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"Beyond Learning. Developing Entrepreneurship via Creativity in Schools"

Pinto, Diana Monteiro

Abstract

Relatório de Estágio do Mestrado em Ciências da Educação apresentado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação

Full text

Diana Mon ei o Pin o ESTÁGIO EM PROJETO DE INVESTIGAÇÃO “BEYOND LEARNING.DEVELOPING ENTREPRENEURSHIP VIA CREATIVITY IN SCHOOLS” Rela ó io Es ágio no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação Volume 1 Mês de 2022 Diana Mon ei o Pin o Es ágio em P oje o de In es igação “Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools” Volume 1 Rela ó io de Es ágio no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação o ien ado pelo P o esso Dou o Ca los F ancisco de Sousa Reis e ap esen ado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a Ou ub o de 2022 AGRADECIMENTOS À P o esso a Dou o a Albe ina Oli ei a, po odo o apoio e disponibilidade. Ao P o esso Dou o Ca los Reis, pela o ien ação, igo , amabilidade e, essencialmen e, pela sabedo ia. RESUMO Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools O mundo es á a o na -se num ambien e imp e isí el e em cons an e mudança. Tal acon ecimen o aumen a a impo ância do desen ol imen o das compe ências c ia i as dos cidadãos, de modo a sob e i e e p ospe a no século XXI (Shaheen, 2010). Aliado ao desen ol imen o do po encial de cada um, a educação ambém de e p omo e a comp eensão e o desen ol imen o da c ia i idade, onde Jackson (2006) de ine es a compe ência como um obje i o educa i o p imo dial. Po á ias azões, a impo ância da c ia i idade é indiscu í el, seja po cons i ui um dos obje i os mencionado ans e salmen e nos cu ículos escola es ou po se conside ada uma das compe ências pa a o século XXI e pa a a ap endizagem ao longo da ida (Széll, 2021). Assim, é ele an e des aca a a i mação de Guil o d (1967a), "a c ia i idade é a cha e da educação no seu sen ido mais pleno e da solução dos p oblemas mais g a es da humanidade" (como ci ado em Fasko, 2001, p. 326). Bacigalupo e al. (2016) econhecem o emp eendedo ismo como uma “compe ência cha e ans e sal aplicá el po indi íduos e g upos, incluindo o ganizações exis en es, em odas as es e as da ida” (p. 10). Em seu en endimen o, o emp eendedo ismo cen a-se na ans o mação de opo unidades e ideias em p odu os de alo , seja es e inancei o, cul u al ou social. Os cidadãos desen ol em compe ências pessoais, con ibuem a i amen e pa a o desen ol imen o social, en am acilmen e no me cado de abalho e c iam ou expandem emp esas que possam e uma mo i ação cul u al, social ou come cial (Bacigalupo e al., 2016). O Rela ó io “Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools” e idencia as a i idades ealizadas e o p oje o de in es igação desen ol ido no P oje o “Beyond he Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools”, no âmbi o do es ágio cu icula do Mes ado em Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a. Pala as-cha e: C ia i idade; Emp eendedo ismo; P oje o de In es igação; E asmus + ABSTRACT Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools The wo ld is becoming an unp edic able and e e -changing en i onmen . This inc eases he impo ance o de eloping ci izens' c ea i e compe encies in o de o su i e and p ospe in he 21s cen u y (Shaheen, 2010). Along wi h de eloping one's po en ial, educa ion mus also p omo e he unde s anding and de elopmen o c ea i i y, whe e Jackson (2006) de ines his compe ence as a p ima y educa ional goal. Fo se e al easons, he impo ance o c ea i i y is unques ionable, ei he because i is one o he objec i es men ioned ans e sally in school cu icula o because i is conside ed one o he compe encies o he 21s cen u y and o li elong lea ning (Széll, 2021). Thus, i is ele an o highligh Guil o d's (1967a) s a emen , "c ea i i y is he key o educa ion in i s ulles sense and o he solu ion o he mos se ious p oblems o mankind" (as ci ed in Fasko, 2001, p. 326). Bacigalupo e al. (2016) ecognize en ep eneu ship as a "key ans e sal compe ence applicable by indi iduals and g oups, including exis ing o ganiza ions, in all sphe es o li e" (p. 10). In hei unde s anding, en ep eneu ship ocuses on he ans o ma ion o oppo uni ies and ideas in o p oduc s o alue, whe he his be inancial, cul u al, o social. Indi iduals de elop pe sonal compe encies, con ibu e ac i ely o social de elopmen , en e he labo ma ke easily, and c ea e o expand en e p ises ha may ha e a cul u al, social, o comme cial mo i a ion (Bacigalupo e al., 2016). The epo "Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools" highligh s he ac i i ies ca ied ou and he esea ch p ojec de eloped in he P ojec "Beyond he Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools", unde he cu icula in e nship o he Mas e 's Deg ee in Educa ion Sciences, Facul y o Psychology and Educa ion Sciences, Uni e si y o Coimb a. Keywo ds: C ea i i y; En ep eneu ship; Resea ch P ojec ; E asmus + ÍNDICE AGRADECIMENTOS RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO 1 1. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL DO ESTÁGIO 3 1.1. B e es no as sob e a e olução ge al do con ex o ins i ucional 3 1.2. A Uni e sidade de Coimb a: Missão, isão, a i idades e alo es 4 1.3. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a 7 1.4. Mes ado em Ciências da Educação 10 1.4.1. Es ágio em P oje o de In es igação 11 1.4.2. P oje o E asmus+ Key Ac ion 2 14 1.4.3. O P oje o de In es igação: “Beyond he Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools” (BL) 18 1.4.4. Objec i o do P ojec o 18 1.4.5. A i idades do P oje o 19 A) Pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e emp eendedo ismo 21 B) 1º P og ama In ensi o (In ensi e P og am): "Como podemos desen ol e a c ia i idade na educação?" 22 C) 2.º P og ama In ensi o: "Como podemos desen ol e o emp eendedo ismo a a és do ensino escola "? 23 D) Pla a o ma de Cu sos de Educação em Linha, Ma e iais e Filmes 24 E) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All - ICLEL 2022 24 F) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All - ICLEL 2023 25 G) Li o da Con e ência In e nacional (ICLEL 2022 e 2023 CPB Book) 25 H) Desen ol imen o Cu icula pa a o Ensino Supe io e Escolas Secundá ias 25 I) E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação" 26 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 27 2.1. C ia i idade 27 2.1.1. Modelos e Teo ias da C ia i idade 29 2.1.1.1. Taxonomias 31 2.1.2. Abo dagens e Medições da C ia i idade 32 2.1.3. C ia i idade e Educação 39 2.2. Emp eendedo ismo 42 2.2.1. E olução da de inição do concei o de emp eendedo ismo 42 2.2.2. Emp eendedo ismo e Educação 46 2.2.3. Medição do Cons u o de Emp eendedo ismo 48 3. ATIVIDADES DE ESTÁGIO 52 3.1. Need Analysis 52 3.1.1. Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship Compe ence F amewo k” 52 3.1.2. A igo: C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen Scales 53 3.1.3. Es udo Pilo o: Ques ioná io ENTRECOMP sob e Pe ceção de Emp eendedo ismo 54 3.1.4. P ocesso de Recolha e Análise dos Dados 55 3.1.4.1 Ap esen ação dos Dados Globais 56 3.1.4.2. Ap esen ação dos Dados Po ugueses 56 3.2. Os P og amas In ensi os E asmus + (In ensi e P og amme E asmus +) 57 3.2.1. 1º In ensi e P og amme E asmus + 58 3.2.1.1. Vídeo: Ac i i ies o De eloping C ea i i y 58 3.2.1.2. Ap esen ação: App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions 58 3.2.1.3. Ap esen ação: C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and Complemen a i y 60 3.2.1.4. Wo kshop: Challenges o C i ical Thinking 60 3.2.1.5. Ap esen ação Cul u al: Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding he u u e 61 3.2.2. 2º In ensi e P og amme E asmus + 62 3.2.2.1. APRESENTAÇÃO ONLINE 62 3.2.2.2. Ap esen ação - Uni e si y o Coimb a, as we know i 62 3.2.2.3. Wo kshop e Ap esen ação Cul u al - COD TANK: De eloping En ep eneu ship 63 3.3. E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação" 64 3.3.1. Capí ulo: How could neu oscience in o m en ep eneu ial beha iou , c ea i i y and educa ion? 64 3.3.2. Capí ulo: C ea i i y and c i ical hinking: Concep ions and dynamics 64 3.4. Cong essos In e nacionais 65 3.4.1. I Cong esso In e nacional de Educação Emp eendedo a e Cidadania (CiEECi)65 4. PROJETO DE INVESTIGAÇÃO 67 4.1. Validade de Cons u o 67 4.2. Mé odo 68 4.2.1. Ins umen os 68 4.2.2. P ocedimen o de Recolha dos Dados 69 4.2.3. P ocedimen os de Análise dos Dados 70 4.2.4. Pa icipan es 71 4.3. Resul ados 72 4.4. Discussão 75 CONSIDERAÇÕES FINAIS 77 BIBLIOGRAFIA 79 APÊNDICES 84 Apêndice 1: A igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen Scales” 85 Apêndice 2: Aplicação dos Ques ioná ios - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 87 Apêndice 3: Reco d Shee pa a os ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 89 Apêndice 4: Recolha dos con ac os das Associações de Pais e Enca egados de Educação de di e sas Escolas Secundá ias 90 Apêndice 5: Di ulgação dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 91 Apêndice 6: Codi icação das Va iá eis Al anumé icas dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 92 Apêndice 7: Vídeo de Supo e à Análise dos Dados dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 93 Apêndice 8: Ap esen ação dos Dados Globais dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools di e sidade de ac o es e de ins i uições ou o ganizações, sensí el à p ocu a e à esponsabilidade social, capaz de desen ol e aplicações, mas ambém de esponde às implicações da sua ação (Es anque & Nunes, 2002, pp. 2-3). Es e concei o de conhecimen o, ao ealça es e o no o comp omisso das ins i uições de ensino como a o es sociais, p e ende di eciona o pensamen o das uni e sidades pa a as no as ques ões que en en amos a ualmen e. Es as ques ões “ e lec em-se que na sociedade em ge al, na ida económica e da es e a da cidadania, que no in e io da Uni e sidade, nos seus modos de p oduzi e di ulga o conhecimen o cien í ico nelas p oduzido” (Es anque & Nunes, 2002, p. 20). 1.2. A Uni e sidade de Coimb a: Missão, isão, a i idades e alo es A ualmen e, a Uni e sidade de Coimb a (UC), no A igo 2.º dos seus Es a u os, é de inida como p omo endo a c iação, a análise c í ica, a ans e ência e disseminação, an o da cul u a como da ciência e da ecnologia, ia a a i idade de in es igação, do ensino e da p es ação de se iços à comunidade, de modo a con ibui pa a o “desen ol imen o económico e social, pa a a de esa do ambien e, pa a a p omoção da jus iça social e da cidadania escla ecida e esponsá el e pa a a consolidação da sobe ania assen e no conhecimen o” (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8294). No âmbi o da ges ão es a égica, as ins i uições assumem como pila es da lide ança a isão, missão, e alo es. A isão pe sc u a o u u o, inco po ando os alo es e me as a alcança pelo desen ol imen o da missão, como p oje o pa ilhado, que de ine “de o ma b e e e p ecisa o essencial da o ganização” (Sil a, 2010, p. 68). No caso da Uni e sidade de Coimb a, a sua Missão cen a-se na ob igação de con ibui pa a: a) A comp eensão pública das humanidades, das a es, da ciência e da ecnologia, p omo endo e o ganizando ações de apoio à di usão da cul u a humanís ica, a ís ica, cien í ica e ecnológica, disponibilizando os ecu sos necessá ios a esses ins; 4 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools b) O desen ol imen o de a i idades de ligação à sociedade, designadamen e de di usão e ans e ência de conhecimen o, assim como de alo ização económica do conhecimen o cien í ico; c) A p omoção da mobilidade e e i a de docen es e in es igado es, es udan es e diplomados, an o a ní el nacional como in e nacional, designadamen e no espaço eu opeu de ensino supe io e no espaço da Comunidade dos Países de Língua Po uguesa. (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8294). Em con o midade com a missão es a u á ia, a Uni e sidade de Coimb a (2019) mos a-se conscien e da necessidade de de ini uma “ isão es a égica ino ado a, mode na e c ia i a” (p. 13), capaz de an ecipa o u u o e conquis a ní eis de qualidade supe io es. Em pa icula , a Visão da UC, con o me o Plano Es a égico p opos o pa a 2019-2023, oca-se no econhecimen o in e nacional da ins i uição, como uma uni e sidade cen ada na in es igação, onde a p odução de conhecimen o pe mi a in luencia o p ocesso educa i o e expandi a pa ilha de conhecimen o com a sociedade, solucionando p oblemas, an o de ca iz cole i o como indi idual, e pe mi indo um desen ol imen o sus en á el. Es a apos a na in es igação i á pe mi i que a Uni e sidade de Coimb a se o ne mais compe i i a, nacional e in e nacionalmen e, da mesma o ma que i á p opo ciona uma maio p odução de conhecimen os e, consequen emen e, melho a o mação compe en e dos seus alunos, uma ez que, “não se ensina o que não se sabe e não se ans e e o que não se em” (Uni e sidade de Coimb a, 2019, p. 13). Tal como es ipulado nos Es a u os, a igo 3.º, n.º3, a UC “ ege‐se pelos p incípios da solida iedade académica e ga an e a libe dade de ensina , ap ende , in es iga , ino a e emp eende ” (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8295). Es e seu lei mo i a icula-se com os Valo es de inidos pela UC, que se en ende como uma uni e sidade abe a ao mundo, à coope ação en e odos/as e à in e ação das cul u as, espei ando os alo es decla ados na Magna Ca a das Uni e sidades Eu opeias, nomeadamen e a independência, a ole ância e o diálogo. P oclama-se, em especí ico, como uma uni e sidade que concilia a adição, a con empo aneidade e a ino ação, no âmbi o de um ambien e onde o igo in elec ual e a é ica uni e si á ia es ão associados à libe dade de opinião, à ole ância, à humildade cien í ica, ao 5 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools es ímulo da c ia i idade e ao econhecimen o e p omoção do mé i o, al como desc i o nos Es a u os, a igo 4.º, n.ºs1 a 3 (Uni e sidade de Coimb a, 2019). A en a à exigências con empo âneas, a UC p e ende cen a -se na “con ibuição pa a a conc e ização de uma polí ica de desen ol imen o económico e social sus en á el” (Despacho No ma i o n.º 8/2019, 2019, p. 8295). Aliás, a o ien ação pa a a esponsabilidade, ambém se assume no plano social, a i mando-se a UC como inclusi a, pelo desen ol imen o de polí icas e p á icas isando omen a a igualdade e comba e a disc iminação, espei ando o di ei o à di e ença. Apa ece, pois, como cong uen e, aglu inando odos os p opósi os e e idos, que uma ins i uição de e e ência mundial, ma cada po um pe cu so mul icen ená io se eclame pau a -se pela “excelência em odos os seus domínios de a uação” (Uni e sidade de Coimb a, 2019, p. 13). Es anque e Nunes (2002), conside a am que, ao ecolhe as ans o mações sociais e as o ien ações dos es udan es, conside adas na elabo ação de um p oje o de in es igação, denominado po “Uni e sidade de Coimb a - desa ios pa a o século XXI”, que p e endeu desen ol e uma e lexão sob e o es ado de a e da UC, median e um diagnós ico undamen ado, eio ab i algumas linhas o ien ado as pa a o u u o da ins i uição. O e e ido es udo, apesa de e sido edigido em 2002, e le e ainda uma ealidade mui o semelhan e à que i i nos úl imos cinco anos, enquan o es udan e, de Licencia u a e Mes ado, em Ciências da Educação, na Uni e sidade de Coimb a. Po ém, é impo an e ealça que o a ual plano es a égico, além de não aze e e ência às p eocupações -que mencionei no início do capí ulo-, mos a que a UC encon a-se bas an e dis an e delas. A UC é compos a po ês Polos, que es ão di ididos em oi o Faculdades, nomeadamen e Faculdade de Le as, Faculdade de Di ei o, Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Faculdade de Fa mácia, Faculdade de Economia, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e Faculdade de Ciências do Despo o e Educação Física. Con ando, ainda, com ês Unidades de ensino e in es igação, mais especi icamen e Colégio das A es, Ins i u o de In es igação In e disciplina (III) e Ins i u o de Ciências Nuclea es Aplicadas à Saúde (ICNAS). Assim como com no e Unidades de ex ensão cul u al e de apoio à o mação, como a Biblio eca Ge al, o A qui o, a Imp ensa da UC, o Museu da Ciência, o Cen o de Documen ação 25 de Ab il, o Tea o Académico de Gil Vicen e, o Es ádio Uni e si á io, a Biblio eca das Ciências da Saúde e o Ja dim Bo ânico (Uni e sidade de Coimb a, 2022). Re e en e ao ano le i o 2020/2021, a UC egis ou um o al de 25 580 es udan es, sendo que 9 896 es a am insc i os/as no 1.º ciclo, enquan o no 2.º ciclo se egis a am 11 180 e no 3.º 6 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools ciclo o núme o de insc i os oi de 3 372. Todos es es alo es incluem es udan es em mobilidade “incoming”. Nas pós-g aduações e especializações es a am insc i os 166 es udan es e nou os cu sos não con e en es de g au o núme o de insc i os oi de 2 222 (Uni e sidade de Coimb a, 2022). Po im, é, a nosso e , p eciso e em conside ação que, daquilo que obse o, os es udan es são cada ez mais ei indica i os, e lexi os, inquie os e exigen es, e é impo an e da uma espos a a es as necessidades. Assim, a Uni e sidade de e ein en a -se, de modo a o e ece uma educação que pe mi a alcança a máxima capaci ação e quali icação des es no os alunos: T a a-se de da -lhes acesso ao conhecimen o, habilidades e ca á e que lhes pe mi am aze alguma coisa, seja no sen ido es i o de se o na quali icado pa a o mundo do abalho ou pa a uma a i idade ou p o issão especí ica, seja no sen ido mui o mais amplo de se o na quali icado pa a a ida nas complexas sociedades mode nas (Bies a, 2018, p. 23). 1.3. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a (FPCEUC), nos e mos do a igo 1.º dos Es a u os, é uma “unidade o gânica de ensino e in es igação e ans e ência de conhecimen o da Uni e sidade de Coimb a, nas á eas do sabe que desen ol e, nomeadamen e, Psicologia, Ciências da Educação e Se iço Social.” (Despacho n.º 7089/2019, 2019, p. 170). De aco do com o a igo 2.º, dos Es a u os ci ados, a Missão des a Faculdade oca: a) A p odução de conhecimen o cien í ico, a a és da ealização de in es igação undamen al e aplicada, conducen e à sua a i mação e consolidação, a ní el nacional e in e nacional, enquan o cen o de excelência nos domínios do sabe que cul i a; b) A p omoção de uma o mação de qualidade, sob o pa adigma de uma cul u a a i a de a aliação con ínua, que a o eça a o mação in eg al dos es udan es e adeque a o e a o ma i a às necessidades da sociedade en ol en e. Des e modo, p opo ciona maio o mação em con ex os expe ienciais e con ibui pa a a inse ção dos seus g aduados na 7 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools ida a i a, bem como pa a a a ação de no os públicos no âmbi o do pa adigma da ap endizagem ao longo da ida; c) A p es ação de se iços de qualidade, eco endo a se iços p óp ios, azendo a aplicação do conhecimen o p oduzido, com o obje i o de e o ço da sua capacidade de in e enção jun o da comunidade pela ans e ência dos conhecimen os ans e sais p oduzidos, a a és da pa icipação do seu co po docen e e discen e, e de pessoas ex e nas de econhecido mé i o, em a i idades de o mação ao longo da ida ou em a i idades in eg adas em p oje os comuni á ios; d) A p omoção de condições de sucesso educa i o, combinando a p odução e aplicação de conhecimen os, a p omoção da c ia i idade e o desen ol imen o social dos es udan es, endo em conside ação a sua di e sidade, as po encialidades da coope ação in e ins i ucional nacional e in e nacional, isando a plena in eg ação no con ex o académico e po encializando as compe ências e qualidades necessá ias a uma maio emp egabilidade. (Despacho n.º 7089/2019, 2019, p. 170). No a igo 3.º (Despacho n.º 7089/2019, 2019) explici a-se que os ins da Faculdade consis em em: a) P omo e a in es igação undamen al e aplicada, nos domínios e e idos no a igo 1.o, em a iculação com ins i uições e unidades de in es igação e desen ol imen o nacionais e es angei as, de aco do com os pad ões de qualidade in e nacionalmen e es abelecidos, disponibilizando os ecu sos necessá ios a esses ins; b) Au onomamen e ou em pa ce ia concebe , o ganiza e minis a cu sos conducen es aos g aus de licenciado, mes e e dou o e o ganiza as espe i as p o as; 8 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools c) O ganiza e disponibiliza se iços de apoio à di usão da cul u a humanís ica e cien í ica e de p es ação de se iços à comunidade, espondendo a pedidos e desa ios sociais a a és da disponibilização de compe ências e no os conhecimen os; d) Con ibui , a a és do in e câmbio cien í ico, cul u al e pedagógico, pa a a coope ação in e nacional e pa a a ap oximação en e os po os, no quad o dos alo es democ á icos, com especial ele o pa a os espaços lusó ono e eu opeu (pp. 170-171). Também é da compe ência da FPCEUC: a) Cu sos de especialização e a ualização nas á eas cien í icas que desen ol e, au onomamen e ou em pa ce ia com ins i uições de ensino supe io e ou as ins i uições comuni á ias, nacionais ou es angei as; b) A di ulgação da p odução de ca á e cien í ico ou pedagógico esul an e da sua a i idade, bem como a edição de abalhos cien í icos nos domínios e e idos; c) A in e disciplina idade, coope ando an o com ou as ins i uições de ca á e cien í ico, nacionais e in e nacionais, como com ou as unidades o gânicas da Uni e sidade de Coimb a, podendo, nesse âmbi o, compa ilha ecu sos ma e iais e humanos e o ganiza inicia i as conjun as, incluindo ciclos de es udos, p oje os de in es igação e a i idades de p es ação de se iços especializados à comunidade (Despacho n.º 7089/2019, 2019, p. 171). A FPCEUC é econhecida pela sua capacidade de a ai es udan es de di e en es pa es do país e do mundo, pela excelência no ensino e na in es igação desen ol idos, e pelas dimensões elacionais e humanís icas que omen a, assegu ando o ensino em odos os ciclos de es udos (licencia u a, mes ado e dou o amen o) nas seguin es á eas cien í icas: Psicologia, Ciências da Educação e Se iço Social. 9 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 1.4. Mes ado em Ciências da Educação O Mes ado em Ciências da Educação (MCE), da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a, es á es u u ado endo po base o Eu opean C edi s T ans e Sys em (ECTS), ap esen ando a du ação de qua o semes es, com co espondência a 120 c édi os. O obje i o cen al do MCE oca-se em p opo ciona aos es udan es uma o mação que os p epa e e capaci e pa a: Concebe , plani ica , desen ol e e a alia p og amas e ac os educa i os, o mais ou não o mais, que melho si am as necessidades pessoais e das comunidades e con ex os onde os indi íduos in e agem; Ca ac e iza , desc e e e comp eende ac os educa i os oco idos em qualque con ex o, com qualque ipo de pessoas, conside adas que em g upo que indi idualmen e; Desen ol e odas as ac i idades ela i as aos p ocessos de mediação educa i a ao longo da ida, nomeadamen e dos des inados à ( e)cons ução de iden idades pessoais e p o issionais; Responsabiliza -se pela ges ão de p ojec os e p og amas de Educação e Fo mação; Pa icipa na Adminis ação e Ges ão de Sis emas e O ganizações de Educação e Fo mação, ao ní el cen al, egional e local (Uni e sidade de Coimb a, 2020). Já quan o aos obje i os da ap endizagem e compe ências a desen ol e , espe a-se que os es udan es desen ol am e consolidem as compe ências de “p odução e análise da in o mação”, de “in es igação na á ea da Ciência da In o mação”, de “lei u a c í ica, de comp eensão e de in e enção nos domínios da p odução, análise e comunicação da in o mação” e de “c iação, ges ão e condução de p oje os”, pe mi indo que os alunos p ossigam a sua o mação num 3.º ciclo de es udos (Uni e sidade de Coimb a, 2020). A e en e eó ica deixou de se ap eciada pela maio pa e dos es udan es, o que “diminui as capacidades de assimilação da e en e concep ual e eó ica capaz de p omo e – na p á ica p o issional e na inicia i a emp eendedo a – a c ia i idade e a ino ação necessá ias ao desen ol imen o económico e social do país” (Es anque & Nunes, 2002, p. 20). Es a no a ci cuns ância a e a á oda a sociedade, em odos os se o es, e, po isso, a Uni e sidade e as 10 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools espe i as Faculdades de em e um papel a i o na p omoção da mudança. Po en u a, implemen ando no as abo dagens de ap endizagem e desen ol endo no as me odologias, de o ma a assegu a que os cu sos se o nem mais p á icos e, consequen emen e, ga an i que a “quali icação não é a única coisa que impo a, mas que socialização e subje i ação es ão ambém semp e p esen es e p ecisam se conside adas” (Bies a, 2018, p. 28). A socialização pode en ende -se como um p ocesso elacionado com a “comunicação e o o necimen o do acesso às adições, cul u as, modos de se e agi às c ianças e aos jo ens”. Po sua ia auxiliam-se os “jo ens a se o ien a no mundo, a encon a seu luga , o que ambém a e a quem eles se o nam – sua o mação como indi íduos e a aquisição de ce a iden idade” (Bies a, 2018, p. 24). Enquan o que a subje i ação es á elacionada com a: Possibilidade de que c ianças e jo ens não ado em apenas uma iden idade pa icula , não sejam apenas pa e de comunidades e adições especí icas, apenas obje os das in enções e ações de ou as pessoas, mas exis am como (um) sujei o po di ei o p óp io, capaz de suas p óp ias ações e dispos o a assumi a esponsabilidade pelas consequências dessas ações. Educação, em ou as pala as, nunca é apenas pa a quali ica c ianças e jo ens e o e ece -lhes um luga pa icula na sociedade. A capacidade de assumi uma pe spec i a c í ica pa a com adições, p á icas, modos de aze e de se exis en es, ambém se dá após sua saída da escola (Bies a, 2018, p. 24). O econhecimen o da ap endizagem p é ia é ei o endo po base o Regulamen o Académico da Uni e sidade de Coimb a, sendo que a quali icação em enquad amen o no Dec e o-Lei n.º 74/2006, de 24 de Ma ço, al e ado pelo Dec e o-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho; Po a ia nº 782/2009, de 23 de Julho. 1.4.1. Es ágio em P oje o de In es igação O Regulamen o do Es ágio Cu icula do Ciclo de Es udos Conducen e ao G au de Mes e em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Uni e sidade de Coimb a (2016), es ipula que “ isa p omo e compe ências analí ico- e lexi as e ope a i as que pe mi am uma análise e ca ac e ização dos enómenos educa i os, a plani icação de in e enções que apon em pa a a sua o imização, o desen ol imen o/implemen ação dessa plani icação, bem 11 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools como a sua a aliação” (FPCEUC, 2016, p. 1). A es e espei o, Van de Klink e Boon (2003) sus en am que o ensino baseado em compe ências de e obedece a dois c i é ios seguin es: 1) As compe ências p opo cionadas pela o mação de em co esponde às exigências (p oblemas nuclea es) da p o issão/conjun o de unções pa a as quais a o mação p e ende quali ica . 2) De e ha e uma didác ica (e uma a aliação) que p epa e os es udan es pa a lida em com es es p oblemas nuclea es (como ci ado em Klink, Boon & Schlusmans, 2007, pp. 78-79). Em conc e o, nos seus obje i os, o Regulamen o eme e pa a um modo didá ico, compos o po di e sas a i idades de es ágio, que acul em o desen ol imen o das seguin es compe ências mais especí icas: a) Realiza uma lei u a mul idisciplina dos di e sos con ex os o mais, não o mais e in o mais de ação educa i a; b) Seleciona e u iliza p ocedimen os me odológicos adequados e idedignos pa a a análise e ca ac e ização dos dis in os pa âme os da ealidade educacional; c) In eg a a dimensão analí ica de desc ição e diagnós ico das si uações com a dimensão ope a i a da in e enção, azendo p o a de capacidades es a égicas de plani icação e an ecipação dos e ei os p o á eis da ação in e en i a; d) Delibe a de o ma au ónoma na a aliação/ e isão das a i idades p osseguidas com is a aos obje i os pos ulados; e) P omo e p á icas heu ís icas que con igu em a iden idade p o issional do/a especialis a em Ciências da Educação (FPCEUC, 2016, p. 1). Semelhan e alinhamen o pedagógico-didá ico apon a pa a esul ados de ap endizagem cons i uídos po conhecimen os ap o undados e compe ências de análise e in e enção nos domínios da educação e da o mação, di igidos a públicos di e sos, em ambien es o mais, não 12 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools o mais e in o mais e median e di e sas modalidades (p esencial, à dis ância e mis a), de modo a ga an i que os o mando se o nam capaci ados pa a: Ca ac e iza , comp eende e desc e e ac os educa i os oco idos em qualque con ex o, com di e en es g upos de pessoas; Concebe , plani ica , execu a e a alia p oje os, p og amas e a i idades de educação e o mação, em di e sas modalidades; Acompanha e o ien a pessoas nas ansições ao longo da ida e na ( e)cons ução das suas iden idades pessoais e p o issionais; U iliza os ecu sos adequados pa a o desen ol imen o de a i idades educa i as a dis ância ou mis as; Pa icipa na conceção e execução de polí icas públicas e na ges ão de sis emas e o ganizações de educação e o mação, ao ní el da adminis ação cen al, egional e local (Uni e sidade de Coimb a, 2020). Como é pa en e, en e as á ias compe ências gizadas pelo MCE, encon a-se o desen ol imen o de a i idades de in es igação, e en ualmen e insc i as em p oje os de in es igação. O meu in e esse po es a e en e le ou-me a op a pelo es ágio nes e âmbi o, escolhendo o P oje o de In es igação: “Beyond The Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools” (P ojec numbe 2020-1-TR01-KA203-093989), na qualidade de Es agiá ia com unções de In es igado a Assis en e, con o me designação do coo denado da equipa de Coimb a, que coincide se o o ien ado de es ágio. Conside ando a o e a exis en e na FPCEUC, pa a o ano le i o de 2021-2022, iz opção po desen ol e o Es ágio do Cu so de MCE, no con ex o do e e ido P oje o de In es igação, insc i o no P og ama E asmus+ da União Eu opeia, no âmbi o da “Ação-cha e E asmus+ 2 – Pa ce ias pa a Coope ação”. Em e mos de con eúdo uncional o am-me de inidas as seguin es incumbências: Acompanhamen o e Ges ão do P oje o; Pa icipação nas A i idades do P oje o, nomeadamen e os In ensi e P og ammes sobe c ia i idade e emp eendedo ismo; Colabo ação na Plani icação e Desen ol imen o de In es igação Cien í ica (o ien ada pa a o desen ol imen o de p ocessos de in es igação e a p odução de A igos Cien í icos); e Pa icipação em Con e ências In e nacionais, como, po exemplo, ICQH (In e na ional Quali y Con e ence) e INTE (In e na ional Con e ence on New Ho izons in Educa ion). O abalho em sido desen ol ido 13 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools a. Ní el do ensino secundá io b. Ní el uni e si á io 3. Ma e iais educa i os baseados nas TIC (16 ídeos e con e ências) a. Um sis ema educa i o em linha (con e ências de 30 minu os) b. Vídeos sob e emp eendedo ismo e c ia i idade (15-20 minu os) 4. O ganização de P og amas In ensi os pa a es udan es a. 1 semana de educação online sob e emp eendedo ismo e 1 semana de educação p esencial na Uni e sidade de Saka ya elacionada com a c ia i idade b. 1 semana de educação online sob e a c ia i idade e 1 semana de educação p esencial na Uni e sidade de Liepaja elacionada com o emp eendedo ismo c. P og amas de o mação de p o esso es pa a p o esso es e di e o es pa a di ulgação 5. Publicação de um e-book (2 capí ulos po pa cei o: O p imei o capí ulo es a á elacionado com o emp eendedo ismo e o segundo com a c ia i idade na educação - o al de 16 capí ulos). 6. O ganização de con e ências in e nacionais: a. ICLEL 2022 - Espanha b. ICLEL 2023 - I ália As a e as elencadas implicam um leque di e si icado de a i idades, en ol endo desde o desen ol imen o de ma e iais educa i os, pelos pa cei os do p oje o, ado ando, de modo pe inen e, as TIC e p ocu ando ob e impac o cu icula ela i amen e à cul u a e compe ência de emp eendedo ismo. Em especí ico, compo a a o ganização de p og amas in ensi os, pa a 20 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools es udan es, que i á inclui pales as e “wo kshops”; bem como, a o ganização de p og amas de o mação de p o esso es, di ecionada a p o esso es e di e o es, pe mi indo es ende a di ulgação do p oje o. Em odo caso, a a i idade cen al do P oje o, con igu a-se na in es igação cien í ica, que possa ca a e iza o ní el de compe ências c ia i as e emp eendedo as dos es udan es de ins i uições educa i as dos países dos pa cei o, a plasma num Rela ó io, cujos esul ados se ão ap esen ados no 8 h In e na ional Con e ence on Longli e educa ion and Leade ship o All, a pa da publicação de um e-book, cons i uído po a igos de di ulgação cien í ica. Com especial impo ância pedagógica des aca-se a ealização de ídeos ins u i os, Enquan o no plano académico, se el a a o ganização das já e e idas con e ências in e nacionais, com o in ui o de p omo e o ap o undamen o da cul u a da c ia i idade e do emp eendedo ismo. As a i idades mencionadas se ão di ulgadas a a és dos ó gãos de comunicação social locais e a a és das páginas “web” do P oje o e das ins i uições de cada pa cei o. De um modo mais especí ico, as a i idades ca ac e izam-se da o ma que se passa a desc e e . A) Pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e emp eendedo ismo Os pa cei os decidi am ealiza uma pesquisa po ques ioná io, ela i a às compe ências c ia i as e emp eendedo as dos alunos que equen em es abelecimen os de ensino secundá io e uni e si á io dos países pa cei os, de modo a apu a a conjun u a a ual e e idencia as á eas que de em se desen ol idas. Espe a-se que a pesquisa p omo a a comp eensão, de uma o ma cla a e de alhada, da si uação a ual no que conce ne à pe ceção de quais são as compe ências c ia i idade e emp eendedo as dos alunos das ins i uições de ensino analisadas, a pa de o nece indicações pa a o seu desen ol imen o desejá el. Com base no ela ó io in i ulado "Needs analysis esea ch on he c ea i e and en ep eneu ship amewo k” (Reis, Oli ei a, Pessôa, Fe ei a & Pin o), oi selecionado, adap ado e alidado o Kau man Domains o C ea i i y Scale (Escala de Kau man sob e a C ia i idade); e, pa indo do En eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k (Bacigalupo, Kampylis, Punie & Van den B ande, 2016) oi cons uído, adap ado e aplicado o ques ioná io ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a). OEn eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k (Bacigalupo, Kampylis, Punie & Van den B ande, 2016) oi “desen ol ido a a és de uma abo dagem de mé odos 21 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools mis os, compos a po uma e isão ab angen e da li e a u a académica e cinzen a, uma análise ap o undada de es udos de casos, in es igação documen al e um conjun o de consul as i e a i as a múl iplos in e essados” (Bacigalupo e al., 2016, p. 6). Em esumo, "A Es u u a En eComp é compos a po 3 á eas de compe ência: 'Ideias e opo unidades', 'Recu sos' e 'Em ação'. Cada á ea inclui 5 compe ências, que, em conjun o, são os blocos de cons ução do emp eendedo ismo como uma compe ência. O quad o desen ol e as 15 compe ências ao longo de um modelo de p og essão de 8 ní eis. Além disso, o nece uma lis a ab angen e de 442 esul ados de ap endizagem, que o e ece inspi ação e isão pa a aqueles que concebem in e enções de di e en es con ex os educa i os e domínios de aplicação" (Bacigalupo e al., 2016, p. 5). OENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion, desen ol ido com base no documen o desc i o an e io men e, conside a os 15 i ens do ní el "in e médio" de p o iciência. A escala de espos a aos i ens selecionados oi a escala Like , de 5 pon os, a iando as al e na i as possí eis en e 1 (Disco do comple amen e), 2 (Disco do), 3 (Não conco do nem disco do), 4 (Conco do) e 5 (Conco do comple amen e). OKau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS) é um ques ioná io de 50 i ens au o-adminis ados que a alia a c ia i idade em 5 a o es de compo amen o: Pessoal/Quo idiano, Académico, Pe o mance (ab angendo esc i a e música), Mecânico/Cien í ico, e A ís ico. Pa indo das pe ceções pessoais mani es adas, os esponden es classi icam-se numa escala Like de 5 pon os, que a ia en e 1 (Mui o menos c ia i o) e 5 (Mui o mais c ia i o), seguindo as seguin es ins uções: "Em compa ação com pessoas com ap oximadamen e a sua idade e expe iência de ida, quão c ia i o se classi ica ia pa a cada um dos seguin es a os? Pa a a os que não ez especi icamen e, a alie o seu po encial c ia i o com base no seu desempenho em a e as semelhan es" (Kau man, 2012, p. 300). B) 1º P og ama In ensi o (In ensi e P og am): "Como podemos desen ol e a c ia i idade na educação?" A Uni e sidade de Saka ya (SAU), como coo denado a do p og ama des e P og ama In ensi o, o ganizou-o no seu Campus, si o em Saka ya, na Tu quia. Os pa icipan es o am en e 22 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools qua o a cinco es udan es e dois p o esso es, de cada ins i uição pa cei a, excep o o CSCS, que como sendo uma o ganização educacional sem ins luc a i os, le ou a es e IP apenas duas pessoas e um pe i o in e nacional sob e c ia i idade. Con ou-se com a pa icipação de um o al de 45 es udan es e p o esso es, du an e duas semanas: a 1.ª semana em egime online e a 2.ª semana em o ma o p esencial. Es e p imei o IP, des inado pa a os alunos do ensino supe io , ap esen ou como p incipal obje i o a p omoção e o aumen o da c ia i idade nos es udan es uni e si á ios, de modo a inspi á-los a usa es a compe ência na sua ida u u a. O p og ama oi cons i uído po pales as, sob e algumas in o mações p á icas e conhecimen os em elação à c ia i idade, incluindo a pa ilha de expe iências p á icas com os es udan es, ‘wo kshops’ e p á icas sociais com is a a p omo e a c ia i idade e a in e cul u alidade. Dois p o esso es, de cada uni e sidade pa cei a, de am pales as, e os wo kshops, em modo de supe isão, e a in odução a cada uni e sidade/país, au onomamen e, o am elabo ados pelos es udan es. Também o am ei as algumas aplicações p á icas pa a que os es udan es possam usa a sua c ia i idade. Des e e en o, espe a-se, esul a ão ou pu s de ele ada qualidade, que se ão di ulgados na página web do P oje o e median e publicações académicas. C) 2.º P og ama In ensi o: "Como podemos desen ol e o emp eendedo ismo a a és do ensino escola "? A Uni e sidade de Liepaja, da Le ónia, se á a coo denado a e o ganizado a des e segundo P og ama In ensi o. À semelhança do que oi desc i o an e io men e, es e IP e á os mesmos moldes que o p imei o IP, que oi ealizado na Uni e sidade de Saka ya. Assim, con a á como pa icipan es en e qua o a cinco es udan es e dois p o esso es, de cada ins i uição pa cei a, excep o o CSCS, que como sendo uma o ganização educacional sem ins luc a i os, i á le a a es e IP apenas duas pessoas e um pe i o in e nacional. Des e modo, espe a-se a pa icipação de um o al de 45 es udan es e p o esso es, du an e duas semanas: a 1.ª semana em egime online e a 2.ª semana em o ma o p esencial. Es e segundo IP, ambém des inado pa a os alunos do ensino supe io , es á in ei amen e elacionado com o emp eendedo ismo e, consequen emen e, com a p omoção das compe ências emp eendedo as nos es udan es. O p og ama inclui á pales as sob e emas elacionados com o emp eendedo ismo, ‘wo kshops’ e p á icas sociais com o in ui o de po encializa compe ências emp eendedo as e a 23 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools in e cul u alidade. Dois p o esso es de cada uni e sidade pa cei a da ão pales as, sendo que os es udan es i ão o ganiza os wo kshops, em modo de supe isão, e a in odução a cada uni e sidade/país, au onomamen e. Após o inal do IP, esul a ão ou pu s de ele ada qualidade, que se ão di ulgados na página web do P oje o e median e publicações académicas. D) Pla a o ma de Cu sos de Educação em Linha, Ma e iais e Filmes Dado que a análise de necessidades já oi ealizada e dado que exis e uma ca ência, cla a e e iden e, de ma e iais sob e a c ia i idade e emp eendedo ismo, que es eja disponí el a odos, jus i ica a-se oma es a inicia i a. Com o p imei o IP iniciou-se já a c iação da pla a o ma e a p odução de ma e iais TIC, como ilmes sob e c ia i idade e emp eendedo ismo, p e ende-se aumen a a c ia i idade e as compe ências emp eendedo as dos es udan es, dos di e en es ní eis de ensino. Nes a pla a o ma, ambém exis i á um espaço pa a a pa ilha de ligações ú eis ela i as à li e a u a e aplicações a uais sob e as emá icas já e e idas. O g upo-al o, des a p odução in elec ual, é compos o po jo ens, es udan es uni e si á ios, p o esso es, o mado es de p o esso es, académicos, e c. E) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All - ICLEL 2022 AIn e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All (ICLEL, Con e ência In e nacional sob e Educação ao Longo da Vida e Lide ança pa a Todos os Cidadãos) é um e en o abe o a odos os académicos in e essados nas emá icas da educação, com pa icula oco na c ia i idade e emp eendedo ismo, e se á ealizada na Uni e sidade de G anada, em Espanha. Na sua oi a a edição, a ICLEL combina-se ins umen almen e com o desen ol imen o do P oje o BL. O ema p incipal se á “Como podemos desen ol e as capacidades c ia i as a a és da educação nas escolas” e con a á com a pa icipação de académicos e in es igado es, de odo o mundo, dos pa cei os des e p oje o e de académicos dos Es ados Unidos da Amé ica e da G ã-B e anha, como Keyno e Speake s. Do mesmo modo, os es udan es do p og ama IP e os di e o es de escolas, que es ejam a equen a um mes ado ou dou o amen o, numa das uni e sidades pa cei as, pode ão pa icipa nes a con e ência, de o ma g a ui a. 24 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Assim, os pa icipan es consegui ão expandi os seus conhecimen os, a a és das pales as e a i idades da con e ência, da mesma o ma que ambém i ão e a opo unidade de desen ol e á ias capacidades, ais como de o ganização e/ou de abalho em equipa. Se á en egue, a odos os pa icipan es, um ce i icado de pa icipação. F) In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All - ICLEL 2023 A9 h In e na ional Con e ence on Li elong Educa ion and Leade ship o All’, se á o ganizada pela Uni e sidade de Pádua, em I ália, endo como ema p incipal “Como podemos desen ol e compe ências c ia i as a a és da educação nas escolas?”. Es a segunda con e ência in e nacional, à semelhança do que oi desc i o an e io men e, ealiza -se-á com os mesmos p opósi os, quan o ao P oje o BL e nos mesmos moldes. G) Li o da Con e ência In e nacional (ICLEL 2022 e 2023 CPB Book) Como oi e e ido an e io men e, ao longo des e p oje o, se ão p epa adas duas con e ências in e nacionais, com o in ui o de discu i e a alia os esul ados do ‘Beyond he Limi s’. A p imei a o ganizada pela Uni e sidade de G anada jun amen e com o ICLEL 2022; e a segunda o ganizada pela Uni e sidade de Pádua jun amen e com o ICLEL 2023 A a aliação dos dados e os espec i os esul ados, de ambas con e ências, se ão publicados no Con e ence Book, que i á con e o núme o ISBN, e subme idos na Web o Science Con e ence Ci a ion Index. H) Desen ol imen o Cu icula pa a o Ensino Supe io e Escolas Secundá ias Dado que o emp eendedo ismo é uma das compe ências mais impo an es a se adqui idas no século XXI e a base des a compe ência é a aquisição de compe ências como o pensamen o c ia i o e a c ia i idade, o na-se impo an e es e desen ol imen o cu icula . Apesa da exis ência de cu sos que p omo em es as compe ências, es es mesmos cu sos de iam se , p imei amen e, implemen ados no ensino secundá io e, no ensino uni e si á io, de iam e uma cono ação mais p á ica. Consequen emen e, o p incipal obje i o des e p og ama cen a-se, p incipalmen e, no desen ol imen o das compe ências emp eendedo as e c ia i as pa a o ní el secundá io e uni e si á io. O p incipal g upo-al o se á os es udan es uni e si á ios e 25 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools académicos. Além disso, o p og ama pa a o ensino secundá io é des inado pa a o ien a os p o esso es dos alunos des e ní el de escola idade. I) E-book sob e "C ia i idade e Emp eendedo ismo na Educação" Es e e-book e á como obje i o da uma no a e ú il con ibuição que ajude os lei o es a olha pa a a no a e a pa a além da Pandemia da COVID. P opo ciona-lhes uma isão sob e as in e conexões educacionais, concep uais e p á icas en e c ia i idade, emp eendedo ismo e educação. Também se liga á a emas e ques ões elacionadas com o pensamen o eu opeu, in e nacional e ans on ei iço, sus en abilidade, di e sidade e inclusão, c ia i idade digi al e abe a, emp eendedo ismo socialmen e esponsá el e é ico. Es a p odução in elec ual obje i a a c iação de um ma e ial académico acessí el e ab angen e, de al a qualidade, que possa se usado na p omoção da c ia i idade e do emp eendedo ismo dos alunos, dos di e en es ní eis de ensino. Se i á como uma on e essencial pa a es udan es uni e si á ios e jo ens que necessi am e desejam desen ol e a sua c ia i idade e ap idões emp eendedo as. O g upo-al o se ão os es udan es uni e si á ios, jo ens, p o esso es, o mado es de p o esso es e académicos, que pode ão bene icia des e e-book an o nas a i idades educa i as, como nas a i idades de in es igação. Oe-book con a á com uma ex ensa li e a u a sob e a de inição de c ia i idade e de emp eendedo ismo e sob e as aplicações p á icas, que podem se implemen adas nas aulas ou em a i idades que enham o in ui o de desen ol e as compe ências dos jo ens. Espe a-se que o p incipal impac o seja uma comp eensão e um conhecimen o ex ensi o da c ia i idade e do emp eendedo ismo, acessí el a odos. 26 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2.1. C ia i idade O e mo "c ia i idade" é de i ado do la im "c ea us", que em o signi icado de " aze " ou "p oduzi ". O concei o es á ambém elacionado com o e mo "c esce e", que signi ica "apa ece " ou "c esce " (Kampylis & Val anen, 2010, pp. 191-192). A aiz e imológica pa ece assim apon a pa a a p odução de algo no o em qualidade e/ou quan idade, o que co esponde a uma de inição aga. E, de ac o, a c ia i idade oi conside ada um concei o ago. No a igo "The na u e o C ea i i y: May lies, oc opi, and he bes bad idea we ha e", Smi h e Smi h (2017) concluem que se conside a mos a c ia i idade com base nas á ias de inições p oduzidas podemos e uma comp eensão da sua na u eza mui o disc epan e. Pa a não menciona que se nos concen a mos nos ins umen os de medição da c ia i idade, podemos chega a uma a iação ainda maio das de inições. Pa a mui os au o es, a c ia i idade apa ece como um enómeno mul i ace ado, o nando complexa a a e a de de ini e a a es e concei o. T e inge (2009, como ci ado em Kanlı, 2020) salien ou a di iculdade de de ini o concei o de c ia i idade, compa ando-a a um mi o dominan e, que pode se is o como um subp odu o da de inição do p oblema. Daí que Plucke e al. (2004, como ci ado em Plucke & Zabelina, 2009) enham p opos o a seguin e de inição de ca iz ab angen e: "A c ia i idade é a in e acção en e capacidade e p ocesso pelo qual um indi íduo ou g upo p oduz um esul ado ou p odu o que é simul aneamen e no o e ú il, pa a dado con ex o social" (p. 6). Além disso, a c ia i idade em sido compa ada a um bem alioso pa a esol e p oblemas pessoais, o ganizacionais e sociais e alcança um desen ol imen o sus en á el (Ba bo , Besançon, & Luba , 2015; Luba , Zenasni, & Ba bo , 2013, como ci ado em Said-Me waly, Van den Noo ga e & Kynd , 2017). A um ní el mais ge al, a c ia i idade implica a e e ência à p odução de uma no idade, ou seja, algo que não exis ia an es. Os p odu os c ia i os são mui as ezes desc i os como "su p eenden es ou o iginais" (Mish a & Hen iksen, 2013, p. 11). Con udo, se uma no idade pode não ans o ma po si só um p odu o em algo que possa se conside ado c ia i o, uma ez que de e es a en elaçado com um "p opósi o" ou e alguma u ilidade. Como C opley (2003, como ci ado em Mish a & Hen iksen, 2013) menciona nos seus es udos, "uma ideia no a sem po encial não pode se omada como 'c ia i a'" (p. 11). Assim sendo, "a no idade não ga an e 27 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools que algo seja e icaz" (Amabile, 1989, 1996; Oldham & Cummings, 1996; Zhou & Geo ge, 2001, como ci ado em Mish a & Hen iksen, 2013, p. 11). Na in o mada opinião de Mish a e Hen iksen (2013), ac esce á ios au o es a gumen a em que, pese embo a a no idade e a e icácia se em necessá ias pa a de ini o concei o de c ia i idade, elas não são su icien es. Uma ce a " o alidade", e e indo-se à dimensão es é ica de uma ob a, si uada no con ex o especí ico dessa ob a, é ou a dimensão necessá ia pa a iden i ica p odu os c ia i os. Po an o, os au o es o e ecem um no o quad o pa a de ini c ia i idade, in oduzindo uma NEW solução c ia i a, ou seja, uma solução que seja No el, E ec i e, and Whole (Mish a & Hen iksen, 2013, p. 13). Na sequência da análise de 42 de inições sob e o concei o de c ia i idade, Kampylis e Val anen (2010), e i ica am que a maio ia das de inições analisadas se cen a am em qua o componen es: 1. A c ia i idade é uma capacidade cha e do(s) indi íduo(s); 2. A c ia i idade p essupõe uma ac i idade in encional (p ocesso); 3. O p ocesso c ia i o oco e num con ex o especí ico (ambien e); 4. O p ocesso c ia i o implica a ge ação de p odu o(s) ( angí el ou in angí el). O(s) p odu o(s) c ia i o(s) de e(m) se no o(s) (o iginal, não con encional) e ap op iado(s) ( alioso, ú il) a é ce o pon o, pelo menos pa a o(s) indi íduo(s) c ia i o(s) (p. 198). Com base nas 120 colocações da c ia i idade, os au o es chega am às seguin es conclusões: a maio ia das colocações, mais especi icamen e 32 das designações, conside am c ia i idade como um aspec o posi i o, como esul ado humano e mo al; 18 colocações es ão elacionadas com ca ego ias excepcionais de c ia i idade, como excelen e e de eli e; 53 colocações ap esen am uma cono ação neu a, como digi al, e bal e isual; 12 designações es ão elacionadas com ca ac e ís icas quo idianas do c ia i idade, ais como ulga e mundano; e inalmen e, cinco posições e e em-se a cono ações nega i as, ais como ano mal, eme endo pa a um lado escu o, malé olo, nega i o e pseudo-c ia i idade (Kampylis & Val anen, 2010). O que nos le a a assumi a di iculdade de c ia uma de inição engloban e das mais nuclea es ca ac e ís icas de c ia i idade. E ec i amen e, Ryhamme e B olin (1999, como ci ado em Széll, 28 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 2021) concluí am que a c ia i idade é "esco egadia e elusi a po na u eza, algo que causa sé ias di iculdades na c iação de uma de inição adequada e ab angen e" (p. 1). A complexidade econhecida sob e c ia i idade é exp essa pelos múl iplos conhecimen os e en a i as abundan es de chega a uma de inição eó ica e ope a i a sa is a ó ia. Is o signi ica que a de inição de c ia i idade exibe odas as ca ac e ís icas dos chamados concei os in ínseca ou essencialmen e con es á eis (Gallie 1955, 1956), que se e e em às noções quali a i as e a alia i as de que as humanidades são e eno é il, como, po exemplo, as de educação, jus iça, bondade, libe dade, mas ambém esc a a u a, maldade, ascismo, e c. Concei os essencialmen e con es á eis i adiam polissemia e ejei am o dogma ismo, cep icismo ou ecle ismo como a i udes adequadas pa a abo da a as a mi íade de signi icados p oduzidos no seu espei o (Ga e , 1978). Além disso, pode iam ecebe pesos ou in e p e ações di e en es, sob a p essão de a o es psicológicos e sociológicos (Mason, 1990). Assim, não é su p eenden e que os seus en endimen os não possam chega a uma melho posição, embo a alguns pudessem se omados como melho es do que ou os, man endo-se abe os a ecebe o mulações melho adas no u u o (Swan on, 1985). A nossa acionalidade ê mui o bem o que "concei os essencialmen e con es á eis" pode iam se e não há azão pa a os ejei a . São desa ios que não de emos igno a , sob pena de mu ila mos a nossa acionalidade, pa a não ala das linhas de ação que p ecisamos de segui . Seja como o , a impo ância da c ia i idade é indiscu í el po á ias azões (Széll, 2021), ais como: se um dos obje i os mencionado ans e salmen e nos cu ículos escola es; es á classi icada em e cei o luga en e as dez compe ências mais impo an es pa a a qua a e olução indus ial (Kanlı, 2020); se conside ada uma das compe ências pa a o século XXI, e uma compe ência cha e pa a a ap endizagem ao longo da ida (Széll, 2021). 2.1.1. Modelos e Teo ias da C ia i idade Com a c escen e popula idade do concei o de c ia i idade, á ios académicos desen ol e am á ios modelos, po exemplo, de aco do com o es udo ab angen e de Colin (2017), exis em qua o ipos de modelos, nomeadamen e o S age-based Models, o Pensamen o Con e gen e e Di e gen e, o Blind Va ia ion, Selec i e Re en ion (BVSR) e o The Sys ems Model (SM), que passa emos a cla i ica de o ma sin é ica. 29 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools associa i o, lexibilidade e pensamen o di e gen e" (Kanlı, 2020, p. 4). Alguns ins umen os associados à pe spe i a são: 1. O Tes e de To ance do Pensamen o C ia i o (TTCT) (1966; 2017) é compos o po dois es es, o TTCT-Ve bal e o TTCT-Figu al, onde as pon uações são exp essas em qua o ac o es: luência, o iginalidade, lexibilidade e elabo ação. 2. O Tes e pa a o Pensamen o C ia i o - P odução de Desenhos (TCT-DP) é uma abo dagem que e le e o concei o mais holís ico da c ia i idade e conside a o pensamen o di e gen e bem como "con eúdo, ges ual, composição, elabo ação, omada de isco men al, queb a de on ei as, não con encionalidade e humo " (Kanlı, 2020, p. 7). 3. A A aliação da C ia i idade Po encial (EPoC) isa a alia o po encial c ia i o das c ianças, mede a c ia i idade de aco do com dois campos de exp essão, o g á ico e o e bal, a a és de espos as di e gen es (explica i as) e con e gen es (in eg ado as). 4. O Remo e Associa es Tes (RAT) (Mednick, 1968) cen a-se não só no pensamen o di e gen e mas ambém no pensamen o con e gen e e a alia o p ocesso c ia i o po meio de es ímulo- espos a. 5. Os es es "Guil o dian" (1967) que, baseando-se em a e as passí eis de e múl iplas espos as, ep esen am o uso de pensamen o di e gen e, em con aposição ao que busca a simples espos a co e a, como é o caso do pensamen o con e gen e. As espos as são medidas pa a a) Fluência, o núme o de ideias; b) Flexibilidade, a a iedade de ideias; c) O iginalidade, a a idade das ideias; e d) Elabo ação, conce nindo a comple ude e de alhe das ideias exp essas. Des e en endimen o ad ém a ideia de que de emos e em conside ação o ac o de não exis i uma pe sonalidade c ia i a única, como, ambém, a pe sonalidade c ia i a se ap esen a di e sa consoan e o campo de aplicação, a iando, aliás, possi elmen e, de pessoa pa a pessoa, de modo que eme ge, mui o o emen e, o en endimen o de a c ia i idade pode se melho concebida enquan o cons ução especí ica de domínio, em que as compe ências ou p ocessos ge ais só êm uma con ibuição limi ada pa a a sua ealização (e. g. Bae , 1991, 1994a, 1994b; Han, 2003; Han & Ma in, 2002; Palmie o, No i, Aloisi, Fe a a, & Picca di, 2015; Rei e -Palmon, Robinson-Mo al, Kau man, & San o, 2012). 6. O Tes e do Pensamen o In elec ual Di e gen e (Guil o d, 1967), o amoso Modelo de Es u u a do In elec o (SOI), inclui "180 (6x5x5) capacidades in elec uais o ganizadas ao longo de ês dimensões nomeadamen e: Ope ações (a aliação, p odução con e gen e, 36 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools p odução di e gen e, memó ia, cognição), Con eúdos ( isuais, audi i os, simbólicos, semân icos, compo amen ais) e P odu os (unidades, classes, elações, sis emas, ans o mações, implicações)" (Kanlı, 2020, p. 5). Os es es de “Abo dagem do P odu o" medem a c ia i idade como p odu o, classi icando as ca ac e ís icas especí icas das p oduções ap esen adas pelos sujei os. En e os ins umen os mais popula es des acam-se: 1. A Escala Semân ica do P odu o C ia i o (CPSS, O'Quin & Beseme , 1989; 2006), baseada num modelo eó ico, a alia o p odu o a a és de ês ca ac e ís icas: "no idade (o p odu o é o iginal, su p eenden e e ge minal), esolução (o p odu o é alioso, lógico, ú il, comp eensí el) e elabo ação e sín ese (o p odu o é o gânico, elegan e, complexo e bem abalhado)" (Kanlı, 2020, p. 12). 2. A Técnica de A aliação Consensual (CAT, Amabile, 1982) é conside ada a o ma mais popula de a alia p odu os c ia i os. Implica julgamen os de obse ado es que es ão amilia izados com o domínio do p odu o e êm algum ní el de especialização na ma é ia. Reque ambém que a a e a não dependa demasiado de compe ências especializadas e que o p ocedimen o siga um p o ocolo. 3. A C ea i e Solu ion Diagnosis Scale (CSDS), de C opley e Kau man (2012), embo a exija juízes não especialis as e sem o mação o mal, mas com uma simples o ien ação, é uma escala de 30 i ens que mede a c ia i idade uncional do p odu o, a a és de qua o a o es: Rele ância e E icácia, No idade, Elegância, e Génesis. Na "Abo dagem do P odu o", podemos ambém menciona que as exceções se iam: 4. O Tes e Cebeci do Pensamen o C ia i o (Cebeci, 2019), uma a aliação digi al, comple amen e baseada na web e dinamicamen e pon uada da c ia i idade em qua o domínios (incluindo luência, lexibilidade, o iginalidade e elabo ação), enquan o os equisi os ecnológicos são mínimos, exigindo apenas uma página de ins uções simples e um b e e u o ial; 5. A Escala de Compo amen o Ideacional Runco (RIBS, Runco, Plucke , e Lim, 2001; Von S umm, Chung, & Fu nham, 2011), que mede as ideias como p odu os, apoiando-se em 23 a i mações numa escala Like de cinco pon os, e supos amen e endo a an agem de as ideias se em menos suscep í eis aos cap ichos da opo unidade, pa a além de se em 37 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools comuns a odos os domínios, e se em e iden es an o na c ia i idade eminen e como no quo idiano. Quan o à "Abo dagem da P essão", e e en e à pe ceção "con ex ualis a", ou seja, empo e luga , pessoas, cul u a, polí ica, clima, ecu sos disponí eis, e c., alguns ins umen os são: 1. KEYS (Amabile, Con i, Coon, Lazenby, & He on, 1996; Amabile, Taylo , & G yskiewicz, 1995), que é adequado pa a a alia o clima o ganizacional pa a a c ia i idade, a a és de um modelo concep ual de ac o es ambien ais que ou alimen am ou impedem a c ia i idade. Baseia-se em cinco á eas que podem a e a a c ia i idade: Enco ajamen o da c ia i idade; Au onomia ou libe dade; Recu sos; p essão, e Impedimen os o ganizacionais à c ia i idade. O ins umen o é con ado com 66 simples decla ações desc i i as e são classi icadas de aco do com a equência com que isso se aplica ao ambien e de abalho a ual do sujei o e ab ange o apoio à c ia i idade: P á icas de Ges ão, Mo i ação O ganizacional, Recu sos, e Resul ados (KEYS, 2016). 2. The 24 I em P e e ence de Hausdo (1996) é semelhan e ao KEYS, mas cons i uindo num ques ioná io pa a medi as a i udes den o de uma o ganização em elação à c ia i idade e à esolução c ia i a de p oblemas. Con iando na me a-análise de Said-Me waly, Kynd e Van den Noo ga e (2017) e na e isão "Escolhe uma a aliação da c ia i idade adequada ao objec i o", de Bonnie C amond (2020), conseguimos i a algumas conclusões. Todos os ins umen os ap esen am limi ações, implicando que nenhum ins umen o, po si só, pode se su icien e pa a apoia a medição da cons ução mul i ace ada da c ia i idade, sem co e o isco de suges ões enganado as (Said-Me waly, Kynd & Van den Noo ga e, 2017, p. 259). Assim, o na-se azoá el apon a pa a a necessidade de uma possí el in eg ação de abo dagens. E não é pa a esquece que, como suge em os es udos, a c ia i idade pa ece se uma capacidade humana amplamen e dis ibuída, que é is a como implíci a em odos os sec o es das nossas idas, po se necessá ia pa a p oduzi no idade e esul ados alo izados. Is o é, um enómeno nuclea pa a melho a as pessoas, g upos, ins i uições e o bem-es a da sociedade, a pa da humanidade como um odo. 38 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 2.1.3. C ia i idade e Educação O mundo em que i emos, cada ez mais, es á a o na -se num ambien e imp e isí el e em cons an e mudança que, consequen emen e, p omo e a impo ância do desen ol imen o das compe ências c ia i as dos cidadãos, de modo a consegui em "sob e i e e p ospe a no século XXI" e a “lida com p oblemas ambíguos” (Pa khu s , 1999, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166). Dado que a educação de e ajuda a desen ol e o po encial de cada um, de e ambém p omo e a comp eensão e o desen ol imen o da c ia i idade, como um obje i o educa i o p imo dial (Jackson, 2006). C a (1999) conside a a c ia i idade como “compe ência da ida undamen al” (como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166) e de ende que es a mesma necessi a se desen ol ida, p epa ando os es udan es pa a a ida u u a. Assim como S auss (2015, como ci ado em Pllana, 2019) a gumen a, compe ências como a c ia i idade e o pensamen o c í ico “in luenciam o sucesso na ida, no abalho, e na cidadania” (p. 136). Não esul a, pois, nenhuma su p esa, que a c ia i idade enha indo a se , p og essi amen e, conside ada o “ oco do cu ículo e da pedagogia” (Wilson, 2005, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166). Po exemplo, Ba ne e Coa (2005) apon am pa a a necessidade de o cu ículo se cen ado não apenas no “conhecimen o e na ação sob e o sabe , mas ambém no se ” (como ci ado em Jackson, 2006, p. 2). Daí que, po exemplo, Renzulli enha indo a de ende a ideia de que o cu ículo de e se “ lexí el às capacidades, in e esses e es ilos de ap endizagem únicos dos es udan es” (1992, como ci ado em Fasko, 2001, p. 322). As escolas de em se ambien es es imulado es da c ia i idade, em que as suas ações cen am-se na e icácia e são desen ol idas pa a odos (Shaheen, 2010). A c ia i idade, po seu u no, de e se ensinada a a és de uma conceção pedagógica que eúna as seguin es ca ac e ís icas: " acili ado a, capaci ado a, ecep i a, abe a a possibilidades, e colabo a i a”, alo izando o p ocesso educa i o e os espe i os esul ados (Jackson, 2006, p. 5). Con udo, e como em qualque mé odo de ensino, há á ias condicionan es que al e am os esul ados espe ados, ais como as pe sonalidades dos alunos, bem como as suas compe ências, mas ambém as p á icas dos p o esso es. O con ex o de sala de aula, mais especi icamen e os ambien es cul u ais e p ocessuais, podem e epe cussões signi ica i as no p ocesso de p omoção da c ia i idade. Compe e aos p o esso es, supe a es a limi ação, ul apassando-a com mé odos pedagógicos que pe mi am idealiza “espaços cu icula es e opo unidades de ap endizagem que enco ajam e ecompensam 39 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools os es udan es pela sua c ia i idade” (Jackson, 2006, p. 5). Con udo, como no ou Pllana (2019), os p o esso es ainda ap esen am di iculdades no ensino e desen ol imen o da c ia i idade, embo a sejam isí eis os seus es o ços pa a descob i no os mé odos de ensino. Fo am á ios os au o es que se deb uça am sob e as écnicas de ensino que es imulam a c ia i idade. Ka nes e al. (1961) obse a am que as me odologias que p omo em o pensamen o con e gen e e o pensamen o di e gen e êm impo ância no desen ol imen o da c ia i idade. O mesmo se aplica às écnicas que se cen am na esolução e descobe a de p oblemas (Da is & Rimm, 1985; Subo nik, 1988, como ci ado em Fasko, 2001). Es e mé odo, ca ac e izado po se ensino indi e o, pe mi e melho a o “desempenho c ia i o ao o ça o ap enden e a manipula o ambien e e a p oduzi no as ideias” T e inge (1980, como ci ado em Fasko, 2001, p. 320). As a i idades onde os es udan es abalham em g upo ambém e elam e uma impo ância signi ica i a no desen ol imen o da c ia i idade, onde ape eiçoam o “pensamen o c ia i o e o desempenho académico”, bem como a “acei ação pelos pa es" (Ka nes e al., 1961, como ci ado em Fasko, 2001, p. 320). Pa a além das écnicas de ensino, S e nbe g e Luba (1991) iden i ica am seis ecu sos que p omo em a c ia i idade, an o em c ianças como nos adul os, sendo eles: “(a) in eligência, (b) conhecimen o, (c) es ilo in elec ual, (d) pe sonalidade, (e) mo i ação, e ( ) con ex o ambien al” (como ci ado em Fasko, 2001, p. 322). Na in eligência des aca am dois aspe os undamen ais: “de inição e ede inição de p oblemas, e capacidades de pe cepção”. Os au o es e e em que os p o esso es de em c ia opo unidades onde os es udan es podem escolhe os p oblemas que desejam esol e (S e nbe g & Luba , 1991, como ci ado em Fasko, 2001, p. 322). No p ocesso de esolução de p oblemas de uma o ma c ia i a, os sujei os de em de e conhecimen o ap o undado e especí ico sob e a emá ica do p oblema, sendo po es e mo i o que S e nbe g e Luba (1991) a ibuí am uma impo ância signi ica i a ao conhecimen o, e e ido como segundo ecu so. No espei an e ao quin o ecu so, a mo i ação, os au o es iden i ica am dois ipos, nomeadamen e a in ínseca e a ex ínseca. A p imei a e e e-se ao ac o de que “as pessoas c ia i as es ão in insecamen e mo i adas pa a comple a uma a e a”. A segunda es á elacionada com o sis ema de a aliação das escolas, que, consequen emen e, in e e e com a mo i ação in ínseca dos alunos, sendo necessá io que as escolas e os p o esso es p ocu em 40 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools melho a as o mas como p omo em a mo i ação in ínseca (S e nbe g & Luba , 1991, como ci ado em Fasko, 2001, p. 323). Po im, de e e e i -se que, segundo S e nbe g e Luba (1991), o con ex o ambien al é de e minan e na p omoção da c ia i idade em ês modos: “a) ‘acende ’ ideias c ia i as; (b) enco aja o seguimen o de ideias c ia i as; e (c) a alia e ecompensa ideias c ia i as” (como ci ado em Fasko, 2001, p. 323). Apesa da p esença dos di e en es ecu sos mencionados, á ios au o es aco da am que o incen i o da c ia i idade de e se iniciado, pelos sis emas educa i os, nos p imei os anos de ida das c ianças (C a , 1999; Walbe g, 1988; como ci ado em Shaheen, 2010). Em pa icula , o Depa amen o pa a as C ianças, Escolas e Famílias, do Reino Unido, ê o ensino p imá io como: Uma ase c í ica no desen ol imen o das c ianças - moldá-las pa a a ida. Pa a além de lhes da as e amen as essenciais pa a a ap endizagem, o ensino p imá io em a e com a aleg ia de descob i , esol e p oblemas, se c ia i o na esc i a, na a e, na música, desen ol e a sua au o-con iança como alunos e amadu ece social e emocionalmen e (DCSF, 2003, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 167). Inc emen a a c ia i idade das c ianças não é is o como uma a e a di ícil, se se ac edi a que apenas é necessá io apoia as compe ências e as habilidades ina as e que, espon aneamen e, ão desen ol endo, median e os no mais p ocessos de socialização. Na e dade, as c ianças são se es genuinamen e c ia i os, capazes de exp essa em ideias e in e p e ações an o c ia i as como o iginais. A ques ão esume-se em p e eni o apa ecimen o de obs áculos e limi ações que impliquem a pe da ou embo amen o das suas compe ências. Mas é, ambém eque ido, que o cu ículo saiba acolhe a possibilidade das c ianças c ia em os seus p óp ios signi icados e abalha em em a e as abe as (Runco, 2008). Williams (1969) desen ol eu modelos cogni i os-a e i os pa a es imula a c ia i idade das c ianças, onde o domínio cogni i o cen a-se no conhecimen o, na capacidade de aciocínio e nas écnicas e habilidades especializadas, a pa do domínio a e i o, que diz espei o às p eocupações es é icas, emoções e sen imen os. O au o de ende que só a a és des e úl imo domínio, ão impo an e como o cogni i o, é que as c ianças e am capazes de ap ecia a sua p óp ia p odu i idade, bem como a dos ou os (Fasko, 2001). 41 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Não é despiciendo lemb a aqui que é ao desen ol e a c ia i idade nas c ianças, po ia dos p ocessos socializado es e escola es, que es amos a con ibui pa a “o início da cons ução do ‘capi al humano’” do qual, com base na pe spe i a de Adam Smi h e ou os au o es, “depende a ‘ iqueza das nações’” (Walbe g, 1988, como ci ado em Shaheen, 2010, p. 166). 2.2. Emp eendedo ismo 2.2.1. E olução da de inição do concei o de emp eendedo ismo À semelhança do cons u o de c ia i idade, abo da a p oblemá ica da de inição do concei o de emp eendedo ismo ambém consis e numa a e a complicada, dado ao ele ado núme o de de inições que o am p oduzidas nos úl imos anos. A pala a "emp eendedo ismo" é, cla amen e, desen ol ida a pa i do subs an i o ancês "en ep eneu " (emp eendedo ou emp esá io), bem como do e bo "en ep ende" que signi ica emp eende ou inicia . Mas ambém nas línguas po uguesa e espanhola podemos encon a o homónimo "emp eendedo ", esul an e da junção, nas línguas la inas, de "em", e e indo-se a algo, com "p ehende e", que signi ica apanha , cap u a ou segu a , pe mi indo chega acilmen e à pala a "emp enhende e": emp eende . Além disso, a e imologia da pala a emp eendedo suge e que em aízes no e mo "an ha p e na", da linguagem sânsc i a, e e indo-se a alguém au omo i ado e com mo i ação in e na. Assim, apesa de se uma a i mação que possa susci a con adições, é consensual que um emp eendedo é e dadei amen e uma pessoa que abalha po mo i ação in e io (Shah, 2015). Abo da o assun o a a és da ia e imológica, embo a que possa se alí el, pe mi e-nos a ança com uma p imei a posição sob e o assun o. Se emp eendedo pode, simplesmen e, e e i -se a algo p óp io de alguém com inicia i a e c ia i idade subs anciais pa a emp eende qualque ipo de p oje o que se possa p opo a si p óp io ou en ol endo ou os, ainda que não es eja elacionado com o domínio dos negócios. Hawley (1907) é o p imei o au o a a i ma empi icamen e que assumi iscos é a p incipal unção de um emp eendedo e que as ecompensas que se ão ge idas pela o ganização de em e e e p incipalmen e pa a o p op ie á io como esul ado da assunção de esponsabilidade e isco (como ci ado em Gedeon, 2010). Po seu lado, Cla k (1899, 1907), ao ap o unda a pe spe i a do au o mencionado, simpli ica as ações dos emp eendedo es es ingindo-as ao idealiza o mas de p oduzi p odu os no os ou ao eduzi os cus os de 42 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools de e minados p odu os (como ci ado em Gedeon, 2010). Pa a Mises (1949) um emp eendedo , com as opo unidades que obse a, êm a capacidade de equilib a o me cado, no amen e, “p omo endo e especulando, não necessa iamen e pela ino ação, p op iedade ou isco” (como ci ado em Gedeon, 2010, p. 22). Schumpe e (1934), ao de ini o emp eendedo ismo, en ende que es e concei o es á elacionado com a cons i uição de uma en idade que enha o in ui o de emp eende uma a i idade di igida a ap o ei a uma opo unidade que se econheceu. Mas is o não implica, que a p ocu a e ap o ei amen o de opo unidades es eja, necessa iamen e, es i a apenas a no os emp eendimen os, podendo ambém se possí el e e i -se a emp eendimen os ela i os a o ganizações já exis en es. O au o de ine o emp eendedo ismo “pela na u eza das ações ealizadas, e a ce a al u a oco e uma ansição do emp eendedo ismo pa a a ges ão ge al como a na u eza da o ganização e as ações da mudança indi idual” (como ci ado em Ca on e al., 1998, p. 3). O mesmo au o ambém se cen ou na pe spec i a de quem es á en ol ido nes e p ocesso e concluiu que o emp eendedo ismo ai “pa a além dos p op ie á ios de emp esas independen es, incluindo emp egados, ges o es, di e o es, inancei os e p omo o es” (Schumpe e , 1934, como ci ado em Gedeon, 2010, p. 22). Em conco dância com Schumpe e (1934), S e enson e al. (1990) ambém de ini am o emp eendedo ismo como uma p ocu a de opo unidades, independen emen e dos ecu sos que con olam no momen o da pesquisa, uma ez que os emp eendedo es são capazes de acede a ecu sos de ou os emp eendedo es. A de inição de Min zbe g (1973) ocaliza-se num emp eendedo que, na maio pa e do seu empo, encon a-se a p ocu a opo unidades e a execu a al e ações na sua ins i uição ou o ganização (como ci ado em Ca on e al., 1998). No a igo The en ep eneu and en ep eneu ship: Ope a ional de ini ions o hei ole in socie y, designam o emp eendedo como alguém que não se limi a a espe a ou a planea , aquele que em a p oa i idade su icien e pa a agi , sendo es a a ca ac e ís ica que mais dis ingue um emp eendedo . Assim, chegam à seguin e de inição: Os emp eendedo es são aqueles que se dedicam ao emp eendedo ismo. O emp eendedo é o indi íduo ou equipa que iden i ica a opo unidade, eúne os ecu sos necessá ios, c ia e é o esponsá el inal pelas consequências da o ganização. Uma pessoa começa a se um emp eendedo quando se comp ome e a o ma um no o emp eendimen o (p. 7). 43 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Os in es igado es mais an igos do assun o en endiam o emp eendedo ismo como uma a iedade de a i idades que oco em em odos os es ágios de es abelecimen o e c escimen o o ganizacional, assim como em odos os momen os da ida de um indi íduo, desde os negócios adicionais a é ao emp eendedo ismo emp esa ial (como ci ado em Gedeon, 2010, p. 22). Byg a e e Ho e (1991) de inem o concei o em ques ão como o p ocesso de negócio que inclui " odas as a i idades, a e as e ações elacionadas ao econhecimen o de opo unidades e à c iação de o ganizações pa a pe segui-las" (como ci ado em Ca on e al., 1998, p. 2). Foi es e en endimen o que le ou D ucke a suge i que "[emp eendedo ismo] é uma p á ica", ou seja, o não pode se conside ado uma condição humana, nem de e se is o como uma compe ência sem p a icidade e u ilidade, i.e., apenas o ien ada pa a idealizações (como ci ado em Ca on e al., 1998, p. 5). O emp eendedo ismo eme ge em g ande di e sidade de emp esas, mui as delas com po encial signi ica i o e que espe am, po isso, que o seu c escimen o seja, da mesma o ma, signi ica i o, po dispo em da po encialidade de con ibui , conside a elmen e, pa a a sociedade, aumen ando o emp ego e a iqueza (Byg a e, 1995, como ci ado em Ca on e al., 1998). Is o jus i ica que se a i me no seio de odas as emp esas a o ien ação de emp eendedo ismo con inuado. Sendo ce o que odas as emp esas ealizam as mesmas a e as, quando c iam uma no a o ganização: mobilização e alocação de ecu sos, bem como cons ução de edes (Ca on e al., 1998). Ca on e al. (1998), pa a esumi as ideias desc i as an e io men e, suge i am que o emp eendedo ismo se ocasse na p ocu a po uma opo unidade que ab anja a c iação de uma o ganização ou de uma sub-o ganização, de modo a, consequen emen e, p oduzi con ibuições de alo pa a as sociedades. Ca on e al. (1998) iden i ica am que as ca ac e ís icas que são mais associadas aos emp eendedo es são: O desejo de independência (Collins & Moo e, 1964), local de con olo (B ockhaus, 1975; B ockhaus, 1980; Shape o, 1975), c ia i idade (Wilken, 1979), p opensão pa a o isco (Begley & Boyd, 1987; B ockhaus, 1980; Wilken, 1979), necessidade de ealização (Begley & Boyd, 1987; McClelland, 1961), e modelos c edí eis (Byg a e, 1995; Shape o, 1975) (Ca on e al., 1998, p. 7). 44 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Um emp eendedo , adicionalmen e, é is o como "uma pessoa que inicia ou o ganiza uma emp esa come cial, especialmen e uma que en ol e isco inancei o" (Pe edo & McLean, 2006, como ci ado em Smi h-Hun e , 2008, p. 94). Os au o es, Byg a e e Ho e (1991) e Ga ne (1989), de ini am o emp eendedo como “um indi íduo que pe cebe uma opo unidade e pa icipa nas unções, a i idades e ações necessá ias associadas à c iação de uma o ganização pa a pe segui essa opo unidade” (como ci ado em Smi h-Hun e , 2008, p. 94). Mas pa a um emp eendedo c ia opo unidades bené icas e ú eis, de e e em conside ação as di e en es desigualdades ou assime ias de in o mação, sendo que es a ca ac e ís ica, na pe spe i a de Shane (2000) e Shane (2000), é incon undí el de um emp eendedo (como ci ado em Gedeon, 2010). Como a i ma a Comissão das Comunidades Eu opeias, “exis em ce as ca ac e ís icas comuns do compo amen o emp eendedo , incluindo a p on idão pa a co e iscos e o gos o pela independência e au o- ealização” (2003, pp. 5-6). No que diz espei o aos a o es que le am os indi íduos a agi de um modo emp eendedo , em odas as de inições an e io men e ap esen adas, os au o es concen a am-se nos aços ou nas ca ac e ís icas pessoais. Con udo, á ios au o es ei e a am a eno me di iculdade em jus i ica a causalidade en e as ca ac e ís icas pessoais e os compo amen os emp eendedo es (B ockhaus & Ho wi z, 1985; Coope , Dunkelbe g & Woo, 1988, como ci ado em Ca on e al., 1998). A Es a égia de Lisboa (Comissão Eu opeia, 2000) econheceu o con ibu o do emp eendedo ismo pa a a economia da União Eu opeia e, ecen emen e, a Es a égia Eu opa 2020 (Comissão Eu opeia, 2010) ambém se baseou no seu desen ol imen o. “The G een Pape on En ep eneu ship in Eu ope” (Comissão das Comunidades Eu opeias, 2003) a i ma que o espí i o emp eendedo é mul idimensional e pode oco e em di e en es con ex os, pa a além do campo emp esa ial, mas en ol e semp e o desen ol imen o da c ia i idade ou ino ação. De ine assim o concei o como: O emp eendedo ismo é, an es de mais nada, uma men alidade. Ab ange a mo i ação e capacidade de um indi íduo, independen emen e ou den o de uma o ganização, pa a iden i ica uma opo unidade e pe segui-la pa a p oduzi um no o alo ou sucesso económico. É necessá ia c ia i idade ou ino ação pa a en a e compe i num me cado exis en e, pa a muda ou mesmo pa a c ia um no o me cado. T ans o ma uma ideia 45 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 3. ATIVIDADES DE ESTÁGIO Desde se emb o de 2021 a é ao p esen e, ce ca de 12 meses comple os de es ágio, o am sis emá icas as euniões no âmbi o do Seminá io de Acompanhamen o e as euniões com odos os pa cei os do p oje o. No seu cômpi o, p opo ciona am-me uma isão ab angen e das a e as, dos mé odos de execução e das e en uais di iculdades em elação às a i idades, bem como das unções especí icas que me o am sendo a ibuídas. Mas, ambém, pe mi i am que man i esse con ac o, ainda que na g ande maio ia das ezes à dis ância, com di e en es países, possibili ando que comp eendesse a sua pe spe i a, em elação aos concei os abo dados. Nes as euniões e am, sob e udo, discu idas as a i idades a desen ol e ou em cu so. Todas as a i idades, em que es i e en ol ida, se ão explici adas, no quad o do es ipulado pelo p oje o. Cons am, po an o, apenas aquelas em que pa icipei ou, de ce a o ma, colabo ei, sendo que o seu elenco não seguiu o dem c onológica, mas ca ego ial. É impo an e salien a que algumas a i idades mencionadas o am iniciadas, po mim, enquan o aluna a equen a a unidade cu icula “P oje o de In es igação II”, no 2.º Semes e do 1.º ano do Mes ado em Ciências da Educação, mas apenas o am e minadas nes e ano le i o, enquan o es agiá ia do P oje o de In es igação. 3.1. Need Analysis 3.1.1. Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship Compe ence F amewo k” O Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship Compe ence F amewo k” (NARCECF) (Anexo 1) cons i ui cen al das a e as a ibuídas ao g upo da Uni e sidade de Coimb a. A sua es u u a es á o ganizada da seguin e o ma: 1. Abo dando a p oblemá ica da c ia i idade; 2. Abo dando uma de inição de c ia i idade e sua mensu ação; 3. Abo dando a p oblemá ica do emp eendedo ismo; 4. Abo dando a de inição de emp eendedo ismo e sua mensu ação e 5. Adap ação e alidação de ins umen os. A e isão da li e a u a especializada ab iu à conside ação de á ias de inições do concei o de c ia i idade e de emp eendedo ismo, bem como das di e en es o mas de mensu ação dos dois cons u os. A a és da análise da in o mação ecolhida e endo em con a os obje i os es ipulados pelo P oje o, oi-nos possí el seleciona o ins umen o de a aliação da c ia i idade e o ins umen o de a aliação do emp eendedo ismo que se ia usado na ecolha de dados. O ela ó io se iu, pois, em g ande medida, pa a ap esen a a undamen ação 52 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools desen ol ida com is a a sus en a a pesquisa ela i a às compe ências c ia i as e emp eendedo as dos alunos; da qual se espe a a pe mi isse apu a a conjun u a a ual e e idencia as á eas a se em desen ol idas. A minha con ibuição pa a a elabo ação do NARCECF cen ou-se na lei u a e e isão. Impo ando, con udo, ele a que ambém pa icipei na de inição dos mé odos de pesquisa e na seleção dos ins umen os a se em u ilizados , bem como no p óp io p ocesso p á ico de 2 in es igação. 3.1.2. A igo: C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen Scales O a igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen Scales” (Apêndice 1) oi esc i o endo po base o Rela ó io mencionado an e io men e e ap esen a como p incipal obje i o a ap esen ação de ins umen os con iá eis pa a a alia a c ia i idade e o emp eendedo ismo. Começamos po abo da a p oblemá ica concei ual pa a chega a um a cabouço sob e ambos os concei os, que se e elam "concei os in insecamen e con es á eis", sujei os à polêmica e demandam algum es o ço pa a se ob e um en endimen o consensual. Em elação à c ia i idade, encon amos qua o ipos de abo dagens: p ocesso (com oco nos p ocessos de c ia i idade ou habilidades associadas à c ia i idade); pessoa ( aços de pe sonalidade ou ealizações c ia i as); p odu o (p odu os c ia i os são a aliados); e imp ensa (o ambien e incen i ando ou di icul ando a c ia i idade). Quan o à a aliação da c ia i idade dos alunos, embo a o In en o y o C ea i e Ac i i ies and Achie emen s (Died ich, Jauk, Sil a, G edelein, Neubau e Bebedek, 2018) apa eça como o ins umen o mais con iá el, a sua ex ensão di icul a as possibilidades do apa elho. Des e modo, decidimos assim op a pela De elopmen o he Kau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS) (Kau man, 2012), que é jus amen e a base do ICAA. No que diz espei o ao emp eendedo ismo, encon amos no ela ó io Robinson (1999), jun amen e com a Agenda de Budapes e e o En eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k (Bacigalupo, Kampylis, Punie & Van den B ande, 2016), pa a desen ol e ins umen os de a aliação dos alunos (ECQS). Todos os ins umen os o am subme idos à adução e e o adução po luen es alan es do inglês. 2Os quais o am ponde ados, em g upo de abalho, segundo as an agens e des an agens de cada um. 53 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 3.1.3. Es udo Pilo o: Ques ioná io ENTRECOMP sob e Pe ceção de Emp eendedo ismo No espei an e ao es udo das necessidades de desen ol imen o de compe ências de emp eendedo ismo, oi u ilizado o ENTRECOMP Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion, que o g upo de in es igação elabo ou com base no “En eComp: The En ep eneu ship Compe ence F amewo k” (2016), conside ando os 15 i ens do ní el ”in e mediá io” de p o iciência, aduzidos pa a Po uguês. A escala de espos a aos i ens selecionada oi a escala de Like , de 5 pon os, a iando as al e na i as possí eis en e 1 (Disco do Comple amen e), 2 (Disco do), 3 (Não conco do, Nem disco do), 4 (Conco do) e 5 (Conco do comple amen e). Planeamos um es udo pilo o com is a a ob e os p imei os indicado es de con iabilidade do ques ioná io e, consequen emen e, calculámos o al a de C onbach, que mede a co elação en e as espos as dadas pelos esponden es, po meio da co elação média en e cada i em e odos os es an es. Ou seja, es e “al a” mede a consis ência in e na de i ens que é supos o a alia em o mesmo cons u o, nomeadamen e o modo como os sujei os espondem a cada i em. Respos as con e gen es indicam consis ência e o con á io inconsis ência. O coe icien e “α” é calculado “a pa i da a iância dos i ens indi iduais e da a iância da soma dos i ens de cada a aliado ” (Ho a e al., 2010, p. 89). Responde am ao ENTRECOMP Ques ionnai e, no mês le i o de ma ço de 2021, 17 alunos, 16 dos quais pe encem à Uni e sidade de Coimb a: Faculdade Psicologia e de Ciências da Educação, Faculdade de Le as, Faculdade de Fa mácia, Faculdade de Ciências e Tecnologia e Faculdade de Economia, e 1 aluno da Coimb a Business School - ISCAC. Dos 17 pa icipan es, 12 cu sam o bacha elado e os demais cu sam o mes ado, sendo 11 do sexo eminino, 4 do sexo masculino e os demais não esponde am. De um modo ge al, os pa icipan es a i mam que o ENTRECOMP é compos o po ques ões ele an es, bem o muladas e cla as, de ácil comp eensão e espos a ápida, iden i icando-o como um ques ioná io acessí el, an o em e mos de linguagem, bem como em elação ao núme o de ques ões. Conside am as pe gun as como uma boa o ma de in ospeção e de au o conhecimen o. O empo de espos as expe á el (8 min) co espondeu ao empo necessá io. Apesa das pe gun as se em de ácil comp eensão, pa a quem não es á amilia izado com o concei o e c iação de a i idades emp eendedo as, pode iden i ica alguma di iculdade ao 54 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools esponde sob e a sua posição pe an e de e minada si uação, como a c iação de opções de inanciamen o. Em elação à escala de espos a indicam como a mais indicada, dado que pe mi e exp essa as opiniões de uma o ma mais di e si icada. A minha pa icipação, nes e p ocesso, consis iu na ealização das seguin es a e as: elabo ação do ques ioná io no Google Fo ms (Apêndice 2), elabo ação de uma Reco d Shee (Apêndice 3), com o in ui o de egis a o ní el de di iculdade de cada i em, assim como os comen á ios dos inqui idos a cada i em; di ulgação do ques ioná io a es udan es de di e en es unidades o gânicas da UC, bem como a explicação do mesmo; a ecolha dos dados; a ans e ência dos dados pa a o Excel, bem como a análise dos mesmos, depois e is a pelos p o esso es. É impo an e salien a que o p ocesso de ecolha oi ei o a a és do Google Fo ms, enquan o que, simul aneamen e, eu e o es udan e inqui ido es á amos numa eunião ZOOM, de modo a pe mi i que eu obse asse algumas eações e comen á ios ao longo do p eenchimen o do ques ioná io, a im de comp eende as al e ações que se iam necessá ias a aze . 3.1.4. P ocesso de Recolha e Análise dos Dados Como mencionado no pon o 1.4.5. A), uma das a i idades es ipuladas pelo p oje o se ia a pesquisa sob e as necessidades pe cecionadas de c ia i idade e emp eendedo ismo. Es a in es igação po ques ioná io, ela i amen e às compe ências c ia i as e emp eendedo as dos alunos que equen em es abelecimen os de ensino secundá io e uni e si á io dos países pa cei os, ealizou-se a a és da aplicação de dois ins umen os: o Kau man Domains o C ea i i y Scale (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a), que o am desc i os p e iamen e. A di ulgação des es ques ioná ios, pa a a população po uguesa, oi ei a ia e-mail. Pa a os es udan es do ensino secundá io, ecolhemos os con ac os de á ias Associações de Pais e Enca egados de Educação de di e sas Escolas Secundá ias (Apêndice 4), solici ando a di ulgação dos ques ioná ios (Apêndice 5). Pa a os es udan es do ensino supe io , solici amos ajuda ao Gabine e de P omoção da Qualidade da UC, onde oi en iada uma no i icação NONIO a odos os es udan es. No que diz espei o ao a amen o dos dados, pa a pos e io men e se em analisados no S a is ical Package o he Social Sciences (SPSS.25), oi necessá io p ocede à codi icação das a iá eis al anumé icas (s ing) (Apêndice 6). Ou seja, po exemplo, à a iá el ca ego ial sexo 55 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools a ibuímos um código numé ico ao sexo masculino e ou o ao sexo eminino, ag upando assim as espos as. A análise dos dados oi ei a no SPSS e, de modo a acili a es e p ocesso a odos os pa cei os do p oje o, no momen o de análise dos dados que co espondiam ao seu país, es u u amos um documen o com as Guidelines o he s a is ical analyses o da a om Needs Assessmen (Anexo 2). Es e documen o con inha odas as o ien ações necessá ias pa a a codi icação das a iá eis dos ins umen os e pa a as análises es a ís icas, mais especi icamen e no que diz espei o às análises desc i i as es a ís icas, análises de iabilidade, análises de co elações e ou as análises in e enciais. Pa a além do documen o mencionado, izemos um ídeo de supo e à análise dos dados, onde oi g a ado a execução odos os passos da análise no SPSS.25, de modo a acili a a análise dos dados dos ou os países pa cei os (Apêndice 7). 3.1.4.1 Ap esen ação dos Dados Globais Após a inalização da análise dos dados, desen ol emos uma ap esen ação com odos os esul ados em elação aos dados globais, em o ma o Powe Poin , e e en es às análises das es a ís icas desc i i as, de iabilidade, de co elações e in e enciais (Apêndice 8). Quan o aos esul ados desc i i os podemos dize , de um modo esumido, que pa icipa am no es udo 3123 es udan es, pe encen es a 7 países, nomeadamen e Espanha, I ália, Le ónia, Po ugal, Reino Unido, Roménia e Tu quia; sendo que 865 das espos as (27,7%), ou seja a maio ia, co espondem aos es udan es de Po ugal. A idade dos pa icipan es, ou seja, dos alunos do ensino secundá io e do ensino supe io a iou en e 15 anos ou mais no o e 22 anos ou mais elho, sendo que a maio ia dos es udan es co espondia a es a úl ima aixa e á ia (42,4%). As mulhe es cons i uí am a maio ia da amos a (65,5 %). Quan o ao ní el de escola idade, em elação aos es udan es do ensino secundá io (20,2%), a maio ia pe encia a cu sos elacionados com as Ciências Sociais (61,3%). No que diz espei o aos alunos do ensino supe io , a maio ia (59,9%) equen a a uma licencia u a, na á ea da Educação (46,5 %). 3.1.4.2. Ap esen ação dos Dados Po ugueses Pa a além da ap esen ação com os dados globais, ambém desen ol emos uma ap esen ação, em o ma o Powe Poin , ela i a aos dados dos es udan es po ugueses, no que diz espei o às análises das es a ís icas desc i i as, de iabilidade, de co elações e ou as in e enciais, sendo que passa ei a ap o unda as es a ís icas desc i i as (Apêndice 9). 56 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Como e e ido an e io men e, Po ugal oi o país que ob e e o maio núme o de espos as, nomeadamen e 865 espos as (27,7%). À semelhança dos dados globais, a maio ia das espos as ambém o am do sexo eminino (62,7%) e ambém pe enciam à aixa e á ia dos 22 anos ou mais elho (30,3%). Os alunos do ensino secundá io ep esen a am 57,7% (n=499) da amos a, enquan o a pe cen agem dos alunos do ensino supe io que equen am uma licencia u a oi de 25,2% (n=218) e a dos alunos de mes ado oi de 17,1% (n=148). No ensino secundá io, a maio ia dos alunos pe encia a cu sos elacionados com as Ciências Sociais (72,9%). Respei an e aos alunos do ensino supe io , a maio pa e dos es udan es equen a um cu so na á ea da Educação (38,3%), con udo ambém hou e uma g ande ep esen a i idade de alunos p o enien es de cu sos de Engenha ia (14,5%) e de Ciências e Li e a u a (13,4%), sendo que as duas Faculdades mais e e idas o am a Faculdade de Ciências e Tecnologia (25,7%) e a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (23,5%). 3.2. Os P og amas In ensi os E asmus + (In ensi e P og amme E asmus +) Os In ensi e P og amme E asmus + são des inados a alunos do ensino supe io , podendo e a du ação de 2 semanas, em que a 1ª semana acon ece em egime online e a 2ª semana em o ma o p esencial. O p og ama é compos o po pales as, “wo kshops”, ap esen ações cul u ais, incluindo a pa ilha de expe iências p á icas e a p omoção da in e cul u alidade. Pa a além da minha pa icipação, enquan o es udan e, no IP, ambém desen ol i algum abalho de apoio à ges ão, nomeadamen e: encaminha oda a in o mação que ecebíamos, po pa e da o ganização do IP, pa a os pa icipan es; ecolhe odas as in o mações pessoais dos pa icipan es, como po exemplo o núme o ca ão de cidadão, núme o do ca ão de es udan e, e-mail, mo ada, con ac o ele ónico, e c., e in o mações elacionadas com o COVID-19; ge i e esol e p oblemas especí icos que su gem com a iagem; planea e ealiza euniões ia ZOOM com as pa icipan es, com o in ui o de escla ece odas as ques ões e com a inalidade de planea as a i idades que i iamos desen ol e no IP; esc e e no as de di ulgação da nossa expe iência no IP, pa a que possam se pa ilhadas na página web da FPCEUC (Apêndice 10); ecolhe eedback dos pa icipan es do IP, de modo a melho a os p óximos p og amas do p oje o (Apêndice 11). 57 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 3.2.1. 1º In ensi e P og amme E asmus + A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a (FPCEUC) es e e p esen e no 1.º In ensi e P og amme E asmus +, o ganizado pela Uni e sidade de Saka ya (SAU), na Tu quia. En e 17 a 28 de janei o de 2022, oco eu em egime online e de 24 a 30, em egime p esencial, na SAU. Pa icipa am 45 pessoas, de 3 a 6 es udan es e 2 p o esso es, enquan o que a FPCEUC ez-se ep esen a com 2 p o esso es e 6 alunas de LCE e MCE. Es e p og ama oi in ei amen e elacionado com a c ia i idade e odas as pales as e wo kshops ap esen ados o am em o no des a compe ência. Nes a pa e do capí ulo, i emos abo da os ou pu s desen ol idos e ap esen ados pela equipa po uguesa. 3.2.1.1. Vídeo: Ac i i ies o De eloping C ea i i y Es e ídeo, elabo ado po es udan es e p o esso es da FPCEUC, in eg a a p imei a pa e do In ensi e P og amme ERASMUS +, que p e ende abo da a i idades pa a desen ol e a c ia i idade (ac i i ies o de eloping c ea i i y) (Apêndice 12). Sob e a abo dagem do p ocesso, des acamos um dos es es de c ia i idade mais di undidos, conhecido como o To ance Tes o C ea i e Thinking-Figu al (TTCT-Figu al) and Thinking –Ve bal (TTCT-Ve bal). As espos as ao TTCT-F são desenhadas e as do TTCT-V são esc i as ou o necidas o almen e. No âmbi o da “Abo dagem da Pessoa”, um es e ambém mui o popula oi desen ol ido po James Kau man, em 2012. Ele baseia-se num ques ioná io de au o ela o, The Kau man Domains o C ea i i y Scale, que en oca os domínios do Quo idiano, Académico, da Pe o mance (englobando esc i a e música), o Mecânico/Cien í ico e A ís ico. No âmbi o da “Abo dagem P essão” podemos des aca o KEYS, desen ol ido po Te esa Amabile (2016), um ins umen o capaz de ajuda os líde es a e em uma imagem cla a do clima pa a a ino ação, den o de um g upo de abalho ou o ganização. 3.2.1.2. Ap esen ação: App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions App oaches o c ea i i y: De ini ions and Dimensions oi a lec u e que a equipa po uguesa ap esen ou na semana de o mação online do 1º In ensi e P og amme E asmus +. A ap esen ação con ou com dois ins umen os: um ídeo, de ce ca de 20 minu os, em que pa icipa am os p o esso es Ca los Sousa Reis, Albe ina Lima e Te esa Pessôa, bem como as alunas da UC, que aplica am o “sc ip ” esc i o pelo p o esso Ca los Reis; uma “lec u e”, 58 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools ap esen ada pelos P o esso es Ca los Sousa Reis, Albe ina Lima e eu mesma, que se es u u ou em qua o pa es, co espondendo a cada as seguin es designações: The Concep - De ini ions, App oaches, Domains/Fields and An Algo i hm? (Anexo 3). . No segmen o The Concep - De ini ions o am abo dadas á ias de inições do concei o de c ia i idade, assim como as ês dimensões implíci as na c ia i idade e no seu desen ol imen o, a pe spe i a de concei o in insecamen e ques ioná el de Gallie (1964) e o es udo sob e o impac o da cul u a na c ia i idade (Kea Eu opean A ai s, 2009), na medida em que ap esen a uma isão his ó ica em elação ao es o ço u ilizado pa a de ini a c ia i idade. Na pa e App oaches ocamo-nos nas abo dagens e ins umen os de medição da c ia i idade, em o no de qua o a o es: p ocesso, pessoa, p odu o e imp ensa. É ap esen ada uma abela que esume os esul ados, ca ego izando as abo dagens, o seu oco, a concepção especí ica da c ia i idade, os ins umen os desen ol idos no âmbi o de cada abo dagem, e as suas an agens e aquezas pa icula es. No que diz espei o à componen e Domains/ ields, cla i icamos alguns ins umen os de mensu ação da c ia i idade endo em conside ação os qua o a o es mencionados no pa ág a o an e io . Nas abo dagens do p ocesso desc e emos o The Guil o d (1967). Em elação ao p ocesso e e imos o The Alpha Biog aphical In en o y (Ins i u e o Beha io al Resea ch in C ea i i y, 1968), o Schae e ’s Biog aphical In en o y (1970), o The Reisman Diagnos ic C ea i i y Assessmen (RDCA, Reisman, Keise , & O i, 2016) e o The C ea i e Pe sonali y-Po en ial Composi e (Shepa d, 2019). Rela i amen e às abo dagens do p odu o explici amos o The Consensual Assessmen Technique (CAT, Amabile, 1982), o The C ea i e Solu ion Diagnosis Scale (CSDS) de C opley e Kau man (2012) e o The Runco Idea ional Beha io Scale (RIBS, Runco, Plucke , and Lim, 2001; Von S umm, Chung, & Fu nham, 2011). Po úl imo, nas abo dagens con ex uais, ela i as à conside ação do empo e luga , pessoas, cul u a, polí ica, clima, ecu sos disponí eis, e c., ap esen amos o The KEYS (Amabile, Con i, Coon, Lazenby, & He on, 1996; Amabile, Taylo , & G yskiewicz, 1995). Po im, colocamos a ques ão de pode encon a -se algum algo i mo aplicá el ao p ocesso c ia i o e ap esen amos algumas imagens que ilus a am a nossa pe spe i a, al como o The C ea i e P ocess (AskMa in.i o, 2021) e o The En e p ise C ea i e P ocess Wo k Flow (Hamme , 2013). 59 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 3.2.1.3. Ap esen ação: C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and Complemen a i y A “lec u e”, in i ulada C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and Complemen a i y oi elabo ada pelos p o esso es e po mim, pa a a segunda semana do 1º In ensi e P og amme E asmus +, a semana p esencial que se ealizou na Uni e sidade de Saka ya (Anexo 4). A sua ap esen ação es e e a ca go do P o esso Ca los Sousa Reis. Nes a ap esen ação começamos po expo a impo ância da c ia i idade e do pensamen o c í ico, seguida pela de inição do concei o de c ia i idade e do concei o de pensamen o c í ico. Também abo damos o modo como elaciona a c ia i idade e o pensamen o c í ico, assim como as possí eis ameaças ao pensamen o c í ico, como po exemplo as alácias e o wish ul hinking. Como um possí el algo i mo pa a desen ol e as compe ências do pensamen o c í ico, desc e emos o Quad o de Pensamen o C í ico de Paul-Elde , que é compos o po ês componen es, especi icamen e os elemen os do pensamen o ( aciocínio); as no mas in elec uais que de em se aplicadas aos elemen os de aciocínio; e os aços in elec uais associados a um pensado c í ico cul i ado que esul am da aplicação consis en e e disciplinada das no mas in elec uais aos elemen os do pensamen o. Te minamos es a ap esen ação p opondo aos es udan es que quan o mais p o icien es o mos no pensamen o c í ico, mais c ia i os se emos. 3.2.1.4. Wo kshop: Challenges o C i ical Thinking O “wo kshop”, gizados e aplicado pelo nosso g upo de alunas, sob supe isão dos nossos p o esso es, a odos os es an es alunos, iniciou-se com a di isão dos pa icipan es em 3 g upos, in e cul u ais, cons i uídos po , pelo menos, um pa icipan e de cada país, que se dis ibuí am pelos 3 desa ios p epa ados (Anexo 5). Cada desa io es a a elacionado com uma emá ica, aplicando-se de o ma o a i a a cada g upo, de o ma a odos os g upos pa icipa em em odos os desa ios. O p imei o desa io e a ela i o ao p econcei o, ou seja, incidia nas ideias p econcebidas que le am a uma pe spec i a en iesada da ealidade e à des alo ização da di e ença, seja ela cul u al, ideológica, social, acial ou sexual. Consis iu num exe cício de e lexão, median e os ipos/ca ego ias de p econcei o, onde, cada g upo, inha de da exemplos especí icos de p econcei os pa a a "ca ego ia" escolhida. O segundo desa io dizia espei o ao wish ul hinking, is o é, quando omamos decisões ou seguimos um aciocínio baseado em desejos, em ez de ac os ou azões conside adas. Nes e caso, pedíamos que cada pa icipan e pa ilhasse com o g upo uma expe iência pessoal, sob e a 60 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools qual se exe cia uma e lexão dialogada. Ce os momen os o am emocionan es. O úl imo desa io es a a elacionado com as alácias, aqueles a gumen os que, embo a inco e os, podem se psicologicamen e pe suasi os. Nes e desa io exis iam dois ascos, um deles con inha á ias alácias e os pa icipan es, em g upo, inham de iden i ica o ipo de alácia que es a a p esen e; quan o ao segundo asco con inham os ipos de alácia e os pa icipan es e am incen i ados a p oduzi um exemplo de uma alácia. No inal do nosso “wo kshop”, os P o esso es ize am uma pequena ap esen ação sob e as p á icas pa a induzi o pensamen o c í ico, como duas adições de "medi ação": a medi ação p o enien e da he ança ociden al e a medi ação descenden e da he ança o ien al. 3.2.1.5. Ap esen ação Cul u al: Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding he u u e A ap esen ação cul u al oi in ei amen e planeada, desen ol ida e ap esen ada pelos es udan es po ugueses que pa icipa am nes e IP e oi in i ulada po Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding he u u e (Apêndice 13). Iniciamos a ap esen ação a a és de uma pequena dinâmica, em que a a és de um Q Code os pa icipan es acediam a uma pla a o ma onde lhes e a pedido que esc e essem a p imei a coisa que pensam quando se ala em Po ugal. Es a dinâmica inha apenas o in ui o de pe cebe mos qual e a a pala a, a ca ac e ís ica ou a pe sonalidade amosa que os pa icipan es do IP associa am ao nosso país e, de ce o modo, com a inalidade de dinamiza a nossa ap esen ação. A ap esen ação em si cen ou-se nos ac os sob e Po ugal, que o am di ididos nas seguin es ca ego ias: ca ac e ís icas, his ó ia, pa imónio, música, li e a u a, gas onomia, despo o e educação, sendo que es e úl imo ópico in oduziu a nossa ap esen ação em elação à Uni e sidade de Coimb a. Fo am ap esen ados ac os elacionados com a UC, den o dos seguin es pon os: ca ac e ís icas, p émios, unidades o gânicas, pon os u ís icos/pa imónio, Associação Académica de Coimb a, adições académicas e es i idades es udan is, aje académico, unas académicas. Toda a ap esen ação oi en iquecida po imagens e ídeos. Po im, desen ol emos um guia u ís ico, que con idamos odos os pa icipan es a aze o download, de modo a incen i á-los a isi a o nosso país. Es e guia e a compos o po uma bucke lis de sí ios a isi a em Po ugal (Apêndice 14). 61 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools A alidade de cons u o e e e-se à “ex ensão em que um conjun o de a iá eis ealmen e ep esen a o cons u o a se medido” (Hai Junio e al., 2009; Ma ins, 2006, como ci ado em Souza e al., 2017, p. 654). É indiscu í el a impo ância da alidade de cons u o, sob e udo na á ea da educação, uma ez que “a a aliação se ale, equen emen e, de cons u os, que, após sua de inição ope acional, são medidos po in e médio de es es” (Vianna, 1983, p. 35). Con udo, Ke linge (1973, como ci ado em Vianna, 1983) cons a ou que a alidade de cons u o ambém ab ange a alidação da eo ia na qual a cons ução do ins umen o se baseou. Apesa do p ocesso de alidação de cons u o se conside ado um es udo cien í ico de ca ác e empí ico, uma ez que são de inidos os cons u os que podem se esponsá eis pelo de e minado desempenho num ins umen o, Vianna (1983) concluiu que os limi es de uma alidação empí ica são ul apassados, po que não se es inge apenas a cons a a a exis ência de co elações, ambém cla i ica os mo i os pa a essas co elações. 4.2. Mé odo 4.2.1. Ins umen os No ques ioná io “Comp eende a C ia i idade” (Apêndice 19) o am u ilizados dois ins umen os, sendo eles o Kau man Domains o C ea i i y Scale (K-DOCS, Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o The In en o y o C ea i e Ac i i ies and Achie emen s (ICAA, In en á io das A i idades e Realizações C ia i as). O K-DOCS, desen ol ido po Kau man (2012), é cons i uído po 50 i ens au o-adminis ados que a alia a c ia i idade em 5 a o es de compo amen o, nomeadamen e Pessoal/Quo idiano, Académico, Pe o mance (ab angendo esc i a e música), Mecânico/Cien í ico, e A ís ico. Pa indo das pe ceções pessoais mani es adas, os esponden es classi icam-se numa escala Like de 5 pon os, que a ia en e 1 (Mui o menos c ia i o) e 5 (Mui o mais c ia i o), seguindo as seguin es ins uções: "Em compa ação com pessoas com ap oximadamen e a sua idade e expe iência de ida, quão c ia i o se classi ica ia pa a cada um dos seguin es a os? Pa a a os que não ez especi icamen e, a alie o seu po encial c ia i o com base no seu desempenho em a e as semelhan es" (Kau man, 2012, p. 300). O ICAA obje i a medi as a i idades e as ealizações c ia i as, numa abo dagem equilib ada das ealizações a a és dos domínios c ia i os mais ele an es e dos ní eis de ealização. Foi c iado po Died ich e colegas (2018) e é uma medida de au o- ela o que a alia a 68 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools equência das A i idades de C ia i idade (CAc ) e as Realizações da C ia i idade (CAch), u ilizando escalas sepa adas em oi o domínios, nomeadamen e, Li e a u a, Música, A es e O ícios, Cozinha C ia i a, Despo o, A es Visuais, A es Pe o ma i as, e Ciência e Engenha ia. Dado à complexidade do ins umen o e apesa de se compos o po duas dimensões, CAc e CAch, apenas nos cen a emos na p imei a dimensão mencionada, aquela es á elacionada com as a i idades c ia i as. A escala do CAc ques iona a equência com que de e minada a i idade oi ealizada, endo em conside ação os úl imos 10 anos. As espos as a iam numa escala de Like compos a po 5 pon os (0: Nunca; 1: 1-2 ezes; 2: 3-5 ezes; 3: 6-10 ezes; 4: Mais de 10 ezes). Cada escala des e domínio con ém seis i ens de pe gun a. 4.2.2. P ocedimen o de Recolha dos Dados Os ins umen os o am aplicados a es udan es da Uni e sidade de Coimb a, dos di e en es ní eis de ensino (Licencia u a, Mes ado e Dou o amen o), ia LimeSu ey. Ao longo do p ocesso de ecolha de dados, cump e salien a que o am espei ados os seguin es p incípios é icos: Con idencialidade/P i acidade: odas as in o mações ecolhidas sob e os(as) pa icipan es man e -se-ão con idenciais, p ese ando-se o espei o pelo di ei o da ese a à ida p i ada, à disc ição e ao anonima o; Volun a iedade/Desis ência da pa icipação: a pa icipação de odos(as) educandos(as) é olun á ia, sendo possí el que es es(as) desis am a qualque momen o da in es igação; Bene ícios e espei o pela in eg idade: a elação dos in es igado es com os(as) pa icipan es o ien a -se-á pela in enção de bene ício, nomeadamen e o de pode i a des u a de es a égias p opiciado as da melho ia das habilidades c ia i as e emp eendedo as; Consen imen o in o mado e Di ulgação de esul ados: Todos os pa icipan es da ão o seu consen imen o in o mado an e io men e ao p eenchimen o dos ques ioná ios e, pos e io men e, e ão acesso aos esul ados e conclusões da in es igação se assim o en ende em, assim como à sua disseminação. No que diz espei o aos aspe os de p o eção de dados en ol idos na ealização des a in es igação, é impo an e ealça que o p ocedimen o de ecolha de dados somen e oi iniciado após e mos ecebido o Pa ece (Anexo 9) a o á el do Enca egado de P o eção de Dados, da Uni e sidade de Coimb a. Respei ando o Regulamen o Ge al de P o eção de Dados (RGPD), ap o ado pelo Regulamen o (UE) 2016/679 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de 27 de ab il de 2016, nes e Pa ece es á explíci o que nos comp ome emos a não ecolhe di e amen e qualque in o mação susce í el de se azoa elmen e u ilizada pa a iden i ica uma pessoa 69 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools singula e, indi e amen e, ambém não e e uamos a amen o de dados pessoais do esponden e, uma ez que como o inqué i o oi elabo ado no LimeSu ey, e o mesmo es á con igu ado pa a não ecolhe dados pessoais do esponden e. Pa a p ocede à di ulgação do ques ioná io, oi en iado um e-mail a solici a a au o ização pa a aplica o ques ioná io ao P o esso Dou o An ónio José Ba a a Figuei edo, Vice-Rei o da Uni e sidade de Coimb a, esponsá el pela Qualidade, Despo o e Se iços de Ação Social da e e ida ins i uição (SASUC). Após es a au o ização e sido concedida, o Gabine e de P omoção da Qualidade, da Uni e sidade de Coimb a, execu ou a di ulgação a a és de uma no i icação NÓNIO, de idamen e esc i a po nós (Apêndice 20), pa a um o al de 28042 es udan es da Uni e sidade mencionada. 4.2.3. P ocedimen os de Análise dos Dados Den o da alidade de cons u o e no que conce ne aos mé odos en e es es, u iliza emos a alidade cong uen e ou, comumen e conhecida po , alidade con e gen e. É conside ada como o mé odo mais simples, que equi ale a “co elaciona um es e no o a um ou o es e já amplamen e es udado e conhecido nas suas di e sas dimensões”, onde se e i ica mos que exis e uma al a co elação en e os dois ins umen os, podemos conclui que ambos medem o mesmo cons u o (Vianna, 1983, p. 40). Assim, o “g au de conco dância é es imado po meio do coe icien e de co elação”, sendo que es as co elações de em se signi ica i as (Hill & Hill, 2016, p. 151). Os coe icien es de co elação, que azem pa e dos coe icien es não-pa amé icos, medem a elação en e “duas a iá eis [que] êm alo es medidos po uma escala o dinal” (Hill & Hill, 2016, p. 205), ou seja, medem a elação en e duas a iá eis o dinais. No espei an e aos coe icien es de co elação, u iliza emos o coe icien e ⍴( ho) de Spea man. O coe icien e de co elação mencionado “mede o g au de associação en e en e 𝑥e𝑦(amos a bi a iada) o dinais ou quali a i as” (A onso & Nunes, 2019, p. 41). A co elação en e duas a iá eis, eo icamen e, apenas depende da a iância comum e a inalidade da Análise Fa o ial (AF) consis e em “analisa a a iância comum num conjun o de a iá eis pa a en ende , ou «explica », as co elações en e essas a iá eis” (Hill & Hill, 2016, p. 227). A AF em o p opósi o de es uda os pad ões ou as elações subjacen es en e um g ande núme o de a iá eis e, consequen emen e, de e mina a possibilidade de esumi oda a in o mação num conjun o meno de a o es. Pe mi e “ eduzi o núme o de dimensões necessá ias 70 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools pa a se desc e e dados de i ados de um g ande núme o de medidas” (U bina, 2007, como ci ado em Ma os & Rod igues, 2019, p. 10). De modo a alcança o obje i o sup a mencionado, é possí el ealiza uma Análise Fa o ial Con i ma ó ia (AFC) ou uma Análise Fa o ial Explo a ó ia (AFE). Nes a in es igação i emos nos cen a nes a úl ima pe spe i a. A AFE pe mi e que “os dados obse ados [de e minem] o modelo a o ial subjacen e a pos e io i ( aciocínio indu i o pa a in e i um modelo a pa i dos dados obse ados)” (Ma os & Rod igues, 2019, p. 10). U bina (2007) esume a inalidade da AFE como a descobe a de “quais a o es (is o é, a iá eis la en es ou cons u os) subjazem às a iá eis em análise” (como ci ado em Ma os & Rod igues, 2019, p. 11). As espos as o am de idamen e codi icadas (Apêndice 21), pa a p ocede à análise dos dados no SPSS (S a is ical Package o he Social Sciences), e são 27.01, sendo que p ocedemos a análises es a ís icas desc i i as, ao cálculo do coe icien e ⍴( ho) de Spea man e à análise a o ial explo a ó ia. 4.2.4. Pa icipan es Pa icipa am nes a in es igação 344 es udan es, pe encen es à Uni e sidade de Coimb a, de odos os ciclos de es udos. A idade dos es udan es oscilou en e 17 e 73 anos, com maio incidência nos es udan es en e os 19 (n=39; 11,3%), 20 (n=33; 9,6%) e 21 anos (n=32; 9,3%). A maio ia da amos a oi compos a pelo sexo eminino (n=221; 64,2%). Dos 344 es udan es, quando p eenche am o ques ioná io, 163 (47,4%) equen a am uma Licencia u a; 119 (34,6%) es uda am num Mes ado e 62 (18%) es a am insc i os num Dou o amen o. No que diz espei o às Unidades O gânicas (Figu a 2) hou e p edominância de es udan es p o enien es da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologias da Uni e sidade de Coimb a), ep esen ando 25,9% (n=88) da amos a, e da FLUC (Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a), cons i uindo 25% da amos a (n=86). 71 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Figu a 2 Análises desc i i as da a iá el ‘Unidade O gânica’ No a. FLUC = Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a); FDUC = Faculdade de Di ei o da Uni e sidade de Coimb a; FMUC = Faculdade de Medicina da Uni e sidade de Coimb a; FCTUC = Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a; FFUC = Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade de Coimb a; FEUC = Faculdade de Economia da Uni e sidade de Coimb a; FPCEUC = Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a; FCDEFUC = Faculdade de Ciências do Despo o e Educação Física da Uni e sidade de Coimb a. 4.3. Resul ados Segundo A onso & Nunes (2019), os alo es do Coe icien e de Spea man assumem alo es en e +1 e -1, sendo que um alo de (+ ou -) 1 co esponde a uma associação de classi icação pe ei a (posi i a ou nega i a, espe i amen e); enquan o o alo igual ou p óximo 0 signi ica que não há associação de classi icação ou que a associação é aca. Conside ando que a eg a ge al di a que um alo en e 0.3 a 0.5 ap esen a uma co elação aca, um alo en e 0.5 a 0.7 indica uma co elação mode ada, um alo en e 0.70 e 0.80 ep esen a uma co elação azoá el, um alo en e 0.80 e 0.90 indica uma co elação boa e um alo maio que 0.90 assume uma co elação excelen e (Hill & Hill, 2016). Como podemos e i ica na Figu a 3, odos os i ens ap esen am co elações mui o baixas, baixas ou mode adas, sendo que os alo es oscilam en e 0,36 e 0,534 ( alo es des acados na igu a). 72 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Figu a 3 Coe icien e de Spea man A alidade de cons u o pode a e i -se a a és da alidade ac o ial. Nes a in es igação em especí ico le ámos a cabo a modalidade de análise a o ial explo a ó ia. Em p imei o luga , analisamos a possibilidade de p ocede à análise a o ial, a a és de dois mé odos de a aliação: o c i é io de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e o Tes e de Es e icidade de Ba le . O KMO, segundo Lo enzo-Se a e al. (2011), é “um es e es a ís ico que suge e a p opo ção de a iância dos i ens que pode es a sendo explicada po uma a iá el la en e” (como ci ado em Damásio, 2012, p. 215), o que nos pe mi e comp eende se a aplicação da AFE é adequada. Os alo es podem a ia en e 0 e 1, sendo que “ alo es meno es que 0,5 são conside ados inacei á eis, alo es en e 0,5 e 0,7 são conside ados medíoc es; alo es en e 0,7 e 0,8 são conside ados bons; alo es maio es que 0,8 e 0,9 são conside ados ó imos e excelen es” (Hu cheson & So oniou, 1999, como ci ado em Damásio, 2012, pp. 215-216). Como é possí el obse a na Figu a 3, ob i emos o alo de 0,852, o que é conside ado como um alo excelen e. O Tes e de Es e icidade de Ba le a alia a simila idade en e a ma iz de (co) a iância e a de iden idade (Damásio, 2012). Tabachnick & Fidell (2007) a i mam que alo es “com ní eis de signi icância p <0,05 indicam que a ma iz é a o á el” (como ci ado em Damásio, 2012, p. 73 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 216) e, endo po base a Figu a 3, como o alo ob ido é in e io a p <0,05 (0,00), cons a amos que é possí el p ocede a uma análise a o ial explo a ó ia. Figu a 4 Análise Fa o ial Explo a ó ia: C i é io de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e o Tes e de Es e icidade de Ba le . No espei an e ao p ocesso de ex ação do núme o de a o es, u ilizamos o C i é io de Kaise -Gu man, ambém conhecido como eigen alue > 1, que “p opõe uma a aliação ápida e obje i a do núme o de a o es a se e ido” (Damásio, 2012, p. 216), ou seja, são ex aídos os a o es da ma iz de i ens, sendo que o seu núme o pode se igual ao núme o de i ens, maio ou meno . A a és des e c i é io, oi encon ada a exis ência de in e e qua o a o es, que, da o alidade, explicam 69,59% da a iância (Apêndice 22). De seguida, p ocedemos ao mé odo de o ação a o ial, que p e ende acili a o p ocesso de in e p e ação dos a o es, podendo aplica -se a o ação oblíqua ou a o ação o ogonal. Nes a in es igação usa emos as o ações oblíquas, que pe mi e a co elação en e os a o es, dado que o nosso obje i o consis e em “ob e alguns a o es ou cons u os eo icamen e signi ica i os” (Hai e al., 1998, como ci ado em Simões e al., 2010, p. 258). Dos mé odos de o ação oblíqua, u iliza emos um dos mais impo an es, a o ação oblimin, dado que é o mé odo mais indicado quando espe amos que os a o es sejam co elacionados. Na ma iz da o ação a a és do mé odo de oblimin (Apêndice 23), podemos e i ica que apenas os i ens do K-DOCS1 co esponden es à dimensão do Quo idiano não ap esen am sa u ações em apenas um a o , oscilando os alo es oscilam en e 0,307 e 0,696. No que diz espei o aos i ens K-DOCS2 (dimensão académica), K-DOCS3 (dimensão do desempenho), K-DOCS4 (dimensão da mecânica/cien í ico) e K-DOCS5 (dimensão a ís ica), odos os i ens co espondem a um único a o , nomeadamen e ao a o 2, ao a o 3, ao a o 1 e ao a o 4, espe i amen e, e ap esen am alo es en e 0,362 e 0,849. 74 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools No espei an e ao ICAA, os i ens ICAA1 (dimensão li e a u a), ICAA16 (dimensão das a es isuais), ICAA19 (dimensão a es pe o ma i as) e ICAA22 (dimensão das ciência e engenha ia), não ap esen am sa u ações em apenas um a o , a iando os alo es en e -0,308 e 0,731, sendo que o alo -0,308 co esponde à p imei a dimensão e cons i ui o mais baixo. Os i ens ICAA4 (dimensão música), o ICAA7 (dimensão a es e o ícios), ICAA10 (dimensão culiná ia c ia i a) e ICAA13 (dimensão despo o) onde odos i ens ap esen am sa u ações no espe i o a o ( a o 5, a o 6, a o 7 e a o 9, espe i amen e), e i icando-se que os alo es a iam en e 0,305 e 0,859. 4.4. Discussão Quando se a alia um ins umen o, que é u ilizado pa a mensu a um cons u o, o in es igado alcança uma no a dimensão do g au de elação do cons u o a aliado em elação aos ou os cons u os (Vianna, 1983). Raymundo (2009). Não conside a o p ocesso de alidação como sendo exaus i o, mas, e e i amen e, suge e que exis a uma ce a con inuidade e de e se epe ido á ias ezes pa a o mesmo ins umen o. Uma das ques ões cen ais da análise da alidade de cons u o esume-se ao ac o de os ins umen os ap esen a em uma al a co elação com ou os ins umen os que medem o mesmo cons u o, mas ambém de em mos a que não ap esen am co elação com es es que medem cons u os cla amen e di e en es, sendo es a a ca ac e ís ica que di e encia a alidade de cons u o (Vianna, 1983). Conscien es de que a alidade de cons u o deco e da aplicação de á ios es es, a a és de di e en es o mas, necessi ando de uma análise de alhada pa a e i ica , po exemplo: a quais a iá eis os i ens do ins umen o es ão elacionados; os ipos de i ens que compõem o es e; o quão es á el é o i em nas condições mais a iá eis e o quão homogéneo é o es e; en e ou as pa icula idades, suge imos que es as indicações sejam idas em conside ação em u u as in es igações. Conside amos que as análises an e io men e mencionadas, que ap esen am o in ui o de o nece elemen os que possam escla ece o signi icado do ins umen o, são algumas limi ações da nossa in es igação. Con udo, podemos conclui que, dada a ex ensão dos dois ins umen os u ilizados, que nos c iou di iculdade no p ocesso de análise de dados, não podemos a i ma que exis a uma ele ada co elação en e o K-DOCS e o ICAA, endo po base os alo es alcançados na análise da co elação de Spea man ( alo es en e 0,36 e 0,534) e na análise a o ial explo a ó ia. Numa p óxima in es igação, se á impo an e es a os ní eis de co elação do K-DOCS com ou o 75 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools ins umen o que não mede o mesmo cons u o, ou es a a alidade con e gen e do K-DOCS com um ins umen o de meno dimensão, mas que ambém meça a c ia i idade. 76 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools CONSIDERAÇÕES FINAIS O es ágio, du an e o ano le i o 2021/2022, deco eu no P oje o de In es igação Beyond The Limi s: De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools (2020-1-TR01-KA203-093989), que se insc e e no P og ama E asmus+ da União Eu opeia, no âmbi o da “Ação-Cha e 203: Pa ce ias Es a égicas pa a o Ensino Supe io ”. Es e es ágio cu icula é in eg ado no plano de es udos do segundo ano do Mes ado em Ciências da Educação, da FPCEUC, sob a o ien ação do P o esso Dou o Ca los F ancisco de Sousa Reis. Es es úl imos 12 meses o am eple os de desa ios, mas, sob e udo, de mui as ap endizagens. Cen a -nos-emos, p imei amen e, nas di iculdades ou limi ações sen idas, que apesa de as designa des a o ma, não conside o que enham con ibuindo de o ma nega i a pa a o meu desempenho enquan o es agiá ia. Na e dade, é ele an e e em conside ação que es as limi ações induzi am a aquisição de no as ap endizagens e o desen ol imen o ou ape eiçoamen o de compe ências. A execução da análise dos dados do ques ioná io “Comp eende a C ia i idade” oi a maio di iculdade des es úl imos meses, uma ez que, dada à minha inexpe iência no campo da in es igação ez com que o p ocesso osse mais demo ado e dolo oso, de mui a pesquisa e de ajuda dos p o esso es o ien ado es des e es ágio. As expec a i as iniciais do es ágio o am cump idas e esul a am na aquisição das seguin es ap endizagens. Em p imei o luga , de o des aca a elabo ação do Rela ó io do Need Analysis, que cons i ui a a i idade mais signi ica i a no meu pe cu so enquan o es agiá ia nes e p oje o. Foi o p imei o con ac o com as emá icas abo dadas no p oje o, nomeadamen e a ap oximação da p oblemá ica e da de inição dos concei os de c ia i idade e emp eendedo ismo, da mesma o ma que oi o momen o em que comp eendi os obje i os que ínhamos de alcança e as a e as que ínhamos de comple a , oi a opo unidade de conhece as o mas de abalha dos p o esso es en ol idos. Resumidamen e, oi um momen o c ucial pa a ga an i que os meus con ibu os u u os es a iam em conco dância com os p opósi os de endidos pelo p oje o. A p odução esc i a de a igos ambém cons i uiu uma eno me ap endizagem, nomeadamen e odo o p ocesso de ecolha e a amen o da in o mação, de o ganização dos con eúdos de o ma lógica, obje i a e adequada, de in e ligação dos con eúdos abo dados e de análise das di e en es pe spe i as. Pe mi iu en iquece p o undamen e o nosso in elec ual e ala gou, de ini i amen e, os meus conhecimen os. Consequen emen e, a ap esen ação des es 77 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools APÊNDICES 84 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 1: A igo “C ea i i y and En ep eneu ship in Highe Educa ion: De eloping Assessmen Scales” 85 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 86 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 2: Aplicação dos Ques ioná ios - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 87 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 88 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 3: Reco d Shee pa a os ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 89 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 4: Recolha dos con ac os das Associações de Pais e Enca egados de Educação de di e sas Escolas Secundá ias 90 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 5: Di ulgação dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 91 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 6: Codi icação das Va iá eis Al anumé icas dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 92 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 7: Vídeo de Supo e à Análise dos Dados dos ins umen os - O “Kau man Domains o C ea i i y Scale” (Escala de Kau man sob e a C ia i idade) e o “ENTRECOM Ques ionnai e - On En ep eneu ship Pe cep ion” (Ques ioná io de Pe cepção Emp eendedo a) 93 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 100 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 101 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 10: No as de Di ulgação do 1º In ensi e P og amme E asmus + 102 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 11: Feedback dos Pa icipan es do do 1º In ensi e P og amme E asmus + 103 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 12: Vídeo “Ac i i ies o De eloping C ea i i y” 104 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 105 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 13: Ap esen ação Cul u al “Fac s abou Po ugal - An ancien na ion beholding he u u e” 106 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 107 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 108 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 109 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 116 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 16: Wo kshop e Ap esen ação Cul u al “COD TANK: De eloping En ep eneu ship” 117 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 118 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 17: A igo “Emp eendedo ismo no Ensino Supe io : Es udo de Validação Inicial do ECQS pa a o Ensino Supe io ” 119 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 120 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 18: Ap esen ação “Emp eendedo ismo no Ensino Supe io : Es udo de Validação Inicial do ECQS pa a o Ensino Supe io ” 121 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 122 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Apêndice 19: Ques ioná io "Comp eende a C ia i idade" 123 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 124 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 125 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 1: Rela ó io “Needs Analysis Resea ch on he C ea i i y and En ep eneu ship Compe ence F amewo k” (NARCECF) 132 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 133 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 2: “Guidelines o he s a is ical analyses o da a om Needs Assessmen ” 134 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 3: Ap esen ação “The Concep - De ini ions, App oaches, Domains/Fields and An Algo i hm?” 135 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 136 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 137 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 4: Ap esen ação “C ea i i y and C i ical Thinking: In e dependence and Complemen a i y” 138 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools 139 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 5: Wo kshop “Challenges o C i ical Thinking” 140 Diana Mon ei o Pin o Beyond Lea ning. De eloping En ep eneu ship ia C ea i i y in Schools Anexo 6: Ap esen ação “Social En ep eneu ship: Concep ualiza ion, P ospec s and Cases” 141