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Rita Miliūnaitė. „Ką manote apie nepriesagines moterų pavardes?“

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Rita Miliūnaitė. „Ką manote apie nepriesagines moterų pavardes?“

Author: Aldona Paulauskienė
Year: 2013
Source: https://journals.lki.lt/actalinguisticalithuanica/article/download/970/1060
324 ac a Linguis ica Li huanica LXIX
aLdona PauLauskienė
Vilniaus uni e si e as
Di e izes de in es igações acadêmicas: eo ia g ama ica,
his ó ia da ciência g ama ica, social lingu is ica.
i a Miliūnai ė
ką e Mano aPie
neP iesagines
Mulhe es PaVa des?
Vilnius: Li u ians kalbos ins i u as, 2013, 359 p.
isbn 978-609-411-090-0 nome do es údio ak ualus e digno de a enção ques ão. po que é
ão ele an e, quando mais de duas décadas somos li es e independen es? po que,
que nep iesaginas (kai adas e nekai adas) sob enomes de mulhe es li uanas nossos
alaba es animos, sua da iba com galūne -ė con a li uães cos umes e
nusis o ėjusias no mas da língua. 1979 m. jus inas Ma cinke ičius pala a poe iniu
alou nau ai:
Pequenos nós,
ab acino eu nome:
ugues, onde nos
língua sua on ade
nós pequenos, onde
seu il ão se ? ablingos ása a onde de epen e sumiu aquele g ande desejo de
pequenos! e ai ai
a a és nossos
dė a a és nossa
de i e , pequeno,
esconde e que g ande desejo de pe du a !
pe du a ? po que o subs i uiu o desejo de não exis i , desapa ece no as o mundo?
po que ago a mui os a gen e pa ece neg os e pob es nossa língua, neg ažios nossos
sob enomes emininos, e em ge al, po que nós não que emos pe manece a nós
mesmos? se nós se emos não nós, isso despo i emos não só a nós mesmos. ex inguido
alguma qual nação se às línguas e cul u a, uma g ande ne ek is odoam mundo.
nep iesagines mulhe es pa a dês só maža dalelė esse g ande li a ians no o ex ingi i.
i a Miliūnai ė en egou-nos excelen e es udiação sob e isso, o que quem pensê e
ebemano sob e sob enomes das mulhe es li uanas, quais que são suas ocagem ou
man emência mo i as. Pe skaičius ją, co isi ans o muo u p imei a da lie u iška
li o sakiniu di igi -se a odos: Imki ją e lei iki ! E a ai lendo enquan o pe manyki !
não só pe manyem, mas abalhem, se que em sob e i e . ocê ago a e oneamen e
con encido, que dos li uanos nada de uim não pode acon ece , mas já acon eceu. e
p imei o sh uskem, lingüis as! Mokyki ės, s udiokaip liaudies medicina não pode
i a Miliūnai ė
Ką mano e apie nep iesagines mo e ų pa a des?
325 ecensões ki e ki e do seu país e seus pessoas a his ó ia, cos umes, linguagem,
es anhos línguas e cul u as in luência e blai iai a aliinki e udo isso que já oco ê e
ebe yks a. / ago a ocês só obse ado es passi os. Valdžia decla ou língua Li uânica
es a aline, ins i uiu à Seimo da República Li uana Es a ybines lie u ių kalbos komisiją e
nusiplo ė mãos, não sei ūpindando nem pelo que a komisija em, nem pelo que pode aze .
Miliūnai ė esc e eu ak ualią e em odos os aspec os bonzião li o. qual y a mo e s al a
cul u a de esc i a diminui sua obje i idade e a auklumá, po que cla amen e de inido
g ožybė i šelyje! Vi šelis a spindi i knygos g ožį, obulumą: puiki kompozicija i
obje o in es igadois, unsakidos p opósi os e a e as, possí eis nepasi eisinusios
codi icação consequências. Pelo p óp io í ulo do li o pe gun a-se: como ocês pensam
sob e não pe sagines sob enomes emininos? jun o su ge e uma sé ie de ou as
ques ões: Após a pe missão o icial às mulhe es e sob enomes não pe sagines ainda é
possí el de ende o an igo sis ema delas? se possí el, isso como? Se não pode, en ão po
quê? E po que ão imp uden emen e manejada a língua na i a segundo o exemplo de
línguas es anhas?
Vale a a enção a dedicação do li o exp essada expe iência au o ê: [...] qua inho século
pasilik a me gau inė pa a dė na ida não causėlusi quaisque disc iminacinių po y ių,
kliūčių ou juolab į a iusi kompleksų. o baseando schslu e liaudies hizo y a, ei a es udo no
im não aleg e conclusão: [...] emininis maiš as con a mulhe es p onomes p ecei as ao
longo do empo i o em b ęs an ą maiš ą con a em ge al odo o sis ema de
sob enomes Li uães como pa e Li u iškos apa ybės (p. 319). nebijokemos e mo
liaudies kalbo y a po causa mais do meio século alkio o da pala a liaudis. Es a pala a
Li u iškas, usado simono daukan o, insc e o e de duse ų k aš o e u ėjęs signi icado
ʻminia, g ande pulkas žmonių (Lie u ių kalbos žodynas Vii 391). Ao lado da p o issional de
medicina é e liaudies medicina, e ao lado p o issional de kalbo y os é e liaudies kalbo y a,
po que homem pa ece-lhe que já sob e si mesmo ele sabe udo: pode sozinho se cu a ,
sozinho decidi , qual de e se a sua língua, e pa eldė ą pa a dę como quį daik ą conside a
seu nuosa ybe. odo homem saudá el em linguagem, mas ala não de seu único, e da
sociedade p op iedade, po an o e seu pa a dê é p op iedade da linguagem. sua ela
indi idas pode nosc ii só apeli a į. Vykusiai susci ado sob enome de amoso homem
mui as ezes de pessoas passelia a e dadei a pa mê. po an o Mai onio, Vaižgan o,
k ė ės, Vienuolio, Žemai ės de e dade pa a džių pode alguns quem e desconhece .
ep esen a p o issionais de medicina, assim e liaudies kalbo y a não podem
ep esen a p o issionais. Liaudies kalbo y os mo i ai oca pa a des nede a com
p o issionalia lingu is ica. o a da mudança de sob enomes pode su gi alguma
igualdade de sexos? igualdade, c iada buscando nelygybė, po que homem e mo e s
na u al des inadais nesu ampa e não podem coincidi : homens ilhos nunca não
engend am. Mulhe es em mui os países so em disc iminação independen emen e da
sua pa ena. en ão po que é necessá io al e ol a con a sob enomes de mulhe es li uanas?
326 ac a Linguis ica Li huanica LXIX de Zigmo Zinke ičiaus e an ano salio obse ações
aLdona PauLauskienė
e , que exis empo, quando e li uãs mulhe es pa ões de homens sky ėsi só galūnėmis
(Daugi das Daugi da, De kin is De kin ė), mas não sabe, quan o plačiai. e i ó io az
on ei a com a Le ónia, onde sequen emen e com dois calūnês (-a e -e) o madas
la ias mulhe es pa nes (Ozols Ozola, Kalnačs Kalnača, Rozenbe gs Rozenbe ga;
Balodis Balode, Ru dz is egula ia das mulhe es pa žių galūninę da ybą. Li u ias
homens de pa zii p eesagos e galūnės į ai esnês pa a la ians. po an o de eles com
Rudz e, Cepl is – Cepl e), ne odančios p iklausymo šeimai. i niekas iš lie u ių
kalbininkų nea k eipė dėmesio į pap as esnes la ių y ų pa a des, leidžiančias
p opos a uma galūne -ė não pode egula mulhe es pa ilhões da yba. In e essan e, que
p eceaga -ienė cabe a odos os Li u iques homens pai ões, mas a gi qual dos jo ens
g aços mulhe es que iam e pai ão com es a p eceaga, adqui ida já de nossa
consciência quase nãoes inamą iš ekėjusios žymę. Miliūnai ės es údio encon amos
e p opos ação a usa a odos os sob enomes emininos, e mo ī u, que ela ecenan e
elá suk iošusią bobą, embo a casada ainda seja e jo em, e bonzi, e pasensimos odos
sem exceção.
Hoje a ciência da língua ão a as ada da sociedade li e iamen e albança (e a é de
alguns kalbininkų), como es ela de es ela. o que se pode dize sob e kalbininką,
nep iesaginę mo e s pa ilhę siejan į mesmo com bal ų p okalbe, quando em ge al
li uães pa ilhés de bas an e a dio empo (Lie u os kunigaikščiai pa ilhões não
inha), e mulhe es pa ilhés ainda mais a des do que homens?
Miliūnai ės es udo começa-se a pa i do obje o, seus mé odos de es udo e
obje i os apon agem, de ciência, aiškinančio lie u iškų pa a džių kū imąsi.
Passejada Zigmo Zinke ičiaus, Meilu ės amonienės, Vi alijos Macijauskienės, almos
agauskai ės e k . abalhos da ciência. Li e a ū as lis ache encon a emos odos
kalbininkus e não kalbininkus, publicai exp essusius sua opinião sob e mulhe es
pa nes. dos con os esc i os e do nosso língua pai jono jablonskio pe spec i a em
nep iesagines sob enomes emininos. mas na a i as não documen os: de uma,
pa ece que jablonskis a o a elmen e em elas olhando (p. 50). com juozu senkumi ele
apkalbėjęs s amboką me giną De eiky ę, dizendo que ela melho ica ia pa a dė
De eikė e que adul os das meninas su names de e ia usa sem mažybinių p iesagų.
jablonski e Vosyly ę pa adinda ęs Vosyle, só não sabe, em quais ci cuns âncias: se
di e amen e a ela nos olhos assim dissês, ou só com ou os con e sėjęs. com b one
Vosyly e me acon eceu mui o longas e ín imas con e sa , mui o ou i his ó ias de
con os sob e jablonskį, mas niekad ela não es á encenusa, que jablonskis a chaminęs
Vosyle. senkus pe saco jablonskio opinião: aldeia pessoas bem da em, que pequena
Senkų chameinu Senkiuku, mas mal da iusi começžios escola, quando ainda pequena
pipi ą chamausi Senkum.
Šių dienų diskusijose albinas Pe ulis lemb a comple amen e con á ia jablonskio
eiginį (p. 54), que nep iesaginėmis pa a dėmis p a a džiuojamas só unidas mulhe es.
i a Miliūnai ė
Ką mano e apie nep iesagines mo e ų pa a des?
327 ecenzijos / e iews
jablonskis galėjęs saky i i ienaip, i ki aip, nes jis ne ik ašęs g ama ikas, be
e įsiklusiado após em dia ia a gen e schnekamąja linguagem. e as pessoas pode iam
azei uzida e ainda apkūnią mulhe chama e nep iesagine pa a de, galėję adul os
menginas pa a džių p eceagás com sa a ina com comuns pala as meno es e
maloníne p eceagas e jus i suas nãoicimu apkūniai mulhe . Pequenos meninos
ealmen e chama em e ainda ebechamidos Senkiukais, Vi kauskiukais, Jonaičiukais,
mos ando que eles nesaaugę, nesa a ankiški, ainda pe encem Senkų, Vi kauskų,
Jonaičių amílias. po ém nos documen os esc e e masculinos pa- edes
mino i á ios o mas ninguém e nunca nesiulou po que que i á empo, quando meninos
zaugus, es, a issi -se de pais, aps ou os cabeças de amílias, e en ão de seus pa-
edes se ão ei as suas esposas e ilhe as pa- edes, suas amílias menzios
ambém, a é zaugus e suku s suas amílias, se ão chamados pa- edes mino i á ios
o mas. jablonskis, kalbininkas p o issional, u ėjęs undamen o a dize , que nos
nusis o ėjusio no pa a džių sis ema não se pode aze quaisque e o mas, que
nãop esaginais pa a dėmis só unidas mulhe es p a a džiuojamas. e nisso é p eciso
c e e , po que jablonskio i en u empo das amílias Li uãs os alo es mo alinas
e am ainda mui o o es. Os pa ilhões Li uães meno es p eesagens não êm meno es
signi ica i os. As mulhe es mos am pe encimen o à amília, e os homens
comple amen e eachšmės: Labu is, Seibu is, U bu is, G ažulis, Balčy is, Sauly is,
An anėlis, Kunigėlis e e c. pa a melho en ende mos a di e ença de signi icado das
coisas e dadei as e comuns, compa emos dois, encon y ų, simplesmen e con á ios
à signi icação sob enomes Didžiulis e Mažiulis. Mui o pequeno homem pode e
sob enome Bigulius, e Mažiulis pode se e plan o ado homem. Os nomes pe encem isso
mesma sis ema a dyno, como e cidades, upių, eže ų nomeiamen os, e seman íneas
peculia idadesas di e em dos comuns daik a a dzes. 117 p. Miliūnai ė esc e e que XXi
a. iniciais discussões não o am esgo adas oda XX a. discussões eik ų a gumen os
po encial. Nós já ais somos, que p incipalmen e p eocupamos não aquilo que ou adas
que é di oás ou e ago a ainda ainda ebesaco, mas nós mesmos que emos apa ece se
com a sua unein ele e dade. Miliūna Šii ės es udo é a p imei a, na qual são mos ados
mui o di e sos a gumen os, mas se alguém ap o ei a á aquele seus yškinamų
a gumen os acionalos po encialu, isso ainda dúbida, po que mui o equen emen e pa ienios p o os não pe cebemos.
1967 m. diskusijoje p o ingamen e esc e eu kazys ul ydas (p. 6263). quem pode ia
dize , como aquela sua men e a p ecisa a ansmi i à sociedade? P i a ê lhe jonas
kazlausks, mas, po exemplo, aleksas gi denis aqui nema ê nem mesmo ling is inių
p oblemų: dėliok quan o que aquela galūnę -ė. al ez a p incípio queis okai
encon a á Degu ė, Gi denė, Vanagė, Skiau e ė, Kače auskė, mas kadangi n'essas
pa esses nada nelie u iško não há, ela não pesou com o empo p igy ų (p. 65). ul ydas
e os neda é, e gi denis da é. isso dependia do empo, no qual eles i iam e b endo e de
idade, de adquilinação em sujei o esmę.
328 ac a Linguis ica Li huanica LXIX ul ydas nema ê nenhumio po eikio e possibilidade
aLdona PauLauskienė
kieno embo a olia kiš is em na u ais enómenos de linguagem o ma imosi e aidos
p ocessos. ele con encido, que isso que alboje sua, speci iška, g ažu, é alo izá el e
p o ego ina. não pa a dês, e socie á ia san a ka keicia a a i ude pa a casa êusias e
neiš ekêusias mulhe . jis nomes pessoais não iden i icina com nomes de p o issões
(dak a as dak a ė), an o mais com animais ( ilkas ilkė), e gi denis a i ma que
p ecisamen e esses exemplos mos an es, que nep iesagines nomes emininas
nep ieš a auja lie u ių kalbos p igimčiai (p. 64). gi denio opinia, só uma lingubinė
smulkmena se ia nepa anki: se o sob enome do homem osse Di sė, Lapė, Kupė, Ru ė,
Ružė, Tupė, Žylė, en ão já mo e s sob enome nesiski ų do homem. mas po im e
gi denio conclusão nãoha e oluções, po que mudança de sob enomes emininas causa
não lingubinė, e socialinė, e po an o udo ica sii como es i em (p. 64). aigi ul ydas a
mais social lingu is ikos pa a gi denį. Miliūnai ės es údio ap esen ada e opinião, esą,
polkai nos p ime ę p iesagines me gau ine mulhe es pa a des, e depois eles mesmos
enuncia am. social lingu is ica isso paneig ų, pois ela es uda não só a língua, mas e a
his ó ia da sociedade que a a ojanças, cos um, adições, au osak, da qual e
sociedade de ida, amília mo ales no mas. Li uanians em a elha mi ológica pasaką
eglė žalčių ka alienė. ela u bū de pagonybės empos, quando li u os wo shipę
á o es e ainda pa žių ne u ėję, e nela já se e le e no mas de o mação de amília.
Žil inas žalčių ka alius, e Eglė, sua esposa, žalčių ka alienė. seus ilhos ês sãos e uma
mais jo em duk elé em medžių nomes: žuolas, Uosis, Be žas e D ebulė. Žil ino e eglės
casamen os baseadas absolu amen e não meile, e engano e coacção. Žalėčiui egl
p ome e am ekė i que endo ecob a ma škinius, e depois žalčiai a conseguiu só de
e ço ez o ça a consegui sai le a de casa dos pais. eglė e a eliz em sua casa,
mas e pais, i mãos, i mãs longėjosi, que ia os só isi a . Com a ajuda da esposa,
ealizada um di ícil de ence obs áculo, o ma ido oi expulso com a condição de que
não mencionasse seu nome. e ela não mencionou, sãos ambém não aíé, e aíé ilha.
Po Žil ino mo e eglė ainda assim não įžo a pais pais, po que caminho de ol a a
pa en es amília iš ekėjusiai não. ela amaldiciou duk ą, encleicí ãs e a si mesmo, e
eles odos o n o ežiais. isso é essa amília que só anga. sūnūs pe manecem iéis a
pai, e ilhas saem da casa dos pais. Li u ians língua e le e a di e ença en e homens
e mulhe es na u eza e posição na amília: homens eda, e mulhe es eka (isduoda pais
namus), ecebe o nome do homem, o na-se p op iedade do homem. isso co esponde e
décą de o o denamen o. e mesmo ago a, quando aquela p ecei o su edaguada um
pouco di e en e, não acen êcendo que a esposa é ão mesma p op iedade do homem
como asilo ou daik as, os homens ainda assim não gos am, quando a moça lhes pe xasa,
cabeza sob e o pescoço, que domina o homem. pa a eles al não in e esa, po que
suas na u ezas exigem ob e esposa a nugalin obs áculosis. na na u eza ma inai
kaunasi po causa ma éis. Vão e , como longe social linguís ica pode i a de odos nós
comp eendendo a ciência da linguagem. Sis ema de sob enomes das mulhe es Li uãs
o mou o concei o da sociedade (sociumo) pa a a amília como em na u alų da ínio e
ainda uma coisa sag ada. e isso e a jus o. Expe y inėkime

i a Miliūnai ė
Ką mano e apie nep iesagines mo e ų pa a des?
329 ecenzijos / e iews
seus casu inos cos umes. eles mos a ão que não meilê impo an e, e sabedo ia:
oi olha ada, que seusigú usi amília pudesse i e no mal da ida, e ia ogão
gal os i duonos kasdieninės. ė ai dažniausiai pa inkda o, ką es i i už ko ekė-
acima i: ga cinas k auda a k aičius, e do homem em pa e ažiuoda a pe žiū ų, ou
pi šlys melagis ko nep imela o. noi a du an e seus casamen os semp e cho a a,
po que na any ėlę não se á ão bem, como na ma inėlę. a amen e quem se casa a
po amo , mas as amílias e am gausias e o es: Po bom ma ido como po mú o. a
esponsabilidade po amília e ilhos di idiu-se pe pauso, abalhos de aco do
possibilidades. Os homens a ê a e a, sėjo ja us, ki o ugius, cons uiu casas,
plan ou ja dus, cuida a em odas as pesadinas e mulhe es nãoinkanciais abalhos
ag ícolas, mas com samčiu nunca não se ukinėo à puodos. As mulhe es cozinha am
comida, e pė, audė, e a a mais pe o ilhos, casas. ainda XX a. p imei a me ade na
Li uânia não ha ia eminis as, aspi an es homens e mulhe es iguais. e casokian e
meilê não es a a no p imei o luga . Me os pais já não escolhe am ma ido, po que
o am ou os empos, mas quando co endo pe gun ei a mamã, o que acon ece,
quando passa a meilê, ela espondeu: u não olha ėk, o que passa, mas só olėk, o que
em. o que gi em? em esponsabilidade po ma ido e ilhos, em p eocupações e de i dependendo casa calo .
Vienuolio Paskenduolė de XX a. p imei a pa e. como p o undamen e e su ilmen e o
alen o Vienuolio en a sensí el à in eliz Ve onika de si uação, que aos lei o es
pa ece en o no Ve oniką i endo só mui o e í eis, in eu ús, c uéis, injus as
pessoas (mesmo pai e e ados assim Ve oniką belėję be neliai). e de a o Ve oniką supę
pessoas, i endo em sociedade, na qual elações sexuais não ma imoniais são
conside adas paleis u is e, mi ina pecadoėme, e am bas an e no mais. sace do e, e
esse não deu pe dão: à oda ig eja endo, pa a ê Ve oniką do audi o ium. nos empos
so ié icos, quando com a p o esso a de li e a u a e p o esso a da Uni e sidade de
Vilnius b one ka iniene exzaminuoda amos pala a a pala a u u os es udan es,
eles, espondendo sob e Vienuolio Paskenduolę, odos sem exceção sme ka am
bu žuazinę san a ką, as pessoas ô quumas e diziam, que š ai empos so ié icos
isso já Ve onikaias ninguém p ecisa ia assassina , pois ainda e o pode peemia suas
mães, nemme kia. en ão ka iniené pe gun a a:
e se já em empos so ié icos ga o com o menino é
klausiamasis nežinoda o, ką a saky i. jausda o, kad nege ai, be žinoda o i ai,
kad okių mo e ų y a nemažai, kad į jas jau ki aip žiū ima, i jų aikų niekas ypa-
bem? p egai não dis ingue de ou os a po.
mui o que mudou so ié icos empos: pessoas inguidas de seus mo ados luga es,
sukolek y in a e a, expniekin as ig ejas, sua didas nusis o ėjusios no mas de ida e
suliguin as homens e mulhe es di ei os. Mulhe es, como e homens, akėdando odas as
g ozebas espianciais e de iciências exi iškinančiais kombinezonais, maišė cemen ą,
nešiojo ijo as, inka o casas pa edes, aisė e as al a o caminhos, ai a onegėda se
330 ac a Linguis ica Li huanica LXIX o ius. Du an e oda a união soabeu Pašos
aLdona PauLauskienė
angelinas, p imei a ak o ininkės s achano ie ės, nome. é essa igualdade que
que em e as nossas eminis as con empo âneas? ou ela que se soli á ios com
colkelo de ilhos?
Miliūnai ė no ou que em odas as discussões e nu a imas sob e nep iesaginių
mulhe es pa a džių não hou e ling is inių mo i ų. pu osas linguís icas mo i os não
se iam bas an es. p ecisa a de linguís icas sociais. Po exemplo, 1967 m. ykusio em
discussão sob e mulhe es pa zii gi denis, um dos gabiausių li a ias kalbininkų,
nenhuma lingu is ikas neįžiū ėjo. anos so ié icos oco essem a no minização da
língua ainda não pôde a s a social das linguís icas. ago a ela pa ece edadi, mas
só cons a ouamo-se. ela não se es o ça e ainda não pode esponde à pe gun a, se
em odo ale enuncia he eldė ų mulhe es e mengaiças pa zs p eesagų, se elas
não êm nem algum subobėjimo, nem senme gys ės signi icâncias.
nem iš ekėjusiai, nem ne ekėjusiai, pois p ésaga -ienė não indica, que isso suk iošusi boba,
e me gau inių pa a džių p iesago não indica, que seus de en o as são in elizes
elme gės. ao con á io sob enomes me gau ines já adicionalmen e passinham
casa -se mulhe es amosias da cena: Vosyliū ė (daugu ie ienė), Daugu ie y ė, Mi onai ė,
Juody ė, Kyman ai ė, Ožely ė, Plešky ė, Kaz agy ė, Teiše sky ė, Kochansky ė, Lei ai ė,
k acky ė, S a ošaup ai ė, Ibelha Rubi ė, P udniko ai ė e k . Pelo que em de gi u inas
ap esagiones sob enomes, não casamen o e nem seque nacionalidade, não país em que
ago a i es, o mais impo an e! Nomeagem de um nome é de e minada espei o à na i a e
congêni a cul u a, à qual pe ences e à qual ep esen o não só na Li uânia, mas e em odo
o mundo. Línguas Li uãs e li e a u a longame is p o esso , esc i o , iajando po
Li uânia c iado es pêdsakais benjaminas kond a enka conscien iamen e op ou pa adę
kond a as. o seu sob enome mudou de mo i o: nieco mal, se no casamen o se consupi am
nacionalidades ou eligiões, é impo an e, como u e compo as no país, na qual nasci,
i es e alas a sua língua, k aš e, que ago a é como Ma ina gim oji (kond a as
benjaminas. Kū ėjų pėdsakais Vilnius 6.2010, p. 138).
já me apon ei que de e ia igualdadeas ou mesmo amplhões di ei os aspi an es
eminis as pa a em nas su na u as me gau inas e neda ky i nusis o ėjusių женских
su nameжи форм (p. 117), e ago a isso ka oio. nep i a iu nu a imams es animas
pa a des esc e e o iginalalo língua. La iai isso não o ou, pas imbo adicionalino
esc e e assim, como a ia, embo a necessi ou e em eismą s o i. nep i a iu e das
li uanas pa a a pe a kamen o de pa ões anihilando seus p eessagas. Uma mundinho
iš ekėjusi už ki a aučio i įėjusi į jo šeimą, nepasiėmė y o pa a dės, be susi um-
som a adqui idusa ope os solis ê, pino u ė ą seu Li u išką pa a dę de U mana ičiū ės
em U maną. Es e úl imo da inys não esike a com no mas da língua, pelo menos indica
mo e iškąją giminę e aleg niuojamas. mas ou a p imadona, mui as ezes is a
a a és Li uânia ele isão, de Kazlauskai ės pasida é nekai omą pa a dę Kazlaus.
Es a pa ê no con ex o da língua e cul u a li uãs simplesmen e impossí el, e já exis e.
i a Miliūnai ė
Ką mano e apie nep iesagines mo e ų pa a des?
331 e issões e iews /
Li uãs mulhe es no es angei o de aco do com leis de países es angei os o ça a
inha que ob e o pa ên ese do homem. isso condijojo es anima língua, em ge al
neski ian i kininių. inglês e cul u a con ex o de aco do com as leis esposa de D ąsučio
inha que se ambém D ąsu is. e ago a na Li uânia, desp ezando seus alo es, sua
língua, cul u a e leis, absolu amen e apesa de que à mulhe o sob enome do homem
não se e, neg aži, que ela se a as a do sob enome do homem como nekai oma, alguns
quem se escolhe o sob enome do homem mesmo sem galūnês, indicando a mo e iškąją
giminę. isso alando enho em men e mui o bonžios mo e s pa amê Bosas.
Imaginemos-na no con ex o da linguagem. Li uanos e izinhos chama am
eqüen emen e pa a des do que nomes: Ša kus um di ige-se em u gų e udoko
ap ob ece a amília, e Ša ku ienė i e como alguma ponia, nempo os pés de casa não
le a. ago a nes e con ex o pa a okemos mo e s pa a dę Bosas. o que é que amos
consegui ? e que leis da Li uânia ins i uem ais pa a das? se digo Čia boso casai, ainda
da língua li uânica não pe dendo o sen imen o das pessoas es a ei en as a só ala
de ala sob e casas do homem, e eu já que ia dize , que aqui é a casa da mulhe dele. o
su icien e sob e sob enomes de mulhe es! En im p ecisa dize , que dela só uma
pequena pa e de mui o g ande pe e são da ida pública, que deslunga a nossa
cul u a em ge al. Tudo, o que ago a chamamos con empo aniška, não em nem chei o
de au iškumo. Šiamí alegini supo a são mul idinha exemplos de: de odos os ipos
a e, o iciais e neo icialús iešieji insc ásai, anúncios, anúncios, nossos idiomas
manie os, sušukimai, emociniai e eksp esiniai pala as. língua Lie u ių em ão mui os
deles p óp ia (dis inge sensus ukus e i ik ukus, que ou as línguas não dis ingue), e
pa ece que suas delas nossas nos não esbas am: g i amos supe , yes, au! en ão já
não êm o que aze de enso es da nossa língua es a al e cul u a nacional? no
u u o ainda mais daqueles de enso es s igs, po que quem ago a pode ia dize ,
quando li uanís ica se o na á p es ižine especialybe, quando ela inkssi mesmos
gabiausi secunda inių mokyklų absol en ai. es ando na so ié ia união ainda
man i emos on ade de libe dade, didžia açãose na sua pá ia, e ago a al ez só
du an e o jogo de basque e unidamen e g i amos Li uVa! ago a a nossa mãe ynė ė ynių ė ynėje, como que disse Vilniaus uni e si ame maio pá io p esiden e eu opos unieos cump indando Li uânia p esidinka imą es pa lamen ui.
nãoucebo do ai e acaba i i as Miliūnai ės li o ecenzias. só posso esponde à
pe gun a dela, insc i a na cabeça. Acho que não nos são necessá ias nep iesaginas
mo e ų pa a dės.
Į eik a 2013 m. spalio 27 d.
aLdona PauLauskienė
Vilniaus uni e si e as
Balio S uogos g. 8-1, LT-10220 Vilnius, Li uânia
[email p o ec ed]