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Aldonas Pupkis. „Juozas Balčikonis ir didysis „Lietuvių kalbos žodynas“

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Aldonas Pupkis. „Juozas Balčikonis ir didysis „Lietuvių kalbos žodynas“

Author: Aldona Paulauskienė
Year: 2014
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/954/1044
212 ac a Linguis ica Li huanica LXX
aLdona PauLauskienė
Vilniaus uni e si e as
Di e izes de in es igações acadêmicas: eo ia g ama ica,
his ó ia da ciência g ama ica, social lingu is ica.
aldonas Pupkis
juoZas baLčikonis e g andíssimo
LETUVI KALBOS WORDYNAS
Vilnius: Lie u ių kalbos ins i u as, 2013, 478 p.
isbn 978-609-411-3
Cada ciência eikalá começamos a le a pa i p a a mės, po que nela o au o indica
seu abalho obje i o a e escolhe á io mé odo. aqui con ado, como su giu a idéia
oma mais ampla desc iend ina ó io da leksicog a ia Li uânica de his ó ia de
pesquisa. No en an o, o au o admi e que lhe não an o cuidadosėję esum ina ,
quan o con a con a a his ó ia da elabo ação do dicioná io da língua Li uânia e
ou os com p o . juozo balčikonio leksikog a ine a i idades elacionadas abalhos e
o nece in o mações sob e o dicioná io edacção de uma o ma ou ou a alkinusius
pessoas. como udo isso pa ykem, ele deixaąs pa a decidi o lei o . Um pouco an o
excesso modlumo: cada esc e e da o ma como lhe pa ece mais ap op iada, e lei o da
o ma como pajêca en ende . balčikonis pala aína imagina a como moninklą au ai, e
essa sua imaginação nulidiu ypo do ocodyno. e são kalbo y as ciência shakų,
nescuijusių com au iškumu. aqui odas elas não imysiu, bas aks compa a i amsias
his ó icas g ama icas, pois le si os leksicog aphias em começo es a di ecção
lingüo y os e a dominoojan e (Lie u oje mesmo pe ilgai), e XX a. começo F ança
oco eu de uma ge al lingüo y os idėja, es imulan diach oniją de sinc oniais e mais
domina como sis ema língua Li uânia, ainda não inha alcançada. po isso de aco do
XiX a. segunda me ade na Alemanha adqui ilesa opinião, que cien í ica kalbo y a
podin i se só his o inė, longą laiką e lie u ių kalbininkai o am esca ados em
cien is as e p ak ikus, e seus abalhos em cien í icos e p ak inius, nada comum não
endočius com mokslu. Aqui kazimie as jo ens, kazimie as būga e dadei os
cien is as, e jonas jablonskis, juozas balčikonis p ak ikai, balčikonis ainda e es ilis a
(p. 24). Os solodynai ambém o am di idos em cien í icos e p á icos. al calbininkų e
kalbo y os abalhos de esca amen o em essência oi e é yding. P imei as XX a.
me ade li au ia cien is as, es udija ê na Alemanha, ainda não en ende am, que
his ó icas compa amóssias kalbo y as apynas is se ia mui o a žęs pala ayną. lhes pa eceu que só suas adqui idas quali icação ap asse a amplo abalho cien í ico (p. 24).
aldonas Pupkis
Juozas Balčikonis i didysis Lie u ių kalbos žodynas
213 e isições e iews mas o que en ão oi conside ado mokslu? / Ve odžų e imologias,
sem abejo, imp essionan e ciência, mas elas são áceis c i ica : būga suk i ica o
P eob aženskio e imologinį žodyną, e mui o mais a de Vincas u bu is kons an ino
ka ulio la ių kalbos e imologinį žodyną, pois uni o memen e c edenciais pode se a é
á ias da mesma pala a. Po exemplo, me são conhecidas qua o e imologias de nome
Li uano, e quem di á, qual delas é co e a? g ama ís icos o mas his ó ia, baseando-se
a os de á ias línguas, buscando onde apa ece hipo e inė. bem pensemos, o que e ia
ekons uo i g ama ines o mas ne iki indoeu opiečių p okalbės, aip pa gali daug
sido, se a é 2002 m. i esse sido esc i o um diccioná io da língua Li uânica um mé odo
compa a i o his ó ico com pala as e imologias? al diccioná io não e ia ido nem
p á icas, nem cien í icas signi icações, pois, com o passa do empo, ciência nes o i
luga , e diccioná io da língua Li u ians oi esc i o dezmeios e pa a odos empos. se
ma ca emos o diccioná io começo não a pa i búgas apiscamen o começais ele
esc e e (1212), e a pa i balčikonio pedido designá-lo o sup emo edi o ium (1930),
diccioná io esc i a du ou ap oximadamen e se en a anos com upuço. Du an e esse
empo sob e i a e a gue a, e ocupações, e cul o da pe sonalidade com odas as suas
conseqüências, ocá onse edi o es, dicodiño esc i o es e pala as de coleccionado es
ge ações, mas o abalho ao dicodiño e piais mais di íceis empos não pa ou. o que e ia
acon ecido com aquele his ó ico ocabulá io, quando a p óp ia compa adoi a
his o o y a issisimia, quan o ele e ia sido necessá io à nação Li uânia? e ago a emos
a é in e omos dango aižį e aps a ámos usus, como ez no inal XX a. Li e a ū oje i
mene (1991 Vi 13) esc e eu insígniis nosso comp ie is algi das julius g eimas. ussos
ocupação emposis olume do ocodyno oi a i icialmen e limi ado: ele não podia se
maio do que usų linguagem ocínio. diccioná io da língua usas p e is o dezesse e
omos, isso sucukš u, meno esni, não ul apassem es a on ei a! e pois a iqueza de
linguagem depende não do amanho de uma nação, e sim de sua genius e da habilidade dos
abalhado es beças ecolhe mais melus. despedido in e omos, quan o gi dė a, o
ins i u o ainda em sob e meia milhão ca ões, e já exis en e p og ama de complemen o
de ocabulá io. no mesmo mesmo a igo g eimas esc e eu que diccioná io não supo eąs
c í ica cien í ica, e seu edi o balčikonis sido mais abalho do que linguagem aman es
homem. Acon eceu às ezes e celeb idades dize nem is o, nem aquilo. o que signi ica
ama uma língua sepa adamen e de ela alan es de pessoas? Todas as ciências, en e
elas e humani á ias, p ocu am conhece o mundo e o nece com esse conhecimen o
u ilidade ao homem. Mokslo mokslui p asmę puikiai ishookęs džona anas s i as Guli e io
iaja ías mos ando, como cien is as en am de agu kų ob e soles luzá. p ecisa dize ,
que al dicioná io da língua Li uânica, al que ago a emos, esis e oda c í ica, po que
ele, embo a e ele mesmo po azões obje i as não pudesse e i a não poucas
de iciências, o nece su icien e ma e ial ac ual a á ios abalhos de ciência, en e
eles e aos especiais dicioná ios. a pa i aldono Pupkio monog a ia desc i a balčikonio
nomeação sênio edi o do dicioná io pode julga -se, que ele o lemb ou não de qualque
pe sonalidade conhecimen os com pode iam se signi icmingi nau ai. ela p ecisa não de
214 ac a Linguis ica Li huanica LXX minis o da educação ou minis o p esiden e, a
aLdona PauLauskienė
um educado, bem balčikonį conheįs ancio e pode ą possuído homem en endimen o,
que só balčikonis, da ciência do idioma indo jablonskio pêdomis, pode ia
adequadamen e lide a alam ex ao diná io e au ai eque ido abalho.
jablonskis bu o pakankamai eo iškai pasi engęs kalbininkas, be jis nemanė,
kad į ai ūs (ka ais ne p ieš a ingi) pa ienių kalbininkų samp o a imai apie kalbą
eo ias, mas de conc e os abalhos (g amá icas, ocabulá io). po isso em 1922
g ama icos p a a mês e esc e eu: Me p eocupa de qualque jei o ou assim,
p incipalmen e p á ica é ques ão: emos ensina na escola não an o g ama icas
e minos e de á ios idiomas páinia os, quan o i os idiomas emas, necessá ios
cul ú ingo li au io ida, seu abalho na sociedade Li uânia (jablonskis 1957: 183184). isso
não signi ica que na g ama ica jablonskio não haja eo ias. Ten ou c i ica jablonskio de
açõesmazônio, empos, consakų samp a ą, mas ao longo do empo apa eceu, que sua
eo ia g ama ica não ão já acilmen e se ende à c í ica. balčikonis, con idado a
ecenszua candida a disse a ion sob e eiksmažodžio eikslus, sendo já honbaus
amžiaus, ambém, como e jablonskis, neno ėjo knaisio is po eo ines painia as.
consen imen o oponu e oi suc ululado com ais pala as: kad ams a bū umei
esc e usi sob e a mę... eu dessas eo ias de odo não ano, mas o que a ás...
conco do, po que ams ai p ecisa de p o esso io, e onde ago a o ha as?.. al di o, como
e jablonskio con essionamen o, de odo não signi ica, que balčikonis nesidomei mokslu do
idioma. só aquela ciência da linguagem, seu en endimen o, inha que se não quaisque
subjec i ús eó icos de edžiojimas, e di e o abalho. a mių desc ias necessá ios,
po que a mės espčiai nyks ančios, e como en endás aqueles eikslus, nelabai
impo an e. 1930 m. em 23 de e e ei o d. jablonskis deixou es a lág imas pakalnę, e
balčikonis ainda e a su icien emen e jo em e ene gé ico, como diz g eimas, abalho
aman e homem, e só al homem podia lhe con iado a eno me g ande esponsabilidade
naš á zazsik au i sob e seus omb os. Pupkis, acumulando udo o que achou em a qui os
e na imp ensa, escolhendo acadêmico modo de ensina , isu mui o cau eloso, explicação
mui o ap akūs, mas sua monog a ia pode le -se, que ska džius 1962 m. wi hou zauolanků
napisė, que diccioná io lide a a sme onos paski asis balčikonis (p. 27). Aqui nes e luga
com um ce o desgos o e susimus ai: po que já ago a nos mais al os pos os de pode
não há pessoas, não só de pala as lou adas, mas e de a o aman es Li uânia, das
pessoas li uanas, po que já du an e es as décadas independen es da Li uânia não
conseguiu c ia escolas nacionais, po que diminuído le i udão dos alunos, po que ão
smuk o p es igio do mes e e das escolas, po que a é os p óp ios adu o es do
idioma?... e ainda mais uma al pe gun a pode se esboçada. en euka io na Li uânia as
condições de abalho dos kalbininkų não e a mui o já con o á eis e áceis, mas ha ia a
o gulho do seu po o e sua língua. po an o, em pouco ocos, oi suno min a bend inė
língua e c iada nacionalinė escola, que desen ólike e po wa ą, e ainda po p imei o, sang iná io, poka io dezme į.
aldonas Pupkis
Juozas Balčikonis i didysis Lie u ių kalbos žodynas
ecenzijos e iews o que gi he eldėjo balčikonis de búgos, que nas ca as assim
exo ou a saí a é a aldeimą e apidė i só ao abalho do diódino, e ele p óp io
o e eceu oma odas as p eocupações, elacionadas com o diódino inancia im, e
mesmo sendo a insa is ei o, quando não ob i essem dos bugos no icões espos as
(balč no ikonis 1982: 215 <25 2568). balčikonis, conhecendo e mui o espebês būgą como
cien ionis a, 1922 e 1923 m. con ocando ele quan o mais ápido dicínio būga sumanęs
ašy i žodyną i siūlydamasis isu kuo pa a nau i, u bū ne neįsi aizda o, kokį
e quais u ėjęs opo unidades o naquele empo ap esen a p ensa. Começando a
esc e e diccioná io, būga sen ia ob igação se explicškin i. linguagem Li uânia
dicioná io do p imei o sąsiu ino ele esc e eu que a um dicioná io a sidėjęs 1912 m.
aqui ele indicou e ci cuns âncias, pelas quais cole ada ma e ial, quan o e de onde ela
mon ada. būga ca ões (laiškelių) nãocalčia ês, mas, começando a esc e e
Dic iona y, u ėjęs 1417 pūdų, dos quais 1013 pūdų bu ę su ink a kaune desde 1921
a é 1923 m. p imei o dia de dezemb o. po ém o ma e ial dispoja ainda do dicionio
imp indi i não pe mi usi, pois ês que ele se -an e meno e in empulas. que eu
dicção con eiu espalhado do mundo luzõn al como ele šiandie é, isso aqui culpa nossa
sociedadeé e pode ê, especialmen e úl ima, que há mui o não me pá a de exho uusi
po meio minis e io educação mais ápido inicia p essão abalho. aqui enho a i
do seu e ou os kalbininkų nome ag eku ao nosso go e no leis leidžiamajai (seimui) e
leis execu omaai (minis e ių kabine ui) , que a es e abalho de cul u a e ciência
nepašykš ėjo de g andes gas os. ob igado e a odos o diódino alkinink! (būga 1924:
Vi). [en ão... e a nós, es udan es, uni e si e e oi men indo, que bu žuazinė
au o idade nada nãoi upinusi pala ain, que būga de pob eza susi gęs e cedo
mo ęs. en e an o do embo ag adeço às au o idades e , que es i em
comple amen e di e en e.] con inua búga esc e e:
Essiam meu ocynho mais p i ingameso se ia não dicodyno, mas dicodyno nome da
subs ância. Meu ocabulá io não é nem sis ema icamen e ei o, po que odo o seu
ma e ial é cole ado an eokiais, alea o iamen e. sem que e imedia amen e
imp imia colic ó ia de ma e ial ocodyno, não passei a é a dicciony plano (1924: Vi).
Zodyno con inho ai odos, sem nenhum jis ão, pala as da língua li uãs. aqui
encon a a si luga não só gene iniai (appella i a) (...), mas ambém ik iniai (nomina
p op ia) nomes (...). O diciona de odo não igia disso, se a pala a ca imo
lie u iškas, ou es anim, po que pa a ele odas as pala as igualūs (1924: Vii). Ódžių
aiškinamoji língua no meu ocabulá io não há uma. aqui lei o ojas as uma pala a
explici ada Li u iamen e, ou a okiškai, e cei a usiškai ou lenkiškai, ke i ą
la yniškai ou ainda de ou a. mis u a de línguas (babelio) e i a eu não consegui po
al a de empo. kiau ai aça a a és oda diccioná ia um-ku ią linguagem, cla o,
se ia bu ę possí el e a é geis ina, mas só ai bêda com o que esse abalho eque ido
é mui o empo. assim, pa a que e ap essa a esc i a e a imp essão do dicioná io,
i e que deixa as pala as explica aquela linguagem que encon ei nas on es (1924: Vii).
216 ac a Linguis ica Li huanica LXX pa a descob i , o que e como būgos a i a, é
aLdona PauLauskienė
p eciso le o dicioná io ex o. aqui pego só um exemplo. ainda não se o mou a bend iné
língua, isso g e a acmuo asime e a mybių acmenas, akminas, an aš inais pala as
ai e suas mino i á ias o mas akmenėlis e akminėlis. e da p óp ia pala a ped a lizde
desc e e odos aleg nios, de odos p essionado búga sejjadéu: nuo do segundo
semes o eu pode ia saí-me da uni e sidade po ano a é spėčiau p i eng i p essai ben
būgos žodžiais a ian , jų is o ija i a mėmokslis, e imologija. okio ipo žodyno
nebū ų pajėgęs pa ašy i joks žmogus (ne gi būga) i joks kolek y as apsk i ai. o
i omą (ce ca 9001000 psl.). mas isso aze pode ei, quando i e i ga an ias ce as de
que o meu pão de subsis ência se á p o ido sem uni e sidade e ou os abalhos (1924:
14). digamos, se o Des ino não i esse de ou a o ma pa ulkado e būga i esse
esc i o al ocínio, qual que emos de p imei os sąsiu inių, isso kažin ou mui o longos
ele e ia man ido cien í ica alê, po que nenhuma escslui, ambém e lingu is ika, não
há e não pode se im. po an o balčikonio, mui o mui o não e žusio em naquela época
na Li uânia madingą is o izmą, nomeação sup emo edi o im do dicioná io ha endo bem
apgal ado. P anas ska džius, na u almen e, não pôde neįsižeis i, que edi o íssimo oi
nomeado não ele, cien alis a, e p a icas balčikonis. consen indo se sênio edi o do
dicioná io, balčikonis p omei ou não só ju ídicos e mo ais di ei os, pelos quais ão
cuidadosen ase seus oponen es, mas e odos os de e es, que kažin ou quem ou o
e ia conseguido execu a ão do ai. ele não e ia assumido al esponsabilidade se
não i esse sido ce o po causa de sua compe ência cien í ica e capacidades
adminis a i as. P adėjus da bu, ao edi o e e que cuida de mui os lei us es a
monog a ia, e mui o que me já é conhecido de Pupkio compily ų e expôs balčikonio
Rink inių aš ų, ambém seu cuidado com expos os balčikonio p óximos,
dalykų: pa alpų su a kymu, a nau ojų pa inkimu, ka o ekų pe žiū a, olesnio
da bo plana imu i o ganiza imu“ (32).
compan ada bių e alunos lemb anças Dėk žodį p ie žodžio u ėsi žodį i į žodį i ą ą, o
que esu expe imen ou de con a o com balčikoniu ne ik paska paska paska paska paska
paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska
paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska paska
paska paska paska paska paska paska.
de 1956 a 1960 m. com Vosyly e i íamos no mesmo com abu inho em qua á ios
ade imen os. quando po causa de g a e doença ela não encheia a de i ao ins i úcio,
mas ainda podia esc e e e edi a diccioná io, nossos cama ões o na am um lu u:
Paulauskas do ins i u o le a a ca ô ecas e ex os do dicioná io pa a casa, e eu
ajuda a buí e. jun amen e com o abalho em nossos casas a elia a e ódyno
p oblemos, oi ne e i balčikonio isi as (su mažais medaus ko iukais) pas namie di bančią Vosyly ę.

aldonas Pupkis
Juozas Balčikonis i didysis Lie u ių kalbos žodynas
217 ecenzijos / e iews
ais ci cuns âncias ou ei suas con e sas, i, como esc e o e edaguado diccioná io,
como pa ece seu co ek ū os e e i os, pois mui as skil os do dicioná io gulėa am
i an Paulausko ašomojo s alo. Žodyno ašy ojai i edak o iai bu o okie žmonės,
que oma am pa a o abalho nãoile am de empo de o ças: abalha am e si gdami
namie, poilsio ho as e dias, abalha a pe a os ogas. assim agi is eles o am ensini i
abalho amlincio balčikonio.
Pupkio u ilizado a chy iné ma e ial apilda nosso sabe im sob e balčikonio abalho e
idėjas, sob e na u aisas g adual ins ução de esc i a do dicioná io apa ecimen o, e
naquele modo ex o da monog a ia pasido a pa ecidos em his ó ia de esc i a do
dicioná io. al ez jus amen e po isso a alguns colegas e conhecidos do au o pode ia
apa ece -lhes, que osse ap op iado e o í ulo da monog a ia g andiho Li u ianos
diciono his ó ia. mas isso não é oda his ó ia. e au o us escolhido melho e le e
monog a ia con eúdo, pois balčikonio padi be ada assim, que, e ele sepôs do diccioná io
e da ida, apesa de odos a s ymų, empos kai as, ideológicos esp o ação, seu
espí i o pas ou e guiou o diccioná io abalho. só bem balčikonio começou a abalho
podia con inua o seu esguicia colabo ado es e alunos. i ėjus oda idešimčiai omų e
sumanius pe mi i dicodyno ele ónico a ian eą, pasida ê possí el pa ob a isso, o
que an e io men e imposibili ado ou nemokel o aze . Vy au as Vi kauskas
ansci ou odo o diccioná io e, su egis a endo a minių žodžių i o mų
anspona imo ik us, 2006 m. expôs eles sepa ada li o Lie u ių kalbos žodyno
aisymai. au o iaus pala a: 1964 anos a ou ono do ins i u o dialec ologia seção ui
ans e ido pa a Žodynų sky ių, onde p incipalmen e e domėjausi a minių žodžių i
o mų anspona imu. não só meu oi no ado doub o inhas coisas, pokalbėda om e
com pala asyninkas, e com a mė y ininkais. assim udo e começou. nos dias de
se iço inais udo esc e i num li o. isso enco ajou meu maio mes e p o . Z.
Zinke ičius, doc. a. Laigonai ė, colegos e. g ina eckienė. a. jonai y ė, d. ga gasai ė, j.
Paulauskas, Ž. u bana ičiū ė-Ma ke ičienė e k . e p o . balčikonio ensino a ugii dos
e os (Vi kauskas 2006: 7).
Mui o e ia sido bom, pa a se assim con egis adas e explicadas pala as g ama icais
ca ac e ís icas e leksicos signi icados hie a quia de ixação de e os, mas as ciências
da g amá ica e lexicologia da língua li uana o am incompa adamen e apneses po não
dialek ologiją, i niekas iš šių s ičių specialis ų ne u ėjo okio yšio su žodynu, kaip
dialek ologas Vy au as Vi kauskas.
ala se aqui sob e assun os, au o idades ca ees ão da cul u a do po o, escolas e
p o esso es, isso pode se expe imen ado e de balčikon Rink inių aš ų, e de ecensões
monojog a ia, na qual que balčikon napiniąja sua mão (sek e o iumi) escolheu a o ma
i a dos p o esso es. Finalmen e e odos os nossos g andes lingüis as no início do
abalho o am p o esso es, pos e io men e o nadas i ulados cien is as.
218 ac a
aLdona PauLauskienė
Linguis ica Li huanica LXX
Valdžia nãoilėjo dinhei o dicynui, mas a pa i a chi inių dokumen ų e , que se
esgo asi pelo nepik naudžiau i, economi a . ainda conhecendo aquele empo
ag a inês Li uânia ida, quando po 100 li os e a possí el comp ou uma boa
ac eja, isso edi o ado 1000 li os alga, na u almen e, mui o g ande. Mes e, e
mais a de inspec o das escolas e docen e da Vilniaus Uni e sidade P anas
gailiūnas con ou, que acabęs a uni e sidade, susiieškojęs abalho inicižios
mokykloje. abalho būda ê não an o mui o, e gauda ês 300 li os emune ação.
po cemá li os ele alugou-se a cama a com e eição e a endimen o. kišenėje ainda
likda ę 200 li os, dos quais, sendoamas iengungis, nežinojęs como expos os.
Ag icul u is as i endo comple amen e di e en e, po que isso, que zauguda em em sua
e a, būda em mui o ba a o, e isso, que o que p ecisėjem comp a na cidade p angu.
po cen ne į ugios não podia comp a -se sapa os. mas não deixemos em a economia do
país, embo a aqueles a chy inos on es ob iguem e sob e isso e lexiona ,
especialmen e se ainda da in ância lemb eis, como mama, que endo apaga k osnį,
g osse suedišką deg uką skelda a po me ade, e com cinzinas adelhas o pai aziu a só
à ig eja ou à cidade, como os homens man inham o apda ão desde es ikyda ę e
laido u ě (po abalhos di íceis e p eocupan es), o bas i de abalho de pequena a
elha le a a em casa, anda a com klumpes, e e am al ez a é mais elizes do que os
a uais. Monog a ia au o iaus įdi bis p epa ando balčikonio Rink inius aš us, dicódino
bend ada bių a semenimai e a chy inė ma é ia, ap esen ada ch onologine o dem,
mos a e dadei a dicódino c iação imagem a pa i do início: li e na Li uânia, anos de
gue a e poka io a gus p ocu ando salio esclaps i as ka o ekos. po ém gos a ia-se
quan o de di e en e esc i a sky elele bolše ikinės cenzū os gniauž uose, que a mais
jo ens, naqueles empos ainda não i os albinikos nãoapa ecesse, que en ão sem
nenhuma azão sa i šaudė į sa us. eles o am o çados a aze isso. neapesomai žiau i
VkP(b) ideológica coe a a p incipalmen e eišk se p óp ia impé io cen e e de lá
sklido em oda sua á ea. balčikonio di igido diccioná io não po Žiugždas šėliojimo įsmuko
į bolše ikinės cenzū os gniauž us (šėliojo e kos as ko sakas, e gen ikas Zimanas, e
kalbininkas edi o a da publicação jonas kabelka). eles não se iam šėliojė, se em 1946
bomba a ômica não i esse explodido sob e ussos li e a u a e a e. ninguém e ia
exigido esc e e kalbo y os e ou as ciências ob as de s alino linguagem à luz da
ciência, se em 1950 P a doe não oco esse mui o ideologizada discussão kalbininkų com
ma is ais, à qual a pon a ez no á el gezinų kalbininkas, solici ęs s alino in e iu, ele
mesmo su o mula és pe gun as, a eles po s aliną e didžia usiškajam šo inizm, além
a sakęs i paskelbęs oje pačioje P a doje (žinoma, da ydamas am ik us e e ansus
disso s alinas nebū ų pe mi ido skelb i genialaus ob a em nome seu).
1946 m. VkP(b) ck s a s ė žu nalus Lening ad e Z ezda, Mu adelio ope ą G ande ida,
Michailo Zosčenko, anos achma o os c iação e mui o nenhuma igo ai pode os não
aldonas Pupkis
Juozas Balčikonis i didysis Lie u ių kalbos žodynas
219 ecenzijos e iew os pasme cou po apoli iškumas. O p incipal ela o and ejus
Zdano . oudė a, que de isso conside s imen o Zosčenkai a é psica pe u busi. Pupkis
u iliza a o conjun o de documen os Rašy ojas pos a io, emi ido em 1991 anos e u bū
en ousidėmė, que uč uojau depois de isso oco eu as unções dos esc i o es
li uanos, no qual a. Ždano o ealizou LkP(b) ck sek e o ius kazys P eikšas. Nesse
con oyamen o da união dos esc i o es p ecisou boš is em c ū ina e pão mesmo ao
p esiden e da união dos esc i o es Pe ui c i kai, e ainda inimška io komjaunuoliui
edua dui Mieželaičiui. p o e ida a mais e í el acusação baliu s uogai, que, e o nando
de um lage io, pe cebeu que sem di iculdade pode en a em ou o, e, mal pa ando sob e
os pés, disse longa um a gailos lingua, cuja nem uma pala a ele mesmo não ac edi a a
(Rašy ojas poka io 1991: 72). não comp eendendo da polí ica comunis a bep o ezas,
e o nando de aquele k aupaus cong egação, s uoga esc e eu uma ca a c i kai,
achando que o p esiden e dos esc i o es inha ainda alguma que seja pode .
inha nem c i ka, nem Žiugžda. po an o balčikonis ma ê ju ídimųsi e
pasijadamen os pasi aisi i sem sen idomiškumą. Nos anos Poka io balčikoni oi
mui o dada não sem Žiugždas inicia i a. 19441959 m. balčikonis abalhou Vilniaus
uni e si e e, 1948 m. lhe dado o í ulo de p o esso . 19441950 m. ele lide a a ka ed ai
de língua li uãs. 19451952 m. balčikonis oi L s Ma di e o do ins i u o da língua
Li uânica, 1946 ele elegido L s Ma academu, 1945 m. ele concedido L s nusipelniusio
Mokslo eikėjo hono ės i us (sabaliauskas 1982: 38). coloquemos balčikonio
paaukš inimų anos po o dem: 1944, 1945, 1946 e 1948 (įni ingiausių slo ino s a s ymų
i k i ikos) me ai, e ainda adicionemos que balčikonis oi do ado de excelen e u u em
casa de cien is as, isso e en ende emos san ū ų balčikonio compo amen o du an e
c uu ių slo ino s a s ymų e ne ejus das suas a aliações de abalho, en ende emos
e Vi kausko esc i o, que o go e no a ybinė g aciosamen e a aliou o seu nuopelnus
(Vi kauskas 1985: 60). e po que Žiugžda šėliojo, ele mesmo se con idadíss balčikonį
abalha em Li uânia mais al a ins i uição de ciência, ambém se á en endida, se
quem consegui desc e e aqueles e í eis empos de es alinismo. 1948 m. maio 21
d. L s Ma Visuomeninių mokslų sky iaus išplės iniame biu o posėdyje oi
conside s omas Lie u ių kalbos žodyno ii omas. nele balčikonis ala a sob e o
ocodyno na u eza, abalho eigą, escampo e obje i o. e em seguida inha de
escu a daqueles que o axoes c i ica am diccioná io e al ez mesmo eles não ac edi a am no que dizia.
LkP dze žinskio ajono iV pa inėje kon e encijoje, ykusioje 1950 m. bi želio
3–4 dienomis, Pušinis žiau iai k i ika o Žiugždą, kad jis uo me u, kai „bolše izmas
e so ie ica po ência šluo e nušluia de seu caminho não só bu žuazinę a ką, mas e
apgailė inas bu žuazinių e smulkiabu žuazinių pa ijas emanescen es [...], começou
a con oca em L s Mokslų akademiją de odos su ė imų po po ą, i. e. em L s
Mokslų akademiją o am acei os ep esen an es de cada bu žuazinės pa ido.
ago a L s Mokslų akademija em no seu cole i o ex-jygei ių, au ininkų, k is iionių-demo-
ac a Linguis ica Li huanica LXX k a ų, maximalis ų ou simplesmen e e o is as,
aLdona PauLauskienė
xo inis ų ou simplesmen e capi alis as, eologų e a é mesmo Visuo inės bažnyčios
ado ą (Rašy ojas poka io me ais 1991: 251220252). Plūdo en ão Pušinis e economis a
Pe ą Šalčių, poe ą, esc i o ją, li e a u as naukininką Vincą Mykolai į-Pu iną, e
ilologia dak a ą o ien alis ą se ają Šapšalą, e gydy oją onkologą Vik o ą ku o gą. o
sob e balčikonį ex ėžė o seguin e o: a o, que a i is a do pa ido
c is ãos-democ a as, ex-p esiden e do ka ed o de eologia da uni e sidade kauno,
ex- eólogo, p o esso de eologia balčikonis ago a abalha aasi L s Mokslų
akademijoj como Lie u ių k. e di e o do ins i u o de li e a u a.
Pe mi am pe gun a Mokslų akademijos sec e á ia da o ganização pa idá ia d g.
Žiugždos, o que pode da so ié ico mokslui eologos balčikonis, ácil mão pakel as
lie u ių k. e li e a u a acadiku p o esso iumi? (1991: 251253). o que já aze Žiugždai, se
kon e encija exigem da Mokslų akademijos o ganização pa idá ia e seu sec e a iado
d g. j. Žiugždas esolu amen e acaba com o libe alismo no abalho e supos os
cien is as ex-memb os de pa idos bu žuazinos, conside a a c í ica das de iciências
do abalho, o ganiza em abalho de aco do com as a e as de cons ução
socialis ina? (1991: 253). Žiugžda pediu no o Comi ê de dis i o do pa ido e i ica as
ano ações de Pušinio e ajuda Mokslų academia a esol e su gi em p oblemas. ele
expôs-se só dize que balčikonis não eólogo, e ilólogo, mas a i mou que ele nea sik a ė
bu žuazinio aiko, oda a sua abo dagem ao abalho, o seu con o no, o ganiza imą, em
kad ų auklėjimą udo isso pe sunk a bu žuazinio indi idualismo, aqui isu api eiškia
bu žuazinio obje i ism, apoli iškumas. e abalhos do ins i u o ano de ano não
p a icá eis, escinga de qualque lide amen o. como já oi di o, ago a su ge a ques ão
da mudança da lide ança do ins i u o da língua (1991: 255). leio sob e es e e isos empo
e pen eio, se se á ele alguma ez co e amen e comp eendido e a aliado, pen eio sob e
balčikonio o ią laikyseną e sob e comunis a Žiugždą, p aždžiusį Žiugždą kalbininką. sou
pa ašiusi li o S a besniosios XX a. g ama ikos da língua li uânica (ji neišleis a, e não
sei, se capacsiu espalha ). examinei a XX a. g amá ica ciência e i, que pe ei ada e mais
adequada à nacionalina escola é 1937 anos ju gio amb aškos e juozo Žiugždas Li u ias
linguagem g ama ica (ai, nela p imei amen e emp egado e e mo ki čiuo ė). é um
excelen e sis emá ico desc io da sanda os g ama icas da linguagem, nea skies as
di e sosiais exe cícios. eles adiciona g ama ica a ás, pa a que o p o esso p óp io
pudesse escolhe de aco do com o ema em cu so. e na u almen e su giu a pe gun a,
qual qual au o con ibuiu a essa g amá ica? Li u iškoje a ydu eikalus: 1935 m.
binėje enciklopedijoje galima as i ik ai, kad iš li uanis ikos Žiugžda y a paskelbęs
Žemai ės kū yba e 1937 com amb aška Lie u ių kalbos g ama iką. e é udo! da
Enciclopedia da língua Li uânia asimos esc i a sob e ju gį amb ašką, mas nenhuma
pala a sob e juozą Žiugždą. amb aška esc e eu á ios guiêlios de início escola e
mo eu 1945 m., e Žiugžda nug i o no umpą ida, e seu um g eima s alg i das j. 1991:
aldonas Pupkis
Juozas Balčikonis i didysis Lie u ių kalbos žodynas
227 e issões e iews /
Li e a u a balčikonis juozas 1982: Rink iniai aš ai 2, sud. aldonas Pupkis. Vilnius:
Mokslas. būga kazimie as 1924: Lie u ių kalbos žodynas i i ii sąs. kaunas:
Š ie imo minis e ija.
[bal os a cos]. Li e a u a e a e, 1991-Vi-13. jablonskis jonas 1957: Rink iniai aš ai 1,
sud. jonas Palionis. Vilnius: Es adoybna poli ická a ědecká li e a u y yda ykla.
pala as da língua Lie u ių i, ed. juozas balčikonis. Vilnius: Li uania Mokslų
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Pupkis aldonas 2010: And ius Ašman as: ida e c iação. Vilnius: ês es elasu ês.
Vi kauskas Vy au as 1985: Juozas Balčikonis. Vilnius: Mokslas. Vi kauskas Vy au as
2006: Lie u ių kalbos žodyno aisymai. Vilnius: Ins i u o das línguas Li uãs.
Į eik a 2014 m. maio 2 d.
aLdona PauLauskienė
Vilniaus uni e si e as
Balio S uogos g. 8-1, LT-10220 Vilnius, Li uânia
[email p o ec ed]