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Toponymization in the Latvian Language

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Toponymization in the Latvian Language

Author: Sanda Rapa
Year: 2015
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/891/982
S aipsniai A igos 117 e 117
SANDA RAPA (em inglês)
Ins i u o de Língua Le ão, Uni e sidade da Le ônia
Campos de pesquisa: onomás ica, lexicologia, g amá ica.
Toponimiação no
LINGUA LATVIA
Toponimização la ių kalboje
Ano ação
Es e a igo a a de p ocessos de g ama icalização na oponímia le ã e en a encon a
di e enças na de i ação da oponímia e no ocabulá io comum. Fo am obse ados ês ipos
( oponimização p imá ia, secundá ia e compos a) e seis es ágios de oponimização (ex ensão ou
uso de uma pala a em no as ex ensões, ansca ego ização ou mudança de ca ego ia,
deca ego ização ou pe da de alguns componen es ca egó icos, deseman ização ou pe da ou
mudança de semen es no campo semân ico de um opônimo, cli ização ou usão de duas pala as
em uma, e osão ou pe da de subs ância oné ica, epexege ização ou aquisição de uma no a
ex ensão mo ológica ou semân ica pa a explica o opônimo). Fo am dis inguidos dois es ágios
de deseman ização […] pa cial e comple a […]. Pala as-cha e: nomes de luga es, oponimiação,
deseman ização, al e ações g ama icais de opônimos.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje ap a iami la ių kalbos ie o a džių g ama izacijos p ocesai i mėginama
nus a y i ie o a džių i bend inių žodžių da ybos ski umus. Foi išski i ys oponimizacijos
būdai (pi minė, an inė i sudė inė oponimizacija) e šeši lygiai (eks encija, a ba žodžio
a ojimas ki ame kon eks e, anska ego izacija, a ba ka ego ijos pasikei imas,
deka ego izacija, a ba am ik ų ka ego inių komponen ų išk i imas, deseman izacija, a ba
žodžio semų išk i imas a pasikei imas seman iniame ie namskų lauke, kli izacija, a ba d iejų
žodžių sujungimas, e ozija, a ba one inio išk i imo elemen ų, a ba epeksege izacija, a ba
mo inio a mo ijo a dija). Išski i do deseman izacijos lygiai: dalinė i isiška. ESMINIAI
ŽODŽIAI: ie o a džiai, oponimização, deseman ização, ie o a džio g ama iniai paki imai.
SANDA RAPA (em inglês)
118 Ac a Linguis ica Li uanica LXXIII
Ao ganha o s a us de nome p óp io, o subs an i o comum não pá a seu
desen ol imen o - ainda es á sendo adap ado ao sis ema linguís ico e à g amá ica.
Os g amá icos no malmen e o chamam de g ama icalização (ou g ama ização) […] o
p ocesso pelo qual i ens e cons uções lexicais êm a se i unções g ama icais
em ce os con ex os linguís icos e, uma ez g ama icalizados, con inuam a
desen ol e no as unções g ama icais (Hoppe , T augo 1994: XV). Mas, endo em
con a que os nomes p óp ios são uma ca ego ia especí ica de ocabulá io, e,
po an o, êm di e en es modelos de de i ação e al ez ambém um
desen ol imen o pos e io di e en e, o p ocesso de adap abilidade da pala a ao sis ema linguís ico na onomás ica
should be e e ed o as oponymiza ion.
Exis em duas opiniões sob e a oponimiação man idas pelos onomas icianos em
e e ência à comple ude do p ocesso. O G upo de Pe i os das Nações Unidas em
Nomes Geog á icos (UNGEGN) o nece a seguin e de inição do e mo: "a o de
p oduzi um opônimo (ou seja, um subs an i o p óp io) a pa i de um
subs an i o comum ou de ou a pa e do discu so" (In o me 2011: 3). Na
onomás ica ussa, o p ocesso de oponimiação é explicado de o ma mais
de alhada: como um ipo de onimização que implica não apenas a mudança de um
subs an i o comum em um subs an i o p óp io, mas ambém o desen ol imen o
g ama ical e léxico-semân ico do nome (Podolskaja 1978: 143); é um p ocesso que é
mais p o á el de oco e em línguas de in lexão.
Com base nes a comp eensão mais ampla da oponimiação, o a igo in es iga
alguns aspec os do desen ol imen o g ama ical dos opônimos le ões. A im de
explica o p ocesso de oponimização na língua le ã de o ma mais explíci a, a
e minologia e a me odologia da g ama icalização se ão usadas (Hoppe ,
T augo 2003; Heine, Ku e a 2004; Heine 1993; Fische , Rosenbach 2000; Lehmann
2002; Meille 1958, e c.). O ma e ial pa a a análise […] nomes de luga es com uma
o igem cla a (e ymon) […] oi e i ado dos a qui os de ca ões do Ins i u o da
Língua Le ã.
No p imei o ní el, quando um subs an i o comum se o na um nome p óp io,
podem se dis inguidos ês ipos de oponimiação (de aco do com a
classi icação elabo ada pelo linguis a polonês S anisław Rospond e ado ada
pelos onomas icianos le ões e li uanos (Rospond 1957: 235 ., Vanagas 1970, Balode)
1985, Laumane 1996)):
• oponimização p imá ia […] quando o subs an i o comum ob ém o s a us de um
nome p óp io sem qualque ans o mação mo ológica (a de i ação
mo ológica de e oco e no apela i o em ez do nome p óp io, po exemplo, um
ale chamado Ab a […] kneading ough, hod[…]1 em Baižkalns < 1 Aqui e daqui em
dian e […] uma adução ap oximada ou li e al de um nome de luga .
S aipsniai A igos 119 e
Toponymiza ion in he La ian Language
ab -a [ aiz + e minação] e um ale es ei o Ab iņa em Cēsis < diminu i o
de ab a ab -iņ-a [ aiz + su ixo diminu i o + e minação]);
• oponimização secundá ia […] quando o subs an i o comum é de i ado po
opo o man es (de i ação mo ológica de e oco e no nome p óp io, po
exemplo, Celmājs […]um luga com mui os oncos[…] em Iz al a < celm-āj-s
[ aiz + opo o man e, ou seja, su ixo + e minação]), […] oponimização
compos a […] quando o nome p óp io consis e em duas ou mais pala as (às
ezes pode se acompanhado de oponimização secundá ia). A maio ia dos
nomes de luga es compos os são cons uções nominais - ge almen e um
elemen o gené ico em combinação com ou o subs an i o (89%) ou adje i o
(10%). Ou os exemplos são mui o a os […] cons uções p eposi i as,
coo dena i as, nume ais, p onominais e in e jecionais cons i uem apenas
1% dos nomes de luga es compos os.
A e isão de mais de 100 mil opônimos dos a qui os de ca ões do Ins i u o da
Língua Le ã mos a que me ade de odos os opônimos le ões (50%) é de i ada po
oponimiação compos a, 48% são o mados po oponimiação secundá ia e apenas
2% são opônimos p imá ios ( e Fo o No 1). PICTURA 1. A Bíblia diz: T ês ipos de
oponimiação No en an o, a de i ação de nomes de luga es não é o obje o p incipal
des e a igo. A es u u a mo ológica dos nomes de luga es le ões já oi
comple amen e in es igada po linguis as an o le ões (po exemplo, Laimu e
Balode, Vallija Dambe, Beni a Laumane, e c.) quan o li uanos (po exemplo,
Aleksand as Vanagas, Laimu is Bilkis, Dalia Kačinai e-V ubliauskiene, e c.). Nes e
es udo, se ão delineados os p incipais p ocessos de oponimização mais p o unda
(ou seja, g amá ica) na língua le ã.
A im de mos a mais explici amen e a oponimiação mais p o unda e mais
p o unda nos opônimos le ões e compa a o desen ol imen o de nomes p óp ios e sus comuns
Toponimiação
secundá ia
Toponimização
compos a
Toponimiação
p imá ia
Toponimiação
p imá ia
S e c o
d o o a o
n
p
n
y
d
(em
inglês)
g
SANDA RAPA (em inglês)
120 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIII ocabulá io, o seguin e esquema elabo ado
po Be nd Heine (Heine 1993: 58) oi selecionado: Es a cadeia de g amá ica mos a os
es ágios básicos de g amá ica de pala as sem agmen ação mais p o unda do
deseman iciza ion → deca ego iza ion → cli iza ion → e osion
p ocesso. Uma ez que os nomes de luga es ge almen e man êm sua o ma
g ama ical po um longo pe íodo, a e idência de oponimiação de e se encon ada
sem uma análise mais p o unda. Além disso, cada es ágio de g ama icalização se á
desc i o em e mos de oponomás ica.
Desca ego ização
Ao en a coloca um nome de luga na cadeia de g ama icalização, a p imei a
co eção de e se ei a na sequência de es ágios, po que no p ocesso de
onimização a ca ego ia da pala a é a e ada no início. Quando um subs an i o
comum muda pa a um subs an i o p óp io, ele não só adqui e uma dis inção g á ica
(ou seja, passa a se esc i o com uma le a maiúscula), mas ambém congela em uma
ce a (e mui as ezes imu á el) o ma ca egó ica ou g ama ical. Assim, ele pe de
pelo menos um componen e ca egó ico (po exemplo, os subs an i os que se o nam
oikônimos na oponímia le ã mais equen emen e pe dem sua o ma singula ,
enquan o os adje i os, à medida que se o nam oikônimos, ge almen e pe dem sua
o ma eminina). No en an o, es a mudança en e o apela i o e o nome p óp io
nunca le a a uma ca ego ia de ní el in e io (po exemplo, auxilia es) […]
subs an i os comuns se ans o mam den o de uma ca ego ia léxica equi alen e;
Po an o, o p imei o es ágio da oponimiação de e se chamado de
ansca ego ização ou eca ego ização. Alguns g amá icos disce ni am ou o
subes ágio nes e p ocesso an es da deca ego ização e o desc e e am como
ex ensão […] o uso da pala a em no as ex ensões (Heine, Ku e a 2004). Embo a mais
a de enham abandonado essa ideia, ela pode se aplicada à onomás ica. Assim, a
p imei a e apa da oponimiação pode inclui o seguin e: ex ensão (uso em no as
ex ensões) > ansca ego ização (mudança de ca ego ia) > deca ego ização (pe da de alguns componen es ca egó icos).
Deseman ização
O p óximo es ágio […] deseman ização […] é às ezes e e ido como o ga ilho da
g ama icalização que inicia uma mudança i e e sí el de uma unidade linguís ica e
é esponsá el po odos os seguin es es ágios de g ama icalização. Se
conco da mos com John S ua Mill, Alan Ga dine e ou os que a i mam que os
nomes p óp ios não êm signi icado léxico e são sinais di e enciado es azios,
S aipsniai A igos 121 e 122
Toponymiza ion in he La ian Language
de emos dize que os subs an i os comuns a ingem sua comple a
deseman icização no momen o em que se o nam nomes p óp ios. Po ou o lado,
se conco da mos com os seus oposi o es, como O o Jespe sen, Oja Bušs e eu
mesmo, podemos dize que os nomes p óp ios êm um signi icado léxico ainda mais
amplo e ab ange mais do que os subs an i os comuns, e, assim, a nomeação de um
luga inicia não apenas a deseman ização, mas ambém a eseman ização do
apela i o. Po exemplo, o apela i o ē gļi […]agles[…], depois de se o na um
subs an i o p óp io Ē gļi, pe deu seu signi icado apela i o e ganhou um no o
signi icado que, no en an o, é di ícil de de ini : […]uma aldeia na ma gem do io Og e,
o local de nascimen o do esc i o le ão Rūdol s Blaumanis, e c.[…]
Nos a qui os de ca ões do Ins i u o da Língua Le ã há mui os casos que
mos am a deseman ização de nomes de luga es. Dois ní eis di e en es de
deseman icização na oponímia le ã podem se dis inguidos: deseman icização
pa cial e comple a, que ge almen e são iniciadas po me á o a ou me onímia, ou
seja, analogia e eanálise (es es dois ipos de ansposição semân ica são
econhecidos como os mecanismos seman icamen e mo i ados mais impo an es
no p ocesso de g ama icalização (Hoppe , T augo , 2003: 87, Heine, 2003: 96,
Fische , Rosenbach, 2003: 15, e c.).
A deseman ização pa cial pode se encon ada em nomes de luga es compos os com
um elemen o gené ico que não ca ac e iza (comple amen e) a ca ego ia do obje o.
O es udo de ap oximadamen e 100 000 opônimos compos os com um elemen o
gené ico (que, é cla o, de e deno a a ca ego ia do obje o) mos a mais de 24 000
desajus es semân icos en e um nome de luga e o obje o geog á ico eal […], o que
signi ica que mais de um quin o dos gené icos nos opônimos compos os le ões não
desc e em a ca ego ia do obje o geog á ico eal, ou o azem apenas pa cialmen e
( e Fig. No 2).
e mo
≠
gené ico
nome do
24%
objec o
=
di ec o
e mo gené ico nome do objec o di ec o
76%
PICTURA 2 (em inglês) Gené icos em opônimos le ões

SANDA RAPA (em inglês)
122 Ac a Linguis ica Li uanica LXXIII
Pode se o esul ado de uma mudança uncional ou de uma ansposição me a ó ica
e me onímica. Mas a é mesmo a deseman icização pa cial pode se de um g au
di e en e: os nomes me a o icamen e anspos os queb am pa cialmen e a ligação
en e o apela i o e o obje o, mas os nomes de luga es me onímicamen e
anspos os e os nomes que pe manecem inal e ados após a mudança do obje o o
azem quase comple amen e, enquan o o signi icado léxico do apela i o ainda é
econhecí el (po exemplo, uma designação me a ó ica equen e pa a um luga
oco, bodaļu ‘li . : bowl, usado no nome do ale Sid aba Bļoda ‘Sil e Bowl em Anna2, e
o apela i o bļoda ‘bowl êm pelo menos um seme comum ‘ o ma edonda, enquan o
o e mo gené ico no nome do p ado Medus S au s ‘Honey S aule em Džūks e que
é nomeado, a a és de synecdoche, em homenagem ao iacho que lui ao longo do
p ado, e o apela i o s au s ‘ i ule não êm nenhum seme comum). O exemplo mais
ep esen a i o de deseman ização pa cial é o apela i o pu s […]bog[…] nos
opônimos le ões. Ce ca de um sex o dos compos os gené icos com es e e mo
gené ico exis en es na oponímia le ã não designam o obje o isiog á ico
co esponden e, ou seja, um e dadei o pân ano ou pân ano, ou pelo menos uma
zona húmida. Lexeme pu s nos nomes de luga es le ões é equen emen e usado
pa a designa p ados, lo es as, campos, lagoas, a bus os, aldeias, ales, poços,
e c. Es e apela i o (p o a elmen e, de ido a mudanças na lo a e na geologia dos
espec i os obje os) so eu odos os ipos de mudanças semân icas. Um obje o pode se chamado de pân ano a a és de:
• me á o a (quando o luga se pa ece ou em algumas ca ac e ís icas do
espec i o obje o, po exemplo, um p ado chamado Elles Pu s […]Hell[…]s Bog[…]
em Ā la a; ca ac e izado po um in o man e como […]mui o molhado[…]);
• me onimia, ou seja, sinecdoche (o luga es á si uado pe o de um pân ano
ou um pân ano es á den o de seu e i ó io, po exemplo, um nome de
lo es a Līkais pu s […]C ooked Bog[…] em B enguļi; […] em alguns pequenos pân anos den o[…]);
• mudanças his ó icas (quando o e i ó io oi an e io men e um e dadei o
pân ano, po exemplo, Lai as pu s […]Boa Bog[…] em Bilska, […]e a um eno me
pân ano, ago a uma e a melho ada[…]). O mesmo des ino a ingiu ou os gené icos
que es ão incluídos em ce ca de me ade de odos os opônimos le ões.
P o a elmen e, um b anqueamen o do signi icado apela i o de um nome de luga
ambém é de e minado pela equência de seu uso. Pode se obse ado no uso dos
apela i os mais di undidos, como as e […] e i ó io es ei o[…] (li .: […]cauda[…]), gals
[…]end[…], kalns […]hill, kāja […] e i ó io es ei o[…] (li .: […]leg[…]), leja […] alley[…],
lauks […] ield[…], upe […]edge[…] mežs […] o es […], mala […] i e […], idus […], zeme
[…]land, soil[…]. Exis em á ias indicações de b anqueamen o semân ico dos apela i os mais di undidos nos nomes de luga es:
2 A pa i de ago a, o nome do local e a sua adução li e al são seguidos pelo nome da pa óquia
(en idade adminis a i a após 1939) onde o nome do local oi egis ado. Em alguns casos, algumas
in o mações adicionais dadas po um in o man e en e aspas ambém são ci adas.
S aipsniai A igos 123 e 123
Toponymiza ion in he La ian Language
a) são equen emen e u ilizados na o ma geni i a (ge almen e singula ): po
exemplo, kalna-, lejas-, lauka-, meža-, idus-, e adqui i am um signi icado pa icula
que é u ilizado apenas em compos os onomás icos […] na maio ia dos casos, pa a
di e encia uma no a quin a de uma an iga (po exemplo, os nomes de quin a
D ibas, Kalna D ibas […] Hill D ibas[…] e Lejas D ibas […] Valley D ibas[…] em
Baižkalns, Kalna Uodiņi em D abeši, como disse o in o man e, […] o am sepa ados
de Uodiņi); b) ge almen e pe de am alguma subs ância oné ica: kalna- > kal-,
lejas- > lejs-, lauka- > lau-, idus- > ids- (po exemplo, nome da azenda Kalmaļi [<
kalns ‘hill + mala ‘bo de ] em Vā e, nome da aldeia Laugals [< lauks ‘ ield + gals
‘end] em Nīca); c) são equen emen e u ilizados numa o ma mo ológica
pa icula que não em um signi icado especí ico e não pode se encon ada no
ocabulá io comum: gals > -gale [de i ação com uma e minação eminina], -gali,
-gaļi [nom. pl.]; […] mala - masculino [ eminino], - maļi [nom. pl.]; […] -upi, -upji [ nom.
pl.]; Mež idi [< mežs ‘ o es + idus ‘middle] em Dignāja, Ē ģeme, Gaujiena, e c.,
Ciemgali em Dundaga, Ciemgaļi [< ciems ‘ illage + gals ‘end] em Bauņi, Tu la a,
e c.); d) po ezes con êm uma eduplicação que é conside ada po Lehmann
(Lehmann 2002: 116[…]117) como um indicado iá el de deseman ização: po exemplo,
nomes de colinas com o gené ico eduplicado kalns […]hill[…]: Kalniņkalns,
Kalnijkalns, nomes de explo ações ag ícolas Kalnk ie kalns, Kalnkalniņi em Ē gļi;
e) às ezes pode apa ece uma cono ação adicional: po exemplo, leja " al"
ambém pode deno a "casa de um se o ag ícola" e kalns "colina" "casa de um
p op ie á io ag ícola" (ME II 143, 447) (po exemplo, Lejas ē zemnieki "Valley
Vē zemnieki" em Ci gaļi desc i o po um in o man e como "casa dos se os").
Es as indicações mos am que os lexemas mais di undidos quase adqui i am o
es a u o de um a ixóide (na maio ia dos casos, um p e ixoide) - uma pala a egula
que ambém pode unciona como um componen e mo ológico de um nome, como um
a ix (p e ixo). Mesmo que uma pala a independen e pe ca sua subs ância oné ica e
se o ne i ecognizá el, ela ainda pode se usada como opo o man e na de i ação de
names. Some imes a coincidence wi h egula auslau s can help ( o example, a
no os luga es. O apela i o equen e as e […]cauda, e i ó io es ei o[…] lemb a a
auslau -a(i)s e ou su ixo -s in línguas inlandesas bál icas).
Mui os lexemas em nomes de luga es alcança am a deseman icização comple a.
Es e enômeno pode se obse ado nos chamados opônimos obscu os, onde o
signi icado especí ico oi há mui o esquecido e ago a só pode se descobe o
a a és da análise e imológica. Po exemplo, a e minação equen e -a a em
hid onímicos le ões (po exemplo, em nomes de ios Aba a, Dauga a, Ruca a)
p o a elmen e su giu da aiz indo-eu opeia *a[…](e) e o iginalmen e inha o
signi icado de "umedece , lui " (c . La . a o s […] on e [de água][…]) (Ka ulis I 93[…]94; Buck 1949: 44;
Poko ny 1959: 78). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é
SANDA RAPA (em inglês)
124 Ac a Linguis ica Li uanica LXXIII
Exis em mui os opo o man es que en a am na oponimia le ã como pala as
independen es de ou as línguas. De ido à i econhecibilidade subsequen e, esses
apela i os emp es ados (p incipalmen e gené icos) o na am-se o man es
g ama icais. Assim, os nomes dos lagos le ões Kaņie is em Riga, Ninie is em Cēsis,
Spicie is em Smil ene p o a elmen e con êm o es oniano jä […]lake ou o li oniano
jō a, jä u […]lake (Dambe 1987: 34; Hauzenbe ga 1932: 134). Es a e minação o nou-se
um opo o man e egula ; Po an o, é incluído não apenas em hid onimos, mas
ambém em nomes de p ados (po exemplo, Pinie s em Liezē e) e nomes de azendas
(po exemplo, Poņe i em Pil ene). Os pos ixoides emp es ados ambém são -nī e na
egião de Ku zeme (c . es oniano nii , li oniano nī […]meadow[…]) e -pole em La gale
(c . usso поле […] ield[…] que, de aco do com Fasme III 307, es á elacionado com o
usso an igo полъ […] abe o, azio[…]), e c. Não apenas a deseman ização, mas
ambém a ansseman ização ou a eseman ização podem se obse adas nos nomes
de luga es le ões se um no o signi icado apa ece como esul ado da
g ama icalização. Po exemplo, o nome da quin a Rīskalni em Renda su giu como
esul ado da con aminação de ijas- [gen. sg.] […] h eshing ba n[…] e kalni […]hills[…],
não das pala as īss […] ice[…] e kalni […]hills[…]; O nome da quin a Da dedži de i a de
da ( )dedži […] a -boile s[…], e não de da dedze […] ainbow[…]; nome da azenda
Sālskalns […] de saules kalns […] colina do sol[…], não de sāls kalns […] colina de sal[…], nome da azenda Piesa gi signi ica pie sa gi […] sen inelas do p ado[…], não […] pe o de Sa gi[…].
Em alguns casos, p o a elmen e é de ido à e imologia popula , não à
g ama icalização, mas a azão ainda é a deseman ização.
CLITIZAção
O ga ilho mais di undido de a ixóides é clí ico, quando uma pala a em ala
ápida se mis u a com a pala a seguin e e onologicamen e depende de ou a
pala a. Não segue necessa iamen e a deseman ização, como oi mos ado na
cadeia de g ama icalização, po que aqui o componen e de um opônimo
ge almen e man ém seu signi icado […] é semp e lemb ado pela cono ação com o
obje o co esponden e.
O p ocesso mais ca ac e ís ico na oponimia le ã é o p oclí ico, quando uma
pala a (ge almen e uma p eposição) sem um so aque independen e se unde com a
pala a seguin e no p ocesso de ala. Ainda há mui os opônimos na oponimia le ã
que se assemelham a uma desc ição onomás ica. A maio ia deles são cons uções
p e ixais, e mui as delas são combinadas em pala as p oclí icas: Aizeze e < aiz +
eze s […]a ás do lago[…], Aizupe < aiz […] […]a ás do io[…], Aizpu e < aiz […] pu s
[…]a ás do pân ano[…], upeobeža […] pie + obeja […] ás da on ei a[…],
Pā dauga a […] + Dauga a […]a ás do io[…], Pā mežs […] + pā mežs […]a ás da
lo es a[…], Pā pu s […] + pā behind. Nes as cons uções (mais equen emen e
S aipsniai A igos 125 e 125
Toponymiza ion in he La ian Language
do que no ocabulá io comum), o so aque muda da pala a independen e pa a o
p e ixo (de aco do com a eg a do es esse ípico da p imei a sílaba em le ão). Ao
mesmo empo, o no o lexema se adap a ( omando a espec i a e minação
de i a i a) ao deno a o co esponden e: po exemplo, um nome de p ado
Pieakmene o nou-se eminino, po que se e e e a um subs an i o eminino pļa a
[…]p ado[…], enquan o um luga de pesca Pie akmeņa ainda con ém a e minação
masculina do subs an i o akmens […] ped a[…] em Jumu da. Um enclí ico, onde uma
pala a se unde one icamen e com a pala a an e io , pa ece se bas an e a o
na oponímia le ã. No en an o, ambém é menos isí el e econhecí el (po que,
como obse ou Ch is ian Lehmann, é equen emen e seguido de aglu inação e
usão (Lehmann 2002, 145 .)). Os opo o man es equen es que su gi am de
pala as independen es eze s […]lake[…] e a ājs […]plowman[…] na oponimia le ã
são, po exemplo, as auslau es -e is ou -a s e - āji - po exemplo, nos nomes dos
assen amen os Meldze e em Nīg ande e Sauze i em S ū i, nome de p ado Melze e
em Sk unda, nome de lago Zuosa s em Gaigala a e nomes de azendas Dziļ āji em
Code, Dziļ āji em Padu e, Muiž āji em Ī ande […] esses nomes de luga es
p o a elmen e o am an e io men e Meld-eze e ([…] […] lake), Saus-e ([…] lake),
Melze e ([…] lake […] black […]), Zuos-e ([…] lake […]).
( […] a ado p o undo a ado[…]), Jaun-a āji ( […] jo em/no o a ado[…]), Muiž-a āji ( […]
"a ado es de mansões".
Além da clí ica, di e en es ipos de mudanças onológicas podem a e a os
nomes de luga es. A linguis a le ã Edī e Hauzenbe ga-Š u ma desc e eu mais de
150 ipos de mudanças onológicas em ap oximadamen e 2000 oikonimos le ões,
incluindo pe da de ogais, consoan es ou sílabas, bem como mudanças
quali a i as de ogais, epen ese, assimilação, dissimilação, me a ese, ali e ação,
e c. ( e Hauzenbe ga 1932).
E osão
A e osão ou pe da de subs ância oné ica (Heine, Ku e a 2002: 2) semp e ai de
mãos dadas com o p ocesso de clí ica e ge almen e segue a deseman ização
(Meille 1958: 135 […] 139). Comumen e, uma colocação oponímica (lexema
onomás ico + gené ico) o na-se um nome de luga compos o, e en ão o segundo
componen e do nome se o na um opo o man e (como pudemos e no enclí ico
amples abo e), bu o en he las componen (mos ly a gene ic) is comple ely
desca ado). P o a elmen e, é de ido à economia da linguagem, que é mais e icaz
na oponímia do que na linguagem comum, po que no caso da oponímia, é p eciso
memo iza mui as unidades linguís icas especí icas, mui as ezes não pad ão
(Supe anskaja 1973: 87). Além disso, a pe da mais e iden e ou a chamada elipse oponímica