Ac a Linguis ica Li uanica
2026, ol. 94, p. 1 a 28
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2669-218X (online elek oninis) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2026 Simonas No eikis. Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de
Acesso Abe o dis ibuído sob os e mos da Licença de A ibuição C ea i e Commons, que pe mi e uso,
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Recebido po : Gau a: 2026-02-14. Acei o: P iim a: 2026-06-04. 1
Sob e os nomes dos locais do sul da Es ónia na egião de LUDZA (LUTSI)
Na Le ónia O ien al (LATGALIA)
1
Dėl pie ų es ų ie o a džių Ludzos egione y ų La ijoje (La galoje)
Simonas NOREIKIS (em inglês)
Uni e sidade de Helsínquia
E-mail: [e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0003-2895-5880 Campos de pesquisa: linguís ica
his ó ica e compa a i a inno-ug a, onomás ica.
h ps: doi.o g/10.35321/all94-07 (em inglês)
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Ano ação
O a igo in es iga os opônimos es onianos na á ea de Ludza, na egião de La gale, na Le ônia. Os es onianos Lu si
e am um g upo de es onianos que se muda am pa a es a á ea nos séculos XVII e XVIII e o am inalmen e
assimilados na população local no século XX. As on es do ma e ial es udado incluem: opônimos ap esen ados em
pesquisas an e io es (5), o índice de ca ões de opônimos do Ins i u o da Língua Es oniana (EKI) (54), o li o Ees i
mu ded IX, que con ém amos as da língua es oniana Lu si (1), e o banco de dados da Agência de In o mação
Geospa ial da Le ônia (LĢIA) (1). Os opônimos in es igados são compa ados p incipalmen e com os da á ea de
diale o do sul da Es ônia e opônimos em ou os e i ó ios inlandeses. A e imologia es oniana de ês opônimos
ap esen ados em pesquisas an e io es é ejei ada. Dois opônimos podem se conside ados es onianos po que
não o am encon adas e imologias al e na i as. O índice de ca ões EKI con ém 98 ca ões. Alguns deles são
opônimos inlandeses anspa en es que não eque em mais explicação. Um o al de 54 opônimos o am
selecionados, o mados a pa i de apelidos especí icos de Lu si Es oniano ou pala as do sul da Es ônia,
enquan o os ou os são opônimos adap ados le ões ou esla os. Os opônimos encon ados em Ees i mu ded IX e
no banco de dados LĢIA podem se explicados como opônimos especí icos do sul da Es ônia. A g ande maio ia dos
opônimos in es igados já não exis e, pois os es onianos Lu si e am mul ilíngues e p o a elmen e usa am e sões di e en es desses opônimos dependendo da língua alada.
Após a ex inção da língua es oniana Lu si, as e sões es onianas dos opônimos ambém
desapa ece am.
Pala as-cha e: onomás ica, opônimos, La galia, Ludza, ilhas da língua do sul da Es ônia.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnis ski as es ų ie o a džių y imui Ludzos apylinkėse La galos egione La ijoje. Ludzos es ai XVIIXVIII a.
a sikėlusi a ba a keldin a es ų g upė, kalbėjusi pie ų es ų a mėmis, i galu inai asimiliuo a XX a. Ti iamos
medžiagos šal iniai y a šie: anks esniuose y imuose ap a i ie o a džiai (5), Es ų kalbos ins i u o (EKI)
ie o a džių ka o eka (5), La inis mu ded IX su Ludzos es ų a mių eks a inis (1) i ijos leide dės in o macijos
agen (LIA) (1). Ti iami ie o a džiai pi miausia lyginami su pie ų es ų a mių a ealo ie o a džiais, aip pa su ki ų
inų kalbų a ealų ie ų a dais. Anks esniuose y imuose ap a ų ie o a džių es iškos kilmės galimybė a mes a,
ačiau d iejų iš jų kilmė gali bū i es iška, nes a gumen ų dėl ki okios e imologijos nė a. EKI ka o ekoje é 98
ko elės. Dalyje iš jų už ašy i aiškūs iniški ie o a džiai, ne eikalaujan ys papildomo paaiškinimo. Dalyje iš jų
už ašy i aiškūs iniški ie o a džiai, ne eikalaujan ys papildomo paaiškinimo. Iš iso y imui pasi ink i 54
1
ie o a džiai, O es udo oi inanciado pela Fundação Kone (Koneen sää iö, Finlândia).
2
de sa i ų Ludzos es ų a mės apelia y ų a pie ų es ų žodžių; […] ki i adap uo i la ių a sla ų ie o a džiai.
Ees i mu ded IX i LĢIA as i ie o a džiai gali bū i aiškinami kaip sa i i pie ų es ų ie ų a dai. Didžioji dalis
i iamų es ų ie o a džių neišliko, kadangi Ludzos es ai bu o daugiakalbiai i ki os kalbos a osenoje
panaudoda o a i inkamą ie o a džio a ian ą ki a kalba. Sulig es ų kalbos išnykimu i iamame plo e išnyko i
ie o a džių a ian ai šia kalba.
ESMINIAI ŽODŽIAI: onomas ika, ie o a džiai, La gala, Ludza, pie ų es ų kalbų salos.
1. In odução
Objec i o 1.1.
Es e es udo cen a-se nos nomes de
2
luga es do sul da Es ónia na egião de Ludza (Lu si) de
Le ónia O ien al (La gale). O objec i o é analisa as suas e imologias e es u u as,
compa ando-as p incipalmen e com os opônimos da língua do sul da Es ónia.
1.2 An eceden es his ó icos da La gália
La galia (L La gale, L g La gola) em um passado his ó ico di e en e de ou as pa es da
Le ônia ( e Zubko-Melne 2018). Du an e o pe íodo em que a La gália azia pa e da
Commonweal h polaco-li uana, a egião e a e e ida como Li ônia polonesa (Pl In lan y Polskie). O
his o iado Gus aw Man eu el (1879: 21) começa o p imei o capí ulo de sua ob a-p ima, In lan y
Polskie: "A his ó ia inicial da Li ônia polonesa es á en ol a em e as que nenhuma luz ainda
iluminou. Se os le ões o am os p imei os habi an es indígenas aqui, ou se as ibos inlandesas
desloca am a população local du an e a mig ação dos po os, pe manece sem solução a é hoje.
Desde essa publicação, a queólogos e linguis as êm en ado abo da essa ques ão, embo a
3
mui as ques ões elacionadas pe maneçam sem solução. A ualmen e, a língua local da egião é o
la galian, cujo s a us como um diale o ou uma língua sepa ada ainda é deba ido ( e S a ecka
2025). Em qualque caso, o la galian exibe aços onológicos dis in os e ocabulá io especí ico
em compa ação com o le ão pad ão (po exemplo, L aloda ~ L g olūda […]language[…], L
peldē ies ~ L g mauduo īs […] o swim[…]) e de ido a essas di e enças, eles não são
comple amen e mu uamen e in eligí eis. Ao con á io de ou as pa es da Le ônia, onde o
lu e anismo p edomina, o ca olicismo é a é dominan e na La gália. Es a egião em sido
mul icul u al po séculos (Man eu el 2020: 243). Além dos la galianos, uma signi ica i a
comunidade polonesa es á p esen e. De ido à p oximidade da Rússia e da Bielo ússia, ambém
há comunidades ussas e bielo usas. En e os habi an es de língua ussa, exis em
comunidades de elhos c en es o odoxos, cada um com um undo his ó ico di e en e de ou os
ussos. Além disso, as comunidades li uanas o am localizadas em á ias pa es da La gália,
pa icula men e den o do iângulo Suba e-Tiskādi-Sa ja (Ga š a 1989: 64). Ha ia ambém uma
comunidade de língua es oniana do sul que oi assimilada no século XX.
His ó ico dos es onianos Lu si 1.3.
Ludza (Es Lu si) Os es onianos i iam na á ea ao edo da cidade de Ludza. Sua língua e a
uma a iação do es oniano do sul (A is e 1963: 177). Além de Lu si, o es oniano do sul inclui
a iações de Võ o, Se o e Lei u (Kallio 2018). A o igem e o momen o da chegada dos
es onianos Lu si pe manecem obscu os. O pesquisado le ão Saul edis Cime manis (2017: 9)
menciona ês hipó eses di e en es: 1. Eles são descenden es dos an igos habi an es
inno-ug os da egião, que são e nicamen e mis u ados e p ese a am sua língua po um
longo pe íodo.
2
Pa a o nome da cidade aqui, a o ma le ã Ludza se á usada, enquan o pa a o diale o es oniano, a o ma
O Lu si se á usado.
3
T aduzido do polonês pelo au o .
3
2. e am ecém-chegados da Es ônia que, ugindo da op essão da nob eza e da se idão alemãs,
encon a am e úgio na La gália conquis ada pelos poloneses após o A mis ício de Al ma k de
1629; No en an o, ol a pa a a Es ónia não oi ácil. 3. Eles e am camponeses es onianos
comp ados ou ocados po ou os bens po nob es poloneses ou alemães, e mais a de se
es abelece am em suas mansões de La gale. Além dessas hipó eses, ac edi a-se que os
es onianos chega am à egião de Ludza no início do século XVIII du an e a Gue a do No e
(Ojansuu 1912: 23). Vá ias ondas de mig ação ouxe am os es onianos pa a a La galia, o que
explica a a iação em seus subdialec os (Balodis 2022: 45). De aco do com Pe i Kallio, os es onianos
não pode iam e se es abelecido em Ludza an es da p imei a me ade do século XVII, já que as
mudanças de som que oco em no es oniano Lu si se alinham com as do es oniano do sul em
meados do século XVII (po exemplo, a e minação plu al -d).
-q, Kallio 2018: 113).
Mapa 1. (em inglês) Mo imen o de es onianos pa a Ludza de aco do com Heikki Ojansuu (1912: 21) (mapa ei o po
Da ya Donskaya) (em inglês)
Pesquisas ecen es suge em que ambém pode e ha ido assen amen os es onianos no
Região de Rēzekne (Balodis 2023).
2. Pesquisas an e io es sob e os opônimos inlandeses da La galia e pon os
de pa ida do es udo
Em seu li o Lu si maa ah as, Oska Kallas (1894: 31[…]33) dedicou um pa ág a o aos
nomes de luga es. Ele a i mou que uma aldeia es oniana em ês nomes ( e Apêndice 2):
4
1) o nome es oniano o iginal;
2) um nome le ão ou usso que seja: a) uma adução di ec a, b) uma adap ação, ou c) um
nome o iginal não elacionado;
3) uma o ma es oniana secundá ia de i ada do nome le ão ou usso. H. Ojansuu (1912: 21[…]22)
encon ou pa alelos ( e Apêndice 1) en e opônimos nas egiões de Ludza e Vas seliina,
indicando conexões his ó icas e linguís icas, e p opôs que os es onianos Lu si o iginalmen e
mig a am da á ea de Vas seliina. Os opônimos que ele mencionou são em g ande pa e os
mesmos que os obse ados po O. Kallas. Além de compa a esses opônimos com os da egião
de Vas seliina, ele ambém comen ou as p opos as o iginais de O. Kallas.
As in es igações pos e io es não se concen a am es i amen e na egião de Ludza; Em ez
disso, ab angeu oda a Le ónia, ou pelo menos a La gália. Na década de 1920, o linguis a li uano
Kazimie as Buga p ocu ou encon a pa alelos en e os opônimos le ões e inlandeses, e suas
p opos as e imológicas o am ci adas em pesquisas subsequen es. Em 1968, Ma a Rudzī e
esc e eu um a igo in i ulado Somug iskie hid onīmi La ijas e i o ijā, ci ando 247 opônimos
de oda a Le ônia, com 15 localizados na La gália e apenas 3 na egião de Ludza. Nos anos 1970 e 1980,
An ons B eidaks conduziu uma ex ensa pesquisa sob e os opônimos da La gália (po exemplo,
Vliańsko- inskaji jeziki na la galskaja go o a Lodzinaja egião da Le ônia, 1970), Bal iko- inskaji
jeziki La gale (em la galo- inlandês, 1973), La ia (em la galo, 1973), Eze as Sla ia (em la galo, 1973),
Eze as Sla ia (em la galo, 1973), Eze as Sla ia (em la galo, 1973), Eze as Sla ia (em la galo, 1973),
Eze as Sla ia (em la galo, 1997) e Eze as Sla ia (em la galo, 1997). No en an o, a maio pa e do peso
da pesquisa se inclinou pa a possí eis opônimos inlandeses que p o a elmen e an ecede am a
mig ação dos es onianos e a é mesmo o assen amen o bál ico. Seguiu-se um deba e obus o,
e iden e no a igo de V. J. Zeps de 1977, onde ele c i icou as e imologias p opos as po M. Rudzī e
(1968) e A. B eidaks (1970; 1973a), e no acompanhamen o de A. B eidaks de 1989, onde ele con a iou
as obse ações de V. J. Zeps (1977). Algumas das e imologias p opos as po M. Rudzī e, A.
B eidaks e V. J. Zeps o am pos e io men e comen adas po Bušs e Balode na década de 2000 (po
exemplo, Bušs, Balode-Anelauskai e 2005; Balode 2007; Balode, Bušs 2009). Suges ões e imológicas
inlandesas ambém são egis adas nos olumes do dicioná io de opônimos le ão (LVV).
3. Mé odos e ma e iais
Nes e es udo, mé odos his ó ico-geog á icos, onomás icos de subs a o e e imológicos
são usados.
Dado que a hipó ese dos es onianos Lu si como uma população ealocada é a mais amplamen e
acei a, é necessá io aplica mé odos onomás icos de assen amen o his ó ico. Denis V. Kuzmin
(2014: 28) esume que a ideia p incipal da onomás ica his ó ico-assen amen al é que uma
população mig a ó ia ca ega no os opônimos pa a sua no a á ea de assen amen o, usando
os mesmos modelos cons u i os, ocabulá ios e semân icos de opônimos de seu la an e io .
Es e concei o baseia-se nos abalhos de Ee o Ki iniemi (1977; 1978). Consequen emen e, se á
aplicado um es udo compa a i o da ipologia es u u al e semân ica dos opônimos em línguas
de subs a o ou línguas elacionadas a eles, com o obje i o de iden i ica modelos e
mo i ações de nomencla u a compa ilhados (Saa iki i 2007: 58). Aqui, o e mo "língua de
subs a o" e e e-se ao diale o es oniano Lu si, enquan o as línguas elacionadas incluem
p incipalmen e ou os diale os do sul da Es ônia e ou as línguas inlandesas. Po úl imo, uma
ez que pa es dos opônimos in es igados não êm um signi icado anspa en e, é necessá io
5
encon a a sua e imologia e a sua língua de o igem compa ando-os com apelidos e nomes
p óp ios nas línguas elacionadas (ou as línguas inlandesas) e com ou as línguas aladas
na á ea de in es igação (le ão, li uano, usso, polaco e bielo usso).
Uma ez que o es udo se concen a em opônimos numa língua mino i á ia ce cada po ou as
línguas (bál ica e esla a), é ambém essencial in es iga a in luência po encial das línguas
dominan es nos opônimos da língua mino i á ia. Po conseguin e, se á u ilizado um mé odo de
onomás ica de con ac o. Be i Sandnes (2016) desc e e os enômenos de adap ação de nomes
(po exemplo, onológica, mo ológica, semân ica e léxica) e adução que oco em quando um
nome p óp io é ans e ido de uma língua pa a ou a. As cons uções dos opônimos Lu si da
Es ônia são analisadas compa ando-os com ou os opônimos inlandeses ( inlandeses e
es onianos), usando ob as de E. Ki iniemi (1971; 1975; 1977; 1978), que desc e em a opônimia
inlandesa, e Ees i mu ded ja kohanimed (EMjK) pa a opônimos es onianos.
O ma e ial pa a es e es udo em de á ias on es. A p imei a on e é a li e a u a de pesquisa
an e io que iden i ica possí eis opônimos inlandeses na egião de Ludza, com p opos as
e imológicas b e emen e e isadas. O p incipal ecu so pa a es e es udo é o índice de ca ões
de opônimos do Ins i u o da Língua Es oniana (EKI kohanimeka o eek), que con ém 98 ca ões
de opônimos Lu si es onianos. Além disso, um nome p óp io se á i ado de Ees i mu ded IX, que
inclui ansc ições de g a ações es onianas de Lu si e Lei u. Es e opônimo oi escolhido po que
não oi mencionado em pesquisas an e io es ou no índice de ca ões. Nes e es udo, os opônimos
do índice de ca ões EKI e ou as on es se ão compa ados com os opônimos da egião
his ó ica de Võ umaa com base na seguin e li e a u a e on es: a) a disse ação de
dou o amen o de E a Saa , Võ umaa kohanimede analüüs enamle inud nimeosade põhjal ja
adi sioonilise kogukonna nimesüs eem (En: An Analysis o Place Names in Võ umaa on he Basis
o he Mos Common Name Elemen s, 2008), o nece os o man es de nomes mais comuns no
sis ema Võ umaa, que ajuda a iden i ica o man es semelhan es em nomes ap esen ados no
índice de ca ões EMSI; b) o banco de dados de nomes Kohanimeandmebaas (KNAB) pe mi e a
pesquisa de opônimos e o nece suas localizações exa as na Es ônia; c) o li o de opônimos
Ees i kohan (EKNR) ap esen a opônimos es onianos jun amen e com suas explanações
e imológicas; d) o dicioná io de opônimos Ees i mu ik (EMS) e Väike (VMS)
Apela i os em es oniano.
e) o banco de dados de nomes de luga es Ajaloolise Võ umaa kohanimede andmebaas (AVKA) do
Võ umaa his ó ico, que documen a o uso de nomes de luga es na língua e nácula Võ o,
con o me egis ado pelos habi an es locais du an e o abalho de campo na década de 1990 e
2000. Dado que a á ea de es udo es á localizada na Le ónia, se ão ambém u ilizados ecu sos
le ões ele an es. As p incipais on es le ãs incluem: a) a Base de Dados de Topônimos da
Agência de In o mação Geospa ial da Le ônia (LGIA), que pe mi e aos usuá ios pesquisa
opônimos e encon a suas localizações exa as em mapas da Le ônia. In elizmen e, em a
des an agem de que, embo a os nomes possam se pesquisados, não é possí el seleciona um
local especí ico no mapa pa a exibi o nome do luga escolhido; b) o LVV de oi o olumes, que
o nece opônimos le ões jun amen e com possí eis p opos as e imológicas; c) o banco de
dados de sob enomes le ões (LU) o e ece insigh s sob e possí eis e imologias pa a
sob enomes que podem e in luenciado a o mação de opônimos. A e imologia dos sob enomes
pode al e a signi ica i amen e o signi icado dos opônimos, d) o índice de ca ões de
opônimos le ões do Ins i u o da Língua Le ã, e) mapas da Le ônia dos séculos XVIII e XIX, que
podem se is os em es u e dodies.l .
6
4. Análise
4.1 Algumas e imologias de pesquisas an e io es
4.1.1. Auneja ( io), Aunejis aza s (lago)
A. B eidaks (2007 [1989]: 385) compa a os aza es de Auneja e Aunejis com o Ounasjoki e o
Ounasjä i inlandeses, localizados no no e da Lapônia. Te ho I. I konen (1920: 49) egis a a
o ma Sámi a ́ dnesjohka e elaciona-a com Aunus (Rus Олонец), embo a Jalo Kalima (1942:
161[…]163) apon e que a e imologia de Aunus é p oblemá ica. Embo a os hid ônimos que começam
com Auna e sejam ela i amen e comuns no inlandês do no e, eles não são a es ados na á ea
do inlandês do sul, incluindo a Es ônia. Do pon o de is a a eal- ipológico, isso en aquece a
compa ação en e Auneja e Finnic Aun oponyms. A p opos, Aunus (Li i Ka elian Anus, Rus
Олонец) inicialmen e p o a elmen e inha *Aln oo , que mudou pa a Aununde a in luência de
4
Vepsian (l > u shi , po exemplo Fi pel o ~ V pöepsud ‘ ield). No LVV (I 54[…]55), nume osos
Aun oponyms são lis ados em di e en es pa es da Le ônia (Cou land e Vidzeme), elacionados
com o auns apela i o le ão […] am[…]. À p imei a is a, essa explicação pa ece menos con incen e
pa a a La galia, onde a pala a co esponden e é ucyns. Po es a azão, Auneja não pode se
di e amen e associado ao g upo Aun oponymic. No en an o, a p esença de nomes de luga es
como Auni ( azenda) e Aunāji (es ação de gua da lo es al) em La galia (Zeps 1984: 28) indica que o
Aun oo não es á in ei amen e ausen e da egião. A en a i a de A. B eidaks de p opo uma
e imologia inno-ug a pa a Auneja pode e sido mo i ada po essa disc epância dialec al
( ucyns e sus auns). No en an o, a compa ação p opos a con inua a não se con incen e. O
objec i o do p esen e es udo é examina a e imologia inno-ug iana, e es a hipó ese de e se
conside ada imp o á el. A o mulação de uma e imologia al e na i a exigi ia uma análise mais
de alhada e, po an o, ica o a do escopo des e es udo. A o igem de Auneja e sua possí el
conexão com Auni e Aunāji de em se abo dadas em uma in es igação sepa ada, conside ando
o mas his ó icas como Aуйни (aldeia) e Ауиня ( io) documen adas em mapas ussos sa es
(dodies.l ).
4.1.2. Ņukšu ups ( io), Ņukši (aldeia)
A. B eidaks (2007 [1989]: 380) compa a Ņukšu ups ao Sámi njukča ‘swan, que à p imei a is a pode
pa ece lógico an o onologicamen e quan o seman icamen e. No en an o, essa compa ação é
inco e a po que os cogna os do apela i o Sámi começam com j (SES; UEW) (c . jou sen
inlandês, Komi e joś udmu ). A o ma sami é uma exceção; em ou as pala as inno-ug as com
um j inicial, os cogna os sami ambém man êm o j (po exemplo, Finnish jää ~ Sámi jiekŋa). Assim,
a compa ação com o njukča Sámi é injus i icada. No en an o, o opônimo Ņukši ainda me ece
conside ação como inno-ug o, apesa da compa ação de ei uosa de A. B eidaks. No a elmen e,
os Nukš oponyms são encon ados em ou as á eas inlandesas da Le ônia, especi icamen e nas
egiões de K e inian e Li onian ( e Mapa 3). An es de analisa e compa a esses nomes, é
impo an e e isa as o mas his ó icas de Ņukši e de e mina se o nome do io ou o nome da
aldeia é p imá io. Ņukšu ups[…] pa ece se um nome secundá io de i ado do nome da aldeia. Designa
um segmen o do io Pilda en e o Lago Pilda (Pildas eze s) e o G ande Lago de Ludza (Lielais Ludzas
Eze s). Es e segmen o ambém é documen ado como Pilda, Nukša, Iļža e Isnauda (LĢIA), com o
sob enome elacionado a uma aldeia com o mesmo nome. Po an o, o nome p imá io nes e caso é o
nome da aldeia Ņukši, que, em alguns mapas, é ma cado como Nukši (Zeps 1984).
*Nukš-/Ņukš oponyms podem se compa ados com os nugis es onianos
[…]ma en[…] ou inlandês *Nois-/Noki-, que é encon ado na oponimia inlandesa, mas não
p ese ado como um apela i o (SES s. . nokko; EES s. . nugis). Ou a denominação le ã pa a
compa ação é *nuka/*ņuka/nuks (ME), que signi ica "um g ande pedaço de pão em o ma de cunha;
4
Sob e a e imologia de Олонец, eja ambém D. V. Kuzmin (2021: 52), que p opõe uma o igem sami (*ōlō […] águas de
inundação[…] + su ixo -nčē → *ōlōnčē […] Олонец), o que o na ia uma e imologia inlandesa de Auneja ainda menos ce a.
7
ambém um pedaço de queijo ou man eiga; um nó […] e em um equi alen e em li oniano nukā,
es oniano nukk ‘id. ; Em cima, im. V. J. Zeps (1962: 157[…]159) ma cou-o como um emp és imo
inlandês em le ão. No en an o, é limi ado às egiões de Vidzeme, Cou landia e Semigalia e não é
encon ado na La galia. O apela i o nukk é usado em odos os diale os es onianos (VMS), mas
em opônimos apa ece apenas como uma pa e gené ica de nomes de luga es compos os (po
exemplo, Mõ sa-nukk). Po an o, se uma e imologia inlandesa o p opos a, um apela i o
mais adequado se ia nugis, que em a ian es nukas, nugus e nukus em diale os do sul da
Es ônia. Além disso, em ou a ilha de língua es oniana (K aasna), há uma aldeia chamada
Ночево, que an e io men e inha ou o nome, Нюкши (SnpRI 2016). Em esumo, embo a a
compa ação com o sami njukča seja e ada, a possibilidade de uma e imologia inlandesa
con inua a ale a pena se conside ada, endo em con a o apela i o nugis e o opônimo Нюкши no
Ilha da língua K aasna.
Mapa dois. *Nukš-/Ņukš oponyms em á eas inlandesas da Le ônia (mapa ei o po D. Donskaya)
4.1.3. Pilda, Pylda (mano , io e lago)
Os linguis as le ões M. Rudzī e (1968: 189) e A. B eidaks (1970: 162; 1973a: 100) conside am que o nome
des e lago é um emp és imo do es oniano. A. B eidaks suge iu que o oikonym Pilda muiža é
de i ado do es oniano põldemõis (< Es põld ‘ ield + mõis ‘es a e). Es a explicação pa ece
plausí el de uma pe spec i a semân ica. A conexão en e Pylda e põld pode se logicamen e
comp o ada, pois a ogal õ em es oniano Lu si é p onunciada como y, que ambém es á p esen e
em la galian, suge indo que o e mo oi emp es ado do es oniano Lu si. No en an o, V. J. Zeps
(1977: 432 […] 433) obse ou que a p op iedade de Pilda exis ia an es do século XVIII, como G.
Man eu el (1879: 154) mencionou que a p op iedade es a a sob go e no em 1572. V. J. Zeps p opôs
duas possibilidades: (a) o nome é an e io à chegada dos es onianos, ou (b) os es onianos es a am
p esen es no século XVI (a mesma ques ão se aplica ao nome acima mencionado Ņukši, Zeps 1977:
431). De aco do com O. Kallas (1894: 32), o nome Pylda não oi o iginalmen e usado pelos es onianos,
mas mais a de oi ado ado no uso es oniano sem mais explicação.
8
Como mencionado an e io men e, a conexão en e Pylda e põld pa ece logicamen e
undamen ada. No en an o, su gem objecções semân icas. Pesquisas an e io es não
conside a am que, no sul da Es ônia, a pala a na i a inlandesa nu m é mais comumen e usada
pa a "campo" do que o emp és imo ge mânico põld (em li oniano, apenas num é usado e um
cogna o do inlandês *pel o es á ausen e). A compa ação dos e mos pa a "pe dix cinza" em
es oniano do no e e es oniano do sul e ela es a di e ença. A o ma do no e da Es ônia
põldpüü usa põld, enquan o o sul da Es ônia emp ega nu m pa a o ma o e mo equi alen e
nu mpü i. Assim, se os nomes do lago, do io ou da p op iedade ossem con e idos po alan es
do sul da Es ônia, p o a elmen e e iam sido o mados com o apela i o nu m. Es a obse ação
pode azoa elmen e apoia a a i mação de O. Kallas (1894: 32) de que Pylda não oi nomeada pelos
es onianos e suge e que a possibilidade (a) de V. J. Zeps (1977: 433) é mais p o á el. Mesmo que os
es onianos enham chegado mais cedo, o opônimo p o a elmen e e ia sido c iado usando o
apela i o nu m. Isso implica que, se o nome é an e io à chegada dos es onianos, ele e ia uma
e imologia al e na i a. A e imologia bál ica não de e se desca ada, especialmen e desde que
Augus J. Bielens ein (1892: 17) menciona Pylda sem a gumen ação como um nome p óp io le ão. À
p imei a is a, pode ia se associado a L pil i (‘ e e ), L pilē (‘go eja ) e as aízes bál icas
*pilnas (‘cheio), *pild- (‘enche ). No en an o, es a compa ação pa ece p oblemá ica, uma ez que
não exis em hid ônimos na oponimia bál ica com o caule pild-. Se o caule e a pil que signi ica a
" e e , go eja ", o signi icado do su ixo -da pe manece obscu o, pois não é p odu i o na
oponimia bál ica. No a elmen e, na egião de Lei u, há um io chamado Pilupe, que em Lei u é
conhecido como Põllupi. Daina Zemza e (1940: 80) suge e que o elemen o pil esul a da assimilação
de ln > ll no diale o la galo local (po exemplo, piln- > pill- > pil-), como em L pilns ‘ ull e L g pylns. A
e são de Lei u, Põllupi, pode e sido adap ada de ido à sua semelhança oné ica com Es põld ~
põllu. Assim, Pilda ambém pode es a ligado a L pilns […] ull[…] ou L pildī […] ill[…]. Na Le ônia, o
sob enome Pilda s é encon ado em Vidzeme, embo a sua o igem pe maneça inexplicada (LU).
Finalmen e, na pa óquia de Rõuge, há um lago chamado Põldalo so jä (KNAB), que em ou as
o mas do no e da Es ônia, como Põldalane ou Põldealane (KNR). Es e úl imo pa ece se uma
o ma comple a, enquan o os ou os pa ecem elíp icos. Põldealane combina os elemen os põlde
‘campo (pl. GEN) + NEs alane SEs alanõ ‘um luga , á ea ou espaço localizado sob ou pe o de
algo. Assim, enquan o nu m é mais amplamen e usado, põld pe manece um apela i o p odu i o em
es oniano do sul. Em elação à sua po encial conexão com Pilda, pode se pos ulado que
ep esen a uma o ma elíp ica de um opônimo con endo os elemen os Põlde e ou o elemen o
inicial que mais a de oi pe dido.
Em qualque caso, a associação de Pilda com a aiz põlde ep esen a a melho explicação
e imológica disponí el, uma ez que nenhuma ou a e imologia bem undamen ada pode se
encon ada. In es igações adicionais sob e a e imologia de Pilda pode iam ajuda a de e mina
qual das possibilidades de V. J. Zeps (1977: 433) é mais p o á el: (a) que o nome é an e io à chegada
dos es onianos, ou (b) que os es onianos já es a am p esen es no século XVI. A gumen os o es
pa a a e imologia do sul da Es ônia, jun amen e com a gumen os acos pa a a o igem bál ica,
suge em uma maio p obabilidade de (b). No en an o, escla ece o momen o da chegada dos
es onianos à egião de Ludza eque um es udo sepa ado pa a explo a mais es a ques ão.
P oponho uma possibilidade (c): que Pilda pode ia e ido um nome di e en e an es da chegada no
século XVIII, embo a isso ambém exija mais in es igação.
4.1.4. Rauzu aza s (lago), Rauzi (aldeia)
A e imologia inlandesa pa a Rauzi (assim como o nome do io Rauza em Vidzeme) oi suge ida
po K. Būga (1961: 562), compa ando-o a um apela i o es oniano õusk (gen. sg. õusa) e
õuzane, auzane, auskane que signi ica " solo congelado, queb ado e empilhado de gelo
hummocky". A p opos a de K. Būga oi apoiada po A. B eidaks (1970: 162; 1977: 29; 1989) mas
c i icada po V. J. Zeps (1977: 434). Mais a de, Beni a Laumane (1996: 216) apoiou a p opos a de
uma e imologia inlandesa pa a os opônimos em Vidzeme, ao mesmo empo em que suge iu
9
uma e imologia bál ica (c . L auzis […]dug land[…], e c.). Es as suges ões o am esumidas
no LVV (VI 122).
É c ucial comen a sob e a compa ação com o õusk es oniano, õusane, e c. Es as são
o mas dialec ais (EKSS) usadas no diale o ociden al do es oniano do no e (EMS; VMS),
enquan o os opônimos Rõusa e Rõus e são encon ados na egião de Pä numaa associada ao
diale o acima mencionado. As egiões de Ludza e Vidzeme ala am p edominan emen e
es oniano do sul. Po conseguin e, a compa ação com o õusk é inadequada do pon o de is a
a eal- ipológico. Uma e imologia bál ica pa ece mais con incen e. Na base de dados le ã (LU), a
aldeia de Rauzu ciems (Rauzi) é compa ada com o sob enome li uano Rauza (< auza)
"pessoa a cho a , a cho a ".
4.1.5. Soidu eze s (lago), Soidi (aldeia)
M. Rudzī e (1968: 191) compa a Soidu eze s a Soidá na Ca élia, que, de aco do com Max Vasme
(1934: 56), é de o igem inlandesa e elacionada ao hipo é ico Soi ojoki. A. B eidaks (1970: 162;
1977: 29) apoiou es a p opos a. V. J. Zeps (1977: 434) não e e objeções, mas obse ou que o
nome do lago é secundá io ao nome da aldeia Soidi. A. B eidaks (2007 [1989]: 386-387) não ejei ou
es a possibilidade.
No en an o, a compa ação com Soyda e o hipo é ico Soi ojoki é du idosa. Quan o a Soida, pode
se inlandês, mas one icamen e modi icado (ou > oi, c . Loig < Louhi) e conec ado a
hid ônimos ca elianos, como So doze o e So da (< inlandês sou - […] ow[…]) (co espondência
pessoal com a pesquisado a de opônimos ca eliana I ma Mullonen). No LVV (VII 10) hou e uma
compa ação com o soine sul-es oniano […]ma shy[…] (geni i o soidsõ) (c . Soi sejä pe o de
Ta u), mas não pa ece plausí el, pois uma e são le ã nes e caso de e ia se *Soicu ez. ou
*Soici.
Em úl ima análise, o nome do lago Soidu eze s p o a elmen e de i a do nome da aldeia
Soidi, que po sua ez pode e sido nomeado em homenagem a um an oponimo (Zeps 1984:
468). O sob enome Soida é ela i amen e comum na á ea sob in es igação e é compa á el ao
Sob enome li uano Saidys (LU).
4.2 Índice do ca ão EKI
O índice de ca ões do Ins i u o de Língua Es oniana (Ees i keele ins i uu , EKI) con ém 98
ca ões com opônimos Lu si em es oniano (alguns ca ões são epe idos; e Apêndice 3).
Uma pa e signi ica i a desses ca ões é anspa en e, o que signi ica que os signi icados
de suas pa es gené icas e especí icas são cla os, e le indo a oponímia ípica inlandesa
(c . Ki iniemi 1975; EMjK). Algumas en adas incluem elemen os dis in amen e do sul da
Es ônia. Os opônimos do índice de ca ões incluem os seguin es elemen os gené icos:
• lago […] (3)
• jõgi […] io (1)
• külä […] aldeia (15)
• ig eja (1)
• ki i […] ped a, ocha […] (2)
• k aa […] di ch, canal […] (1)
• inal da "p ima e a, on e" (3)
• nódulo […]pequeno lago, dep essão[…] (1)
• mäe […] colina (gen), mon ículo (gen) […] (3)
• mägi […] colina, mon ículo […] (10)
• mõ s […] lo es a […] (2)
• mõiza […]mano […] (1)
• nii […]meadow[…] (8)
• […] send, ip[…] (2)
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4.2.38. Sk iini (#77) (em inglês)
A o ma le ã é Sk ini (com um i cu o). LU egis a o sob enome Sk ins em Vidzeme, mas não é
o necida nenhuma explicação e imológica; A a ian e Sk īns ambém é a es ada sem
localização ou in e p e ação. As o mas his ó icas do mapa usso incluem Скрини (século XVIII)
e Скрины (século XIX), suge indo a iação na ep esen ação das ogais. A o ma Lu si pode
de i a de uma o ma de nomeação ussa an e io com es esse de sílaba inicial, o que
p o a elmen e in luenciou a edução e adap ação de ogais no sis ema onológico local. Nes e
caso, o opônimo Lu si ep esen a ia uma con inuação da base de nomes ussa em ez de um
desen ol imen o le ão independen e.
4.2.39. Sli a mägi (#78) (em inglês)
Semelhan e ao L g šli a (c . L plūme), polonês śliwa e usso слива […]plum[…]. No es oniano
(incluindo o es oniano do sul), o mas do emp és imo ge mânico plum/loom são usadas,
enquan o no es oniano Lu si, ele pode se subs i uído po sli a, que ambém é p e alen e em
ou as línguas da á ea. Seman icamen e, isso se alinha bem, pois pode ia se e e i a uma
colina onde c escia uma ameixa.
4.2.40. Säzemäe (n.o 86)
A in e p e ação de Säzemäe pe manece ince a. Uma compa ação com sääsk […] mosqui o[…] é
p oblemá ica lexicalmen e e onologicamen e. Em es oniano do sul, incluindo Lu si, o e mo
espe ado pa a "mosqui o" é kihulanõ (EMS), o nando imp o á el uma de i ação léxica di e a.
Além disso, a es u u a onológica de Säze- (com um ä cu o e in e ocal -z-) não co esponde
bem às sääse o mes do sul da Es ônia. Compa ações mais amplas podem se ei as com
opônimos do sul da Es ônia e Võ umaa, como Sääsämägi, Sääskmägi, Sääseo g, Sääskeo g e
Säässaa e (AVKA), embo a esses pa alelos e le am p incipalmen e a a iação den o de um
pad ão de nomeação mais amplo, em ez de o nece uma e imologia di e a pa a Säzemäe.
A ualmen e, nenhuma explicação léxica segu a pode se p opos a.
4.2.41. Ta i (#88)
Po encialmen e ligado ao a […]Bole us[…] (Balodis 2020: 201). Em es oniano pad ão, a
signi ica "sec eção nasal"; No en an o, no sul da Es ônia, e e e-se a Bole us ou é
equen emen e usado em nomes de cogumelos (po exemplo, kikka a […]chan e elle[…]) (VMS).
4.2.42. Tulba- equila
Es e nome de campo pode se compa ado com a ulpa apela i a: ulba […]pos de
a iculação, pos de on ei a[…], bem como com os nomes de aldeia e azenda Tulba (Rõuge
Kasa i sa, Rõuge Veclaicene (lado es oniano), Tulbasuu (Rõuge Haanja Jaanimäe), Tulba
jä (Rõuge), Tulbamäe (Rõuge) (KNAB). Isso suge e que Tulba pode ia ep esen a um byname desapa ecido
(NREK) de uma amília que emig ou.
4.2.43. Tundu i[…] (#91)
P o a elmen e de i ado de dundu / undu ‘1. mosca-do-ca alo; 2. con idado não con idado,
um e mo documen ado apenas em Lei u (signi icado 1) e Lu si Es oniano (signi icado 2)
(EMS) < L dundu s […]ho se ly[…] (es e apela i o ambém pode e inspi ado o popula
sob enome le ão Dundu s (LU)). O nome le ão pa a a aldeia é Ab icki. O ca ão obse a que o
nome da aldeia é es oniano, implicando que oi concedido pelos es onianos.
17
4.2.44. Vaa kali (núme o 93)
Embo a H. Ojansuu (1912: 21) ambém enha encon ado es e nome em Vas seliina,
ele em o igem le ã (EKNR). C . ambém n. La ian ā kalis/ a kalis […] e ei o de b onze[…].
4.2.45. Vaaska nii (#94) (em inglês)
P o a elmen e elacionado a um diminu i o usso do nome pessoal Васька (<
Василий). Os es onianos Lu si ambém usa am nomes pessoais ussos.
4.2.46. Vas alo (#95)
Es a é p o a elmen e uma elipse do sul da Es ônia as ne […] no o […] + alo […] casa […].
4.2.47. Ve ema suu # 96
Possi elmen e uma o ma do nome pessoal esla o o ien al Верема (< Иеремия, […]Je emias[…]).
4.2.48. Väha (#97) (#98)
P o a elmen e de i ado de ähk […]c ab[…]. O. Kallas (1894: 31) obse ou que a o ma o iginal
e a Vähä külä, que oi aduzida pa a Веженки e adap ada pa a o es oniano como Vezenki.
H. Ojansuu (1912: 21) inha ou a opinião: enquan o a aldeia Vähä exis e na egião de
Vas seliina, Vähä külä na egião de Ludza é uma adução […]do le ão.[…]
4.3 Ees i assassinado IX
4.3.1. Vana aha suu
Em Ees i mu ded IX (221), o in o man e Ossip Jakimenko desc e eu os a edo es na u ais da
aldeia de Šķi pāni em 1960, mencionando á ios lagos, p incipalmen e em suas o mas la galas,
bem como um pân ano chamado Vana aha suu. Es e nome não oi documen ado em pesquisas
an e io es, po isso se á examinado aqui. Pa a começa , en ei iden i ica es e pân ano usando
á ios mapas e localizei um pân ano ma cado pe o de Šķi pāni; In elizmen e, o seu nome não oi
o necido. O nome Vana aha suu pa ece se um compos o: ana […]old[…] + aha-suu (onde aha é
uma o ma de g au aco de ahk, c . Fi ahkasuo […]sphagnum bog, pea bog[…]). Isso suge e que
Vana aha suu pode se in e p e ado como "Old Sphagnum Bog" ou "Old Pea Bog", e le indo as
ca ac e ís icas na u ais da á ea.
4.4. LIA
4.4.1. Ku ma, Kū mas eze s
Ku ma e Kū mas eze s não o am mencionados como possí eis opônimos inlandeses em
pesquisas an e io es. Eles o am escolhidos pa a análise po que es ão localizados pe o de
ou as aldeias Lu si da Es ônia. Es e caso é con uso, pois o nome da aldeia con ém um u cu o,
enquan o o nome do lago, Kū mas eze s, ap esen a um ū longo. Es es o mulá ios são
egis ados na base de dados LĢIA, mas pe manece a ques ão de qual o ma é a p incipal. Em LVV
(II 180), Ku ma é mencionado (sem uma p opos a de e imologia), enquan o o nome do lago não é
lis ado. De aco do com o índice de ca ões do Ins i u o de Língua da Le ônia, Kū mas eze s e a
an e io men e conhecido como Ku mas eze s, mas o nome mudou depois que uma expedição
egis ou a o ma a ual. Isso indica que a o ma p imá ia e a p o a elmen e Ku mas, que pode
e sido dis o cida po um in o man e.
Em es oniano do sul, o e mo ku m signi ica "pedaço de e a isolado; sujei a; can o
(EKNR) ou is mo (EMS). Isso é pa icula men e ele an e na egião de Põl a, onde nomes
como Loko-ku m (EKNR) e Kah u-ku mu, Paju-ku mu (KNAB) são encon ados. Es e Sul
18
O apelido dialec al es oniano é ap op iado, pois a aldeia es á si uada em um is mo en e dois
lagos (Lielais e Mazais Kū mas eze s).
G á ico. Lagos e aldeia de Ku ma (g á ico de D. Donskaya)
5. Resul ados
Nes a pa e, são esumidos os esul ados da in es igação dos opônimos da egião de Ludza:
1) p opos as e imológicas em pesquisas an e io es; 2) análise do índice do ca ão EKI e Ees i
mu ded IX; 3) no as descobe as.
5.1 P opos as e imológicas em pesquisas an e io es
A. B eidaks (2007 [1989]: 386[…]387) ap esen ou 31 opônimos como inno-ug os na egião
his ó ica da La gália e pa cialmen e Vidzeme. Fo am conside ados apenas 5 opônimos,
odos encon ados na á ea de in es igação do es udo. T ês deles (Auneja, Rauzi e Soidi)
êm uma aca explicação inno-ug a e são bas an e bál icos.
19
Em elação a Pylda, a p opos a de e imologia inlandesa é a melho explicação, apesa das
objeções, po que não pode se explicada como bál ica, ge mânica ou esla a de ido à al a de
opônimos semelhan es nesses sis emas de nomes p óp ios. A p opos a de e imologia
inno-ug a pa a Ņukši em pesquisas an e io es oi e ada (uma compa ação com um apela i o
saami), mas pode se explicada de ou a o ma (compa ação com apela i os e opônimos
es onianos e inlandeses). Nes e es udo, oi encon ado um no o pon o de pa ida pa a uma
in es igação mais ap o undada des e opônimo nou o abalho de in es igação sepa ado e
mais p o undo.
5.2.Índice do ca ão EKI e Ees i mu ded IX
O índice de ca ões EKI con ém 98 ca ões (com algumas en adas epe idas) e, nes e
es udo, 54 en adas (55%) o am escolhidas pa a análise. O es o das en adas não p ecisou
de análise p o unda de ido ao seu signi icado cla o e es u u a ípica inlandesa. O es o
das en adas pode se di idido em 3 g upos: 1) nomes es onianos Lu si especí icos; 2) nomes
especí icos do sul da Es ónia; 3) Nomes le ões ou ussos adap ados aos locais
Va iação es oniana.
O p imei o g upo consis e em apela i os documen ados apenas na a iedade
es oniana Lu si.
De modo ge al, o índice de ca ões con ém mic o opônimos ca ac e ís icos do ambien e
linguís ico es oniano Lu si. Mui os desses nomes de luga es p o a elmen e coexis iam com
a ian es le ãs ou esla as co esponden es, e os alan es de es oniano Lu si p o a elmen e
usa am o mas di e en es dependendo da língua usada em um con ex o comunica i o
pa icula . Em Ees i mu ded IX, um nome de pân ano Vana aha suu oi mencionado, que inha
uma e imologia ela i amen e anspa en e e não e a mui o di ícil de explica . Foi le ado em
conside ação po que em Ees i mu ded IX, apesa de uma g ande quan idade de co pus, o am
mencionados apenas alguns opônimos. In elizmen e, apesa da desc ição bas an e p ecisa da
localização pelo in o man e, oi impossí el iden i icá-la no mapa do LIA po que não ha ia opção
pa a e o nome do obje o.
5.3 No as descobe as
Uma no a descobe a oi o nome do lago e o nome da aldeia e do lago Ku ma, que não oi
mencionado em nenhuma on e p imá ia (índice do ca ão EKI) ou secundá ia (li e a u a de
pesquisa an e io ) como um possí el opônimo inlandês. A ideia de que pode ia se inlandês
eio do a o de que não em p opos a de e imologia (LVV) e es á localizado pe o de um luga
com uma al a concen ação de alan es de es oniano Lu si. A suges ão de e imologia inlandesa
pa ece se plausí el de ido à co elação do signi icado do apela i o dialec al ku m […]is hmus[…]
e da localização da aldeia em um is mo.
6. Conclusão
Nes e a igo, os opônimos da á ea his ó ica de língua es oniana Lu si, no les e da Le ônia, o am
in es igados. O es udo concen ou-se na e imologia, es u u a e undo linguís ico dos nomes de
luga es egis ados an o em pesquisas an e io es quan o em on es de a qui o p imá ias. A
análise dos opônimos discu idos em pesquisas an e io es demons ou que a semelhança
onológica po si só é insu icien e pa a es abelece a e imologia inlandesa. Em á ios casos, as
explicações inlandesas p opos as an e io men e pa ecem acas do pon o de is a semân ico e
a eal ipológico. Ao mesmo empo, alguns opônimos ainda admi em in e p e ações inlandesas
plausí eis, embo a a ques ão de se esses nomes se o igina am an es ou depois da chegada de
alan es do sul da Es ônia na egião de Ludza pe maneça sem solução. Acla a es a ques ão
exigi ia uma in es igação sepa ada baseada em mapas his ó icos, egis os de a qui o e ma e ial
compa a i o mais amplo.
A análise do índice do ca ão EKI e do ma e ial de Ees i mu ded IX mos ou que o sis ema
oponímico Lu si da Es ônia consis ia em á ios ipos di e en es: 1) ípico
20
Fo mações inlandesas; 2) opônimos especi icamen e do sul da Es ônia; 3) nomes que con êm
elemen os dis in i os do diale o es oniano Lu si; 4) nomes le ões e esla os adap ados
onologicamen e ou lexicalmen e. Alguns nomes, no en an o, pe manecem inexplicados,
demons ando o ca á e agmen á io do ma e ial p ese ado e a complexidade da si uação de
con a o mul ilíngue na egião.
O es udo ambém iden i icou um opônimo não in es igado an e io men e que não inha
sido mencionado nem em pesquisas an e io es nem no índice de ca ões EKI. Embo a sua
o igem inlandesa não osse imedia amen e ób ia, a compa ação com o ma e ial do sul da
Es ônia o nou possí el p opo uma no a di eção pa a a in e p e ação.
Hoje, a língua es oniana Lu si es á ex in a, e os nomes de luga es egis ados nas on es de
a qui o não são mais usados na comunicação co idiana. Es es ma e iais, po an o, ep esen am
um es emunho impo an e das p á icas his ó icas de nomeação e da paisagem mul ilíngue da
egião de Ludza.
Ou as pesquisas de em con inua a in es iga esses opônimos com e imologias inlandesas
plausí eis, ao mesmo empo em que se p ocu a escla ece as o igens dos nomes que
pe manecem inexplicados. Além disso, o abalho de campo en e os descenden es de alan es
de es oniano Lu si ainda pode o nece in o mações aliosas sob e nomes de luga es
esquecidos e suas localizações. Dado que a maio ia dos in o man es es an es são idosos, essa documen ação se ia pa icula men e u gen e.
Ab e ia u as
Es ão […] Es oniano; inlandês; L […] li uano; L le ão; NEs […] Es oniano do
No e; PlPolonês; Russo; usso; SEs […] Es oniano do Sul; Veps […] Vepsiano
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APPENDICES
Appendix 1. Pa allels be ween Lu si Es onian and he Vas seliina egion oponyms by H. Ojansuu
(1912: 21–22)
No.
La ian/Russian
Lu si
Vas seliina
1.
Воркали (Vo kali)
Va kali/Vaa kali
Va kali
2.
Цяпищи (Tjapši)
Tsäpsi
Tsäpsi
Jaanikülä
Jaanimäe
3.
Шкирпаны (Šķi pāni)
Ki bu (küla)
Ki bu
4.
Кукуево (Kukuje a)
Kukli külä
Kuklais e
5.
Веженки (Veženki)
Vähä külä
Vähä külä
6.
Путыново (Pu ino a)
Tsi gu külä
7.
Райбакозы (Raibakozi)
Ki i aki se külä
8.
Гярмы (Ge mi)
Mõ sa külä
Mõ samäe
9.
Боровушки (Bo o uška)
Palokõ dzi küla
Palo e e, Palo-o sa
10.
Малые Пиковы (Mazā Pīko a)
Mäeküla
Mäe
11.
Большие Пиковы (Liela Pīko a)
Alakülä
Alamäe
Appendix 2. Toponym able based on he lis by O. Kallas (1894: 31–32) wi h possible commen s
and compa isons o Vas seliina egion oponyms by H. Ojansuu (1912: 21–22)
O iginal em es oniano,
compa ação e ou
le ão, usso,
obse ação do nome
Es onian)
adap ação em
( adução do le ão
Russian e sion
es oniano, possí el
Räby H. Ojansuu (1912)
Ki i ä-kidze Райбакозы
Vähakoza A e são le ã
é o o iginal Vähä külä
Veženki Vähä; a e são
one
le ã é bas an e
le ã- ussa
he o iginal one
Vah sene kulä
Новая Деревня
No a d’e e na
Ki bu külä
Шкирпаны
Ki bani
Ki bu
Loodi külä
Лоциши
Kukli külä
Кукуево
Kuklais e
(o iginal)
Pa ke külä
Боровая
Ba a a
Mõ sa külä
Гермы
Mõ samäe
Mägize külä
Барисы
Ta i külä
Счастливые
Mäe külä
Малые Пиковы
Väiku Piiko a
Ala külä
Большие Пиковы
Suu e Piiko a
Jaani külä
Большие Цяпши
Suu e Tsäpsi
Jaanikülä, Jaanimäe; Tsäpsi
Ki i külä
Райполь
Raiba
Vah salo
Сальники
Sal’nigi
Шалаи
Salai
Рузары
Ruuzino a
Барановка
Ba ano a
5
O. Kallas ap esen a os opônimos como le ões e os esc e e em o og a ia ci ílica.