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Desenvolvimento de um modelo de manutenção preventiva autónoma para implementação na secção de maquinagem da WEG Portugal

Author: Nascimento, Milânie Lima do
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/59007abd-b821-40f8-be9e-1c969d0a1099/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Milânie Lima do Nascimen o
Desen ol imen o de um Modelo de
Manu enção P e en i a Au ónoma pa a
Implemen ação na Secção de Maquinagem
da WEG Po ugal
Junho de 2025.
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Milânie Lima do Nascimen o
Desen ol imen o de um Modelo de
Manu enção P e en i a Au ónoma pa a
Implemen ação na Secção de
Maquinagem da WEG Po ugal
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia Mecânica
Á ea de especialização em Manu a u a A ançada.
T abalho e e uado sob a o ien ação do
P o esso Dou o Hélde Puga
Junho de 2025.
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
NOTA: A licença pode se di e en e! Ve despacho!
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Em p imei o luga gos a ia de ag adece à minha amília, em especial ao meu ma ido Da id Rocha, pela
paciência, comp eensão e odo apoio du an e odo o meu pe cu so académico, ob igado po mos a-se
semp e in e essado e po me incen i a a aze o melho abalho possí el, ocando ideias comigo e me
auxiliando semp e.
Ao longo desses meses, mui as pessoas me ensina am, incen i a am e apoia am pa a a conc e ização
des e p oje o. Exp esso, po an o, minha p o unda g a idão a odas elas.
À WEG, pela opo unidade de desen ol e es e p oje o e ao meu o ien ado Rica do Mo ei a, pela
disponibilidade pa a escla ece as dú idas e pela in eg ação na equipa. Ag adeço ambém a oda a
equipa de Engenha ia Indus ial, pela disponibilidade e ajuda p es ada du an e odo o es ágio. Aos meus
colegas de es ágio, po odas as ideias ocadas, apoio ao longo do abalho e companhia.
Aos ope ado es da áb ica e écnicos da manu enção, que i e am paciência pa a escla ece odas as
ques ões que lhes azia, semp e de boa on ade e que me ize am i odos os dias. Ob igado, ambém,
ao che e da Maquinagem, An ônio Oli ei a, pela disponibilidade e po ou i odos os pedidos e ques ões
que inha a aze .
Ao meu o ien ado da uni e sidade, o P o esso Dou o Hélde Puga, pelo acompanhamen o,
disponibilidade e conhecimen os pa ilhados que pe mi i am a conc e ização des e abalho.
A odos os que, di e a ou indi e amen e, con ibuí am pa a a ealização des e abalho, o meu since o e
econhecido ag adecimen o.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

Desen ol imen o de um Modelo de Manu enção P e en i a Au ónoma pa a Implemen ação na Seção de Maquinagem da WEG Po ugal
RESUMO
A p esen e disse ação em como obje i o p incipal o desen ol imen o e a implemen ação de um modelo
de Manu enção P e en i a Au ónoma, undamen ado na iloso ia da Manu enção P odu i a To al (TPM),
aplicado à secção de maquinagem da WEG Po ugal. O p oje o oi mo i ado pela necessidade de eduzi
as alhas ope acionais, melho a a disponibilidade dos equipamen os e aumen a a e iciência dos
p ocessos p odu i os, em uma ealidade indus ial ca ac e izada pela ele ada a iabilidade e
complexidade dos p odu os ab icados.
Inicialmen e, oi ealizada uma e isão ap o undada da li e a u a sob e as p incipais écnicas de
manu enção, concei os associados à alha e disponibilidade, e os pila es da TPM, com especial ên ase
na Manu enção Au ónoma. Com base em c i é ios como cus o de manu enção, c i icidade e his ó ico de
in e enções, o am selecionados dois equipamen os pa a aplicação da me odologia, o o no e ical
Hwacheon e o cen o de maquinagem Doosan VTR.
A me odologia ado ada incluiu e apas como diagnós ico do es ado inicial, o mação de ope ado es,
elabo ação de Planos de A i idades Au ónomas, implemen ação de e amen as
Lean
, iden i icação e
eliminação de on es de con aminação e pad onização das o inas de inspeção e limpeza. Fo am ainda
de inidos e moni o ados indicado es de desempenho, com apoio dos sis emas WSFM e SAP.
Os esul ados demons a am melho ias signi ica i as nos indicado es de desempenho dos
equipamen os, especialmen e no o no Hwacheon, que ap esen ou aumen o supe io a 10% no índice
de disponibilidade e edução de mais de 90% no impac o das ho as de máquina pa ada po a a ia no
cus o da P odução. O equipamen o VTR ap esen ou ganhos mode ados, limi ados po uma a a ia g a e
du an e o pe íodo de análise, mas ainda assim supe ou a me a de e iciência es ipulada.
Es e p oje o comp o a a e icácia da Manu enção Au ónoma como es a égia in eg ada de melho ia
con ínua, com bene ícios angí eis em pe o mance p odu i a, en ol imen o dos ope ado es e
sus en abilidade ope acional. Os esul ados alcançados alidam a aplicabilidade do modelo e apon am
caminhos cla os pa a sua eplicação e e olução, inclusi e com a inco po ação de ecnologias digi ais e
p edi i as no con ex o da Indús ia 4.0.
PALAVRAS-CHAVE
E iciência, Equipamen os, Indicado es de Desempenho, Indus iais, Manu enção Au ónoma, TPM.
i
De elopmen o an Au onomous P e en i e Main enance Model o implemen ing in he Machining Sec ion o WEG Po ugal
ABSTRACT
The main objec i e o his disse a ion is o de elop and implemen an Au onomous P e en i e
Main enance model, based on he philosophy o To al P oduc i e Main enance (TPM), applied o he
machining sec ion o WEG Po ugal. The p ojec was mo i a ed by he need o educe ope a ional ailu es,
imp o e equipmen a ailabili y and inc ease he e iciency o p oduc ion p ocesses, in an indus ial eali y
cha ac e ized by high a iabili y and complexi y o manu ac u ed p oduc s. Ini ially, an in-dep h e iew o
he li e a u e on he main main enance echniques, concep s associa ed wi h ailu e and a ailabili y, and
he pilla s o TPM, wi h special emphasis on Au onomous Main enance. Based on c i e ia such as
main enance cos , c i icali y and his o y o in e en ions, wo equipmen we e selec ed o applica ion o
he me hodology, he Hwacheon e ical la he and he Doosan VTR machining cen e . The adop ed
me hodology included s eps such as diagnosis o he ini ial condi ion, ope a o aining, p epa a ion o
Au onomous Ac i i y Plans, implemen a ion o Lean ools, iden i ica ion and elimina ion o sou ces o
con amina ion and s anda diza ion o inspec ion and cleaning ou ines. Pe o mance indica o s we e also
de ined and moni o ed, wi h he suppo o he WSFM and SAP sys ems.
The esul s demons a ed signi ican imp o emen s in he equipmen pe o mance indica o s, especially
in he Hwacheon la he, which showed an inc ease o o e 10% in he a ailabili y and a educ ion o o e
90% in he impac o machine down ime due o b eakdown on p oduc ion cos s. The VTR equipmen
showed mode a e gains, limi ed by a se ious ailu e du ing he analysis pe iod, bu s ill exceeded he
s ipula ed e iciency a ge .
This p ojec p o es he e ec i eness o Au onomous Main enance as an in eg a ed s a egy o con inuous
imp o emen , wi h angible bene i s in p oduc ion pe o mance, ope a o engagemen and ope a ional
sus ainabili y. The esul s achie ed alida e he applicabili y o he model and poin o clea pa hs o i s
eplica ion and e olu ion, including he inco po a ion o digi al and p edic i e echnologies in he con ex
o Indus y 4.0.
KEYWORDS
E iciency, Equipmen , Pe o mance Indica o s, Indus ial, Au onomous Main enance, TPM.
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Figu as ................................................................................................................................. x
Índice de Tabelas ............................................................................................................................. xiii
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos .......................................................................................... x
1.1 Enquad amen o ................................................................................................................. 1
1.2 Jus i icação ........................................................................................................................ 2
1.3 Obje i os e mo i ação ........................................................................................................ 2
1.4 Me odologia ....................................................................................................................... 3
1.5 Es u u a do documen o ..................................................................................................... 5
2 Re isão li e á ia .......................................................................................................................... 7
2.1 Manu enção indus ial e sua e olução ................................................................................ 7
2.1.1 Técnicas de manu enção ............................................................................................... 9
2.1.2 Concei os undamen ais de alha, a a ia e disponibilidade ............................................ 12
2.2 To al P oduc i e Main enance (TPM) ................................................................................ 14
2.3 Manu enção Au ónoma .................................................................................................... 16
2.3.1 As 7 e apas da manu enção au ónoma ........................................................................ 17
2.3.2 Os cinco ní eis da Manu enção .................................................................................... 19
2.4 Fe amen as de Apoio à TPM e à Manu enção Au ónoma ................................................. 20
2.4.1 5 Sensos ..................................................................................................................... 21
2.4.2 Ges ão isual ............................................................................................................... 22
2.4.3 Kaizen ......................................................................................................................... 23
2.4.4 Analise ABC ................................................................................................................. 24
2.5 Indicado es de Pe o mance pa a a Manu enção Au ónoma .............................................. 25
2.5.1 HMP (Ho a de Máquina Pa ada) .................................................................................. 26
iii
2.5.2 MTBF (Mean Time Bea ween Failu es) ......................................................................... 26
2.5.3 OEE (O e all Equipmen E ec i eness) ......................................................................... 27
3 Caso de es udo ......................................................................................................................... 30
3.1 Ap esen ação da emp esa ................................................................................................ 30
3.1.1 WEG em Po ugal ........................................................................................................ 31
3.1.2 Gama de mo o es San o Ti so II ................................................................................... 33
3.2 Análise dos equipamen os ............................................................................................... 35
3.2.1 Layou da secção ......................................................................................................... 35
3.2.2 Equipamen os ............................................................................................................. 35
3.3 Seleção dos equipamen os............................................................................................... 38
4 Implemen ação da me odologia da manu enção au ónoma ........................................................ 39
4.1 A i idades p elimina es .................................................................................................... 40
4.1.1 Ma iz C (Manu enção)................................................................................................. 40
4.1.2 Análise da c i icidade das máquinas ............................................................................. 41
4.1.3 De inição dos equipamen os ........................................................................................ 42
4.1.4 De inição da equipa ..................................................................................................... 48
4.1.5 Comp a do ma e ial necessá io .................................................................................... 48
4.1.6 De inição das me as .................................................................................................... 49
4.1.7 Capaci ação da equipa de implemen ação ................................................................... 50
4.2 Passo 1 - Limpeza inicial e inspeção ................................................................................ 50
4.2.1 Inspeção ge al e e ique agem ...................................................................................... 50
4.2.2 Elabo ação do plano de ação ....................................................................................... 52
4.2.3 P og amação da pa agem do equipamen o .................................................................. 52
4.2.4 Limpeza écnica e Manu enção 5S ............................................................................... 52
4.3 Eliminação das on es de con aminação ........................................................................... 53
4.3.1 Iden i icação das on es de con aminação e locais de di ícil acesso ............................... 53
4.3.2 Elabo ação do mapa .................................................................................................... 53
4.3.3 Comba e às on es de con aminação ............................................................................ 54
4.4 Realização dos pad ões iniciais de Manu enção Au ónoma ............................................... 55
x
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS
ATEX – A mos e a Explosi a (Explosi e a mosphe e)
CNC – Con olo numé ico compu o izado (Compu e Nume ic Con ol)
HMP – Ho a de máquina Pa ada (Machine down ime)
ID -Indiçe de Disponibilidade (Indica ion o A ailabili y)
IE – Indice de E iciência (Indica ion o E iciency)
IM – In e alo de Manu enção (Main enance in e al)
ISO – O ganização In e nacional de No malização (In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion)
JIPM – Ins i u o Japonês de Manu enção de Ins alações (Japan Ins i u e o Plan Main enance)
KPI – Indicado cha e de desempenho (Key Pe o mance Indica o )
MA – Manu enção Au ónoma (Au onomous main enance)
MPS – Manu enção P e en i a Sis emá ica (Sys ema ic P e en i e Main enance)
MTBF – Tempo médio en e a a ias (Mean Time Be ween Failu es)
MTBM – Tempo médio en e ações de manu enção (Mean Time Be ween Main enance)
MTTR – Tempo médio de epa ação (Mean Time To Repai )
OEE – E iciência global dos equipamen os (O e all Equipmen E ec i eness)
PAA – Plano de A i idades Au ónomas (Au onomous Ac i i ies Plan)
PDCA – Planea , aze , e i ica e agi (Plan-Do-Check-Ac )
SAP – Desen ol imen o de p og amas pa a análise de sis ema (Sys ems Applica ions and P oduc s)
TPM – Manu enção p odu i a o al (To al P oduc i e Main enance)
WMS – WEG Manu ac u ing Sys em
WSFM – WEG Shop Floo Managemen

1
1. INTRODUÇÃO
A p esen e disse ação oi desen ol ida no âmbi o do Cu so de Mes ado em Engenha ia Mecânica -
Especialização em Manu a u a da Escola de Engenha ia, da Uni e sidade do Minho a a és de um es ágio
cu icula numa emp esa do se o de ab ico de mo o es elé icos na zona de San o Ti so. Es e capí ulo
dedica-se ao enquad amen o ge al do p oje o, e e indo-se aos obje i os do mesmo. Pos e io men e, é
ap esen ada a es u u a da disse ação e ei a uma b e e desc ição dos capí ulos que a compõe.
1.1 Enquad amen o
No cená io a ual da indús ia global, êm-se e i icado ans o mações p o undas impulsionadas pela
c escen e exigência po qualidade, e iciência e compe i i idade. A sa is ação e idelização dos clien es
o na am-se a o es c uciais pa a o sucesso emp esa ial. Em pa icula , a indús ia me alomecânica
en en a uma compe i i idade c escen e, o que exige a implemen ação con ínua de melho ias que isem
aumen a a en abilidade e eduzi despe dícios ao longo dos p ocessos p odu i os.
Nes e con ex o, a me odologia TPM (
To al P oduc i e Main enance
- Manu enção P odu i a To al) eme ge
como uma es a égia essencial pa a elimina pe das, eduzi in e upções e o imiza cus os, alinhando-
se à e olução indus ial. Comumen e ado ada po di e sas indús ias, essa abo dagem se concen a em
planos de manu enção bem de inidos pa a alcança esul ados consis en es.
A emp esa onde se i á desen ol e o es udo da implemen ação da Manu enção Au ónoma é uma
emp esa mul inacional que pe ence a um g upo que con a com mais de 44 mil colabo ado es e que
a ua em á ios amos de p odu os no me cado mundial. A plan a indus ial escolhida pa a a aplicação
des e es udo oi a ilial de San o Ti so II, Po ugal, cuja p odução é ol ada pa a mo o es de média e al a
ensão.
Uma das pa icula idades des a ilial da WEG B asil em Po ugal é o ac o de p oduzi mo o es sob
encomenda, o que implica um baixo ní el de epe ibilidade nos p ocessos, di icul ando a pad onização e
a p odução con ínua, ao con á io do que se obse a na unidade de San o Ti so I.
Na ealidade da WEG Po ugal, a p io idade é o imiza a ope acionalidade dos equipamen os, eduzindo
alhas e pa agens não p og amadas. Es a inicia i a p e ende não só aumen a a p odu i idade, mas
ambém omen a uma cul u a de esponsabilidade cole i a ela i amen e ao manuseamen o adequado
dos equipamen os, con ibuindo pa a a sua longe idade e pa a a melho ia da qualidade dos p odu os.
2
T a a-se, assim, de uma abo dagem o ien ada pa a a c iação de um ambien e p odu i o mais e icien e
e e icaz.
1.2 Jus i icação
Num cená io indus ial cada ez mais compe i i o e o ien ado pa a a excelência ope acional, as emp esas
p ocu am cons an emen e o mas de aumen a a e iciência, eduzi pe das e melho a a iabilidade dos
seus p ocessos p odu i os. Nes e con ex o, a Manu enção P odu i a To al (TPM) des aca-se como uma
es a égia undamen al pa a alcança esses obje i os, p omo endo a in eg ação en e manu enção e
p odução, bem como o en ol imen o a i o dos ope ado es na p ese ação dos equipamen os.
De aco do com (Nakajima, 1988a), um dos p incipais eó icos da TPM, a Manu enção Au ónoma é um
pila essencial dessa me odologia, pe mi indo que os p óp ios colabo ado es ealizem a i idades básicas
de manu enção, como limpeza, inspeção e lub i icação, o que con ibui signi ica i amen e pa a a edução
de a a ias e aumen o da disponibilidade dos equipamen os. Além disso, au o es como (Mobley, 2002)
e o çam a impo ância da manu enção p e en i a e au ónoma como elemen os-cha e pa a minimiza
cus os ope acionais, melho a a segu ança e p olonga a ida ú il dos a i os indus iais. Es es au o es
demons am que emp esas que ado am p á icas sis ema izadas de manu enção conseguem ob e
ganhos conside á eis em p odu i idade, qualidade e compe i i idade.
No caso pa icula da emp esa em es udo, a implemen ação da Manu enção Au ónoma su ge como uma
espos a es a égica à necessidade de eduzi alhas e pa agens não p og amadas nos equipamen os da
secção de Maquinagem, p omo endo, simul aneamen e, uma mudança cul u al que alo iza o
comp omisso cole i o com a iabilidade ope acional.
A ele ância des e es udo jus i ica-se, po an o, não apenas pela necessidade de melho ia con ínua dos
p ocessos indus iais, mas ambém pela opo unidade de adap ação de uma me odologia consag ada
(TPM) ao con ex o especí ico da WEG Po ugal, con ibuindo pa a a cons ução de um modelo sus en á el
e eplicá el de Manu enção Au ónoma.
1.3 Obje i os e mo i ação
O p esen e es udo em como p incipal obje i o desen ol e e implemen a um modelo de Manu enção
Au ónoma nos equipamen os da secção de Maquinagem da emp esa WEG Po ugal, com base na
me odologia da Manu enção P odu i a To al (TPM). Es e modelo é sus en ado pelos seguin es obje i os:
• Reduzi o núme o de a a ias e pa agens dos equipamen os;
• Aumen a o empo de disponibilidade;
3
• Melho a a sua e iciência ope acional;
De manei a a alcança es es obje i os, p opõe-se:
• Desen ol e planos de Manu enção Au ónoma especí icos pa a cada um dos equipamen os-pilo o
selecionados;
• Realiza a análise dos equipamen os mais c í icos da á ea de Maquinagem, com o in ui o de
implemen a um p oje o-pilo o iá el;
• Es abelece o inas de inspeção, limpeza e lub i icação a se em ealizadas pelos p óp ios
colabo ado es, de modo a p e eni alhas e melho a o desempenho;
• En ol e os colabo ado es e líde es da secção na iden i icação de melho ias essenciais,
conside ando as suas opiniões e suges ões;
• E e ua , com a equipa écnica do p oje o, uma análise das in o mações ecolhidas, com is a à
de inição de me as especí icas elacionadas com desempenho, manu enção, segu ança, limpeza
e cus os.
As me as de inidas no âmbi o des e p oje o são as seguin es:
• Reduzi o núme o de a a ias dos equipamen os Hwacheon e VTR, aumen ando o seu Índice de
Disponibilidade (ID) de 53% pa a 56%;
• Alcança ze o a a ias po AM (ausência de condições básicas);
• Aumen a a e iciência do cen o de maquinagem VTR de 72% pa a 75%;
• Aumen a a e iciência do o no e ical Hwacheon de 88% pa a 90%;
• Reduzi o núme o de ho as de máquina pa ada em 20%.
A mo i ação pa a as a i idades desen ol idas du an e o es ágio deco e da necessidade da emp esa em
e e i a um conjun o ala gado de e amen as, já implemen ados na WEG B asil, de onde a emp esa se
baseou pa a inicia es e mo imen o e do qual p e ende alcança o mesmo g au de sucesso. De e-se
salien a que apesa da me odologia já exis i , a implemen ação das e amen as em cada máquina é
única.
1.4 Me odologia
Após a de inição do ópico de in es igação, o p oje o começou com uma e isão da li e a u a, u ilizando
li os, a igos cien í icos e disse ações. Dessa manei a, oi possí el euni as in o mações ele an es e
necessá ias pa a o es udo, pe mi indo um ap o undamen o no conhecimen o sob e emas impo an es
pa a o desen ol imen o do p oje o.
4
No desen ol imen o des e capí ulo, oi u ilizado como base eó ica a
esea ch
onion Figu a 1. Es e
documen o oi desen ol ido num espaço empo al ans e sal de ap oximadamen e seis meses,
seguindo uma abo dagem abdu i a, combinando assim deduções com base no his ó ico de manu enção,
cálculo es a ís ico, induções com base em documen os in e nos e
eedback
de colabo ado es. Inse ido
nes a abo dagem, a es a égia u ilizada oi de mul i-mé odo quan i a i o de o ma a seleciona os
equipamen os mais c í icos den o do sis ema p odu i o, conside ando a o es e indicado es c uciais na
manu enção indus ial ais como HMP (máquina ho a pa ada), MTBF
(Mean Time Be ween Failu es)
e
quan idade de in e enções (Mobley, 2002).
Figu a 1 – The ‘ esea ch onion’
(Adap ação The ‘ esea ch onion’(Saunde s e al., 2022)
As p incipais es a égias me odológicas emp egadas pa a alcança os obje i os do es udo incluí am
pesquisa documen al
(a chi al esea ch)
, es udos de caso e in es igação-ação,(Ben-Daya e al., 2009;
Shannon e al., 2023).
A pa i da me odologia TPM, o am implemen adas e amen as undamen ais como a es abilidade
básica, o 5S e a ges ão isual, que cons i uem os p imei os passos pa a a o imização dos p ocessos
p odu i os e edução de despe dícios (Ins i u e Kaizen, 2006; Nakajima, 1988a). Pos e io men e,
p ocedeu-se à análise de alhada dos equipamen os, iden i icando p oblemas e alhas exis en es. Com
5
base nessa análise, o am de inidas ações de Manu enção Au ónoma a se em execu adas pelos
colabo ado es, com o p opósi o de eduzi alhas e p olonga a ida ú il dos equipamen os.
A o mação dos colabo ado es e elou-se um a o mui o impo an e pa a ga an i uma co e a execução
do plano de Manu enção Au ónoma, p omo endo uma cul u a o ganizacional na qual a esponsabilidade
pela manu enção é pa ilhada e in eg ada às o inas diá ias da P odução (Like , 2003).
Po im, a a aliação dos indicado es de desempenho oi ealizada com o auxílio dos sis emas de ges ão
disponibilizados pela emp esa, como o WSFM e o SAP, pe mi indo o acompanhamen o da e olução dos
esul ados ao longo do p ocesso de implemen ação das ações.
1.5 Es u u a do documen o
A p esen e disse ação encon a-se o ganizada em seis capí ulos p incipais, ab angendo desde a
undamen ação eó ica a é a análise dos esul ados ob idos com a implemen ação da me odologia de
Manu enção Au ónoma. A es u u a ado ada isa assegu a um desen ol imen o lógico e sis emá ico da
in es igação, p opo cionando uma abo dagem coe en e e a iculada en e os di e en es ópicos
explo ados.
O Capí ulo 1 es abelece o enquad amen o do es udo, jus i icando a sua ele ância no con ex o indus ial
e delineando os obje i os especí icos da in es igação. É aqui que são expos os os desa ios en en ados
pela emp esa em e mos de manu enção e o imização dos p ocessos p odu i os, bem como a mo i ação
pa a a adoção da me odologia de Manu enção Au ónoma no se o de Maquinagem da WEG Po ugal.
No Capí ulo 2, ap esen a-se a base eó ica que sus en a o p esen e abalho, incluindo uma análise
ap o undada sob e a e olução da manu enção indus ial e os seus di e en es pa adigmas, sendo
discu idos os p incípios undamen ais da Manu enção P odu i a To al (TPM), com especial ên ase na
Manu enção Au ónoma, bem como nas e amen as complemen a es que iabilizam a sua
implemen ação.
O Capí ulo 3 em como p opósi o ap esen a uma desc ição de alhada da WEG Po ugal e da es u u a
p odu i a da unidade de San o Ti so II. São ca ac e izados os equipamen os analisados e de inidos os
c i é ios de seleção, endo po base a o es como cus os de manu enção, c i icidade ope acional e
his ó ico de in e enções.
No Capí ulo 4 desen ol eu-se a Implemen ação da Me odologia da Manu enção Au ónoma, sendo
desc i as as e apas do p ocesso de aplicação da me odologia TPM, com pa icula a enção às es a égias
e e amen as u ilizadas pa a p omo e a pa icipação a i a dos colabo ado es na p ese ação dos

6
equipamen os. É nes e capí ulo que se e e uam odas as melho ias com o in ui o de consegui a ingi as
me as p opos as.
No Capí ulo 5 ealiza-se a Análise dos Resul ados examinando os impac os da Manu enção Au ónoma
nos indicado es de desempenho dos equipamen os selecionados, p opo cionando uma compa ação
en e os índices de disponibilidade e e iciência an es e depois da implemen ação da me odologia.
Po im, no Capí ulo 6, são sin e izadas as p incipais conclusões da in es igação, des acando-se as
con ibuições do es udo pa a a melho ia dos p ocessos indus iais. São igualmen e abo dadas as
limi ações do abalho e p opos as di eções pa a u u as pesquisas e ape eiçoamen os na aplicação da
Manu enção Au ónoma.
7
2 REVISÃO LITERÁRIA
Nes e capí ulo, se ão ap esen ados os undamen os eó icos que sus en am a elabo ação des e p oje o.
A base eó ica inclui publicações cien í icas, a igos académicos, no mas écnicas e ob as li e á ias, com
o obje i o de es abelece um e e encial pa a a consul a dos emas abo dados. P e ende-se, assim,
p opo ciona uma comp eensão ap o undada dos p incipais concei os e me odologias ele an es,
pe mi indo con ex ualiza e undamen a as decisões e es a égias ado adas ao longo do abalho.
2.1 Manu enção indus ial e sua e olução
A manu enção não possui uma de inição uni e salmen e consensual en e odos os au o es. De manei a
ge al, é en endida como o conjun o de ações ol adas pa a a es au ação ou p ese ação de uma
máquina, isando man ê-la em um es ado que pe mi a o pleno desempenho de suas unções.
Em p ocessos indus iais, é c ucial es abelece medidas pa a muda a ope ação de manei a e icien e
dos equipamen os pa a minimiza alhas e in e upções não planeadas na p odução. Essas in e upções
são des a o á eis pa a o c escimen o económico da emp esa, aca e ando pe das p odu i as. Desde
empos emo os, a manu enção az pa e do dia a dia, começando com a manipulação de e amen as
pa a a e as essenciais como busca po alimen os e ou as a i idades humanas.
De aco do com a No ma Eu opeia (
NP EN 13306:2017 - Manu enção - Te minologia
, 2017) a
manu enção de ine-se como a combinação de odas as ações écnicas, adminis a i as e de ges ão, que
du an e o ciclo de ida de um de e minado componen e, se des inam a man ê-lo ou a es au á-lo pa a
um es ado onde possa execu a a unção desejada.
Segundo (J. P. Pin o, 2013) o concei o de Manu enção oi assim e oluindo ao longo do empo, passando
po ês g andes pe íodos. Na p imei a ge ação, que p ecedeu a Segunda Gue a Mundial, a indús ia
e a udimen a e pouco mecanizada. Os equipamen os e am simples e excessi amen e dimensionados.
Nessa época, ado a a-se a abo dagem " epa a quando pa e", signi icando que a manu enção e a
ealizada apenas em caso de danos ou alhas nos equipamen os. O p ocesso en ol ia epa os simples
conduzidos pelos p óp ios ope á ios de p odução, ca ecendo de um p ocedimen o sis emá ico. Foi
du an e essa ase que se o iginou o concei o de manu enção.
A segunda ge ação, iniciada du an e a Segunda Gue a Mundial, oi ma cada pelo aumen o da demanda
po di e sos p odu os de ido às p essões do pe íodo, enquan o simul aneamen e oco ia uma
signi ica i a edução na mão-de-ob a indus ial. Esse con ex o impulsionou a mecanização e
complexidade das ins alações indus iais, e idenciando a necessidade c í ica de maio disponibilidade
8
na indús ia, onde sua e iciência es a a in insecamen e ligada ao uncionamen o adequado das
máquinas. Su giu, en ão, a ideia undamen al de p e eni alhas nos equipamen os, dando o igem ao
concei o de manu enção p e en i a. Nessa ge ação, os obje i os da á ea o am cla amen e de inidos,
isando à longa ida dos equipamen os e à edução de cus os ope acionais.
A e cei a ge ação da e olução da ges ão de manu enção e e início na década de 60. Nesse pe íodo, o
a anço da au omação e mecanização desempenhou um papel undamen al, impulsionando a
impo ância da con iabilidade e disponibilidade em se o es di e sos, como saúde, p ocessamen o de
dados e elecomunicações. Nessa ge ação, consolidou-se o concei o de manu enção p edi i a,
des acando-se pela busca incessan e po al a disponibilidade, con iabilidade, segu ança ele ada,
ap imo amen o da qualidade dos p odu os, longa ida ú il dos equipamen os, e iciência no in es imen o
e, c ucialmen e, sem causa impac os ambien ais ad e sos.
A ualmen e, com a Indús ia 4.0, su ge a qua a ge ação da manu enção, ambém denominada de
manu enção baseada em dados. Essa me odologia emp ega ecnologias de pon a como In e ne das
Coisas (
IoT
),
Big Da a
,
Machine Lea ning
e sis emas cibe ísicos pa a con e e dados ope acionais em
conhecimen o es a égico em empo eal. Assim, podemos p e e alhas com maio exa idão, o imiza a
u ilização dos ecu sos e oma decisões mais e icien es e bem undamen adas (Ben-Daya e al., 2009;
T ombe a, 2016).
Na qua a ge ação, os sis emas são capazes de ap ende pad ões de uncionamen o e alha po meio
de algo i mos de ap endizagem au omá ica, p omo endo uma manu enção p oa i a e p edi i a. Es a
ans o mação digi al pe mi e o aumen o da e iciência global (OEE), eduzindo cus os e melho ando a
disponibilidade dos equipamen os (Higgins, 2001). Além disso, possibili a uma conexão comple a en e
a linha de p odução e os sis emas de ges ão, es abelecendo uma pe spe i a holís ica e ocada em dados,
c ucial pa a a sus en abilidade e compe i i idade das emp esas do se o indus ial. Na Figu a 2 é
ap esen ado um b e e esumo das ge ações explicadas an e io men e.
9
Figu a 2 - Resumo das qua o ge ações da manu enção
(adap ado de (Ben-Daya e al., 2009; Moub ay, 1997))
2.1.1 Técnicas de manu enção
As écnicas de manu enção es ão di ididas em duas ipologias mac o, as manu enções planeadas ou as
não planeadas. De aco do com (Cab al, 2006) a manu enção planeada ou p e en i a p essupõe a
p og amação a empada das in e enções de o ma a não impac a ou minimiza o impac o na linha de
p odução. Já a manu enção não planeada ou co e i a signi ica a manu enção que é ealizada somen e
após a de eção de uma alha, com o obje i o de es au a o equipamen o a uma condição que lhe pe mi a
ol a a desempenha a unção p e endida.
Esmiuçando es as duas ipologias de manu enção, elas subdi idem-se em écnicas mais especi icas, ou
seja, no caso das manu enções p e en i as podemos aplica as sis emá icas ou as condicionais,
enquan o nas manu enções co e i as emos a imp e is as ou as p og amadas, con o me podemos
obse a no diag ama da Figu a 3 (Cab al, 2006; J. P. Pin o, 2013).
16
a ele ância da capaci ação e educação dos abalhado es, pa a que possam esol e qualque p oblema
de manei a mais ágil e in ui i a, especialmen e em si uações de pa agens imp e is as.
2.3 Manu enção Au ónoma
A manu enção au ónoma ep esen a um dos pila es do TPM, sendo o pa ama mais ele ado nes a
me odologia de ges ão de manu enção. O seu p opósi o é en ol e odos os ope ado es nas a e as
undamen ais de manu enção, libe ando a equipa de manu enção pa a esponsabilidades mais
impo an es. Segundo (J. P. Pin o, 2013) a pa icipação dos ope ado es na manu enção au ónoma é
olun á ia e se desen ol e p og essi amen e à medida que adqui em mais conhecimen os do
equipamen o.
Es a me odologia isa p e eni pa adas e p oblemas deco en es da al a de cuidado básico com os
equipamen os, ealizando a i idades como limpeza, inspeção, lub i icação e ajus es. Não sendo uma
a e a especializada, eque o mação e aplicação po odos os ope ado es que in e agem com as
máquinas. Essas a i idades baseiam-se nas habilidades dos ope ado es, usando os sen idos e
e amen as simples, como pincéis pa a limpeza e cobe u as de plás ico pa a p o eção.
Suas ope ações ípicas en ol em limpeza, lub i icação, meno es, inspeções e moni o amen o de
empe a u a, uídos e ib ações. Uma abo dagem sis emá ica busca au onomia na ges ão do sis ema,
pe mi indo que os ope ado es inspecionem, con olem e es au em as condições das máquinas,
eliminando causas de sujei a a a és de pad ões igo osos e sua melho ia con ínua.
Segundo (Nakajima, 1988a), a Manu enção Au ónoma (MA) o e ece di e sas an agens c uciais:
• In eg ação P odução-Manu enção: Ap oxima p odução e manu enção pa a alcança obje i os
comuns, p ese ando as condições ideais dos equipamen os e impedindo sua deg adação
acele ada;
• Capaci ação dos Ope ado es: Após einamen o, colabo ado es da p odução desempenham
a e as essenciais, como limpeza, inspeções isuais, lub i icações, e i icações, subs i uições de
componen es e epa ações;
• Aumen o do Conhecimen o Ope acional: Pe mi e aos ope ado es comp eende o uncionamen o
écnico de seus equipamen os, ipos de p oblemas, suas causas e o mas de p e enção;
• Pa icipação A i a dos Ope ado es: En ol e os ope ado es a i amen e no aumen o da
con iabilidade dos equipamen os, inclusi e no p oje o e especi icação de no os equipamen os;

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• Inculcação de Responsabilidade: Desen ol e esponsabilidade e senso de pe encimen o nos
ope ado es em elação aos equipamen os que u ilizam.
Além dessas an agens, a manu enção au ônoma possibili a que os écnicos de manu enção se
concen em em a e as mais complexas. Isso az com que os ope ado es não apenas con ibuam pa a
a c iação de alo e ge ação de luc o, mas ambém a uem como a p imei a linha de de esa con a alhas
nos equipamen os.
É c ucial des aca que a manu enção au ônoma não subs i ui a manu enção p o issional, pois cada uma
possui suas o inas, especi icidades, pad ões e me as de inidas po equipes dis in as a desen ol e .
2.3.1 As 7 e apas da manu enção au ónoma
A manu enção au ónoma é um amo mui o ab angen e e com mui as possibilidades de aplicações e
mé odos, op ou-se po , no deco e des e es udo, ado a a me odologia suge ida pela Manu enção
P odu i a To al (TPM), seguindo as se e e apas ap esen adas na Figu a 5 di ididos em ações ea i as,
p e en i as e p oa i as.
Figu a 5 - Se e passos da Manu enção Au ónoma
adap ada (Nakajima, 1988b; Singh e al., 2013)
A p imei a ase da implemen ação consis e nas ações ea i as, onde o p incipal p opósi o é es abelece
as condições básicas de uncionamen o do equipamen o e do pos o de abalho, sendo di ida nos ês
passos seguin es:
Passo 1 - Res au ação Inicial:
Na p imei a e apa do p ocesso, os colabo ado es da P odução de em ealiza uma limpeza comple a do
equipamen o, possibili ando uma melho inspeção isual com o oco de iden i ica anomalias como
18
azamen os de óleo ou danos es u u ais. Es a e apa é ambém mui o impo an e pa a se amilia iza em
mais com o equipamen o e assim ica em mais consciencializados pa a possí eis de ei os.
É undamen al que o colabo ado conheça odos os de alhes básicos dos componen es e quais são as
suas unções, sendo pa a isso aconselhado ecebe o mação e es uda o manual do equipamen o.
Passo 2 – Melho ias do local de abalho:
Após a iden i icação dos p oblemas, o segundo passo isa a eliminação das causas que podem le a a
uma de e io ação p ecoce do equipamen o ou a um núme o de alhas ele ada. Es e passo, pa a além
de implemen a as melho ias necessá ias no equipamen o com o in ui o de esol e os p oblemas
de e ados e aumen a a sua iabilidade, é o passo que no malmen e mais ca i a o colabo ado , is o se
nes a e apa onde se e i icam as maio es mudanças no mé odo de abalha .
Passo 3 – Manu enção das condições básicas:
Sendo es e o úl imo passo da ase ea i a, é aqui que, po meio de documen ação (como ela ó ios de
inspeção) é possí el acompanha o c onog ama de limpeza e e i icação de cada equipamen o,
ga an indo assim uma co e a manu enção do seu bom es ado de uncionamen o. É ambém nes a e apa
que se de em c ia no mas pa a edução do empo de limpeza, pad ões pa a se em seguidos du an e a
manu enção e de inição da equência com que de em se ealizadas, sendo assim mais ácil assegu a
que oda a equipa es á seguindo os mesmos c i é ios na ealização das manu enções.
Passando ago a pa a a segunda ase da implemen ação da Manu enção Au ónoma, en amos na ase
p e en i a, onde o p opósi o e ealiza ações que e i em alhas e p olonguem a ida ú il do equipamen o.
Es a ase é cons i uída pelos passos 4 e 5.
Passo 4 – Inspeção ge al – Aplicação de pad ões:
A inspeção ge al do equipamen o é indicada pa a a iden i icação e epa ação de possí eis u u as alhas
mais p o undas no equipamen o, sendo ealizada no malmen e po uma equipa mais especializada em
manu enção. É nes a e apa que se de e a alia o desempenho do equipamen o e uma moni o ização
cons an e do mesmo.
Passo 5 – Inspeção au ónoma e melho ia:
Ao con á io da inspeção ge al, es e passo é desen ol ido e ge ido pelo colabo ado esponsá el pelo
equipamen o, sendo o seu p incipal obje i o a de inição de um c onog ama de manu enção pa a
19
iden i icação e co eção de alhas pon uais, aumen ando a con iabilidade e ine en e disponibilidade dos
equipamen os. Nes e passo ambém é no mal su gi em suges ões de medidas co e i as.
Po im, na ase inal da implemen ação da manu enção au ónoma, en amos nas e apas p oa i as, onde
o p incipal p opósi o é an ecipa os p oblemas e e i a que os equipamen os pa em po a a ias. Es a
ase co esponde aos passos 6 e 7.
Passo 6 – Fo mação do sis ema de manu enção au ónoma:
A sis ema ização da manu enção au ónoma incide na o ganização e documen ação de p ocedimen os
ope acionais pad ão e a sua pa ilha com a equipa. Es e passo ep esen a uma e olução em elação aos
an e io es, is o que após adqui ido um bom conhecimen o do equipamen o, os colabo ado es ecebe ão
in o mações essenciais, como p ocedimen os de inspeção e manuais de abalho, pa a ealização de
e i icações pe iódicas e ajus es. À medida que adqui em p o iciência nesse domínio, os colabo ado es
êm a capacidade de alida e ajus a as necessidades de inspeção. É nes e pon o que se espe a que o
colabo ado se sin a capaz de dis ingui se o equipamen o es á a ope a co e amen e e oma ações
imedia as dian e de qualque anomalia iden i icada (J. P. Pin o, 2013).
Passo 7 – Ges ão o al da manu enção au ónoma:
Pa a a conclusão e e i a da implemen ação da manu enção au ónoma, é mui o impo an e que odos os
p ocessos sejam e is os de o ma a ga an i que a endem às necessidades dos equipamen os,
en ol endo e apas como um con olo sis emá ico da equipa da manu enção, a u ilização de so wa es
de auxílio e e em s ock ma e iais e e amen as necessá ias. Os colabo ado es de em se esponsá eis
po man e a o ganização, limpeza, segu ança e a ges ão do equipamen o, p omo endo a melho ia
con inua.
Seguindo os se e passos ap esen ados é possí el implemen a a manu enção au ónoma com sucesso e
ga an i os seus bene ícios pa a a emp esa.
2.3.2 Os cinco ní eis da Manu enção
Segundo a (Associa ion F ançaise de No malisa ion (AFNOR), 2016) as a i idades de manu enção são
ca ego izadas em cinco ní eis, sendo que cada um pode se execu ado po di e en es esponsá eis. A
Tabela 1 de alha esses ní eis, o e ecendo uma b e e desc ição e indicando quem de e ia se o
esponsá el po execu á-los.
20
Tabela 1 - Ní eis de Manu enção
((Associa ion F ançaise de No malisa ion (AFNOR), 2016)
Ní el
Ações
Responsabilidade
Ní el 1
- A inações simples indicadas pelo ab ican e.
Ope ado
Ní el 2
- Repa ações baseadas em ope ações simples de
manu enção p e en i a, como lub i icação e con ole do
uncionamen o.
Técnico de quali icação
média ou ope ado
Ní el 3
- Subs i uição de peças a a és de diagnós icos e
localização de a a ias;
- Repa ações mecânicas simples e ope ações pad ão de
manu enção p e en i a.
Técnico especializado
Ní el 4
- Realização de odos os se iços de manu enção co e i a
e p e en i a, excluindo eno ações e econs uções;
- Calib ação de ins umen os de medição e con ole.
Técnico especializado
Ní el 5
- Repa ações signi ica i as, podendo en ol e a eno ação
comple a de um equipamen o.
Técnicos al amen e
especializados ou
ab ican e do
equipamen o.
Con o me pode-se cons a a a complexidade das ope ações e se em ealizadas aumen a em p opo ção
com o ní el onde se encon a, sendo necessá io eco e a écnicos especializados da Manu enção ou
a é mesmo ao ab ican e do equipamen o pa a a sua execução. Seguindo as p emissas da Manu enção
Au ónoma, apenas i emos aplica os dois p imei os ní eis du an e o deco e des e p oje o, is o se em
es es os ní eis e e en es aos colabo ado es dos equipamen os.
2.4 Fe amen as de Apoio à TPM e à Manu enção Au ónoma
Nes e capi ulo se ão abo dados os undamen os das p incipais e amen as auxilia es pa a uma co e a
implemen ação da Manu enção Au ónoma
21
2.4.1 5 Sensos
O 5S ep esen a uma iloso ia o iginada no Japão po Kao u Ishikawa, que se p opõe a emp ega , po
meio de um conjun o de a i idades, uma abo dagem ilosó ica isando a eliminação de despe dícios
den o da o ganização. O p incipal obje i o é eduzi a incidência de e os nos p ocessos, minimiza
pe das de empo na p odução e diminui de ei os nas peças ab icadas.
A implemen ação do 5S segue a sequência de cinco pala as japonesas, cada uma ep esen ando um
senso, como e e ido na Figu a 6. A aplicação in eg al desses sensos é c ucial pa a ga an i (Ins i u e
Kaizen, 2006).
Figu a 6 - Fluxos de e apas do 5s adap ado da emp esa em es udo
Es es cinco pon os co espondem aos cinco p ocessos de ans o mação capazes de ele a a e iciência
de uma áb ica ao ní el de p imei a classe (Cagliume e al., 2008).
Sei i (Sepa a ) – Man e apenas o ma e ial essencial pa a a execução das a e as e emo e o
desnecessá io;
Sei on (O ganiza ) – Após a sepa ação, o ganiza os a igos es an es em locais ap op iados. Cada
ma e ial de e e um local de inido e iden i icado;
Seiso (Limpeza) – Realiza a limpeza do local de abalho, emo endo poei a, limalhas, óleos e ou os
esíduos. Isso con ibui pa a a edução de pa agens de máquinas e p e enção de aciden es;
Seike su (No maliza ) – De em se no malizados p ocedimen os, ais como, a limpeza pa a que qualque
no o in e enien e se enquad e acilmen e;
Shi suke (Au odisciplina) – Na ideologia o iginal e am apenas conside ados 4 sensos, is o que no Japão
a Au odisciplina já nasce com a pessoa, po ém no mundo ociden al es e é o senso com maio di iculdade

22
de se cump ido (Exemplo das mul as de ansi o pa a ob iga os condu o es a espei a as eg as). O
obje i o é aplica os qua o p imei os sensos, p omo e a au odisciplina e inco po a o 5S no dia a dia
de odos os colabo ado es.
Na implemen ação dessa melho ia, o oco es a égico epousa no quin o S. Pa a e e i a os
ap imo amen os, é essencial di eciona es o ços pa a essas ações. Sendo es e senso o mais desa iado
e c ucial, ele se e como a base p opulso a das e apas subsequen es do p ocesso. Reconhecido como
o senso mais di ícil de se implemen ado, o quin o S desempenha um papel c ucial na ealização bem-
sucedida das melho ias. Sua execução e icien e é i al pa a o p og esso con ínuo nas e apas seguin es.
Pa a conc e iza essa implemen ação, é impe a i o ins iga uma ans o mação ab angen e na emp esa.
Essa mudança de e i além do p ocesso p odu i o, alcançando a lide ança de al o ní el da o ganização
(Like , 2003).
Po an o, obse a-se que pa a ope a a e amen a TPM e icien emen e den o da o ganização, é
essencial que sua undação, o 5S, seja inco po ada em seu desen ol imen o. Assim, o na-se impe a i o
pa a a implemen ação da Manu enção Au ônoma (MA) es abelece uma co elação en e seu
desen ol imen o e a iloso ia 5S. Con o me (Xenos, 2014), a in e ligação en e a MA e o 5S oco e
de ido às ações do senso de limpeza, que não apenas assegu am a limpeza cons an e dos
equipamen os, mas ambém são u ilizadas pa a iden i ica possí eis p oblemas, ga an indo que os
equipamen os pe maneçam semp e limpos, com peças lub i icadas e em pe ei o es ado de ope ação.
Dessa o ma, pe cebe-se que as a i idades da MA, em sua maio ia, con ibuem pa a as p á icas da
manu enção p e en i a.
2.4.2 Ges ão isual
(Cagliume e al., 2008) de inem a ges ão isual como uma e amen a de ansmissão de conhecimen o
que de e comunica a in o mação de manei a cla a e isual, eliminando qualque ambiguidade. Pa a
acili a a ansmissão da mensagem, a ges ão isual de e segui alguns p incípios:
• A in o mação a se di ulgada de e se simpli icada ao máximo;
• O con eúdo de e se ap esen ado em uma única página;
• As ins uções de em se cla as e acompanhadas de desenhos, imagens e co es;
• A aplicação da ges ão isual de e es a o mais p óximo possí el do pon o ele an e.
23
Segundo (L. F. R. Pin o, 2003), a ges ão isual em como obje i o ans o ma o ambien e de abalho,
acili ando as ações ealizadas po meio da implemen ação de sinalizações isuais que auxiliam essas
a i idades e aumen am a apidez das execuções. Dessa o ma, a ges ão isual, assim como ou as
e amen as, é uma melho ia de i ada da iloso ia
Lean
, que busca implemen a in o mações de o ma
isual, pe mi indo a de eção ápida du an e a ope ação e p omo endo a pad onização do p ocesso (Tjell
& Bosch-Sij sema, 2015).
Po an o, pa a segui o caminho da implemen ação da Manu enção Au ónoma (MA), é essencial u iliza
e amen as de auxílio isual. Essas e amen as de em se aplicadas con o me os p incípios
mencionados, de modo a auxilia os ope ado es na análise das máquinas e equipamen os, acili ando a
de eção de a a ias em seus sis emas (Mapokgole & Mbohwa, 2013).
2.4.3 Kaizen
Kaizen signi ica ap imo amen os que en ol em indi íduos de odas os ní eis da o ganização, desde
ges o es, adminis a i os a é ope ado es, sem a exigência de g andes in es imen os. A iloso ia Kaizen
pos ula que o modo como i emos, seja no ambien e de abalho, social ou domés ico, de e es a em
ha monia pe manen e, sendo es á a iloso ia japonesa de ape eiçoamen o con ínuo. O Kaizen de e se
inco po ado nas a e as co idianas e seu p incipal p opósi o é elimina despe dícios, es abelece no mas
e man e um ambien e de abalho o denado e limpo. As melho ias implemen adas mui as ezes, são
pequenas e disc e as, mas azem g andes esul ados. sob e udo a longo p azo (Oli a , 2006).
No malmen e, essas melho ias es ão ligadas com a diminuição dos gas os ope acionais, melho ia da
e iciência, melho a endimen o ao clien e, ap imo amen o da qualidade dos p odu os, se iços o e ecidos
e das condições de abalho.
Con o me (Imai, 1986) a implemen ação des a iloso ia se o na uma á ica c ucial nas o ganizações,
pois e e e-se à melho ia cons an e e ambém con ibui pa a que as o ganizações se o nem mais
e icazes e conside a elmen e mais compe i i as no me cado de abalho.
Uma das écnicas que apoia es a abo dagem é o ciclo PDCA (Planea , Execu a , Ve i ica e Agi ). Es e
ciclo c iado po
Shewha
e pos e io men e ap imo ado po
Deming
, consis e em qua o e apas (Miyake
& Busso, 2013):
•
Plan
(Planea ): Es a ase do ciclo en ol e a de eção do p oblema, a a és da obse ação do
mesmo. Também en ol e a análise do p ocesso pa a iden i ica as o igens da ques ão e
es abelece um plano de ação pa a esol ê-la;
24
•
Do
(Execu a ): Nes a e apa, a ança-se pa a o plano de ação com o obje i o de bloquea as
di iculdades encon adas que impedem a emp esa ou o ganização de os a ingi ;
•
Check
(Ve i ica ): Nes e momen o, ealiza-se uma e i icação, is o é, se o plano de ação es á em
con o midade com o espe ado;
•
Ac
(Agi ): Na e apa inal, ealiza-se uma e isão dos planos de ação e se ape eiçoa o plano.
Elabo a se um plano undamen ado nas lições ap endidas, passando pos e io men e pa a as
medidas co e i as. Também é imp escindí el man e uma comunicação cons an e com oda a
equipe, ga an indo que odos es ejam em sin onia.
O ciclo PDCA, ep esen ado na Figu a 7, é aplicado epe idamen e pa a ajus a e ap imo a
con inuamen e os p ocessos e p ocedimen os da en idade. Po meio des a epe ição, a emp esa es a á
em cons an e melho ia da e iciência e e icácia das suas ope ações (Imai, 1986).
Figu a 7 - Ciclo PDCA
2.4.4 Analise ABC
O mé odo ABC, ambém conhecido como eg a 80/20, é undamen ado no p incípio de Pa e o,
o mulado pelo p o esso e economis a Vil edo Pa e o, no século XIX, que conduziu uma pesquisa sob e
a conexão en e a iqueza, a enda e a população (Paes e al., 2019). Ao examina a dis ibuição de
enda na I ália, Pa e o no ou que 80% do pa imônio es a a concen ado em 20% da população. Depois,
ou os aspe os.
Pesquisas comp o a am a aplicabilidade des a eg a em di e sos ou os aspe os, ga an indo que
ap oximadamen e 80% dos e ei os são causados po 20% das causas (Tykocki & Jo dan, 2014).
A análise ABC iden i ica e dá p io idade às causas que o iginam o p oblema, ag upando-as de aco do
com sua unção. Es a di isão oco e em ês ca ego ias, A, B e C, mencionadas na Tabela 2.
25
Tabela 2 - Ca ego ização das di e en es classes da análise ABC
Classe dos i ens
% de I ens
% de gas o anual
Ações
Valo de Consumo
Classe A
20%
80%
Con olo diá io
Ele ado
Classe B
30%
15%
Con olo
pe iódico
Médio
Classe C
50%
5%
Con olo não
habi ual
Baixo
A pa i dessa ca ego ização, o na-se possí el es abelece p io idades e di eciona in e enções e icazes
nas causas do p oblema. Uma e amen a ú il pa a ep esen a os esul ados de manei a obje i a e
e icien e é o g á ico de Pa e o, que ilus a a cu a ABC ou o p incípio 80-20, con o me demons ado na
Figu a 8 (Paes e al., 2019).
Figu a 8 - Visualização dos esul ados num g á ico de Pa e o
(Re i ado (Paes e al., 2019))
2.5 Indicado es de Pe o mance pa a a Manu enção Au ónoma
Pa a uma ges ão emp esa ial e icaz e e icien e exige o uso de indicado es bem de inidos que
ep esen em o desempenho da áb ica e das ope ações de o ma ab angen e, pe mi indo o imiza a
disponibilidade, a e iciência e a qualidade dos equipamen os (Sil a, 2013). Essa p á ica de e se
con inuamen e inco po ada à a uação dos ges o es de ope ações em ambien es indus iais, assim como
em qualque o ganização cuja pe o mance dependa di e amen e do bom uncionamen o dos a i os
p odu i os. Os indicado es-cha e de desempenho (KPI’s) são amplamen e u ilizados pa a iden i ica
32
Ou o a o impo an e é a semelhança linguís ica com a WEG B asil, acili ando a comunicação, a
in eg ação en e as ope ações e o uso de documen ação ( an o pa a p odu o como pa a p ocessos
p odu i os).
O início da a i idade p odu i a em Po ugal oco eu com a aquisição da unidade da E acec Mo o s, na
Maia, em 2002. Com o c escimen o da emp esa, as ins alações da Maia o na am-se insu icien es e
obsole as, le ando à cons ução de um polo indus ial em San o Ti so, que con empla uma áb ica de
mo o es de baixa ensão cons uída em 2017 e uma áb ica de mo o es de média e al a ensão cons uída
em 2023, possibili ando assim um aumen o signi ica i o no núme o de colabo ado es, de 156 pa a mais
de 800, ao longo de 23 anos de ope ação. Ambas as áb icas es ão ep esen adas na Figu a 14.
Figu a 14 - Polo indus ial da WEG Po ugal
A unidade ab il onde o es udo oi ealizado (San o Ti so II) em como oco p incipal a p odução de
mo o es pe sonalizados e de g ande po e, com al u a de eixo a iando en e 315 e 900 milíme os,
ab angendo an o média quan o al a ensão i ásicos (a é 16 000 kW). Pa a além do ab ico de mo o es,
ambém dispõe de á eas de Soluções de Au omação e Quad os Elé icos (SAQE) e assis ência écnica,
conhecida como “
High Vol age Se ice
” (HVS). Po ou o lado, na ou a unidade ab il do pa que ab il
(San o Ti so I), concen a-se a mo o es elé icos pad onizados de ca álogo, com al u as de eixo a iando
de 225 e 450 milíme os, de baixa ensão i ásicos (a é 1 100kW). Como esul ado das di e enças
p odu i as, a unidade de San o Ti so 1 ab ica em média 250 mo o es elé icos semanalmen e, enquan o
a de San o Ti so 2 apenas ab ica ce ca de 18 mo o es po semana (WEG S.A., 2025a).
Os p odu os da WEG são econhecidos pela qualidade, al o desempenho e capacidade de pe sonalização.
A emp esa in es e em pesquisa e desen ol imen o pa a a ende às necessidades especí icas dos
clien es, seja em elação à ma é ia-p ima dos componen es, à co ou a ou as especi icações. Isso
pe mi e adap a p oje os de mo o es de aco do com as exigências indi iduais de milha es de clien es.

33
Além disso, a emp esa em Po ugal de ém as ce i icações ISO 9001, ISO 12944 e ISO 14001,
des acando o seu comp omisso com a qualidade, segu ança e meio ambien e.
3.1.2 Gama de mo o es San o Ti so II
Os mo o es de indução i ásicos de média e al a ensão, ab icados na no a áb ica de San o Ti so II,
o e ecem um conjun o ab angen e de opções e possibilidades que pe mi em a sua u ilização numa
di e sa gama de ope ações. Como p incipais u ilizações emos as minas, e ina ias e gás e indús ias de
ce eais, onde o equisi o ATEX é ob iga ó io (WEG S.A., 2025b).
A Tabela 3 ap esen a as p incipais gamas de mo o es ab icados na WEGeu o, des acando suas
ca ac e ís icas e aplicações ípicas.
Tabela 3 - Gama de mo o es p oduzidos em San o Ti so II
Mo o
Ca ac e ís icas
Aplicações comuns
W22Xdb
Po ência: 90 a é 1600 kW
Polos: 2 a 8
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 315 a 560mm
Sis emas de e ige ação: Sis ema echado
com ecu so a en ilado es
Po ência: 500 a é 2000 kW
Polos: 2 a 20
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 560 a 900 mm
Sis emas de e ige ação: Ci cui os in e nos
e ex e nos com oca a - a inco po ados na
ca caça
P incipais aplicações:
• Minas;
• Fáb icas de Fa inha;
• Pe oquímicas.
W22XdbT
W50
Po ência: 75 a é 1100 kW
Polos: 2 a 12
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 315 a 450mm
Sis emas de e ige ação: Ven ilado in e no
e ex e no
P incipais aplicações:
• Indús ia êx il;
• Papel;
• Ped ei as.
34
Mo o
Ca ac e ís icas
Aplicações comuns
HGF
Po ência: 75 a é 2800 kW
Polos: 2 a 12
F equência: 50 Hz
Al u a de eixo: 315 a 630mm
Sis emas de e ige ação: Ven ilado in e no
e ex e no.
P incipais aplicações:
• Side ú gicas;
• Açúca e e anol;
• Papel;
• Minei as;
• Saneamen o;
W60
Po ência: 500 a é 16000 kW
Polos: 2 a 16
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 355 a 1000mm
Sis emas de e ige ação: Abe o, a e a -
água
P incipais aplicações:
• Side ú gicas;
• Na ios.
W60 Ve ical
Po ência: 1000 a é 7500 kW
Polos: 10 a 18
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 630 a 900mm
Sis emas de e ige ação: a -a , a -água e
au o- en ilado
P incipais aplicações:
• Ge ação de ene gia;
• Saneamen o;
• Óleo e gás;
• Mine ação.
W51Xdb
Po ência: 132 a é 1.400 kW
Polos: 2 a 12
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 315 a é 450mm
Sis emas de e ige ação: Ven ilado in e no
e ex e no
P incipais aplicações:
• Mine ação;
• Óleo & Gás;
• Química;
• Na al.
Linha Mas e
Po ência: a é 50.000 kW
Polos: 2 a 16
F equência: 50 ou 60 Hz
Al u a de eixo: 280 a 1800mm
Sis emas de e ige ação: a -a , a -água e
au o- en ilado
P incipais aplicações:
• Saneamen o;
• Pe óleo & Gás;
• Side u gia;
• Açúca & E anol.
35
3.2 Análise dos equipamen os
Como e e ido an e io men e nes e ela ó io, a secção escolhida pa a a ealização des e es udo oi a
Maquinagem, is o se a secção com maio quan idade de equipamen os onde a aplicação da
manu enção au ónoma é essencial. Numa ase inicial, é c ucial conhece e comp eende a es u u a da
secção, sendo que pa a isso é impo an e analisa o layou p odu i o e as di e en es ca ego ias de
máquinas disponí eis.
3.2.1 Layou da secção
Na Figu a 15 ap esen a-se o layou ab il da secção da Maquinagem, onde se consegue pe cebe que
exis em duas á eas com ca ac e ís icas di e en es, sendo que à esque da encon am-se as máquinas de
meno es dimensões e à di ei a as máquinas de maio es dimensões. De ido ao c escimen o da emp esa
e ao aumen o p e is o de núme o de mo o es a ab ica , o layou pode á so e al e ações pa a acomoda
mais máquinas no as. No ANEXO A – Layou secção – Maquinagem Pesada e no ANEXO B – Layou
secção – Maquinagem Le e, encon am-se is as de de alhe do layou .
Figu a 15 - Layou da secção da Maquinagem
Equipamen os an igos (la anja), de g ande po e ( e melho) e no os (azul)
De e e i que os equipamen os que o am ans e idos da áb ica an iga (Ins alações da Maia), es ão
ep esen ados a la anja, sendo es es, pela sua an iguidade as máquinas que necessi am de maio
a enção po pa e da equipa da Manu enção. As expos as a e melho (de maio es dimensões) e a azul
(de meno es dimensões) são as máquinas no as ins aladas na ans e ência ab il pa a subs i uição das
obsole as.
3.2.2 Equipamen os
De ido à ipologia de componen es de um mo o elé ico ap esen a uma g ande di e sidade, o na-se
necessá io e um pa que de máquinas e sá il e dis in o. Pa a e um melho luxo p odu i o e uma
36
melho o ganização do abalho a ealiza , a secção di ide-se em dois g upos, Maquinagem pesada e
Maquinagem le e. Nas Tabela 4 e Tabela 5 es ão desc i as as máquinas exis en es.
Tabela 4 - Máquinas p esen es na secção – Maquiagem pesada
Maquinagem pesada
Máquina
Modelo
Ope ações
To no e ical CNC
VTL
To neamen o de ca caças
(Maio es dimensões)
To no e ical CNC
DANOBAT VTC-2500
To neamen o de ca caças
(Meno es dimensões)
Mand ilado a DOOSAN
DB 130CX
Mand ilagem e u ações em
ca caças e eios (meno es
dimensões)
Cen o de
maquinagem
SORALUCE Ca nei o
Mand ilagem e u ações em
ca caças e eios (Maio es
dimensões)
Cen o de
maquinagem HM
1000
Mand ilagem e u ações em
Caixas/ Supo es, caixas de
ligação, placas de obs ução e
componen es meno es
37
Maquinagem pesada
Máquina
Modelo
Ope ações
To no e ical
Hwacheon
To neamen o e u ação de
ampas, bases in e media ias
(diâme os meno es de 450mm)
Doosan VTR
To neamen o, esagem e
u ação de ampas, bases
in e media ias (diâme os
maio es de 450mm)
Tabela 5 - Máquinas p esen es na secção – Maquiagem Le e
Maquinagem Le e
Máquina
Modelo
Gama de abalho
To no Heynuma 15 U /
2200
To neamen o de anéis de
o o , ampas de caixas e
p a os de ape o (peças de
pequenas dimensões com
maio igo dimensional)
To no con encional Sinus
To neamen o de anéis de
o o , ampas de caixas e
p a os de ape o (peças de
pequenas dimensões com
meno igo dimensional)
Fu ado a adial Knu
Realização de u ações em
ampas e placas de echo
(ope ações com meno igo
dimensional)

38
Maquinagem Le e
Máquina
Modelo
Gama de abalho
Cen o maquinagem CNC
Doosan VM1260
Mand ilagem e u ações em
ba as de cob e, anéis de
ixação e esca éis (maio es
dimensões)
Cen o maquinagem CNC
Doosan Mynx 7500
Mand ilagem e u ações em
ba as de cob e, anéis de
ixação e esca éis (meno es
dimensões)
3.3 Seleção dos equipamen os
No subcapí ulo an e io o am abo dados odos os equipamen os p esen es na secção da Maquinagem,
po ém de ido ao empo limi ado pa a ealização do p oje o e ao de alhe que se p e ende abo da , se ão
selecionados apenas dois equipamen os. No p óximo capí ulo, de manei a a escolhe os equipamen os
com maio c i icidade e ele ância, o am le adas em conside ação os seguin es c i é ios:
• Cus os de manu enção;
• C i icidade ( ia mé odo ABC);
• His ó ico de in e enções de manu enção.
O pe íodo de análise conside ado pa a ecolha dos dados oi conside ado de janei o de 2022 a é ab il
de 2024.
39
4 IMPLEMENTAÇÃO DA METODOLOGIA DA MANUTENÇÃO AUTÓNOMA
No capi ulo an e io o am ap esen ados os equipamen os da secção da Maquinagem, e con o me
e e ido, de ido ao empo limi ado pa a ealização do p oje o, apenas se ão de inidos os dois
equipamen os mais c í icos pa a implemen ação da Manu enção au ónoma.
Conhecidas as p emissas eó icas abo dadas no capi ulo 2.3, começa am-se a aplica os concei os aos
equipamen os da secção da Maquinagem, con o me e apas p esen es no diag ama da Figu a 16.
Figu a 16 – diag ama de Implemen ação da Manu enção Au ónoma
Assim sendo, podemos assumi que pa a uma co e a implemen ação da manu enção au ónoma de em
se seguidas 4 g andes e apas, ou seja, as a i idades p elimina es e o passo 1 (limpeza inicial e
inspeção), passos 2 (eliminação das on es de con aminação) e o passo 3 (Realização dos pad ões
iniciais de manu enção au ónoma).
40
4.1 A i idades p elimina es
Como demons ado na Figu a 16, na e apa inicial da implemen ação su gem as a i idades p elimina es,
sendo es as necessá ias pa a a co e a de inição e implemen ação da manu enção au ónoma.
4.1.1 Ma iz C (Manu enção)
Segundo (Wi eman, 2004), aanálise his ó ica de cus os e alhas dos equipamen os é essencial pa a
ga an i uma implemen ação e icaz da TPM, especialmen e no pila da Manu enção Au ónoma.
O obje i o des a a i idade é elabo a uma lis a dos equipamen os que possuem maio es cus os
elacionados à manu enção.
Com ecu so aos dados p esen es na
Cos Deploymen
, e amen a da me odologia WMS, onde
anualmen e se compilam de alhadamen e odas as pe das e cus os da emp esa, são ealizados os
le an amen os dos cus os de manu enção do pila da Manu enção P o issional, ap esen ados em seguida
na Tabela 6
Impo an e salien a que os equipamen os con emplados são apenas os que ansi a am da an e io
áb ica. Os no os equipamen os ins alados na áb ica de San o Ti so II ainda não ap esen am his ó ico
de manu enção.
Tabela 6 - Cus os de manu enção po Equipamen os (anos 2021/2022)
Secção
Máquinas
Cus os (€)
Maquinagem Pesada
To no e ical CNC DANOBAT VTC-2500
13.288,11
Mand ilado a DOOSAN DB 130CX
16.405,21
Cen o de maquinagem So aluce Ca nei o
4.604,05
To no e ical Hwacheon
46.481,80
Cen o de maquinagem Doosan VTR
3.837,65
Maquinagem Le e
To no Heynuma 15 U / 2200
461,36
Cen o maquinagem CNC Doosan VM1260
3.677,33
Cen o maquinagem CNC Doosan Mynx 7500
2.741,04
41
4.1.2 Análise da c i icidade das máquinas
A e amen a u ilizada pela equipa da Manu enção pa a de inição dos ní eis de c i icidade dos
equipamen os é o mé odo ABC. Es e mé odo de e se ealizado anualmen e, incluindo assim os no os
equipamen os e al e ando o es ado dos já exis en es caso se jus i ique.
Es a e amen a u iliza 3 ní eis de c i icidade, onde em cada uma delas de em se ealizadas as seguin es
ipologias de manu enção:
C i icidade A
• Manu enções P e en i as Pe iódicas;
• Manu enções P edi i as (condicionadas);
• Manu enções Co e i as.
C i icidade B
• Manu enções P e en i as Pe iódicas;
• Manu enções Co e i as.
C i icidade C
• Manu enções Co e i as.
Es a e amen a le a em conside ação ês a iá eis, a Á ea (P odução, Qualidade e Manu enção), os
c i é ios de análise e os pa âme os, ob endo assim uma pon uação po cada equipamen o, que di a á
a sua c i icidade. Na Tabela 19, Tabela 20 e na Tabela 21 do APÊNDICE A – De inição c i icidade dos
equipamen os – Secção Maquinagem es ão de alhados odos os pon os pa a de inição de c i icidade de
equipamen os. Focando nas ês á eas analisadas, a P odução (le a em conside ação o impac o de e
uma máquina pa ada, as al e na i as in e nas na emp esa e a acilidade de encon a o necedo pa a
eco e a subcon a ação), a Qualidade ( isco de ob e p odu os com não con o midades, causando
cus os e a asos) e a Manu enção (cus os de manu enção conside ando o alo e a idade dos
equipamen os), ap esen am-se na Tabela 7 os esul ados de c i icidade po equipamen o analisados.
Tabela 7 - C i icidade dos equipamen os p esen es na secção
Equipamen os
C i icidade
To no e ical CNC VTL
A
To no e ical CNC DANOBAT VTC-2500
B
Mand ilado a DOOSAN DB 130CX
B
48
O uso des a e amen a pode ambém se u ilizado pa a moni o a melho ias ealizadas, se indo como
mé odo compa a i o do an es e do depois.
4.1.4 De inição da equipa
Após de inição dos equipamen os, é essencial de ini qual se á a equipa de abalho. Na aplicação da
me odologia é necessá ia uma equipa mul idisciplina com a pa icipação da P odução, da Engenha ia
Indus ial, do Con ole de Qualidade, da Segu ança e da Manu enção, con o me ap esen ado na Figu a
23.
Figu a 23 - Funções de cada memb o da equipa "Pila AM WEG"
Nes e p oje o, de ido a se um es udo académico, não oi c iada uma equipa especi ica con o me
indicado, po ém memb os de odas as á eas iam auxiliando semp e que solici ados.
4.1.5 Comp a do ma e ial necessá io
Pa a a implemen ação e icaz do p oje o, é necessá io adqui i ma e iais especí icos, como e ique as pa a
iden i icação de anomalias Figu a 24 e cade nos pa a egis a as anomalias. As e ique as acili am a
iden i icação e as eamen o dos equipamen os, enquan o o
dashboa d
e cade nos de anomalias são
e amen as essenciais pa a documen a e analisa e en os de manu enção, pe mi indo um
acompanhamen o de alhado e sis emá ico.

49
Figu a 24 - Exemplo de e ique a de anomalias
4.1.6 De inição das me as
A de inição de me as cla as e mensu á eis é um passo c ucial no p ocesso. Essas me as de em es a
alinhadas com os obje i os es a égicos da o ganização e ocadas em melho a a e iciência, eduzi
cus os e aumen a a disponibilidade dos equipamen os. Es abelece indicado es de desempenho, como
o OEE
(O e all Equipmen E ec i eness)
, ajuda a moni o a o p og esso e alida a e icácia das ações
implemen adas. Na Tabela 10 es ão p esen es as me as p opos as pa a es e p oje o, conside ando que
os alo es ap esen ados no “Es ado a ual” se e e em a um pe íodo comp eendido en e 01/2022 e
04/2024.
Tabela 10 - Me as p opos as pa a o p oje o
Indicado
Signi icado
Equipamen o
Es ado
a ual
Me a
Disponibilidade
Tempo na qual o equipamen o
es e e disponí el pa a p odução
VTR
53%
56%
Hwacheon
E iciência
Tempo de execução eal em
elação ao empo de execução
p e is o
VTR
72%
75%
Hwacheon
88%
90%
Equipamen o
pa ado
Tempo que o equipamen o es á
pa ado po a a ias
VTR
32,07
-20%
Hwacheon
637,07
-20%
50
4.1.7 Capaci ação da equipa de implemen ação
Po im, nas a i idades p elimina es, a capaci ação inicial da equipa é mui o impo an e pa a assegu a
que odos os memb os comp eendam as me odologias, e amen as e obje i os do p oje o de
manu enção au ónoma. Essa o mação de e ab ange desde o uso de e amen as especí icas a é a
aplicação de p incípios de melho ia con ínua e ges ão isual. Uma equipa bem einada e en ol ida é
capaz de iden i ica e soluciona p oblemas de o ma p oa i a, con ibuindo signi ica i amen e pa a o
sucesso do p oje o.
4.2 Passo 1 - Limpeza inicial e inspeção
Após a ealização das a i idades p elimina es, já es ão eunidas as condições pa a o início das ações de
implemen ação, ou seja, os 3 passos da manu enção au ónoma. Nes e momen o são conhecidos os
equipamen os c í icos, as equipas de a uação e as me as, sendo en ão mais asse i as as ações a de ini .
4.2.1 Inspeção ge al e e ique agem
Es a e apa é uma das mais impo an es numa ase inicial da implemen ação, is o que i á iden i ica um
ele ado núme o de anomalias dos equipamen os. É impo an e que du an e es a e apa o equipamen o
es eja disponí el pa a que a equipa consigo aze a análise no p óp io local. Pa a o egis o das anomalias
de em se u ilizadas duas ipologias de e ique as, sendo as e ique as azuis as de esponsabilidade da
manu enção au ónoma e as e ique as e melhas da esponsabilidade da manu enção p o issional, sendo
que nes e p oje o apenas se á implemen ado as e ique as azuis.
Os p eenchimen os des as e ique as de em segui as seguin es eg as:
• 1ª ia: De e se p eenchida, con o me Figu a 25, pelo colabo ado que iden i icou a anomalia e
pos e io men e colocada no cade no de anomalias;
Figu a 25 - P eenchimen o da e ique a
51
• 2ª ia: A cópia da 1ª ia de e se colocada no local mais p óximo da anomalia, endo a enção de
não coloca em locais que possam dani ica o papel. Pos e io men e à colocação da e ique a, o
memb o da equipa designado pa a ge i as mesmas de e á seleciona a pessoa mais indicada
pa a esolução do p oblema e es abelece um p azo, p eenchendo essa in o mação na 1ª ia.
Após a esolução do p oblema, a 2ª ia de e se ecolhida do equipamen o e a qui ada no cade no
de anomalias jun o da 1ª ia.
Na Figu a 26 e na Figu a 27 es ão isí eis algumas das e ique as colocadas nos equipamen os Hwacheon
e VTR, e e en es a p oblemas de e ados nes a e apa do p oje o.
Figu a 26 - P oblema na po a e no con en o de limalha do Hwacheon
Figu a 27 - P oblemas na pis ola de a comp imido e no id o do VTR
52
4.2.2 Elabo ação do plano de ação
De ido ao ele ado núme o de e ique as abe as na e apa inicial, o na-se necessá ia a elabo ação de um
plano de ação, onde o esponsá el designado pela equipa ealiza o acompanhamen o, conside ando
esponsá eis, p azos e soluções. Na Figu a 28 é isí el um exce o do plano de ações elabo ado, es ando
a e são comple a no APÊNDICE D – Plano de ação de implemen ação Manu enção Au ónoma.
Figu a 28 - Exce o do plano de ação
4.2.3 P og amação da pa agem do equipamen o
An es de se p ocede à ealização das e apas seguin es é impo an e p og ama com os planeado es
uma pa agem o al do equipamen o pa a execução de uma limpeza ge al do mesmo, sem causa
qualque p ejuízo à P odução. Es a e apa não oi execu ada na sua pleni ude no deco e do p oje o
de ido à ca ga ele ada na P odução, o que impossibili ou uma pa agem o al dos equipamen os.
4.2.4 Limpeza écnica e Manu enção 5S
Sendo es a a úl ima e apa do passo 1, ap esen a-se como a mais complexa e demo ada, consis indo na
desmon agem de di e sos componen es do equipamen o, pa a ealização de limpeza indi idual e
es au ação dos componen es que enham p oblemas. Além disso, e is o que o equipamen o es á
pa ado, a equipa de e ealiza ambém a aplicação in ensi a do 5S no pos o de abalho. Tal como na
e apa an e io , não oi possí el a ealização comple a de ido ao equipamen o não pode pa a o almen e,
po ém o am ealizadas pequenas ações como a limpeza e pin u a do anque de il agem, con o me
isí el na Figu a 29.
53
Figu a 29 - An es e depois da limpeza e pin u a e e uada
4.3 Eliminação das on es de con aminação
Nes a e apa o obje i o é elimina as on es de con aminação, is o que assim eduzi emos a necessidade
de limpezas egula es po pa e dos colabo ado es, já que os equipamen os se man e ão mais limpos.
4.3.1 Iden i icação das on es de con aminação e locais de di ícil acesso
Iden i icam-se as on es de con aminação (como azamen os de óleo e de i os) e os locais de di ícil
acesso nos equipamen os e na á ea de p odução. Es a iden i icação é essencial pa a p e eni u u os
p oblemas e ga an i a limpeza e a e iciência das máquinas.
4.3.2 Elabo ação do mapa
Complemen ado o passo an e io , c iam-se mapas de alhados pa a documen a as on es de
con aminação e os locais de di ícil acesso. Esses mapas são e amen as isuais que ajudam a equipe a
en ende onde es ão os p oblemas e como abo dá-los. Na Figu a 30 e na Figu a 31 encon am-se os
mapas de on es de con aminação e locais de di ícil acesso dos equipamen os c í icos Hwacheon e VTR.
Figu a 30 - Mapa de on es de con aminação - Hwacheon

54
Figu a 31 - Mapa de on es de con aminação - VTR
4.3.3 Comba e às on es de con aminação
Com oco nas ações lis adas nos mapas da Figu a 32 e Figu a 33, de em-se elabo a ações com o
p opósi o de implemen a medidas pa a elimina ou con ola as on es de con aminação e melho a o
acesso aos locais iden i icados. Essas medidas podem inclui a ins alação de ba ei as, a melho ia dos
sis emas de en ilação e a modi icação dos p ocedimen os de limpeza.
Figu a 32 - Resolução do pon o 3 do mapa de on es de con aminação – Hwacheon
55
Figu a 33 - Resolução do pon o 3 do mapa de on es de con aminação – VTR
4.4 Realização dos pad ões iniciais de Manu enção Au ónoma
Po im, no passo 3 da implemen ação, i emos acompanha os indicado es das ações ealizadas e do
seu impac o, sendo ambém elabo ado e execu ado o plano de a i idades au ónomas dos equipamen os
de inidos.
4.4.1 Le an amen os de in o mações dos indicado es
Nes a a e a ecolhem-se os dados e in o mações ele an es sob e os indicado es de desempenho dos
equipamen os e p ocessos. Esses indicado es ajudam a moni o a a e iciência e a e icácia das a i idades
de manu enção. Pa a um con olo melho dos indicado es e pa a uma melho lei u a e o ganização dos
mesmos, oi elabo ado um
dashboa d,
con o me Figu a 34, onde são compilados e a mazenados dados
como as o as das Manu enções Au ónomas, o OEE e o egis o de e ique as.
Adicionalmen e, encon a-se no APÊNDICE G –
Dashboa d
ge encial Manu enção Au ónoma as abas que
alimen am o
dashboa d
, con endo as bases de dados es u u adas com os egis os de manu enção,
indicado es de pe o mance e e en os de ope ação, pe mi indo a as eabilidade e análise de alhada de
cada componen e moni o izado.
56
Figu a 34 - Dashboa d dos indicado es MA
4.4.2 Alimen ação do quad o da Manu enção au ónoma
Os dados ecolhidos na e apa an e io (dados como e iciência e disponibilidade dos equipamen os)
de em se o ganizados e a qui ados na documen ação do quad o da manu enção au ónoma, con o me
isí el na Figu a 35. Com es a in o mação, odos os dados icam cen alizados em um único pon o de
ácil acesso, pe mi indo um melho acompanhamen o das melho ias aplicadas.
Figu a 35 - Quad o da Manu enção Au ónoma
4.4.3 Elabo ação e execução do Plano de A i idades Au ónomas (PAA)
Es e plano ap esen a uma lis a de a i idades que de em se execu as pe iodicamen e com o obje i o de
c ia um pad ão de limpeza, inspeção, lub i icação e ges ão isual, de manei a a possibili a a execução
57
das ope ações no meno empo possí el. Numa p imei a ase oi elabo ado o mapa de con aminações
conside ando um ele ado núme o de pon os de a uação, po ém, con o me isí el na. Figu a 36, com a
e olução do p oje o e o eedback dos colabo ado es, esse núme o conside a elmen e eduzido.
Figu a 36 - E olução do mapa de con aminações do Hwacheon
Na elabo ação do PAA é mui o impo an e de ini e de alha odos os locais do equipamen o onde de em
se ealizadas ações, adicionando in o mações como o og a ias (pa a acili a a isualização da
localização), desc ição da a i idade e equência de execução. Na Figu a 37 é ap esen ado um de alhe
do PAA do Hwacheon onde são isí eis as in o mações p esen es.
Figu a 37 - De alhe do PAA do Hwacheon onde as a e as es ão de inidas
Pa a que o sucesso da implemen ação do PAA seja possí el é necessá io ga an i que odas as pessoas
en ol idas conheçam bem odo o p ocesso e es ejam cien es de como de em ealiza as ope ações.
De ido a essa impo ância, oi ealizada uma ação de o mação a odos os colabo ado es, onde o am
64
Tabela 13 - P incipais pa agens que impac am no ID do equipamen o – An es da Implemen ação da MA
E en o
Du ação (ho as)
Pe cen agem (%)
Pa ada não jus i icada
466,90
16
T oca de u no/Limpeza
182,49
6,2
Recupe ação e e abalho
138,75
5
Manu enção co e i a
32,07
1,15
Abo dando ago a os dados ecolhidos nos 3 meses após a implemen ação da Manu enção au ónoma no
VTR, con o me Figu a 46, no amos ligei as melho ias, aumen ando a média do ID de 53% pa a 54,6%
(po ém com endência de edução em elação ao ano de 2023).
Figu a 46 - His ó ico do índice de disponibilidade após a implemen ação da MA
Após a implemen ação da Manu enção Au ónoma, é possí el obse a que os empos de pa ada não
jus i icada po al a de apon amen o p a icamen e desapa ece am, en ão mesmo com um aumen o de
14,64 ho as pa a aplicação do PAA (co esponden e a 3% do empo o al de máquina pa ada), o empo
de disponibilidade do equipamen o aumen ou.
Tabela 14 - P incipais pa agens que impac am no ID do equipamen o – Após a Implemen ação da MA
E en o
Du ação (ho as)
Pe cen agem (%)
Recupe ação e e abalho
35,78
8
Manu enção co e i a
33,22
7,8
A i idades Manu enção Au ónoma
14,64
3
T oca de u no/Limpeza
6,53
1,34
Pa ada não jus i icada
0,78
0,16

65
A me a p e is a no início do p oje o e a de ob e um ID de 56% no equipamen o VTR, sendo que ob i emos
um alo de 54,6%, que se aduz em um aumen o de 1,6% em elação à média an e io , po ém abaixo
do obje i o p opos o. A p incipal causa pa a o não a ingimen o da me a oi uma a a ia po colisão de
e amen a, p o ocando um longo empo de pa agem do equipamen o.
5.2 Aumen o do índice de e iciência (IE)
O índice de e iciência de um equipamen o (IE) é um indicado que mos a a e iciência das ope ações
ealizadas nos equipamen os, ou seja, mos a a elação en e o empo eal de ope ação e o empo
p e is o pa a a execu a . Apesa de não se um indicado di e amen e impac ado pelas melho ias
implemen adas, é impo an e analisa os seus dados, is o que o melho conhecimen o do equipamen o
po pa e do colabo ado e um maio comp ome imen o le am a a i idades ealizadas com melho
qualidade e meno empo.
5.2.1 Índice de e iciência – Hwacheon
Na Figu a 47 é isí el o his ó ico do IE do equipamen o Hwacheon desde que oi implemen ado o WSFM
pa a ecolha de dados. Ao con á io do ID, es es dados não ca ecem de p eenchimen o manual do
colabo ado no WSFM, is o que é a a és de componen es de con olo do equipamen o que se de e a a
ope ação (como po exemplo, quando a máquina es á em o ação o WSFM conside a que es á a ope a ).
A média de IE do equipamen o nes as p emissas é de 88%. De salien a que o alo de 290% de ma ço
de 2024 é um alo o a de cu a, sendo causado po uma má análise do cálculo do empo p e is o de
ope ação de uma g ande sé ie de peças.
Figu a 47 - His ó ico do índice de e iciência an es da implemen ação da MA
66
Após a implemen ação da Manu enção Au ónoma, é possí el obse a que a e iciência do equipamen o
não so e g andes al e ações, mos ando que a es abilidade básica do p ocesso nes e equipamen o já
es á conseguida.
Figu a 48 - His ó ico do índice de e iciência após a implemen ação da MA
A me a p e is a no início do p oje o e a de ob e um IE de 90% no equipamen o Hwacheon, sendo que
oi ob ido um alo de 86,3%, in e io ao obje i o. Ficou cla o que o maio a o de impac o nos alo es
ap esen ados é a a iabilidade de peças a ealiza , di icul ando a equipa de analis as na a ibuição de
empos de execução. Apesa de e icado abaixo da me a, o alo a ingido é bas an e posi i o.
5.2.2 Índice de e iciência - VTR
Em elação ao índice de e iciência do VTR, con o me ap esen ado na Figu a 49, a média a é ao início da
implemen ação da Manu enção Au ónoma no equipamen o é de 72%, um alo bas an e in e io ao
ap esen ado pelo Hwacheon, pe mi indo assim uma maio p obabilidade de sucesso com as melho ias
aplicadas. O alo do mês de ma ço é de 0% de ido a uma a a ia que impossibili ou o equipamen o de
abalha .
Figu a 49 - His ó ico do índice de e iciência an es da implemen ação da MA
67
Ao con á io do oco ido no Hwacheon, após a implemen ação da Manu enção Au ónoma, o índice de
e iciência do VTR ap esen ou melho ias signi ica i as, apesa de ainda ap esen a alguma ins abilidade
nos alo es ap esen ados, necessi ando de uma maio a enção ao longo dos p óximos meses.
Figu a 50 - His ó ico do índice de e iciência após a implemen ação da MA
A me a p e is a no início do p oje o e a de ob e um IE de 75% no equipamen o VTR, sendo que oi ob ido
um alo de 81%, bas an e supe io ao obje i o, po ém ainda com uma possibilidade de melho ia, is o
que um IE ideal onda ia os 90%.
5.3 Pa agem dos equipamen os - A a ias
Os p incipais a o es pa a a de inição dos equipamen os c í icos o am o núme o de ho as de máquina
pa ada po a a ia e o núme o de a a ias, con o me ap esen ado no subcapí ulo 4.1.3, onde se
salien a am os equipamen os Hwacheon e o VTR. O mé odo de inido pa a analisa o impac o dessas
pa agens oi o peso inancei o pa a a emp esa, conside ando o cus o de p odução e o cus o de
manu enção. Foi compa ado esse peso em dois pe íodos de análise dis in os, de janei o de 2022 a é
ab il de 2024 como pe íodo p é-implemen ação da Manu enção Au ónoma e de maio de 2024 a é julho
de 2024 como pe íodo pós- implemen ação.
5.3.1 Pa agem do equipamen o Hwacheon - A a ias
Pa a melho se comp eende o impac o da pa agem dos equipamen os po a a ias, oi ealizado o
le an amen o, das peças ab icadas e o seu alo de p odução, isí el na Tabela 15, onde a soma do
alo a inge os 2.024.149,82 €.
68
Tabela 15 - P odução ealizada no Hwacheon – P é-Implemen ação MA
Gama de peças p oduzidas
To al de peças
Valo
Tampas
1505
1 260 526.09 €
Bases
804
535 065.74 €
Anéis
289
128 217.10 €
Supo e
56
39 809.15 €
Cin as
47
28 522.21 €
Ven ilado
42
32 009.54 €
Conside ando que, no pe íodo, o equipamen o e e 637,07 ho as pa ado po a a ia e as manu enções
co e i as ap esen a am um cus o de 46.482,00 €, podemos conclui , con o me g á ico da Figu a 51,
que 10% do alo que o equipamen o ag ega à emp esa oi pe da.
Figu a 51 - Impac o das manu enções co e i as na p odução no pe íodo p é-implemen ação MA – Hwacheon
Aplicando o mesmo c i é io, po ém al e ando o pe íodo de análise pa a o pós-implemen ação da
Manu enção Au ónoma, na Tabela 16 podemos e o núme o de peças ealizados e o seu alo
co esponden e.
Tabela 16 - P odução ealizada no Hwacheon – Pós-Implemen ação MA
Gama de peças p oduzidas
To al de peças
Valo
Tampas
213
178 529.45 €
Bases
114
75 781.84 €
Anéis
41
18 159.50 €
Supo e
8
5 638.21 €
Cin as
7
4 039.63 €
Ven ilado
6
4 533.54 €
Como ob i emos uma edução conside á el do núme o de ho as de máquina pa ada po a a ia, pa a
apenas 3,07 ho as com um cus o de manu enção baixo, eduzimos o impac o das a a ias nes e
69
equipamen o de 8% pa a 0,41%. A me a p opos a e a de eduzi 20% o impac o, sendo que oi eduzido
ce ca de 95% do mesmo.
Figu a 52 - Impac o das manu enções co e i as na p odução no pe íodo pós-implemen ação MA – Hwacheon
5.3.2 Pa agem do equipamen o VTR - A a ias
Em elação ao VTR, o impac o da pa agem dos equipamen os po a a ias es á ap esen ado na Tabela
17, onde o o al do alo p odu i o es á nos 1.503.933,45 €. Em elação ao Hwacheon, o núme o de
peças ab icadas no VTR é in e io de ido á sua ipologia, onde as peças são de maio es dimensões e
complexidade.
Tabela 17 - P odução ealizada no VTR – P é-Implemen ação MA
Gama de peças p oduzidas
To al de peças
Valo
Tampas
771
1 336 382.33 €
Anéis
63
48 214.81 €
Bases
49
37 109.42 €
Fe amen as
26
49 787.77 €
Cin as
21
24 697.77 €
Supo es
14
7 741.36 €
Con o me e e ido no capi ulo 4 o equipamen o VTR não ap esen a a um ele ado núme o de ho as de
máquina pa ada po a a ia, mas sim um ele ado núme o de pa agens. No g á ico da Figu a 53 podemos
obse a que apenas 0,87% do alo que o equipamen o ag ega à emp esa oi pe da.

70
Figu a 53 - Impac o das manu enções co e i as na p odução no pe íodo p é-implemen ação MA – VTR
De ido a uma a a ia po colisão, o núme o de ho as de máquina pa ada oi ele ado conside ando o
pequeno pe íodo de acompanhamen o, p o ocando um impac o de 3,73% no alo ag egado. Assim
sendo, i emos um aumen o, não conseguindo a ingi a me a de edução de 20%.
Tabela 18 - P odução ealizada no VTR – Pós-Implemen ação MA
Gama de peças p oduzidas
To al de peças
Valo
Tampas
110
189 273.03 €
Anéis
9
6 828.71 €
Bases
7
5 255.84 €
Fe amen as
4
7 051.49 €
Cin as
3
3 497.97 €
Supo es
2
1 096.42 €
Figu a 54 - Impac o das manu enções co e i as na p odução no pe íodo pós-implemen ação MA – VTR
71
6 CONCLUSÃO
6.1 Conside ações inais
O p esen e es udo e e como obje i o o desen ol imen o e implemen ação de um modelo de Manu enção
P e en i a Au ónoma (MA) em dois equipamen os c í icos da secção de Maquinagem da WEG Po ugal,
isando o aumen o da sua disponibilidade e e iciência e a edução do impac o das ho as de máquina
pa ada nos cus os da P odução, u ilizando como undamen o a iloso ia da Manu enção P odu i a To al
(TPM).
A abo dagem oi conduzida de o ma es u u ada, baseada em undamen os eó icos, me odologias
econhecidas e e amen as de apoio como o 5S, ges ão isual, análise ABC e indicado es de
pe o mance (OEE, HMP, MTBF). Pa a al, oi ealizada uma análise de alhada dos equipamen os, com
oco na sua c i icidade, impac o ope acional e cus o de manu enção. De ido ao empo limi ado pa a
execução des e p oje o, o am selecionados apenas dois equipamen os como casos modelo pa a
aplicação des a me odologia, sendo eles o o no e ical Hwacheon e o cen o de maquinagem Doosan
VTR.
A de inição dos equipamen os baseou-se em c i é ios écnicos como cus os de manu enção, c i icidade
e his ó ico de manu enções. A aplicação das e apas da Manu enção Au ónoma, ainda que limi ada po
a o es ope acionais como a impossibilidade de pa agens p og amadas comple as, pe mi iu e idencia
ganhos ele an es, especialmen e no equipamen o Hwacheon.
Com a implemen ação da Manu enção Au ónoma, obse ou-se:
• Um aumen o do ID no Hwacheon de 53% pa a 64,3%, supe ando a me a p opos a de 56%;
• Redução de 95% nas pe das de alo p odu i o po a a ias no mesmo equipamen o;
• Melho ia de 9% no Índice de e icência do VTR, a ingindo 81% (supe io à me a de 75%).
Ainda que o VTR enha ap esen ado uma a a ia ele an e no pe íodo de análise que impac ou
nega i amen e os esul ados, a endência ge al de melho ia e o ça o alo da MA como ins umen o de
iabilidade e e iciência ope acional.
Além dos indicado es écnicos, obse ou-se ambém uma mudança g adual na cul u a o ganizacional,
com maio en ol imen o e esponsabilização dos colabo ado es, elemen os undamen ais pa a a
sus en abilidade do modelo ado ado. A u ilização de e amen as como o WSFM, o dashboa d de
indicado es, os mapas de on es de con aminação e os Planos de A i idades Au ónomas e elou-se
essencial pa a o acompanhamen o e con inuidade das melho ias implemen adas.
72
6.2 T abalhos u u os
Dado os bons esul ados ob idos nos dois equipamen os modelo, mesmo que apenas acompanhados e
a aliados du an e um pequeno pe íodo, é ecomendada a con inuação da implemen ação da
Manu enção Au ónoma, is o ainda pe manece em em abe o á ias opo unidades de melho ia e
desen ol imen o. Assim sendo, ap esen am-se em seguida as p incipais ecomendações:
Expansão da me odologia pa a es an es equipamen os da secção:
A me odologia de Manu enção Au ónoma desen ol ida nes e es udo de e á se , p og essi amen e,
es endida aos ou os equipamen os da secção de maquinagem, sob e udo àqueles que ap esen am
ele ado núme o de pa agens não p og amadas, cus os de manu enção signi ica i os ou impac o di e o
na p odu i idade e qualidade inal dos p odu os. A análise p elimina ealizada ao longo des e abalho
pe mi iu já iden i ica di e sos equipamen os com pe is ope acionais semelhan es aos dos casos-
modelo, demons ando assim o ele ado po encial de eplicabilidade da abo dagem ado ada.
A expansão da me odologia eque , con udo, uma adap ação pe sonalizada a cada equipamen o, endo
em con a suas pa icula idades écnicas, c i icidade ope acional e his ó ico de alhas. Es e p ocesso de e
se conduzido em es ei a colabo ação com os ope ado es e equipas de manu enção, ga an indo que o
conhecimen o adqui ido na implemen ação inicial seja capi alizado e que os planos de a i idades
au ónomas e oluam com base em dados eais e ap endizagem con ínua.
Es udos Longi udinais de Sus en abilidade do Modelo:
A ealização de a aliações longi udinais, com moni o ização dos indicado es de desempenho ao longo
de pe íodos mais ex ensos (supe io es a seis meses), se á essencial pa a alida a sus en abilidade dos
ganhos alcançados com a implemen ação da manu enção au ónoma. Es e ipo de es udo pe mi i á
analisa a consis ência dos esul ados ace às lu uações na u ais da p odução, à o a i idade de
colabo ado es e às a iações na ipologia de peças ab icadas.
Além disso, ais a aliações possibili a ão iden i ica possí eis pon os de eg essão no cump imen o das
o inas de manu enção, des ios nos pad ões de inidos e e en uais necessidades de econ igu ação dos
planos de a i idades au ónomas. A obse ação con ínua dos dados pe mi i á ainda a e i o g au de
ma u idade da cul u a de melho ia con ínua en e as equipas ope acionais, a o de e minan e pa a o
êxi o p olongado da me odologia.
73
Au oma ização dos Regis os e Ale as de Manu enção:
A au oma ização dos egis os e ale as de manu enção, a a és da u ilização de senso es
IoT (In e ne o
Things)
e algo i mos de
machine lea ning
, ap esen a um ele ado po encial pa a a e olução dos sis emas
de moni o ização na WEG Po ugal. A in eg ação des as ecnologias ao WSFM e ao SAP pe mi i ia a
ecolha con ínua de dados ope acionais dos equipamen os, possibili ando uma análise p edi i a mais
p ecisa e a emissão de ale as em empo eal, an ecipando alhas com maio iabilidade.
Na unidade de San o Ti so I, esse ipo de moni o ização já es á pa cialmen e implemen ado a a és do
sis ema Mo o Scan, que pe mi e acompanha o es ado de mo o es elé icos de o ma emo a e con ínua.
A expansão des a abo dagem pa a a áb ica de San o Ti so II se ia ex emamen e an ajosa, endo em
con a que os equipamen os des a unidade ope am com ole âncias dimensionais mui o mais es i as e
lidam com peças de ele ado alo ag egado.
80
Tabela 22 - Valo de c i icidade po equipamen o - Secção Maquinagem

81
APÊNDICE B – EVENTOS WSFM – ANÁLISE ABC
Tabela 23 - Ní eis A B C análise de dados
Classe
%
A
80%
B
90%
C
100%
Tabela 24 - Classi icação de e en os WSFM - Secção da Maquinagem
E en o WSFM
Du ação
% Rela i a
% Acumulada
Classe
Secção da Maquiangem
PREPARAÇÃO
1390.356
22.087%
22.087%
A
RECUPERAÇÃO E RETRABALHO
1044.854
16.598%
38.685%
A
PARADA NÃO JUSTIFICADA
736.543
11.700%
50.385%
A
FALTA DE FUNCIONARIO
483.072
7.674%
58.059%
A
CARGA E DESGARGA DE MATERIAIS
218.845
3.476%
61.535%
A
ACABAMENTO PEÇAS
207.047
3.289%
64.824%
A
TROCA DE TURNO / LIMPEZA
189.746
3.014%
67.838%
A
AGUARDANDO
CHEFE/PREPARADOR/ENGENHARIA
170.890
2.715%
70.553%
A
DESLIGAMENTO LOCAL
170.156
2.703%
73.256%
A
MANUTENÇÃO CORRETIVA
156.760
2.490%
75.746%
A
DIÁLOGO DIARIO DE SEGURANÇA (DDS)
143.819
2.285%
78.031%
A
CRIACAO/AJUSTE PROGRAMA CNC
139.611
2.218%
80.249%
B
AUXÍLIO A OUTRA MÁQUINA
114.914
1.825%
82.074%
B
LIMPEZA DO POSTO DE TRABALHO
101.986
1.620%
83.694%
B
AGUARDANDO MANUTENÇÃO
98.323
1.562%
85.256%
B
REUNIÃO/TREINAMENTO
87.256
1.386%
86.642%
B
INSPECIONAR/MEDIR AMOSTRA
84.730
1.346%
87.988%
B
FALTA DE FERRAMENTA(S)
79.269
1.259%
89.248%
B
FALTA DE PROGRAMA CNC
64.253
1.021%
90.268%
C
TROCA DE FERRAMENTAS (FIM VIDA UTIL)
60.960
0.968%
91.237%
C
QUEBRA/TROCA DE FERRAMENTA(S)
60.719
0.965%
92.201%
C
ÁGUA/BANHEIRO
59.453
0.944%
93.146%
C
AQUECIMENTO DA MÁQUINA
54.966
0.873%
94.019%
C
APONTANDO
47.414
0.753%
94.772%
C
TIRAR ZERAMENTO
46.927
0.745%
95.517%
C
AGUARDANDO PONTE ROLANTE
39.196
0.623%
96.140%
C
REUNIÃO
28.810
0.458%
96.598%
C
82
Tabela 25 - Con inuação - Classi icação de e en os WSFM - Secção da Maquinagem
E en o WSFM
Du ação
% Rela i a
% Acumulada
Classe
Secção da Maquiangem
AGUARDANDO OPERAÇÕES ANTERIORES
25.059
0.398%
96.996%
C
FALTA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
22.371
0.355%
97.351%
C
MANUTENÇÃO UTILIDADES
21.004
0.334%
97.685%
C
REDE CNC OU DATALAN INDISPONÍVEIS
16.301
0.259%
97.944%
C
AGUARDANDO PRÓXIMAS OPERAÇÕES
14.841
0.236%
98.180%
C
AGUARDANDO CONTROLE DE QUALIDADE
14.180
0.225%
98.405%
C
FALTA OU ERRO NA DOCUMENTAÇÃO
11.529
0.183%
98.588%
C
TESTE/MELHORIA DE PROCESSO/EQUIPAMENTO
11.346
0.180%
98.768%
C
FALTA FERRAMENTA POR QUEBRA
10.168
0.162%
98.930%
C
FALTA TALHA/PONTE ROLANTE
9.974
0.158%
99.088%
C
PROBLEMA COM CENTRAL DE FLUIDO DE CORTE
9.457
0.150%
99.238%
C
REGULAGEM/AJUSTE DURANTE PROCESSO
8.676
0.138%
99.376%
C
CHECK LIST ROTINA
8.546
0.136%
99.512%
C
PREENCHIMENTO DE DOCUMENTOS
5.621
0.089%
99.601%
C
AMBULATÓRIO
5.187
0.082%
99.684%
C
TROCA/FALTA DE FELTRO OU FILTRO
4.384
0.070%
99.753%
C
INSPECAO MANUTENCAO AUTONOMA
3.171
0.050%
99.804%
C
OBSTRUÇÃO DA CALHA DE FLUIDO / CAVACO
2.628
0.042%
99.845%
C
FALTA DISPOSITIVOS
2.496
0.040%
99.885%
C
FALTA DE MATÉRIA - PRIMA
2.289
0.036%
99.921%
C
RECUPERAÇÃO DE FERRAMENTAL/DISPOSITIVO
1.864
0.030%
99.951%
C
PREPARAÇÃO NÃO PROGRAMADA
1.543
0.025%
99.976%
C
MANUTENÇÃO AUTÔNOMA
1.301
0.021%
99.996%
C
COLISÃO
0.209
0.003%
100.000%
C
FALTA DE MATERIAL
0.029
0.000%
100.000%
C
TOTAL
6295.048
100%
83
Tabela 26 - Classi icação de e en os WSFM - Hwacheon
E en o WSFM
Du ação (h)
% Rela i a
% Acumulada
Classe
TORNO VERT. HWACHEON - 6048
PREPARAÇÃO
310.94
27.52%
27.52%
A
RECUPERAÇÃO E RETRABALHO
156.04
13.81%
41.32%
A
FALTA DE FUNCIONARIO
140.11
12.40%
53.72%
A
PARADA NÃO JUSTIFICADA
76.70
6.79%
60.51%
A
AGUARDANDO
CHEFE/PREPARADOR/ENGENHARIA
40.96
3.63%
64.14%
A
TROCA DE TURNO / LIMPEZA
40.36
3.57%
67.71%
A
AUXÍLIO A OUTRA MÁQUINA
37.69
3.34%
71.04%
A
MANUTENÇÃO CORRETIVA
32.88
2.91%
73.95%
A
DIÁLOGO DIARIO DE SEGURANÇA (DDS)
28.82
2.55%
76.50%
A
AGUARDANDO MANUTENÇÃO
28.75
2.54%
79.05%
A
REUNIÃO/TREINAMENTO
28.06
2.48%
81.53%
B
TIRAR ZERAMENTO
27.09
2.40%
83.93%
B
AGUARDANDO PONTE ROLANTE
23.41
2.07%
86.00%
B
FALTA DE PROGRAMA CNC
22.82
2.02%
88.02%
B
ACABAMENTO PEÇAS
21.21
1.88%
89.90%
B
LIMPEZA DO POSTO DE TRABALHO
19.79
1.75%
91.65%
C
CRIACAO/AJUSTE PROGRAMA CNC
19.78
1.75%
93.40%
C
INSPECIONAR/MEDIR AMOSTRA
13.61
1.20%
94.60%
C
CARGA E DESGARGA DE MATERIAIS
12.42
1.10%
95.70%
C
AGUARDANDO CONTROLE DE QUALIDADE
11.48
1.02%
96.72%
C
MANUTENÇÃO UTILIDADES
7.89
0.70%
97.42%
C
APONTANDO
6.12
0.54%
97.96%
C
ÁGUA/BANHEIRO
5.20
0.46%
98.42%
C
FALTA FERRAMENTA POR QUEBRA
4.60
0.41%
98.82%
C
FALTA DE FERRAMENTA(S)
2.50
0.22%
99.05%
C
FALTA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
2.11
0.19%
99.23%
C
DESLIGAMENTO LOCAL
1.65
0.15%
99.38%
C
FALTA OU ERRO NA DOCUMENTAÇÃO
1.49
0.13%
99.51%
C
TESTE/MELHORIA DE
PROCESSO/EQUIPAMENTO
1.42
0.13%
99.64%
C
FALTA DE MATÉRIA - PRIMA
1.10
0.10%
99.73%
C
CHECK LIST ROTINA
1.08
0.10%
99.83%
C
TROCA DE FERRAMENTAS (FIM VIDA UTIL)
0.95
0.08%
99.91%
C
QUEBRA/TROCA DE FERRAMENTA(S)
0.54
0.05%
99.96%
C
REGULAGEM/AJUSTE DURANTE PROCESSO
0.23
0.02%
99.98%
C
PREENCHIMENTO DE DOCUMENTOS
0.21
0.02%
100.00%
C
TOTAL
1130.03
100.00%
84
Tabela 27 - Classi icação de e en os WSFM - VTR
E en o WSFM
Du ação (h)
% Rela i a
% Acumulada
Classe
CENTRO DE MAQUINAGEM. VTR - 6049
PARADA NÃO JUSTIFICADA
138.86
18.04%
18.04%
A
PREPARAÇÃO
101.85
13.23%
31.27%
A
FALTA DE FUNCIONARIO
83.09
10.79%
42.06%
A
CRIACAO/AJUSTE PROGRAMA CNC
62.51
8.12%
50.18%
A
AGUARDANDO
CHEFE/PREPARADOR/ENGENHARIA
37.48
4.87%
55.05%
A
MANUTENÇÃO CORRETIVA
36.75
4.77%
59.83%
A
RECUPERAÇÃO E RETRABALHO
33.99
4.42%
64.24%
A
LIMPEZA DO POSTO DE TRABALHO
31.70
4.12%
68.36%
A
TROCA DE TURNO / LIMPEZA
27.40
3.56%
71.92%
A
DESLIGAMENTO LOCAL
26.39
3.43%
75.35%
A
AGUARDANDO MANUTENÇÃO
24.41
3.17%
78.52%
A
AUXÍLIO A OUTRA MÁQUINA
21.78
2.83%
81.35%
B
DIÁLOGO DIARIO DE SEGURANÇA (DDS)
21.64
2.81%
84.16%
B
ACABAMENTO PEÇAS
14.89
1.93%
86.09%
B
TIRAR ZERAMENTO
11.63
1.51%
87.60%
B
FALTA DE FERRAMENTA(S)
11.04
1.43%
89.04%
B
INSPECIONAR/MEDIR AMOSTRA
10.54
1.37%
90.41%
C
AGUARDANDO PONTE ROLANTE
9.53
1.24%
91.64%
C
QUEBRA/TROCA DE FERRAMENTA(S)
9.07
1.18%
92.82%
C
REUNIÃO/TREINAMENTO
8.16
1.06%
93.88%
C
FALTA INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
7.82
1.02%
94.90%
C
FALTA DE PROGRAMA CNC
6.54
0.85%
95.75%
C
AGUARDANDO OPERAÇÕES ANTERIORES
6.14
0.80%
96.55%
C
CARGA E DESGARGA DE MATERIAIS
5.95
0.77%
97.32%
C
MANUTENÇÃO UTILIDADES
5.59
0.73%
98.05%
C
TROCA DE FERRAMENTAS (FIM VIDA UTIL)
4.00
0.52%
98.57%
C
TESTE/MELHORIA DE
PROCESSO/EQUIPAMENTO
3.99
0.52%
99.08%
C
AMBULATÓRIO
1.83
0.24%
99.32%
C
APONTANDO
1.53
0.20%
99.52%
C
AGUARDANDO CONTROLE DE QUALIDADE
1.01
0.13%
99.65%
C
ÁGUA/BANHEIRO
0.91
0.12%
99.77%
C
CHECK LIST ROTINA
0.72
0.09%
99.86%
C
PREPARAÇÃO NÃO PROGRAMADA
0.44
0.06%
99.92%
C
PREENCHIMENTO DE DOCUMENTOS
0.25
0.03%
99.95%
C
REGULAGEM/AJUSTE DURANTE PROCESSO
0.25
0.03%
99.98%
C
FALTA OU ERRO NA DOCUMENTAÇÃO
0.12
0.02%
100.00%
C
To al
769.81
100.00%
85
APÊNDICE C – CRONOGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO MANUTENÇÃO AUTÓNOMA
Tabela 28 - C onog ama de implemen ação da Manu enção Au ónoma

86
APÊNDICE D – PLANO DE AÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO MANUTENÇÃO AUTÓNOMA
Tabela 29 - Plano de ação implemen ação da Manu enção Au ónoma
87
APÊNDICE E - EVIDENCIAS E AUDITORIA INICIAL, METODOLOGIA 5S, HWACHEON
Tabela 30 - Melho ias do pos o de abalho aplicando a me odologia do 5'S
Melho ias 5’S
Figu a 55 - Audi o ia inicial 5S - Hwacheon
88
APÊNDICE F – EVIDENCIAS E AUDITORIA INICIAL, METODOLOGIA 5S, VTR
Tabela 31 - Melho ias do pos o de abalho aplicando a me odologia do 5'S
Melho ias 5’S
Figu a 56 - Audi o ia inicial 5S - VTR
89
Tabela 32 - Requisi os e c i é ios de acei ação 5S
I em REQUISITOS DE AUDITORIA ORIENTAÇÕES GERAIS DE AUDITORIA
RESULTADOS A SEREM ALCANÇADOS
1.1
Há algum ecu so DE SOBRA? (Equipamen os, e amen as,
ins umen os, mó eis, ma e iais, documen os, so wa e, e c)
Conside a-se ecu sos: equipamen os, ins umen os, e amen as, disposi i os, ma e iais, a má ios, es an es, bancadas, mesas e
ga e as, ca inhos, cadei as, caixas, pale es, Ki de eme gência, documen ação, so wa e, e c.
- Uso co ec o e adequado dos ecu sos (apenas o necessá io dos ecu sos,
conside ando os espaços).Faze mais com menos.
1.2
Esses ecu sos (con . i em 1.1) es ão EM BOAS CONDIÇÕES DE
USO?
Ve i ica se es es ecu sos es ão em boas condições de uso, se es ão a unciona co e amen e, se não es ão dani icados, e c.
- Todos os ecu sos necessá ios disponí eis e em boas condições de uso
pa a o abalho, incluindo o ki de eme gência.
1.3
Há algum ecu so ou alguma á ea QUE NÃO ESTEJA A SER
UTILIZADO CORRETAMENTE? (Inclusi e a á ea de desca e)
Ve i ica se os ecu sos (con o me i em 1.1) es ão a se u ilizados co e amen e, INCLUINDO:
A á ea de desca e (á ea de eap o ei amen o de ma e iais); Os p odu os químicos e e luen es, se es ão a mazenados
co e amen e; Se exis e iluminação ou equipamen o ligado sem necessidade.
- Uso co e o e adequado dos ecu sos, incluindo o uso co e o das á eas de
desca e,e c;
- P odu os químicos e e luen es a mazenados co e amen e com con enção /
apa adei a.
1.4
Há in o mações DESATUALIZADAS? (Regis os de o mações,
indicado es, no mas, documen ação, e c)
Ve i ica se oda a documen ação encon a-se a ualizada.
- Toda a documen ação, in o mações, disponí eis e ú eis pa a o abalho,
de idamen e a ualizados.
1.5
O esíduo ísico FOI DEPOSITADO NO RECIPIENTE CORRETO,
con o me o p og ama da ecolha sele i a?
Ve i ica se os colabo ado es sabem sepa a os esíduos nos ecipien es especí icos con o me as co es especí icas con o me
p og ama da ecolha sele i a.
- Todos os esíduos dispos os nos ecipien es especí icos con o me as co es
e as iden i icações pad ões.
1.6
Há algum ecu so EM FALTA?
Conside a-se ecu sos: equipamen os, e amen as, disposi i os, ma e iais, a má ios, es an es, bancadas, mesas e ga e as,
ca inhos, cadei as, caixas, pale es, Ki de eme gência, documen ação, so wa e, e c.
- Todos os ecu sos necessá ios e disponí eis pa a o abalho, conside ando
espaços ísicos.
I em REQUISITOS DE AUDITORIA ORIENTAÇÕES GERAIS DE AUDITORIA
RESULTADOS A SEREM ALCANÇADOS
2.1
Os ecu sos no ambien e de abalho ESTÃO DEVIDAMENTE
ORGANIZADOS?
Ve i ica se os equipamen os, p odu os, ma e iais, caixas, g ades e pale es, es ão o ganizados de o ma adequada (no seu
de ido luga ); e i ica se há algum ecu so sem local de inido ; e i ica se a cablagem de compu ado es, ins alações (em ge al),
es ão o ganizados a a és de o ganizado es de cabos ou calhas elé icas, e c.
- O ganização e disposição adequada dos ecu sos no ambien e de abalho,
con o me os locais de idamen e de inidos.
- Cabeamen os e iações (de máq/euip) de idamen e o ganizados.
2.2
Os "locais" onde es ão os ecu sos ESTÃO DEVIDAMENTE
SINALIZADOS NO PISO? ( e ambém as "en adas e saídas" de
ma e iais e "co edo es")
Ve i ica se os co edo es ge ais de máquinas e equipamen os e co edo es de colabo ado es es ão sinalizados co e amen e e
sendo man idos desobs uídos; e i ica se os locais de inidos pa a acondiciona os ecu sos mó eis no chão de áb ica es ão
dema cados e iden i icados co e amen e; e i ica se as en adas e saídas de ma e iais es ão sinalizados co e amen e.
- Sinalização co e a do local onde os ecu sos mó eis es ão dispos os,
incluindo as en adas e saídas de ma e iais.
2.3
O acesso aos ecu sos es á con o me a FREQUÊNCIA DE USO
DE QUEM OS UTILIZA? (p incípios básicos do WO)
Ve i ica se os ecu sos de uso diá io e imedia o ( e amen as de abalho, ma e iais, documen os), encon am-se mais p óximos
de quem os u iliza? P incípios WO
- Recu sos u ilizados dia iamen e mais p óximos de quem os u iliza.
2.4
Os ecu sos ESTÃO ORGANIZADOS em a má ios, bancadas,
mesas, ga e as, p a elei as, ca inhos, bo dos de linha?
Ve i ica se os equipamen os, e amen as, disposi i os, ma e iais, es ão de idamen e o ganizados, den o de a má ios, es an es,
bancadas, mesas e ga e as, ca inhos, bo dos de linha, caixas, acili ando o acesso ápido e ácil. Foco na p odu i idade.
- Acesso ápido e ácil dos ecu sos den o de a má ios, es an es, bancadas,
mesas e ga e as, ca inhos, bo dos de linha, caixas, e c.
2.5
E esses ecu sos (con . i em 2.4) ESTÃO IDENTIFICADOS DE
FORMA CLARA E OBJETIVA?
Ve i ica se os equipamen os, e amen as, disposi i os, ma e iais, es ão iden i icados de o ma cla a e obje i a.
- Iden i icação co e a dos ecu sos den o de a má ios, es an es, bancadas,
mesas e ga e as, ca inhos, bo dos de linha, caixas, e c.
2.6
Os espaços SÃO ADEQUADOS? Ve i ica se os espaços ou locais de inidos pa a a o ganização desses ecu sos são adequados e su icien es.
- O ganização e disposição adequada dos ecu sos no ambien e de abalho,
con o me os locais de idamen e de inidos.
REQUISITOS EXPLICADOS DE AUDITORIA 5S E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO (RESULTADOS)
Senso de U ilização - SER EFICIENTE, É FAZER MAIS COM MENOS!
Senso de O denação / O ganização – UM LUGAR PARA CADA COISA, CADA COISA NO SEU LUGAR!
96
ANEXO A – LAYOUT SECÇÃO – MAQUINAGEM PESADA
Figu a 62 - Layou da secção - Maquinagem pesada
Equipamen os an igos (la anja) e de g ande po e ( e melho)

97
ANEXO B – LAYOUT SECÇÃO – MAQUINAGEM LEVE
Figu a 63 - Layou da secção - Maquinagem le e
Equipamen os an igos (la anja) e no os (azul)
98
ANEXO C – FORMULÁRIOS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO DE ATIVIDADES AUTÓNOMAS
Tabela 37 - Fo mulá io de acompanhamen o - E ique as azuis
Mês Pa imônio: Seção: CT:
2ºT OBS 1ºT 2ºT OBS 1ºT 2ºT OBS
114 27
3 - Semanal -1ºT -
Limp.ATC.
2
3 - Semanal -1ºT -
Limp.ATC.
15
3 - Semanal -1ºT -
Limp.ATC.
28
4 - Semanal -1ºT
Limp.Ex .Maq
3
4 - Semanal -1ºT
Limp.Ex .Maq
16
4 - Semanal -1ºT
Limp.Ex .Maq
29
6 - Semanal -2ºT -
Limp.ATC
4
5 - Mensal - 2ºT-
Limp.Caixo e.Fil
o
17
6 - Semanal -2ºT -
Limp.ATC
30
5
6 - Semanal -2ºT -
Limp.ATC
18 31
619
720
821
3 - Semanal -1ºT -
Limp.ATC.
9
3 - Semanal -1ºT -
Limp.ATC.
22
4 - Semanal -1ºT
Limp.Ex .Maq
Tu nos/
Semes es
1ºT 2ºT OBS
10
4 - Semanal -1ºT
Limp.Ex .Maq
23
6 - Semanal -2ºT -
Limp.ATC
1ª Sem.
11
6 - Semanal -2ºT -
Limp.ATC
24 2ª Sem.
12 25 3ª Sem.
13 26 4ª Sem.
Responsá el
Em
Es udo
Em
Andamen o
P azo Da a de conclusão
P eenchimen o das anomalias e assina u a: Ope ado es 1º e 2º e 3º Tu no
P eenchimen o do s a us: P epa ado
Máquina
STATUS DA ETIQUETA AZUL
(P eenchimen o pelo p epa ado )
Suges ão de melho ias pa a eliminação de pon os de sujei a, melho ias
na o ganização do pos o de abalho, pad ões isuais pa a agiliza as
inspeções, e inspeções que podem melho a a qualidade do p odu o são
exemplos de anomalias de AM.
RELAÇÃO DAS ANOMALIAS ENCONTRADAS NOS EQUIPAMENTOS
(O que? Onde?)
Da a en ada (dia)
Tu no
PLANO ATIVIDADES AUTÔNOMAS - PAA
Planilha de acompanhamen o das a i idades do PAA - E ique as Azuis
Dia
Assina u a Ope ado
Dia
Assina u a Ope ado
Dia
Em Andamen o
1ºT
Assina u a Che e P odução
99
Tabela 38 - Fo mulá io de acompanhamen o - E ique as e melhas
Mês Pa imônio: Seção: CT:
2ºT 3ºT 1ºT 2ºT 3ºT 1ºT 2ºT 3ºT
114 27
215 28
316 29
417 30
518 31
619
720
821
922
Tu nos/
Semes es
1ºT 2ºT 3ºT
10 23 1ª Sem.
11 24 2ª Sem.
12 25 3ª Sem.
13 26 4ª Sem.
Responsá el
Agua da
ma e ial
Agua da
libe ação
P azo
Da a de
conclusão
P eenchimen o das anomalias e assina u a: Ro ei is as 1º e 2º e 3º Tu no
P eenchimen o do s a us: Man enedo
Da a en ada (dia)
Máquina
Tu no
RELAÇÃO DAS ANOMALIAS ENCONTRADAS NOS EQUIPAMENTOS
(O que? Onde?)
Vazamen o, ib ação, uído, aquecimen o, componen e sol o e/ou
dani icado são exemplos de anomalias que podem ge a a queb a do
equipamen o.
Assina u a Che e Manu enção
STATUS DA ETIQUETA VERMELHA
(P eenchimen o pelo man enedo )
PLANO ATIVIDADES AUTÔNOMAS - PAA
Planilha de acompanhamen o das a i idades do PAA - E ique as Ve melhas
Dia
Assina u a Ro ei is a
Dia
Assina u a Ro ei is a
Dia
Assina u a Ro ei is a
1ºT