Seis ho as. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução
A Ciência da Te minologia:
His ó ia e E olução
HERIBERT PICHT
Pala as-cha e: aspec os his ó icos da e minologia, e olução da eo ia da e minologia,
elemen os da eo ia da e minologia, planeamen o da e minologia
INTRODUÇÃO
Como p emissa pa a o meu a igo, gos a ia de esboça alguns a os bem
conhecidos que são amplamen e conco dados pela maio ia da comunidade
p o issional de e minologia.
1. A e minologia não é um enômeno isolado que pode se pesquisado e p a icado
sem con a o p óximo com ou os campos do conhecimen o. A e minologia é um
campo de conhecimen o ans e in e disciplina . 2. A e minologia es á
inco po ada no "discu so cul u al", um concei o que oi de inido como "um
concei o semió ico mui o ge al, que co esponde ao "discu so linguís ico" de
Wi gens ein. Es e discu so inclui o mas e bais e não e bais de
ep esen ação em di e en es cons elações quan i a i as. As o mas de
ep esen ação êm equen emen e uma unção complemen a e podem se
in e cambiá eis. (Lau én, Pich , 2000: 216) 3. A Comissão conside a que a Comissão
não em compe ência pa a de e mina a compa ibilidade do auxílio com o
me cado in e no. O objec i o básico da e minologia é a ans e ência de
conhecimen os em di e en es ní eis de p o issionalismo com os seus egis os
co esponden es. 4. A e minologia consis e - como mui os ou os campos de conhecimen o - numa pa e eó ica e numa pa e aplicada.
A segui , abo da ei as e oluções que oco e am nas úl imas décadas, mas
ambém sublinha ei algumas ques ões e p oblemas de in es igação ainda não
esol idos.
(O ilóso o alemão Oehle (2007) 83), a i ma que Pla ão, em um pa ág a o
epis emológico de sua sé ima ca a, apon a que a cognição de um obje o
eque á ios meios cogni i os: o nome, a de inição, um
7Te minologija | 2011 | 18 ep esen ação cla a po uma ilus ação e o p óp io
obje o. Como e minólogos, podemos econhece sem dú ida es a linha de
pensamen o. Em ge al, a necessidade de e minologia exis e desde que somos
capazes de encon a e idências de comunicação p o issional. A ques ão da
e minologia o nou-se e con inua a o na -se cen al assim que a
comunicação p o issional alha ou é di icul ada po uma e minologia
de icien e. A e minologia como a pa e mais cen al de qualque
ans e ência de conhecimen o di icilmen e é ques ionada hoje.
Olhando pa a a e idência his ó ica, podemos decla a alguns dé ices
e minológicos cen ais:
1. Fal a ou o dem concei ual inco e a. Linné (1707-1778) es abeleceu uma
sis ema ização de concei os po seus abalhos sob e axonomia. O obje i o
supe io de odas as classi icações pos e io es oi a o denação do
conhecimen o exp essa po e mos.
2. Con usão causada po sinônimos excessi os. Beckmann (1739-1811), p o esso
de iloso ia e economia, c i icou a mul idão de sinônimos desnecessá ios e
con usos. 3. Fal a de e mos pa a o concei o numa língua pa icula . Já na Idade
Média, os adu o es da Escola de Toledo i e am de lu a com es e p oblema.
4. Concei os pouco cla os e inde inidos. Clausewi z, o eó ico mili a
alemão, esc e eu: "Só quando i e oco ido um escla ecimen o dos nomes
e concei os, pode-se espe a p ossegui acilmen e e com cla eza no
a amen o do assun o.
5. De iciências de planeamen o linguís ico. Dü e en ou es abelece uma
e minologia alemã pa a concei os ma emá icos, embo a sem sucesso.
Be holle , de Mo eau, Fou c oy e La oisie i e am sucesso na c iação de
uma e minologia química no século XVIII. A Tchecoslo áquia após 1919, os
Es ados Bál icos após 1919 e 1990, os ca alães, os bascos e á ios ou os
i e am de lu a con a o p oblema do planeamen o linguís ico - um p oblema
que é cada ez mais agudo em mui as comunidades linguís icas. A pa i des a
pequena e idência his ó ica, podemos deduzi que o am em p imei o luga os
especialis as e os mediado es de línguas pa a ins especí icos (LSP)
( adu o es) que sen i am a necessidade de melho a a comunicação
p o issional esol endo p oblemas e minológicos básicos. O campo da
linguís ica es á apenas pe i é icamen e in e essado ou en ol ido na
comunicação p o issional. Os I mãos G imm podem se mencionados aqui como uma exceção.
Oi o ho as. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução Ou a
ca ac e ís ica das p imei as en a i as his ó icas de melho a as
e minologias é sua abo dagem empí ica e não mui o cien í ica. Fo am
necessá ias soluções p á icas naquela al u a e o am p opos as ou
ealizadas sem um quad o e uma base eó ica exaus i os. No en an o, isso não
signi ica que os p imei os " e minólogos" não es i essem cien es das
ques ões eó icas e não conside assem ques ões eó icas, como ize am, po
exemplo, Pla ão ou Clausewi z.
A pesquisa eó ica a ual sob e o desen ol imen o his ó ico da e minologia
ainda é bas an e aca. No en an o, exis em con ibuições acadêmicas e
lexicog á icas, como a igos, eses de diploma e lis as de pala as mono ou
mul ilíngues elacionadas a es e assun o. Uma abo dagem cla amen e
acadêmica com uma base eó ica co esponden e oi lançada po G ine em
2004. Ele chamou a no a disciplina cien í ica de "an opolinguís ica". Seu
obje i o é pesquisa o desen ol imen o e a e olução da linguagem humana, a
cognição, a c iação e a ans e ência de conhecimen o p edominan emen e
de um pon o de is a diac ônico, incluindo LSP e e minologia. A abo dagem
in e - e ansdisciplina é ób ia conside ando a combinação de
conhecimen o e pesquisa das seguin es disciplinas (de aco do com
G ine -G iniewicz e al., em b e e): gnoseologia, epis emologia, lógica,
semió ica, an opologia, his ó ia da ciência e da ecnologia, in eligência
a i icial, heu ís ica, psicologia da idade, psicologia pedagógica, psicologia
cogni i a, psicologia nacional, e nolingüís ica, linguís ica cogni i a e
es udos cul u ais.
O nasce da e minologia mode na A in ensi icação da indus ialização e o
aumen o do comé cio in e nacional no início do século passado de am
o igem a pelo menos dois enómenos de impo ância p imo dial:
• no malização; • o mo imen o
Wi scha slinguis ik.
Nas décadas seguin es, a no malização desempenhou e con inua a
desempenha um papel impo an e no desen ol imen o e na aplicação da
e minologia. O mo imen o Wi scha slinguis ik o iginou-se na Áus ia, na
Alemanha, nos Países Baixos e em alguns países nó dicos que sen i am a
necessidade e a p essão de pode comunica -se sob e assun os p o issionais
com ou as comunidades linguís icas. Fo am necessá ios es udos de línguas
elacionados com o LSP, mas quem e onde es a am os p o esso es einados? No início, a iloso ia clássica...
9Te minologija | 2011 | 18 lologis as i e am que econhece a exis ência do LSP - o
e mo "Fachsp ache" oi in oduzido po Blum em 1916 - e i e am que descob i
como ensina o LSP. O elemen o mais salien e e a a e minologia e, po an o,
como bons ilólogos, en a am abo da o p oblema a pa i de um ângulo
diac ônico - o chamado "his o ische Wi scha slinguis ik". Tal ez a expe iência
mais impo an e adqui ida enha sido o ac o de nenhum LSP pode se ensinado
ou ap endido sem conhecimen os p o issionais - conhecimen os sob e os
concei os e os e mos. Encon amos nes e pon o no empo o p imei o encon o
en e a linguís ica e o conhecimen o p o issional. O Wi scha slinguis ik
di idiu-se em á ios amos (Pich , 1998), o mais impo an e dos quais oi o
Wi scha slinguis ik uncional desen ol ido no ambien e in elec ual da Escola
de P aga, especialmen e na década de 1930. Após a Segunda Gue a Mundial, essa
linha de pesquisa oi con inuada e desen ol ida po D ozd e especialmen e po
Ho mann, combinando-a com a abo dagem p agmá ica da linguís ica nas
décadas de 1970 e 1980. Ou o pionei o no campo da e minologia oi o engenhei o e
economis a Al ed Schlomann. Em 1906, ele iniciou a compilação e publicação de um
o al de 21 dicioná ios écnicos mul ilíngues, nos quais ealizou um dos equisi os
clássicos da e minologia: a o denação sis emá ica do conhecimen o
(Schlomann-Low, W igh 2006: 153 ). Os undado es […] WÜSTER, DREZEN, LOTTE
O aus íaco Eugen Wüs e , o le ão E ns D ezen e o usso Dmi ij Lo e são
conside ados os pais espi i uais da e minologia mode na. Todos os ês
e am engenhei os que econhece am os dé ices da comunicação p o issional
munica ion. In 1931 Wüs e ’s doc o al heses “In e na ionale Sp achno -
em de Technik. Besonde s in de Elek o echnik" oi publicado e, no mesmo
ano, Lo e esc e eu seu a igo cen al "P oblemas p emen es no campo da
e minologia cien í ica e écnica". O undo comum nas ciências na u ais
de e minou, a é ce o pon o, a sua abo dagem sinc ónica dos p oblemas
e minológicos p emen es. Pa ece na u al que odos os ês homens enham
demons ado um in e esse especial na pad onização como eículo pa a
minimiza os dé ices e minológicos na comunicação p o issional en e
especialis as - uma limi ação que e a bas an e comp eensí el nas p emissas
daquela época, quando a linguís ica só e a ma ginalmen e ocupada com LSP.
Apa en emen e não hou e con ac o di e o en e Wüs e e Lo e. No en an o,
Wüs e e D ezen conheciam-se; Ambos e am espe an is as. Embo a as suas
expec a i as o iginais em elação às possibilidades de comunicação do
1 0 H. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução Espe an o em
LSP o am abandonados, a ideia p incipal da comunicação in e nacional
sob e i eu na e minologia e pode se no ada como uma espécie de io
e melho que a a essa suas ob as. A p opósi o, D ezen p omo eu a
adução pa a o usso e a publicação das eses de Wüs e . Os ês
undado es inham em comum as abo dagens básicas de e minologia,
ais como:
• o concei o como unidade de conhecimen o; • a o mação de e mos
• knowledge o de ing,
egulada po o ien ações; • a no malização dinâmica de concei os e
e mos. O desen ol imen o dos undamen os eó icos da ciência da
e minologia No início, o desen ol imen o não oi mui o coe en e ou
mesmo coo denado. Podem se obse ados dois desen ol imen os
p incipais. Na União So ié ica, a e olução da eo ia da e minologia
começou bas an e cedo e con inuou sem in e upções a é hoje
(Moschi z-Hagspiel 1994; Shelo , Lei chik 2004; Lau én, Pich 2006). A elação
en e e minologia e linguís ica em sido bas an e di e en e na União
So ié ica e nos países ociden ais. Na União So ié ica, linguis as amosos
mui o an igos, como Re o ma skij, Vinog ado , Vinokou e mui os ou os,
pa icipa am no desen ol imen o dos undamen os eó icos da
e minologia e do LSP (Moschi z-Hagspiel, 1994). Alexee a ci ando Lei chik
(2004: 65) dis ingue ês pe íodos de desen ol imen o na Rússia:
1. décadas de 1930 a 1960: o pe íodo de acumulação de conhecimen o do e mo.
O e mo oi de inido como uma pala a ou ase especial a se es udada
usando mé odos de linguís ica e lógica (pessoas cen ais: os undado es
acima mencionados). 2.Anos 60 a 70: pe íodo de comp eensão do conhecimen o
do e mo. A e minologia e a conside ada um amo sepa ado da ciência. 3.anos
80 a é hoje: ca ac e izado po pesquisas que ul apassam as on ei as da
linguís ica, o assun o da e minologia passou a se conside ado como um
componen e de um modelo dinâmico de ciência.
Nos países ociden ais, po azões di e en es, uma di isão cla a nos
pe íodos de desen ol imen o eó ico é menos ób ia. Na década de 1930,
pa ecia mais u gen e abo da os p oblemas da e minologia aplicada sob e
uma base empí ica. Nos países nó dicos, a No uega e a Suécia
econhece am a necessidade de um abalho p á ico de e minologia e de um cen o
1Te minologija | 2011 | 18 es, como RTT e TNC, começa am a abalha em
dicioná ios e minológicos no inal da década de 1930 e início da década de 1940,
espec i amen e. Em 1938, o In e na ional Elec o echnical Vocabula y oi
p oo o his de elopmen was he publica ion o IEC’s mul ilingual and
o denado sis ema icamen e. A Segunda Gue a Mundial in e ompeu quase oda
a pesquisa eó ica e só no inal da década de 1950 encon amos os p imei os
abalhos ealmen e o ien ados eo icamen e nos países ociden ais, po
exemplo, o a igo de Wüs e "Das Wo en de Wel " (Wüs e 1959-60/2000).
Nos anos 50 e 60, a linguís ica em ge al não es a a ealmen e in e essada em
LSP e e minologia. LSP e e minologia o am conside ados a mesma coisa e
a ados como um p oblema lexicológico que pode ia se esol ido usando
eo ias semân icas adicionais […] de aco do com a opinião do linguis a
p incipalmen e pu o. A pad onização não oi ealmen e comp eendida e
comba ida com o slogan "a linguagem não pode se pad onizada". No en an o,
po um lado, a adição do mo imen o Wi scha slinguis ik não oi esquecida e,
po ou o, linguis as como Leo Weisge be es a am mui o mais p óximos das
ideias de Wüs e do que a linguís ica con encional naquela época. Além disso,
nos anos 60 e 70, a necessidade de adu o es p o issionais de LSP e ou os
mediado es linguís icos o nou-se cada ez mais ób ia e le ou ao
es abelecimen o de es udos de LSP, po exemplo, na Copenhagen Business
School e em ou as ins i uições acadêmicas dos países da Eu opa Ociden al.
Nesses ambien es, a necessidade de e minologias e seu signi icado pa a as
aduções do LSP e am e iden es. Foi igualmen e e iden e que a aplicação
adequada de e minologias es a a insepa a elmen e ligada ao conhecimen o
p o issional. As ob as de Jumpel (1961) e le em es a e olução. Uma mudança
undamen al oco eu […] na minha opinião […] quando Lo ha Ho mann em seu
li o Kommunika ion Fachsp ache […] combinou a linguís ica ex ual e a
p agmá ica com as seguin es se e abo dagens pa a LSP e e minologia:
• a abo dagem lexicológico- e minológica; • a linguís ica uncional;
• a Wi scha slinguis ik; • a es ilís ica uncional; • a abo dagem
cien í ica e ilosó ica; • a abo dagem elacionada com a adução;
• a eo ia das sublinguas (Ho mann 1976). Hahn (1983: 75) con e eu
a desc ição de Ho mann no seguin e modelo.
1 H. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução Figu a 1: Modelo
de Ho mann da es u u a e ical dos LsPs O passo pa a a comunicação
p o issional, incluindo a linguís ica ex ual e a p agmá ica, é bas an e
ób io e, embo a o elemen o da e minologia seja apa en emen e menos
isí el, pode se acilmen e deduzido. Mais a de, Kal e kämpe (1992:
61 ) inco po ou o modelo de Ho mann a um modelo LSP mais complexo,
incluindo
• o sis ema linguís ico; • as a iedades
como ca ego ia sociológica; • a
es a i icação (modelo de Ho mann); •
o meio (esc i o e o al); • a
in e linguidade; • o empo como
ca ego ia c onológica.
TERMINOLOGIA […] Uma disciplina au ônoma? Além de se um engenhei o,
Wüs e e a mui o bem in o mado sob e a linguís ica de seu empo, o que
se e le e em á ias de suas ob as. Po ou o lado, econheceu mui o bem
que a e minologia não é uma me a disciplina linguís ica; em qualque caso,
como a linguís ica o am de inidos nos anos 60 e 70. Is o pode se is o
com bas an e cla eza no seu ex enso a igo "Die allge-
3Te minologia | 2011 | 18 meine Te minologieleh e […] ein G enzgebie zwischen
Sp achwissenscha , Logik, On ologie, In o ma ik und den
Sachwissenscha en[…] (1974-2000). Nos ce ca de 25 anos que se segui am,
o am dis inguidas duas posições. Po um lado, aqueles que de endiam a
e minologia como uma disciplina absolu amen e independen e e, po ou o, a
e minologia como uma disciplina linguís ica pe encen e à linguís ica
aplicada. Uma ez que a linguís ica nas úl imas ês décadas ampliou seu
escopo e mui as ou as disciplinas hoje pe encem à a iedade de
linguís icas, como sociolinguís ica, e nolinguís ica, an opolinguís ica e
mui as ou as, Lau ens e al. (1998) a gumen ou que a e minologia hoje
dispõe da mesma a iedade de elemen os não-linguís icos que ou as
disciplinas adjacen es à linguís ica. De aco do com es e pon o de is a, a
e minologia pode se conside ada uma disciplina linguís ica, no en an o,
den o de um quad o ala gado e lexí el da disciplina "linguís ica". Isso
signi ica: a e minologia é uma disciplina au ônoma, mas não comple amen e
independen e, da linguís ica mode na. Hoje, a ques ão da au onomia, que
causou mui a discussão, pa ece se menos salien e. A ideia de conside a a
e minologia como uma me a-disciplina necessá ia e ap op iada pa a odos os
campos do conhecimen o pa ece-me mui o a aen e, uma ez que a
abo dagem da e minologia mode na inclui necessa iamen e elemen os de
mui as disciplinas di e en es, a im de lida com p oblemas especí icos de
domínios ( e ambém Budin 2001: 20).
ESCOLAS TERMINOLÓGICAS? (em inglês)
O concei o de escolas e minológicas oi impo ado na década de 1970 da União
So ié ica. Felbe nomeou em suas ob as a Escola de P aga, a Escola de Viena e a
Escola Russa. Além disso, a abo dagem nó dica e canadense de em se
mencionadas a es e espei o. O p oblema da in odução do concei o de Escola,
no en an o, eside na dissimila idade dos concei os de Escola ussa e
ociden al. O concei o ociden al de "Escola" implica uma abo dagem eó ica
comum, a classi icação do obje o de in es igação e, basicamen e, es a égias
de in es igação comuns. O esul ado da in odução de um concei o
es angei o com o mesmo e mo […] um also amigo […] oi a imp essão de que
exis iam abo dagens undamen almen e di e en es pa a a eo ia
e minológica. Em 1993 oi publicada uma coleção de a igos e minológicos dos
países o ien ais e ociden ais. Foi ealizada uma compa ação e análise
ap o undadas das supos as "escolas" e "abo dagens" com base nos
pa âme os das ques ões cen ais da eo ia e minológica. A supos a
di e ença...
1 H. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução Ha ia di e enças, é
cla o, que, no en an o, o am ca ac e izadas como pon os ocais indi iduais
de e minados po ce os obje i os e p opósi os. Eles pe enciam odos
jun os à eo ia e minológica e pode iam se iden i icados como
complemen a es (Lau én, Pich 1993: 535 ). Hoje, a discussão sob e escolas
e minológicas apagou-se; Exis em di e en es opiniões e ideias, como é
habi ual nas disciplinas cien í icas. O esul ado do colóquio do IITF App oaches
o Te minological Theo ies, A Con as i e S udy o he S a e-o - he-A ,
ealizado em 2005 em Be gamo, oi uma compa ação a ualizada, que, g osso
modo e mu a is mu andis, con i mou a análise an e io (Lau én, Pich 2006:
163 ). Campos de conhecimen o a que con ibuem
TERMINOLÓGIA TERMINOLÓGICA
Sem en a em de alhes da a gumen ação a a o e con a, decla a ei,
como uma espécie de hipó ese, que os seguin es campos de conhecimen o
êm uma pa e na undação das unidades cen ais da eo ia da
e minologia:
• odos os campos emá icos como o necedo es de obje os e concei os
- podemos chamá-lo de semân ica da e minologia; • semió ica, incluindo
linguís ica, sociolingüís ica, linguís ica cogni i a, an opolingüís ica,
e c., o necendo o mas de ep esen ação e sua aplicação em
di e en es condições p agmá icas e em di e en es es ágios de
desen ol imen o;
• ciência da compu ação e p ocessamen o de dados;
• engenha ia do conhecimen o;
• planeamen o e no malização linguís ica; • in o mação e
documen ação, incluindo classi icações, esau os e ou os sis emas
de o denação do conhecimen o;
• iloso ia da ciência.
Elemen os da eo ia e minológica
E a sua e olução
Os elemen os cen ais da eo ia e minológica são:
• o objec o e o concei o, • as o mas de
ep esen ação de objec os e concei os, • a
• knowledge o de ing,
e minog a ia.
1Te minologija | 2011 | 18 gua dou que mui os e minólogos e am au odida as,
eo icamen e p óximos da lexicog a ia adicional e apenas pouco
amilia izados com os undamen os eó icos disponí eis no inal dos anos
se en a. Es e pano ama mudou comple amen e. Hoje, a e minologia é
ensinada em á ios ní eis e em di e en es ambien es. Fo am desen ol idos
ma e iais e manuais de ensino adequados e o ien ados pa a um p opósi o. As
o mas didác icas a iam de cu sos in odu ó ios e especializados pa a
di e en es g upos de u ilizado es a componen es ex ensos de á ios
semes es, na sua maio ia inco po ados em es udos académicos, ais como
es udos de adução e comunicação LSP. A Escola de Ve ão de Te minologia
o e ecida pela Te mNe em coope ação com as uni e sidades, os es udos na
Fachhochschule Köln e na Uni e sidade de Viena e os es udos de mes ado
nó dicos em e minologia podem se i de exemplos.
Em esumo, podemos a i ma que a e minologia o nou-se uma
disciplina acadêmica comple a.
A es ei a ligação en e a no malização e a e minologia em uma longa
adição. Ele emon a ao empo mesmo an es dos undado es da
e minologia. No en an o, mui o cedo econhece am a necessidade de um
abalho e minológico con olado. D ezen sublinhou a na u eza dinâmica da
in e en ion in o he managemen o e minologies and hei de elopmen .
pad onização e Wüs e in oduziu a ideia de desen ol e di e izes pa a o
abalho e minológico p á ico na década de 1930. O undamen o da ISO/TC 37 é
uma p o a des e ac o. Embo a a Segunda Gue a Mundial enha
in e ompido esse desen ol imen o, a ideia básica sob e i eu e, após a
gue a, a ISO/TC 37 con inuou seu abalho o iginal. Sem pode , nes e
con ex o, en a em po meno es sob e o desen ol imen o pos e io ,
pode-se a i ma que o âmbi o de abalho do TC 37 expandiu-se
conside a elmen e. Uma simples compa ação do núme o e dos assun os das
p imei as ecomendações e no mas exis en es em 1972 com o conjun o
emá ico de no mas e p ojec os ac uais a di e en es ní eis de elabo ação
e ela o in e esse e a necessidade de pad oniza ques ões me odológicas da
e minologia, po um lado, e da aplicação des as no mas na p á ica, po ou o.
Em ou as pala as, a no malização desen ol eu-se como um meio de
planeamen o de LSP em campos de conhecimen o pad onizá eis e ab ange não
apenas o co pus, mas ambém o s a us - usando a e minologia de Eina
Haugen.
2 H. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução Todo o
planejamen o da linguagem e especialmen e o planejamen o do LSP semp e
e e o iés do p esc i i ismo adicionalmen e conside ado o opos o da
ism. This dicho omy, howe e , as many o he dicho omies is a simpli ica-
desc ição; Em qualque caso, não desc e e a ealidade no planeamen o do
LSP. A im de ap oxima -se dos ac os no planeamen o da LSP e da
e minologia, o modelo a segui pode ilus a , po um lado, a p opos a do
in e alo de g aus en e os pon os ex emos da dico omia e, po ou o, os
ac o es impo an es que in luenciam qualque in e enção numa língua.
Figu a 4: g aus en e desc ição e p esc ição
(Pich 2004: 197)
As duas linhas e icais ep esen am a elação sinc onia-diac onia
indicando que as desc ições sinc ônicas subsequen es em um eixo de empo
o mam uma diac onia. A linha esque da indica um desen ol imen o
deslizan e, enquan o a di ei a de e se in e p e ada como in e alos,
po que uma e minologia p esc i a é ixada po um ce o empo e o
desen ol imen o o na-se isí el em pequenos sal os co esponden es ao concei o de pad onização dinâmica de D ezen.
2Te minologia | 2011 | 18
A linha ho izon al ep esen a a ansição do desen ol imen o li e da
linguagem pa a o desen ol imen o e a e minologia da linguagem
absolu amen e con olados. Os se e g aus indicados são apenas exemplos,
en e os pólos podem ha e ou os g aus de p esc ição, dependendo da
inalidade de um de e minado caso de p esc ição.
No meio do modelo, coloquei os ês a o es sociolingüís icos e indiquei
a sua in luência deslizan e sob e os di e en es g aus de p esc ição.
O planeamen o linguís ico, em ge al, é um domínio bas an e an igo, pelo
menos nos países nó dicos e em á ios ou os países ociden ais com
línguas menos u ilizadas ou mino ias linguís icas, po exemplo, a No uega e
os ca alães. Mui as das eo ias de planejamen o da linguagem êm sido
bas an e di usas ou in luenciadas ideologicamen e. No en an o, du an e os
úl imos dez anos, pode-se obse a um in e esse e uma a i idade
c escen es em elação à p ese ação e ao desen ol imen o da língua
nacional ou da língua ma e na, espec i amen e, especialmen e como uma
de esa con a a c escen e in luência inglesa pe cep í el no LSP de mui os
domínios e jus i icada pela in e nacionalização e pela globalização. A im de
consolida o campo do planeamen o linguís ico, incluindo os LSP, oi
ap esen ado um núme o c escen e de abalhos eó icos (po exemplo, Lau én e al. 2008: 139-195).
Conclusões
Tendo em con a as in o mações e obse ações ela i amen e cu as e
mui as ezes apenas agmen á ias sob e a e olução his ó ica da
ciência da e minologia que pode ia o e ece em menos de uma ho a, uma
desc ição comple a exigi ia pelo menos um li o, es ou con encido de que
hoje se pode a i ma que:
• O ad en o da ciência da e minologia é a consequência lógica do
econhecimen o de sé ios dé ices na comunicação p o issional. • A ciência
da e minologia desen ol eu-se a pa i de ques ões p á icas, ais como
o ien ações e ecomendações, a im de emedia dé ices de comunicação,
passando po ases de eo ização e es es in ensi icados pa a se o na
uma ciência comple a. • A ciência da e minologia sa is az hoje odos os
equisi os de uma ciência no que diz espei o aos seus undamen os
eó icos, à a iedade de aplicações, a uma comunidade de in es igação
a i a, a ac i idades de ensino e o mação bem desen ol idas a ní el
académico e p á ico e a uma ex ensa ac i idade edi o ial.
2 H. Pich | A Ciência da Te minologia: His ó ia e E olução • A ciência da
e minologia em um s a us me a en e odas as ou as ciências, uma
ez que a e minologia é uma condição p é ia pa a odos os ipos de
c iação de conhecimen o e sua comunicação, o denação de
conhecimen o, oca de conhecimen o e p oli e ação de conhecimen o.
• A ciência da e minologia não se limi a a uma ciência ou g upo de
ciências em pa icula , mas se e a odas as ciências, embo a algumas
abo dagens eó icas enham de se adap adas à na u eza das
di e en es ciências.
Tal ez pense que es a a aliação é demasiado posi i a e que ainda há mui o a
aze . Isso é absolu amen e e dade, ainda há mui o a aze , mas isso é
comum a odas as ciências, po que as eo ias, abo dagens e aplicações êm
seu ciclo de ida a é que no as descobe as as mudem ou as subs i uam. O
caso da ciência da e minologia não é di e en e; há uma base eó ica básica
com não exclui a ian es e ou as opiniões, mas essas a ian es e ou as
opiniões não in alidam o econhecimen o da e minologia como uma ciência
em seu p óp io di ei o - pelo con á io.
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S aipsnis p adedamas is o inių e minologijos mokslo o ma imosi aplinkybių apž alga,
ku ioje ap a iami Wi scha slinguis ik judėjimas i e minologijos p adininkų E.
Wüs e io, E. D ezeno i D. Lo es da bai. Išski iama kele as eo inių e minologijos mokslo
pag indų aidos e apų, ku iuos pa odo L. Ho manno i H. Kal e kämpe io modeliai. Keliami
klausimai, a e minologija y a a ski a disciplina i a galima kalbė i apie e minologijos
mokyklas. Apž elgiamos á eas de conhecimen os, u ėjusios į akos e minologijos
eo ijos aidai, .y. objek as i są oka, objek ų i są okų aizda imo o mos, žinių
a kyba i e minog a ija. Kalbama apie e minologijos mokymą, e minijos
s anda iza imą, specialiosios kalbos i e minologijos plana imą, ap a iamas
desk ip y inis i p esk ip y inis požiū is į e minologiją i jos plana imą. Kaip iš ados
o muluojami penki eiginiai apie e minologijos eo ijos bei jos aikymo aidą i daba inę padė į.
Gau a em 2011-11-14
He ibe Pich
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