S aipsniai / A icles 11
YOKO YAMAZAKI
Uni e sidade de Es ocolmo, Uni e sidade de Zu ique
Campos de pesquisa: linguís ica bál ica, linguís ica
his ó ica, linguís ica compa ada indo-eu opeia.
DOI: doi.o g/10.35321/all83-01 (em inglês)
LITH. (em inglês) MI[…]TI LATV. MIRT […] TO
DIE […] E LITH. (em inglês) MIŠTI (em inglês)
LATV. MRST "Pa a esquece "
No Les e do Bál ico1
Lie . mi i / la . mi ‘mi i’ i lie . miš i /
la . m s ‘pami š i’ y ų bal ų kalbose
Ano ação
Os e bos Li h. Mi[…] i La . (em inglês) "Mi pa a mo e " e "Li h". - miš i La . (em inglês)
m[…] s […] o o ge […] compa ilham á ias ca ac e ís icas na mo ologia his ó ica: ambos
omam o caule s a-p esen e, apesa de seus cogna os indo-eu opeus no caule *-ye/op esen e; o
ao is a aiz na in lexão da oz média pode se econs uído em PIE; e ambos ambém são
seman icamen e médios. No en an o, eles são con as i os no empo passado no bál ico,
omando di e en es caules p e e i os, ou seja, Li h. m ė La . (em inglês) Mi u (ē) e Li h. Mišo
La . (em inglês) m su(ā). Es e a igo in es iga á o que os le ou a escolhe os di e en es caules
p e e i os, compa ando suas p op iedades semân icas e onológicas, e con ibui á pa a a
econs ução de oda a p é-his ó ia do sis ema p e e i o bál ico. Nes e a igo, se á p opos o
que Li h. m ė La . (em inglês) mi u(ē) é p o a elmen e descenden e do impe ei o mais an igo,
enquan o sua na u eza ao ís ica le ou Li h. Mišo La . (em inglês) m su(ā) pa a he da o caule
ao is a mais an igo, e essa di e ença his ó ica pode se e le ida em seus di e en es caules p e e i os.
1 Es e a igo ap esen a alguns dos esul ados de um p ojec o in i ulado The p ehis o y o he Bal ic
p e e i sys em […] diach onic changes and mo phoseman ics ( eg. N . 2018-00473), inanciado pelo Conselho
Sueco de In es igação (Ve enskaps åde ). Sou g a o ao gene oso apoio inancei o do conselho e ao D .
Paul Widme , ao D . Ka in S übe e ao D . Ma hias Jenny, da Uni e sidade de Zu ique, pelos seus aliosos
comen á ios sob e uma e são an e io des e a igo. Minha co dial g a idão ambém se es ende ao D .
Lamon An ieau po sua e isão do manusc i o, e à MA G e a Klimai ė po sua e isão da ano ação
(ano acia) em li uano.
YOKO YAMAZAKI
12 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
Pala as-cha e: e bos bál icos, aspec o, mi[…] i, mi[…]š i, ā-p e e i , ē-p e e i ,
mo ologia his ó ica, ao is a, impe ei o.
ANOTACIJA (em inglês)
Du eiksmažodžiai lie . mi i la . ‘Mi i i lie . (-)miš i la . -m s ‘pami š i iš indoeu opiečių
– u i kele ą bend ų is o inės mo ologijos ypa ybių: abu šie eiksmažodžiai u i esamojo laiko
s a- kamieną, nepaisan giminiškų indoeu opie iškų esamojo laiko *-ye/o- kamienų o mų;
p okalbės galima ekons uo i, kad šių eiksmažodžių šakniniai ao is ai linksniuojami kaip
medijai; abu šie eiksmažodžiai pasižymi medijų semân ica. Vis dėl o palyginus bal ų kalbas
ma y i, kad jų p e e i ų kamienai ski iasi: lie . m ė la . (ē) i lie . mišo mi u la . m su (ā).
Šiame s aipsnyje lyginan seman ines i onologines ypa ybes i iama, kodėl šie
eiksmažodžiai įgijo ski ingus p e e i o kamienus, bei p isidedama p ie isos p o obal ų
kalbos p e e i o sis ema ekons ukcijos. S aipsnyje eigiama, kad lie . m ė la . (ē)
ik iausiai y a kilęs iš senojo impe ek o kamieno, o lie . mišo mi u la . m su (ā) de ido a
ao is inių seman inių ypa ybių galė ų bū i kilęs iš senojo ao is o kamieno. Šis his o inis
ski umas a sispindi ski inguose hei p e e i o kamienuose. ESMINIAI ŽODŽIAI: bal ų
eiksmažodžiai, eikslas, mi i, miš i, ā-p e e i o kamienas, ē-p e e i o kamienas, bal ų kalbų
mo ologinė is o ija, ao is as, impe ek as.
§1. O con as e mo ológico dos dois e bos, Li h. Mi[…] i La . (em inglês) "Mi pa a mo e " e
"Li h". - miš i La . (em inglês) O ema cen al des e a igo é o de "esquece ", nas suas o mas
p é-de inidas. Exce o po sua es u u a aiz (C[…]- pa a Li h. Mi[…] i La . (em inglês) e C[…]C o
Li h. - miš i La . (em inglês) (-) m s , os dois e bos compa ilham uma sé ie de ca ac e ís icas
his ó icas e mo ológicas. Pa a ci a alguns, ambos o mam s ap esen s no Bál ico O ien al,
ambos êm cognados em línguas indo-eu opeias com o caule p esen e em *-ye/o e a aiz-ao is a
in lexão na oz média, e ambos ambém são seman icamen e médio: 1) Li h. In . mi[…] i, p es.
m[…] š a, p e . m ė; La . (em inglês) In . mi , p es. mi s u, p e . (em inglês) mi u(ē) […] pa a
mo e […]: OCS p es. 3sg. umьŕe ъ (Zo), in . m ě i, aiz-ao . 2 e 3 po segundo. (em inglês) Shlm.
P es. 1sg. (em inglês) O m jèm; Sk . (em inglês) P es. 2sg. (em inglês) Meio. M iyáse, p . 3sg. (em
inglês) Mam a, aiz-ao . Meio. T ês segundos. ám[…] a (LIV2 439); YA . (em inglês) Ma - pa a
mo e , p es. 3sg. Meio. F amei ii e, 2g. Injeção. auua.mi iiaŋha, OPe s. Ma - pa a mo e , imp .
T ês segundos. Meio. am(a) iya ā, depu ados maniqueus. depu ados zo oas ianos. my -m -
[…]mo e […], pa ian my - […]mo e […], Sogd. my - ( an o em ex os c is ãos quan o budis as) "mo e " (Cheung 2007:
264–265);
La . mo io ; Oi. Oi. * aiz-ao . agi . >) aiz-ao . Meio. me a "desapa eceu, pe deu-se";
de PIE *me - […] pa a mo e […] (LIV2 439);
2) Li h. (em inglês) (-) miš i, (-) miš a, (-) mišo; La . (-)m s , (-)m s u, (-)m su(ā) esquece :
Sk . (em inglês) P esiden e. - Segue-me. T ês segundos. Meio. M[…]ya e, p . mamá a, aiz-ao . Meio. T ês segundos. ama, a-ao . Meio. T ês pl. Áman a
"esquece " (LIV2 440 […] 441);
S aipsniai A igo 13.o
Li h. mi i / La . mi ‘ o die’ and Li h. miš i /
La . m s ‘ o o ge ’ in Eas Bal ic
Memb os do Pa lamen o Maniqueus. mwš-, depu ados zo oas ianos. Pl[…]mwš- āmōš- […]
esquece […], p es. 3sg. plmwšy āmōšēd, Pa ian mwš- ‘a esquece , p es. 3sg. mwšyd; Sogd.
(em inglês) F wyšcy, β wcy, MSogd. […]wycyh […]o esquecimen o[…] (Cheung 2007: 268[…]269); TochB
(III) mä se ä "esquece "; a pa i do PIE *me s- (LIV2 440[…]441). Consequen emen e, um caule
p esen e em *-ye-o- (3sg. *m-yo ‘dies 3sg. * ms-yo ‘esquece) e o ao is a- aiz (3sg. *m-died o ‘,
3sg. *ms- o ‘esqueceu; p o a elmen e com uma aiz de g au ze o e e minações den á ias) na oz
média pode se econs uído com segu ança pa a o p o o-indo-eu opeu pa a ambos. Além disso, o
pad ão compa ilhado po esses dois e bos es á associado ao "sis ema es á ico-in ansi i o"
(Jasano 2003: 155, 160), ca ac e izado pelos a es ados de ao is a passi o (ou o ao is a da aiz
média ablau an e) em uso não passi o, es a i o pe ei o e in ansi i o (-inchoina i o) yeo-p esen e
(e ambém o bal o-esla o […]-p esen e a ē-s a i os) nas línguas indo-eu opeias. As aízes e bais
associadas a es e sis ema são supos amen e pa a deno a a en ada em um es ado.
Apa en emen e, o a caico ao is a da aiz média ablau an e não pa ece e sido he dado po esses
dois e bos no Bál ico O ien al. Dadas essas semelhanças, pode-se espe a que enham um
desen ol imen o his ó ico semelhan e do PIE ao bál ico, ainda exibindo os mesmos pad ões
mo ológicos nas línguas bál icas. No en an o, Li h. Mi[…] i La . (em inglês) O mi le a o ē-p e e i ,
enquan o o Li h. Miš i La . (em inglês) O m[…] s le a o ā-p e e i . Na u almen e, a p esença de
mé a onie ude em m š a ‘die(s) e a ausência dela em miš a ‘ o ge (s) não pa ece se uma
di e ença i ial. Is o se á discu ido no n.o 7 a segui . Se o caule ia-p esen e é a on e do caule
ē-p e e i , como de endido po Ba on (1980) e Villanue a S ensson (2005, 2006), de e e ha ido uma
azão pa a PB *miśyano in oduzi *-(i)yā o seu caule p e e i . Isso le an a a ques ão (pelo menos
pa a o p esen e au o ) do que pe mi iu que eles c iassem di e en es o mações de caule
p e e i a. §2. An es de a ança em nossa discussão, é necessá ia alguma discussão da p é-his ó ia
do sis ema de p e e i o do Bál ico e de pesquisas an e io es sob e o undo his ó ico do
á-p e e i o e do ē-p e e i o do Bál ico. Embo a á ias hipó eses enham sido ap esen adas pa a
explica po que essas o mações di e em, nem odas elas podem se ap esen adas aqui de ido a
limi ações de espaço. Pa a começa , as línguas bál icas êm dois caules p e e i os, como é bem
conhecido: o ā-p e e i o e o ē-p e e i o. Qualque e bo dado nessas línguas oma um desses dois
caules no passado, o que signi ica que os dois caules es ão em dis ibuição complemen a . Há apenas
uma exceção a es a eg a […] o p e e i o de b[…] i […] o be[…] em li uano an igo. Enquan o as o mas
p e e i as de Li h. b i La . (em inglês) bû […] o be[…] são bu o e biju em li uano e le ão pad ão,
espec i amen e, OLi h. T ês segundos. É uma p e . e bi i OP u. (além de bēi, bei) são a es ados
como as o mas p e e i as do e bo que signi ica
YOKO YAMAZAKI
14 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
"Se ". Essas o mas apa en emen e não inham su ixo o mado de caule como *-āo
*-ē-. A OP u. se pode se equipa ado a OCS bě, que é o impe ei o de by i […] o be[…],
mas in lec indo como um ao is a (c . S ang 1942: 85). A OP u. pode ambém se
compa ado com algo semelhan e ao ao is a de e bos es á icos do ipo sėdjo a sėd i,
sdi ‘es a sen ado, ap esen ado em S ang (1966: 381), e o seu undo his ó ico não
pa ece simples.2 Mas a Oli h. é p o a elmen e baseado em um impe ei o de *bhuh2-ye
bi io- […] o become[…] (→ PBS *bh(w)ī-> PB *bī), combinado com o inal p imá io
a ema ico 3sg. - i (S ang 1966: 380).3 4 La . biju em o mesmo caule baseado em
impe ei o, mas é es endido pelo caule p e e i o bál ico *-ā e o queb ado de hia o -j-,
po exemplo, 1sg. *bī-jā-ō. Assim, pode-se obse a que, mais a de do que os ou os
e bos, o p e e i o de Li h. b i acei ou a no a eg a de o mação de p e e i o bál ico
usando os su ixos *-ā e *-ē-, em que o an igo caule impe ei o e a di e amen e seguido
pela e minação p imá ia. Isso nos pe mi e in e i como os e bos bál icos pode iam
e sido equipados com seus caules p e e i os. Mui o p o a elmen e, os caules
p e e i os no bál ico o am o iginalmen e o mados com um caule baseado em
ao is a impe ei o seguido pela e minação p imá ia ( ema ica ou a ema ica). Os
su ixos p e e i os *-ā e *-ē o am in oduzidos mais a de em odos os e bos de ido
a a o es adicionais, com pelo menos um desses a o es imedia amen e indo à men e.
As o mas impe ei as sem o aumen o de alguns e bos e iam compa ilhado a mesma o ma com
as o mas p esen es, se as o mas p e e i as baseadas em impe ei os i essem começado a
oma as e minações p imá ias no p o o-bál ico, como is o em OLi h. bi i, po exemplo, PBS p es.
*Ha [H]-ye- (i), imp . *Ha [H]-ye- (→ p es. imp . *-a ya- (i) > Li h. ã ia, ã ė a á i […]a a a […])5. De e
e -se o nado necessá io dis ingui 2 Klingenschmi (1982: 3[…]5) suge e que OCS bě e OP u. be é
uma con inuação do impe ei o aumen ado *(h1)e-h1es-, com um b secundá io i ado de o mas
associadas, como in .
by i, bū on, e c.
3 ModLi h. (em inglês) é uma o mação comple amen e no a baseada no in ini i o b i bu o pe ei o
pa icipio a i o bu com o su ixo p e e i bál ico *-( )ā-/ 4 Uma in e p e ação his ó ica di e en e da
o ma é p opos a po Os owski (2008: 463[…]464), de aco do com a qual a sílaba inal - i em bi i não é
uma e minação pessoal, mas his o icamen e se ia um p onome enclí ico, po exemplo, d[…]si[…]-
(duosiu au) […]eu e da ei[…] (BB Pa , 3,28). Isso, no en an o, deixa ia uma pe gun a, ou seja, se bi i se ia
bem o mado, uma ez que a o ma p e is a bi i não e ia nem uma ogal o mado a de caule nem uma
e minação pessoal. Como co e amen e a i mado po Os owski (2008), a e minação p imá ia
a emá ica nunca oi a es ada nas o mas p e e i as bál icas. No en an o, uma ez que as
e minações p imá ias emá icas são usadas em o mas p e e i (po exemplo, 1sg. -au < * -ā-u, 2sg. -ai
< * -ā-i pa a o ā-p e e i ; 1sg. -iau < * -ē-u, 2sg. -ei < * -ē-i pa a o ē-p e e i , eja ambém Ba on 1980:
269), não é i acional assumi que as e minações p imá ias a êmicas ambém pode iam e sido
usadas em o mas p e e i . Po an o, na discussão des a seção, a isão clássica de S ang é man ida.
5 The i-apocope would also ha e played a ole in he p ocess.
S aipsniai A igo 15.o
Li h. mi i / La . mi ‘ o die’ and Li h. miš i /
La . m s ‘ o o ge ’ in Eas Bal ic
as o mas p esen e e p e e i a pelas o mações es aminais, o que possi elmen e
exigiu a in odução dos su ixos p e e i a dedicados. §3. Pa ece se uma noção
amplamen e compa ilhada que o su ixo bál ico ā-p e e i mais ou menos compa ilha
a mesma o igem que o a-ao is a esla o, ou o ao is a de segundo caule em -a do ipo
1sg. Bjax, dois e ços. bь a […] o ake[…] (S ang 1942: 189; Jasano 1983: 62), o mado
pa a a aiz de g au ze o.6 O p oblema com es a ideia é ap esen ado pela o igem do
bal ico ē-p e e i , que não pa ece e um compa andum di e o mesmo em seu amo
mais p óximo, o esla o. A a aliação de S ang (1942: 83) de e p o a elmen e se man ida
no pon o de que o impe ei o esla o não coincide com o p é-p e e i o bál ico po que o
impe ei o esla o não oco e pa icula men e com e bos ansi i os (mas sua
oco ência é, em ez disso, onologicamen e condicionada), enquan o o p é-p e e i o
bál ico oco e cla amen e com equência com e bos ansi i os. Di e en es
ocalismos na aiz do esla o ě-impe ei o e do bál ico ē-p e e i ambém não de em
se igno ados (S ang 1942: 84). Po an o, es udos an e io es deixa am a o igem
his ó ica do ē-p e e i um p oblema a se esol ido. É e dade que o bal ico
ē-p e e i oco e equen emen e (po exemplo, nešė […]ca ied[…]) onde o s-ao is a
oco e em esla o (1sg. něšъ […]ca ied[…]), e, po an o, essas duas ca ego ias de em
e ido algo em comum. Po conseguin e, Schmals ieg (1961) p e iu a possibilidade de
que o ē-p e e i se enha desen ol ido a pa i do Indo-
Impe ei o eu opeu (2sg. *h1nee-s, 3sg. *h1nee- ‘ca ega ), que oco e na segunda e e cei a pessoa
singula do pa adigma s-ao is a em esla o (2sg.3 neše). Po ou o lado, há uma abo dagem
comple amen e di e en e que ê o su ixo do ē-p e e i como se desen ol endo a a és de uma
mudança de som (*iyā > ē (Ku scha 1876; Schleiche 1856: 224 .; La sson 2010: 71 .)). Isso pode se
apoiado pelo a o de que o ē-p e e i é egula pa a os e bos causa i o-i e a i os em in . -y i, p es.
*-ā PB *-iya- < PIE *eye/o) do ipo móky i, s d. móko discagem. mókia, pa a e se desen ol ido a pa i
do caule baseado em impe ei o em *-iyā- (c . Pede sen 1926: 11). Mais ecen emen e, Ba on (1980) e
mókė ‘ o each’, whe e he p e e i s em *-ē- can be assumed in all likelihood
Villanue a S ensson (2005) elabo a am es a hipó ese. Ba on (1980) suge e que *-(i) oi in oduzido no 6
S ang (id.) dis inguindo en e dois ipos de ā-p e e i : 1) descenden es do ā-ao is a bal o-esla o
mencionado imedia amen e acima, e 2) descenden es do ao is a emá ico bal o-esla o. Como
mencionado em S ang (id. 383), o ao is a emá ico oi p o a elmen e subs i uído pelo ā-ao is a.
Po an o, pode-se dize que o su ixo ā do ā-p e e i é uma con inuação mo ológica do ā-ao is a
bal o-esla o.
7 Pace Ko land (2005: 168) e Jasano (2017: 229, n. 107), onde o ē-p e e i es á associado aos e bos
es á icos em *-ē- (po exemplo, ek i ‘ lui , gūž i ‘dei a (sob algo quen e)), que é descenden e do
inal ins umen al o iginal *-eh1 de aco do com Jasano (1978: 123).125
YOKO YAMAZAKI
16 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
p e e i de i a analogicamen e da aiz p esen e em *-ya- (< PIE *-ye/o-),
pa icula men e nos casos de alguns e bos, incluindo mi š a (( *mi ia( )). O
p ocesso analógico p opos o pode ia se o mulado como al: p es.
*mi -ya-:p e p o o-bál ico inicial. *mi -ā-
↓
*mi ya-:*mi -yā- → *mi -ēO su ixo -ē pode ia e se desen ol ido a pa i de *-(i)yā a a és do pa adigma do
ē-p e e i (1sg. *-ēu > -iau, 2sg. *-ēi > -ei (Ba on 1980: 269)). Villanue a S ensson (2005) assume uma posição
mais adical, p opondo que o iginalmen e o p o o-bál ico inha apenas o ā-p e e i , e os ē-p e e i s
le eling igge ed by he 1s and 2nd pe son singula endings (1sg. *-yāu >
-iau, 2sg. *-yāi > -ei), which would ha e esul ed in he same o ms as hose o
basicamen e se desen ol e am a pa i do *-iyā-s em, onde a analogia acima mencionada in oduziu o
*-(i)yelemen no s em ā-p e e i o iginal do ia-p esen s.8 Isso ce amen e pode ia explica po que o
ē-p e e i é egula pa a os ia-p esen es, como desc i o em g amá icas como Endzelīns (1923: 590) e S ang
(1942: 191; 1966: 377). Aplicado ao caso de mi[…] i e mi[…]š i, no en an o, es a hipó ese p e ê que ambos os
e bos de em oma o ē-p e e i , e não explica ia po que o p e e i de mi[…]š i pe manece um ā-p e e i . É
e dade que é exa amen e assim que a analogia unciona, ou seja, ela não a e a as o mas linguís icas
egula men e como uma lei de som az. Nes e caso em pa icula , no en an o, al ez uma azão mais
sensa a pudesse se encon ada pa a po que esses dois e bos omam di e en es caules p e e i os no
bál ico. §4. Pelo menos duas di e enças en e os dois e bos podem se obse adas. Uma é uma di e ença na
alência. Embo a ambos enham semân ica de oz média, em que os sujei os êm pouco con ole sob e os
e en os deno ados po esses e bos, Li h. Miš i La . (em inglês) m s é um e bo ansi i o, uma ez que
(subjacen emen e) le a um obje o, enquan o Li h. Mi[…] i La . (em inglês) O Mi não p esume nenhum
objec o. Mas es a ca ac e ís ica e ia na u almen e le ado a Li h. Miš i La . (em inglês) p imei o
omando um ē-p e e i em ez de um ā-p e e i , e, po an o, não con ibuiu pa a o esul ado inal. La . (em
inglês) O mi em um ca á e dual, ou seja, pode se lido como impe ei o ou pe ei o dependendo do
con ex o (c . Amb azas 1997: 235), isso não é possí el. Schmals ieg (1961). O que é o que é o que é o que é o que é
o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é
o que é o que é o que é o que é
The second di e ence can be seen in hei lexical aspec s. While Li h. mi i /
S aipsniai A igo 17.o
Li h. mi i / La . mi ‘ o die’ and Li h. miš i /
La . m s ‘ o o ge ’ in Eas Bal ic
Pa ece se o caso do Li h. Miš i La . (em inglês) P imei o. Ge almen e em li uano, os
e bos sem p e ixos são g ama icalmen e impe ei os (c . Damb iūnas e al. 1990:
385; Amb azas 1997: 234[…]235), e Li h. Mi[…] i La . (em inglês) O mi não é uma exceção
a es a eg a, como demons ado em (3a, b). O exemplo le ão em (3d) pode melho
demons a o con as e usual de e bos sem p e ixo e com p e ixo. No en an o,
como em (3c), as o mas impe ei as de Li h. Mi[…] i La . (em inglês) mi no empo
p e e i o pode ansmi i um signi icado pe ei o em um con ex o especí ico: 3) a.
Jis m š a. […]ele mo e es á mo endo[…] (li uano, Amb azas 1997: 235)
Ele mo e. T ês p es. ; b. Žmónės m ė kasdien. "Pessoas mo iam
odos os dias". (li uano, id.) […]po o[…] pl. nom. […] mo e imp .
T ês p e . "Todos os dias"; c. Me gai ė mi ė aka . "A menina
mo eu on em" (li uano, id.) "menina" sg. Não, não. "diep ." "imp .
T ês p e . "on em"; D. Dažu dienu mi a um nenuomi a.
"mui os" "dias" gen. pl. "mo e " imp . 3 […]p e and bu […]
[…]die[…] p . 3p e . Ele es a a a mo e há mui os dias, mas não mo eu.
(Le ão, Endzelins 1948: 241).
Is o é o que se en ende pela ca ac e ís ica "aspec i a dual" (Amb azas 1997: 235) de
Li h. Mi[…] i La . (em inglês) Mo e. Ago a, no caso do Li h. M[…] š i La . (em inglês)
Em p imei o luga , o con as e en e as o mas sem p e ixo (impe ei o) e com
p e ixo (pe ei o) pa ece se di e en e.
4) 9 a. Mi šau d ejus me us, ką jis sakė. Esquece o imp .
1sg. (em inglês) "dois (coll.)" "ano" pl.acc. Rel-p on. (em
inglês) Ac, […] ele […] sg. Não, não. "Diz […] 3p e .
Du an e dois anos, en ei esquece o que ele disse. Esquece […] 1sg. É uma p e . p . […]du ing[…]
[…] wo (coll.)[…] pl. acc. "Ano" em pl.acc. Rel-p on. (em inglês) Ac edi á el. "Ele" sg. Não, não. "Diz
[…] 3p e . "Den o de dois anos, esqueci-me comple amen e do que ele disse". C. Rùsiškai a jaũ
nemi šiù. (Li uano, LKŽe) 9 Es ou em dí ida com a minha in o mado a li uana, MA G e a Klimai ė,
pela sua e i icação linguís ica dos dados do (4) e das aduções, e pelo seu conselho
linguís ico sob e os dados. Desnecessá io dize que odos os e os es an es são meus.
YOKO YAMAZAKI
18 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
"Russo" " ão" "já" NEG- "esquece" imp . 1sg. (em inglês) Fu .10 (em inglês)
"De ce eza que não me esquece ei do usso".
d. Mi šaũ mi šaũ i užmi šaũ isa, k js sãkė. (li uano, LKŽe)
[…] o ge […] 1sg. É uma p e . Im . (em inglês) e […] […] esquece […]
p . 1sg. É uma p e . […] odos, comple amen e[…] el-p on. Accesso.
"Ele" sg. Não, não. "Diz […] 3p e . Eu con inua a a esquece e
esqueci comple amen e udo o que ele disse. (li uano, LKŽe)
[…]cow[…] sg. Não, não. " i elho" sg. Accesso. "já" "inicia " 3p ess.
esquece pa cialmen e p . in .
[…]A aca começou a esquece o seu beze o.[…] .
Ká ė e[…]šį jaũ p àdeda užmi šin[…] i. " aca" sg.
Não, não. " i elho" sg. Accesso. "já" "inicia " 3p ess.
"esquece pouco a pouco" p . (i e a i o). "A aca
começou a esquece -se do seu beze o".
Li h, po a o . O mi š i ge almen e assume o mas pe ei as (p e ixadas),11 e
suas o mas impe ei as (sem p e ixo) no p e e i o podem se associadas a uma
si uação peculia como "esquecimen o a i o", onde o e en o "esquecimen o" pode
le a algum empo e o sujei o pode es a conscien e do p ocesso, po exemplo,
quando en a esquece uma memó ia aumá ica ou desag adá el, como em (4a). Isso
indica que mi š i pode ia oma o mas g ama icais impe ei as; No en an o, são
a amen e u ilizados. No empo u u o, as o mas impe ei as pa ecem, em ez
disso, o e ece um signi icado pe ei o, como em (4c). Desnecessá io dize que as
o mas pe ei as deno am o aspec o pe ei o, como em (4d), como é de se espe a
(c . Damb iūnas 1958).12 Esses a os apon am o emen e pa a o aspec o léxico
pe ei o do e bo mi š i. Isso pode se apoiado pelo seguin e: os in ini i os
pe ei os podem se usados pa a começa (p adė i, im i) e pa a e mina (baig i),
como em (4e), mas ais cons uções soam melho com o in ini i o pe ei o de e bos
i e a i os (lexicamen e impe ec i izados) como užmi šin i, como em 4 (c . Damb iūnas 1958: 260).
O ac o de as o mas impe ei as de Li h. Mi š i La . (em inglês) O a o de que os mi s são
a amen e usados pode indica , de uma pe spec i a his ó ica, que pode se o caso de que os
an igos ao is as o am e o çados em línguas bál icas (e esla as) adicionando p e ixos, se a
p opos a de Os owski (2019: 57) o acei a em nosso a ual 10 O ma cado de negação é ce amen e
um p e ixo, mas não a e a o aspec o e bal (Damb iūnas)
1958: 255).
11 La . (em inglês) Mi s ambém é ge almen e usado com um p e ixo aizo pie-, e ME II: 634. 12 As
o mas pe ei as ambém podem indica um es ado esul an e, omando uma ase empo al que
exp essa a ex ensão do empo, como em (2d).
S aipsniai A igo 19.o
Li h. mi i / La . mi ‘ o die’ and Li h. miš i /
La . m s ‘ o o ge ’ in Eas Bal ic
discussão. De aco do com Os owski, e bos como esses que não êm o mas
impe ei as (sem p e ixo) e pa a os quais apenas o mas pe ei as são usadas (po
exemplo, *žin i, pažin i […] pa a conhece […]) p o a elmen e são baseados em suas
o mas p e e i as, que descendem dos ao is as mais an igos. Sua ca ac e ís ica
ao ís ica ou pe ei a oi e o çada no bal o-esla o adicionando um p e ixo (ou seja,
o mando as o mas pe ei as). Do pon o de is a onológico, não pode se
escla ecido se Li h. Mi š- La . (em inglês) mi sis de i ado do p esen e o iginal ou
ao is a, uma ez que o ocalismo aiz e a o g au ze o (*ms- > *mi ś-) em ambos os
empos na oz média. No en an o, al suges ão eó ica ala ia po um an igo ao is a
como a o igem do p e e i o * mi šā.
§5. Como elacionado à especulação acima, uma obse ação pode se ei a dos cognados de Li h. Mi[…] i
La . (em inglês) e o mi il. Mi š i La . (em inglês) mi s do Indic (c . 1 e 2 no n.o 1). É in e essan e no a
que an o a o ma ao is a quan o a o ma injun i a p esen e são a es adas pa a […]m[…], enquan o
nenhuma injun i a p esen e pa a […]m[…] é encon ada no banco de dados de Ti us Sansk i .13 Es e
con as e pode se encon ado apenas no índico, po que nenhuma o ma de in lexão de *me s oi
he dada pelo esla o, mas ambas as o mas impe ei as (3pl. mь ěx, Sup asliensis 398, 24) e ao is as (3sg.
umь ě ъ Assemanianus 11c28, m ě ъ, Assemanianus 11d2) são a es adas em elação ao *me -14. Isso pelo
menos implica que an o as ca ego ias impe ei as quan o as ao is as p o a elmen e es a am em uso no
p o o-bal o-esla o, embo a a o mação ino ado a do impe ei o esla o. Na e dade, o p esen e injun i o
de […]m[…] não é encon ado no Rig Veda (RV) nem no A ha a Veda (AV), mas quando os co pos do Sama
Veda Jaiminīya B āhmaa (SV JB) e Jaiminīya Upaniad B āhmaa (SV JUB) são incluídos, um pa deles são
encon ados (po exemplo, 3.sg m iya a SV JB 1, 242, 34a; SV JUB 3, 8, 10a), enquan o o de […]m[…] não é.
Embo a a dis inção exa a en e ao is a e impe ei o no humo indica i o enha sido obje o de mui o
deba e,15 pa ece cla o que 13 Todos os dados Rig édicos e A ha a édicos ci ados aqui o am i ados de
Ho mann (1967). Os dados de B āhmaas do Sama Veda o am o necidos pelo banco de dados disponí el em
Ti us (Disponí el em: h p:// i us.
g1.uni- ank u .de/da abase/kid i usinx/wo dwhl.h m#dS a [Acessado em 1 de ma ço de 2020]).
Uma ez que a dis inção aspec ual en e ao is a e impe ei o oi obscu ecida no humo indica i o,
mas melho p ese ada no humo injun i o, eu adicionei as o mas injun i as pa a a compa ação.
Es e ipo de pesquisa ápida da base de dados é insu icien e pa a conhece exaus i amen e os
a es ados de ce os o mulá ios, mas, pa a os e ei os da discussão ac ual, é su icien e pa a e a
endência ge al do es ado dos a es ados.
14 C . Ai ze mülle 1977: 252 e 664.
15 O ao is a indica i o é ge almen e pensado pa a se e e i ao passado ecen e, enquan o o impe ei o se
e e e ao passado emo o ou his ó ico (Delb ück 1876; Tichy 1997); Consequen emen e, o impe ei o é
ipicamen e usado em na a i as em ex os édicos pos e io es (Ho mann 1967). No en an o, exis em
ambém ou os pon os de is a. Alguns (po exemplo, Gonda 1962; Kipa sky 1998) assumem que as suas unções são mais aspec uais do que as
YOKO YAMAZAKI
26 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
Lie . mi i / la . mi ‘mi i’ i lie . miš i /
la . m s ‘pami š i’ y ų bal ų kalbose
SANTRAUKA (em inglês)
Veiksmažodžiai […] lie . mi[…] i la . ‘Mi i i lie . (-)miš i la . - m s ‘pami š i y a paliudy i y ų
bal ų kalbose, o giminiški žodžiai y a gana plačiai paliudy i ki ose indoeu opiečių kalbose. Šių
d iejų eiksmažodžių i giminiškų žodžių analizė odo, kad jie u i kele ą bend ų is o inės
mo ologijos ypa ybių: abu šie eiksmažodžiai u i esamojo laiko s akamieną, nepaisan
giminiškų indoeu opie iškų esamojo laiko *-ye/okamienų o mų; is indoeu opiečių p okalbės galima
ekons uo i, kad šių eiksmažodžių šakniniai ao is ai linksniuojami kaip medijai; abu šie
eiksmažodžiai pasižymi medijų semân ica. Vis dėl o jų p e e i ų kamienai ski iasi: lie . m ė la .
(ē) i lie . mišo mi u la . m su (ā). S aipsnyje pa eikiamas išsamus šių eiksmažodžių
mo ologijos p iešis o ės, seman ikos i leksikos aspek ų y imas, įskai an lyginamuosius
duomenis iš sla ų i indų kalbų. Ty imas suponuoja, kad lie . mi i la . mi inis eikslas galė ų bū i
impe ek inis a ba ao is inis, p iklausomai nuo kon eks o, o lie . (-)miš i la . (-) no p imei o caso,
a exp essão impe ec a é e a; Es es ski umas pode iam exis i no es ágio p é-his ó ico. Ki a
e us, anks esniame y ime eigiama, kad iš ao is o kamienų kilę eiksmažodžiai dažnai ne u i
g ama inio impe ek o o mų ( . y. ne u i p iešdėlių) bal ų kalbose. Taip gali bū i i lie . (-)miš i
la . - no p imei o caso, não é es e o acaso e ai consumamas se an edėlio. Taigi p ielaida, kad
lie . (-)miš i la . - m[…] s ik iausiai y a kilęs iš ao is o kamieno, o lie . mi[…] i la . mi pode ia
se kilęs iš senojo impe ek o kamieno, galimai susi o ma usio iš esamojo laiko *-ye/okamieno,
pa i inama iek seman iniu, iek o maliuoju aspek u. Senasis impe ec o kamienas
*mi ya ik iausiai ga o bal iško p e e i o kamieną suda ančią p iesagą *-ā-, iš ku ios kilo
*mi yāi išsi u uliojo į *mi ēbal ų p okalbėje. Da oma iš ada, kad ski ingos lie . mi i la . (em
inglês) ‘Mi i i lie . (-)miš i la . (-) m s ‘pami š i p e e i o kamienų o mos a spindi jų
ski ingus is o inius kamienus, . y. impe ek o i ao is o kamienus, iš ku ių jie i kilo.
Į eik a 2020 m. julho 27 d.
YOKO YAMAZAKI
Uni e sidade de Es ocolmo
Uni e sidade de Zu ique
Seile g aben 53, 8001 Zu ique, Suíça
yoko.yamazak[email p o ec ed]