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ORGANIZADORES:
ROSA VIRGINIA DUTRA DE OLIVEIRA
MARCOS AURÉLIO VASCONCELOS LIMA JUNIOR
ORGANIZADORES:
ROSA VIRGINIA DUTRA DE OLIVEIRA
MARCOS AURÉLIO VASCONCELOS LIMA JUNIOR
EQUIPE DE PROFESSORAS:
CAMILA MATTOS SANTOS BRITO, FERNANDA DE
ARAÚJO TRIGUEIRO CAMPOS, ROBERTA TRINTA,
MARIA DE FÁTIMA GABÍNIO DE SIQUEIRA
EQUIPE DE ALUNOS:
FLÁVIA KELLY DANTAS LEITE, ÍTALO JORGE DE
SOUSA, MONNICE HELENA ALVES DE SOUZA
BARBOSA, NATHÁLYA PONTES TEJO
PROJETO GRÁFICO
NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI)
RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA
A864
A endimen o in an il./ O ganizado po Rosa Vi ginia Du a de
Oli ei a, Ma cos Au élio Vasconcelos Lima Junio . Unipê:
João Pessoa, 2018.
70p. . I
Coleção: Manuais Aplica i os em Clínica Odon ológica
ISBN 978-85-87868-50-3
1. Odon ologia. 2. Fa macologia Odon opedia ica. 3.
Odon opedia ia I. Tí ulo.
UNIPÊ / BC CDU 616.314-053.2
DOI: 10.5281/zenodo.17675436
PREFACIO
O ensino da Odon ologia é uma a e que eque o
desen ol imen o de habilidades e compe ências que pe mi am o
planejamen o e execução de ações asse i as e que enham aze
soluções pa a os p oblemas de saúde bucal das pessoas, e que
con ibuam pa a a melho ia da qualidade de ida.
Inúme as são as escolas de conhecimen os que pe mi em o
ci u gião-den is a em o mação escolhe os caminhos que podem
le a aos melho es esul ados, le ando-se em conside ação a o es
como empo, habilidade, ecu sos, expec a i a, den e ou os.
Po ezes, a li e a u a é bas an e con adi ó ia, e é necessá io e
de inido um p o ocolo a segui .
O cu so de g aduação em Odon ologia do UNIPÊ, com 10 anos
de exis ência, segue as endências mais a uais da p o issão no país e
no mundo. Os p incipais au o es e ob as odon ológicas azem pa e
da bibliog a ia ecomendada pa a lei u a e adoção das écnicas
ope a ó ias.
Dian e de an a in o mação e di e en es o mas de aze ,
azia-se necessá io a elabo ação de um ins umen o no eado
pa a as p á icas assis idas na clínica escola, e que cons i uem
campo de ap endizagem essencial na o mação dos no os
p o issionais. Foi assim que su giu a ideia da elabo ação de
manuais aplica i os, que ilus assem os p ocessos ope a ó ios
do co idiano clínico, e que se issem de e e ência pa a a
pad onização e o denamen o das a i idades de ap endizagem.
A coleção Manuais Aplica i os em Clínica Odon ológica p opõe,
a a és de oi o olumes, abo da as p incipais écnicas ado adas,
com uma edação ilus a i a e sequencial, auxiliando es udan es
e docen es na pad onização das a i idades desen ol idas e
cons i uindo ainda, on e bibliog á ica pa a lei u a e pesquisa. Es es
abo dam as indicações, ma e iais, écnicas e demais in o mações
pe inen es aos a amen os ealizados na clínica in an il,
endodon ia, den ís ica, diagnós ico o al, eabili ação o al, ci u gia
o al meno , pe iodon ia e na a enção aos pacien es po ado es de
necessidades especiais.
Fo am cons uídos conjun amen e, po p o esso es e alunos
moni o es e colabo ado es das unidades cu icula es, a a és de
euniões de consenso clínico e elabo ação de con eúdo e e enciado.
O p imei o olume abo da as écnicas do a endimen o in an il,
desde a abo dagem e condicionamen o psicológico, passando pelas
écnicas de diagnós ico a é os p ocedimen os p e en i os, cu a i os
e eabili ado es. Es e ado a uma linguagem bas an e cla a e obje i a
e az co elação com a eo ia desen ol ida em sala de aula. De e se
u ilizado como e amen a de bolso, es ando a mão do aluno e do
p o esso an o nas e apas de planejamen o como nos p ocessos de
a aliação das a i idades desen ol idas com o público in an il.
P o . Ma cos Au élio V. Lima Junio
Coo denado dos Cu sos de G aduação e Educação Con inuada – UNIPÊ
Especialis a em Educação e Mes e em Odon ologia
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4 - RADIOLOGIA EM
ODONTOPEDIATRIA
1 - PSICOLOGIA APLICADA
AO PACIENTE INFANTIL
5 - PROCEDIMENTOS
PREVENTIVOS E
RESTAURADORES EM
ODONTOPEDIATRIA
2 - ANESTESIA EM
ODONTOPEDIATRIA 6 - TERAPIA PULPAR
EM DENTES DECÍDUOS
3 - FARMACOLOGIA EM
ODONTOPEDIATRIA 7 - TRAUMATISMO
DENTÁRIO
8 - CIRURGIA EM
ODONTOPEDIATRIA
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PSICOLOGIA APLICADA AO PACIENTE INFANTIL
NATHÁLYA PONTES TEJO | ROSA VIRGINIA DUTRA DE OLIVEIRA
CAPÍTULO 1
Pa a a ende da melho o ma o pacien e in an il,
o den is a (seja ele odon opedia a ou não) pode lança
mão de á ias écnicas de manejo, a im de o na a
consul a odon ológica da c iança a expe iência mais
anquila possí el.
As écnicas de manejo se di idem em
a macológicas e não- a macológicas, ( igu a 1). Den e
as écnicas a macológicas, em-se o uso de seda i o
o al, óxido ni oso, além da anes esia ge al. En e an o,
ais ecu sos se ão u ilizados apenas em úl imo caso,
quando as écnicas não- a macológicas não su i em
o e ei o desejado, ou em pacien es com necessidades
especiais. As écnicas não- a macológicas são di ididas
em psicológicas e de con enção e se ão abo dadas com
maio a enção a segui , po se em u ilizadas com maio
equência na clínica in an il.
TECNICAS DE MANEJO
Fon e: P óp ia, 2018
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TECNICAS NAO-FARMACOLOGICAS PSICOLOGICAS
DISTRAÇÃO
Consis e em a ai a a enção
do pacien e pa a ou a a i idade
enquan o o p o isisonal ealiza o
p ocedimen o. Tal a i idade pode
se : con e sa com a c iança, can a
músicas, con a es ó ias, p oje a
ídeos ou u iliza b inquedos. Indicada
pa a qualque pacien e, não possui
con a-indicações.
Obje i os:
Des ia a a enção do p ocedimen o
que pode se en endido como
desag adá el e e i a um possí el
compo amen o nega i o;
Aumen a o limia de espe a
( empo de cadei a). B inquedo sendo u ilizado pa a dis ai a c iança, enquan o o aluno
ealiza o p ocedimen o.
Fon e: P óp ia, 2018
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C iança assis indo musical enquan o é a endida.
C iança assis indo desenho du an e o p ocedimen o. C iança jogando no celula du an e o p ocedimen o.
Fon e: P óp ia, 2018
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MODELAGEM
Consis e em isualiza o
p ocedimen o que se á ealizado
em um modelo, o qual pode se
ou a c iança já condicionada, os
esponsá eis, um boneco ou a é
mesmo o p óp io den is a. Pode se
ealizado em empo eal ou po meio
da ap esen ação de ídeos. U ilizada
com sucesso em odas as aixas
e á ias, sendo mais e icaz em c ianças
abaixo dos se e anos.
Obje i os:
Reduzi a ansiedade da c iança
e in oduzi-la no a amen o
odon ológico;
Faze com que a c iança isualize
o p ocedimen o an es de se ealizado
em si p óp ia e compo a -se
con o me o ‘‘modelo’’.
C iança obse ando o a endimen o de ou a já condicionada.
Boneca se indo de modelo.
Fon e: P óp ia, 2018
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CONTENCAO ATIVA
A imobilização de e se o úl imo ecu so a se u ilizado e consis e em limi a os mo imen os da c iança a im de
ob e segu ança e es abilidade pa a a ealização do p ocedimen o.
Na nossa clínica escola ecomendamos que a con enção seja ei a com o auxílio do esponsá el pela c iança, o
qual de e se de idamen e escla ecido a espei o da necessidade da u ilização da écnica. Ainda assim, a mesma só
de e á se aplicada após conco dância e bal e assina u a do e mo de consen imen o.
É impo an e escla ece an o aos pais, quan o a c iança que a con enção não é uma punição po mau
compo amen o e sim algo que p ecisa se ei o po um bem maio que é a sua saúde bucal.
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Responsá el imobilizando a c iança po
meio de con enção dos b aços e pe nas.
Con enção dos b aços ealizada pelo
esponsá el e das pe nas pelo auxilia .
Con enção das mãos ealizada pelo
auxilia , na p esença do esponsá el,
que es a a ao lado da c iança,
con e sando e acalmando-a.
Fon e: P óp ia, 2018
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REFERENCIAS
SARNAT. H; ARAD. P; HANAUER D.; SHOHAMI, E. Communica ion s a egies used du ing pedia ic den al ea men : a pilo s udy.
Pedia ic Den , 2001.
ROZAS, M. Mo ing o wa d. Tex Den J, 2005.
RAMOS-JORGE, M. L.; PAIVA, S. M. Compo amen o in an il no ambien e odon ológico. Aspec os psicológicos e sociais. J B as
Odon opedia Odon ol Bebê, 2003.
QUEIROZ, A. M.; FREITAS, A. C.; FARIA, G. Anamnese e exame clínico em Odon opedia ia. In: Assed S. Odon opedia ia. Bases
cien í icas pa a a p á ica clínica. São Paulo: A es médicas, 2005.
SANTOS, L. B.; SOMMER, S.; SPIGUEL, M. H.; TOWO, M. F.; FELDENS, C. A. A aliação da écnica de condicionamen o psicológico
“mão-sob e-a-boca” no municipio de Po o Aleg e/RS. S oma os, 2006.
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ANESTESIA EM ODONTOPEDIATRIA
ÍTALO JORGE DE SOUSA | ROBERTA TRINTA
CAPÍTULO 2
Conside a a abso ção do anes ésico ópico pa a o cálculo da dose máxima o al.
O uso de asocons i o es é ecomendado pa a diminui o isco de oxicidade do anes ésico.
Em caso de ale gia a bissul i os, hipe i eoidismo, uso de an idep essi os, doenças ca dio ascula es e diabe es
descompensada, o uso de AL sem asocons i o é indicado e em sessões cu as de a amen o.
Nunca excede a dose máxima pe mi ida.
Pa a escolha do AL de e se conside ado o desen ol imen o ísico e men al do pacien e, bem como a his ó ia médica.
É indicado ealiza a aspi ação pa a e i a inje a AL na co en e sanguínea.
Nunca inse i a agulha em á ea com in ecção a i a pa a e i a sua disseminação no o ganismo.
OBS: No B asil há a opção do uso de P ilocaína com asocons i o Felip essina, que não possui em sua composição bissul i os.
CUIDADOS GERAIS A RESPEITO DO USO DE ANESTESICOS LOCAIS (AL) EM ODONTOPEDIATRIA
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ANESTESIA TÓPICA
P e e encialmen e u ilizado na o ma de pomadas e géis, pois a uam de o ma ci cunsc i a.
Indicações
Reduzi a do p o ocada pela pun u a da agulha e emoção de den es decíduos com aízes o almen e eabso idas.
Con a-indicações
Á eas de lesões ulce adas ou e osões.
TIPO DE ANESTESIA
1º Passo: Seca bem a mucosa. 2º Passo: Le a o anes ésico com o
auxílio de algodão.
3º Passo: Aplica o anes ésico na
egião e agua da 2 a 3 minu os.
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Fon e: P óp ia, 2018
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ANESTESIA INFILTRATIVA
Usa agulha capila cu a e quando a anes esia o
po es ibula os ecidos moles de em se es i ados
pa a acili a a pene ação da agulha. O anes ésico
de e se adminis ado de o ma len a. U iliza ab ido
de boca pa a e i a echamen o b usco e aciden e
( a u a da agulha); Não mos a a agulha pa a
c iança; u iliza lu a pa a ca pule (jaca ezinho) pa a
minimiza ansiedade.
Indicações
P ocedimen os em odos os den es decíduos e
pe manen es supe io es e p ocedimen os em den es
decíduos e pe manen es an e io es in e io es.
Con a-indicação
Mola es decíduos após izogênese comple a
(ápice echado).
Técnica
Anes esia ópica
(segui P o ocolo pa a Anes ésicos Tópicos);
Anes esia in il a i a.
A agulha de e se inse ida no undo-de-saco, mais p óximo
do ápice do den e a se anes esiado.
Fon e: P óp ia, 2018
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ANESTESIA PAPILAR OU INTERPAPILAR
Aplicação len a e ao sen i esis ência du an e a aje ó ia
da agulha de e-se ecua e des ia a di eção da agulha pa a não
p o oca do .
Indicações
U ilizada pa a complemen a a anes esia in il a i a,
eduzindo o descon o o da injeção aplicada di e amen e na
mucosa pala ina; U ilização de g ampos e exodon ias.
ANESTESIA REGIONAL
PTERIGOMANDIBULAR
Aplica len amen e;
Necessidade de inclinação da ca pule le emen e pa a baixo
em c ianças meno es de seis anos (pa a deposi a o anes ésico
p óximo a egião da língula, que es á mais baixo do plano oclusal);
O ien a aos pais e a c iança que a mesma de e e i a mo de
o lábio e/ou bochecha, e oco a o mação de úlce a aumá ica.
Indicações
Manob as de in e enção na den ina com possí eis
epe cussões pulpa es e ci u gias em mola es decíduos, p é-
mola es e mola es pe manen es in e io es.
A agulha de e se posicionada pe pendicula à
papila no sen ido es íbulo-lingual ou pala ina de
o ma a anspassa essa egião.
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Fon e: P óp ia, 2018
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2º Passo: Inse i a agulha no é ice do ígono
e omola ( e Figu a an e io ).
Na écnica di e a o co po da agulha já se inicia jun o
a comissu a labial con ala e al. Posicionamen o do
co po da agulha na écnica di e a.
Na écnica indi e a, co po da se inga gi a a é encos a -
se à comissu a labial con ala e al Posicionamen o
inicial do co po da agulha na écnica indi e a.
1º Passo: Localiza o ígono e omola .
Fon e: P óp ia, 2018
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OBS.: A dosagem máxima do anes ésico pa a a c iança não é a mesma do adul o e de e se calculada indi idualmen e,
omando po base em pa âme o a dose-limi e pa a um adul o de 70Kg (o e ecida na bula do anes ésico), idade, peso
e supe ície co pó ea da c iança.
Pa a os ecém-nascidos e lac en es, u iliza-se a ó mula de Young:
% da dose do adul o (dose pediá ica)= 1000/20 – idade em meses.
Pa a as demais idades a ó mula mais amplamen e usada é a de Cla k:
% da dose do adul o= (peso (kg)/70 X 100.
REFERENCIAS
CORRÊA, M. S. N. P. Odon opedia ia na P imei a In ância. São Paulo: Quin essence, 2017.
GUEDES-PINTO, A. C. Odon opedia ia. São Paulo: San os, 2016.
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FARMACOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA
ÍTALO JORGE DE SOUSA | ROBERTA TRINTA
CAPÍTULO 3
A c iança em condições isiológicas e es u u ais em desen ol imen o. Essa ima u idade mo ológica,
bioquímica, isiológica e psicológica ge a uma condição isiológica especial, di e en e do adul o. Além disso, o
equilíb io acidobásico pode se mais acilmen e wado em c ianças. Em i ude disso, de e-se e maio a enção ao
calcula a dose ideal dos medicamen os a se em adminis ados a pacien es in an is.
Pa a an o, são u ilizadas ó mulas, com base em pa âme os ais como: peso, idade e supe ície co po al.
Quando o peso o conhecido, u iliza a Fó mula de Cla k= Peso (Kg) x 100
70
Quando o esponsá el não i e conhecimen o do peso: Peso = (idade x 2) + 9
C ianças sadias com peso supe io a 30Kg, pode se adminis ada a dose do adul o.
COMO CALCULAR POSOLOGIA
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OBSERVACOES IMPORTANTES SOBRE FARMACOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA
A ia o al é a p e e ida na p esc ição de medicamen os, op ando-se po suspensão ou go as;
D ogas líquidas, con êm al o eo de saca ose pa a a o ece a acei ação pelas c ianças, o que aumen a o isco de
cá ie. P es a o ien ação aos pais pa a o cuidado edob ado com elação à higiene bucal;
As do es de o igem odon ogênicas são p ima iamen e in lama ó ias;
Em ge al, a sensibilidade e o con ole à do aumen am com o passa da idade.
A abela a segui ap esen a suges ões de 1ª e 2ª escolhas dos g upos de medicamen os mais u ilizados em
odon opedia ia:
Fá maco
(Nome come cial)
Ap esen ação
pediá ica Dose pediá ica Reg a p á ica Obse ações impo an es Con a-indicações
Analgésicos não opiáceos (Indicação: do le e e mode ada)
Pa ace amol
Tylenol®
Go as 200mg/mL
F asco com 15mL
10-15mg/Kg
Dose de 4/4 ou 6/6hs 1 a 1,5 go as/Kg/Dose Máximo 35 go as
1mL = 20 go as
Pacien es so oposi i os
que usam AZT
Dipi ona
No algina® Go as 500mg/mL 6-15mg/Kg
Dose 6/6hs
1 go a a cada 2Kg/
Dose
Máximo 35 go as
1mL = 20 go as
Meno de 03 meses ou
peso meno que 5Kg
An i-in lama ó ios não es e oidais (Indicação: in lamação e do mode ada)
Ibup o eno
Ali ium®
Maxi en®
Go as
50 a 100mg/mL
5-10mg/Kg
Dose de 6/6 ou 8/8hs 1 go a/Kg/Dose
1mL = 10 go as
Al e na i a ao
Pa ace amol
Nap oxeno Sódico
Flanax®
Solução 25mg/mL
Suspensão o al
50mL*
5-7mg/Kg
Dose de 8/8 ou 12/12hs
1mL pa a cada 5Kg/
Dose
1mL = 25mg
*Suspensão o al:
1 a 3 anos = ½ medida
8/8hs
4 a 7 anos = 1 medida 8/8hs
8 a 12 anos = 1 a 2 medidas
8/8hs
Pacien es com úlce a
e sang amen o
gas oin es inal.
E i a em c ianças
meno es de 02 anos.
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Realização da écnica da in e p oximal.
adiciona-se uma lamínula de chumbo ex a en e eles jun o as aces NÃO sensí eis do ilme e une os ilmes com
i a adesi a, posiciona na ca idade bucal e az-se a omada adiog á ica. Pa a as C ianças colabo ado as na egião
an e io de maxila, coloca-se o ilme na posição de oclusão (longo eixo do ilme pa alelo ao ebo do al eola e a
comissu a labial) e pa a as c ianças NÃO colabo ado as o esponsá el segu a o ilme e posiciona-se em pé e a ás
da cadei a man endo a cabeça da c iança imó el.
Técnica pe iapical modi icada na egião de mola es decíduos (3 a 6 anos):
Indicações: diagnós ico de lesões de cá ie, anomalias e auma ismo den á io.
Pa a execução da écnica dob a-se o ilme pe iapical em ângulo e o no e ço supe io , com i a adesi a pode-se
adap a ole es de algodão na egião dob ada do ilme.
INTERPROXIMAL
Indicações
Al e ações na c is a al eola ;
Adap ação de es au ações;
Lesões de cá ie nas aces p oximais dos den es
pos e io es;
P o undidade de lesões em aces oclusais.
Pa a execução da écnica pode-se lança mão de
posicionado es p é- ab icados ou con ecciona a ale a
de mo dida com i a adesi a. O eixe de RX incidi á sob e
a linha do águs da c iança.
Fon e: P óp ia, 2018
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OCLUSAL
Indicações
Diagnós ico de al e ações em den es an e io es (pe iapical pa a an e io es);
Quando há necessidade de maio isualização de á ea an o da maxila como mandíbula.
Van agens
Facilidade de posiciona e man e o ilme na ca idade bucal;
Ap eensão do ilme po meio da oclusão.
Pa a execução da écnica u iliza-se o ilme oclusal 57x75mm. Pa a as C ianças colabo ado as na egião an e io
de maxila, coloca-se o ilme na posição de oclusão (longo eixo do ilme pa alelo ao ebo do al eola e a comissu a
labial) e pa a as c ianças não colabo ado as o esponsá el segu a o ilme e posiciona-se em pé e a ás da cadei a
man endo a cabeça da c iança imó el.
TÉCNICA RADIOGRÁFICA INTRABUCAL ESPECIAL
Técnica de Cla k – Localização de sup anume á ios, den es inclusos, cis os, odon omas e umo es.
Consis e em 2 omadas adiog á icas. Em ambas o ilme é colocado na mesma posição. A 1ª omada é ei a de
aco do com a écnica da bisse iz. A 2ª di e e pela al e ação da angulação ho izon al do eixe de RX, so e á um
deslocamen o pa a dis al ou mesial em elação a 1ª omada.
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In e p e ação: quando a imagem do obje o pesquisado acompanha o deslocamen o do eixe de RX, o obje o
pesquisado es a á mais posicionado pa a PALATINA (lingual), quando a imagem se desloca pa a o LADO OPOSTO ao
do deslocamen o do eixe de RX, o obje o es a á posicionado mais pa a o lado VESTIBULAR.
REFERENCIAS
GUEDES-PINTO, A. C. Odon opedia ia. São Paulo: San os, 2016.
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PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS E
RESTAURADORES EM ODONTOPEDIATRIA
ÍVANNA CLARISSA GOMES DA SILVA | MARIA DE FÁTIMA GABÍNIO DE SIQUEIRA
CAPÍTULO 5
P o ilaxia com aça de bo acha e pas a p o ilá ica. I igação com água e secagem dos elemen os den á ios.
APLICACAO TOPICA DE FLUOR
Fon e: P óp ia, 2018
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Isolamen o ela i o ( ole es de algodão e sugado )
Recomendações:
Agua da em o no de 1 a 2 minu os;
Pedi pa a o pacien e cuspi ;
O ien a quan o às ecomendações: não inge i
alimen os e água po 30min a 1h. Aplicação do lúo gel com algodão ou co one e
Aplicação do lúo gel com algodão ou co one e
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Fon e: P óp ia, 2018
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P o ilaxia com aça de bo acha e pas a p o ilá ica;
Isolamen o ela i o
( ole es de algodão po quad an e e sugado ) Aplicação do e niz luo e ado
I igação com água e secagem dos elemen os den á ios.
APLICACAO DE VERNIZ FLUORETADO
Recomendações:
Agua da em o no de 3 a 4 minu os;
O ien a quan o às ecomendações:
não esco a os den es po 24h nem
inge i alimen os du os.
Fon e: P óp ia, 2018
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APLICACAO DE SELANTE
Isolamen o absolu o ou ela i o do den e a se es au ado
Remoção do ácido com 1 pelo inha de algodão e i igação abundan e da egião com água.
P o ilaxia do den e a se es au ado u ilizando esco a de
Robinson ou aça de bo acha com pas a ped a pomes
mis u ada com água des ilada ou so o isiológico.
Aplicação do ácido os ó ico a 37%
em esmal e (30s).
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Fon e: P óp ia, 2018
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Isolamen o ela i o ( ole es de algodão e sugado ). Aplicação do selan e
Recomendações:
Fo oa i ação po 40 s;
Ajus e oclusal.
Fon e: P óp ia, 2018
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RESTAURACAO COM CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO CONVENCIONAL
Isolamen o ela i o ( ole es de algodão e sugado ). Remoção do ácido com pelo inha de algodão.
Condicionamen o da den ina com ácido poliac ílico po 15 s.
OBS.: Caso o ácido poliac ílico não es eja disponí el, pode-
se usa o líquido do ionôme o, pois es e con ém o ácido
poliac ílico (con e i no asco, isso depende da ma ca).
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Fon e: P óp ia, 2018
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I igação e secagem da ca idade.
Manipulação do CIV com espá ula, de p e e ência plás ica. OBS.: P opo ção do pó e líquido 1:1.
Fon e: P óp ia, 2018
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REFERENCIAS
GUEDES-PINTO, A. C. Odon opedia ia. 9 ed. Rio de Janei o: San os, 2017.
BARATIERI, L. N. e al. Odon ologia Res au ado a – Fundamen os e Possibilidades. São Paulo: San os, 2004.
Cimen o de Ionôme o de id o. Disponí el em: h p://www. gm.ind.b /si e/p odu os/den is ica-es e ica/cimen o-ionome o-
id o-maxxion- / Acesso em: 10 ma 2018.
RAGIO, D. P.; TEDESCO, T. K. Ma e iais es au ado es a uais indicados em odon opedia ia.
Resina low. Disponí el em: h p://www. gm.ind.b /si e/p odu os/den is ica-es e ica/composi o- esina-compos a-opallis-
low/ Acesso em: 10 ma 2018.
Aplicação de selan e. Disponí el em: h p://www. oa.unesp.b /include/a qui os/ oa/ es au ado a/ iles/p o ocolo-clinico-
pa a-aplicacao-do-selan e.pd Acesso em: 10 ma 2018.
Cimen o de ionôme o de id o Ri a. Disponí el em: h ps://www.sdi.com.au/wp-con en /uploads/2017/01/in_ i a_lc_p .pd
Acesso em: 10 ma 2018.
Ve niz luo e ado. Disponí el em: h p://www.sswhi e.com.b /si e_sswhi e/bulas/Fluo niz.pd Acesso em: 11 ma 2018.
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TERAPIA PULPAR EM DENTES DECIDUOS
CAPÍTULO 6
MONNICE HELENA ALVES DE SOUZA BARBOSA | FERNANDA DE ARAÚJO TRIGUEIRO CAMPOS
TIPOS DE TERAPIA PULPAR
P o eção Pulpa Di e a
Pulpo omia
Pulpec omia
Con a-indicações
Ex ensa des uição co oná ia
Mais de 2/3 de izólise
Den e sucesso com mais de 2/3 da aiz o mada
Reabso ção in e na a ançada
Ex ensa lesão pe iapical
Pe u ação ex ensa na á ea de u ca
PROTEÇÃO PULPAR DIRETA
Indicações:
Exposição pulpa aciden al, li e de ecido ca iado ci cunjacen e
Exposição po auma, a é 24 ho as após sua oco ência.
Técnica:
1. Anes esia
2. Isolamen o absolu o
3. Assepsia do campo ope a ó io com Clo exidina 2%
4. Con ole do sang amen o, u ilizando i igação com so o isiológico
5. Aplicação da pas a de hid óxido de cálcio
6. Cobe u a com cimen o de hid óxido de cálcio
7. Base de cimen o de ionôme o de id o ou óxido de zinco e eugenol
8. Sis ema adesi o ( es au ação de esina)
9. Con ole pe iódico clínico e adiog á ico
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PULPOTOMIA
Indicações:
Exposição pulpa po cá ie
Exposição po auma após 24h
Em den es com ampla des uição co oná ia,
onde se az necessá io o uso da câma a pulpa pa a
e enção da es au ação.
Indicado es de diagnós ico:
Anamnese: ausência de do espon ânea
Na adiog a ia: ausência de a e ação óssea
in e adicula , ausência de eabso ção in e na e de
calci icações e menos de 2/3 de izólise.
Aspec o mac oscópico do ecido pulpa :
consis ência ib osa, sang amen o i o e
hemos asia espon ânea
Técnica com hid óxido de cálcio
1. Assepsia bucal com clo exidina a 0,12%
2. Anes esia local ópica e in il a i a
3. Isolamen o e assepsia do campo ope a ó io com clo exidina 2%
4. Remoção do ecido ca iado com cu e as de den ina ou b ocas
es é icas de baixa o ação
5. Remoção do e o da câma a pulpa com b oca es é ica de al a
o ação
6. Remoção da polpa co oná ia com cu e as bem a iadas
7. I igações sucessi as com so o isiológico ou hipoclo i o de sódio a
0,5% ou 1%
8. Remoção do coágulo sanguíneo
9. Cu a i o de O ospo in®: 5 a 10’
10. Aplicação da pas a de hid óxido de cálcio com espá ula de inse ção
11. Aplicação do cimen o de hid óxido de cálcio com o aplicado de
hid óxido de cálcio
12. Aplicação da base de cimen o de ionôme o de id o ou óxido de
zinco e eugenol com espá ula de inse ção
13. Res au ação de ini i e ( amálgama ou esina compos a)
14. Con ole pe iódico clínico e adiog á ico
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Técnica com o moc esol
1. Assepsia bucal com clo exidina a 0,12%
2. Anes esia local ópica e in il a i a
3. Isolamen o absolu o e assepsia do campo ope a ó io
com clo exidina a 2%
4. Remoção do ecido ca iado com cu e as de den ina ou
b ocas es é icas de baixa o ação
5. Remoção do e o da câma a pulpa com b oca es é ica
de al a o ação
6. Remoção da polpa co oná ia com cu e as bem a iadas
7. I igações sucessi as com so o isiológico
8. Cu a i o com pelo a de algodão umedecida com
o moc esol po 5 minu os. An es de inse i na ca idade,
emo e o excesso de o moc esol com gaze es e ilizada
9. Aplicação de camada de 2mm de óxido de zinco e
eugenol na câma a pulpa
10. Aplicação de base de cimen o de ionôme o de id o
com espá ula de inse ção
11. Res au ação de ini i a (amálgama ou esina
compos a)
12. Con ole pe iódico clínico e adiog á ico
PULPECTOMIA
Indicações
Finalidade p o é ica ( e enção in a- adicula )
Den e com lesão de cá ie associado à p esença de ís ula
P esença de do espon ânea
P esença de a e ação óssea in e adicula ou pe iapical
P esença de eabso ção in e na
P esença de calci icações
Den es com menos de 2/3 de izólise
Sang amen o escu ecido
Hemo agia se e a que não cessa após pulpo omia
Opções de pas as ob u ado as:
Pas a à base de óxido de zinco e eugenol
Pas a à base de hid óxido de cálcio = hid óxido de cálcio PA
+ pas a Callen
Pas a CTZ (Clo a enicol, Te aciclina e Óxido de Zinco +
eugenol)
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Técnica
1. De e minação do comp imen o apa en e do den e po
meio da adiog a ia pa a diagnós ico
2. Assepsia bucal com clo exidina a 0,12% e anes esia
ópica e in il a i a
3. Isolamen o absolu o
4. Assepsia do campo ope a ó io com clo exidina a 2%
5. Remoção do ecido ca iado com cu e a de den ina ou
b ocas es é icas de baixa o ação
6. Remoção do e o da câma a pulpa com b oca es é ica
de al a o ação
7. Desgas e da con exidade da câma a pulpa (b oca
Endo Z)
8. I igação com hipoclo i o de sódio a 2,5%
9. Odon ome ia (CRT = CRD - 1 a 2mm)
10. P epa o biomecânico dos canais adicula es
Técnica modi icada de O egon:
limas ipo K de 21mm
a) P epa o apical
Ins umen o de memó ia: lima 25, 30 ou 35
b) P epa o escalonado
I igações sucessi as: solução de hipoclo i o de sódio a 2,5%
11. Secagem do condu o com cones de papel abso en e
12. Remoção da camada de “smea laye ”, u ilizando a solução
de ácido e ilenodiamino e acé ico (EDTA) – 3 minu os, sob
agi ação.
13. Neu alização: solução de hipoclo i o de sódio a 2,5%
14. Secagem dos canais adicula es com cone de papel
abso en e
15. Ob u ação do canal com pas a à base de hid óxido de cálcio,
ou pas a à base de óxido de zinco e eugenol ou pas a CTZ,
inse indo com a p óp ia lima
16. Radiog a ia pa a con i ma o p eenchimen o do canal
17. Aplicação de camada de 2mm de óxido de zinco e eugenol na
câma a pulpa
18. Aplicação de base de cimen o de ionôme o de id o
19. Res au ação de ini i a
20. Con ole pós-ope a ó io
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Ins umen ação dos condu os.I igação e aspi ação.
Aspec o clínico inicial.
Isolamen o absolu o
Aspec o adiog á ico inicial.
Fon e: P óp ia, 2018
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Aspec o adiog á ico dos
condu os ob u ados
Res au ação inal da ca idade
Manipulação da pas a ob u ado a a
se inse ida nos condu os
Base de 2 mm de óxido de
zinco e eugenol
Secagem dos condu os com cone
de papel abso en e.
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Fon e: P óp ia, 2018
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REFERENCIAS
GUEDES-PINTO, A.C. Odon opedia ia 9. ed. São Paulo: San os, 2016.
IMPARATO, J.C.P. Anuá io Odon opedia ia Clínica In eg ada e A ual. No a Odessa, olumes: 01 e 02. São Paulo: Napoleão, 2013.
IMPARATO, J.C.P. Anuá io Odon opedia ia Clínica In eg ada e A ual. No a Odessa, ol.03. São Paulo: Napoleão, 2017.
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TRAUMATISMO DENTARIO
CAPÍTULO 7
FLÁVIA KELLY DANTAS LEITE | CAMILA MATTOS SANTOS BRITO
LESOES DE TECIDOS DUROS DENTAIS, POLPA E OSSO ALVEOLAR
FRATURAS CORONÁRIAS
T incas de esmal e:
Anamnese ápida;
Limpeza da egião;
Exame clínico e adiog á ico;
Aplicação ópica de lúo ou em casos com
sensibilidade aplicação de e niz luo e ado;
P ose ação e o ien ações.
F a u a de esmal e:
Quando a a u a o ho izon al ou pequenas pe das
de esmal e:
Anamnese ápida;
Limpeza da egião;
Exame clínico e adiog á ico;
Desgas e das bo das do esmal e a u ado com discos ab asi os
em abundan e i igação com água;
Aplicação de lúo ;
P ose ação do elemen o.
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Quando oco e uma a u a maio :
Anamnese ápida;
Limpeza da egião;
Exame clínico e adiog á ico;
P o ilaxia da egião u ilizando esco a de Robinson com
ped a pomes e água ou so o isiológico;
Seleção da co da esina compos a;
Condicionamen o com ácido os ó ico 37% (30s em
esmal e);
I igação abundan e com água e secagem da egião;
Aplicação do p ime + adesi o;
B e e ja o de sp ay de a ;
Fo opolime ização do adesi o (20s);
Aplicação de pequenos inc emen os de esina
compos a;
Fo opolime ização de cada inc emen o po 20s;
Fo opolime ização inal po 40s;
Acabamen o e polimen o;
P ose ação do elemen o.
F a u as de esmal e e den ina sem
exposição pulpa :
Den es Pe manen es:
T a amen o de imediado com colagem do
agmen o a u ado:
Anamnese ápida;
Limpeza da egião;
Exame clínico e adiog á ico;
P o ilaxia da egião u ilizando esco a de Robinson com
ped a pomes e água ou so o isiológico;
Con ecção de uma pequena caixa na pa e do den e a
se colada às expensas de den ina, pa a que o olume do
ma e ial de p o eção se ajus e e oco a uma adap ação
pe ei a;
Condicionamen o com ácido os ó ico 37% nas duas
es u u as -elemen o den á io e agmen o a u ado
(30s em esmal e e 15s em den ina);
I igação abundan e com água e secagem da egião;
Aplicação do p ime + adesi o em ambas es u u as;
B e e ja o de sp ay de a ;
Fo opolime ização do adesi o (20s) em ambas as
es u u as;
Colagem do agmen o;
P ose ação.
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CIRURGIA EM ODONTOPEDIATRIA
CAPÍTULO 8
MONNICE HELENA ALVES DE SOUZA BARBOSA | FERNANDA DE ARAÚJO TRIGUEIRO CAMPOS
PROTOCOLO PARA EXODONTIA DE DENTES DECIDUOS
INDICAÇÕES
Den es com lesão de cá ie com pe u ação na egião de u ca;
Den es com lesão óssea pe iapical ou in e adicula , ap esen ando mais de dois e ços de izólise;
Den es com aízes a u adas no e ço ce ical abaixo da c is a al eola ;
Den es com anquilose que não esponde am ao aumen o de co oa e/ou es ão impedindo c escimen o al eola na á ea;
Den es com des uição co oná ia ex ensa, sem condições de eabili ação;
Raízes esiduais;
Re enção p olongada (sucesso pe manen e com dois e ços de aiz o mada);
Den es na ais ou neona ais com mobilidade excessi a.
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TÉCNICA
Assepsia bucal com clo exidina a 0,12%;
Anes esia ópica e local (in il a i a undo de sulco/
in il a i a supe icial);
Sindesmo omia com descolado de Mol nº 9 e luxação;
Exé ese u ilizando ala ancas ou ó ceps in an is;
I igação com so o isiológico e aspi ação;
Cu e agem supe icial com cu e a de Lucas ;
I igação com so o isiológico e aspi ação;
Comp essão da loja ci ú gica u ilizando gaze es é il;
Se necessá io, ealiza su u a com io de su u a seda
(caso o pe manen e es eja em es ágio in e io ao 7 de NOLLA);
Coloca no local da ci u gia um mo den e de gaze es é il
po 20 minu os;
O ien ações pós-ci u gia (die a, epouso, esco ação);
P esc ição medicamen osa, se necessá io.
OBSERVAÇÕES
Cu e agem e su u a
Cu e e quando cons a a a p esença in a-al eola de lesão pa ológica, passí el de se emo ida po cu e agem;
Su u e quando a passagem da agulha não enha a causa esga çamen o do ecido gengi al e não possa lesa as po ções
mais supe iciais o ge me do sucesso e ambém nos casos de exodon ias múl iplas;
De em se e i adas após 5 a 7 dias e o io de su u a ge almen e mais u ilizado na boca é o de seda p e a, com diâme o 3-0
ou 4-0 (GUEDES-PINTO, 2016).
Sindesmo omia com descolado de Mol nº 9
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Fon e: P óp ia, 2018
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Exodon ia de den es com ó ceps
U ilização de ó ceps in an is pa a a emoção de den es
decíduos;
Den es com apenas uma aiz, de em-se emp ega
mo imen os pendula es e de o ação;
Den es mul i adicula es é p eciso emp ega
mo imen os de la e alidade e/ou pendula es;
A pa e a i a do ó ceps de e á p ende co e amen e
a co oa den al, pa a que a o ça aplicada ao cabo seja
con enien emen e ansmi ida ao den e, possibili ando sua
luxação (GUEDES-PINTO, 2016).
Exodon ia de den es com ele ado es
Os mais u ilizados em Odon opedia ia são os de Seldin
e o e cu o, e os apicais.
Indicados pa a luxa den es, expandi a co ical
es ibula e emo e aízes esiduais a u adas, ou que
o am seccionadas pa a acili a a ci u gia (GUEDES-PINTO,
2016).
Remoção de den e com ó ceps in an il nº 18D
Tabela 1: Localização e nume ação dos ó ceps pa a maxila
Região Nª do ó ceps
Incisi os 1 e 150
Caninos e p é-mola es 150
Mola es D 18R
Mola es E 18L
Res os adicula es 65 ou 69
Tabela 2: Localização e nume ação dos ó ceps pa a mandíbula
Região Nº do ó ceps
Incisi os, caninos e p é – mola es 151
Mola es de aízes bi u cadas 16
Mola es de aízes usionadas 17
Res os adicula es 65 ou 69
Fon e: P óp ia, 2018
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TÉCNICA
Assepsia bucal com clo exidina a 0,12% ;
Anes esia ópica e local;
Sindesmo omia com descolado de mol nº 9 e luxação;
Exé ese u ilizando ala ancas ou ó ceps adequados;
I igação com so o isiológico e aspi ação;
Cu e agem com cu e a de Lucas;
I igação com so o isiológico e aspi ação;
Comp essão da loja ci ú gica u ilizando gaze
es e ilizada;
Realiza su u a com io de su u a seda;
Coloca no local da ci u gia um mo den e de gaze
es é il po 20 minu os;
O ien ações pós-ci u gia (die a, epouso, esco ação);
P esc ição medicamen osa, se necessá io.
FRENECTOMIA LABIAL
a) Realiza anes esia in il a i a egião ap op iada, do
lado e aze duas incisões ao longo da b ida o mada pelo
eio labial, con e gindo ambas pa a a linha média, de
manei a que, na ex emidade in e io , elas são pa alelas e
PROTOCOLO PARA EXODONTIA DE DENTES PERMANENTES
quase se ocam. Nas ex emidades supe io es, essas incisões
p olongam-se com mais duas pequenas e di igem-se pa a
cima, em di eção à ex emidade supe io do eio pa a da ao
e alho, assim delimi ado, o o ma o de um losango alongado.
b) A incisão de e pe mi i a emoção de um e alho da mucosa e,
com es e, o eio se á o almen e emo ido. Fei as as incisões,
o e alho comp eendido en e elas é deslocado do osso com um
a as ado de pe iós eo, sendo en ão emo ida essa pequena
pa e em o ma de i a es ei a; com a ampu ação desse
e alho, se ão ambém des uídas as inse ções do eio. De e
se inspecionado com uma cu e a compa í el com a egião
ci ú gica pa a e i ica a emoção das ib as emanescen es.
Ap eensão e incisão ho izon al do eio
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Fon e: P óp ia, 2018
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c) Caso necessá io, pode á se ei o um ligei o deslocamen o das bo das da mucosa inse ida e, em seguida, ap oxima e
su u a essas bo das com io agulhado 3.0. O pós-ope a ó io, desde que a o es ex e nos não in e i am, é dos mais a o á eis,
limi ando-se os cuidados aos bochechos an issép icos equen es e à emoção das su u as após 5 a 7 dias.
d) Esse p ocedimen o é ealizado com a colocação do
cimen o ci ú gico na egião do ebo do al eola , uma ez que
esse epa o se á po segunda in enção, de endo o cimen o
pe manece po no mínimo 72 h.
e) A epa ação inicial começa em 5 a 7 dias, quando se emo e
a su u a, e a no a inse ção só se á isualizada em 21 dias.
Incisões e icais
Su u a
Di ulsão
Fon e: P óp ia, 2018
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FRENECTOMIA LINGUAL
EXODONTIA DE DENTES DECIDUOS ANQUILOSADOS
Anes esia egional, in il ando-se os ne os linguais de ambos os lados, na egião ap op iada, do lado in e no do amo
ascenden e da mandíbula;
Secciona-se o eio com a esou a ci ú gica em sua po ção mediana, omando-se cuidado pa a que não haja um co e
excessi o (“da um pique ecidual com uma esou a”);
Nos ecidos componen es do eio, po di ulsão, dá-se uma ampli ude maio à e ida ci ú gica e ob ém-se um açado bem
p óximo do linea ;
Após o pe íodo de 15 dias de epa ação, o pacien e pode aze ono e apia .
Clinicamen e ele encon a-se comumen e em in a-oclusão e sem mobilidade;
O diagnós ico adiog á ico da anquilose é a cons a ação da usão do cemen o com o osso al eola ;
Acome e p e e encialmen e os segundos mola es decíduos in e io es e a pe cussão com o cabo do espelho é ela ado
como som me álico ou oco.
TÉCNICA
Faze odon ossecção com b ocas onco-cônica em al a o ação com e ige ação;
Nos den es supe io es, em o ma o de Y, sepa ando as aízes es ibula es das linguais;
Nos den es in e io es, no sen ido es íbulo-lingual, sepa ando a aíz mesial da dis al;
Luxa e emo e as aízes, ago a sepa adas, com ele ado es den ais;
Caso haja insucesso no passo an e io , emo e o ecido ósseo ci cundan e com so o isiológico.
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ULECTOMIA
TÉCNICA
Anes ésico ópico po en e ou anes esia in il a i a p óxima a egião a se incisionada len amen e;
Incisão elíp ica com bis u i e exé ese do ecido mucoso, expondo co oa do den e não i ompido;
Se hou e p esença de ecido ósseo al eola ecob indo a co oa, ealiza os eo omia e egula ização ecidual.
RECOMENDACOES POS-OPERATORIAS
hemos asia – mo de a gaze du an e 30 minu os;
bochechos – não ealiza du an e as p imei as 24 ho as;
alimen ação – de e se ia e líquida nas p imei as 24 ho as;
a i idades espo i as ou es o ços ísicos – e i a du an e 1 semana, pois podem comp ome e a cica ização;
os analgésicos podem se p esc i os na posologia adequada e, de p e e ência, VO (GUEDES-PINTO, 2016).
REFERENCIAS
GUEDES-PINTO, A.C. Odon opedia ia 9. ed. São Paulo: San os, 2016.
ASSED S. Odon opedia ia - Bases cien í icas pa a a p á ica clínica. Ed. A es Médicas, 2005.