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Manual pedagógico para formadores em violência doméstica. Formação de profissionais de primeira linha nos setores policial, jurídico, médico e social

Author: Pfleiderer, Bettina; Giljohann, Stefanie; Morgado, Sónia; Felgueiras, Sérgio
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17661202
Source: https://zenodo.org/records/17661202/files/IMPROVE_PT_Pedagogic_handbook_Domestic_violence_trainers.pdf
WP3: T3.5
Manual pedagógico pa a o mado es em
iolência domés ica
Fo mação de p o issionais de p imei a linha nos
se o es policial, ju ídico, médico e social
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by Accele a ing Change in F on line Responde O ganisa ions
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Manual Pedagógico pa a Fo mado es em Violência Domés ica
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Índice
Lis a de ab e ia u as ........................................................................................................... 3
P e ácio ................................................................................................................................ 4
1. In odução ........................................................................................................................ 5
1.1 Con ex o .................................................................................................................................... 5
1.2 O que pode encon a no manual? ............................................................................................ 5
2. Es u u a da o mação ..................................................................................................... 6
2.1 Visão ge al da Pla a o ma de Fo mação IMPROVE ................................................................. 6
2.1.1 Em poucas pala as: in o mações ge ais pa a o mado es (Fo mação de Fo mado es)
7
2.2 Papel dos o mado es ............................................................................................................... 9
2.3 G upos-al o ............................................................................................................................. 10
2.4 Obje i os especí icos da o mação sob e iolência domés ica ............................................... 12
2.5 Du ação da o mação .............................................................................................................. 14
3. Es u u a da pla a o ma de o mação ............................................................................ 15
3.1 Visão ge al ............................................................................................................................... 15
3.2 Foco em habilidades, capacidades e compe ências especí icas............................................ 18
4. Abo dagens me odológicas ........................................................................................... 18
4.1 A iolência domés ica como ema de ensino .......................................................................... 19
4.2 Requisi os de o mação ........................................................................................................... 21
4.3 Fo ma os e mé odos de o mação .......................................................................................... 22
4.4 Ma e iais de o mação e e amen as didá icas ...................................................................... 25
4.5. D ama izações ....................................................................................................................... 26
4.5.1 O ien ações ge ais ....................................................................................................... 26
4.5.2 Exemplos de cená ios .................................................................................................. 28
5. A aliação da o mação .................................................................................................. 29
6. Ou os manuais de o mação ........................................................................................ 30
7. Anexos ........................................................................................................................... 31
Anexo 7.1 Como c ia um ambien e segu o pa a o mações ........................................................ 31
Anexo 7.2 Van agens, aplicações e equisi os de á ios mé odos de o mação .......................... 33
Anexo 7.3 Exemplo gené ico ........................................................................................................ 36
Anexo 7.4 A aliações da o mação ............................................................................................... 39
Anexo 7.4.1 Ques ioná io p é- o mação ............................................................................... 39
Anexo 7.4.2 A aliação pós- o mação ................................................................................... 41
Anexo7.4.3 Inqué i o sob e a e enção do con eúdo da ap endizagem (opcional) .............. 44
Apêndice 7.5 Lis a de e i icação pa a a p epa ação da o mação sob e iolência domés ica ... 46
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Lis a de ab e ia u as
DV
Violência domés ica
IMPROVE
Melho a o acesso aos se iços pa a í imas de iolência
domés ica a a és da acele ação da mudança nas o ganizações
de espos a de p imei a linha
ASKABI
Associação Askabide Libe ación
CNRS
Cen o Nacional de In es igação Cien í ica
DHPol
Uni e sidade Alemã da Polícia
FORESEE
Fo esee Ku a ocsopo Nonp o i Kozhasznu K
MAI-PSP
Minis é io da Adminis ação In e na (PSP/ISCPSI)
MININT
Minis é io do In e io
PLV
Polícia Local de Valência
POLAMK
Escola Supe io de Polícia
SIG
S.I.G.N.A.L. e.V. – In e enção na á ea da saúde con a a
iolência domés ica e sexual
THL
Ins i u o de Saúde e Bem-Es a
UDEUSTO
Uni e sidade da Ig eja de Deus o En idade Religiosa
VICESSE
Cen o de Viena pa a a Segu ança Social – Vicesse, Wiene
Zen um ü Sozialwissenscha liche Siche hei s o schung
WWU
(Uni e sidade Wes älische Wilhelms) de Müns e
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P e ácio
As pesquisas e e uadas e ela am que, em alguns países, emas como p e enção, de eção
e in e enção em casos de iolência domés ica a amen e são abo dados em o mações, e
a a aliação dessas o mações é ainda mais a a. No en an o, um conhecimen o bem
undamen ado nes e con ex o é pa icula men e ele an e pa a p o issionais que en am em
con ac o com í imas de iolência domés ica. O obje i o des e manual de o mação é,
po an o, apoia os o mado es nas á eas da aplicação da lei, saúde, se iço social e jus iça
sob e como u iliza es es ma e iais de o mação o ien ados pa a a p á ica, baseados na
ciência e a aliados, que podem se consul ados na pla a o ma de o mação IMPROVE sob e
iolência domés ica.
Es a pla a o ma é um ecu so pa a o mado es que ins uem sob e iolência domés ica. É
adap ada às suas necessidades pa a complemen a as o mações ou pa a a alia os
conhecimen os após as sessões de o mação, u ilizando os ma e iais e e amen as da
pla a o ma de o mação IMPROVE sob e iolência domés ica. Os o mado es êm a
lexibilidade de escolhe en e uma gama di e si icada de ma e iais den o de cada módulo,
sendo que alguns con eúdos são ob iga ó ios pa a ga an i uma comp eensão básica
comum. Com exceção de dois módulos de au oap endizagem cla amen e designados,
a pla a o ma não se des ina a se uma e amen a de au oap endizagem au ónoma
pa a os alunos.
Es e manual se e como um guia pedagógico e explica, ao longo de se e capí ulos, como
é que as in o mações, os ma e iais de o mação e as e amen as o necidos pela pla a o ma
de o mação IMPROVE sob e iolência domés ica podem se usados pelos o mado es.
Pa a aqueles que são no os na á ea de o mação, a pa icipação num cu so de
Fo mação de Fo mado es é, no en an o, al amen e ecomendada.
É com g ande p aze que, na qualidade de esponsá el pelo WP3 do IMPROVE, pa ilho
ago a con osco es e manual pedagógico.
A enciosamen e,
P o . Be ina P leide e PhD MD
Uni e sidade de Müns e , Alemanha
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1. In odução
1.1 Con ex o
Na úl ima década, o am ei os g andes a anços na Eu opa em e mos de p e enção, de eção
e in e enção em casos de iolência domés ica. Vá ios Es ados-Memb os da União Eu opeia
in oduzi am medidas e legislação pa a abo da es a ques ão. No en an o, a iolência
domés ica con inua a se um dos maio es desa ios que a sociedade eu opeia en en a. Os
p o issionais que lidam com a iolência domés ica incluem os que a uam na linha da en e,
como agen es da au o idade, p o issionais de saúde, assis en es sociais e p o issionais do
se o da jus iça. No en an o, mui as ezes ca ecem de conhecimen os e con iança sob e como
esponde e econhece a iolência domés ica, comp eende o seu impac o ou esponde
adequadamen e a ais si uações e p es a apoio adequado às necessidades.
É u gen e p es a um melho apoio às í imas de iolência domés ica. Tal pode se conseguido
a a és da adoção de medidas de de esa pe sonalizadas, a pa de uma o mação con ínua
pa a os p o issionais. O p oje o IMPROVE da UE (Melho a o acesso aos se iços pa a as
í imas de iolência domés ica, acele ando a mudança nas o ganizações de espos a na linha
da en e) colma ou as lacunas de o mação a a és do desen ol imen o de no os ma e iais
de o mação e conjun os de e amen as pa a a pla a o ma de o mação IMPROVE sob e
iolência domés ica.
Fo nece in o mações nes e manual sob e como eina soco is as de p imei a linha em
iolência domés ica é ou a con ibuição impo an e do p oje o — c iado a a és da
colabo ação dos nossos pa cei os da Áus ia, Finlândia, F ança, Alemanha, Hung ia, Espanha
e Po ugal. O manual baseia-se nos ma e iais de o mação desen ol idos no p oje o da UE
IMPRODOVA (Melho a as espos as de p imei a linha à iolência domés ica de al o impac o),
desen ol endo-o ainda mais a a és de pesquisas adicionais ealizadas pelo consó cio
IMPROVE. Os pa cei os do IMPROVE (ASKABI, CNRS, DHPol, FORESEE, MAI-PSP,
MININT, PLV, POLAMK, SIG, THL, UDEUSTO, VICESSE, WWU) aduzi am os ma e iais de
o mação, adap ando o con eúdo ao con ex o nacional inlandês, ancês, alemão, aus íaco,
húnga o, po uguês e espanhol. Além disso, os pa cei os es a am e a alia am os ma e iais
em sessões de o mação nos se e países pa cei os. Com base nesses esul ados, os
ma e iais de o mação o am subme idos a uma e isão adicional – p imei o em inglês e, em
seguida, nas se e línguas do p oje o ( e D3.3).
1.2 O que pode encon a no manual?
Nes e manual, os o mado es podem encon a um esumo dos con eúdos de o mação
disponí eis na pla a o ma de o mação IMPROVE sob e iolência domés ica. Além dos
conhecimen os necessá ios pa a c ia cu sos de o mação u ilizando o ma e ial IMPROVE,
es e manual ambém des aca as compe ências sociais impo an es que são essenciais
pa a aplica na o mação de á ios g upos de pa es in e essadas no con ex o da
iolência domés ica. Essas compe ências incluem a capacidade de ou i , da e o no
cons u i o, e em con a os po enciais p econcei os e aumas dos pa icipan es no cu so de
o mação, comunica com compe ência in e cul u al, econhece e se sensí el a possí eis
es e eó ipos, en ol e -se de o ma ponde ada, bem como es a cien e dos p óp ios
p econcei os e aumas, a im de se p epa a pa a o cu so de o mação da melho o ma
possí el, cuidando an o dos pa icipan es como de si mesmo.

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2. Es u u a da Fo mação
2.1 Visão ge al da pla a o ma de o mação IMPROVE
A pla a o ma de o mação IMPROVE em uma es u u a modula e especí ica pa a cada
se o . Is o signi ica que es á di idida em di e en es módulos e secções, ab angendo di e en es
aspe os da iolência domés ica e, endo em con a as necessidades especí icas de di e en es
g upos-al o em di e en es países. O con eúdo e os ma e iais dos módulos de o mação podem
se combinados de inúme as o mas.
Os obje i os ge ais da pla a o ma de o mação IMPROVE são:
 Fo nece aos o mado es uma isão ge al dos ópicos ele an es sob e iolência
domés ica.
 Fo nece aos o mado es in o mações sob e os se iços de apoio nacionais
disponí eis.
 Fo nece aos o mado es ma e ial de o mação de sensibilização pa a es udan es,
p o issionais e ges o es.
 Fo nece aos o mado es medidas pa a melho a a espos a p o issional à iolência
domés ica.
 Fo nece aos o mado es mé odos de ensino e exe cícios adap ados às pa es
in e essadas.
 Fo nece aos o mado es as in o mações necessá ias sob e como conduzi o mações
u ilizando as e amen as e ma e iais do IMPROVE.
Nes e capí ulo 2, abo da emos, em p imei o luga , os aspe os-cha e da acili ação da
o mação pa a ilus a como os o mado es podem concebe o mações e icazes no
con ex o especí ico da iolência domés ica. Abo damos o papel dos o mado es, os
possí eis g upos-al o, os obje i os da o mação e á ios a o es que in luenciam a du ação
das o mações.
Pa alelamen e, o necemos uma b e e dig essão sob e
« o mação de o mado es» pa a aqueles que são no os na
acili ação de o mações ( e 2.1.1). Con ex ualiza-se a
o ien ação especí ica a segui sob e como abo da a o es-cha e
na o mação sob e iolência domés ica. Es as no as adicionais
não subs i uem um cu so o mal de o mação de
o mado es, que ecomendamos i amen e pa a ga an i
sessões de al a qualidade, in e a i as e especí icas pa a o
público.
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2.1.1 Em esumo: in o mações ge ais pa a o mado es (Fo mação de Fo mado es)
Ambien e de ap endizagem segu o e solidá io:
C ie um ambien e onde os pa icipan es possam exp essa sen imen os, dú idas ou
us ações sem medo de julgamen o e juízos de alo es ou ep esália. Esse
ambien e pe mi e que os pa icipan es p ocessem emoções e adqui am
conhecimen os e compe ências que apoiam as mudanças de a i ude e compo amen o
desejadas, o que é especialmen e ele an e em con ex os de o mação sensí eis, como a
iolência domés ica. O apêndice 7.1 esume os elemen os-cha e sob e como apoia a
c iação e manu enção de um ambien e de ap endizagem segu o. Es as eg as podem se
de inidas an ecipadamen e pelo o mado ou aco dadas com os pa icipan es no início. A
con idencialidade («o que é di o aqui, ica aqui») é essencial e não negociá el. Também pode
se ú il aco da sinais pa a indica quando são necessá ias pausas, sublinhando que os
p ocessos de ap endizagem eque em empo e espaço pa a se em e icazes. Ou as eg as
ú eis incluem espei a pe spe i as di e sas, e i a linguagem julgado a e pe mi i que odos
enham a opção de ala ou pe manece em silêncio quando acha em ap op iado.
O papel do o mado
Os o mado es de em usa os seus conhecimen os e compe ências pedagógicas pa a
o ien a a ap endizagem, inco po ando o compo amen o posi i o que desejam ansmi i ( e
capí ulo 2.2).
Facili a o mações e icazes
Uma acili ação bem-sucedida eque uma combinação de compe ências de comunicação,
conhecimen o de mé odos de o mação e comp eensão de quais os mé odos escolhe pa a
obje i os especí icos ( e Apêndice 7.2 pa a mais in o mações), g upos-al o ( e capí ulo
2.3), bem como uma ele ada compe ência em ges ão do empo pa a moni o iza o p ocesso
de o ma e icaz. Ao abalha em dupla com ou o o mado , p a ique uma co- acili ação e icaz,
planeando as ansições, modelando a colabo ação e p es ando apoio mú uo du an e
dinâmicas de g upo desa ian es.
Fo ma os de o mação
Os o ma os de o mação e e em-se às di e en es o mas como o con eúdo da o mação
pode se minis ado ou expe imen ado. Fo mações, wo kshops, seminá ios e pales as são
os o ma os mais u ilizados. As suas ca ac e ís icas, equisi os e exemplos são ap esen ados
na Tabela 4.
Todos os o ma os podem se o e ecidos num ní el in odu ó io, pa a o nece
conhecimen os sob e um complexo emá ico ou mesmo pa a se concen a em aspe os
(al amen e) especí icos. Es es o ma os podem a ia adicionalmen e dependendo da
composição do g upo (homogéneo e sus he e ogéneo) e do ambien e de ap endizagem
(o line, online, híb ido) e êm odas as suas an agens e des an agens. Consul e a Tabela 5
pa a uma isão ge al das an agens e des an agens.
Requisi os pa a a implemen ação da o mação
A implemen ação bem-sucedida das o mações depende de á ios a o es elacionados com
os pa icipan es, o con eúdo, a ges ão do empo e os ecu sos, po isso ajus e o o ma o em
con o midade:
• G upo-al o: O con eúdo e os mé odos de o mação de em se adap ados à expe iência
p o issional dos pa icipan es (po exemplo, ase de es udo, ca go), hábi os de
ap endizagem e de abalho, desc ição do abalho e esponsabilidades, comp eensão do
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papel, conhecimen os p é ios, mo i ações, expec a i as, in e esses e alo es. A
e minologia de e se ajus ada pa a co esponde à linguagem amilia do g upo,
especialmen e se os pa icipan es ie em de o ganizações ou con ex os especí icos ( eja
mais in o mações no capí ulo 2.3 sob e g upos-al o).
• Composição do g upo: A o mação pode se minis ada a ní el ins i ucional com
pa icipan es da mesma o ganização ou de o ganizações di e en es, in e na ou
ex e namen e, e, em g upos homogéneos ou he e ogéneos, cada um com an agens e
des an agens ( e ambém o capí ulo 2.4, Tabela 2). G upos mul ip o issionais podem
acili a a ans e ência de conhecimen o e melho a a coope ação, mas exigem mais
empo e oca de ido às di e en es conceções e de inições de iolência domés ica,
di e en es ní eis de conhecimen o e os di e sos papéis e limi ações que os pa icipan es
êm den o de suas p o issões, dos quais ou os o mandos mui as ezes não êm plena
consciência. Pa a os o mado es, é essencial es abelece um e eno comum e um
en endimen o compa ilhado, e abo da dinâmicas de g upo po encialmen e desa iado as.
G upos homogéneos são mais áceis de ge i pa a os o mado es, mas é necessá io
p es a a enção pa a ga an i que odos os pa icipan es se sin am segu os pa a pa icipa .
Quando os pa icipan es p o êm de di e en es ní eis hie á quicos, expe iências p á icas
ou ní eis de educação, o o mado de e incen i a odos os pa icipan es a pa ilha as
suas expe iências e pensamen os de o ma iguali á ia, e i ando julgamen os ou domínio.
O incen i o posi i o ambém pode se bené ico pa a o ma g upos in e disciplina es, co,
o in ui o de amplia a comp eensão de di e en es pe spe i as e á eas de esponsabilidade.
• C onog ama: O planeamen o do empo de e conside a o amanho do g upo (o ideal
é um g upo com menos de 15 pessoas) e o his ó ico pa a aloca empo su icien e pa a
as discussões e a i idades. Al e na ases ecep i as (con ibuições) e a i as (discussões
em g upo, exe cícios indi iduais e em g upo) p omo e o en ol imen o e a comp eensão
( e capí ulo 2.5). Os o ma os podem di e i em elação à alocação do empo de
o mação (uma única o mação e sus á ios dias de o mação com ou sem in e alos
en e eles). Se as sessões de o mação se es ende em po um pe íodo mais longo, é
aconselhá el ese a empo pa a que os pa icipan es ecapi ulem e pa ilhem as suas
expe iências no início de um dia de o mação subsequen e. Também pode usa o empo
en e as sessões pa a apoia a ans e ência da ap endizagem pa a a p á ica. Isso pode
inclui a e as e lexi as, pa ilha de no as expe iências com um pa cei o de
esponsabilidade em in e alos de inidos ou discussões em g upo po meio de pla a o mas
de ap endizagem, como o Moodle.
• Ins uções e anspa ência: Os pa icipan es de em se cla amen e in o mados sob e a
agenda, os obje i os e a ele ância do con eúdo da o mação an es e du an e a o mação.
Ins uções esc i as pa a os exe cícios são acili ado es da pa icipação.
Equipamen o e ma e iais de o mação
Equipamen os espaciais e de mídia adequados são essenciais pa a um ambien e de
ap endizagem con o á el e e icaz. Os o mado es ge almen e p ecisam de:
• Plano de o mação com obje i os, con eúdo e c onog ama
• Lis a de pa icipan es
• Folhe os com ins uções esc i as pa a exe cícios e e lexões
• Fichas in o ma i as adap adas à o mação académica e p o issional dos pa icipan es;
es as de em se u ilizadas a i amen e du an e a o mação
• Slides em Powe Poin pa a cada módulo, adap á eis con o me necessá io
• Flipcha , cane as e ou os ma e iais, con o me necessá io
• Elemen os essenciais pa a a ap esen ação: compu ado po á il, p oje o , ec ã e
al i alan es ex e nos, se necessá io
• Ques ioná ios ou o mulá ios de a aliação ( e Apêndices 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3)
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A aliação
É impo an e a alia se a o mação es á a cump i os seus obje i os e se es á a e um
impac o posi i o nos pa icipan es. O e o no dos pa icipan es de e se inco po ado em
u u as sessões de o mação, a im de melho a con inuamen e a qualidade e a e icácia da
o mação ( e capí ulo 5 e Apêndice 7.4 pa a um ques ioná io que pode se u ilizado pa a
a aliações de o mação).
T abalho con a ado
Se a o mação i e sido solici ada po uma o ganização, es a de e se concebida em es ei a
coope ação en e a o ganização e o o mado .
Lis a de e i icação: Uma lis a de e i icação pa a a p epa ação da o mação em iolência
domés ica pode se encon ada no Apêndice 7.5
2.2 Papel dos o mado es
O p incipal obje i o dos o mado es é ensina ges o es,
p o issionais, es udan es e ou os o mado es a econhece e
esponde adequadamen e à iolência domés ica, a im de p es a
o melho apoio possí el às í imas.
Pa a apoia adequadamen e os o mandos, os o mado es
de em:
 Adap a a o mação ao g upo-al o, endo em con a os seus conhecimen os p é ios,
necessidades, unções especí icas, desc ição de unções e esponsabilidades no
con ex o da iolência domés ica, dimensão do g upo de o mação, du ação da
o mação, hábi os e p e e ências de ap endizagem ao desen ol e um concei o de
o mação me odologicamen e di e si icado.
 C ia um ambien e de ap endizagem segu o, especialmen e dada a sensibilidade
dos emas elacionados com a iolência domés ica; os o mado es de em sabe como
lida com os pa icipan es que e elam a sua p óp ia expe iência de iolência
domés ica.
 Da o exemplo de compo amen o p o issional, incluindo comunicação espei osa
e egulação emocional.
 Facili a a ap endizagem, o ien ando os o mandos a a és da es u u a da o mação,
concei os-cha e, discussões e e lexões.
 Se cul u almen e sensí el nas suas o mações.
 Supe isiona a dinâmica do g upo e ajus a os mé odos con o me necessá io pa a
apoia a ap endizagem e a segu ança.
 P omo e o diálogo e o in e câmbio en e os pa icipan es.
 P omo e a empa ia e a comp eensão in o mada sob e aumas nas discussões e
exe cícios.
 Incen i a a au oconsciência e a e lexão c í ica, po exemplo, sob e p econcei os,
es e eó ipos, a i udes p o issionais, au ocuidado e a cul u a do e o p o issional.
 Ap esen a e discu i e amen as, mé odos e es u u as pa a melho a a espos a à
iolência domés ica.
 Apoia o desen ol imen o de compe ências p á icas, ais como a aliação de
casos, comunicação e encaminhamen o.
 A alia a o mação pa a ga an i a sua qualidade.
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Os seguin es módulos são o e ecidos na pla a o ma de o mação:
• Módulo 1: Fo mas e dinâmicas da iolência domés ica
• Módulo 2: Indicado es de iolência domés ica
• Módulo 3: Comunicação em casos de iolência domés ica
• Módulo 4 (Polícia): In es igação policial e p ocessos judiciais
• Módulo 4 (Se o da saúde): A aliação médica e ob enção de p o as
• Módulo 4 (Se o social): Se iços de apoio do se o social
• Módulo 4 (Se o ju ídico): In es igação e p o eção das í imas
• Módulo 5: A aliação de iscos e planeamen o de segu ança
• Módulo 6: No mas in e nacionais e quad os ju ídicos na Eu opa
• Módulo 7: P incípios da coope ação in e o ganizacional em casos de iolência
domés ica
• Módulo 8: Es e eó ipos e p econcei os inconscien es
• Módulo 9: Au ocuidado
A Tabela 3 ap esen a a lis a dos dez módulos com hipe ligações pa a os á ios se o es
p o issionais, bem como as secções com os ma e iais de o mação.
Todos os módulos es ão in e ligados com e e ências c uzadas. Exis em ambém
hipe ligações den o dos módulos pa a acili a a na egação e a explo ação mais ap o undada
de ópicos especí icos. A es u u a modula da pla a o ma de o mação pe mi e aos
o mado es seleciona obje i os especí icos pa a uma o mação, u ilizando as espe i as
pa es de di e en es módulos ou um módulo indi idual. Des a o ma, a o mação pode se
adap ada às lacunas de conhecimen o ou compe ências e às necessidades de di e en es
g upos-al o, ais como, po exemplo, agen es da polícia, médicos de clínica ge al e
p o esso es. Além disso, os o mado es podem adap a o con eúdo e os exe cícios dos
módulos ao seu p óp io es ilo e necessidades de o mação.
Tabela 3: Se o e módulos disponí eis com links
Se o Módulos disponí eis com links
Se o policial • Módulo 1: Fo mas e dinâmicas da iolência
• Módulo 2: Indicado es de iolência domés ica
• Módulo 3: Comunicação em casos de iolência domés ica
• Módulo 4: In es igação policial e p ocessos judiciais
• Módulo 5: A aliação de iscos e planeamen o de segu ança
• Módulo 6: No mas in e nacionais e quad os ju ídicos na
Eu opa
• Módulo 7: P incípios da coope ação in e o ganizacional em
casos de iolência domés ica
• Módulo 8: Es e eó ipos e p econcei os inconscien es
• Módulo 9: Au ocuidado
• Dados e es a ís icas
• Ma e iais de o mação dos módulos
• Reposi ó io de ma e iais de o mação
Se o da saúde
•
Módulo 1: Fo mas e dinâmicas da iolência domés ica

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• Módulo 2: Indicado es de iolência domés ica
• Módulo 3: Comunicação em casos de iolência domés ica
• Módulo 4: A aliação médica e ob enção de p o as
• Módulo 5: A aliação de isco e planeamen o de segu ança
• Módulo 6: No mas in e nacionais e quad os ju ídicos na Eu opa
•
Módulo 7: P incípios da coope ação in e o ganizacional em
casos de iolência domés ica
• Módulo 8: Es e eó ipos e p econcei os inconscien es
• Módulo 9: Au ocuidado
• Dados e es a ís icas
• Ma e iais de o mação dos módulos
• Reposi ó io de ma e iais de o mação
Se o social • Módulo 1: Fo mas e dinâmicas da iolência domés ica
• Módulo 2: Indicado es de iolência domés ica
• Módulo 3: Comunicação em casos de iolência domés ica
• Módulo 4: Se iços de apoio do se o social
• Módulo 5: A aliação de isco e planeamen o de segu ança
• Módulo 6: No mas in e nacionais e quad os ju ídicos na Eu opa
• Módulo 7: P incípios da coope ação in e o ganizacional em
casos de iolência domés ica
• Módulo 8: Es e eó ipos e p econcei os inconscien es
• Módulo 9: Au ocuidado
• Dados e es a ís icas
• Ma e iais de o mação dos módulos
• Reposi ó io de ma e iais de o mação
Se o ju ídico • Módulo 1: Fo mas e dinâmicas da iolência domés ica
• Módulo 2: Indicado es de iolência domés ica
• Módulo 3: Comunicação em casos de iolência domés ica
• Módulo 4: Acesso à jus iça
• Módulo 5: A aliação de isco e planeamen o de segu ança
• Módulo 6: No mas in e nacionais e quad os ju ídicos na Eu opa
• Módulo 7: P incípios da coope ação in e o ganizacional em
casos de iolência domés ica
• Módulo 8: Es e eó ipos e p econcei os inconscien es
• Módulo 9: Au ocuidado
• Dados e es a ís icas
• Ma e iais dos módulos
• Reposi ó io de ma e iais de o mação
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3.2 Foca em habilidades, capacidades e compe ências especí icas
Os ma e iais de o mação são adap ados aos conhecimen os, a i udes (incluindo
mo i ação e alo es) e compo amen os (incluindo ap idões, capacidades e
compe ências) dos p o issionais. Is o es á cla amen e p e is o nos concei os de o mação,
bem como no concei o ge al da pla a o ma de o mação IMPROVE.
Conhecimen o:
• P omo e a comp eensão da dinâmica da iolência domés ica, incluindo as á ias
o mas que pode assumi ( ísica, psicológica, sexual, inancei a, e c.). Módulo 1
(polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
• Ap o unda o conhecimen o do quad o ju ídico e dos di ei os das í imas, bem
como das ob igações dos p o issionais em denuncia e lida com a iolência
domés ica. Módulo 6 (polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
• Sensibiliza pa a os sis emas e ecu sos de apoio disponí eis pa a as í imas,
incluindo ab igos, se iços de aconselhamen o e assis ência ju ídica. Módulo 4
(polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
A i udes:
• P omo e a empa ia e a sensibilidade pa a com as í imas, econhecendo o
impac o psicológico da iolência domés ica. Módulo 3 (polícia, se o médico,
se o social, se o ju ídico)
• Desa ia es e eó ipos e conceções e adas sob e a iolência domés ica, ais como
a i udes de culpabilização da í ima. Módulo 8 (polícia, se o médico, se o
social, se o ju ídico)
• Incen i a uma abo dagem cen ada na í ima que p io ize a segu ança e o bem-
es a da í ima ( odos os módulos), mas ambém o bem-es a dos soco is as e
p o issionais da linha de en e (au ocuidado) ao abalha com í imas de iolência
domés ica. Módulo 9 (polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
Compo amen os:
• Desen ol e compe ências p á icas pa a iden i ica e esponde a sinais de
iolência domés ica Módulo 2 (polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
• A alia o isco. Módulo 5 (polícia, se o médico, se o social, se o ju ídico)
• Melho a as compe ências de comunicação pa a in e agi com as í imas ( aze
com que se sin am ou idas e apoiadas). Módulo 3 (polícia, se o médico, se o
social, se o ju ídico)
• Implemen a as melho es p á icas pa a a ecolha/documen ação de p o as em
casos de iolência domés ica. Módulo 4 (polícia, se o médico, se o social, se o
ju ídico)
• Fo alecimen o da coope ação in e ins i ucional. Módulo 7 (polícia, se o médico,
se o social, se o ju ídico)
4. Abo dagens me odológicas
A pla a o ma de o mação inclui di e en es abo dagens didá icas, desde explicações eó icas
a exe cícios o ien ados pa a a p á ica. O obje i o é pe mi i uma ap endizagem in e a i a.
Du an e o desen ol imen o da o mação, o am en idados g andes es o ços pa a inclui o
máximo de in o mação possí el. No en an o, a ní el eu opeu, nem semp e oi possí el
o nece ma e ial adicional adequado aos con ex os nacionais especí icos pa a acompanha
o con eúdo ex ual ab angen e. Quando os o mado es abalham com a e são nacional
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do seu con ex o de o mação, são enco ajados a
o nece in o mações e ma e iais adicionais ele an es
pa a o espe i o g upo-al o e pa a o con ex o
egional/nacional.
A maio ia dos módulos es á es u u ada de o ma que a
in o mação seja ap esen ada no início, seguida de
opo unidades pa a e lexão e discussão. A inclusão das
expe iências e pe ceções dos o mandos, especialmen e no
que diz espei o aos es udos de caso, acili a a c iação de
uma a mos e a de ap endizagem in e a i a.
4.1 A iolência domés ica como ema de ensino
A iolência domés ica pode se um ema di ícil de ensina , pois é um ema sensí el e
ca egado de emoção. Assim, di e en es si uações, emas ou dinâmicas de g upo podem
in luencia a qualidade da o mação e o bem-es a dos pa icipan es. Alguns desses a o es
de in luência e ideias pa a lida com ais si uações es ão lis ados abaixo.
Ambien e de ap endizagem segu o e solidá io
C ia um ambien e de ap endizagem segu o e solidá io é uma das
a e as e desa ios mais impo an es no abalho em g upo, e é um
equisi o impo an e pa a uma o mação sob e iolência domés ica.
Empa ia, abe u a e capacidade de pa ilha expe iências são
compe ências sociais impo an es a omen a . Os pa icipan es
de em se enco ajados a exp essa as suas opiniões abe amen e e
a pa icipa em exe cícios de g upo. O papel do o mado é acili a a
in e ação en e os pa icipan es pa a a ingi os obje i os e c ia um
ambien e cons u i o. Um abalho em g upo e icaz inclui o
en ol imen o a i o de odos. Além disso, são necessá ias boas compe ências de
comunicação, ais como ou i a i amen e, aze pe gun as escla ecedo as, usa ases na
p imei a pessoa, da con ibu os signi ica i os, espei a as opiniões dos ou os e da
espos as educadas. O Apêndice 7.1 esume como se pode ga an i um ambien e de o mação
segu o.
Pa icipan es como í imas, es emunhas ou au o es de iolência
Pa a os o mado es, é impo an e lemb a que alguns dos pa icipan es podem se
í imas, es emunhas ou au o es de iolência domés ica. Pa a esses pa icipan es, alguns
dos ópicos discu idos na o mação podem se pa icula men e di íceis e, po an o, é essencial
que os o mado es es ejam p epa ados pa a ais si uações. Em qualque caso, a linguagem
u ilizada de e se espei osa e não pejo a i a. No en an o, de e se assumida uma posição
cla a con a a iolência.
Como eg a de ou o, qualque pe u bação do p ocesso de ap endizagem de e se
a endida. No início de uma sessão de o mação, é impo an e abo da o ac o de que a
iolência domés ica é uma ques ão sensí el que pode a e a qualque pessoa. Pode suge i
que eles podem semp e con ac á-lo em pa icula após e/ou du an e os in e alos da aula ou
sai do cu so sem mais explicações. Uma es a égia de apoio nesses casos pode se con ida
os pa icipan es a ala sob e as suas expe iências de iolência e a sua si uação emocional
em pa icula . A con e sa pode oco e an es da sessão de o mação, du an e o in e alo ou
após o é mino da sessão. O o mado , conside ando as ci cuns âncias, de e ques iona o
pa icipan e sob e se ele p e e e con inua , aze uma pausa ou abandona a o mação.
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Ensina /Fo ma sob e o ema da iolência domés ica ambém pode p o oca medo ou
esis ência nos o mandos, o que pode se exp esso como c í icas ou ou as mani es ações
de desap o ação du an e o cu so. Nesse caso, uma es a égia possí el pode ia se esumi o
exe cício no amen e, des aca e e o ça os pon os p incipais da discussão, pedi a opinião
do g upo ou lemb a ao g upo/pa icipan e em ques ão as eg as. Também pode ajuda
econhece a esis ência e comen a de manei a amigá el. Se a si uação não o ul apassada,
de e-se p ocu a con e sa du an e um in e alo.
Es e eó ipos e p econcei os inconscien es no con ex o da iolência domés ica
O con eúdo da o mação oi concebido pa a incen i a e desa ia os pa icipan es a pensa e
a ala sob e iolência domés ica. Os emas cen ais nes e con ex o dizem espei o à pe ceção
dos pa icipan es sob e a iolência, bem como às suas a i udes em elação a ela. No con ex o
da iolência domés ica, os es e eó ipos e p econcei os podem desempenha um papel
signi ica i o na o ma como os indi íduos pe cebem as í imas e os ag esso es de
iolência domés ica e como espondem a inciden es de iolência.
Os es e eó ipos e p econcei os inconscien es no con ex o da iolência domés ica podem
inclui :
• Culpa a í ima pela iolência, ques iona se a í ima causou a iolência a a és do
seu p óp io compo amen o ou pe gun a po que azão a í ima não abandonou
simplesmen e a si uação de iolência.
• P esumi que homens ou idosos não podem se í imas de iolência domés ica, ou
que ce os g upos cul u ais ou eligiosos ole am ou a é enco ajam a iolência
domés ica.
• Não ac edi a na í ima po que ela em uma de iciência ou incapacidade.
• Espe a que a iolência domés ica seja causada po si uações excecionais, como
abuso de álcool ou ciúmes.
• P esumi que os ag esso es são semp e ag essi os e udes, quando, na ealidade,
podem pa ece simpá icos e gen is.
• Concen a -se na punição do ag esso , desconside ando as necessidades e a si uação
da í ima.
• P esumi que a sepa ação/di ó cio po si só é uma solução segu a pa a acaba com a
iolência.
• Ac edi a que a iolência domés ica não oco e no con ex o da sua p o issão, no seu
ambien e ou que lida com ela não é da sua esponsabilidade.
Os es e eó ipos e p econcei os podem e consequências g a es pa a as í imas de
iolência domés ica, pois podem impedi-las de p ocu a ajuda ou de se em le adas a
sé io, co endo assim o isco de causa uma escalada da iolência ou mesmo coloca
a sua ida em pe igo. A o mação au odidá ica (→ Módulo 8 (polícia, se o médico, se o
social, se o judicial)) incen i a os o mado es e pa icipan es a e le i sob e os es e eó ipos
e p econcei os que podem es a subjacen es às suas p óp ias pe ceções, opiniões, a i udes
e eações.
Sigilo p o issional e p o eção de dados
Se u iliza os seus p óp ios casos, de e ica cla o que os nomes eais e os de alhes de casos
indi iduais de em se e i ados e anonimizados. Qualque in o mação e elada pelos
pa icipan es não de e sai da o mação, uma ez que os emas são sensí eis e exigem es i a
con idencialidade.
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4.2 Requisi os de o mação
O obje i o a longo p azo é que o con eúdo da ap endizagem não seja apenas
comp eendido, mas ambém i memen e anco ado, in e io izado, lemb ado de o ma
sus en á el e ão p agmá ico que seja aplicá el na p á ica. Assim, o con eúdo da
o mação é concebido pa a pe mi i um abalho in e a i o p incipalmen e em g upos
(módulos 1-7, 10), mas ambém no au oes udo (módulos 8, 9). Os o ma os em g upo
p omo em, idealmen e, expe iências de ap endizagem in e a i as e ime si as, nas quais os
pa icipan es podem in e agi uns com os ou os, enquan o os módulos de au oap endizagem
pe mi em que os pa icipan es abalhem ao seu p óp io i mo e de aco do com os seus
p óp ios in e esses.
A acessibilidade das o mações ambém é um a o impo an e: os webina s e os ambien es
de ap endizagem híb idos podem p opo ciona opções de o mação mais acessí eis e
con enien es pa a aqueles que não podem pa icipa em e en os p esenciais. Além disso,
pla a o mas de o mação como a pla a o ma de o mação IMPROVE podem se i como
mapas cogni i os an o pa a os o mandos como pa a os o mado es. Pe mi em a
ap endizagem au odi igida a um i mo indi idual, pe mi indo aos pa icipan es e isi a ópicos
e acede a ecu sos con o me necessá io.
Simul aneamen e, os o mado es podem usa a
pla a o ma pa a se o ien a em, iden i ica em
conhecimen os po enciais ou comp eende em
lacunas em elação a aspe os especí icos e explo a
uma a iedade de mé odos didá icos que possam
e igno ado.
Ao planea uma o mação sob e iolência domés ica, é
necessá io conside a á ios equisi os em elação ao
con eúdo, a im de ga an i um ambien e de
ap endizagem e icaz e segu o, bem como uma abo dagem pe sonalizada pa a a ende às
di e sas necessidades dos di e en es g upos-al o.
 P ecisão: A o mação de e o nece in o mações p ecisas e a ualizadas sob e a
dinâmica da iolência domés ica, incluindo as suas á ias o mas, o seu impac o nas
í imas e nos seus ilhos, bem como os se iços ju ídicos e sociais disponí eis pa a
os apoia .
 Sensibilidade: A o mação de e se minis ada de o ma sensí el (ao auma) e
espei osa. De e-se e i a linguagem es igma izan e e espei a as di e sas o igens e
cul u as das pessoas a e adas pela iolência domés ica.
 Aplicabilidade: A o mação de e se ele an e e aplicá el ao con ex o e às
necessidades especí icas dos pa icipan es, sejam eles ges o es, p o issionais ou
es udan es.
 P a icidade: A o mação de e se p á ica e o nece es a égias pa a esponde a
inciden es de iolência domés ica, incluindo como econhece os sinais e sin omas,
como o nece apoio e encaminhamen os e como desen ol e planos de segu ança
pa a as í imas.
 A aliação: A o mação de e se a aliada egula men e pa a ga an i que es á a
cump i os seus obje i os e que es á a e um impac o posi i o nos pa icipan es. O
e o no dos pa icipan es de e se inco po ado em u u as sessões de o mação pa a
melho a con inuamen e a qualidade e a e icácia da o mação.

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4.3 Fo ma os e mé odos de o mação
Os o ma os de o mação e e em-se às di e en es o mas como o con eúdo da
o mação pode se minis ado ou expe imen ado. Os o mado es podem escolhe en e
á ios o ma os pa a melho apoia os pa icipan es a acede ao con eúdo, explo a o ema,
comp eende os pon os-cha e e desen ol e as suas p óp ias espos as. Os mais u ilizados
no con ex o da ansmissão de conhecimen os sob e iolência domés ica são o mações,
wo kshops, seminá ios e pales as ( e Tabela 4 abaixo pa a uma isão ge al das p incipais
ca ac e ís icas des es o ma os, exemplos e
equisi os). No Apêndice 7.2, es ão esumidas as
an agens, aplicações e equisi os dos á ios
mé odos de o mação que podem se u ilizados
pa a o mações sob e iolência domés ica.
Os o ma os de o mação de em se consis en es
com o p óp io es ilo de o mação, as
necessidades dos pa icipan es e os obje i os da
o mação, po exemplo, desen ol e ce as a i udes, compe ências, conhecimen os e
habilidades.
Pa a odos os o ma os de o mação, de e-se de ini p imei o:
• Que emas p e ende abo da ?
• Quan o empo em disponí el?
• O que espe a que os pa icipan es ap endam?
Tabela 4: Fo ma os ípicos de o mação, ap esen ados com as suas p incipais
ca ac e ís icas, exemplos e equisi os.
Fo ma o de o mação Exemplo Requisi o
Fo mações
Um p ocesso de
ap endizagem es u u ado e
p á ico, concebido pa a al e a
compo amen os e melho a
compe ências especí icas.
Uma sessão de o mação
sob e cuidados in o mados
sob e aumas pa a
p o issionais, ensinando e
p a icando com eles écnicas
especí icas pa a in e agi
com sob e i en es de
iolência domés ica.
• Reque o mação
pa a acili a
o mações,
especialmen e
conhecimen o de
uma a iedade de
mé odos
• Reque conhecimen o
do mundo p á ico dos
pa icipan es, bem
como do quad o
eó ico do con eúdo
da o mação
Wo kshops
Uma sessão colabo a i a em
que um mode ado o ien a um
g upo pa a desen ol e
cole i amen e uma solução ou
Um wo kshop pa a os alunos
c ia em um plano de
sensibilização da
comunidade pa a a iolência
domés ica.
• Reque o mação
pa a mode a
p ocessos de g upo e
ap esen a os
esul ados
• Reque conhecimen o
da es u u a/con ex o
especí ico pa a o qual
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abo dagem pa a um
p oblema.
Um wo kshop
mul ip o issional pa a
p o issionais es abelece em
uma base comum pa a
coope ação.
uma solução de e se
elabo ada
Seminá ios
Um o ma o mais o mal,
conduzido po um ins u o ,
u ilizando á ios mé odos
in e a i os, pa a a ingi os
obje i os de ap endizagem,
equen emen e e i icados
a a és de uma a aliação
inal.
Um seminá io sob e o
impac o psicológico da
iolência domés ica,
o necendo e discu indo uma
isão ge al dos esul ados da
in es igação.
• Reque conhecimen o
cien í ico, quali icação
didá ica e,
idealmen e,
conhecimen os
p á icos.
Pales as
Um mé odo de ap endizagem
o mal em que um
especialis a az uma
ap esen ação pa a um g ande
g upo, p incipalmen e pa a
o nece conhecimen os
básicos e in o mações
con ex uais.
Uma pales a sob e os
quad os ju ídicos da
in e enção na iolência
domés ica, incluindo es udos
de caso e deba es.
• Reque ele ada
especialização no
ema
• Reque um o ado
inspi ado e,
idealmen e, ecu sos
isuais que ajudem a
man e a a enção dos
alunos
• Reque
conhecimen os
didá icos no que diz
espei o à a i ação de
mé odos e es pa a
g andes g upos
A Tabela 5 desc e e di e en es o ma os de o mação com as suas an agens e
des an agens pa a ajuda os pa icipan es a ob e no as in o mações, e le i sob e a i udes
e p a ica compe ências.
Tabela 5: Fo ma os de o mação com as suas an agens (p ós) e des an agens (con as).
Fo ma o de o mação P ós Con as
Wo kshops
• Al amen e in e a i os e
pa icipa i os
• P omo e soluções
no as/p á icas pa a
p oblemas especí icos
• Melho a a colabo ação
• C ia um sen imen o de
pe ença ao g upo
• Pode não ap o unda
o conhecimen o
eó ico
• Os esul ados podem
a ia de aco do com
a dinâmica do g upo
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Seminá ios
• Ca ac e izados po uma
ap endizagem
es u u ada e o ganizada
• Ampla gama de mé odos
didá icos in e a i os
aplicá eis
• P opo ciona uma boa
base eó ica
• P omo e a
comp eensão e a
empa ia
• Os pa icipan es
podem e di e en es
ní eis de
en ol imen o
• Pode se menos
ocado na aplicação
p á ica imedia a
Pales as
• Fácil de o ganiza
• Económicas pa a g upos
g andes
• Manei a e icien e de
ansmi i uma g ande
quan idade de
in o mações/uma base
eó ica sólida
• Di ícil de adap a às
necessidades
indi iduais de
ap endizagem
• Baixa in e ação pode
eduzi a e lexão
sob e o con eúdo
• Além disso, a
ap endizagem
passi a pode eduzi
a mo i ação e a cu a
de ap endizagem
• Menos oco na
aplicação p á ica
imedia a
Va iações do o ma o de
o mação
Fo ma os online
( o mação, wo kshop,
seminá io, pales a)
• Acessibilidade
• In e ação e
in e câmbio mais
limi ados
• Desa ios pa a a alia
a comp eensão
• Possí eis
pe u bações écnicas
Au oap endizagem online
• Acessibilidade
• Ap ende ao seu p óp io
i mo
• Fácil a ualização
• Sem in e ação
• Sem oca
• Desa ios pa a a alia
a comp eensão
Fo ma os mul ip o issionais
• Amplia a pe spe i a
• P omo e a ole ância, a
empa ia e as
compe ências de
comunicação
• Melho a a colabo ação
• P opo ciona expe iência
p á ica
• Reque coo denação
com á ias p o issões
• Pode e a da o
p og esso, uma ez
que é necessá io
es abelece p imei o
uma base comum
(po exemplo,
esolução de
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p oblemas e
conhecimen os)
Fo ma os de o mação
especializada (po exemplo,
cuidados in o mados sob e
aumas, ecolha de p o as
o enses, compe ência
cul u al)
• Foca em con eúdo
especializado
• Aumen a a sensibilidade
• Pode exigi o mação
(signi ica i a) po
pa e do acili ado do
o ma o
4.4 Ma e iais de o mação e e amen as didá icas
Os ma e iais de o mação são os con eúdos digi ais
o necidos pa a a o mação, ais como olhe os, ídeos,
ecu sos isuais ou ques ioná ios. Des inam-se
p incipalmen e a ansmi i in o mações ou p opo ciona
p á ica, enquan o as e amen as didá icas são
p incipalmen e os mé odos que apoiam e p omo em
a i amen e o p ocesso de ap endizagem. Es as podem inclui
elemen os in e a i os, ais como exe cícios de e lexão ou
es udos de caso.
É possí el u iliza uma a iedade de ma e iais de o mação e
e amen as didá icas pa a melho a uma expe iência de
ap endizagem a i ado a:
• Visuais: Os isuais podem se usados, po exemplo, na o ma de ca azes ou slides
do Powe Poin . Es es podem ilus a o con eúdo da ap endizagem, es imula a
discussão e, assim, acili a a memo ização do que oi ap endido e discu ido. Também
podem se ú eis pa a os pa icipan es que desejam oma no as. A elabo ação de
ca ões es u u ados que de alham como agi em de e minadas si uações. Exemplos
incluem o VIPROM Med.Doc.Ca d© e o Den .Doc.Ca d© , que o necem o ien ações
sob e como documen a lesões pa a uso em ibunal.
• Folhe os: Com base nas in o mações da pla a o ma de o mação, o am concebidas
ichas in o ma i as especí icas pa a cada se o , que podem se desca egadas pa a
cada módulo. Es as podem se i como olhe os num cu so ou wo kshop.
• Es udos de caso: Fo am p epa ados es udos de caso pa a a maio ia dos módulos,
a im de o na o ema mais angí el a a és de exemplos conc e os, pe mi i
uma discussão mais o ien ada pa a a p á ica sob e possí eis in e enções e
incen i a os pa icipan es a examina c i icamen e di e en es pe spe i as e p ocessos
de omada de decisão. Eles p omo em a oca de conhecimen os, o pensamen o
c í ico e melho am o ensino a a és da análise de cená ios ealis as. No en an o, eles
eque em mode ação e alguns podem hesi a em pa ilha expe iências pessoais com
o ema da iolência domés ica.
• Cená ios de pacien es simulados: Emp ega a o es p o issionalmen e einados
pa a e a a de o ma ealis a í imas de iolência domés ica, ajudando
es udan es de medicina e p o issionais a econhece sinais emocionais e ísicos
num ambien e con olado e segu o. Es e mé odo melho a a comunicação sensí el
ao auma, pe mi indo que os alunos p a iquem in e ações empá icas sem medo de
julgamen o. Em ge al, a in eg ação de pacien es simulados nos cu ículos médicos
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 P omo a um ambien e colabo a i o e espei oso.
Incen i e uns aos ou os, pa ilhe ecu sos e abo de as discussões com espí i o de
equipa.
 Es eja a en o ao po encial impac o emocional que os ópicos podem e sob e si
pessoalmen e.
São pe mi idas pausas. Se p ecisa de sai po um momen o, sin a-se à on ade pa a
azê-lo silenciosamen e e eg essa quando es i e p on o.
 Sinalize quando o necessá ia uma pausa.
Sinalize quando uma pausa ajuda no seu p ocesso de ap endizagem.
 Comp ome a-se com a pon ualidade.
Reg esse dos in e alos a empo pa a apoia o i mo do g upo.
 Use disposi i os mó eis apenas quando o ele an e pa a a o mação.
Man enha os elemó eis em modo silencioso e, idealmen e, comple amen e o a da sua
á ea de oco.

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Anexo 7.2 Van agens, aplicações e equisi os de á ios mé odos de
o mação
Es e apêndice esume as an agens, aplicações e equisi os dos á ios mé odos de o mação
que podem se u ilizados pa a o mações sob e iolência domés ica. O documen o ambém
pode se desca egado da pla a o ma de o mação, sendo o mesmo pa a odos os se o es.
Mé odo de
o mação
Van agens
Aplicações
Requisi os
B ains o ming
• Manei a c ia i a e
es imulan e de
ob e di e en es
pon os de is a
sob e um
de e minado ema
• os pa icipan es são
con idados a
con ibui com as
suas associações e
espos as a uma
de e minada ques ão
ou concei o
• inicialmen e, apenas
ano adas pelo
o mado , sem
se em discu idas
• Após o p ocesso de
ecolha, o g upo
começa a analisa ,
es u u a e discu i
em conjun o o que
oi ecolhido
• dependendo da
pe gun a ou
p oblema, cinco
a dez minu os
podem se
su icien es
• Documen e as
soluções, po
exemplo, em
ca ões de
mode ação ou
lipcha , pa a
apoia a
discussão
Discussões
• mé odo
undamen al de
ap endizagem
in e a i a e
pa icipa i a
• C ia a
possibilidade de
inclui uma
a iedade de
pe spe i as,
expe iências e
es a égias
• Aumen a a
ele ância p á ica
da o mação
• as pe gun as são
concebidas an o
pa a o au oes udo
como pa a o abalho
em g upo
• an es da o mação,
as pe gun as de em
se e is as
• decidi se as
pe gun as p ecisam
de se adap adas ou
adicionadas pa a
alcança o p ocesso
de ap endizagem
p e endido com o
g upo-al o
especí ico
• pense
an ecipadamen e
nas possí eis
espos as dos
pa icipan es, a im
• planeie empo
su icien e pa a
e lexão
• o o mado
p ecisa de se
lexí el e
esponde a
ópicos e
in o mações
pa a os quais
não es á
p epa ado
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de inclui os pon os
impo an es a se em
discu idos na
o mação (mesmo
que eles não su jam
na discussão)
T abalho em
g upo
• pode ajuda a
en ol e
a i amen e mais
pa icipan es
• dá espaço pa a
aqueles que não
gos am de ala em
g upos maio es
• as con ibuições
dos alunos, ais
como
ap esen ações,
ca azes e
discussões,
p opo cionam
opo unidades
pa a uma
pa icipação a i a
e ajudam a
e o ça a
ap endizagem
• dependendo dos
pa icipan es e dos
ópicos abalhados,
os g upos podem
abalha sozinhos
ou com o apoio do
o mado
• os g upos podem se
con idados a
nomea um po a-
oz que ap esen a á
os esul ados do
abalho em g upo
pos e io men e
• O papel do
o mado é
en ão ga an i
que o empo
não seja
excedido
• ajuda com
quaisque
pe gun as ou
p oblemas
Es udos de
caso
• Combina dois
mé odos: a análise
do caso em si e a
discussão sob e o
mesmo
• P omo a o
pensamen o c í ico
e as compe ências
de esolução de
p oblemas.
• capaci a pa a
oma decisões ou
aze a aliações e
desen ol e
soluções com base
nas in o mações
disponí eis
• ajudam os
pa icipan es a
ans e i no as
• os pa icipan es
podem elabo a
pe gun as
especí icas pa a
ob e mais
in o mações
• os pa icipan es
podem iden i ica
decisões ou
a aliações
impo an es que
p ecisam se
omadas
• os es udos de caso
ambém podem se
usados em abalhos
em g upo ou
d ama izações
• casos e icazes
são ge almen e
baseados em
cená ios
ealis as
• ap esen am
p oblemas
complexos e
não
es u u ados
que podem
con e
in o mações
i iais ou
i ele an es
• mui as ezes
não con êm
odas as
in o mações de
que um
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in o mações pa a a
p á ica
p o issional
p ecisa ia
D ama ização
• Mé odo de
ap endizagem
a i o
• pe mi e aos
pa icipan es
explo a si uações
ealis as
in e agindo com
ou os
pa icipan es num
ambien e segu o
• opo unidade de
ap ende e
pe cebe si uações
a pa i de ou as
pe spe i as
• pode se usado
pa a desen ol e
compe ências
p o issionais e
ans e i o
ap endizado pa a
a p á ica
• os pa icipan es
podem ecebe
ins uções
especí icas sob e
como se compo a
ou o que dize
• os pa icipan es
podem se
solici ados a agi e
eagi da sua p óp ia
manei a,
dependendo dos
equisi os do
exe cício
• desempenha o
ou o lado de uma
con e sa ou
in e ação
• após a
d ama ização, os
pa icipan es são
con idados a e le i
e discu i as
in e ações (po
exemplo, o mas
al e na i as de lida
com a si uação)
• se necessá io, a
d ama ização pode
se epe ida, com
al e ações ei as com
base nos esul ados
da e lexão e das
discussões
• um ambien e
segu o que
pe mi a aos
pa icipan es
assumi em o
seu papel
• As
d ama izações
eque em
empo (pelo
menos 20 a 30
minu os) e isso
p ecisa se
planejado ao
elabo a a
agenda do
cu so.
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Anexo 7.3 Exemplo gené ico de uma d ama ização sob e colabo ação
in e se o ial
Um documen o Wo d e um ichei o PDF co esponden e dessa d ama ização podem se
desca egados da nossa pla a o ma de o mação; é o mesmo pa a odos os se o es. Es a
d ama ização pode, po an o, se acilmen e adap ada às suas necessidades, uma ez que os
papéis de em se adap ados ao sis ema judicial de cada país.
Obje i os:
P a ica espos as colabo a i as e in o madas sob e o auma quando uma sob e i en e
hesi a em es emunha num p ocesso legal, especialmen e pa a ob e uma o dem de
es ição. Os pa icipan es explo a ão as esponsabilidades p o issionais, a au onomia da
sob e i en e e o apoio in e se o ial.
Du ação:
• D ama: 15 a 20 minu os
• Deb ie ing: 20–30 minu os
PARTICIPANTES (4 papéis):
1. Sob e i en e – «Leila»
2. Ad ogado/assis en e social do ibunal
3. Agen e de ligação policial pa a iolência domés ica
4. P ocu ado / Ad ogado de assis ência ju ídica
VISÃO GERAL DO CENÁRIO
Leila, 31 anos, so eu anos de abuso psicológico, iolência ísica ocasional e pe seguição po
pa e do seu ex-pa cei o, que ecen emen e apa eceu no amen e no seu local de abalho e
em sua casa. Ela egis ou a queixa na polícia, e o agen e de ligação pa a iolência domés ica
enco ajou-a a solici a uma o dem de es ição. Ela eúne-se com um ad ogado e um
p ocu ado de assis ência ju ídica pa a inicia o p ocesso. No en an o, ao se in o mada de
que pode á e de es emunha em ibunal, Leila ica com medo. Ela ica p eocupada com as
e aliações, o pe de a cus ódia dos ilhos e o não ac edi a em na sua denúncia. Ela começa
a exp essa as suas dú idas e conside a e i a o pedido.
DESCRIÇÕES DAS FUNÇÕES
Leila ( í ima de iolência domés ica)
• In eligen e, cau elosa, sob eca egada.
• Tem dois ilhos pequenos.
• Foi emocionalmen e manipulada a ac edi a que ninguém a ajuda á.
• Tem pa o do ibunal e de e aliação.
• Não em a ce eza se ale a pena co e o isco de pedi uma o dem de es ição.
• P ecisa de anquilidade, um plano de segu ança e con olo sob e as decisões.
Ad ogado / Assis en e social do ibunal
• T einado em cuidados in o mados sob e aumas.
• O seu papel é apoia Leila emocionalmen e e na p á ica.
• Que empode á-la, não p essioná-la.
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• Sabe que o es emunho legal é desa ian e, mas ac edi a que a segu ança dela
depende de segui em en e.
• Es á a en a equilib a o ealismo com a espe ança.
Agen e de ligação policial pa a iolência domés ica
• Familia izado com o his ó ico do caso de Leila.
• Ac edi a que o ex-pa cei o ep esen a um al o isco de escalada.
• Que p o ege Leila, mas pode ala em linguagem i me e ju ídica.
• Tem acesso a p o as, como ela ó ios de inciden es an e io es, o os, mensagens de
ex o.
• Não de e igno a a au onomia de Leila, mesmo que disco de da sua hesi ação.
P ocu ado ou ad ogado de apoio ju ídico
• Explica o que é legalmen e necessá io pa a ob e a o dem de es ição.
• Escla ece que pode se necessá io p es a depoimen o, dependendo da solidez do
caso.
• Equilib a as limi ações legais com a de esa cen ada na í ima.
• De e explica esul ados ealis as sem desanima Leila.
FLUXO DA DUPLA DE PAPÉIS (Es u u a suge ida)
 Cena inicial (Todos os pa icipan es numa eunião conjun a)
 Gabine e de assis ência ju ídica ou sala de p epa ação do ibunal.
 Leila exp essa on ade inicial, mas começa a ecua .
 Escalada.
 Leila ou e que pode á e de es emunha e ica emocionada.
 Ela menciona o medo de e aliação, pe da da cus ódia e de não ac edi a em nela.
 Respos a dos ou os
 O ad ogado e a polícia en am anquilizá-la e apoia a sua au onomia.
 O p ocu ado explica os seus di ei os e opções, incluindo a possibilidade de
mecanismos de p o eçao do es emunho (po exemplo, es emunha po ídeo; no a:
is o pode a ia en e países).
 Pon o de decisão.
 Leila de e decidi se con inua ou in e ompe o p ocesso de o dem de es ição.
 Os ou os in e enien es de em apoia qualque uma das decisões sem coação.
SUGESTÕES DO FACILITADOR
Du an e ou após a d ama ização, pe gun e:
• Como cada p o issional equilib ou apoio e p essão?
• Alguém in e ompeu Leila ou ez suposições?
• Que comunicação in e se o ial ajudou ou p ejudicou a con iança?
• Que ba ei as su gi am (legais, emocionais, sis émicas)?
• Quais são as opções não es emunhais que podem apoia o caso dela?
• Como os se o es podem colabo a pa a aumen a a sensação de segu ança e con olo
de Leila?
NOTAS DE SEGURANÇA
• Pe mi i que os pa icipan es «saíam» do papel se es i e em angus iados.
• O e ece exe cícios de elaxamen o ou uma b e e pausa se as emoções es i e em à
lo da pele.

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• Lemb a aos pa icipan es que o obje i o é desen ol e habilidades, não ob e um
desempenho pe ei o.
DICAS PARA O FACILITADOR
• Usa b e es o ien ações p é ias: o neça a cada pa icipan e um esumo da
pe sonagem.
• Faze uma e lexão após cada cená io com e lexões especí icas do se o e
compa ilhadas.
• Al e na os papéis en e as sessões pa a que os pa icipan es ejam á ias
pe spe i as.
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Anexo 7.4 A aliações da o mação
Anexo 7.4.1 Ques ioná io p é- o mação
Um documen o Wo d com o ques ioná io p é- o mação pode se desca egado da
pla a o ma de o mação e, po an o, pode se acilmen e adap ado às suas necessidades.
Es e ques ioná io é o mesmo pa a odos os se o es.
Aos pa icipan es:
Po a o , dedique alguns minu os pa a p eenche es e ques ioná io. As suas e lexões são
mui o aliosas pa a se p epa a pa a a o mação e ajuda -nos-ão a concebe a o mação de
aco do com as suas expec a i as e conhecimen os. As suas espos as são anónimas.
Po a o , dediquem 10 minu os pa a melho a a qualidade da o mação! Mui o ob igado pelo
osso apoio!
1. Código pessoal
C ie um código pessoal anónimo que nos pe mi a compa a as suas espos as em di e en es
e apas sem e ela a sua iden idade.
No a pa a os o mado es: O código pessoal de e basea -se em ca ac e ís icas que não
sejam iden i icá eis pela ossa o ganização/ou as pessoas com quem pa ilham os dados,
mas que pe maneçam cons an es (po exemplo, a e cei a le a do p imei o nome da ossa
mãe + mês de nascimen o + úl imo dígi o do osso código pos al, e c. + p imei a le a do nome
da ossa co a o i a, e c.). Adap em es e exemplo pa a se adequa aos equisi os legais e
cul u ais locais. Ce i iquem-se de que não deixa á ias opções de espos as.
2. In o mações demog á icas
No a pa a os o mado es: Escolha pe gun as demog á icas que cump am os equisi os
locais de p o eção de dados e ecolha apenas as in o mações essenciais pa a a análise.
Encon a exemplos no ques ioná io que se suge e u iliza di e amen e após a o mação.
3. Expec a i as, conhecimen os p é ios, desa ios
1. Conhecimen os
1.1 Como a alia o seu a ual ní el de conhecimen os sob e o ema da p óxima o mação?
☐ mui o
con ian e
☐ mui o
con ian e
☐ mui o
con ian e
☐ mui o
con ian e
☐ mui o
con ian e
1No a pa a os o mado es: A mo e speci ic al e na i e would be picking up he objec i es
sepa a ely.
Ajus e os i ens em consonance com o oco da o mação. Po exemplo, pa a econhece
os indicado es de iolência domés ica, pa a comunica com as í imas/sob e i en es,
pa a ealiza a aliações de isco.
1.2 Como classi ica as suas compe ências…
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☐
mui o
con ian e
☐
mui o
con ian e
☐
mui o
con ian e
☐
mui o
con ian e
☐
mui o
con ian e
2. Expec a i as
2.1 Qual é a ques ão ou desa io especí ico que espe a que es a
o mação o ajude a
esol e ?
2.2 Qual é a ou a ques ão ou desa io especí ico que espe a que es a o mação o ajude a
esol e ?
2.3 Quais são as suas expec a i as em elação aos bene ícios des a o mação pa a a sua
unção p o issional?
☐ mui o
al as
☐
al as ☐ neu as ☐ baixa
☐
mui o baixas
3 Comen á ios adicionais
3.1 Quais são os dois maio es obs áculos que en en a a ualmen e na sua unção
p o issional ao abo da es e ema?
3.2 Qual é um aspe o que já sabe sob e iolência domés ica que conside a mais impo an e
que os ou os comp eendam?
3.3 Algum comen á io ou suges ão pa a es a o mação?
Ob igado pela sua con ibuição!
Foi um p aze abalha consigo na o mação.
Se i e alguma dú ida, en e em con ac o com:
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Anexo 7.4.2 A aliação pós- o mação
Um documen o Wo d com o ques ioná io pós- o mação pode se desca egado da
nossa pla a o ma de o mação e, po an o, pode se acilmen e adap ado às suas
necessidades. Es e ques ioná io é o mesmo pa a odos os se o es
Aos pa icipan es:
Após pa icipa em na o mação, gos a íamos de sabe se es ão sa is ei os com a o ganização
e o con eúdo ap esen ado.
Po a o , dedique 10 minu os pa a melho a a qualidade da o mação!
Mui o ob igado pelo seu apoio!
1. Código pessoal
C ie um código pessoal anónimo que nos pe mi a compa a as suas espos as em di e en es
e apas sem e ela a sua iden idade.
No a pa a o mado es: O código pessoal de e basea -se em ca ac e ís icas que não sejam
iden i icá eis pela sua o ganização/ou os com quem pa ilha os dados, mas que pe maneçam
cons an es (po exemplo, a e cei a le a do p imei o nome da sua mãe + mês de nascimen o
+ úl imo dígi o do seu código pos al, e c. + p imei a le a do nome da sua co a o i a, e c.).
Adap e es e exemplo pa a se adequa aos equisi os legais e cul u ais locais. Ce i ique-se de
que não deixa á ias opções de espos as.
2. In o mações demog á icas
No a pa a os o mado es: Escolha pe gun as demog á icas que cump am os equisi os
locais de p o eção de dados e ecolha apenas as in o mações essenciais pa a a análise.
Encon a exemplos no ques ioná io suge ido pa a u ilização nes e modelo.
3. Ques ões especí icas sob e o con eúdo
1. O ganização da o mação
1.1 Achei as in o mações que ecebi an es da o mação...
☐ mui o ú eis ☐ ú eis ☐ neu as ☐ não mui o
ú eis
☐ não ú eis
1.2 Achei a o ganização da o mação...
☐ mui o boa ☐ boa ☐ neu a ☐ má ☐ mui o má
1.3 A du ação e o calendá io da o mação o am...
☐ mui o bons ☐ bom ☐ neu o ☐ uim ☐ mui o má
1.4 A composição do g upo oi...
☐ mui o boa ☐ boa ☐ neu a ☐ uim ☐ mui o má
2. Con eúdo e mé odos
2.1 As ap esen ações (pales as dos o mado es) na o mação o am...
☐
comp eensí eis
☐ amplamen e
comp eensí eis
☐ neu as ☐ la gamen e
incomp eensí eis
☐
incomp eensí eis
2.2 O apoio na o mação oi...