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SUSTAINABLE AND DIGITAL PUBLIC MANAGEMENT: A LOCAL EXPERIENCE WITH POWER BI IN BUDGET REVENUE ANALYSIS

Author: Felis, Matheus; Mortelli, Rafael
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17700227
Source: https://zenodo.org/records/17700227/files/83.8539.pdf
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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 729
(Ciências Sociais)
GESTÃO PÚBLICA SUSTENTÁVEL E DIGITAL: UMA
EXPERIÊNCIA LOCAL COM POWER BI NA ANÁLISE DA
RECEITA ORÇAMENTÁRIA
SUSTAINABLE AND DIGITAL PUBLIC MANAGEMENT: A
LOCAL EXPERIENCE WITH POWER BI IN BUDGET
REVENUE ANALYSIS
Ma heus Mou a Jesus Felis, Ra ael Mo elli
Uni e sidade San a Cecília, Faculdade de Engenha ia, Cu so de Con abilidade
E-mail pa a con a o: [email p o ec ed]
RESUMO – Es e abalho ap esen a a aplicação do Powe BI como e amen a de
análise e isualização de dados o çamen á ios no se o público municipal. A pesquisa
alia e isão eó ica e p á ica aplicada, demons ando como o uso do Powe BI pode
agiliza a omada de decisões, p omo e maio anspa ência e ap imo a a e iciência
na ges ão dos ecu sos públicos. Os esul ados mos am que o modelo desen ol ido
acili a o con ole o çamen á io, o imiza a in e p e ação das in o mações e o na a
comunicação dos dados mais cla a e acessí el à sociedade, con ibuindo pa a uma
go e nança pública mais mode na e pa icipa i a.
Pala as-cha e: Con abilidade pública; Business In elligence; Powe BI; Ges ão
municipal; T anspa ência.
ABSTRACT – This pape p esen s he applica ion o Powe BI as a ool o analyzing and
isualizing budge a y da a in he municipal public sec o . The esea ch combines
heo e ical e iew and applied p ac ice, demons a ing how he use o Powe BI can
s eamline decision-making, p omo e g ea e anspa ency, and imp o e e iciency in he
managemen o public esou ces. The esul s show ha he de eloped model acili a es
budge a y con ol, op imizes he in e p e a ion o in o ma ion, and makes da a
communica ion clea e and mo e accessible o socie y, con ibu ing o mo e mode n and
pa icipa o y public go e nance.
Keywo ds: Public managemen , Powe BI, business in elligence, iscal anspa ency.
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(Ciências Sociais)
1. INTRODUÇÃO
A adminis ação pública passou po g andes ans o mações impulsionadas po a anços
ecnológicos e no as demandas sociais. Nesse con ex o, o uso de e amen as de Business
In elligence (BI), como o Powe BI, possibili a decisões mais ápidas e embasadas em dados
con ábeis e iscais. Embo a amplamen e aplicado no se o p i ado, o BI ap esen a al o po encial
na es e a pública, especialmen e pa a análise e con ole o çamen á io.
Es e es udo p opõe o desen ol imen o de uma e amen a ecnológica em Powe BI
pa a ap imo a a ges ão da ecei a o çamen á ia municipal, con e endo balance es mensais em
painéis dinâmicos que compa am a ecadação e p e isão em empo eal. Aplicada em uma
p e ei u a do li o al paulis a, a solução é eplicá el e acessí el, p omo endo e iciência,
anspa ência e con ole social na ges ão pública.
2. CONTABILIDADE GERENCIAL APLICADA AO SETOR PÚBLICO
A con abilidade ge encial e oluiu com as no as ecnologias, pe mi indo análises mais
p ecisas e es a égicas. No se o público, sua unção é supo a decisões sob e a ecadação,
gas os e limi es o çamen á ios, com base em in o mações con iá eis. O uso de Business
In elligence acili a a cole a e in e p e ação de dados, subs i uindo decisões in ui i as po
escolhas baseadas em e idências (GARRISON, 2019; NUNO LEITE, 2018). O BI ans o ma
dados em in o mações ú eis à ges ão (VERCELLIS, 2009). Seu p ocesso baseia-se em ex ação,
ans o mação e ca ga (ETL), o ganizando dados con ábeis e iscais pa a análise isual. Essa
abo dagem o na o p ocesso decisó io mais écnico e mensu á el, pe mi indo uma
adminis ação pública o ien ada po esul ados.
As in o mações con ábeis são a base do planejamen o e da ges ão pública, pe mi indo
a alia ecei as, despesas e desempenho inancei o (IUDÍCIBUS, 2021; ARRUDA, 2020).
Dados bem es u u ados a o ecem anspa ência, accoun abili y e e iciência na alocação de
ecu sos (BRESSER-PEREIRA, 2010; MENDES, 2016). In eg adas em e amen as como o
Powe BI, o nam-se ins umen os de análise p edi i a e con ole em empo eal.
O Powe BI (Mic oso , 2019) é uma das p incipais e amen as de BI, des acando-se
po sua in eg ação com múl iplas on es de dados, linguagem DAX e isualizações in e a i as.
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Pe mi e modelagem dimensional (esquema es ela e loco de ne e) e análises isuais que
acili am a comp eensão dos dados públicos. A Resolução CGM nº 1619/2020 do Rio de Janei o
exempli ica o uso do Powe BI pa a amplia a anspa ência o çamen á ia, in eg ando painéis
in e a i os ao Po al Con as Rio con o me a Lei da T anspa ência (LC 131/2009). Essa
aplicação demons a o po encial da e amen a pa a p omo e acesso público à in o mação e
con ole social.
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O desen ol imen o da e amen a seguiu uma me odologia ágil, com en egas i e a i as
e adap ações con ínuas segundo o eedback dos usuá ios, a endendo à na u eza dinâmica da
ges ão pública (LIMA e al., 2021). A pesquisa é quali a i o-quan i a i a, com base em
C eswell (2021), combinando análise documen al, en e is as e obse ação da implemen ação
em uma p e ei u a paulis a. Fo am u ilizados ela ó ios o çamen á ios, planilhas in e nas e
dados con ábeis eais pa a es u u a o painel no Powe BI, alidando sua e icácia p á ica na
análise da execução o çamen á ia municipal.
4. MODELAGEM DE DADOS DENTRO DO POWER BI PARA UMA
APLICAÇÃO NO SETOR PÚBLICO
Em essência, a na u eza in o macional da base de dados u ilizada consis e em elemen os
que compõem um ela ó io con ábil, mais especi icamen e um balance e o çamen á io do
município. Es e é um documen o comum na á ea pública, mui o ú il pa a de ec a ca ac e ís icas
ge ais das p incipais ansações ealizadas pela ins i uição. Ele é a ualizado mensalmen e e
en egue à União, demons ando oda a ecei a le an ada du an e de e minado exe cício, além
de con on a a a ecadação ealizada com o que oi p e is o pela lei o çamen á ia anual. Es e
ela ó io, em es ado b u o, é de complexa comp eensão de ido à sua as idão. A é de e minado
momen o, o ges o anspo a a o balance e con ábil pa a o Excel e u iliza a á ios p ocessos
manuais pa a il á-lo, com o obje i o de ob e alguma in e p e ação ú il a a és do c uzamen o
de dados den o do so wa e ( e Figu a 1).
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Figu a 1 -Pa e do balance e con ábil.
Fon e: Elabo ada pelo ges o (2024).
Pe cebe-se que oda a o ganização da planilha, que ep esen a o banco de dados, é ei a
de o ma e ical, onde á ias colunas indicam in o mações em di e en es es ados. Na igu a
ap esen ada acima, po exemplo, são ap esen ados os meses de a ecadação jun o ao p e is o,
onde cada linha indica a ecei a em ques ão e seu código analí ico. Es e mé odo po abelas e
di e sas colunas di icul a a mac o análise sob e o o çamen o.
Além do excesso de in o mação, o usuá io necessi a manipula odas as colunas a a és
de ó mulas pa a de e mina dados essenciais. Os ecu sos inculados, po exemplo, são
calculados a a és do uso da ó mula “CONTSE” do Excel, na qual apenas algumas células da
ou a abela se ão somadas de aco do com os impos os especí icos do ecu so inculado.
Baseado na di iculdade delineada e a a és de pe gun as-cha e c iadas em en e is as,
concei ua am-se os p incipais equisi os exigidos pelos usuá ios. Jun o à p óp ia na u eza das
abelas já ap esen adas, mon ou-se um mapeamen o pa a a cons ução dos dashboa ds, isando
e i a a cons an e manipulação do banco de dados e, além de udo, acili ando a lei u a das
in o mações.
De ido à modelagem dos dados, as in o mações pode ão se o ganizadas de o ma
obje i a. Con udo, inicia-se, em p imei o momen o, comp eendendo a o ma como se abalhou
o banco de dados. T ans o mou-se a o ma ma icial e ical de algumas in o mações pa a uma
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ma iz p edominan emen e ho izon al, pois des a o ma o Powe BI pode á associa cada
lançamen o de a ecadação a ou as in o mações.
Figu a 2 - Tabela ma iz ho izon al an e io
Fon e: Elabo ada pelo ges o (2024).
A dinâmica des a mudança consis e em ans o ma a da a em uma coluna, ao in és de
uma linha, es ingindo cada lançamen o a ela e c iando uma segmen ação única naquela
de e minada linha. Isso c ia não apenas uma linha c onológica dos a os, mas ambém uma
hie a quização de ou as in o mações ligadas ao lançamen o. Assim, é possí el ago a associa ,
além do alo mone á io da ecei a a ecadada po alo e da a, ou as qua o in o mações
essenciais em cada lançamen o: a á ea de aplicação, a o igem da ibu ação e a espécie dela.
Obse a-se al mudança a a és da Figu a 3.
Só oi possí el ealiza odas essas associações po causa do ela ó io da Lei O çamen á ia
Anual (L.O.A.), que associa dois códigos a cada lançamen o: analí ico e sin é ico. Pelo a o de
o sin é ico se apenas uma o ma eduzida do p imei o, p io izou-se u iliza o analí ico, pois ele
segmen a cada dado em ca ego ia econômica e subca ego ia econômica, en e ou as
in o mações desc i i as. Pelo plano de con as disponibilizado pela União, deno a-se assim a
o igem da ecei a, a á ea de aplicação, além do que é p e is o. Po an o, essal a-se ambém
quais o am as on es de ecei as que não alcança am suas me as es abelecidas.
A segunda e apa é, a a és das in o mações mapeadas e dos equisi os dos usuá ios,
o maliza os p incipais indicado es do ela ó io, ambém conhecidos como Key Pe o mance
Indica o s (KPIs), den e eles qua o no eado es:

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• Qual o alo o al da a ecadação mensal?
• Qual oi o alo a ecadado no mês, po o igem e espécie da ecei a?
• Qual oi a a ecadação po on e de ecu so e á ea de aplicação?
• A qual en idade pública pe ence a a ecadação?
Figu a 3 - Tabela con e ida pa a um modelo e ical.
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2024).
Figu a 4 - Código analí ico e eduzido no banco de dados.
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2024).
Todos es es indicado es no eiam a o ma como se ão cons uídos os g á icos
indica i os. Comp eende-se a na u eza das in o mações classi icadas pelo código analí ico e
como elas ajudam a de e mina KPIs. Po úl imo, oi necessá io inse i es e banco de dados
c iado no Excel den o do Powe BI. Pa a isso, bas ou inse i o a qui o em .xls, que o so wa e
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acei a e econhece como nossa base de dados. Den o do sis ema, as abelas o am
dimensionadas e ge adas, econhecendo-as como a on e de dados e associando cada linha como
uma in o mação única com segmen ações de alhadas, dando sua iden idade inal. Assim, duas
abelas o am ge adas: uma con endo um de alhamen o das da as e ou a sob e os lançamen os
de a ecadação e p e is o, jun o a ou as desc ições já an e io men e mencionadas.
Po im, as abelas o am associadas, onde o Powe BI c ia as elações en e elas, sendo
essencial que cada linha em uma co esponda à ou a ou ou as, como uma unção sob eje o a,
associando da a ou ou os segmen os a algum lançamen o de p e isão e a ecadação. Tal
con igu ação é essencial na cons ução dos g á icos, pois essas elações conjun i as en e os
dados i ão de ini se os eixos dos g á icos pode ão se ge ados de o ma comp eensi a. Caso
con á io, ha e á um gap écnico e isual pela al a de um dado especí ico nos dashboa ds.
Figu a 5 - Banco de dados den o do Powe BI.
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2024).
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Figu a 6 - Relações en e as abelas.
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2024).
Ao alida o banco de dados, o nando-o legí el e manipulá el, chega-se à e apa c ucial
do p oje o, onde se ão unidas odas as e amen as c iadas a é o momen o pa a a cons ução dos
dashboa ds em si. O guia nes a a e a se ão os KPIs, de inidos an e io men e em ês pila es de
unidades mone á ias: alo es mone á ios de a ecadação, p e is os e a di e ença en e eles, que
nos da á o esul ado da sua con on ação. Con udo, essas ês in o mações de em se is as sob
qua o ó icas di e en es: alo es mensais ou anuais o ais, á ea de aplicação, espécie e o igem
ibu á ia. Po im, de e-se sepa a cada pon o de is a em dois aspec os: mensal ou anual.
Pa a c ia os alice ces g á icos, o am u ilizadas medidas den o do Powe BI. Essa
e amen a disponibilizada pelo so wa e é o meio pelo qual se ealizam cálculos sob e a ma iz
abela a a és de uma linguagem denominada DAX ( e Figu a 7), p óp ia do sis ema. A
p imei a a se es abelecida é a soma de odos os alo es de a ecadação e p e is os, an o uma
soma mensal a é o mês de a ecadação quan o anual, po meio do código “SUM” que soma um
de e minado índice da abela, o mando assim nossas bases de alo es b u os pa a se em
moldados de aco do com o escopo do p oje o.
Quan o à con on ação de ambos, de inida den o do banco de dados como a iação, oi
c iada uma coluna den o do Excel que já ealiza a o cálculo de sua di e ença. Após inse ido
no Powe BI, ele u iliza o mesmo comando usado nas ó mulas an e io es pa a soma seus
alo es, an o mensais quan o anuais, assim como alo es em pe cen ual, onde o mesmo
aciocínio oi u ilizado. E idenciam-se assim odas as eng enagens necessá ias pa a a
cons ução do dashboa d inal, aglome ando odos es es cálculos em uma abela de medidas.
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Figu a 7 - Código Dax sob e as medidas.
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2024).
A Figu a 8 ap esen a o dashboa d inal, elabo ado com base em udo que oi cons uído
e concei uado a é en ão, ap esen ando odos os escopos e necessidades ao usuá io con o me se
segue. Ele é di idido em duas seções, sendo à p imei a is a sob e alo es mensais, enquan o a
segunda, de o ma anual. O p imei o g á ico do dashboa d (A ecadado x P e is o), em ambas
as seções, demons a em alo es absolu os o que oi a ecadado e p e is o, con idos no eixo das
o denadas. A a ecadação es á ep esen ada como colunas e des e e melhas, e idenciando
aquilo que a ingiu a me a de p e isão e os meses nos quais não a ingi am. Além disso, os
g á icos adjacen es mos am a a iação, complemen ando as in o mações do p imei o de duas
o mas: em alo es absolu os e pe cen uais, sendo o esul ado da con on ação en e o
a ecadado e o p e is o. Após is o em alo es absolu os e as duas in o mações
indi idualizadas, a a iação demons a de o ma compac a o quan o a me a a iou, seja em
supe á i ou dé ici , em de e minado pe íodo.
Ademais, pa a da idimensionalidade aos dados, implemen a-se ou a e amen a
indispensá el pa a uma análise comple a dos esul ados. A adição de il os ans o ma as
in o mações, an es es á icas em alo es mensais e anuais, pa a uma o ma dinâmica e
ampli icada de enxe gá-las. Assim, é possí el ao usuá io op a po e i ica alguma
especi icidade de a ecadação ou p e isão em de e minados segmen os. As segmen ações
ap esen adas aplicando-os são ano, mês, á ea de aplicação do impos o, componen es que lis am
os impos os de o ma analí ica, a o igem e en idade de o igem da a ecadação. Po exemplo, o
ges o pode decidi analisa os esul ados po de e minados impos os com o igem em axas e