AUTORIA
Ch is iane Nicolau Rosendo Fe ei a
PRODUÇÃO EDITORIAL
Núcleo de Publicações Ins i ucionais (NPI)
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
Filipe Ca alho de Almeida
DIAGRAMAÇÃO
Rai Pimen el Félix Almeida
En e mu os: os espaços cole i os dos condomínios esidenciais echados |
Ch is iane Nicolau Rosendo Fe ei a | Unipê: João Pessoa, 2019 |
96 páginas | ISBN 978-85-87868-83-1
DOI: 10.5281/zenodo.17674731
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Di o is o, é inú il de e mina se Zenóbia de e
se classi icada en e as cidades elizes ou
in elizes. Não az sen ido di idi as cidades
nessas duas ca ego ias, mas em ou as duas:
aquelas que con inuam ao longo dos anos
e das mu ações a da o ma aos desejos
e aquelas em que os desejos conseguem
cancela a cidade ou são po es a cancelados.
Í alo Cal ino
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APRESENTAÇÃO
Es e li o esul a de i ências pessoais e de pesquisas ealizadas desde a g aduação
jun o a excelen es p o esso es pesquisado es que me ap esen a am di e en es pon os de
is a ace ca da seg egação socioespacial, a agmen ação que ca ac e iza a malha u bana de
mui as cidades e os pad ões seg ega ó ios de mo adia. As cidades à medida que c escem,
em se echado en e no os mu os, le ando ao ag a amen o das ques ões ela i as as uas
e ocupação do espaço u bano, a p i a ização de espaços públicos, a elação de izinhança
ob iga ó ia, a alusão de uma maio segu ança e s a us. Com isso, os espaços públicos da
cidade con empo ânea são ma cados pela ap op iação sele i a e di e enciada dos espaços
que de e iam se acessí eis a odos.
O condomínio echado al e a a elação en e público e p i ado a pa i da p i a ização
de espaços públicos. Na zona sul da cidade de João Pessoa, somen e no Bai o Po al
do Sol, con a-se hoje com se e condomínios ho izon ais echados, cada um com as suas
g andes á eas de laze . Como as cidades podem ge a uma di e sidade de usos com uma
ex ensão de mu os sepa a is as pa a aquele que de e mais pode aquisi i o? O obje i o aqui
oi analisa as á eas de uso cole i o dos condomínios ho izon ais echados: Cabo B anco
Residence P i e, Po a do Sol e Bosque das O quídeas, localizados em João Pessoa, quan o
à mo ologia e o ganização socioespacial, obse ando as eg as de planejamen o, as o mas,
usos e compo amen os dos usuá ios. Como p ocedimen o me odológico se u ilizou como
e e ência base: Ke in Lynch (1997), Ma ia Elaine Kohlsdo (2005) e Jan Gehl (2006). Apesa
das semelhanças o mais e uncionais isí eis nes es espaços cole i os, exis em di e enças
undamen ais nas p á icas espaciais dos seus usuá ios. É undamen al conhecê-las pa a
pode comp eende as dinâmicas e desempenho des es espaços bem como a lógica social de
p odução da seg egação e pa e da cul u a con empo ânea.
As cidades é um p odu o que se inse e no âmbi o da elação do homem com o meio,
po ém essa elação não é o su icien e pa a de e mina que emos cidades. A di e sidade social,
cul u al e espacial é pa e da iden idade da cidade e as expe iências humanas exe ci adas
no dia-a-dia, ao se acumula em e ao se em compa ilhadas. É na di e sidade ainda que seu
sen ido é elabo ado, assimilado e negociado. Con udo, emos as g andes ans o mações
na ealidade do espaço u bano, onde a cidade o na-se cada ez mais seg egada, sendo
a iolência u bana e a c iminalidade os p incipais a o es que a o ecem o echamen o de
espaços usualmen e públicos como p aças, pa ques e locais de comé cio, po exemplo.
Mui as das ideias aqui ap esen adas são discu idas po ou os au o es conside ando
ou as ealidades geog á icas, ou os con ex os sociais e ambém econômicos, po ém olha
pa a João Pessoa e iden i ica as ca ac e ís icas de sua expansão auxilia no p ognós ico da
cidade que emos e aquela que que emos e u u amen e. Po im, ecomendo a lei u a desse
li o não como e dades absolu as e e lexões concluídas, mas como p ocessos e e lexões
ace ca da expansão u bana con empo ânea e consequen emen e as elações sociais.
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SUMÁRIO
CAPÍTULO
CAPÍTULO
CARACTERIZAÇÃO E FORMA DE ABORDAGEM
1.1 CONCEITUANDO CONDOMÍNIO RESIDENCIAL ............................................... 10
1.2 PADRÕES DE OCUPAÇÃO SEGREGATÓRIOS EM JOÃO PESSOA .................. 11
1.3 A ORIGEM DOS CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS
EM JOÃO PESSOA .......................................................................................................... 16
1.4 MÉTODOS PARA COLETA DE DADOS ................................................................. 17
1.5 METODOLOGIAS SELECIONADAS PARA APREENSÃO
DO ESPAÇO URBANO ................................................................................................... 18
DISTINGUINDO ESPAÇO E LUGAR .............................................................................. 22
2.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA ................................................................................. 22
2.1.1 Delimi ação Te i o ial .................................................................................. 22
2.1.2 In aes u u a U bana .................................................................................. 25
2.1.3 Legislação ..................................................................................................... 27
2.2 TRÊS CONDOMÍNIOS ..................................................................................... ........ 32
2.2.1 Cabo B anco Residence P i ê ...................... ................................................ 33
2.2.2 Po a do Sol ................................................................................................... 42
2.2.3 Bosque das O quídeas................................................................................. 49
2.3 A RELAÇÃO DOS CONDOMÍNIOS FECHADOS COM O ESPAÇO URBANO ..... 56
01
02
INTRODUÇÃO
`
..............................................................................08
7
CAPÍTULO
CONSIDERACÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
`
CONFIGURAÇÃO ESPACIAL E SOCIAL DOS CONDOMÍNIOS
HORIZONTAIS FECHADOS ............................................................................................ 58
3.1 ANÁLISE FORMAL ................................................................................................... 59
3.1.1 Apa ência In e na ......................................................................................... 63
3.1.2 Concen ação e Fluxo de Pessoas .............................................................. 70
3.2 USO E APROPRIAÇÃO DOS ESPAÇOS COLETIVOS ........................................... 79
3.2.1 A i idades Necessá ias ................................................................................ 82
3.2.2 A i idades Opcionais ................................................................................... 83
3.2.3 A i idades Sociais ......................................................................................... 83
03
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93
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INTRODUÇÃO
Assis imos hoje à p oli e ação do enômeno da au oseg egação nas cidades
con empo âneas de âmbi o mundial e local, po exemplo, os condomínios ho izon ais
echados. Em João Pessoa, es e enômeno c esce desde 1984, localizados, sob e udo, em
á eas mais pe i é icas da cidade e ol ados pa a população de média e al a enda. O núme o
de condomínios ho izon ais echados em c escendo signi ica i amen e nos úl imos anos,
ans o mando cada ez mais a paisagem u bana con empo ânea.
De a o, o condomínio echado al e a a elação en e o espaço público e o p i ado, a pa i
da p i a ização de espaços públicos, como uas, calçadas e p aças, po exemplo. De ido ao
c escimen o acele ado e a g ande acei ação po pa e da população, os condomínios echados
êm alimen ado a cul u a do medo (BAUMAN, 2009) com elação ao espaço u bano, le ando
um núme o cada ez maio de pessoas a in es i nesse no o es ilo de mo a . Ap esen ando-
se como eco es ísicos no espaço (RAPOSO, 2008, p. 110), as al e na i as pa a os p oblemas
das cidades apon am a ‘p i a ização’ como solução pa a os p oblemas u banos.
Na zona sul da cidade de João Pessoa, somen e no bai o Po al do Sol, são se e
condomínios ho izon ais echados, cada um com suas g andes á eas de laze , esul ando
em espaços de con í io social pa a um g upo sele i o de pessoas. Esses espaços de laze
pa ecem g andes clubes com gou me , piscinas, quad as, playg ounds, pis as de Coope ,
saunas, academias e c. Segundo Caldei a (2000, p.268), udo indica que es as á eas comuns
são pouco u ilizadas o que apon a pa a o a o de ep esen a em mui o mais uma ques ão de
s a us do que uma condição pa a uma ida co idiana mais g a i ican e. Esses condomínios
ocupam ex ensas á eas u banas e seu e i ó io é dema cado e isolado po g ades ou mu os.
Com isso, os condomínios echados in e ompem a con inuidade da malha u bana al e ando
o equilíb io en e uas, quad as e lo es.
Com base nes a emá ica ge al, p ocu amos explici a os elemen os concei uais, eó icos
e me odológicos necessá ios a ealização des a pesquisa em a qui e u a e u banismo, ní el
de mes ado na á ea de concen ação His ó ia da A qui e u a e U banismo do PPGAU-
UFPB e, mais especi icamen e, na linha de pesquisa de Cidade, Cul u a Con empo ânea e
U banidade. O obje i o é analisa as á eas de uso cole i o de ês dos se e condomínios
ho izon ais echados implan ados no bai o Po al do Sol, na cidade de João Pessoa, quan o
à mo ologia e o ganização socioespacial, obse ando as eg as de planejamen o, as o mas,
usos e compo amen os dos usuá ios pa a a alia seus e ei os e en a con ibui com os
es udos sob e a sociabilidade, a cul u a e a u banidade con empo âneas.
A p á ica e expansão dos condomínios ho izon ais echados no B asil, êm ge ando
á ias discussões e es udos que abo dam suas o igens, causas e consequências (CALDEIRA,
2000; MOURA, 2003; BRANDSTETTER, 2001; ANDRADE, 2006; LOPES, 2008), da mesma
o ma, há es udos que a am de assun os elacionados a espaços públicos e seg egação,
mas não exis em es udos especí icos que a aliem o desempenho das á eas de uso cole i os
dos condomínios ho izon ais echados como se p opõe abo da nes a pesquisa.
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Pa a seleção dos condomínios echados, o am ealizados inicialmen e lei u as das
geoimagens da cidade, ob idas no si e da P e ei u a Municipal, onde oi possí el iden i ica
o bai o com a maio concen ação de condomínios ho izon ais echados. Após a lei u a e
mapeamen o dos condomínios ho izon ais echados, a escolha dos 3 ( ês) condomínios se
deu po di e en es mo i os: o Condomínio Cabo B anco Residence P i e oi escolhido po
se o mais an igo do bai o e consequen emen e o mais habi ado; o condomínio Po a do Sol
oi escolhido po que seu e eno oi in ei amen e desma ado pa a sua implan ação e po que
inicialmen e o e eno pe encia ao Cabo B anco Residence P i e; e, po im, o Bosque das
O quídeas oi escolhido po se um dos condomínios que compõe da Cidade dos Bosques,
emp eendimen o do g upo Capuche, que passou po uma in e e ência da P e ei u a Municipal,
o que mos ou o econhecimen o, po pa e da adminis ação da cidade, do impac o desses
emp eendimen os na malha u bana. A escolha ambém se deu po algumas semelhanças,
po exemplo: odos es ão inse idos no mesmo bai o da cidade e odos são conside ados de
al o pad ão.
O eco e e i o ial cons i uído pelo bai o Po al do Sol es á localizado na zona sul da
cidade de João Pessoa. T a a-se de uma á ea pouco u banizada, escassamen e p o ida de
in aes u u a u bana, com g andes azios e baixa densidade, inse idas em um bai o pe i é ico
da cidade, ou seja, localizado dis an e do cen o aumen ando a dependência do au omó el.
Es es a o es con ibuem pa a o baixo cus o do solo u bano e a c escen e alo ização que
a inge o bai o sob o pon o de is a do me cado imobiliá io.
A cidade, não impo ando suas ca ac e ís icas ou sua dimensão, é um p odu o que se
inse e no âmbi o da elação do homem com o meio, po ém essa elação es abelecida não é o
su icien e pa a signi ica que enhamos cidades. A cidade é ma cada pela di e sidade social,
cul u al e espacial, onde a con i ência com o “ou o” e o “di e en e” é exe ci ada no dia-a-dia
(LOPES, 2008, p. 67). É na di e sidade que se cons ói a iden idade da cidade e, em cada
luga que se o ma a expe iência humana, que ela se acumula e é compa ilhada (BAUMAN,
2009, p. 35). É na di e sidade ainda que seu sen ido é elabo ado, assimilado e negociado.
Con udo, emos as g andes ans o mações na ealidade do espaço u bano, onde a cidade
o na-se cada ez mais seg egada, sendo a iolência u bana e a c iminalidade os p incipais
a o es que a o ecem o echamen o de espaços usualmen e públicos como p aças, pa ques
e locais de comé cio, po exemplo.
A p i a ização dos espaços li es de uso cole i o é, no en an o, um p oblema que a inge
as cidades como um odo (SERPA, 2007, p. 31). Es es espaços públicos passam a a ende
uma de e minada classe social pe dendo a noção de comunidade e, assim como os shoppings
cen e s en am ep oduzi á eas de con í io e de laze , os condomínios echados pa ecem
ep oduzi no espaço in amu os uma cidade de meno po e.
Essa p i a ização de espaços de uso cole i o muda ambém a cul u a e os p ocessos
de adap ação ao meio ambien e. Segundo Jane Jacobs (2000, p.29), “se as uas de uma
cidade pa ecem in e essan es, a cidade pa ece á in e essan e; se elas pa ece em monó onas,
a cidade pa ece á monó ona”. Quando as uas p o ocam insegu anças nas pessoas, mesmo
não ha endo casos de iolência, elas u ilizam menos, o nando as uas ainda mais insegu as,
le ando as pessoas a a ibui a sensação de segu ança às ba ei as ísicas.
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1.3 A ORIGEM DOS CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS (EM JOÃO PESSOA)
Os Condomínios Fechados su gi am nos Es ados Unidos na década de 1950.
Conside ados como enômeno, passa am a aze pa e do pano ama espacial e social de
mui as cidades e egiões do mundo (RAPOSO, 2008 p. 109). In luenciados pelo modelo No e
Ame icano das ga ed communi ies, esse no o ipo de mo adia a aiu os olha es dos es udiosos
na década de 1990.
Es udos a espei o dos Condomínio Fechados, como o ma de mo adia, se expandi am
po di e sas egiões e países. Ainda na década de 1990, nos Es ados Unidos, os condomínios
se consolida am no me cado imobiliá io. Toda ia, um dos p imei os emp eendimen os
cons uídos com as ca ac e ís icas dos Condomínios Fechados a uais, oi o Tuxedo Pa k,
da ado de 1885, p óximo de No a Yo k (BECKER, 2005 p.06).
De aco do com La a (2001), os Condomínios Fechados su gi am nos Es ados Unidos
in luenciados pelas p opos as do New U banism, que nasceu da necessidade de epensa
os subú bios que e am dominan es na década de 1950. O Mo imen o do No o U banismo
ac edi a a que aumen ando a densidade e p omo endo usos esidenciais e come ciais numa
mesma quad a es a iam diminuindo a deg adação ambien al e p omo endo “ ida” na cidade.
Po ém, as p opos as do mo imen o ge a am uma homogeneidade com o núme o c escen e de
condomínios echados e a paisagem passou a se lida como uma imagem ge al de in ole ância.
Em 1998, de aco do com o CAI (Communi y Associa ion Ins i u e) já ha ia nos Es ados
Unidos ce ca de 42.000 (qua en a e dois mil) condomínios echados (BECKER, 2005 p.26)
ab igando ce ca de 2,5 milhões de amílias.
No B asil, o c escimen o dos condomínios esidenciais se deu na década de 1970
e in ensi ica am as cons uções a pa i da década de 1980. Começa am a apa ece
p incipalmen e nas pe i e ias das cidades, o iginando-se da p ocu a de mo ado es u banos
po espaços de laze e se iços pa a inais de semana. Dessa o ma, os condomínios inham
basicamen e a unção de laze pa a os inais de semana. Somen e décadas seguin es, o
condomínio passou a ep esen a um símbolo de s a us e se o nando mo adia pe manen e
pa a mui os.
Tendo como des aque inicial, na Região Me opoli ana de São Paulo, o condomínio
Alpha ille, baseado no modelo das edge ci ies no e-ame icanas, c iado em 1974 nos municípios
de Ba ue i e San ana. A pa i daí, oi se disseminando g ada i amen e nas maio es cidades
b asilei as: Rio de Janei o, Goiânia, Belo Ho izon e, Sal ado , en e ou as. Di e en e das ga ed
communi ies, os condomínios esidenciais no B asil são ge almen e cons uídos em á eas
p i adas não ha endo nenhum ipo de ap op iação de á eas públicas (LOPES, 2008, p. 56).
Es e enômeno em João Pessoa da a da década de 1980 e essa no a modalidade
esidencial em mo imen ado o me cado imobiliá io da cidade, se o nando al o de in es imen o
de g andes cons u o as. O p imei o condomínio, Village A lân ico Sul, da ado de 1984, se
localiza no bai o do Seixas e ab iga a amílias du an e o e aneio, es e inha a á ea das
esidências pad onizadas e uma á ea de camping. A ualmen e es e condomínio em a unção
de mo adia pe manen e. O Condomínio Cabo B anco Residence P i ê eio em seguida, sendo
o p imei o condomínio a se implan ado no bai o Po al do Sol, da ado de 1998 oi egis ado
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como lo eamen o na P e ei u a Municipal da cidade, já que nessa época a legislação não
abo da a esse ipo de ocupação e e en e à cons ução de condomínios ho izon ais echados.
A busca po segu ança consis e num mo i o maio pa a o sucesso dos condomínios.
O medo associado ao aumen o da iolência u bana é um a o que impulsiona a p ocu a de
mo adias nos condomínios, uma ez que, além da o e a de laze e se iços, os condomínios
ambém o e ecem odo um apa a o de se iços de segu ança.
1.4 MÉTODOS PARA COLETA DE DADOS
Os mé odos e écnicas u ilizados podem se di ididos em duas ases: (1) cole a de
in o mações sob e os condomínios echados na cidade de João Pessoa, a legislação,
le an amen o de a qui os jun o à P e ei u a Municipal, ca og a ia, sondagem sob e a
possibilidade de ealização de en e is as com os mo ado es e de acesso aos a qui os dos
condomínios, e pesquisa bibliog á ica; e (2) pesquisa de campo: Lei u a das o mas e usos
das á eas de laze cole i as, a isão dos mo ado es, aplicação dos ques ioná ios, obse ações
de compo amen o, egis os o og á icos e obse ações dos aços ísicos.
Na P e ei u a Municipal o am ob idos os desenhos de dois dos ês condomínios
ho izon ais echados analisados, in o mações ela i as à ap o ação dos p oje os e cons ução,
con o me mos am as igu as 05 e 06 a segui .
Figu a 05: Plan a do Cond. Cabo B anco Residence P i ê.
Fon e: A qui o Cen al - PMJP. No /2010
Figu a 06: Plan a do Cond. Po a do Sol. Fon e:
A qui o Cen al - PMJP. No /2010
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Nas emp esas que adminis am os condomínios, o am ob idos os egimen os in e nos
e con enções que no eiam odos os di ei os e de e es dos mo ado es, do síndico e demais
esponsá eis pela adminis ação do mesmo. No egimen o es ão desc i os ambém as eg as
de cons ução e ap o ação de p oje os. Pa a o le an amen o de campo, o am ado ados:
ques ioná ios, mapas de concen ação de pessoas e luxos, obse ações de compo amen os
e de aços ísicos.
A cons ução de um ins umen o como o ques ioná io é um p ocesso cuidadoso que
passa po di e sos ajus es a é a ob enção de sua e são inal. O ques ioná io oi aplicado
com o obje i o de aze uma sondagem sob e o g au de sa is ação dos usuá ios em elação
a di e sos aspec os écnicos, uncionais e/ou compo amen ais dos espaços cole i os
dos condomínios ho izon ais echados. Fo am aplicados a 20% do núme o o al de lo es
exis en es em cada condomínio. Os dados ge ados a pa i do ques ioná io podem se
compa ados e analisados o nando os esul ados da pesquisa mais acilmen e explo á eis.
Assim, oi elabo ado um ques ioná io que pe mi iu iden i ica compo amen os e sa is ação
dos mo ado es com elação as i ências nas á eas de uso cole i o.
As o og a ias possibili a am de ini limi es do ambien e a se analisado, analisa aspec os
de usos e mo ologia u bana. Pa a es a pesquisa, o am ealizados egis os o og á icos dos
ês condomínios analisados com oco nas á eas de uso cole i o, como uas, can ei os, á eas
de laze e calçadas.
A pesquisa de campo assumiu papel undamen al pa a a ealização des e abalho, e
oi ealizada en e os meses de maio e julho de 2011. Os mapas de concen ação e luxo de
pessoas o am ealizados du an e 3 dias em cada condomínio, em di e en es ho á ios du an e
o mês de julho. Os egis os o og á icos o am ei os du an e as isi as pa a aplicação dos
ques ioná ios, ou seja, nos meses de maio e junho.
Analisa uma população de classe média e al a em condomínios ho izon ais echados
az duas di iculdades imedia as: P imei amen e, po que pesquisa pessoas em seus locais de
mo adia signi ica in e e i na p i acidade dessas pessoas, e nem semp e elas es ão dispos as
a se subme e em a isso. Em segundo luga , a di iculdade es á em se abalha com classes
médias e al as, po que essas classes dispõem cada ez menos de empo den o de casa,
endo em is a as demandas de abalho e no os a anjos amilia es. Hou e mui a di iculdade
de acesso aos mo ado es em dois dos ês condomínios obje o de es udo des a pesquisa.
1.5 METODOLOGIAS SELECIONADAS PARA APREENSÃO DO ESPAÇO
URBANO
Pa a analisa as o mas que assumem os condomínios echados es udados nes a
pesquisa e suas espec i as á eas de uso cole i o, bem como as elações sociais e
compo amen os mais equen es no in e io desses emp eendimen os, oi p eciso analisa
os locais de implan ação dos condomínios escolhidos, ou seja, o sí io ísico, o in e io de cada
condomínio es udado, p incipalmen e as á eas de uso cole i o, a aliando as uas, p aças e
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á eas de laze , e ainda, a i ência dos mo ado es nessas á eas. Pa a isso, oi necessá io
aze um embasamen o eó ico sob e o assun o, consul ando ex os de au o es como Ma ia
Elaine Kohlsdo , Ke in Lynch, Jan Gehl, den e ou os, que a am de análises mo ológicas
e o ganização socioespacial.
Kohlsdo (1985, p.162) classi ica as ca ac e ís icas p óp ias de cada mo ologia básica
sem ainda le a em conside ação as leis de o ganização des es espaços segundo os indi íduos
e g upos sociais que os i enciam, es as mo ologias o am examinadas com o auxílio de
ca ego ias de análise do espaço, inicialmen e de con igu ações necessa iamen e ligadas a
aspec os es u u ais de uso e ap op iação: sí io ísico, plan a baixa e es u u a in e na do
espaço.
Uma das ca ac e ís icas mais ma can es dos condomínios ho izon ais echados é o
cuidado quan o a escolha do sí io, já que esse ipo de emp eendimen o eque uma ex ensa
á ea pa a implan ação. Com isso, os condomínios ho izon ais echados são ge almen e
implan ados em á eas pe i é icas da cidade, ou seja, á eas localizadas nos limi es geog á icos
da cidade, dis an e do cen o, mui as ezes essas á eas são pouco adensadas e u banizadas
e, consequen emen e, de baixo cus o. No caso dos ês condomínios analisados, odos se
localizam em á ea pe i é ica da cidade de João Pessoa e seus limi es são semp e ba ei as
eais, ou seja, mu os com mais de 3 ( ês) me os de al u a e nunca elemen os de ácil
ansposição ísica.
Os condomínios ho izon ais echados ap esen am ipos semelhan es de plan a baixa
(KOHLSDORF, 1985, p.172): egula idade na malha, disposição dos lo es, á ea ese ada
pa a laze , um eixo de acesso, e c. Com elação ao pa celamen o do solo, a ocupação é
p edominan emen e po lo es e uma ca ac e ís ica do pa celamen o do solo desse ipo de
emp eendimen o é o maio ap o ei amen o dos espaços pa a lo es, já que esse modelo de
habi ação isa p incipalmen e o luc o, com isso, as esidências icam mui o p óximas uma das
ou as i ando dos mo ado es a p i acidade e impondo uma elação de izinhança. A cada
conjun o de lo es, ge almen e iguais, com acesso po ias locais, comunicadas po ou as
ias locais delimi am-se as quad as. No in e io dos condomínios, as quad as lo eadas são de
uso exclusi amen e habi acional e exis em ou as quad as pa a laze e con i ência en e os
mo ado es.
A es u u a in e na do espaço, desc e e que os assen amen os es u u am di e en emen e
seus espaços, ap esen ando pon os de con a o e dis anciamen o en e si (KOHLSDORF, 1985,
p.185). As ias compa ecem com unções especí icas de possibili a deslocamen os e no
caso dos condomínios ho izon ais echados, con igu am-se como supe ícies p óximas das
edi icações. De aco do com Lynch (1997, p.52), as ias são os canais de ci culação ao longo
dos quais os habi an es obse am-nas à medida que se locomo em po elas.
T a a da pe cepção com elação ao espaço se e e e a iden i icação espacial de luga es
já i enciados, onde a pe cepção o ma-se po ep esen ação e in e p e ação pela memó ia
de ca ac e ís icas mo ológicas (KOHLSDORF, 2005, p. 3). De aco do com Lynch (1997, p. 3) a
legibilidade é en endida como a acilidade com que cada pa e da cidade pode se econhecida
e o ganizada em um pad ão coe en e, escla ecendo que a legibilidade a que se e e e o au o é
aquela p o enien e dos aspec os isuais. Um ambien e legí el o e ece segu ança e possibili a
20
uma expe iência u bana mais in ensa, uma ez que a cidade explo e seu po encial isual e
exp esse oda a sua complexidade. O condomínio echado ai de encon o a esse concei o po
se a a de um emp eendimen o ilegí el pa a quem es á de o a, ci cundado po uma ex ensa
ba ei a ísica. Ligado ao concei o de legibilidade, es á a imaginabilidade, uma ez que imagens
“ o es” aumen am a p obabilidade de se cons ui uma isão cla a e es u u ada da cidade.
Figu a 07: Ilegibilidade isual en e os condomínios. Fon e: A qui o Pessoal. Julho/2010
O con ex o do bai o Po al do Sol pa a a cons ução dos condomínios echados, segundo
as ações ans o mado as ca ac e ís ica de cada quad o de ocupação, se inco po a à a ual
paisagem u bana. Ainda exis em es ígios da paisagem u bana e da mo ologia an e io , e
es es es ígios podem se is os ao ci cula pelo bai o. De ido a sua dis ância do cen o e de
ou os bai os mais an igos, uma sé ie de medidas u banís icas não o am ealizadas, como
po exemplo, in aes u u a básica p e is a pelo código de U banismo.
Os condomínios ho izon ais echados analisados êm seu e i ó io dema cado po
mu os com mais de ês me os de al u a e com ce ca elé ica em oda ex ensão do mu o.
Pa a Lynch (1997, p. 52) esses mu os são limi es, ou ba ei as mais ou menos pene á eis.
O pa celamen o do solo é ei o espei ando a opog a ia exis en e. Quando exis e ege ação
na u al, apenas alguns condomínios a p ese am pa cialmen e, ou os, não p ese am nada,
eplan ando algumas á o es após o pa celamen o do solo pa a a ende aos 5% de á ea
e de de e minado pelo Código de U banismo.
Ao a a da o ganização socioespacial, Jan Gehl (2006, p. 17) esc e e sob e as
a i idades ex e io es ealizadas no dia a dia que in luenciam uma sé ie de condicionan es,
po exemplo, o en o no ísico. O au o desc e e um conjun o de a i idades ealizadas no
espaço u bano e as condições ísicas que in luenciam essas a i idades, classi icando-as
em ês ca ego ias: a i idades necessá ias, a i idades opcionais e a i idades sociais. Essa
classi icação oi u ilizada pa a iden i ica as a i idades ealizadas pelos mo ado es dos
condomínios ho izon ais echados, obje os de es udo des e abalho.
As a i idades necessá ias incluem aquelas que são mais ou menos ob iga ó ias, ou
seja, são aquelas a i idades que as pessoas es ão mais ou menos ob igadas a ealiza
independen emen e das condições ex e io es se em a o á eis: i ao colégio, i ao abalho,
espe a o ônibus, i a pada ia, ao supe me cado, espe a uma pessoa, e c. Es as a i idades
21
es ão ge almen e elacionadas à ação de caminha e são mais ou menos independen es do
en o no e os pa icipan es não em necessa iamen e elações.
As a i idades opcionais são aquelas que se pa icipa se exis i o desejo de azê-
la ou se o empo e o luga pe mi i em, ou seja, es as a i idades só se ealizam quando
os condicionan es ex e io es são a o á eis. Es a ca ego ia inclui a i idades como da um
passeio pa a oma um pouco de a esco, sen a pa a oma sol, le o jo nal sen ado no
banco de uma p aça, e c.
De aco do com o Gehl (2006, p.19), quando os ambien es ex e nos são de pouca
qualidade, as a i idades se es ingem à apenas as a i idades es i amen e necessá ias, mas
quando os ambien es ex e nos são de boa qualidade, as a i idades endem a du a mais.
Espaços de boa qualidade endem a dis ai as pessoas, que caminham mais de aga , são
in luenciadas a sen a -se po exemplo. Espaços de pouca qualidade in luenciam o mínimo de
a i idade possí el azendo o caminhan e segui apidamen e pa a casa.
Na ealidade in amu os dos condomínios esidenciais echados, oda a in aes u u a
do condomínio é planejada pa a a ende pe ei amen e aos mo ado es. A maio pa e do
condomínio é lo eada e uma pa e ese ada pa a a cons ução da á ea de laze . Essas
á eas ese adas pa a o laze dos mo ado es, embo a enham boa qualidade, ge almen e
se localizam dis an es da maio ia das esidências e não exis em a i idades necessá ias que
es imulem o uso pelos mo ado es. As á eas de laze dos condomínios, embo a in luenciem
a ealização de a i idades opcionais, p ecisa exis i uma mo i ação pa a aze o mo ado
di igi -se a é lá.
As a i idades sociais são odas aquelas que dependem da p esença de ou as pessoas.
Acon ecem de manei a espon ânea como consequência di e a da p esença de pessoas
no mesmo espaço e a iam de aco do com o con ex o que se p oduz, po exemplo, á eas
esidenciais, en o no de colégios, luga es de abalho; onde exis e pessoas com in e esse
comum. Isso implica que as a i idades sociais acon ecem indi e amen e quando as a i idades
necessá ias e opcionais p opo cionam melho es condições de in e ação.
Além das a i idades, as eg as de condu a em uas, pa ques, es au an es, ea os, lojas,
pis as de dança, sala de euniões e ou os luga es que concen am pessoas, dizem mui o
sob e as o mas de o ganização social. Um a o pode se ap op iado ou não apenas de aco do
com o que um de e minado g upo social de ine. Quando pessoas en am no campo de isão
de ou as pessoas não é p eciso que haja nenhuma comunicação o al en e eles pa a que se
inicie ine i a elmen e um ipo de comunicação.
O in e io dos condomínios ho izon ais echados aqui analisados, pela es u u a ísica e
o ganização socioespacial, in luenciam as i ências e o es ilo de ida dos mo ado es.
22
Segundo a P e ei u a Municipal, a cidade de João Pessoa possui a ualmen e, 64 bai os
com con igu ações e pe is que a iam de aco do com a classe social p esen e em cada bai o.
En e an o, João Pessoa em passando po di e sas ans o mações espaciais in luenciados
pela economia e cul u a igen es, po exemplo: esp aiamen o, pe i e ização, c escimen o
e ical, seg egação, enob ecimen o de algumas á eas e ou as endências con empo âneas
elacionadas com o su gimen o dos condomínios echados.
O p ocesso de c escimen o u bano esp aiado ap esen ado pela cidade de João Pessoa,
a pa i da década de 1970, em a e , p imei amen e, com o aumen o signi ica i o da população
(BARBOSA, 2011, p. 37). Assim, a demanda po mo adias aumen ou a o ecendo os in e esses
de g upos ligados ao capi al imobiliá io que luc a am com a pe i e ização da cidade.
A ualmen e, às a enidas Epi ácio Pessoa, Bei a Rio e Rui Ca nei o se cons i uem eixos
de comé cio e se iço, assim como os bai os li o âneos passa am po um in enso aumen o
populacional e de alo imobiliá io. Com o in enso c escimen o e alo ização desses bai os
li o âneos, alguns a o es como a e icalização, po exemplo, ge a am p oblemas u banos
elacionados p incipalmen e à acessibilidade e à segu ança. Nes e i em ap esen a emos os
aspec os cen ais do bai o Po al do Sol pa a o en endimen o do p ocesso de implan ação
dos ês condomínios ho izon ais echados analisados.
2.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA
2.1.1 Delimi ação Te i o ial
O eco e e i o ial, cons i uído pelo bai o Po al do Sol, a a-se de uma á ea pouco
u banizada, escassamen e p o ida de in aes u u a u bana, com g andes azios e baixa
densidade, localizado numa á ea mais pe i é ica da cidade, aumen ando a dependência do
au omó el.
CAPÍTULO
DISTINGUINDO ESPAÇO E LUGAR
02
23
Em ex ensão e i o ial, o bai o do Po al do Sol possui mais de 545 hec a es, de
aco do com o censo do IBGE (2010) João Pessoa possui uma população u bana de 720,789
habi an es e no bai o Po al do Sol, em 2000 o censo egis ou 1.878 habi an es, esse
núme o aumen ou pa a 4.136 habi an es em 2010. Do ano 2000 pa a o ano de 2010, o am
implan ados no bai o ap oximadamen e 6 (seis) dos 7 (se e) condomínios exis en es na á ea.
Assim, a densidade demog á ica, segundo o IBGE (2010) é de 793,12 hab/Km² nes e bai o.
Figu a 08: Delimi ação e i o ial do bai o Po al do Sol. Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es. Ago/2011.
Localizado en e os bai os de Al iplano, a no e; Pon a do Seixas, a les e; Mangabei a
e Cos a do Sol, a sul; e, Bancá ios e Cidade Uni e si á ia a oes e, como mos a a igu a 09, o
bai o Po al do Sol é seguido do bai o do Al iplano que possui segunda maio ex ensão, com
225,60 hec a es, sendo o bai o mais populoso do se o li o âneo sul com 4.151 habi an es.
O se o li o âneo sul ab ange os bai os do Al iplano, Po al do Sol, Pon a do Seixas, Penha
e Cos a do Sol.
24
Figu a 09: O Cen o de João Pessoa e os bai os izinhos ao Po al do Sol.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es. Ago/2011.
A opção po es uda os condomínios ho izon ais echados do bai o do Po al do Sol
ad eio ambém do econhecimen o do p ocesso de p odução c escen e do espaço u bano e
a c escen e alo ização sob o pon o de is a do me cado imobiliá io, a a és dos inúme os
condomínios ho izon ais echados implan ados no bai o a despei o da ex ensa á ea que o ma
os azios u banos. E, pa alelamen e ao desen ol imen o dessa á ea oco em a ma ginalização
de de e minados espaços públicos de ido ao deslocamen o da população mais ica pa a
assen amen os mais dis an es.
A cidade de João Pessoa possui a ualmen e 11 (onze) condomínios ho izon ais echados
di ecionados a classe média/al a e desse o al, o bai o Po al do Sol possui 7 (se e) condomínios
ho izon ais echados e 1 (um) condomínio e ical ainda em ase de acabamen o, di ecionados
a classe média/al a. Os condomínios ho izon ais são: Cabo B anco Residence P i e (1998),
Ex emo O ien al (2005), Po a do Sol (2004), Bougain ille (2004), Vilas do Fa ol (2008),
Bosque das O quídeas (2007) e Bosque das Gamelei as (2007); e o condomínio e ical é o
Ja dim Cabo B anco (2009). Desse o al, ês são obje os de es udo des e abalho: o Cabo
B anco Residence P i e, Po a do Sol e Bosque das O quídeas (Figu a 10).
25
Figu a 10: Localização dos ês condomínios analisados no bai o Po al do Sol.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es. Ago/2011.
Essa á ea ap esen a uma lei u a da paisagem u bana no adamen e ho izon al e pa e do
bai o possui esquícios de ege ação p imi i a.
2.1.2 In aes u u a U bana
Os condomínios ho izon ais echados o am implan ados em uma Zona Residencial 3
(Mapa 01) e a a-se de uma á ea não a endida com oda in aes u u a básica p e is a no
A . 7° do Código de U banismo, XI - In aes u u a básica: os sis emas de abas ecimen o
32
As leis e no mas que egulam os condomínios são: O No o Código Ci il B asilei o (Lei
Fede al N° 10.406/ 2002), a Lei de Condomínio (Lei Fede al N° 4.591/ 1964), O Regimen o
In e no e a Con enção dos Condomínios (pa icula es pa a cada condomínio) e as decisões
da Assembleia Ge al.
O condomínio é p e is o no No o Código Ci il e na Lei de Condomínio como uma
edi icação con endo p op iedade p i ada exclusi a e p op iedade comum. A á ea exclusi a é
de uso pa icula do condomínio e as á eas comuns são de uso de odos, não podendo se
alienadas ou di ididas. A con enção do condomínio de e se elabo ada pelos i ula es das
unidades, sendo no mínimo 2/3 das ações ideais.
A é 2003 os condomínios e am egidos pela Lei de Condomínio. Em 2003 o No o
Código Ci il ouxe em seu co po uma pa e dedicada aos condomínios, o que não in alida a
Lei de Condomínio de 1964, mas en a em con li o com essa em alguns pon os, nos quais a
o ien ação é que p e aleça o No o Código Ci il.
O Regimen o In e no e a Con enção de condomínio, são no mas c iadas pelos
p op ie á ios de de e minado condomínio pa a egulamen a o con í io in e no dos mo ado es.
A Con enção, é um dos p é- equisi os pa a cons i ui -se condomínio e pode egis a-lo em
ca ó io. Enquan o a Con enção egulamen a o di ei o sob e a p op iedade, o Regimen o
In e no egulamen a o di ei o sob e o uso, complemen ando a Con enção.
Com elação aos di ei os e de e es dos condôminos, a con enção e o egimen o in e no
deixam cla o o di ei o de u iliza em li emen e suas unidades, desde que esse uso não in e i a
pa a ou os condôminos o mesmo di ei o.
2.2 TRÊS CONDOMÍNIOS
Os condomínios echados selecionados localizam-se no bai o Po al do Sol, em João
Pessoa, cidade que, como ou as, e a a a expansão dessa ipologia habi acional pelos á ios
emp eendimen os cons uídos e em cons ução. Em João Pessoa, a é 2009, ha ia dez (10)
condomínios ho izon ais echados egis ados na P e ei u a Municipal e a p ocu a po lo es
no in e io desses emp eendimen os é cada ez maio , de ido aos inúme os in es imen os da
especulação imobiliá ia em p opagandas. Tal in o mação oi na ada du an e en e is a ei a
com dois co e o es de imó eis, em junho de 2012.
O in e esse de in es iga condomínios ho izon ais echados em João Pessoa se dá pelas
á ias discussões e pesquisas que abo dam suas o igens, causas e consequências, além de
es udos que a am de assun os ligados a espaços públicos e seg egação, mas não exis em
es udos especí icos que a aliem o desempenho das á eas de uso cole i o dos condomínios
ho izon ais echados, como já oi mencionado.
Os condomínios echados mais eco en es na cidade de João Pessoa são os e icais,
mas as mudanças na lei u a da paisagem u bana causadas pela concen ação de condomínios
ho izon ais echados no mesmo bai o pe i é ico da cidade, como mos a a igu a 14, chamou
a a enção de es udiosos de di e sas á eas, po exemplo, a qui e u a e geog a ia (BECKER,
2005; BARBOSA, 2005).
33
Figu a 14: Condomínios echados concen ados na egião dos bai os Al iplano, Po al do Sol e Pon a do Seixas: 1-Vila Real; 2-Vila do
Fa ol; 3- Village A lân ico do Sul; 4-Ex emo O ien al; 5-Cabo B anco Residence P i ê; 6-Po al do Sol; 7-Ja dim Cabo B anco (es e,
o único condomínio e ical na á ea); 8-Bosque das Gamelei as; 9-Bosque das O quídeas e 10-Bongain ille. Fon e: Pa ícia Alonso e
Wylnna Vidal, 2011.
Após lei u a das geoimagens da cidade e pesquisa no a qui o cen al da P e ei u a
Municipal pa a iden i ica o bai o com a maio concen ação de condomínios ho izon ais
echados, a seleção dos condomínios analisados nes a pesquisa oi ealizada após mapeamen o
de odos os condomínios ho izon ais echados localizados na cidade de João Pessoa. Os ês
condomínios ho izon ais echados escolhidos pa a análise nes a pesquisa se ão desc i os a
segui .
2.2.1 Cabo B anco Residence P i e
Localização e Limi es
Localizado na A enida Hil on Sou o Maio , na cidade de João Pessoa, o Condomínio
Cabo B anco Residence P i e e e seu p ocesso de ap o ação em 20 de janei o de 1988,
assim, é o condomínio mais an igo no bai o Po al do Sol.
Comple amen e delimi ado po mu os, apenas na achada on al exis e um g adil, e
acima desse, a ce ca elé ica. O Condomínio Cabo B anco Residence P i e em a achada on al
34
ol ada pa a a ua, indicada na igu a 15 como sendo a Es ada da Penha e as demais echadas
es ão ol adas pa a ou os condomínios ho izon ais echados: à di ei a, ica o Condomínio
Ex emo O ien e; à esque da, ica o Condomínio Po a do Sol e a ás do condomínio, se em
o mu o do Condomínio Bougain ille.
Figu a 15: condomínios localizados no en o no do Condomínio Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: www.wikimapia.com edi ado po Ch is iane Nicolau. Julho/2010
Essa a enida de inida no mapa como “Es ada da Penha” possui a ualmen e ou o nome
já egis ado: A enida Hil on Sou o Maio , que passa en e os seguin es bai os: Água F ia,
José Amé ico, Ja dim Cidade Uni e si á ia, Mangabei a, Quad ama es e Po a do Sol.
Plan a Baixa
O Condomínio Cabo B anco Residence P i e é di idido em quad as e subdi idido em
lo es, as casas são o ganizadas lado a lado com uma dis ância de qua o me os uma das
ou as, co esponden e ao ecuo ob iga ó io de dois (02) me os em cada la e al de cada
lo e. São dezeno e (19) quad as e qua ocen os e in a e oi o (438) lo es sendo que se e
(07) des es lo es, o am inicialmen e des inados a á ea come cial, de uma á ea o al de 33,75
hec a es.
35
Figu a 16: Condomínio Cabo B anco Residence P i e. Fon e: Google ea h edi ado po Ch is iane Nicolau. Julho de 2012.
Apesa de exis i em se e lo es des inados a a i idades come ciais apenas dois lo es
o am u ilizados pa a cons ução desses es abelecimen os, em um lo e unciona o me cadinho
“Cen e P i e” e no ou o, o “P i e Shop” que con ém ma mi a ia, loja de p esen es, cos u ei a,
loja de ma e ial de piscina, dois salões de beleza, manicu e, cu so de inglês e desenho, e uma
loja de cosmé icos.
Figu a 17: Me cadinho Cen e P i e.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010. Figu a 18: P i e Shop. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010.
De aco do com o Regimen o In e no, o Condomínio Cabo B anco Residence P i e con a
com sis ema iá io in ei amen e as al ado, mas não o almen e in eg ado à malha u bana,
36
já que exis e uma ua pa alela à A enida Hil on Sou o Maio onde é u ilizada apenas pa a
acesso ao condomínio; con a ainda com sis ema de ene gia elé ica e iluminação pública,
sendo a ua p incipal com iluminação na co b anca e nas uas secundá ias é u ilizada uma
iluminação ama elada; sis ema de d enagem de águas plu iais; sis ema de i igação au omá ica
pa a ja dins e pa ques; sis ema de água e ese a ó io ele ado com o poço a esiano, pa a
manu enção e o necimen o exclusi o ao condomínio. Na ex ensão e i o ial do condomínio,
exis em cinco (05) gua i as de segu ança (Figu a 16), po ém elas não são u ilizadas desde
a ocupação dos e enos izinhos po ou os condomínios ho izon ais echados. Os mu os
ab angem a á ea o al do condomínio do ada de acesso único pa a mo ado es e isi an es e
ou o pa a ca gas e uncioná ios.
Tabela 04: Quad o ge al das á eas in e nas do condomínio. Fon e: Regimen o In e no. Julho/2011.
O sis ema iá io in e no do condomínio possui uma á ea o al de 38.255,05m², equi alen e
a 11,40% da á ea o al da p op iedade. O a uamen o onde se encon a a po a ia possui uma
ia p incipal com in e e dois (22) me os de la gu a e duas pis as de olamen o com seis
(06) me os em mão única, in e ligando as ias secundá ias com seção de oi o (08) me os,
incluindo passeios, es as ese adas ao ânsi o local, como mos a a igu a 15 a segui . Não
há nesse condomínio sinalização nas esquinas com os nomes das uas.
A ligação das uas locais po um eixo cen al az com que apenas os mo ado es
e isi an es ci culem nessas uas, diminuindo assim o luxo e aumen ando ainda mais a
anquilidade en e as quad as. Assim, o maio luxo de eículos du an e odo o dia se
concen a no eixo cen al.
A a enida p incipal do in e io do condomínio é a bo izada com á o es de médio e
g ande po e e algumas ou as ege ações de pequeno po e. Essa a bo ização con ibui pa a
somb ea a ua po um pe íodo maio de empo, po ém essa a bo ização não se az p esen e
nas ias locais do condomínio cabendo aos p op ie á ios a bo iza ou não.
37
Figu a 19: Eixo cen al do condomínio com can ei o a bo izado.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Ab il/2009. Figu a 20: Casa a bo izada. Fon e: Ch is iane Nicolau. Ab il/2009.
Acessos
Os acessos ao in e io do Condomínio Cabo B anco Residence P i e localizam-se na
achada on al e a en ada é pe manen emen e igiada po gua das de segu ança de uma
emp esa e cei izada e assis ida po uncioná ios adminis a i os ambém con a ados de
uma emp esa especializada e, po im, acesso de ca gas.
A po a ia possui sala de adminis ação, es iá io, ecepção, con ole ele ônico de
acessos. Com uma es u u a de cobe u a me álica que p omo e acesso cobe o pa a os
eículos que en am e saem.
Figu a 21: Vis a da po a ia do Condomínio.
Fon e: www.cabob ancop i e.com.b - Julho/2009. Figu a 22: Acesso de uncioná ios, ca gas e demais se iços.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2009.
O acesso dos uncioná ios do condomínio, dos uncioná ios dos se iços come ciais e
o acesso de caminhões, é ei o po uma en ada di e en e, localizado a esque da da po a ia
p incipal (Figu a 22). O abalhado seja ped ei o, emp egada domés ica, babá, ja dinei o e c.
p ecisa se an ecipadamen e cadas ado pelo dono do lo e e odos os dias o acesso dessas
pessoas é ei o a a és da lei u a da imp essão digi al e ap esen ação de uma ca ei inha de
iden i icação com o o.
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O acesso é con olado po igilan es que con e em o lo e pelo nome do p op ie á io. A
en ada de ma e iais p ecisa se p e iamen e comunicada pelo p op ie á io à po a ia pa a a
libe ação do acesso e é necessá io ainda in o ma que ma e iais se ão en egues, quando e
quem ai es a esponsá el po ecebe esses ma e iais na esidência.
Reg as In e nas
As eg as in e nas de cada condomínio seguem as leis e no mas que egulam os
condomínios, como já oi mencionado no i em que a a da legislação: O No o Código Ci il
B asilei o (Lei Fede al N° 10.406/ 2002), a Lei de Condomínio (Lei Fede al N° 4.591/ 1964), O
Regimen o In e no e a Con enção dos Condomínios (pa icula es pa a cada condomínio) e as
decisões da Assembleia Ge al, como já oi mencionado an e io men e.
No Cabo B anco Residence P i e, as calçadas de em possui um (01) me o de la gu a
e o ma e ial do e es imen o de piso dessas calçadas a ia de lo e pa a lo e, de aco do com
a p e e ência do p op ie á io ou mo ado . Esse alo de um (01) me o e e en e a la gu a do
passeio de e minado no Regimen o In e no é meno do que o alo exigido pelo Código de
U banismo, e e en e a um e in e (1,20) me os. Os se iços comuns como, limpeza das uas,
a amen o nos can ei os e c. são ealizados po uncioná ios con a ados pelo condomínio,
aos mo ado es cabem a limpeza e a manu enção de udo que diz espei o ao seu lo e.
P óximo à po a ia, em-se o salão de a i idades múl iplas, mais conhecido po salão
de es as, a u ilização do espaço acon ece median e ese a an ecipada ei a na po a ia do
condomínio. O salão é abe o, a cobe a de es u u a me álica igual a cobe a da po a ia. De
al ena ia pin ada, sem nenhum a amen o acús ico, o salão possui um depósi o, á ea de ba
e dois banhei os. O salão de es as encon a-se a ualmen e em es ado de abandono, sendo
u ilizado pa a a i idades ísicas, como ioga, capoei a, dança do en e, e c. A cobe a do salão
encon a-se en e ujada e po não se clima izado e ambém po se pequeno, o espaço
a amen e é u ilizado pa a es as e ou os e en os.
O p oje o a qui e ônico da esidência é li e seguindo algumas eg as de cons ução
es abelecidas pelo Regimen o In e no que egulam o di ei o de u ilização e ap o ei amen o
do lo e: só é pe mi ido é eo e mais um pa imen o; os ecuos la e ais e on ais de em se
espei ados; a á ea de se iço não pode es a expos a; é pe mi ida a cons ução de mu o de
a imo de a é 60 cen íme os de al u a e mais a al u a de ce cas i as apenas pa a deixa a
á ea de laze mais ese ada. Po ém nem udo é espei ado, exis em casas com é eo mais
dois pa imen os, mu os com al u a de pé-di ei o, oupas expos as, casas sem calçadas e nem
semp e os ecuos la e ais são espei ados.
Ge encia e adminis a em o in ui o de ga an i o uncionamen o, manu enção e a
ealização de odos os se iços necessá ios. Os ó gãos compe en es, esponsá eis pelo
ge enciamen o e adminis ação do condomínio, são: a Assembleia Ge al do condomínio, síndico,
Conselho Fiscal e a Adminis ado a, além da Comissão de Delibe ação sob e cons ução.
As Assembleias são ma cadas pa a p es ação de con as e a omada de no as decisões
jun o a odos os mo ado es po ém, de aco do com documen o emi ido pela adminis ação do
39
condomínio aos condôminos pela al a de compa ecimen o de uma maio ia, a adminis ação
do condomínio, como al e na i a, esol eu p emia a a és de so eios aqueles mo ado es
p esen es nas assembleias com assina u as de jo nais e TV a cabo, isenção do pagamen o de
um mês da axa de condomínio, en e ou as coisas não especi icadas.
Á eas de Laze
A á ea de laze do Condomínio Cabo B anco Residence P i e se localiza nas la e ais
( igu a 23) e é compos a po campo de u ebol g amado, duas quad as de ôlei de a eia,
uma quad a de ênis, uma quad a de squash e uma ese a ambien al onde o seu en o no
é u ilizado pa a caminhadas e passeios de bicicle a. O playg ound, localizado na ou a
ex emidade do condomínio é ci cundado po g ades e um po ão, e uma ou a ese a
ambien al ambém u ilizada pa a caminhadas. Exis e ainda um espaço de p aça cons uído
pelos p óp ios mo ado es após a cons ução de suas esidências, a a-se de uma á ea
pa imen ada e g amada, com bancos, pos es pequenos de iluminação e es u u a de madei a
e elha ce âmica (Figu a 26).
Figu a 23: Localização da á ea de laze do condomínio Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es. Ago/2011.
40
Todos os equipamen os de laze do condomínio são de uso exclusi o dos mo ado es
podendo se u ilizados em qualque ho á io, com exceção do campo de u ebol e do playg ound
que são equipamen os echados e com ho á ios pa a uso. Essa de e minação oi decidida em
assembleia, assim como os ho á ios de u ilização, como o ma de p ese a os equipamen os
que passa am ecen emen e po e o mas.
Figu a 24: Quad as de a eia e squash.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Junho/2011. Figu a 25: Playg ound. Ma cela Di-
mens ein. Junho/2011 Figu a 26: P acinha cons uída pelos
mo ado es. Fon e: Ma cela Dimens ein.
Junho/2011.
A quad a de squash e as quad as de ôlei de a eia, encon am-se a ualmen e em
péssimas condições de uso, ou seja, o piso deg adado e as edes asgadas. Apenas o en o no
da quad a de ênis e do playg ound êm calçadas, po ém na calçada do playg ound algumas
á o es de médio po e são obs áculos que impedem o uso da mesma (Figu a 25). O campo
de u ebol ai a é o limi e da ua assim as c ianças que u ilizam esse equipamen o de laze ,
di idem o espaço da ua com os ca os.
Figu a 27: Á ea de laze sem calçada nem a amen o de piso.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010. Figu a 28: Campo de u ebol sem calçada. Fon e: Ch is iane
Nicolau. Julho/2010.
Tipologias
Com elação as ipologias das habi ações no in e io do Condomínio Cabo B anco
Residence P i e, a in enção não é aze uma classi icação ipológica, apenas mos a o pad ão
cons u i o das esidências no in e io des e condomínio.
41
Na maio ia dos casos, são edi icações de al o pad ão com es ilos a iados. Po se a a
do condomínio mais an igo do bai o Po al do Sol, consequen emen e é o mais ocupado com
os mais di e sos es ilos de esidências. Alguns mo ado es não são b asilei os e o p oje o
a qui e ônico da esidência não oi ei o no B asil, po exemplo uma amília ame icana que
ouxe o p oje o de Bos on, além de ou os mo ado es de nacionalidade es angei a: alemães,
i alianos e po ugueses.
Figu as 29: Residências do Condomínio Cabo B anco Residence
P i e. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010.
Figu as 30: Residências do Condomínio Cabo B anco Residence
P i e. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010.
Ou as casas obse adas são meno es, é eas, com pouco id o na achada, elhado
com duas águas e poucos de alhes cons u i os. Algumas casas seguem um modelo mais
mode no de habi ação onde o elhado não apa ece mais, usa-se mui o id o nas achadas,
pó icos e pé-di ei o duplo.
O núme o de pessoas po esidência a ia mui o, assim como o núme o de eículos.
Du an e os pe cu sos a pé pa a ap eensão do espaço, oi possí el obse a , en e ou as
coisas, o núme o de eículos po esidência e o amanho das ga agens. Na maio ia das
esidências exis e no mínimo dois ca os, uma esidência em pa icula chamou a a enção po
ab iga seis (06) ca os na ga agem (Figu a 34). Nessa esidência mo am pai, mãe e qua o
(04) ilhos e cada um em o seu p óp io ca o.
48
Figu a 45: quad as poliespo i as. Fon e:
Ch is iane Nicolau. Julho/2011. Figu a 46: salão de es as. Fon e: Ch is-
iane Nicolau. Julho/2011. Figu a 47: Playg ound. Fon e: Ch is iane
Nicolau. Julho/2011.
Tipologias
Com elação as edi icações nesse condomínio, o acesso pa a egis o o og á ico das
esidências oi mais complicado, es ingindo assim a desc ição ex ual nes e i em. Po ém,
algumas o og a ias o am i adas de pon os mais dis an es, a im de ap esen a , com limi ações,
o es ilo das esidências.
Em odos os condomínios, as esidências u ilizam ma e iais semelhan es, possuem o
mesmo pad ão cons u i o e es ilos pa ecidos de mo adias, ou seja, são, na maio ia dos
casos, esidências com dois pa imen os ( é eo + um), uso de id o das achadas, de g ande
po e, com pé-di ei o duplo e a andas.
Figu a 48: Ten a i a de egis a as esidências do Condomínio
Po a do Sol. Fon e: Ma cela Dimens ein. Maio/2010. Figu a 49: Ten a i a de egis a as esidências do Condomínio
Po a do Sol. Fon e: Ma cela Dimens ein. Maio/2010.
49
2.2.3 Bosque das O quídeas
Localização e Limi es
O Condomínio Bosque das O quídeas é um dos condomínios que compõe a Cidade dos
Bosques, p oje o da emp esa Ecomax. O Bosque das O quídeas e o Bosque das Gamelei as
se localizam na A enida Go e nado An ônio da Sil a Ma iz, es a a a-se de uma ua abe a
pela cons u o a a pa i de uma in e e ência no p oje o inicial do g upo Capuche. Com uma
á ea o al de 420.000,00 m², a á ea é in ei amen e delimi ada po mu o e acima do mu o a
ce ca elé ica.
Figu a 50: Vis a aé ea dos condomínios Bosque das O quídeas.
Fon e: h p://www.ecomax.eng.b /?p=69 Acesso em 10 de Janei-
o de 2011.
Figu a 51: Vis a aé ea da implan ação do Condomínio Bosque
das O quídeas. Fon e: h p://www.ecomax.eng.b /?p=69 Aces-
so em 10 de Janei o de 2011.
Inicialmen e os dois condomínios que compõem a Cidade dos Bosques se iam
um único condomínio ho izon al echado. Reconhecendo o impac o na malha u bana que
o emp eendimen o causa ia, a P e ei u a in e eio, solici ando a di isão do p oje o inicial
ans o mando um condomínio em dois, o Bosque das O quídeas e o Bosque das Gamelei as.
De aco do com o A . 75 do Código de U banismo, Lei N° 2.102/1975, quando o pa celamen o
da e a assumi a o ma p i ada, pode o pode público acei á-lo, ejei á-lo ou modi icá-lo,
o al ou pa cialmen e, semp e em conco dância com a o ien ação do Plano Di e o .
São 236 lo es, odos des inados a uso esidencial, não exis indo á ea ese ada pa a
uso come cial. O condomínio se localiza en e o Condomínio Bosque das Gamelei as a oes e,
Condomínio Bougain ille a les e, a sul pelo Condomínio Ja dim Cabo B anco e a no e po
uma á ea pouco u banizada, como mos a a igu a 52.
50
Figu a 52: En o no do Condomínio Bosque das O quídeas. Fon e: Google ea h edi ado po Ch is iane Nicolau. Julho/2012.
Plan a Baixa
O Condomínio Bosque das O quídeas possui com sis ema iá io as al ado, como mos a
a igu a 53 a segui , sis ema de ene gia elé ica e iluminação pública, sendo iluminação
ama elada nas ias secundá ias e iluminação b anca somen e na á ea da po a ia; sis ema
de d enagem de águas plu iais; sis ema de i igação au omá ica pa a ja dins e pa ques;
sis ema de água e ese a ó io ele ado; mu o com ce ca elé ica ab angendo a á ea o al do
condomínio e gua i a localizada no acesso p incipal, igiada po gua das de segu ança de
uma emp esa e cei izada e assis ida po uncioná ios adminis a i os ambém con a ados.
Figu a 53: Ruas do in e io do condomínio in ei amen e
as al adas. Fon e: A qui o Pessoal. Julho/ 2011. Figu a 54: Rese a de ma a e de p o egida po g adil.
Fon e: A qui o pessoal. Julho/2011.
51
Di e en e do Condomínio Cabo B anco Residence P i e, o Condomínio Bosque das
O quídeas em as uas sinuosas e não exis e um eixo p incipal de acesso. As quad as e lo es
em dimensões a iadas e a á ea de laze é concen ada em um único espaço (Figu a 55).
Figu a 55: Condomínio Po a do Sol. Fon e: Google ea h edi ado po Ch is iane Nicolau. Julho de 2012.
Acessos
No Bosque das O quídeas o acesso de mo ado es, isi an es e ca gas, são ei os em
po ões di e en es. O acesso de mo ado es se dá pela lei u a da digi al, o acesso de isi an es,
a a és de iden i icação pelo in e one e só libe a após au o ização do mo ado e o acesso de
ca gas é egis ado po um uncioná io do condomínio e au o izado pelo mo ado . A en ada
de uncioná ios do condomínio, uncioná io das ob as e das esidências é ei a pelo mesmo
po ão de pedes es dos mo ado es.
52
Figu a 56: Po a ia do Condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: Si e da ecomax h p://www.ecomax.eng.b /?p=69
Acesso em 10 de Janei o de 2011.
Figu a 57: Po a ia do Condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: Si e da ecomax h p://www.ecomax.eng.b /?p=69
Acesso em 10 de Janei o de 2011
Reg as In e nas
O egimen o in e no, em po inalidade subme e o Condomínio às disposições legais
es ipuladas na lei nº 4.591/64 e no Código Ci il B asilei o (lei nº 10.406/2002), bem como
egula os di ei os e de e es de seus condôminos, es abelece as eg as e e en es à sua
adminis ação, manu enção dos equipamen os u banos e á eas comuns.
A adminis ação e di eção do Condomínio são exe cidas pelo Conselho Consul i o
Fiscal (CCF), pelo Síndico e Subsíndico e pela Assembleia Ge al. O Conselho Consul i o Fiscal
(CCF) é compos o po ês (03) condôminos e ês (03) suplen es, os quais escolhe ão o
P esiden e, um sec e á io e o Vice-P esiden e. Ao CCF compe e colabo a com o síndico na
adminis ação do condomínio.
Das eg as de cons ução, o p oje o e espec i a o ma de cons ução de em se
analisados e ap o ados p e iamen e pelo Condomínio median e a aliação po p o issional
c edenciado e es a ap o ação de e oco e an es dos p oje os se em encaminhados pa a
a aliação na P e ei u a Municipal de João Pessoa e demais ó gãos públicos compe en es.
Nenhuma habi ação pode e mais de 02 (dois) pa imen os ( é eo e supe io ) acima
do ní el da ua, limi ando sua al u a máxima a 7,20m (se e me os e in e cen íme os) acima
do ní el do meio- io, já inclusos o embasamen o máximo de 0,80m (oi en a cen íme os). E,
cada habi ação pode cons ui mu os de al ena ia ou ce ca i a median e aco do com seus
espec i os izinhos. As eg as de cons ução ambém es abelecem uma á ea mínima a se
cons uída de modo a man e o pad ão cons u i o das habi ações.
As calçadas e a a bo ização das uas se ão obje o de p oje o de pad onização p omo ido
pelo Condomínio e ap o ado em Assembleia Ge al, sendo o cus o de implan ação a eado en e
odos os condôminos. As calçadas de em e la gu a mínima de 1,20 me os. Os cole o es de
lixo das casas ambém são obje o de pad onização p omo ida pelo Condomínio, sendo seu
cus o de esponsabilidade de cada condômino.
53
Á ea de Laze
As á eas de laze são de uso exclusi o dos condôminos, seus dependen es e con idados
e são inúme as as a i idades o e ecidas aos mo ado es, desde as quad as poliespo i as,
a academia, espaço gou me , e c. Pa a uso do salão de es as é necessá io a equisição
ei a po esc i o ao Síndico. O Condomínio Bosque das O quídeas em uma á ea e de de
65.623,35m² aos 236 lo es.
Figu a 58: Localização da á ea de laze do condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es. Ago/2011.
A á ea de laze do condomínio Bosque das O quídeas é chamado de Clube Social com:
es a , ci culação, salão de jogos, cozinha, despensa, e aço ex e no e pá io de se iço; espaço
gou me , kids club: e aço, salão, copa, la abo, piscina kids, piscina baby, pa quinho; clube
espo i o: e aço de acesso, es iá ios, sauna, ducha, depósi o, piscina de hid omassagem,
piscina com aia e academia; quad as poliespo i as, quad a de ênis, campo de u ebol socie y,
ilha ecológica e p aça de con i ência.
54
Figu a 59: clube social.
Fon e: h p://www.ecomax.eng.b /?p=69
acesso em 20 de Agos o de 2011.
Figu a 60: pa quinho na ese a ecológi-
ca. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010. Figu a 61: piscina c/ aias.
Fon e: h p://www.ecomax.eng.b /?p=69
acesso em 20 de agos o de 2011.
Apesa dos inúme os equipamen os de laze o e ecidos po esse emp eendimen o, oi
possí el pe cebe , du an e a pesquisa de campo, a ociosidade desses espaços que es a am
azios na maio pa e do empo, ao con á io do que mos am as p opagandas publici á ias,
que exibem á eas de uso cole i o semp e ocupadas, pessoas elizes, e mui a in e ação social.
Figu a 62: p opaganda publici á ia do salão de es as do Cond.
Bosque das O quídeas. Fon e: Cd de lançamen o do emp eendi-
men o. Janei o/2009
Figu a 63: p opaganda publici á ia do espaço kids do Cond.
Bosque das O quídeas. Fon e: Cd de lançamen o do emp eendi-
men o. Janei o/2009
Figu a 64: p opaganda publici á ia da is a ex e na da á ea de
piscina e academia do Cond. Bosque das O quídeas. Fon e: Cd
de lançamen o do emp eendimen o. Janei o/2009
Figu a 65: p opaganda publici á ia da is a in e na da á ea de
piscina e academia do Cond. Bosque das O quídeas. Fon e: Cd
de lançamen o do emp eendimen o. Janei o/2009
Esse azio nas á eas de laze do Condomínio Bosque das O quídeas pode se
jus i icado pelo pouco núme o de esidências p on as no in e io do emp eendimen o. Já
55
que o maio núme o de edi icações obse adas du an e a pesquisa de campo, es a am em
cons ução. Po ém, esse mesmo azio nos equipamen os de laze oi obse ado nos ou os
dois condomínios aqui analisados: o Condomínio Po a do Sol e o Condomínio Cabo B anco
Residence P i e.
Tipologias
A espei o das esidências, po se um condomínio ainda ecen e, du an e a pesquisa
de campo, ha ia apenas duas esidências já cons uídas e algumas em cons ução. Mas, oi
possí el pe cebe que o pad ão cons u i o das casas é o mesmo dos demais condomínios e
algumas esidências nes e emp eendimen o são ainda maio es de ido a a iação no amanho
dos lo es.
Figu a 66: Residência em cons ução no Condomínio Bosque das
O quídeas. Fon e: a qui o pessoal. Ab il/2010. Figu a 67: Residência no Condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: a qui o pessoal. Ab il/2010.
As esidências, mesmo com ipologias a iadas ( é eas ou dois pa imen os), seguem o
pad ão espacial e social do espaço em que es ão inse idas, ou seja, um ambien e socioeconômico,
e po ezes cul u al, homogêneo, onde seus mo ado es possuem ca ac e ís icas simila es.
Os maio es esponsá eis pelas elações sociais den o dos condomínios, são as c ianças e
adolescen es, que o am is os com mais equência, ci culando pelas uas in e nas e nas
á eas de laze .
De aco do com Caldei a (2000, p.259), esses condomínios es ão ans o mando a
na u eza do espaço público e a qualidade das in e ações públicas na cidade, que es ão se
o nando cada ez mais ma cadas po suspei a e es ição.
Ao desc e e esses ês condomínios, é possí el pe cebe as semelhanças e di e enças
en e eles, nas eg as, es u u a in e na, o pad ão cons u i o das esidências, a o ma de
o ganização do espaço, e c. Pelo núme o de esidências já cons uídas e em cons ução,
ambém é possí el pe cebe que as pessoas se adap am ao seu en o no e ao es ilo de ida
o e ecido nesses emp eendimen os, ex aindo es u u a e iden idade como desc e e Lynch
(1997, p. 09) ao analisa e compa a ês cidades ame icanas.
56
2.3 A RELAÇÃO DOS CONDOMÍNIOS FECHADOS COM O ESPAÇO URBANO
O espaço u bano é o mado po um conjun o de espaços abe os e echados e/ou
cons uídos de uma cidade. Em e mos mo ológicos, a cidade pode se comp eendida com
ês ní eis o ganiza i os básicos: o cole i o, o comuni á io e o indi idual (DEL RIO, 1990, p. 83)
e em o no desses, es u u am-se odos os signi icados e acon ecem as ap op iações sociais.
A ualmen e, pa ece se um senso comum o p oblema da al a de i alidade dos espaços
públicos, deco en e do inchaço das cidades, da c escen e c iminalidade e iolência u bana,
dos p oblemas de má adminis ação pública, que epe cu em na má manu enção desses
espaços. Toda ia, mesmo que pa eça exis i essa endência de pe da das unções e signi icado
dos espaços públicos, au o es como Gehl (2006, p.27) suge em que as necessidades da ida
pública nas cidades endem a aumen a a cada dia.
A cidade nos ensina a lida com a di e sidade, con i e com es anhos já que se
desen ol e den o de uma lógica de he e ogeneidade e ela mesma nos ensina como i e
com essa di e sidade, já que nela se cons ói a iden idade do espaço u bano. En e an o, a
expe iência co idiana na cidade con empo ânea é complexa e as nossas análises apon am
pa a con adições que indicam uma ocupação e uso de espaços de o ma seg egada em
de imen o do ca á e público e da ampliação dos espaços de con i ência cole i a.
Dessa o ma, en ende-se que é impo an e es uda como os espaços públicos es ão
sendo ans o mados po no as o mas de ocupação u bana, como os condomínios echados,
po exemplo, que cons i uem um dos elemen os que o mam o espaço u bano.
Um núme o cada ez maio de cidades em se ca ac e izado po encla es e di e sas
si uações de isolamen o onde as unções da cidade são ago a in e io izadas. No li o “Cidade
de Mu os”, Te esa Caldei a a i ma que:
(...) as ans o mações ecen es es ão ge ando espaços nos quais os di e en es g upos
sociais es ão mui as ezes p óximos, mas es ão sepa ados po mu os e ecnologias de
segu ança, e endem a não ci cula ou in e agi em á eas comuns. O p incipal ins umen o
desse no o pad ão de seg egação espacial é o que chamo de “encla es o i icados”. T a a-
se de espaços echados e moni o ados pa a esidência, consumo, laze e abalho. A sua
p incipal jus i icação é o medo do c ime iolen o (CALDEIRA, 2000, p.211).
Valo izado pelos emp eendedo es e cada ez mais acei o pela população, nos
condomínios ho izon ais, o que se ende são apenas os lo es como nos demais lo eamen os
e bai os da cidade; a p incipal di e ença é que as uas, p aças, á eas e des e demais
equipamen os são p i a izados. Os condomínios echados o e ecem no seu in e io uma
sé ie de equipamen os de uso cole i o acessí el apenas aos mo ado es. Os espaços de uso
cole i o pa ecem desempenha um papel undamen al na ida das pessoas que mo am em
condomínio. Esses espaços possibili am as mais di e sas a i idades de socialização a medida
que o e ecem á ias opções de laze , se o nando uma das p incipais azões pa a as pessoas
op a em po esse ipo de emp eendimen o.
O bai o Po al do Sol, onde es á inse ido o obje o de es udo des a pesquisa é o mado
po camadas de ele ado pode aquisi i o e po ocupações i egula es (Figu as 68 e 69
57
a segui ). As ans o mações que em oco endo nes e bai o êm al e ado a dinâmica
dessa á ea. Segundo Lopes (2008, p. 78), os condomínios echados são uma en a i a de
( e) p oduzi um espaço público segu o, con olado, ag adá el e limpo. No en an o, o que é
p oduzido den o desses emp eendimen os não é espaço público e sim, um espaço de uso
cole i o, de p op iedade p i ada e, consequen emen e, não es á abe o pa a o público em
ge al se ol ando apenas pa a p op ie á ios.
Figu a 68: Residência localizada no Condomínio Cabo B anco Resi-
dence P i e. Fon e: Ch is iane Nicolau. Maio/2010. Figu a 69: Residência localizada no Bai o Po al do Sol, p ó-
ximo ao condomínio Bosque das O quídeas. Fon e: Ch is iane
Nicolau. Maio/2010.
No p óximo capí ulo, analisa emos, mais de alhadamen e, os espaços de uso cole i o
den o dos condomínios ho izon ais echados es udados, e o çando as análises mo ológicas
e compo amen ais. Pa indo da discussão sob e o espaço público e a i ência dos mo ado es
nas á eas de uso cole i o o e ecidas po esses emp eendimen os e ão di ulgadas nas
p opagandas publici á ias.
64
Figu a 79: ja dim a é o limi e da ua. Fon e:
Ch is iane Nicolau. Se /2009 Figu a 80: pos e impedindo o uso da
calçada. Fon e: Ch is iane Nicolau.
Se /2009
Figu a 81: babás e emp egadas passeando
na ua. Fon e: Ch is iane Nicolau. Se /2009
De aco do com Jane Jacobs (2007, p.29) as uas e suas calçadas são os p incipais
locais públicos de uma cidade, po an o, são seus ó gãos i ais. O mesmo ale pa a o in e io
dos condomínios ho izon ais echados, as uas e as calçadas em a unção undamen al de
man e a segu ança do espaço, a medida em que sepa a os usos.
As calçadas, assim como a sinalização, es ão ligadas à acessibilidade, que signi ica a
acilidade ou di iculdade de acessa um de e minado espaço. O alo de 1,00 (um) me o
de e minado pelo Regimen o In e no pa a as calçadas no Condomínio Cabo B anco Residence
P i e, pode se conside ado inadequado já que es e mesmo espaço é u ilizado pa a implan ação
de pos es de iluminação e placas de sinalização, o nando inacessí el pa a o pedes e ci cula .
No Condomínio Bosque das O quídeas, a calçada é pad onizada, ou seja, em odas as
esidências, a calçada é ei a com o mesmo ma e ial no piso e os pos es de iluminação icam
en e o limi e da calçada e o limi e do lo e, libe ando assim a ci culação pa a os pedes es.
A pad onização p omo e uma con inuidade na calçada, pe mi indo o uso pa a caminhadas,
passeios de bicicle a, ca inhos de bebês, e c. Nos condomínios Cabo B anco Residence P i e
e Po a do Sol, cada mo ado é esponsá el pela cons ução da sua calçada, sendo opcional
o ma e ial a se u ilizado, de ido a isso, as calçadas ap esen am ní eis di e en es, obs áculos
e/ou ma e iais inacessí eis, le ando o pedes e a u iliza a ua.
Em oda a ex ensão do condomínio Cabo B anco Residence P i e, além da ausência de
acessibilidade das calçadas de ido a pouca iscalização, só exis e uma ampa que se localiza
na pa ada de ônibus em en e ao emp eendimen o e que só oi cons uída po exigência da
STTRANS (Supe in endência de T anspo es e T ânsi o). A A enida Hil on Sou o Maio se liga
ao condomínio a a és de um acesso pa icula pa a mo ado es, ou seja, uma ua pa alela e
é en e essas duas uas que se localiza a pa ada de ônibus. Po ém, pela al a de iscalização
do ó gão compe en e, a ampa que de e ia se acessí el não a ende a NBR9050 quan o a
inclinação, ex ensão e a amen o de piso.
65
Figu a 82: Pa ada de ônibus em en e ao condomínio Cabo
B anco Residence P i e. Fon e: A qui o Pessoal. No /2009 Figu a 83: única ampa do condomínio
Fon e: A qui o Pessoal. No /2009
Nos condomínios Cabo B anco Residence P i e e Po a do Sol não exis e nenhum ipo de
sinalização ho izon al, como aixas pa a a essia de pedes es, po exemplo, e as únicas placas
de sinalização e ical obse adas são as placas de limi e de elocidade de 40km/h e placas
de p oibido buzina . Nenhuma esquina nesses dois condomínios é do ada de ampa acessí el
nem piso á il, di icul ando o acesso às calçadas, à adminis ação e aos equipamen os de
laze po idosos ou po ado es de necessidades especiais. Nos es abelecimen os come ciais
exis en es no Condomínio Cabo B anco Residence P i e, apenas o me cadinho possui ampa
de acesso além da escada, po ém essa ampa se es inge apenas ao emp eendimen o
come cial, ou seja, a al u a do meio io é inacessí el a um po ado de necessidades especiais.
Figu a 84: P i eShop no Condomínio Cabo B anco Residence P i e.
Julho/2010. Figu a 85: Me cadinho Cen e P i e no Condomínio Cabo
B anco Residence P i e. Rampa acessí el. Julho/2010.
A pa i de imagens aé eas disponibilizadas pelo Google Ea h, que se a ualiza a cada dois
anos, é possí el obse a o in e io de cada condomínio ho izon al echado aqui es udado, a
disposição das esidências, açado das uas, p esença de ege ação, á eas de laze , acessos,
e c., como já oi desc i o no capí ulo an e io . O conjun o de in o mações le an adas du an e o
mapeamen o auxiliou na a aliação da in luência dos espaços de uso cole i o na ida in amu os
e na sa is ação esidencial de cada mo ado .
66
Figu a 86: Vis a aé ea do Condomínio Cabo B anco Residence P i e. Fon e: Google ea h, edi ado po Ch is iane Nicolau. Maio/2012.
Legenda: 1. Acesso; 2. Á ea come cial; 3. Á eas de laze ; 4. Á ea e de de p ese ação.
O Condomínio Po a do Sol e o Condomínio Cabo B anco Residence P i e, po se em
e ilíneos, é possí el comp eende mais acilmen e a o ganização espacial e os limi es ísicos
do espaço. O eixo cen al, no caso do Cabo B anco Residence P i e, liga odas as uas locais,
desde o acesso de mo ado es e isi an es, a é o mu o limi e. Sepa ado po um can ei o
cen al, esse eixo concen a a ci culação de eículos e pedes es du an e odo o dia, essa
concen ação de um hábi o ou a i idade especial numa ua pode o ná-la impo an e aos
olhos dos obse ado es (LYNCH, 1997, p. 55) le ando um núme o cada ez maio de pessoas
a u iliza em o espaço.
O limi e de elocidade somado à uas e ilíneas pe mi e ao mo ado e isi an e ap eende
mais acilmen e o pe cu so e o espaço. Em casos de condomínios pequenos, como o Po a
do Sol, a ma cação das á eas des inadas a lo es já mos a o desenho da ua (Figu a 87) e
impede a isualização dos mu os que delimi am o emp eendimen o.
67
Figu a 87: Vis a aé ea do Condomínio Po a do Sol. Fon e: Google ea h, edi ado po Ch is iane Nicolau. Maio/2012. Legenda: 1. Aces-
so; 2. Á eas de laze .
E, po im, em-se aqueles condomínios com uas sinuosas e quad as de inidas, mas
de di ícil pe cepção, como o condomínio Bosque das O quídeas, onde os lo es êm amanhos
a iados de ido ao desenho das quad as (Figu a 88). O Condomínio Bosque das O quídeas
espei ou pa e da opog a ia exis en e na á ea que oi lo eada, assim, algumas quad as são
um pouco mais ele adas do que ou as di icul ando a iden i icação de cada ua, o nando o
68
espaço con uso e de di ícil ap eensão. Lynch (1997, p.58) obse ou ao a a de ês cidades
no e ame icanas que nos casos em que as ias e am acilmen e con undidas ou que ca eciam
de iden idade, a o alidade da imagem u bana ica a di ícil de con igu a . Assim, as ias com
g au sa is a ó io de con inuidade p omo em maio segu ança, pela acilidade de ap eensão
do espaço.
Figu a 88: Vis a aé ea do Condomínio Bosque das O quídeas. Fon e: Google ea h, edi ado po Ch is iane Nicolau. Maio/2012.
Legenda: 1. Acesso; 2. Á eas de laze ; 3. Á ea e de de p ese ação.
É possí el obse a a a és das imagens aé eas que os condomínios Cabo B anco
Residence P i e e Bosque das O quídeas possuem uma ex ensa á ea e de de p ese ação,
que pa a os mo ado es são pon os de e e ência ou ma cos no in e io dos condomínios. Essas
á eas de em se p o egidas e conse adas, não podendo se u ilizadas nem desma adas. Os
ma cos, como se ca ac e izam essas á eas e des, são assim classi icadas pela singula idade
den e o conjun o de esidências, sendo áceis de iden i ica e con as am com o plano de
undo e pela localização (LYNCH, 1997, p. 88) den o do espaço a qual encon am-se inse idas.
No condomínio Cabo B anco Residence P i e, as á eas e des de p ese ação são abe as
e u ilizadas pelos mo ado es pa a caminhadas e passeios de bicicle a, já no Condomínio
Bosque das O quídeas, a á ea e de de p ese ação é isolada po um g adil, chamada de
“Espaço Ta zan” po exis i um playg ound pa a as c ianças.
69
Figu a 89: Playg ound no condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: A qui o pessoal. Ab il/2010. Figu a 90: Playg ound no condomínio Bosque das O quídeas.
Fon e: A qui o pessoal. Ab il/2010.
As á eas de laze , ca ão de isi a da maio ia dos condomínios, são ocos es a égicos
nos quais o obse ado pode en a e, são ambém á eas que auxiliam quan o a o ien ação
(LYNCH, 1997, p. 80; KOHLSDORF, 2005, p. 3). Em e mos ge ais, os mo ado es dos ês
condomínios in es igados conside am undamen al a exis ência de equipamen os de laze ,
mesmo os esul ados dos mapeamen os de concen ação e luxo de mo ado es apon ando
pa a o baixo uso dessas á eas.
Dos ês condomínios analisados, o Condomínio Bosque das O quídeas possui a maio
á ea de laze o e ecendo um núme o maio de equipamen os e a i idades. Uma pa icula idade
desse condomínio é que, di e en e dos ou os, essa á ea não pode se u ilizada po isi an es
nem con idados dos mo ado es, ou seja, é de uso es i o e exclusi o dos p op ie á ios de
lo es e demais mo ado es.
Se os espaços de laze dos condomínios echados são “ eo icamen e” concebidos como
expansão da esidência, se ia de se espe a que essas esidências buscassem uma elação
gene osa com esses espaços e com os espaços de uso cole i o como um odo. Toda ia, o
que se obse ou são casas cons uídas da mesma manei a que as da ua adicional, ou seja,
ol adas pa a o in e io , como já oi mencionado, aumen ando a p i acidade e diminuindo as
in e ações sociais, con a iando, os anúncios publici á ios.
A in luência dos espaços de uso cole i o pa a a in e ação social oi e i icada em cada
condomínio, isoladamen e, uma ez que a boa qualidade desses espaços ende a e o ça as
in e ações sociais. Toda ia, al ca ac e ís ica pa ece se mais impo an e no Condomínio Cabo
B anco Residence P i e, onde os espaços cole i os o am mais equen emen e u ilizados,
p incipalmen e os es abelecimen os come ciais.
Pa a egis a e pos e io men e analisa os locais com maio concen ação e luxo
de mo ado es no in e io dos ês condomínios analisados, oi ealizado um mapeamen o
egis ando uas com maio e meno luxo e os locais que concen a am o maio núme o
de pessoas du an e a pesquisa. A ap op iação e os usos iden i icados nesses mapeamen os
con ibuí am pa a a comp eensão do es ilo de ida no in e io desses emp eendimen os.
70
3.1.2 Concen ação e Fluxo de pessoas
No p imei o dia de mapeamen o no Condomínio Cabo B anco Residence P i e, oi possí el
pe cebe que a localização de ce as unções já de e mina a que ipo de pessoas ci cula iam
e a equência com que u iliza iam de e minado espaço. Po exemplo, a linha e de egis ada
no mapa (Figu a 91) de e mina uma ia de médio luxo e ela em essa ca ac e ís ica po se a
ua de en ada e saída de uncioná ios, caminhões de ca ga e desca ga, depósi o de lixo, e c.
Nessa ua, a equência de ci culação é maio du an e o ho á io de abalho dos uncioná ios
do condomínio e dos uncioná ios das esidências.
O Cabo B anco Residence P i e em um eixo cen al que liga odas as demais uas.
Esse eixo, ep esen ado no mapa pelas linhas e melhas. Essa ua concen a a ci culação de
eículos e pedes es du an e odo o dia, o maio p oblema obse ado aqui é que os pedes es
di idem o espaço das uas com os ca os, de ido aos obs áculos que impedem o uso das
calçadas, como já oi alado an e io men e.
Po im, as linhas ama elas ep esen adas como ias de baixo luxo, sãos as uas
esidenciais, onde a ci culação es á mais es i a aos mo ado es locais. A mo imen ação
nessas uas é maio no começo da manhã e início da noi e. Rep esen ado pela linha pon ilhada
de co osa, es á a delimi ação e i o ial do condomínio e cada sinal de ep esen ação humana
signi ica uma pessoa is a no in e io do condomínio.
Figu a 91: Pesquisa de campo, Condomínio Cabo B anco Residence P i e, 14 de Julho de 2011.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es.
71
O p imei o dia de pesquisa de campo, acon eceu no dia 14 de julho de 2011, das
10:00 às 11:00 ho as da manhã, in e e ês (23) pessoas o am is as ci culando pelas
uas in e nas (Figu a 91). Sendo cinco (05) pessoas na á ea come cial, no e (09) e am
uncioná ios concen ados na po a ia de se iço do condomínio e ou as no e (09) pessoas,
ci culando pelas uas, en e elas, c ianças, babás e mo ado es adul os.
No segundo dia, das 9:00 às 10:00 ho as da manhã, a maio concen ação de pessoas
se deu na á ea come cial e na po a ia de se iço. Du an e a semana, a po a ia de se iço
concen a um núme o maio de pessoas, uncioná ios das esidências ou emp esas pa a
en ega de me cado ias, ma e iais de cons ução, e c. Na á ea come cial, com exceção dos
uncioná ios de cada se iço, a concen ação de mo ado es se man ém du an e a maio
pa e do dia, aumen ando du an e os inais de semana.
Figu a 92: Pesquisa de campo, Condomínio Cabo B anco Residence P i e, 15 de Julho de 2011.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es.
Com elação ao luxo nas uas in e nas do condomínio, o eixo cen al é o esponsá el
pela maio mo imen ação. Da mesma o ma que as achadas com ca ac e ís icas especiais
de uma ua adicional em pa icula idades impo an es pa a a iden idade do sis ema iá io,
como explica Lynch (1997, p. 56), as uas in e nas dos condomínios ho izon ais echados êm
uma sé ie de achadas ol adas pa a a ua, com di e en es es ilos, co es, ex u as, espaços
pa a ja dins, e c. di e enciando uma das ou as e o ien ando quem passa.
72
Figu a 93: Pesquisa de campo, Condomínio Cabo B anco Residence P i e, 16 de Julho de 2011.
Fon e: Google ea h edi ado po Julio Gonçal es.
O e cei o dia no condomínio Cabo B anco Residence P i e, en e os ho á ios de 15:00
às 16:00 ho as o mapeamen o oi ealizado com o in ui o de e i ica se o luxo nas uas e a
maio ou meno do que os luxos obse ados no u no da manhã. Nesse ho á io, o que oi
possí el pe cebe , oi um luxo maio de pedes es, mais especi icamen e, babás passeando
com c ianças e/ou cacho os, c ianças b incando nas uas e andando de bicicle a e alguns
uncioná ios. A maio concen ação de pessoas se deu na á ea come cial e p óximo a essa
á ea. Às 15:00 ho as a pada ia começa a unciona , o que pode jus i ica o luxo in enso na
á ea come cial. Ou a di e ença no ada com elação a pesquisa de campo ei a no pe íodo da
manhã, oi que a a de, a ua onde se localiza o acesso de uncioná ios e a á ea de se iço
do condomínio e e pouca ci culação de eículos e pessoas.
73
Figu a 94: á ea come cial do Condomínio Cabo B anco Residen-
ce P i e. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010. Figu a 95: in e io da á ea come cial do Condomínio Cabo
B anco Residence P i e. Fon e: Ch is iane Nicolau. Maio/2007.
No Condomínio Po a do Sol, o mapeamen o ambém acon eceu em ês (03) dias. Po
se a a de um condomínio com apenas um acesso, poucos lo es e uma única ua in e na
que alcança odos os lo es, oi mais ácil ap eende o espaço in e no. Impo an e lemb a que
as imagens aé eas abalhadas nos mapas, são imagens disponibilizadas pelo Google Ea h,
que se a ualiza a cada dois anos, sendo assim, a ualmen e, os condomínios possuem um
núme o maio de esidências do que ap esen am os mapas.
O mu o la e al e dos undos coincide com o mu o do condomínio Cabo B anco Residence
P i e. Alguns mo ado es do Cabo B anco P i e já a i ma am que o e eno do condomínio
Po a do Sol e a pa e do condomínio Cabo B anco Residence P i e que oi desmemb ado,
po ém, não soube am in o ma a azão desse desmemb amen o.
No condomínio Po a do Sol, os lo es es ão dispos os lado a lado, como já oi alado no
capí ulo 2, com os undos das esidências ol ados pa a o mu o de delimi ação e i o ial do
condomínio e não há di isão de quad as. Nas isi as ao in e io do condomínio, oi possí el
obse a que a o ma de disposição lo es, impede a isualização dos mu os la e ais e de
undo do condomínio. Di e en e do Cabo B anco Residence P i e, que possui um eixo cen al
que liga a en e do condomínio ao mu o de undo do emp eendimen o.
No p imei o dia de pesquisa de campo pa a mapeamen o, das 10:00 às 11:00 ho as
da manhã, apenas qua o (04) pessoas o am is as, sendo duas delas, no ja dim da p óp ia
esidência. Com elação ao luxo nas uas in e nas, apesa da pouca ci culação de pedes es
nas uas, a linha e melha egis a a ia de maio luxo po que esse echo da ua concen a
o maio núme o de eículos en ando e saindo do condomínio.
80
emp eendimen os é habi ado po população de classe al a, a qual p ima pela indi idualidade e
p i acidade ao con í io social o que explica a baixa in e ação en e os esiden es encon ada
nos condomínios echados.
Ou o aspec o que pa ece es a elacionado à in e ação social é o uso e a qualidade dos
espaços cole i os, ou seja, quan o maio o a equência de u ilização dessas á eas, maio
a possibilidade de exis i con í io social. Po ém, a maio ia das esidências cons uídas nos
condomínios echados, possuem á eas de laze , com espaço gou me , piscina e algumas ezes,
a é playg ound, o nando desnecessá io o uso dos espaços o e ecidos pelo emp eendimen o.
Os espaços de uso cole i o, p incipalmen e as á eas de laze , assumem um papel
impo an e nas p opagandas publici á ias po in luencia pessoas a op a em po esse no o
es ilo de mo a . Nada mais a a i o numa p opaganda de condomínio echado do que as
á eas de laze . Nos condomínios ho izon ais echados de uso esidencial, in es igados po
B ands e e (2001), a in e ação social assume g ande impo ância, in luenciando o emen e
a sa is ação esidencial, po ém Caldei a (2000) conclui que há baixo con í io social nos
condomínios echados a pa i do baixo uso dos espaços cole i os e esse baixo uso oi
obse ado em dois dos ês condomínios es udados, du an e a pesquisa de campo.
No Condomínio Cabo B anco Residence P i e, os equipamen os come ciais o am
iden i icados como os maio es esponsá eis pela in e ação social en e os mo ado es como
pode se obse ado nos mapas de luxo do emp eendimen o (Figu as 91, 92 e 93).
Os á ios espaços de uso cole i o c iados no in e io dos condomínios echados êm o
obje i o de o e ece em as mais di e sas a i idades uncionais, sociais, de laze e ec eação,
sendo de uso exclusi o dos condôminos. Esses espaços pa ecem se de g ande impo ância
de ido a apa en e ine iciência do pode público de p o e a de ida segu ança, assim a
população cons ói essa segu ança no in e io dos condomínios echados, onde passam pa a
o domínio p i ado, que é capaz de o nece , além de segu ança, a de ida manu enção.
Aspec os elacionados ao p oje o, como a adequação espacial e a apa ência, a elação
com as esidências (acesso uncional e isual), assim como p esença de ege ação e mobiliá io,
podem in e e i na sa is ação e no uso desses espaços. Quan o maio o con a o en e as
esidências e os espaços de uso cole i o, seja po conexões uncionais ou isuais, maio o
uso desses espaços, como oi obse ado nos ês condomínios. As c ianças b inca am nas
uas p óximo e/ou em en e das suas p óp ias esidências, onde as babás ou os p óp ios
pais pode iam obse a e os equipamen os de laze e am mais u ilizados po mo ado es que
inham suas esidências mais p óximas.
81
Figu a 102: C ianças b incando na ua onde mo am. Condomínio Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2010.
Além da ipologia a qui e ônica, essa dis ância ísica en e as esidências e as á eas
de laze , p incipalmen e, pa ece con ibui , em e mos ge ais, pa a os bons ní eis de elação
social. Os Condomínios Cabo B anco Residence P i e e Po a do Sol em suas á eas de
laze dis ibuídas em di e en es á eas no in e io do espaço (Figu as 23 e 44), assim um
núme o maio de esidências em acesso isual à essas á eas. Já no Condomínio Bosque das
O quídeas, a á ea de laze é chamada de clube social e ag ega em um único espaço a maio
pa e dos equipamen os de laze , se ap oximando de algumas esidências e se dis anciando
de ou as (Figu a 58).
De aco do com as a i idades ex e io es classi icadas po Gehl (2006, p. 17) e as isi as
ei as aos condomínios, oi possí el pe cebe que, de odos emp eendimen os analisados, o
Cabo B anco Residence P i e ap esen ou maio in e ação social en e os mo ado es e maio
i alidade nas uas. Esse a o pode e se ca ac e izado po se o emp eendimen o mais
an igo do bai o Po al do Sol e ainda pela p esença da á ea come cial, que mos ou se o
p incipal pon o de concen ação de pessoas.
82
Figu a 103: concen ação de pessoas na á ea come cial do Condomínio Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: Ch is iane Nicolau. Maio/2007
3.2.1 A i idades Necessá ias
As a i idades necessá ias sãos aquelas mais ou menos ob iga ó ias, ou seja, são odas
as a i idades onde as pessoas es ão mais ou menos ob igadas a pa icipa , como po exemplo,
i a escola, ao abalho, espe a o ônibus, aze a ei a, e c. Essas a i idades acon ecem
p edominan emen e no início da manhã e início e im da a de. Nos ês condomínios
es udados, en e as 6:00 e 8:00 ho as as uas icam mais mo imen adas pelas saídas de
eículos, ci culação de ans escola es, saída de pedes es do condomínio pa a a pa ada de
ônibus e ainda a en ada de emp egados, ped ei os, ja dinei os e demais uncioná ios. O
mesmo acon ece en e as 17:00 e 19:00 ho as, onde o luxo é in e so, ou seja, en ada de
eículos e saída dos uncioná ios.
En e os mo ado es dos condomínios, essas a i idades são ealizadas na maio ia
dos casos, com o auxílio de au omó el o que impossibili a as elações sociais no espaço e,
acon ecem du an e odo o ano. Os jo ens e adul os, cos umam se desloca a é a á ea come cial,
no caso do Condomínio Cabo B anco Residence P i e, de ca o, apenas os mo ado es que
mo am mais p óximos, ão caminhando.
83
3.2.2 A i idades Opcionais
As a i idades opcionais, de aco do com Gehl (2006, p. 17) são aquelas que se pa icipa
se exis i o desejo e se o empo e o luga pe mi i em. Nos condomínios Cabo B anco Residence
P i e, Po a do Sol e Bosque das O quídeas, esse ipo de a i idade pode se obse ado
nos mo ado es que caminham pelas uas do condomínio com seus ilhos, cacho os, os
que p a icam co ida como a i idade ísica egula , aqueles mo ado es ou babás que le am
as c ianças ao playg ound, que se di igem a academia de ginás ica ou piscina, e c. Po ém,
embo a esse ipo de a i idade acon eça, a equência com que acon ece é mui o baixa.
Figu a 104: c ianças b incando na quad a de a eia. Cond. Cabo
B anco R. P i e. Fon e: Ma cela Dimens ein. Julho/2010 Figu a 105: duas pessoas passeando com o cacho o. Cond.
Cabo B anco R. P i e. Fon e: Ma cela Dimens ein. Julho/2010.
Ao analisa sepa adamen e cada um dos condomínios es udados, a conclusão oi que no
Condomínio Cabo B anco Residence P i e essas a i idades acon ecem com mais equência
do que nos ou os dois condomínios.
3.2.3 A i idades Sociais
As a i idades sociais são odas aquelas que dependem da p esença de ou as pessoas
nos espaços públicos. No caso dos condomínios, essas a i idades dependem da p esença de
ou as pessoas nos espaços de uso cole i o, e incluem jogos in an is, con e sas, a i idades
comuni á ias e demais con a os.
Nos ês condomínios analisados, esse ipo de a i idade oi mais obse ado en e
c ianças e adolescen es que u ilizam as uas pa a anda de bicicle a, joga bola, e c. En e
os adul os, esse ipo de a i idade oi iden i icado com maio in ensidade no Condomínio Cabo
B anco Residence P i e, po se o único com á ea come cial, o que p omo e encon os en e
os mo ado es pa a ealização de a i idades em comum e assim, elações sociais en e os
mesmos.
84
Figu a 106: Concen ação de mo ado es na á ea come cial do
Cond. Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: A qui o Pessoal. Julho/2009
Figu a 107: G upo de adolescen es caminhando nas uas do
Cond. Cabo B anco Residence P i e.
Fon e: A qui o Pessoal. Se /2009
Du an e a pesquisa de campo ainda, o am aplicados ques ioná ios pa a que alguns
dados pudessem se con i mados e ap esen ados. No Condomínio Po a do Sol, a di iculdade
oi maio pa a consegui con e sa com alguns mo ado es, a maio ia se ecusou e ques ionou
a libe ação dada pelo condomínio. Mas, ainda assim, algumas ca ac e ís icas pude am se
ob idas.
Dos en e is ados nos ês condomínios, 50% dos mo ado es inham idade en e 41 e
50 anos e 54% dos en e is ados e am do sexo eminino. Os mo ado es que inham mais
empo de mo adia den o de condomínio e am os mo ado es do Cabo B anco Residence P i e,
de ido a isso, a maio ia dos esponden es diz conhece mais que a me ade dos mo ado es
do condomínio, assim, como a i mam e um elacionamen o mui o bom ou bom com os seus
izinhos (Tabela 05) e demais mo ado es.
Tabela 05: Con í io social com os izinhos. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2011
85
Nos ou os dois condomínios in es igados, o Condomínio Bosque das O quídeas e Po a
do Sol, os mo ado es a i ma am e boas elações com seus izinhos, po ém essas elações
se es ingiam a cump imen os ao se encon a em nos ja dins, saindo ou chegando de suas
esidências. Dessa o ma, nos ês condomínios, odos os esponden es a i ma am e con a o
diá io com os mo ado es e izinhos, p incipalmen e.
Ainda com elação ao con í io social nos condomínios in es igados, ci a-se o a o de
não e em sido ela ados pelos esponden es, b igas e/ou con li os com izinhos. Em e mos
ge ais, a p incipal azão obse ada pa a explica o bom elacionamen o com os izinhos, é o
es ilo de ida simila , que se soma a simila idade socioeconômica. E, apon a pa a exis ência
de elação en e homogeneidade socioeconômica e cul u al e in e ação social, indicada pela
li e a u a, onde ambien es p o idos de ce a homogeneidade endem a ge a maio es ní eis
de in e ação social en e os mo ado es.
Com elação as á eas de laze dos condomínios e a equência com que cada mo ado
u iliza essas á eas, com exceção do Condomínio Bosque das O quídeas, 46% dos mo ado es
do Condomínio Cabo B anco Residence P i e e 20% dos mo ado es do Condomínio Po a
do Sol, nunca u ilizam essas á eas. Quando u ilizam, é uma ou duas ezes po mês. O que
con i ma que essas á eas são mui o mais um símbolo de s a us do que uma necessidade pa a
uma ida co idiana mais g a i ican e.
Tabela 06: F equência que se u iliza as á eas de laze dos condomínios. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2011
G ande pa e das p opagandas publici á ias de di ulgação dos condomínios echados
azem uma sé ie de imagens dos equipamen os de laze que i ão compo o condomínio
e ainda lis am as a i idades que se ão o e ecidas. Essas p opagandas ambém mos am
pessoas u ilizando os espaços e a in e ação en e essas pessoas.
Ao a a de espaços de uso cole i o e não apenas das á eas laze , a ealidade é di e en e,
já que uas e calçadas o am iden i icadas como á eas de maio u ilização pelos mo ado es,
sejam eles c ianças, jo ens e/ou adul os. De aco do com Becke (2005, p. 29), seis es udos
86
elaciona am alguma o ma de in e ação social ao uso das á eas de uso cole i o, po ém, com
o baixo uso dessas á eas, é possí el obse a a baixa in e ação social en e mo ado es. O
uso desses espaços cole i os es á di e amen e elacionado com a qualidade desses espaços,
e quan o maio a equência de u ilização desses espaços, maio a possibilidade de exis i
in e ações sociais en e os esiden es.
Em ge al, aspec os elacionados ao con í io social, segu ança e con o o ambien al o am
conside ados sa is a ó ios en e os mo ado es, já alguns aspec os ligados a in aes u u a
e localização o am apon ados como insa is a ó ios. A insa is ação na in aes u u a es á
di e amen e ligada a al a de manu enção de algumas á eas, p incipalmen e no condomínio Cabo
B anco Residence P i e: al a de manu enção no campo de u ebol; nas caixas de escoamen o
de água, ge ando alagamen os nas uas; al a de e i ada de en ulhos nos e enos azios, e c.
Figu a 108: campo g amado de u ebol. Falhas no g amado. Fon e: a qui o
Pessoal. Julho/2009 Figu a 109: Rua p incipal alagada pelas chu as.
Fon e: a qui o Pessoal. Maio/2009
Os ou os dois condomínios, Po a do Sol e Bosque das O quídeas, não ap esen am,
segundo os mo ado es, p oblemas de in aes u u a que comp ome a a qualidade de ida no
in e io do espaço. E, se ia di ícil apon a p oblemas na in aes u u a quando se a a de um
condomínio ecém cons uído e ainda pouco habi ado, como é o caso do Condomínio Bosque
das O quídeas ou em um condomínio pequeno como o Po a do Sol.
Os p oblemas de in aes u u a começam a apa ece e se em de ec ados pelos
mo ado es ao longo do empo e da i ência no espaço. No Cabo B anco Residence P i e, os
maio es p oblemas de in aes u u a o am is os nas quad as, que es a am desgas adas pelo
sol e pela ausência de manu enção equen e; e, nas esquinas das uas que icam alagadas
de ido ao escoamen o de águas das chu as e piscinas, e a ausência de gale ias pa a ecebe
essas águas. Em pe íodos chu osos, a água chega a a ingi o ní el das calçadas (Figu a 109),
in adindo esidências, impossibili ando o uso e causando ans o nos.
Um a o que ende a epe cu i de manei a posi i a no uso dos espaços cole i os,
apesa do baixo uso, é a segu ança in e na. Ambien es esidenciais pe cebidos como segu os
podem in luencia posi i amen e na in e ação social. Sendo a segu ança uma ca ac e ís ica
p esen e nos ês condomínios in es igados, sua pe cepção a o ece as in e ações sociais.
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Além de que, a segu ança p opo cionada pelos condomínios é um p essupos o pa a se mo a
em casa (ANDRADE, 2008, p.310).
Os a ibu os ísico-espaciais ca ac e ís icos dos condomínios echados: igilância 24
ho as, acesso único, es i o e con olado, ba ei as uncionais e isuais, câme as e ci cui os
de TV, azem com que seus esiden es se sin am p o egidos do c ime e da iolência u bana,
como a e ido po ou os es udos, po exemplo, Caldei a (2000).
Em e mos ge ais, os mo ado es dos ês condomínios in es igados ap esen am ní eis
de sa is ação ele ados com os espaços de uso cole i o, apesa do baixo uso das á eas de
laze , an o po pa e dos esponden es quan o po pa e das c ianças e jo ens que compõem
as amílias. Pe cebe-se que apesa de odos os equipamen os o e ecidos nas p opagandas
publici á ias, as uas e calçadas são os espaços cole i os mais u ilizados, pa a passeios de
bicicle a, p á ica de a i idades ísicas, como caminhadas e co idas.
É encon ada ambém uma elação en e quem u iliza e quem não u ilizada os espaços
de uso cole i o. Após mapeamen os, aplicação de ques ioná ios e isi as em campo pa a
ap eensão do espaço u bano, cons a ou-se que os mo ado es que usam os espaços de uso
cole i o es ão mais sa is ei os com o ambien e esidencial do que aqueles que não usam.
Ou seja, mo ado es do Condomínio Cabo B anco Residence P i e, es ão mais sa is ei os com
o ambien e esidencial, apesa dos a o es nega i os apon ados, como a in aes u u a, po
exemplo.
A p esença de ege ação ambém é uma ca ac e ís ica ma can e nos condomínios
in es igados, p esen e nas uas in e nas, á eas de laze ou ainda, em á eas ese adas po
ques ões de p ese ação. Ja dins, á o es e a bus os melho am a apa ência do espaço
in e no se o nando ca ac e ís ico do ambien e. No a-se que a p oximidade da ege ação
ep esen a um dos p incipais mo i os que le a am os mo ado es a op a po mo a em
condomínio, an o pela p esença quan o pela possibilidade de se e á eas de ja dins em casa.
Pa ece que a exis ência dos espaços de uso cole i o dos condomínios in es igados
a e a a sa is ação dos esiden es com o ambien e do condomínio, pelo a o de que esses
espaços es ão di e amen e ligados as esidências e es ilo de ida dos mo ado es. A boa
apa ência in e na dos condomínios é uma ca ac e ís ica de g ande impo ância e p io idade
pa a a sa is ação ge al, de ido a isso, espaços de laze são impo an es mesmo quando não
são u ilizados.
A pa i dos esul ados ob idos conclui-se que os condomínios ho izon ais echados
in es igados ap esen am um bom desempenho in e no. Como apon ado pela li e a u a, o
ambien e in e no é homogêneo socioeconômico e cul u almen e, cons i uído po amílias
o madas, na maio ia das ezes, po um casal com ilhos. Não oi egis ado con li os en e os
mo ado es que indicassem p oblemas de in e ação social, ao con á io, esse es udo e idencia
a exis ência de boas elações sociais.
É impo an e no a que pa a a sa is ação esidencial, a p esença das ba ei as uncionais
e isuais é um a o undamen al. Os sen imen os de segu ança dos mo ado es es ão
o emen e inculados a essas ba ei as, e são undamen ais pa a a ob enção de p i acidade
isual em elação ao espaço público.
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As expec a i as dos mo ado es pa em da iden i icação dos mo i os pa a escolha
do local de mo adia, o que nos pe mi e en ende que ipos de ca ac e ís icas esidenciais
são indicadas como mais impo an es. Con o me as conside ações eó icas ap esen adas
nos capí ulos an e io es, a p ocu a de mo adia em condomínios ho izon ais echados em
c escendo a cada ano e a jus i ica i a pa a escolha des a no a modalidade de mo adia,
ma cada pela seg egação u bana e dis an e do cen o é em pa e e e ida, como p ocu a po
segu ança.
Os p incipais mo i os que guiam as pessoas na ho a de escolhe onde mo a são:
a busca po maio segu ança e p i acidade; um ambien e socioeconômico homogêneo, a
apa ência e se é ag adá el, p óximo ao e de; a exis ência de espaços cole i os de laze
p i ado; uma ida em comunidade; e, o desejo de mo a em casa. Ainda, ais mo i os se
e e em a aspec os simbólicos como a opção po um es ilo de ida di e en e, a imagem de
s a us social e p es ígio, ob idos jus amen e po ais ca ac e ís icas, apa en emen e exis en es
no in e io desses emp eendimen os.
Pa a ais mo i ações, a pesquisa de campo e i icou as mesmas espos as nos ês
condomínios es udados, sendo a segu ança em p imei o luga . Em esumo, essas mo i ações
ep esen am a p ocu a po uma melho qualidade de ida e po isso, ais mo i os compõem
a maio ia dos anúncios publici á ios de enda dos condomínios echados.
Tabela 07: Mo i os de escolha po Condomínios Ho izon ais Fechados. Fon e: Ch is iane Nicolau. Julho/2011
Ou o a o nega i o apon ado pelos mo ado es oi a dis ância a é locais de necessidades
diá ias ou de eme gências, como: supe me cados, uni e sidades e hospi ais, onde gas a-se
um empo médio de 15 minu os com o auxílio de au omó el. O que se ex ai da ala de alguns
mo ado es é que es es já ha iam expe imen ado mo a em bai os adicionais e iden i icam
que há mudanças no modo de ida e ambém comp eendem a ques ão da seg egação, po ém,
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colocam o condomínio como consequência de uma seg egação e não a causa, ou seja, os
condomínios echados são a “solução” pa a os p oblemas de insegu ança e iolência u bana.
A pa i des as in o mações, ao analisa os esul ados elacionados a cada condomínio
in es igado pe cebe-se ce a cons ância na indicação das espos as. Os mo ado es o am
mais in luenciados pela busca po segu ança, anquilidade e pela on ade de mo a em casa,
do que pela es u u a de laze ão di ulgada. Assim, alo izam a “libe dade” p omo ida pelo
emp eendimen o, ou seja, os mo ado es sen em que podem aze no in e io do condomínio,
o que deixa am de aze nas g andes cidades.
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