Desenvolvimento de um modelo de manutenção preventiva autónoma para implementação na secção de maquinagem da WEG Portugal
Abstract
A presente dissertação tem como objetivo principal o desenvolvimento e a implementação de um modelo de Manutenção Preventiva Autónoma, fundamentado na filosofia da Manutenção Produtiva Total (TPM), aplicado à secção de maquinagem da WEG Portugal. O projeto foi motivado pela necessidade de reduzir as falhas operacionais, melhorar a disponibilidade dos equipamentos e aumentar a eficiência dos processos produtivos, em uma realidade industrial caracterizada pela elevada variabilidade e complexidade dos produtos fabricados. Inicialmente, foi realizada uma revisão aprofundada da literatura sobre as principais técnicas de manutenção, conceitos associados à falha e disponibilidade, e os pilares da TPM, com especial ênfase na Manutenção Autónoma. Com base em critérios como custo de manutenção, criticidade e histórico de intervenções, foram selecionados dois equipamentos para aplicação da metodologia, o torno vertical Hwacheon e o centro de maquinagem Doosan VTR. A metodologia adotada incluiu etapas como diagnóstico do estado inicial, formação de operadores, elaboração de Planos de Atividades Autónomas, implementação de ferramentas Lean, identificação e eliminação de fontes de contaminação e padronização das rotinas de inspeção e limpeza. Foram ainda definidos e monitorados indicadores de desempenho, com apoio dos sistemas WSFM e SAP. Os resultados demonstraram melhorias significativas nos indicadores de desempenho dos equipamentos, especialmente no torno Hwacheon, que apresentou aumento superior a 10% no índice de disponibilidade e redução de mais de 90% no impacto das horas de máquina parada por avaria no custo da Produção. O equipamento VTR apresentou ganhos moderados, limitados por uma avaria grave durante o período de análise, mas ainda assim superou a meta de eficiência estipulada. Este projeto comprova a eficácia da Manutenção Autónoma como estratégia integrada de melhoria contínua, com benefícios tangíveis em performance produtiva, envolvimento dos operadores e sustentabilidade operacional. Os resultados alcançados validam a aplicabilidade do modelo e apontam caminhos claros para sua replicação e evolução, inclusive com a incorporação de tecnologias digitais e preditivas no contexto da Indústria 4.0.