Diana Mon ei o Pin o
ESTÁGIO EM PROJETO DE
INVESTIGAÇÃO
“BEYOND LEARNING.DEVELOPING ENTREPRENEURSHIP VIA
CREATIVITY IN SCHOOLS”
Rela ó io Es ágio no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação
Volume 1
Mês de 2022
Diana Mon ei o Pin o
Es ágio em P oje o de In es igação
“Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship
ia C ea i i y in Schools”
Volume 1
Rela ó io de Es ágio no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação o ien ado
pelo P o esso Dou o Ca los F ancisco de Sousa Reis e ap esen ado à Faculdade
de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a
Ou ub o de 2022
AGRADECIMENTOS
À P o esso a Dou o a Albe ina Oli ei a, po odo o apoio e disponibilidade.
Ao P o esso Dou o Ca los Reis, pela o ien ação, igo , amabilidade e,
essencialmen e, pela sabedo ia.
RESUMO
Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
O mundo es á a o na -se num ambien e imp e isí el e em cons an e mudança. Tal
acon ecimen o aumen a a impo ância do desen ol imen o das compe ências c ia i as dos
cidadãos, de modo a sob e i e e p ospe a no século XXI (Shaheen, 2010). Aliado ao
desen ol imen o do po encial de cada um, a educação ambém de e p omo e a comp eensão
e o desen ol imen o da c ia i idade, onde Jackson (2006) de ine es a compe ência como um
obje i o educa i o p imo dial. Po á ias azões, a impo ância da c ia i idade é indiscu í el,
seja po cons i ui um dos obje i os mencionado ans e salmen e nos cu ículos escola es ou
po se conside ada uma das compe ências pa a o século XXI e pa a a ap endizagem ao longo
da ida (Széll, 2021). Assim, é ele an e des aca a a i mação de Guil o d (1967a), "a
c ia i idade é a cha e da educação no seu sen ido mais pleno e da solução dos p oblemas
mais g a es da humanidade" (como ci ado em Fasko, 2001, p. 326).
Bacigalupo e al. (2016) econhecem o emp eendedo ismo como uma “compe ência
cha e ans e sal aplicá el po indi íduos e g upos, incluindo o ganizações exis en es, em
odas as es e as da ida” (p. 10). Em seu en endimen o, o emp eendedo ismo cen a-se na
ans o mação de opo unidades e ideias em p odu os de alo , seja es e inancei o, cul u al ou
social. Os cidadãos desen ol em compe ências pessoais, con ibuem a i amen e pa a o
desen ol imen o social, en am acilmen e no me cado de abalho e c iam ou expandem
emp esas que possam e uma mo i ação cul u al, social ou come cial (Bacigalupo e al.,
2016).
O Rela ó io “Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in
Schools” e idencia as a i idades ealizadas e o p oje o de in es igação desen ol ido no
P oje o “Beyond he Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools”, no
âmbi o do es ágio cu icula do Mes ado em Ciências da Educação, da Faculdade de
Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a.
Pala as-cha e: C ia i idade; Emp eendedo ismo; P oje o de In es igação; E asmus +
ABSTRACT
Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
The wo ld is becoming an unp edic able and e e -changing en i onmen . This
inc eases he impo ance o de eloping ci izens' c ea i e compe encies in o de o su i e and
p ospe in he 21s cen u y (Shaheen, 2010). Along wi h de eloping one's po en ial, educa ion
mus also p omo e he unde s anding and de elopmen o c ea i i y, whe e Jackson (2006)
de ines his compe ence as a p ima y educa ional goal. Fo se e al easons, he impo ance o
c ea i i y is unques ionable, ei he because i is one o he objec i es men ioned ans e sally
in school cu icula o because i is conside ed one o he compe encies o he 21s cen u y
and o li elong lea ning (Széll, 2021). Thus, i is ele an o highligh Guil o d's (1967a)
s a emen , "c ea i i y is he key o educa ion in i s ulles sense and o he solu ion o he mos
se ious p oblems o mankind" (as ci ed in Fasko, 2001, p. 326).
Bacigalupo e al. (2016) ecognize en ep eneu ship as a "key ans e sal compe ence
applicable by indi iduals and g oups, including exis ing o ganiza ions, in all sphe es o li e"
(p. 10). In hei unde s anding, en ep eneu ship ocuses on he ans o ma ion o
oppo uni ies and ideas in o p oduc s o alue, whe he his be inancial, cul u al, o social.
Indi iduals de elop pe sonal compe encies, con ibu e ac i ely o social de elopmen , en e
he labo ma ke easily, and c ea e o expand en e p ises ha may ha e a cul u al, social, o
comme cial mo i a ion (Bacigalupo e al., 2016).
The epo "Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools"
highligh s he ac i i ies ca ied ou and he esea ch p ojec de eloped in he P ojec "Beyond
he Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools", unde he cu icula
in e nship o he Mas e 's Deg ee in Educa ion Sciences, Facul y o Psychology and
Educa ion Sciences, Uni e si y o Coimb a.
Keywo ds: C ea i i y; En ep eneu ship; Resea ch P ojec ; E asmus +
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS
RESUMO
ABSTRACT
INTRODUÇÃO 1
1. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL DO ESTÁGIO 3
1.1. B e es no as sob e a e olução ge al do con ex o ins i ucional 3
1.2. A Uni e sidade de Coimb a: Missão, isão, a i idades e alo es 4
1.3. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a 7
1.4. Mes ado em Ciências da Educação 10
1.4.1. Es ágio em P oje o de In es igação 11
1.4.2. P oje o E asmus+ Key Ac ion 2 14
1.4.3. O P oje o de In es igação: “Beyond he Limi s: De eloping En ep eneu ship
ia C ea i i y in Schools” (BL) 18
1.4.4. Objec i o do P ojec o 18
1.4.5. A i idades do P oje o 19
A) Pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e
emp eendedo ismo 21
B) 1º P og ama In ensi o (In ensi e P og am): "Como podemos desen ol e a
c ia i idade na educação?" 22
C) 2.º P og ama In ensi o: "Como podemos desen ol e o emp eendedo ismo
a a és do ensino escola "? 23
D) Pla a o ma de Cu sos de Educação em Linha, Ma e iais e Filmes 24
E) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All -
ICLEL 2022 24
F) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All -
ICLEL 2023 25
G) Li o da Con e ência In e nacional (ICLEL 2022 e 2023 CPB Book) 25
H) Desen ol imen o Cu icula pa a o Ensino Supe io e Escolas Secundá ias 25
I) E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação" 26
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 27
2.1. C ia i idade 27
2.1.1. Modelos e Teo ias da C ia i idade 29
2.1.1.1. Taxonomias 31
2.1.2. Abo dagens e Medições da C ia i idade 32
2.1.3. C ia i idade e Educação 39
2.2. Emp eendedo ismo 42
2.2.1. E olução da de inição do concei o de emp eendedo ismo 42
2.2.2. Emp eendedo ismo e Educação 46
2.2.3. Medição do Cons u o de Emp eendedo ismo 48
3. ATIVIDADES DE ESTÁGIO 52
3.1. Need Analysis 52
3.1.1. Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship
Compe ence F amewo k” 52
3.1.2. A igo: C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping
Assessmen Scales 53
3.1.3. Es udo Pilo o: Ques ioná io ENTRECOMP sob e Pe ceção de
Emp eendedo ismo 54
3.1.4. P ocesso de Recolha e Análise dos Dados 55
3.1.4.1 Ap esen ação dos Dados Globais 56
3.1.4.2. Ap esen ação dos Dados Po ugueses 56
3.2. Os P og amas In ensi os E asmus + (In ensi e P og amme E asmus +) 57
3.2.1. 1º In ensi e P og amme E asmus + 58
3.2.1.1. Vídeo: Ac i i ies o De eloping C ea i i y 58
3.2.1.2. Ap esen ação: App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions 58
3.2.1.3. Ap esen ação: C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and
Complemen a i y 60
3.2.1.4. Wo kshop: Challenges o C i ical Thinking 60
3.2.1.5. Ap esen ação Cul u al: Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding
he u u e 61
3.2.2. 2º In ensi e P og amme E asmus + 62
3.2.2.1. APRESENTAÇÃO ONLINE 62
3.2.2.2. Ap esen ação - Uni e si y o Coimb a, as we know i 62
3.2.2.3. Wo kshop e Ap esen ação Cul u al - COD TANK: De eloping
En ep eneu ship 63
3.3. E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação" 64
3.3.1. Capí ulo: How could neu oscience in o m en ep eneu ial beha iou , c ea i i y
and educa ion? 64
3.3.2. Capí ulo: C ea i i y and c i ical hinking: Concep ions and dynamics 64
3.4. Cong essos In e nacionais 65
3.4.1. I Cong esso In e nacional de Educação Emp eendedo a e Cidadania (CiEECi)65
4. PROJETO DE INVESTIGAÇÃO 67
4.1. Validade de Cons u o 67
4.2. Mé odo 68
4.2.1. Ins umen os 68
4.2.2. P ocedimen o de Recolha dos Dados 69
4.2.3. P ocedimen os de Análise dos Dados 70
4.2.4. Pa icipan es 71
4.3. Resul ados 72
4.4. Discussão 75
CONSIDERAÇÕES FINAIS 77
BIBLIOGRAFIA 79
APÊNDICES 84
Apêndice 1: A igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping
Assessmen Scales” 85
Apêndice 2: Aplicação dos Ques ioná ios - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale”
(Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 87
Apêndice 3: Reco d Shee pa a os ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y
Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 89
Apêndice 4: Recolha dos con ac os das Associações de Pais e Enca egados de Educação
de di e sas Escolas Secundá ias 90
Apêndice 5: Di ulgação dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale”
(Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 91
Apêndice 6: Codi icação das Va iá eis Al anumé icas dos ins umen os - O “Kau man
Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o
“ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de
Pe cepção Emp eendedo a) 92
Apêndice 7: Vídeo de Supo e à Análise dos Dados dos ins umen os - O “Kau man
Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o
“ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de
Pe cepção Emp eendedo a) 93
Apêndice 8: Ap esen ação dos Dados Globais dos ins umen os - O “Kau man Domains
o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
di e sidade de ac o es e de ins i uições ou o ganizações, sensí el à p ocu a e à
esponsabilidade social, capaz de desen ol e aplicações, mas ambém de esponde às
implicações da sua ação (Es anque & Nunes, 2002, pp. 2-3).
Es e concei o de conhecimen o, ao ealça es e o no o comp omisso das ins i uições de
ensino como a o es sociais, p e ende di eciona o pensamen o das uni e sidades pa a as no as
ques ões que en en amos a ualmen e. Es as ques ões “ e lec em-se que na sociedade em ge al,
na ida económica e da es e a da cidadania, que no in e io da Uni e sidade, nos seus modos de
p oduzi e di ulga o conhecimen o cien í ico nelas p oduzido” (Es anque & Nunes, 2002, p.
20).
1.2. A Uni e sidade de Coimb a: Missão, isão, a i idades e alo es
A ualmen e, a Uni e sidade de Coimb a (UC), no A igo 2.º dos seus Es a u os, é
de inida como p omo endo a c iação, a análise c í ica, a ans e ência e disseminação, an o da
cul u a como da ciência e da ecnologia, ia a a i idade de in es igação, do ensino e da p es ação
de se iços à comunidade, de modo a con ibui pa a o “desen ol imen o económico e social,
pa a a de esa do ambien e, pa a a p omoção da jus iça social e da cidadania escla ecida e
esponsá el e pa a a consolidação da sobe ania assen e no conhecimen o” (Despacho No ma i o
n.º 8/2019, 2019, p. 8294).
No âmbi o da ges ão es a égica, as ins i uições assumem como pila es da lide ança a
isão, missão, e alo es. A isão pe sc u a o u u o, inco po ando os alo es e me as a alcança
pelo desen ol imen o da missão, como p oje o pa ilhado, que de ine “de o ma b e e e p ecisa
o essencial da o ganização” (Sil a, 2010, p. 68). No caso da Uni e sidade de Coimb a, a sua
Missão cen a-se na ob igação de con ibui pa a:
a) A comp eensão pública das humanidades, das a es, da ciência e da ecnologia,
p omo endo e o ganizando ações de apoio à di usão da cul u a humanís ica, a ís ica,
cien í ica e ecnológica, disponibilizando os ecu sos necessá ios a esses ins;
4
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
b) O desen ol imen o de a i idades de ligação à sociedade, designadamen e de di usão e
ans e ência de conhecimen o, assim como de alo ização económica do conhecimen o
cien í ico;
c) A p omoção da mobilidade e e i a de docen es e in es igado es, es udan es e
diplomados, an o a ní el nacional como in e nacional, designadamen e no espaço
eu opeu de ensino supe io e no espaço da Comunidade dos Países de Língua Po uguesa.
(Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8294).
Em con o midade com a missão es a u á ia, a Uni e sidade de Coimb a (2019) mos a-se
conscien e da necessidade de de ini uma “ isão es a égica ino ado a, mode na e c ia i a” (p.
13), capaz de an ecipa o u u o e conquis a ní eis de qualidade supe io es. Em pa icula , a
Visão da UC, con o me o Plano Es a égico p opos o pa a 2019-2023, oca-se no
econhecimen o in e nacional da ins i uição, como uma uni e sidade cen ada na in es igação,
onde a p odução de conhecimen o pe mi a in luencia o p ocesso educa i o e expandi a pa ilha
de conhecimen o com a sociedade, solucionando p oblemas, an o de ca iz cole i o como
indi idual, e pe mi indo um desen ol imen o sus en á el.
Es a apos a na in es igação i á pe mi i que a Uni e sidade de Coimb a se o ne mais
compe i i a, nacional e in e nacionalmen e, da mesma o ma que i á p opo ciona uma maio
p odução de conhecimen os e, consequen emen e, melho a o mação compe en e dos seus
alunos, uma ez que, “não se ensina o que não se sabe e não se ans e e o que não se em”
(Uni e sidade de Coimb a, 2019, p. 13).
Tal como es ipulado nos Es a u os, a igo 3.º, n.º3, a UC “ ege‐se pelos p incípios da
solida iedade académica e ga an e a libe dade de ensina , ap ende , in es iga , ino a e
emp eende ” (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8295). Es e seu lei mo i a icula-se com
os Valo es de inidos pela UC, que se en ende como uma uni e sidade abe a ao mundo, à
coope ação en e odos/as e à in e ação das cul u as, espei ando os alo es decla ados na Magna
Ca a das Uni e sidades Eu opeias, nomeadamen e a independência, a ole ância e o diálogo.
P oclama-se, em especí ico, como uma uni e sidade que concilia a adição, a
con empo aneidade e a ino ação, no âmbi o de um ambien e onde o igo in elec ual e a é ica
uni e si á ia es ão associados à libe dade de opinião, à ole ância, à humildade cien í ica, ao
5
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
es ímulo da c ia i idade e ao econhecimen o e p omoção do mé i o, al como desc i o nos
Es a u os, a igo 4.º, n.ºs1 a 3 (Uni e sidade de Coimb a, 2019). A en a à exigências
con empo âneas, a UC p e ende cen a -se na “con ibuição pa a a conc e ização de uma polí ica
de desen ol imen o económico e social sus en á el” (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p.
8295). Aliás, a o ien ação pa a a esponsabilidade, ambém se assume no plano social,
a i mando-se a UC como inclusi a, pelo desen ol imen o de polí icas e p á icas isando
omen a a igualdade e comba e a disc iminação, espei ando o di ei o à di e ença. Apa ece,
pois, como cong uen e, aglu inando odos os p opósi os e e idos, que uma ins i uição de
e e ência mundial, ma cada po um pe cu so mul icen ená io se eclame pau a -se pela
“excelência em odos os seus domínios de a uação” (Uni e sidade de Coimb a, 2019, p. 13).
Es anque e Nunes (2002), conside a am que, ao ecolhe as ans o mações sociais e as
o ien ações dos es udan es, conside adas na elabo ação de um p oje o de in es igação,
denominado po “Uni e sidade de Coimb a - desa ios pa a o século XXI”, que p e endeu
desen ol e uma e lexão sob e o es ado de a e da UC, median e um diagnós ico undamen ado,
eio ab i algumas linhas o ien ado as pa a o u u o da ins i uição. O e e ido es udo, apesa de
e sido edigido em 2002, e le e ainda uma ealidade mui o semelhan e à que i i nos úl imos
cinco anos, enquan o es udan e, de Licencia u a e Mes ado, em Ciências da Educação, na
Uni e sidade de Coimb a. Po ém, é impo an e ealça que o a ual plano es a égico, além de não
aze e e ência às p eocupações -que mencionei no início do capí ulo-, mos a que a UC
encon a-se bas an e dis an e delas.
A UC é compos a po ês Polos, que es ão di ididos em oi o Faculdades, nomeadamen e
Faculdade de Le as, Faculdade de Di ei o, Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências e
Tecnologia, Faculdade de Fa mácia, Faculdade de Economia, Faculdade de Psicologia e de
Ciências da Educação e Faculdade de Ciências do Despo o e Educação Física. Con ando, ainda,
com ês Unidades de ensino e in es igação, mais especi icamen e Colégio das A es, Ins i u o de
In es igação In e disciplina (III) e Ins i u o de Ciências Nuclea es Aplicadas à Saúde (ICNAS).
Assim como com no e Unidades de ex ensão cul u al e de apoio à o mação, como a Biblio eca
Ge al, o A qui o, a Imp ensa da UC, o Museu da Ciência, o Cen o de Documen ação 25 de
Ab il, o Tea o Académico de Gil Vicen e, o Es ádio Uni e si á io, a Biblio eca das Ciências da
Saúde e o Ja dim Bo ânico (Uni e sidade de Coimb a, 2022).
Re e en e ao ano le i o 2020/2021, a UC egis ou um o al de 25 580 es udan es, sendo
que 9 896 es a am insc i os/as no 1.º ciclo, enquan o no 2.º ciclo se egis a am 11 180 e no 3.º
6
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
ciclo o núme o de insc i os oi de 3 372. Todos es es alo es incluem es udan es em mobilidade
“incoming”. Nas pós-g aduações e especializações es a am insc i os 166 es udan es e nou os
cu sos não con e en es de g au o núme o de insc i os oi de 2 222 (Uni e sidade de Coimb a,
2022).
Po im, é, a nosso e , p eciso e em conside ação que, daquilo que obse o, os
es udan es são cada ez mais ei indica i os, e lexi os, inquie os e exigen es, e é impo an e da
uma espos a a es as necessidades. Assim, a Uni e sidade de e ein en a -se, de modo a o e ece
uma educação que pe mi a alcança a máxima capaci ação e quali icação des es no os alunos:
T a a-se de da -lhes acesso ao conhecimen o, habilidades e ca á e que lhes pe mi am
aze alguma coisa, seja no sen ido es i o de se o na quali icado pa a o mundo do
abalho ou pa a uma a i idade ou p o issão especí ica, seja no sen ido mui o mais amplo
de se o na quali icado pa a a ida nas complexas sociedades mode nas (Bies a, 2018, p.
23).
1.3. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a
A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a
(FPCEUC), nos e mos do a igo 1.º dos Es a u os, é uma “unidade o gânica de ensino e
in es igação e ans e ência de conhecimen o da Uni e sidade de Coimb a, nas á eas do sabe
que desen ol e, nomeadamen e, Psicologia, Ciências da Educação e Se iço Social.” (Despacho
n.º 7089/2019, 2019, p. 170). De aco do com o a igo 2.º, dos Es a u os ci ados, a Missão des a
Faculdade oca:
a) A p odução de conhecimen o cien í ico, a a és da ealização de in es igação
undamen al e aplicada, conducen e à sua a i mação e consolidação, a ní el nacional e
in e nacional, enquan o cen o de excelência nos domínios do sabe que cul i a;
b) A p omoção de uma o mação de qualidade, sob o pa adigma de uma cul u a a i a de
a aliação con ínua, que a o eça a o mação in eg al dos es udan es e adeque a o e a
o ma i a às necessidades da sociedade en ol en e. Des e modo, p opo ciona maio
o mação em con ex os expe ienciais e con ibui pa a a inse ção dos seus g aduados na
7
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
ida a i a, bem como pa a a a ação de no os públicos no âmbi o do pa adigma da
ap endizagem ao longo da ida;
c) A p es ação de se iços de qualidade, eco endo a se iços p óp ios, azendo a
aplicação do conhecimen o p oduzido, com o obje i o de e o ço da sua capacidade de
in e enção jun o da comunidade pela ans e ência dos conhecimen os ans e sais
p oduzidos, a a és da pa icipação do seu co po docen e e discen e, e de pessoas
ex e nas de econhecido mé i o, em a i idades de o mação ao longo da ida ou em
a i idades in eg adas em p oje os comuni á ios;
d) A p omoção de condições de sucesso educa i o, combinando a p odução e aplicação
de conhecimen os, a p omoção da c ia i idade e o desen ol imen o social dos es udan es,
endo em conside ação a sua di e sidade, as po encialidades da coope ação
in e ins i ucional nacional e in e nacional, isando a plena in eg ação no con ex o
académico e po encializando as compe ências e qualidades necessá ias a uma maio
emp egabilidade. (Despacho n.º 7089/2019, 2019, p. 170).
No a igo 3.º (Despacho n.º 7089/2019, 2019) explici a-se que os ins da Faculdade
consis em em:
a) P omo e a in es igação undamen al e aplicada, nos domínios e e idos no a igo 1.o,
em a iculação com ins i uições e unidades de in es igação e desen ol imen o nacionais
e es angei as, de aco do com os pad ões de qualidade in e nacionalmen e es abelecidos,
disponibilizando os ecu sos necessá ios a esses ins;
b) Au onomamen e ou em pa ce ia concebe , o ganiza e minis a cu sos conducen es
aos g aus de licenciado, mes e e dou o e o ganiza as espe i as p o as;
8
Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
c) O ganiza e disponibiliza se iços de apoio à di usão da cul u a humanís ica e
cien í ica e de p es ação de se iços à comunidade, espondendo a pedidos e desa ios
sociais a a és da disponibilização de compe ências e no os conhecimen os;
d) Con ibui , a a és do in e câmbio cien í ico, cul u al e pedagógico, pa a a coope ação
in e nacional e pa a a ap oximação en e os po os, no quad o dos alo es democ á icos,
com especial ele o pa a os espaços lusó ono e eu opeu (pp. 170-171).
Também é da compe ência da FPCEUC:
a) Cu sos de especialização e a ualização nas á eas cien í icas que desen ol e,
au onomamen e ou em pa ce ia com ins i uições de ensino supe io e ou as ins i uições
comuni á ias, nacionais ou es angei as;
b) A di ulgação da p odução de ca á e cien í ico ou pedagógico esul an e da sua
a i idade, bem como a edição de abalhos cien í icos nos domínios e e idos;
c) A in e disciplina idade, coope ando an o com ou as ins i uições de ca á e cien í ico,
nacionais e in e nacionais, como com ou as unidades o gânicas da Uni e sidade de
Coimb a, podendo, nesse âmbi o, compa ilha ecu sos ma e iais e humanos e o ganiza
inicia i as conjun as, incluindo ciclos de es udos, p oje os de in es igação e a i idades de
p es ação de se iços especializados à comunidade (Despacho n.º 7089/2019, 2019, p.
171).
A FPCEUC é econhecida pela sua capacidade de a ai es udan es de di e en es pa es do
país e do mundo, pela excelência no ensino e na in es igação desen ol idos, e pelas dimensões
elacionais e humanís icas que omen a, assegu ando o ensino em odos os ciclos de es udos
(licencia u a, mes ado e dou o amen o) nas seguin es á eas cien í icas: Psicologia, Ciências da
Educação e Se iço Social.
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
1.4. Mes ado em Ciências da Educação
O Mes ado em Ciências da Educação (MCE), da Faculdade de Psicologia e de Ciências
da Educação da Uni e sidade de Coimb a, es á es u u ado endo po base o Eu opean C edi s
T ans e Sys em (ECTS), ap esen ando a du ação de qua o semes es, com co espondência a
120 c édi os.
O obje i o cen al do MCE oca-se em p opo ciona aos es udan es uma o mação que os
p epa e e capaci e pa a:
Concebe , plani ica , desen ol e e a alia p og amas e ac os educa i os, o mais ou não
o mais, que melho si am as necessidades pessoais e das comunidades e con ex os onde
os indi íduos in e agem; Ca ac e iza , desc e e e comp eende ac os educa i os
oco idos em qualque con ex o, com qualque ipo de pessoas, conside adas que em
g upo que indi idualmen e; Desen ol e odas as ac i idades ela i as aos p ocessos de
mediação educa i a ao longo da ida, nomeadamen e dos des inados à ( e)cons ução de
iden idades pessoais e p o issionais; Responsabiliza -se pela ges ão de p ojec os e
p og amas de Educação e Fo mação; Pa icipa na Adminis ação e Ges ão de Sis emas e
O ganizações de Educação e Fo mação, ao ní el cen al, egional e local (Uni e sidade
de Coimb a, 2020).
Já quan o aos obje i os da ap endizagem e compe ências a desen ol e , espe a-se que os
es udan es desen ol am e consolidem as compe ências de “p odução e análise da in o mação”,
de “in es igação na á ea da Ciência da In o mação”, de “lei u a c í ica, de comp eensão e de
in e enção nos domínios da p odução, análise e comunicação da in o mação” e de “c iação,
ges ão e condução de p oje os”, pe mi indo que os alunos p ossigam a sua o mação num 3.º
ciclo de es udos (Uni e sidade de Coimb a, 2020).
A e en e eó ica deixou de se ap eciada pela maio pa e dos es udan es, o que
“diminui as capacidades de assimilação da e en e concep ual e eó ica capaz de p omo e – na
p á ica p o issional e na inicia i a emp eendedo a – a c ia i idade e a ino ação necessá ias ao
desen ol imen o económico e social do país” (Es anque & Nunes, 2002, p. 20). Es a no a
ci cuns ância a e a á oda a sociedade, em odos os se o es, e, po isso, a Uni e sidade e as
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espe i as Faculdades de em e um papel a i o na p omoção da mudança. Po en u a,
implemen ando no as abo dagens de ap endizagem e desen ol endo no as me odologias, de
o ma a assegu a que os cu sos se o nem mais p á icos e, consequen emen e, ga an i que a
“quali icação não é a única coisa que impo a, mas que socialização e subje i ação es ão ambém
semp e p esen es e p ecisam se conside adas” (Bies a, 2018, p. 28).
A socialização pode en ende -se como um p ocesso elacionado com a “comunicação e o
o necimen o do acesso às adições, cul u as, modos de se e agi às c ianças e aos jo ens”. Po
sua ia auxiliam-se os “jo ens a se o ien a no mundo, a encon a seu luga , o que ambém a e a
quem eles se o nam – sua o mação como indi íduos e a aquisição de ce a iden idade” (Bies a,
2018, p. 24). Enquan o que a subje i ação es á elacionada com a:
Possibilidade de que c ianças e jo ens não ado em apenas uma iden idade pa icula , não
sejam apenas pa e de comunidades e adições especí icas, apenas obje os das in enções
e ações de ou as pessoas, mas exis am como (um) sujei o po di ei o p óp io, capaz de
suas p óp ias ações e dispos o a assumi a esponsabilidade pelas consequências dessas
ações. Educação, em ou as pala as, nunca é apenas pa a quali ica c ianças e jo ens e
o e ece -lhes um luga pa icula na sociedade. A capacidade de assumi uma pe spec i a
c í ica pa a com adições, p á icas, modos de aze e de se exis en es, ambém se dá
após sua saída da escola (Bies a, 2018, p. 24).
O econhecimen o da ap endizagem p é ia é ei o endo po base o Regulamen o
Académico da Uni e sidade de Coimb a, sendo que a quali icação em enquad amen o no
Dec e o-Lei n.º 74/2006, de 24 de Ma ço, al e ado pelo Dec e o-Lei n.º 107/2008, de 25 de
Junho; Po a ia nº 782/2009, de 23 de Julho.
1.4.1. Es ágio em P oje o de In es igação
O Regulamen o do Es ágio Cu icula do Ciclo de Es udos Conducen e ao G au de
Mes e em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Uni e sidade de
Coimb a (2016), es ipula que “ isa p omo e compe ências analí ico- e lexi as e ope a i as que
pe mi am uma análise e ca ac e ização dos enómenos educa i os, a plani icação de in e enções
que apon em pa a a sua o imização, o desen ol imen o/implemen ação dessa plani icação, bem
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como a sua a aliação” (FPCEUC, 2016, p. 1). A es e espei o, Van de Klink e Boon (2003)
sus en am que o ensino baseado em compe ências de e obedece a dois c i é ios seguin es:
1) As compe ências p opo cionadas pela o mação de em co esponde às exigências
(p oblemas nuclea es) da p o issão/conjun o de unções pa a as quais a o mação
p e ende quali ica .
2) De e ha e uma didác ica (e uma a aliação) que p epa e os es udan es pa a lida em
com es es p oblemas nuclea es (como ci ado em Klink, Boon & Schlusmans, 2007, pp.
78-79).
Em conc e o, nos seus obje i os, o Regulamen o eme e pa a um modo didá ico,
compos o po di e sas a i idades de es ágio, que acul em o desen ol imen o das seguin es
compe ências mais especí icas:
a) Realiza uma lei u a mul idisciplina dos di e sos con ex os o mais, não o mais e
in o mais de ação educa i a;
b) Seleciona e u iliza p ocedimen os me odológicos adequados e idedignos pa a a
análise e ca ac e ização dos dis in os pa âme os da ealidade educacional;
c) In eg a a dimensão analí ica de desc ição e diagnós ico das si uações com a dimensão
ope a i a da in e enção, azendo p o a de capacidades es a égicas de plani icação e
an ecipação dos e ei os p o á eis da ação in e en i a;
d) Delibe a de o ma au ónoma na a aliação/ e isão das a i idades p osseguidas com
is a aos obje i os pos ulados;
e) P omo e p á icas heu ís icas que con igu em a iden idade p o issional do/a
especialis a em Ciências da Educação (FPCEUC, 2016, p. 1).
Semelhan e alinhamen o pedagógico-didá ico apon a pa a esul ados de ap endizagem
cons i uídos po conhecimen os ap o undados e compe ências de análise e in e enção nos
domínios da educação e da o mação, di igidos a públicos di e sos, em ambien es o mais, não
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o mais e in o mais e median e di e sas modalidades (p esencial, à dis ância e mis a), de modo a
ga an i que os o mando se o nam capaci ados pa a:
Ca ac e iza , comp eende e desc e e ac os educa i os oco idos em qualque con ex o,
com di e en es g upos de pessoas; Concebe , plani ica , execu a e a alia p oje os,
p og amas e a i idades de educação e o mação, em di e sas modalidades; Acompanha
e o ien a pessoas nas ansições ao longo da ida e na ( e)cons ução das suas
iden idades pessoais e p o issionais; U iliza os ecu sos adequados pa a o
desen ol imen o de a i idades educa i as a dis ância ou mis as; Pa icipa na conceção e
execução de polí icas públicas e na ges ão de sis emas e o ganizações de educação e
o mação, ao ní el da adminis ação cen al, egional e local (Uni e sidade de Coimb a,
2020).
Como é pa en e, en e as á ias compe ências gizadas pelo MCE, encon a-se o
desen ol imen o de a i idades de in es igação, e en ualmen e insc i as em p oje os de
in es igação. O meu in e esse po es a e en e le ou-me a op a pelo es ágio nes e âmbi o,
escolhendo o P oje o de In es igação: “Beyond The Limi s: De eloping En ep eneu ship ia
C ea i i y in Schools” (P ojec numbe 2020-1-TR01-KA203-093989), na qualidade de
Es agiá ia com unções de In es igado a Assis en e, con o me designação do coo denado da
equipa de Coimb a, que coincide se o o ien ado de es ágio. Conside ando a o e a exis en e na
FPCEUC, pa a o ano le i o de 2021-2022, iz opção po desen ol e o Es ágio do Cu so de
MCE, no con ex o do e e ido P oje o de In es igação, insc i o no P og ama E asmus+ da União
Eu opeia, no âmbi o da “Ação-cha e E asmus+ 2 – Pa ce ias pa a Coope ação”.
Em e mos de con eúdo uncional o am-me de inidas as seguin es incumbências:
Acompanhamen o e Ges ão do P oje o; Pa icipação nas A i idades do P oje o, nomeadamen e
os In ensi e P og ammes sobe c ia i idade e emp eendedo ismo; Colabo ação na Plani icação e
Desen ol imen o de In es igação Cien í ica (o ien ada pa a o desen ol imen o de p ocessos de
in es igação e a p odução de A igos Cien í icos); e Pa icipação em Con e ências
In e nacionais, como, po exemplo, ICQH (In e na ional Quali y Con e ence) e INTE
(In e na ional Con e ence on New Ho izons in Educa ion). O abalho em sido desen ol ido
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a. Ní el do ensino secundá io
b. Ní el uni e si á io
3. Ma e iais educa i os baseados nas TIC (16 ídeos e con e ências)
a. Um sis ema educa i o em linha (con e ências de 30 minu os)
b. Vídeos sob e emp eendedo ismo e c ia i idade (15-20 minu os)
4. O ganização de P og amas In ensi os pa a es udan es
a. 1 semana de educação online sob e emp eendedo ismo e 1 semana de
educação p esencial na Uni e sidade de Saka ya elacionada com a
c ia i idade
b. 1 semana de educação online sob e a c ia i idade e 1 semana de educação
p esencial na Uni e sidade de Liepaja elacionada com o
emp eendedo ismo
c. P og amas de o mação de p o esso es pa a p o esso es e di e o es pa a
di ulgação
5. Publicação de um e-book (2 capí ulos po pa cei o: O p imei o capí ulo es a á
elacionado com o emp eendedo ismo e o segundo com a c ia i idade na
educação - o al de 16 capí ulos).
6. O ganização de con e ências in e nacionais:
a. ICLEL 2022 - Espanha
b. ICLEL 2023 - I ália
As a e as elencadas implicam um leque di e si icado de a i idades, en ol endo desde o
desen ol imen o de ma e iais educa i os, pelos pa cei os do p oje o, ado ando, de modo
pe inen e, as TIC e p ocu ando ob e impac o cu icula ela i amen e à cul u a e compe ência
de emp eendedo ismo. Em especí ico, compo a a o ganização de p og amas in ensi os, pa a
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es udan es, que i á inclui pales as e “wo kshops”; bem como, a o ganização de p og amas de
o mação de p o esso es, di ecionada a p o esso es e di e o es, pe mi indo es ende a di ulgação
do p oje o. Em odo caso, a a i idade cen al do P oje o, con igu a-se na in es igação cien í ica,
que possa ca a e iza o ní el de compe ências c ia i as e emp eendedo as dos es udan es de
ins i uições educa i as dos países dos pa cei o, a plasma num Rela ó io, cujos esul ados se ão
ap esen ados no 8 h In e na ional Con e ence on Longli e educa ion and Leade ship o All, a
pa da publicação de um e-book, cons i uído po a igos de di ulgação cien í ica. Com especial
impo ância pedagógica des aca-se a ealização de ídeos ins u i os, Enquan o no plano
académico, se el a a o ganização das já e e idas con e ências in e nacionais, com o in ui o de
p omo e o ap o undamen o da cul u a da c ia i idade e do emp eendedo ismo.
As a i idades mencionadas se ão di ulgadas a a és dos ó gãos de comunicação social
locais e a a és das páginas “web” do P oje o e das ins i uições de cada pa cei o. De um modo
mais especí ico, as a i idades ca ac e izam-se da o ma que se passa a desc e e .
A) Pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e
emp eendedo ismo
Os pa cei os decidi am ealiza uma pesquisa po ques ioná io, ela i a às compe ências
c ia i as e emp eendedo as dos alunos que equen em es abelecimen os de ensino secundá io e
uni e si á io dos países pa cei os, de modo a apu a a conjun u a a ual e e idencia as á eas que
de em se desen ol idas. Espe a-se que a pesquisa p omo a a comp eensão, de uma o ma cla a
e de alhada, da si uação a ual no que conce ne à pe ceção de quais são as compe ências
c ia i idade e emp eendedo as dos alunos das ins i uições de ensino analisadas, a pa de o nece
indicações pa a o seu desen ol imen o desejá el.
Com base no ela ó io in i ulado "Needs analysis esea ch on he c ea i e and
en ep eneu ship amewo k” (Reis, Oli ei a, Pessôa, Fe ei a & Pin o), oi selecionado,
adap ado e alidado o Kau man Domains o C ea i i y Scale (Escala de Kau man sob e a
C ia i idade); e, pa indo do En eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k
(Bacigalupo, Kampylis, Punie & Van den B ande, 2016) oi cons uído, adap ado e aplicado o
ques ioná io ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion (Ques ioná io de
Pe cepção Emp eendedo a).
OEn eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k (Bacigalupo, Kampylis,
Punie & Van den B ande, 2016) oi “desen ol ido a a és de uma abo dagem de mé odos
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mis os, compos a po uma e isão ab angen e da li e a u a académica e cinzen a, uma análise
ap o undada de es udos de casos, in es igação documen al e um conjun o de consul as i e a i as
a múl iplos in e essados” (Bacigalupo e al., 2016, p. 6). Em esumo,
"A Es u u a En eComp é compos a po 3 á eas de compe ência: 'Ideias e opo unidades',
'Recu sos' e 'Em ação'. Cada á ea inclui 5 compe ências, que, em conjun o, são os blocos
de cons ução do emp eendedo ismo como uma compe ência. O quad o desen ol e as 15
compe ências ao longo de um modelo de p og essão de 8 ní eis. Além disso, o nece uma
lis a ab angen e de 442 esul ados de ap endizagem, que o e ece inspi ação e isão pa a
aqueles que concebem in e enções de di e en es con ex os educa i os e domínios de
aplicação" (Bacigalupo e al., 2016, p. 5).
OENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion, desen ol ido com base
no documen o desc i o an e io men e, conside a os 15 i ens do ní el "in e médio" de
p o iciência. A escala de espos a aos i ens selecionados oi a escala Like , de 5 pon os,
a iando as al e na i as possí eis en e 1 (Disco do comple amen e), 2 (Disco do), 3 (Não
conco do nem disco do), 4 (Conco do) e 5 (Conco do comple amen e).
OKau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS) é um ques ioná io de 50 i ens
au o-adminis ados que a alia a c ia i idade em 5 a o es de compo amen o:
Pessoal/Quo idiano, Académico, Pe o mance (ab angendo esc i a e música),
Mecânico/Cien í ico, e A ís ico. Pa indo das pe ceções pessoais mani es adas, os esponden es
classi icam-se numa escala Like de 5 pon os, que a ia en e 1 (Mui o menos c ia i o) e 5
(Mui o mais c ia i o), seguindo as seguin es ins uções: "Em compa ação com pessoas com
ap oximadamen e a sua idade e expe iência de ida, quão c ia i o se classi ica ia pa a cada um
dos seguin es a os? Pa a a os que não ez especi icamen e, a alie o seu po encial c ia i o com
base no seu desempenho em a e as semelhan es" (Kau man, 2012, p. 300).
B) 1º P og ama In ensi o (In ensi e P og am): "Como podemos desen ol e
a c ia i idade na educação?"
A Uni e sidade de Saka ya (SAU), como coo denado a do p og ama des e P og ama
In ensi o, o ganizou-o no seu Campus, si o em Saka ya, na Tu quia. Os pa icipan es o am en e
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qua o a cinco es udan es e dois p o esso es, de cada ins i uição pa cei a, excep o o CSCS, que
como sendo uma o ganização educacional sem ins luc a i os, le ou a es e IP apenas duas
pessoas e um pe i o in e nacional sob e c ia i idade. Con ou-se com a pa icipação de um o al
de 45 es udan es e p o esso es, du an e duas semanas: a 1.ª semana em egime online e a 2.ª
semana em o ma o p esencial.
Es e p imei o IP, des inado pa a os alunos do ensino supe io , ap esen ou como p incipal
obje i o a p omoção e o aumen o da c ia i idade nos es udan es uni e si á ios, de modo a
inspi á-los a usa es a compe ência na sua ida u u a. O p og ama oi cons i uído po pales as,
sob e algumas in o mações p á icas e conhecimen os em elação à c ia i idade, incluindo a
pa ilha de expe iências p á icas com os es udan es, ‘wo kshops’ e p á icas sociais com is a a
p omo e a c ia i idade e a in e cul u alidade. Dois p o esso es, de cada uni e sidade pa cei a,
de am pales as, e os wo kshops, em modo de supe isão, e a in odução a cada
uni e sidade/país, au onomamen e, o am elabo ados pelos es udan es. Também o am ei as
algumas aplicações p á icas pa a que os es udan es possam usa a sua c ia i idade.
Des e e en o, espe a-se, esul a ão ou pu s de ele ada qualidade, que se ão di ulgados na
página web do P oje o e median e publicações académicas.
C) 2.º P og ama In ensi o: "Como podemos desen ol e o
emp eendedo ismo a a és do ensino escola "?
A Uni e sidade de Liepaja, da Le ónia, se á a coo denado a e o ganizado a des e
segundo P og ama In ensi o. À semelhança do que oi desc i o an e io men e, es e IP e á os
mesmos moldes que o p imei o IP, que oi ealizado na Uni e sidade de Saka ya.
Assim, con a á como pa icipan es en e qua o a cinco es udan es e dois p o esso es, de
cada ins i uição pa cei a, excep o o CSCS, que como sendo uma o ganização educacional sem
ins luc a i os, i á le a a es e IP apenas duas pessoas e um pe i o in e nacional. Des e modo,
espe a-se a pa icipação de um o al de 45 es udan es e p o esso es, du an e duas semanas: a 1.ª
semana em egime online e a 2.ª semana em o ma o p esencial.
Es e segundo IP, ambém des inado pa a os alunos do ensino supe io , es á in ei amen e
elacionado com o emp eendedo ismo e, consequen emen e, com a p omoção das compe ências
emp eendedo as nos es udan es.
O p og ama inclui á pales as sob e emas elacionados com o emp eendedo ismo,
‘wo kshops’ e p á icas sociais com o in ui o de po encializa compe ências emp eendedo as e a
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in e cul u alidade. Dois p o esso es de cada uni e sidade pa cei a da ão pales as, sendo que os
es udan es i ão o ganiza os wo kshops, em modo de supe isão, e a in odução a cada
uni e sidade/país, au onomamen e.
Após o inal do IP, esul a ão ou pu s de ele ada qualidade, que se ão di ulgados na
página web do P oje o e median e publicações académicas.
D) Pla a o ma de Cu sos de Educação em Linha, Ma e iais e Filmes
Dado que a análise de necessidades já oi ealizada e dado que exis e uma ca ência, cla a
e e iden e, de ma e iais sob e a c ia i idade e emp eendedo ismo, que es eja disponí el a odos,
jus i ica a-se oma es a inicia i a. Com o p imei o IP iniciou-se já a c iação da pla a o ma e a
p odução de ma e iais TIC, como ilmes sob e c ia i idade e emp eendedo ismo, p e ende-se
aumen a a c ia i idade e as compe ências emp eendedo as dos es udan es, dos di e en es ní eis
de ensino. Nes a pla a o ma, ambém exis i á um espaço pa a a pa ilha de ligações ú eis
ela i as à li e a u a e aplicações a uais sob e as emá icas já e e idas.
O g upo-al o, des a p odução in elec ual, é compos o po jo ens, es udan es
uni e si á ios, p o esso es, o mado es de p o esso es, académicos, e c.
E) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All -
ICLEL 2022
AIn e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All (ICLEL,
Con e ência In e nacional sob e Educação ao Longo da Vida e Lide ança pa a Todos os
Cidadãos) é um e en o abe o a odos os académicos in e essados nas emá icas da educação,
com pa icula oco na c ia i idade e emp eendedo ismo, e se á ealizada na Uni e sidade de
G anada, em Espanha. Na sua oi a a edição, a ICLEL combina-se ins umen almen e com o
desen ol imen o do P oje o BL.
O ema p incipal se á “Como podemos desen ol e as capacidades c ia i as a a és da
educação nas escolas” e con a á com a pa icipação de académicos e in es igado es, de odo o
mundo, dos pa cei os des e p oje o e de académicos dos Es ados Unidos da Amé ica e da
G ã-B e anha, como Keyno e Speake s. Do mesmo modo, os es udan es do p og ama IP e os
di e o es de escolas, que es ejam a equen a um mes ado ou dou o amen o, numa das
uni e sidades pa cei as, pode ão pa icipa nes a con e ência, de o ma g a ui a.
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Assim, os pa icipan es consegui ão expandi os seus conhecimen os, a a és das
pales as e a i idades da con e ência, da mesma o ma que ambém i ão e a opo unidade de
desen ol e á ias capacidades, ais como de o ganização e/ou de abalho em equipa. Se á
en egue, a odos os pa icipan es, um ce i icado de pa icipação.
F) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All -
ICLEL 2023
A9 h In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All’, se á
o ganizada pela Uni e sidade de Pádua, em I ália, endo como ema p incipal “Como podemos
desen ol e compe ências c ia i as a a és da educação nas escolas?”. Es a segunda con e ência
in e nacional, à semelhança do que oi desc i o an e io men e, ealiza -se-á com os mesmos
p opósi os, quan o ao P oje o BL e nos mesmos moldes.
G) Li o da Con e ência In e nacional (ICLEL 2022 e 2023 CPB Book)
Como oi e e ido an e io men e, ao longo des e p oje o, se ão p epa adas duas
con e ências in e nacionais, com o in ui o de discu i e a alia os esul ados do ‘Beyond he
Limi s’. A p imei a o ganizada pela Uni e sidade de G anada jun amen e com o ICLEL 2022; e
a segunda o ganizada pela Uni e sidade de Pádua jun amen e com o ICLEL 2023
A a aliação dos dados e os espec i os esul ados, de ambas con e ências, se ão
publicados no Con e ence Book, que i á con e o núme o ISBN, e subme idos na Web o Science
Con e ence Ci a ion Index.
H) Desen ol imen o Cu icula pa a o Ensino Supe io e Escolas
Secundá ias
Dado que o emp eendedo ismo é uma das compe ências mais impo an es a se
adqui idas no século XXI e a base des a compe ência é a aquisição de compe ências como o
pensamen o c ia i o e a c ia i idade, o na-se impo an e es e desen ol imen o cu icula .
Apesa da exis ência de cu sos que p omo em es as compe ências, es es mesmos cu sos
de iam se , p imei amen e, implemen ados no ensino secundá io e, no ensino uni e si á io,
de iam e uma cono ação mais p á ica. Consequen emen e, o p incipal obje i o des e p og ama
cen a-se, p incipalmen e, no desen ol imen o das compe ências emp eendedo as e c ia i as
pa a o ní el secundá io e uni e si á io. O p incipal g upo-al o se á os es udan es uni e si á ios e
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
académicos. Além disso, o p og ama pa a o ensino secundá io é des inado pa a o ien a os
p o esso es dos alunos des e ní el de escola idade.
I) E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação"
Es e e-book e á como obje i o da uma no a e ú il con ibuição que ajude os lei o es a
olha pa a a no a e a pa a além da Pandemia da COVID. P opo ciona-lhes uma isão sob e as
in e conexões educacionais, concep uais e p á icas en e c ia i idade, emp eendedo ismo e
educação. Também se liga á a emas e ques ões elacionadas com o pensamen o eu opeu,
in e nacional e ans on ei iço, sus en abilidade, di e sidade e inclusão, c ia i idade digi al e
abe a, emp eendedo ismo socialmen e esponsá el e é ico.
Es a p odução in elec ual obje i a a c iação de um ma e ial académico acessí el e
ab angen e, de al a qualidade, que possa se usado na p omoção da c ia i idade e do
emp eendedo ismo dos alunos, dos di e en es ní eis de ensino. Se i á como uma on e essencial
pa a es udan es uni e si á ios e jo ens que necessi am e desejam desen ol e a sua c ia i idade e
ap idões emp eendedo as.
O g upo-al o se ão os es udan es uni e si á ios, jo ens, p o esso es, o mado es de
p o esso es e académicos, que pode ão bene icia des e e-book an o nas a i idades educa i as,
como nas a i idades de in es igação.
Oe-book con a á com uma ex ensa li e a u a sob e a de inição de c ia i idade e de
emp eendedo ismo e sob e as aplicações p á icas, que podem se implemen adas nas aulas ou em
a i idades que enham o in ui o de desen ol e as compe ências dos jo ens. Espe a-se que o
p incipal impac o seja uma comp eensão e um conhecimen o ex ensi o da c ia i idade e do
emp eendedo ismo, acessí el a odos.
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
2.1. C ia i idade
O e mo "c ia i idade" é de i ado do la im "c ea us", que em o signi icado de " aze " ou
"p oduzi ". O concei o es á ambém elacionado com o e mo "c esce e", que signi ica
"apa ece " ou "c esce " (Kampylis & Val anen, 2010, pp. 191-192). A aiz e imológica pa ece
assim apon a pa a a p odução de algo no o em qualidade e/ou quan idade, o que co esponde a
uma de inição aga. E, de ac o, a c ia i idade oi conside ada um concei o ago. No a igo "The
na u e o C ea i i y: May lies, oc opi, and he bes bad idea we ha e", Smi h e Smi h (2017)
concluem que se conside a mos a c ia i idade com base nas á ias de inições p oduzidas
podemos e uma comp eensão da sua na u eza mui o disc epan e. Pa a não menciona que se
nos concen a mos nos ins umen os de medição da c ia i idade, podemos chega a uma a iação
ainda maio das de inições.
Pa a mui os au o es, a c ia i idade apa ece como um enómeno mul i ace ado, o nando
complexa a a e a de de ini e a a es e concei o. T e inge (2009, como ci ado em Kanlı,
2020) salien ou a di iculdade de de ini o concei o de c ia i idade, compa ando-a a um mi o
dominan e, que pode se is o como um subp odu o da de inição do p oblema. Daí que Plucke
e al. (2004, como ci ado em Plucke & Zabelina, 2009) enham p opos o a seguin e de inição de
ca iz ab angen e: "A c ia i idade é a in e acção en e capacidade e p ocesso pelo qual um
indi íduo ou g upo p oduz um esul ado ou p odu o que é simul aneamen e no o e ú il, pa a
dado con ex o social" (p. 6). Além disso, a c ia i idade em sido compa ada a um bem alioso
pa a esol e p oblemas pessoais, o ganizacionais e sociais e alcança um desen ol imen o
sus en á el (Ba bo , Besançon, & Luba , 2015; Luba , Zenasni, & Ba bo , 2013, como ci ado
em Said-Me waly, Van den Noo ga e & Kynd , 2017).
A um ní el mais ge al, a c ia i idade implica a e e ência à p odução de uma no idade,
ou seja, algo que não exis ia an es. Os p odu os c ia i os são mui as ezes desc i os como
"su p eenden es ou o iginais" (Mish a & Hen iksen, 2013, p. 11). Con udo, se uma no idade
pode não ans o ma po si só um p odu o em algo que possa se conside ado c ia i o, uma ez
que de e es a en elaçado com um "p opósi o" ou e alguma u ilidade. Como C opley (2003,
como ci ado em Mish a & Hen iksen, 2013) menciona nos seus es udos, "uma ideia no a sem
po encial não pode se omada como 'c ia i a'" (p. 11). Assim sendo, "a no idade não ga an e
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
que algo seja e icaz" (Amabile, 1989, 1996; Oldham & Cummings, 1996; Zhou & Geo ge, 2001,
como ci ado em Mish a & Hen iksen, 2013, p. 11).
Na in o mada opinião de Mish a e Hen iksen (2013), ac esce á ios au o es
a gumen a em que, pese embo a a no idade e a e icácia se em necessá ias pa a de ini o
concei o de c ia i idade, elas não são su icien es. Uma ce a " o alidade", e e indo-se à
dimensão es é ica de uma ob a, si uada no con ex o especí ico dessa ob a, é ou a dimensão
necessá ia pa a iden i ica p odu os c ia i os. Po an o, os au o es o e ecem um no o quad o
pa a de ini c ia i idade, in oduzindo uma NEW solução c ia i a, ou seja, uma solução que seja
No el, E ec i e, and Whole (Mish a & Hen iksen, 2013, p. 13).
Na sequência da análise de 42 de inições sob e o concei o de c ia i idade, Kampylis e
Val anen (2010), e i ica am que a maio ia das de inições analisadas se cen a am em qua o
componen es:
1. A c ia i idade é uma capacidade cha e do(s) indi íduo(s);
2. A c ia i idade p essupõe uma ac i idade in encional (p ocesso);
3. O p ocesso c ia i o oco e num con ex o especí ico (ambien e);
4. O p ocesso c ia i o implica a ge ação de p odu o(s) ( angí el ou in angí el). O(s)
p odu o(s) c ia i o(s) de e(m) se no o(s) (o iginal, não con encional) e ap op iado(s)
( alioso, ú il) a é ce o pon o, pelo menos pa a o(s) indi íduo(s) c ia i o(s) (p. 198).
Com base nas 120 colocações da c ia i idade, os au o es chega am às seguin es
conclusões: a maio ia das colocações, mais especi icamen e 32 das designações, conside am
c ia i idade como um aspec o posi i o, como esul ado humano e mo al; 18 colocações es ão
elacionadas com ca ego ias excepcionais de c ia i idade, como excelen e e de eli e; 53
colocações ap esen am uma cono ação neu a, como digi al, e bal e isual; 12 designações
es ão elacionadas com ca ac e ís icas quo idianas do c ia i idade, ais como ulga e mundano;
e inalmen e, cinco posições e e em-se a cono ações nega i as, ais como ano mal, eme endo
pa a um lado escu o, malé olo, nega i o e pseudo-c ia i idade (Kampylis & Val anen, 2010). O
que nos le a a assumi a di iculdade de c ia uma de inição engloban e das mais nuclea es
ca ac e ís icas de c ia i idade. E ec i amen e, Ryhamme e B olin (1999, como ci ado em Széll,
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
2021) concluí am que a c ia i idade é "esco egadia e elusi a po na u eza, algo que causa sé ias
di iculdades na c iação de uma de inição adequada e ab angen e" (p. 1).
A complexidade econhecida sob e c ia i idade é exp essa pelos múl iplos
conhecimen os e en a i as abundan es de chega a uma de inição eó ica e ope a i a sa is a ó ia.
Is o signi ica que a de inição de c ia i idade exibe odas as ca ac e ís icas dos chamados
concei os in ínseca ou essencialmen e con es á eis (Gallie 1955, 1956), que se e e em às
noções quali a i as e a alia i as de que as humanidades são e eno é il, como, po exemplo, as
de educação, jus iça, bondade, libe dade, mas ambém esc a a u a, maldade, ascismo, e c.
Concei os essencialmen e con es á eis i adiam polissemia e ejei am o dogma ismo, cep icismo
ou ecle ismo como a i udes adequadas pa a abo da a as a mi íade de signi icados p oduzidos
no seu espei o (Ga e , 1978). Além disso, pode iam ecebe pesos ou in e p e ações di e en es,
sob a p essão de a o es psicológicos e sociológicos (Mason, 1990). Assim, não é su p eenden e
que os seus en endimen os não possam chega a uma melho posição, embo a alguns pudessem
se omados como melho es do que ou os, man endo-se abe os a ecebe o mulações
melho adas no u u o (Swan on, 1985). A nossa acionalidade ê mui o bem o que "concei os
essencialmen e con es á eis" pode iam se e não há azão pa a os ejei a . São desa ios que não
de emos igno a , sob pena de mu ila mos a nossa acionalidade, pa a não ala das linhas de
ação que p ecisamos de segui .
Seja como o , a impo ância da c ia i idade é indiscu í el po á ias azões (Széll,
2021), ais como: se um dos obje i os mencionado ans e salmen e nos cu ículos escola es;
es á classi icada em e cei o luga en e as dez compe ências mais impo an es pa a a qua a
e olução indus ial (Kanlı, 2020); se conside ada uma das compe ências pa a o século XXI, e
uma compe ência cha e pa a a ap endizagem ao longo da ida (Széll, 2021).
2.1.1. Modelos e Teo ias da C ia i idade
Com a c escen e popula idade do concei o de c ia i idade, á ios académicos
desen ol e am á ios modelos, po exemplo, de aco do com o es udo ab angen e de Colin
(2017), exis em qua o ipos de modelos, nomeadamen e o S age-based Models, o Pensamen o
Con e gen e e Di e gen e, o Blind Va ia ion, Selec i e Re en ion (BVSR) e o The Sys ems Model
(SM), que passa emos a cla i ica de o ma sin é ica.
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associa i o, lexibilidade e pensamen o di e gen e" (Kanlı, 2020, p. 4). Alguns ins umen os
associados à pe spe i a são:
1. O Tes e de To ance do Pensamen o C ia i o (TTCT) (1966; 2017) é compos o po dois
es es, o TTCT-Ve bal e o TTCT-Figu al, onde as pon uações são exp essas em qua o
ac o es: luência, o iginalidade, lexibilidade e elabo ação.
2. O Tes e pa a o Pensamen o C ia i o - P odução de Desenhos (TCT-DP) é uma
abo dagem que e le e o concei o mais holís ico da c ia i idade e conside a o pensamen o
di e gen e bem como "con eúdo, ges ual, composição, elabo ação, omada de isco
men al, queb a de on ei as, não con encionalidade e humo " (Kanlı, 2020, p. 7).
3. A A aliação da C ia i idade Po encial (EPoC) isa a alia o po encial c ia i o das
c ianças, mede a c ia i idade de aco do com dois campos de exp essão, o g á ico e o
e bal, a a és de espos as di e gen es (explica i as) e con e gen es (in eg ado as).
4. O Remo e Associa es Tes (RAT) (Mednick, 1968) cen a-se não só no pensamen o
di e gen e mas ambém no pensamen o con e gen e e a alia o p ocesso c ia i o po meio
de es ímulo- espos a.
5. Os es es "Guil o dian" (1967) que, baseando-se em a e as passí eis de e múl iplas
espos as, ep esen am o uso de pensamen o di e gen e, em con aposição ao que busca a
simples espos a co e a, como é o caso do pensamen o con e gen e. As espos as são
medidas pa a a) Fluência, o núme o de ideias; b) Flexibilidade, a a iedade de ideias; c)
O iginalidade, a a idade das ideias; e d) Elabo ação, conce nindo a comple ude e de alhe
das ideias exp essas. Des e en endimen o ad ém a ideia de que de emos e em
conside ação o ac o de não exis i uma pe sonalidade c ia i a única, como, ambém, a
pe sonalidade c ia i a se ap esen a di e sa consoan e o campo de aplicação, a iando,
aliás, possi elmen e, de pessoa pa a pessoa, de modo que eme ge, mui o o emen e, o
en endimen o de a c ia i idade pode se melho concebida enquan o cons ução
especí ica de domínio, em que as compe ências ou p ocessos ge ais só êm uma
con ibuição limi ada pa a a sua ealização (e. g. Bae , 1991, 1994a, 1994b; Han, 2003;
Han & Ma in, 2002; Palmie o, No i, Aloisi, Fe a a, & Picca di, 2015; Rei e -Palmon,
Robinson-Mo al, Kau man, & San o, 2012).
6. O Tes e do Pensamen o In elec ual Di e gen e (Guil o d, 1967), o amoso Modelo de
Es u u a do In elec o (SOI), inclui "180 (6x5x5) capacidades in elec uais o ganizadas ao
longo de ês dimensões nomeadamen e: Ope ações (a aliação, p odução con e gen e,
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p odução di e gen e, memó ia, cognição), Con eúdos ( isuais, audi i os, simbólicos,
semân icos, compo amen ais) e P odu os (unidades, classes, elações, sis emas,
ans o mações, implicações)" (Kanlı, 2020, p. 5).
Os es es de “Abo dagem do P odu o" medem a c ia i idade como p odu o, classi icando
as ca ac e ís icas especí icas das p oduções ap esen adas pelos sujei os. En e os ins umen os
mais popula es des acam-se:
1. A Escala Semân ica do P odu o C ia i o (CPSS, O'Quin & Beseme , 1989; 2006),
baseada num modelo eó ico, a alia o p odu o a a és de ês ca ac e ís icas: "no idade
(o p odu o é o iginal, su p eenden e e ge minal), esolução (o p odu o é alioso, lógico,
ú il, comp eensí el) e elabo ação e sín ese (o p odu o é o gânico, elegan e, complexo e
bem abalhado)" (Kanlı, 2020, p. 12).
2. A Técnica de A aliação Consensual (CAT, Amabile, 1982) é conside ada a o ma mais
popula de a alia p odu os c ia i os. Implica julgamen os de obse ado es que es ão
amilia izados com o domínio do p odu o e êm algum ní el de especialização na
ma é ia. Reque ambém que a a e a não dependa demasiado de compe ências
especializadas e que o p ocedimen o siga um p o ocolo.
3. A C ea i e Solu ion Diagnosis Scale (CSDS), de C opley e Kau man (2012), embo a
exija juízes não especialis as e sem o mação o mal, mas com uma simples o ien ação, é
uma escala de 30 i ens que mede a c ia i idade uncional do p odu o, a a és de qua o
a o es: Rele ância e E icácia, No idade, Elegância, e Génesis.
Na "Abo dagem do P odu o", podemos ambém menciona que as exceções se iam:
4. O Tes e Cebeci do Pensamen o C ia i o (Cebeci, 2019), uma a aliação digi al,
comple amen e baseada na web e dinamicamen e pon uada da c ia i idade em qua o
domínios (incluindo luência, lexibilidade, o iginalidade e elabo ação), enquan o os
equisi os ecnológicos são mínimos, exigindo apenas uma página de ins uções simples e
um b e e u o ial;
5. A Escala de Compo amen o Ideacional Runco (RIBS, Runco, Plucke , e Lim, 2001; Von
S umm, Chung, & Fu nham, 2011), que mede as ideias como p odu os, apoiando-se em
23 a i mações numa escala Like de cinco pon os, e supos amen e endo a an agem de
as ideias se em menos suscep í eis aos cap ichos da opo unidade, pa a além de se em
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comuns a odos os domínios, e se em e iden es an o na c ia i idade eminen e como no
quo idiano.
Quan o à "Abo dagem da P essão", e e en e à pe ceção "con ex ualis a", ou seja, empo
e luga , pessoas, cul u a, polí ica, clima, ecu sos disponí eis, e c., alguns ins umen os são:
1. KEYS (Amabile, Con i, Coon, Lazenby, & He on, 1996; Amabile, Taylo , &
G yskiewicz, 1995), que é adequado pa a a alia o clima o ganizacional pa a a
c ia i idade, a a és de um modelo concep ual de ac o es ambien ais que ou alimen am
ou impedem a c ia i idade. Baseia-se em cinco á eas que podem a e a a c ia i idade:
Enco ajamen o da c ia i idade; Au onomia ou libe dade; Recu sos; p essão, e
Impedimen os o ganizacionais à c ia i idade. O ins umen o é con ado com 66 simples
decla ações desc i i as e são classi icadas de aco do com a equência com que isso se
aplica ao ambien e de abalho a ual do sujei o e ab ange o apoio à c ia i idade: P á icas
de Ges ão, Mo i ação O ganizacional, Recu sos, e Resul ados (KEYS, 2016).
2. The 24 I em P e e ence de Hausdo (1996) é semelhan e ao KEYS, mas cons i uindo
num ques ioná io pa a medi as a i udes den o de uma o ganização em elação à
c ia i idade e à esolução c ia i a de p oblemas.
Con iando na me a-análise de Said-Me waly, Kynd e Van den Noo ga e (2017) e na
e isão "Escolhe uma a aliação da c ia i idade adequada ao objec i o", de Bonnie C amond
(2020), conseguimos i a algumas conclusões. Todos os ins umen os ap esen am limi ações,
implicando que nenhum ins umen o, po si só, pode se su icien e pa a apoia a medição da
cons ução mul i ace ada da c ia i idade, sem co e o isco de suges ões enganado as
(Said-Me waly, Kynd & Van den Noo ga e, 2017, p. 259). Assim, o na-se azoá el apon a
pa a a necessidade de uma possí el in eg ação de abo dagens. E não é pa a esquece que, como
suge em os es udos, a c ia i idade pa ece se uma capacidade humana amplamen e dis ibuída,
que é is a como implíci a em odos os sec o es das nossas idas, po se necessá ia pa a
p oduzi no idade e esul ados alo izados. Is o é, um enómeno nuclea pa a melho a as
pessoas, g upos, ins i uições e o bem-es a da sociedade, a pa da humanidade como um odo.
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2.1.3. C ia i idade e Educação
O mundo em que i emos, cada ez mais, es á a o na -se num ambien e imp e isí el e
em cons an e mudança que, consequen emen e, p omo e a impo ância do desen ol imen o das
compe ências c ia i as dos cidadãos, de modo a consegui em "sob e i e e p ospe a no século
XXI" e a “lida com p oblemas ambíguos” (Pa khu s , 1999, como ci ado em Shaheen, 2010, p.
166).
Dado que a educação de e ajuda a desen ol e o po encial de cada um, de e ambém
p omo e a comp eensão e o desen ol imen o da c ia i idade, como um obje i o educa i o
p imo dial (Jackson, 2006). C a (1999) conside a a c ia i idade como “compe ência da ida
undamen al” (como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166) e de ende que es a mesma necessi a se
desen ol ida, p epa ando os es udan es pa a a ida u u a. Assim como S auss (2015, como
ci ado em Pllana, 2019) a gumen a, compe ências como a c ia i idade e o pensamen o c í ico
“in luenciam o sucesso na ida, no abalho, e na cidadania” (p. 136). Não esul a, pois, nenhuma
su p esa, que a c ia i idade enha indo a se , p og essi amen e, conside ada o “ oco do
cu ículo e da pedagogia” (Wilson, 2005, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166). Po exemplo,
Ba ne e Coa (2005) apon am pa a a necessidade de o cu ículo se cen ado não apenas no
“conhecimen o e na ação sob e o sabe , mas ambém no se ” (como ci ado em Jackson, 2006, p.
2). Daí que, po exemplo, Renzulli enha indo a de ende a ideia de que o cu ículo de e se
“ lexí el às capacidades, in e esses e es ilos de ap endizagem únicos dos es udan es” (1992,
como ci ado em Fasko, 2001, p. 322).
As escolas de em se ambien es es imulado es da c ia i idade, em que as suas ações
cen am-se na e icácia e são desen ol idas pa a odos (Shaheen, 2010). A c ia i idade, po seu
u no, de e se ensinada a a és de uma conceção pedagógica que eúna as seguin es
ca ac e ís icas: " acili ado a, capaci ado a, ecep i a, abe a a possibilidades, e colabo a i a”,
alo izando o p ocesso educa i o e os espe i os esul ados (Jackson, 2006, p. 5). Con udo, e
como em qualque mé odo de ensino, há á ias condicionan es que al e am os esul ados
espe ados, ais como as pe sonalidades dos alunos, bem como as suas compe ências, mas
ambém as p á icas dos p o esso es.
O con ex o de sala de aula, mais especi icamen e os ambien es cul u ais e p ocessuais,
podem e epe cussões signi ica i as no p ocesso de p omoção da c ia i idade. Compe e aos
p o esso es, supe a es a limi ação, ul apassando-a com mé odos pedagógicos que pe mi am
idealiza “espaços cu icula es e opo unidades de ap endizagem que enco ajam e ecompensam
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Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
os es udan es pela sua c ia i idade” (Jackson, 2006, p. 5). Con udo, como no ou Pllana (2019),
os p o esso es ainda ap esen am di iculdades no ensino e desen ol imen o da c ia i idade,
embo a sejam isí eis os seus es o ços pa a descob i no os mé odos de ensino.
Fo am á ios os au o es que se deb uça am sob e as écnicas de ensino que es imulam a
c ia i idade. Ka nes e al. (1961) obse a am que as me odologias que p omo em o pensamen o
con e gen e e o pensamen o di e gen e êm impo ância no desen ol imen o da c ia i idade. O
mesmo se aplica às écnicas que se cen am na esolução e descobe a de p oblemas (Da is &
Rimm, 1985; Subo nik, 1988, como ci ado em Fasko, 2001). Es e mé odo, ca ac e izado po se
ensino indi e o, pe mi e melho a o “desempenho c ia i o ao o ça o ap enden e a manipula o
ambien e e a p oduzi no as ideias” T e inge (1980, como ci ado em Fasko, 2001, p. 320).
As a i idades onde os es udan es abalham em g upo ambém e elam e uma
impo ância signi ica i a no desen ol imen o da c ia i idade, onde ape eiçoam o “pensamen o
c ia i o e o desempenho académico”, bem como a “acei ação pelos pa es" (Ka nes e al., 1961,
como ci ado em Fasko, 2001, p. 320).
Pa a além das écnicas de ensino, S e nbe g e Luba (1991) iden i ica am seis ecu sos
que p omo em a c ia i idade, an o em c ianças como nos adul os, sendo eles: “(a) in eligência,
(b) conhecimen o, (c) es ilo in elec ual, (d) pe sonalidade, (e) mo i ação, e ( ) con ex o
ambien al” (como ci ado em Fasko, 2001, p. 322).
Na in eligência des aca am dois aspe os undamen ais: “de inição e ede inição de
p oblemas, e capacidades de pe cepção”. Os au o es e e em que os p o esso es de em c ia
opo unidades onde os es udan es podem escolhe os p oblemas que desejam esol e (S e nbe g
& Luba , 1991, como ci ado em Fasko, 2001, p. 322).
No p ocesso de esolução de p oblemas de uma o ma c ia i a, os sujei os de em de e
conhecimen o ap o undado e especí ico sob e a emá ica do p oblema, sendo po es e mo i o que
S e nbe g e Luba (1991) a ibuí am uma impo ância signi ica i a ao conhecimen o, e e ido
como segundo ecu so.
No espei an e ao quin o ecu so, a mo i ação, os au o es iden i ica am dois ipos,
nomeadamen e a in ínseca e a ex ínseca. A p imei a e e e-se ao ac o de que “as pessoas
c ia i as es ão in insecamen e mo i adas pa a comple a uma a e a”. A segunda es á
elacionada com o sis ema de a aliação das escolas, que, consequen emen e, in e e e com a
mo i ação in ínseca dos alunos, sendo necessá io que as escolas e os p o esso es p ocu em
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melho a as o mas como p omo em a mo i ação in ínseca (S e nbe g & Luba , 1991, como
ci ado em Fasko, 2001, p. 323).
Po im, de e e e i -se que, segundo S e nbe g e Luba (1991), o con ex o ambien al é
de e minan e na p omoção da c ia i idade em ês modos: “a) ‘acende ’ ideias c ia i as; (b)
enco aja o seguimen o de ideias c ia i as; e (c) a alia e ecompensa ideias c ia i as” (como
ci ado em Fasko, 2001, p. 323).
Apesa da p esença dos di e en es ecu sos mencionados, á ios au o es aco da am que o
incen i o da c ia i idade de e se iniciado, pelos sis emas educa i os, nos p imei os anos de ida
das c ianças (C a , 1999; Walbe g, 1988; como ci ado em Shaheen, 2010). Em pa icula , o
Depa amen o pa a as C ianças, Escolas e Famílias, do Reino Unido, ê o ensino p imá io como:
Uma ase c í ica no desen ol imen o das c ianças - moldá-las pa a a ida. Pa a além de
lhes da as e amen as essenciais pa a a ap endizagem, o ensino p imá io em a e com
a aleg ia de descob i , esol e p oblemas, se c ia i o na esc i a, na a e, na música,
desen ol e a sua au o-con iança como alunos e amadu ece social e emocionalmen e
(DCSF, 2003, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 167).
Inc emen a a c ia i idade das c ianças não é is o como uma a e a di ícil, se se ac edi a
que apenas é necessá io apoia as compe ências e as habilidades ina as e que, espon aneamen e,
ão desen ol endo, median e os no mais p ocessos de socialização. Na e dade, as c ianças são
se es genuinamen e c ia i os, capazes de exp essa em ideias e in e p e ações an o c ia i as
como o iginais. A ques ão esume-se em p e eni o apa ecimen o de obs áculos e limi ações que
impliquem a pe da ou embo amen o das suas compe ências. Mas é, ambém eque ido, que o
cu ículo saiba acolhe a possibilidade das c ianças c ia em os seus p óp ios signi icados e
abalha em em a e as abe as (Runco, 2008).
Williams (1969) desen ol eu modelos cogni i os-a e i os pa a es imula a c ia i idade
das c ianças, onde o domínio cogni i o cen a-se no conhecimen o, na capacidade de aciocínio e
nas écnicas e habilidades especializadas, a pa do domínio a e i o, que diz espei o às
p eocupações es é icas, emoções e sen imen os. O au o de ende que só a a és des e úl imo
domínio, ão impo an e como o cogni i o, é que as c ianças e am capazes de ap ecia a sua
p óp ia p odu i idade, bem como a dos ou os (Fasko, 2001).
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Não é despiciendo lemb a aqui que é ao desen ol e a c ia i idade nas c ianças, po ia
dos p ocessos socializado es e escola es, que es amos a con ibui pa a “o início da cons ução
do ‘capi al humano’” do qual, com base na pe spe i a de Adam Smi h e ou os au o es, “depende
a ‘ iqueza das nações’” (Walbe g, 1988, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166).
2.2. Emp eendedo ismo
2.2.1. E olução da de inição do concei o de emp eendedo ismo
À semelhança do cons u o de c ia i idade, abo da a p oblemá ica da de inição do
concei o de emp eendedo ismo ambém consis e numa a e a complicada, dado ao ele ado
núme o de de inições que o am p oduzidas nos úl imos anos.
A pala a "emp eendedo ismo" é, cla amen e, desen ol ida a pa i do subs an i o
ancês "en ep eneu " (emp eendedo ou emp esá io), bem como do e bo "en ep ende" que
signi ica emp eende ou inicia . Mas ambém nas línguas po uguesa e espanhola podemos
encon a o homónimo "emp eendedo ", esul an e da junção, nas línguas la inas, de "em",
e e indo-se a algo, com "p ehende e", que signi ica apanha , cap u a ou segu a , pe mi indo
chega acilmen e à pala a "emp enhende e": emp eende . Além disso, a e imologia da pala a
emp eendedo suge e que em aízes no e mo "an ha p e na", da linguagem sânsc i a,
e e indo-se a alguém au omo i ado e com mo i ação in e na. Assim, apesa de se uma
a i mação que possa susci a con adições, é consensual que um emp eendedo é
e dadei amen e uma pessoa que abalha po mo i ação in e io (Shah, 2015).
Abo da o assun o a a és da ia e imológica, embo a que possa se alí el, pe mi e-nos
a ança com uma p imei a posição sob e o assun o. Se emp eendedo pode, simplesmen e,
e e i -se a algo p óp io de alguém com inicia i a e c ia i idade subs anciais pa a emp eende
qualque ipo de p oje o que se possa p opo a si p óp io ou en ol endo ou os, ainda que não
es eja elacionado com o domínio dos negócios.
Hawley (1907) é o p imei o au o a a i ma empi icamen e que assumi iscos é a
p incipal unção de um emp eendedo e que as ecompensas que se ão ge idas pela o ganização
de em e e e p incipalmen e pa a o p op ie á io como esul ado da assunção de
esponsabilidade e isco (como ci ado em Gedeon, 2010). Po seu lado, Cla k (1899, 1907), ao
ap o unda a pe spe i a do au o mencionado, simpli ica as ações dos emp eendedo es
es ingindo-as ao idealiza o mas de p oduzi p odu os no os ou ao eduzi os cus os de
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de e minados p odu os (como ci ado em Gedeon, 2010). Pa a Mises (1949) um emp eendedo ,
com as opo unidades que obse a, êm a capacidade de equilib a o me cado, no amen e,
“p omo endo e especulando, não necessa iamen e pela ino ação, p op iedade ou isco” (como
ci ado em Gedeon, 2010, p. 22).
Schumpe e (1934), ao de ini o emp eendedo ismo, en ende que es e concei o es á
elacionado com a cons i uição de uma en idade que enha o in ui o de emp eende uma
a i idade di igida a ap o ei a uma opo unidade que se econheceu. Mas is o não implica, que a
p ocu a e ap o ei amen o de opo unidades es eja, necessa iamen e, es i a apenas a no os
emp eendimen os, podendo ambém se possí el e e i -se a emp eendimen os ela i os a
o ganizações já exis en es. O au o de ine o emp eendedo ismo “pela na u eza das ações
ealizadas, e a ce a al u a oco e uma ansição do emp eendedo ismo pa a a ges ão ge al como
a na u eza da o ganização e as ações da mudança indi idual” (como ci ado em Ca on e al.,
1998, p. 3). O mesmo au o ambém se cen ou na pe spec i a de quem es á en ol ido nes e
p ocesso e concluiu que o emp eendedo ismo ai “pa a além dos p op ie á ios de emp esas
independen es, incluindo emp egados, ges o es, di e o es, inancei os e p omo o es”
(Schumpe e , 1934, como ci ado em Gedeon, 2010, p. 22). Em conco dância com Schumpe e
(1934), S e enson e al. (1990) ambém de ini am o emp eendedo ismo como uma p ocu a de
opo unidades, independen emen e dos ecu sos que con olam no momen o da pesquisa, uma
ez que os emp eendedo es são capazes de acede a ecu sos de ou os emp eendedo es.
A de inição de Min zbe g (1973) ocaliza-se num emp eendedo que, na maio pa e do
seu empo, encon a-se a p ocu a opo unidades e a execu a al e ações na sua ins i uição ou
o ganização (como ci ado em Ca on e al., 1998). No a igo The en ep eneu and
en ep eneu ship: Ope a ional de ini ions o hei ole in socie y, designam o emp eendedo
como alguém que não se limi a a espe a ou a planea , aquele que em a p oa i idade su icien e
pa a agi , sendo es a a ca ac e ís ica que mais dis ingue um emp eendedo . Assim, chegam à
seguin e de inição:
Os emp eendedo es são aqueles que se dedicam ao emp eendedo ismo. O emp eendedo
é o indi íduo ou equipa que iden i ica a opo unidade, eúne os ecu sos necessá ios, c ia
e é o esponsá el inal pelas consequências da o ganização. Uma pessoa começa a se um
emp eendedo quando se comp ome e a o ma um no o emp eendimen o (p. 7).
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Os in es igado es mais an igos do assun o en endiam o emp eendedo ismo como uma
a iedade de a i idades que oco em em odos os es ágios de es abelecimen o e c escimen o
o ganizacional, assim como em odos os momen os da ida de um indi íduo, desde os negócios
adicionais a é ao emp eendedo ismo emp esa ial (como ci ado em Gedeon, 2010, p. 22).
Byg a e e Ho e (1991) de inem o concei o em ques ão como o p ocesso de negócio que inclui
" odas as a i idades, a e as e ações elacionadas ao econhecimen o de opo unidades e à c iação
de o ganizações pa a pe segui-las" (como ci ado em Ca on e al., 1998, p. 2). Foi es e
en endimen o que le ou D ucke a suge i que "[emp eendedo ismo] é uma p á ica", ou seja, o
não pode se conside ado uma condição humana, nem de e se is o como uma compe ência sem
p a icidade e u ilidade, i.e., apenas o ien ada pa a idealizações (como ci ado em Ca on e al.,
1998, p. 5).
O emp eendedo ismo eme ge em g ande di e sidade de emp esas, mui as delas com
po encial signi ica i o e que espe am, po isso, que o seu c escimen o seja, da mesma o ma,
signi ica i o, po dispo em da po encialidade de con ibui , conside a elmen e, pa a a sociedade,
aumen ando o emp ego e a iqueza (Byg a e, 1995, como ci ado em Ca on e al., 1998). Is o
jus i ica que se a i me no seio de odas as emp esas a o ien ação de emp eendedo ismo
con inuado. Sendo ce o que odas as emp esas ealizam as mesmas a e as, quando c iam uma
no a o ganização: mobilização e alocação de ecu sos, bem como cons ução de edes (Ca on e
al., 1998). Ca on e al. (1998), pa a esumi as ideias desc i as an e io men e, suge i am que o
emp eendedo ismo se ocasse na p ocu a po uma opo unidade que ab anja a c iação de uma
o ganização ou de uma sub-o ganização, de modo a, consequen emen e, p oduzi con ibuições
de alo pa a as sociedades.
Ca on e al. (1998) iden i ica am que as ca ac e ís icas que são mais associadas aos
emp eendedo es são:
O desejo de independência (Collins & Moo e, 1964), local de con olo (B ockhaus, 1975;
B ockhaus, 1980; Shape o, 1975), c ia i idade (Wilken, 1979), p opensão pa a o isco
(Begley & Boyd, 1987; B ockhaus, 1980; Wilken, 1979), necessidade de ealização
(Begley & Boyd, 1987; McClelland, 1961), e modelos c edí eis (Byg a e, 1995;
Shape o, 1975) (Ca on e al., 1998, p. 7).
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Um emp eendedo , adicionalmen e, é is o como "uma pessoa que inicia ou o ganiza
uma emp esa come cial, especialmen e uma que en ol e isco inancei o" (Pe edo & McLean,
2006, como ci ado em Smi h-Hun e , 2008, p. 94). Os au o es, Byg a e e Ho e (1991) e Ga ne
(1989), de ini am o emp eendedo como “um indi íduo que pe cebe uma opo unidade e
pa icipa nas unções, a i idades e ações necessá ias associadas à c iação de uma o ganização
pa a pe segui essa opo unidade” (como ci ado em Smi h-Hun e , 2008, p. 94). Mas pa a um
emp eendedo c ia opo unidades bené icas e ú eis, de e e em conside ação as di e en es
desigualdades ou assime ias de in o mação, sendo que es a ca ac e ís ica, na pe spe i a de
Shane (2000) e Shane (2000), é incon undí el de um emp eendedo (como ci ado em Gedeon,
2010). Como a i ma a Comissão das Comunidades Eu opeias, “exis em ce as ca ac e ís icas
comuns do compo amen o emp eendedo , incluindo a p on idão pa a co e iscos e o gos o pela
independência e au o- ealização” (2003, pp. 5-6).
No que diz espei o aos a o es que le am os indi íduos a agi de um modo
emp eendedo , em odas as de inições an e io men e ap esen adas, os au o es concen a am-se
nos aços ou nas ca ac e ís icas pessoais. Con udo, á ios au o es ei e a am a eno me
di iculdade em jus i ica a causalidade en e as ca ac e ís icas pessoais e os compo amen os
emp eendedo es (B ockhaus & Ho wi z, 1985; Coope , Dunkelbe g & Woo, 1988, como ci ado
em Ca on e al., 1998).
A Es a égia de Lisboa (Comissão Eu opeia, 2000) econheceu o con ibu o do
emp eendedo ismo pa a a economia da União Eu opeia e, ecen emen e, a Es a égia Eu opa
2020 (Comissão Eu opeia, 2010) ambém se baseou no seu desen ol imen o.
“The G een Pape on En ep eneu ship in Eu ope” (Comissão das Comunidades
Eu opeias, 2003) a i ma que o espí i o emp eendedo é mul idimensional e pode oco e em
di e en es con ex os, pa a além do campo emp esa ial, mas en ol e semp e o desen ol imen o
da c ia i idade ou ino ação. De ine assim o concei o como:
O emp eendedo ismo é, an es de mais nada, uma men alidade. Ab ange a mo i ação e
capacidade de um indi íduo, independen emen e ou den o de uma o ganização, pa a
iden i ica uma opo unidade e pe segui-la pa a p oduzi um no o alo ou sucesso
económico. É necessá ia c ia i idade ou ino ação pa a en a e compe i num me cado
exis en e, pa a muda ou mesmo pa a c ia um no o me cado. T ans o ma uma ideia
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3. ATIVIDADES DE ESTÁGIO
Desde se emb o de 2021 a é ao p esen e, ce ca de 12 meses comple os de es ágio, o am
sis emá icas as euniões no âmbi o do Seminá io de Acompanhamen o e as euniões com odos
os pa cei os do p oje o. No seu cômpi o, p opo ciona am-me uma isão ab angen e das a e as,
dos mé odos de execução e das e en uais di iculdades em elação às a i idades, bem como das
unções especí icas que me o am sendo a ibuídas. Mas, ambém, pe mi i am que man i esse
con ac o, ainda que na g ande maio ia das ezes à dis ância, com di e en es países,
possibili ando que comp eendesse a sua pe spe i a, em elação aos concei os abo dados. Nes as
euniões e am, sob e udo, discu idas as a i idades a desen ol e ou em cu so. Todas as
a i idades, em que es i e en ol ida, se ão explici adas, no quad o do es ipulado pelo p oje o.
Cons am, po an o, apenas aquelas em que pa icipei ou, de ce a o ma, colabo ei, sendo que o
seu elenco não seguiu o dem c onológica, mas ca ego ial.
É impo an e salien a que algumas a i idades mencionadas o am iniciadas, po mim,
enquan o aluna a equen a a unidade cu icula “P oje o de In es igação II”, no 2.º Semes e do
1.º ano do Mes ado em Ciências da Educação, mas apenas o am e minadas nes e ano le i o,
enquan o es agiá ia do P oje o de In es igação.
3.1. Need Analysis
3.1.1. Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship
Compe ence F amewo k”
O Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship
Compe ence F amewo k” (NARCECF) (Anexo 1) cons i ui cen al das a e as a ibuídas ao
g upo da Uni e sidade de Coimb a. A sua es u u a es á o ganizada da seguin e o ma: 1.
Abo dando a p oblemá ica da c ia i idade; 2. Abo dando uma de inição de c ia i idade e sua
mensu ação; 3. Abo dando a p oblemá ica do emp eendedo ismo; 4. Abo dando a de inição de
emp eendedo ismo e sua mensu ação e 5. Adap ação e alidação de ins umen os.
A e isão da li e a u a especializada ab iu à conside ação de á ias de inições do
concei o de c ia i idade e de emp eendedo ismo, bem como das di e en es o mas de
mensu ação dos dois cons u os. A a és da análise da in o mação ecolhida e endo em con a os
obje i os es ipulados pelo P oje o, oi-nos possí el seleciona o ins umen o de a aliação da
c ia i idade e o ins umen o de a aliação do emp eendedo ismo que se ia usado na ecolha de
dados. O ela ó io se iu, pois, em g ande medida, pa a ap esen a a undamen ação
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desen ol ida com is a a sus en a a pesquisa ela i a às compe ências c ia i as e
emp eendedo as dos alunos; da qual se espe a a pe mi isse apu a a conjun u a a ual e
e idencia as á eas a se em desen ol idas.
A minha con ibuição pa a a elabo ação do NARCECF cen ou-se na lei u a e e isão.
Impo ando, con udo, ele a que ambém pa icipei na de inição dos mé odos de pesquisa e na
seleção dos ins umen os a se em u ilizados , bem como no p óp io p ocesso p á ico de
2
in es igação.
3.1.2. A igo: C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping
Assessmen Scales
O a igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen
Scales” (Apêndice 1) oi esc i o endo po base o Rela ó io mencionado an e io men e e
ap esen a como p incipal obje i o a ap esen ação de ins umen os con iá eis pa a a alia a
c ia i idade e o emp eendedo ismo. Começamos po abo da a p oblemá ica concei ual pa a
chega a um a cabouço sob e ambos os concei os, que se e elam "concei os in insecamen e
con es á eis", sujei os à polêmica e demandam algum es o ço pa a se ob e um en endimen o
consensual.
Em elação à c ia i idade, encon amos qua o ipos de abo dagens: p ocesso (com oco
nos p ocessos de c ia i idade ou habilidades associadas à c ia i idade); pessoa ( aços de
pe sonalidade ou ealizações c ia i as); p odu o (p odu os c ia i os são a aliados); e imp ensa (o
ambien e incen i ando ou di icul ando a c ia i idade). Quan o à a aliação da c ia i idade dos
alunos, embo a o In en o y o C ea i e Ac i i ies and Achie emen s (Died ich, Jauk, Sil a,
G edelein, Neubau e Bebedek, 2018) apa eça como o ins umen o mais con iá el, a sua
ex ensão di icul a as possibilidades do apa elho. Des e modo, decidimos assim op a pela
De elopmen o he Kau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS) (Kau man, 2012), que é
jus amen e a base do ICAA.
No que diz espei o ao emp eendedo ismo, encon amos no ela ó io Robinson (1999),
jun amen e com a Agenda de Budapes e e o En eComp: The En ep eneu ship Compe ence
F amewo k (Bacigalupo, Kampylis, Punie & Van den B ande, 2016), pa a desen ol e
ins umen os de a aliação dos alunos (ECQS). Todos os ins umen os o am subme idos à
adução e e o adução po luen es alan es do inglês.
2Os quais o am ponde ados, em g upo de abalho, segundo as an agens e des an agens de cada um.
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3.1.3. Es udo Pilo o: Ques ioná io ENTRECOMP sob e Pe ceção de
Emp eendedo ismo
No espei an e ao es udo das necessidades de desen ol imen o de compe ências de
emp eendedo ismo, oi u ilizado o ENTRECOMP Ques ionnai e - On En ep eneu ship
Pe cep ion, que o g upo de in es igação elabo ou com base no “En eComp: The
En ep eneu ship Compe ence F amewo k” (2016), conside ando os 15 i ens do ní el
”in e mediá io” de p o iciência, aduzidos pa a Po uguês. A escala de espos a aos i ens
selecionada oi a escala de Like , de 5 pon os, a iando as al e na i as possí eis en e 1
(Disco do Comple amen e), 2 (Disco do), 3 (Não conco do, Nem disco do), 4 (Conco do) e 5
(Conco do comple amen e).
Planeamos um es udo pilo o com is a a ob e os p imei os indicado es de con iabilidade
do ques ioná io e, consequen emen e, calculámos o al a de C onbach, que mede a co elação
en e as espos as dadas pelos esponden es, po meio da co elação média en e cada i em e
odos os es an es. Ou seja, es e “al a” mede a consis ência in e na de i ens que é supos o
a alia em o mesmo cons u o, nomeadamen e o modo como os sujei os espondem a cada i em.
Respos as con e gen es indicam consis ência e o con á io inconsis ência. O coe icien e “α” é
calculado “a pa i da a iância dos i ens indi iduais e da a iância da soma dos i ens de cada
a aliado ” (Ho a e al., 2010, p. 89).
Responde am ao ENTRECOMP Ques ionnai e, no mês le i o de ma ço de 2021, 17
alunos, 16 dos quais pe encem à Uni e sidade de Coimb a: Faculdade Psicologia e de Ciências
da Educação, Faculdade de Le as, Faculdade de Fa mácia, Faculdade de Ciências e Tecnologia e
Faculdade de Economia, e 1 aluno da Coimb a Business School - ISCAC. Dos 17 pa icipan es,
12 cu sam o bacha elado e os demais cu sam o mes ado, sendo 11 do sexo eminino, 4 do sexo
masculino e os demais não esponde am.
De um modo ge al, os pa icipan es a i mam que o ENTRECOMP é compos o po
ques ões ele an es, bem o muladas e cla as, de ácil comp eensão e espos a ápida,
iden i icando-o como um ques ioná io acessí el, an o em e mos de linguagem, bem como em
elação ao núme o de ques ões. Conside am as pe gun as como uma boa o ma de in ospeção e
de au o conhecimen o. O empo de espos as expe á el (8 min) co espondeu ao empo
necessá io. Apesa das pe gun as se em de ácil comp eensão, pa a quem não es á amilia izado
com o concei o e c iação de a i idades emp eendedo as, pode iden i ica alguma di iculdade ao
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esponde sob e a sua posição pe an e de e minada si uação, como a c iação de opções de
inanciamen o. Em elação à escala de espos a indicam como a mais indicada, dado que pe mi e
exp essa as opiniões de uma o ma mais di e si icada.
A minha pa icipação, nes e p ocesso, consis iu na ealização das seguin es a e as:
elabo ação do ques ioná io no Google Fo ms (Apêndice 2), elabo ação de uma Reco d Shee
(Apêndice 3), com o in ui o de egis a o ní el de di iculdade de cada i em, assim como os
comen á ios dos inqui idos a cada i em; di ulgação do ques ioná io a es udan es de di e en es
unidades o gânicas da UC, bem como a explicação do mesmo; a ecolha dos dados; a
ans e ência dos dados pa a o Excel, bem como a análise dos mesmos, depois e is a pelos
p o esso es. É impo an e salien a que o p ocesso de ecolha oi ei o a a és do Google Fo ms,
enquan o que, simul aneamen e, eu e o es udan e inqui ido es á amos numa eunião ZOOM, de
modo a pe mi i que eu obse asse algumas eações e comen á ios ao longo do p eenchimen o
do ques ioná io, a im de comp eende as al e ações que se iam necessá ias a aze .
3.1.4. P ocesso de Recolha e Análise dos Dados
Como mencionado no pon o 1.4.5. A), uma das a i idades es ipuladas pelo p oje o se ia a
pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e emp eendedo ismo. Es a
in es igação po ques ioná io, ela i amen e às compe ências c ia i as e emp eendedo as dos
alunos que equen em es abelecimen os de ensino secundá io e uni e si á io dos países
pa cei os, ealizou-se a a és da aplicação de dois ins umen os: o Kau man Domains o
C ea i i y Scale (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a), que o am desc i os
p e iamen e.
A di ulgação des es ques ioná ios, pa a a população po uguesa, oi ei a ia e-mail. Pa a
os es udan es do ensino secundá io, ecolhemos os con ac os de á ias Associações de Pais e
Enca egados de Educação de di e sas Escolas Secundá ias (Apêndice 4), solici ando a
di ulgação dos ques ioná ios (Apêndice 5). Pa a os es udan es do ensino supe io , solici amos
ajuda ao Gabine e de P omoção da Qualidade da UC, onde oi en iada uma no i icação NONIO
a odos os es udan es.
No que diz espei o ao a amen o dos dados, pa a pos e io men e se em analisados no
S a is ical Package o he Social Sciences (SPSS.25), oi necessá io p ocede à codi icação das
a iá eis al anumé icas (s ing) (Apêndice 6). Ou seja, po exemplo, à a iá el ca ego ial sexo
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a ibuímos um código numé ico ao sexo masculino e ou o ao sexo eminino, ag upando assim as
espos as.
A análise dos dados oi ei a no SPSS e, de modo a acili a es e p ocesso a odos os
pa cei os do p oje o, no momen o de análise dos dados que co espondiam ao seu país,
es u u amos um documen o com as Guidelines o he s a is ical analyses o da a om Needs
Assessmen (Anexo 2). Es e documen o con inha odas as o ien ações necessá ias pa a a
codi icação das a iá eis dos ins umen os e pa a as análises es a ís icas, mais especi icamen e
no que diz espei o às análises desc i i as es a ís icas, análises de iabilidade, análises de
co elações e ou as análises in e enciais. Pa a além do documen o mencionado, izemos um
ídeo de supo e à análise dos dados, onde oi g a ado a execução odos os passos da análise no
SPSS.25, de modo a acili a a análise dos dados dos ou os países pa cei os (Apêndice 7).
3.1.4.1 Ap esen ação dos Dados Globais
Após a inalização da análise dos dados, desen ol emos uma ap esen ação com odos os
esul ados em elação aos dados globais, em o ma o Powe Poin , e e en es às análises das
es a ís icas desc i i as, de iabilidade, de co elações e in e enciais (Apêndice 8).
Quan o aos esul ados desc i i os podemos dize , de um modo esumido, que
pa icipa am no es udo 3123 es udan es, pe encen es a 7 países, nomeadamen e Espanha, I ália,
Le ónia, Po ugal, Reino Unido, Roménia e Tu quia; sendo que 865 das espos as (27,7%), ou
seja a maio ia, co espondem aos es udan es de Po ugal. A idade dos pa icipan es, ou seja, dos
alunos do ensino secundá io e do ensino supe io a iou en e 15 anos ou mais no o e 22 anos ou
mais elho, sendo que a maio ia dos es udan es co espondia a es a úl ima aixa e á ia (42,4%).
As mulhe es cons i uí am a maio ia da amos a (65,5 %). Quan o ao ní el de escola idade, em
elação aos es udan es do ensino secundá io (20,2%), a maio ia pe encia a cu sos elacionados
com as Ciências Sociais (61,3%). No que diz espei o aos alunos do ensino supe io , a maio ia
(59,9%) equen a a uma licencia u a, na á ea da Educação (46,5 %).
3.1.4.2. Ap esen ação dos Dados Po ugueses
Pa a além da ap esen ação com os dados globais, ambém desen ol emos uma
ap esen ação, em o ma o Powe Poin , ela i a aos dados dos es udan es po ugueses, no que diz
espei o às análises das es a ís icas desc i i as, de iabilidade, de co elações e ou as
in e enciais, sendo que passa ei a ap o unda as es a ís icas desc i i as (Apêndice 9).
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Como e e ido an e io men e, Po ugal oi o país que ob e e o maio núme o de
espos as, nomeadamen e 865 espos as (27,7%). À semelhança dos dados globais, a maio ia das
espos as ambém o am do sexo eminino (62,7%) e ambém pe enciam à aixa e á ia dos 22
anos ou mais elho (30,3%). Os alunos do ensino secundá io ep esen a am 57,7% (n=499) da
amos a, enquan o a pe cen agem dos alunos do ensino supe io que equen am uma licencia u a
oi de 25,2% (n=218) e a dos alunos de mes ado oi de 17,1% (n=148). No ensino secundá io, a
maio ia dos alunos pe encia a cu sos elacionados com as Ciências Sociais (72,9%). Respei an e
aos alunos do ensino supe io , a maio pa e dos es udan es equen a um cu so na á ea da
Educação (38,3%), con udo ambém hou e uma g ande ep esen a i idade de alunos
p o enien es de cu sos de Engenha ia (14,5%) e de Ciências e Li e a u a (13,4%), sendo que as
duas Faculdades mais e e idas o am a Faculdade de Ciências e Tecnologia (25,7%) e a
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (23,5%).
3.2. Os P og amas In ensi os E asmus + (In ensi e P og amme E asmus +)
Os In ensi e P og amme E asmus + são des inados a alunos do ensino supe io , podendo
e a du ação de 2 semanas, em que a 1ª semana acon ece em egime online e a 2ª semana em
o ma o p esencial. O p og ama é compos o po pales as, “wo kshops”, ap esen ações cul u ais,
incluindo a pa ilha de expe iências p á icas e a p omoção da in e cul u alidade.
Pa a além da minha pa icipação, enquan o es udan e, no IP, ambém desen ol i algum
abalho de apoio à ges ão, nomeadamen e: encaminha oda a in o mação que ecebíamos, po
pa e da o ganização do IP, pa a os pa icipan es; ecolhe odas as in o mações pessoais dos
pa icipan es, como po exemplo o núme o ca ão de cidadão, núme o do ca ão de es udan e,
e-mail, mo ada, con ac o ele ónico, e c., e in o mações elacionadas com o COVID-19; ge i e
esol e p oblemas especí icos que su gem com a iagem; planea e ealiza euniões ia ZOOM
com as pa icipan es, com o in ui o de escla ece odas as ques ões e com a inalidade de planea
as a i idades que i iamos desen ol e no IP; esc e e no as de di ulgação da nossa expe iência
no IP, pa a que possam se pa ilhadas na página web da FPCEUC (Apêndice 10); ecolhe
eedback dos pa icipan es do IP, de modo a melho a os p óximos p og amas do p oje o
(Apêndice 11).
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3.2.1. 1º In ensi e P og amme E asmus +
A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a
(FPCEUC) es e e p esen e no 1.º In ensi e P og amme E asmus +, o ganizado pela
Uni e sidade de Saka ya (SAU), na Tu quia. En e 17 a 28 de janei o de 2022, oco eu em
egime online e de 24 a 30, em egime p esencial, na SAU. Pa icipa am 45 pessoas, de 3 a 6
es udan es e 2 p o esso es, enquan o que a FPCEUC ez-se ep esen a com 2 p o esso es e 6
alunas de LCE e MCE.
Es e p og ama oi in ei amen e elacionado com a c ia i idade e odas as pales as e
wo kshops ap esen ados o am em o no des a compe ência. Nes a pa e do capí ulo, i emos
abo da os ou pu s desen ol idos e ap esen ados pela equipa po uguesa.
3.2.1.1. Vídeo: Ac i i ies o De eloping C ea i i y
Es e ídeo, elabo ado po es udan es e p o esso es da FPCEUC, in eg a a p imei a pa e
do In ensi e P og amme ERASMUS +, que p e ende abo da a i idades pa a desen ol e a
c ia i idade (ac i i ies o de eloping c ea i i y) (Apêndice 12).
Sob e a abo dagem do p ocesso, des acamos um dos es es de c ia i idade mais
di undidos, conhecido como o To ance Tes o C ea i e Thinking-Figu al (TTCT-Figu al) and
Thinking –Ve bal (TTCT-Ve bal). As espos as ao TTCT-F são desenhadas e as do TTCT-V são
esc i as ou o necidas o almen e. No âmbi o da “Abo dagem da Pessoa”, um es e ambém mui o
popula oi desen ol ido po James Kau man, em 2012. Ele baseia-se num ques ioná io de
au o ela o, The Kau man Domains o C ea i i y Scale, que en oca os domínios do Quo idiano,
Académico, da Pe o mance (englobando esc i a e música), o Mecânico/Cien í ico e A ís ico.
No âmbi o da “Abo dagem P essão” podemos des aca o KEYS, desen ol ido po Te esa
Amabile (2016), um ins umen o capaz de ajuda os líde es a e em uma imagem cla a do clima
pa a a ino ação, den o de um g upo de abalho ou o ganização.
3.2.1.2. Ap esen ação: App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions
App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions oi a lec u e que a equipa
po uguesa ap esen ou na semana de o mação online do 1º In ensi e P og amme E asmus +. A
ap esen ação con ou com dois ins umen os: um ídeo, de ce ca de 20 minu os, em que
pa icipa am os p o esso es Ca los Sousa Reis, Albe ina Lima e Te esa Pessôa, bem como as
alunas da UC, que aplica am o “sc ip ” esc i o pelo p o esso Ca los Reis; uma “lec u e”,
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ap esen ada pelos P o esso es Ca los Sousa Reis, Albe ina Lima e eu mesma, que se es u u ou
em qua o pa es, co espondendo a cada as seguin es designações: The Concep - De ini ions,
App oaches, Domains/Fields and An Algo i hm? (Anexo 3). .
No segmen o The Concep - De ini ions o am abo dadas á ias de inições do concei o de
c ia i idade, assim como as ês dimensões implíci as na c ia i idade e no seu desen ol imen o,
a pe spe i a de concei o in insecamen e ques ioná el de Gallie (1964) e o es udo sob e o
impac o da cul u a na c ia i idade (Kea Eu opean A ai s, 2009), na medida em que ap esen a
uma isão his ó ica em elação ao es o ço u ilizado pa a de ini a c ia i idade.
Na pa e App oaches ocamo-nos nas abo dagens e ins umen os de medição da
c ia i idade, em o no de qua o a o es: p ocesso, pessoa, p odu o e imp ensa. É ap esen ada
uma abela que esume os esul ados, ca ego izando as abo dagens, o seu oco, a concepção
especí ica da c ia i idade, os ins umen os desen ol idos no âmbi o de cada abo dagem, e as
suas an agens e aquezas pa icula es.
No que diz espei o à componen e Domains/ ields, cla i icamos alguns ins umen os de
mensu ação da c ia i idade endo em conside ação os qua o a o es mencionados no pa ág a o
an e io . Nas abo dagens do p ocesso desc e emos o The Guil o d (1967). Em elação ao
p ocesso e e imos o The Alpha Biog aphical In en o y (Ins i u e o Beha io al Resea ch in
C ea i i y, 1968), o Schae e ’s Biog aphical In en o y (1970), o The Reisman Diagnos ic
C ea i i y Assessmen (RDCA, Reisman, Keise , & O i, 2016) e o The C ea i e
Pe sonali y-Po en ial Composi e (Shepa d, 2019). Rela i amen e às abo dagens do p odu o
explici amos o The Consensual Assessmen Technique (CAT, Amabile, 1982), o The C ea i e
Solu ion Diagnosis Scale (CSDS) de C opley e Kau man (2012) e o The Runco Idea ional
Beha io Scale (RIBS, Runco, Plucke , and Lim, 2001; Von S umm, Chung, & Fu nham, 2011).
Po úl imo, nas abo dagens con ex uais, ela i as à conside ação do empo e luga , pessoas,
cul u a, polí ica, clima, ecu sos disponí eis, e c., ap esen amos o The KEYS (Amabile, Con i,
Coon, Lazenby, & He on, 1996; Amabile, Taylo , & G yskiewicz, 1995).
Po im, colocamos a ques ão de pode encon a -se algum algo i mo aplicá el ao
p ocesso c ia i o e ap esen amos algumas imagens que ilus a am a nossa pe spe i a, al como o
The C ea i e P ocess (AskMa in.i o, 2021) e o The En e p ise C ea i e P ocess Wo k Flow
(Hamme , 2013).
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3.2.1.3. Ap esen ação: C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and
Complemen a i y
A “lec u e”, in i ulada C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and
Complemen a i y oi elabo ada pelos p o esso es e po mim, pa a a segunda semana do 1º
In ensi e P og amme E asmus +, a semana p esencial que se ealizou na Uni e sidade de
Saka ya (Anexo 4). A sua ap esen ação es e e a ca go do P o esso Ca los Sousa Reis.
Nes a ap esen ação começamos po expo a impo ância da c ia i idade e do pensamen o
c í ico, seguida pela de inição do concei o de c ia i idade e do concei o de pensamen o c í ico.
Também abo damos o modo como elaciona a c ia i idade e o pensamen o c í ico, assim como
as possí eis ameaças ao pensamen o c í ico, como po exemplo as alácias e o wish ul hinking.
Como um possí el algo i mo pa a desen ol e as compe ências do pensamen o c í ico,
desc e emos o Quad o de Pensamen o C í ico de Paul-Elde , que é compos o po ês
componen es, especi icamen e os elemen os do pensamen o ( aciocínio); as no mas in elec uais
que de em se aplicadas aos elemen os de aciocínio; e os aços in elec uais associados a um
pensado c í ico cul i ado que esul am da aplicação consis en e e disciplinada das no mas
in elec uais aos elemen os do pensamen o. Te minamos es a ap esen ação p opondo aos
es udan es que quan o mais p o icien es o mos no pensamen o c í ico, mais c ia i os se emos.
3.2.1.4. Wo kshop: Challenges o C i ical Thinking
O “wo kshop”, gizados e aplicado pelo nosso g upo de alunas, sob supe isão dos nossos
p o esso es, a odos os es an es alunos, iniciou-se com a di isão dos pa icipan es em 3 g upos,
in e cul u ais, cons i uídos po , pelo menos, um pa icipan e de cada país, que se dis ibuí am
pelos 3 desa ios p epa ados (Anexo 5).
Cada desa io es a a elacionado com uma emá ica, aplicando-se de o ma o a i a a cada
g upo, de o ma a odos os g upos pa icipa em em odos os desa ios. O p imei o desa io e a
ela i o ao p econcei o, ou seja, incidia nas ideias p econcebidas que le am a uma pe spec i a
en iesada da ealidade e à des alo ização da di e ença, seja ela cul u al, ideológica, social, acial
ou sexual. Consis iu num exe cício de e lexão, median e os ipos/ca ego ias de p econcei o,
onde, cada g upo, inha de da exemplos especí icos de p econcei os pa a a "ca ego ia"
escolhida. O segundo desa io dizia espei o ao wish ul hinking, is o é, quando omamos decisões
ou seguimos um aciocínio baseado em desejos, em ez de ac os ou azões conside adas. Nes e
caso, pedíamos que cada pa icipan e pa ilhasse com o g upo uma expe iência pessoal, sob e a
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qual se exe cia uma e lexão dialogada. Ce os momen os o am emocionan es. O úl imo desa io
es a a elacionado com as alácias, aqueles a gumen os que, embo a inco e os, podem se
psicologicamen e pe suasi os. Nes e desa io exis iam dois ascos, um deles con inha á ias
alácias e os pa icipan es, em g upo, inham de iden i ica o ipo de alácia que es a a p esen e;
quan o ao segundo asco con inham os ipos de alácia e os pa icipan es e am incen i ados a
p oduzi um exemplo de uma alácia.
No inal do nosso “wo kshop”, os P o esso es ize am uma pequena ap esen ação sob e
as p á icas pa a induzi o pensamen o c í ico, como duas adições de "medi ação": a medi ação
p o enien e da he ança ociden al e a medi ação descenden e da he ança o ien al.
3.2.1.5. Ap esen ação Cul u al: Fac s abou Po ugal - An ancien na ion
beholding he u u e
A ap esen ação cul u al oi in ei amen e planeada, desen ol ida e ap esen ada pelos
es udan es po ugueses que pa icipa am nes e IP e oi in i ulada po Fac s abou Po ugal - An
ancien na ion beholding he u u e (Apêndice 13).
Iniciamos a ap esen ação a a és de uma pequena dinâmica, em que a a és de um
Q Code os pa icipan es acediam a uma pla a o ma onde lhes e a pedido que esc e essem a
p imei a coisa que pensam quando se ala em Po ugal. Es a dinâmica inha apenas o in ui o de
pe cebe mos qual e a a pala a, a ca ac e ís ica ou a pe sonalidade amosa que os pa icipan es
do IP associa am ao nosso país e, de ce o modo, com a inalidade de dinamiza a nossa
ap esen ação.
A ap esen ação em si cen ou-se nos ac os sob e Po ugal, que o am di ididos nas
seguin es ca ego ias: ca ac e ís icas, his ó ia, pa imónio, música, li e a u a, gas onomia,
despo o e educação, sendo que es e úl imo ópico in oduziu a nossa ap esen ação em elação à
Uni e sidade de Coimb a. Fo am ap esen ados ac os elacionados com a UC, den o dos
seguin es pon os: ca ac e ís icas, p émios, unidades o gânicas, pon os u ís icos/pa imónio,
Associação Académica de Coimb a, adições académicas e es i idades es udan is, aje
académico, unas académicas. Toda a ap esen ação oi en iquecida po imagens e ídeos.
Po im, desen ol emos um guia u ís ico, que con idamos odos os pa icipan es a aze
o download, de modo a incen i á-los a isi a o nosso país. Es e guia e a compos o po uma
bucke lis de sí ios a isi a em Po ugal (Apêndice 14).
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A alidade de cons u o e e e-se à “ex ensão em que um conjun o de a iá eis ealmen e
ep esen a o cons u o a se medido” (Hai Junio e al., 2009; Ma ins, 2006, como ci ado em
Souza e al., 2017, p. 654).
É indiscu í el a impo ância da alidade de cons u o, sob e udo na á ea da educação,
uma ez que “a a aliação se ale, equen emen e, de cons u os, que, após sua de inição
ope acional, são medidos po in e médio de es es” (Vianna, 1983, p. 35). Con udo, Ke linge
(1973, como ci ado em Vianna, 1983) cons a ou que a alidade de cons u o ambém ab ange a
alidação da eo ia na qual a cons ução do ins umen o se baseou.
Apesa do p ocesso de alidação de cons u o se conside ado um es udo cien í ico de
ca ác e empí ico, uma ez que são de inidos os cons u os que podem se esponsá eis pelo
de e minado desempenho num ins umen o, Vianna (1983) concluiu que os limi es de uma
alidação empí ica são ul apassados, po que não se es inge apenas a cons a a a exis ência de
co elações, ambém cla i ica os mo i os pa a essas co elações.
4.2. Mé odo
4.2.1. Ins umen os
No ques ioná io “Comp eende a C ia i idade” (Apêndice 19) o am u ilizados dois
ins umen os, sendo eles o Kau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS, Escala de Kau man
sob e a C ia i idade) e o The In en o y o C ea i e Ac i i ies and Achie emen s (ICAA,
In en á io das A i idades e Realizações C ia i as).
O K-DOCS, desen ol ido po Kau man (2012), é cons i uído po 50 i ens
au o-adminis ados que a alia a c ia i idade em 5 a o es de compo amen o, nomeadamen e
Pessoal/Quo idiano, Académico, Pe o mance (ab angendo esc i a e música),
Mecânico/Cien í ico, e A ís ico. Pa indo das pe ceções pessoais mani es adas, os esponden es
classi icam-se numa escala Like de 5 pon os, que a ia en e 1 (Mui o menos c ia i o) e 5
(Mui o mais c ia i o), seguindo as seguin es ins uções: "Em compa ação com pessoas com
ap oximadamen e a sua idade e expe iência de ida, quão c ia i o se classi ica ia pa a cada um
dos seguin es a os? Pa a a os que não ez especi icamen e, a alie o seu po encial c ia i o com
base no seu desempenho em a e as semelhan es" (Kau man, 2012, p. 300).
O ICAA obje i a medi as a i idades e as ealizações c ia i as, numa abo dagem
equilib ada das ealizações a a és dos domínios c ia i os mais ele an es e dos ní eis de
ealização. Foi c iado po Died ich e colegas (2018) e é uma medida de au o- ela o que a alia a
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equência das A i idades de C ia i idade (CAc ) e as Realizações da C ia i idade (CAch),
u ilizando escalas sepa adas em oi o domínios, nomeadamen e, Li e a u a, Música, A es e
O ícios, Cozinha C ia i a, Despo o, A es Visuais, A es Pe o ma i as, e Ciência e Engenha ia.
Dado à complexidade do ins umen o e apesa de se compos o po duas dimensões,
CAc e CAch, apenas nos cen a emos na p imei a dimensão mencionada, aquela es á
elacionada com as a i idades c ia i as. A escala do CAc ques iona a equência com que
de e minada a i idade oi ealizada, endo em conside ação os úl imos 10 anos. As espos as
a iam numa escala de Like compos a po 5 pon os (0: Nunca; 1: 1-2 ezes; 2: 3-5 ezes; 3:
6-10 ezes; 4: Mais de 10 ezes). Cada escala des e domínio con ém seis i ens de pe gun a.
4.2.2. P ocedimen o de Recolha dos Dados
Os ins umen os o am aplicados a es udan es da Uni e sidade de Coimb a, dos
di e en es ní eis de ensino (Licencia u a, Mes ado e Dou o amen o), ia LimeSu ey.
Ao longo do p ocesso de ecolha de dados, cump e salien a que o am espei ados os
seguin es p incípios é icos: Con idencialidade/P i acidade: odas as in o mações ecolhidas
sob e os(as) pa icipan es man e -se-ão con idenciais, p ese ando-se o espei o pelo di ei o da
ese a à ida p i ada, à disc ição e ao anonima o; Volun a iedade/Desis ência da pa icipação: a
pa icipação de odos(as) educandos(as) é olun á ia, sendo possí el que es es(as) desis am a
qualque momen o da in es igação; Bene ícios e espei o pela in eg idade: a elação dos
in es igado es com os(as) pa icipan es o ien a -se-á pela in enção de bene ício, nomeadamen e
o de pode i a des u a de es a égias p opiciado as da melho ia das habilidades c ia i as e
emp eendedo as; Consen imen o in o mado e Di ulgação de esul ados: Todos os pa icipan es
da ão o seu consen imen o in o mado an e io men e ao p eenchimen o dos ques ioná ios e,
pos e io men e, e ão acesso aos esul ados e conclusões da in es igação se assim o en ende em,
assim como à sua disseminação.
No que diz espei o aos aspe os de p o eção de dados en ol idos na ealização des a
in es igação, é impo an e ealça que o p ocedimen o de ecolha de dados somen e oi iniciado
após e mos ecebido o Pa ece (Anexo 9) a o á el do Enca egado de P o eção de Dados, da
Uni e sidade de Coimb a. Respei ando o Regulamen o Ge al de P o eção de Dados (RGPD),
ap o ado pelo Regulamen o (UE) 2016/679 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 27 de
ab il de 2016, nes e Pa ece es á explíci o que nos comp ome emos a não ecolhe di e amen e
qualque in o mação susce í el de se azoa elmen e u ilizada pa a iden i ica uma pessoa
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singula e, indi e amen e, ambém não e e uamos a amen o de dados pessoais do esponden e,
uma ez que como o inqué i o oi elabo ado no LimeSu ey, e o mesmo es á con igu ado pa a
não ecolhe dados pessoais do esponden e.
Pa a p ocede à di ulgação do ques ioná io, oi en iado um e-mail a solici a a
au o ização pa a aplica o ques ioná io ao P o esso Dou o An ónio José Ba a a Figuei edo,
Vice-Rei o da Uni e sidade de Coimb a, esponsá el pela Qualidade, Despo o e Se iços de
Ação Social da e e ida ins i uição (SASUC). Após es a au o ização e sido concedida, o
Gabine e de P omoção da Qualidade, da Uni e sidade de Coimb a, execu ou a di ulgação
a a és de uma no i icação NÓNIO, de idamen e esc i a po nós (Apêndice 20), pa a um o al de
28042 es udan es da Uni e sidade mencionada.
4.2.3. P ocedimen os de Análise dos Dados
Den o da alidade de cons u o e no que conce ne aos mé odos en e es es, u iliza emos
a alidade cong uen e ou, comumen e conhecida po , alidade con e gen e. É conside ada como
o mé odo mais simples, que equi ale a “co elaciona um es e no o a um ou o es e já
amplamen e es udado e conhecido nas suas di e sas dimensões”, onde se e i ica mos que exis e
uma al a co elação en e os dois ins umen os, podemos conclui que ambos medem o mesmo
cons u o (Vianna, 1983, p. 40). Assim, o “g au de conco dância é es imado po meio do
coe icien e de co elação”, sendo que es as co elações de em se signi ica i as (Hill & Hill,
2016, p. 151).
Os coe icien es de co elação, que azem pa e dos coe icien es não-pa amé icos, medem
a elação en e “duas a iá eis [que] êm alo es medidos po uma escala o dinal” (Hill & Hill,
2016, p. 205), ou seja, medem a elação en e duas a iá eis o dinais. No espei an e aos
coe icien es de co elação, u iliza emos o coe icien e ⍴( ho) de Spea man. O coe icien e de
co elação mencionado “mede o g au de associação en e en e 𝑥e𝑦(amos a bi a iada) o dinais
ou quali a i as” (A onso & Nunes, 2019, p. 41).
A co elação en e duas a iá eis, eo icamen e, apenas depende da a iância comum e a
inalidade da Análise Fa o ial (AF) consis e em “analisa a a iância comum num conjun o de
a iá eis pa a en ende , ou «explica », as co elações en e essas a iá eis” (Hill & Hill, 2016, p.
227). A AF em o p opósi o de es uda os pad ões ou as elações subjacen es en e um g ande
núme o de a iá eis e, consequen emen e, de e mina a possibilidade de esumi oda a
in o mação num conjun o meno de a o es. Pe mi e “ eduzi o núme o de dimensões necessá ias
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pa a se desc e e dados de i ados de um g ande núme o de medidas” (U bina, 2007, como
ci ado em Ma os & Rod igues, 2019, p. 10).
De modo a alcança o obje i o sup a mencionado, é possí el ealiza uma Análise
Fa o ial Con i ma ó ia (AFC) ou uma Análise Fa o ial Explo a ó ia (AFE). Nes a in es igação
i emos nos cen a nes a úl ima pe spe i a. A AFE pe mi e que “os dados obse ados
[de e minem] o modelo a o ial subjacen e a pos e io i ( aciocínio indu i o pa a in e i um
modelo a pa i dos dados obse ados)” (Ma os & Rod igues, 2019, p. 10). U bina (2007)
esume a inalidade da AFE como a descobe a de “quais a o es (is o é, a iá eis la en es ou
cons u os) subjazem às a iá eis em análise” (como ci ado em Ma os & Rod igues, 2019, p.
11). As espos as o am de idamen e codi icadas (Apêndice 21), pa a p ocede à análise dos
dados no SPSS (S a is ical Package o he Social Sciences), e são 27.01, sendo que p ocedemos
a análises es a ís icas desc i i as, ao cálculo do coe icien e ⍴( ho) de Spea man e à análise
a o ial explo a ó ia.
4.2.4. Pa icipan es
Pa icipa am nes a in es igação 344 es udan es, pe encen es à Uni e sidade de Coimb a,
de odos os ciclos de es udos.
A idade dos es udan es oscilou en e 17 e 73 anos, com maio incidência nos es udan es
en e os 19 (n=39; 11,3%), 20 (n=33; 9,6%) e 21 anos (n=32; 9,3%). A maio ia da amos a oi
compos a pelo sexo eminino (n=221; 64,2%).
Dos 344 es udan es, quando p eenche am o ques ioná io, 163 (47,4%) equen a am uma
Licencia u a; 119 (34,6%) es uda am num Mes ado e 62 (18%) es a am insc i os num
Dou o amen o. No que diz espei o às Unidades O gânicas (Figu a 2) hou e p edominância de
es udan es p o enien es da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologias da Uni e sidade de
Coimb a), ep esen ando 25,9% (n=88) da amos a, e da FLUC (Faculdade de Le as da
Uni e sidade de Coimb a), cons i uindo 25% da amos a (n=86).
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Figu a 2
Análises desc i i as da a iá el ‘Unidade O gânica’
No a. FLUC = Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a); FDUC = Faculdade de Di ei o
da Uni e sidade de Coimb a; FMUC = Faculdade de Medicina da Uni e sidade de Coimb a;
FCTUC = Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a; FFUC = Faculdade
de Fa mácia da Uni e sidade de Coimb a; FEUC = Faculdade de Economia da Uni e sidade de
Coimb a; FPCEUC = Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de
Coimb a; FCDEFUC = Faculdade de Ciências do Despo o e Educação Física da Uni e sidade
de Coimb a.
4.3. Resul ados
Segundo A onso & Nunes (2019), os alo es do Coe icien e de Spea man assumem
alo es en e +1 e -1, sendo que um alo de (+ ou -) 1 co esponde a uma associação de
classi icação pe ei a (posi i a ou nega i a, espe i amen e); enquan o o alo igual ou p óximo
0 signi ica que não há associação de classi icação ou que a associação é aca. Conside ando que
a eg a ge al di a que um alo en e 0.3 a 0.5 ap esen a uma co elação aca, um alo en e 0.5
a 0.7 indica uma co elação mode ada, um alo en e 0.70 e 0.80 ep esen a uma co elação
azoá el, um alo en e 0.80 e 0.90 indica uma co elação boa e um alo maio que 0.90
assume uma co elação excelen e (Hill & Hill, 2016).
Como podemos e i ica na Figu a 3, odos os i ens ap esen am co elações mui o baixas,
baixas ou mode adas, sendo que os alo es oscilam en e 0,36 e 0,534 ( alo es des acados na
igu a).
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Figu a 3
Coe icien e de Spea man
A alidade de cons u o pode a e i -se a a és da alidade ac o ial. Nes a in es igação
em especí ico le ámos a cabo a modalidade de análise a o ial explo a ó ia. Em p imei o luga ,
analisamos a possibilidade de p ocede à análise a o ial, a a és de dois mé odos de a aliação: o
c i é io de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e o Tes e de Es e icidade de Ba le . O KMO, segundo
Lo enzo-Se a e al. (2011), é “um es e es a ís ico que suge e a p opo ção de a iância dos i ens
que pode es a sendo explicada po uma a iá el la en e” (como ci ado em Damásio, 2012, p.
215), o que nos pe mi e comp eende se a aplicação da AFE é adequada. Os alo es podem
a ia en e 0 e 1, sendo que “ alo es meno es que 0,5 são conside ados inacei á eis, alo es
en e 0,5 e 0,7 são conside ados medíoc es; alo es en e 0,7 e 0,8 são conside ados bons;
alo es maio es que 0,8 e 0,9 são conside ados ó imos e excelen es” (Hu cheson & So oniou,
1999, como ci ado em Damásio, 2012, pp. 215-216). Como é possí el obse a na Figu a 3,
ob i emos o alo de 0,852, o que é conside ado como um alo excelen e.
O Tes e de Es e icidade de Ba le a alia a simila idade en e a ma iz de (co) a iância e
a de iden idade (Damásio, 2012). Tabachnick & Fidell (2007) a i mam que alo es “com ní eis
de signi icância p <0,05 indicam que a ma iz é a o á el” (como ci ado em Damásio, 2012, p.
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216) e, endo po base a Figu a 3, como o alo ob ido é in e io a p <0,05 (0,00), cons a amos
que é possí el p ocede a uma análise a o ial explo a ó ia.
Figu a 4
Análise Fa o ial Explo a ó ia: C i é io de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e o Tes e de Es e icidade
de Ba le .
No espei an e ao p ocesso de ex ação do núme o de a o es, u ilizamos o C i é io de
Kaise -Gu man, ambém conhecido como eigen alue > 1, que “p opõe uma a aliação ápida e
obje i a do núme o de a o es a se e ido” (Damásio, 2012, p. 216), ou seja, são ex aídos os
a o es da ma iz de i ens, sendo que o seu núme o pode se igual ao núme o de i ens, maio ou
meno . A a és des e c i é io, oi encon ada a exis ência de in e e qua o a o es, que, da
o alidade, explicam 69,59% da a iância (Apêndice 22).
De seguida, p ocedemos ao mé odo de o ação a o ial, que p e ende acili a o p ocesso
de in e p e ação dos a o es, podendo aplica -se a o ação oblíqua ou a o ação o ogonal. Nes a
in es igação usa emos as o ações oblíquas, que pe mi e a co elação en e os a o es, dado que o
nosso obje i o consis e em “ob e alguns a o es ou cons u os eo icamen e signi ica i os” (Hai
e al., 1998, como ci ado em Simões e al., 2010, p. 258). Dos mé odos de o ação oblíqua,
u iliza emos um dos mais impo an es, a o ação oblimin, dado que é o mé odo mais indicado
quando espe amos que os a o es sejam co elacionados.
Na ma iz da o ação a a és do mé odo de oblimin (Apêndice 23), podemos e i ica que
apenas os i ens do K-DOCS1 co esponden es à dimensão do Quo idiano não ap esen am
sa u ações em apenas um a o , oscilando os alo es oscilam en e 0,307 e 0,696. No que diz
espei o aos i ens K-DOCS2 (dimensão académica), K-DOCS3 (dimensão do desempenho),
K-DOCS4 (dimensão da mecânica/cien í ico) e K-DOCS5 (dimensão a ís ica), odos os i ens
co espondem a um único a o , nomeadamen e ao a o 2, ao a o 3, ao a o 1 e ao a o 4,
espe i amen e, e ap esen am alo es en e 0,362 e 0,849.
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No espei an e ao ICAA, os i ens ICAA1 (dimensão li e a u a), ICAA16 (dimensão das
a es isuais), ICAA19 (dimensão a es pe o ma i as) e ICAA22 (dimensão das ciência e
engenha ia), não ap esen am sa u ações em apenas um a o , a iando os alo es en e -0,308 e
0,731, sendo que o alo -0,308 co esponde à p imei a dimensão e cons i ui o mais baixo. Os
i ens ICAA4 (dimensão música), o ICAA7 (dimensão a es e o ícios), ICAA10 (dimensão
culiná ia c ia i a) e ICAA13 (dimensão despo o) onde odos i ens ap esen am sa u ações no
espe i o a o ( a o 5, a o 6, a o 7 e a o 9, espe i amen e), e i icando-se que os alo es
a iam en e 0,305 e 0,859.
4.4. Discussão
Quando se a alia um ins umen o, que é u ilizado pa a mensu a um cons u o, o
in es igado alcança uma no a dimensão do g au de elação do cons u o a aliado em elação
aos ou os cons u os (Vianna, 1983). Raymundo (2009). Não conside a o p ocesso de alidação
como sendo exaus i o, mas, e e i amen e, suge e que exis a uma ce a con inuidade e de e se
epe ido á ias ezes pa a o mesmo ins umen o.
Uma das ques ões cen ais da análise da alidade de cons u o esume-se ao ac o de os
ins umen os ap esen a em uma al a co elação com ou os ins umen os que medem o mesmo
cons u o, mas ambém de em mos a que não ap esen am co elação com es es que medem
cons u os cla amen e di e en es, sendo es a a ca ac e ís ica que di e encia a alidade de
cons u o (Vianna, 1983). Conscien es de que a alidade de cons u o deco e da aplicação de
á ios es es, a a és de di e en es o mas, necessi ando de uma análise de alhada pa a e i ica ,
po exemplo: a quais a iá eis os i ens do ins umen o es ão elacionados; os ipos de i ens que
compõem o es e; o quão es á el é o i em nas condições mais a iá eis e o quão homogéneo é o
es e; en e ou as pa icula idades, suge imos que es as indicações sejam idas em conside ação
em u u as in es igações. Conside amos que as análises an e io men e mencionadas, que
ap esen am o in ui o de o nece elemen os que possam escla ece o signi icado do ins umen o,
são algumas limi ações da nossa in es igação.
Con udo, podemos conclui que, dada a ex ensão dos dois ins umen os u ilizados, que
nos c iou di iculdade no p ocesso de análise de dados, não podemos a i ma que exis a uma
ele ada co elação en e o K-DOCS e o ICAA, endo po base os alo es alcançados na análise
da co elação de Spea man ( alo es en e 0,36 e 0,534) e na análise a o ial explo a ó ia. Numa
p óxima in es igação, se á impo an e es a os ní eis de co elação do K-DOCS com ou o
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ins umen o que não mede o mesmo cons u o, ou es a a alidade con e gen e do K-DOCS
com um ins umen o de meno dimensão, mas que ambém meça a c ia i idade.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O es ágio, du an e o ano le i o 2021/2022, deco eu no P oje o de In es igação Beyond
The Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools
(2020-1-TR01-KA203-093989), que se insc e e no P og ama E asmus+ da União Eu opeia, no
âmbi o da “Ação-Cha e 203: Pa ce ias Es a égicas pa a o Ensino Supe io ”. Es e es ágio
cu icula é in eg ado no plano de es udos do segundo ano do Mes ado em Ciências da
Educação, da FPCEUC, sob a o ien ação do P o esso Dou o Ca los F ancisco de Sousa Reis.
Es es úl imos 12 meses o am eple os de desa ios, mas, sob e udo, de mui as
ap endizagens. Cen a -nos-emos, p imei amen e, nas di iculdades ou limi ações sen idas, que
apesa de as designa des a o ma, não conside o que enham con ibuindo de o ma nega i a
pa a o meu desempenho enquan o es agiá ia. Na e dade, é ele an e e em conside ação que
es as limi ações induzi am a aquisição de no as ap endizagens e o desen ol imen o ou
ape eiçoamen o de compe ências.
A execução da análise dos dados do ques ioná io “Comp eende a C ia i idade” oi a
maio di iculdade des es úl imos meses, uma ez que, dada à minha inexpe iência no campo da
in es igação ez com que o p ocesso osse mais demo ado e dolo oso, de mui a pesquisa e de
ajuda dos p o esso es o ien ado es des e es ágio.
As expec a i as iniciais do es ágio o am cump idas e esul a am na aquisição das
seguin es ap endizagens. Em p imei o luga , de o des aca a elabo ação do Rela ó io do Need
Analysis, que cons i ui a a i idade mais signi ica i a no meu pe cu so enquan o es agiá ia nes e
p oje o. Foi o p imei o con ac o com as emá icas abo dadas no p oje o, nomeadamen e a
ap oximação da p oblemá ica e da de inição dos concei os de c ia i idade e emp eendedo ismo,
da mesma o ma que oi o momen o em que comp eendi os obje i os que ínhamos de alcança e
as a e as que ínhamos de comple a , oi a opo unidade de conhece as o mas de abalha dos
p o esso es en ol idos. Resumidamen e, oi um momen o c ucial pa a ga an i que os meus
con ibu os u u os es a iam em conco dância com os p opósi os de endidos pelo p oje o.
A p odução esc i a de a igos ambém cons i uiu uma eno me ap endizagem,
nomeadamen e odo o p ocesso de ecolha e a amen o da in o mação, de o ganização dos
con eúdos de o ma lógica, obje i a e adequada, de in e ligação dos con eúdos abo dados e de
análise das di e en es pe spe i as. Pe mi iu en iquece p o undamen e o nosso in elec ual e
ala gou, de ini i amen e, os meus conhecimen os. Consequen emen e, a ap esen ação des es
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APÊNDICES
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Apêndice 1: A igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping
Assessmen Scales”
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Apêndice 2: Aplicação dos Ques ioná ios - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale”
(Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a)
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Apêndice 3: Reco d Shee pa a os ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y
Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a)
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Apêndice 4: Recolha dos con ac os das Associações de Pais e Enca egados de Educação de
di e sas Escolas Secundá ias
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Apêndice 5: Di ulgação dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale”
(Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On
En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a)
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Apêndice 6: Codi icação das Va iá eis Al anumé icas dos ins umen os - O “Kau man
Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM
Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção
Emp eendedo a)
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Apêndice 7: Vídeo de Supo e à Análise dos Dados dos ins umen os - O “Kau man
Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM
Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção
Emp eendedo a)
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Apêndice 10: No as de Di ulgação do 1º In ensi e P og amme E asmus +
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Apêndice 11: Feedback dos Pa icipan es do do 1º In ensi e P og amme E asmus +
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Apêndice 12: Vídeo “Ac i i ies o De eloping C ea i i y”
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Apêndice 13: Ap esen ação Cul u al “Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding
he u u e”
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Apêndice 16: Wo kshop e Ap esen ação Cul u al “COD TANK: De eloping
En ep eneu ship”
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Apêndice 17: A igo “Emp eendedo ismo no Ensino Supe io : Es udo de Validação Inicial
do ECQS pa a o Ensino Supe io ”
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Apêndice 18: Ap esen ação “Emp eendedo ismo no Ensino Supe io : Es udo de Validação
Inicial do ECQS pa a o Ensino Supe io ”
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Apêndice 19: Ques ioná io "Comp eende a C ia i idade"
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Anexo 1: Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship
Compe ence F amewo k” (NARCECF)
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Anexo 2: “Guidelines o he s a is ical analyses o da a om Needs Assessmen ”
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Anexo 3: Ap esen ação “The Concep - De ini ions, App oaches, Domains/Fields and An
Algo i hm?”
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Anexo 4: Ap esen ação “C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and
Complemen a i y”
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Anexo 5: Wo kshop “Challenges o C i ical Thinking”
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Anexo 6: Ap esen ação “Social En ep eneu ship: Concep ualiza ion, P ospec s and
Cases”
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