Gestão da cadeia de abastecimento interna de reagentes do Serviço de Patologia Clínica da ULS Matosinhos
Abstract
Logística e Gestão da cadeia de abastecimento representam, na área da saúde, pilares essenciais para o funcionamento eficiente das instituições permitindo uma simbiose que possibilita a disponibilidade de materiais necessários para o tratamento e diagnóstico dos utentes, contribuindo para a minimização dos custos e maximização da qualidade do serviço prestado. Segundo a literatura, as cadeias de abastecimento de uma instituição de saúde representam em média de cerca de 15% dos custos orçamentais, podendo atingir desde 30% a 40% em hospitais com um nível de procura elevado (Marques, 2015). Aos dias de hoje, nas instituições públicas prestadoras de cuidados saúde em Portugal, a cadeia de abastecimento interna representa um ponto fraco, devido à falta de informatização dos processos que lhe estão associados, diminuindo a possibilidade de controlo dos fluxos e aumentando a probabilidade de erros. Uma das causas desta debilidade relaciona-se com falta de orçamento alocado a inovação desta área sendo, por isso, escassas as abordagens de melhoria feitas para contrariar esta tendência (Almeida & Lourenço, 2009; Oliveira, 2023). O presente trabalho retrata a análise da cadeia de abastecimento interna de reagentes do Serviço de Patologia Clínica da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), através da qual foram identificadas ineficiências e sugeridas melhorias nos processos. A metodologia envolveu uma abordagem mista, combinando análises qualitativas e quantitativas. As principais atividades incluíram o diagnóstico da cadeia de abastecimento interna, que contou com o mapeamento da referida, análise de listagens de artigos integrantes, realização de uma inventariação física, visitas a hospitais públicos, análise dos resultados do inventário interno do armazém do Serviço de Patologia Clínica e com a análise ao número de inventário existente mensalmente no ano 2024. Os resultados destacaram problemas críticos, como a falta de controlo de inventário em tempo real, práticas de armazenamento inadequadas e lacunas de comunicação entre serviços. Com base nestes resultados, foi elaborada uma proposta de melhoria com vita no aumento da eficiência da cadeia de abastecimento em causa.