Ac a Linguis ica Li uanica
2026, ol. 94, p. 1 a 22
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2669-218X (online elek oninis) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2026 Dina a Abi ay, Saken Nu kabekuly, Assel Kukeno a, Gulna Bekkozhano a, Tu syn
Gabi o , Gaziza Shoybeko a, Angelika Molna . Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de
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nu odan au o ių i šal inį.
Recebido po : Gau a: 2026-05-07. Acei o: P iim a: 2026-06-12. 1 CONCEPTOS DE "TEMPO"
E "ESPAÇO" Como uma Rep esen ação da Exis ência Humana na Filoso ia e na
Língua do Cazaquis ão "Laiko" i "E d ės" są okos kaip žmogaus egzis encijos
ep ezen acija kazachų iloso ijoje i kalboje
DINARA ABITAY (em inglês)
Depa amen o de Filologia Es angei a e Es udos de T adução, Al-Fa abi Kazakh Na ional
Uni e sidade
E-mail: abi ay_dina a@li e.kaznu.kz
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0002-1387-9793
Campos de pesquisa: ilologia es angei a, adução.
Saken NURKABEKULY (em inglês)
Cá ed a de Filoso ia, Uni e sidade Nacional do Cazaquis ão Al-Fa abi
E-mail: sakennu [email protected], kukeno _saken@li e.kaznu.kz
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0009-0008-6731-5468
Á ea de in es igação: iloso ia.
Assel Kukeno a
Depa amen o de Li e a u a e Teo ia da Li e a u a do Cazaquis ão, Uni e sidade Nacional do Cazaquis ão Al-Fa abi
E-mail: kukeno a[e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0009-0003-7346-4279
Campos de pesquisa: li e a u a cazaque, li e a u a.
GULNAR BEKKOZHANOVA (em inglês)
Depa amen o de Filologia Es angei a e Es udos de T adução, Uni e sidade Nacional do Cazaquis ão Al-Fa abi
E-mail: Bekkozhan [e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0002-6532-7405
Campos de pesquisa: ilologia es angei a, adução.
Tu sin Gabi o
Cá ed a de Filoso ia, Uni e sidade Nacional do Cazaquis ão Al-Fa abi
E-mail: [e-mail p o egido]
ID ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-1330-1799
Á ea de in es igação: iloso ia.
Gazy Shoybeko a
Depa amen o de Teo ia e Mé odo de Ensino da Língua Kazakh, Mulhe es Nacionais Kazakh
Uni e sidade de Fo mação de P o esso es
E-mail: [e-mail p o egido]
2
ID ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0001-9484-1318
Á eas de pesquisa: língua kazaxa, educação.
ANGELIKA MOLNAR (em inglês)
Faculdade de Humanidades, Ins i u o de Es udos Esla os, Uni e sidade de Deb ecen
E-mail: molna .angelika@a s.unideb.hu
ID ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-7896-1480
Campos de pesquisa: humanidades, es udos esla os.
h ps: doi.o g/10.35321/all94-01 (em inglês)
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Resumo das conclusões
O p esen e a igo em como obje i o examina os concei os de " empo" e "espaço" como ep esen ações da
exis ência humana no pensamen o e na linguagem kazaques. O es udo emp ega um expe imen o associa i o como o
p incipal mé odo empí ico, complemen ado po análises es a ís icas e linguís icas baseadas em écnicas de análise
concei ual. Um inqué i o oi ealizado com 200 pa icipan es de língua kazaxa com idade en e 20 e 70 anos. Ca ego ias
concei uais-cha e, como " empo como emoção", " empo como alo ", "espaço como pá ia" e "espaço como
libe dade", o am iden i icadas a a és de codi icação e in e p e adas à luz das adições ilosó icas do
Cazaquis ão. Obse a am-se di e enças signi ica i as en e os g upos de idade: os pa icipan es mais jo ens
a o eciam as associações emocionais e abs a as, enquan o os en e is ados mais elhos con ia am em
ep esen ações me a ó icas e conc e as. Essas dispa idades suge em uma mudança ge acional no enquad amen o
cogni i o e emocional das ca ego ias ilosó icas, p o a elmen e moldada pela expe iência socio-his ó ica, socialização
linguís ica e in luência de mudanças ecnológicas e cul u ais. O es udo demons a que " empo" e "espaço" na cul u a
kazaxa não são cons uções neu as, mas ca ego ias p o undamen e simbólicas, e icamen e ca egadas e
emocionalmen e essonan es. Essas descobe as con ibuem pa a uma comp eensão mais ampla de como as isões de mundo especí icas da cul u a são codi icadas na linguagem, o e ecendo implicações p á icas pa a a educação, comunicação in e cul u al e polí ica cul u al.
Pala as-cha e: expe imen o associa i o, cul u a e língua, cognição cazaque, isão de mundo
linguís ica, ca ego ias ilosó icas.
ANOTACIJA Šio s aipsnio ikslas iš i i laiko i e d ės są okas kaip žmogaus egzis encijos ep ezen acijas kazachų
mąs yme i kalboje. P incipinis empi inis me odas, aiky as y ime asociacinis ekspe imen as, ku į papildo s a is inė i
ling is inė analizė, g indžiama są okų analizės me odu. Foi a lik a 200 kazachų kalba kalbančių indi idų, ku ių amžius
s y a o nuo 20 iki 70 me ų, apklausa. S a biausios koncep ualios ka ego ijos, okios kaip laikas kaip emocija, laikas kaip
e ybė, e d ė kaip ė ynė i e d ė kaip lais ė, bu o iden i ikuo os koda imo būdu i in e p e e uo os į a siž elgian
kazachų iloso ines adições. Pas ebė a eikšmingų ski a pumų amžiaus g upių: jaunesni apklausos daly iai
pi menybę eikė emocinėms i abs akčioms asociacijoms, o y esni esponden ai a sakydami ėmėsi me a o inėmis i
konk ečiomis ep ezen acijomis. ski umai odo ka ų kai ą iloso inių ka ego ijų kogni y iniame i emociniame
kon eks e, ku ią g eičiausiai su o ma o socialinė-is o inė pa i is, kalbinė socializacija i echnologinių bei kul ū inių
pokyčių į aka. Ty imas odo, kad laikas i e d ė kazachų kul ū oje nė a neu alūs kons uk ai, ai giliai simbolinės,
e iškai įk au os i emociškai ezonuojančios ka ego ijos. Es es esul ados con ibuí am pa a a simp a os de placas,
como a cul u a, como o modo de olha mundial é užkoduo os kalboje, da ančios in luenciaš š ie imui, a pkul ū inei
komunikacijai i kul u poli ik.
ESMINIAI ŽODŽIAI: associações expe imen ais, cul u a e língua, kazachų kognicija, kalbinis pasaulė aizdis,
ca ego ias de iloso ias.
1. INTRODUÇÃO
A elação espaço- empo al en e os se es humanos e a na u eza sus en a odas as in e ações
humanas com o ambien e e desempenha um papel c í ico na o mação da sua isão de mundo. A
in eg ação on ológica dos se es humanos no mundo obje i o se e como p é- equisi o pa a a
o mação do "espaço" e do " empo" como ca ego ias concei uais. Tais idéias o am a iculadas po
e nog a os, an opólogos, ilóso os, psicólogos e ou os es udiosos (Röck 2019). A iloso ia do
" empo" e do "espaço" ep esen a um dos domínios-cha e do pensamen o ilosó ico, abo dando
aspec os undamen ais da exis ência e da cognição. O " empo" cons i ui uma ca ego ia on ológica
undamen al, compa á el em impo ância ao "espaço", à ma é ia e ao mo imen o. A pesquisa
ca ac e iza a pe cepção empo al como um aço cul u almen e disc imina ó io (Tejada-Galla do e
al. 2021). As di e enças cul u ais mani es am-se na medição, segmen ação e concei uação do " empo".
Como um componen e ine en e do con eúdo linguís ico, o " empo" é e le ido em á ios ní eis da
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es u u a da linguagem: como uma ca ego ia mo ológica ( empo), como lexemas com signi icado
empo al (ní el léxico) e como cons uções sin á icas ma cadas empo almen e (ní el sin á ico). O
es udo dos concei os espaciais e ela que os en endimen os an igos lança am as bases pa a as
in e p e ações subsequen es do "espaço" como uma ca ego ia ao longo da his ó ia (Massey 2020). As
p imei as concepções de "espaço" e am p edominan emen e de na u eza geomé ica ou ísica, sem
conside ações de dimensões sociais, comunica i as, in elec uais e pa icula men e cul u ais. No
en an o, igno ando es es aspec os, o na-se impossí el es abelece c i é ios pa a o "espaço"
cul u al como uma o ma dis in a ca ac e izada po con inuidade, homogeneidade (ou
he e ogeneidade), o ganização es u u al, delimi ação, ini ude ou in ini ude e ou as
ca ac e ís icas de inido as. As ecnologias digi ais econ igu a am as pe cepções sociais do
" empo" e do "espaço", ge ando assim no as condições pa a a cons ução da iden idade (Giddens 2023).
Os ambien es i uais pe mi i am a simulação de mo imen o em domínios espacio- empo ais (Chen,
Wang 2022); Po conseguin e, le an a-se a ques ão de sabe se as concep ualizações adicionais são
capazes de se sus en adas num ambien e digi al. O es udo a ual se es o ça pa a explo a a
iden idade adicional do Cazaquis ão a a és dos quad os concei uais de " empo" e "espaço".
Concen a -se na sociedade cazaque e ela-se pa icula men e ele an e, uma ez que so e
p o undas ans o mações impulsionadas pela globalização, pelo p og esso ecnológico e pelos
p ocessos de mig ação in ensi icados. Esses desen ol imen os desa iam as isões adicionais do
mundo e exigem uma econcep ualização das ca ego ias undamen ais a a és das quais os indi íduos
pe cebem, expe imen am e a iculam a ealidade (Reese e al. 2019). O " empo" e o "espaço" uncionam
não apenas como uni e sais cogni i os, mas como modelos mediados cul u almen e e iloso icamen e
pa a a comp eensão da exis ência humana. A pa i des a pe spec i a, o pensamen o ilosó ico
cazaque, en aizado nas adições nômades que concei uam o " empo" e o "espaço" como dimensões
exis enciais sag adas, en ol e-se num diálogo dinâmico com os pa adigmas globais con empo âneos.
(Al aye , Imanbaye a, 2021) A his ó ia de Al aye e Imanbaye a é uma his ó ia de sucesso.
Dadas essas ans o mações, é c ucial examina como os concei os de " empo" e "espaço"
uncionam como ep esen ações cogni i as e linguís icas da exis ência humana, pa icula men e
den o da cul u a cazaque e em suas in e ações com as endências globais. O p esen e a igo
p e ende aça a e olução dessas ca ego ias no pensamen o ilosó ico e linguís ico, analisa sua
mani es ação na linguagem e explo a como elas espondem e e le em os desa ios do mundo
mode no. O p esen e es udo é ele an e em á ios aspec os. O expe imen o associa i o en ol eu 200
in o man es, em compa ação com 50 no único es udo an e io (Beknaza o a 2022); Es a expansão da
amos a pe mi iu cap a a a iabilidade que an e io men e não inha sido egis ada. A
es a i icação po idade, que não oi incluída em Ainu Zhangalie a, Ga i olla Yessim, Zugu a
Rakhma ullina (2024), é in oduzida aqui pela p imei a ez. A eo ia da me á o a concei ual oi es ada
p incipalmen e em ma e ial indo-eu opeu; a sua aplicabilidade aos dados em línguas u cas ainda não
oi su icien emen e examinada. Es udos an e io es não abo da am su icien emen e es e assun o,
deixando uma lacuna na li e a u a que o a igo p ocu a p eenche .
1.1 Re isão da li e a u a
A concei uação de " empo" e "espaço" oi examinada em á ios domínios acadêmicos, odos os
quais são pe inen es pa a o p esen e es udo. A iden idade cole i a eme ge na in e secção da
con inuidade e da up u a; A au oconsciência empo al e o apego espacial moldam conjun amen e a
sua o mação. É p ecisamen e es a in e secção que o nece um pon o de pa ida analí ico
p odu i o (Cla k 2019). No que diz espei o à elação en e "espaço" e "iden idade", a con inuidade é
pa icula men e c ucial en e os componen es da iden idade con empo ânea. Com base na
pe cepção de que a au oconsciência possui signi icado empo al, a con inuidade da iden idade
ep esen a uma conexão dinâmica en e elações empo ais e espaciais. A iden idade indi idual
man ém con inuidade po que a memó ia humana ab ange dimensões empo ais e espaciais
4
(Ob ado ić, Bowe 2021). Consequen emen e, den o da iden idade cole i a o mada po iden idades
indi iduais, a con inuidade abo da como a coe ência da iden idade cole i a pode se man ida no
" empo" e no "espaço".
Na pesquisa acadêmica, os concei os espaciais e empo ais são equen emen e a ados como
axiomas independen es (Lako , Johnson 2020). No en an o, sua na u eza imensu á el o na
impossí el o es udo di e o. A c escen e p e alência e p ecisão dos ins umen os de medição
al e a am subs ancialmen e as pe cepções humanas de "espaço" e " empo" (Buzsáki, Tingley 2018). A
c escen e in luência das ino ações ecnológicas - da in eligência a i icial à comunicação em linha -
ans o mou ainda mais a elação en e a linguagem e a ealidade. A e olução ecnológica le an a
ques ões c í icas sob e como ca ego ias adicionais como " empo" e "espaço" são
concei ualizadas, p ese adas ou ees u u adas den o da consciência linguís ica e cul u al.
Pesquisas em á ios campos sublinham a o e conexão en e esses concei os abs a os e sua
ep esen ação linguís ica, suge indo que os pad ões de discu so empo al e espacial e le em
es u u as cogni i as mais p o undas de pensamen o e pe cepção (Hanink, Koon z-Ga boden, 2025).
A pesquisa u cológica sob e me á o as concei uais pe manece agmen á ia. Den o dos
es udos linguocul u ais cazaques, o concei o de zhe ( e a) ocupa uma posição cen al na
au oconsciência nacional. Em on es p imá ias em língua kazaque, essa cen alidade é
cla amen e e iden e: o concei o de * ugan zhe * ([…] e a na i a[…]) o ma o núcleo da es e a
concei ual nacional e é e balizado em épicas he óicas e em gêne os de olclo e oponímico
(Olzhabaye e al. 2022; Olzhabaye , Soylemez 2024). Uma análise da cognição mi ológica inco po ada
nos opônimos u cos e ela um mecanismo subjacen e no qual os hid ônimos p ese am
o ien ações espaciais a caicas associadas à sac alidade e ao simbolismo aquá ico (Sadi o a e al.
2024). Análises c ono ópicas da p osa li e á ia cazaque demons am que as ep esen ações
empo ais e espaciais ca egam uma dimensão a alia i a (Zhiyenalina e al. 2024). Os pensado es
canônicos do Cazaquis ão concei ua am o " empo" e o "espaço" em ca ego ias é icas; Em suas
in e p e ações, a consciência unciona a como um egulado empo al da memó ia e do
julgamen o mo al (Iskako a 2023; Ryskaliye e al. 2023). Uma abo dagem genealógica à p osa
ilosó ica in e p e a ca ego ias exis enciais - des ino, i e e sibilidade e ansição mo al - como
elemen os de uma es u u a simbólica cul u al (Kossyn 2024). A e idência e nog á ica documen a
uma pe cepção cíclica do " empo" moldada po mig ações sazonais e calendá ios i uais (Dosmu zino 2023; Zeinullin e al.
2026). Ao mesmo empo, a e i icação empí ica po meio de elici ação con olada oi limi ada a um
único es udo associa i o en ol endo 50 alan es de cazaque (Beknaza o a 2022). Assim, a linguagem
cons i ui um a o in e no c ucial que molda a o ien ação empo al de uma cul u a. Além das
abo dagens adicionais baseadas em medições, o es udo de me á o as cul u ais o e ece uma
al e na i a me odológica e icaz pa a en ende como di e en es cul u as concei ualizam noções
abs a as (Jang e al. 2023). As me á o as cul u ais e e em-se a enômenos ou a i idades com as
quais a maio ia dos memb os de uma cul u a nacional se iden i ica cogni i a ou emocionalmen e
(Kö ecses 2021). As cons uções me a ó icas e elam como as cul u as pe cebem di e en es
aspec os sociais e concei ualizam domínios abs a os, incluindo " empo" e "espaço". Com base
nes a di eção de pesquisa, os es udiosos examina am o "espaço" como uma me á o a pa a a
pe cepção empo al (Gu e al. 2019), endo o " empo" como um azio a a és do qual os indi íduos
se mo em en e e en os. Os es udos ambém apon am pa a a iações cul u ais nesses
mapeamen os espaço- empo ais. Especi icamen e, a cognição ame icana no malmen e
ep esen a o " empo" ho izon almen e (passado pa a o u u o) com mo imen o da esque da pa a
a di ei a (Wo ell, And e a 2019). Po ou o lado, os modelos cul u ais chineses eqüen emen e
emp egam o ien ações e icais com p og essão empo al ascenden e (Fiddle 2024). Ambos os
modelos, no en an o, de i am das adições esc i as de cul u as seden á ias; a hib idez
ciclical-linea do c onó opo nômade pe manece desconhecida neles. O p esen e es udo p e ende
colma es a lacuna. Di e enças ma cadas na concei uação empo al le a am a in es igações
sob e os seus de e minan es subjacen es (Pi , Casasan o 2020). A pesquisa iden i icou á ios
a o es cul u ais que in luenciam a pe cepção empo al, incluindo sis emas de alo es, adições eligiosas, es u u as sociais e pad ões linguís icos (Kapi ańska 2024).
5
De e minan es ambien ais, como condições climá icas e ci cuns âncias socioeconômicas, ambém
con ibuem pa a a a iação cogni i a. Em elação às sociedades nômades de língua u ca, es es
de e minan es não o am es udados sis ema icamen e; Consequen emen e, a gene alizabilidade
dos modelos examinados a é à da a pe manece limi ada.
Me a o as especí icas da cul u a explicam po que á ios g upos cul u ais pe cebem o " empo" de
o ma di e en e. Po exemplo, a maio ia das cul u as concei ualiza o passado como a ás e o u u o
como à en e, alinhando-se com o mo imen o do co po pa a a en e (Michaels 2025). No que diz
espei o às ep esen ações me a ó icas, as di e enças cul u ais na pe cepção do " empo" es ão
in imamen e ligadas à o ma como o " empo" é desc i o. Os alan es de inglês comumen e medem a
du ação a a és de me á o as de dis ância linea ([…]a long ime[…]), em que […] ime[…] é
concei ualizado como um caminho espacial; Em espanhol, po ou o lado, a du ação ende a se
quan i icada (mui o empo), com o empo in e p e ado como uma subs ância (Alca az Ca ión,
Valenzuela 2021). Em kazakh, ambas as es a égias con e gem. A du ação é codi icada an o em
e mos de dis ância ([…]ұзақ уақыт[…], li . […]long ime[…]) quan o quan i a i amen e (*köp uaqy *,
[…]mucho empo[…]); Assim, o con as e acima desc i o se c uza di e amen e com o ma e ial
examinado no p esen e es udo. A di e gência obse ada deco e de dis in as me á o as
concei uais moldadas po in luências linguís icas e cul u ais. Es udos empí icos demons am que
os indi íduos es imam com mais p ecisão o " empo" ao usa quad os de medição consis en es com
as cons uções de sua língua na i a (Gö zelmann 2021). Ca ac e ís icas linguís icas adicionais
con ibuem pa a a iações cul u ais na pe cepção empo al. As di e enças no sis ema de esc i a
o am ex ensi amen e examinadas como possí eis explicações pa a a a iação in e cul u al na
o ien ação empo al. O caso do Cazaquis ão, endo so ido uma sucessão de mudanças de esc i a -
da esc i a á abe pa a o la im, ci ílico e no amen e la im - o e ece um es e não i ial des a hipó ese sob e ma e ial u co.
O " empo" cons i ui um aspec o essencial da expe iência humana, enquan o a cul u a desempenha um
papel undamen al na o mação da cognição, da mo i ação, das emoções e do compo amen o
indi idual. Pesquisas an e io es in es iga am sis ema icamen e a elação en e alo es cul u ais e
a iações na o ien ação empo al en e cul u as (Alca az Ca ión, Valenzuela 2022). En e di e en es
dimensões cul u ais, os es udiosos in es iga am como o cole i ismo/indi idualismo, o oco egula ó io
e a c ença no con ole sob e a ida de alguém se co elacionam com a pe cepção empo al. Alguns
es udos a i mam que o indi idualismo e o cole i ismo in luenciam signi ica i amen e as di e enças
cul u ais nas o ien ações empo ais u u as, p esen es e passadas (Chen e al. 2022). As cul u as
indi idualis as no malmen e exibem uma o ien ação mais o e pa a o u u o, enquan o as cul u as
cole i is as en a izam pe spec i as ocadas no p esen e. Ou seja, os quad os cole i is as
p io izam e en os conc e os e especí icos do con ex o no momen o imedia o, enquan o os
pa adigmas indi idualis as a o ecem e en os abs a os e eg as uni e sais aplicá eis em odas as
si uações. Além dos alo es cul u ais, as mi ologias e os sis emas eligiosos cons i uem ou o a o c í ico que explica as a iações in e cul u ais na pe cepção empo al.
(Callizo Rome o, em 2023).
E idências c escen es demons am que os p ocessos psicológicos undamen ais mui as ezes
exibem especi icidade cul u al, suge indo que a concei uação e a pe cepção do " empo" de em
a ia de o ma semelhan e en e as cul u as (Kha in-Zadeh e al. 2023). No en an o, os es udos
cul u ais negligencia am em g ande pa e a di e sidade empo al e seus impac os di e enciais em
con ex os cul u ais. Apesa dos p og essos na in es igação cul u al, o exame das dimensões
empo ais e espaciais con inua a se limi ado, com uma al a de in eg ação sis emá ica dos
conhecimen os eó icos e empí icos. O co po acumulado de es udos é ma cado po ês
limi ações es u u ais. Em p imei o luga , a eo ia da me á o a concei ual oi alidada
empi icamen e p edominan emen e em línguas indo-eu opeias: uma análise bibliomé ica de 1.257
publicações (2002-2022) iden i icou aglome ados de pesquisa concen ados na Espanha, nos Es ados
Unidos, na China e na Rússia (Zhao e al. 2023). Es e desequilíb io põe em dú ida a aplicabilidade da
eo ia às populações de língua u ca. As sociedades da Ásia Cen al com he ança nômade
a amen e são incluídas em pesquisas compa a i as in e cul u ais. Além disso, a p óp ia
ca ego ia de "nômade" oi c i icada pelo seu educionismo, uma ez que colapsa di e sos modelos
de mobilidade numa única ipologia (Con e 2025). Em segundo luga , o impac o do bilinguismo na concep ualização de ca ego ias básicas na pós-so ié ica
6
Os con ex os con inuam a se insu icien emen e explo ados. A polí ica ilíngue do
Cazaquis ão molda imaginá ios empo ais e espaciais, ge ando associações conco en es com a
mode nidade e o pa imônio (Ahn, Smagulo a 2022); No en an o, nenhum es udo a é à da a
examinou se as mudanças induzidas pelas polí icas ans o mam me á o as concei uais undamen ais.
Uma e isão da li e a u a exis en e e ela uma su p eenden e escassez de pesquisa sob e o
ema. Enquan o es udos in e nacionais explo a am como as me á o as moldam as concepções
cul u ais de " empo" e "espaço", as es u u as me a ó icas da língua kazaxa não o am
sis ema icamen e examinadas. Pe sis em lacunas signi ica i as na comp eensão de como essas
ca ego ias se mani es am no pensamen o e na língua kazaxos, com análises cul u ais
compa a i as sendo pa icula men e escassas. A pesquisa a ual ende a a a o " empo" e o
"espaço" como ca ego ias cogni i as disc e as, negligenciando sua in e dependência na o mação da consciência nacional.
1.2 De inição do p oblema
O es udo e e como obje i o analisa os concei os de " empo" e "espaço" como
ep esen ações da exis ência humana den o do pensamen o e da linguagem kazaques. Pa a
alcança o obje i o decla ado, o am o muladas as seguin es a e as de pesquisa: 1)
iden i ica as ca ego ias concei uais dominan es associadas ao " empo" e ao "espaço"
en e os en e is ados kazakhs;
2) examina como essas ca ego ias e le em signi icados cul u almen e inco po ados
a a és de uma análise de dimensões emocionais, me a ó icas, abs a as e conc e as
em associações linguís icas;
3) explo a as di e enças ge acionais na pe cepção e concep ualização do " empo" e do
"espaço";
4) in e p e a as associações mais equen es e cul u almen e signi ica i as no
âmbi o das adições ilosó icas e cul u ais do Cazaquis ão.
2. MÉTODOS E MATERIAIS
2.1 Quad o eó ico
O es udo a ual é baseado em um quad o eó ico in e disciplina que in eg a linguís ica cogni i a,
an opologia ilosó ica e semió ica cul u al. Cen al a es a undação é a p emissa de que a
linguagem não apenas e le e, mas ambém molda a cognição e a isão de mundo humana (Lako ,
Johnson 2020). A concei uação de " empo" e "espaço" é examinada a a és da len e da eo ia da
me á o a concei ual (Bundgaa d 2019), que pos ula que os concei os abs a os são es u u ados
a a és de me á o as cul u almen e en aizadas. A Teo ia da Me a o a Concei ual cons i ui o
quad o analí ico cen al do p esen e es udo. Duas pe spec i as eó icas complemen a es
es endem seu escopo explica i o: a Teo ia da Iden idade Social elucida di e enças in e ge acionais
na concei uação a a és de mecanismos de a iliação de g upo e memó ia his ó ica, enquan o a
semió ica cul u al sus en a o uso do expe imen o associa i o como um ins umen o me odológico
pa a acessa signi icados cul u almen e codi icados inco po ados na linguagem. As ês
abo dagens con e gem em um nexo analí ico compa ilhado: as me á o as concei uais eme gem
a a és de p ocessos de semiose cul u al e são ansmi idas en e ge ações a a és de canais de
iden i icação social. A pesquisa baseia-se ainda na eo ia da iden idade social (Demi den 2021),
pa icula men e em sua p oposição de que as pe cepções de con inuidade empo al e espacial
con ibuem pa a a o mação de iden idade cole i a a a és das ge ações. A eo ia da iden idade
social ab ange á ias sub eo ias, incluindo a eo ia da iden idade cole i a, que examina a o mação
de iden idade em elação aos mo imen os sociais. T abalhos-cha e an o em sociologia quan o em
psicologia des acam a iden idade cole i a como uma pon e po encial en e a eo ia da iden idade e a
eo ia da iden idade social (Apoi is 2024). A eo ia da iden idade classi ica as iden idades ao longo de
ês dimensões que se c uzam: pessoal, baseado em papéis e pe ença ao g upo/social. A es u u a
inco po a, além disso, p incípios de es udos linguís ico-cul u ais, que econhecem que a cognição
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cul u al é codi icada na linguagem a a és de pad ões associa i os (Lupyan, Lewis 2019). Es es
pad ões podem se sis ema icamen e in es igados a a és de expe iências associa i as.
O expe imen o associa i o em linguís ica se e pa a documen a espos as mo i adas po
in o mações cul u almen e inco po adas que ci culam en e os pa icipan es (S e nin 2020). O
mé odo associa i o acili a o acesso à consciência dos en e is ados, p o ocando eações aos
es ímulos ap esen ados. O p ocedimen o expe imen al en ol e a g a ação de espos as e bais a
pala as de es ímulo, seguida de análise dos esul ados. As pala as associadas adqui em no os
signi icados indi idualizados que conec am a essência cogni i a do sujei o es udado com imagens,
emoções e ideias p esen es nas men es dos pa icipan es. O undamen o ilosó ico do expe imen o
associa i o epousa na p emissa de que os indi íduos lemb am imagens men ais elacionando-as
uns com os ou os (Halbwachs 2020). Consequen emen e, o expe imen o pode es abelece uma
conexão en e o es ímulo in oduzido pelo expe imen ado e a espos a do pa icipan e. Do pon o
de is a psicológico, as eações e bais a es ímulos se elacionam com a hipó ese de elações
p edi i as en e associações (Mille 2006). A capacidade cogni i a de usa um concei o como pon o
de pa ida pa a es abelece conexões men ais com ou o exempli ica o p ocesso de acesso a
concei os a a és de associações (B occias, 2021). Consequen emen e, o expe imen ado ganha
acesso ao con eúdo concei ual sob in es igação, pe mi indo uma econs ução de sua es u u a
cogni i a.
2.2 Desenho da in es igação
O es udo emp egou uma abo dagem de mé odos mis os que in eg a écnicas quali a i as e
quan i a i as pa a in es iga e in e p e a os concei os de " empo" e "espaço" den o da
consciência linguís ica kazaque. A me odologia de pesquisa inco po a e amen as ilosó icas,
cul u ais e linguís icas pa a pe mi i uma análise ab angen e de como os alan es na i os
pe cebem cogni i amen e e cul u almen e essas ca ego ias. A in es igação cen a-se numa
expe iência associa i a como seu p incipal componen e empí ico, complemen ada po análise
es a ís ica e exame linguís ico u ilizando mé odos de análise concei ual. Es a abo dagem combina
a semân ica linguís ica e cul u al das pala as, acili ando uma análise lógica comple a e obje i a
dos concei os da linguagem na u al. Após o p ocessamen o es a ís ico, as ca ego ias mais
equen es e cul u almen e signi ica i as que eme gem da pesquisa o am analisadas a a és da
len e das adições ilosó icas e cul u ais do Cazaquis ão. Os concei os iden i icados du an e a
codi icação o am in e p e ados não apenas como dados linguís icos, mas como mani es ações de
isões de mundo subjacen es no âmbi o da sín ese quali a i a- ilosó ica.
2.3 Amos a
O es udo emp egou um mé odo de amos agem in encional es a i icado pa a ga an i a
ep esen ação de di e sos indi íduos de língua kazaxa em a iá eis demog á icas-cha e
ele an es pa a a pesquisa. A amos a-al o comp eendia 200 alan es na i os de kazajo com
idades en e 20 e 70 anos, ep esen ando di e en es con ex os educacionais (ensino secundá io,
p o issional e supe io ). A aixa e á ia selecionada cap u ou e e i amen e as di e enças
elacionadas à idade na pe cepção e concep ualização do " empo" e do "espaço", que esul am
de di e sas mudanças his ó icas, ecnológicas e cul u ais expe imen adas po di e en es
ge ações no Cazaquis ão. A es a i icação baseou-se em dois c i é ios p imá ios - idade e ní el
de educação - pa a inclui pe spec i as de á ias o igens sociocul u ais, minimizando ao mesmo
empo o isco de iés demog á ico. O ec u amen o de pa icipan es oi e ec uado a a és de
á ios canais, incluindo o con ac o di ec o com as ins i uições de ensino e as o ganizações
públicas. Os con i es o am dis ibuídos po e-mail e a a és de in e mediá ios nas ins i uições
pa icipan es. An es da pa icipação, odos os po enciais inqui idos ecebe am in o mações
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po meno izadas sob e os objec i os, o o ma o e as medidas de con idencialidade do es udo.
Apenas os que o nece am consen imen o in o mado o am incluídos na amos a inal.
2.4. Es udo
A p incipal e amen a de ecolha de dados oi um ques ioná io associa i o es u u ado concebido
pa a iden i ica associações linguís icas espon âneas e e lexi as com os concei os de " empo" e
"espaço". Os pesquisado es desen ol e am manualmen e o ins umen o de pesquisa baseado em
abo dagens me odológicas de expe imen os associa i os an e io es usados em es udos
concei uais das línguas ussa e kazaxa (Kuzembaye a 2021). A seleção de pe gun as oi mo i ada
pela necessidade de documen a não apenas as associações linguís icas, mas ambém os aspec os
exis enciais, emocionais e de alo que in luenciam a pe cepção dessas ca ego ias undamen ais. O
ques ioná io inal con inha seis pe gun as abe as pa a cada concei o na língua cazaque
(Apêndice). A es u u a de pe gun as selecionada pe mi iu uma análise em á ios ní eis,
ab angendo associações linguís icas di e as, con eúdo me a ó ico e cul u al e pe cepção
emocional. Os pa icipan es p eenche am o ques ioná io pessoalmen e ou a a és do Google
Fo ms, dependendo da disponibilidade e da p e e ência.
2.5. P ocessamen o es a ís ico
Os dados ecolhidos a a és do ques ioná io associa i o o am subme idos a um p ocesso
analí ico em á ias e apas. A análise combinou codi icação e a amen o es a ís ico quan i a i o
pa a ga an i uma in e p e ação ab angen e de pad ões linguís icos e concei uais elacionados a
ca ego ias empo ais e espaciais. Após a cole a de dados, as espos as esc i as o am
ansc i as, digi alizadas e codi icadas usando o so wa e SAS, enquan o as espos as do Google
Fo ms não p ecisa am de ansc ição. Cada pa icipan e ecebeu um código digi al único pa a
man e o anonima o, enquan o as espos as o am ligadas a a iá eis demog á icas. A codi icação
oi conduzida po dois pesquisado es independen es einados em linguís ica cogni i a. Du an e a
ase pilo o (n = 40 espos as), o aco do en e os codi icado es a ingiu 84% (Cohen's κ = 0,79). As
disc epâncias o am esol idas a a és de discussões de consenso; em casos con es ados (12%
das espos as), oi consul ado um e cei o pe i o. O li o de códigos inal comp eendia oi o
ca ego ias, cada uma acompanhada de uma de inição ope acional e exemplos ilus a i os.
A a és de p ocedimen os de codi icação abe a, ca ego ias semân icas e me a ó icas mais amplas
o am desen ol idas, incluindo " empo como emoção", " empo como alo ", "espaço como pá ia" e
"espaço como libe dade". O so wa e SAS con e eu odos os elemen os codi icados em a iá eis
numé icas que indicam as equências de espos a, pe mi indo a cons ução de abelas de
equências que mos am as associações empo ais e espaciais mais p e alen es. Es a ís icas
desc i i as, incluindo médias e des ios-pad ão, dis ibuições esumidas dos ipos de espos as e a
p e alência de ca ego ias concei uais. Fo am iden i icadas p e e ências po enciais de g upos
e á ios pa a associações emocionais e sus me a o icas e pa a associações abs a as e sus
conc e as. Pa a a alia a signi icância es a ís ica das di e enças en e os g upos de pa icipan es,
o es udo emp egou mé odos in e enciais. O es e do es udan e oi u ilizado pa a compa a as
equências médias de espos a en e g upos e á ios biná ios (pa icipan es mais jo ens e sus
mais elhos). O ní el de educação oi excluído da análise in e encial po duas azões. Em p imei o
luga , a dis ibuição desigual en e as ca ego ias (ensino supe io […] 68%; ensino secundá io […] 18%;
ensino p o issional […] 14%) o nou in iá eis compa ações es a is icamen e obus as. Em segundo
luga , a ap esen ação de esul ados desag egados po ní el educacional ap esen a a um isco de
es igma ização de subg upos especí icos. Po conseguin e, a a iá el oi man ida unicamen e nas
es a ís icas desc i i as pa a ca ac e iza a amos a. O coe icien e al a de C onbach oi calculado
pa a a alia a consis ência in e na das ca ego ias concei uais iden i icadas. Es a medida de
iabilidade e i icou se os elemen os ag upados na mesma ca ego ia emá ica ap esen a am uma co elação e uma coe ência semân ica su icien es.
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2.6 Limi ações da in es igação
De em se econhecidas á ias limi ações me odológicas. Em p imei o luga , embo a a es a égia de
amos agem isasse ep esen a á ios segmen os demog á icos, pode não e sido alcançada uma
ep esen a i idade comple a de odas as a iações egionais e dialec ais. Em segundo luga , o
mé odo associa i o cap u a espos as e bais, mas pode não e ela comple amen e es u u as
concei uais inconscien es ou inco po adas. Em e cei o luga , a o es ecnológicos, como a
amilia idade dos pa icipan es com as pesquisas digi ais, pode iam in luencia a in eg idade dos
dados, pa icula men e en e os en e is ados mais elhos. A qua a limi ação diz espei o ao
ac o de a p o iciência na língua ussa e a in luência do bilíngue nos p ocessos de concep ualização
não e em sido omadas em con a no es udo. O quin o diz espei o à iabilidade en e codi icado es:
apesa de um limia de aco do acei á el (κ = 0,79), a a iabilidade in e p e a i a a e ou 21% dos casos codi icados.
2.7 Conside ações é icas
O es udo ade e a pad ões é icos pa a pesquisa sociolingüís ica e psicológica. Os pa icipan es
assina am o mulá ios de consen imen o in o mado que ga an em a pa icipação olun á ia, a
con idencialidade e o di ei o de se e i a a qualque momen o. Todos os dados pe manecem
a mazenados em bases de dados segu as e c ip og a adas acessí eis apenas aos memb os da equipa de in es igação.
3. Resul ados
3.1 Associações elacionadas com o " empo" e o "espaço"
1. Associações espon âneas
Quando os pa icipan es o am con idados a o nece associações espon âneas com as pala as
" empo" e "espaço", suas espos as e ela am pad ões cogni i os cul u ais dis in os en aizados
na isão de mundo cazaque. O " empo" es á p edominan emen e associado à ida, ao des ino e aos
ciclos exis enciais. As espos as mais equen es pa a " empo" incluíam "ho á io" (43%),
" elocidade" (35%), "mudança" (32%), " ida" (28%) e " elhice" (24%), indicando uma pe cepção de
" empo" como um pode mensu á el, ugaz e de e minan e da ida. Es as associações e le em a
c escen e consciência do " empo" como um ecu so es u u ado e limi ado, p o a elmen e
in luenciado pelos hábi os e ecnologias mode nas. Ao mesmo empo, o concei o man ém
cono ações exis enciais elacionadas ao en elhecimen o e aos ciclos de ida. Associações como
" ida" e " elhice" e le em simul aneamen e a comp eensão adicional kazaxa do " empo" como
um con inuum mo al ca egado de alo es, onde a p og essão empo al signi ica sabedo ia,
memó ia ge acional e he ança social. As associações dos en e is ados com a pala a "espaço"
mos a am pe cepções mais amplas e cul u almen e baseadas, com a "es epe" (51%) eme gindo
como a imagem dominan e, seguida pela "libe dade" (40%), "dis ância" (33%), "céu" (27%) e " e a
na al" (25%). Tais espos as ilus am a consciência espacial moldada pela geog a ia expansi a do
Cazaquis ão, pela he ança nômade e pela p o unda conexão emocional com a e a e a abe u a.
Consequen emen e, o "espaço" anscende as dimensões ísicas pa a simboliza iden idade, au onomia e pe ença.
2. Associações de P imei as Pala as
Os pa icipan es o am con idados a dize a p imei a pala a que lhes eio à men e em espos a ao
" empo" e ao "espaço". Suas associações con i ma am o undamen o cul u al e a iqueza
me a ó ica desses concei os na consciência cazaque. Em e mos de " empo", as espos as
dominan es incluíam "ho á io", "momen o", " u u o", "mo e" e "manhã", e elando que " empo"
é ipicamen e concei ualizado a a és das idéias de mo imen o, p og essão e ans o mação. As
suges ões espaçadas p o oca am "es epe", "céu", "libe dade", "es ada" e "dis ância" como as
espos as mais equen es, des acando o ien ações expe imen ais e geog á icas em di eção ao
sem limi es, à abe u a e à mobilidade. Tais pad ões indicam a p e alência de me á o as
inco po adas na cognição cazaque. O "espaço" man ém qualidades conc e as em ez de abs a as,
p o undamen e ligadas aos ambien es na u ais e à he ança nômade. Consequen emen e, o empo al
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e a ansição de um modo de ida nômade pa a a seden a ização, bem como a ambi alência do
momen o p esen e, no qual a mobilidade global coexis e com a iden i icação local. Os dados
emocionais e elam uma ensão pa alela: a "libe dade" (38%) e a "solidão" (21%) apon am pa a uma
pe cepção ambi alen e da abe u a, expe imen ada po alguns como libe ação e po ou os como
isolamen o. A Teo ia da Iden idade Social o nece uma len e in e p e a i a p odu i a pa a explica
as di e enças in e ge acionais, in e p e ando-as como ans o mações nos mecanismos de
iden i icação de g upo (Demi den, 2021). As es u u as me a ó icas dos en e is ados mais elhos,
socializados du an e o pe íodo so ié ico e os p imei os pe íodos pós-so ié icos, baseiam-se no
discu so cole i is a e nos e e en es cul u ais adicionais. Em con as e, a globalização e a
comunicação digi al - condições nas quais os en e is ados mais jo ens o am o mados -
omen a am a in e io ização de ca ego ias empo ais e espaciais baseadas na expe iência
emocional indi idual. A iden idade e nolinguís ica da ju en ude es udan il do Cazaquis ão é
con ingen e na língua de ins ução, cuja seleção ees u u a os modelos de iden i icação em odas
as coo es e á ias (Zha kynbeko a e al. 2025). As a i udes linguís icas dos jo ens ambém a iam
de aco do com a egião: a his ó ia em á ias camadas da polí ica linguís ica exe ce e ei os
desiguais sob e a consciência linguís ica em odos os con ex os e i o iais (Khami e al. 2025). A
mudança obse ada alinha-se com a ansição mais ampla do cole i ismo pa a o indi idualismo (Chen
e al. 2022); No en an o, a pe sis ência de associações com a pá ia e os an epassados a es a a
du abilidade das es u u as de iden idade cole i a. Os dados ecolhidos co obo am a ese da
hib idação da me á o a concei ual sob a in luência da globalização. A p edominância da associação
"ho á io" (43%) nas espos as empo ais "a ípicas pa a uma o ien ação nômade adicional" indica
a pene ação de uma pe cepção ins umen al do " empo". Den o des e modelo, a expe iência
empo al é quan i a i amen e medida e segmen ada a a és de disposi i os mecânicos e digi ais.
Ao mesmo empo, as associações exis enciais ( ida, des ino, elhice) pe sis em, sinalizando a
esis ência do subs a o cul u al ao deslocamen o comple o. O mecanismo de hib idação ga an e
uma in es igação dedicada: pe manece ince o se no as me á o as se acumulam sob e es u u as
adicionais, o mando uma empo alidade compos a, ou se elas g adualmen e suplan am
mapeamen os concei uais he dados. A esolução des a ques ão é c í ica pa a p e e a aje ó ia
da mudança cogni i a nas populações de língua kazaxa que expe imen am uma exposição cada ez
mais in ensa às ecnologias digi ais.
5. Conclusões
A análise das espos as associa i as e elou ca ego ias concei uais dominan es elacionadas ao
" empo" e ao "espaço" den o da isão de mundo kazaxa. Pa a " empo", as ca ego ias-cha e
incluíam emoções (po exemplo, ansiedade, nos algia), alo es (po exemplo, " empo como
ecu so"), mo imen o e es u u a cíclica. O "espaço" e a mais equen emen e associado à
pá ia, à libe dade, ao silêncio e à iden idade. A codi icação linguís ica das espos as dos
pa icipan es indicou que o " empo" é pe cebido como um enômeno emocionalmen e ca egado e
mo almen e signi ica i o, enquan o o "espaço" unciona como uma base pa a a au o-de inição
exis encial e cul u al. Emp eende am-se dis inções cla as en e os dois g upos e á ios na
concep ualização des as ca ego ias. Os pa icipan es mais jo ens (de 20 a 39 anos) exibi am uma
p e e ência p onunciada po associações emocionais e abs a as, demons ando uma pe cepção
mais in ospec i a e psicológica do " empo" e do "espaço". Em con as e, os pa icipan es mais
elhos (de 40 a 70 anos) a o ece am associações me a ó icas e conc e as que e le em as isões
adicionais do mundo. Essas di e enças o am es a is icamen e signi ica i as, des acando mudanças na cognição cul u al sob a in luência da mode nidade.
A con ibuição eó ica do es udo pode se a iculada da seguin e o ma: em cul u as com he ança
nômade, as me á o as espaciais desempenham um papel es u u almen e o ma i o na
cons ução da iden idade, supe ando ca ego ias empo ais em e mos de saliência emocional. Es a
descobe a es ende a Teo ia da Me a o a Concei ual, que a é ago a oi alidada
p edominan emen e em dados ex aídos de cul u as seden á ias.
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Os modelos p opos os de qua o componen es […] pa a […] empo[…] (emoção, alo , mo imen o,
ciclo) e pa a […]espaço[…] ( pá ia, libe dade, silêncio, iden idade) […] podem se i como um
quad o compa a i o pa a in es igações in e cul u ais en ol endo comunidades linguís icas
u cas, da Ásia Cen al e pós-so ié icas.
O exame das in e p e ações ilosó icas do " empo" e do "espaço" no pensamen o cazaque o nece
insigh s mais p o undos sob e os aspec os únicos da cul u a e da his ó ia da nação. As concepções
adicionais de " empo" e "espaço", en iquecidas po signi icados simbólicos e i uais eligiosos,
cons i uem um elemen o undamen al da he ança cul u al do Cazaquis ão. A im de p ese a os
alo es adicionais e, ao mesmo empo, en ol e -se c i icamen e com as concei uações
eme gen es de " empo" e "espaço", é necessá io um diálogo con ínuo com as mudanças
impulsionadas pela globalização desc i as na in odução.
As ias p omisso as pa a pesquisas subsequen es incluem: uma análise compa a i a da
concei uação de " empo" e "espaço" em odas as línguas u cas (kazakh, qui guiz, uzbeque,
u co) com o obje i o de dis ingui um núcleo pan- u co de pad ões cul u almen e especí icos;
as eamen o longi udinal da dinâmica das me á o as concei uais den o da mesma coo e de
inqui idos; e exame do impac o do bilinguismo cazaque- usso na es u u a da concei uação,
endo em con a os p ocessos de ans e ência e camadas me a ó icas. Além disso, a
in es igação expe imen al de me á o as inco po adas usando mé odos da psicologia cogni i a,
como p iming e eye- acking, pe mi i ia a e i icação da ope ação das associações iden i icadas
no ní el do p ocessamen o de in o mação implíci a.
Valo p á ico
Os esul ados des e es udo êm alo p á ico pa a o desen ol imen o de ma e iais educacionais
cul u almen e sensí eis no ensino de línguas, iloso ia e o mação de iden idade cí ica,
pa icula men e no ensino secundá io e supe io no Cazaquis ão. O econhecimen o das
di e enças ge acionais na concep ualização do " empo" e do "espaço" pe mi e aos educado es
adap a an o o con eúdo do cu ículo como as me odologias de ensino pa a se alinha em com as
isões de mundo dos alunos. Além disso, os insigh s sob e as es u u as me a ó icas e simbólicas
ine en es à língua cazaque se e elam aliosos pa a adu o es, linguis as e especialis as em
comunicação in e cul u al. Tal comp eensão o na-se pa icula men e c ucial em con ex os que
exigem a p ese ação de associações cul u almen e signi ica i as. O es udo iden i icou uma
sé ie de ensões que exigem uma in es igação especí ica. Pe cepções cíclicas e linea es de
" empo" coexis em den o do mesmo g upo de en e is ados: associações com es ações e
epe ição apa ecem ao lado de associações de i e e sibilidade e des ino. A ensão en e
"espaço como libe dade" e "espaço como en aizamen o" e le e o ien ações opos as e pode
indica uma ansição his ó ica de um modo de ida nômade pa a um modo de ida seden á io. Uma
ou a incong uência su ge nos dados empo ais dos en e is ados mais jo ens: as associações
ins umen ais ([…]ho á io[…]) e as exis enciais ([…] ida[…], […]des ino[…]) oco em conjun amen e
nas espos as da mesma coo e. Es a di e gência apon a pa a uma disjunção en e es u u as
uncionais de ge enciamen o do empo e consciência empo al iloso icamen e in lexionada.
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Apêndice
Pe gun as pa a a Expe iência Associa i a 1. Que associações eme gem quando se encon a
com os e mos " empo" ou "espaço"? 2. Qual é a p imei a pala a que em à men e? 3. Que
pala as adicionais su gem após uma e lexão mais ap o undada? 4. Quais emoções ou
es ados a e i os ocê conec a com " empo" e "espaço"? 5. Que p o é bio, di ado ou
e e ência poé ica elacionada com " empo" e "espaço" lhe oco e? 6. Como ca ac e iza ia a
impo ância do " empo" e do "espaço" na sua ida?