BRAZILIAN JOURNAL OF ORAL AND SYSTEMIC HEALTH
DOI doi.o g/10.5281/zenodo.17651702
h p://bjosheal h.com.b
ISSN 3085-8097
AVALIANDO AS VARIAÇÕES DO DIÂMETRO
FORAMINAL DE DENTES PERMANENTES NA
POPULAÇÃO BRASILEIRA PARA INSTRUMENTAÇÃO
DO TERÇO APICAL – UMA REVISÃO DE
LITERATURA
Assessing Va ia ions in he Fo amen Diame e o Pe manen Tee h in he
B azilian Popula ion o Apical Thi d Ins umen a ion – A Li e a u e
Re iew
Volume 1
Núme o 2
Jul-Dez 2025
REVISÃO DE LITERATURA
A hu Leonel Oli ei a1 ; João Vi o Cunha Sil ei a1 ;
Flá ia Soa es Pe ei a1 ; Amanda Raquel de Oli ei a2 ;
Hei o Menezes Dias2 ; Fe nando Nascimen o3 ;
Leona do Bísca o Pe ei a3
RESUMO
Obje i o: A alia as a iações do diâme o o aminal de den es pe manen es
na população b asilei a e discu i sua impo ância clínica pa a o planejamen o
da ins umen ação do e ço apical na e apia endodôn ica. Mé odos: Realizou-
se uma e isão na a i a da li e a u a nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO,
EBSCO e Google Acadêmico. A busca u ilizou desc i o es em po uguês e
inglês elacionados à ana omia do sis ema de canais adicula es, diâme o
o aminal e ins umen ação apical. Fo am incluídos es udos que ap esen a am
medidas ana ômicas de den es pe manen es p o enien es de indi íduos
b asilei os. Pesquisas com populações es angei as, a igos pagos e es udos
que não abo dassem di e amen e o ema o am excluídos. Além disso,
e amen as digi ais como Consensus, Pe plexi y e Connec ed Pape s o am
u ilizadas pa a amplia a iden i icação de es udos ele an es. Resul ados: Os
es udos analisados demons a am g ande a iabilidade no diâme o o aminal
en e di e en es g upos den á ios, gêne os e aixas e á ias da população
b asilei a. T abalhos u ilizando Tomog a ia Compu ado izada de Feixe
Cônico (TCFC) e Mic o omog a ia Compu ado izada e idencia am que o
diâme o mésio-dis al a 1 mm do ápice equen emen e é in e io ao es íbulo-
lingual, e o çando a di iculdade de alcança uma ins umen ação comple a
de ido ao o ma o o alado da egião apical. Pesquisas clínicas ambém
mos a am que a de e minação da lima inicial cos uma subes ima o diâme o
eal, podendo esul a em subins umen ação. Além disso, a p e alência
ele ada de ami icações apicais e a iações mo ológicas con ibui pa a o
aumen o do isco de insucesso quando não iden i icadas p e iamen e.
Conclusão: O diâme o o aminal ap esen a signi ica i a a iabilidade
ana ômica na população b asilei a, exigindo indi idualização da écnica de
ins umen ação. O conhecimen o de alhado da mo ologia apical auxilia na
seleção adequada da lima inicial, no es abelecimen o do limi e de
ins umen ação e na edução de á eas não ocadas. Embo a a ins umen ação
mecânica isolada seja insu icien e no e ço apical de ido à sua complexa
ana omia, a associação com i igação e icien e e medicação in acanal melho a
a desin ecção e aumen a a p e isibilidade clínica da e apia endodôn ica.
1 – Discen e do Cen o Uni e si á io
de Pa os de Minas – UNIPAM, Pa os
de Minas, MG, B azil
2 – G aduado(a) em Odon ologia pelo
Cen o Uni e si á io de Pa os de
Minas – UNIPAM, Pa os de Minas,
MG, B azil
3 - Docen e do Cen o Uni e si á io
de Pa os de Minas – UNIPAM, Pa os
de Minas, MG, B azil
Au o de Co espondência:
A hu Leonel Oli ei a
email:
[email p o ec ed]
Pala as-cha e: Diâme o o aminal, Endodon ia, Ins umen ação apical,
Mic o omog a ia, Mo ologia Apical.
B azilian Jou nal o O al and Sys emic Heal h, ol.1 n2, Publica ion da e No 19, 2025
ISSN 3085-8097
A aliando as a iações do diâme o o aminal de den es pe manen es na população b asilei a pa a ins umen ação do e ço apical –
uma e isão de li e a u a
Oli ei a AL; Sil ei a JVC; Pe ei a FS; Oli ei a AR; Dias HM; Nascimen o F; Pe ei a LB
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ABSTRACT
Objec i e: To e alua e he a ia ions in he apical o amen diame e o pe manen ee h in
he B azilian popula ion and o discuss i s clinical ele ance o planning apical hi d
ins umen a ion in endodon ic he apy. Me hods: A na a i e li e a u e e iew was
conduc ed using PubMed/MEDLINE, SciELO, EBSCO, and Google Schola sea ch
engine. The sea ch included Po uguese and English desc ip o s ela ed o oo canal
ana omy, apical o amen diame e , and apical ins umen a ion. S udies epo ing
ana omical measu emen s o pe manen ee h om B azilian indi iduals we e included.
Exclusion c i e ia comp ised a icles in ol ing non-B azilian popula ions, paid s udies, and
hose no di ec ly add essing he opic. Digi al scien i ic ools such as Consensus,
Pe plexi y, and Connec ed Pape s we e also used o e ine and expand he selec ion o
ele an s udies. Resul s: The e iewed s udies showed subs an ial a iabili y in o amen
diame e among di e en oo h g oups, gende s, and age anges in he B azilian popula ion.
Resea ch using Cone-Beam Compu ed Tomog aphy (CBCT) and Mic o-CT demons a ed
ha he mesiodis al diame e a 1 mm om he apex is o en smalle han he buccolingual
diame e , highligh ing he di icul y in achie ing comple e ins umen a ion due o he
apical egion’s equen o al mo phology. Clinical in es iga ions indica ed ha he ini ial
apical ile o en unde es ima es he ue diame e , inc easing he likelihood o
unde ins umen a ion. Fu he mo e, he high p e alence o apical ami ica ions and
mo phological a ia ions con ibu es o pe sis en con amina ion when no p ope ly
iden i ied. Conclusion: The apical o amen diame e p esen s conside able ana omical
a iabili y in he B azilian popula ion, making indi idualized ins umen a ion essen ial.
De ailed unde s anding o apical mo phology suppo s p ope selec ion o he ini ial ile,
adequa e ex ension o p epa a ion, and educ ion o un ouched canal walls. Al hough
mechanical ins umen a ion alone is insu icien in he apical hi d due o i s complex
ana omy, he associa ion wi h e ec i e i iga ion and in acanal medica ion enhances
disin ec ion and imp o es clinical p edic abili y in endodon ic ea men .
Keywo ds: Apical ins umen a ion, Apical Mo phology, Endodon ics, Fo amen diame e , Mic o-CT.
INTRODUÇÃO
O p incipal obje i o do a amen o endodôn ico é a desin ecção e a ob u ação do sis ema de canais
adicula es p esen es nos den es, e pa a isso, segundo Ve ucci (2005) é necessá io e um amplo conhecimen o
sob e a ana omia in e na de cada ag upamen o den á io pa a que se consiga alcança um bom planejamen o
endodôn ico e des a o ma e i a insucessos no p ocedimen o. Além disso, o p o issional de e e acesso à
ecnologia de exames imaginológicos pa a encon a e econhece a iações ana ômicas que são
equen emen e encon adas, possibili ando a iden i icação comple a dos canais e a limpeza des es.
Com uma ampla a iedade na mo ologia de canais den á ios, exis e uma ce a di iculdade po pa e dos
ci u giões den is as em de e mina qual mo ologia se á encon ada em cada g upo den á io e qual a écnica
ideal pa a cada mo ologia, di iculdade essa que se man ém ligada à qualidade da ins umen ação e impac a
di e amen e na qualidade e consequen emen e no sucesso da e apia endodôn ica, con o me abo dado po
Le o a o e al. (2011).
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A aliando as a iações do diâme o o aminal de den es pe manen es na população b asilei a pa a ins umen ação do e ço apical –
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Segundo Baião e al. (2023), a ins umen ação incomple a do e ço apical esul a em maio es axas de
alha na in e enção endodôn ica p incipalmen e quando há p esença de lesão pe i adicula associada. É
sabido que o conhecimen o p é io das medidas médias do diâme o o aminal, além da de ecção p ecisa da
lima inicial é de ex ema alia pa a uma boa ins umen ação apical e co e a de e minação da lima de memó ia,
que de e se maio que o diâme o inicial, indicando assim uma boa limpeza da pa ede den iná ia no e ço
apical, essencialmen e em casos de lesão pe iapical.
Po esse mo i o, esse abalho em como obje i o en ende as médias do diâme o o aminal de den es
pe manen es na população b asilei a, pa a acili a a comp eensão da mo ologia apical e o planejamen o da
e apia endodôn ica em cada ag upamen o den á io.
A mic o omog a ia compu ado izada é uma excelen e opção pa a isualização e es udo da ana omia do
Sis ema de canais adicula es, uma ez que ela em a capacidade de c ia imagens em 3D e co es a iados
com uma ó ima p ecisão, além de consegui p oje a imagens de compa ação do a amen o em an es e após a
ins umen ação e ob u ação como é desc i o em Ta a es (2020), po an o, conseguimos analisa de manei a
cla a o diâme o o aminal de den es pe manen es.
METODOLOGIA
O es udo em ques ão a a-se de uma e isão na a i a que e e como pau a a pe gun a de es udo “Quais
são as medidas médias do diâme o no e ço apical de den es pe manen es na população b asilei a segundo a
li e a u a cien í ica?”. Tal pe gun a oi elabo ada u ilizado a es a égia PCC onde a ibuísse P: (População)
População B asilei a; C: (Concei o) Medidas ana ômicas médias baseadas na li e a u a; C: (Con ex o) Adul os
com den es pe manen es.
A busca de a igos oi ealizada nas bases de dados PUBMED/MEDLINE, SciELO ia busca a ançada
do Google Acadêmico e EBSCO além da u ilização de e amen as de In eligência A i icial como o
Consensus pa a auxilia na iden i icação desses a igos, u ilizando dados p imá ios e secundá ios, a pa i das
e e ências dos a igos selecionados em busca da ampli icação da pesquisa. Fo am emp egadas as pala as-
cha e de busca “Mo ologia OR Ana omia AND Canal Radicula AND Endodon ia AND Diâme o AND
B asil” “Mo phology Roo Canal AND Apical Diame e AND B azil” “Comp imen o To al AND Den es”
Os c i é ios de inclusão dos a igos na pesquisa o am a igos que abo da am o ema ela ado e
ap esen a am medidas ana ômicas de den es pe manen es da população b asilei a. Fo am excluídos a igos
que des oam do ema, pesquisas com população de ou os países (onde p ecisá amos de dados b asilei os),
a igos pagos.
Fo am u ilizadas e amen as pa a auxilia na busca de a igos e em sua con ex ualização como as
in eligências a i iciais Consensus, ol ada pa a a busca de a igos na li e a u a cien í ica, Pe plexi y e
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Cha GPT pa a ap esen ação de ideias pa a con ibui na o mação da pe gun a de es udo e na o ganização
es u u al dos assun os abo dados do ema, além do Connec ed Pape s pa a localiza a igos que possuam
elação com o ema.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Ins umen ação Apical
De aco do com Cha es (2015) a comp eensão da Ana omia In e na é de ex ema impo ância pa a se
ealiza uma boa ins umen ação, desin ecção e ob u ação. Te isso em men e an es da in e enção es á
di e amen e ligado à axa de sucesso de um a amen o endodôn ico bem como seu p ognós ico a o á el. Isso
é explicado pois quan o meno o o conhecimen o ana ômico dos canais adicula es, meno a capacidade de
se ealiza um bom p epa o mecânico, algo que pode á esul a em um a amen o endodôn ico insa is a ó io.
Segundo Aba ca e al. (2015) o e ço Apical é uma egião onde uma boa ins umen ação é c ucial pa a
se alcança o sucesso da e apia endodôn ica. Conhece essa egião e o o ame isiológico, an o quan o o
diâme o o aminal, p opo ciona um de ido p epa o mecânico da egião, que ai ga an i o acesso da solução
i igado a e do medicamen o in acanal, ge ando uma limpeza e icien e do canal.
De aco do com Baião e al. (2023), a ins umen ação de e acompanha a ana omia in e na já p esen e
no den e a se a ado endodon icamen e e amplia o canal, emo endo a maio pa e da pa ede den iná ia
con aminada, po ém, de e-se a en a que limas como #20 e #25 co espondem a média da cons ição apical,
po an o, se o em o úl imo ins umen o a se usado na egião, ap esen a á uma desin ecção insa is a ó ia, uma
ez que as pa edes ci cundan es da egião apical não o am limpas e modeladas. A egião apical necessi a de
uma maio ex ensão no p epa o pois é uma á ea c í ica com mic oo ganismos com acesso acili ado a egião
pe i adicula .
A seleção co e a dos ins umen os que se ão u ilizados du an e a ins umen ação é acili ada quando o
p o issional possui uma boa comp eensão da ana omia do sis ema de canais adicula es e das ca ac e ís icas
do e ço apical, p incipalmen e o conhecimen o do diâme o o aminal, auxiliando na escolha do ins umen o
o aminal inicial e e i ando a pe manência de egiões que não o am ins umen adas, melho ando o índice de
sucesso no a amen o ela ado po Ra agnin e al. (2021).
A egião apical de e se bem ins umen ada pois é onde exis e uma mic obio a com al a i ulência,
bac é ias essas que quan i icadas no abalho de Lima, Soa es e Souza-Filho (2012), onde desc e e am que
em 1mm de ex ensão do canal na egião apical, com apenas 0,25mm de diâme o, em espaço su icien e pa a
ab iga 80.000 S ep ococcus, em is a disso, quando essa egião não é ins umen ada, ela con inua in ec ada,
po an o, o Endodon is a de e a ua ambém no o ame apical, p omo endo sua limpeza.
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Va iações Ana ômicas
Mesmo ob endo as medidas médias do diâme o o aminal dos den es pe manen es, ainda p ecisamos
nos a en a em elação as a iações ana ômicas que são equen emen e encon adas na ana omia dos canais
adicula es como é o caso das Rami icações Apicais (RA’s) que de aco do com Lobo e al. (2020) são
al amen e p e alen es na população b asilei a e são conside adas “complicações” impo an es, pois di icul am
a limpeza química e mecânica do e ço apical, po an o são equen emen e obse adas em caso de
con aminação pe sis en es e alhas endodôn icas. É necessá io a enção edob ada em casos de ami icações
apicais pa a se e o de ido p epa o apical e eduzi a p obabilidade de insucesso. Esse es udo encon ou as
RA’s em uma p e alência de 53,3% na população b asilei a.
Ou a a iação eco en e que p ejudica a de e minação do Comp imen o de T abalho (CT) em elação
ao Comp imen o Apa en e do Den e (CAD) é abo dada po A aujo, Sil a e Ta a es, (2021) onde o ápice
adiog á ico é comumen e usado como e e ência pa a de e mina o comp imen o do canal, po ém exis e uma
a iação no á el en e o ame apical e ápice adicula , que é ainda mais e iden e em den es an e io es
supe io es, onde, na maio ia das ezes, exis e uma ex e io ização pala ina, que di icul a a mensu ação do
comp imen o de abalho, di icul ando o p ocedimen o. Fica e iden e a impo ância da isualização
idimensional em alguns casos, pa a e sucesso na análise da dimensão ana ômica adicula .
Ainda podemos obse a di e enças ana ômicas en e gêne os e idade, além de assime ias en e as
hemia cadas di ei a e esque da na população b asilei a como é e a ado po Malu e al. (2024), des acando a
impo ância de e conhecimen o sob e as a iações ana ômicas mas e idenciando que a mo ologia in e na
na maio ia das ezes segue um mesmo pad ão e es u u as p e isí eis, po an o, e acesso ao comp imen o e
diâme o médio dos den es já implica em melho es esul ados den o das in e enções endodôn icas.
Exames Auxilia es pa a Análise
Uma impo an e aliada na Endodon ia é a Tomog a ia Compu ado izada de Feixe Cônico que de aco do
com Pa el e al. (2019) a TCFC em al a capacidade pa a a alia e es u u a in e na dos canais seja an es ou
depois do a amen o endodôn ico e ambém consegue de ec a uma axa de alha 14 ezes a mais que uma
adiog a ia pe iapical.
Hoje, o que emos de melho em exames pa a a alia a ana omia in e na de canais adicula es é a
Mic o omog a ia Compu ado izada, an es da Mic o-TC, ínhamos mé odos in- i o pa a o es udo da
mo ologia den á ia, po ém, es es mé odos p oduziam al e ações i e e sí eis na es u u a den al, além de
ep oduzi apenas uma imagem bidimensional de uma es u u a idimensional. Já a Mic o TC é capaz de aze
uma imagem idimensional com ex ema p ecisão sem des ui o obje o de es udo. A Mic o omog a ia
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Compu ado izada em como um g ande a i ício pa a auxilia a comp eende melho essa ana omia de cada
den e impac ando posi i amen e nos esul ados ob idos em u u os a amen os como é desc i o em Gha ami-
Lahiji e al. (2021) e Cha es (2015).
A Mic o-TC possui uma excelen e acu ácia e c ia imagens idimensionais, com isso, Pin o (2022) ela a
que o exame em a capacidade de c ia imagens do an es e depois do p ocedimen o, onde podemos analisa e
compa a essas imagens posicionando uma sob e a ou a e encon a locais onde a ins umen ação mecânica
não oi e icien e e não ocou odas as pa edes do canal, possibili ando um ó imo es udo da écnica de
ins umen ação abo dada. Conseguimos des a manei a, des incha a ana omia in e na dos canais adicula es
de uma manei a mais e icien e e usa esses dados ao nosso a o , o nando as e apias endodôn icas com um
des echo mais posi i o.
Embo a mui o se ale da Mic o-TC, Bo ges e al. (2020) analisou di e en es es udos que abo da am o
uso da Mic o-TC em elação a TCFC e encon ou esul ados semelhan es en e as duas écnicas, e idenciando
a qualidade em ambas pa a analisa e comp eende a es u u a ana ômica dos canais adicula es.
Diâme o Apical
Como já es abelecido, exis em algumas manei as de a alia os diâme os encon ados, o es udo de Souza
(2024) u ilizou as imagens em Tomog a ia Compu ado izada de Feixe Cônico (TCFC) de 500 den es do Banco
de Imagens da Clínica Escola da Faculdade de Odon ologia de Ribei ão P e o da Uni e sidade de São Paulo
a aliando cada caso e medindo o diâme o es íbulolingual a 1mm aquém do Ápice, compa ando com a
Es e icidade e Diâme o da Lesão Pe iapical quando exis en e. Es e abalho ouxe a mediana encon ada em
cada Região Ana ômica e encon ou como esul ado na mensu ação do Diâme o do Ápice V-L os seguin es
dados: Região An e io /Supe io : 0.780mm; Região Pos e io /Supe io : 0.690mm; Região An e io /In e io :
0.685mm; Região Pos e io /In e io : 0.725mm, con o me desc i o na Tabela 1.
Tabela 1 - Média dos Valo es Absolu os e Pe cen uais dos g upos em elação ao Diâme o do Ápice, Diâme o da Lesão e
Es e icidade.
REGIÕES
ANATÔMICAS
DIÂMETRO DO ÁPICE
V-L
DIÂMETRO DA
LESÃO
ESFERICIDADE
ANTERIOR/SUPERIOR
0.780 (0.578/0.927)
3.72 (2.23/5.97)
8.76 (5.24/11.80)
POSTERIOR/SUPERIOR
0.690 (0.540/0.880)
3.84 (2.26/5.47)
7.95 (4.95/10.90)
ANTERIOR/INFERIOR
0.685 (0.580/0.890)
3.63 (2.24/5.59)
9.41 (6.53/12.60)
POSTERIOR/INFERIOR
0.725 (0.610/1.01)
4.44 (2.91/6.60)
8.43 (6.64/13.70)
MÉDIA ± DESVIO
PADRÃO
0.72 ± 0.37
3.92 ± 2.91
4.27 ± 1.24
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Fon e: Souza, 2024
Já o es udo de Machado e al. (2023) in es igou a média da p imei a lima que melho se ajus a a
adequadamen e em odas as pa edes dos canais (Lima Inicial) a 1mm do o ame apical em 359 den es (584
canais) de pacien es da Faculdade de Odon ologia da Uni e sidade Pa anaense – UNIPAR. O es udo
o ganizou os esul ados em Diâme o Ana ômico Clínico (DAC) sepa ados em cada den e/canal, azendo
alo es mui o in e io es aos achados no exemplo an e io , pois nesse, a medida que a lima pa a a e a o
diâme o mesiodis al. Re elando ainda que a écnica mais p econizada de subi 3 limas acima da Lima Inicial
ainda não con empla ia com e iciência a medida do maio diâme o encon ado como é o caso do Diâme o
Ves íbulo – Lingual, indicando a impossibilidade de uma ins umen ação comple a na á ea (Tabela 2).
Tabela 2 - Canais a aliados, quan idade e dados es a ís icos e e en es ao CAD. DAC (× 10 −2 mm)
CANAL/DENTE
N
MÉDIA
DESVIO
PADRÃO
ERRO
PADRÃO
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR
(CANAL ÚNICO)
46
38.26
6.685
0.986
INCISIVO LATERAL SUPERIOR
(CANAL ÚNICO)
31
26.94
5.428
0.975
CANINO SUPERIOR (CANAL ÚNICO)
23
29.35
7.584
1.581
1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR -
VESTIBULAR
48
18.85
4.864
0.702
1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR -
PALATINA
48
19.69
4.303
0.621
2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR -
VESTIBULAR
33
21.36
6.763
1.177
2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR -
PALATINA
33
21.36
6.284
1.094
2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR (CANAL
ÚNICO)
16
26.25
9.220
2.305
1º MOLAR SUPERIOR -
MESIOVESTIBULAR
25
17.00
4.561
0.913
1º MOLAR SUPERIOR -
DISTOVESTIBULAR
25
18.80
7.676
1.535
1º MOLAR SUPERIOR - PALATINA
25
26.80
6.595
1.319
2º MOLAR SUPERIOR -
MESIOVESTIBULAR
9
18.33
5.000
1.667
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A aliando as a iações do diâme o o aminal de den es pe manen es na população b asilei a pa a ins umen ação do e ço apical –
uma e isão de li e a u a
Oli ei a AL; Sil ei a JVC; Pe ei a FS; Oli ei a AR; Dias HM; Nascimen o F; Pe ei a LB
534
2º MOLAR SUPERIOR -
DISTOVESTIBULAR
9
19.44
5.270
1.757
2º MOLAR SUPERIOR - PALATINA
9
27.78
7.546
2.515
INCISIVO CENTRAL INFERIOR
(CANAL ÚNICO)
9
23.33
6.641
2.205
INCISIVO LATERAL INFERIOR
(CANAL ÚNICO)
17
18.53
4.926
1.195
CANINO INFERIOR (CANAL ÚNICO)
10
30.00
10.274
3.249
1º PRÉ-MOLAR INFERIOR -
VESTIBULAR
18
20.83
4.618
1.088
2º PRÉ-MOLAR INFERIOR (CANAL
ÚNICO)
36
27.50
6.381
1.063
1º MOLAR INFERIOR -
MESIOVESTIBULAR
19
17.37
4.206
0.965
1º MOLAR INFERIOR -
MESIOLINGUAL
19
15.79
3.441
0.789
1º MOLAR INFERIOR - DISTAL
19
26.32
5.973
1.370
2º MOLAR INFERIOR -
MESIOVESTIBULAR
19
18.68
4.360
1.000
2º MOLAR INFERIOR -
MESIOLINGUAL
19
18.16
3.804
0.873
2º MOLAR INFERIOR - DISTAL
19
31.05
9.216
2.114
Fon e: Machado e al., 2023
De aco do com Espi e al. (2018), que compa ou os diâme os a 3, 6 e 9 mm do ápice em 520 incisi os
in e io es u ilizando Mic o omog a ia Compu ado izada (Mic o-TC), os Incisi os In e io es ap esen am em
média o diâme o mesiodis al a 3mm do ápice em 0,22mm, co esponden e com o meno diâme o encon ado
no canal naquele de e minado comp imen o, alinhando as ideias com os demais es udos de den es
uni adicula es no ge al, po an o, nesse pad ão de den es, o canal é ligei amen e cons i o na dimensão
mesiodis al.
De ido ao o ma o encon ado no e ço apical, exis e uma ce a di iculdade de ealiza uma boa
ins umen ação na egião, o que ica e iden e no es udo de Razumo a e al. (2020) onde 100 caninos
supe io es (In Vi o) o am dis ibuídos pa a 10 den is as e o am a aliados an es e depois do a amen o
endodôn ico. Foi de e minado que em 71% das amos as não o am de idamen e ins umen adas no e ço
apical, ainda possuindo pa edes onde os ins umen os não consegui am a ingi , embo a odas as amos as
enham sido de idamen e p epa adas no e ço médio e co onal. O es udo em ques ão indica a incapacidade de
B azilian Jou nal o O al and Sys emic Heal h, ol.1 n2, Publica ion da e No 19, 2025
ISSN 3085-8097
A aliando as a iações do diâme o o aminal de den es pe manen es na população b asilei a pa a ins umen ação do e ço apical –
uma e isão de li e a u a
Oli ei a AL; Sil ei a JVC; Pe ei a FS; Oli ei a AR; Dias HM; Nascimen o F; Pe ei a LB
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e um bom p epa o mecânico no e ço apical, escla ecendo a impo ância de um bom p epa o químico
associado pa a e melho es esul ados (Tabela 3).
Tabela 3: Diâme o do canal adicula e po cen agem da á ea não a ada nos e ços co onal, médio e apical.
PARÂMETRO
TERÇO
CORONAL
TERÇO MÉDIO
TERÇO APICAL
DIÂMETRO DO CANAL
RADICULAR (MM)
2.50 ± 1.12
1.75 ± 1.24
0.38 ± 0.08
PORCENTAGEM DA ÁREA NÃO
INSTRUMENTADA (%)
0
0
71
Fon e: Razumo a e al., 2020
CONCLUSÃO
Conclui-se que o conhecimen o das a iações ana ômicas do sis ema de canais adicula es,
especialmen e no e ço apical, é de e minan e pa a o sucesso da e apia endodôn ica. A li e a u a demons a
que o diâme o o aminal, mesmo seguindo um mesmo pad ão, ainda ap esen a ampla a iabilidade en e
di e en es g upos den á ios na população b asilei a, e o çando a necessidade de indi idualização da
ins umen ação. A comp eensão p é ia do diâme o médio e da o ma do o ame isiológico auxilia na seleção
adequada da lima inicial e na de inição do limi e de ins umen ação, eduzindo o isco de subins umen ação
e de manu enção de de i os con aminan es.
A egião apical possui uma al a complexidade em sua ana omia, o que di icul a o emen e uma boa
ins umen ação mecânica no local, que emo a com e iciência as pa edes den iná ias con aminadas, po an o,
é e idenciado a impo ância de associa uma boa écnica de p epa o mecânico com boas soluções i igado as
e medicação in acanal, uma ez que a ins umen ação sendo insu icien e, a ação sob e os mic o ganismos
p esen es no ápice ainda ica con emplada pelo p epa o químico, aumen ando a p e isibilidade clínica e
melho p ognós ico do a amen o.
REFERÊNCIAS
ABARCA, J. e al. “Mo phology o he Physiological Apical Fo amen in Maxilla y and Mandibula Fi s
Mola s. In e na ional jou nal o mo phology. . 32, n. 2. 2014. Disponí el em: doi:10.4067/S0717-
95022014000200048. Acesso em: 23 ma . 2025.
ARAÚJO, I. S.; SILVA, M. M. S.; TAVARES, M. N. S. Relação en e o o ame apical e o ápice adicula
em den es an e io es supe io es humanos. A ch Heal h In es , 10, n 5, 2021. Disponi él em:
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BAIÃO, M. G. R. e al. Diâme o apical de ins umen ação e sua in luência no sucesso endodôn ico: e isão
de li e a u a. B asilian Jou nal o Su ge y. Clin. Res., . 43, n. 2, p. 104–108, 2023. Disponí el em: