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INDIGENOUS PEOPLES IN THE BAIXADA SANTISTA: A PEDAGOGICAL EXPERIENCE WITH A TALKING CIRCLE AND TUG OF WAR IN THE 7th GRADE

Author: Costa, Sandra; Ferreira, Lilian
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17700107
Source: https://zenodo.org/records/17700107/files/86.8555.pdf
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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 765
(Ciências Sociais)
POVOS INDÍGENAS NA BAIXADA SANTISTA: UMA
EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA COM RODA DE CONVERSA E
CABO DE GUERRA NO 7° ANO
INDIGENOUS PEOPLES IN THE BAIXADA SANTISTA: A
PEDAGOGICAL EXPERIENCE WITH A TALKING CIRCLE
AND TUG OF WAR IN THE 7 h GRADE
Sand a Fe ei a da Cos a, Lilian Ta a es de Bai o Fe ei a
Uni e sidade San a Cecília, Cu so de Licencia u a em His ó ia
E-mail pa a con a o: [email p o ec ed]
RESUMO – Es e a igo ap esen a uma expe iência pedagógica desen ol ida com
es udan es do 7º ano do ensino undamen al, na Escola José Ca los de Aze edo J .,
com obje i o de p omo e e lexões sob e a p esença indígena na egião, desde a
chegada dos colonizado es, discu indo o e mo “descobe a", a impo ância pa a
Po ugal, com oco nos po os Tupinambás e Tupiniquins. Com dados do IBGE de
2023 sob e a população indígena local, des acando a Te a Indígena Pa anapuã e
nomes indígenas em bai os de San os. A p opos a me odológica a iculou uma
oda de con e sa e uma dinâmica de cabo de gue a, a o ecendo a cons ução da
di e sidade cul u al e conhecimen os. Os esul ados apon am que a p á ica
con ibuiu pa a a alo ização da memó ia indígena e pa a a comp eensão c í ica
da ealidade local.
Pala as-cha e: Po os Indígenas; Baixada San is a; Di e sidade Cul u al;
Educação; Cidadania.
ABSTRACT – This a icle p esen s a pedagogical expe ience de eloped wi h 7 h-
g ade s uden s a José Ca los de Aze edo J . School, aiming o p omo e e lec ions
on he Indigenous p esence in he egion since he a i al o he colonize s. The
discussion add essed he e m “disco e y” and i s impo ance o Po ugal,
ocusing on he Tupinambá and Tupiniquin peoples. Using 2023 IBGE da a on he
local Indigenous popula ion, he ac i i y highligh ed he Pa anapuã Indigenous
Land and Indigenous names p esen in neighbo hoods o San os. The
me hodological app oach combined a alking ci cle and a ug-o -wa ac i i y,
os e ing he cons uc ion o cul u al di e si y and knowledge. The esul s indica e
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(Ciências Sociais)
ha he p ac ice con ibu ed o aluing Indigenous memo y and p omo ing a
c i ical unde s anding o he local eali y.
Keywo ds: Indigenous Peoples; Baixada San is a; Cul u al Di e si y; Educa ion;
Ci izenship
1 INTRODUÇÃO: OS POVOS INDÍGENAS NA BAIXADA SANTISTA.
O es udo dos po os indígenas nas escolas, p e is o na Lei 11.645/2008, ep esen a um
passo undamen al pa a o econhecimen o da di e sidade é nico-cul u al b asilei a. Con udo,
obse a-se que os es udan es mui as ezes desconhecem as o igens e his ó ias do seu p óp io
luga de habi ação. Na Baixada San is a, a p esença indígena é ma can e an o em comunidades
adicionais, como a aldeia Pa anapuã, que se encon a den o do Pa que Es adual Xixo á, em
São Vicen e desde 2004. Quan o a oponímia u bana, e idenciada em bai os de San os que
conse am nomes de o igem indígena, passa-se despe cebido a mui os essa he ança cul u al em
seu co idiano. Nes e con ex o, desen ol eu-se uma a i idade didá ica com a u ma do 7º ano,
buscando ap oxima os alunos da his ó ia e cul u a indígena local, a a és de me odologias
pa icipa i as que en ol essem diálogo e coope ação.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
É de comum conhecimen o, que his o icamen e conside a-se a “descobe a” do B asil ou
como ci ado po alguns a “in asão” do B asil (Como já discu ido en e alguns his o iado es, a
pala a descobe a nesse con ex o, a a-se de um e mo eu ocên ico que in alida ou en a
silencia a his ó ia da cul u al dos po os ame índios, conside ando en ão que hou e uma
in asão e não uma descobe a), dá-se no ano de 1500. Po ém o B asil já e a habi ado e nossas
egião ambém. Temos ela os documen ados comp o ando a impo ância que e e nossa egião
no pe íodo da colonização e isso inclui a população indígena que ocupa a o li o al. A egião da
Baixada se des aca a os Tupinambás, os Tupiniquins e os Ca ijós ou Ca ios (Todos azem pa e
do onco Tupi, que se o iginam os Tamoios, depois os Tupinambás, Tupiniquins a é chega mos
nos Gua anis), eles ocupa am oda essa egião geog á ica sup aci ada, e am seminômades, de
empos em empos iaja am mudando de luga , i am da caça, da plan ação e da pesca. No
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in e no os Tupiniquins desciam a se a e se desloca am pa a o li o al paulis a, pa a i e em
um clima mais ameno.
Os Tupiniquins e os Tupinambás es a am em gue a a á ias ge ações, o es ado de gue a
en e as nações di ide a opinião dos his o iado es, uns de endem que a mo i ação e a po
expansão e i o ial e conquis a de ecu sos, ou os colocam como cul u al, necessá io pa a a
manu enção da hon a a a és da An opo agia¹, ce imônia onde os inimigos de gue a e am
comidos pa a absol ição da sua o ça. Po essa segunda isão, a gue a e a uma o ma de
manu enção da hon a en e as nações inimigas.
Os eu opeus ap o ei a am dessa i alidade, c ia am alianças com os upiniquins a a és
dos casamen os com as mulhe es indígenas, assim consegui explo a o e i ó io a é en ão
1
desconhecido pa a eles, ixando-se na no a colônia, pa a os Tupiniquins o casamen o com suas
ilhas o na a o ma ido um ilho desse pai, o alecendo o comba e com os Tupinambás, com
mais homens e a mas que os po ugueses possuíam.
Os po ugueses p ecisa am começa a ge a enda, en ão su gi am os engenhos de açúca ,
que po sua ez necessi a a de mão de ob a “esc a a”, sendo assim, passa am a esc a iza os
Tupinambás, que se alia am aos anceses que aqui ambém chega am, mas a aliança com os
anceses os ize a con ai doenças, esul ando em inúme as mo es.Com a gue a en aquecida
dos dois lados, Po ugal en ia am os Jesuí as pa a aze um a ado de paz, po ém, a mão de
ob a esc a a ainda e a necessá ia (os esc a izados neg os começa am a se em come cializados
na segunda me ade do século XVI), ou seja, passa am a esc a iza no amen e os Tupinambás,
esis i am, gue ea am e ugi am pa a den o das ma as e lo es as, e essa esis ência e lu a
pe manece a é os dias de hoje, po pa e da população indígena que esis em pelos seus
e i ó ios, po sua cul u a e sua dignidade.
Pe íodo a ual da Baixada San is a.
Úl imo Censo do IBGE de 2023, dados sob e população indígena na Baixada San is a:
Be ioga – 388 (0,6%)
1
An opo agia s. Canibalismo: Em algumas classi icações, o e mo "canibalismo" é usado pa a o a o mais
ge al de come ca ne humana. No en an o, a an opo agia, especialmen e em seu sen ido i ual, se dis ingue po e
um p opósi o especí ico e simbólico, como a ans e ência de pode ou ca ac e ís icas do indi íduo consumido.
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Cuba ão – 181 (0,16%)
I anhaém – 767 (0,68%)
Gua ujá – 479 (0,17%)
Mongaguá – 656 (1,06%)
Pe uíbe – 617 (0,9%)
P aia G ande – 514(0,15%)
São Vicen e – 486 (0,15%)
San os – 376 (0,09%)
Aldeias na Baixada San is a.
Aldeia Rio B anco – I anhaém: Com mais de 100 anos de exis ência, essa aldeia de o igem
gua ani m’byiá possui 2.856 hec a es de e as dema cadas, na Es ada Ru al do Rio B anco,
em I anhaém.
Aldeia I aóca – Mongaguá: C iada em 1991, a aldeia ab iga doze amílias de índios gua ani
m’byá e dezesseis de upi-gua anis ñande a. Vi em em 533 hec a es de e a indígenas
dema cadas.
Gua anis do Aguapeú – Mongaguá: Compondo doze amílias de o igem gua ani, es es índios
são os mais isolados e ese ados do li o al. Vi em no mo o do Aguapeú desde 1930 e p oíbem
a miscigenação com ou os po os. Suas e as comp eendem 4.372 hec a es.
Sí ios Piaçague a I, II e III – Pe uíbe: Ma cos do po oado de Pe uíbe, os Sí ios Piaçague a
I, II e III es ão localizados em e as indígenas upi-gua ani. Aqui o am encon ados
cachimbos, panelas, ce âmicas indígenas, conchas, elhas e aianças dos séculos XVI, XVII e
XVIII. A ualmen e, con a com 30 amílias upi-gua anis em uma á ea de mais de 2.500 hec a es.
Vi em do cul i o de palmi o, plan as o namen ais e a esana o. Além des as, em Pe uíbe,
ambém emos as aldeias Bananal e Biguá.
Te as Indígenas do Rio Sil ei a – Be ioga: Na di isa de Be ioga com o município de São
Sebas ião, es ão as e as indígenas do Rio Sil ei a, que hoje ab igam ce ca de 500 índios da
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e nia gua ani. A aldeia es á localizada na P aia de Bo aceia. Cul i am palmi o e plan as
o namen ais, p oduzem a esana o e p omo em danças, músicas e culiná ia ípica.
Tekoa Mi im – P aia G ande: A aldeia é localizada no sopé da Se a do Ma e comple a á
cinco anos em no emb o. A comunidade indígena é a mais ecen e da Região.
As casas de Tekoa Mi im são ei as de pau, ba o, elhas e palha. A água, cap ada em uma
nascen e no mo o, é le ada a é os domicílios po meio de uma canalização imp o isada pelos
índigenas. Não há luz elé ica e as noi es são iluminadas po oguei as ou a luz de elas. Na
aldeia, que con a com algumas uínas de cons uções an igas no en o no, há um campo de
u ebol de e a com a es de madei a. Pa a acessa a comunidade é p eciso a a essa a pon e
sob e o Rio Bo u oca e pe co e um longo caminho de e a e ege ação.
O meio de subsis ência das amílias de Tekoa Mi im es á na plan ação de milho, ba a a e
mandioca, p oduzidos pa a consumo p óp io, e na enda de a esana o. Algumas amílias
ambém são bene iciá ias do p og ama Bolsa Família. A aldeia con a ainda com plan ação de
palmi o pupunha e juça a. O caule demo a a é 11 anos pa a que seja colhido. “Como é uma á ea
de p ese ação e ainda não es á dema cada como e i ó io indígena a gen e em mui o
cuidado”, con ou o cacique.
Tekoa Mi im es á abe a à isi ação. Eles ambém azem ap esen ações cul u ais o a da
aldeia. Uma das a ações é o co al indígena in an il.
Te a Indígena Pa anapuã (Xixo á – Japuí) / São Vicen e
A Te a Indígena Pa anapuã (Xixo á-Japuí), em São Vicen e, SP, su giu a a és da
o mação de uma aldeia indígena em 2004, eunindo indígenas Gua ani-M'byá e Gua ani-
Ñande a, o iundos de ou as aldeias do li o al paulis a. A á ea onde a aldeia se es abeleceu, e
que ago a compõe a ese a, é pa e do Pa que Es adual Xixo á-Japuí.
De alhes da o mação:
• Fo mação da Aldeia:A aldeia Pa anapuã oi c iada em 2004, eunindo indígenas de
di e en es aldeias do li o al paulis a, como Aguapeu (Mongaguá), I aóca (I anhaém) e
Piaçague a (Pe uíbe).

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(Ciências Sociais)
• O igem dos Índios:Os indígenas que o mam a aldeia pe encem às e nias Gua ani-
M'byá e Gua ani-Ñande a.
• Con ex o da Lu a:A ocupação da á ea e a lu a dos índios po seus di ei os e i o iais,
ga an idos pela Cons i uição de 1988, são emas cen ais da his ó ia da aldeia.
• Pa que Es adual:A aldeia es á inse ida no Pa que Es adual Xixo á-Japuí, um espaço
de p ese ação ambien al.
• P ese ação da Cul u a:A aldeia se dedica à p ese ação das adições cul u ais da
e nia e da na u eza ci cundan e.
His ó ico
Em janei o de 2004, oi iden i icada a ocupação de 60 indígenas na P aia de
Pa anapuã ( ambém chamada de P aia das Vacas), no in e io do Pa que Es adual Xixo á -
Japuí, moni o ado pelo Ins i u o Flo es al. Na época, es es o am azidos pela P e ei u a de São
Vicen e pa a pa icipa da Encenação de Fundação da Vila de São Vicen e, que oco e odo ano
du an e ani e sá io da cidade. Foi iden i icada ambém uma casa localizada na p aia e a
p esença de ene gia elé ica, de uso dos indígenas, que alega am o domínio de odo o município
de São Vicen e, ocupado o iginalmen e po seus an epassados. O Go e no do es ado de São
Paulo ques ionou a p esença desses po os no e i ó io e mo eu uma ação de ein eg ação de
posse con a a FUNAI, que ami a na Jus iça Fede al. Em 2008, oi ap o ada limina a a o
da pe manência dos indígenas no e i ó io, além da e o ma de 8 casas, da casa de eza e da
ealização de es udo an opológico pelo ó gão indígena.
Já em 2015, es ima-se que ha ia mais de 80 indígenas no e i ó io que, po não se
econhecido o icialmen e, ap esen a di iculdades na p á ica de ag icul u a e pesca po essas
pessoas. Desse modo, eles p a icam o comé cio de a esana o no cen o da cidade como on e
de subsis ência. Segundo os mo ado es da aldeia, exis em ambém p oblemas elacionados à
educação pa a as c ianças ali p esen es, já que escola localizada em uma an iga unidade
da FEBEM ap esen a p oblemas es u u ais e i egula idade na dis ibuição de me enda.
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(Ciências Sociais)
San os e seus bai os com nomes de o igem indígena:
Os indígenas nomea am os luga es obse ando o que inha, pelo que acon ecia, os ios
sag ados, o que habi a a naquele local.
Ilha insula de São Vicen e se chama a Guaiaó
Guaiaó e a o nome indígena da Ilha de São Vicen e, que comp eende as cidades de San os
e São Vicen e, con o me ci ado na esc i u a das p imei as e as doadas a Pe o de Góis em 1532,
ano da undação de São Vicen e, quando ele chegou à egião como in eg an e da comi i a de
Ma im A onso de Souza.
Em upi-gua ani, Guaiaó signi ica "á ea co ada, desapegada" ou " e a asa, de
descanso", e e indo-se a uma á ea que oi sepa ada do con inen e, possi elmen e po o ças
na u ais ou a i idades humanas. O nome oi u ilizado pa a e e i -se à Ilha de São Vicen e, que
comp eende as cidades de San os e São Vicen e.
Mais de alhes:
• O igem do nome: "Guaiaó" é uma pala a upi que se e e e à Ilha de São Vicen e.
• Signi icado: A pala a suge e que a ilha oi sepa ada do con inen e, possi elmen e
po o ças na u ais, como a e osão cos ei a ou e en os geológicos.
• Localização: A ilha, que comp eende as cidades de San os e São Vicen e, e a
habi ada po g upos indígenas como os upiniquins, guaianases e upinambás.
• A Ilha de São Vicen e: A egião e a conhecida po se um local de descanso e po e
uma á ea asa, que acili a a a pesca e a ag icul u a.
Bai os de San os:
Emba é: A o igem do nome Emba é em do upi-gua ani. Mba àa-Hé, que signi ica cu a
(Hé) pa a as en e midades (mba àa), azia e e ência às ca ac e ís icas e apêu icas das águas
da o la de San os, que a é a p imei a me ade do século 20 inha uma única denominação.
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Paque á: O nome "Paque á" em o igem upi e signi ica "mui as pacas" ou "luga de
mui as pacas". A pala a é o mada pela junção dos e mos "paka" (paca) e "e é" (mui os ou
luga de).
Jabaqua a: Jabaqua a, em upi-gua ani, signi ica " ocha" ou "bu aco". O nome ambém
pode se associado a "ma a dos neg os ujões", e e ência ao uso da egião pelos esc a izados
ugidos. Em San os, a pala a Jabaqua a ambém pode e e i -se ao an igo Quilombo do
Jabaqua a.
Ma apé: "Ma apé" signi ica "caminho do ma " em upi-gua ani, de i ado das pala as
"pa a" (ma ) e "pé" (caminho). No con ex o da cidade de San os, o nome Ma apé az e e ência
a um an igo caminho que liga a o cen o da cidade à p aia.
Saboó: A pala a "Saboó" é o mada pela junção de "sapó" (que signi ica " aiz") e "po'o"
(que signi ica "a anca "). Jun os, eles indicam a ideia de algo que "a anca aízes", ou seja, um
luga onde a ege ação é as ei a e não há á o es al as.
Pi a ininga: O nome “Pi a ininga”, de o igem indígena, signi ica "peixe seco" ou "peixe
a seca ", em uma língua upi-gua ani. A pala a é o mada pela junção de "pi á", que signi ica
"peixe", e " ininga", que signi ica "a seca ".
Ilha U ubuqueçaba: O signi icado de “U ubuqueçaba”, uma pequena ilha em San os,
SP, é "pouso dos u ubus" ou "luga de do mi dos u ubus" em upi. O nome em da combinação
das pala as "u ubu" (u ubu), "ke " (do mi ) e "aba" (luga ).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO.
Du an e a oda de con e sa com os alunos do 7º ano, eles compa ilha am seus
conhecimen os p é ios sob e os po os indígenas da egião. Fo am ap esen ados dados sob e a
aldeia Xixo á e os bai os de San os com nomes indígenas, discu indo-se a elação en e
iden idade, e i ó io e memó ia. O deba e pe mi iu e le i sob e a p esença e esis ência dos
po os indígenas na egião da Baixada San is a, p esen es desde an es da chegada dos
po ugueses, que ocupa am a egião com modos de i e p óp ios, baseados na ag icul u a,
caça, pesca e deslocamen os sazonais. Os con li os his ó icos en e essas e nias o am
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(Ciências Sociais)
explo ados pelos colonizado es, aliando-se aos Tupiniquins po meio de casamen os pa a
acili a a ocupação A chegada dos engenhos de açúca ge ou a esc a ização dos Tupinambás,
p o ocando esis ência, ugas e alianças com os anceses, além de pe das causadas po
doenças.
Os alunos ambém conhece am dados a uais sob e a população indígena na Baixada, des acando
a exis ência de mais de 6 mil indígenas, dis ibuídos en e aldeias de oda a egião. A oda de
con e sa e elou que a maio ia dos es udan es desconhecia a exis ência das aldeias, mesmo
alguns ela ando já e p esenciado indígenas da aldeia Xixo á no cen o de São Vicen e,
endendo os seus a esana os. Essas comunidades seguem p ese ando suas cul u as, modos de
ida e adições, mesmo en en ando desa ios elacionados à dema cação de e as,
in aes u u a e subsis ência.
O con a o com os nomes indígenas de bai os e egiões, obse ou-se que os es udan es
econheciam alguns nomes, po ém, sem elacioná-los à he ança cul u al. Após a a i idade,
obse ou-se maio in e esse em comp eende a his ó ia local e a impo ância da p ese ação
cul u al.
Na dinâmica do cabo de gue a, a u ma oi di idida em ês g upos, simbolizando as ensões
his ó icas en e a p ese ação da cul u a indígena e as p essões da sociedade. Os es udan es
iden i ica am as di iculdades en en adas pelos po os indígenas pa a man e suas adições em
meio à u banização e ao p econcei o. A me á o a isual ajudou a in e naliza concei os de
esis ência, lu a e equilíb io social, e o çou a ideia de que a his ó ia indígena es á p esen e a é
hoje no co idiano local, con ibuindo pa a a alo ização da iden idade cul u al e da memó ia
dos po os o iginá ios.
4 CONCLUSÃO
A expe iência demons ou que p á icas pedagógicas pa icipa i as, como odas de
con e sa e dinâmicas cole i as, podem se e icazes no ensino sob e po os indígenas. Ao
conec a os alunos à ealidade da Baixada San is a, alo izando a p esença das aldeias, como a
Xixo á e a memó ia nos nomes de bai os, p omo e-se não apenas a ap endizagem de