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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA POPULAR: UMA EXPERIÊNCIA NECESSÁRIA NA FORMAÇÃO EM SAÚDE

Author: Centro Universitário de João Pessoa
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17674970
Source: https://zenodo.org/records/17674970/files/40-46.pdf
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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA POPULAR:
UMA EXPERIÊNCIA NECESSÁRIA NA FORMAÇÃO EM
SAÚDE
Camile Pinhei o Ka a Fe az
(Email: es udocamilleka [email p o ec ed]m)
Rayanne San os Al es
Sab ina Cou inho Dua e
Joyce simplicio Bandei a
Anna Vi ó ia Ma ques Ma ins
DOI 10.5281/zenodo.17674970
Resumo
Obje i o: Rela a de o ma e lexi a a i ência no p oje o de ex ensão
uni e si á ia Ci anda F ei eana dos Pensado es em Saúde –
CIRFREIREPENSA. Me odologia: es udo do ipo Sis ema ização de
Expe iência, ealizado nos meses ma ço e ab il do ano 2025. Desc ição
da Expe iência: es a i ência e sa sob e qua o encon os en e
coo denado a e ex ensionis as do p oje o CIRFREIREPENSA. O g upo de
ex ensionis as es á compos o po acadêmicos do cu so de en e magem
e medicina. As euniões oco e am na sala de aula de uma Ins i uição de
Ensino Supe io . A expe iência p opo ciona o p o agonismo es udan il, o
diálogo cole i o de ca á e c í ico e e lexi o da ealidade em elação
aos emas cole i amen e e democ a amen e elencados.
Conside ações inais: a ex ensão uni e si á ia popula impulsiona uma
o mação do sujei o na pe spec i a da ans o mação social. O
conhecimen o cons uído, ainda que com poucos encon os, na
pe spec i a do diálogo, e lexão e c i icidade p opo ciona
desen ol imen o de habilidades e compe ências que induz uma pos u a
polí ica pa a de esa da jus iça social.
Desc i o es: Ex ensão Uni e si á ia; Saúde; Educação Popula .
In odução
O campo da Ex ensão Uni e si á ia em con ibuído
signi ica i amen e pa a o p eenchimen o de as o e di e enciado
mo imen o nacional de expe iências que isam a con igu ação de um
aze uni e si á io socialmen e e e enciado e poli icamen e o ien ado
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pela o mação c í ica das pessoas. A Ex ensão é comp eendida como
comunicação, abalho social e a iculado a do ensino-pesquisa. Po al
azão, p ecisa cons i ui o eixo undamen al pa a qualque p opos a de
ação uni e si á ia cujo in e esse es eja no desen ol imen o da o mação
de sujei os com cunho c í ico, cidadão e emancipa ó io (C uz, 2021).
O desen ol imen o de ações de ex ensão uni e si á ia é uma
e amen a exequí el que possibili a p á icas de a enção in eg al à
saúde dos sujei os nos di e sos ní eis ecnológicos. A u ilização da
educação popula colabo a com e o mulação de sabe es na junção
do conhecimen o écnico-cien í ico e popula . O con í io en e a
comunidade e acadêmicos o alece a íade ensino-p á ica-pesquisa. A
ação de ex ensão uni e si á ia é uma es a égia de o mação e
p omoção de saúde, necessi ando de maio incen i o polí ico e
econômico, pa a seu o alecimen o e e e i ação de sua p opos a na
academia e na comunidade (San ana e al., 2021).
A Ex ensão Uni e si á ia Popula u iliza a Educação Popula (EP)
como ecu so eó ico-me odológico no eado , que em sendo
desen ol ido pelos in eg an es do p oje o. Es udos êm e idenciado
expe iências exi osas da u ilização da EP an o em espaços acadêmicos
quan o comuni á ios.
A Ex ensão Popula comp eende uma concepção de pensa , de
aze e de pau a a Ex ensão Uni e si á ia sob a sin onia dos p incípios
eó ico-me odológicos da EP, islumb ados pelo pensado -educado
Paulo F ei e e po uma ica di e sidade de au o es(as) (C uz, 2021).
A ex ensão na pe spec i a mencionada pode se comp eendida
como o ho izon e na en a i a de busca as iniquidades sociais, onde
possa se ei a a escu a since a dos g upos socialmen e ma ginalizados e
e e i ando uma p odução ealmen e di ecionada pa a melho ia da
qualidade de ida dos sujei os. Assim, a Ex ensão Popula não pode se
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is a como qualque abalho o a do ambien e acadêmico, ou me o
se iço assis encialis a à população ca en e (Falcão, 2018).
A EP di ecionada à á ea da saúde cons i ui uma es a égia ímpa
pa a a p omoção da ação- e lexão-ação, buscando o cuidado, a
o mação, o o alecimen o dos a o es sociais, o econhecimen o do
sabe popula e a e e i ação da democ a ização do Sis ema Único de
Saúde (SUS) (S hal; Leal, 2017).
Nesse sen i , a o mação de p o issionais de saúde comp ome idos
com a ans o mação social exige mais do que o domínio écnico: eque
a i ência de p á icas que despe em a consciência c í ica, a
capacidade de diálogo e o espei o às múl iplas o mas de sabe .
Dian e disso e dos desa ios pe sis en es no SUS e da u gência em
o ma p o issionais sensí eis às desigualdades e a en os às po ências
popula es, az-se necessá io o alece ações ex ensionis as que ompam
com modelos adicionais e agmen ados de ensino. Dessa o ma, o
P oje o de Ex ensão Ci anda F ei eana dos Pensado es em Saúde
(CIRFREIREPENSA) nasce dessa necessidade, com comp omisso e
ho izon e da cons ução cole i a do conhecimen o e o mação de
sujei os c í icos, p o agonis as de p á icas emancipa ó ias. O p esen e
ela o se jus i ica pela ele ância de sis ema iza essa expe iência como
espaço de e lexão e o alecimen o de p á icas que unem eo ia e
p á ica, ciência, conhecimen o e cul u a popula , sabe écnico e
i ência comuni á ia. São nos espaços ecidos da ex ensão popula que
se ea i ma como eixo o ma i o indispensá el na cons ução de uma
saúde e dadei amen e democ á ica, humanizada e comp ome ida
com a ans o mação social.
Logo, es e es udo obje i a ela a de o ma e lexi a a i ência na
ex ensão uni e si á ia popula Ci anda F ei eana dos Pensado es em
Saúde – CIRFREIREPENSA.
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Me odologia
T a a-se de um es udo do ipo Sis ema ização de Expe iências,
comp eendida como um p ocesso de in e p e ação c í ica dos
acon ecimen os i idos, a pa i do seu o denamen o e econs ução,
buscando descob i a lógica do p ocesso, seus a o es cons i u i os e suas
elações in e nas.
Segundo Osca Ja a Holliday (2006), sis ema iza não é apenas
na a ou a alia , mas ans o ma a p á ica em obje o de análise
e lexi a, supe ando a me a desc ição e p oduzindo no os
conhecimen os a pa i da p á ica social conc e a.
Es e abalho cump iu cinco e apas: (1) o pon o de pa ida, no qual
de ine-se a expe iência c í ica; (2) a o mulação de pe gun as-cha e,
que o ien am a in es igação e e lexão c í ica; (3) a econs ução do
p ocesso i ido, econs i uindo a aje ó ia e iden i icando momen os
signi ica i os; (4) a análise c í ica, e apa em que se busca in e p e a a
lógica do p ocesso, seus a anços, limi es e con adições; e (5) a
chegada, que co esponde à iden i icação das ap endizagens, no os
sen idos e con ibuições p á icas e eó icas que eme gem essa
expe iência.
O p oje o de ex ensão uni e si á ia CIRFREIREPENSA su giu no ano
de 2025 no Cen o Uni e si á io de João Pessoa (UNIPÊ), município João
Pessoa, capi al da Pa aíba - B asil. Tal p oje o undamen a-se nos
p incípios da Educação Popula em Saúde (EPS) e no pensamen o
ei eano, que p omo e odas de con e sa dialógicas, dinâmicas e
análise c í ica de emas a uais que in e e em na saúde pública. Du an e
a sis ema ização dessa expe iência, o am ei os egis os o og á icos,
esc i os, bem como obse ação da dinâmica dos deba es en e os
ex ensionis as. Assim, ambém oi possí el comp eende sua dinâmica
in e na, ex ai ap endizados e apon a caminhos pa a e e i ação de
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p á icas de EPS na o mação de p o issionais c í icos e comp ome idos
com a ans o mação social, p omo endo ap endizagens signi ica i as
pa a p á ica sociais em saúde.
Rela o de Expe iência
A pa icipação no p oje o de ex ensão popula CIRFREIREPENSA
em se e elado uma i ência p o undamen e signi ica i a pa a a
o mação acadêmica e pessoal dos en ol idos. Desen ol ido ao longo
de 2025, o p oje o undamen a-se na EPS, e lexões e con ibuições do
pensamen o Paulo F ei e.
O p imei o encon o oi dedicado à ap esen ação da p opos a e
obje i os do p oje o e seus in eg an es, bem como discussão sob e a
Educação Popula e ob as de Paulo F ei e. Nesse momen o, oi deba ida
a impo ância das odas de con e sa, espí i o democ á ico e cons ução
ho izon al do conhecimen o. Essa in odução mos ou-se essencial pa a
comp eende o impac o do pensamen o ei eano na á ea da saúde.
No segundo encon o, os pa icipan es assis i am a um ídeo que
e a a a a ealidade das mulhe es em si uação de p i ação de
libe dade e ulne abilidade social. É álido essal a que a condução oi
p o agonizada po uma ex ensionis a do p oje o. A pa i desse ma e ial,
oi ei a uma oda de con e sa que p oduziu a e lexões sob e polí icas
públicas, jus iça social e ulne abilidades, in isibilidade, abandono e a
negligência de a enção à saúde e de assis ência social po pa e do
pode público ol ado a es as pessoas. Essa discussão ocou
p o undamen e os pa icipan es, e idenciando a necessidade u gen e
de um olha mais sensí el e humanizado en e as desigualdades sociais
no B asil. O deba e oi en iquecedo , pois oi possí el iden i ica di e sos e
dis in os pon os de is a, com isso ampliou-se de o ma pano âmica a
comp eensão sob e o ema.

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No e cei o encon o oi abo dado ema con empo âneo,
mediado po ex ensionis a: o uso excessi o de elas na in ância e suas
implicações à saúde. Fo am discu idos os impac os dessa ealidade no
desen ol imen o ísico, emocional, psicológico e social na in ância. A
pa i do deba e oi possí el amplia conhecimen os, escla ece dú idas
e des enda es a égias pa a o ien ação de esponsá eis quan o
exposição de elas. Median e a e lexão p opo cionada, esse ema
conduziu os pa icipan es a ou as ques ões ele an es que i enciam em
sua ealidade a ual, esul ando em compa ilhamen o de sabe es e
ideias imp escindí eis pa a omada de decisão em saúde.
Po im, o qua o encon o – o mais ecen e a é ago a – e e um
o ma o amplo, em o ma de oda de diálogo. Di e sos emas in e ligados
o am abo dados, como o Anel de Tucum, cul u a popula , ideais de
Paulo F ei e, jus iça social, mo imen os sociais, democ acia e a p óp ia
Educação Popula em Saúde. Esse momen o simbólico e en iquecedo
possibili ou uma discussão p o unda sob e a educação popula e suas
con ibuições pa a uma sociedade mais equânime e jus a.
A expe iência como in eg an e do CIRFREIREPENSA em se
mos ado como espaço de o mação na pe spec i a ans o mado a e
mo i a os pa icipan es a busca um olha mais c í ico e humanizado na
sua u u a p á ica p o issional.
Conside ações Finais
As expe iências i idas nes a ex ensão e elam a impo ância da
Educação Popula em Saúde como um ins umen o de o mação e
ans o mação social. Ao longo dos encon os, os pa icipan es não
apenas se depa a am com emas ele an es e a uais, mas ambém
ampliam uma consciência c í ica sob e as ealidades que a e am a
saúde pública. As discussões p opo cionam um olha mais poli izado
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quan o os aspec os e a iá eis que a e am a qualidade de ida dos
sujei os. As i ências nas odas de con e sas simbolizam a essência do
pensamen o ei eano: uma cons ução compa ilhada do
conhecimen o, ap endizagem signi ica i a, ap imo amen o do diálogo e
comunicação, comp ome imen o com a jus iça social e o espei o à
dignidade humana.
Re e ências
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STHAL, H. C.; LEAL, C. R. A. A. Educação popula como polí ica de
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