ames
o o he classes. In o he wo ds, seman ic de i a ion he e is p e y s ic ly
eguladas e dis in as de ou as línguas obse adas onde o su gimen o de no os
signi icados é possí el)
ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK
192 Ac a Linguis ica Li huanica XC e ou os) associações com uma na u eza de
elações mais luida e lexí el
be ween meanings.
6. Conclusões
1. O ocabulá io analisado nes e es udo o nece ilus ações su icien es da
uni e salidade do modelo de de i ação semân ica implemen ado em di e en es
línguas da mais ampla geog a ia (exemplos de 11 amílias linguís icas!). As leis
semân icas e g ama icais dessas línguas c ia am as condições pa a a soma de
mudanças semân icas semelhan es, de inidas como múl iplas mani es ações des e
modelo. A mul iplicidade p essupõe a p esença de um aglome ado de cadeias de
(see abo e), based on which seman ic de i a ion is modelled.
2. In eali y we ha e easons o asse ion abou he di ec ion o he seman ic
deslocamen os semân icos de de i ação "co po" → "eu", "pessoa", "alma", po que
"co po" e "co po" são o iginais, o que é con i mado pelos dados e imológicos. 3. A
ep odu ibilidade do modelo conside ado na diac onia é comp o ada pela sua
ep esen ação na semân ica léxica das línguas em di e en es pe íodos de sua
his ó ia. A de i ação semân ica a dia em línguas onde não oi egis ada
an e io men e es emunha a ipicidade de algumas es u u as semân icas do
pensamen o linguís ico.
4. T a amos de uma das mudanças semân icas uni e sais, no en an o, no âmbi o
des e pad ão semân ico, seu "aspec o écnico" (condições e mecanismo) de
eme gência de signi icado de "alma", "pessoa", "humano" e "eu" pode se
di e en e. Em pa icula , as azões pa a a ge ação desses sememas são
de e minadas pelas peculia idades da imagem do mundo, o undo cul u al, as
peculia idades da a iação mo ológica das pala as, sua unção na ase e as
composições que su gi am com base nas combinações de pala as co esponden es.
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Seman inės dinamikos uni e salumas:
nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘sa as ies’, ‘sielos’
SANTRAUKA (em inglês)
Soma inių žodžių, eiškiančių ‘kūnas a ba ‘kūno dalis, s ebėjimas ienuolikoje gene iškai
ski ingų šeimų kalbose a skleidžia įdomią okių žodžių sememų ko eliaciją. Visų pi ma,
kon eks ai, ku iuose soma izmai pa eikiami, be ki a ko, bū inai pa odo, kad jie a ojami kaip
‘asmuo, žmogus, ‘aš, sa as is i ‘siela, d asia. Toksemų san ykio dėsningumas s uk ū ą
a gu a y a a si ik inis, o seman inė- ipologinė analizė, a lik a a siž elgian į e imologijos
i ling is inio modelia imo duomenis, su eikia im ų p iežasčių many i, kad okie gausūs
S aipsniai A igos 203 e 203
Uni e sali y in Seman ic Dynamics:
om ‘body’ o ‘pe son’, ‘sel ’, ‘soul’
a ejai a skleidžia uni e salios seman inės kalbinio mąs ymo s uk ū os ap aiškas. Šią
galima apib ėž i kaip seman inio da inio ipą, pe eikiamą seman inių poslinkių g andinėmis:
[‘kūnas → ‘siela], [‘kūnas → ‘asmen, ‘žmogusybė [‘kūnas →], ‘sa as is → seman ikosimo modelį
‘aš pa s’], [‘kūnas’ → ‘sa as is’ → ‘asmenybė’ → ‘žmogus’]. Ka u jie suda o daugiama į
su ienu ek o iumi. Galima da y i p ielaidą, kad modelis neapsi iboja am ik u kalbos
is o ijos laiko a piu, be y a a ku iamas diach oniškai dėl jo Šio ipo seman inio da inio
aizda imo ski inguose sinch oniniuose pjū iuose.
ealiza imo niuansai isiškai p iklauso nuo sąlygų ( eiksnių) isumos seman inio, mo ologinio,
kamieno kompona imo i sin aksinio eiksnio. Nag inėjamas seman inės da ybos ipas
būdingas ne ik a ikiečių kalboms dėl speci inės jų seman inių san ykių sis emų o ganizacija
pagal žodžių, p iklausančių ski ingoms klasėms ‘ak y us i ‘pasy us, p incipą, odėl
‘ak y iajai klasei būdinga semema ‘siela negali bū i įkūny a leksemoje iš ‘pasy iosios klasės.
Į eik a 2024 m. maio 5 d.
ALEXANDER I. ILIADI
ILONA M. DERIK
A Ins i uição Es adual […]Uni e sidade Pedagógica Nacional do Sul da
Uc ânia com o nome de K. D. Ushinsky[…]
65020, Uc ânia, Odessa
Es ada S a opo o anki ska, núme o 34.
Alex, o e-mail é p o egido.
[e-mail p o egido]