1 0 He ibe Pich | Concei os como e lexo das mudanças sociais
Concei os como e lexo
de mudanças sociais
He ibe PicH (em inglês)
PALAVAS-CHAPEL: cons ução de concei os sociais, obje os nas humanidades, mudanças
concei uais, in luências na cons ução de concei os, ciclo de ida concei ual, abalho e minológico
1. INTRODUÇÃO
Em p imei o luga , lemb emos as de inições pad onizadas do objec o e do
concei o. A ISO 1087-1:2000 de ine es es dois concei os da seguin e o ma: Obje o:
qualque coisa pe cep í el ou concebí el. No a: Os obje os podem se ma e iais
(po exemplo, um mo o , uma olha de papel, um diaman e), ima e iais (po exemplo,
uma axa de con e são, um plano de p oje o) ou imaginá ios (po exemplo, um
unicó nio). Concei o: unidade de conhecimen o c iada po uma combinação única de
ca ac e ís icas. No a: Os concei os não es ão necessa iamen e ligados a línguas
pa icula es. No en an o, são equen emen e in luenciados pelo passado social
ou cul u al, o que mui as ezes le a a ca ego izações di e en es.
Ambas as de inições não es ão e adas, mas o conhecimen o é escasso.
Ob iamen e, uma e lexão mais po meno izada sob e ambos os concei os
pa ece se indispensá el pa a no os p og essos na eo ia da e minologia.
Re e indo-se ao obje o, uma p imei a classi icação udimen a é dada na no a
da no ma. Podemos es ende a classi icação dada da seguin e o ma:
Fig. 1 obje o ma e ial obje o ima e ial obje o objec o
sujei o objec o ma e ializá el objec o pensamen o objec o
eal exis en e objec o pensamen o objec o imaginá io
(Pich 2004: 317)
1Te minologia | 2013 | 20
É ób io que o obje o ep esen a a ma é ia-p ima pa a qualque o mação de
concei o; No en an o, o p ocesso de o mação se á di e en e de aco do com o
ipo de obje os. Os "obje os ma e iais" p es am-se p edominan emen e à
abs ação, a o ma clássica a is o élica de o mação de concei os.
Conside ando o "obje o ima e ial" e especialmen e o "obje o de pensamen o", o
p ocesso de o mação pa ece se di e en e. Po an o, pode se ú il lemb a as
de inições des e g upo de obje os:
Obje o ima e ial: obje o sem o ma ísica cuja exis ência e elação com o
espaço e o empo é dada a a és do sujei o imaginá io. No a: A minha ideia
pessoal de libe dade.
Obje o de pensamen o: obje o ima e ial que só em exis ência men al e,
po an o, es á elacionado ao sujei o pensan e a a és do qual a elação
espaço- empo é ealizada.
No a: A ideia da S a. Y dos no e cí culos do in e no de Dan e. Real exis en e,
obje o de pensamen o: obje o de pensamen o que em uma exis ência
men al, mas eal.
No a: A ideia do S . X sob e a ans e ência legal da sua
p op iedade. As ca ac e ís icas básicas des es ipos de obje os são:
• o sujei o pensan e é um se humano;
• o se humano é o po ado da elação empo-espaço;
• o se humano decide sob e as suas ideias e as suas possí eis al e ações.
Os concei os baseados nessas p emissas p esumi elmen e êm uma gênese
di e en e da abs ação. No caso da abs ação de obje os ma e iais de uma ce a
classe, é ela i amen e ácil de e mina as ca ac e ís icas cen ais, po que são
obse á eis pelo abs acionis a e pe encem pe se aos obje os em ques ão. O
se humano é o obse ado e o abs a o e não o po ado ou o "p op ie á io" de
um "obje o ma e ial". A gênese de concei os baseados em "obje os de
pensamen o", no en an o, obedece a di e en es mecanismos, como a discussão de
"obje os de pensamen o" e o consenso sob e as ca ac e ís icas do concei o
esul an e. Uma de inição ala gada de "concei o" pode ia se a seguin e: concei o:
unidade de conhecimen o cons i uída po odas as ca ac e ís icas (pa es de
conhecimen o) in e subje i amen e econhecidas e aco dadas po uma
comunidade p o issional num de e minado momen o; Tem um ciclo de ida
de e minado pela dinâmica da cognição. (Pich 2009: 11) Pode se sábio es ende
ligei amen e a úl ima pa e da ase, lendo ago a: " em um ciclo de ida
de e minado pela dinâmica cogni i a e social".
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2. As Minhas Suposições
1. Os concei os sociais são p edominan emen e in e e
ansdisciplina es. 2. Ce os ipos de concei os sociais podem se
al amen e no ma i os. 3. O ciclo de ida dos concei os sociais é
p incipalmen e de e minado po a o es sociais.
4. A maio ia dos concei os sociais são cons uções.
5. Mui os concei os sociais são in luenciados ou baseados em
ideologias ou eligiões.
6. Os concei os sociais es ão abe os à negociação, à in e p e ação e a
ou as in luências.
7. Os concei os sociais podem so e mudanças súbi as ou g aduais.
2.1 Os concei os sociais são p edominan emen e
in e e ansdisciplina es
Qualque comunidade, seja ela chamada de p imi i a ou al amen e ci ilizada,
é go e nada po ce as leis esc i as ou não esc i as, eg as e i os que
o necem um e eno comum pa a os memb os da comunidade. O "aco do"
é equen emen e alcançado po consenso áci o e é exp esso em
concei os. Po exemplo, o domínio ju ídico como uma magni ude social e
socie á ia pode se di idido em duas g andes á eas concei uais:
1. Concei os pe encen es ao campo de conhecimen o elacionado com a
ju isp udência, suas aplicações, documen os, e c. Aqui encon amos
p edominan emen e eg as e p esc ições e as suas mani es ações p á icas.
2. Concei os e objec os aos quais de em se aplicadas p esc ições legais.
Es es concei os podem basea -se em qualque um dos ipos de obje os
indicados na igu a acima.
Anúncio 1. O concei o de "comp a" pode es a elacionado a obje os
ma e iais ou ima e iais de quase odas as á eas da ida. Um ca o, bem como
um di ei o ou um se iço podem se comp ados. Um di ei o - cla amen e um
concei o social - pode se ele an e em domínios mui o di e en es, po
exemplo, no comé cio, na sucessão, numa cons i uição (po exemplo, os
di ei os humanos), em p ocedimen os ju ídicos ou adminis a i os, e c. Os
se iços são o e ecidos, comp ados e endidos em quase odos os amos da
sociedade, seja o cabelei ei o, uma emp esa de na egação ou o conselho de
um ad ogado. Anúncio 2. Um obje o ou um concei o pode se ele an e em
conexões sociais mui o di e en es. Um ca alo pode se obje o de segu o, de comé cio, de p odução de ca ne, de oubo, elacionado a á ios ipos de despo o, um pacien e no
1Te minologia | 2013 | 20 e e iná io, um obje o de pesquisa zoológica, e c. O
oco social muda, o concei o ou obje o, no en an o, pe manece o mesmo. Pode
se chamada de ansdisciplina idade de um obje o ou concei o.
2.2 Ce os ipos de concei os sociais podem se al amen e no ma i os ou
mesmo p esc i i os. A coe ência in e na de uma sociedade é assegu ada po
no mas que de e minam as elações en e os indi íduos. A legislação de um
Es ado, po exemplo, é no ma i a e incula i a pa a odos os cidadãos ou pa a
ce os g upos limi ados. Po exemplo, o concei o de "pagamen o de impos os"
ou de "educação ob iga ó ia" pa a g upos de pessoas cla amen e de inidos é
p esc i o po lei. No en an o, as no mas e eg as são ei as pelo homem e,
po an o, dependem de uma a i ude ge almen e acei a den o de uma
sociedade ou podem se impos as a uma sociedade po o ça ex e na, po
exemplo, po e o , ocupação ou golpe de es ado. As no mas podem se
desen ol e de aco do com e en os his ó icos ou de ou o ipo, como
e oluções ideológicas ou c ises econômicas. Isso implica que a p esc ição e a
no ma não são cons uções absolu as.
A im de acei a e aplica qualque ipo de ecei a, numa democ acia
de em se p eenchidas ce as condições, po exemplo: • uma no ma
é uma magni ude dinâmica;
• uma no ma é negociá el;
• uma no ma em de se acei a pelo menos pela maio ia dos memb os
da sociedade;
• a in acção de uma no ma implica uma sanção; • a sepa ação
de pode es isa uma p esc ição legí ima;
• e c.
Em comunidades não go e nadas democ a icamen e, algumas dessas
condições são di e en es, po exemplo, • a acei ação pela maio ia de uma
sociedade não é cen al ou mesmo necessá ia;
• uma no ma não é li emen e negociá el; • não exis e a sepa ação de
pode es; • a in acção de uma de e minada no ma po ce os g upos da
sociedade pode se desejada, po exemplo, o u a ou co upção;
• e c.
1 He ibe Pich | Concei os como e lexo das mudanças sociais Na p á ica,
podemos obse a o caso de que os concei os das no mas básicas podem se
al e ados, embo a os e mos sejam mais ou menos delibe adamen e
man idos inal e ados a im de dis a ça ou jus i ica as mudanças sociais.
No en an o, qualque no ma ou ecei a eque , a longo p azo, jus i icações
mo ais e é icas a im de susci a ou des u a da acei ação social. Além
disso, qualque no ma ou p esc ição implica, po na u eza, um aspec o
empo al. Independen emen e do ipo de ecei a, nenhuma delas pode se
e e na; A e e nidade a es e espei o signi ica ia uma es agnação social
e e na. A ealidade, pelo con á io, e le e a "dinâmica das no mas" de
aco do com a e olução e as mudanças sociais.
2.3 O ciclo de ida dos concei os sociais é p incipalmen e
de e minado po a o es sociais
O ciclo de ida de um concei o pa ece se ácil de de e mina - de e ha e um
pon o no empo em que o concei o é "nascido" e ou o pon o no empo, quando
o ciclo de ida e minou. No en an o, na ealidade, pode se di ícil ixa esses
pon os em um eixo de empo. Além disso, é p eciso dis ingui en e o ciclo de
ida e a exis ência "e e na" de um concei o (Pich 2008: 287 ).
P agma icamen e, pode-se de ini o ciclo de ida como o pe íodo de empo em
que um concei o é conside ado co e o e, como al, em uso a i o. Po exemplo,
o concei o de " ilho ilegí imo" e a a é 1983 um impedimen o pa a ecebe as
o dens sag adas de aco do com a lei da Ig eja Ca ólica Romana. Nes e caso, é
possí el de e mina exa amen e o im do ciclo de ida. Em ou os casos, como
o concei o de "pe seguição de b uxas", pode se possí el de e mina quando
oi p oibida po lei, mas e a ealidade social? Em algumas egiões, o ciclo de ida
e minou de ini i amen e, em ou as pa ece du idoso, pelo menos em ce as
classes sociais menos educadas. O im de um ciclo de ida concei ual não é
idên ico à "mo e" de um concei o. Os concei os não podem mo e . Um
concei o é de inido como "unidade de conhecimen o", po an o, a mo e de um
concei o se ia igual à pe da pe manen e de conhecimen o. A humanidade
ica ia sem consciência da sua e olução in elec ual e da sua his ó ia. Po
exemplo, ainda conhecemos o concei o de "é e " como "subs ância na ciência
an iga e medie al"; já não o usamos nes e sen ido, po que é econhecido como
also; No en an o, o concei o ainda dispõe do conhecimen o de que e a
po ado .
Um concei o pode cai no esquecimen o, mas en ão emos que ala de uma
lacuna no nosso conhecimen o a ual sob e es ágios an e io es de conhecimen o causados po um
5Te minologia | 2013 | 20 a iedade de ci cuns âncias possí eis, po exemplo,
quando qualque o ma de ep esen ação de concei o é pe dida ou não é mais
comp eensí el. No en an o, exis e pelo menos a pe spec i a eó ica de
ecupe ação de concei os pela pesquisa (Pich 2010: 24), como acon eceu, po
exemplo, com os an igos concei os egípcios quando os a queólogos o am
capazes de le os hie ógli os egípcios. O ciclo de ida dos concei os,
especialmen e nas ciências na u ais, e as suas aplicações, pode se delimi ado
pelos concei os de " e i icação" e " alsi icação", "necessidade de uma solução
écnica" e " im da sua aplicação". Consequen emen e, a cognição é o pa âme o
dominan e nas ciências na u ais.
2.4 A maio ia dos concei os sociais são cons uções
Mui os casos de o mação de concei os na sociedade começam com um
sen imen o pouco cla o e di uso de necessidade de escla ece um ce o
es ado, p oblema, s a us ou condição. A endência ge al é encon a uma
solução; No en an o, a sociedade como um odo di icilmen e é capaz de inicia o
p ocesso de busca de soluções. Mais equen emen e, encon a emos
indi íduos p opondo possí eis soluções en ando desc e e ou explica seus
pensamen os indi iduais. Po ou as pala as, p opõem os seus "objec os de
pensamen o". Esses obje os podem se conside ados a ma é ia-p ima pa a um
possí el p ocesso de c iação de concei o pos e io . Os obje os êm
p op iedades - não ca ac e ís icas - e essas p op iedades, quando o nadas
comunicá eis pelos po ado es indi iduais, podem se o na a base pa a um
p ocesso de cons ução de concei o. Es e p ocesso ge almen e assume a
o ma de uma discussão de escla ecimen o com a gumen os a a o e con a
ce as p op iedades. Idealmen e, o esul ado de al p ocesso, que se baseia
num aco do sob e p op iedades desejá eis e acei á eis, é um concei o
cons uído. As p op iedades aco dadas cons i uem en ão a in enção exp essa
po ca ac e ís icas, que são a condição p é ia pa a pode o mula uma
de inição. É ób io que, nes e ipo de p ocesso, os "obje os de pensamen o"
indi iduais não passam po uma abs ação em que apenas p op iedades comuns
de uma classe de obje os podem ob e o s a us de ca ac e ís icas, o que de a o ep esen a um p ocesso de edução, po que qualque abs ação é educionis a po na u eza.
Na u almen e, nem odos os aglome ados de "obje os de pensamen o"
indi iduais le a ão a um no o concei o cons uído, po que a acei ação pela
sociedade é um a o impo an e e es e a o inclui o pode de ejeição.
Es e p ocesso pode se ilus ado pelo seguin e exemplo: um condado
expe imen a desemp ego, in a-es u u as subdesen ol idas e mui o pouco
u ismo, mas em uma paisagem p ís ina, uma his ó ia in e essan e, an igas
1 He ibe Pich | Concei os como e lexo das mudanças sociais edi ícios e um
belo lago. Algumas pessoas de lide ança são de opinião de que em de se ei o
algo, po exemplo, pa a p omo e os ac o es posi i os a im de neu aliza os
elemen os nega i os. A adminis ação do condado decide cons i ui uma
comissão de cinco pessoas. Cada uma dessas cinco pessoas em suas idéias
indi iduais sob e uma solução. Como p imei o escla ecimen o, conco dam em
o alece o u ismo. Mas como é que az? Cada pessoa desc e e suas ideias
(obje os de pensamen o) e uma lis a de ideias (p op iedades) é ge ada e
discu ida. Es e p ocesso pode demo a e implica longas a gumen ações a
a o e con a an agens e des an agens, consequências económicas e
ecológicas, o mas de ealização, e c. Po úl imo, conco dam na c iação de um
p omo o do u ismo com unções, ob igações e compe ências de inidas. Es a
p opos a - na ealidade um concei o com uma in enção de inida - é ap esen ada
ao conselho do condado como au o idade decisó ia. Lá, a p opos a é no amen e
discu ida e al ez e isada. O esul ado é um no o concei o com a in enção inal
de "p omo o do u ismo do condado". Um exemplo nega i o pode ia se a
p opos a de aboli o celiba o na Ig eja Ca ólica Romana. Es a p opos a, que oi
ap esen ada á ias ezes nas úl imas décadas, oi ejei ada; Isso signi ica que
o concei o de celiba o pe manece inal e ado e em igo .
2.5 Mui os concei os sociais são in luenciados ou
baseados em ideologias ou eligiões
É um ac o que uma sé ie conside á el de concei os elacionados com o
compo amen o social êm o igem di ec a ou indi ec a em con icções
eligiosas ou ideológicas. Po exemplo, concei os da legislação
nacional-socialis a, como a "con aminação acial" (Rassenschande) e a
" esponsabilidade de pa en esco" (Sippenha ) ou da legislação comunis a
ussa, como a "p op iedade comum" (kolek i na соб s en nosť), a
"colec i ização" (kolleктивизация), a "G ande Pu ga" (чистка), a
" ans e ência de população" (депортация) ou a "dekulakisa ion" (раску ла чи вание).
Ou o exemplo é a "limpeza é nica" de inida como um p ocesso ou polí ica de
eliminação de g upos é nicos ou eligiosos indesejados po depo ação,
deslocamen o o çado, assassina o em massa ou po ameaças de ais a os,
com a in enção de c ia um e i ó io habi ado po pessoas de uma e nia,
eligião, cul u a e his ó ia homogêneas ou pu as. No caso de concei os
in luenciados pela eligião, podemos dis ingui ês ipos:
1Te minologia | 2013 | 20
1. Concei os que su gi am po e elação di ina, po exemplo, os Dez
Mandamen os. No c is ianismo, são os undamen os é icos e mo ais da
legislação ci il e penal e de seus concei os. Os Sac amen os da Ig eja Ca ólica
Romana são "sinais e icazes de g aça, ins i uídos po C is o e con iados à
Ig eja, pelos quais a ida di ina é dispensada a nós". (Sac amen os da Ig eja
Ca ólica […] Wikipédia). 2. concei os que se baseiam em um dogma, po exemplo, o
concei o de "in alibilidade papal" é de inido como um dogma da Ig eja Ca ólica
Romana que a i ma que, em i ude da p omessa de Jesus a Ped o, o Papa é
p ese ado da possibilidade de e o "quando, no exe cício de seu ca go de
pas o e mes e de odos os c is ãos, em i ude de sua sup ema au o idade
apos ólica, ele de ine uma dou ina sob e é ou mo al a se man ida po oda a
Ig eja" (In alibilidade Papal) O Islã p oíbe a con e são pa a qualque ou a
eligião, embo a a su a co esponden e do Alco ão não o exp esse
di e amen e. A sanção legal em mui os países islâmicos é de aco do com a pena
de mo e da Sha ia. Assim, es e concei o pe ence ao dogma ou p incípios do
Islã. 3. Uma ez que um dos obje i os de uma eligião ou de uma ideologia - às
ezes a di e ença é mínima - é guia , con ola e a é mesmo domina uma
sociedade, um ce o núme o de concei os que e am o iginalmen e eligiosos ou
ideologicamen e baseados êm um duplo papel - um eligioso e um secula .
No en an o, a ligação en e es as duas es e as pe manece mui o
equen emen e ób ia. Po exemplo, na Ig eja Ca ólica Romana, o
casamen o é um sac amen o, o que signi ica que um casamen o só pode se
dissol ido em casos mui o especiais; No malmen e é anulado. De aco do com
o di ei o ci il de mui os es ados secula es, um casamen o pode se
dissol ido sem quaisque obs áculos ideológicos ou eligiosos. No en an o, no
di ei o alemão, po exemplo, o casamen o eclesiás ico e o casamen o ci il
a iam em sua o ça; O casamen o ci il é o p imei o e ob iga ó io passo com
o ça legal. Na Dinama ca não há dis inção legal en e um casamen o eclesiás ico e um casamen o ci il.
Ou o exemplo pode ia se o ma í io au o-in ligido de um e o is a suicida
que ecebe sua ecompensa no pa aíso. De aco do com uma ce a
in e p e ação de uma eligião e ideologia, é um concei o posi i o. Ou as
dou inas islâmicas conside am o suicídio, independen emen e da azão, um
pecado g a e. O Islã, como ou as eligiões ab ahâmicas, ê o suicídio como um
dos maio es pecados e é o almen e p ejudicial à jo nada espi i ual de alguém.
Um e sículo do Alco ão ins ui: "E não os ma eis, po que Deus é o mais
1 He ibe Pich | Concei os como e lexo das mudanças sociais
Mise ico dioso pa a ocê. […] Alco ão, Su a 4 (An-Nisa), e sículo 29. Além
disso, Ja a al-Sadiq, o sex o imã xii a, disse o seguin e a espei o do
suicídio: Abi Walad disse, eu ou i Aba Abd Allah dize : "Quem se ma a,
in encionalmen e, ele es a á no ogo do in e no pa a a e e nidade"
(Pensamen os eligiosos sob e o suicídio […] Wikipedia).
A pa i desses exemplos, podemos deduzi que os concei os eligiosos e
ideológicos podem se di idi em á ios concei os, como é o caso do suicídio,
onde su giu um pa de concei os com alo es opos os. No caso do casamen o,
o concei o o iginal omen ou um segundo concei o secula . Es as mudanças
são apenas de idas às a i udes e alo es sociais dominan es num
de e minado momen o. Não se de em à cognição.
2.6 Os concei os sociais es ão abe os à negociação, à
in e p e ação e a ou as in luências
A in enção do concei o de "g a idade" di icilmen e pode se negociada; Pode se
discu ido e cien i icamen e p o ado po epe idas expe iências, mas não pode es a
sujei o a a i udes ou opiniões humanas exp essas em uma negociação. Em
con as e com mui os concei os do campo das ciências na u ais, os concei os
sociais conside ados como cons uções es ão abe os à negociação, po que são
baseados em mudanças de ideias humanas. A cons ução concei ual e le e
no amen e ce as ci cuns âncias sociais e es ados men ais que não são
cons uções cons an es; podem se ques ionadas, discu idas, al e adas ou abolidas
de aco do com a al e ação das condições polí icas, económicas, ecológicas,
climá icas ou ou as condições ex e nas ou in e nas. As ci cuns âncias sociais e os
es ados men ais o mam o ambien e men al dos se es humanos; e es es se es
humanos são os "p op ie á ios", "c iado es", "in e p e ado es" e "negociado es"
dos concei os sociais. O concei o de "co ecção polí ica" é de inido como "a a i ude
ou a polí ica de se ex emamen e cuidadoso pa a não o ende ou pe u ba
qualque g upo de pessoas na sociedade que enha uma des an agem, ou que enha
sido a ado de o ma di e en e de ido ao seu sexo, aça ou de iciência" (CED). Es a
de inição pa ece bas an e azoá el e acei á el numa sociedade ci ilizada. No
en an o, a in e p e ação do concei o po di e en es g upos sociais a ia
conside a elmen e, a iando de uma in e p e ação delibe adamen e es ei a que
c iminaliza qualque exp essão c í ica e jus i icada a uma in e p e ação di usa e
diluída que pe mi e quase qualque comen á io dep ecia i o. Nes e caso, a gama de
in e p e ação é ão ampla que, em ge al,