scieee Science in your language
[en] (orig) [lt] [de] [fr] [it] [es] [pt]

“Europäische Personennamensysteme: Ein Handbuch von Abasisch bis Zentralladinisch”

Read accessible full text
Machine-translated document

This is a machine-generated translation of the original document and may contain errors, omissions, or changes in meaning. Do not rely on this translation for quotations, citations, or authoritative references. Please consult and cite the original document.

“Europäische Personennamensysteme: Ein Handbuch von Abasisch bis Zentralladinisch”

Author: Willy Van Langendonck
Year: 2011
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/1020/1110
179 ecenzijos a aliações /
WiLLy Van Langendonck
Uni e sidade ca ólica de Leu en
Mokslinių y imų k yp ys: žymė umas i ikoniškumas, e e encija i
seman ika (y ik pačinių a dų), g ama inės ka ego ijos, okios kaip
apib ėž umas, gene iškumas, skaičius, g ama iniai yšiai, p epozicijos,
p iklausomybių sin aksė i žodžių a ka.
Eu opePäische (em inglês)
Pe sonnaMensys eMe: ein handbuch Von abasisch bis
zen aLLadinisch anlässlich de 65. gebu s age on osa kohlheim
und Volke kohlheim. Ge ido po And ea B endle e Sil io B endle .
Hambu go: baa , 2007, 863 p.
ISSN 16107012 ISBN 978-3-935536-65-3 Ao esc e e es a e isão em inglês, eu não só
que o aze com que es e olumoso e impo an e manual de sis emas
an oponímicos eu opeus seja conhecido pelo mundo de língua inglesa, mas ambém
indica que o alemão con inua sendo uma língua que não se pode igno a pa a a
ciência, ce amen e não pa a a onomás ica e a linguís ica. Es e li o de 861 páginas
é dedicado aos Kohlheims, Rosa e Volke , dois onomas as bem conhecidos no mundo
onomás ico alemão e além, po ocasião de seus 65 anos. Os edi o es, os B endle s,
And ea e Sil io, são ou o casal, mui o mais jo ens, mas p omisso es pesquisado es
de nomes alemães e a é mesmo ingleses, an o no ní el diac ônico quan o no
sinc ônico. V. Kohlheim e S. B endle são pionei os da no a abo dagem de nomes, que
eles chamam de nomema ica (Kohlheim 2005; Kohlheim & Hengs 2011; B endle 2008;
eja pa a uma e isão do úl imo Van Langendonck 2010).
B endle & B endle ealizou um abalho me iculoso na supe isão des e p oje o
gigan esco, coo denando odos esses a igos, que a am de 77 línguas eu opeias
ap esen adas em o dem al abé ica, pe encen es a se e amílias linguís icas
(indo-eu opeu, basco, u álico, u co, caucasiano, á abe e mongol). Os sis emas desc i os
p e endem se ep esen a i os da á ea eu opeia, que de e se en endida como uma
cons ução polí ica e cul u al en aizada na adição g ega an iga, em ez de como uma
unidade geog á ica. As con ibuições são es u u adas acALL_62_63_make as.indd 179
2011.06.17 08:24:12 de aco do com o a ual es ado da écnica, ap esen ando in o mações
180 ac a Linguis ica Li huanica LXII[…]LXIII como em ou os luga es, o desen ol imen o de
WiLLy Van Langendonck
nomes de amília ixos oi um longo p ocesso, indo de sul a no e nes e caso. os ipos
básicas especí icas. pelo e mo sis ema, os edi o es en endem um complexo es u u ado
e uncional de nomes e sob enomes pessoais, que começa am como apelidos e
names. in gene al, he au ho s use mo e o less he same model, beginning wi h
he sys em con aining one name, bu quickly u ning o a wo-name sys em wi h
g adualmen e se o na am nomes de amília. ambém oco em sis emas de ês nomes. A
pe spec i a é diac ónica, desde a o igem do sis ema a é à si uação ac ual. Às ezes, o
sis ema con empo âneo é discu ido p imei o, e depois ol a-se pa a a o igem. Além disso,
pa ece cla o que os abalhos são de comp imen o e qualidade desiguais. Em is a das
limi ações des a e isão, limi a -me-ei a algumas línguas ge mânicas, bem como ao
ancês, ao le ão e ao li uano, ao usso e a uma língua não-indo-eu opeia, o basco. Vou
começa com as ês p incipais línguas ge mânicas: inglês, alemão e meu idioma na i o, o
holandês. pode ia se espe ado que esses ês sis emas de nomes pessoais enham mui o
em comum, ambém em seu desen ol imen o his ó ico. No en an o, isso não é ão bem
deduzí el dos a igos em ques ão, uma ez que os espec i os au o es se concen am em
aspec os di e en es do sis ema an oponímico a ado. à medida que a lei u a a ança, há
uma imp essão c escen e de que os ês documen os são em g ande pa e
complemen a es, na medida em que, no ge al, oco e am desen ol imen os simul âneos
( e ambém Van Langendonck, 2007, capí ulo 4). O sis ema de nomes pessoais inglês é
desc i o po John Insley. es e au o cla amen e ado a a abo dagem c onológica,
começando com nomes indi iduais em inglês an igo. Nes a ase inicial, o sis ema é
cla amen e ge mânico. como em ou as línguas des e g upo, as o mações p imá ias são
di hem(a )ic nomes masculinos que consis em em dois caules apela i os, que jun os
o mam uma unidade semân ica, pelo menos no início, po exemplo, AEl -weald […]el -king[…].
Os nomes das mulhe es são o mados da mesma o ma, po exemplo, AEdel-hild
[…]noble- igh […]. Mui os p imei os e segundos elemen os são discu idos. Quando o sen ido
do compos o desapa ece, isso se de e em p imei o luga ao chamado p incípio da a iação
da nomeação ge mânica ( e abaixo, em alemão). O au o de ia e explicado do que se
a a, já que esc e eu pa a um manual. Como ou as línguas ge mânicas, o inglês an igo
inha á ias ca ego ias de nomes mono emá icos. P imei o, ha ia apelidos como Ceo l
[…] a me […]. secundá ias são o mas cu as (Tida) e hipoco ismos (To el < To h -). Desde
o inal do século IX a é o século XIII, os conquis ado es escandina os ouxe am consigo
seu p óp io in en á io onomás ico, ipicamen e nomes que começam po As, bem como
inúme os hipoco ismos dinama queses. Mui as o mas o am anglicizadas. de g ande
impo ância oi o ano 1066, em que a conquis a no manda oco eu. Os sis emas o iginais
desapa ece am, excep o que os seus e lexos são encon ados nos nomes de amília. na
e a do inglês médio, um ALL_62_63_make as.indd 180 2011.06.17 08:24:12
Eu opäische Pe sonennamensys eme:
Ein Handbuch on Abasisch bis Zen alladinisch
181 ecenzijos e isões núme o de nomes do no e do ancês, especialmen e
omanizados ancês, empu ado de lado o esou o de nomes au óc onos. Ou os
nomes ge mânicos ie am da Fland es e do no e da Alemanha. Es es o am
complemen ados po uma sé ie de nomes bíblicos, ais cunhados, com no os su ixos,
as he s ill well known John, Pe e , Simon, and Thomas. new hypoco isms we e
como -kin (do holandês), p oduzindo Thomkin, bem como o mações omân icas com
-in, -o , e assim po dian e. Pa a es as épocas an igas, não sabemos mui o sob e os
a o es sociológicos e his ó icos na a ibuição de nomes. Is o é, cla o, di e en e na
no a e a inglesa. alguns nomes medie ais a dios sob e i e am, po exemplo,
Geo ey, John, Ma ga e , Pe e , Thomas e William. O enascimen o ambém deu
o igem a nomes g egos e la inos como Ale hea, Amb ose, Césa , Diana, Júlia, La inia,
Penélope e Vi gílio. A Re o ma le ou a nomes do An igo Tes amen o, como Ab aão,
Da i, Es e , Ru e, e c. Dinas ias e ob as li e á ias são uma ou a on e de no os
nomes. alguns p imei os nomes ie am de nomes de amília desde o pe íodo
elizabe ano, po exemplo, Ashley, Cli o d. O empo odo, no os nomes es ão a se
cunhados, de á eas cel as ou de ou as. Os nomes da classe média (Hugh, Simon)
pa ecem di e i dos nomes da classe baixa (Wayne, Lee). Insley não en a an o na
o igem dos nomes de amília. Como em oda pa e, a pa i da Idade Média, pouco a
pouco, os nomes o am complemen ados po pa onímicos e apelidos, especialmen e
po causa da escassez inicial de nomes c is ãos e do aumen o da bu oc acia.
habi uais ambém são mencionados aqui: pa onímicos, geog á icos (appella i os e
p op iá ios), ocupacionais e apelidos. na úl ima ca ego ia, encon amos sob enomes
como Shakespea e, ou Lo ejoy, com o signi icado o iginal de "mulhe izado ".
Coinciden emen e, os dois úl imos são […]sa znamen[…], compos os que consis em em um
onco e bal mais um obje o ou subs an i o sujei o. dama is nübling e an je dammel
desc e em o sis ema de nomes pessoais alemães, começando com a si uação
con empo ânea. O sis ema de dois nomes con ém um nome e um sob enome, como em
oda a Eu opa Ociden al. Embo a a lei pe mi a que um casal escolha o nome de amília do
ma ido ou da esposa, na maio ia dos casos, o nome do ma ido é escolhido pa a a esposa e
os ilhos. a é a Idade Média, o sis ema ge mânico de um nome es a a em uso. Aqui
ambém, o desen ol imen o g adual do e dadei o sis ema de dois nomes ai de sul a
no e. os p imei os nomes ge mânicos, como Be n-ha d ou Hilde-gund ( e abaixo) quase
desapa ece am em a o de nomes c is ãos, como Johannes ou Ka ha ina. os
sob enomes en a am em uso pelas mesmas azões que em ou os luga es ( e em
inglês). Da mesma o ma, o núme o de p imei os nomes em c escido ao longo dos
séculos. A de i ação e a diminu i idade desempenha am um papel aqui. eligioso
ALL_62_63_make as.indd 181 2011.06.17 08:12:24
182 ac a Linguis ica
WiLLy Van Langendonck
Li huanica LXII[…]LXIII
ou ac o es de adição desempenha am um papel maio na Alemanha Ociden al do que
na Alemanha O ien al. Hoje em dia, os a o es de secula ização e in e nacionalização
numbe o names has expanded especially om he second hal o he 20 h cen-
u y. as in o he eu opean coun ies, he choice o a o ename is now la gely
desempenham um papel cada ez maio , de modo que o de e minado pelo c i é io
subje i o e omân ico da eu onia: o nome soa "bom" ou não? Os nomes de em se "de
moda", seja o que o que isso signi ique. Já não se lhes dão nomes de san os,
an epassados ou go e nan es. Os nomes adicionais, no en an o, con inuam a se e e i
à adição ou à eligião, onde ainda pode oco e uma di e ença en e os nomes
e angélicos e ca ólicos. De aco do com a lei mode na, os p imei os nomes de em
di e encia en e meninos e meninas. Como em odos os luga es, os nomes das
mulhe es são mais longos, e es ão mais sujei os à moda, à ino ação e às in luências
es angei as. Em seguida, os au o es ol am-se pa a a his ó ia do sis ema de nomes.
como no inglês an igo, inicialmen e, mui os nomes di emá icos o am cunhados, que
mos a am um ca á e desejoso no início. Como al, e am nomes "p og amá icos". em
es ágios pos e io es, quando a cunhagem de ais nomes se o nou mecânica e pe deu a
mo i ação, no os sis emas o am c iados. Po exemplo, o p incípio genealógico da
a iação oi in oduzido, no qual os nomes das c ianças e am compos os dos qua o
es ames do nome dos pais, po exemplo, Hildegund e F iedge o am econs uídos
como F iedhild, Ge hild, Hildge , Gund ied. Os nomes das c ianças ambém pode iam
se o mados com base na ali e ação, po exemplo, G imhil , Gun he , Ge no , Giselhe .
No en an o, essas duas es a égias não conco da am com o p incípio de que o segundo
memb o do compos o inha que indica o sexo: o gêne o e a masculino pa a nomes de
homens, eminino pa a nomes de mulhe es. O sexo e o gêne o ainda es a am mais elacionados do que hoje em dia. Como nou os luga es, uma sé ie de o mas cu as i am a luz.
nos nomes de amília, emos mais ou menos os mesmos ipos de mo i ação inicial:
pa onímicos que e minam em -mann, -sen (< ilho), um geni i o -s, ou simplesmen e
nada. O mo i o p incipal pa ece se os nomes p o issionais, com ou sem me onímia (po
exemplo, Mülle […]Mille […], o sob enome alemão mais equen e). a e cei a ca ego ia
diz espei o a apelidos que apon am pa a p op iedades ísicas ou psicológicas do
po ado do nome. como uma qua a subclasse, os au o es mencionam nomes de i ados
de pala as pa a luga es de habi ação (Busch […]bush[…]). elacionados a isso são nomes
de luga es e países, po exemplo, Baye […]ba a ian[…]; Wien simplesmen e "Vienna".
pa a a Áus ia e a Suíça, os nomes de i ados de apela i os pa a luga es de habi ação
pa ecem se ípicos, po exemplo, nomes em -e , como Ho e […] a me […]; Zumbach no
iacho. Geni i os o es e acos são ípicos de á eas izinhas dos Países Baixos (p.
ex., Pe e -s, Hein-en). no es o da á ea alemã, dominam as chamadas o mas
nomina i as (po exemplo, Schmi […]smi h[…]). o sis ema de nomes pessoais holandês
nos Países Baixos, ou seja, na Holanda e na Fland es (Bélgica) é cobe o po do een
ge i zen. em con as e com os papéis ALL_62_63_make as.indd 182 2011.06.17 08:24:12
Eu opäische Pe sonennamensys eme:
Ein Handbuch on Abasisch bis Zen alladinisch
183 ecenzijos c í icas em inglês e alemão, não se diz mui o sob e as aízes ge mânicas
do sis ema. O au o a i ma que o sis ema de um nome p é-medie al oi g adualmen e
subs i uído po um pa adigma de dois nomes compos o po um nome c is ão e um
sob enome, p incipalmen e um pa onímico, um nome geog á ico, um nome p o issional
ou um apelido. na e a de ou o da Holanda, um sis ema de ês nomes es a a de moda, po
exemplo, no seguin e exemplo com dois nomes e dois sob enomes: Di ck Ghijsb ech
Pellenzoon an Wae selae . no úl imo exemplo, um pa onímico com -zoon […]son[…] e um
sob enome geog á ico com an […] om[…] são combinados. Também podemos menciona
combinações como Pie e Co neliszoon Hoo (com um pa onímico e um apelido,
e e indo-se nes e caso a um amoso poe a). o byname é chamado de alias name, o que é
mui o cla o em casos ão explíci os como Willem Pie e sz, alias Schij gel , um
[…]sa zname[…] que signi ica […]shi -money[…]. O su ixo -zoon oi ab e iado como -z, e
desapa eceu nas ge ações pos e io es, deixando apenas o geni i o -s. Como em ou os
luga es, hou e á ios a o es no desen ol imen o do sis ema de sob enomes: a
c is ianização, que subs i uiu a maio pa e dos an igos nomes di emá icos ge mânicos,
ou seja, nomes com dois caules do ipo Hilde-B and , po nomes c is ãos como Johannes
e Elisabe h, que no início e am, na u almen e, mui o poucos. Ou a causa da in odução
de sob enomes oi o c escimen o da população, que en ão começou a se concen a em
cidades e ilas. As ma onímicas e am a as e semp e inham mo i ações especiais,
como em ou os luga es. Em 1796, o Código Ci il de Napoleão impôs a adoção de um nome de
amília o icial na Fland es. Na Holanda, isso oco eu po ol a de 1811, pelo menos
eo icamen e, pois só em 1934 os nomes de amília o am es abelecidos o icialmen e:
inha que se o nome do pai a é 1998, quando os pais o am au o izados a decidi se seus
ilhos le a iam o sob enome do pai ou da mãe. Na Bélgica, es a al e ação da lei ainda es á
em discussão. nos Países Baixos, há uma libe dade conside á el no que diz espei o à
escolha do p imei o nome. Em con as e com a si uação alemã, nes es dois países não
oi impos a uma dis inção en e os nomes de meninos e meninas. Po ou o lado, os
nomes de em se decen es e não idên icos aos nomes de amília. No en an o, a Bélgica
ainda é um pouco mais igo osa no que diz espei o à escolha de um p imei o nome do que
a Holanda, especialmen e no que diz espei o à o og a ia. uma o og a ia oné ica
como Ansjeliek pa a Angélique é acei a na Holanda, não na Bélgica. como na maio ia das
ou as á eas, o p imei o nome p ecede o nome de amília, exce o em enume ações
o iciais e a ins. como em ou os luga es, nos diale os, os apelidos mode nos en a am
em uso desde que os nomes de amília se ixa am e pe de am seu sen ido inicial. em
ce as á eas lamengas, ainda encon amos a o dem [by name + o ename], mas es e
sis ema es á em declínio a a o da o dem in e sa, que é a o dem no mal pa a o
p imei o nome e sob enome de qualque manei a. ALL_62_63_make as.indd 183 2011.06.17
08:24:12 (em inglês)

184 ac a Linguis ica
WiLLy Van Langendonck
Li huanica LXII[…]LXIII
O sis ema de nomes pessoais ancês oi a ado em de alhes pela alecida Ma ina
Pi z. um pouco mais a de do que nos Países Baixos (2005), os pais anceses
adqui i am o di ei o de decidi em po si mesmos se os seus ilhos le a ão o
sob enome do pai ou do pai.
A o igem dos nomes de amília anceses encon a-se p incipalmen e na e a
galo- omana. Alguns nomes cel as como B ice o am man idos g aças ao apoio c is ão.
A é os dias a uais, o sis ema de nomes anceses em sido dominado pela adição
c is ã de nomes que con ém elemen os heb aicos, g egos, la inos, cel as e ge mânicos.
No en an o, a pa i da e a me o íngia, hou e uma conside á el in luência ge mânica,
especialmen e anca. No en an o, os nomes di emá icos ge mânicos não o am
comp eendidos e omanizados, po exemplo, Wal -ha i > Gau ie , Willi-helm > Guillaume,
Be n-ha d > Be na d, Hlu hu-wīgaz (Ludwig) > Clo is > Louis. A pa i do século X, o
núme o desses nomes diminuiu apidamen e, sendo ince o se esse p ocesso é de ido ou
uma consequência do ad en o dos sob enomes. Enquan o no século XII, os nomes
a o i os dos homens ainda e am de o igem ge mânica (Guillaume, Gau ie , Robe ,
Renaud, Raoul...), no século XIII, emos um aumen o conside á el de nomes c is ãos de ido
a um aumen o da piedade popula (Jean, Pie e, Simon, Nichole, E ienne, Jeanne, Ma ie,
Isabel...). No que diz espei o à o mação dos p imei os nomes, é bem conhecido que, no
século VII, as e minações la inas desapa ece am, ambém nos nomes, de modo que os
p imei os nomes mui as ezes se o na am ambíguos en e masculino e eminino
(Claude, Dominique, Camille...). pa a e i a isso, o a igo de inido e a equen emen e
adicionado, que ainda é isí el em sob enomes de i ados deles (Lema in e sus
Lama ine). pela mesma azão, mui os hipoco ismos su ixos o am o mados (Paul-in,
Claud-el, Paul-e , Paul-a , Paul-o , Paul-in-e ...). As an igas segundas aízes ge mânicas
ambém se o na am su ixos (Mich-a d, Mich-aud, Jak-ie ). apocope e eduplica ion êm
sido aplicadas a é os dias a uais (Coco < Cole e). Fo am cunhados compos os (Jean-Paul,
Ma ie-Louise...). Os nomes das mulhe es o am de i ados dos nomes dos homens,
e minando em -e (Albe -e, Paul-e...), -ie, -ine, -e e; Es es já não es ão de moda. pa a os
homens, os nomes de o igem ge mânica o na am-se popula es (Gilbe , Hube ; Thie y,
Be and, Richa d). após a Segunda Gue a Mundial, a in luência anglo-ame icana pode
se obse ada (Dany, F eddy, Ha y, Johnny). Como em oda a Eu opa, uma sé ie de no os
nomes o am in oduzidos a pa i de 1968, indo de qualque á ea do mundo. Como em
ou os luga es, há uma e olução do sis ema de um nome pa a o sis ema de dois nomes,
começando com apelidos e ou os apelidos, e e minando no es abelecimen o de nomes
de amília. As p imei as pessoas a e sob enomes e am de o igem nob e. dos nomes ou
11 h/12 h cen u y, pa onymics o he ype X ilius y we e o med, geog aphical
apelidos pode iam se adicionados a es e pad ão, po exemplo, Pie e [li ilz] Guillaume
ALL_62_63_make as.indd 184 2011.06.17 08:12:24
Eu opäische Pe sonennamensys eme:
Ein Handbuch on Abasisch bis Zen alladinisch
185 ecenzijos e isões d[…]A as, Jehan [di ] la Chie e du Hamel. de ido ao c escimen o
da população e à o mação de cidades, o uso de sob enomes se espalhou pa a ou as
classes. Em 1539, o egulamen o de Ville s-Co e e s deu o igem a um código ci il, que
p omo eu a adoção de sob enomes. Isso oi co obo ado pela in odução de egis os
eclesiás icos no Concílio de T en o em 1547. Ambos os e en os p omo e am o p ocesso
de sob enomes se o na em he edi á ios. na o mação de ipos de nomes de amília, os
pa onímicos desempenha am um papel impo an e. nes e p ocesso, os su ixos
ge mânicos o am equen emen e usados: (Acc-a d, Be n-a d, Be n-ie , Mich-aud...).
Como em ou os luga es, os ma onímicos e am a os. No en an o, esses chamados
pa onímicos podem se is os como apelidos comuns de aco do com o au o . Es a
pe gun a discu ida su ge epe idamen e. A al a equência de sob enomes como
Ma in (com suas de i ações: Ma ine , Ma inon...), Michel (com Michele , Michelin...), e
assim po dian e, es á o a de oda p opo ção à equência dos nomes elacionados no
inal da Idade Média. Em con as e, combina-se bem com a al a equência dos san os
pa ões elacionados. Isso se encaixa com os inúme os sob enomes do ipo
Sain -Ma in, Sain -Michel, Sain -Paul, Sain -Remi, Sain -E ienne, que apa en emen e
não são concedidos após um luga , mas após o pa ono da ig eja ba ismal em ques ão.
Po an o, se quise mos classi ica os sob enomes, de emos e em men e que exis e
uma ca ego ia de sob enomes que não são nomes de pai. Na minha opinião, chama -lhes
"bynames" não esol e o p oblema. a ca ego ia de "bynames" é equen emen e
u ilizada como um ces o de lixo pa a nomes não classi icá eis. Como em ou os luga es,
os sob enomes anceses podem e se o iginado como nomes geog á icos, com uma
p eposição (po exemplo, Da as, Deme z) ou sem (A ambou g, B e e ille, Espanha),
ou na o ma de nomes de habi an es, com um a igo (po exemplo, Leb e on, Lallemand)
ou sem (Pica d). especialmen e no campo, os e mos pa a os luga es de habi ação
oco em: Du al "do ale", Dupon "da pon e". os nomes p o issionais são, po exemplo:
Boulange […]bake […], Co donnie […]shoemake […], Fè e ou Le è e […]blacksmi h[…],
e c. Me onímia às ezes é encon ada aqui: Ma eau […] ma elo[…]. a úl ima ca ego ia
comp eende apelidos de odos os ipos: Pe i /Lepe i […]small[…], Noi /Lenoi […]black[…],
e c. Nomes como Lé êque […]bishop[…], Le oi […]king[…] são classi icados en e os
apelidos. Da mesma o ma, os e mos de pa en esco (Le ils […] ilho[…], Lepè e […] pai[…])
bem como os nomes de animais (Leloup […] lobo[…], Lecha […] ga o[…]), que ge almen e
pa ecem e e i -se a ca ac e ís icas de pe sonalidade. como em ou os luga es, os
"sa znamen" ( omados num sen ido bas an e amplo) desempenham um papel
equency o all hese name classes, i should be poin ed ou ha no names o
dwelling-places like Dupon a e as nume ous as people seem o hink, bu a he
conside á el: Boileau "água po á el", Quinemen "que não men e", G osjean " a john". como pa a os pa onímicos (Ma in, Be na d, Richa d).
Laimu e balode e ojā s bušs lidam com o sis ema de nomes pessoais le ão.
ALL_62_63_make as.indd 185 2011.06.17 08:24:13 A c iação do sis ema con empo âneo de
186 ac a Linguis ica
WiLLy Van Langendonck
Li huanica LXII[…]LXIII
Os nomes p é-c is ãos não são bem a es ados. Nas c ônicas dos séculos XII e XIII,
encon amos alguns an igos nomes pessoais le ões, especialmen e de che es ibais.
Naquela época, os le ões inham p incipalmen e nomes di emá icos, po exemplo,
Tali-baldus […]amplo + einado[…] (ainda um p imei o nome con empo âneo: Tāli aldis),
Wa i-g ibbe […]pode […]. Nomes mono emá icos ambém oco e am: Gaile. Do século
XII ao século XV, os missioná ios alemães en a am e adica essas o mações
"pagãs" e subs i uí-las po nomes c is ãos (em baixo alemão). Assim, os nomes
bíblicos o am in oduzidos. alguns deles pe manece am a é ago a (Ind iķis <
Hind ik). Os p imei os nomes le ões dos séculos XV e XVI são: And es, Hin ick, Hansz,
Pauwel, Jacobus; Ma g e he, Ilske, Magdalene, Anna, Ka he ine, e c. a pa i do século
XVII, as o mações le ãs êm indo a aumen a : Ansis, Jānis (< Johannes). No século
XVII, a Le ônia es a a sob o domínio sueco, o que deu o igem a nomes de o igem
escandina a como I a s, Gunna , Gus a , Ing id, p omo idos pela popula idade da
li e a u a escandina a no século XX. O início dos p imei os nomes e dadei amen e
le ões oco eu no inal do século XVIII. Naquela época, o in en á io de o mulá ios
ainda e a limi ado. No úl imo qua o do século XIX, o nacionalismo ouxe nomes mais
e dadei amen e le ões, como Gun is, Dainis pa a os homens e Vel a, Aina pa a as
mulhe es. Hoje em dia, uma sé ie de nomes da Eu opa Ociden al, especialmen e anglo-saxões, en a am: Robe s, Ral s;
A Lau a e a Saman a.
nomes de amília le ão emon a à p imei a me ade do século XIX. Um a o impo an e
oi a libe ação dos ag icul o es se os pelo sa Alexand e I, que pediu a in odução de
sob enomes pa a odos os ag icul o es. Po ou o lado, nas g andes cidades, a
necessidade de um sob enome já ha ia su gido. Como em odos os luga es, os nomes de
amília se desen ol e am a pa i de apelidos e ou os apelidos. a p incipal mo i ação
pa ece se a ocupação da pessoa a se nomeada, po exemplo, Kalējs […] e ei o[…].
sob enomes como Beķe is […]bake […], B ū e is […]b ewe […] ou Melde is […]mille […] são
emp és imos alemães. uma on e geog á ica pode se encon ada em Lībie is
[…]Li onian[…], Lei is […]Li huanian[…], P ūsis […]P ussian[…], e c. ou os sob enomes
o am de i ados de apelidos, po exemplo, Ga ais […]long[…], Mazais […]sho […], Lielgal is
[…]big-headed[…]. uma sé ie de ou os sob enomes emon am a denominações pa a
animais e plan as, po exemplo, Balodis […]pigeon[…], Vilks […]wol […], Ozols […]oak- ee[…].
Os sob enomes são equen emen e o mados po su ixos como -iņ(š) ou -ī (is), que em
apela i os são su ixos diminu i os. uma peculia idade g ama ical dos sob enomes
le ões é a dis inção en e as o mas masculinas e emininas de aco do com o sexo do
po ado do nome. Os su ixos nomina i os masculinos são (como nos apela i os) -s-,š, -is,
as well, excep i unc ioning in con as : Balodis s. Balode. a numbe o su names
-us, -a, -e. os dois úl imos podem se emininos o am emp es ados de ou as á eas linguís icas, po exemplo, escandina o (Ka lsons), an o
ALL_62_63_make as.indd 186 2011.06.17 08:24:13 alguns são ussos: Pe o s, Ma ko s. alguns
Eu opäische Pe sonennamensys eme:
Ein Handbuch on Abasisch bis Zen alladinisch
187 ecenzijos a alia que -sons o nou-se um su ixo de sob enome. ainda mais são de
o igem alemã: G īnbe gs (< G ünbe g), F eimanis (< F eimann), Bušs (< Busch); de
o igem polonesa são, po exemplo, Domb o skis, Janko skis.
são i alianos, mas pe manece am inal e ados: Rosini, Ma ini. na e a so ié ica, o
sis ema usso de ês nomes ( e abaixo) oi in oduzido. coloquialmen e, o p imei o
nome e o pa onímico e am usados como uma unidade. Após es a e a, o sis ema de dois
nomes oi es au ado. Finalmen e, hoje em dia, podem se dados dois p imei os nomes, e
a é mesmo dois sob enomes combinados. O sis ema de nomes pessoais li uanos é
a ado po Vi alija Maciejauskienė. o au o começa com a nomeação con empo ânea e
dis ingue en e usos o iciais e não o iciais. o icialmen e, aqui ambém, há um sis ema de
dois nomes de [p imei o nome + nome de amília]. como quase em odos os luga es, os
nomes de amília são he dados do nome de amília do pai. As o mas emininas são
de i adas do nome do pai po meio dos su ixos -ai ė, -y ė, -u ė e ū ė, que são adicionados
de aco do com a e minação do nome do pai, po exemplo, Rimšai ė < Rimša, Skinky ė <
Skinkis, Ži ku ė < Ži kus. em caso de casamen o, a esposa pode assumi o sob enome do
ma ido, ao qual, como eg a ge al, é adicionado o su ixo -ienė: Dausienė < Dausa. desde
2003, ambém é possí el adiciona o su ixo -ė, como em: Agilbė < Agilba. num con ex o
coloquial, o modelo o icial so e á ias al e ações, po azões linguís icas e
ex alingüís icas. o p imei o nome, o sob enome ou um apelido podem se usados po si
só. O nome e o apelido podem se combinados, á ios su ixos adicionados aos nomes das
mulhe es. como em ou os luga es, o desen ol imen o do pad ão [p imei o nome + nome
de amília] oi len o e le ou á ios séculos pa a sua conclusão. na an oponimia do
século XV ao XVII, ês ipos de nomeação de pessoas p edominam nas on es his ó icas.
O p imei o é o sis ema de um só nome. Mais a de, encon amos p imei os nomes mais
apelidos de i ados de apelidos, po exemplo, Czepu is doilida […] ca pin ei o[…],
Ba lomiej, boja zin […] boja […], ou quase pa onímicos como em Zygmun , Pawlow
zięc […] Paulius […] gen o […]. Pa ônimos eais podem oma su ixos li uanos como -ai is,
-onis, -ūnas, -ėnas (Mykolay Pe u ay is, Michno Daw o onis), su ixos esla os (Adam
S uogiewicz) ou nenhum su ixo (Jan Alksnis). ao mesmo empo, ês componen es
apa ecem: S e anus And uszkowicz Ja olgowicz.
o pad ão p edominan e é [p imei o nome + pa onímico]. Pouco a pouco, o
sob enome o na-se he edi á io, e, po an o, um e dadei o nome de amília.
Como em ou os luga es, a nob eza começou es e pad ão a pa i do século XV. Os
ci ies we e a es ed in he beginning o he 16 h cen u y; hose o a me s by he
end o i . he sys em sp ead apidly in he 17 h cen u y. in he 18 h cen u y, he
p imei os nomes de amília das pessoas no p ocesso e mina am. No en an o,
após a inco po ação da Li uânia na Rússia emALL_62_63_make as.indd 187 2011.06.17 08:24:13