Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da
a e?6 doi.o g/10.35321/ e m27-01
Fo mação de e mos […]
Exis e um es ado da a e?
JOHAN MYKING
Uni e si y o Be gen
Resumo das conclusões
O a igo discu e p oblemas eó icos de o mação de e mos no que diz espei o à
adição, bem como aos ecen es desen ol imen os da eo ia da e minologia.
heo y has been challenged, discussed and e ised du ing he las h ee decades.
Pe gun a-se se o subcampo de o mação de e mos expe imen ou o mesmo ipo de
desa io eó ico que ou os subcampos de e minologia e se um es ado cla o da a e da
o mação de e mos pode se iden i icado. Discu em-se os modelos exis en es de
o mação de e mos e desc e em-se as p incipais posições de algumas abo dagens
mode nas e discu em-se as consequências que es as abo dagens podem e pa a o
abalho e minológico eó ico e p á ico. O a igo a gumen a que qualque en a i a de
desen ol e uma eo ia da o mação de e mos de e le a em con a a o mação de
e mos p imá ios e secundá ios. Os aspec os uncionais dos e mos são in e essan es
pa a os p o issionais e, po an o, ele an es pa a a eo ia. O a igo conco da que a
ques ão de uma eo ia especí ica da o mação de e mos al ez ainda es eja abe a,
mas suge e que uma abo dagem mais modes a de ' heoKEYWORDS: o mação de e mos,
ising’ e m o ma ion in all i s aspec s should be encou aged.
neologia, eo ia da e minologia, planejamen o da linguagem, mo i ação de e mos
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje ap a iamos eo ijos e minų da ybos p oblemos a siž elgian į
adiciją i naujausią e minologijos eo ijos aidą. Pe pasku iniuosius is dešim
mečius e minologijos eo ia bu o ne ka ą ginčijama, ap a iama i pe žiū ima.
S aipsnyje klausiama, a e minų da ybos s i is apo okių pačių eo inių diskusijų
objek u, kaip i ki os e minologijos mokslo s i ys, i a galima nus a y i aiškią
pažangą e minų da ybos s i yje. Ap a iami esami e minų da ybos modeliai,
išdės omi i ap a iami pag indiniai šiuolaikinių eo inių p ieigų p incipai a siž elgian į
pasekmes, ku ias šios p ieigos gali u ė i eo iniam i p ak iniam e minologiniam
da bui.
7Te minologia | 2020 | 27
S aipsnyje eigiama, kad be koks bandymas suku i e minų da ybos eo iją
u i a siž elg i į pi minę i an inę e minų da ybą. P ak ikus domina unkciniai
e minų aspek ai, aigi jie y a s a būs i eo ijai. S aipsnyje p i a iama
nuomonei, kad galbū konk ečios e minų da ybos eo ijos klausimas y a is da
a i as i siūloma ska in i kuklesnį požiū į į e minų da ybos eo iza imą isais
jos aspek ais.
ESMINIAI ŽODŽIAI: e minų da yba, neologija, e minologijos eo ija, kalbos plana imas,
e minų mo y acija
1. INTRODUÇÃO
A e minologia es á no núcleo de qualque desen ol imen o linguís ico. A
ques ão da sua base eó ica em sido a ada no âmbi o do planeamen o
linguís ico, bem como na e minologia. O concei o do " e mo" é cobe o po
qualque li o de ex o e manual de e minologia. Em seu li o de ex o bem
conhecido, He ibe Pich e Jenni e D askau (Pich , D askau 1985: 35)
apon a am pa a a ques ão da o mação de e mos como um dos subcampos
impo an es da e minologia que ainda p ecisa a se es udado.
Apa en emen e, no en an o, o s a us da o mação de e mos não a aiu o
mesmo g au de a enção dos e minólogos de men alidade eó ica du an e as
úl imas décadas como a eo ia dos concei os e ou os subcampos p incipais da
e minologia. Quando a e minologia mode na começou a lo esce nas décadas
de 1970 e 1980, uma sé ie de inspi ações cien í icas, eo ias e me odologias
o am azidas pa a a coexis ência pa a o ma um no o campo
mul idisciplina de pesquisa cujo obje i o p incipal e a melho a a
comunicação especializada a a és de ba ei as linguís icas. Não há dú ida de
que os p incípios eó icos es abelecidos po Eugen Wüs e o am
uni e salmen e econhecidos como os p incípios básicos da e minologia,
ab angendo a eo ia dos concei os, as de inições e a o mação de e mos, ao
mesmo empo em que açam uma cla a linha de dema cação en e
e minologia e lexicog a ia. Es e campo mul idisciplina é mui as ezes
e e ido como a "Teo ia Ge al da Te minologia" ou simplesmen e GTT. No seu conhecido a igo de 1993, Ch is e Lau én e H. Pich
(Lau én, Pich 1993) apon ou pa a a coexis ência de di e en es
"escolas" den o da e minologia. Na impo an e abo dagem canadense
(Quebec) o concei o de neologia e minológica oi in oduzido po Guy
Rondeau ([…]néonymie[…], c . Rondeau 1984). A análise o necida po Ch.
Lau én e H. Pich (Lau én, Pich 1993: 527) concluí am que, embo a os
p incípios do GTT ossem acei os, a e minologia em Quebec coloca a
uma maio ên ase na linguís ica.
Johan Myking | Fo mação Exis e um es ado da a e? 8 Humbley, duas p incipais
This endency can be gene alised: The e ha e been, acco ding o John
abo dagens pa a o desen ol imen o e es udos de e minologia: On peu di ise les
app oches héo iques en deux g andes endências: une p emiè e qui place la
é lexion e minologique dans l'in e discliplina i é, e une seconde qui éclame un
anc age exclusi dans la linguis ique [Pode-se ag upa as abo dagens eó icas em
duas endências amplas: uma que si ua a e lexão e minológica na
in e disciplina idade, e uma segunda que exige uma anco agem exclusi a na
linguís ica] (Humbley 2018a: 46 .) A eo ia do concei o es u u alis a oi subs i uída
po abo dagens cogni i as e a dema cação Wüs e iana do " e mo" e sus o
"concei o" oi ques ionada. Uma g ande linha de discussão em sido a elação da
e minologia com a linguís ica - é uma disciplina linguís ica ou não? […] bem como o do
[…]p esc ip i ismo[…]: em sido a gumen ado que o p incipal p opósi o da
e minologia de e se empí ico, não no ma i o, e que o […] iés[…] p esc i i o de e
se supe ado. As duas p incipais abo dagens desc i as acima conco dam que os
e mos são o p incipal ipo de ep esen ação de concei os. Os e mos são en idades
linguís icas e, consequen emen e, qualque abo dagem ao subcampo da o mação
de e mos de e lida com aspec os linguís icos de uma o ma ou de ou a. A
e minologia é, consequen emen e, de na u eza linguís ica, independen emen e da
sua inspi ação p incipal. Es e a o le a ainda mais à ques ão de se o subcampo da
o mação de e mos expe imen ou o mesmo ipo de desa io eó ico e se um es ado
cla o da a e da o mação de e mos pode se iden i icado após as úl imas duas
décadas de discussão eó ica. Es e é o pon o de pa ida des e a igo.
2.O p oblema do es ado da écnica
A ques ão do es ado da a e oi mais ecen emen e discu ida po John Humbley em
uma g ande monog a ia e um a igo mais cu o (Humbley 2018a, Humbley 2018b). Depois
de e e uma as a gama de es udos, bem como modelos de o mação de e mos, ele
pe gun a: […] o núme o de e mos c iados aumen a exponencialmen e a cada ano,
c iando um p oblema p á ico de inco po a essas no as o mas em epe ó ios
e minológicos, em pa icula bancos de e mos. O p oblema ambém pode se
colocado a ní el eó ico: como podem se con abilizados odos es es no os e mos?
(Humbley 2018b: 437 ., ên ase em Jm)
9Te minologia | 2020 | 27
E ele con inua:
Exis em […]...> uma sé ie de ques ões mui o básicas ela i as à neologia especializada
[…]... que são ine en es a qualque e lexão sob e a na u eza da e minologia: são no os
e mos o mados conscien emen e ou não, ou melho , quais ca ego ias de e mos são
o madas conscien emen e e quais não; são os mé odos de o mação de e mos
ans e í eis de um campo de assun o pa a ou o, ou de uma língua pa a ou a, são
e mos o mados de o ma di e en e dos i ens léxicos comuns. Ou seja, é necessá ia
uma eo ia especí ica da o mação de e mos com seus p óp ios c i é ios
pa icula es, em ez de uma simples o mação de pala as? (Humbley 2018b: 437 .,
ên ase Jm) É al ez um a o i ial e indiscu í el que a o mação de e mos di e e
en e domínios, línguas e adições e que os e mos são c iados an o
conscien emen e quan o espon aneamen e. As desc ições p ecisas de pad ões e
di e enças en e domínios de em se desc i as e explicadas po a o es linguís icos
e con ex uais.
Além disso, pode íamos pe gun a a é que pon o os escla ecimen os
eó icos sob e a ques ão da o mação de e mos são ealmen e uma
condição necessá ia pa a o bom desempenho do abalho e minológico. A
maio ia das línguas elabo adas ecebeu ex ensas desc ições de sua
mo ologia e in en á io léxico, bem como di e izes mais ou menos o iciais
pa a o que pode se conside ado como no as pala as "boas" ou "bem
o madas". Algum ipo de p á ica aplicada é semp e possí el sem mui a
eo ização, e es a é uma explicação dada po J. Humbley (Humbley 2018b: 437)
da al a de abalho eó ico sob e a o mação de e mos. A is o pode ia
esponde -se que qualque campo de p á ica aplicada p ecisa de uma
discussão de p incípios sob e os seus p incípios e mé odos e, po an o, de e
se objec o de e lexão eó ica. As decla ações acima ci adas do a igo
meno de J. Humbley (Humbley 2018b) de em se comple adas e e indo-se
ambém à sua g ande pesquisa de neologia e minológica (Humbley 2018a) que
o nece uma as a e idência empí ica do ancês, bem como de ou as
línguas e a aliando as conquis as de uma a iedade de abo dagens eó icas
den o da e minologia. O p esen e a igo de e-se em g ande pa e a es e abalho.
3.DeFInInG […] Fo mação de Te mo[…]
O concei o de " o mação de e mos" me ece alguns comen á ios po que
ansmi e signi icados ligei amen e di e en es: […] TF1: A o mação de e mos
pode se de inida como o p ocesso de p odução de no os léxemos (ou melho ,
designações) de LSP po meio de mecanismos lexicológicos. E iden emen e, as
Johan Myking […] Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?1 0
nismos; es a de inição co esponde ao concei o de "neologia" al
como é no malmen e comp eendido;
[…] TF2: A o mação de e mos pode ambém se concebida como um
subcampo da e minologia, p eocupado an o com o aspec o c ia i o
( o mação de e mos no sen ido es i o) como com os aspec os
no ma i os e uncionais que ga an em a e iciência da comunicação
especializada (c . Lau én, Myking, Pich 1998: 212).
abo dagens […]linguís icas[…] acima desc i as es ão in imamen e ligadas ao
TF1, enquan o o TF2 ob iamen e implica uma abo dagem mul idisciplina . Ao
pe mi i duas de inições di e en es, aumen amos a di iculdade de encon a
c i é ios de análise coe en es. O concei o de " o mação de e mos" no sen ido
do TF2 já não é idên ico ao da "neologia", enquan o o TF1 é a possibilidade de um
cisely a de ini ion o neology in he sense o lexical g ow h wi hin special
domains. The ad an age o dealing wi h wo de ini ions lies, howe e , in
discu so ab angen e e signi ica i o sob e a o mação de e mos na sua
o alidade, incluindo aspec os desc i i os e no ma i os, o mação de e mos
p imá ios e secundá ios, c iação delibe ada de e mos, e c.
4.A En idade do Te mo em Te minologia
S Lexicog a ia
Um p oblema pa icula causado pela de inição de TF1 acima é o s a us da
abo dagem biná ia do signo linguís ico como encon amos nos esc i os de
Fe dinand de Saussu e, bem como na abo dagem Wüs e iana. O concei o de
" e mo" é a ado de o ma ligei amen e di e en e na lexicog a ia e na
abo dagem Wüs e iana da e minologia: na lexicog a ia, a associação de
exp essão e con eúdo é is a como a bi á ia, mas solidá ia, e a lexicog a ia
lida, consequen emen e, com lexemas. Em e mos ge ais, a lexicog a ia é
semasiológica, enquan o a e minologia é onomasiológica. O objec i o da
lexicog a ia é a desc ição da linguagem e, consequen emen e, qualque análise
pa e do ní el de exp essão, as "pala as" al como apa ecem na linguagem
alada ou esc i a.
A e minologia, po ou o lado, p eocupa-se com a elação en e os ês
p incipais elemen os obje o, concei o e ep esen ação, al como exp esso
pela ISO 704:
Es a no ma in e nacional desc e e as ligações en e obje os, concei os e suas
ep esen ações e minológicas. (ISO 704 2002: i ên ase Jm)
1Te minologia | 2020 | 27
Os obje os são ca ego izados em classes co esponden es a unidades de
conhecimen o chamadas concei os, aos quais são a ibuídas
ep esen ações linguís icas. A ap oximação à a bi a iedade saussu iana
ypical Wüs e ian app oach mo e adical han in lexicog aphy, because
e ms and concep s a e assumed o ha e some so o exis ence indepen-
do signo linguís ico es á no en alhe um do ou o, c . po exemplo. :
Die Wiene Schule i ü eine kla e T ennung zwischen beg i und benennung
ein; ela ala do "Reich de beg i e" e do "Reich de benen e m"; ala do " eino
nungen”. [The ienna school ad oca es a clea di ision be ween concep and
dos concei os" e do " eino dos e mos". (Lau én, Pich , 1993: 530).
Es a posição em sido mui o discu ida nas ilei as da e minologia; não é isen a de
nuances e oi o emen e e u ada po ecen es abo dagens cogni i is as e
sociolinguís icas ( e secção 6, abaixo). Pa a e ei os des a discussão, a de inição
de TF1 oi ei a su icien emen e "lexicog á ica" pa a inclui a lexicog a ia, bem
como di e en es abo dagens da e minologia. O elemen o de " e mo" pode se
is o como um simples ó ulo den o de um sinal biná io, ou como um léxico
ans e ido da linguagem ge al pa a se i como designação de um concei o
cien í ico. Em ambos os casos, as ep esen ações de concei os são elemen os
linguís icos o mados pelo epe ó io de mecanismos, que o esul ado seja
p o ided by he na u al language. Hence: We speak o e m o ma ion
lexemas ou me as e ique as linguís icas. Além disso, os e mos (designações) são
conside ados na e minologia como as ep esen ações e bais de concei os
cien í icos, em con as e com ou os ipos de designações, como nomes p óp ios
ou símbolos; Eles são ei os de pala as, e as o mações de e mos podem se
di ididas em duas, de aco do com o núme o de aízes lexicais: Um e mo é uma
designação compos a po uma ou mais pala as que ep esen am um concei o
ge al em uma língua especial em um campo de assun o especí ico. Um e mo
simples con ém apenas uma aiz, enquan o um e mo con endo duas ou mais
aízes é chamado de e mo complexo (ISO 704 2002: 34)
A noção de complexidade ambém c ia á ios p oblemas:
• Me a o as de aiz única: são ealmen e "simples"? A elação en e o
sen ido li e al e o sen ido ans e ido pode se analisada como uma
espécie de complexidade;
• Te mos complexos, especialmen e compos os e sus ases: ais
di e enças são a bi á ias ou dependen es da ipologia, onde
açamos a linha de dema cação en e pala as e sus aseologia?
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?1 2 Tais
p oblemas de em se a ados não só na e minologia baseada em co pus, mas
ambém como pa e de uma eo ia coe en e de o mação de e mos. de ido à
sua na u eza linguís ica, os e mos ambém chamam a a enção da lexicog a ia,
da lexicologia e da eo ia da o mação de pala as, além da e minologia. Na
e minologia, bem como na lexicog a ia, as en idades em ques ão pe encem a um
campo (domínio) especial, e ambas as disciplinas se in e essam pelos
p ocedimen os pelos quais as ep esen ações de unidades são o madas.
Independen emen e da abo dagem p incipal, o es udo de e mos cons i ui uma
á ea de in e esse compa ilhada en e e minologia e lexicologia. Pa a esumi
es a discussão, pode se apon ado que a e minologia baseada em co pus em
po mui o empo conside ado a elação de e mos e sus pala as como uma
ques ão de g adiência, exp essa po ca ego ias como " e midade" ou
" e midade", mas emos que deixa es a discussão aqui.
5.Ap oximações à o mação de e mos
O núme o de abalhos ab angen es sob e a o mação de e mos nas p incipais
línguas eu opeias é conside á el. desc e e o in en á io e os p incípios da
o mação de e mos oi impo an e pa a E. Wüs e em suas p incipais ob as
(Wüs e 1966, 1985). D ozd e Seibicke (1973) desc e e am p incípios de o mação
de e mos com ên ase no alemão. O seu abalho comp eendia aspec os
eó icos e no ma i os, en a izando ambém os aspec os eó icos. O e mo
o mação do inglês oi desc i o em Sage & al. (1980) e mais a de po Sage
(1990). O p imei o modelo eó ico de neologia e minológica oi in oduzido po G.
Rondeau (Rondeau 1984) e mais a de, Ros isla Kocou ek o neceu uma g ande
con ibuição em sua desc ição da língua especial ancesa (Kocou ek 1991). No
que diz espei o aos undamen os eó icos, em e mos ge ais, D ozd e Seibicke,
bem como R. Kocou ek, abalha am den o da abo dagem es u u alis a de
P aga, lidando com g andes ópicos eó icos, como a mo i ação. Nas ob as de
Sage há uma inspi ação p agmá ica e ambém uma in odução de impo an es
dico omias eó icas, como a o mação de e mos p imá io e sus secundá io. O
mais ecen e en e os abalhos ab angen es sob e a o mação de e mos é.
T abalho de Humbley sob e neologia e minológica ancesa (Humbley 2018a).
Es e abalho é no á el em sua pesquisa analí ica dos esul ados, bem como
nas discussões eó icas den o da e minologia du an e as úl imas décadas. Ao
e em con a no os domínios de e minologia, bem como descobe as, a ualizou
om Non-Eu opean languages his book mus be conside ed he mos
o abalho sob e a o mação de e mos e o neceu o pon o de pa ida pa a
g ande pa e da discussão que se segue.
1 Te minologia | 2020 | 27 com base nos abalhos mencionados, den o do
amplo campo de LSP como pode ia se desc i o a é a i ada do milênio,
á ios modelos e ipos de modelos de o mação de e mos o am
p opos os, com base em á ias adições da linguís ica. Em e mos ge ais,
é possí el delinea a seguin e ipologia de modelos de o mação de e mos:
a) modelos de neologia: o mação de e mos p imá ios e sus secundá ios
(Rondeau)
1984, Sage 1990); e b) Modelos inc emen ais: os e mos são ei os po
o mação léxica (es u u al) aplicada a ins especiais (ob as clássicas como
D ozd & Seibicke 1973, Sage 1990, Kocou ek 1991; Kageu a 2002, c . Humbley
2018a, Humbley 2018b); c) modelos in eg a i os baseados na mo i ação
(Kocou ek 1991; inc emen al + emp és imo + semân ico + não mo i ação); d)
Modelos uncionalis as (baseados no discu so): os e mos são ei os no
discu so po me á o a g ama ical (linguís ica uncional sis êmica de
Halliday, c . Humbley 2018a, Humbley 2018b); e) Modelos cogni i os, ou seja,
me á o a: a o mação de e mos não é apenas uma nomeação, mas um a o de
comp eensão (Temme man 2000). De aco do com as duas p incipais
abo dagens da e minologia, os g upos a[…]c são bem conhecidos den o da
abo dagem mul idisciplina (GTT, Wüs e ), enquan o d e e es ão cla amen e
associados às eo ias linguís icas mode nas […] a adição uncional
sis êmica ou Halliday só oi ecen emen e in oduzida na e minologia pelos
abalhos ci ados de J. Humbley (Humbley 2018a, Humbley 2018b). O
ag upamen o de K. Kageu a (Kageu a 2002) jun o com ob as "clássicas"
eque uma concepção ampla da ca ego ia de "inc emen al", como se á
explicado abaixo.
As cinco ca ego ias ep esen am endências ge ais, embo a as on ei as
não sejam semp e cla as. A inspi ação de G. Rondeau de inco po a
emp és imo e ans e ência semân ica pa ece e sido ge almen e acei a,
embo a mais equen emen e exp essa pela dico omia de J. C. Sage (em
inglês) de o mação de e mos "p imá io" e sus "secundá io". Es e úl imo
oco e quando um e mo pa a um de e minado concei o é subs i uído po
e isão den o da mesma língua ou po ans e ência pa a ou a língua,
enquan o a o mação de e mos p imá ios oco e quando um de e minado
concei o é nomeado pela p imei a ez (o iginalmen e Sage 1990; e e ido po
Humbley, po exemplo, 2018 a: 91 ., Humbley 2018b: 442 .). Os aspec os
inc emen ais são in eg ados em qualque análise da o mação de e mos, mesmo em p ocedimen os semân icos e ans e ência po emp és imo. Análise do
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?1 4 A
es u u a mo o-semân ica dos e mos é essencial pa a explo a o po encial
de o mação de e mos de uma de e minada língua. Des a o ma, a desc ição
ajuda a o nece uma espos a à pe gun a de "como" ope a a o mação de
e mos, embo a seja necessá io mais pa a esponde à pe gun a
negligenciada de "po que o mas pa icula es são escolhidas em ez de
ou as". A pe gun a "como" ecebe uma espos a, mas não a pe gun a "po
que" Humbley 2018b: 442). No en an o, as p op iedades inc emen ais nem
semp e cons i uem a p incipal azão de se de um de e minado e mo. Pa a
chega a uma espos a à pe gun a de "po que" um de e minado p ocedimen o
oi aplicado, é u í e o conside a as di e en es mo i ações subjacen es a
um e mo: qual mo i ação em em p imei o luga , qual é subo dinada, e c. Uma
me á o a, bem como um e mo emp es ado, pode e uma es u u a
mo ológica, embo a essa es u u a possa não se a ca ac e ís ica salien e
do e mo. Tais insigh s são pa e in eg an e dos es udos clássicos de
o mação de e mos (D ozd e Seibicke, Kocou ek), mas p ecisam se man idos
em men e, não menos impo an e, nas a i idades no ma i as de o mação de
e mos secundá ios, bem como ao abalha nas no as abo dagens. Como já
oi a gumen ado, a dis inção en e o mação de e mos p imá ios e
secundá ios pa ece e adqui ido acei ação ge al como o modelo ele an e de
con abilização de no os e mos ( e ambém ISO 704 2002: […]neo e ms[…]) no
mais al o ní el de gene alização, mas não há aco do e minológico sob e o que
de e se en a izado como base pa a a cons ução de uma eo ia […] o mação
de e mos p imá ios ou secundá ios ou ambos. A p io idade é em pa e decidida
pela p óp ia posição eó ica do pesquisado . Além disso, é uma ques ão
impo an e a é que pon o e em que sen ido a dis inção en e p imá io e
secundá io depende e con e ge com a dico omia en e desc i i o e
p esc i i o. Que a o mação de e mos secundá ios oco e em comi ês de
pad onização (den o ou en e línguas) e em a i idades de planejamen o de
linguagem e minológica é um a o i ial, po an o, conclui-se que a o mação
de e mos secundá ios é em g ande pa e delibe ada e conscien e e se
conec a a a i idades p esc i i as. A ques ão da c iação conscien e de e mos
den o da o mação de e mos p imá ios é ligei amen e mais complexa e não se á discu ida em de alhes (c . Humbley , po a o .
2018: 96a. (a) A Comissão conclui que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do TFUE. pa a discussão).
Exis em mui os conjun os de p incípios p esc i i os e mui as ezes
con adi ó ios pa a a c iação delibe ada de e mos no âmbi o do
planeamen o linguís ico, da pad onização e da e minologia (p incipalmen e,
mas não apenas, secundá ia). As discussões po meno izadas sob e es es
conjun os de em se deixadas de lado aqui. As pe gun as básicas a se em
2Te minologia | 2020 | 27 como um meio de ansmi i con eúdo concei ual
po meio da manipulação de elemen os de exp essão. Es as duas
dimensões não são incompa í eis (c . Lau én, myking, Pich , Sigu ðu 2008:
186 .). en a izando a mo i ação, há um g ande g au de con inuidade com o
abalho an e io , c . po exemplo, A ipologia de mo i ações de R.
Kocou ek, acima.
In sho : I does no seem p oduc i e o exclude ques ions o p esc ip-
ion and s anda disa ion om he heo e ical s udy o e m o ma ion i
espondidas na c iação de e mos podem, de a o, se eduzidas a ês: o
obje i o des e es udo é o nece uma espos a à pe gun a "po que"
(Humbley 2018b, acima). As o mas de e mos não se escolhem a si mesmas, e
as escolhas de e mos es ão em g ande pa e ligadas aos usuá ios (c iado es
e ecep o es de e mos) que abalham em con igu ações p esc i i as. O
mesmo se aplica à mo i ação, que não é apenas uma p op iedade de e mo
in e no (sinal in e no): as o mas de mo i ação ambém de em se a aliadas
em elação aos u ilizado es e às necessidades. As ques ões eó icas acima
discu idas susci a am algum in e esse nos anos seguin es a 2000,
nomeadamen e no colóquio do IITF de 2001, "Te minologia na enc uzilhada"
(TSR 2002) e num li o esc i o po Ch. Lau én, H. Pich , Johan myking e Jónsson
(Lau én, myking, Pich , Jónsson 2008), in oduzindo a abo dagem "sem limi es
ixos". Duas das eses des a úl ima publicação são as seguin es (Lau én,
myking, Pich , Jónsson 2008: 45 ., 68 .): - Não exis em limi es ixos en e a
comunicação especializada e ou as o mas de comunicação. - Não exis em,
po an o, on ei as ixas en e os e mos e o ocabulá io e a aseologia
em ge al.
E, além disso, alegando que a ges ão da língua é uma a i idade legí ima:
- Tan o a u ilização da língua como o sis ema linguís ico es ão
sujei os a ges ão (op. ci ., 140 e seguin es).
A es as eses podemos ac escen a uma qua a: - Não exis em limi es
ixos en e as implicações desc i i as e p esc i i as de um mesmo
p incípio. As medidas p esc i i as e le em, a é ce o pon o, ac os
empí icos e s. O p incípio da mo i ação é um exemplo no á el: u ilizado
como p incípio básico da o mação de e mos, c . R. Kocou ek 1991
(acima), des ina-se a se um p incípio desc i i o e explica i o. No
en an o, não mapeia os
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?2 2 p incípio
p esc i i o de mo i ação no sen ido de […] anspa ência[…], em alemão:
[…]Du chsich igkei […]. É p o a elmen e co e o que a mo i ação
mo oseman ica é a manei a mais equen e e mais salien e de o ma
en e ms, bu e ms mo i a ed o he wise also dese e o be assigned
impo ance wi hin e minology, c . he example qua k, abo e.
anspa ência.Um exemplo no á el des e "espelho" é o "p incípio analógico" na
o mação de e mos secundá ios, al como o mulado po K. Valeon is e E.
Man za i: De aco do com a eg a analógica, "quando se o ma um e mo em uma
o de o name a new concep ha has been p ima ily named in he sou ce
língua de des ino na linguagem, a p imei a escolha do nomeado de e se aplica
um mecanismo de o mação de e mos análogo ao mecanismo de o mação de
e mos usado pa a o e mo da língua de o igem". ( aleon is, man za i 2006)
Cu iosamen e, a ISO 704 ambém indica um p incípio de "con a-analogia": mesmo
que o emp és imo de ou as línguas seja uma o ma acei a de o mação de
e mos, as exp essões da língua na i a de em ecebe p e e ência sob e os
emp és imos di e os. (ISO 704 2002: 41) A Comissão conclui que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do TFUE.
Os objec i os p esc i i os con li an es não são no idade na ges ão da
linguagem. Mais impo an e é, no en an o, o ac o de o p incípio analógico e
uma con apa ida desc i i a na o mação espon ânea de aduções de
emp és imos ou de ou os ipos de e mos mo i ados de o ma análoga. A
The o ma ion, dominance o ailu e o e ms can p obably o a la ge
ex ensão pode se explicada po mecanismos cogni i os, ambém nos casos
em que nem uma me á o a nem um e mo complexo p e alecem. A
con abilização de ais mecanismos é ce amen e uma a e a legí ima pa a a
o mação de e mos na concepção TF2 de o mação de e mos.
Um exemplo pa icula de o mação de e mos secundá ios pode ia
ilus a es e pon o. Há mui as e idências de li os didá icos e anedó icos
de que a o mação de e mos secundá ios em línguas como o alemão, o
escandina o ou o islandês esul a em e mos de al o mo ologicamen e
anspa en es e, como al, "no malizados" e não análogos. No caso
no ueguês da e minologia do pe óleo, ais p incípios o am elabo ados.
g ande pa e da discussão sob e a qualidade da linguagem e a o mação de
e mos "bons" cen ou-se em o no de alguns duplos e iplos de pala as
(Ande sen, myking 2018: 542): kelly d i ø d i e + pipe kelly a hole
d i ø shylse d i e + pipe + case o ehull mousehole ø koplingshylse pipe
+ coupling + case musehull
2Te minologia | 2020 | 27
A coluna da di ei a ilus a uma adap ação no ueguesa mínima o mal ou
semân ica (mo i ações mis as), ou seja, sub ipos de mo i ação
in e linguís ica, enquan o a coluna do meio con ém e mos "o iciales", ou
seja, e mos que es ão em ha monia com os c i é ios de qualidade
baseados na anspa ência mo ológica na o ma de compos os. Ou as
e idências podem se encon adas em ou as línguas, como os equi alen es
islandeses pa a o biog a dinama quês […]cinema[…]: biog a k ikmyndahús
([…] as + pic u e + house[…]) bíó
Com base nes es exemplos, podem se o mulados os seguin es
esul ados p o á eis da o mação de e mos secundá ios, que ambém
o am, a é ce o pon o, alidados pela análise de co po a maio es (c .
myking 2008: 13 .): […] no malização: os e mos adap am-se aos pad ões
ge ais equen es e não ma cados da língua-al o; […] Desme apho ização
(como consequência da no malização): pelo menos com o inglês como
língua- on e e língua de o mação de e mos p imá ios e sus algum ipo
de língua-al o sin é ica e língua de o mação de e mos secundá ios.
Os e mos-al o são en ão ag upados em dois g upos, cujas ca ac e ís icas são as seguin es:
G upo 1: me a ó ico, analógico, desc i i o (kelly, musehull, o ehull; bíó)
G upo 2: mo ológico, na i o, p esc i i o (d i ø , -shylse, ø koplingshylse;
k ikmyndahús)
Se a e minologia-al o é, de ac o, ealmen e ca ac e izada po um maio
g au de mo i ação mo ológica seguido de comp imen o excessi o - uma
hipó ese popula , mas ainda não o almen e co obo ada - is o pode se
explicado po um desequilíb io cogni i o de ido a uma si uação de comunicação assimé ica.
En ão pode íamos es abelece
Comunicação simé ica (emisso - ecep o ) > p incípio da analogia >
e mos cu os/opacos
Comunicação assimé ica (emisso - ecep o ) > p incípio na i o >
e mos longos/ anspa en es
Des a o ma, chegamos a explica as p op iedades uncionais dos e mos
po a o es p agmá icos. Es e ipo de isão es a a p esen e no abalho de
Val e Tauli (Tauli 1968). En e os p incípios de . Tauli, os dois seguin es são
pa icula men e ele an es:
E2 A exp essão de e se a mais cu a possí el;
E3 The mo e equen he exp ession he sho e i mus be.
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?2 4 Es e é o
mesmo ipo de insigh que oi exp esso pela lei de Zip em 1935 e é hoje bem
in eg ado na eo ia p agmá ica (o "p incípio coope a i o" de G ice (G ice
1991) , bem como na linguís ica baseada no uso (c . Tomasello 2003, pa a mais
elabo ação, myking 2008: 248). Embo a a abo dagem eó ica de . Tauli pa a o
planejamen o linguís ico enha sido logo esquecida, ela ansmi e insigh s
apoiados po eo ias mode nas que não de em se negligenciadas. Embo a o
esul ado da ges ão linguís ica nunca possa se ga an ido, a ges ão
linguís ica con inua a se uma a i idade legí ima (Lau én, myking, Pich ,
Jónsson 2008: 139 ., 197).
Aplicado a um "domínio comple o" (c . Kageu a 2002), pode íamos espe a
demons a pad ões de o mação de e mos secundá ios explicados pela
p agmá ica, ou seja, as suposições ou o conhecimen o de undo do(s) g upo(s) de
u ilizado es. De e-se dize , no en an o, que, quando aplicado ao "domínio
comple o" da e minologia do pe óleo, a c í ica de K. Kageu a em elação a
exemplos anedó icos de li os didá icos pa ece azoá el. As endências acima
desc i as o am subs anciadas a é ce o pon o (c . myking 2008), embo a seja
necessá ia uma maio in es igação. É ce o que odos es es p incípios, incluindo
a ISO 704, pode iam, na u almen e, se ejei ados como pu o senso comum ou
ein e p e ações do pu ismo linguís ico. Sendo uma disciplina baseada na
linguís ica, a e minologia ambém em que lida com elemen os da "linguís ica
popula ", al ez nomeadamen e na o mação (delibe ada) de e mos secundá ios,
lidando com as p op iedades "boas" e "más" dos e mos. Tais supos as
p op iedades de e mos são mui as ezes explicadas po a i udes pu amen e idiosinc ásicas.
No en an o, embo a não de em se in e p e ados como uma lis a ex ensa, os
elemen os eó icos ap esen ados acima ep esen am insigh s sob e o
c escimen o e minológico; Po conseguin e, ep esen am uma eo ia sob e
a o mação de e mos que é ele an e, mas não idên ica, às medidas de
no malização e de planeamen o linguís ico. Es es ipos de elemen os
me ecem um luga no discu so cien í ico sob e a o mação de e mos
p ecisamen e po que são ele an es an o pa a os eó icos como pa a os
p o issionais. 8.Te minologia: "linguís ica" ou "a i ismo"? Ao eo iza a
e minologia, é impo an e e em con a a sua na u eza mul i ace ada. Um
ipo de eo ia, hipó ese ou ques ão de pesquisa não con adiz
necessa iamen e ou os ipos. De aco do com a abo dagem "sem on ei as
ixas", a e minologia de e se conside ada como linguís ica, al-
2Te minologija | 2020 | 27 embo a em um sen ido "libe al", a e minologia
seja uma a i idade cien í ica que lida com a linguagem (Lau én, myking,
Pich 1998: 353). Se J. Humbley (Humbley 2018b: 437) es á ce o ao a i ma
que a o mação de e mos oi deixada de lado como uma ques ão de
deba e eó ico po al a de alo de aplicação p á ica, en ão su ge a
ques ão de como ( e) incluí-la no desen ol imen o eó ico da
e minologia.
A o mação de e mos p imá ios e sus secundá ios a a essa a dis inção
de o mação de e mos espon ânea e sus delibe ada. Enquan o algumas
no as abo dagens insis em em que a o mação de e mos p imá ios de e se
dada p io idade e es udada em uma base linguís ica desc i i a, a posição
exp essa nes e a igo ainda é que a o mação de e mos secundá ios
"delibe ada" é pa e in eg an e de qualque desen ol imen o e minológico
den o de uma de e minada sociedade e, po an o, não pode se excluída de
uma eo ia da o mação de e mos, apesa das di iculdades de desen ol e uma eo ia consis en e.
A cons ução de eo ias e a o mulação de hipó eses do ipo desc i o na
secção 7 são di e amen e ele an es pa a o p o issional e minológico,
po que, en e ou as coisas, ais ac i idades pe mi em a alia os seus
esul ados p á icos e podem e i a conclusões alsas sob e de iciências
indi iduais. Pode-se, no amen e, lemb a V. Tauli, cujos p incípios são um
quad o de e e ência ú il e baseado em eo ias pa a o planeamen o
linguís ico, embo a não pe mi am p e isões es i as.
Is o signi ica de ende a inclusão de abo dagens p esc i i as e desc i i as
no âmbi o da e minologia. Um discu so eó ico de o mação de e mos
e á de sa is aze um amplo conjun o de p é- equisi os: […] Reconhece
que a o mação de e mos eó icos de e inclui a o mação de e mos
p imá ios e secundá ios, como já oi a i mado; nenhum deles é menos
impo an e;
Se capaz de explica pad ões, di e enças e semelhanças en e línguas;
Conside a os p oblemas de a iação e diac onia; […] Reconhece que as
análises cogni i as (po exemplo, a análise de pad ões me a ó icos, c .
Temme man 2000) são iá eis e ambém se aplicam à o mação de
e mos secundá ios e, in e samen e, que […] a dinâmica de e mos
baseada na complexidade mo ológica p o ou se iá el na o mação de
e mos secundá ios (c . Kageu a 2002) mas ambém pode se es endida
ao p imá io;
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da a e?2 6
[…] Reconhece que não exis em on ei as ixas en e explicações
cogni i as e p agmá icas de pad ões de o mação de e mos e,
po an o, que a p agmá ica é ele an e pa a a eo ia da e minologia;
[…] E, po an o, econhece que não exis em limi es ixos en e os
e mos eó icos como al e os e mos eó icos den o de algum ipo
de cená io no ma i o.
Em espos a à pe gun a de J. Humbley ci ada na in odução des e a igo,
"É necessá ia uma eo ia especí ica da o mação de e mos com seus
p óp ios c i é ios pa icula es, em ez de uma simples o mação de
pala as?" há á ias espos as posi i as.
Em espos a ao TF1, uma eo ia da o mação de e mos e á que le a em
o heo e ical ques ions ha a e no always accoun ed o wi hin heo ies
o “wo d o ma ion” in a s ic sense, such as e.g. ph asal e ms in con as
con a os compos os. É, além disso, uma ques ão de de inição e delimi ação se
os emp és imos e a me á o a se ão incluídos ou não. Es es são odos
enômenos que são acilmen e explicados pela eo ia linguís ica, en ão a
esse espei o a ques ão é i ial. Se " o mação de pala as" o de inida
como " o mação de designações", odos esses enômenos o nam-se
ele an es, como é sinalizado pela mudança de e minologia de "pala a" pa a
"designação". A o mação de e mos não pode se es i a a p ocedimen os
inc emen ais e discu si os. Da pe spec i a do T2, a espos a ambém é
a i ma i a, embo a não seja e iden e que o esul ado seja uma eo ia
coe en e. Nes e a igo, oi a gumen ado que a ques ão das p op iedades
uncionais dos e mos é não- i ial e impo an e, especialmen e no âmbi o da
o mação de e mos secundá ios, que, po sua ez, é o núcleo de odos os
ipos de a i idades de e minologia no ma i a.
9. Conclusões
O í ulo des e a igo em duas inspi ações: um in e esse du adou o em
p oblemas de o mação de e mos no con ex o do planejamen o da
linguagem e da eo ia da e minologia, e uma en ada especí ica da lei u a
dos abalhos ecen es de J. Humbley (Humbley 2018a, Humbley 2018b), como
indicado na in odução na seção 1, acima. Os p incipais a gumen os
basea am-se num conjun o de c enças i mes:
1) a maio ia dos e minólogos com o mação linguís ica ap ecia os
es o ços eó icos e p e e e e como bases eó icas sólidas pa a
2Te minologia | 2020 | 27 o seu desempenho possí el. A a aliação do
abalho p á ico po meio de pad ões, hipó eses ou eo ias sob e como
as coisas su gem é ú il e necessá ia.
2) no e minology ac i i y can a oid he emphasis on seconda y e m
o ma ion, a leas no ou side o he English-speaking communi ies.
Is o é simplesmen e o que cons i ui a p óp ia azão de se do abalho
a ual. A eo ização sob e a o mação de e mos secundá ios de e,
po an o, se conside ada uma a e a legí ima em e mos iguais aos p imá ios.
e m o ma ion.
3) A ní el ge al, de e e -se em con a que algum ipo de quad o de
e e ência comum é, de ac o, uma condição pa a consolida uma
"comunidade de discu so" e minológica pa a além das on ei as
linguís icas, cul u ais, o ganizacionais e cien í icas. Se a
e minologia como disciplina é in e nacional, é necessá io um discu so
comum pa a ga an i a sua coesão. Em ez de aça uma linha de
dema cação en e a aplicação e a e minologia cien í ica, de e se
le an ada a ques ão de como desen ol e uma eo ia que possa se
ú il pa a a aplicação, bem como o nece no os insigh s pa a a ciência.
Tais en a i as de in eg ação êm, de ac o, sido uma ca ac e ís ica
da e minologia du an e décadas e de em ambém se omadas em con a no subcampo da
e m o ma ion.
Na secção 6, a gumen ou-se que as no as abo dagens da e minologia e am
"p og amas de in es igação" que a e am odos os aspec os da e minologia,
incluindo ambém a o mação de e mos. Pa ece jus o conclui que es a
discussão em mui o pouca ele ância eal e não a ai mui o in e esse. O
p óp io deba e não deixou pegadas p o undas, mas a e minologia pa ece e
se mudado pa a uma espécie de "ciência no mal" kuhniana, como exp esso po
uma publicação ecen e:
Enquan o a adição Wüs e iana inha sido es i amen e onomasiológica, a
abo dagem al e na i a e a semasiológica e, po an o, mais pa ecida com a
lexicog a ia adicional a es e espei o. Como e idenciado nos p ocedimen os da
maio ia dos p ocedimen os LSP após a mudança do milênio, a e minologia
semasiológica depende cada ez mais de co po a ele ônicos, usando es a ís icas e equência de okens. (Simonnæs, Ande sen, Schube ) Não é possí el.
2019: 10)
Se é e dade que es e es ado no mal de coisas comp eende es udos
empí icos e baseados em co pus e uma ên ase semasiológica aumen ada, ambém
Johan Myking | Fo mação de e mos […] Exis e um es ado da écnica?2 8
Pa ece jus o conclui que o su gimen o das abo dagens al e na i as
discu idas na secção 6 de e e sido uma das o ças mo izes po ás
des a mudança.
Em pesquisas u u as, exis e a possibilidade de es a "mudança" se is a
como uma expansão do âmbi o da e minologia em ez de a subs i uição de
uma abo dagem po ou a. O uso de co po a não o na o desen ol imen o
de e minologia (p esc ip i o) edundan e, mas simplesmen e o e ece
uma expansão do ki de e amen as da e minologia. A e minologia
ealizada como pesquisa linguís ica empí ica ajuda a aumen a a
conscien ização da e minologia e não o na, como al, as medidas
onomasiológicas edundan es. Ainda é mui o cedo pa a a alia se a
e minologia a ançou ou não pa a um es ado de abo dagens e mé odos
coexis en es em ez de um pa adigma dominan e.
Onde isso deixa a ques ão da o mação de e mos […] há um es ado da a e ou
não? A espos a de J. Humbley à sua p óp ia pe gun a, como ci ado na seção 1,
diz: "a ques ão de uma eo ia especí ica pa a a o mação de e mos em ez
da o mação de pala as pe manece abe a" (Humbley 2018b: 448). Em ez de
o e ece uma abo dagem supos amen e no a à o mação de e mos, J.
Humbley ez ele mesmo uma g ande con ibuição a aliando odas as
me odologias e modelos exis en es baseados em pesquisas empí icas sob e a
neologia e minológica ancesa, de modo que, em um aspec o, os dois
abalhos de J. Humbley 2018 a e b de a o cons i uem o a ual es ado da a e.
Sua solução, de que a ques ão ainda es á abe a, o na-se ainda mais e iden e
se a " o mação de e mos" o en endida como um subcampo TF2 e não
es i a à neologia no sen ido de TF1. O p esen e a igo não con ibui pa a
uma solução des e p oblema, e as conclusões podem pa ece insa is a ó ias.
O assun o é mui o amplo pa a se cobe o po um único a igo. Ainda assim,
de e-se a i ma que o desen ol imen o da eo ia ajuda a p omo e uma
comunidade de discu so comum, que a eo ia é ú il aos p a ican es e,
consequen emen e, que qualque espos a de e e em con a que a
e minologia consis e em dois aspec os p incipais: é um campo de pesquisa e,
no en an o, nunca escapa à unção da p á ica. As con ibuições de di e en es
ângulos e abo dagens cons i uem uma combinação ú il; nenhuma eo ia única dá odas as espos as; Nem odas as abo dagens são incompa í eis.
Tal ez a modes a ambição de " eo iza " em ez de "cons ui eo ias"
pudesse o nece um e eno comum signi ica i o pa a qualque um in e essado em
e m o ma ion.
2Te minologia | 2020 | 27
REFERENCES
Ande sen Øi in, myking Johan 2018: Te minology wo k o speci ic p oblem a eas and issues: he case o oil
e minology, In Humbley John e al., 535–547.
Cab é ma ia Te esa 2003: Theo ies o e minology: Thei desc ip ion, p esc ip ion and explana ion. – Te -
minology 9:2, Ams e dam: benjamins, 163–199.
D ozd L[ubomi ], Seibicke W[il ied] 1973: Deu sche Fach- und Wissenscha ssp ache, Wiesbaden: b ands e e .
Gaudin F ançois 1993: Pou une socio e minologie. Des p oblèmes séman iques aux p a iques ins i u ionelles,
Rouen: uni e si é de Rouen.
G ice H[en y] P[aul] 1991 [= 1974]: Logic and Con e sa ion. – P agma ics. A Reade , ed. S. da is,
Ox o d uni e si y P ess, 305–315.
Humbley John 2018a: La néologie e minologique, Limoges: Lambe Lucas.
Humbley John 2018b: Te m o ma ion and neology, In Humbley John e al., 437–452.
Humbley John, Ge ha d budin, Lau én Ch is e 2018: Languages o Special Pu poses. An In e na ional
Handbook, be lin, bos on: de G uy e mou on.
ISO 704 2002: P inciples and me hods o e minology, 3 d edi ion, Swi ze land: ISO.
Kageu a Kyo 2002: The Dynamics o Te minology. A desc ip i e heo y o e m o ma ion and e minological
g ow h, Ams e dam, Philadelphia: benjamins.
Kocou ek Ros isla 1991: La langue ançaise de la science e de la echnique, 2. éd., Wiesbaden: b ands e e .
K is iansen ma i a, Gjesdal Anje mülle 2018: Lexical Dynamism and Language Planning. The Case o he
Clima e Change Subjec Field in No wegian. – TOTh 2017 – Te minology & On ology: Theo ies and ap-
plica ions, Édi ions de l’uni e si é Sa oie mon blanc, 235–246.
Lau én Ch is e , Pich He ibe 1993: e gleich de e minologischen Schulen. – Lau én Ch is e , Pich
He ibe (Hg). Ausgewähl e Tex e zu Te minologie, Wien: Te mne , 493–539.
Lau én Ch is e , myking Johan, Pich He ibe 1998: Te minologie un e de Lupe, Wien: Te mne .
Lau én Ch is e , myking Johan, Pich He ibe wi h Sigu ðu Jónsson 2008: Insik e om insik . No diska es-
e om e minologi och ackkommunika ion, Insigh s abou insigh . No dic Theses abou Te minology and
Special Communica ion, Oslo: no us.
myking Johan 2008: mo i asjon som e mdanningsp insipp. ein eo e isk diskusjon base på no sk olje e -
minologi. – Mo i a ion as a p inciple o e m- o ma ion. A heo e ical discussion based on No wegian oil e -
minology: ph.d. diss., aasa: uni e si y o aasa. (= Ac a Wasaensia 191).
myking Johan 2009: ye ano he axonomy o mo i a ions. – Te minology Science and Resea ch. Jou nal o
he IITF 20, 39–53. A ailable a : h p://www.ii . i/cms/componen / emosi o y/?I emid=108. Accessed
July 2017, inaccessible June 2019. C . Ande sen & myking 2018: 547.
Pich He ibe , D askau Jenni e 1985: Te minology. An in oduc ion, Guild o d: uni e si y o Su ey.
Rondeau Guy 1984: In oduc ion à la e minologie, Quebec.
Sage Juan C., Dungwo h Da id, mcDonald Pe e F. 1980: English Special Languages: P inciples and P ac-
ice in Science and Technology, Ams e dam, Philadelphia: benjamins.
Sage Juan C. 1990: A P ac ical Cou se in Te minology P ocessing, Ams e dam, Philadelphia: benjamins.
Simonnæs Ing id, Ande sen Øi in, Schube Klaus (eds.) 2019: New Challenges o Resea ch on Language
o Special Pu poses. Selec ed p oceedings om he 21s LSP-Con e ence, 28–30 June, be gen, no way,
be lin: F ank & Timme. (= FFF se ies 154).
Tauli al e 1968: In oduc ion o a heo y o language planning, uppsala: Almquis & Wicksells.
Temme man Ru h 2000: Towa ds New Ways o Te minology Desc ip ion. The sociocogni i e app oach, Ams e -
dam: benjamins.
Tomasello michael 2003: Cons uc ing a Language. A Usage-Based Theo y o Language Acquis ion, Cam-
b idge, mass: Ha a d uni e si y P ess.
TSR 2002: Te minology Science and Resea ch. Jou nal o he IITF 12:1–2, Wien: Te mne .
aleon is Kos as, man za i elena 2006: The linguis ic dimension o e minology: p inciples and me hods o e m
o ma ion: 1s A hens In e na ional Con e ence on T ansla ion and In e p e a ion T ansla ion: be ween
A and Social Science, 13–14 Oc obe 2006. A ailable a : h p://www.ele o.g /download/booksAnd
A icles/HAuCon e ence2006 aleon isman za ien.pd [accessed 20190729].
Wüs e eugen 1966: In e na ionale Sp achno mung in de Technik, besonde s in de Elek o echnik. Zwei e
e gänz e Au lage, bonn: bou ie u. Co. e lag.
Wüs e eugen 1985: Ein üh ung in die Allgemeine Te minologieleh e und Te minologische Lexikog aphie 2, Co-
penhagen: Copenhagen School o economics.
Johan Myking | Te m Fo ma ion – Is The e a S a e o he A ?3 0
TERMINų DARYBA: AR šIOjE SRITYjE jAU PASIEKTA PAŽANGA?
San auka
S aipsnyje klausiama, a pe pas a uosius me us e minų da ybos s i yje į yko okie
pa ys eo iniai pokyčiai, kaip i ki ose e minologijos mokslo s i yse, i a galima nu-
s a y i aiškią pažangą e minų da yboje. S aipsnio išei ies aškas y a du s a būs klausi-
mai, ku iuos užda ė John Humbley (Humbley 2018a, b): „P oblemą galima iškel i i
eo iniame lygmenyje: kaip bū ų galima paaiškin i isus šiuos naujus e minus?“. Jis
oliau klausia: „A eikia konk ečios e minų da ybos eo ijos su konk ečiais k i e ijais
a už ek ų i ienos, ku i bū ų iesiog žodžių da ybos eo ija?“
S aipsnyje apib ėžiamos d i „ e minų da ybos“ koncepcijos: pi ma, naujų pa a
dinimų (angl. designa ions) kū imo p ocesas naudojan leksikologinius mechanizmus
(TF1); an a, e minologijos mokslo s i is, dėmesį k eipian i į kū ybinį aspek ą i į
no minius i unkcinius e minų aspek us (TF2). Ap a iami esami e minų da ybos
modeliai (TF1), ypa ingą dėmesį k eipian į R. Kocou ek’o (1991) mo y acinę ipolo-
giją i ski ingas mo y acijos są okos implikacijas.
Apib ėžiamos i ap a iamos kai ku ios pas a ojo me o eo inės p ieigos, susijusios
su e minų da yba. K. Kageu a (2002) i R. Temme man (2000) nusipelno ypa ingo
dėmesio i y a laikomi s a biomis „ y imo p og amomis“, pab ėžiančiomis pi minės
e minų da ybos y imų s a bą i pasisakančiomis už e minologiją kaip desk ip y inę,
empi inę i ling is inę discipliną. S aipsnyje paneigiamas šiuose da buose iš eikš as
požiū is, kad p esk ip y inių aspek ų eo iniuose s a s ymuose apie e minologiją ne-
u ė ų lik i.
Požiū is „Jokių g iež ų ibų“ (Lau én e al. 2008) pab ėžia, kad a p e minų i
bend inių žodžių nė a jokių aiškių ibų, aigi nė a i g iež ų ibų a p desk ip y inių
i p esk ip y inių eo inių p incipų aspek ų. An inės e minų da ybos y imas kaip
s a bi e minologijos dalis u i bū i ęsiamas. Funkciniai e minų aspek ai (TF2) y a
įdomūs p ak ikams i odėl y a s a būs eo ijai.
Gau a 2020[…]06[…]25 (em inglês)
Johan myking
uni e si y o Be gen
Uni e sidade de Be gen, caixa pos al 7805, 5020 Be gen, No uega
[email protected] (em inglês)