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Onomastic Terminology: between Systemic Rigour and Unrestrained Proliferation

Abstract

This article examines contemporary onomastic terminology, focusing on the coexistence of systematic coherence and increasing terminological proliferation. It analyses the linguistic strategies underlying the formation of traditional and emerging (meta)onomastic terms, distinguishing between monorhematic neologisms and descriptive syntagmatic formations. Particular attention is paid to the circulation of terms across onomastics, other linguistic subdisciplines and applied domains through the mechanism of interdisciplinary transfer. Drawing on selected examples from recent terminological practice, including proposals documented in contemporary onomastic dictionaries and scholarly publications, the study critically examines the proliferation of neological terms, many of which are characterised by formal inconsistency, weak pragmatic motivation and limited communicative transparency. It is argued that excessive and insufficiently justified neologisation, including the fragmentation of terminology applied to highly individualised categories of named objects, may result in conceptual ambiguity, terminological inflation and reduced methodological reliability. By contrast, descriptive and structurally transparent terms are shown to provide greater clarity, interpretability and functional adequacy. The article therefore seeks to delineate the boundaries of terminological creativity in onomastics, emphasising the importance of conceptual discipline, cross-linguistic consistency and alignment with internationally recognised standards of scientific terminology.

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Onomastic Terminology: between Systemic Rigour and Unrestrained Proliferation

Author: Artur Gałkowski
Year: 2026
DOI: 10.35321/all94-04
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2572/2516
Ac a Linguis ica Li uanica
2026, ol. 94, p. 1 a 12
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2669-218X (online elek oninis) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2026 A u Gałkowski. Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de
Acesso Abe o dis ibuído sob os e mos da Licença de A ibuição C ea i e Commons, que pe mi e uso,
dis ibuição e ep odução ilimi ados em qualque meio, desde que o au o o iginal e a on e sejam c edi ados.
Ins i uições de Língua Li uana. Šis s aipsnis é a i os p ieigos, pla inamas pagal C ea i e Commons
p isky imo licencijos sąlygos, leidžiančias ne ibo ai naudo i, pla in i i a ku i u inį be kokioje laikmenoje,
nu odan au o ių i šal inį.
Recebido po : Gau a: 2026-04-29. Acei o: P iim a: 2026-06-02. 1
TERMINOLOGIA ONOMÁSTICA: en e o igo sis émico e
P oli e ação descon olada
Onomas inė e minologija: a p sis eminio g iež umo i ne a žomo pli imo
A hu Galkowski (em inglês)
Ins i u o de Es udos Românicos, Faculdade de Filologia, Uni e sidade de Lodz
E-mail: [e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0003-2471-0886 Campos de pesquisa: linguís ica i aliana, ancesa e
esla a, onomás ica, c oma onomás ica, e minologia onomás ica, eo ia onomás ica, lexicologia,
glo odidá ica.
h ps: doi.o g/10.35321/all94-04 (em inglês)
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Resumo das conclusões
Es e a igo examina a e minologia onomás ica con empo ânea, concen ando-se na coexis ência da coe ência
sis emá ica e na c escen e p oli e ação e minológica. Analisa as es a égias linguís icas subjacen es à
o mação de e mos (me a)onomás icos adicionais e eme gen es, dis inguindo en e neologismos
mono emá icos e o mações sin agmá icas desc i i as. P es a-se especial a enção à ci culação de e mos em
onomás ica, ou as subdisciplinas linguís icas e domínios aplicados a a és do mecanismo de ans e ência
in e disciplina . Baseando-se em exemplos selecionados da p á ica e minológica ecen e, incluindo p opos as
documen adas em dicioná ios onomás icos con empo âneos e publicações acadêmicas, o es udo examina
c i icamen e a p oli e ação de e mos neológicos, mui os dos quais são ca ac e izados po inconsis ência o mal,
aca mo i ação p agmá ica e anspa ência comunica i a limi ada. A gumen a-se que a neologização excessi a e
insu icien emen e jus i icada, incluindo a agmen ação da e minologia aplicada a ca ego ias al amen e
indi idualizadas de obje os nomeados, pode esul a em ambiguidade concei ual, in lação e minológica e edução
da iabilidade me odológica. Em con as e, os e mos desc i i os e es u u almen e anspa en es mos am
o nece maio cla eza, in e p e abilidade e adequação uncional. O a igo p ocu a, po an o, delinea os limi es
da c ia i idade e minológica na onomás ica, en a izando a impo ância da disciplina concei ual, da consis ência
in e linguís ica e do alinhamen o com os pad ões in e nacionalmen e econhecidos de e minologia cien í ica.
Pala as-cha e: e minologia onomás ica, e mos me aonomás icos, p oli e ação e minológica, ans e ência
in e disciplina , neologização, no malização e minológica, es a égias linguís icas.
ANOTACIJA Šiame s aipsnyje ap a iama daba inė onomas ikos e minologija, daugiausia dėmesio ski ian
sis eminės da nos i is didėjančios e minologinės gausos koegzis a imui. Jame analizuojamos ling is inės
s a egijos, lemiančios adicinių i naujų (me a)onomas ikos e minų o ma imąsi, a ski ian mono eminius
neologizmus nuo ap ašomųjų sin agminių s uk ū ų. Ypa ingas dėmesys ski iamas e minų sklaidai onomas ikoje,
ki ose kalbos mokslų i aikomosiose s i yse pasi elkian a ps i inio pe da imo mechanizmą. Remian is pasi ink ais
naujausios e minologinės p ak ikos pa yzdžiais, už iksuo ais daba iniuose onomas ikos žodynuose i mokslinėse
publikacijose, šiame y ime k i iškai ap a iamas neologizmų pli imas, ku ių daugumai būdingas o malus
nenuoseklumas, silpna p agma inė mo y acija i ibo as komunikacinis skaid umas. Teigiama, kad pe nelyg dažnas i
nepakankamai pag įs as naujada ų kū imas, įskai an e minijos, aikomos ypač indi idualizuo oms į a dy ų
objek ų ka ego ijoms, gali sukel i są okų d ip asmiškumą, e minologijos išplė imą i sumažin i me odologinį
pa ikimumą. P iešingai, į ody a, kad ap ašomieji i s uk ū iškai aiškūs e minai už ik ina didesnį aiškumą,
sup an amumą i unkcinį inkamumą. Po an o, nes e a igo p e ende-se de ini a e minologia do c ia i idade
2
ibas onomas ikoje, pab ėžian są okų nuoseklumo, a pkalbinio sude inamumo i a p au iniu mas u p ipažin ų
mokslinės e minijos s anda ų a i ik ies s a bą. ESMINIAI ŽODŽIAI: onomas inė e minologija, me aonomas iniai
e minai, e minijos p oli e acija, a ps i inis pe kėlimas, neologiza imas, e minijos s anda iza imas,
ling is inės s a egijos.
INTRODUÇÃO
A e minologia onomás ica desen ol e-se ac ualmen e num es ado de ensão en e a
necessidade de coe ência sis émica e a c escen e endência pa a a p oli e ação
descon olada de no os e mos. Embo a a c iação de no os e mos e li a o c escimen o
dinâmico da pesquisa onomás ica e sua dimensão in e disciplina , ambém le an a ques ões
essenciais em elação à cla eza concei ual, consis ência me odológica e anspa ência
comunica i a da e minologia onomás ica em con ex os indi iduais, in e linguís icos e
mul icul u ais ( e Zgus a 1995; Š ámek 2003; Wolnicz-Pawłowska 2016; Odaloš 2018; 2022; Bijak 2019; Gałkowski)
2024; 2025).
O p incipal obje i o des e a igo é examina os mecanismos de o mação de e mos na
onomás ica con empo ânea e a alia a adequação uncional, a mo i ação acional e a legi imidade
cien í ica da e minologia onomás ica. A gumen a-se que, embo a a ino ação e minológica
cons i ua um aspec o ine en e e necessá io do desen ol imen o dos es udos onomás icos, a sua
p oli e ação excessi a ou insu icien emen e undamen ada pode conduzi a ambiguidade
concei ual, agmen ação e minológica e um en aquecimen o do igo me odológico. As
descobe as baseiam-se em um co pus de e mos onomás icos que o am cole ados com base em
seus pad ões de o mação de pala as, nos domínios em que são usados e na medida em que sua
in odução a ende a uma necessidade cien í ica iden i icá el. A abo dagem de pesquisa combina
1
análise lexicológica com uma pe spec i a semân ica e p agmá ica que conside a a es u u a
in e na dos e mos e seu papel na comunicação onomás ica e acadêmica mais ampla (c . Ha alík,
Valen o á 2018: 55[…]56). P es a-se especial a enção à dis inção en e neologismos mono emá icos
e o mações sin agmá icas desc i i as, bem como à in luência dos ecu sos linguís icos
clássicos e não clássicos na c iação de e mos. O es udo con ibui pa a de ini os limi es da
c ia i idade e minológica na onomás ica, pa icula men e quando a neologização é
desnecessá ia, mal jus i icada ou concei ualmen e ins á el. O es udo abo da ambém a
necessidade de con e a e minologia excessi amen e agmen ada de conjun os de nomes
du idosos que se e e em a ca ego ias al amen e especí icas de obje os, po exemplo,
di e en es ipos de zoonímes a ibuídos a ce as espécies de animais e inse os ou ideônimos
al amen e especula i os que se e e em a á ios p odu os a ís icos e de mídia. Ao azê-lo, o
es udo p e ende p omo e uma abo dagem mais equilib ada e c í ica pa a o desen ol imen o e
a aliação da e minologia onomás ica.
1. TERMINOLOGIA ONOMÁSTICA Como pa e da LINGUÍSTICA E
Inqué i o cogni i o
Uma ez es abelecida e adap ada às eo ias e mé odos em e olução no es udo de nomes p óp ios e p ocessos de
nomeação, a e minologia onomás ica cons i ui um campo cien í ico ela i amen e au ônomo, enquan o
pe manece uma pa e in eg al da e minologia linguís ica em p incípio (c . Wolnicz-Pawłowska, 2016, p. 38).
Consequen emen e, pode se examinado no âmbi o da linguís ica e seus p incipais amos analí icos, bem como,
a é ce o pon o, o es udo baseia-se em glossá ios e dicioná ios onomás icos e quase onomás icos selecionados,
1
incluindo G undbeg i e de Namenkunde (GDN 1964); Lexique des e mes u iles à l'é ude des noms de lieux (LNTU
1975); Slo enská onomas icologie (SNTU 2014), Te minologie onomas icologica (TON 2018), An alphabe ical Guide o he
Uk ainian Language o Key Names (ERDN 2020), A Dic iona y o Onomas ic Te minology (DU 1996), Slo enská
onomas ic e minology (SNTU 2014), e ou as on es e minológicas ecen es.
3
seus domínios eó icos. Como qualque ou o e mo, um e mo onomás ico é uma unidade léxica,
que a ia de uma única pala a a uma exp essão de á ias pala as ou es u u a sin agmá ica,
ealizada no uso da linguagem. Po an o, ele se enquad a no escopo da in es igação linguís ica e
suas subdisciplinas, incluindo lexicologia, semân ica, p agmá ica e linguís ica cogni i a. Um
de e minado e mo onomás ico, como gephy onym (< G . γεφύρα gephý a […]b idge[…]), usado pa a
deno a os nomes p óp ios de pon es, pode codi ica e ansmi i conhecimen o sob e o mundo.
Pode indica a exis ência de um ipo pa icula de obje o onímico iden i icado po nomes p óp ios
(Š ámek 2003). Do pon o de is a onomás ico, linguís ico e cul u al, ais obje os podem jus i ica a
in odução de e mos (me a) onomás icos dis in os (Gałkowski 2021). No en an o, exis em ou as
pe spec i as, incluindo a opinião de que "os ipos de nomes p óp ios de em se de inidos
p incipalmen e com base nas p op iedades dos p óp ios nomes, em ez dos obje os que eles deno am" (Włoskowicz)
2018: 94
2
).
2.TRANSFERENÇAS INTERDISCIPLINARES E A EXPANSIÃO
Te minologia onomás ica
A abo dagem ado ada aqui baseia-se na suposição de que os nomes p óp ios cons i uem um obje o
ele an e de in es igação em p a icamen e odos os amos adicionais e con empo âneos da
linguís ica. Isso ab ange domínios analí icos cen ais, es endendo-se a á eas mais aplicadas da
pesquisa linguís ica, como sociolingüís ica, psicolingüís ica, glo odidá ica, es udos de adução e
linguís ica de co pus. Es e úl imo des aca no a elmen e o escopo mais amplo, o po encial e as
necessidades de pesquisa da onomás ica. Quando examinados den o de con ex os discu si os,
ex uais ou cul u ais especí icos, os nomes p óp ios exigem es u u as analí icas e es a égias
me odológicas que são ine en emen e in e disciplina es e, po an o, mais complexas. Seu escopo
anscende as humanidades pa a ab ange ou as disciplinas cien í icas e campos de aplicação. A
e minologia onomás ica se p es a à compa ação com a e minologia de ciências mais o ien adas a
obje os, como aquelas que desc e em ca ac e ís icas geog á icas, que são designadas po
nomes gené icos e p óp ios. O subs an i o comum io, po exemplo, quando conside ado como uma
designação isiog á ica, pode se examinado ao lado de nomes p óp ios como Ne is ou Vilija, que
ope am den o do hid onomas icon li uano como po amonyms (< G . ποταμός po amós < i e >),
especi icamen e no campo da hid onomás ica (c . Hladký 2022: 322 […] 323). Da mesma o ma, o e mo
espécie de ca alho, a es ado em odas as línguas e ep esen ado po á ias o mas na
e minologia bo ânica, encon a sua con apa e onomás ica no nome p óp io Ba ek, que designa
um ca alho especí ico econhecido como monumen o na u al na egião de Świę ok zyskie, na
Polônia. Do pon o de is a onomás ico, es e nome exempli ica a ansonimização dean oponímica
e pe ence à classe dos dend onimos (< G . δένδρον dénd on ‘ ee), ou seja,
3
Nomes p óp ios a ibuídos a á o es indi iduais na paisagem na u al (c . Bijak 2020: 75). Em
e mos de opog a ia e, mais amplamen e, de domínios cul u ais, podem se conside ados os
nume osos e mos de i ados da abo dagem geog á ica e geológica desen ol ida po Hen i
Do ion e Jean Poi ie no seu glossá io ancês de e mos ú eis pa a nomes de luga es
(LTUENL 1975). Es e abalho pode se is o como um pon o de e e ência p ecoce e in luen e
pa a a no a e minologia onomás ica, como e le ido em compendios lexicog á icos
subsequen es em países esla os o ien ais e do sul ( e , po exemplo, EBO 2010; SUOT 2012; c .
STSNG 2014). Uma análise de on es, documen os e glossá ios emá icos suge e que a
inco po ação de e mos não-onomás icos na onomás ica no sen ido es i o, seguida de sua
alidação cien í ica, não é incomum. Po ou o lado, nume osos e mos onomás icos
econhecidos o am e con inuam a se ado ados po ou as disciplinas e domínios não cien í icos.
2
T aduzido do polonês pelo au o .
3
A ansonimização dean oponímica e e e-se ao p ocesso pelo qual um nome pessoal, uma de suas a ian es ou um
de seus p incipais componen es é ans e ido pa a ou a ca ego ia onomás ica e, pos e io men e, designa um ipo
di e en e de obje o nomeado.
4
Es es p ocessos são espon âneos e na u ais. Na e dade, a onomás ica não em um manda o
exclusi o pa a egula ques ões de nomeação. Em domínios não cien í icos, qualque al
alegação se ia em g ande pa e incomp eensí el, pa icula men e em con ex os em que a
4
e minologia "pa a-onomás ica" é o inei amen e usada pa a nomea ou codi ica á ios
p odu os indus iais, ou em p á icas pseudocien í icas como a "onomancia", que a ibui o igens
pu a i as e alo es psicológicos subje i os aos nomes pessoais.
2.1 Nomeação come cial e onomás ica aplicada: um caso de in luência
ecíp oca
A na u eza in e disciplina dos nomes come ciais (ma cas come ciais de pala as) a aiu a a enção
de onomas icianos, linguis as e ou os especialis as po á ias décadas ( e Sjöblom 2014). Embo a
es a á ea pa eça um pouco dis an e da onomás ica no sen ido básico, con inua a se um assun o de
in e esse con ínuo pa a a onomás ica e, po ex ensão, pa a o ma ke ing, pa icula men e no que
diz espei o à egulamen ação adminis a i a dos p ocessos de nomeação. Na onomás ica, ou mais
p ecisamen e, na c oma onomás ica, os nomes come ciais a ibuídos a p odu os, p odu o es ou
en idades emp esa iais são conside ados p agmonímicos ou p agmonímicos (< G . πργμα p agma
[…] hing, objec , ac i i y[…]) ou e gonímicos (< G . ργον e gon […]wo k[…]) e, a um ní el mais ge al,
como ch ema onímicos ou ma konímicos de ma ke ing (< Ge m. ma k […]), e e indo-se a ma cas.
Uma ma ca é en endida como uma ma ca dis in i a associada a uma de e minada en idade económica
5
e ao seu p op ie á io. Po conseguin e, é p o egido como um bem subs ancial e in elec ual,
inco po ando elemen os linguís icos, g á icos e, po ezes, mul isenso iais. 2.2.Na u eza dual da
e minologia onomás ica: domínios es i os e não es i os A classi icação básica da e minologia
onomás ica adicional e eme gen e é moldada pelas es a égias linguís icas emp egadas na sua
o mação e baseia-se no seu ca á e dual. Po um lado, há uma e minologia es i a especí ica pa a
a pesquisa onomás ica e seus obje os de es udo. Po ou o lado, a e minologia não es i a é de
na u eza in e disciplina e in luenciada po ou as disciplinas, bem como po enômenos cul u ais e
na u ais. Ele se e an o pa a desc e e di e sos domínios de conhecimen o quan o pa a
unciona como um ins umen o cogni i o na concei uação e in e p e ação de enômenos na u ais
e cul u ais. Mesmo o e mo onomás ico mais es i amen e de inido e seu concei o subjacen e
podem se assumidos como endo aplicações não es i as e in e disciplina es e ice- e sa. Po
exemplo, o e mo hodonym (< G . ὁδός hodós ‘pa h) é usado não apenas em onomás ica, mas ambém
em ce os con ex os in aes u u ais. Da mesma o ma, o e mo poe onimo (< G . ποιητός poiē os
<c eado, p oduzido<) o iginou-se nos es udos li e á ios e oi pos e io men e ado ado pela
onomás ica li e á ia e, em pa alelo, po ou os amos da onomás ica em que o po encial c ia i o dos
nomes é aplicado. Tais desen ol imen os le a am ao su gimen o de ca ego ias mais especializadas
de nomes p óp ios li e á ios den o de domínios cul u ais especí icos, incluindo o mações como
an opoe onimos, opopoe onimos, mi opoe onimos, eopoe onimos e zoopoe onimos.
(c . G a 2020: 125).
4
A e minologia pa a-onomás ica comp eende concei os e e mos si uados na pe i e ia da in es igação
onomás ica. Ab ange noções in e disciplina es ele an es pa a o es udo de nomes, bem como cons uções
especula i as, não-pad ão ou cien i icamen e in undadas que imi am a concei uação onomás ica, enquan o
pe manecem sepa adas dos undamen os eó icos e me odológicos es abelecidos.
5
Pa a mais in o mações sob e o e mo ma konym e seus equi alen es ou a ian es (po exemplo, i monyms ou logonyms), consul e
A. Gałkowski (2022).
5
3. Es a égias linguís icas do e mo me aonomás ico
Fo mação: neologismos mono emá icos e desc i i os
Modelos
T ês g upos p incipais de écnicas o ma i as podem se dis inguidos en e as es a égias
linguís icas subjacen es à e minologia onomás ica es i a e não es i a, com especial a enção
às o mações me aonomás icas. Es es são os que pe mi em a iden i icação e minológica de
"nomes de nomes", "nomes de coleções de nomes" e "nomes de subdi isões de es udos
onomás icos".
G upo 1 - Fo mação de e mos mono emá icos (sin é icos) con encionais de aco do com os
p incípios es abelecidos de o mação de e mos onomás icos (p. ex., limnonimo, limnonimia,
limnonomás ica; limnonímico e limnonomás ico < G . λίμνη ‘nē límlake). G upo 2 A o mação de
e mos desc i i os den o de um modelo poli emá ico (analí ico) nominal (em inglês,
ipicamen e: classe de obje os onímicos + nome/denominação, ou nome/denominação + de +
classe de obje os onímicos). Es e pad ão em ealizações análogas em di e en es línguas.
Exemplos incluem Ing. nomes de lagos ou nomes de lagos = Pol. Nazwy jezio = Li h. eže ų
pa adinimai, e c. Um pad ão elacionado é ep esen ado po cons uções que consis em em
um e mo-cha e, como onímia, an oponímia, oponímia, u banímia, e c., seguido de um
complemen o, po exemplo, Eng. u banímia de Vilnius = Pol. U banonímia
Wilna = Li h. Vilniaus u banonimija. (em inglês)
G upo 3 - A o mação de e mos desc i i os den o de um modelo sin agmá ico adje i o
( e mo-cha e: onimo, onímia ou onomás ica + adje i o elacional). O adje i o pode deno a uma
classe de obje os onímicos ou indica uma e e ência espacial, empo al, his ó ica, cul u al,
linguís ica ou discu si a. Exemplos incluem nomes li uanos, onímia li uana e
Onomás ica li uana.
O g upo 1 ep esen a um ipo de neologismo de uma única pala a baseado na composição,
ipicamen e en ol endo dois componen es léxicos ou o man es, e mais a amen e ês. Po
exemplo, o hagionim compos o de dois elemen os (< G . γιος hágios ‘sain ) pode se analisado
como hagio + onym, enquan o o hagio oponim compos o de ês elemen os consis e em hagio +
opo + onym. No úl imo caso, ambém é possí el in e p e a a es u u a como um compos o de
dois elemen os: hagio + opônimo.
O componen e inicial ge almen e unciona como um p e ixo com um papel seman icamen e
de e mina i o e dis in i o. No en an o, o segundo componen e não pode se classi icado como
um su ixo no sen ido adicional, apesa de exibi ce as p op iedades semelhan es a su ixos.
Ao c ia e mos me aonomás icos neológicos, os o man es cons i uin es êm um s a us
mo ológico complexo, combinando componen es a ixais e emá icos […] em ou as pala as,
uncionam como elemen os ligados e caules.
Os nume osos e mos iden i icados no G upo 1 cons i uem um ese a ó io subs ancial de
o mações écnicas especializadas. No en an o, a ques ão não é apenas sua quan idade, mas
ambém sua qualidade, como e idenciado pela p esença de duplos e iplos baseados em la im,
g ego e, ocasionalmen e, em ou as on es linguís icas. Es a a iação di icul a a uni icação
e minológica an o a ní el nacional como in e nacional.
Essas o mações o necem exemplos no á eis de ino ação léxica, mui as ezes deco en es de
en a i as indi iduais de cunha no os e mos. Uma ez in oduzidos no discu so acadêmico, eles
endem a pe sis i e ci cula além dos limi es imedia os da pesquisa onomás ica. Tais enômenos
são ilus ados po duplicados na e minologia onomás ica polonesa, po exemplo, speleonim (< G .
σπήλαιον splaion […]ca e, ca e n[…]) e * kawonim [sic!] (< La . ca us, ca a […]ca e[…]), que ambos se
e e em a nomes de ca e nas. Ou o exemplo polonês é o pa hodonim e *wianim, que deno a
nomes de o as em espaços u banos e u ais. O e mo *wianim (< La . ia […] oad[…] ou
[…]s ee […]) ende a se associado a á eas ex a-u banas, como mon anhas

6
Caminhos. Os igêmeos ambém podem se obse ados na e minologia in e nacional. Po
6
exemplo, a designação de nomes de aldeias inclui comônimo (< G . κώμη kmē ‘aldeia), icônimo
(< La . icus ‘aldeia) e u ônimo (< La . us ‘aldeia, u alis ‘ u al). Os g upos […]2[…] e […]3[…],
po sua ez, comp eendem o mações aseológicas de á ias pala as consis indo em dois
ou mais elemen os. No malmen e, um desses unções como um e mo onomás ico-cha e, ou
seja, um elemen o pi ô ambém p esen e nos compos os do G upo |1|, incluindo nome,
denominação, onimo, onímia ou onomás ica. Os elemen os es an es a uam como
modi icado es semân icos, de inindo o escopo de ca ego ias e minológicas e concei uais
ele an es, po exemplo, nomes de cidades li uanas ou hid onímia bal osla a.
4. Os limi es da e minologia onomás ica e dos seus
Dimensões uncionais e semân icas
Uma objecção po encial diz espei o a e mos que especi icam domínios de e e ência
pa icula es, como o e i ó io, o âmbi o empo al, as ca ac e ís icas de indi íduos ou
comunidades sociais e as ca ac e ís icas linguís icas o mais. No caso dos g upos […]2[…] e
[…]3[…], os e mos desc i i os endem a e um âmbi o mais limi ado. Is o le an a a ques ão de
sabe se o seu es a u o e minológico é mais aco do que o das exp essões desc i i as mais
ge ais ou das o mas gene alizan es de uma única pala a ca ac e ís icas do g upo […]1[…],
simplesmen e po que con êm elemen os a ibu i os que especi icam a sua e e ência.
Es a ques ão e ó ica pode ia p o oca e lexões mais amplas sob e o escopo da e minologia
onomás ica e cien í ica (c . Włoskowicz 2018). Embo a as o mas es u u ais de um conjun o de
e mos sejam ela i amen e áceis de iden i ica , de ini seus limi es e con eúdo concei ual é
conside a elmen e mais di ícil. Pode se econhecida uma zona de ansição ou de on ei a, que
pode inclui nomes de in aes u u as u banas ou ex au banas, como pon es ou úneis. Embo a
mui as ezes classi icados como hodônimos, eles pe manecem e minologicamen e ins á eis. As
ca ego ias co esponden es nem semp e são consis en emen e dis inguidas den o dos
sis emas onomá icos, colocando-as na in e ace en e classi icações es abelecidas e suas
a ian es modi icadas. Vale a pena salien a que es e ipo de ca ego ização e minológica, que
depende da ipologia na u al ou cul u al dos e e en es, e le e a zona limi e ou in e média da
e minologia onomás ica e, ao mesmo empo, e ela ca ac e ís icas essenciais dos nomes
p óp ios. Embo a o s a us p óp io de um nome dado possa às ezes se discu í el, a exis ência do
obje o onímico co esponden e es á além de dú ida. Em p incípio, qualque en idade angí el ou
in angí el, incluindo as imaginá ias, pode se designada po um nome p óp io. Consequen emen e,
os nomes dessas en idades o nam-se obje os de in e esse onomás ico, mo i ando a busca de
soluções de ca ego ização ap op iadas den o da e minologia onomás ica. A gama de e mos
onomás icos es abelecidos e eme gen es cons i ui o ocabulá io do que pode se chamado de
"linguagem onomás ica": a ede e minológica especí ica pa a os á ios amos do discu so
onomás ico. Es e discu so em uma capacidade signi ica i a de c escimen o e abso ção de
e minologia, o que a e a di e amen e a cla eza e a e icácia dos ex os onomás icos e
não-onomás icos. Embo a a elabo ação e minológica possa melho a a p ecisão desc i i a, a
p oli e ação excessi a pode eduzi a anspa ência e impedi uma comp eensão mais ampla.
5. READABILIDADE, PRESTIGEM CIENTÍFICA e a ilusão de
SOPHISTICAÇÃO TERMINOLÓGICA
Os e mos o mados de aco do com os modelos dos G upos |2| e |3| êm ge almen e um
maio g au de legibilidade e cla eza do que as o mações neológicas do G upo |1|. O
6
Ambos os e mos, *kawonim e *wianim, são incomuns (a es ados em Mazu ski 2015). Es e úl imo, em pa icula , é
uma o mação híb ida insu icien emen e jus i icada que man ém apenas o segmen o -nim (= -nym) do elemen o
onim (= onym), que é anexado à base la ina ia.
7
Es es úl imos mui as ezes c iam a imp essão de so is icação cien í ica e, po ex ensão,
aumen am a impo ância pe cebida dos obje os sujei os a nomeação ou a ou os p ocessos
onomás icos. 5.1 P oli e ação pseudo-onomás ica: neologização excessi a e ca ego ização
p oblemá ica
A ques ão da neologização excessi a e descon olada na e minologia onomás ica
con empo ânea é pa icula men e e iden e na zoonomás ica, onde os in en á ios
e minológicos mui as ezes se expandem mais ápido do que podem se empi icamen e e
uncionalmen e jus i icados. Es a endência apa ece nas en a i as lexicog á icas de
ca ego iza nomes p óp ios elacionados a animais com p ecisão c escen e.
Um glossá io ecen e de e minologia onomás ica uc aniana po Olena Ka penko e Vale iia
Nekleso a (DUOT 2024) en a em uma ampla gama de e mos zoonomás icos, mui os dos quais
são de u ilidade ques ioná el e alo discu si o. Ao mesmo empo, alguns desses e mos
baseiam-se em en a i as an e io es de in oduzi a e minologia zoonomás ica na
onomás ica uc aniana e esla a ( e SUOT 2012) e co espondem a ca ego ias econhecidas
den o da disciplina, po exemplo, au ônimo "nome de um ou o" e hipônimo "nome de um
ca alo", ambos amplamen e acei os e uncionalmen e jus i icados.
7
Ou as o mações, incluindo * aconym […]nome de uma aca[…] e *cap onym ou *caponym [sic!]
[…]nome de uma cab a[…], es endem es e modelo com di e en es g aus de consis ência. Es a
endência diz espei o ambém a concei os como * ulponim […]nome de uma aposa[…],
* ig onym […]nome de um ig e[…], *psi aconym […]nome de um pássa o[…] ou es udonym
[…]nome de uma a a uga[…] (DUOT 2024: s. .). Eles le an am ques ões sob e seu escopo e
jus i icação uncional. Alguns desses e mos p o a elmen e o am c iados pa a deno a
conjun os de nomes a ibuídos a animais man idos em ambien es domés icos ou con olados.
Em ou os casos, como com o * e mi ônimo "nome de um e mi e ou o miga", *muskonym
[sic!] "nome de uma mosca" ou *a achnonym "nome de uma a anha" (DUOT 2024: s. .), a base
empí ica e a aplicabilidade eal pe manecem insu icien emen e comp o adas. Mais
p ecisamen e, es a discussão não abo da nomes axonômicos de espécies. Es es são
ge almen e incluídos em ca ego ias léxicas mais amplas. Exemplos de nomeação de inse os
(c . * insec onym), en e eles cupins, o migas, moscas e a anhas, pa ecem se a os e
dependen es do con ex o, oco endo p incipalmen e em p oduções de mídia e ex os li e á ios.
Embo a enômenos des e ipo possam às ezes se is os como ma ginais ou anedó icos, sua
ep esen ação em DUOT (2024) apon a pa a uma endência sis emá ica em ez de oco ências
isoladas. Mui os dos e mos p opos os esul am de p ocessos de o mação léxica
insu icien emen e con olados, pa icula men e nos casos en ol endo o uso e a adap ação de
o man es g egos ou la inos, que nem semp e são aplicados de o ma coe en e ou
linguis icamen e bem mo i ada.
A p oli e ação des e ipo de e minologia pseudo-onomás ica pode e consequências
nega i as pa a a onomás ica, a linguís ica e o domínio mais amplo do discu so cien í ico.
In oduz inconsis ências e p ejudica a anspa ência e minológica. Es as ques ões ambém
se es endem a ou as ob as lexicog á icas. Po exemplo, inúme os e mos in en ados po
Ad ian Room em GLNS (1996) le an am dú idas semelhan es sob e sua base concei ual e
legi imidade acadêmica.
8
5.2 Riscos concei uais e semân icos na ino ação e minológica
A p eocupação cen al nes e ipo de abalho e minológico e na in odução de e mos
indi iduais pa a abo da p oblemas especí icos de in es igação não eside na sua es u u a
o mal, mas na sua base acional e concei ual. A in odução de no os e mos implica equen emen e a
7
O e mo au ônimo em um sinônimo: *boonym (c . I . boonimo, TON 2018: s. .).
8
Pa a uma discussão do alo cien í ico ques ioná el do GLNS (1996), eja L. Zgus a (1998) e A. Gałkowski
(2021).
8
es abelecimen o de ca ego ias cuja alidade pode se conside ada p oblemá ica den o da onomás ica ou
disciplinas elacionadas.
Um exemplo ilus a i o é o e o onimo, que é de inido como "um nome ou e mo de ende eço usado
casualmen e ou egula men e po um aman e pa a um amado ou po um amigo p óximo pa a
ou o" (GLNS 1996: 37 […] 38). Aqui, o escopo semân ico da pala a g ega […]ρως e os […] amo […] é
ampliado pa a inclui associações cul u ais adicionais. Do pon o de is a onomás ico, no en an o,
o enômeno designado pode se desc i o com mais p ecisão usando ca ego ias es abelecidas,
como nomes pessoais de na u eza a e uosa ou ín ima, ou seja, o mas hipoco ís icas,
me a ó icas ou me onímicas.
Es e pad ão é e iden e em uma sé ie de e mos ecém-p opos os em DUOT (2024), incluindo
* i onym (< La . i a <li e>), que é de inido como […]um nome p óp io de uma c ia u a i a[…].
Es a cunhagem e e i amen e duplica uma dis inção adicional na onomás ica in e nacional:
o e mo bionym baseado no g ego, opos o ao abionym, em sido usado po á ias décadas. Da
mesma o ma, o e mo o a onym, de i ado de uma base léxica encon ada em di e en es
9
línguas esla as (po exemplo, Uk . товар, Pol. owa , que signi ica […]p oduc […] ou
[…]me chandise[…]), é de inido como […]um sub ipo de p agma onym, ch ema onym, um
nome p óp io de uma ma ca[…] (DUOT 2024: 86). Nes a in e p e ação, an o a mo i ação
e imológica quan o o posicionamen o concei ual do e mo se a as am dos pad ões
adicionais da e minologia onomás ica in e nacional.
5.3 Além do código clássico: hib idação e ins abilidade e minológica
Como obse ado no G upo 1, os e mos me aonomás icos ecém-c iados são ipicamen e
o mados em o no de um componen e o ien ado , ou seja, uma cabeça emá ica e e en e ao
obje o nomeado e de i ada p incipalmen e da he ança linguís ica clássica, mais
equen emen e g ega e, menos equen emen e, la ina. Ocasionalmen e, essas o mações
ambém inco po am elemen os ex aídos de línguas mode nas, como o ancês ou o inglês. Po
exemplo, *pe umonym ‘pe um name (Sk. *pe umonymum < Eng. pe um ou *pa umonymum
< F . pa um; e Molná o á 2021; Kolenčíko á 2023; c . Odaloš 2022: 373) ou *skionym ‘nome de
uma es ação de esqui (Sk. skionymum < Eng. ski; e Wach a czyko á 2012), bem como ou as bases não clássicas, como ilus ado po
* o a onimo ( e acima).
Nes e quad o, a acei abilidade de o mas como *b endonym [sic!] (DUOT 2024: 24), que em sido
usada como sinônimo do e mo ma ca amplamen e es abelecido e econhecido
in e nacionalmen e, é al amen e con es á el. O e mo *b endonym ( ec e b andonym?) é
de i ado de uma adap ação oné ica do uc aniano брендове імя брендонім […]b and name[…],
mas sua ans e ência pa a o inglês igno a as con enções o og á icas es abelecidas. Nes a
o ma, é imp o á el que o e mo seja acei o no uso acadêmico. Cons uções des e ipo são
di íceis de concilia com as con enções da e minologia onomás ica, onde a ino ação
e minológica é ipicamen e baseada em modelos g eco-la inos e mo i ação onomás ica
eo icamen e undamen ada. A sua u ilização pode, no en an o, se jus i icada em con ex os
in e disciplina es ou elacionados com a ma ca, em que se aplicam di e en es quad os de
denominação e p io idades comunica i as.
Ou o exemplo é o e mo *schoolonym, que é eo icamen e de i ado do G . σχολή scholē
[…]school[…], mas exibe uma o og a ia híb ida que combina elemen os clássicos e ingleses
(DUOT 2024: 79). A de inição des e e mo é concei ualmen e p oblemá ica, uma ez que a ibui
duas in e p e ações dis in as e incompa í eis: po um lado, o *schoolonym é explicado como
um sub ipo de a chi ec u onym, u banonym [sic!], mic o oponym, um p óp io
9
Em OSTSO (1983), os dois e mos ocupam o ní el mais al o do sis ema e minológico. Eles cons i uem seus dois
amos p incipais e se em como hipe onímicos ab angen es pa a odos os concei os subo dinados: bionímicos
são nomes p óp ios que designam se es i os e en idades biológicas, enquan o abionímicos são nomes p óp ios que
designam obje os na u ais não- i os, a e a os e enômenos.
9
nome de uma ins i uição de ensino" e, po ou o lado, como "um sub ipo de e gonímico, um
g upo de pessoas que abalham lá" (ibid.). Es a ambiguidade da de inição p ejudica a
coe ência e a consis ência da ca ego ização subjacen e.
6. Os limi es da c ia i idade e minológica ilimi ada
Há limi es ine en es à c ia i idade e minológica. Isso é mais e iden e quando os e mos
ecém-c iados não apenas comp ome em a coe ência in e na de uma de e minada
adição linguís ica, mas ambém di icul am sua ans e ência en e línguas po meio de
adução ou adap ação.
Como a lingua anca con empo ânea da comunicação cien í ica, a língua inglesa é
pa icula men e susce í el a es e ipo de a i idade, que se baseia em signi icados cons uídos
alea o iamen e. No en an o, isso não signi ica que o inglês possa acei a incondicionalmen e odos
os modelos de ino ação e minológica, mesmo quando o ma e ial léxico usado nas o mações
e minológicas se baseia em on es clássicas e in e nacionais. As moedas in oduzidas sem
c í ica na ci culação in e nacional, p incipalmen e po alan es não na i os que p ocu am
uni e saliza modelos baseados localmen e, mui as ezes se mos am concei ualmen e e
es u u almen e pouco con incen es, mesmo quando abo dam enômenos abe os a
in es igações acadêmicas legí imas. Publicações ecen es de es udiosos mais jo ens mui as
ezes dependem de concei uações agamen e desen ol idas, esul ando em p oli e ação ad hoc de
e mos pseudo-onomás icos. Po exemplo, em um es udo de Te iana Khadzhylii (2024), o ideônimo
unciona como uma ca ego ia supe o dinada de nomes de ob as humanas c ia i as (c . SOT 2024:
145), mas é subdi idido em classes e subclases cada ez mais indi idualizadas. Nes a classi icação, o
*a ionym é subsumido como uma classe mais especí ica de nomes que se e e em a ob as de
a e. Po sua ez, o *imageonym (c . *imagonym [sic!] em DUOT 2024: s. .) é a ado como uma
subca ego ia adicional que ab ange nomes associados a ep esen ações isuais. Es e domínio é
adicionalmen e subdi idido em uma sé ie de concei os mais es i amen e de inidos, designados po
e mos baseados em bases lexicais inglesas ou in e nacionais (c . *pic onyms, *g aphiconyms,
*eng a ionyms, *sculp u onyms, *icononyms, *pho oonyms, *bouque onyms, * ilmonyms,
*scenonyms, ou *hem onyms, Khadzhylii 2024: 2930). Tal expansão do in en á io e minológico
equi ale a um abuso do p incípio da economia e minológica e a um des espei o pela necessá ia
es ição me odológica na onomás ica, esul ando numa p oli e ação excessi a e
insu icien emen e jus i icada de e mos (me a) onomás icos.
Obse ações de Conclusão
Apesa das p eocupações concei uais e me odológicas discu idas acima, soluções e minológicas
ino ado as podem con ibui pa a a consolidação de concei os elacionados com enômenos
onomás icos ecém-iden i icados e pa a o e inamen o dos quad os analí icos exis en es. A
p esen e análise não de e, po an o, se in e p e ada como uma ejeição da ino ação
e minológica pe se. Em ez disso, sublinha a necessidade de uma maio cau ela na c iação de
e mos (me a) onômá icos, semp e que as designações desc i i as es abelecidas já o neçam
uma al e na i a adequada, anspa en e e uncionalmen e e icaz. A p oli e ação excessi a e
descon olada de no os e mos, mui as ezes o malmen e inconsis en es ou sem mo i ação
acional su icien e, cons i ui uma on e signi ica i a de ins abilidade e minológica e
me odológica. Especialmen e susce í eis a es a endência são as o mações baseadas em
elemen os ex aídos das línguas mode nas, que en aquecem a coe ência sis êmica e diminuem a
anspa ência concei ual, ao mesmo empo que aumen am a opacidade e minológica e omen am
a expansão descon olada de cons uções de e mos e concei os adap adas a obje i os
pa icula es. Consequen emen e, ais desen ol imen os podem le a à ins abilidade concei ual na
pesquisa onomás ica, expondo a disciplina à c í ica de campos elacionados elacionados a
quad os e minológicos pad onizados e coo denados in e nacionalmen e. Po conseguin e, uma abo dagem equilib ada da