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Filosofija ir gimtoji kalba

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Filosofija ir gimtoji kalba

Author: Naglis Kardelis
Year: 2023
DOI: 10.35321/all89-13
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/2288/2360
Įž algos / Insigh s 285
NAGLIS KARDELIS
Uni e sidade de Vilna
ORCID id: o cid.o g/0000-0002-2179-3754 Mokslinių y imų
k yp ys: kalbos iloso ija, An ikos iloso ija,
Vidu amžių iloso ija, eligijos iloso ija.
DOI: doi.o g/10.35321/all89-13
FILOSOFIJA IR GIMTOJI KALBA
Klausima, pela qual ala ilóso o de e iloso ua , pa ecê, é mui o simples, como e a
espos a a ele: iloso ua de e iam a língua, pela qual é mąs oma pois iloso ia
s ichija é pensamen o, só não qualque que, e p ecisamen e p akalbin o e įkalbin o
pensamen o s ichija. Se não há comple amen e n au ėjęs, homem mês o em
na ąja língua, e ainda mais p ecisamen e dizendo, ma inas língua, en ão a
espos a à pe gun a, pela qual língua mais ike ia iloso ua , já de si mesma pa ece
comple amen e cla a e simples, especialmen e olhando do pon o de is a co idiana e
pessoal expe iência: iloso ua de ė ų na ma ąja língua, ma inas língua.
No en an o, a ques ão em que língua ilóso o de e ia iloso a , apesa de sua eal
ou supos a acilidade, é um essencial p oblema iloso inis, exigindo e lexão e
gilesnės eo icas analises. Embo a a expe iência co idiana e saudá el aciocínio
co espondinha p imá ia ne e ek uo a in uição, que iloso ua mais ik e na
ma ąja língua, conside y ina co iga simplesmen e em si, p e e idau ina
ap esen a e es a insj algà pa emian es eo inių a gumen s isso e
p ocu a emos aze nes e a igo. No en an o, po que de emos em ge al le an a
e conside a es a ques ão? É ele a ual e po quais azões conc e as pa a os
cuidado es da língua na i a e pa a os p óp ios ilóso os? Tal ez seja possí el
igualmen e bem iloso a em qualque ou a qualque língua pos e io men e
ap endida, en ão iloso a em línguas es anhas nada nep o anda nem língua na i a, nem a p óp ia iloso ia?
Zolme endo o olho na secula his ó ia da iloso ia emos cla amen e, que absolu os
maio ia dos g andes pensado es começando An ika e e minando nos nossos
empos seus ilosó icos eikalos esc e ia ma ąja língua. É possí el imagina
Pla ão e A is ó eles, o almen e e po esc i o iloso a usius ou o do que eląja
g eikos lingua, ambém e Soc a es (no s ele nada ne ašė), šnekinusį A ênai cidadãos
ou comunic a usį com o seu p óp io in e no daimono alguma alguma s e imšalių
lingua? Ou Kan ą, Hegelį, Nie zscheę e Heidegge į, iloso a usius não ocalmen e? E
an o mais Sa ea ou De ida, composi o es não ancoziamen e? No en an o, na
his ó ia da iloso ia secula exis em casos, quando do mais al o ní el eó ico e da linguís ica aiškos su ileza ex osi
NAGLIS KARDELIS
286 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX o am c iados e negim ąja língua. Os mais
b ilhan es, embo a e não os únicos, exemplos la yniškai pa ašy i Medu amžių
scholas inės iloso ijos a s o ų, p incipalmen e s . Tomo Ak iniečio, lojas.
Alguns alguns pensado es omênios, an ai Cice o, a elha língua dos g egos
sabiam ão pe ei amen e, que não só aduziu de ela em na i íssima la ynas
kalbą Pla ono dialogus, be i gebėjo g aikiškai iloso uo i bei saky i e o ines
língbas, po ém mesmo e Cice o iloso ines la ynas pala as c iado seu
pensamen o e p onoba pode es melho excludeu na i íssimas la ynas línguas
s ichijoje. In elek ualusis impe a o ius Romos Ma cas Au elijus du an e jigio de
gue a g eikiamen e esc e eu ne iešin iną, só pa a si pačiam des inada a
dieno aš į. Após a mo e ca edja es es apon amen os, nos quais negim ąja
língua a si mesmo ab e i in imamen e sen idos de ida ieškančios sielos eslépinia,
o am lançados, pode íamos dize , con a a p óp ia au o iaus on ade e a pa i
daquele empo conhecidos a odo o mundo pelo nome iscalbingu dado pelos edi o es Sau pačiam.
A sig ęžę à his ó ia da iloso ia li uana emos, que LDK emposia anąją Li uânia
iloso iją á ios ep esen an es das nações i ências nes e es ado, en e eles e
e nismos li au os, kū ė p incipalmen e la yniškai isso lėmė en ãois la ynų kalbos, como
uni e salios eu opinio mokslo plė os i sklaidos e pės, s a usas. Mode niosios
Li uânia iloso ia kon ū ai ėmė yškė i XIX a. inal, começėjus ao nacioninio a gimimo
sąjūdži, cujo šaukliai puikiai pe cepė e nos seus esc i os cons an emen e
en a ėžda o a impo ância da na i a língua li a ians a gims ančios nau os
conscien idade budinimui e ugdymui. No en an o e des e pe íodo eminen es pensei os,
ais como S asys Šalkauskis, os quais pode íamos conside a pais da mode na Li uânia
iloso ia s eigėjais, iloso ia dak a o disse ação esc i as negim ąja língua, seus
au o es es udando no es angei o. Embo a S asys Šalkauskis, P anas Ku ai is,
An anas Maceina, Juozas Gi nius e ou os p oeminen es pensado es li uanos
en euka io excelen emen e pudessem esc e e ex os ilosó icos em línguas
es anhas, sua con ibuição pa a a iloso ia da Li uânia mais a aliamos endo em con a
a esses pensado es Li u iamen e esc i os ex os ilosó icos e p óp io abalho
iloso ines de c iação da língua li uanas, pa icula men e a o mação da e minologia
da iloso inha li uana. Iskolbingo e en euka io Li uânia caso do ilóso o usos Le o
Ka sa ino: es e mąs y ojas língua li a ians ap endeu eik obulai, ad įs engė
lie u iškai esc e e não só iloso ia e cul u a his ó ia eikalus, mas e au o inius
ex os ilosó icos, po ém, não obs an e isso, alo íssimas iloso inie e eologiniai
Ka sa ino ob as esc e e gim ąja usas.
Não é di ícil islumb a uma ce a dêsningidade, ligada àciguada a conc e os
ambien es his ó icos, explican i as, po quê em ce os pe íodos de desen ol imen o
da iloso ia pensado es inham que iloso ua nemi ąja língua: cada ez que na
Eu opa, em qualque ou o ci ilizaciniame a eale ou em odo o mundo escala, uma
ce a cul u a conc e a e com ela elacionada língua, como aquela cul u a aiškos
e pė, o na am-se a maio ou meno g au de uni e salidade, es a cul u a e a egião
Filoso ija i gim oji kalba
his o ica i am. Não só cul u ais dominuojanças lingua anca p es ižas, mas e
mesmo cul u á ias bem acadêmicas comunicações acil inamen o lemda o de uma
ciência e cul u a s e e. An ai c is ioniškoje Medu amžių e Naujųjų amžių Eu opa
judeus nacionalidade mąs y ojai seus ilosó icos eikalus esc e eu la yniškai, e
a ki os uni e salia apusios a ne o maliai okia p ipažin os kalbos įsigalėjimą
islamo ci ilizações a eale a abiškai. Įspus e eslo bigo genialaus judeus ilóso o e
poe a Saliamono ibn Gabi olio (A iceb ono) exemplo: eligiosa e seculia ią poesia ele
kū ė heb ajiškai, e nãoap as o sub ilumo iloso iją a abiškai. No geog a ico a eale,
no qual longo empo cul u almen e domina a a ci ilização da Índia, de á ias nações
pensei os esc e e am seus ex os ilosó icos ge almen e sansk i o, que e a a
lingua anca o a ealo.
Reconhecendo que oda e dadei a ciência ob igąs se uni e salus seu con eúdo
bem o ma e uni e salmen e álido, ambém conside ando que a iloso ia é de
ce o ipo de ciência, não é di ícil pe cebe , po quê, susci loscos a ce as
ci ilizacinhas ci cuns âncias, da iloso ia e a espe ado que ela se o nasse uma
ciência uni e saliu, c iamamu uni e salia lingua. Um ou ou a econhecimen o do
s a us da língua uni e sal ėmėsi p essupos o, que a p óp ia na u eza humana,
como e oda a expe iência humana, sua mais p o unda esme é uni e sal,
independen e dos di e enças cul u ais locais, po isso pode se exp essa
uni e salmen e álidas concei os ilosó inas, as quais, como jus amen e, capaz
de c ia e unidamen e consumi odos os alan es de língua uni e salia iloso ine.
Di e en emen e do que semân ica pon o de is a plas iškoje g ožinių eks ų
kalboje, cuja pala asom ca ac e ís ico mul idia eikšmiškumas e na qual
žaismingai susipina bei pe sidengia di e ine e pe kel ine signi icamēm us ojamų
klodai de pala as, na cien í ica kalboje ope iojama igo osa de inida
signi icação u inčiais e minis. Na u os cisluas us ojamų e mos de, pelos
quais unsakoma empi inė ik o ė, signi ica i os nep iklauso do especí icas
humanas das cul u as peculia idade, ansmi iamo ski ingom línguas ku iamoje
gožinėje li e a u a, e que peculia idade nea spindi. Uma ez que a ciência
especialmen e na u amoclio e mos ca en es de cul u ino speci iškumo, que é
ácil exp essa gim ąja, sua cul u a no solo sub andin a, ala, mas di ícil
ansmi i i ou os, ou as cul u as na u i ão ex eiškiančiomis, linguas, ex os
cien í icos de ido neles us ojamų e minos não é di ícil aduzi em ou as
linguas. Na e dade, não há g ande ou em ge al nenhuma di e ença, pela qual língua
esc i o na u al amokslino ex o, po que, independen emen e do idioma, nele ainda
assim ansmi ida a mesma in o mação cien í ica, em nada ligada a não ligada com
conc e os žmogiškųjų cul u as peculia idade. Quando se conside a que não há
nenhuma di e ença, na qual língua esc e e ex os cien í icos, na u almen e
susi o ma a isão, que a mesma linguas, pelas quais é c iada a ciência, di e sidade e sua nulem a necessidadebê ex os cien í icos aduzi de uma das línguas pa a ou a, só o čia espais i i humanas ecu sosšku
NAGLIS KARDELIS
288 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX adução, a pačiam mokslui não o nece
nenhuma alo adicional. En ão consis en emen e az-se conclusão que, endo em
con a a ciência uni e salidade bem globalidade e com o obje i o de acili a a
cien í ica comunicação, con ém exo a di e en es nacionalidades no domínio do
mokslininkus, kalbančius ski ingomis gim osiomis kalbomis, mokslinio bend-
a imo passa em a alguma alguma uma já ago a ciência línguas amplamen e usadas.
Semelhança como la ynas ala acadêmico Medie ais Eu opa mundo, globalaus nossos
empos ciência lingua anca é o nusi inglês ala. No en an o, mesmo se
achássemos que a ciência do mundo, c iada pela qual seja mesmo uma dominuojança
língua, ele p óp io em si nada nep a as ų, e al ez a é es e aquele e ence ia, ainda
assim e íamos de econhece que conscien e exp op iação de línguas locais do
domínio da ciência mui o despoja iam línguas nacionais e cul u as. A ciência é não
só peculia da elação in elec ual humana com ik o e o ma, mas e impo an e
pa e da al a cul u a, cons i uindo, digamos, sepa adoą egis o de humanas
pa i ies, ad enunciando ao seu di ei o e de e c ia ciência em línguas nacionais,
nós deles elimino á amos ín ea egis o de humanas pa i ies jun amen e com a
mesma lingubinê sua possibilidade aiškos. As ciências e a es isso é a a i idade
espi i ual do homem, sua p akilnia mais espi i ual expe iência cimei a, e se es a mais
al a espi i ual a i idade e expe iência não são in oduzidas e p akalbinadas na
língua nacional, es a pe de aquilo que, ans e el ine signi icado pode íamos
chama de seu opei o e e o, espi i ual e social p es ijão, dignidade, pa auklum e
comuniccinę cha ism, po isso g adualmen e começa a cai e a subi : a pa i da
á ea das habi ações mais baixas pasi usa em uma á ea, que é conhecida como
nacional e nusku du, e a expe iência espi i ual mais al a. A pala a, pela qual já se
ala apenas sob e bul es ki ėje, mais a de neiš idualmen e a sidu s ki ės
šiukšlių kibi e jun amen e com lupenas de ba hões.
Mesmo se não c ia nenhuma alo adicional ao p óp io ciência globalam, esc i a de
ex os cien í icos e c iação de e minologia cien í ica em línguas locais ugdo e
madu a cul u as nacionais, que pelo p óp io seu exis a im e les ėjim con ibuem
impo an emen e à expansão da cul u a mundia. Também é necessá io en a iza ,
que a ciência é es e esse bem mais do que um só na u al amocslis, embo a es e
de ido à sua p ecisão mui as ezes seja conside ado e alão da ciência. Se as
disciplinas humani á ias em ge al conside amos ciências, nomeadamen e ciências
sob e homem, necessá io econhece que žmogiškąją ik o ę eles analisam não só
uni e salidade da žmogiškosios pa i ies, mas e seu localidade aspek u.
Di e en emen e que gam o y a, humani ika, à qual impo a an o uni e salidade da
expe iência humana, an o geog a icamen e no luga quan o his o icamen e laike
besi eiškian i sua di e sidade, não só conside a a peculia idade das cul u as, mas e
especialmen e di ige a ele a enção como maio in e esse e espei o alem obje o
de pesquisa. Embo a nas humanidades ciências ambém se p ocu e c ia ígidos
sis ema de e mos cien í icos, e mesmo essas ciências aze quan o possí el
Filoso ija i gim oji kalba
p ecislesnius, os p óp ios obje os das humanidades ciências, quais elas bebū ų, são
Įž algos Insigh s 289 nea siejamos do cul u as peculia idade, po an o oli g ažu
não é o mesmo, pela qual ala sob e eles são moksliškai alada. Tex os de ciências
Humani á ias, esc i os am só a língua, sem nenhuma dú ida, ambém possí el
aduzi em ou as línguas, po ém não e i ando pelo menos minimalaus
ansmi idos pe da de signi icado ou es o ecimen o. Veicas humani á ias aduzi
em ou as línguas conside á elmen e mais di ícil do que gam o y os, po que
ce os assun os, elacionados com a peculia idade cul u ais, em algumas línguas
pode se mais ácil ao in ocado e melho explicado do que ou as. En ão mesmo se
as disciplinas humani á ias conside amos ciência (e assim aze emos base), em
di e en es línguas esc e e em ex os de ciências humani á ias um pouco
ememo a nessas línguas esc i as ob as de li e a u a g ožinha embo a possí el
um e ou os pelo menos sa is a amai aduzi pa a ou as línguas, nem um dos,
nem ou os impossí el aduzi nep iekaiš ingai, sem maio ou meno al a de
signi icado, excessi o ou de dis o ção. Como língua local esc i o ex o humani á io
em alguma uni e salia conside ada a linguagem da ciência globalizada nunca se á
capazêgo de esse ex o aduzi sem impo an es signi icações a spal ios pe das,
assim e cien is a humani á io, de imedia o en ando esc e e seu eikalão não
gim ąja, e globalaus ciência língua, nepajê de ansmi i suas idéias da manei a,
como às engue esc e e sua gim ąja língua. Obedece a insyg ícios apelos, que e
humani á ios, semelhan e como ep esen an es das ciências na u ais,
longinamen e pe ei ão a uma uni e sal ciência linguagem, a ão ainda mais dano do
que na u al o y os domínio: expulsão de línguas locais de humani ikos se ia já não
só como na u o y os caso só de uma ou ou a língua nacional e cul u a, e jun o e
de odo o mundo cul u a, pob ezação, em si não p ejudicando a p óp ia ciência
global, mas ambém a humanidade mundial, a aniquilação. Naqueles casos, quando o
p óp io obje o de es udo é essencialmen e elacionado com linguas e cul u as
peculia idade, a possibilidade de adequadamen e pe cebe e adek ačiai moksliškai
explica aquele obje o pelo menos em pa e depende e do pesquisado especí ica da língua dado pon o de is a, e em ge al de sub ilios meios de aiškos lingubinės.
Mas ol emos no amen e à conside ação da elação iloso ia e língua na i a.
Audição, o que pe de o ilóso o, ecusando pensa , ala e esc e e em ma ą
língua, es á elacionada com duas ou as ques ões: se iloso ia em ge al é ciência, e
se assim, a quem na o y ai ou humani a ikai ele a imesnis sua na u eza. Na An iga
G écia nasce am a iloso ia Ociden al pode se conside ada de odas as ciências mãe
e lopšiu da ciência. Tan o a iloso ia, quan o suas c iadas ciências su gem do desejo
humano conhece e en ende o mundo que o odeia, é g įs i c í icas aculdades do
pensamen o e cul i uoja acionalos elação com e o e. No en an o, iloso ia
conc e os ciências sup anuncia abs acção o mando me odológicas acessos
aplicas ciências, ela e le e e subend ina ou os esul ados alcançados disciplinas
cien í icas, ad mani es a-se como sup aciência ou ciência sob e ciências
(me amoclas). Be iloso ija, pa icula men e en endida assim como a a pe cebiam seus c iado es g egikai, chamauk a

NAGLIS KARDELIS
290 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX
e lexiona não só a ex e na ealidade, mas ambém o in e io mundo humano,
espi i ual mąs ancioyo expe iência, ambém suge i a e idas isões de
pe kei amen o žmogiškosios se ies. Filoso ia, mesmo se em ce o sen ido ela e
conside ádena ciências, acimamocslu ou me amokslu, oli g ažu não é somen e só
ciência ela gimininga e a es, pois con ieça o mundo não só conhece e en ende , mas
bei ha moniją, a skleisdama nuo empi inių ak ų nep iklausomą e inių i es-
e con emplia sua g andybę, g ožį e inių e čių s i į, abs akčia kalba a ikuliu
es e ina expe iência do homem e e nomadas consequências de suas escolhas.
Klasikinėje se ynių lais ųjų menų sep em a es libe ales samp a oje cla amen e
is a li e homem cul i uojamų menos e ciência giminys ės idėja: pois se em a es
li es podem se chamadas e se em lais aisiais mokslais, po que a s la inis e g ekias
seu p ecu so echnē, eiškian ys meis ys ė am ik oje em de e minada á ea,
pode en a di i an o a a e, quan o a ciência. En e as se e a es libe ais, nós
de ec amos e ais disciplinas, que ago a in oduzi íamos como ciências,
nomeadamen e a i me icam, geome iją e as onomiją, e ais, que sem hesi a
conside a íamos menu, an ai música. Klasikinę ciências e a as giminys ės idêškia e
de ynių Mūzų ku uojamos á eas pa e deles ago a in oduzi íamos como mokslus, e
pa e ou a chama iamos menais.
O nascimen o e desen ol imen o da iloso ia na G écia an iga ci cuns âncias
pe ei amen e mos am, como umpa egiška iloso iju conside a só mokslu, não
obs an e o a o de que ela pode se conside ada ciência dos lopšiu, ciência da mãe, de
odas as ciência mokslu ou de ce a ūšies i šmoksliu. Que iloso ia não é só ciência
ou que ela não é simplesmen e ciência ou simplesmen e mais um ciência, es emunha,
en e ou o co, e di e en e his ó ico des ino esul ados de pensamen o ilosó ico,
compa ado com o des ino de ealizações cien í icas. Uma ez po ou a, iloso ia,
di e en emen e do ciência, aspi ando e ela e e namen e álidas dãos da na u eza
e igo osas ma emá icas suas exp essões ab i ul imada e dade sob e eles, nunca
nep e en a a ap esen a de ini i as espos as a undamen os ques ões do se ,
neben o e eceu hipo e icos a ian es de ais de ini i as espos as. No en an o,
apesa des a iloso ia ca ac e ís ica modés ia, nenhuma mais iloso ia c iada
empos an igos não es á obsole a ão be il iosamen e, como qualque qualque
ciência dos empos an igos. An ai, me a ísica dos an igos g egos pe manece
in e essan e e a ual não só pa a a his ó ia da iloso ia, mas e à mode na iloso ia, e
isso, o que chama íamos ísica dos an igos g egos (não an icine, mas p ecisamen e
apsk i ai nesens a – a ba ji nė a linkusi sen i aip g ei ai, kaip sens a mokslas.
mode na da pala a isica signi icado), não es á ak ualu a ninguém, excep o
his o iicos da ciência. Pode íamos jus i icamen e a i ma que a iloso ia Šiuolaikinė
Cul u a Ociden al, desg aça, neišgua dou não só mūziškosios idéias de ciência e
a es, mas e da iloso ia clássica, aspi an es a um olha eó ico ab ange e uni ica
a expe iência das ciências e a es, ao mesmo empo a ele ando a um ainda mais
Filoso ija i gim oji kalba
ele ado ní el de uni e salidade, concepções. Ins umen iniu acionalumu baseia
mode nnoja Ociden e conscienciae a aliamen e nulym isso, o que chama íamos
ciência de Įž algos Insigh s 291 sepa ação do a es, ou ciência e a e, cien í ico e
a ís ico eal o és de expe iência egis os schizma / na mode na cul u a ociden al.
Es e schisma egima não só jelmando mambiu plano em oda a social e cul u al em
con empo ânea sociedade p á ica, na qual ciência e a e mundiai são a um do um
com o ou o nãoconsequen es indai, mas e quan o smulkesniu mas usio na mesma
con empo ânea iloso ia igual, adikalios iloso ines schizmos manei a spli eli em
uma chamada anali ina (a si adusia e p a icacoa p incipalmen e em e as
anglosaxões) e uma chamada con inen al (susi o ma usia na Eu opa con inen al).
Es e iloso iné schizma é undinha mąs an sob e a impo ância da língua na i a à
iloso ia. Anali inė iloso ija se pe cebe e de ine a é não só como ciência, e quase
como gam amokslį ou šiam giminingą sa i os ūšies ikslųjį mokslą. Da an iga iloso ia
g egos he dando acional o que e a o es udo da e dade, ela, desg aça, nãoia pa e
pe deu exis encií, signi icminí do pensamen o ilosó ico. As conquis as em ísica,
neu omoscluas, e oluucinha psicologia, in o mação eo ia, já não ala sob e as mais
ecen es di eções da lógica, lhe bem in e essam e impo am mais do que o que
acon ece em qualque qual disciplina humani á ia. No s iloso ia, omada como odo,
adicionalmen e ebep isci iama a humanidades ciências, mui o impo an e sua
pa e, dig ymos, maio e in luenciingότερη sua pa e, nomeadamen e anali inė
iloso ija, é dehumani a izada e dehumanizada an o que chama -a disciplina
humani ine se ia quase con adic io in adjec o. Anali ís icas ex os de iloso ia em
linguagem os e mos usados são es i amen e de inidos e po isso uni eikšmiai, e
con encionais pala as mui as ezes subs i uíça o mulas logikos. Šių eks ų
kalboje ge almen e niekaip nea spei a nem singulia i egzis encinė expe iência
humana, nem peculia idades de cul u as locais. A o es de ob as de iloso ia analí ica
me odicamen e e i am usa me á o as e ou os opus, po isso ex os de iloso ia
analí ica, como e p ecislições de ciências, compa a i amen e não é di ícil aduzi
pa a ou as línguas. Dado que esc e endo ex os de iloso ia analí ica
especialmen e o mulando a gumen os na i a língua nãouku ia nenhuma alo
adicional, em ge al não há nenhuma di e ença, pela qual língua os esc e e , e dado que
es a di eção his o icamen e susi o mou no mundo anglosaxões, adicionalmen e
ex os de iloso ia analí ica, independen emen e dos seus au o es de nacionalidade,
e ge almen e são esc i os p ecisamen e inglês. Assim são economizados humanos
ecu sos e acili ada cien í ica comunicação, juolab que a p óp ia analí ica iloso ia
kaip lo ynų kalba scholas inėje Vidu amžių iloso ijoje, šiuolaikinėje anali inėje
é quase comple amen e nuesceni icada e pe cebida como cole y inis p oje o de
pensamen o, e não au o ines iloso ines c iação isius. Anais iloso ia em, a qual
pode íamos chama secula izada e nume a izin a des es dias scholas ika, domina
língua inglesa. A ceguei a da iloso ia analí ica des i o à exis ência humana, žmogiškajam busca de sen ido, ambém às locaisas cul u as sa i um, beijo, não o nece nenhum undamen o menciona da iloso ia analí ica conquis as,
NAGLIS KARDELIS
292 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIX que são de e dade imp essionan es, sua
impo ância e undamen alidade ecallan es do con empo âneo
na u al omenslio esul ados.
Di e en emen e do que uni einçmês concei os ope ujon ende na iloso ia analí ica,
na iloso ia con inen al, não obs an e ambém e a ela ca ac e ís ico echniškumo,
ge okai mais emiamasi plas icum da linguagem quo idiana, opines aiškos
eze ais, e pala as e di e en es do mesmo pala a signi icmen os jaysma
api elha-se pa a esmei de in uições ilosó icas. Egzis encialismo, enomenologia,
iloso inė he meneu ika, pos s uk ū alizmo e pos mode nioji ilozo ija ambém
em sua ocabulá ia de e mos especializados, mas a es as co en es de pensamen o
ilosó ico ep esen an es au o es, onde de endendo no os concei os ilóso os,
a sig ęžia e em s ichines i a dailyės pala as pode es, ambém e em pe sonalena
exis encę sua expe iência, que melho é p akalbin i p ecisamen e a sua na i a.
Susidū ę com eikalais pe encen es à adição con inen al da iloso ia cla amen e
egime, que a p óp ia na i a seus au o es de língua az aki aizdžią e nemažą
in luência a língua eiškiamom aos iloso inėms in uições. Algumas quais sub ilios
insigh s de Ma ino Heidegge ou Jacqueso De ida em ge al não podem se sem
g ande signi icação sub e ada anslados em nenhuma ou as línguas, digamos, em
alguma uni e salią linguagem da ciência, al, como an ai inglês ala. Co e amen e
pe cebe Heidegge į pode emos só lendo os okiškuosius seus eikalos o iginalus, e
en ende De ida só gu maniškai gos ando-se do seu iloso inês ancūzų linguagem
de pala as jaysmu o iginais em ex os des e pensado .
Ve dade, e à iloso ia con inen al ep esen ando ilóso os ex os possí el
aduzi em ou as línguas, mas só ap oximeclamen e, não e i ando pe da de
signi icado, es o ação ou não desejadaujamen os adicionais de signi icado
sob eš onių. An ai sob e Heidegge e De ida ex os, como e de mui os ou os
pensamen oi os pe encen es à adição con inen al da iloso ia,
di e en emen e do que sob e a iloso ia analí ica ep esen ando au o es ob as,
ealmen e não podemos dize , que não há nenhuma di e ença, em que língua eles
esc e e . Ob iamen e, que e os p óp ios es es pensado es pe ei amen e
pe cebe am meneda á di e ença eles ce amen e não se ia pamané, que são
capazes seu pensamen o ambém exa amen e exp essa não sua ma ąja língua,
e alguma alguma iloso ia lingua anca. Panašią ilosó icas minças dependomência
da linguagem, pela qual elas eiškiamas, egime e classikinėje iloso ijoje, ku oje
ainda a é nemem o Filoso ia Ociden al di isão em analí ica e con inen al. Embo a a
iloso ia dos an igos g egos, à qual ca ac e iza espei o à acionalidade e a busca
kinių mąs y ojų eks uose is da pulsuoja p igim inės kalbos gy ybė, ad ga-
de uma cla a e ní ida men e, e a con empo ânea ilosó ia analí ica enha não
poucos pon os de condição e comuns aožes, plas iškuose an ilime a i ma , que
an icina adição do pensamen o ilosó ico em alguns aspec os semelhan e e a
con empo ânea iloso ia con inen al. Todos, aos quais e e que le g eikiškuosius
Filoso ija i gim oji kalba
dialogos de Pla ão o iginalus, cla amen e pe cebem, que lhes nunca nep i ilgs nem
p ecisão, nem aiškos o ça nenhuma aduções em ou as línguas. A o ácis
Įž algos Insigh s 293 en e g eikiškųjų o iginalų e suas aduções em no as línguas
ainda mais no á el p isilie us à ikisok a ikų, especialmen e assim giliamin iškai
mąs ančių e mul idia amiškai kalbančių, como an ai He aklei as, agmen os de
ob as. Ne elio, cujo usados concei os iloso ines já i idas em e mos igo osos,
men į mais acilmen e cap amos lendoindo não e imus, e g eikiškuosius seu
ak a ų o iginalus apesa de que a elinha língua dos g egos al ez pagamos pio
an es que sua na i a ou no as línguas es angei as. En ão mesmo pa a nós em
ge al não su gi ia al idéia absu da, que aos ilóso os g egos an igos não ha ia
nenhuma di e ença, com a qual lingua esc e e os seus imo ingos eicos, assim como a nós, es es ex os lei o es, não há nenhuma di e ença, com a qual lingua os le .
An igos g egos, c iando Filoso ias Ociden ais, como comple amen e no o espi i ual
elação com ik o e, p oje o, oško alcança al iloso inį mundo isão, no qual
pessoal exis en encinė mąs ančiojo expe iência se ia ha monizada com ge okai
uni e salesne oda e ninês ou polí ica comunidade expe i. Di e en emen e do que
às ezes se supõe, pensamen o do homem an igo não oi nucesmi icado, nãousado
com pa i imi. Con a iamen e p ecisamen e ilosó icamen e e lexionada
conc e i exis encė expe iência do an igo homem pe mi iu-lhe pe cebe aquilo que
indi idualią cada passado humano expe iência p ancoks a e dá-lhe a dimensão de
uni e salidade. P i amos de chama a a enção pa a o con ex o do pensamen o
an igo mui o impo an e expe iência e na u eza: como a expe iência de um
conc e o indi íduo pode o na -se a ual a oda comunidade, o nando-se pa e de
sua expe iência, ou mesmo adqui i ainda uni e sales dimensão cósmia, possí el
pe cebe só islumb ando o passado do indi íduo, a pe sonalidade supe io izando a
comunidade e a mesma comunidade de pessoas p anoks ancing a ealidade
não-hmogiškės ine en e. Ins i uída como comple amen e no a o ma de elação
com ik o e, g eikos iloso ia, e lek uando o mundo e nele yks ančius p ocessos,
ob igou e lec i e e an o indi idualią na u eza do indi íduo, an o na u ais
conc e as poli icas comunidade de se ėms, an o uni e salią odo cosmo, odas a kingos e ha moningas ik o és na u eza.
Essencial pe manen e ao pensamen o an igo ca ac e ís ico a ož alga em
na u eza pe mi e pe cebe e na u ais línguas ou a ez, dizendo, na i as
línguas impo ância exempli icado dos an igos g egos ao pensamen o ilosó ico.
Pama ná expe iência e na u eza junção, à qual p ocu amos chama a enção,
pe mi e enxe ga não só à an iga, mas e a iloso ia de ou as epochas
ex emamen e impo an es conc e idade e abs ação, des inação e
uni e salidade, localidade e globalidade: pois expe iência na u almen e liga com
dėl o būdas, ku iuo pe asmeninę pa i į a andame p igim inę sa o pačių i
conc e ume e indi idualidade, e na u eza com abs ação e uni e salidade, oda a
e dade é o ce ne, s eigia uma eg a de ipo bend esnio, e elando como,
baseando-se na na u eza, o indi idual pode ia susci á-la com o uni e salidade.