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Dėl kalbos kultūros mokymo

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Dėl kalbos kultūros mokymo

Author: Rita Miliūnaitė
Year: 2008
Source: https://journals.lki.lt/bendrinekalba/article/download/345/410
R. Miliūnai ė. Po causa da
cul u a da língua 151 do
ensino da língua pP aak ikos ak ualijų
RITA MILIŪNAITĖ
lie u ių kalbos ins i u as
De ido à linguagem kul ūRos MokYMo ida nem nepas eou pai de indo,
po an o nãou ilo, e uoliai e obusniai epe iu pala as, que lhe kuždia
Emilis de uščios malkinės. Emilio pai pabalo, exgi dendo os, pois ele e a
ancião da ig eja, a ais baisias pala as ninguém ne a ojo
kal hul oje, e não impo a, que ida a ê eles al gležnu, es elniu
balseliu. nu ilk, ida, za iko pai is. em seguida en oukišo a mão po
langelho e nu ė ê Emiliui po paka pos.
maldecido menino, o que aqui magai sua suu ê malik is? De odo não, espondeu
Emilis, eu só ensinei ela, que nunca p ecisa dize po kipšais, e ainda lhe ins alei na
cabeça oda uma pilha de ou as pala as, das quais é p eciso gua da como
aga as em olho. as ida lindg en. Emilis de Lionebe gos como e nepado u se ia
kiš is em uma speci inę á ea, não endo di e as in e ligações com p ocesso de
ensino, nepa ašius nenhum manualê ou chamada de ins umen os de ensino, e
linguís ico me odikas lemb ando apenas de es udos empos. juolab na
quo idiana p á ica da língua no popula a inamaio abalho e cons an emen e
consul ando de á ias idade e educacão consumido es da língua mais
eqüen emen e em que pensa não sob e quais me odikas, e guiu is ao empo
susikloschiusia nuo oka, como as pessoas pe cebem a linguagem e o que lhes de
e dade de linguagem e kalbininkų p ecisa. mui o cla amen e não ez
expe imen ada: as pessoas em a duejo i po causa simplesčiausių, pama inių
linguagem de consumo coisas, p o ê con iança nas suas habilidades. e ainda
pio abejoja não con ocados esponsabilidades po seu c iado ex o, di o
pala a, e genami emo es se publicamen e pai ado, algo não assim esc i o ou
pasakê. aigi con a o į com a língua cul u a cons an emen e acompanha
in e ninė sumaiš is, pe u imas, baimė ou mesmo apipik inimas e ou os oli g ažu não posi i os sen imen os.
152 linguagem kul ūRa | 81 po an o pa ece igualmen e ambém nepado u silencia ,
quando a e dadei a linguagem de cul u a como kul ū ingos kalbos concepção na
nossa sociedade o na-se pe e ida, quando comun inês ap endizagem da
linguagem i sa ap endizagem de e os da linguagem e, desg aço, i pdo os úl imos
sen imen os de língua emanescen es e zlugdo con iança em sua língua. en ão es e
espelho do país aos me odis as de ensino da língua cul u a al ez pa eça xi ão
akib okš as, po ém gos a ia-se que ele osse en endido como uma ocasião
e i a -se do habi ual, não em uma década de o mação de linguís ica de e os de
ensino e pensa : se á hoje ainda o mesmo as pessoas p ecisam? 1. bEnDRinas
línguas iR suas noRMų MokYMo sVaRba Visuomenėje al kinėjan du an e longo
empo susiklossiam aos adicionais socialícios laços, nebeliega kalbinės
bend uomenės sėslumo, que impo an e, que as no mas da língua osse
ela i amen e cons an ios e consis en emen e pe imados de ge ação em ge ação.
não beixa e e pês, da qual uma c iança desde mažens ecebe ia sólidos
undamen os da linguagem (no malmen e isso e a a mė). po isso comun inês
línguas, que são ensinadas na escola, os undamen os do sis ema mui as ezes
o nam-se os únicos lingubinhos undamen os jaunesnių ezes da sociedade. além
disso, gausėjan lie u ių išei ijai, p o a elmen e como apenas bend inė kalba se á
aquela a maina da nacionalidade da língua, que e ec ua á a nau os ienijamąją
unkção. aigi e bend inês ensino das no mas da língua en aga uma impo ância
cada ez maio . neišleis ina de olhos e o a o de que bend inė língua é o emen e
in luenciada i okių iešojoje a osenoje unkcionandoan es mui o desigualy ės
i eguliuojamas linguagem ap aiškų, e pa icula men e pe e imus e ou os
idiomas. gene inês no mas da linguagem isso ge okai silpnina, e mokyldade
inga au us habilžius não semp e são a o ankios condições consolida e man e .
especialis as da me odologia de ensino de línguas econhecem que no ensino da
língua na i a não é su icien e limi a -se apenas à língua comum, no caso da língua
na i a sucessoê besąlingiamen e lemia ex os, o mas e exemplos a iedade
(D azdauskienė 2008: 23). Į ai ias ci cuns âncias de ida (pa yପରି, g ožinės
li e a ū as kū inio e imas) es imula domina á ios meios aiškos e caso
necessá io pagá-las adequadamen e ie oj e empo consumi . Henceasi, man endo a
bend inha língua p immenidade, mokykloje de e se o necamà neišk eip a e
ou os idiomas a mainos, suas unções, des inação sociedade e alo es samp a a, i.
i. não iškelian i só bend inę lingua, e udo ci a paneigian i e expulian i o a
apy a os. ha moniza is o não é ácil, po que, segundo Ma ijas liud ikas
D azdauskienės, o cump imen o do pad ão ap ende ajuda, e es uda di icul a (ibid,
p. 23).
R. Miliūnai ė. De ido à cul u a da língua 153 ensino es ei aip mąs an , em keis is
e adqui alėjęs comp eensão da cul u a da língua. Ago a es a concep oka
mokinių e s uden sų, egis, é iden i icá el com e os de linguagem mokymusi.
ap endokos, quais exis am e os de linguagem, elas en ama co igi
execu ando á ias exe cícios sąsiu inių, es ų knygelių e ou os mokomųjų
leidinių a e as. em ou as pala as, os alunos, apenas in oduzindo as bases da
língua comun inês e suas a é o im não en inche adas, são ei os especialis as
da língua, que de em domina e iš i kščiaja a pa e das no mas da língua, e os
es udan es ecebem ainda mais de língua šiukšlių. como isso unciona seus
p óp ios sanklodão de no mas linguís icas comuns? ou não c ia con usão?
Caminho de ap endizado do e o à no ma signi ica i o p o a elmen e en ão,
quando ap endemsi do seu e do ambien e mais p óximo e os, mas já endo
nemenkus no minês habilidades de linguagem. se aos alunos e es udan es nas
cabeças alam lhes es anhi, nãoi dė i no ms iolações, não e em ligação com a
a ualine a osena e das suas p óp ias p á icas da língua, nãoenues a que
albos kul u a o na-se a g asiu sujei o e ce aõsios da cul u a da língua, que
signi ica p incipalmen e a habilidade consumi no miné lingua e usa á ias
es ilis ines aiškos meios, con aingybe.
lingbinė si uação e gene inė linguagem uncionamen o bem como suas no mas
de ensino(si) con ex o es á nos úl imos anos cla amen e mudando na Li uânia.
muda-se e o p óp io ensino, seus mé odos e ins umen os? da cul u a, como
sepa ado sis emicamen e en e ou os emas de língua li uanas ensinomo
sujei o, já es eja em secunda izadas escolas e gimnazios. p imei o manual
des e cu so pa a escolas secundá ias oi edi ado em 1990, e nele des ina-se ao
ap endizado de linguagem cul u a no 11o ano; mais a de es e assun o
desinco po ado e inse ido em odos os ní eis de ensino p og amas. nas
escolas supe io es de aco do com a Comissão Es adual da Lí ima Li uana de
2003 m. ap o ada p og ama de especialidade de língua (skp 2003) o ensino da
cul u a da língua p on os pa a as conc e as especialidades necessidades,
ac edi ando que uni e si e as ne ilologicas p og amas de es udos целе is
o ien a -se em especialidade de linguagem necessidades. e pe mi idos pa a
esse im des inados de manuais e ou os meios de ensino. li os de e dade
e dadei os pa a o ensino de educação ge al, p o issional, de educação e de
escolas supe io es, li os de ensino de línguas, li os de alunos e mes es,
es os, guiões, eg as... as o mas de no mas (i. e. busca e co eção de e os)
da língua comum são neles keis ai semelhan es: pa e das a e as são, pelo
menos, ex emamen e não c ia i as. a ques ão se isso a ende às no as
necessidades linguís icas da sociedade a ual, especialmen e jo ens, de e se
se iamen e conside ada. Ao mesmo, em p imei o luga , pode iam esponde os
p óp ios p o esso es de línguas li uanas e p o esso es da especialidade de língua.
linguagem
kul ūRa | 81 154
2. qual REikia bEnDRojo
cul u aRos supRa iMo?
como obje i o de ap endizagem de língua comum é simples e cla o: é p eciso
ap ende a no ma de língua comum, susc ibi undamen os da língua, pa a que
com base neles osse possí el usa es a língua a mainá de aco do sua
des inação em á ias ci cuns âncias, di e sos es ilos. Um dos e i icados
modos de ap endizagem cons an emen e lei a mui o boa língua esc e eu (não
só só g ožной литературы) ex os. obje i o es e di icilmen e a ingiu-se
neįsisąmonis, o que é bend inė língua, qual sua des inação na sociedade e, galų
gale, qual conc e e i p ak inė sua pagamen o nauda. bend inha das no mas de
aksiomų, nedidelės, be logiškai pa eik õs są okų sis emos: au inė kalba,
bend inė kalba, isuo inė i bend inė a osena, unkciniai kalbos s iliai,
ap endizagem de mo i ação e ela bas a a á ias no mas da língua,
bend inha da língua no minamen o (kodi ikacija), a ian iška dos enómenos
na u eza, desiguoda sua adução, e os da língua e e c. es es assun os
ge almen e es abelecidos em in oduanginiuose manualėlių desy elhos, só ou semp e subjec i amen e p ecisamen e e adequadamen e?
Conside e-se alguns em colegios e uni e sidades des inadas a língua
cul u a guiê1
po exemplo, no li o didá ico Cul u a da língua Ge al e especialidade, com base alekso Gi denio
1973 m. nossa e is a de linguagem publicou um a igo kalbo y os žodynėlio sob e a lingua
bend ină, esc e e-se que uma das di e ências da lingua bend inė dos dialec os e i o iais e
sociais é que a lingua bend inė u i não só acus inę, mas ambém isualinę de exp essão ( aš ą)
(bsk 12)k2. sim, po ém al alegação, ap esen ada sem mais amplos explicação, le a à conclusão de
que a língua da esc i a semp e é bend inė, po que sob e ou a aš ą con endo língua a a ian
naquele guiêlio chy elele não é absolu amen e nãožmencionada. mesmo se na linguagem olha mos
sinch oniamen e, hoje isso já não é c edí el. Na mídia ele ônica uncionando esc ey inė
lie u ių kalba oli g ažu não semp e é bend inė; lá de sociais, p o issionais dialec os ap aiškų
pode encon a an o e an o. e dade, naquele manualêly sob e ele ônica e pê ala esc e e,
só não in odução, e em odo ou o luga , gal. mas ou os es udan es mesmos echas logá ios de
um e ou o y elio sankab? 1 a igo não em o obje i o de alhadamen e esses manualêlios
examina , juolab que eles odos an es de pe mi indo o am e isados, alguns ainda e
ecomenda em li u os República Minis é io da educação e ciência ou e apoia i Es a ybines
lie u ių kalbos komisijos. as ano ações ap esen adas possam p a e s i aos p o esso es e
lec o es da cul u a da língua, que u ilizam es es guiêlios, bem como u u os au o es de guiêlios.
Guos is, que os manualis as apidamen e en elha, e eles keiçam no os e al ez não osse
be e a sob e isso esc e e , não é mui o enganinga. 2 G e a encu amen o do on e indicado
página; lis a de on es é. no inal do a igo.
R. Miliūnai ė. De ido à cul u a do ensino 155 da língua po es eu as é al no ma
de língua, que se elaciona só com a comunine língua, en endimen o: p ipažin a,
nusis o ėjusi comunine língua a ob iga ó ia egê, exigim (lkkV 14), bend inei
kalbai būdingų e a ojamų linguagem ac os e eg as po ma (lkkV 16), como se a
no ma mesma osse excepcional só bend inesa linguagem a ibu os. al
disposição in oduz-se e no es e aqui mesmo ap esen ado, ejei ando a
quali icação de no ma linguís ica uni e salmen e acei as disposições e eg as
de linguagem como ne eisingą (lkkV 23). alando sob e es ilos uncionais
(bui inho, adminis a i o, cien í ico, publicis ino, a ís ico), pe mi e-se
en ende que isso é bend inha linguagem a mainos (bskk 14; sky elis bend inė
kalba i josas a mainos), po ém e aqui é p eciso p o isões: nem a inis, nem
juolab bui inis es ilos nišsi enka bend inė kal: a mais impo an e unção do
es ilo domés ico nemin ina com a comunapa ina língua esmine unção de
comunhão público (pelo que e Župe ka 2005: 6064). Ainda oco e que os e os de
linguagem são chamados de e os de cul u a de linguagem (bskk 107), embo a, se
não há no mas cul u ais de linguagem, isso não possa se e e os de cul u a de
linguagem, jono shukio já há mui o cla i icada, que al denominação não é
necessá ia (shukys 1992 10). no ou o manualêly já adėjam: Įspėmė ina, ha
ne a o inas kažkieno in en ou e mo kul u kalbos klaida
(lkk 14).
não há exa os e o p óp io en endimen o de e o linguís ico, caso se esc e e
que alguns de e os oco em só em algum dialec o ou sociolek e (bskk 17).
esquecendo-se que o concei o linguagem e oida em cla o dos aspec o
a aliamá io. é nemo i uo i nussžengimai codi icação, e codi ikuo os são só
no mas de linguagem gene inês. aigi e sob e e os são semências ala só
bend inês línguas, e não a mių (dialek ų) ou sociolek ų a osenoje, embo a e
nos úl imososios pode api aiky i pa a eles nebūdingų eiškinių. es es e
exe cícios, elacionados com os comuns linguagem cul u a emas
comp eensão, a e as às ezes ão con usas, que, mesmo endo mais ampla do
que os alunos ou es udan es assun o con ex o, pasimun i bejágis ealizá-las.
G eiamen e assim é de ido ao a o de que em ge al a língua é um i ido da inys e
unciona não como mechaninė ac os e dados sancaupa, e algumas a i mações
sob e gene inę linguagem e com as suas no mas mais elacionadas assun os
não podem se ap esen adas só schemamis. ou elas p ecisam se melho
ei indicadas. po exemplo, pede-se enche len elę (dešinę sua pa eę), da qual
de e ia se is as seis dessas espécies de e os de linguagem on es. po pa
de páginas ap esen am as espos as da a e a (lkkV 17, 19), de modo que oda a
abela p eenchida de e ia pa ece assim:

156 cul u a de linguagemRa | 81 de linguagem e ados de linguagem e ados
on es c) lexikos a mės, shnekamoji língua, ja gonas, ou as línguas. d)
Pala as doi as ou as línguas, šnekamoji língua. e) Mo ologias a mynas,
a) a ies a mės, šnekamoji kalba.
b) ki čia imo a mės, šnekamoji kalba.
šnekamoji kalba, ou as línguas. ) sin aksês šnekamoji língua, ou as
línguas. quan o isso é e dade e o que isso pode da a alunos ou es udan es?
não é su icien e sabe em ge al, de onde em uma língua comum su ge a iões
(en ão não só e os!), quais as causas e on es de sua apa ição? e in o ge al
en endimen o sob e a bend inha língua, suas no mas na u eza e aiškos meios
de escolha c i é io, p ecisa oma conc e os bend inha língua no mas de
ensino. como melho é isso aze ? 3. cul u a do idiomaRos MokYMo pP ax ika
cada humano lingubinė expe iência e hábi os bem di e en es ne as ume dois
comple amen e da mesma manei a, ais mesmo aiškos meios de seus pessoas
que c iam a sua língua. essa mesma ambien e, social, p o issional comunum e
semelhan es a o es, sem abejo, diminui semelhan e a balbinę egsená, mas
semp e es a espaços e indi idualiajai a osenai. en ão e comun inês ní el de
domínio da língua pode se mui o di e si icado, e iolações das no mas da
língua não necessa iamen e odas uni o memen e ca ac e ís icas isso
mesmoha de aco do com algum que seja a ibui o g upo de pessoas. a kim,
subãčiaus gimnazia dos alunos bend iné ala em alguns aspec os (pa yčajne, de
aco do e ei o a mės) sepa a -se do plungês gimnazia dos alunos de linguagem,
po ém e na mesma subãčiaus gimnazia classe en e os alunos ambém ha e á
uni o mokias ou ou osokias di e enças linguís icas.
Tudo isso pa a os me odis as de ensino da língua pe ei amen e
comp eendidos, só se conside a quando esc e em guia cul u a da língua?
F equen emen e, sakyčiau, udo maunama sob e o mesmo ku palio. Todo
mundo em que ap ende comun inês no mas da linguagem (e isso
nãoincingy ina, po que elas odos são comuns), mas po que odo o mundo
em que ap ende e al ez es animų kažkieno kadaise aze ia e os? o
a gumen o de que pa a a linguagem cul u a guiêlios a eliam-se apenas ca ac e ingiausias iolações das no mas, como se á is o, não é o e.
R. Miliūnai ė. Po causa da cul u a da língua 157 3.1. Do e o à no ma ou ice- e sa?
de e ia se mais cla amen e pe cebida di e ença: ena é c ia linguagem, i. i. p ocu a ,
como exp essa men į, quais escolhe ap op iados meios aiškos, ejei ando uoka
(ou comple amen e) não necessá io. que ou a b au is em es animo ex o. p imei o
caso ecupe am-se e co igem-se suas habilidades e hábi os de língua, e isso se e
odos os usuá ios da língua. an u é a aliada e co igida de ou a c iada língua, e isso
pode ealiza adequadamen e pa a isso p epa ados especialis as da língua. sem dú ida,
habilidades de edacção de ex o p a e čia a cada homem educado, mas é p eciso
ans o má-lo no p incipal obje i o de ensino cul u al de linguagem? Au o es de
Vado ėlių eo icamen e e dadei os obje i os de ensino, pa eis, bem en endem.
p a e manhas de ine cla amen e o que se p e ende: obje i o mais impo an e
mokslei iai de e adqui i conscien igas e egula as habilidades de uso da linguagem [=
habilidades. R. M.], que eiškiam ex o (say iniu ou ašy iniu). ex o e lexião pon o e
obje i o inal. Mes eli os de em domina no mas da linguagem e nos ex os deles não
iola . (Vkk 7) Es e guia de cul u a da língua obje i o ajuda os es udan es a adqui i
essencialíssimos conhecimen os de cul u a da língua li uânica e de e ique a da língua,
ap ende em egula men e a usa e mos da língua ciência e p o issão, p epa a em e
į o mini in o macinius, a komuosius e o ganizacinius documen os, su o mula em
eg as da língua bem como sa a ankiško ap endizagem, p omo e sa iugdą, c ibiškumą,
comunsius gebėjimus. (lkkV 5) A Taisymai dos e os no solo da nossa comun inesa língua
e ap endendo a pa i daqueles e os em elhas adições desde pa jono jablonskio.
po ém, pa eceis, longo empo oi se es o çando man e no mas de ensino e co eção de
e os pesousbalança: na escola ensina-se no mas e ap omasi do seu p óp io pada y ų
e os, que co ien a o mes e. Mais a de, endoin no minês linguagem undamen os, às
ezes b equia pasi ik ina , qual dos á ios aiškos meios conc e o casoio
ap op iamíssima. c iando e s ip inando esc i ina bend iná linguagem, p incipalmen e e
u ė as cla o po eikis e i ica -se no mas on es (óodynas, g amá icas), ambém
di e sos luga es de conselhos (ku iųj nenhuma manei a não pode se man ida só
su egis adosis no mas iolações) concep os. Conhecidos deles Kalbos pa a ėjas (1939)
e Kalbos p ak ikos pa a imai (i leid.: 1976, ii leid.: 1985) (plačiau ž . šukys 2002: 712). a čiau
daba ies Biggių kalbos klaidų są ašas i išleis os penkios Kalbos pa a imų knygelės,
segundo as quais pa eng a e daugybė ki okių panašių leidinių, ski ų į ai ių p o esões i
ski ingų po eikių kalbos a o ojams pais, moky ojams, poli ikams i . . a pa i
des as są adų išsiski ia p ano kniūkš os pa eng i Kancelia inės kalbos pa a imai
(kanckp 2002, 2007), onde eikė ų labiau ado au is: mokausi no minės kalbos p incipu, a
kai ada, abejoju, pasi ik . De e ia ala apenas sob e as mais ca ac e ís icas
iolações das no mas. a inal a o og a ia, con udo, ainda se ap ende de no mas, e não do
que, po exemplo, em pala a, o c iança não escoma -ia-. se ap inys e escaso
linguagem
kul ūRa | 81 158
[p]p ima iamen e le an ada, o que ap op iada e a o ina, e ne a o ini
sujei os e casos ge almen e minimi po dize inųjų a ian ų. es o ça-se não e os
a nomea , e aconsela , o que cancelia ina ala a se e, o que não es á bem, o que
não de e iam sem necesalo oca . (kanckp 2002: 7). in e mediá ia a ian e pode
se conside ada an ano Rasima ičiaus Va osenos e os ocyní io, onde e os
de linguagem se dis ibuem adicionalmen e (há seis g andes g upos deles do
ocódino a é sin aksês), mas exemplos de co eção ge almen e são
ap esen ados não o dem usual, e p incipalmen e dando no minį exemplo, só
depois alidą com neiginio ne (Rasima ičius 1999). s y uojan es no mas da
linguagem e concep adai de e os da linguagem é uma ce a o ma con o á el
descob i um conc e o enómeno no minę alo , c iando seu p óp io ou
a ando ou o c iado ex ą. aigi ais conjuda os des ina á ios
p incipalmen e são jo nalis as, esc i o es, adu o es, edi o es e, cla o,
p o esso es, que êm a a alia os abalhos de língua dos alunos. po ém não
p o issionais de p á ica da língua nada não é necessá io conhece odos os
casos de iolações das no mas da linguagem. de i ščiają a pa e das no mas da
língua em bem conhece como só especialis as da língua como que médicos
á ios possí eis dis ú bios de saúde e doenças casos de mani es aimosi. é
ealmen e con enien e udo isso in la pa a alunos e es udan es (não ilólogos)? digamos, as a e as do di igê pa a as colegias: nomeie 10 ca ac e ís icos e os do depu ado, explique a sua o igem, co ija (lkkV 202). não é isso a ciência sob e e os de linguagem?
e oneamen e, só en ão, mes e ao co igisius, ap endes ele mesmo do seu e o.
usuá ios da língua p incipalmen e se p eocupam, como consumi , e não como ne a o i.
In elizmen e, adicional guia cul u al de linguagem ensina e os de linguagem, pois
g ande pa e do ex o cons i ui semelhan es eiginhas: klaida conside ado não
nomežiuo inių o mų a ojimas ie oj į a džiuo inių ūšiai, excludamajai daik o
pa adybei eikš i sudė iniuose e minuose i ypa inimuose [...] (bskk 100), e mui a
aisymų. de e ia se incompa adamen e mais a e as, que incen i assem c ia á ios
gên ões e des ino ex o, escolhe os mais adequados meios aiškos. se escolhe-se mal,
en ão en ão e de e ia escla ece , po que e o que não es á bem. e dade,
adequadamen e ap esen adas aisymas podem se mui o ú eis. po exemplo aldonos
paulauskienės monog a ia Teisininkų kalba i bendinga no ma em um capí ulo dada 100
eisininkų kalbos sakinių i kiek ienas deles é analisado e co igido com á ios
comen á ios ( kbn 3184). incen i a-se pensa e a alia conc e os seu p o issional da
á ea ex o, e não o malmen e econheci pabi ų e, não ocul is, mui as ezes
a i icialmen e concons uídos sakinių linguagem e os.
R. Miliūnai ė. De ido ao ensino cul u a da língua 159 juozas en a êža ainda 1995 m.
conside s ando, como em escola supe io de e ia se ensinada cul u a da língua,
esc e eu sob e adicionalínio des e assun o sup a imen o: cul u a da linguagem
hoje desc e e-se bas an e desiguodai. Mais equen emen e con eúdo do assun o
da cul u a de linguagem incula-se com e os de linguagem, suas classi icação,
análise bem como co eção, i. i. p e alece en endimen o, que a cul u a de linguagem
em que mos a , o que gene ininha alboje egula iga, e o que não, o que nela é bom
e o que mal. Na u almen e, isso e é desse assun o neabejo ina, que al de cul u a de
s a biausioji esmė. ačiau p ie os esmės galė ų bū i kiek ki oks p iėjimas, . y.
kalbos kul ū os dalyko u inį galima sup as i plačiau. (pab ėža 1995: 19)
linguagem, como e os de classi icação e suas co eção, samp a ão diegia alguns
guiêlos de cul u a de linguagem. po exemplo, con eúdo de um manualê: P a a mė,
Ta ies e os, Ki čia imo e os, Žodyno e os, Mo ologijos e os, Sin aksės e os
(kkV). aliás, o p óp io manual esc i o bas an e in en i amen e, cada capí ulo
começa jus amen e não a pa i de e os, e a pa i umpo no mas desc ição, ou
no mas e e os je inamas abelinha. p imei o amilia iza com as no mas, e só
en ão com suas iolações en ando-se e nou os manualêlios, po ém ap endimen o
se apsidia su ašy ų ne a o inų casos gausa e ou o assun o o malusis dos
enómenos da linguagem p incípio de ap esen ação.
3.2. Da o ma pa a o con eúdo ou ice- e sa? dos conselhos da linguagem są adai da adição
cons am baseado a ce o o maliuo p incípio sis emá ico: da o ma pa a o con eúdo. é bene o
pa ankíssimo modo ( u in em men e não ele ónico, e li oí a pa idal dos dados
ap esen ados) apidamen e encon a a on ade con ia ce i assun o. po exemplo, se
du ida po causa de um conc e o di ado in ašim ieji me ai (qua o ojo dešim mečio
signi icado), um dos espe ė inos luga es onde sob e isso pode se encon ada esc i a,
o malmen e is a, é a o mas į a džiuo inės (daí dada, po exemplo, Kalbos p ak ikos
pa a imuose3). po ém quando es e desg amininho caso es udan es êm emsidėmė i
ap endendoesi Į a džiuo inių i neį a džiuo inių o mų a ojimo klaidas (bskk 100101), ele
ce amen e p aslys p o akis, po que neįpe pa em nenhum sis ema semminę e paskęs a en e
ou os p amaišiui de á ias on es a pasakojamų e ais casos. 3 Nos No os Galbos conselhos
des e caso à in oduziuo inių o mų (KP G 2628) não há, mas não po que ele não seja man ido
e ação. Klaidos esmė não į a džiuo inė o ma (nes pakai o aiška isai ki a), e enganidingas
odo conjuninio com pala ažiu me ai a ojimas dešim mečio eikšme, aigi e s inis leksikos
eiškinys.
166 da linguagem kul ūRa | 81 aisin į a džiuo ines o mas dešim mečiams
eikš i, não se pode es dis o sio do aisymo subs ância. Mokoma: alando sob e o
his ó ico pe íodo, não se pode usa į a džiuo inių o mų, eiškiančių dešim is:
qua oiašim ieji aisomi qua uojuoju dešim mečiu, a isdešim ieji me ai
ečiuoju dešim mečiu (kkV 88), embo a na nossa ala isso seja o quin o decenio
(19411950 m.) e o qua o decenio (19311940 m.).
p ie eiksmių sky ele há a seguin e eg a (kkV 91): būdo p ie eiksmiai são
ei os do p esen e empo não a i á eis pa icipan es ou são usados
sempúblicos, ex.: nu aminamai ou nu amindamas (ne nu aminančiai) diz; udo
empeninadamen e (ne empeninančiai) az; ala e zinamai ou e zindando (ne
e zinančiai). no minamícios es abelecimen os aqui indica p esen e só
linguagem polinkius, mas de nenhuma manei a não exb aça de eikiamosios
ūšies daly ių pada y ų p ie eiksmių, e e pačių eikiamųjų daly ių
(s ulbinan is a adimas, skaudan i gal a) (DlkG 2005: 411412; kp G 2002: 3940). não
é po isso nas discussões online não se con em com i i umu: como se pode
o dena consumi só ilme emocionan e? Se á que aqueles deba edo es
ap ende am des e manualê? smulkmena, mas nenu ylė ina (jei osse
a ualizados pe missões): 2002 m. expos os manualėly menciona, que ins i u e
de línguas li uanias idioma no minimu p eocupa-se da linguagem cul u a e
e minologia depa amen o (lkkV 15), embo a desde 1991 m. gy oia sepa adas
di isões: linguagem cul u a depa amen o e e minologia depa amen o (a é 2003 m.), e ago a e minologijas cen as.
* * *
guiaėles da cul u a da língua skęs e skęs a a e ace, onde se pede p ocu a
es anhim e os e as co igi , co igi , co igi ... naquelas e os apsup yje a
língua mesma ima a ody i como nebepa aisomai se gan is ligonis, e a au ajai
li e a u a da língua e cul u a da língua local es a cada ez menos e menos.
indubi á el, que c ia a ual necessidade da sociedade co esponden e das
no mas de língua me odicá não é ácil a a e a, exigindo p incipalmen e bem
conhece mesmo o docomínio p ocessá, conside a -se em daqueles, que
ensinam, idade e ou as peculia idades. quan o não menos impo an e escolhe
o adequado con eúdo de ensino, a elado à a ualidade a ual da a osena.
espe a nes a á ea de g andes e ápidos pe mainos se ia ingênua, po ém
começa a pensa , ou não pe ilgai užsižais a com aisyimas de linguagem,
esquecendo p óp io b anduolio de no mas de linguagem, se ia mesmo empo. juk
galinças gal o i ašančių ado ėlius e nes okojančių kū ybiškumo specialis ų
como e ne ūks a, o que isso neabejo inai jugina. só a ex ensão do a igo
šiuoka não pe mi e mos a , o que mencionados manualêlios ealmen e se ia digno de elogio.

R. Miliūnai ė. De ido ao
ensino cul u a da
língua 167 изVaDos
1. ieško ina būdų, kaip bend inės lie u ių kalbos no mų mokymąsi pada y-
i sis emiškesnį, kū ybiškesnį, aigi i pa eikesnį – ne nuo klaidų aisymo
pa a no mas e não de o ma pa a signi icado e unção, e opos o na di ecção,
mais en a izando o c ia i o ca ác e da linguagem. 2. Manuo eles, nos quais
se ensina comun inesa língua li ians no mas e cul u a da língua, de em se
p epa ados mui o mais esponsá el e cuidadoses ingue: sis emicamen e e
sem logicos con adi ó ios ap esen ini eo iniai eiginiai e p ecisin ina
concei os bend inė lingua, uncciniai s iliai, no mas de lingua e k . ;
cla e dis ingui g andes iolações das no mas da linguagem comum da
es ilis icamen e possibili adas a ian es da linguagem mais libe es;
necessa iamen eà seleção de exemplos de língua no mminesa e neno minesa
ap esen ados, que a endam às necessidades da língua da sociedade a ual;
melho ei indicado a signi ica i idade de algumas a e as e p ecisinhas suas
o mulações, pa a que alunos e es udan es comp ehendam cla amen e, o que
e como ealiza , que esul ado deles é espe ado. 3. conside e-se se não ale ia
o ien a -se em dois ní eis de ensino de no mas de língua gene inha: 1)
no mas de linguagem gene inha undamen ais, apelipiando a enção só a
essenciais iolações de no mas, e 2) exemplos de linguagem de aco do
p o issional po eikį. en ão o ap endomasis p ocesso não se ia
sob eca egado ac s, e ap endokos undamen os, já se ia possí el
ap ende os consumido es de a ian es no ma i as e sub ilότερες da
linguagem aiškos meios es ilis icos. 4. man endo a p io idade da língua
comum, na escola de e se o necamà não esc eip a e ou os idiomas
a manos, suas unções, des ino na sociedade e concei o de alo .
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Gau a 2008 09 08
R. Miliūnai ė. Sob e linguagem
cul u a 169 on EaCHinG
lanGuaGE Cul uRE
Summa y he pape claims ha eaching he cul u e o language has los i s p ima y
aim o each accu a e s anda d language and educa e language use s so ha hey could
eely make use o means o linguis ic exp ession o sa is y he needs o hei
p o essional and e e yday li e. he cul u e o language e en ually becomes a discipline
o eaching language e o s, he p ocess o eaching is o e loaded wi h examples o
no m iola ion, which a e no always ele an . he p e ailing ask ype in ol es
co ec ing e o s in he ex s o o he s uden s o ex s a i icially p oduced o he
pu pose o eaching a he han ones own ex s. he pape discusses se e al
ex books o s uden s o colleges and highe educa ion ins i u ions. as a esul , he
ollowing conclusions a e d awn: 1. Ways should be sough how o make he eaching o
no ms o s anda d li huanian mo e sys emic, c ea i e and e ec i e: he app oach
based on co ec ing e o s and hen explica ing no ms and gene ally going om o m
o unc ion should be eplaced by he opposi e wi h he ocus on he c ea i e aspec o
language. 2. ex books on s anda d li huanian no ms and language cul u e should be
w i en wi h mo e esponsibili y and mo e accu a ely, iz.: he heo y should be
p esen ed in a mo e sys emic way, a oiding con adic ions; he e ms s anda d
language, unc ional s yles, language no ms e c. ha e o be mo e p ecise;
a clea e dis inc ion should be made be ween g oss iola ions o s anda d language
no ms and s ylis ic a ian s o less cons ained language; he selec ion o examples
o no ma i e and non-no ma i e language should espond o he linguis ic needs o
mode n socie y; some a e as should ha e a mo e clea ly de ined aim and wo ding so
ha s uden s unde s and wha and how should be done, wha esul is expec ed o
hem. 3. he ques ion o wo- ie sys em o eaching s anda d language should be
discussed. he i s would ocus on he ounda ions o language no ms and key
iola ions o he no m; he second would add ess exempla y language esponding o
he needs o a p o ession. hus he p ocess o eaching would no be o e loaded wi h
ac s, a e he ounda ions a e laid, di e en a ian s o he no m and mo e sub le
language exp ession and s yle could be augh . 4. p ese ando he p io i y o s anda d
language, schools should ge access o he unde s anding o o he language a ie ies
( egional and social dialec s, p o essional language) hei unc ions and social alue.
Ri a Miliūnai ė
lie u ių kalbos ins i u as
p. Vileišio g. 5, l -10308 Vilnius
[email p o ec ed]