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COMPETÊNCIAS E DESAFIOS NA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS NO ÂMBITO HOSPITALAR: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Author: PINTO, Lucas Gabriel Siqueira
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17681469
Source: https://zenodo.org/records/17681469/files/03-lucas-gabriel-siqueira-pinto-artigo.pdf
COMPETÊNCIAS E DESAFIOS NA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS NO ÂMBITO HOSPITALAR: UMA
REVISÃO DE LITERATURA. AUTOR(A): PINTO, LUCAS GABRIEL SIQUEIRA, COAUTOR: ARELLO, MARIA
ISABEL ROSA DA SILVA.
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COMPETÊNCIAS E DESAFIOS NA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS
NO ÂMBITO HOSPITALAR: UMA REVISÃO DE LITERATURA
SKILLS AND CHALLENGES IN COMMUNICATING DIFFICULT NEWS IN A
HOSPITAL SETTING: A LITERATURE REVIEW
PINTO, Lucas Gab iel Siquei a
1
ARELLO, Ma ia Isabel Rosa da Sil a ²
RESUMO
A comunicação de no ícias di íceis no ambien e hospi ala ep esen a um dos maio es
desa ios da p á ica em saúde, exigindo não apenas a ansmissão de in o mações,
mas ambém sensibilidade, empa ia e p epa o écnico e emocional po pa e dos
p o issionais. Es udos apon am que a o ma como essas in o mações são
comunicadas pode in luencia di e amen e o en en amen o do pacien e e sua amília,
a e ando a elação e apêu ica, a adesão ao a amen o e a saúde men al dos
en ol idos. A pesquisa, de ca á e quali a i o, baseou-se em e isão bibliog á ica de
12 a igos selecionados, que pe mi i am iden i ica cinco ca ego ias p incipais:
es a égias comunicacionais, ba ei as ao p ocesso, aspec os emocionais, in luência
cul u al e impac os no pacien e e amília. En e as es a égias mais ci adas es á o
p o ocolo SPIKES, que es u u a a comunicação em seis e apas. No en an o, os
au o es ale am que o uso ígido de p o ocolos pode o na o p ocesso desumanizado
se não o adap ado ao con ex o indi idual. As p incipais ba ei as iden i icadas
incluem a ausência de o mação acadêmica especí ica, insegu ança dos p o issionais,
al a de p o ocolos ins i ucionais, e di iculdades emocionais elacionadas ao a o de
comunica . Além disso, a in eligência emocional su ge como um di e encial na
condução de si uações delicadas, sendo apon ada como uma compe ência essencial
na o mação dos p o issionais da saúde. O es udo conclui que comunica no ícias
di íceis é um p ocesso complexo e con ínuo, que eque p epa o écnico, supo e
ins i ucional e econhecimen o da comunicação como pa e in eg an e do cuidado.
In es i em capaci ação, polí icas de apoio e no o alecimen o das habilidades
socioemocionais é undamen al pa a quali ica a p á ica assis encial e p omo e uma
abo dagem mais é ica e humanizada nos se iços de saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação em saúde. Hospi alização. Relações Médico-
Pacien e.
ABSTRACT
Communica ing di icul news in he hospi al se ing ep esen s one o he g ea es
challenges in heal hca e p ac ice, equi ing no only he ansmission o in o ma ion bu
1
Discen e da g aduação em Medicina, do Cen o Uni e si á io FAMESC (UniFAMESC), Bom Jesus do
I abapoana, Rio de Janei o, lucasgsiquei [email protected].
² Docen e dos cu sos de Medicina e Psicologia, do Cen o Uni e si á io FAMESC (UniFAMESC), Bom
Jesus do I abapoana, Rio de Janei o, misabel.a [email protected].
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ISABEL ROSA DA SILVA.
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also sensi i i y, empa hy, and echnical and emo ional p epa edness on he pa o
p o essionals. S udies indica e ha he way his in o ma ion is communica ed can
di ec ly in luence he coping o he pa ien and hei amily, a ec ing he he apeu ic
ela ionship, adhe ence o ea men , and he men al heal h o hose in ol ed. This
quali a i e esea ch was based on a li e a u e e iew o 12 selec ed a icles, which
allowed he iden i ica ion o i e main ca ego ies: communica ion s a egies, ba ie s o
he p ocess, emo ional aspec s, cul u al in luence, and impac s on he pa ien and
amily. Among he mos ci ed s a egies is he SPIKES p o ocol, which s uc u es
communica ion in six s eps. Howe e , he au ho s wa n ha he igid use o p o ocols
can dehumanize he p ocess i i is no adap ed o he indi idual con ex . The main
ba ie s iden i ied include he absence o speci ic academic aining, insecu i y among
p o essionals, lack o ins i u ional p o ocols, and emo ional di icul ies ela ed o he ac
o communica ing. Fu he mo e, emo ional in elligence eme ges as a di e en ia ing
ac o in handling delica e si ua ions, being iden i ied as an essen ial compe ency in
he aining o heal hca e p o essionals. The s udy concludes ha communica ing
di icul news is a complex and con inuous p ocess ha equi es echnical p epa a ion,
ins i u ional suppo , and ecogni ion o communica ion as an in eg al pa o ca e.
In es ing in aining, suppo policies, and s eng hening socio-emo ional skills is
undamen al o imp o ing heal hca e p ac ice and p omo ing a mo e e hical and
humanized app oach in heal h se ices.
KEYWORDS: Heal h communica ion. Hospi aliza ion. Doc o -Pa ien Rela ions
INTRODUÇÃO
A comunicação de no ícias di íceis no âmbi o hospi ala ap esen a-se como um
dos maio es desa ios da p á ica em saúde, sob e udo po que en ol e mui o mais do
que a simples ansmissão de in o mações clínicas. Nesse con ex o, o a o de
comunica exige sensibilidade, p epa o e esponsabilidade, uma ez que es á
di e amen e elacionado ao en en amen o de si uações de do , so imen o e
agilidade. Assim, não se a a apenas de comunica um diagnós ico ou de in o ma
um p ognós ico, mas de conduzi um p ocesso que pode impac a p o undamen e a
ida do pacien e e de sua amília, in luenciando an o a comp eensão da ealidade
quan o as possibilidades de en en amen o e de adesão ao a amen o.
Além disso, é impo an e des aca que a o ma como a no ícia é ansmi ida
pode al e a signi ica i amen e a manei a como a in o mação se á ecebida e
elabo ada. Enquan o uma comunicação ealizada de o ma humanizada, empá ica e
es u u ada pode a o ece o acolhimen o e a con iança, uma abo dagem pu amen e
écnica ou dis an e pode in ensi ica o so imen o, ge a sen imen o de indi e ença e
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a é mesmo comp ome e a elação médico-pacien e. Desse modo, a comunicação de
no ícias di íceis não de e se eduzida a uma a e a secundá ia, p ecisando se
comp eendida como pa e essencial do cuidado em saúde.
Po conseguin e, o na-se necessá io e le i sob e as es a égias u ilizadas
pelos p o issionais nesse p ocesso, econhecendo que ele en ol e múl iplas
dimensões, desde a p epa ação do ambien e a é o manejo das emoções
desencadeadas. Ademais, o ema exige a enção especial endo em is a que o
desp epa o em o no dos aspec os comunicacionais ainda é eco en e, o que pode
aze consequências pa a os pacien es e seus amilia es, bem como pa a os p óp ios
p o issionais, que equen emen e expe imen am insegu ança e desgas e emocional
ao en en a ais si uações.
Dessa o ma, discu i a impo ância da comunicação de no ícias di íceis no
âmbi o hospi ala é undamen al pa a comp eende os desa ios en ol idos, iden i ica
as ba ei as que di icul am a p á ica e apon a caminhos que possibili em uma maio
quali icação no p ocesso. Assim, ao econhece a comunicação como um componen e
indispensá el do cuidado, amplia-se a pe spec i a de a uação em saúde, alo izando
não apenas os aspec os écnicos da p á ica clínica, mas ambém as dimensões
humanas que a sus en am.
METODOLOGIA
Es e es udo ca ac e iza-se como uma pesquisa quali a i a, de ca á e
explo a ó io e desc i i o, com o obje i o de analisa es a égias e di iculdades na
comunicação de no ícias di íceis no âmbi o hospi ala . A cole a de dados oi ealizada
po meio de e isão bibliog á ica nas bases Google Acadêmico, SciELO, PubMed e
LILACS, u ilizando os desc i o es e pala as-cha e: “comunicação de más no ícias”,
“hospi ais”, “p o issionais de saúde”, “pacien es” e “comunicação em saúde”.
Inicialmen e, o am iden i icados 31 a igos. Pa a a ealização da il agem da
amos a, o am es abelecidos os seguin es c i é ios de inclusão: ex os publicados a
pa i do ano 2000 nos idiomas po uguês e/ou inglês, que es i essem disponí eis na
ín eg a nas bases de dados cien í icas selecionadas e que abo dassem di e amen e
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a emá ica es udada. Fo am excluídos abalhos duplicados, sem undamen ação
me odológica ou que não ap esen a am elação com o ema da p esen e pesquisa.
Após a aplicação de c i é ios de inclusão e de exclusão da amos agem, o am
elencados 23 a igos pa a lei u a p elimina . Des es, 12 se mos a am adequados aos
obje i os do es udo e o am selecionados pa a lei u a analí ica. A pa i da análise da
amos a, o am cons uídas cinco ca ego ias emá icas – a sabe : es a égias
u ilizadas na comunicação de no ícias di íceis; ba ei as ao p ocesso comunicacional;
aspec os emocionais n(d)a comunicação em saúde; in luências da cul u a na
comunicação e impac os da comunicação no pacien e e na amília.
RESULTADOS
1. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NA COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS
A análise dos es udos e ela um consenso de que comunica no ícias di íceis
no âmbi o hospi ala eque es a égias es u u adas e cuidadosas. O P o ocolo
SPIKES, con o me desc i o po Baile e al. (2000), des aca-se como um modelo
amplamen e ci ado, o ganizado em seis e apas: p epa a o ambien e (Se ing up),
a alia a pe cepção do pacien e (Pe cep ion), ob e pe missão pa a in o ma
(In i a ion), ansmi i o conhecimen o (Knowledge), lida com emoções (Emo ions) e
esumi o plano de ação (S a egy and Summa y). Segundo Baile e al. (2000), “[o
p o ocolo] SPIKES o nece um guia cla o pa a ansmi i in o mações di íceis de o ma
empá ica e e icaz” (p. 303).
Mayna d (2016) iden i icou ês es ilos p edominan es na comunicação de
no ícias di íceis: di e o, de p e isão e de adiamen o. Segundo ele, o es ilo di e o
en ol e a comunicação da no ícia nos p imei os ins an es da in e ação; o de p e isão
p epa a o ecep o an es da ansmissão; e o de adiamen o e a da a ansmissão pa a
c ia espaço emocional. Ainda, o au o essal a que “a escolha do es ilo depende do
con ex o clínico e das necessidades emocionais do pacien e” (MAYNARD, 2016, p.
6).

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Rod igues e al. (2013) ilus am, po meio de um es udo de caso, a impo ância
de p epa a o pacien e e sua amília, cons uindo um ambien e de con iança e
acolhimen o. Eles obse am que a al a de p epa o adequado pode in ensi ica o
so imen o e di icul a o en en amen o da pe da. Po ou o lado, Shaw e al. (2012)
iden i ica am que a ansmissão de no ícias di íceis exige lexibilidade e sensibilidade,
adap ando-se ao es ilo indi idual do p o issional e às ca ac e ís icas emocionais do
pacien e. Assim, o e e ido es udo apon ou que “o manejo da en ega é um p ocesso
complexo, in luenciado pela expe iência, con ex o e habilidades comunica i as do
médico” (SHAW e al., 2012).
Vic o ino e al. (2007) des acam o apon amen o de ba ei as signi ica i as ao
p ocesso comunicacional, como a al a de p epa o dos p o issionais e a ausência de
p o ocolos pad onizados. Sendo assim, eles de endem a adoção de es a égias que
en ol am comunicação cla a, empá ica e g adual, espei ando o i mo emocional do
pacien e e de sua ede de apoio socio amilia .
2. BARREIRAS AO PROCESSO COMUNICACIONAL
Em p imei a análise, no a-se que as di iculdades eco en es na comunicação
de no ícias di íceis são pe inen es. Nesse sen ido, San os-Vale e al. (2023) des acam
que p o issionais que a uam em Unidade de Te apia In ensi a econhecem a
ele ância da comunicação humanizada, mas equen emen e ela am insegu ança
po al a de einamen o o mal. Segundo os au o es, a ausência de p o ocolos
ins i ucionais e a complexidade das si uações c í icas são ba ei as que comp ome em
a e e i idade da comunicação (SANTOS-VALE e al., 2023, p. 65).
Quan o às lacunas na o mação, Lenkiewicz e al. (2022) iden i ica am
agilidades no p epa o dos es udan es de medicina, e idenciando que mui os se
conside am pouco p epa ados pa a ansmi i no ícias di íceis. A pesquisa e ela que
a maio ia dos es udan es conside a essencial inclui einamen o p á ico, com
simulações e discussões de casos eais, pa a desen ol e habilidades
comunicacionais.
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Dessa manei a, San os-Vale e al. (2023) e o çam que a capaci ação con ínua
e o uso de p o ocolos es u u ados são undamen ais pa a ap imo a a comunicação
em con ex os c í icos, como Unidades de Te apia In ensi a. Além disso, Nna e e
Nashwan (2023) a gumen am que desen ol e a in eligência emocional de e se
pa e da o mação acadêmica e p á ica, na medida em que pode con ibui
signi ica i amen e pa a melho a a qualidade do cuidado e eduzi o impac o
emocional da ansmissão de no ícias di íceis.
Po ou a pe spec i a, Be key e al. (2018) essal am que médicos
equen emen e en en am desa ios emocionais e é icos ao ansmi i no ícias di íceis.
De aco do com eles, en e as di iculdades apon adas es ão o medo de p o oca
so imen o in enso, eceio de e a e insegu ança quan o à eação do pacien e.
Ademais, os au o es a i mam que os médicos mui as ezes endem a adia ou
sua iza más no ícias pa a p o ege o pacien e, o que pode comp ome e a cla eza e
a con iança (BERKEY e al., 2018).
Vic o ino e al. (2007) e o çam que ba ei as cul u ais, al a de empo e
ambien e inadequado são obs áculos equen es, essal ando a necessidade de uma
o mação mais sólida e p o ocolos ins i ucionais.
3. ASPECTOS EMOCIONAIS N(D)A COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
De início, obse a-se que a dimensão emocional é cen al na comunicação de
no ícias di íceis. Nna e e Nashwan (2023) en a izam que a in eligência emocional é
uma compe ência essencial pa a en e mei os, pe mi indo-lhes econhece e ge i suas
p óp ias emoções e as dos pacien es. Dessa manei a, o es udo a gumen a que a
in eligência emocional melho a a p á ica e lexi a, eduz o bu nou e o alece o
ínculo pacien e-p o issional (NNATE & NASHWAN, 2023).
Sob esse iés, e idencia-se que Be key e al. (2018) des acam que a
comunicação inadequada pode ge a so imen o p olongado, a e ando a con iança no
p o issional e no a amen o. Eles e o çam que a empa ia e o acolhimen o são
undamen ais pa a eduzi o impac o nega i o. Na mesma di eção, Rod igues e al.
(2013) obse a am, em seu es udo de caso, que a o ma ab up a e desp epa ada
como a no ícia oi ansmi ida causou impac o emocional signi ica i o na c iança e em
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sua amília, o que e o ça a necessidade de um p epa o p é io e de supo e emocional
con ínuo.
4. INFLUÊNCIAS DA CULTURA NA COMUNICAÇÃO
Inicialmen e, en ende-se que Ba clay e al. (2007) des acam que ques ões
cul u ais êm papel de e minan e na manei a como no ícias di íceis são ecebidas.
Aspec os como alo es, c enças eligiosas, abus sob e a mo e e es u u a amilia
in luenciam a comp eensão e acei ação da in o mação ecebida. Os au o es apon am
que o econhecimen o e a adap ação às di e enças cul u ais são indispensá eis pa a
uma comunicação e icaz (BARCLAY e al., 2007). Dessa o ma, a comunicação de e
se sensí el às p e e ências do pacien e, incluindo a o ma como a no ícia é
ansmi ida e quem de e ecebê-la.
Medei os e Lus osa (2011) e o çam que a mo e ainda é ema ce cado de
abus e esis ência cul u al, di icul ando a acei ação e elabo ação do lu o. Nessa
lógica, eles de endem uma comunicação humanizada, adap ada ao con ex o cul u al
do pacien e.
5. IMPACTOS DA COMUNICAÇÃO NO PACIENTE E NA FAMÍLIA
Rod igues e al. (2013) de endem que uma comunicação inadequada pode
aumen a o so imen o e di icul a a elabo ação do lu o. Ainda, en a izam que, além da
cla eza da in o mação, é necessá io o e ece espaço pa a exp essão emocional dos
en ol idos no p ocesso comunicacional. Do mesmo modo, Be key e al. (2018)
des acam que a o ma como a no ícia é ansmi ida in luencia di e amen e a elação
pacien e-p o issional, podendo a e a o engajamen o no a amen o e a con iança no
p o issional. Assim, Ba clay e al. (2007) e o çam que a sensibilidade cul u al e
empá ica con ibui pa a a humanização do a endimen o e a o ece o p ocesso de
acei ação.
DISCUSSÃO
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De início, comp eende-se que a comunicação de no ícias di íceis no ambien e
hospi ala cons i ui um desa io que ul apassa os limi es da p á ica clínica,
con igu ando-se como uma habilidade complexa que en ol e aspec os écnicos,
emocionais, é icos e cul u ais. Nesse con ex o, a di iculdade não eside apenas na
ansmissão de um con eúdo obje i o, mas sob e udo na o ma como essa in o mação
é o e ecida e ecebida, o que implica em conside a a iá eis elacionadas an o ao
p o issional quan o ao pacien e e seus amilia es. Assim, o na-se e iden e que a
p á ica comunica i a nessa es e a demanda p epa o, empa ia e sensibilidade, de
modo a eduzi possí eis danos psicológicos, p ese a a con iança na elação
e apêu ica e acili a a adap ação ao no o cená io de saúde (VICTORINO e al.,
2007).
Além disso, no a-se que os p o issionais de saúde equen emen e
expe imen am sen imen os de ansiedade, insegu ança e a é mesmo us ação dian e
da a e a de comunica no ícias di íceis. Isso oco e po que, ao mesmo empo em que
p ecisam se anspa en es e obje i os, são con ocados a sus en a um cuidado
humano que não negligencie a dimensão subje i a da expe iência do ou o.
Medei os e Lus osa (2011) e idenciam que a comunicação sob e mo e e
ini ude, po exemplo, despe a con li os in e nos no p o issional, o qual pode se sen i
di idido en e a ob igação é ica de in o ma e o desejo de p o ege o pacien e do
so imen o. Desse modo, o na-se possí el comp eende que o a o de comunica
no ícias di íceis não é apenas uma écnica, mas uma p á ica que coloca em jogo a
p óp ia condição humana de lida com a ulne abilidade, an o a do ou o quan o a do
p óp io comunicado .
Di e sas ecomendações e p o ocolos o am desen ol idos com a inalidade
de auxilia os p o issionais nesse p ocesso, como o p o ocolo SPIKES, amplamen e
econhecido no con ex o oncológico e adap ado às di e en es á eas médicas (BAILE
e al., 2000). Esse p o ocolo p opõe seis e apas — desde a p epa ação do ambien e
a é a o mulação de um plano compa ilhado — e busca o e ece ao p o issional uma
es u u a que equilib e cla eza de in o mações e a o e a de supo e emocional.
No en an o, ainda que p o ocolos sejam ú eis, os esul ados encon ados nos
es udos de Shaw e al. (2012) e elam que a e icácia da comunicação depende,