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FROM THE TERRITORIAL POLICIES OF THE FRONTIER OPENING IN THE AMAZON TO THE ADVANCE OF NEO-EXTRACTIVISM

Author: COSTA, Gean Magalhães da
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17644685
Source: https://zenodo.org/records/17644685/files/R11E4.pdf
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BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA)
ano VII, ol. 24, n. 70, Boa Vis a, 2025
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O Bole im de Conjun u a (BOCA) publica
ensaios, a igos de e isão, a igos eó icos e
empí icos, esenhas e ídeos elacionados às
emá icas de polí icas públicas.
O pe iódico em como escopo a publicação de
abalhos inédi os e o iginais, nacionais ou
in e nacionais que e sem sob e Polí icas
Públicas, esul an es de pesquisas cien í icas e
e lexões eó icas e empí icas.
Es a e is a o e ece acesso li e imedia o ao
seu con eúdo, seguindo o p incípio de que
disponibiliza g a ui amen e o conhecimen o
cien í ico ao público p opo ciona maio
democ a ização mundial do conhecimen o.
BOLETIM DE
CONJUNTURA
BOCA
Ano VII | Volume 24 | Nº 70 | Boa Vis a | 2025
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ISSN: 2675-1488
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DAS POLÍTICAS TERRITORIAIS DA ABERTURA
DA FRONTEIRA NA AMAZÔNIA AO AVANÇO DA NEOEXTRATIVISMO
Gean Magalhães da Cos a
1
Resumo
O a anço da on ei a, mani es ado a a és das polí icas e i o iais ma e ializadas na Amazônia Legal, p opiciou,
desde a abe u a da on ei a ao seu ca á e neoex a i is a, sua c is alização en e os anos de 1960 a 2022. Desse
modo, es abelece-se a Amazônia Legal como á ea de pesquisa pa a esse es udo, em i ude de se al o desse a anço
da on ei a, p ecisamen e no pe íodo exp esso acima. Des e modo, o obje i o des e es udo é analisa como as
polí icas e i o iais implemen adas na Amazônia in luenciam desde a abe u a da on ei a ao a anço
neoex a i is a, e idenciando de que o ma esse p ocesso é impulsionado pelo desma amen o, ins alação de ob as
de in aes u u a e pelas a i idades de mine ação, deslocando-se e se in ensi icando en e os anos de 1960 a 2022.
A me odologia é compos a pela e isão bibliog á ica, pesquisa documen al, aquisição e sis ema ização de dados.
Os p incipais dados u ilizados comp eendem os dados do P oje o de Mapeamen o Anual de Uso e Cobe u a do
Solo no B asil (MAPBIOMAS), Cadas o Nacional de Unidades de Conse ação (CNUC), Fundação Nacional do
Índio (FUNAI), Agência Nacional de Ene gia Elé ica (ANEEL), Agência Nacional de Mine ação (ANM) e, po
im, as p incipais polí icas públicas e i o iais com espaldo sob e a Amazônia. Os p incipais esul ados apon ados
nesse es udo e i icam que, en e a abe u a da on ei a e o a anço da on ei a neoex a i is a, c esce am
signi ica i amen e o núme o de desma amen os, o olume de es adas, usinas hid elé icas, á eas de mine ação e
hid o ias, ampliando-se a expansão da on ei a sob e os limi es da Amazônia e, em especí ico, sob e as Unidades
de Conse ação. Sendo assim, conclui-se que a on ei a e ela o mesmo pad ão ocupacional do B asil, que se
expandiu desde a ma gem a lân ica, semp e inco po ando á eas e e i ó ios is os e idos como necessá ios ao
desen ol imen o econômico.
Pala as-cha e: Amazônia Legal; F on ei a; Polí icas Te i o iais.
Abs ac
The ad ance o he on ie , mani es ed h ough e i o ial policies ma e ialized in he Legal Amazon (Amazônia
Legal), acili a ed i s c ys alliza ion in o a neo-ex ac i is cha ac e om he ime he on ie was opened, be ween
he yea s 1960 and 2023. Thus, he Legal Amazon is es ablished as he esea ch a ea o his s udy, by i ue o
being he a ge o his on ie expansion, p ecisely du ing he pe iod exp essed abo e. The e o e, he objec i e o
his s udy o analyze how he e i o ial policies implemen ed in he Amazon in luenced he ansi ion om he
opening o he on ie o he neo-ex ac i is ad ance, highligh ing how his p ocess is d i en by de o es a ion, he
ins alla ion o in as uc u e p ojec s, and mining ac i i ies, which shi ed and in ensi ied be ween he yea s 1960
and 2022. The me hodology consis s o a bibliog aphic e iew, documen a y esea ch, and da a acquisi ion and
sys ema iza ion. The main da a used includes da a om he Annual Mapping P ojec o Land Use and Co e in
B azil (MapBiomas), he Na ional Regis e o Conse a ion Uni s (CNUC), he Na ional Indigenous Founda ion
(FUNAI), he Na ional Elec ic Ene gy Agency (ANEEL), he Na ional Mining Agency (ANM), and, inally, he
main public e i o ial policies conce ning he Amazon. The main esul s indica ed in his s udy e i y ha , be ween
he opening o he on ie and he ad ance o he neo-ex ac i is on ie , he e was a signi ican inc ease in he
numbe o de o es a ion inciden s, he olume o oads, hyd oelec ic powe plan s, mining a eas, and wa e ways,
expanding he on ie ’s each o e he limi s o he Amazon and, speci ically, o e he Conse a ion Uni s. Thus,
i is concluded ha he on ie e eals he same occupa ional pa e n o B azil, which has expanded since he
A lan ic coas , always inco po a ing a eas and e i o ies seen and deemed necessa y o economic de elopmen .
Keywo ds: F on ie ; Legal Amazon; Te i o ial Policies.
1
Dou o ando em Geog a ia pela Uni e sidade Fede al de Rondônia (UNIR). E-mail: [email protected]
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INTRODUÇÃO
O B asil e e seu p ocesso de ocupação e inco po ação e i o ial ealizado en e os séculos XVI e
XXI, mobilizado pelas mais a iadas o mas de expansão do uso do e i ó io, que g ada i amen e oi se
ampliando, aumen ando e se consolidando. As a i idades econômicas o am ex emamen e impo an es
nessa dinâmica de dila ação ocupacional, pois o a anço an ópico das á eas li o âneas em di eção ao
in e io do B asil oi p omo ido p incipalmen e pela a i idade ag opecuá ia e pela an opização,
ealizadas desde a Ma a A lân ica a é os mais a iados biomas do B asil. Como esul ado, nos anos de
1940 e 1950, o B asil encon a a-se cen ado em um modelo ocupacional e econômico em o ma o de
a quipélagos, com egiões em p ocesso de ele ado e médio c escimen o econômico e ou as em comple a
es agnação, mui as das quais em p ocesso de não in e ação econômica e ou as des inadas a se em al os
de polí icas de po oamen o, ins alação de ob as de in aes u u a e u ilização dos ecu sos na u ais.
É nesse con ex o que a Amazônia b asilei a oi al o da expansão e das polí icas de ocupação,
inculadas à sua in eg ação e i o ial ao B asil, iniciada no pe íodo de 1960 e que se epe cu e a é o
momen o a ual (2022). Esse e i ó io oi al o de polí icas e i o iais de abe u a de es adas,
es abelecimen o de ila ejos, p oje os de colonização e p og amas de desen ol imen o ag opecuá io e
ag omine al, que p opicia am uma dinâmica de con e são de á eas de lo es a em uso ag opecuá io, além,
é cla o, do desma amen o c escen e e cons a ado en e os anos de 1960 a 2022.
A de as ação do e i ó io Amazônico não é um enômeno ecen e, mas sim a con inuação de uma
dinâmica ocupacional he dada do modelo b asilei o e ampliada pelas ins alações de g andes p oje os de
in aes u u a e o uso de g andes ex ensões do e i ó io, u ilizado seja pela ag icul u a, pecuá ia ou á eas
de explo ação mine al, que aumen a am em ex ensão, quan idade de p odução e pela demanda
in e nacional de commodi ies nos úl imos 30 anos (1990 a 2022). Essas dinâmicas são e o çadas pelo
ca á e neoex a i o do uso dos ecu sos na u ais, que amplia ainda mais o desma amen o e as ob as de
in aes u u a, a ançando sob e á eas na u ais, mais especi icamen e sob e as á eas p o egidas (Unidades
de Conse ação e Te as Indígenas), implicando em con adições en e usos ol ados à
p ese ação/conse ação e uso adicional em con apon o ao uso neoex a i is a.
Ques iona-se, dessa o ma, quais as implicações deco en es da ma e ialização das polí icas
e i o iais de abe u a da on ei a sob e o e i ó io e sua pe pe uação sob e o a anço do neoex a i ismo?
Quais os ensionamen os sob e as á eas p o egidas, em especí ico, sob e as Unidades de Conse ação? A
on ei a, desde sua abe u a a é seu ca á e neoex a i o, oi amplamen e mobilizada pelas polí icas
e i o iais ao longo dos anos de 1960 a 2022, que se en elaçam aos di e en es usos do e i ó io. Desse
modo, o obje i o des e es udo é analisa como as polí icas e i o iais implemen adas na Amazônia
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in luenciam desde a abe u a da on ei a ao a anço neoex a i is a, e idenciando de que o ma esse
p ocesso é impulsionado pelo desma amen o, ins alação de ob as de in aes u u a e pelas a i idades de
mine ação, deslocando-se e se in ensi icando en e os anos de 1960 a 2022.
A análise de como as polí icas e i o iais implemen adas na Amazônia, á ea de es udo des a
pesquisa, in luenciam desde a abe u a da on ei a ao seu a anço neoex a i is a, es u u a-se
me odologicamen e em ês p ocedimen os analí icos e ope acionais: o p imei o é compos o pela e isão
bibliog á ica dos concei os eó icos e me odológicos o ien ado es da pesquisa; o segundo comp eende a
aquisição de dados e a elabo ação dos p odu os ca og á icos, que compõem os elemen os analí icos; e,
po im, a sis ema ização dos dados po meio dos c uzamen os, desde os elemen os eó icos e
me odológicos a é a análise quali a i a e quan i a i a dos elemen os analí icos.
O p esen e abalho es u u a-se em cinco seções, englobando desde a in odução, undamen ação
eó ica, p ocedimen os me odológicos, análise dos esul ados e conclusões inais. Na in odução é
ap esen ado o ema o ien ado da pesquisa, ac escido da ap esen ação da á ea de es udo, p oblemá ica da
pesquisa, seguido da hipó ese e do obje i o. Na segunda seção, são ecidas e undamen adas as discussões
eó icas e concei uais a espei o das polí icas e i o iais, sendo analisado como es as são aplicadas e
in e p e adas desde as ações de abe u a da on ei a (1960) a é o pe íodo a ual, in e p e ado pelo seu
ca á e neoex a i is a. A e cei a seção comp eende os p ocedimen os me odológicos do e e ido
abalho, sis ema izados em e apas e p ocedimen os o ien ado es. A qua a seção comp eende a análise
dos esul ados, des acando como o a anço das polí icas e i o iais mescladas aos usos do e i ó io
ma e ializa o desma amen o e suas epe cussões sob e as á eas p o egidas, em especí ico as Unidades de
Conse ação. Po im, na seção cinco, são ecidas as conside ações inais, ap esen ando os p incipais
esul ados e o c uzamen o com os obje i os do abalho.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Como concei o no eado , em-se o e i ó io, de inido e delimi ado espacialmen e po e a pa i
de elações de pode , associado às elações sociais nas suas mais complexas in e ações (SOUZA, 2020;
FOUCAULT, 1987). Ou seja, são as múl iplas elações de pode ine en es ao uso do e i ó io que a
sociedade mani es a, sendo es as no âmbi o amilia , no abalho, no seu bai o, na sua ig eja, no seu
município, es ado e país, mediadas po alo es pessoais e cole i os, que de e minam o uso do e i ó io, a
in ensi icação des e, e sua pos e io sob eposição a ou as o mas de usos (SAQUET, 2017).
O e i ó io, comp eendido enquan o uma cons ução social, mediada pelos mais di e sos a o es
no uso do meio, em di e en es ní eis, con olado e in luenciado pelas elações de pode , em a
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e i o ialidade in imamen e elacionada a como as pessoas usam a e a, como o ganizam o espaço e
como dão signi icado ao luga . Po an o, o e i ó io é uma á ea con olada e delimi ada po algum a o
social, como esul ado de es a égias e in luências que oco em indi idualmen e ou a a és de g upos
sociais (SACK, 1986; GOTTMANN, 1975; GOTTMANN, 1973; DEMATTEIS, 1970).
O e i ó io enquan o concei o eó ico e geog á ico compo a dimensões de usos, sendo es e
mul idimensional. Es as dimensões podem exp essa a iadas ca ac e ís icas: 1) comp eendem os âmbi os
econômicos, ambien ais, polí icos, sociais e cul u ais; 2) compo am escalas de usos, sendo elas locais,
egionais e nacionais/in e nacionais; 3) o e i ó io a icula o mas a iadas de uso en e os sujei os e os
obje os, es as elações que se ma e ializam no e i ó io exp essam as e i o ialidades; e 4) sis ema izando
o que oi exp esso, o e i ó io é uma a iculação en e usos con e gen es ou di e gen es, exp essos em
mac odimensões de usos e i o iais (SAQUET, 2015).
Es as mac odimensões do uso do e i ó io são o jadas pelas elações sociais de pode , ine en es
as elações sociais, são u o das ações, de obje i os, de in enções e dos p oje os que cada a o ou g upo
de a o es mani es am sob e o uso do e i ó io. O pode segundo Ra es in (1980), não é somen e da
exclusi idade do es ado. O mesmo a pa i das con ibuições de Saque (2015), es á p esen e nas
ins i uições públicas, p i adas, nas emp esas, nas a iadas o ganizações sociais, en im nas elações sociais
que se e e i am na ida co idiana, isando o con ole e a dominação sob e a sociedade de modo ge al e
sob e os ecu sos na u ais, po an o essa con e são de usos do e i ó io, seja con e gen e ou di e gen e
é ep esen ado pelas mac odimensões do uso do e i ó io.
As mac odimenções do uso do e i ó io nes e es udo são comp eendidas me odologicamen e,
como sendo ambém dimensões de usos, de ação e a uação do es ado (pode go e namen al, nas suas
es e as adminis a i as) e dos demais a o es no a o de o ja e o dena usos con e gen es, di e gen es,
p og amados e planejados do e i ó io, a a és de polí icas e i o iais.
A pa i de uma abo dagem escala egional Amazônica, Mello (2006), de ine as polí icas
e i o iais como sendo as ações es a égicas pensadas, a qui e ada e ope acionalizada pela ação do es ado
(a o p incipal na o denação do uso do e i ó io) na condução de ecen es p ocessos de in eg ação
e i o ial na Amazônia, a a és de exemplos como: abe u a de es adas, elabo ação de p oje os de
colonização e implan ação de ou as in aes u u as. Sendo assim, ambém as polí icas e i o iais podem
se comp eendidas:
Como uma modalidade de polí icas públicas o mulada e aplicada com o obje i o explíci o de
p omo e mudanças na es u u a – ou na con igu ação – e i o ial de um país, egião, p o íncia,
es ado e município ou mesmo em escalas que ex apolem o espaço nacional (COSTA, 2018, p.
794).

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Pa a an o, di idi am-se as polí icas e i o iais na Amazônia em dois p incipais
momen os/pe íodos, aqui denominados de polí icas e i o iais de abe u a da on ei a e polí icas
e i o iais neoex a i is as, po engloba em polí icas e i o iais encabeçadas pelo es ado que se
epe cu em no uso do e i ó io, des acando as o ien ações de in e enções sob e o uso e i o ial,
exp essas a segui .
POLÍTICA TERRITORIAIS DE ABERTURA FRONTEIRA
A pa i dos anos iniciados em 1960, o e i ó io Amazônico passa a dispo de es a égias
go e namen ais e p i adas, mani es adas nas ações ol adas às polí icas públicas e i o iais de ocupação
p odu i a e ins alação de P oje os de In es imen os – GPI. de modo a p oduzi sob e o uso do e i ó io
na Amazônia, uma o ganização sócioespacial, ou seja, in eg ada isicamen e, economicamen e e
demog a icamen e. Es as o mas de ação sob e o uso do e i ó io, que a é en ão es a am sendo
mani es adas en e o no des e, sul e cen o-sul do B asil, e pa a o cen o em p ocesso de indus ialização
(sudes e), mesmo que ainda ap esen ando-se sob uma o ganização e i o ial em o ma o de a quipélago,
começam a se di ecionados pa a o cen o oes e e no e do país, deslocando-se assim o a anço da on ei a
capi alis a do uso do e i ó io sob e a Amazônia (VAINER; ARAÚJO, 1992).
Es a ação polí ica es a a a elada ao p og ama de ampliação de in aes u u a de anspo e
odo iá io, de comunicações e p oje os de incen i os a mig ação. O p og ama conhecido como “a ma cha
pa a o oes e”, a pa i da década de 1930, inicia a o p ocesso de u banização acele ada, ao mesmo empo
em que p opunha a ocupação do in e io do e i ó io nacional, egião de inida po á ios pesquisado es,
con o me exp essa a cima como on ei a de ecu sos, já no inal da década de 1950, essa polí ica de
expansão econômica implicou na e omada do p ocesso de ocupação da Amazônia e, po conseguin e, no
a anço da on ei a econômica sob e a egião, al e ando p o undamen e a ágil es u u a socioeconômica
local (MESQUITA e al., 2015; BECKER, 2015a).
É no início dos anos de 1970, que as ações ol adas a in eg ação e i o ial o am as mais
in ensi icadas, sendo a sus en ação pa a es e e ei o a c iação do p imei o Plano Nacional de
Desen ol imen o – I PND (1972 – 1974), ol ando o desen ol imen o b asilei o a es u u ação do uso do
e i ó io nacional. Na Amazônia, dois o am os p incipais p og amas, que nes e con ex o i e am g andes
eba imen os sob e seu e i ó io: 1) P og ama de In eg ação Nacional – PIN; 2) P og ama de
Redis ibuição de Te as e de Es ímulo à Ag oindús ia do No e e No des e – PROTERRA. Esses dois
p og amas o am p oeminen es na es u u ação do a anço da on ei a de ocupação do e i ó io na
Amazônia Legal. O PIN dispunha de supo es inancei os, cujos obje i os consis iam na cons ução dos
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eixos odo iá ios na Amazônia, agilizando as ações ligadas à colonização o icial e de inindo as zonas de
in es imen os ag opecuá ios e ag oindus iais. Já o PROTERRA p opunha-se, na acionalização de
dis ibuição de e as no No e, e p omo e em a i idades compa í eis com o p oje o de desen ol imen o
nacional (BRASIL, 1971; CAVALCANTE, 2015; FONSECA; RABELLO, 2015).
O P og ama de In eg ação Nacional, oi esponsá el pela implan ação dos p incipais eixos de
desen ol imen o dispos o sob e a Amazônia, ealizando-se assim a implan ação de nume osas es adas,
en e as quais es ão a de Cuiabá-San a ém, T ansamazônica, Pe ime al No e, além das es adas já
implan adas na Amazônia, ambém ao longo des e p og ama oi es abelecido a ma gem de cada es ada,
de p oje os ol ados a colonização pública e p i ada, densi icando des a o ma as p incipais á eas de
ocupações na Amazônia, dando o igem as ilas, po oados que a ualmen e se ca ac e izam como
municípios, con ibuindo des a o ma pa a a anço da á ea u banizada e expansão de á eas des inada a
ag opecuá ia.
Ao longo das décadas de 1970 a 1980, ou e uma mudança da es a égia das ações es a ais, os
p oje os de in aes u u as de implan ação de es adas e de colonização, o am subs i uídos po p oje os
em o ma o de pólos de desen ol imen o, cuja unção es a a designada a g andes p oje os ag opecuá ios
e ag omine ais. É nes e con ex o, que em 1974, oi lançado o segundo Plano Nacional de Desen ol imen o
- II PND, cujo obje i o oi suplan a a c ise econômica, ge ada pela dí ida iscal, e o c escen e dé ici na
balança come cial, além de iabiliza a implan ação de p oje os em po ções especí icas do e i ó io
Amazônico (MESQUITA e al., 2015).
O II PND (1975-1979), bem como o III PND c iado em 1980 (1980-1985), de e minou uma no a
e apa da in eg ação nacional da Amazônia ao B asil, ado ando como es a égia p odu i a da Amazônia, a
implemen ação de incen i os iscais, ca ac e izadas pelos P og amas de Pólos, en e os quais, os que
causa am maio epe cussão na Amazônia oi o Ag opecuá io e Ag o-mine al da Amazônia –
POLAMAZÔNIA. Es es ês PNDs, ao longo de 1970 a 1985, no adamen e in ensi ica am os usos dos
ecu sos na u ais, mani es ados pela expansão da ag opecuá ia, da u banização, de es adas, UHEs,
g andes emp esas ol adas a explo ação mine al e lo es al, de e minando-se assim na sua con ibuição
no p ocesso de ocupação da Amazônia, sendo assim, se mos a e iden e o a anço numa pe spec i a
in aes u u al, ag opecuá ia e ag omine al da on ei a na Amazônia (BRASIL, 1974; BRASIL, 1980;
KOHLHEPP, 2002, MELLO, 2006).
No as o desses ês PNDs, e pos e io men e ao pe íodo da di a u a mili a , oi lançado em 1986,
o I Plano Nacional de Desen ol imen o da No a República – PNDNR, com igência de 1986 a 1986,
c iado no ano de 1986, pos e io men e aos go e nos mili a es, com menos in e enções sob e o pon o de
is a da in aes u u al e i o ial ou de polí icas de incen i os a ocupação massi a do e i ó io
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Amazônico. Também é desde mesmo pe íodo que começam a se ma e ializa as inicia i as de p o eção e
conse ação dos bens na u ais, seja a a és da c iação de á eas p o egidas, c iação de no mas nacionais e
legislações pe inen es as ques ões socioambien ais (BRASIL, 1986).
Esses qua os Planos Nacionais de Desen ol imen o encabeça am as agendas das polí icas
e i o iais no B asil, p oje adas e mani es adas sob e o e i ó io nacional, com eba imen o na Amazônia
a é meados dos anos de 1990, quando a polí ica go e namen al oi di ecionada à abe u a do me cado
b asilei o e à inse ção do país no p ocesso de “globalização econômica”, inaugu ando a chegada no
modelo econômico in e nacional “neolibe al” no B asil, sendo as ações de planejamen o e de
in aes u u ação, a elado não somen e ao es ado em si, mas ambém com a pa icipação e inanciamen o
de se o es p i ados e in e nacionais, con igu ando o cená io pa a as Polí icas e i o iais neoex a i is as
(MESQUITA e al., 2015; MALHEIRO; PORTO-GONÇALVES; MICHELOTTI, 2021; HARVEY,
2005).
POLÍTICAS TERRITORIAIS NEOEXTRATIVISTAS
Segundo Becke (2005), a pa i dos anos de 1990, há na Amazônia um p ocesso de consolidação
do po oamen o, mani es ados nos p oje os de colonização pública e p i ada, assim como no p óp io
p ocesso de u banização e nas á eas adjacen es aos p oje os emp esa iais e indus iais, já e i icado nes e
pe íodo, ou seja, pode-se cons a a um es ancamen o empo á io de no as ocupações. Isso em se dado
g aças ao a anço econômico e na ecni icação da ag oindús ia no ce ado, com o c escimen o da p odução
e aumen o da p odu i idade da ag icul u a de g ãos, en e os quais a de maio des aque é a soja, a e a
não em sendo mais ocupada como ese a de alo , ago a o que em oco ido é o uso p odu i o
ag oindus ial da e a. Além desses p ocessos, acele ou-se a a és de polí icas públicas ambien ais a
ins i ucionalização de á eas p o egidas, o emen e in luenciada po p essões in e nacionais e que po
an o con e e o a anço da on ei a sob e no as á eas a é es e pe íodo (BECKER, 2015b).
As cidades e as es adas nes e sen ido, pe mi em a expansão dessa á ea econômica e consolidada,
onde se si uam as maio es densidades demog á icas e uso ag opecuá io, ca ac e izando um a anço de
on ei a de consolidação. Es e a anço da on ei a oi o mado das á eas de maio ocupação e i o ial
na Amazônia Legal, exp essas nas maio es á eas deg adadas, o mando uma ex ensa á ea desma ada,
de inida po Becke (2005; 2015a, 2015b), como a co do desma amen o, a co do ogo ou mesmo de á eas
deg adadas.
É a pa i do inal da década de 90, segundo Kohlhepp (2002), e início dos anos 2000, que êm-se
o início de uma no a polí ica pública e i o ial, ol ada ao desen ol imen o econômico do B asil, com
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e lexos na Amazônia, es a polí ica é de inida em dois p incipais p og amas, sendo o p imei o B asil e
Ação (1996-1999) e A ança B asil (2000-2003) (BRASIL, 1996; BRASIL, 2000). En e as ações desse
p og ama, es á a melho ia das in aes u u as e i o iais. São iden i icados des e modo, no e egiões
p incipais de desen ol imen o, os chamados Eixos Nacionais de In eg ação e Desen ol imen o – EIDs.
Além dos EIDs, oi ins i uído a pa i dos anos de 2007 o P og ama de Acele ação do C escimen o
– PAC, que con inua a agenda de implan ação de ob as de in aes u u as, com des aque pa a implan ação
de usinas hid elé icas e e ina ias, além de in es imen os nas duas e sões (PAC I e II) nos seguimen os
u banos e sociais (THÉRY; MELLO-THERY, 2018). Es es p og amas es ão apo ados a uma polí ica a
ní el nacional, e ambém azem pa e de uma mac o polí ica pensada e p oje ada a ní el in e nacional
sob e os países da Amé ica do Sul, denominada de In eg ação das In aes u u as Regionais Sul-
Ame icana – IIRSA. O obje i o da IIRSA é a in eg ação egional e desen ol imen o de in aes u u as
ísicas (COSTA; GONZALES, 2014). Es á mac o polí ica, ep esen a uma a iculação
in e go e namen al, iniciada em B asília, no ano de 2000, com os p esiden es dos Es ados nacionais
cons i uídos na Amé ica do Sul, pa a a iculação de ob as de in aes u u a, en e es es países da Amé ica
do Sul, compondo 500 p oje os, en ol endo 12 países, pos e io men e o p og ama IIRSA con e ido em
Conselho Sul-Ame icano de In aes u u a e Planejamen o – COSIPLAN (CAVALCANTE, 2012).
Dian e desse cená io, ma e ializado sob e o uso do e i ó io amazônico, cons a a-se não somen e
a ação das on ei as de po oamen o/ag opecuá ia, ol ada ao uso, ocupação do e i ó io e sua pos e io
consolidação, mani es ado no uso do e i ó io e p o ocado a da expansão do a co do desma amen o, en e
o pe íodo de 1970 a 1990, a a és dos p og amas mais p oeminen es na Amazônia Legal, sendo es es o
PIN e o POLAMAZÔNIA. Mas, ambém, en e a acele ação da ins alação de ob as de in aes u u a na
egião Amazônica, p opo cionada pelo p og ama B asil em Ação, A ança B asil, PAC e sua associação
ao CONSIPLAN, onde em-se ganhado des aque a implan ação de UHEs, u ilização da ede hid og á ica
como hid o ias, implan ação de p oje os de mine ação, assim como a p óp ia expansão dos monocul i os
de commodi ies, dispos as como pa es dos EIDs na década de 1990, pos e io men e no PAC I e II a pa i
de 2007 e seguidas a é o pe íodo de 2023, além de es a em inculadas in e nacionalmen e no COSIPLAN.
Dada a elocidade de implan ação de ob as de in aes u u a, a c escen e conexão e inco po ação
do e i ó io Amazônico ao espaço global e in e nacional, seden os po ecu sos na u ais e á eas
disponí eis à ocupação, que ampliam e aumen am as demandas po commodi ies, acen uando e
in ensi icando as p á icas ex a i as, o que se islumb a a a és da g ande ex ação de miné ios, ele ado
g au de desma amen o e um g ande olume de p odução ag ícola e de pecuá ia que se mesclam com a
g ande ge ação de ene gia hid elé ica, desde os anos de 1990 a é 2023, que não oge aos mesmos moldes
his ó icos de ocupação do B asil, desde a cos a a lân ica ao in e io na Amazônia, u ilizando de o ma
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Figu a 2 – Á ea de Desma amen o na Amazônia Legal
Fon e: Elabo ação p óp ia.
No as o do desma amen o, encon am-se o emen e associadas a implan ação de es adas,
con o me pode se obse ado, nas es adas pa alelas aos desma amen os mais an igos e mais ecen es, nas
odo ias BRs – 364, 163, 158, 153 e 230, en e ou as ob as de in aes u u a, exp essos na igu a 2. Assim
como, a Amazônia em sendo al o da expansão de implan ação de usinas hid elé icas. Segundo dados
da Agência Nacional de Ene gia Elé ica (ANEEL, 2022), e da Rede Amazônica de In o mação
Sociambien al Geo e e enciada (RAISG, 2022), es a am a i as 32 UHEs em ope ação, 97 UHEs em
planejamen o e 1 UHE em cons ução a é o ano de 2022, com des aque pa a os es ados do Ma o G osso,
Pa á, Tocan ins e Rondônia, o que e o ça o ca á e de explo ação ampliada dos ecu sos na u ais, po
meio de ampliação do uso neoex a i is a do uso do e i ó io, con o me e exp esso na igu a 3.
Também se a ançam a implan ação de á eas des inadas a mine ação indus ial e a i idades de
ga impo, sendo o bioma amazônico a que maio ap esen ada quan idade de es ados com as maio es á eas
sob e o uso da mine ação. No Ranking dos es ados b asilei os, o Pa á, Ma o G osso, Rondônia e
Amazonas, igu am en e os p imei os es ados que ap esen am a maio ex ensão dessas a i idades en e
1986 a 2020 (MAPBIOMAS, 2020). Segundo dados da Agência Nacional de Mine ação (2022) e
Wande ley e al. (2023), as á eas de in e esse mine al, em ase de concessão, licenciamen o ou es udos,
começa am a se expandi ainda no inal da década de 1960, coincidindo com o início da ocupação
in ensi a na Amazônia.
A elocidade dos in e esses e ex ação mine al na Amazônia, se in ensi ica nos es ados de
Rondônia, Ro aima, Amapá, Pa a e Ma o G osso, mencionados an e io men e, concen ando-se ao longo

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dos echos dos ios Madei a/RO, Tapajós/PA, Teles Pi es/PA, Xingu/PA e Rio B anco/RR, além de
ou as á eas adjacen es a essa. A explo ação, expansão e uso des es po enciais mine ais da Amazônia, é
jus i icada em i ude, desse e i ó io possui a ualmen e um dos maio es ecu sos mine ais do B asil,
des acados acima, pois localizam-se no escudo P é-Camb iano, no ex emo no e da mesma Amazônia,
no sul o ien al e ociden al, p incipalmen e na bacia hid og á ica do io Tapajós (THÉRY; MELLO-
THERY, 2018).
Essa bacia a ualmen e é ida como es a égica, dado a explo ação dos ecu sos na u ais e a
luc a i idade do capi al nacional e in e nacional, em i ude po encial de expansão das a i idades da
ag opecuá ia, uso mine al e de hid elé icas, que se concen am nessa bacia. Assim como, nesse mesmo
e i ó io de po encial mine al es á p esen e a p o íncia mine al de Ca ajás, impo an e e ex ao diná ia
jazida de miné io de e o, ap esen ando mais de 18 mil oneladas des e miné io, ambém ica em cob e,
níquel e ou o. A ualmen e a explo ação dessa á ea é ei a de o ma mecanizada (THÉRY; MELLO-
THERY, 2018).
Figu a 3 – Desma amen o, In aes u u as e Neoex a i ismo
Fon e: Elabo ação p óp ia.
A on ei a na Amazônia, con o me Cas o (2017), é cons an emen e ea i ada e se encon a em
cons an e mo imen o, mobilidade e expansão, além de a icula as polí icas e i o iais e os mais a iados
usos do e i ó io. Ela cons i ui um espaço em inco po ação ao espaço nacional e global, é impulsionada
pelo aumen o da demanda de p odu os ag opecuá ios, mine ais seja po me cados in e nos u banos, seja
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pa a a ende a pau a das expo ações que exige os aumen os das á eas p odu i as e aumen o de sua
ex ensão ao longo do empo, con o me cons a ado na igu a 3.
Com um dos á ios p ocessos esul an es do a anço dessa on ei a, que é esul ado de sua
consolidação e de sua expansão, em-se o c escimen o do núme o de al e ações de limi es de á eas
p o egidas, sob e udo de unidades de conse ação, cujo obje i o é egulamen a as ocupações ilegais,
iabiliza a implan ação de usinas hid elé icas e en e ou os g andes p oje os de in es imen os, que
mobilizam a expansão da on ei a, e se expandem nas mesmas p opo ções que a mesma, o que in ligem
os limi es des es e i ó ios, sendo po an o as al e ações de limi es, os mecanismos mediado es do es ado
pa a “concilia ” esses in e esses (COSTA, 2019; CAVALCANTE; SANTOS, 2012; CAVALCANTE e
al., 2021).
Es udos ealizados po Ma ins e a ., (2014), Pack (2016), le an amen os de dados do Ins i u o
Socioambien al (2022) e do Cadas o Nacional de Unidades de Conse ação, do Minis é io do Meio
Ambien e (MMA, 2022), apon am que hou e en e os anos de 1996 a 2023, 63 al e ações de limi es de
UCs na Amazônia legal B asilei a, sendo os p incipais mo i os a implan ação de ob as de in aes u u as,
ocupações legais ou mesmo mais de um mo i o pa a a mesma al e ação. Jus i icando-se assim que as
al e ações de limi es de UCs, ep esen am a “melho ” e mais “con enien e” o ma de legaliza a
implan ação dessas ob as, quando essas in ligem os limi es dessas UCs, ou mesmo quando se oco e
his o icamen e p ocessos de in asões sob e seus limi es, ocupações em seu en o no e pos e io men e nos
seus in e io es, o nando “ iá el e legi ima”, median e al e ações de limi es essa mesma ocupação.
O c escimen o do núme o de ob as de in aes u a na Amazônia, que em se ampliado nos úl imos
30 anos (1990 a 2022), associada a lógica de u ilização dos ecu so na u ais em de imen o aos impac os
e ensionamen os em e i ó ios p o egidas e populações adicionais, con inuam o e e pujan e,
a ançando-se ainda mais sob e no as á eas de lo es as, e i ó ios p o egidos, demandadas pelo me cado
global e pela acumulação do sis ema capi alis a de p odução (BELFORTE, 2025; ARAÚJO;
CAVALCANTE, 2025; PAREDES; MANCHENO, 2021; LIMA; VARROTTI, 2021, RAISG, 2018;
RAISG, 2016; RAISG, 2015).
Na igu a 4, exp essa-se ca og a icamen e, o limi es das Unidades de Conse ação e Te i ó ios
Indígenas, que encon am-se ulne á eis as medidas de al e ações de limi es, haja is o que a medida que
o a anço da on ei a se esp aia e se in ensi ica na Amazônia ao longos dos anos, e com elas as polí icas
e i o iais e os usos do e i ó io, po an o seus mobilizado es, c escem ambém o núme o de al e ações
de limi es das UCs, com des aque pa a edução de seus limi es, ampliação e ex inção dos mesmos, o que
ca ac e iza que a on ei a, não só se expande, mas ambém em buscado “ emo e obs áculos no ma i os,
ju ídicos e e i o iais”, a a és das UCs, que em ese se ia ba ei as ao seu pleno desen ol imen o.
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O a anço da on ei a na Amazônia, segundo Rabello (2013), sob e udo a que se incide e expande
sob e a Amazônia, é ins á el, p ecá ia, p o isó ia e olá il. Assim como, a pa i das con ibuições de
Sil a (2007), a mesma é condu o a de eco es espaciais di e sos mani es adas nas di e sas o mas de
ocupações e uso da Amazônia legal. Essa é ma e ializada a a és das al e ações do uso e cobe u a do
solo, sob e udo pelo supo e de ecu sos na u ais que es e e i ó io dispõe, pe mi indo a expansão da
ag icul u a de pequena, média e al a escala, de ios sendo u ilizados pa a a p odução ene gé ica e á eas
ol adas a p odução mine al.
Figu a 4 – Neoex a i ismo e Suas Repe cussões sob e as Á eas P o egidas
Fon e: Elabo ação p óp ia.
Pa a o ad en o das polí icas públicas e i o iais, é e ainda são g andes os ins umen os de
o denação e planejamen o do uso do e i ó io pa a execução u ilização de ecu sos na u ais, e sob e udo,
são mobilizado es e ea i ado es da expansão da on ei a, da con e são de á eas de lo es as pa a os usos
ag opecuá ios, das a i idades de mine ação, implan ação de g andes p oje os de in es imen os e
c escimen o u bano e indus ial. Sendo es e p ocesso complexo, emo edo de obs áculos ju ídicos e
o mais, como é o caso das Unidades de Conse ação, um dos á ios exemplos desse p ocesso esul an e
do a anço da on ei a.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Cons a a-se, a pa i das e lexões desse es udo, que as polí icas e i o iais de e mina am, desde a
abe u a da on ei a, o a anço neoex a i is a, o que epe cu e o emen e no c escimen o de á eas
desma adas e nos ensionamen os sob e os limi es das Unidades de Conse ação. Esse p ocesso oi
e i icado en e os anos de 1960 a 2022, pe íodo em que a Amazônia Legal e e as maio es o mas de
in e enções de ocupações e in eg ação e i o ial, como esul ado da expansão ocupacional do B asil,
sendo essa ida como on ei a de ecu sos.
Ve i icou-se um g ande núme o de á eas de desma amen o, assim como ambém um olume
exp essi o de implan ação de es adas, de p oje os de colonização, implan ação de usinas hid elé icas e
u ilização da ede hid og á ica na Amazônia, na modalidade de hid o ias, pa a anspo e e escoamen o
de me cado ias e passagei os, além, é cla o, das á eas de ex ação mine al, que epe cu em sob e a
Amazônia, nos pad ões di e gen es de sua o ganização socioespacial his ó ica e adicional.
A on ei a a ança, desde as ca ac e ís icas de sua abe u a ao neoex a i ismo, assen ada no I
PND (P imei o Plano Nacional de Desen ol imen o), cujo obje i o p e is o e ma e ializado oi a
in eg ação ísica e demog á ica da Amazônia. Pos e io men e, essa se e az, ago a a elada a g andes
p og amas e p oje os em o ma o de polos de desen ol imen o, que p e iam a implan ação de p oje os
ag opecuá ios e ag oindus iais (ou ag opecuá ios/ag oindus iais), selecionando localizações especí icas
do e i ó io Amazônico pa a que ossem des inados ecu sos inancei os, ações es as p e is as no II e III
PND. Pos e io men e, com a edemoc a ização do B asil, o icializado no I Plano Nacional de
Desen ol imen o da No a República (PNDNR) e os demais Planos Plu ianuais, com des aque pa a os
PAC I e II.
Essa pesquisa buscou demons a quais as implicações deco en es da ma e ialização das polí icas
e i o iais, desde as ol adas à abe u a da on ei a sob e o e i ó io e sua pe pe uação sob e o a anço
do neoex a i ismo e quais os ensionamen os que a ua am sob e as á eas p o egidas, em especí ico, sob e
as Unidades de Conse ação. O es udo a i ma que a on ei a, desde sua abe u a a é seu ca á e
neoex a i o, oi amplamen e mobilizada pelas polí icas e i o iais ao longo dos anos de 1960 a 2022,
que se en elaçam aos di e en es usos do e i ó io.
Sendo assim, des aca-se como ainda c ucial a ealização de es udos sob e o a anço da on ei a na
Amazônia em pe spec i as de análises espaciais e empo ais, analisando no amen e os concei os já
consolidados e idos como clássicos à luz do mo imen o ecen e de expansão da on ei a, já que essa em
inco po ado nas úl imas décadas (1990 a 2023) um g ande núme o de á eas lo es ais, ensionando-as e
impac ando-as pelo desma amen o, al e ações do uso e cobe u a do solo, ede inição dos limi es das á eas
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p o egidas, quando não expulsando, po meio de des e i o ialização, populações adicionais e
ibei inhas. Aliás, um dos g andes ga galos desse abalho oi não se a e às análises dessas úl imas
ques ões, p opiciando aos no os es udos essas on ei as dos conhecimen os a se a ança .
Po im, ei e a-se o a gumen o de que a u ilização ampliada do e i ó io na Amazônia é a ex ensão
de um pad ão his ó ico de ocupação b asilei a. Es e modelo oi acele ado ecen emen e (1990-2023) pela
ins alação de megaes u u as e da ap op iação de as as á eas pa a ins neoex a i is as. As a i idades
como ag onegócio e mine ação expandi am-se em escala e p odução, mo idas pela al a demanda global
po commodi ies. Isso coloca em oposição di e a os in e esses de uso adicional e conse ação com a
ag essi a e c escen e on ei a de explo ação, que hoje se expande po pa e da Amazônia Legal.
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