L. KALDIEN. Opinião
Pública e Polí icas de Línguas 287
DISCUSSÕES
LAIMA KALĖDIENĖ
Lie u ių kalbos ins i u as
PONSÓI OPPONÊNCIA E DIGRASO
POLÍTICA OR LIETUVAI REIKIA DIGRASO POLÍTIKOS?
Os esul ados da enque e socioling is ís ica ep esen a i os da sociedade
(sob e eles se á alado abaixo) o ça am mais uma ez pe pensa a polí ica
de línguas da Li uânia, embo a no si e da Comissão Es adual de língua li uanas
haja apenas guias de polí icas de línguas li uanas ( en chamadas es a aline):
De ido à polí ica de língua es a al 20092013 m. gui ių1. Rusų, polkų e ou as
línguas egulação egulação da República da Li uânia es a u o dos
mino i á ios2, de ido ao qual 4-ojo e 5-ojo a igos mui as ezes su ge
neaiškumų. P i ímio da língua Inglesa no espaço público, sem Lei da língua
es a al da República da Li uânia3, um pouco p is abado Lei da República da
Li uânia de p o eção dos di ei os dos consumido es4, e indi e amen e e Lei do
Banco de e mos da República da Li uânia5. O uso e o ensino de línguas no
sis ema educacional, sem os co esponden es leis de educação e ciência,
di e amen e es ão egulados ins uções do minis o educação e ciência, em
escolas supe io es ec o ou decano o dens. Po an o cada língua […] em
sua sabedo ia, suas p óp ias leis, suas p óp ias gai és, e o homem mui as
ezes nãošsi e čia só com uma língua. Se á que assim e de e se o mada a
polí ica de odas as línguas usadas na Li uânia? 1 Ve
h p.www. lkk.l /li /10110 (supe isada 2009 10 25). 2 In o mações do Es ado,
1989, No 34-485. 3 Ibidem, 1995, No 15-344; 2002, No 68-2760.
4 Ibidem, 2007, No 12-488.
5 Ibidem, 2004, No 7-129.
288 LINGUAS
CULTÚRA | 82
Polí icas de línguas do mundo consis emiza e compa a en ou Jacques
Lecle cas da Uni e sidade La alio no Canadá. Ele em 1988 ėmese acumula
documen os egulando a polí ica de línguas de á ios países, p o idenciou
sua adução pa a a língua ancūzas, classi icou e em 1999 publicou na
in e ne 470 documen os egulando a polí ica de línguas de di e en es
países e k aš ų6. Em 2008 ealizou-se uma análise das polí icas de línguas
desses países7. Nossa polí ica de línguas lá é chamada de di e encijuado
es a uso ju ídico polí ica: língua es a al e i i mais di ei os do que
ou as, ambém econhecidas, línguas. Ainda somos chamados de
ep esen an es da polí ica de apoio da língua o icial e exclusi idade em
elação às línguas das nacionalidades mino i á ias. Paisa-se que aos li uanos
ca ac e ís ico pu ibnismo de ensi o, chamado de kalbinis p o ekcionism.
Polí ica de línguas da Li uânia quase não dis inguindo de izinhos e des ino
i mãos la ios e es as polí icas de línguas (mui as ezes somos ambém
ag upados, simila men e desc e idos). Desa o unadamen e, anos zbilgsnį
em al expe iência de polí ica de línguas kupinou a uodą, ejeição de ido Li uânia ealizada de polí ica de línguas qualidade não oi as a genys ma gas, a pasaulis ainda ma gesnis.
VIEŠOJI NUOMON APIE LANGB UZTOJIM Que endo escla ece se a polí ica de línguas execu ada na
Li uânia co esponde às lūkesças de linguagem dos consumido es, suas opiniões ei au asi
du an e a enque e socioling is ina conduzida8. Aplicando quan i a i o mé odo de sociologia
(daugiapakopę ikimybinę a anką), enques ados 1513 habi an es de duas cidades li uanas Vilnius
e Klaipėda ( ão e Kauno) 1574 anos de idade9. A seleção p epa ada assim, 6 Ž .
h p://www. l q.ula al.ca/axl/index.h ml (žiū ė a 2009 10 30). 7 Ende eço Li uano:
h p://www. l q.ula al.ca/axleu ope/li uanie.h m (žiū ė a 2009 10 30). 8 20072009 m. ealizado um
p oje o apoiado do Fundação es a al Li uano de ciência e es udos Kalbų a ojimas i au inė
apa ybė Lie u os mies uose (Mies ai i kalbos) (h p://p ojek ai. e cien is as do ins i u o das
línguas Li uãs. 9 Nemaja au o i e ingos da sociologia c í icos a aliam a académica pesquisas da
u.l /mies aii kalbos/, žiū ė a 2009 10 08). P ojek o ado ė Meilu ė Ramonienė; be Vil-
niaus uni e si e o mokslininkų, jame daly a o Vy au o Didžiojo i Klaipėdos uni e si e ų
opinião pública signi icância e mesmo são endem a k es iona a opinião pública exis is ação
(Blume 1969: 197199). O p incipal a gumen o deles é o de que o conhecimen o social éąs um
complexo enômeno, dependen e da posição do indi ido e suas elações sociais na sociedade,
po an o mechaniamen e seu con agio impossí el. Mui o equen emen e esponden e de ido
ao seu s a us social galįs não e opinião ou pascolin i ela de amigos, izinhos, mídia. Po an o, as
pesquisas mais e le indo a eação emocional e es e eo ipada das pessoas, e não bem
L. KALDIEN. Opinião Pública e Polí ica de Línguas 289 que cada esiden e de Vilnius e Klaipėda
de e ia e a mesma p obabilidade de se in e ogado. Nas en e is as ealizadas nos
esponden es em casa o am o necidas 64 pe gun as: cla i icando-se dos pais esponden es e
dos seus p óp ios e das suas amílias composição é nica, iden idade é nica e local, língua na i a
e não na i a, seus usos e ní el de domínio, usos de línguas no espaço público e p i ado,
peculia idades da caba educacional e desejada dos esponden es e dos seus ilhos, u ilização e
a aliação de a minos e ou a. Um dos não espe ados esul ados oi o que 8 p oc. esponden es
indica am u į não uma, como habi ual, e a é duas na i as línguas, me ade deles isso e a de
li uãos e ussos. Todos es es esponden es são de amílias mix as10. Pe gun a , como sabem
suas línguas na i as, a maio ia dos en e is ados indica am domá-las bem, especialmen e
li uanos e ussos (só 5 po cen o. Li uãos e 4 po cen o. ussos acham que lhes saem
medianamen e esc e e sua língua na i a). 7 pe cen . polkų a i mam que lhes ambém
medianamen e sucessa esc e e , e ainda an o mesmo que polkiškai eles esc e o bas an e
malho. 10 po cen o. polkų ac edi am que lhes não suceba não só lei a , mas ambém ala Sob e.
Už a a é e çdalis ep esen an es de ou as nacionalidades indica am nekaip escan is sua
ma ąja lingua, cua adalis nekaip e skai an ys, e 12 p oc. esponden ų esą di ícil mesmo ala
sua ma ąja lingua. e Embo a oi espe ė ase que odos os esiden es li uanos bas an e bem
conhecem lie u iškai e usiškai, mas que apenas 1 p oc. dos pa icipan es da enque e indica ão
oda insolan es lie u iškai não oi nem pens o a. Espė á-se que já mais de 3 po cen o. indica ão
não pagos usiamen e. No en an o 42 po cen o. esponden es de odo não conhece englishka,
mui o pouco que sabe ancúziamen e, a é ês qua elhas apon ados comple amen e não
seuscalbė ų okiškai. By he way, bemokai ns ou peino isiškas neno as ap ende línguas: só
um em quin o ilnius ou klaipėda esiden e decla ou a on ade de ap ende á ios línguas. Tas
penk adalis aplausus ųjų11 já ap ende si ou in en a ap ende inglês de. Nelie u iai e elou que
de línguas li uãs eles ge almen e ap endem eles mesmos lendo, na shindo na in e ne ,
assis indo ele isão uma ão ou de ou a o ma ap endem 27 p oc. apon ados. Daugumas
queixa am-se de que lhes é di ícil ap ende de língua li uanas. Como mais impo an e a mo í a
de ap endizagem eles indica am a on ade de se con e sa com pas e á opinião. Roge is
Hoodas ambém obse a que esą impo an e sepa a o apon amen o público da opinião de
pessoas bem in o madas: as pesquisas públicas podendo se e óneas
(1989: 150–158).
10 Sob e a pe cepção da língua na i a eja Ala Lichačio a. Li uã usų e usakalbių na ó ia
linguagem pe cepção. KK 82, 2009, 253258. 11 Dado que os mais jo ens esponden es e am
cincoolikmečiai, isso, sem a dú ida, as penk adalis e o am es udan es de escolas
secundá ias, e ou os es udan es de escolas supe io es.
290 KALBOS KULTŪRA | 82 li uanos (71 pe cen ), mais do que ečdalis es udam
po espei o ao país, 29 pe cen . po melho es pe spec i as de abalho.
Pedidos que a aliassem as línguas, quase odos os esponden es disse am
que pa a eles a mais boni a e habi ucí ia es á a sua língua na i a. Língua
Lie u ių conside a necessá ioíssima na Li uânia, po que ela esan i
adequamíssima nos campos de negócio e de mais al a ciência, na pública ida.
P es ižiškiausia quase não unibalsamen e econhecida inglês em língua. Como
e de ia espe a -se, no os esponden es melho conhecem li uãos e inglês
línguas: apenas 1 p oc. nelie u ians indica nunca ne ašan ys lie u iškai.
Víde es esponden es mais eqüen emen e en am se ala bė i usiamen e do que angliškai, e jo ens a in e sa.
Jo ens mais sen em a in luência da globalização: di e en e do globalização
apa iška não nepa adis o que mesmo 14 pe cen . mui o jo ens pessoas se
conside am acima de udo cidadãos do mundo ou eu opiečiais. Nau ina
iden idade é pa a eles esą nelabai impo an e, mas sua ma ąja língua eles
conside am língua li a ians. Não inespe čiais des e inqué i o sujei o pode ia
se conside ado o que a é me ade apon ados que iam deixa seus ilhos em bílilbes lie u iųanglų mokyklos.
Especialmen e o desejuaja jaunesnieji.
SHVIETIMO POLITIKA DL KALB PASIRINKIMO Uma das mais impo an es pe
enquisas a exp essškėjusių p oblemas é a escolha da linguagem (o línguas)
de ensino isando e icazmen e mais memb os da sociedade de comunicação.
isso não só é amplamen e discu ida na sociedade, mas é esols ina e línguas
polí icas, pa icula men e na á ea de planejamen o educacional Sob e.
Pa il da sociedade inclinada a acha , que a p incipal língua de ensino na
Li uânia de e ia se li uanos, po ém há não poucos manchando, que o ensino
pode oco e em á ias línguas, pa icula men e en a izada a necessidade do inglês.
Em odo o mundo, c esce incessan emen e a impo ância da língua inglesa,
sua in luência di e a pa a as línguas nacionais, ambém b ilhando seu e ei o
no s a us das línguas nacionais (Liddicoa , Baldau 2008). Būdama es a al,
Li uânia língua é amplamen e usada na Li uânia, po ém mundo macu emesculsi
inglês in luência do inglês em apa iškų e no nosso país, pois e aqui inglês
p es ižas do idioma não a um é mais impo an e do que seu p óp io p es ižą do
idioma. Assim su ge ameaça ambém ao sis ema ecoling is ino da Li uânia12.
12 Ekoling is ika adosi na úl ima década do passado século, isso ipo socioling is ica, cuja
obje i o é linguagem ou línguas uncionamen o na sociedade pesquisas, ansmissão pa a
L. KALDIEN. Opinião Pública e Polí icas de Línguas 291 Uma Análise da si uação
educa i a secundá ia do a ual sis ema educacional mos ou que embo a o
social necessidade de ensino de inglês esg essasse já an e io men e (ano
académico 20062007 86 po cen o dos alunos de escolas de ensino ge al mokėsi
inglês, 47 po cen o de usso, 18 po cen o de alemão, 3 po cen o de ancês;
aigi 20062007 anos de ensino um ap endiz do ensino secundá io mokėsi 1,6 língua
es angei a13), mas a polí ica educacional da Li uânia não oi em empo
po cionada de modo que sa is izesse as necessidades dos cidadãos. 2009 m.
in oduzido p ecoy assi ensino de inglês em escolas p imá ias a pa i an os
classees ga gu se se á bem sucedidos, pois al a al a de p o eso es de inglês,
is o bons especialis as po causa ela i amen e péssomo emune ação
nãoina abalha em escolas. Anglų língua az isoke iopą e ei o na p óp ia
línguas li uãs: quan o menciau moca-se angliškai, o mais nãop ognosciada
aquela língua in luência e in e e encia. A polí ica o icial de línguas na
Li uânia é ocupada po posições de ensi as, não es á p epa ada língua li uãs
puoselė i e ugdy i no os ambien es: em ou os países já é implemen ado,
po an o ne uks i i i e à Li uã subs i ui inis, in eg alusis, ensino de dois ou
mesmo á ios línguas du an e a mesma lição. Que o s a us da língua em
signi icações pos e io m ao seu des ino, mos a e isso, que a língua li uânica
como nemim ąją é ap endusi absoliu i maio ia nelie u ių piliečių. I in posi i a
pos u a pa a a necessidade de paga a es a al língua li uânica pode
explica -se assim mesmo, como e pos u a pa a inglês língua paga .
Apibend inando pode dize -se que a sociedade Li uã nadaco não di e e de
ou os países eu opeus sociedade, pois pe cebe a ual Eu opa, de pa e e do
mundo, p incipais comunica i os línguas, . y. ingles línguas, impo ância em
sua e seus ilhos ida. Mui os daqueles en e is ados, que desejam de escolas
bilingües, shi okí ize am sua decisão in ui i amen e, sem e nem ou ido
sob e as mais ecen es polinkias de ensino de línguas e adas (plg. Fe guson 2006).
APENIBDRINAMOSIOS NOTABOS
às línguas usadas na Li uânia c iam sepa adas polí icas de linguagem: lie u ių kalbos poli ika
ūpinasi Vals ybinė lie u ių kalbos komisija, usų, lenkų, ki ą ma a imą: lygiag ečiai
in es igamos an o línguas, an o e p óp ia isuomenės unkciona imas. Líbuns ecológico
con ex o de pesquisas undado é conside ado Michaelis Hallidayus, 1990 m. publicado a igo
New Ways o Meaning: he Challenge o Applied Linguis ics. 13 Ve
h p.www.smm.l /s ie imo_bukle/docs://apz algos/S ie imas_ egionuose_2007.pd ( isualizada
2009 09 21).
292 KALBOS KULTŪRA | 82 gudų i ki ų au inių mažumų Tau inių mažumų i
išei ijos depa amen o onde se ia p e is a de odas a i amen e na Li uânia
us ojamų línguas pe spec i as, c iada ien isa kalbų poli ikos izija.
p ie Lie u os Respublikos Vy iausybės, anglų kalbos p iežiū a a i enka
Š ie imo i mokslo minis e ijai. Reikalinga bend a in eg uo a p og ama,
Socioling is inė pesquisa dos habi an es da cidade ajudou a escla eça a opinião
pública em alguns opiais assun os de polí ica de línguas. Um dos sé ios
necessidades é o que a me ade apon ados exp essou desejadação de seus
ilhos deixa em d ikalbes Li u iasanglas escolas. A ae- a-se a a enção que
quase me ade dos esponden es comple amen e não conhece inglês, embo a a
conside e p es ijiškiausia. Nãoa isso, mui os deles, especialmen e y ėlesnių,
nem encionam ela ap ende . Ou o yškėjan is e p eocupimą le an an e
polinkis é ap esen amen o po causa nacionalidade iden idade poslinkiai:
šeš adalis aplausus ų jaunų žmonių apsesp endė bū i ne lie u iai, o eu opiečiai
a ba pasaulio piliečiai. No en an o, um dos mais dí idos esul ados da pesquisa é
o a o de que quase odos os esiden es de g andes cidades da Li uânia pagam
Li u iamen e, embo a an es de pa á décadas sob e ais esul ados não ossem
ha endo nem possí el pas ajo a.
LITERATŪRA
Blu m e H. 1969: Public Opinion and Public Opinion Polling. – H. Blume .
Symbolic In e ac ionism: Pe spec i e and Me hod, Be kley: Uni e si y o Cali-
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index.h ml (žiū ė a 2009 10 30).
Lid d icoa A., Baldau R. B. 2008: Language Planning in Local Con ex s:
Agen s, Con ex s and In e ac ions. – A. Liddicoa , R. B. Baldau (eds.), Lan-
guage Planning in Local Con ex s, Cle edon: Mul ilingual Ma e s L d.
Recebida 2009 11 10
L. KALDIEN. Opinião Pública e Polí ica
de Línguas 293 PUBLIC OPINION AND
LANGUAGE POLICY
Summa y
The pape se s ou o examine i he p esen language policy esponds o he
socie ys needs. A conclusion is made ha p esen ly Li huania has no gene al policy o
all languages used in he coun y; i only has a ce ain a i ude o med owa ds he
s a e Li huanian language and legal basis es ablished o he s a e Li huanian
language. Any o he language can adop some pa s o he laws o dec ees o he
Go e nmen . Como mos ado pelos esul s de a ep esen a i e sociolinguis ic
esea ch Language Usage and Na ional Iden i y in he Ci ies and Towns o Li huania
(Ci ies and Languages), a si uação não esponde às needs o he socie y and he
changing li e.
P esen ly, issues o using and eaching English a e o special impo ance. A sea ch o a
be e job de e mines ha he socie y mani es s an inc eased need o lea n English;
howe e , he e is nei he adequa e plan o measu es o be implemen ed no esou ces;
he e a e no quali ied specialis s ei he . The socie ys eques ha bilingual
lea ning/ eaching should be s a ed a seconda y schools has been a he unexpec ed.
LAIMA KALĖDIENĖ
Lie u ių kalbos ins i u as
P. Vileišio g. 5, LT-10308 Vilnius
Laima. K[email p o ec ed]