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Prefácio

Author: Cutrim, Maria Pinheiro
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17667651
Source: https://zenodo.org/records/17667651/files/Prefacio.pdf
0000Ao longo das páginas que se seguem, o
lei o encon a á e lexões que a iculam eo ia
e p á ica, é ica e polí ica, ciência e
sensibilidade. Os au o es não se limi am a
desc e e o cuidado como ca ego ia abs a a;
eles o p oblema izam a pa i de si uações
conc e as, de expe iências i idas, de ensões
que pe passam o co idiano dos se iços de
saúde. Essa abo dagem con e e à ob a um
ca á e singula : ela não se p opõe a o e ece
espos as p on as, mas a p o oca pe gun as
pe gun as que ins igam, incomodam e ab em
caminhos pa a no as o mas de comp eende
e exe ce o cuidado.
0000As discussões ap esen adas pe co em
emas como a o mação é ica dos p o issionais
de saúde, os desa ios da in e disciplina idade, o
impac o das polí icas públicas, a humanização
do a endimen o e as on ei as en e
au onomia, ulne abilidade e esponsabilidade.
Há ambém um olha a en o às ealidades
especí icas que compõem o mosaico b asilei o:
as desigualdades egionais, as populações em
si uação de ulne abilidade, a in luência das
condições sociais sob e o acesso e a qualidade
do cuidado. Em odos esses aspec os, o io
condu o é o mesmo: a busca po uma é ica
que seja comp ome ida com a ida em sua
o alidade, e não apenas com a ausência da
doença.
0000Es e li o con ida à e lexão c í ica sob e
as bases do agi é ico em saúde, lemb ando
que a écnica, po mais so is icada que seja,
pe de o sen ido se dissociada da dimensão
humana. A é ica do cuidado não é um ado no
mo al, mas um undamen o indispensá el pa a
a p á ica em saúde. Ela exige dos p o issionais
não apenas compe ência écnica, mas
ambém empa ia, escu a, diálogo e
sensibilidade dian e das complexidades que
a a essam cada encon o clínico, cada ges o
de cuidado, cada decisão omada.
0000Em empos em que a p odu i idade, a
acionalidade ins umen al e a lógica do
desempenho ameaçam eclipsa a essência
humanizado a do cuidado, es a ob a ea i ma
a necessidade de esga a o sen ido é ico da
p o issão. Ela nos lemb a que cuida é ambém
esis i esis i à desumanização, à indi e ença,
ao dis anciamen o en e quem cuida e quem é
cuidado. É, po an o, um chamado à
esponsabilidade compa ilhada, que en ol e
P e ácio
0000Fala de é ica do cuidado em saúde é,
an es de udo, ala de humanidade. É e isi a
o sen ido mais p o undo do que signi ica es a
dian e do ou o em sua ulne abilidade,
econhecendo que o a o de cuida ul apassa a
dimensão écnica e se insc e e no campo da
sensibilidade, da escu a e da esponsabilidade
mo al. O li o É ica do cuidado em saúde:
possibilidades, limi es e desa ios do cená io
b asilei o, su ge, assim, como uma con ibuição
opo una e necessá ia em um momen o
his ó ico em que o sis ema de saúde nacional
se ê desa iado a concilia p incípios é icos
uni e sais com as especi icidades,
desigualdades e u gências do con ex o de
nosso país.
0000A é ica do cuidado, en endida aqui como
uma é ica elacional e sensí el às condições
conc e as da ida, p opõe uma up u a com as
concepções adicionais que eduzem o
cuidado à me a execução de p ocedimen os.
Cuida é um a o polí ico, social e a e i o.
Implica econhece que o ou o não é um
obje o de in e enção, mas um sujei o de
di ei os, com his ó ias, alo es e con ex os
p óp ios. Sob essa pe spec i a, a é ica do
cuidado eme ge como um con i e à e lexão
c í ica sob e o modo como as p á icas em
saúde são concebidas, o ganizadas e
i enciadas — an o pelos p o issionais quan o
pelos usuá ios do sis ema.
0000O B asil, com sua complexa ede de
a enção à saúde e sua di e sidade
sociocul u al, cons i ui um e eno é il, embo a
desa iado , pa a o desen ol imen o de uma
é ica do cuidado que seja, ao mesmo empo,
uni e sal e si uada. A implan ação e
consolidação do Sis ema Único de Saúde (SUS)
ep esen am um ma co ci iliza ó io e é ico, ao
a i ma o cuidado como di ei o de odos e
de e do Es ado. Con udo, a ma e ialização
desse p incípio en en a obs áculos que ão
desde as limi ações es u u ais e econômicas
a é dilemas mo ais co idianos que se
ap esen am no encon o en e p o issionais e
usuá ios. É nesse cená io que o p esen e li o se
insc e e: como um es o ço cole i o de pensa o
cuidado pa a além dos discu sos,
econhecendo suas con adições, ções, mas
ambém suas po ências ans o mado as.
Pa ícia Ma ia Pinhei o Cu im
P e ácio
09
Vol. 01 / 2025
ins i uições, p o issionais, ges o es e a
sociedade como um odo.
0000Ao mesmo empo, É ica do cuidado em
saúde: possibilidades, limi es e desa ios do
cená io b asilei o é um con i e à espe ança.
Espe ança no pode ans o mado das
elações humanas, na capacidade de cons ui
p á icas de cuidado mais jus as, inclusi as e
solidá ias. Espe ança de que, ao econhece os
limi es, possamos ein en a as possibilidades.
Espe ança, en im, de que o cuidado é ico
con inue sendo o eixo que o ien a a cons ução
de um sis ema de saúde mais equi a i o e
humano.
0000Que es e li o si a, po an o, como pon o
de pa ida pa a no as e lexões, pesquisas e
p á icas. Que inspi e docen es, es udan es,
ges o es e p o issionais de di e en es á eas a
epensa em suas o mas de agi e de se
elaciona com o ou o. E que, sob e udo,
despe e em cada lei o a con icção de que a
é ica do cuidado não é apenas um campo de
es udo, mas uma o ma de es a no mundo
uma escolha co idiana, ei a em cada ges o,
em cada pala a, em cada decisão.
0000Nossos since os ag adecimen os a odos
os lei o es! E mani es o a minha g a idão, no
ence amen o de minhas pala as, ao con i e
que me oi ei o de pode con ibui nesse
p imei o con a o em nome dos o ganizado es
Luís Cos a, Gab iela Machado e Isabella Al es,
des a ob a ão ele an e e necessá ia.
Pa ícia Ma ia Pinhei o Cu im
Mes a em Psicologia
Residência em Saúde Mul ip o issional
Especialis a em A aliação Psicológica
É ica do Cuidado em Saúde: Possibilidades, Limi es e Desa ios no cená io b asilei o
P e ácio
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Vol. 01 / 2025