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Termino „žemė́vardis“ klausimu

Abstract

    Straipsnyje aptariamas tarpukario mokslininko Kazimiero Alminauskio vartosenoje funkcionavusio savakilmio žodžio žemvardis terminologizavimosi procesas ir rezultatas, sąvoka, termino vieta savos terminijos sistemoje, santykis su kitais lietuvių toponomastikoje vartojamais terminais. Atskleidus konceptualiąją šio kalbos ženklo teikiamą informaciją, numatytos platesnės jo panaudos galimybės. Straipsnį praplečia enciklopediniai duomenys, vietovardžių užrašymo iš gyvosios kalbos (kalbėjimo) istorijos fragmentai, juos papildo praėjusio amžiaus tautinio toponimijos registro Lietuvos vietovardžių žodyno informacija, tarpukario kaimo kultūrinę semantiką reprezentuojantys savos toponimijos pavyzdžiai iš Žemės vardų anketų.

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Termino „žemė́vardis“ klausimu

Author: Dalia Sviderskienė
Year: 2020
DOI: 10.35321/all83-14
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2053/2152
310 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
DALIA SVIDERSKIENĖ
Lie u ių kalbos ins i u as
ORCID id: o cid.o g/0000-0003-3060-4713
Di ei o de pesquisas acadêmicas: onomas ika ( ik inių
pala as de da ybos, o igem, mo y acijos in es igações).
DOI: doi.o g/10.35321/all83-14
TERMINO LOMNUDIS
KLAUSIMU
On he Te m Žem a dis
ANOTACIA
O a igo discu e nesse a igo o p ocesso e esul ado e minologiza imosi de um ocabulá io que
uncionou no a oseno do cien is a en euka io Kazimie o Alminauskio, o concei o, o luga do
e mo em seu sis ema e minológico, a elação com ou os e mos usados na oponomas ikoje
li uanas. A sk e endo a concei ual a in o mação o necida des e sinal de linguagem, p e is as
amplas possibilidades do seu uso. S aipsnį p aplečia enciklopediniai dados, localo a džių insc ição
de i a língua (kalbėjimo) his ó ia agmen os, eles apildo p aėjusio século egis o oponimício
da Li uânia au o a džių ocodyno in o mação, in e cuka io aldeio cul u al a seman icá
ep esen andoan es sua oponimização exemplos de Zemės a dų anke ų.
ESMINIAI VOODŽIAI: oponimas, sa akilmis e minos, a osenos ex o análise,
con ex o análise, e minologinė nominacija, mo y acija, e minijos sis ema,
a ps i inė komunikacija.
ANNOTATION
O a icle discu e he p ocess and esul o he e minologiza ion o he indigenous wo d
žemė a dis (‘land name), which unc ioned in he language o in e wa scien is Kazimie as
Alminauskis, i s concep , he place o he e m in he sys em o local e ms, i s ela ionship wi h
o he e ms used in Li huanian oponomas ics. A e e ealing he concep ual in o ma ion
p o ided by his linguis ic sign, b oade possibili ies o he use o he e m a e p o ided. The
a icle is expanded by encyclopedic da a, he agmen s o his o y o collec ing place names
om li ing language (speaking); hey a e u he supplemen ed by he in o ma ion om he
S aipsniai / A icles 311
Te mino žemė a dis klausimu
na ional egis e o oponymy o he p e ious cen u y Dic iona y o Li huanian Toponyms and
he examples o local oponymy ep esen ing he cul u al seman ics o he in e wa illage
om he Land Names ques ionnai es. KEYWORDS: oponym, indigenous e m, analysis o he ex
o usage, con ex analysis, e minological nomina ion, mo i a ion, sys em o e ms,
c oss-disciplina y communica ion.
in oduz. Tik inių pala as e minologia quali ico ina como oda linguís ica e minologia pa e
com só ela ca ac e ís icas peculia es. Desa o unadamen e, gene esnio ca ac e
diccioná ios des a á ea cien í ica (Šmilaue 1963; Подольская 1978, 1988; d uomenės concei os,
GTSGN 2002) au inės e minijos iene ai, ge iausiai a spindin ys kalbinės ben-
seus in oduzi ijimo modelius, sis ema e á ea, que ep esen am, não a en am. Vas ando
mokslui, apa ece e mos selecção po eikis, que e o na uma das mais impo an es y ėjo
a e as. Os p incípios e c i é ios de seleção de e mos de inidos pelos cien is as de e minam
subsequen es e apas da a i idade e minológica: implemen ação dos mé odos de pesquisa
escolhidos, in o mação, necessá ia à subsequen e a ose de e mos, lexínios, acumulação,
com base an o nos equisi os keliamais ao e mo, como p epa ados p incípios me odológicos
do abalho e minológico, c i é io de de inição de e mo, sinch oniedade, sis emicidade,
p incípios de no minização, que são p a icamen e implemen ados modelando a
logino-concep ual1. Te minia como specialioji lingua lexicica exige e especialalaus no mminho,
baseado não li e ú ico, mas na u al de sua ce eza e co e ude, nulme u não a osens
adições ou da pala as daiba, igen es em de e minada lingua, mas des e subsis ema dessa
língua podic uadas ci cuns âncias2. A e minologis a Li uãs Albinas Aukso iū ė opinou, mui o
impo an e que a língua li uana osse usada an o na ida pública do es ado, como no mundo da
ciência (Aukso iū ė 2020). A in e ação da linguagem da ciência com i aąja liaudies lingua,
não e ciando sua pu amen e a i ine especialis as comp o one, é mencionado e Kazimie as
Gai enis (1987: 84). Úl imamen e cada ez mais api eïna cogni i y inis abo dagem em
mo ologicas mo i ação analises 1 Po causa deles z . disposições adicionais dekla usius
Li u ians e minologų (Gai enis 1987: 8391; Gai enis, Keinys 1990: 210) e mode nos, a opocen inas
pa adigmas ėmuose di bančių usų mokslininkų (Костерина, Кондратюкова 2014: 133137;
Васильева 2014, 2015) da bus. 2 Cpecialna lexisica sujei o a especial no mamen ação, em base do
qual le-
литературная, а производственная правильность, продиктованная не нормами словоупотре-
бления или словообразования данного языка, а условиями соответствующей подсистемы“
(Суперанская 2003: 28).
DALIA SVIDERSKIENĖ
312 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII es udos, aigi e mininai ambém seu neiš inga.
Como a i ma usų kalbininkė Jelena S. Kub iako a, žodžiu ansmi ida in o mação
supackada em mo i uo o e ge almen e dalimis seu signi icado ansmi idão sinalą,
adequamamen e conco dinan aus na u eza, e com conc e o pala a ac ualizá el
į pažin ines i komunikacines eikmes“ (Кубрякова 2004: 393)3. „Kiek ieno
šnekos ak o me u sąmonėje ak ualizuojamas men alinis u inys y a subjek y-
con eúdo é só oji, ealioji, signi icado da pala a šnekos ak o si uacijoje. A eal
signi icância é o que o homem Didelė al pa e da signi icância é comum a odos os
mano, ką u i gal oje, kai su okia (išgi s a a ba pa s pa a oja) am ik ą žodį.
alan es po causa de semelhan e expe iência de ida, po causa ípicos si uações de
comunicação pasika ejimen os (Guda ičius 2011: 111). Reikšmė comp eendida como do
con eúdo e o ma ieno ė. A im de en ende o sinal de linguagem ep esen ado po
con eúdo, é p eciso pe cebe p ag ma inį sinais, da usį impulsão as is ao sinal de
linguagem. Na opinião de Nikolai F. Ale i enko, o ma in e na do sinal da pala a é
conside ada sinc oniniu epidigma inio componen e de sua es u u a seman ina,
exebiancio indi ec a nominação idioe ninio pama o unção, i. i. e lindincio deno acinį
sinal, pelo qual oi in odui um dos possí eis agmen os da ik o ės (Ale i enko
2009)4. Na galbo y o econhece-se que e mo des ina-se não só exa amen e
exp essa concei o de ciência, mas ambém ealiza ce a unção de ins umen o de
conhecimen o, escla ecendo isso que é no o de ce a á ea de ciência, à qual ele
se iu, e pėje (plg. Блинова 1981: 28)5. Assim, ac edi ando que o e mo sa akilmis
pudesse a aiga -se no es o en an e ciência de e dadei as pala as e exalshinha
nacionais cogni y inius seus aožos, como p incipal on e de análise oi escolhida
Kazimie o Alminauskio en euda iu suda y a Ins ukcija zemljišnui su ašy i ( oliau
Ins ukcija; LŽVI). Capí ulo I Sob e a e a a dyn, seu signi icado e edaçymą di o:
Ta p au osakos e au odailės liaudies kū yboje hon ado luga cabe ao e a a dyn
(Alminauskis 1934: 3). Globalizações dian edoje, egis, a ka ojančiai a puka io
si uaciju6, nusakomą pala as de (iš)nyk i a (iš)lik i opozicija, neleidžia
3 „Передаваемая им информация упаковывается в мотивированный и, как правило, расчле-
ненно передающий свое значение знак, а также знак, оптимально согласующий свои когни-
тивные и коммуникативные задачи“ (Кубрякова 2004: 393).
4 „Внутренняя форма языкового знака рассматривается как синхронный эпидигматический
компонент его семантической структуры, служащий идиоэтнической основой косвенно-про-
изводной номинации, т. е. отражающий тот денотативный признак, по которому и был наи-
менован соответствующий фрагмент реальной действительности“ (Алефиренко 2009).
5 „Термин призван не только предельно точно выразить научное понятие, но и служить сво-
еобразным инструментом познания, выявления нового в той отрасли научного знания, ко-
торую он обслуживает“ (Блинова 1981: 28).
6 K. Alminauskio exp essa a idéia hoje como a opeia idéias dos geóg a os li uãos Filomenos
Ka oliu ė: Gi enenciais luga es de nomes, jun amen e com ou os localo a džiais, o mam
A igos A icles 313 /
Te mino žemė a dis klausimu
speci inį изsipildy i nemažėjan is a enções ik inių žodžių s ičiai7. Assim, es e es udo é
impo an e an o oponomas ica, quan o e minologia, po que a peculia idade da onomas ica,
sua posição em meio de conhecimen os humani á ios mais uma ez causou mui as dispu as,
igualmen e como e desconhecidade po causa de pala as ce as de s a us na linguo y a e suas
a io eses e e in luência ao p ocesso de e minologia onomas ina (Матвеев 2005: 5)8. Além disso,
au inhos e mininai é neišsencan e on e de apagamen o da e miniação cien í ica. Em alguns
casos eles mais p ecisos e p eciziškie in o mam sob e o obje o geog á ico, Objec i o do A igo
gam os eiškinio u inį i jo a spal ius“ (Мурзаев 1984: 4)9.
baseado num documen o ep esen ando a si uação pa a ins de conse ação in e cuka iu do
uni e sal de opo á dios, K. Alminauskio Ins ução, es abelece o ma co de con eúdo o necido
pelo sinal de linguagem, dados ob idos pa a a is a o e mo sa akilmio, a isa as possibilidades
de uso des e e mo e pala a. A im de o implemen a , são le an adas as seguin es a e as: 1)
escla ece o e mo baixonomis kilmę; 2) ap esen a enciclopedica e oponomas ikoje
nossis ėjusia e mo baixonomis concei o, emá ica ambien e, con ex inius pa ne ius, explica
(in e p e ea ) mo i ação, e ela es u u į modelį; 3) com base K. Alminauskio Ins ução ex o,
mais ecen e seu oponomas ica pesquisas con ex o, e ela (in e p e ua ) de abo dagem em
in oduzi ijamo agmen o da ealidade (nomes de luga es) mudanças, lemiančius concei o
baixonomis co eção do con eúdo.
Assim, pa a que osse possí el de e mina (in e p e a ), exayškin i, o que no alboje é no o, como
isso elacioniaja com aquilo que é ebe a ojama sena, in es igama leksiniu-seman iniu, sin aksiniu e
ling okul iniu ní eismenimis, p ecisamen e de in ū ando onomasiologinio e semasiologinio mé odos.
Além des es, aplicados no a igo eó icas cul u almen e-men alinho klod do k aš o, exis indo com
soomene inseiejamen e e sendo não menos signi ica i o como cos umes ou adições (Ka oliu ė 2019:
740). 7 Nema e ialusis pa imónio cul u al i o, p ospe ando, ansmi ido de ge ação em ge ação,
o necendo ao homem ão necessá io senso de iden idade semp e ocupou um impo an e luga na
ida da sociedade: desde uni e salmen e em sangue susci adas adições a é pequenas comunidades
das comunidades de co ação puoselėjamos cos umes, pelos quais as suas dos pessoas pa ilham com
odos, que inços de conhece e expe imen a em [...] a nossa mundialização, a é man endo os seus
aožus mais ca ac e is. acesso à in e ne :
h p://lki.l /lie u os-nema e ialaus-kul u os-pa eldo- e ybiu-sa ade- ie o a dziu-a min ies-i - a ojimo- adicija/ [ isualizado
2020-07-11].
8 „Своеобразие ономастики, положение ее в среде гума нитарных знаний не раз вызывало
многочисленные споры, так же как неопределенность научной позиции имен собс твенных
в лингвистике и их многообразие повлияли на про цесс ономастической терминологизации“
(Матвеев 2005: 5).
9 „Народные термины – неисчерпаемый источник пополнения научной терминологии. В ря-
де случаев они более точно и предметно информируют о содержании и нюансах географи-
ческого объекта, природного явления“ (Мурзаев 1984: 4).
DALIA SVIDERSKIENĖ
314 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII analises, desc i omasis analí ico, me odos de análise
componen e, seguem-se quali a i os10 eg as de pesquisas, o ien ados pa a o obje o de es udo. A igo
é alioso pa a e minologia, e minog a ia, oponomas ika, geog a ia cul u al, sociolexicologia11,
in e ps i inea comunicação, įdomus educaciniu pon o de is a. 1. A pala a baixonome o igem. Sandū os
manei a ei a a pala a baixo a dis o ma dois dėmenis. P imei ois sie inas com lie . žẽmė, segundoasis
com lie . adas. da linguagem e imológico ocabulá io base de dados (www LKEŽBe), suda y a Vilniaus
uni e si e e12, segundo a qual lie . žẽmė [...], como e em ou as gim. línguas, seman iicamen e išasi com
Žodžio pi mojo s uk ū inio dėmens kilmę galima paaiškin i emian is Lie u ių
‘zemai gulin is, isso que é žemai (ci . Buck de 1949: 16). Daqui em dian e, o ien ando-se em ipiškiausią,
sa a ankiškiausią, s ilis iškai neu aliausią eikšmę, nu odomą Lie u ių kalbos žodyne ( oliau LKŽe),
pažymė ą pi muoju nume iu, cla i ica-se que lie . žẽmė signi ica ‘(mšius plane os) pa i ūsų, [...] (dažnai
p iešp iešinamas dangaus skliau ui) e a spal į13 dugnas ( andenyje) des a signi icação. Os úl imos
componen es do signi icado suplemdo e es u u a do signi icado de elhoada po ou as plia eikšmio
pala a zẽmė signi icâncias: 4. ‘u e ino bi us (pp . abalhado ou de ou a o ma usado) a camada da
supe ície do nosso plane a; 5. ma é ia que cons i ui a supe ície do nosso plane a molis suja,
neš a umai; 6. ‘plan a, á ea, campo, des inado a quais necessidades; 7. ‘a idu a ‘cos a, ma gens; 8.
‘a iamas, cul i ado campo, solo; 9. ‘p i a us (pp . di bamas) lo e, naudmenos ‘p i a i alda ‘ūkis
‘ alakas; 10. ‘ap o pa a plan as c esce em e cul i a a camada, soložemis; 11. ‘ au os ou nações
habi ada e i ó io, k aš as, šalis p k.14 ‘qual k aš o ou país esiden es, nau a ‘es a idade ‘e ninis
e i o ial unidade ‘apylinkė, ie o ė, s i is ‘ ė ynė, gim inė, ė iškė. O segundo es u u al êmens
o igem do la . adas ‘no i ação, dada não a um, mas a cada ce o ipo de coisa, enómeno, ação, e c.. Da
plg. -onimas [onmai] a segunda pa e do compus ó io pala a, eiškian i 10 Kokybinis (k ali a y inis)
y imas é um es udo sis emico, nes u u o ado de um indi íduo ou de um g upo, de uma si uação ou de
um acon ecimen o no ambien e na u al, com o obje i o de en ende os enômenos in e p e acinis e
ap esen a um caso, holis icamen e a sua explicação (Ka delis 2002). 11 Sociolexikologia ciência,
in es igando pala as de a osenos in e ligações com pessoas mo ada, p o issão, social s a us.
Apibend in ai dizendo, é a ciência sob e pala as e elações da sociedade. 12 Líde do P oje o p o . d .
Dai a Sinke ičiū ė. P ieiga na in e ne : h p://e imologija.bal nexus.l /
[ isualizado em se emb oou ub o de 2020].
13 Daqui em dian e ao om de signi icado (iams) ma ca pa a é usado
o sinal . 14 Tais ab e iu as como LKŽe sepa adamen e não escla eçam.

S aipsniai / A icles 315
Te mino žemė a dis klausimu
„ a das“, „pa adinimas“, „žodis“ (TŽŽ 2013: 822), onmai [g . onyma – a das]
ala o . pala as e i icas ou conjunções de pala as, in oduzindo obje os
( enbed)15. 2. Te mino concep oka, eminė aplinka, luga no sis ema, mo y acija,
es u u inis modelis. Com base em dados enciklopediniais, oponimai, ou
localo a džiai, . i. e i iciai nomes de luga es, p incipalmen e se di i am em
nomes de luga es não- esidenciais e nomes de luga es habi á eis. Nomes de não
habi á eis luga es em sua ez se dispa em em duas g andes g upos hid onimus e
Žemė a džiai – ai kalnų, kal ų, ska džių, daubų, slėnių, pie ų, lankų, ganyklų,
zemė a džius. laukų, di onų, ž y duobių, molduobių, miškų, skynimų, šilų, k ūmų,
akų, kelių, akų e k . nomes. Zemė a džiai são os mesmos mais abundan es
oponimai li uãos. E são insc i as mais de 500 000. Segundo a o igem e segundo o
empo de apa ecimen o eles são os p óp ios mais di e sos en e oponimos. Es es
nomes são p incipalmen e de minúsculas e não de pouca impo ância luga es;
can an es his ó icas e sociais ci cuns âncias, elas mudam, ex inguem ou su gem
no as. Jão menos en am em documen os o iciais, eles í eisinam. No en an o,
pa a comunicação, o ien ação, e asnomes não menos impo an es do que nomes
de águas ou luga es habi ados (LKE 2008: 599, 556557)16. (su) Es a di isão e ela a
posição dos e asnomes em ge al sis ema de e mos de oponymia eles a iscam
em mais baixo ní el de nomes de luga es não-habi a ó ios e jun o com hid onimais17 o mam oponimos, ou localo a dzes, po ūšį.
G asilda Blažienė, baseando-se em expe iência de onomas ica gêmeas, a i ma que uos
oponimos, que pe manecem sepa ados oikonimus e hid onimus, mais ap op iada se ia
chama -se zemė a džiais, ou nomes de luga es não-habi á eis (Blažienė 2006: 27).
Vi alijos Maciejauskienės oponimų, ou localo a džių, sis ema concep a a iscleidia a
pa i Li uânia localo a džių ocodyno on e, ka o ekos, si uadas Li uânia Ins i u o
de línguas Bal as e nome cen o de pesquisas, undos, desc ição: Ji kaup a quase odo
o in e ximo século, e nes e momen o nela há sob e 600 milha es de lapelos. Neles
insc i os em á ios empos e em á ios modos de língua i a col a locais li uãos
nomes de luga es habi á eis, anden a džiai e á ios ou os obje os da supe ície
da e a (a imų, aukš umų, balų, b as ų, daubų, di ų,
15 Da plg. usų e minijos ep ezen an ą: „Топóним (от др.-греч. τόπος – место + ὄνυμα –
имя, название) – разряд онимов, имя собственное, обозначающее собственное название
природного объекта на Земле или объекта, созданного человеком на Земле. Топонимы
изучаются наукой топонимикой, являющейся разделом ономастики“ (Подольская 1988:
127).
16 Ve Ainda TŽ 2013: 822: oponmas ( opo- + g . onyma nome), kalbo . localo a dis, gy . locais ou de
ou o geog . obje o e i ica is nome. LKŽe in o ma, ie ã a dė ‘ icu is nome do luga ,
nomeamen o [Aukš aičiuose há pa ilhões e locala a džių Kušlauckių Vaižg.]. 17 De ido a es e e mo
u ilização an o no sen ido es ei o como no mais amplo e . Vanagas 1999: 239. No p imei o caso, o
e mo hid onmas nomeados ies e eže ai, segundoio e ou os e i icia de água elkinių jū ų,
andenynų, eže ų, upių, enkinių, g io ių, b as ų, pelkių, liūnų e k . nomes.
DALIA SVIDERSKIENĖ
Ac a Linguis ica 316 Li huanica LXXXIII ganyklų, g io ių, įlankų, kalnų, kal ų, kelių,
laukų, miškų, pelkių, ais ų e . .) nomes. Os úl imos localo á dios são mui o mui os,
eles são menos pesquisados (Maciejauskienė 2002: 102)18. G upo de Obje os,
enciclopedia in oduzidajama e a e džiais, es a au o ês pe manece não
nomeada, po ém ob iamen e, que onomas ė a dis ingue de ou as classias
(poklasios) nomes.
Como já o nou-se habi ual, em odos os abalhos des inados à oponimica egional
(a ealina) li uana cole i idade de cien is as li uanos monog aphijā Lie u ių
ie o a džiai, žemė a džiai i anden a džiai Eu opos kon eks e (LOFGEK 2019),
Ilonoskienės, Rena os Endzely ės, Ne ijos Ba ku ės s udijose, localinių žemės
y imų se ijos Ve smė leidiniuose dangos, . y. kalnų, laukų, miškų, pieų, akų i .,
e minos são denominados mic žem a dis. Jį us a a e geóg a o, esc e eu linguagem
ques ões, S anislo as Ta ydas (1958: 5, 46), kalbininkai B onys Sa ukynas (1963:
235)19, Aleksand as Vanagas: 16 (1988), Ma ija Razmukai ė (2003: 67), e nologė Auksuolė
Čepai ienė (2013: 112, 129). Te mino ci cuns âncias de oco ência e mo i ação
sinch oniniu pon o de is a, pa ece, não di icilmen e pe cebidos le an ilo
necessidadebė nomea de supe ície de e a seca (zemės dangos) zonas, se
des acando de ambien e adjacen e (cul i o, mon anio , o škingas, aqueles pelas
quais caminha, conduziwa, e c.). Mo i ação pe mi e en ende usados ou os
espéciesinos do mesmo ní el e mos: andén a džiai, gy ẽnamųjų e ų a da.
Toponimikoje Lie u ių g e a u ilizados e em seu kelme mis ūs e minai: an o
lie u iški, an o u in ys g eikiškos kilmės kamienus. Sinonimamen e usados
e mos: andén a dis hid onmas; adas iẽnamosas iẽ as oikonamas; pélkė os
iẽ os adas helonmas; kálno adas o onmas; laũko, pe os adas ag onmas; mško
adas d imonamas; kẽlio, ãko adas hodonmas. ag onmai, d imonmai, hodonmai
P i eikus šie apibend in ai pa adinami ie ó a džiais a oponmais, o o onmai,
baixos e džiais. Assim e minologico modelo o mou-se de p incipal dėmens adas,
eiškiančio ik inių žodžių klasę (ka ego iją), e la e alinio žẽmė, eiškiančio ie ą i
žyminčio negi ųjų objek ų poklasį. A im de en ende ap esen ada linguagem sinallo
be sensminė isuma, i. i. da inio semnija.
in o maciją, p i alu paisy i sin aksinių yšių a p pag indinio i šalu inio dė-
mens (a i inkamai adas i žẽmė), nes s a bi ne a ski ų dėmenų eikšmių suma,
A igos A icles 317 /
Te mino žemė a dis klausimu
3. Te mino a osenos e ospek i a. 3.1. Ins ução disse-se que os nomes da e a
suda o localo a džiai20) e zemė a džiai21), pelos quais as pessoas são p aminę
quase cada localelę: lauką, mišką, eže ėlį, upelį, pie ą... kalnelį... semp e di e en eu, de
um ou o a se iančiu a du (Alminauskis 1934: 3). Em p imei o luga , abo da-se o caso
de pauso do subnome, cujo signi icado em ex anoço da Ins ução explica-se p óp io
au o : Žemė a džiai no sen ido amplo ab ange odos os nomes de locais da
supe ície da e a, aí e localo a džius ( en mesmo). Do que oi di o, pode-se
en ende que K. Alminauskio a oseno unciona oso e mo baixo a dis concep oka
o mou-se de aco do samp a á ai, o que é baixo, odos os segmen os do ambien e
(e d ės) en ol en es pe cebendo como con ap iešą céu. Assim, en euka io
kalbininko meim, zẽmė é como sis emínio acimaus apačia undamen o. / Es a
concepção oposição é decla ada e em dicioná ios de símbolos (Beke is 1996: 318;
Lapinskienė 2007: 176)22. P esen e na sua oponomas ikoje23 ou a: oponimais, ou
localo a džiais, conside am-se e cosmos obje os es elas, es elasynas, planų,
kome ų e e c. nomes (ki aip kosmonimai e as onimai) (mais ê LKE 2008: 557). 3.2. K.
Alminauskio a a i mação sob e o a o de que quase cada luga ( ie elė24 K. A.)
p amana25 e cada ez de o ma di e en e, um do ou o se sepa ando, nome,
(pa)liudija p á icas pa a necessidades de iden i icação de luga es compos as
Li uânia lis as de abb e iações de e e ência de obje os do ocino26. Como a i ma o
dicioná io edi o -che e Laimu is Bilkis, publici ado com I omo, um pouco p aplės a o
concei o de localo a dzes: em II omą inclui pa ienios obje os geog á icos
(akmenos, medzes), edių com ce as e as plo asis (ka čemų, kume ynų, pi čių),
conec i os obje os (liep ų, il os) nomes. O obje i o é que es es mui as ezes de
es u u a in e essan e e o igem onimai nelik ų dūlė i a chy e e po upu į
nenuei ų замарš in (LVŽ II: VII). Assim, não é di ícil imagina , que na nossa cul u a
in oduzem-se quase odos os segmen os socialmen e impo an es da supe ície
da e a. Jău apesky ą a uma ce a classe, poklasiu mos a a e e ência do obje o.
Nomes de sepa ação um do ou o p opósi os es a oi ( ebė a) usada an o de
nomes de luga es ag adado es, an o em anke as za ašiusių p o esso es,
gi ininkų, an o in es igado es. Isso a udija Anke as de nomes da Te a27
pad onizadas olhas abela 7-oji coluna Dalykas, na qual oi indicado, qual agmen o
da ealidade in oduzido. Como mos am mais ecen es pesquisas oponomas icas
li uanas, a e e ência do e mo isiog á ico não eliminada de nome de luga
džian ie os a do nominaciją i mo y aciją28. Tai bū inoji, su ik inių žodžių
semân ica ela necessá ia pag inp igim ine pa icula ybe exp essa uni á ia
conce oką29 apa in ina, in o mação. 3.3. A he e odomidade do con eúdo
zemê a džių e sua konku encingum em elação um ao ou o a es a e
pos e io men e exp essadas K. Alminauskio pensamen os: Es eses nomes da e a
o denxmamen e nos mos am o po o admissão à sua e a, sua meilê e pamógimo.
pessoas e menkiausią kampelį da e a chamam seu nome, em ou as pala as, o o à
pe soni icam e desse modo à si mesmo à p io iam (Alminauskis 1934: 3). Isolado sen ença mos a que Ins ukcijos (pa) engėjas chamou a enção a e a nomesų
DALIA SVIDERSKIENĖ
318 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII in e essa com os se es humanos, de e minada lingubinha
comunidade ep esen os, iden i icando ais luga es com si mesmos, mas ao mesmo empo e sepa ando-os
um dos ou os po algum aspe u30. Sa oje oponimijā encon a-se isso con i mando exemplos. Um deles,
baseado no subjec i ismo, luga , é um homem bala é Panái ė (V 31). S e anas Ulmanas um dos polinquias de
me a o ização e indica an opomo ismo (ž . Улльман 1970). São pala as que desc e em o co po,
espasião, a i idade do homem, po a o i pa a nomea às coisas do mundo não i ido32. Assim
in oduzindo opoobje os, sužidam-se ende ea o associações com homem33. Būdzes, desc i o an es
homem de ( y ą pada ą), são a base da nominação de zemė a džių ap esen adas a segui : di a Mùd ė
(B b); bala Skas ė (Kdn), pie a Skas ė (Lb ); ano Melagių k. Žėmės a dų anke os ie o a džio pa eikėjo,
di bamos e as, pa e do p ado Pik ãbalė (Kdn) o nome su giu do que an igamen e naquele luga ha ia
bala, na qual p ige da am mui os animais. Pe kel ines signi icados açõesmaodžius y usios Vaida
D uk einy ė a i ma que es es a sidu ia seman inių g upių pe i e ijoje, po que em mui os casos o
mesmo ad e bo, pa imen ado di e o e pe kel ine signi icamēm, cai em di e en es seman ines g upos
(D uk einy ė 2002: 318). Aquele con ex o de ques ão em ques ão, a úl ima obse ação é ex emamen e
signi ica i a, pois ale a sob e mudanças semân icas, um ce o de o mações na es u u a de
signi icado dos nomes de luga es. 3.4. Žemė a džiai mui as ezes nos con e e a conhece com
anks y esnėmis ci cuns âncias de ida de uma nação e dão opo unidade de inspeciona mais
p o undamen e em sua alma, disse Ins ukcijoje (Alminauskis 1934: 3). Com kaiku iais34 deles (com
e as a džiais au o iaus no a) es ão elacionados elhas épocas lemb anças, seno iški bu ai, c enças
e semelhan es assun os da his ó ia cul u al do po o, sob e os quais sem eles nada sabíamos35 (ib).
Ins ução deza esc i os sakinių pode en ende (in e p e a ) que 30 Kazimie o Būgos epig a as, o nás
mui os li uanos pesquisado es ela ó ios, a igos de apoio, en a izando a impo ância dos nomes de
luga , e nes e con ex o nep a anda semências po causa do p ausio século começo kalbinėjinkų de
abo dagem pa a sua e a, seu país ce os nomes. Vie os nomes em nós ala a p óp ia e a. Suas
pala as de linguagem isso cidades de, sodžių, upių, eže ų, balų, gi ių, kalnų e k . a dai (Būga 1961: 491). 31
San umpos ais como LVŽ, sepa adamen e elas não escla ecem. 32 Ve Mais. Guda ičius 2007: 165168.
Ta jana Fedo o a (Užbaikalės als ybinis humani a inis-pedagoginis uni e si e as) es a espécie de
me á o a oponimikoje chama kogni y ine (ž . Fedo o 2008: 48, 33 As me á o as An opomo inas
cons i uem a base da pe soni icação igu as es ilis ines, quando coisas do mundo não i o ecebem
ca ac e ís icas e signos humanos (plg. Guda ičius 2009: 117).
49).
34 Rašyba como Ins ução.
35 Ques ionnai es Con eúdo da 3a página: 13. His ó icas conhecos, 14. A queologicas conhecos, 15.
Cla i icações de o igem dos nomes, 16. Tau osakinês in o mações. S anda izuado anke os olha
e minado pa eikėjų in e alo amžiaus nuo odų len ele, . i. in o mação, qual qual a g upo de idade es es (šis) pe enceu.
A igos A icles 325 /
Te mino žemė a dis klausimu
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A igos A icles 327 /
Te mino žemė a dis klausimu
On he Te m Žem a dis
SUMARY
A e analysing Ins ukcija ie o a džių inkėjams (The Ins uc ion o Collec o s o Place
Names) (1934) by Kazimie as Alminauskis as he main ex whe e he e m žem a dis (‘land
name) o igina ed, i s oponymic con ex and he mul idisciplina y scien i ic domain, whe e, o
he bes o ou knowledge, he e m unc ions, and aking in o accoun he speci ici y o he
elemen objec s (phenomena), which he e m e e s o, i u ned ou ha (1) žem a dis
occupies an in e media y posi ion be ween a li e language and accu a ely eco ded sys emic
uni s o e ms. The complex quali a i e s udy de e mined (2) he s uc u al model o his
e m and i s seman ic ampli ude.
I was asce ained ha he seman ic domain žemė (land) is ela ed o (a) he exp ession
o he su ounding en i onmen (space) land as a low su ace a ea (by no elimina ing he
posi ion o he bo om laye in wa e as he land su ace), (b) he exp ession o e ain land as
a pa o he su ace cha ac e ised by ce ain dis inguishing an h opogenic and geogenic
p ope ies (c . inhabi ed, we , o e g own wi h he plan s o a ce ain ype, cul i a ed, land
su ace signi ican segmen s o walking, d i ing, e c.), (c) land is equa ed o a ce ain egion,
li ing place, (d) socially cul u al and o he objec s. The s udy also e ealed (e) he linguocul u al
conno a ion: land is ali e. I jus i ies he adi ional concep o he e m žem a dis es ablished
in local oponymy he p ope names o he co e o land (hills, ields, meadows, o es s, oads,
pa hs, e c.); i also allows us o comp ehend a iche con en o he e m žem a dis and o
an icipa e b oade possibili ies o i s use. The implied concep o he e m žem a dis is as
ollows: he names o he land co e o med a a ce ain ime in a ce ain a ea by way o
na u al nomina ion, which a e impo an in o ien a ional, communica i e and emo ional e ms
and e lec he psychology o exis ence o he membe s o a local linguis ic communi y. The
usage o his e m in he esea ch a ea o an h opocen ic egional (a eal) oponomas ics
seems especially likely in he u u e. A suposição acima é apoiada pela au ho s esea ch
expe ience highligh ing he common ea u e o he nomina i e decisions o a ce ain polye hnic
ield, which mani es s i sel in he a emp o s eng hen he p inciple o he seman ic
in eg i y o space agmen a ion and o ganiza ion hanks o ce ain subjec i ism. The local
model o he in e wa in o ma ion sys em, he Land Names ques ionnai es, cons uc ed on he
basis o adminis a i e uni s (coun ies, dis ic s, illages, es a es, indi idual a ms eads),
s eng hens he abo e assump ion.
Taking accoun he abo e, i can be concluded ha (3) žem a dis is a componen o iden i y.
Consequen emen e, no only place names bu also ep esen a i es o o he seman ic g oups
(as s a ed by Alminauskis, hund eds o housands o land names a e hidden among
DALIA SVIDERSKIENĖ
328 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII people) associa ed wi h he iden i y o ou na ion and
acing he challenge o ex inc ion and su i al in he ace o globaliza ion, may be e e ed
o as žem a džiai.
Į eik a m. 2020 de dezemb o 6 d.
DALIA SVIDERSKIENĖ
Lie u ių kalbos ins i u as
Pe o Vileišio g. 5, LT-10308 Vilnius, Li uânia
dalia.s ide [email protected]