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STRATEGIES TO CONFRONTING THE HISTORICAL ERASURE OF THE NARRATIVES OF THE ORIGINAL PEOPLES OF BAIXADA SANTISTA

Author: Santos Filho, Edson; Klein, Katia; Ferreira, Lilian
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17704122
Source: https://zenodo.org/records/17704122/files/76.8494.pdf
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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 678
(Ciências Sociais)
ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR O APAGAMENTO
HISTÓRICO DAS NARRATIVAS DOS POVOS ORIGINÁRIOS
DA BAIXADA SANTISTA
STRATEGIES TO CONFRONTING THE HISTORICAL
ERASURE OF THE NARRATIVES OF THE ORIGINAL
PEOPLES OF BAIXADA SANTISTA
Edson Guima ães dos San os Filho¹, Ka ia Cla yana Calde oni Klein², Lilian Ta a es de
Bai os Fe ei a1,2
¹ Cu so de Licencia u a em His ó ia, Uni e sidade San a Cecília
² Cu so de Licencia u a em Pedagogia, Uni e sidade San a Cecília
E-mail pa a con a o: edsonguima aess [email protected]
RESUMO – O p esen e abalho in es iga o apagamen o de lendas, pe sonagens e
his ó ias dos po os o iginá ios na cul u a b asilei a, usando como es udo de caso
a his ó ia do Ipupia a. O obje i o cen al é analisa como esse p ocesso his ó ico
de apagamen o se mani es a no p esen e e p opo es a égias pa a despe a o
in e esse de es udan es do ensino undamen al po essas na a i as, pa e essencial
de sua p óp ia iden idade. A pesquisa se baseia na análise compa a i a de dois
e en os dis in os, mas que gua dam uma elação de con inuidade: o ela o de Pe o
de Magalhães Gânda o no século XVI sob e a mo e da c ia u a Ipupia a po um
bandei an e, e a queima da es á ua que a ep esen a a na p aça da Biquinha, em
São Vicen e, no ano de 2016. A me odologia inclui pesquisa bibliog á ica da ob a
de Gânda o e a análise de on es jo nalís icas e documen ais sob e o inciden e
ecen e. Os esul ados demons am que a his ó ia do Ipupia a, desde sua
aniquilação simbólica no século XVI a é a des uição ísica de sua ep esen ação
no século XXI, se e como um pode oso exemplo da esis ência cul u al e do
apagamen o con ínuo das na a i as indígenas no imaginá io popula . A conclusão
apon a pa a a necessidade u gen e de comba e essa in isibilidade a a és da
educação. Ao esga a e ap esen a essas his ó ias de o ma en ol en e e
con ex ualizada, é possí el econec a a his ó ia do B asil às suas aízes,
alo izando a con ibuição cul u al dos po os o iginá ios e p omo endo uma
iden idade mais inclusi a e comple a.
Pala as-cha e: Apagamen o His ó ico; Po os o iginá ios; Na a i as dos Po os
O iginá ios; Ipupia a.
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(Ciências Sociais)
ABSTRACT – This pape in es iga es he e asu e o legends, cha ac e s, and
s o ies belonging o o iginal peoples in B azilian cul u e, using he ale o he
Ipupia a as a case s udy. The cen al objec i e is o analyze how his his o ical
p ocess o e asu e mani es s in he p esen and o p opose s a egies o spa k he
in e es o elemen a y school s uden s in hese na a i es, which a e an essen ial
pa o hei own iden i y. The esea ch is based on he compa a i e analysis o wo
dis inc e en s ha main ain a ela ionship o con inui y: he accoun by Pe o de
Magalhães Gânda o in he 16 h cen u y abou he my hical c ea u e Ipupia a being
killed by a bandei an e (pionee /explo e ), and he bu ning o he s a ue
ep esen ing he c ea u e in he Biquinha squa e in São Vicen e, in 2016. The
me hodology includes a bibliog aphical e iew o Gânda o's wo k and he analysis
o jou nalis ic and documen a y sou ces ega ding he ecen inciden . The esul s
demons a e ha he s o y o he Ipupia a, om i s symbolic annihila ion in he 16 h
cen u y o he physical des uc ion o i s ep esen a ion in he 21s cen u y, se es
as a powe ul example o he cul u al esis ance and he ongoing e asu e o
Indigenous na a i es in he popula imagina ion. The conclusion poin s o he
u gen need o comba his in isibili y h ough educa ion. By eco e ing and
p esen ing hese s o ies in an engaging and con ex ualized way, i is possible o
econnec he his o y o B azil o i s oo s, aluing he cul u al con ibu ion o
o iginal peoples, and p omo ing a mo e inclusi e and comple e iden i yThe wo d
ABSTRACT mus be yped in capi al le e s and he ex in lowe case le e s, in
i alics, con inuing on he same line in a single pa ag aph wi h Times New Roman
12 on and single spacing. The e should be a space o 1 cm a e he le ma gin
and 10 mm be o e he igh ma gin. The summa y mus con ain a minimum o 500
cha ac e s and a maximum o 800 cha ac e s including spaces. The ex mus be
cohe en and concise, highligh ing he mos ele an poin s o he wo k and
highligh ing he main opics: in oduc ion, objec i es, me hodology used, main
esul s and conclusions. The abs ac mus be ela ed o he i le and keywo ds.
Keywo ds: His o ical E asu e; Indigenous Peoples; Indigenous Na a i es; Ipupia a.
1 INTRODUÇÃO
Sabemos que g ande pa e das na a i as que conhecemos hoje oi passada pa a nós pelos
po os dominan es que coloniza am, e mui as ezes aniquila am comple amen e, ou as
cul u as. Os li os didá icos que undamen am o es udo de his ó ia no cu ículo da educação
básica con am as his ó ias sob o pon o de is a eu ocên ico, silenciando as demais cul u as que
apa ecem apenas a a és de pequenas con ibuições que se em pa a ala anca as his ó ias de
he oísmo e dominação eu opeia.
O p esen e es udo isa, a a és do es udo de caso do mi o do Ipupia a, p opo es a égias
pa a da isibilidade à cul u a, iden idade e cosmologia dos po os o iginá ios b asilei os. Po
di e sas ezes esses po os i am a ans o mação de suas ca ac e ís icas e adições em ações
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e e mos pejo a i os, i e am sub e idos a é mesmo a sua linguagem e os seus cos umes,
so e am pe seguições, silenciamen o e en a i as de ans o mações no seu modo de ida,
modo de pensa e de suas c enças. Es es são apenas alguns dos indícios dessa en a i a de
in isibiliza os po os que aqui es a am an es da colonização eu opeia, ou seja, desde o início
da eu opeização do e i ó io que hoje conhecemos po B asil.
Um dos p imei os indícios desse apagamen o que se em egis o, su ge a a és de uma
ca a ei a pelas mãos de Pe o de Magalhães Gânda o, his o iado e c onis a po uguês, onde
ele desc e e em "His ó ia da P o íncia San a C uz” o encon o e en en amen o com um supos o
mons o ma inho. Nes a pesquisa i emos mos a como a mi ologia c iada po Gânda o ao
na a o ex e mínio da c ia u a e mos á-la em o ma de ex o, al qual como o éu de caça,
lo eia a his ó ia pa a a ai a en u ei os do além-ma eu opeu pa a uma e a de ma a ilhas e
conquis as, o que con ibui o emen e pa a, assim como a pos e io queima e emoção da
es á ua do Ipupia a em São Vicen e, o apagamen o da p esença dos po os o iginá ios an e io es
aos in aso es po ugueses e con inua sendo apagado sis ema icamen e pela nossa p óp ia
população. Após essa con ex ualização, i emos p opo algumas es a égias de en en amen o
pa a supe a o apagamen o his ó ico desses egis os.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa u ilizou como es udo de caso a his ó ia do Ipupia a desc i a na ca a de Pe o
de Magalhães Gânda o, pa a a pa i dela e le i mos sob e as his ó ias dos po os o iginá ios
que pode iam e sido de u padas a pon o de al e a seus eais signi icados, ou seja, a pe gun a
que gos a íamos de esponde inicialmen e é: Como as his ó ias e lendas que o am con adas
pelos po os dominan es na época da colonização o am modi icadas de o ma a silencia as
cul u as que aqui já habi a am? Pa a en a acha essas espos as, u ilizamos as bases de dados
disponí eis como Scielo, Capes e Google Acadêmico e p ocu amos eses e disse ações que
pudessem aze cla eza a espei o desse assun o, u ilizando pala as cha e como Po os
o iginá ios, na a i as dos po os o iginá ios, apagamen o his ó ico e Ipupia a, selecionamos os
abalhos que se dedica am a es uda e de alha essa dinâmica de apagamen o cul u al.
Num segundo momen o, a p esen e pesquisa se dedicou a p ocu a es a égias de como
consegui supe a esse apagamen o a a és de inicia i as di e as ep oduzidas em salas de aula
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ou a i idades ex acu icula es den o da escola, azendo os alunos pa a mais pe o dessas
cul u as ão impo an es pa a a cons ução da nossa iden idade como b asilei os.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Pa a inicia mos a con ex ualização a espei o da his ó ia do Ipupia a p ecisamos emon a
à meados de 1564, quando Pe o de Magalhães Gânda o, his o iado e c onis a po uguês,
desc e eu em um dos ela os de "His ó ia da P o íncia San a C uz” o con on o com a c ia u a
ma inha:
“DO MONSTRO MARINHO QUE SE MATOU NA CAPITANIA DE SÃO VICENTE,
ANO 1564
Foi causa ão no a e ão desusada aos olhos humanos a semelhança daquele e oz e
espan oso mons o ma inho que nes a P o íncia se ma ou no ano de 1564, que ainda que po
mui as pa es do mundo se enha no ícia dele, não deixa ei, oda ia, de dá-la aqui ou a ez de
no o, ela ando po ex enso udo o que ace ca dis o passou; po que na e dade a maio pa e
dos e a os ou quase odos em que que em mos a a semelhança de seu ho endo aspec o,
andam e ados, e, além disso, con a-se o sucesso de sua mo e po di e en es manei as, sendo
a e dade uma só, a qual é a seguin e:
Na capi ania de São Vicen e sendo já al a noi e a ho as em que odos começa am de se
en ega ao sono, ace ou de sai de o a de casa uma índia esc a a do capi ão; a qual
lançando os olhos a uma á zea que es á pegada com o ma , e com a po oação da mesma
capi ania, iu anda nela es e mons o, mo endo-se de uma pa e pa a ou a com passos e
meneios desusados, e dando alguns u os de quando em quando ão eios, que como pasmada
e quase o a de si se eio ao ilho do mesmo capi ão, cujo nome e a Bal asa Fe ei a, e lhe
deu con a do que i a, pa ecendo-lhe que e a alguma isão diabólica; mas como ele osse não
menos sizudo que es o çado, e es a gen e da e a seja digna de pouco c édi o, não lhe deu
logo mui o às suas pala as, e deixando-se es a na cama, a o nou ou a ez a manda o a
dizendo-lhe que se a i masse bem no que e a. E obedecendo a índia a seu mandado, oi; e
o nou mais espan ada; a i mando-lhe e epe indo-lhe uma ez e ou a que anda a ali uma
cousa ão eia, que não podia se senão o Demônio. En ão se le an ou ele mui o dep essa e
lançou mão a uma espada que inha jun o de si com a qual bo ou somen e em camisa pela po a
o a, endo pa a si (quando mui o) que se ia algum ig e ou ou o animal da e a conhecido
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com a is a do qual se desenganasse do que a índia lhe que ia pe suadi , e pondo os olhos
naquela pa e que ela lhe assinalou iu con usamen e o ul o do mons o ao longo da p aia,
sem pode di isa o que e a, po causa da noi e lhe impedi , e o mons o ambém se cousa
não is a e o a do pa ece de odos os ou os animais. E chegando-se um pouco mais a ele,
pa a que melho se pudesse ajuda da is a, oi sen ido do mesmo mons o: o qual em
le an ando a cabeça, an o que o iu começou de caminha pa a o ma de onde ie a. Nis o
conheceu o mancebo que e a aquilo cousa do ma e an es que nele se me esse, acudiu com
mui a p es eza a oma -lhe a dian ei a, e endo o mons o que ele lhe emba ga a o caminho,
le an ou-se dian ei a, di ei o pa a cima como um homem icando sob e as ba ba anas do abo,
e es ando assim a pa com ele, deu-lhe uma es ocada pela ba iga, e dando-lha no mesmo
ins an e se des iou pe a uma pa e com an a elocidade, que não pôde o mons o le á-lo
debaixo de si: po ém não pouco a on ado, po que o g ande o no de sangue que saiu da e ida
lhe deu no os o com an a o ça que quase icou sem nenhuma is a: e an o que o mons o se
lançou em e a deixa o caminho que le a a e assim e ido u ando com a boca abe a sem
nenhum medo, eme eu a ele, e indo pa a o aga a unhas, e a den es, deu-lhe na cabeça uma
cu ilada mui o g ande, com a qual icou já mui o débil, e deixando sua ã po ia o nou en ão
a caminha ou a ez pa a o ma . Nes e empo acudi am alguns esc a os aos g i os da índia
que es a a em ela: e chegando a ele, o oma am odos já quase mo o e dali o le a am à
po oação onde es e e o dia seguin e à is a de oda a gen e da e a. E com es e mancebo se
ha e mos ado nes e caso ão animoso como se mos ou, e se e ido na e a po mui o
es o çado saiu, oda ia des a ba alha ão sem alen o e com a isão des e medonho animal icou
ão pe u bado e suspenso, que pe gun ando-lhe o pai, que e a o que lhe ha ia sucedido não
lhe pôde esponde , e assim como assomb ado sem ala cousa alguma po um g ande espaço.
O e a o des e mons o é es e que no im do p esen e capí ulo se mos a, i ado pelo na u al.
E a quinze palmos de comp ido e semeado de cabelos pelo co po, e no ocinho inha umas
sedas mui o g andes como bigodes. Os índios da e a lhe chamam em sua língua ipupia a,
que que dize demônio da água. Alguns como es e se i am já nes as pa es, mas acham-se
a amen e. E assim ambém de e de ha e ou os mui os mons os de di e sos pa ece es, que
no abismo desse la go e espan oso ma se escondem, de não menos es anheza e admi ação; e
udo se pode c e , po di ícil que pa eça: po que os seg edos da na u eza não o am e elados
odos ao homem, pa a que com azão possa nega , e e po impossí el as cousas que não iu

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nem de que nunca e e no ícia.”. Con o me mos a a Figu a 1, podemos e como oco eu o
con on o, segundo Gânda o.
Fig 1: Re a o do Ipupia a segundo Gânda o.
Fon e: GÂNDAVO, Pe o de Magalhães de. His ó ia da P o íncia San a C uz a que
ulga men e chamamos B asil, 1576.
Po ém Gânda o não oi o único a desc e e a igu a assus ado a do Ipupia a, Pad e José
de Anchie a ambém ci a a c ia u a em uma ca a ende eçada ao Pad e Ge al da Companhia de
Jesus em Roma, onde con a a his ó ias ace ca dos se es da mi ologia Tupi pa a, a a és dessas
na a i as, mos a as possibilidade ca equé icas dos po os o iginá ios, Anchie a esc e eu o
seguin e:
“Também há ou o [demônio], nos ios, aos quais chamam igupia a, is o é, mo ado es
da água, os quais igualmen e ma am os índios. Pe o de nós há um io, habi ado pelos c is ãos,
o qual an igamen e os índios cos uma am a a essa em pequenas emba cações”.
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Podemos pe cebe que an o Gânda o quan o Anchie a possuem pon os de is a e á ico
a espei o dos indígenas, e esse iés in luencia em como essas his ó ias são con adas, e como
são sob epujadas pelo “he oísmo” não solici ado dos colonizado es que aqui chega am, apesa
de Gânda o e Anchie a possuí em in e esses di e en es, sendo o segundo de in e esse eligioso,
podemos no a que ambos assumem o papel de sal ado dos po os indígenas, pois do seu pon o
de is a, eles e am se es in e io es e incapazes an o de sal a seus iguais de supos os mons os
ma inhos quan o de sal a suas almas po não possuí em as mesmas c enças ca ólicas. Po udo
isso, pe cebe-se que ao assumi o p o agonismo das his ó ias que o iginalmen e pe enciam aos
po os o iginá ios, as al e ações que ão sendo ei as apagam aos poucos o con ex o
sociocul u al indígena. Po exemplo, quando analisamos e imologicamen e o nome da c ia u a:
nomeado pelo po o Tupi-Gua ani como Ipupia a, ele é aduzido e oneamen e pa a o
po uguês como "demônio das águas", po ém o iginalmen e, Ipupia a signi ica "aquele que
mo a na água" (numa análise e imológica da pala a: y (água/ io), pupé (den o) e -ygûa a (
su ixo que se e e e a algo que habi a ou p o ém de um luga ). In elizmen e es es apagamen os
não ica am apenas no passado, eles de u pa am a o ma como mui os b asilei os enxe gam a
cul u a indígena a é os dias de hoje, como podemos no a no inciden e em que a es á ua do
Ipupia a oi incendiada po ândalos em São Vicen e em e e ei o de 2016. Es e a o co obo a
anos e anos de de u pação da cul u a indígena, o silenciamen o e a al a de alo ização az com
que a sociedade não enxe gue com empa ia as adições e c enças dos po os o iginá ios, e é
jus amen e essa des alo ização que desumaniza e ins iga a uações a ozes de des espei o.
Um passo impo an e na di eção da alo ização da cul u a indigena, e ou as cul u as
ambém como a a o-b asilei a e a a icana, oi dado a a és das Leis 10.639/2003 e
11.645/2008, ambas a am da ob iga o iedade de abo da di e en es aspec os na o mação da
sociedade b asilei a, esga ando as con ibuições dessas cul u as nas mais di e sas á eas como
polí ica, econômica e social. O p o esso é um impo an e agen e incen i ado dessa
mul icul u alidade, a a és dele é possí el p omo e di e sas ações den o (e o a) da sala de
aula que in eg em os alunos com essas no as pe spec i as. As p opos as das a i idades
p ecisam en ol e os alunos nessas elações de en en amen o, pa a que além de se
acos uma em com ealidades di e en es da sua, eles possam en ende a p oblemá ica de es uda
a a és de apenas um único aspec o dominan e. Quando os alunos são expos os a essas p á icas,
eles acabam disseminando os sabe es adqui idos a é mesmo em casa pa a seus pais, que mui as
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ezes não i e am a opo unidade de e acesso a esse ipo de p oje o. A a és da ludicidade das
b incadei as, de deba es e odas de con e sas, de exposições à expe iências cul u ais como
músicas, ilmes, desenhos, danças, culiná ias, a e, con ação de his ó ias e a é mesmo a a és
da exposição do modo de ida dos po os o iginá ios, os alunos podem e seu conhecimen o
ans o mado comple amen e, ap endendo a espei a e alo iza as di e enças. Além disso, é
p eciso essal a a impo ância da o mação con inuada dos p o esso es na p omoção de um
ambien e escola inclusi o e ans o mado , pois se ão eles que mos a ão pa a os alunos a
his ó ia a a és de uma ou a len e.
4 CONCLUSÃO
Pelo con eúdo ap esen ado na pesquisa podemos chega a conclusão que um abalho
sólido e bem es u u ado ealizado den o das escolas é de suma impo ância pa a plan a mos a
semen e da decolonialidade de pensamen o nos alunos, pois pa a pode mos en en a anos de
ensinamen os eu ocên icos que domina am, e in elizmen e ainda dominam, os ma e iais
didá icos que são dis ibuídos nas escolas, é p eciso que oda a comunidade escola (ges o es,
p o esso es, alunos e pais) se empenhe e se posicione na lu a a a o da alo ização dos po os
o iginá ios b asilei os.
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