S aipsniai A igo 27.o
HARALD BICHLMEIER
Sächsische Akademie de Wissenscha en zu Leipzig
Ma in-Lu he -Uni e si ä Halle-Wi enbe g Campos
de pesquisa: onomás ica ( oponímia), onologia
his ó ica das línguas ge mânicas, linguís ica
indo-eu opeia, ex os Aljamiado.
VÁCLAV BLAŽEK (em inglês)
Depa amen o de Linguís ica e Es udos
Bál icos, Uni e sidade Masa yk, B no
Campos de pesquisa: onomás ica e geog a ia his ó ica, e imologia
indo-eu opeia, es udo compa a i o dos laguages a oasiá icos,
u álicos e al aicos; mi ologia compa a i a.
DOI: doi.o g/10.35321/all83-02
CIMBRI ET TEUTONI
Kimb ai e Teu onai
Ano ação
Os conhecidos nomes Cimb i e Teu oni Teu ones são adicionalmen e di os pa a denomina
duas ibos ge mânicas di e en es. Aqui é p opos a uma no a ideia, a sabe , que eles
o iginalmen e o ma am um sin agma compos o po ambas as pala as, PGmc. *þeuđanōz
kum iiōn ‘che es de ibos, que mais a de se di idi am em dois nomes ibais em on es
an igas: Teu oni Cimb ique, ou Τευτόνοι καὶ Κίμβροι. Enquan o a PGmc. * kum de e se
econs uído, há di e en es manei as em que o nome é aduzido nas on es la inas e g egas,
onde encon amos uma a iação u / y […] i na ogal aiz. Isso pode se de ido ao a o de que há
uma ce a lu uação en e u e i em pala as he dadas em la im, po um lado, e uma lu uação
en e odas essas ogais em pala as emp es adas e nomes em ambas as línguas. A o ma
o iginal do nome dos Cimb i, PGmc. *kum iia, pode con inua um compos o obscu o das aízes
PIE *gem- […]p ess, squeeze, g ab[…] e *bhe - […]ca y[…]. PGmc. (em inglês) *þeuđanōz é o plu al
egula de *þeuđanaz […]che e ibal[…], mais a de […] ei[…]. A sua o igem é da PGmc. *þeuđō
[…] ibo[…] é ge almen e acei o. En e á ias en a i as e imológicas de analisa o
"indo-eu opeu ociden al" * eu ā, p e e imos a ideia de de V ies de i ando a pala a da isoglossa
28 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
cel o-ge mânica pa a * eu o- "bom, amigá el". Os cogna os hi i as implicam a exis ência da aiz
* eu[…] - "se gen il, amigá el". Pala as-cha e: E nônimos ge mânicos, discussão de
e imologias exis en es, no as soluções e imológicas, compos os obscu os, ipologia semân ica.
ANOTACIJA
T adiciškai manoma, kad ge ai žinomi a dai kimb ai i eu onai į a dija d i ski ingas
Ge mão gen is. S aipsnyje keliama min is, kad šie a dai iš p adžių suda ė sin agmą iš abiejų
žodžių PGmc. *þeuđanōz kum iiōn ‘genčių adai, iš ku ios išsi u uliojo jau senuosiuose
šal iniuose paliudy i d iejų genčių a dai: Teu oni Cimb ique, a ba Τευτόνοι g eikiškuose
καὶ Κίμβροι. No s PGmc. *kumƀ - u i bū i ekons uo as, šis a das lo yniškuose i
šal iniuose a ku as pa eikiamas į ai iai. Juose andami u/y i šaknies balsio a ian ai. Taip
galėjo nu ik i dėl o, kad pa eldė uose la ynų kalbos žodžiuose, iena e us, y a am ik a u
i i kai a i , ki a e us, abiejų kalbų skolin uose žodžiuose bei a duose y a šių balsių kai a.
Pi minė Cimb i a do o ma PGmc. *[…] ii[…]agalėjo išlaiky i užslėp ą šaknų junginį PIE *gem-
[…]spaus i, slėg i, g ieb i kum pasisa in i[…] i *bhe - […]neš i[…]. PGmc. (em inglês) *þeuđanōz é
eg asingoji daugiskai a iš *þeuđanaz ‘gen ies adas, pos e io men e ‘ka alius. Es a pala a
é do PGmc. *þeuđō ‘gen is nekelia abejonių. Iš į ai ių bandymų e imologiškai išnag inė i Vaka ų
indoeu opiečių * eu ā, s aipsnio au o iams labiausiai p iim inas de V ieso pasiūly as šio
žodžio kildinimas iš kel ų-ge manų izoglosės * eu o- ‘ge as, d augiškas. Kogna ai he i ų
kalboje leidžia many i, kad y a bu usi šaknis * eu- ‘bū i maloniam, d augiškam. ESMINIAI
ŽODŽIAI: ge manų e nonimai, esamų e imologijų ap a imas, nauji e imologiniai sp endimai,
neskaid ios s uk ū os da iniai, seman inė ipologija.
1. CIMBRI
O e nônimo Cimb i oi a es ado em á ias a ian es (c . Schön eld (Alemanha)
1911: 63 . (em inglês) ):
Κίμβροι (Posidonius {135512.4 BCE} apud S abo, Geog aphica 2.3.6, 7.2.2;
mais S abo {63 BCE 23 CE} 4.3.3, 4.4.3, 5.1.8, 7.1.3, 7.2.1, 7.2.3, 7.8;
Diodo us Siculus {9030 aC}, Biblio heca His o ica 5.32.4) Κίμβριοι
(Polyaenus {2nd cen . CE}, S a egema um 8.10.1, 8.10.2, 8.10.3) Κίμβροι
(P olemy {c. Κύμ}, Geog aphia 2.16 em ms. X) Cimb i (Cice o {10643 aC},
Tusculanae Dispu a iones 2.65; De O iciis 1.38; Caesa {10044 BC}, De
Gallico bello 1.33.3, 1.43.5, 2.4.2, 7.77.12, 1.33.
S aipsniai A igo 29.o
Cimb i e Teu oni
7.77.14; Valé io An ias {1o século. A.C.} apud O osius, His o iae ad e sum
paganos 5.16)
Cymb i (Vale ius Maximus {esc e eu en e 14[…]37 CE}, Fac a e Dic a
Memo abilia 2.11: Cymb o um in ms. L; 3.6. Cymb icumque in ms. A; F on inus
{30[…]103 CE}, S a egema on 1.5.3: Cymb is, Cymb i em ms. H; 2.5.8
Cymb ico, Cymb is em ms. HP; Aulus Gellius {125-180 CE}, Noc ium A ica um 16.10.14:
Cymb ico em ms. X)
Cumb i (Aulus Gellius {125–180 CE}, Noc ium A ica um 16.10.14:
Cumb ico em ms. Z)
Conb i (Eu opius { e minado em 364 EC}, B e ia ium ab u be condi a 5.1.4:
Conb is em Ms. G1).
2. A en ados e imológicos
A p imei a en a i a de explica o e nônimo apa eceu já nos empos an igos. 2.1
Fes o (segundo século). CE}, em De signi ica ione e bo um, p. 43, pensou que
designa a " oubado es" em gaulês: Cimb i lingua Gallica la ones dicun u
a e called ‘ obbe s’ in he Gaulish language.”
[…]Cimb i Sex us Pompeius Fes us, De e bo um signi ica u que supe sun cum
Pauli epi ome, edidi Aemilius Thew ewk de Pono . Budapes e: Academia Li e a um
Hunga icae em 1889.
Plu a co (46-119-127) em Caius Ma ius 11.3 disse o mesmo, com a única di e ença de que ele p opôs a o igem
ge mânica des e e nônimo: 1 Já no meio do p imei o século. CE Plínio [NH 4.28-40/99] ap esen ou a p imei a
classi icação das ibos ge mânicas, onde ele explici amen e incluiu an o Cimb i quan o Teu oni en e
os Inguaeones: ge mano um gene a quinque: andili, quo um pa s bu godiones, a innae, cha ini, gu ones.
al e um gêne o inguaeones, quo um pa s cimb i, eu oni ac chauco um gen es. P oximi au em heno
is uaeones, quo um... medi e anei he miones, quo um suebi, he mundu i, cha i, che usci. O que é isso?
pa s quin a peucini, bas e nae, sup a dic is con e mini dacis. amnes cla i em oceanum de luun gu halus,
isculus si e is la, albis, isu gis, amisis, henus, mosa. in o sus e o nullo in e ius nobili a e
he cynium iugum p ae endi u . (em inglês)
Plínio: Na u alis His o ia, ed. Ka l F ied ich Theodo Mayho . (em inglês) Lipsiae: Teubne 1906 […]Há
cinco aças ge mânicas; Os andilos, de quem azem pa e os bu gundos, os a inos, os ca inos e os
gu ões; os inga ones, que o mam uma segunda aça, de quem azem pa e os cimb os, os eu ões e
as ibos dos chaucos. Os Is æ ones, que se jun am ao Reno, e a quem pe encem os Cimb i, são a
e cei a aça; enquan o os He miones, o mando um qua o, habi am no in e io , e incluem os Sue i,
os He mundu i, os Cha i e os Che usci: a quin a aça é a dos Peucini, que ambém são os Bas e næ,
adjacen es aos Daci mencionados an e io men e. Os ios mais amosos que desaguam no oceano são o
Gu alus, o Vis illus ou Vis ula, o Albis, o Visu gis, o
30 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
καὶ μάλιστα μὲν εἰκάζοντο Γερμανικὰ γένη τῶν καθηκόντων ἐπὶ τὸν βόρειον
ὠκεανὸν εἶναι τοῖς μεγέθεσι τῶν σωμάτων καὶ τῇ χαροπότητι τῶν ὀμμάτων,
καὶ ὅτι Κίμβρους ἐπονομάζουσι Γερμανοὶ τοὺς λῃστάς.
A conjec u a mais p e alen e e a que e am alguns dos po os alemães que se
es endiam a é o oceano do no e, uma conjec u a baseada em sua g ande
es a u a, seus olhos azuis cla os e o a o de que os alemães chamam os lad ões
de Cimb i.
Plu a co, Caius Ma ius. […] Vidas de Plu a co, com uma adução em inglês
po Be nado e Pe in, Camb idge (MA): Ha a d Uni e si y P ess […] Lond es:
Heinemann, 1920.
É laconicamen e epe ido no léxico bizan ino Suda, p. 600 {10 h cen .
CE}: Κίμβρος ὁ λστής.
Suidae Lexicon, ex ecogni ione Immanuelis Bekke i. Be lin: Reime 1854
Os au o es mais an igos menciona am apenas a ambição dos cimb os de saquea 2 (Diodo us Siculus
5.32.4.) ou que e am um po o pi a a3 (Posidonius apud S abo 7.2.2.). Mas é necessá io e i ica as
possibilidades das e imologias cel a e ge mânica nes a pe spec i a (a en a i a de conec a o
Amisius, o Reno e o Mosa. No in e io encon a-se a longa ex ensão da co dilhei a de He cynian, que
em g andeza não é in e io a nenhuma.
Plínio, o Velho: A His ó ia Na u al, aduzido po J. Bos ock, H. T. Riley, Lond es: Taylo &
F ancis, em 1855.
2 Diodo o da Sicília {90-30 A.C.} 5.32.4.
διαβεβοημένης δὲ τῆς τούτων ἀλκῆς καὶ ἀγριότητος, φασί τινες ἐν τοῖς παλαιοῖς χρόνοις τοὺς
τὴν Ἀσίαν ἅπασαν καταδραμόντας, ὀνομαζομένους δὲ Κιμμερίους, τούτους εἶναι, βραχὺ τοῦ
χρόνου τὴν λέξιν φθείραντος ἐν τῇ τῶν καλουμένων Κίμβρων προσηγορίᾳ. ζηλοῦσι γὰρ ἐκ
παλαιοῦ λῃστεύειν ἐπὶ τὰς ἀλλοτρίας χώρας ἐπερχόμενοι καὶ καταφρονεῖν ἁπάντων.
Diodo us Siculus, Biblio heca His o ica, Vol 12, ed. po I. Bekke , L. Dindo , F. Vogel, Leipzig:
Teubne , 1888-1890. (em inglês)
5.32.4. E como a b a u a desses po os e seus modos sel agens êm sido amosos no ex e io , alguns
homens dizem que o am eles que nos empos an igos in adi am oda a Ásia e o am chamados
Cimme ianos, o empo endo ligei amen e co ompido a pala a no nome de Cimb ianos, como eles
são ago a chamados. Po que em sido a sua ambição desde o início saquea , in adindo pa a es e im
as e as dos ou os, e conside a odos os homens com desp ezo.
Diodo o Siculo, Biblio eca de His ó ia, Volume 3: Li os 4.59 […] 8, aduzido po C. H. Old a he ,
Camb idge (MA): Ha a d Uni e si y P ess, 1939 (Loeb Classical Lib a y 340). 3 Posidônio
{135-51 A.C.} apud Es abão {64/63 A.C. 19-24 A.C.} 7.2.2.
ταῦτά τε δὴ δικαίως ἐπιτιμᾷ συγγραφεῦςι Ποσειδώνιος καὶ οὐ κακῶς εἰκάζει, δίοτι λῃστρικοὶ
ὄντες καὶ πλάνητες οἱ Κίμβροι καὶ μέχρι τῶν περὶ τὴν Μαιῶτιν ποιήσαιντο στρατείαν.
“
Poseidônio em azão ao censu a os his o iado es po essas a i mações, e sua conjec u a não é
má, de que os cimb i, sendo um po o pi a a e e an e, ize am uma expedição a é a egião do Lago
Maeo is.
S aipsniai A igos 31 e 31
Cimb i e Teu oni
e nonimos geog a icamen e dis an es Cimb i e Cimme ii não se ão esol idos
aqui […] é uma ípica Volkse ymologie com base na semelhança aciden al).
2.3 Müllenho (1887: 117) especulou sob e a o igem cel a do pon o de is a da
in e p e ação do " oubo". Ele p ocu ou apoio em glosses i landeses an igos como
cim(b) […] ax, ibu e, sil e […] (DIL C-186), além do cimbid […] inc us[…], nom.pl. cimbidi
i.e. ‘cap i e’, bu also ‘ana hema’, i.e. ‘ ic im’, gen.sg. cimbe ho ‘o he cap i e’,
"p isionei os" (DIL C-187). Relacionado pode se Gallo-La . [Glossá io de Endliche ]
cambiā e […] em p o e da e[…] (a es ado pela p imei a ez em Apuleius), ou seja,
[…] o change[…],4 B e . kemm […]change[…] (PCel . *kambi[…]o- < PIE *k[…]Bo), se o
ibu o osse pago em p a a ocá el e os ca i os ambém ossem ocados (c .
LEIA C-99 .; de Be na do S empel 1987: 96 .; Sch ij e 1995: 282 ., 289). Es a solução
implica que os cimb i e am chamados de " oubado es", uma ez que oma am
ca i os, p o a elmen e po esga e. Mesmo que seja acei o, pe manece um
p oblema onológico: os exemplos an e io es con i mam que a con apa e
espe ada de OI . Cimbo é a Gália. *kambo, se ambos são de i ados de *kBo ( e Ma hias 1904; Much 1905: 2999).
2.4 Zeuss (1837: 142) en a izou o ca á e belige an e dos Cimb i, explicando seu nome
com a ajuda de ONo . Keppa pa a demons a o ça; o igh , kappi […]w es le […],
OHG kamp […]Ei e , S ei , We kamp […], kempho […]pugil[…]. Já Müllenho (1887:
118) o ejei ou, uma ez que essas o mas o am emp es adas do la . campus
[…]Schlach eld[…] (c . AnEW: 300 ., 306; EWAhd 5: 368[…]370, 469 .).
2.5 Na u almen e, ambém é legí imo e em con a a possibilidade de que o e nonimo da ibo, que e a
deson osamen e conhecido po oubo, enha se ans o mado em um apela i o, como, po exemplo,
no caso dos ândalos. Es e pon o de pa ida ab e espaço pa a ou as soluções, que não es ão ligadas
à ag essi idade. 2.6 Müllenho (1887: 116 .) discu iu á ias en a i as e imológicas. Além de uma
e imologia cel a ela i amen e acional analisada no §2.3 acima, ele ambém ejei ou a compa ação
supe icial com o e nônimo Cym y […]Welsh[…], B e . Ken o p opos o po G a (AhdS IV: 405), uma
ez que e le ia o compos o b i ônico pl. *kom-b ogī […]do mesmo e i ó io[…],5 em oposição ao
e nonimo gaulês Allo-b oges [po exemplo, Cice o, De di in. 1.21; B u us ad. Epis . 11.13.14] […]de ou o
e i ó io[…] = […]es angei os[…] (ACCS 96: 105, 1072; DLG 1: 77, 34, 39; DLG 3: 91) 4 Cice e é ge almen e
conside ado um emp és imo do cel a, enquan o as pala as medie ais mencionadas acima são às
ezes conside adas como e-emp és imos do la im. Walde, Ho mann 1938 […] 1956 1: 145 . ;
DÉLL: 89).
5 C . on his e hnonym in ex enso Zimme 2007 (wi h olde li e a u e).
32 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
ou, de aco do com Zimme (2007: 674) […]die au dem Land on ande en (d.h. au
e obe em Land) wohnen[…].
2.7 O p óp io Müllenho (1887: 118) ambém ejei ou a possibilidade baseada em
OHG gamba […]migh y, s ong[…], Langoba dic ances al Gamba a, onde o espe ado
sem oz […] de e ia se um esul ado do igo oso […]Zwei e Lau e schiebung[…].
2.8. Tal ez mais p omisso a do pon o de is a da oné ica his ó ica, mas mais
aca na semân ica, é ou a en a i a p opos a po Müllenho (1887: 118),
baseada em G einkimpi […] unes us[…], pikimpô , pikimbi ha […] unus[…], que de e
es a elacionada com kumbalbo o […]Hee zeichen äge […] (EWAhd.), 861 OE
cumbol, a . cumbo [Beowul 1022] ‘Hee zeichen, Banne (Hol hausen 1963[1934]:
63), ONo . kumbl ‘G abmal, Helm(zeichen) (AnEW: 333 .). O denominado semân ico
comum des es signi icados de e se "deco ação", aplicado pelos seus capace es
bo h he helme and une al o g a e. Thus, he Cimb i we e cha ac e ized
deco ados (!). Ainda menos compa í el com os e mos pa a " umba", "bandei a"
ou "casco" de uma pe spec i a semân ica é o OHG kumba a […]S amm, Volk,
Geschlech s e band[…], cumpu ie […] ibus[…] [Vocabula ius S . Galli], ei o po
G imm (1840: 92) e acei o po Müllenho (1887: 118) e a é mesmo em EWAhd
5 e 62 .
2.9 Müllenho (1887: 118) ambém especulou sob e a conexão do e nônimo Cimb i
com o OE cimbing […]Kimmung, Fuge, Ve bindung[…] (Hol hausen 1963[1934]: 49).
Relacionados são os NF is. kimming […]ho izon[…], mais OE cimb-s ān […]pedes al,
socke […], E chimbe, chime […]edge ou im de um ba il ou ambo […], MDu. Kimme
[…]edge, chime[…], D kim […]ho izon[…], discagem. "bo da de um ba il, sino", MLG
kimme "Rand, Ho izon", G Kimm "Ho izon linie"; Sueco. kimb ‘Fassdaube (Kluge
1999: 442; Hol hausen 1963[1934]: 49). Es as o mas de i am do PGmc. *kemōn- >
*kimbōn . […]c es , idge[…], que é o ablau ed eminino n-s em pe encen e a
PGmc. *kam[…]a- […]comb[…] (EDPG: 287, 279; EWAhd 5: 360[…]362); Es a ideia oi
desen ol ida, po exemplo, po Ma hias (1904: 40 .; c . 1905: 2999: […]Kimbe […]
Leu e om Rand, on de Küs e des Mee es[…]) ou po Schön eld (1911: 64: […]Die
ein achs e und jeden alls mögliche Deu ung is […]die Leu e om Rande (kim),
on den Küs en des Mee es, on de Wa e kan ’”).
Es a mo i ação semân ica pode se baseada em his ó ias mediadas, po exemplo,
po Es abão (com dú idas) ou Flo us sob e ma és de as ado as, que ha iam
des uído a cos a ma í ima da pá ia dos Cimb os: S abo (63 aC […] 23 aC),
Geog aphica 7.2
S aipsniai / A icles 33
Cimb i e Teu oni
περὶ δὲ Κίμβρων τὰ μὲν οὐκ εὖ λέγεται, τὰ δ᾽ ἔχει πιθανότητας οὐ μετρίας.
οὔτε γὰρ τὴν τοιαύτην αἰτίαν τοῦ πλάνητας γενέσθαι καὶ λῃστρικοὺς
ἀποδέξαιτ᾽ ἄν τις, ὅτι χερρόνησον οἰκοῦντες μεγάλῃ πλημμυρίδι ἐξελαθεῖεν
ἐκ τῶν τόπων: καὶ γὰρ νῦν ἔχουσι τὴν χώραν ἣν εἶχον πρότερον,
Es abão: Geog aphica, ed. A. Meineke, Leipzig: Teubne , em 1877. Quan o aos Cimb i,
algumas coisas que são con adas sob e eles são inco e as e ou as são
ex emamen e imp o á eis. Po exemplo, não se podia acei a al azão pa a que
se o nassem um po o e an e e pi a a como es a: que enquan o mo a am em uma
península o am expulsos de suas habi ações po uma g ande ma é de inundação;
Na e dade, eles ainda de êm o país que de inham em empos an e io es.
Es abão: Geog a ia, ed. H. L. Jones. Qual é o seu nome? (Mass.): Imp ensa da
Uni e sidade de Camb idge […] Lond es: Heinemann, 1924.
Flo us (74-130 dC), Epi ome III 3
Cimb i, Teu ones a que Tigu ini ab ex emis Galliae p o ugi, cum e as eo um
inundasse Oceanus, no as sedes o o o be quae eban […]Os Cimb i, Teu ones e
Tigu ini, ugi i os das pa es ex emas da Gália, desde que o Oceano inundou seus
e i ó ios, começa am a busca no os assen amen os em odo o mundo.[…]
Lucius Annaeus Flo us: Epi omae His o iae Romanae, ab E. S. Fo s e edi i apud
Loeb Classical Lib a y, Londinio, 1929 Um p oblema que su ge com es a e imologia,
no en an o, é a ques ão da o mação de pala as. Se acei a mos um pouco de
p é-PGMC. *gembā- → PGmc. *[…]kim-ōnwe e ia que acei a que ha ia uma
o-de i ação in a-ge mânica de uma aiz de g au comple o. Es a se ia uma
o mação mui o excepcional em ge mânico. A o mação egula a se espe ada
se ia uma o mação de g au ze o, que, no en an o, ambém e ia que se
p é-p o o-ge mânica: PIE * […] bh- ó- > PGmc. *Kum a. Mas o signi icado dessa
o mação es a ia longe de se cla o, o iginalmen e e ia signi icado algo como […]
mo de […], como PIE * […]embh signi ica a […]schnappen, […]Zubiss[…] (EWAhd 5: 362)
(ze -)beißen’ (LIV²: 162 .). As we canno ell, when he lexeme PIE *ĝómbh-o-
so eu a lexicalização pa a PGmc. *kam[…]a- […]comb[…], ambém não podemos
dize , se PGmc. * Kum a pode e ido alguma ligação semân ica com o PGmc.
*kam[…]a- […]comb[…].
2.10. Pe haps only an anecdo al sense has he las a emp quo ed by
Müllenho (1887: 118), a sabe , a explicação com base no kimbi islandês
"mocke ", em OIcel. "Pássa o-mosque e" (!).
34 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
2.11. Ma hias dedicou a sua disse ação (1904) ao p oblema do e nônimo Cimb i, ao
qual se e e iu e comen ou em po meno Much (1905). Ma ias e a a a o de duas
soluções, cada uma excluindo a ou a. O p imei o oi o mulado já po Müllenho
em 1887 ( e §2.9.), o segundo é no o. Ele conec ou Cimb i com nomes de luga es
dinama queses como Himme land, ou Himbe syssæl. Isso implica ia que a inicial cin
do e nônimo ep esen a a um egis o impe ei o do p o o-ge mânico *χ- (ou
seja, hin a adoção li e á ia ge mânica an iga do e nônimo pa a o la im e o g ego. A
languages) o ha he Fi s Lau e schiebung did no ope a e ye a he ime o
ideia de Ma hias oi acei a po Much (1920: 95), que p opôs o pon o de pa ida
ge mânico do e nônimo como *Himb ōs. E es a solução é man ida a é o momen o
a ual, po exemplo, Nedoma (2017:
875) diz:
[…]A p imei a Gmc. Os gen es que en a am em con a o com Roma o am os
cimb os e os eu ões, que desa ia am o Impé io Romano no inal do século II aC.
*Him ōz e *Þeuđanōz, c . Himbe sysæl e Thy hæsysæl, duas á eas no no e da
Ju lândia conhecidas desde 1231 EC). Ma hias (1904) ambém o e eceu sua
e imologia, que oi baseada na compa ação com ONo . híma ‘in Gedanken
e sunken sein, ödeln; c . mais em sueco. - Não, não, não. hima […]k änkeln[…],
No uega. hīm ‘Schich on dünnen Wolken, dünne Rei ode Schneeschich , Fae .
(em inglês) hím […]schwaches Lich […], embo a a mo i ação semân ica e a
o mação de pala as enham pe manecido inexplicadas. Tal ez a p o á el
de i ada, ONo . himb in […]Eis auche (Colymbus glacialis) […], No uega. imb e, (h)
ymme , pode ia e dado o nome a Dan. Himme land, e o sueco. Himb a,
Himme jä den (c . de V ies em AnEW: 227 que ambém não excluiu uma elação
com o nome de Cimb i).
2.12. Rozwadowski (1928: 361; c . ambém REW 3: 61 .) e Goląb (1982: 166 .) i am uma
conexão do e nônimo Cimb i com o apela i o esla o *sęb ъ > an igo sé io seb ь
‘pa icipan e, companhei o, pa cei o, sé io sba , gen. sb a ‘ azendei o, Sln.
s eb[…] , gen. s eb a […] camponês[…], ORuss. sęb ъ […] izinho, memb o da mesma
comunidade[…], Russ. - Não, não, não. sjabë , gen. sjab á […] izinho, companhei o,
pa ne ’, Uk . sjábe , sjab ó ‘pa icipan , companion, pa ne ’, Bl . sjab ‘ ela i e,
companhei o, i mão[…], com emp és imos iniciais nas línguas balcânicas, ainda
p ese ando o nasal: Hung. cimbo a […] companhei o, amigo […], Rom. símb ă […]
sociedade, comunidade […], Alb. Tosk sëmbë […]pa ne , co-p op ie á io de
gado[…], MG . σέμπρος, σεμπρός […]pa ne […]. Se Cimb i e le e o PGmc. *χim a-, é
de a o compa í el com o PSl. *sęb ъ, e ambos são de i ados da mesma
p o o o ma P e-PGmc / P e-PSl. * Im o- Relacionado pode se PGmc. *χaimam.
"aldeia, casa" (EDPG: 201; EWAhd 4: 905 […] 907) e PSl. *semja […] amilia[…], além de
Li h. šeimà […] amília, pa en e, pessoal domés ico[…], com a ex ensão šeime ỹs […]companion[…], La . Sâime
S aipsniai A igo 35.o
Cimb i e Teu oni
"Pessoal domés ico, amília (no sen ido mais amplo) " (ESJS 13, 804 .) e mais OI .
Não, OB e . cum […]dea […] (EDPC: 220), odos de PIE *[…]ei[…]- […]dei a -se[…] ou * ei[…]- […] o
dwell’ (LIV²: 320 o 643 . espec i ely).
O p oblema, no en an o, com es a e imologia se ia que P e-PGmc / P ePSl. *im o
e ia que se segmen ado *i-m- o-, como *i-m e ia que se conside ado como o g au
ze o de uma neo- aiz *eim, cujo m é o iginalmen e um su ixo. Se alguém es i e
dispos o a acei a isso, um signi icado o iginal de "pe ence à amília de casa"
pode se econs uído.
3. Uma no a solução
Uma cha e pa a uma no a solução pode se p ocu ada no OHG kumba ( )a6 .
[…]S amm, Volk, Geschlech s e band[…], gl. cumpu ie […] ibus[…] [Vocabula ius
S . Galli], que desce de PGmc. * […]kuma i[…]ōn- (c . EWAhd 5: 862 .), com uma possí el a ian e
PGmc. (em inglês) *Kumu i-n.
3.1 Es a solução, mencionada pela p imei a ez po G a em 1838 (AhdS IV: 405 .: Is cumbi a
‘ ibus dami {scil. mi Cimb i} zusammen zu hal en?) e acei a, po exemplo, po Lais ne (1892:
31), é pensá el, se a o ma o iginal do e nônimo osse PGmc. *Kum ao *kum ii-a. Já G a (AhdS
IV: 405 .) mencionou o nome pessoal masculino Cumb o jun amen e com o apela i o kumba ( )a e
o e nônimo Cimb i. As a ian es do e nônimo com o ocalismo pos e io u/y/o da p imei a sílaba
são ealmen e a es adas […] e §1. 6 Lais ne (1892: 31) en ou adiciona MHG kumbe
[…]conge ies, moles, moles ia[…], em WGS 37 p oje ado em PGe m. *Kum a- Mas ge almen e é
explicado como uma adap ação do galo-la ino. *combo os […]Zusammenge agenes[…] (Kluge 1999:
493). Neumann e al. (2000: 494) en a am explica a é mesmo o OHG kumba ( )a do galo-la im, c .
La . medie al con e o […]zusammen agen[…]. Po ou o lado, Táci o [Ge mania 37] chamou-os de
ci i as […]comunidade[…]. É en ado e aqui uma suges ão pa a a in e p e ação do e nônimo:
Eundem Ge maniae sinum p oximi Oceano Cimb i enen , pa a nunc ci i as, sed glo ia ingens.
Ve e isque amae la a es igia manen , u aque ipa cas a ac spa ia, quo um ambi u nunc quoque
me ia is molem manusque gen is e am magni exi us idem. Co nélio Táci o: de O igine e Si u
Ge mano um Libe . Em: Ope a Mino a, ed. po H. Fu neaux.
Ox o d: Cla endon P ess, em 1900.
No mesmo can o emo o da Alemanha, na on ei a com o oceano, i em os Cimb i, uma ibo ago a
insigni ican e, mas de g ande enome. Da sua an iga gló ia, do seu ci cui o, pode a é ago a medi a
widesp ead aces ye emain; on bo h sides o he Rhine a e encampmen s o as ex en , and by
o ça gue ei a da ibo, e encon a e idências dessa pode osa emig ação.
Co nelius Taci us: Alemanha e suas ibos. In: Comple e Wo ks o Taci us, aduzido po A. J. Chu ch, W.
J. B od ibb, No a Io que: Random House, 1942.
42 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
insigne gen is obliqua e c inem nodoque subs inge e: sic Suebi a ce e is Ge manis, sic
Suebo um ingenui a se is sepa an u . in aliis gen ibus seu cogna ione aliqua Suebo um
seu, quod saepius accidi , imi a ione, a um e in a iu en ae spa ium: apud Suebos usque
ad cani iem ho en es capilli e o quen u , ac saepe in ipso e ice eligan u . e
p incipes o na io em haben : ea cu a o mae, sed innoxia; neque enim u amen
amen u e, in al i udinem quandam e e o em adi u i bella comp i, u hos ium oculis,
o nan u . (em inglês)
Uma peculia idade nacional com eles é o ce o cabelo pa a ás, e p endê-lo em um
nó. Isso dis ingue os sue os dos ou os alemães, como ambém dis ingue seus
p óp ios ilhos li es de seus esc a os. Com ou as ibos, seja po alguma ligação
com a aça Sué ia, ou, como acon ece mui as ezes, po imi ação, a p á ica é
ocasional e es i a à ju en ude. Os Suebi, a é que suas cabeças sejam cinzen as,
a e am a moda de puxa pa a ás seus cabelos descuidados, e mui as ezes eles
são anudados no opo da cabeça. Os che es êm um es ilo mais elabo ado; an o
es udam a apa ência, mas em pe ei a inocência, sem quaisque pensamen os de
aze amo ; Mas a anjando o cabelo quando ão à ba alha, pa a se aze em al os e
e í eis, ado nam-se, po assim dize , pa a os olhos do inimigo.
Co nélio Táci o: de O igine e Si u Ge mano um Libe . […] Ópe a Mino a,
edição. H. Fu neaux, Ox o d: Cla endon P ess, em 1900.
Co nelius Taci us: Alemanha e suas ibos. […] Ob as comple as de Táci o,
aduzido po A. J. Chu ch, W. J. B od ibb, No a Io que: Random House, 1942. Como
ou o exemplo do papel do pen eado na e nonomia ge mânica é o nome da ibo
andal Hasdingi, e imologizá el com a ajuda de ONo . hadd […] cabelo da cabeça
da mulhe […], OE heo d […] cabelo […] (Schön eld 1911: 129) 6.1.2. Compos o: (iii)
*()-bho -/-bh o-; (i ) *()bh-bho -/-bh o-. Já Lais ne (1892: 31 .) o e eceu
iden i ica o p imei o componen e com a aiz IE * gem- ‘d ücken,
zusammenp essen; assen[…] (IEW: 368 .; LIV2: 186), c . G . (em inglês) γέμω […]pa a
es a cheio[…], γέντο […]ele aga ou[…]. Em ge mânico, es a aiz é kumla
con inued in wo a ian s, *gem- and *gembh-: ONo . kumla ‘que schen’, No w.
‘zusammenp essen, kne en; klumpen[…], kumsa […]Gemisch[…] con a OE cimb(e)
[…]Ve bindung, Fuge[…], ONo . kimbull […]Bündel[…] (IEW: 368) 6.1.3. A de i ação do
su ixo em - is não é mui o ípica en e os e nônimos ge mânicos (po exemplo,
Sugamb i, Tung i), e po isso p e e imos a a ian e em 6.1.2, onde o segundo
componen e pa ece se de i ado do e bo IE *bhe - […] o ca y, bea , b ing[…]
(IEW: 128[…]132; LIV: 76 .; c . PGmc. *[…]e anan […] o bea , ca y; gi e bi h[…]
[EDPG: 59]). Um uso análogo do e bo *bhe pode se mos ado, po exemplo, no
compos o *oi-bh ó- > PGmc. *ai a- > OHG eiba , ei e ‘scha , ama go; he ig,
sch ecklig, OE ā o ‘ ehemen , ha e ul (EWAhd 2: 969 .; NIL: 16).
S aipsniai A igo 43.o
Cimb i e Teu oni
Um compos o cons i uído pelos con inuan es das aízes IE *gem- + *bhe -,
PGmc. *kem()-*kum()- + *e -, pe mi e-nos p opo á ias in e p e ações
semân icas: "assembléia po ado a", "união po ado a" ou "nascido em
assembléia", "nascido em união" el sim.
6.2 PGmc. *þeuđa-/*þeuđō-, jun amen e com os seus cogna os bál icos, i álicos e
cel as, é de i ado do PIE a dio * eu o-/* eu ā-, in oduzido acima (§3.2.). Se os
con inuan es de * eu o ossem neu os, pa ece na u al in e p e a a o ma * eu ā-
< * eu eh2 como o pl.n . = cole i o. P o a elmen e a lis a mais exaus i a de
en a i as e imológicas oi compilada em EWAhd 2: 687 .
6.2.1. A e imologia mais equen e, epe ida na maio ia dos manuais começando
com Fick (1890: 61), de i a a pala a da aiz PIE * eu[…]h2- […]schwellen, s a k
we den[…] (IEW: 1080 .; LIV2: 639 .).
6.2.2. Beekes (1998: 461–465) ejec ed he de i a ion om he oo PIE
* eu[…]h2- […]schwellen, s a k we den[…] po azões accen ológicas13 e semân icas (não
mo i adas de aco do com ele) lançando dú idas sob e a o igem indo-eu opeia de
[…] eu[…] ā em ge al e p opôs sua adoção a pa i de algum subs a o hipo é ico, que oi
iden i icado com a camada de […]hid onímia eu opeia an iga[…] já po Hans K ahe.
Enquan o K ahe não inha dú idas sob e a a iliação indo-eu opeia dos hid ônimos " elhos
eu opeus", Beekes de iniu explici amen e ambos esses hid ônimos e o lexema * eu ā
como não-indo-eu opeus. 6.2.3. McCone (1987: 103, 111, 115 .) o e eceu uma no a solução,
baseada no e bo, que é con inuado no la . ueo uo , in . uē ī & uī ‘olha , igia ,
ppp. ui um & ū um, con uē ī & con uī […]olha , e […], com de i ados nominais como
ū us […]segu o, p o egido[…], ū o […]gua dian[…], ū ēla […]gua dianship, p o eção[…],
Tū ānus […]deidade que dá p o eção[…], Tū ilīna […]deusa que dá p o eção[…]. Ele de i ou
* eu ā da aiz aniṭ * eu- e in e p e ou-a como o cole i o *‘Diene scha [des Königs]. É
possí el conco da com es a iden i icação g ama ical, uma ez que al mo i ação
semân ica ep esen a ia mais p o a elmen e a o ganização eudal da sociedade
naquela época do que na época da unidade da "Velha Eu opa". Em qualque caso, McCone
iniciou a ques ão de se a aiz e a aniṭ ou se i. Kümmel
(LIV²: 639) econs uc ed he oo - inal la yngeal wi h ega d o La in ū us
"Segu o, p o egido". De Vaan (EDLIL: 632 .) concedeu a explicação de -ū om
13
Beekes (1998: 463) mencionou que no bál ico a pe da da la inge de e se e le ida como a en onação
ci cun lexa, ou seja, * eu[…]h2 eh2 > bál ico * eũ ā e o di ongue au e a incomp eensí el. se ão,
I seems necessa y o b ing o mind ha he e a e eally o ms in Bal ic wi h he expec ed
ci cum lex, namely Li h. aũ in i ‘na ionalen Cha ak e geben’, aũs i ‘seinem Volks um ab ünnig
ap aũ ėlis ‘Zwe g; La . (em inglês) - Não, não, não. (Raipole) aû a, ‘ ipo, espécie; pa en e, po o,
nação […] ( e acima).
44 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
o di ongo *-eu- ou *-ou- numa sílaba não inicial. O ele ado núme o de p e ixos
p odu i os pe mi e a acei ação des a solução como uma al e na i a eal.
6.2.4. Re e indo-se a T ie (1942: 239), de V ies (AnEW: 613) ambém ejei ou a
[…] o e-e imologia (§6.2.1.) e p e e iu o pon o de pa ida semân ico baseado no
signi icado p imá io […]Gemeinscha […]. Em seu lemma þjóð […]people[…] ele aludiu a
ONo . þýð […] gen il, a e uoso, a á el[…], þýða […] amizade[…]. Es as o mas es ão
elacionadas com OE geðīede […]good, decen […], OSax. Gi- hiudo ad . "De uma o ma
decen e", MDu. ge-diede […] ob igado, bene olen e […] (*þeuđia-), além do e bo ac i o
de i ado a es ado em gó ico. Þiuþjan […] pa a abençoa , p onuncia bom sob e […],
ONo . þýða […]pa a conquis a , aze amizade com[…], OE geðīedan […]pa a se jun a ,
conec a , associa […] (*þeuđianan). Na u almen e, essas ex ensões em *-i[…] não
podem se a on e de PGe m. *Teuđō- Há mais o mas p imá ias em gó ico. þiuþ n. […]τὸ
ἀγαθόν, ou seja, […] he good[…] (*þeuþa-), po exemplo, em þiuþ aujan […] o do good[…],
além dos de i ados es endidos þiuþeins […]goodness, gene osi y[…], þiuþeigs […]good,
jus , pe ec ; abençoado, lou ado […] (Feis 1939: 498; GED: 362 .; EDPG: 539), e Runic OHG
(ou seja, Tu íngia?) þiuþ (*þeuþi-), apa ecendo na o mulação
þiuþ:ida:x(x?)xxxa:hahwa ‘Gu es, Ida! Hahwa . Es e ex o oi esc i o na pé ola de
âmba encon ada num cemi é io (No d iedho ) em Weima . É da ado de 550 dC
(Nedoma 2004: 313 .). O cogna o não-ge mânico mais p óximo pode se encon ado em
OB e . bom, a o á el; Mago, meu i mão. as u […] mise á el, malheu eux, ché i […]
*es u […] *eks- eu o-; c . ambém MWelsh Mo gan( ) Tu […] médico-che e da co e de A hu […]
(Fleu io 1964: 325; EDPG: 539).
Es a e imologia "amigá el" pode se apoiada po e imologias dos ou os
e nônimos. Um dos e nônimos mais equen es na Eu opa, Vene i, e c. ( e K ahe
1942: 137), oi p oje ado na p o o o ma *u[…]enHe oi[…], que em Os con inuan es
been de i ed om he e b *uenH- ‘liebgewinnen’ (IEW: 1146 .; LIV²: 682 .).
mais con incen es apa ecem no amen e nas línguas cel as e ge mânicas:
Ge mânico *u[…]eni- […] iend[…] > ONo . in ; OE, OF is. inho, OSax., OHG wini
‘id.’ (EDPG: 579).
Cél ico *ueniā > OI . . mul a " amília"; O B e . Guen-ceil gl. […]cogna ionem[…],
coguenou gl. […]indígena[…], MB e . Gouen (n), B e . (em inglês) goenn . " aça, ipo"
Uenia lepon ica (Fleu io 1964: 112, 188; Lejeune 1971: 429; EDPC: 413). Em que pode se
Gaulish onomas icon he e a e many p ope names wi h he componen *ueni-,
in e p e ado como "memb o do clã", po exemplo: Ueni-ca us, Ueni-clu ius,
Ueni-la i, Ueni-ma us, e c. Também conhecido como Ueni-ca us. Mui o in e essan e
é o compos o Ουενι-τοουτα [G- 106]. Es e signi icado é apoiado pela insc ição
galo-g ega de Vallau is [G-279] ουενικοι μεδου ‘ceux du clan pou Medos (DLG3: 313).
É legí imo pe gun a se há algum cogna o da isoglossa cel o-ge mânica * eu[…] o-
[…]bom, amigá el[…], na u almen e, além do la . ueo bas an e emo o. Neumann (apud HEG)
S aipsniai A igo 45.o
Cimb i e Teu oni
T-466) iden i icou-o no e bo hi i a ušk(iie/a)-zi ‘se eliz, en e e (se), b inca ,
uška i- ‘ elicidade, uška a and duška a duška ann- ‘id., dušga auuan - ‘ eliz,
eliz, se o analisado como con endo a aiz * eu- es endida pelo šixkeo-/su .
Kloekho s (EDHIL: 901 ), que documen ou as o mas ci adas, exp essou dú idas sob e
a e imologia de Neumann, mas sem nenhum con a-a gumen o. Po ou o lado, o p óp io
Kloekho s (EDHIL: 365) acei ou a de i ação do e bo hi i a […]ušk/a-zi […] o wai o ,
linge […] da aiz *h2eu[…]- […] o see[…], mais o mesmo su ixo ške-o. A con inuação da aiz
* eu[…]- sem qualque ex ensão de su ixo oi iden i icada po Aixen aľd, Bajun, I ano
(1987: 122) no e bo eduplicado hi i a duddu- […]gnädig behandeln[…]. Vamos menciona
que Geo gie (1966: 36) ligou di e amen e o hi i a dudduwi h uzzi- […]exé ci o[…] e c. e
os godos. "Pessoas" da þiuda. Resumindo, emos à nossa disposição o e bo p imá io
* eu[…]- […]se gen il[…], con i mando a e imologia […]amigá el[…] do e mo * eu[…] ā[…].
7. Conclusão
Ambos os e nônimos discu idos aqui, Teu oni e Cimb i, são analisados como
o mações pu amen e ge mânicas. Es es nomes são o mados a pa i de
pala as de mais ou menos o mesmo signi icado, " ibo", e, po an o, podem
e e i -se a uma e mesma ibo. Mas o signi icado "che e ibal" da ex ensão
nasal PGmc. *þeuđana-, que p o a elmen e ica no início do e nônimo Teu oni
Teu ones, pode ia se pa e de um sin agma compos o po ambos os e nônimos,
*þeuđanōz kum ijōn […] che es de ibos[…]. Es a solução ambém implica ia que,
na ealidade, os eu ões e os cimb os ep esen a am apenas uma ibo14 ou uma união ibal, al ez com um líde
posi ion among o he ibes.
8. POSTSCRIPTUM (em inglês)
Mo gens ie ne (1942: 266) e Szeme ényi (1962: 195, n. 107) es ende am o compa anda às seguin es
con apa es i anianas hipo é icas: pe sa oda ‘heap; um ick, s ack; um mo o, um úmulo; a
pon a ou a ma ca em que as lechas são dispa adas […], od (pa a oda) […] colina; opo, cimei a; um
mon e; um bando de camelos (S eingass 1892: 334) e Sogdian: budis a wδk, c is ão wdy, maniqueo
wδyh, ‘heap, Em 113 aC em No icum acon eceu o p imei o con li o mili a his o icamen e
14
documen ado en e os omanos lide ados po Gnaeus Ca bo e os alemães, ep esen ados apenas
po Cimb i [S abo 5.1.8; Taci o, di e en es ibos ge mânicas desde o p imei o momen o.
Ge mania 37]. I mus be ega ded as a he imp obable ha he Romans we e able o ecognize
46 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII
HARALD BICHLMEIER, VÁCLAV BLAŽEK
Massa […] (Gha ib 1995: n. 9705). Acei ando a nossa e imologia "amigá el" de
* eu ā, pa ece impossí el jun a -se a eles. Po ou o lado, essas o mas
i anianas pode iam es a elacionadas com o o ônimo no Jo em A es ano
Tuδaska- […]Name eines Be gs ode Gebi gs[…] [Y . 19.2.. 4.] (Ba holomae 1904: 655).
Reconhecimen o
O a igo oi o iginado com o apoio do Fundo de Pesquisa no 2817 da Uni e sidade
Masa yk, B no. Somos g a os a John Beng son po sua co eção de inglês.
Gos a íamos de exp essa nosso ag adecimen o aos es udiosos que nos
esc e e am seus comen á ios, adições e obse ações c í icas, a sabe , Robe
Nedoma e S e an Zimme . Pe manecemos esponsá eis po odos os e os.
Ab e ia u as ac.
[…] acusa i o
Não, não. […] Acadiano
O Alb. […] Albanês
Alph. (em inglês) O Uga . […] Al abé ico uga í ico
Bl . (em inglês) Bielo ússia
O B e . […] B e ão
O Bulg. Búlga o
Milho. […] Co nualha
CS […] Esla o da Ig eja
O CSla . […] Esla o comum
Cz. Checo
O Dac. Daciano
O Dan. Dinama quês
Du, po a o . Holandês
E […] Inglês
Fae , po a o . […] As Ilhas Fa oé
G […] Alemão
A Gália. […]
Gálico gen. […] geni i o
Go h. – Go hic
G . (em inglês) G ego
Heb . (em inglês) […] Heb aico
Ace a. […] He i a
Ficou. Húnga o
O Icel. Islandês
in . – in ini i e
La . […] La im
Le ão La .
Li h, po a o . Li uano
O Mac. […] Macedônio
O Ma uc. […] Ma uciniano
O MB e . […] B e ão Médio
Dou o em Di ei o. […] Holandês médio
É uma bagunça. […] Messápico
Mg . (em inglês) […] G ego Médio
MHG […] Al o alemão médio
MLG […] Alemão médio-baixo
Welsh […] Welsh médio
NB e . (em inglês) […] No o B e ão
NF is. (em inglês) […] F ísia do No e
No uega. No ueguês
O B e . […] Velho b e ão
OCS […] Esla o da Ig eja An iga
OCz. (em inglês) […] Checo an igo
OE […] Inglês an igo
O is. […] F ísia an iga
OHG […] Al o alemão an igo
O Ocel. […] Velho islandês
O I . […] I landês an igo
OLF […] An igo baixo- ancônico
Oli h, po a o . […] Li uano an igo
Não, não. […] An igo nó dico
P ússia. […] P ussiano an igo
Russo. […] Russo an igo
S aipsniai A igo 47.o
Cimb i e Teu oni
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O OSe b. […] Sé io an igo
PGmc. (em inglês) […] P o o-ge mânico
Phoen, po a o . […] Fenício
PIE […] P o o-indo-eu opeu
pl. […] plu al
Pol, po a o . PPP polaco. […]
pa icipio pe ei o passi o
PSl. (em inglês) […] P o o-esla o
Rom. […] Romeno
O Russ. Russo
SCR. (em inglês) […] Sé io-c oa a
O sé io. […] S .
S . singula
O Syll. O Uga . […] Uga í ico silábico
Slk. (em inglês) Eslo aco
Shlm. Eslo eno
Especialis a. […] Piceniano do Sul
Sueco. Sueco
Uk . (em inglês) Uc aniano
Umb. O quê? […] Umb ia
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